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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Extravasamento de fluido para a cavidade intra-abdominal e torácica após artroscopia da anca]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital de São Francisco Xavier ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222018000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222018000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222018000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: A artroscopia da anca tem-se tornado um procedimento frequente com baixa taxa de complicações major. O extravasamento de fluido para o espaço extra-articular é uma complicação rara mas grave. Os autores descrevem dois casos de extravasamento de fluido de irrigação para a cavidade abdominal e torácica, durante a realização de artroscopia da anca, com o objectivo de alertar para eventuais factores de risco, gravidade, formas de prevenção e tratamento desta complicação. Descrição: Dois casos de doentes do sexo feminino, submetidas a artroscopia da anca por conflito femoro-acetabular, com história prévia de cirurgia abdominal. Ambas desenvolveram no pós-operatório precoce quadro de distensão abdominal, compromisso ventilatório e hipotermia, secundário a extravasamento do fluido de irrigação para a cavidade abdominal e torácica. Foi instituída terapêutica diurética endovenosa e em um dos casos foi realizada toracocentese. A resposta à terapêutica foi favorável em ambos os casos e aos 6 meses pós-operatório ambas apresentavam resultado funcional favorável, sem evidência de qualquer complicação relacionada com o extravasamento de fluido. Comentários: O extravasamento sintomático de fluido de irrigação para o espaço abdominal é raro, ainda mais raro é o extravasamento para a cavidade torácica. A bainha do psoas é reportada como o trajecto mais provável para o extravasamento, bem como uma capsulotomia extensa e precoce. Os autores hipotetizam que história prévia de cirurgia abdominal poderá eventualmente ser um factor contributivo. Um alto índice de suspeição e equipa cirúrgica e anestésica extremamente atentas são indispensáveis para realizar o diagnóstico precocemente e evitar um desfecho desfavorável.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: The number of hip arthroscopies is increasing with a low reported major complication rate. A rare but major complication is fluid extravasion to the intraperitoneal and retroperitoneal spaces and even to the thoracic cavity. We present two cases of intra-abdominal and intra-thoracic fluid extravasion after hip arthroscopy, aiming to emphasize potential risk factors, prevention and treatment of this complication. Case: Both patients in this case report underwent a hip arthroscopy for femoroacetabular impingement, and both have had previous abdominal surgery. After surgery they presented abdominal distension, respiratory distress and hypothermia due to fluid extravasion to the abdominal and thoracic cavity. Endovenous diuretic treatment was started, and one of the patients needed a therapeutic thoracentesis. Both had a good response to the treatment and at 6 months follow-up presented a good functional outcome and no evidence of the fluid extravasion. Comments: Symptomatic abdominal fluid extravasation during hip arthroscopy is rare and thoracic fluid extravasion is even more rare. Iliopsoas tendon sheath is the most likely route for fluid extravasion, as well as an early and extended hip capsulotomy. The authors believe that previous abdominal surgery can contribute for this complication. A high suspicion index and a very watchful team (surgeon and anesthetist) can detect this complication and prevent a potentially catastrophic outcome]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroscopia da anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[extravasamento de fluido]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Hip arthroscopy]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Extravasamento de fluido para a cavidade intra-abdominal e torácica após artroscopia da anca</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Andreia Mercier Nunes<sup>I</sup></b>; <b>Afonso Cevadinha Caetano<sup>I</sup></b>; <b>Joaquim Rodeia<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Xavier Fernandes<sup>I</sup></b>; <b>António Seco<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital de São Francisco Xavier - Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectivo: A artroscopia da anca tem-se tornado um procedimento frequente com baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es major. O extravasamento de fluido para o espa&ccedil;o extra-articular &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o rara mas grave. Os autores descrevem dois casos de extravasamento de fluido de irriga&ccedil;&atilde;o para a cavidade abdominal e tor&aacute;cica, durante a realiza&ccedil;&atilde;o de artroscopia da anca, com o objectivo de alertar para eventuais factores de risco, gravidade, formas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento desta complica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Descri&ccedil;&atilde;o: Dois casos de doentes do sexo feminino, submetidas a artroscopia da anca por conflito femoro-acetabular, com hist&oacute;ria pr&eacute;via de cirurgia abdominal. Ambas desenvolveram no p&oacute;s-operat&oacute;rio precoce quadro de distens&atilde;o abdominal, compromisso ventilat&oacute;rio e&nbsp; hipotermia, secund&aacute;rio a extravasamento do fluido de irriga&ccedil;&atilde;o para a cavidade abdominal e tor&aacute;cica. Foi institu&iacute;da terap&ecirc;utica diur&eacute;tica endovenosa e em um dos casos foi realizada toracocentese. A resposta &agrave; terap&ecirc;utica foi favor&aacute;vel em ambos os casos e aos 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rio ambas apresentavam resultado funcional favor&aacute;vel, sem evid&ecirc;ncia de qualquer complica&ccedil;&atilde;o relacionada com o extravasamento de fluido.</p>     <p>Coment&aacute;rios: O extravasamento sintom&aacute;tico de fluido de irriga&ccedil;&atilde;o para o espa&ccedil;o abdominal &eacute; raro, ainda mais raro &eacute; o extravasamento para a cavidade tor&aacute;cica. A bainha do psoas &eacute; reportada como o trajecto mais prov&aacute;vel para o extravasamento, bem como uma capsulotomia extensa e precoce. Os autores hipotetizam que hist&oacute;ria pr&eacute;via de cirurgia abdominal poder&aacute; eventualmente ser um factor contributivo. Um alto &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o e equipa cir&uacute;rgica e anest&eacute;sica extremamente atentas s&atilde;o indispens&aacute;veis para realizar o diagn&oacute;stico precocemente e evitar um desfecho desfavor&aacute;vel.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroscopia da anca, extravasamento de fluido. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: The number of hip arthroscopies is increasing with a low reported major complication rate.</p>     <p>A rare but major complication is fluid extravasion to the intraperitoneal and retroperitoneal spaces and even to the thoracic cavity. We present two cases of intra-abdominal and intra-thoracic fluid extravasion after hip arthroscopy, aiming to emphasize potential risk factors, prevention and treatment of this complication.</p>     <p>Case: Both patients in this case report underwent a hip arthroscopy for femoroacetabular impingement, and both have had previous abdominal surgery. After surgery they presented abdominal distension, respiratory distress and hypothermia due to fluid extravasion to the abdominal and thoracic cavity. Endovenous diuretic treatment was started, and one of the patients needed a therapeutic thoracentesis. Both had a good response to the treatment and at 6 months follow-up presented a good functional outcome and no evidence of the fluid extravasion.</p>     <p>Comments: Symptomatic abdominal fluid extravasation during hip arthroscopy is rare and thoracic fluid extravasion is even more rare. Iliopsoas tendon sheath is the most likely route for fluid extravasion, as well as an early and extended hip capsulotomy. The authors believe that previous abdominal surgery can contribute for this complication. A high suspicion index and a very watchful team (surgeon and anesthetist) can detect this complication and prevent a potentially catastrophic outcome</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip arthroscopy, Fluid extravasation. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroscopia da anca tem-se tornado um procedimento frequente para o tratamento de uma grande variedade de patologias, nos &uacute;ltimos 20 anos<sup>1</sup>.</p>
    <p>A taxa de complica&ccedil;&otilde;es major &eacute; 0,58%<sup>2</sup>. As complica&ccedil;&otilde;es minor s&atilde;o muito mais frequentes e incluem les&otilde;es relacionadas com a trac&ccedil;&atilde;o, neuropraxia, hematoma e hemorragia dos portais, bursite trocant&eacute;rica e fractura de pe&ccedil;as do instrumental. Uma complica&ccedil;&atilde;o rara, mas grave, &eacute; o extravasamento do fluido de irriga&ccedil;&atilde;o para o espa&ccedil;o intra ou retroperitoneal e at&eacute; mesmo cavidade tor&aacute;cica. Esta complica&ccedil;&atilde;o pode ter consequ&ecirc;ncias devastadoras, incluindo s&iacute;ndrome compartimental abdominal, edema pulmonar e paragem card&iacute;aca<sup>3</sup>.</p>
    <p>Na literatura actual n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encontrar medidas preventivas ou potenciais factores de risco, excepto a tenotomia precoce do psoas il&iacute;aco e a alta press&atilde;o de artrobomba<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os autores apresentam dois casos cl&iacute;nicos de extravasamento de fluido de irriga&ccedil;&atilde;o de artroscopia da anca para a cavidade abdominal e tor&aacute;cica sem nenhum dos factores de risco previamente descritos. Em ambos os casos os doentes haviam sido submetidos a cirurgia abdominal ou p&eacute;lvica e tal ser&aacute; discutido como um eventual factor de risco.</p>
    <p>Os doentes foram informados e consentiram a publica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es relacionadas com os casos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DESCRIÇÃO DOS CASOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em ambos os casos os doentes foram submetidos a artroscopia da anca por conflito femoro-acetabular com rotura labral. A artroscopia foi realizada pelo mesmo cirurgi&atilde;o, com treino p&oacute;s graduado em artroscopia da anca.</p>
    <p>O posicionamento, trac&ccedil;&atilde;o e press&atilde;o de artrobomba decorreram de acordo com o protocolo habitual do cirurgi&atilde;o. Ap&oacute;s anestesia geral e relaxamento muscular completo os doentes foram posicionados em dec&uacute;bito dorsal, em mesa de trac&ccedil;&atilde;o balanceada, aplicada apenas durante a abordagem do compartimento central. A press&atilde;o de artrobomba foi definida de 35 a 55 mmHg e solu&ccedil;&atilde;o salina normal foi utilizada para irriga&ccedil;&atilde;o. A anca foi abordada inicialmente com controlo fluorosc&oacute;pico, sendo realizado artrograma a&eacute;reo de confirma&ccedil;&atilde;o intra-articular da agulha. Em primeiro lugar foi estabelecido do portal anterolateral (localizado a 2cm do bordo antero-superior do grande troc&acirc;nter) e em segundo lugar o portal anteromedial (na intersec&ccedil;&atilde;o entre o limite superior do grande troc&acirc;nter e a espinha il&iacute;aca antero-superior). Segundo a t&eacute;cnica inside-out foi&nbsp; realizada uma pequena capsulotomia transversa.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso 1</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>40 anos de idade, sexo feminino, com antecedente pessoal de duas cesarianas e miomectomia. Submetida a artroscopia da anca por conflito femoro-acetabular e rotura labral documentadas clinicamente e por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica.</p>
    <p>A artroscopia foi realizada como descrito previamente, sendo realizada osteoplastia da transi&ccedil;&atilde;o femoral colo-cabe&ccedil;a, acetabuloplastia e labrectomia parcial, ap&oacute;s tentativa ineficaz de repara&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>O procedimento apresentou um n&iacute;vel de dificuldade moderado, pela presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es degenerativas ligeiras. N&atilde;o foi realizada tenotomia do psoas il&iacute;aco. A doente manteve par&acirc;metros vitais est&aacute;veis durante toda a cirurgia, que teve a dura&ccedil;&atilde;o de 3 horas com aproximadamente 90 minutos de trac&ccedil;&atilde;o. Na fase de recupera&ccedil;&atilde;o da anestesia a doente apresentava dispneia intensa, hipotens&atilde;o e hipotermia. Por este motivo foi transferida para Unidade de Cuidados Interm&eacute;dios e permaneceu monitorizada. Realizou radiografia do t&oacute;rax que mostrou derrame pleural &agrave; direita (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Foi iniciado tratamento com oxig&eacute;nio suplementar e diur&eacute;ticos endovenosos. A evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi favor&aacute;vel e a doente apresentava condi&ccedil;&otilde;es para alta hospitalar 3 dias ap&oacute;s a cirurgia. Aos 6 meses de seguimento n&atilde;o existia qualquer evid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o extravasamento de fluido e o <em>nonarthritic hip score</em> era 96.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a06f1.jpg" width="390" height="357" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Caso 2</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>48 anos de idade, sexo feminino, antecedentes pessoais de colecistectomia e apendicectomia. Submetida a artroscopia da anca por conflito femoro-acetabular e rotura labral documentadas clinicamente e por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica. A artroscopia foi realizada como descrito previamente, sendo realizada osteoplastia da transi&ccedil;&atilde;o femoral colo-cabe&ccedil;a, acetabuloplastia e labrectomia parcial, ap&oacute;s tentativa ineficaz de repara&ccedil;&atilde;o e tenotomia parcial do psoas il&iacute;aco. O procedimento apresentou um n&iacute;vel de dificuldade moderado, pela presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es degenerativas ligeiras. Na fase final da cirurgia (que teve a dura&ccedil;&atilde;o de 4 horas, com 80 minutos de trac&ccedil;&atilde;o), a doente apresentava necessidade de altas press&otilde;es de ventila&ccedil;&atilde;o, bem como distens&atilde;o abdominal, mantendo-se hemodinamicamente est&aacute;vel. Na fase de recupera&ccedil;&atilde;o da anestesia apresentava dispneia e dor abdominal difusa. Por este motivo foi transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos, onde permaneceu monitorizada. Realizou radiografia de t&oacute;rax e tomografia axial computorizada abdomino-p&eacute;lvica urgentes, que permitiram diagnosticar derrame peric&aacute;rdico e pleural bilateral, atelectasia pulmonar &agrave; esquerda, extensa ascite e derrame retroperitoneal (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>). Foi realizada toracocentese terap&ecirc;utica e tratamento diur&eacute;tico endovenoso, com resposta favor&aacute;vel. A evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica global foi favor&aacute;vel e a doente reunia condi&ccedil;&otilde;es para alta 7 dias ap&oacute;s a cirurgia. Aos 6 meses de seguimento n&atilde;o existia qualquer evid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o extravasamento de fluido e o <em>nonarthritic hip score</em> era 95.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a06f2.jpg" width="390" height="593" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a06f3.jpg" width="393" height="336" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O extravasamento de fluido durante artroscopia da anca &eacute; raro (0,16%), mas uma complica&ccedil;&atilde;o potencialmente fatal<sup>1</sup>. Literatura recente reportam o sexo feminino como potencial factor de risco, enfatizando a import&acirc;ncia da detec&ccedil;&atilde;o precoce desta complica&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. Ainda mais raro &eacute; o extravasamento de fluido para a cavidade tor&aacute;cica, com apenas 3 casos reportados<sup>2,5</sup>.</p>
    <p>Os sinais mais comuns s&atilde;o distens&atilde;o abdominal e hipotermia, sendo que ambos devem ser cuidadosamente monitorizados durante a cirurgia<sup>6</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de panos esterilizados transparentes permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o repetida do abd&oacute;men, devendo a cirurgia ser interrompida em caso de suspeita de extravasamento de fluido<sup>4</sup>.</p>
    <p>A confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de extravasamento de fluido para a cavidade intra-abdominal pode ser realizado quer por ecografia quer por tomografia axial computorizada. Haskins SC, enfatiza o facto de a presen&ccedil;a de fluido na cavidade abdominal ser&nbsp; um achado muito comum ap&oacute;s artroscopia da anca (16%). No entanto o extravasamento sintom&aacute;tico &eacute; raro e a sua detec&ccedil;&atilde;o precoce &eacute; crucial para evitar os riscos associados<sup>7</sup>.</p>
    <p>V&aacute;rios estudo reportam a ba&iacute;nha do psoas-il&iacute;aco como trajecto mais prov&aacute;vel para o extravasamento, bem como uma extensa capsulotomia associada a tempo operat&oacute;rio prolongado e press&atilde;o elevada da artrobomba<sup>1,8</sup>. Existe ainda a suspeita de que factores dependentes do doente, como particularidades anat&oacute;micas, possam contribuir pelo menos parcialmente para este fen&oacute;meno.</p>
    <p>Ekhtiari S, et al enfatiza que uma cavidade p&eacute;lvica ginec&oacute;ide associada a maior elasticidade dos tecidos tem sido mencionada como eventual respons&aacute;vel pelo maior n&uacute;mero de casos de extravasamento no sexo feminino<sup>4</sup>. Os casos apresentados t&ecirc;m em comum o facto de ambos os doentes serem do sexo feminino e terem sido submetidas a cirurgia abdominal previamente. Os autores hipotetizam que a cirurgia abdominal pr&eacute;via possa ter contribu&iacute;do para a ocorr&ecirc;ncia desta complica&ccedil;&atilde;o gra&ccedil;as &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da elasticidade dos tecidos bem como por criar uma facilidade de comunica&ccedil;&atilde;o entre os espa&ccedil;os intra e retroperitoneal facilitando o extravasamento. Esta hip&oacute;tese ter&aacute; de ser investigada com estudos anat&oacute;micos com modelos animais ou cad&aacute;ver.</p>
    <p>Em ambos os casos a complica&ccedil;&atilde;o foi diagnosticada ap&oacute;s o t&eacute;rmino da cirurgia, este facto ilustra a import&acirc;ncia de um equipa extremamente atenta (cirurgi&atilde;o e anestesista) para prevenir esta complica&ccedil;&atilde;o potencialmente fatal. Isto &eacute; de aprendizagem, quando os tempos cir&uacute;rgicos s&atilde;o mais longos e a taxa de complica&ccedil;&otilde;es mais elevada<sup>9</sup>. Sendo uma complica&ccedil;&atilde;o com potencial catastr&oacute;fico, qualquer artroscopia da anca deve antecipar uma resposta hospitalar adequada, incluindo possibilidade de Cuidados Intensivos e imagiologia.</p>
    <p>Em ambos os casos verificou-se uma boa resposta &agrave; terapeutica diur&eacute;tica endovenosa, sem necessidade de paracentese. No caso 2 foi realizada toracocentese considerando o volume do derrame e a consequente atelectasia. Doentes cuja evolu&ccedil;&atilde;o leve a um s&iacute;ndrome compartimental abdominal devem receber drenagem percut&acirc;nea e eventualmente uma laparotomia emergente<sup>10</sup>.</p>
    <p>Apesar de potencialmente fatal, os autores n&atilde;o relatam influ&ecirc;ncia no outcome final da cirurgia da anca, dado que ambos os casos apresentam um <em>nonarthritic hip score</em> favor&aacute;vel aos 6 meses de seguimento.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em conclus&atilde;o, o extravasamento extra-articular &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o rara mas major da cirurgia artrosc&oacute;pica da anca. Um elevado &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o e resposta hospitalar adequada s&atilde;o a chave para prevenir um outcome desfavor&aacute;vel. Assim como o sexo feminino e o tempo operat&oacute;rio prolongado, a hist&oacute;ria de cirurgia abdominal pr&eacute;via pode eventualmente contribuir para a sua ocorr&ecirc;ncia. A detec&ccedil;&atilde;o precoce e tratamento podem prever complica&ccedil;&otilde;es futuras.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Kocher MS, Frank JS, Nasreddine AY, Safran MR, Philippon MJ, Sekiya JK, et al. Intra-abdominal fluid extravasation during hip arthroscopy: A survey of the MAHORN group. Arthroscopy. 2012 Nov; 28 (11): 1654-1660</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Harris JD, McCormick FM, Abrams GD, Gupta AK, Ellis TJ, Bach BR, et al. Complications and reoperations during and after hip arthroscopy: A systematic review of 92 studies and more than 6,000 patients. Arthroscopy. 2013 Mar; 29 (3): 589-595</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Stafford GH, Malviya A, Villar RN. Fluid extravasation during hip arthroscopy. HIP Int. 2011; 21 (6): 740-743</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323601&pid=S1646-2122201800040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Ekhtiari S, Haldane CE, de Sa D, Simunovic N, Ayeni OR. Fluid Extravasation in Hip Arthroscopy: A Systematic Review. Arthroscopy. 2017; 33 (4): 873-880</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323602&pid=S1646-2122201800040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Verma M, Sekiya JK. Intrathoracic fluid extravasation after hip arthroscopy. Arthroscopy. 2010; 26 (9): 90-94</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323603&pid=S1646-2122201800040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Haupt U, Völkle D, Waldherr C, Beck M. Intra- and Retroperitoneal Irrigation Liquid After Arthroscopy of the Hip Joint. Arthroscopy. 2008; 24 (8): 966-968</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323604&pid=S1646-2122201800040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Haskins SC, Desai NA, Fields KG, Nejim JA, Cheng S, Coleman SH, et al. Diagnosis of Intraabdominal Fluid Extravasation After Hip Arthroscopy With Point-of-Care Ultrasonography Can Identify Patients at an Increased Risk for Postoperative Pain. Anesth Analg. 2017; 124 (3): 791-799</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Fowler J, Owens BD. Abdominal Compartment Syndrome After Hip Arthroscopy. Arthroscopy. 2010; 26 (1): 128-130</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323606&pid=S1646-2122201800040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Hoppe DJ, de Sa D, Simunovic N, Bhandari M, Safran MR, Larson CM, et al. The Learning Curve for Hip Arthroscopy: A Systematic Review. Arthroscopy. 2014; 30 (3): 389-397</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Ladner B, Nester K, Cascio B. Abdominal Fluid Extravasation During Hip Arthroscopy. Arthroscopy. 2010; 26 (1): 131-135</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323608&pid=S1646-2122201800040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Andreia Mercier Nunes    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Hospital de São Francisco Xavier - Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental    <br>Estrada do Forte do Alto do Duque    <br>1449-005 LISBOA    <br>Telefone: 91 607 47 16    <br><a href="mailto:andreia.mercier.nunes@gmail.com">andreia.mercier.nunes@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-08-22</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-11-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-11-03</font></p>    ]]></body>
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