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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epifisiólise femoral proximal, estudo retrospetivo de resultados a longo prazo após fixação in situ]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222019000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222019000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222019000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: A epifisiólise femoral proximal (EFP) é o distúrbio mais frequente na anca do adolescente. A fixação in situ da epífise femoral é um dos tratamentos cirúrgicos com resultados consistentes, mas as consequências a longo prazo da sua fixação em posição não anatómica têm sido alvo de debate. Este trabalho teve por objetivo a avaliação retrospetiva dos resultados clínicos e funcionais de doentes submetidos a fixação in situ de EFP entre 1989-1999. Materiais e Métodos: Os pacientes submetidos a fixação in situ da epífise femoral por EFP entre 1989 e 1999, na nossa instituição, foram convocados a avaliação clínica presencial e avaliação funcional e de qualidade de vida com questionário HOOS e SF-36v2. Foram criados dois grupos de pacientes, segundo a classificação de Wilson. Os grupos foram comparados utilizando ferramentas estatísticas (t-test, teste exato de Fisher e ANOVA). Resultados: A amostra estudada foi de 27 pacientes (um total de 32 ancas). Na avaliação clínica não se identificaram diferenças entre os grupos. Na avaliação de resultados funcionais, o grupo II apresentou resultados do score funcional HOOS mais baixos que os casos grau I, e resultados do score SF-36 mais baixos do que o grupo I e do que os valores padronizados da população portuguesa. Conclusões: Embora alguns estudos apontem para uma semelhança de resultados a longo prazo para fixação in situ em desvios ligeiros e moderados, neste estudo observa-se uma diferença significativa entre estes grupos, constatando-se que o grau de deslizamento metafisário determina um pior resultado funcional a longo prazo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Slipped capital femoral epiphysis (SCFE) is the most frequent disorder of the adolescent's hip. In situ fixation of the femoral epiphysis is one of the surgical treatments with consistent results, but the long-term consequences of the fixation of the femoral epiphysis in a non-anatomical position have been debated. This study aimed to retrospectively evaluate the clinical and functional results of patients subjected to in situ fixation of SCFE, between 1989-1999. Materials and Methods: Patients subjected to in situ fixation of femoral epiphysis for SCFE between 1989-1999, in our institution, were invited to clinical examination plus functional and quality-of-life assessment with HOOS and SF-36v2 questionnaires. Two groups of patients were created according to Wilson’s classification. The groups were compared using statistical tools (t-test, Fisher exact test and ANOVA). Results: A sample of 27 patients (a total of 32 hips) was studied. In the clinical evaluation, no differences were identified between groups. In the evaluation of functional results, group II presented lower HOOS scores than grade I cases, and SF-36 scores lower than group I and of the standardized values for the portuguese population. Conclusions: Although some studies point to a similarity of long-term results for in situ fixation in mild and moderate SCFE, a significant difference between these groups is observed in this study, showing that the degree of metaphyseal slip determines a worse long-term functional outcome.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[(MESH): epifisiólise]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Epifisiólise femoral proximal, estudo retrospetivo de resultados a longo prazo após fixação in situ</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cecília Sá Barros<sup>I</sup></b>; <b>Rosana Pinheiro<sup>I</sup></b>; <b>Elisabete Ribeiro<sup>I</sup></b>; <b>Rui Duarte<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Varanda<sup>I</sup></b>; <b>Ricardo Maia<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital de Braga.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: A epifisi&oacute;lise femoral proximal (EFP) &eacute; o dist&uacute;rbio mais frequente na anca do adolescente.</p>     <p>A fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> da ep&iacute;fise femoral &eacute; um dos tratamentos cir&uacute;rgicos com resultados consistentes, mas as consequ&ecirc;ncias a longo prazo da sua fixa&ccedil;&atilde;o em posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o anat&oacute;mica t&ecirc;m sido alvo de debate.</p>     <p>Este trabalho teve por objetivo a avalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva dos resultados cl&iacute;nicos e funcionais de doentes submetidos a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> de EFP entre 1989-1999.</p>     <p>Materiais e M&eacute;todos: Os pacientes submetidos a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> da ep&iacute;fise femoral por EFP entre 1989 e 1999, na nossa institui&ccedil;&atilde;o, foram convocados a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica presencial e avalia&ccedil;&atilde;o funcional e de qualidade de vida com question&aacute;rio HOOS e SF-36v2. Foram criados dois grupos de pacientes, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Wilson. Os grupos foram comparados utilizando ferramentas estat&iacute;sticas (<em>t-test</em>, teste exato de <em>Fisher</em> e <em>ANOVA</em>).</p>     <p>Resultados: A amostra estudada foi de 27 pacientes (um total de 32 ancas). Na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica n&atilde;o se identificaram diferen&ccedil;as entre os grupos. Na avalia&ccedil;&atilde;o de resultados funcionais, o grupo II apresentou resultados do score funcional HOOS mais baixos que os casos grau I, e resultados do score SF-36 mais baixos do que o grupo I e do que os valores padronizados da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p>Conclus&otilde;es: Embora alguns estudos apontem para uma semelhan&ccedil;a de resultados a longo prazo para fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> em desvios ligeiros e moderados, neste estudo observa-se uma diferen&ccedil;a significativa entre estes grupos, constatando-se que o grau de deslizamento metafis&aacute;rio determina um pior resultado funcional a longo prazo.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: (MESH): epifisiólise, epifisiólise femoral proximal, avaliação, resultados. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: Slipped capital femoral epiphysis (SCFE) is the most frequent disorder of the adolescent's hip.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>In situ fixation of the femoral epiphysis is one of the surgical treatments with consistent results, but the long-term consequences of the fixation of the femoral epiphysis in a non-anatomical position have been debated.</p>     <p>This study aimed to retrospectively evaluate the clinical and functional results of patients subjected to in situ fixation of SCFE, between 1989-1999.</p>     <p>Materials and Methods: Patients subjected to in situ fixation of femoral epiphysis for SCFE between 1989-1999, in our institution, were invited to clinical examination plus functional and quality-of-life assessment with HOOS and SF-36v2 questionnaires. Two groups of patients were created according to Wilson&rsquo;s classification. The groups were compared using statistical tools (<em>t-test</em>, Fisher exact test and <em>ANOVA</em>).</p>     <p>Results: A sample of 27 patients (a total of 32 hips) was studied. In the clinical evaluation, no differences were identified between groups. In the evaluation of functional results, group II presented lower HOOS scores than grade I cases, and SF-36 scores lower than group I and of the standardized values for the portuguese population.</p>     <p>Conclusions: Although some studies point to a similarity of long-term results for in situ fixation in mild and moderate SCFE, a significant difference between these groups is observed in this study, showing that the degree of metaphyseal slip determines a worse long-term functional outcome.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: (MESH): epiphysiolysis, slipped capital femoral epiphyses, assessment, outcomes. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A epifisi&oacute;lise femoral proximal (EFP) &eacute; o dist&uacute;rbio mais frequente da anca na adolesc&ecirc;ncia. Embora a etiologia n&atilde;o esteja totalmente esclarecida, a obesidade, dist&uacute;rbios end&oacute;crinos e a retrovers&atilde;o femoral est&atilde;o identificados como fatores de risco<sup>1,2</sup>. Apesar da incid&ecirc;ncia variar entre grupos &eacute;tnicos, estudos europeus apontam para cerca de 6 casos em cada 100 000, com predom&iacute;nio em indiv&iacute;duos do sexo masculino<sup>1,3</sup>.</p>
    <p>A perda de congru&ecirc;ncia met&aacute;fise - ep&iacute;fise ocorre atrav&eacute;s da zona hipertr&oacute;fica da fise que permite o deslizamento antero-superior da met&aacute;fise, o que resulta numa deformidade que habitualmente se apresenta em varo/extens&atilde;o/rota&ccedil;&atilde;o externa.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de classifica&ccedil;&atilde;o h&aacute; a considerar aspetos cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos. A classifica&ccedil;&atilde;o de <em>Loder</em> baseia-se em aspetos cl&iacute;nicos e descreve dois tipos de EFP (est&aacute;vel e inst&aacute;vel) dependendo da capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. A classifica&ccedil;&atilde;o de severidade de <em>Wilson</em> e <em>Southwick</em> baseiam-se no grau de deslizamento da ep&iacute;fise com base nos achados radiogr&aacute;ficos<sup>1</sup>.</p>
    <p>O tratamento, embora condicionado pelo grau de epifisi&oacute;lise, tem sempre car&aacute;cter urgente para prevenir o progressivo deslizamento epifis&aacute;rio, a condr&oacute;lise e o risco de necrose avascular.</p>
    <p>A fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> da ep&iacute;fise femoral &eacute; uma estrat&eacute;gia com resultados consistentes e favor&aacute;veis sobretudo para graus ligeiros a moderados de desvio<sup>4,5</sup>. O objetivo desta op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica &eacute; a fixa&ccedil;&atilde;o da ep&iacute;fise, sem redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da mesma, de forma a prevenir agravamento da deformidade e a epifisiodese. Contudo a deformidade residual exp&otilde;e a met&aacute;fise femoral ao rebordo acetabular anterolateral resultando em dano articular cuja gravidade depender&aacute; do grau de remodela&ccedil;&atilde;o que eventualmente ocorra, da severidade da deformidade e do tipo de atividade f&iacute;sica do paciente<sup>2,6</sup>.</p>
    <p>As consequ&ecirc;ncias funcionais do conflito femoroacetabular residual s&atilde;o ainda pouco conhecidas e ser&atilde;o mais expressivas em <em>follow-up</em> a longo prazo, o que alerta para a import&acirc;ncia dos estudos de seguimento alargado do tratamento cir&uacute;rgico da EFP<sup>2,4,7</sup>.</p>
    <p>Neste contexto, este trabalho pretendeu responder a algumas destas quest&otilde;es atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva de resultados cl&iacute;nicos e funcionais a longo prazo ap&oacute;s fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> de EFP.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Pacientes e seleção da amostra</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi realizada uma an&aacute;lise retrospetiva de doentes com diagn&oacute;stico de epifisi&oacute;lise femoral proximal submetidos a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in</em> <em>situ</em> da ep&iacute;fise femoral entre 1989 e 1999 na nossa institui&ccedil;&atilde;o. O <em>follow-up</em> m&iacute;nimo foi de 19 anos.</p>
    <p>Foi revista a documenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e registados os procedimentos cir&uacute;rgicos, evolu&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria e resultados radiogr&aacute;ficos pr&eacute;- e p&oacute;s-operat&oacute;rios. A gravidade do desvio epifis&aacute;rio foi definida, segundo classifica&ccedil;&atilde;o de <em>Wilson</em>, com base na propor&ccedil;&atilde;o de deslizamento epifis&aacute;rio em grau I (0 a 33% de deslizamento), grau II (34 a 50% de deslizamento) e grau III (&gt; 50% de deslizamento)<sup>8</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No per&iacute;odo de tempo considerado, 59 pacientes foram submetidos a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> de EFP, sendo esta realizada de forma percut&acirc;nea sob apoio radiogr&aacute;fico com diferentes tipos de dispositivos: fios de <em>Kirschner</em> roscados, cravos de <em>Steinman</em>, pinos de <em>Russin</em> e parafusos canulados, dependendo da prefer&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o.</p>
    <p>Foram exclu&iacute;dos do estudo 32 pacientes: 12 por impossibilidade de desloca&ccedil;&atilde;o ao hospital, dado terem emigrado; 8 pacientes por impossibilidade em estabelecer contacto telef&oacute;nico; 6 pacientes por terem recusado participar no estudo; 3 pacientes por se encontrarem totalmente dependentes em sequ&ecirc;ncia de doen&ccedil;a neurodegenerativa; 1 paciente por ter falecido; e 2 pacientes por terem sido submetidos a manobras de redu&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria pr&eacute;vias &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o. Assim, 27 pacientes reuniram condi&ccedil;&otilde;es de inclus&atilde;o no estudo e foram convocados para avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica presencial.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação clínica e funcional</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi registado o arco de mobilidade em graus, as assimetrias de comprimento de membros e o tipo de marcha. Adicionalmente foi pedido aos pacientes o preenchimento de um question&aacute;rio de outcome funcional (<em>HOOS - Hip Dysfunction Osteoarthritis Outcome Score</em>) e de um question&aacute;rio polivalente de qualidade de vida (SF-36)<sup>9,10</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação radiográfica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do grupo estudado foi poss&iacute;vel obter estudo radiogr&aacute;fico atualizado de 12 pacientes, e classificaram-se as altera&ccedil;&otilde;es degenerativas apresentadas segundo escala de <em>Kellgren</em> e <em>Lawrence</em><sup>11</sup>. Foram tamb&eacute;m registados os casos que apresentavam deformidade tipo <em>"pistol grip"</em> no estudo radiogr&aacute;fico.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O grupo em estudo foi submetido a an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva com vista a carateriza&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e cl&iacute;nica. As avalia&ccedil;&otilde;es de diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas entre grupos foram realizadas por <em>t-test</em>, teste exato de <em>Fisher</em> e <em>ANOVA</em>. O programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizado foi o <em>GraphPad Prism 6</em>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Caracterização da amostra</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A amostra considerada neste estudo foi de 27 indiv&iacute;duos, sendo que 5 deles apresentavam atingimento bilateral e por isso foram consideradas para a an&aacute;lise um total de 32 ancas. Observou-se, conforme esperado, predom&iacute;nio do sexo masculino (21 homens e 6 mulheres), n&atilde;o tendo sido identificado predom&iacute;nio em termos de lateralidade. A idade m&eacute;dia &agrave; data de interven&ccedil;&atilde;o foi de 13 anos, a idade m&eacute;dia &agrave; data do estudo foi de 37 anos.</p>
    <p>Todos os indiv&iacute;duos foram submetidos a epifisiodese <em>in situ</em>, mas o tipo de material de fixa&ccedil;&atilde;o utilizado variou com a evolu&ccedil;&atilde;o temporal da t&eacute;cnica e segundo a prefer&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>
    
<p>Foram definidos dois grupos tendo em conta a severidade do desvio, sendo que no grupo I constam 16 casos de epifisi&oacute;lise grau 1, e no grupo II 16 casos de epifisi&oacute;lise grau 2. N&atilde;o se identificaram diferen&ccedil;as entre os grupos no que respeita a idade, sexo, lateralidade, tempo de evolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas ou tipos de implantes utilizados (<a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02t2.jpg" width="392" height="357" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Resultados Clínicos e Funcionais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No que diz respeito aos resultados cl&iacute;nicos, foram identificados 7 indiv&iacute;duos com dismetria superior ou igual a 3 cm (4 no grupo I e 3 no grupo II), 4 indiv&iacute;duos com sinal de <em>Trendelenburg</em> positivo (todos pertencentes ao grupo II) e 9 indiv&iacute;duos com perda completa da rota&ccedil;&atilde;o interna (3 do grupo 1 e 6 do grupo II). Contudo, n&atilde;o se identificaram diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas entre os resultados cl&iacute;nicos do grupo I <em>versus</em> grupo II (<a name="topt3"></a><a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02t3.jpg" width="392" height="158" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Para avaliar o impacto da severidade do desvio nos resultados funcionais, foram preenchidos question&aacute;rios HOOS para cada anca submetida a tratamento cir&uacute;rgico e question&aacute;rio SF-36 a cada paciente do estudo. Relativamente aos resultados das avalia&ccedil;&otilde;es funcionais, verificou-se que o grupo II apresentou resultados do question&aacute;rio funcional HOOS com valores mais baixos que o grupo I (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a> e <a name="topt4"></a><a href="#t4">Tabela 4</a>). De igual forma, tamb&eacute;m o grupo II apresentou resultados do question&aacute;rio de sa&uacute;de SF 36 mais baixos que o grupo I e que os valores normalizados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa<sup>12</sup> (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a> e <a name="topt5"></a><a href="#t5">Tabela 5</a>). As diferen&ccedil;as identificadas em ambos os question&aacute;rios apresentaram significado estat&iacute;stico (p &lt; 0,0001).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02f1.jpg" width="400" height="277" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t4"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02t4.jpg" width="390" height="207" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02f2.jpg" width="396" height="316" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02t5.jpg" width="389" height="331" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Resultados radiográficos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No que diz respeito ao estudo radiogr&aacute;fico, foram identificados 8 pacientes com deformidade tipo "<em>pistol grip</em>" (dois no grupo I e os seis no grupo II), e 4 pacientes com altera&ccedil;&otilde;es degenerativas moderadas - grau 3 na classifica&ccedil;&atilde;o de "Kelgren e Lawrence", todos pertencentes ao grupo II (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>, <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02f3.jpg" width="392" height="287" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02f4.jpg" width="389" height="761" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a02f5.jpg" width="392" height="680" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No per&iacute;odo de seguimento considerado, as &uacute;nicas reinterven&ccedil;&otilde;es registadas foram para remo&ccedil;&atilde;o do material. N&atilde;o h&aacute; casos a reportar de necrose avascular da cabe&ccedil;a femoral. <br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A EFP, enquanto dist&uacute;rbio deformante da fise de crescimento de uma articula&ccedil;&atilde;o de carga, apresenta-se como uma patologia com potencial de evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel e compromisso de resultados a longo prazo. O tratamento adequado deste dist&uacute;rbio &eacute; consensualmente cir&uacute;rgico, mas o tipo de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda alvo de debate<sup>13</sup>.</p>
    <p>Neste estudo constataram-se piores resultados funcionais para desvios grau II na classifica&ccedil;&atilde;o de <em>Wilson</em> ap&oacute;s fixa&ccedil;&atilde;o<em> in situ</em>. Os doentes inclu&iacute;dos neste grupo, embora sobrepon&iacute;veis em termos de complica&ccedil;&otilde;es, achados cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos, pontuam menos nos question&aacute;rios de qualidade de vida e funcionalidade. Apesar de tudo, a aus&ecirc;ncia de casos de necrose avascular revela o caracter seguro deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>V&aacute;rios estudos ao longo dos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m avaliado os resultados funcionais a longo prazo de fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> para os diferentes graus de desvio (Tabela 6), sendo que os estudos mais recentes revelam uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o risco que a posi&ccedil;&atilde;o an&oacute;mala da cabe&ccedil;a femoral representa para articula&ccedil;&atilde;o<sup>14,15,16,17,18</sup>.</p>
    <p>Assim, neste estudo, conclui-se que a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o segura e com bons resultados funcionais, cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos a longo prazo para graus ligeiros de desvio da ep&iacute;fise femoral. Apesar disto, para graus moderados apresenta-se como uma estrat&eacute;gia segura embora com resultados funcionais menos satisfat&oacute;rios. Assim, na aus&ecirc;ncia de op&ccedil;&otilde;es que ofere&ccedil;am inequivocamente melhores resultados para os desvios moderados, a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> continua a ser uma abordagem adequada. Contudo, estes casos devem permanecer sinalizados a longo prazo uma vez que poder&atilde;o beneficiar de interven&ccedil;&otilde;es para minimizar as sequelas da deformidade anat&oacute;mica remanescente. Por fim, &eacute; de salientar que mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para avaliar se a fixa&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em> &eacute; um tratamento adequado da EFP para os v&aacute;rios graus da doen&ccedil;a, em particular seria interessante avaliar s&eacute;ries maiores de pacientes e uma an&aacute;lise radiogr&aacute;fica mais abrangente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Loder RT, Skopelja EN. The epidemiology and  demographics of slipped capital femoral epiphysis. ISRN Orthop. 2011 Sep 21; 486512</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">2. Poorter JJ, Beunder TJ, Gareb B, Oostenbroek HJ, Bessems GM, van der Lugt JCT, et al. Long-term outcomes of slipped capital femoral epiphysis treated with in situ pinning. J Child Orthop. 2016 Oct; 10 (5): 371-379</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Herngren B, Stenmarker M, Vavruch L, Hagglund G. Slipped capital femoral epiphysis: a population-based study. BMC Musculoskelet Disord. 2017 Jul 18; 18 (1): 304</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Wensaas A, Svenningsen S, Terjesen T. Long-term outcome of slipped capital femoral epiphysis: a 38-year follow-up of 66 patients. J Child Orthop. 2011 Apr 5;  5 (2): 75-82</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Loder RT. Slipped capital femoral epiphysis: a spectrum of surgical care and changes over time. J Child Orthop. 2017 Apr; 11 (2): 154-159</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Millis MB. SCFE: clinical aspects, diagnosis, and classification. J Child Orthop. 2017 Apr; 11 (2): 93-98</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Sucato DJ. Approach to the Hip for SCFE: The North American Perspective. J Pediatr Orthop. 2018 Jul; 38 (1): 5-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Datti IP, Massa BF, Ejnisman L, Montenegro NB, Guarniero R, Kojima KE. A comparison study of radiographic and computerized tomographic angles in slipped capital femoral epiphysis. Rev Brasileira Ortopedia. 2017 Aug; 52 (5): 528-534</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Oliveira LP, Cardinot TM, Carreras del Castillo LN, Polesello GC. Tradução e adaptação cultural do Hip Outcome Score para a língua portuguesa. Rev Brasileira Ortopedia. 2014 Fev; 49 (3): 297-304</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Ferreira PL. Development of the Portuguese version of MOS SF-36. Part I - Cultural and linguistic adaptation. Acta Med Port. 2000 Jan; 13: 55-66</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Mark BA, Adam AS, Navin FD. Classifications in Brief - Kellgren-Lawrence Classification of Osteoarthritis. Clin Orthop Relat Research. 2016 Fev; 474: 1886-1893</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">12. Ferreira PL, Ferreira LN, Pereira LN. Physical and mental summary measures of health state for the Portuguese population. Rev Portuguesa de Saúde Pública. 2012 Jul; 30 (2): 163-171</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Johari AN, Pandey RA. Controversies in management of slipped capital femoral epiphysis. World J Orthop. 2016 Fev 18; 7 (2): 78-81</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Boyer DW, Mickelson MR, Ponseti IV. Slipped capital femoral epiphysis. Long-term follow-up study of one hundred and twenty-one patients. J Bone Joint Surg Am. 1981 Jan; 63 (1): 85-95</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Carney BT, Weinstein SL, Noble J. Long-term follow-up of slipped capital femoral epiphysis. J Bone Joint Surg Am. 1991 Jun; 73 (5): 667-674</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Hansson G, Billing L, Högstedt B, Jerre R, Wallin J. Long-term results after nailing in situ of slipped upper femoral epiphysis. A 30-year follow-up of 59 hips. J Bone Joint Surg Br. 1998 Jan; 80 (1): 70-77</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Larson AN, Sierra RJ, Yu EM, Trousdale RT, Stans AA. Outcomes of slipped capital femoral epiphysis treated with in situ pinning. J Pediatr Orthop. 2012 Mar; 32 (2): 125-130</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Accadbled F, Murgier J, Delannes B, Cahuzac JP, Gauzy JS. In situ pinning in slipped capital femoral epiphysis: long-term follow-up studies. J Child Orthop. 2017 Apr; 11 (2): 107-109</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Cecília Sá Barros    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Braga    <br>Sete Fontes - São Victor    <br>4710-243 BRAGA    <br>Telefone: 96 258 29 73    <br><a href="mailto:ceciliasabarros@gmail.com">ceciliasabarros@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2019-03-16</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2019-03-16</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2019-03-16</font></p>     ]]></body><back>
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