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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validade e Fiabilidade do Teste Stress Manual e Gravitacional nas Fraturas Maleolares Equivalentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Can the manual and gravity stress test quality to separate populations with a malleolar fracture with or without a deltoid ligament injury? The author intends to assess validity and accuracy of the manual external rotation stress test comparing it with gravity stress radiography. Secondarily evaluate whether the medial clear space &#8805;4 or &#8805;5 mm has different predictive value for lesion of the deltoid ligament. Methods: A consecutive series of patients with isolated lateral malleolar fractures were prospectively enrolled. The sample was divided into group I (manual stress) and group II (gravity stress) with malleolar fracture with or without deltoid ligament injury. The medial clear space on the ankle’s mortise radiography was measured by blinded observers. Inter and intraobserver reliability was assessed. Results: In the sample of 65 patients, we obtained in group I a sensitivity of 97%, specificity and positive predictive value of 100%. While in the group II the sensitivity was 100%, the positive predictive value 97% and negative 100%. We found that the medial clear space &#8805; 5 vs &#8805; 4 mm had a sensitivity of 100% vs 91%, specificity 100% vs 100%, positive predictive value 100% vs 100% and negative 100% vs 60%. In both tests an excellent intraobserver and interobserver reliability was observed. Conclusion: A medial clear space &#8805;5 mm has a higher predictive value in assessing the integrity of the deltoid ligament. The manual and the gravity stress test are an effective tool in assessing the deltoid competence in isolated lateral malleolus fractures.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Validade e Fiabilidade do Teste Stress Manual e Gravitacional nas Fraturas Maleolares Equivalentes</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isabel Rosa<sup>I, II</sup></b>; <b>Joaquim Rodeia<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Xavier Fernandes<sup>I</sup></b>; <b>Raquel Teixeira<sup>I</sup></b>; <b>Hugo Ribeiro<sup>I</sup></b>; <b>Luís Sobral<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de S. Francisco Xavier.<br />II. Nova Medical School - Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Ter&aacute; o teste <em>stress</em> manual e gravitacional qualidade para separar popula&ccedil;&otilde;es de indiv&iacute;duos com fratura maleolar com ou sem les&atilde;o do ligamento deltoide?</p>     <p>O objetivo prim&aacute;rio consiste em determinar a validade e fiabilidade do teste <em>stress</em> manual, comparando-o com a radiografia stress gravitacional. Secundariamente avaliar se o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge;4 ou &ge;5 mm tem valor preditivo diferente para les&atilde;o do ligamento deltoide.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Efetuamos um estudo coorte prospetivo. A amostra dividiu-se em grupo I (teste <em>stress</em> manual) e grupo II (radiografia gravitacional) com fratura maleolar associada ou n&atilde;o a les&atilde;o do ligamento deltoide. Os testes foram exclusivamente realizados pelo autor, embora a sua interpreta&ccedil;&atilde;o tenha sido concretizada por avaliadores independentes, cegos para o resultado entre observadores.</p>     <p>Resultados: Na amostra de 65 doentes, obtivemos no grupo I uma sensibilidade de 97%, especificidade e valor preditivo positivo de 100%. Enquanto no grupo II a sensibilidade foi de 100%, o valor preditivo positivo 97% e negativo 100%.</p>     <p>Verific&aacute;mos que o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge;5 vs &ge;4mm tem uma sensibilidade 100% vs 91%, especificidade 100% vs 100%, valor preditivo positivo 100% vs 100% e negativo 100% vs 60%.</p>     <p>Em ambos os testes observou-se uma excelente concord&acirc;ncia intraobservador e interobservador.</p>     <p>Conclus&otilde;es. Um espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge;5 mm tem valor preditivo superior na avalia&ccedil;&atilde;o da integridade e compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide. O teste de <em>stress</em> manual e gravitacional s&atilde;o uma ferramenta eficaz, tornando-se fundamental na decis&atilde;o terap&ecirc;utica na fratura maleolar isolada com suspeita de les&atilde;o medial.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura maleolar, lesão do ligamento deltoide, radiografia gravitacional, teste stress manual, espaço tíbio talar medial. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Background: Can the manual and gravity stress test quality to separate populations with a malleolar fracture with or without a deltoid ligament injury?</p>     <p>The author intends to assess validity and accuracy of the manual external rotation stress test comparing it with gravity stress radiography. Secondarily evaluate whether the medial clear space &ge;4 or &ge;5 mm has different predictive value for lesion of the deltoid ligament.</p>     <p>Methods: A consecutive series of patients with isolated lateral malleolar fractures were prospectively enrolled. The sample was divided into group I (manual stress) and group II (gravity stress) with malleolar fracture with or without deltoid ligament injury. The medial clear space on the ankle&rsquo;s mortise radiography was measured by blinded observers. Inter and intraobserver reliability was assessed.</p>     <p>Results: In the sample of 65 patients, we obtained in group I a sensitivity of 97%, specificity and positive predictive value of 100%. While in the group II the sensitivity was 100%, the positive predictive value 97% and negative 100%.</p>     <p>We found that the medial clear space &ge; 5 vs &ge; 4 mm had a sensitivity of 100% vs 91%, specificity 100% vs 100%, positive predictive value 100% vs 100% and negative 100% vs 60%.</p>     <p>In both tests an excellent intraobserver and interobserver reliability was observed.</p>     <p>Conclusion: A medial clear space &ge;5 mm has a higher predictive value in assessing the integrity of the deltoid ligament. The manual and the gravity stress test are an effective tool in assessing the deltoid competence in isolated lateral malleolus fractures.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ankle fracture, deltoid ligament injury, gravity stress radiography, manual stress radiography, medial clear space. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas maleolares t&ecirc;m aumentado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os estudos epidemiol&oacute;gicos de Court-Brown et al, calcularam uma incid&ecirc;ncia de 125 /100.000 / ano<sup>1</sup>. Elas s&atilde;o mais comuns nos doentes do g&eacute;nero feminino a partir dos 50 anos, v&iacute;timas de acidentes de baixa energia, ou em jovens do g&eacute;nero masculino no seguimento de acidentes desportivos ou via&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A congru&ecirc;ncia das superf&iacute;cies articulares durante a carga, os complexos ligamentares est&aacute;ticos, e as unidades m&uacute;sculo tendinosas din&acirc;micas, s&atilde;o os principais contribuintes para a estabilidade da articula&ccedil;&atilde;o do tornozelo. O ligamento deltoide &eacute; respons&aacute;vel pela estabiliza&ccedil;&atilde;o medial, limitando a transla&ccedil;&atilde;o anterior, posterior e lateral do astr&aacute;galo na articula&ccedil;&atilde;o talocrural. O seu feixe profundo &eacute; o principal bloqueador da rota&ccedil;&atilde;o externa do astr&aacute;galo, sendo o contribuinte mais importante para a estabilidade do tornozelo<sup>2,3,4</sup>.</p>
    <p>Identificar uma les&atilde;o do ligamento deltoide numa fratura maleolar lateral isolada e alinhada, continua a ser fundamental para diferenciar o seu grau de estabilidade. A fratura maleolar associada a rotura ligamentar, deve ser considerada inst&aacute;vel e tem indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, de forma a manter o astr&aacute;galo est&aacute;vel na pin&ccedil;a maleolar<sup>5,6,7,8</sup>.</p>
    <p>Quando se utiliza um teste para fazer a distin&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos com resultados normais (sem les&atilde;o) ou anormais (com les&atilde;o), &eacute; importante compreender como &eacute; que as caracter&iacute;sticas se encontram distribu&iacute;das entre as popula&ccedil;&otilde;es. H&aacute; tamb&eacute;m que determinar o ponto de corte acima do qual o teste &eacute; considerado positivo e abaixo do qual &eacute; considerado negativo<sup>9</sup>.</p>
    <p>A medi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &eacute; comumente usada para avaliar a compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide e a estabilidade nas fraturas do tornozelo. Michelson em 2001 no seu estudo em 8 cad&aacute;veres, demonstrou que a presen&ccedil;a na radiografia de <em>stress</em> gravitacional de um desvio talar&gt; 2 mm ou um angulo talar&gt; 10&ordm;, era indicativo de instabilidade por rotura completa do deltoide<sup>5</sup>. Estudos de McConnel, Gill, Schock e DeAngelis determinam que um espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge; 4 mm, ou &ge; 1 mm que o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar superior, em <strong>radiografia</strong> a 10&ordm; de rota&ccedil;&atilde;o interna, constitui fator preditivo de les&atilde;o dos feixes profundos deste ligamento<sup>6,7,8,10</sup>.</p>
    <p>J&aacute; Park em 2006, no seu estudo em 6 cad&aacute;veres alerta que espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge; 5 mm tem maior valor preditivo na determina&ccedil;&atilde;o do grau de instabilidade<sup>11</sup>.</p>
    <p>Uma vez que as decis&otilde;es cl&iacute;nicas s&atilde;o frequentemente baseadas em diferen&ccedil;as de 1 a 2 mil&iacute;metros, &eacute; crucial percecionar qual a concord&acirc;ncia na medi&ccedil;&atilde;o. Trabalhos em cad&aacute;ver de Metitiri e Ghorbanhoseini alertam para o elevado grau de erro e falta de precis&atilde;o nas medi&ccedil;&otilde;es<sup>12</sup>.</p>
    <p>&Eacute; assim fundamental determinar a fiabilidade ou reprodutibilidade do teste escolhido. Um facto &eacute; que se os resultados obtidos n&atilde;o se puderem reproduzir, o valor e a utilidade desse teste ser&aacute; m&iacute;nimo, independentemente da sua sensibilidade ou especificidade<sup>9</sup>.</p>
    <p>O teste <em>stress</em> manual tem sido usado classicamente, mas como &eacute; dif&iacute;cil padronizar e nem sempre &eacute; tolerado pelo utente, a sua praticidade tem sido questionada. Tamb&eacute;m alguns autores t&ecirc;m alertado que a <strong>radiografia</strong> de <em>stress</em> gravitacional sobrestima os resultados. Por conseguinte continua a n&atilde;o haver consenso quanto ao melhor instrumento a utilizar como m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o da integridade e compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide<sup>13,14,15,16</sup>.</p>
    <p>Poder&atilde;o estes testes, ter qualidade para separar popula&ccedil;&otilde;es de indiv&iacute;duos com fratura maleolar com ou sem les&atilde;o do ligamento deltoide, para que possam ser tomadas decis&otilde;es racionais acerca da sua utiliza&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o nosso estudo pretendemos avaliar se o teste de <em>stress</em> manual ou a <strong>radiografia</strong> de <em>stress</em> gravitacional, poder&aacute; revelar-se uma ferramenta eficaz na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide, tornando-se assim fator fundamental na decis&atilde;o terap&ecirc;utica na fratura do mal&eacute;olo lateral isolada.</p>
    <p>Assim o objetivo prim&aacute;rio consiste em determinar a validade e a fiabilidade do teste <em>stress</em> manual, quando comparada com outro m&eacute;todo de imagem a radiografia <em>stress</em> gravitacional. E secundariamente determinar se o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge;4 mm ou &ge;5 mm tem um valor preditivo diferente para les&atilde;o do ligamento deltoide.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No per&iacute;odo compreendido entre 10 Fevereiro de 2016 e 30 Novembro de 2017, obtivemos uma popula&ccedil;&atilde;o de 105 doentes com fratura maleolar isolada, admitidos no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia.</p>
    <p>Foram inclu&iacute;dos no estudo, os doentes com maturidade esquel&eacute;tica, as fraturas do maleolo lateral com suspeita de les&atilde;o do ligamento deltoide ou com avuls&atilde;o do maleolo medial at&eacute; 5mm, fratura maleolo lateral com encurtamento&gt; 2mm ou desvio rotacional. Foram exclu&iacute;das, trauma pr&eacute;vio a n&iacute;vel maleolar, fratura isolada do maleolo medial, posterior ou sem les&atilde;o do ligamento deltoide, as operadas por outros colegas ou com mais de 15 dias ap&oacute;s o epis&oacute;dio traum&aacute;tico agudo e ainda os transferidos para outra institui&ccedil;&atilde;o hospitalar. Obtivemos assim, uma amostra de 65 utentes.</p>
    <p>Efetuamos um estudo observacional longitudinal, coorte prospetivo comparativo.</p>
    <p>Utiliz&aacute;mos a <strong>radiografia</strong> <em>stress</em> gravitacional como &ldquo;padr&atilde;o de ouro&rdquo; para determinar o estado do ligamento deltoide de cada um dos indiv&iacute;duos da nossa popula&ccedil;&atilde;o.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra dividiu-se em dois grupos: o grupo I (teste <em>stress</em> manual) com fratura maleolar associada a les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes expostos) ou sem les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes n&atilde;o expostos) e o grupo II (<strong>radiografia</strong> <em>stress</em> gravitacional) com fratura maleolar associada a les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes expostos) ou sem les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes n&atilde;o expostos).</p>
    <p>Neste estudo a dimens&atilde;o do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial foi centrado nos &lt;4 mm, ou &ge;4 mm e &ge;5 mm, permitindo assim a separa&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos sem ou com les&atilde;o do ligamento deltoide.</p>
    <p><strong>A radiografia <em>stress</em> gravitacional foi efetuada com o paciente em dec&uacute;bito lateral sobre o lado lesionado, ficando o tornozelo e o p&eacute; pendente pelo efeito da gravidade, fora da marquesa de Raio X.</strong></p>
    <p>O <strong>teste <em>stress</em> manual</strong> foi realizado no bloco operat&oacute;rio sob anestesia, com o p&eacute; em dorsiflex&atilde;o e 15&ordm; de rota&ccedil;&atilde;o interna, aplicando for&ccedil;a de rota&ccedil;&atilde;o externa e visualizado em intensificador de imagem, marca Philips.</p>
    <p>As imagens dos dois testes, foram gravadas digitalmente atrav&eacute;s do sistema IMPAX&reg;. A fim de se evitar o enviesamento da an&aacute;lise, os testes foram exclusivamente realizados pelo autor da investiga&ccedil;&atilde;o, embora a sua interpreta&ccedil;&atilde;o tenha sido concretizada por avaliadores independentes, cegos para o resultado entre observadores. Assim, a popula&ccedil;&atilde;o em estudo foi dividida entre quatro observadores, que receberam instru&ccedil;&otilde;es para medir o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial. Foram utilizados crit&eacute;rios de leitura semelhantes para os dois testes, com medi&ccedil;&atilde;o em mm do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial entre o bordo medial do astr&aacute;galo e o bordo lateral do maleolo medial, desenhando uma linha perpendicular a 0,5 cm do rebordo superior da superf&iacute;cie articular medial (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03f1.jpg" width="389" height="215" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Para calcular a concord&acirc;ncia percentual observada e a concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso da medi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial, adicionamos os n&uacute;meros em que as leituras de ambos os observadores estiveram de acordo, dividimos essa soma pelo n&uacute;mero total de medi&ccedil;&otilde;es lidas e multiplic&aacute;mos o resultado por 100. Calculou-se ainda a estat&iacute;stica Kappa<sup>9,17</sup>. Obteve-se o valor Kappa pela equa&ccedil;&atilde;o: (Concord&acirc;ncia percentual observada) - (Concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso) / 100% - (Concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Efetuamos ainda a an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva dos dados, com recurso ao <em>Software Statistical Package for Social Sciences</em> (<em>SPSS</em>) vers&atilde;o 23, apresentando-se os dados categ&oacute;ricos como percentagens, enquanto as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foram caracterizadas com recurso a medidas de tend&ecirc;ncia central e de dispers&atilde;o. Foi utilizado o teste Chi-Square para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis, o teste Kolmogorov- Smirnov para verificar a normalidade da popula&ccedil;&atilde;o em estudo e o teste de Mann-Whitney para avaliar a signific&acirc;ncia. Como forma de avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o linear entre os dois testes, utilizou-se o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o Pearson. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia considerado foi <strong>de p &le; 0,05</strong>, de acordo com o habitualmente preconizado a n&iacute;vel internacional.</p>
    <p>Todos os participantes assinaram o Consentimento Informado, respeitou-se a Lei 67/98 de 26 de Outubro da Prote&ccedil;&atilde;o de Dados, revogada pela Delibera&ccedil;&atilde;o 1704/2015, assim como autoriza&ccedil;&atilde;o pela comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Hospital.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na popula&ccedil;&atilde;o de 105 doentes com fratura mal&eacute;olo lateral isolada, foram exclu&iacute;dos 40 utentes: 26 (24,8%) com fratura do maleolo lateral sem les&atilde;o do ligamento deltoide, 2 operados por outros colegas, 2 com mais de 15 dias ap&oacute;s o epis&oacute;dio traum&aacute;tico agudo e 10 transferidos para outra institui&ccedil;&atilde;o hospitalar.</p>
    <p>Dos 65 doentes eleg&iacute;veis, 25 (38,5%) eram do g&eacute;nero masculino e 40 (61,5%) do feminino. A m&eacute;dia de idade foi de 50,7 (Max 85 e Min 14) com desvio padr&atilde;o de 17,5. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; lateralidade, 31 (47,7%) eram &agrave; direita e 34 (52,3%) &agrave; esquerda. 47 (72,3%) foram v&iacute;timas de queda, 15 (23,1%) de acidente desportivo e 3 (4,6%) de acidente de via&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>No grupo I, a instabilidade foi confirmada em 60 (92,3 %). Registaram-se os seguintes valores: espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &lt;4mm em 5 (7,7%), &ge; 4mm em 24 (36,9%) e &ge; 5mm em 36 (55,4%). Os indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &ge; 5mm, 17 (56,7%) classificaram-se predominantemente como 44B2.1 e 9 (56,3%) 44B2.3 (p value= 0,54).</p>
    <p>Enquanto no grupo II, a instabilidade foi confirmada em 62 (95,3 %), atrav&eacute;s da medi&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial&ge; 4mm em 35 (53,8%) e &ge; 5mm em 27 (41,5%). Os indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &ge; 4mm, 20 (66,7%) classificaram-se predominantemente como 44B2.1 e os com espa&ccedil;o &ge; 5mm, 9 (30,0%) como 44B2.1 e 9 (56,3%) como 44B2.3 (p value =0,023). A m&eacute;dia do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial medida em mm no grupo I com les&atilde;o de ligamento deltoide (doentes expostos) foi de 6,3 (max 17,7 e min 4) com desvio padr&atilde;o de 3,2 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 5,5 a 7,2. Nos casos sem les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes n&atilde;o expostos) foi de 3,3 (max 3,7 e min 2,6) com desvio padr&atilde;o de 0,6 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 1,8 a 4,9.</p>
    <p>A m&eacute;dia do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial medida em mm, no grupo II com les&atilde;o de ligamento deltoide (doentes expostos) foi de 5,89 (max 23 e min 4) com desvio padr&atilde;o de 3,4 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 5,0 a 6,7. Nos casos sem les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes n&atilde;o expostos) foi de 3,1 (max 3,8 e min 2,6) com desvio padr&atilde;o de 0,6 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 1,6 a 4,7.</p>
    <p>No grupo I (<strong>teste stress manual</strong>) e no II (<strong>radiografia gravitacional</strong>) obtivemos uma sensibilidade de 97% e 100%, enquanto a especificidade foi de 100% e 60%. Obtivemos ainda um valor preditivo positivo (VPP) de 100% e um valor preditivo negativo (VPN) de 60%, contra um VPP de 97% e VPN de 100% respetivamente.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim registou-se no grupo I, 60 verdadeiros positivos, 3 verdadeiros negativos e 2 falsos negativos enquanto no grupo II a destacar 60 verdadeiros positivos, 2 falsos positivos, 3 verdadeiros negativos (<a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>
    
<p>Procuramos ainda determinar o valor preditivo para les&atilde;o do ligamento deltoide tendo em conta a diferen&ccedil;a do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial de &ge;4 mm ou &ge;5 mm. Verific&aacute;mos que um espa&ccedil;o maior que cinco tem uma sensibilidade, especificidade, VPP e VPN de 100%, respetivamente. Enquanto um espa&ccedil;o maior que quatro tem uma especificidade e VPP de 100% e uma sensibilidade 91% e VPN de 60% (<a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q2.jpg">Quadro 2</a>).</p>
    
<p>No diagrama apresentado no <a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q3.jpg">quadro 3</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q4.jpg">4</a>, as leituras efetuadas pelo 1&ordm; observador foram esquematizadas em tabula&ccedil;&atilde;o cruzada com a segunda leitura realizada em tempo diferente (intraobservador) e com as do 2&ordm; observador (interobservador). Avaliando a varia&ccedil;&atilde;o intraobservador no teste <em>stress</em> manual, verificou-se uma concord&acirc;ncia percentual de 95%, enquanto na interobservador foi de 88%, havendo uma muito forte associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo (Qui Square) <strong>com p value=0,000</strong>.</p>
    
<p>Na <strong>radiografia</strong> gravitacional, na varia&ccedil;&atilde;o intraobservador verificou-se uma concord&acirc;ncia percentual de 97%, enquanto na interobservador foi de 91%, havendo tamb&eacute;m uma muito forte associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo (Qui Square) com p value=0,000.</p>
    <p>No <strong>teste <em>stress</em> manual</strong>, consideremos ent&atilde;o as leituras no <a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q5.jpg">quadro 5</a>, em que por exemplo 7,7 do total de 5 indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &lt;4mm ou 33,8% de 24 indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &ge;4 mm ou ainda 58,5% dos 36 com espa&ccedil;o &ge;5 mm. Assim a concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso no intraobservador foi de 45,2% e a estat&iacute;stica Kappa de 0,91. Enquanto no interobservador foi 45,5% e o valor da estat&iacute;stica Kappa foi 0,78.</p>
    
<p>Ainda se considerarmos no <a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q6.jpg">quadro 6</a>, por exemplo para a <strong>radiografia gravitacional</strong> que 4,6% do total de 3 indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &lt;4mm, ou 53,8% dos 35 indiv&iacute;duos com espa&ccedil;o &ge;4 mm ou ainda 41,55% dos 27 com espa&ccedil;o &ge;5 mm, a concord&acirc;ncia esperada apenas por acaso no intraobservador foi de 46,3% e a estat&iacute;stica Kappa de 0,94. Enquanto no interobservador foi de 45,2% e a estat&iacute;stica Kappa teve um valor de 0,84.</p>
    
<p>Na an&aacute;lise estat&iacute;stica, quando se verificou a normalidade da popula&ccedil;&atilde;o em estudo com o teste Kolmogorov- Smirnov, obteve-se para cada um dos grupos um valor de 0,000, assim rejeitou-se a hip&oacute;tese de normalidade, pelo que se optou pelo teste de Mann- Whitney, obtendo-se um valor de 0,000, no grupo I e de 0,005 no grupo II, com uma evid&ecirc;ncia muito forte de uma diferen&ccedil;a entre expostos e n&atilde;o expostos. Utilizando o teste Chi-Square, houve tamb&eacute;m uma muito forte associa&ccedil;&atilde;o entre os dois testes em estudo com <strong><em>p</em> value= 0,000</strong>.</p>
    <p>Procurando avaliar se existe uma rela&ccedil;&atilde;o linear entre o t<strong>este <em>stress</em> manual e gravitacional</strong>, utilizou-se o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o Pearson, obtendo-se um valor de 0,712, valor pr&oacute;ximo de 1, revelando haver uma forte evid&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o direta entre as duas vari&aacute;veis (<a name="topq7"></a><a href="#q7">Quadro 7</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q7"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q7.jpg" width="393" height="358" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Comparando a validade e a fiabilidade atrav&eacute;s de representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, obtivemos uma distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados dos testes desenhada por uma curva dispersa centrada no verdadeiro valor (<a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a03q8.jpg">Quadro 8</a>).</p></font>    
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura do maleolo lateral &eacute; o padr&atilde;o mais comumente observado nas fraturas do tornozelo. As isoladas s&atilde;o rotineiramente tratadas de forma n&atilde;o cir&uacute;rgica. No entanto, quando associadas a les&atilde;o do complexo ligamentar medial, devem ser consideradas inst&aacute;veis e consensualmente tratadas cirurgicamente por forma a restaurar a anatomia e a estabilidade do tornozelo.</p>
    <p>Michelson et al<sup>5</sup> e Gill et al<sup>7</sup> recomendam a radiografia gravitacional, considerando-a t&atilde;o confi&aacute;vel como o <strong>teste de stress manual</strong>, mas tendo como vantagem a menor exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o ionizante.</p>
    <p>A medi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial provou ser um meio amplamente aceite de determinar radiograficamente a integridade do ligamento deltoide profundo e consequentemente a sua compet&ecirc;ncia. Contudo, persistem d&uacute;vidas quanto ao melhor instrumento a utilizar na avalia&ccedil;&atilde;o da estabilidade nas fraturas maleolares isoladas.</p>
    <p>Os indicadores do nosso projeto assentam sobre uma popula&ccedil;&atilde;o de doentes (N=105) com fratura maleolar isolada, admitidos no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. A elegibilidade dos participantes foi garantida atrav&eacute;s do cumprimento de crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, minimizando a influ&ecirc;ncia de poss&iacute;veis vari&aacute;veis de confundimento. Obtivemos assim, uma amostra de 65 indiv&iacute;duos. A fim de se evitar o enviesamento da an&aacute;lise, os exames foram exclusivamente realizados pelo autor da investiga&ccedil;&atilde;o, embora a sua interpreta&ccedil;&atilde;o tenha sido concretizada por avaliadores independentes, cegos para os resultados, eliminando assim o elemento subjetivo da leitura. A amostra foi dividida por quatro observadores, que receberam instru&ccedil;&otilde;es para medir o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial nas imagens gravadas no sistema IMPAX&reg;, dos dois testes. Foram utilizados crit&eacute;rios de leitura semelhantes, com medi&ccedil;&atilde;o em mm do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial entre o bordo medial do astr&aacute;galo e o bordo lateral do maleolo medial, desenhando uma linha perpendicular a 0,5 cm do rebordo superior da superf&iacute;cie articular medial, &agrave; semelhan&ccedil;a do preconizado por Travis Motley<sup>14</sup> e Rungprai et al<sup>19</sup>. Tamb&eacute;m Murphy et al<sup>18</sup>, alertaram para a variabilidade de m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial, aconselhando a realiza&ccedil;&atilde;o da <strong>radiografia</strong> a 15&ordm; de rota&ccedil;&atilde;o interna e em carga comparando com o tornozelo contra lateral, sugerindo que a medi&ccedil;&atilde;o perpendicular tinha maior fiabilidade interobservador e intraobservador quando comparado &agrave; medi&ccedil;&atilde;o obliqua ou ao espa&ccedil;o t&iacute;bio talar superior.</p>
    <p>No nosso estudo no Grupo I, foi realizado no bloco operat&oacute;rio, o teste <em>stress</em> manual. A instabilidade foi confirmada em 60 (92,3 %). A m&eacute;dia do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial medida em mm no grupo I com les&atilde;o de ligamento deltoide (doentes expostos) foi de 6,3 (max 17,7 e min 4) com desvio padr&atilde;o de 3,2 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 5,5 a 7,2. Nos casos sem les&atilde;o do ligamento deltoide (doentes n&atilde;o expostos) foi de 3,3 (max 3,7 e min 2,6) com desvio padr&atilde;o de 0,6 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 1,8 a 4,9 <strong>(p = 0,000)</strong>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enquanto no grupo II, a instabilidade foi confirmada em 62 (95,3 %) e a m&eacute;dia do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial medida em mm, nos doentes expostos foi de 5,9 (max 23 e min 4) com desvio padr&atilde;o de 3,4 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 5,0 a 6,7e nos n&atilde;o expostos foi de 3,1 (max 3,8 e min 2,6) com desvio padr&atilde;o de 0,6 e intervalo de confian&ccedil;a 95% de 1,6 a 4,7 <strong>(p = 0,000)</strong>.</p>
    <p>Estes valores s&atilde;o sobrepon&iacute;veis aos resultados apresentados por Gill et al<sup>7</sup> em 25 indiv&iacute;duos, comparando o teste <em>stress</em> manual com o gravitacional. Neste estudo, no grupo supina&ccedil;&atilde;o rota&ccedil;&atilde;o externa (SER) II o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial m&eacute;dio foi de 4,15 mm e 4,26 (p = 0,50) e no grupo SER IV, foi de 5,21 e 5,00 mm respetivamente (p = 0,69). Houve diferen&ccedil;as significativas entre o grupo SER II e SER IV em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial nos dois grupos, p &lt;0,02 e p &lt;0,05 respetivamente.</p>
    <p>No nosso estudo, no grupo I do teste <em>stress</em> manual obtivemos uma sensibilidade de 97%, identificando assim como positivo 97% dos 62 indiv&iacute;duos com a les&atilde;o do ligamento deltoide (n=60). Enquanto o teste gravitacional tinha uma sensibilidade de 100%, identificando, portanto, como positivo 100% dos 60 indiv&iacute;duos identificados pelo teste do grupo I. S&atilde;o os verdadeiros positivos do grupo I e II. A especificidade no grupo I foi de 100%, enquanto a do grupo II foi de 60%. Obtivemos ainda no grupo I um VPP de 100% e um VPN de 60%, com uma probabilidade de haver les&atilde;o em 40%, enquanto na radiografia gravitacional obtivemos um valor de 97% e 100% respetivamente. O ideal seria que todos os indiv&iacute;duos com a les&atilde;o fossem corretamente designados pelo teste como positivos (verdadeiros positivos) e os sem les&atilde;o corretamente designados como negativos (verdadeiros negativos), contudo na pr&aacute;tica tal &eacute; muito raro<sup>9</sup>. O que constitui um potencial problema uma vez que, se o individuo tem a les&atilde;o e o teste for negativo (falso negativo), iremos optar por um tratamento conservador ao inv&eacute;s de cir&uacute;rgico e se for positivo num sem les&atilde;o (falso positivo) estamos a condenar um individuo a uma cirurgia sem necessidade.</p>
    <p>Quando se avaliou a les&atilde;o do ligamento deltoide tendo em conta a diferen&ccedil;a do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial de &ge;4 mm ou &ge;5 mm, verific&aacute;mos que um espa&ccedil;o maior que cinco tinha uma sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo de 100%, respetivamente. Enquanto um espa&ccedil;o maior que quatro tinha uma especificidade e valor preditivo positivo de 100% e uma sensibilidade de 91% e valor preditivo negativo de 60%, revelando ter menor valor na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide. Dados semelhantes foram obtidos com os estudos de Park et al<sup>11</sup>, estes autores mostraram que o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial de 5 mm nas <strong>radiografias</strong> de <em>stress</em> manual, tinha uma sensibilidade, uma especificidade e valores preditivos positivo e negativo de 100%. Diferentes quando se considerou a medi&ccedil;&atilde;o de 4 mm, com uma sensibilidade de 100% e igual valor preditivo negativo, contudo, menor especificidade e valor preditivo positivo de 87% e 60% respetivamente.</p>
    <p>Estudos recentes em cad&aacute;ver de Metitiri e Ghorbanhoseini<sup>12</sup> alertaram para o grau de erro de medi&ccedil;&atilde;o e falta de precis&atilde;o nas medi&ccedil;&otilde;es do espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial, fundamentais na decis&atilde;o de tratamento. Tamb&eacute;m Seidel et al<sup>20</sup>, referem que as <strong>radiografias</strong> <em>stress</em> gravitacional, podem sobrestimar as fraturas maleolares laterais isoladas do tipo SER com indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.</p>
    <p>Por conseguinte &eacute; fundamental determinar se a leitura entre o mesmo observador e observadores independentes est&atilde;o de acordo, para al&eacute;m do que seria de esperar tamb&eacute;m que acontecesse apenas por acaso. De facto, podem ocorrer diferen&ccedil;as entre duas ou mais leituras dos resultados de um mesmo teste feitas pelo mesmo observador (varia&ccedil;&atilde;o intraobservador) assim como entre observadores (varia&ccedil;&atilde;o interobservador), pelo facto de que dois indiv&iacute;duos raramente obt&ecirc;m o mesmo resultado, devendo ser expressa a extens&atilde;o de concord&acirc;ncia em termos quantitativos<sup>9</sup>.</p>
    <p>Utilizamos o valor de estat&iacute;stica Kappa, proposta por Cohen em 1960<sup>17</sup>. Assim o Kappa exprime at&eacute; que ponto &eacute; que a concord&acirc;ncia observada excede a esperada apenas por acaso relativamente ao m&aacute;ximo que os observadores poderiam esperar melhorar na sua concord&acirc;ncia.</p>
    <p>Landis e Kosch<sup>21</sup> sugeriram que um Kappa maior que 0,75 representa uma excelente concord&acirc;ncia, Kappa abaixo de 0,40 representa uma concord&acirc;ncia fraca e um valor entre 0,40 e 0,75 entre interm&eacute;dia e boa.</p>
    <p>No nosso estudo quando consideramos a <strong>radiografia</strong> <em>stress</em> manual, na avalia&ccedil;&atilde;o intraobservador verificou-se uma concord&acirc;ncia percentual de 95%, uma concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso de 45,2% e um valor estat&iacute;stica Kappa de 0,91, enquanto no interobservador foi de 88%, 45,5% e 0,78 respetivamente, o que representa uma excelente concord&acirc;ncia entre intraobservador e interobservador.</p>
    <p>E quando consideramos a <strong>radiografia</strong> gravitacional na avalia&ccedil;&atilde;o intraobservador, obtivemos uma concord&acirc;ncia percentual de 97%, uma concord&acirc;ncia percentual esperada apenas por acaso de 46,3% e um valor de estat&iacute;stica Kappa de 0,94, enquanto no interobservador foi de 91%, 45,2% e 0,84 respetivamente, o que representa tamb&eacute;m uma excelente concord&acirc;ncia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como ponto fraco do estudo, as imagens obtidas dependeram muito da experi&ecirc;ncia do t&eacute;cnico de imagiologia, da qualidade da imagem e da pr&oacute;pria colabora&ccedil;&atilde;o do utente, tamb&eacute;m &eacute; relevante a dificuldade em padronizar a for&ccedil;a necess&aacute;ria a aplicar no teste de <em>stress</em> manual.</p>
    <p>Este &uacute;ltimo teve a vantagem de ter sido efetuado sob anestesia eliminando o vi&eacute;s subjetivo da dor ou desconforto do doente. Contudo, &eacute; condicional a um exame de diagn&oacute;stico pr&eacute;vio como a <strong>radiografia</strong> gravitacional.</p>
    <p>Apesar de considerarmos serem necess&aacute;rios mais estudos comparativos, comprovou-se o valor destes dois instrumentos na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide, obtendo-se atrav&eacute;s de representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica uma distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados desenhada por uma curva dispersa centrada no verdadeiro valor, indicador que os resultados obtidos foram ao mesmo tempo validos e fi&aacute;veis. Tamb&eacute;m o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o Pearson de 0,712, valor pr&oacute;ximo de 1, mostrou haver uma forte evid&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o direta entre os dois testes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No nosso estudo verificamos que o espa&ccedil;o t&iacute;bio talar medial &ge;5 mm tem uma sensibilidade, especificidade, valor <strong>preditivo positivo e negativo</strong>, superior na avalia&ccedil;&atilde;o da integridade do ligamento deltoide.</p>
    <p>O teste <strong><em>stress</em> manual</strong> assim como o <strong>gravitacional</strong> revelaram ser uma ferramenta eficaz na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia do ligamento deltoide, podendo considerar-se fator fundamental na decis&atilde;o terap&ecirc;utica em fraturas do mal&eacute;olo lateral isoladas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Court-Brown CM, Caesar B. Epidemiology of adult fractures: a review. Injury. 2006; 37: 691-697</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324895&pid=S1646-2122201900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Pankovich AM, Shivaram MS. Anatomical basis of variability in injuries of the medial malleolus and the deltoid ligament: I. Anatomical studies. Acta Orthop Scand. 1979; 50 (2): 217-223</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324896&pid=S1646-2122201900020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Stufkens SA, Bekerom M, Knupp M, Hintermann B, van Dijk  CN. The diagnosis and treatment of deltoid ligament lesions in supination-external rotation ankle fractures: a review. Strat Traum Limb Recon. 2012; 7: 73-85</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324897&pid=S1646-2122201900020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Campbell K, Michalski M, Wilson K, Goldsmith M, Wijdicks C, LaPrade R, et al. The Ligament Anatomy of the Deltoid Complex of the Ankle: A Qualitative and Quantitative Anatomical Study. J Bone Joint Surg Am. 2014; 96 (62): 1-10</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Michelson JD, Varner KE, Checcone M. Diagnosing deltoid injury in ankle fractures: the gravity stress view. Clin Orthop Relat Res. 2001; 387: 178-182</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324899&pid=S1646-2122201900020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. McConnell T, Creevy W, Tornetta P 3rd. Stress examination of supination external rotation-type fibular fractures. J Bone Joint Surg Am. 2004; 86: 2171-2178</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324900&pid=S1646-2122201900020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Gill JB, Risko T, Raducan V, Grimes JS, Schutt RC Jr. Comparison of manual and gravity stress radiographs for the evaluation of supination-external rotation fibular fractures. J Bone Joint Surg. 2007; 89 (5): 994-999</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324901&pid=S1646-2122201900020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Schock HJ, Pinzur M, Manion L, Stover M. The use of gravity or manual-stress radiographs in the assessment of supination external rotation fractures of the ankle. 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Egol KA, Amirtharajah M, Tejwani NC, Capla EL, Koval KJ. Ankle stress test for predicting the need for surgical fixation of isolated fibular fractures. J Bone Joint Surg. 2004; 86 (11): 2393-2398</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324908&pid=S1646-2122201900020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Motley T, Clements JR, Moxley K, Carpenter B, Garrett A. Evaluation of the Deltoid Complex in Supination External Rotation Ankle Fractures. The Foot and Ankle Online Journal. 2010; 3 (4): 1</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324909&pid=S1646-2122201900020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. DeAngelis JP, Anderson R, DeAngelis NA. Understanding the superior clear space in the adult ankle. Foot Ankle Int. 2007; 28 (4): 490-493</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324910&pid=S1646-2122201900020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Gougoulias N, Sakellariou A. When is a simple fracture of the lateral malleolus not so simple? How to assess stability, which ones to fix and the role of the deltoid ligament. Bone Joint J. 2017 Jul; 99 (7): 851-855</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Cohen J. A Coefficient of Agreement for Nominal Scales. Educational and Psychological Measurement. 1960; 20 (1): 37</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324912&pid=S1646-2122201900020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Murphy JM, Kadakia AR, Irwin TA. Variability in radiographic medial clear space measurement of the normal weight-bearing ankle. Foot Ankle Int. 2012 Nov; 33 (11): 956-963</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Rungprai C, Goetz JE, Arunakul M, Gao Y, Femino JE, Amendola A, et al. 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Biometrics. 1977; 33: 159-174</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324916&pid=S1646-2122201900020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Isabel Rosa    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de S. Francisco Xavier    <br>Estrada do Forte do Alto do Duque    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>1449-005 Lisboa    <br>Telefone: +351 965 758 709    <br>    <br><a href="mailto:isabelpiresrosa@gmail.com">isabelpiresrosa@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-12-27</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2019-05-22</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2019-05-22</font></p>     ]]></body><back>
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