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<institution><![CDATA[,Universidade de Barcelona Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia e Embriologia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222019000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222019000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222019000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Existe controvérsia acerca da variabilidade da orientação do eixo tibio-talar durante os movimentos de dorsiflexão e flexão plantar do pé em relação à perna. Actualmente pensa-se que existe um eixo variável durante estes dois movimentos. Foi feita uma revisão bibliográfica sobre este tema e testada a aplicação do conceito de eixo variável na colocação dos fixadores externos do tornozelo, com a intenção de diminuir a rigidez resultante da sua utilização. Foi feita uma pesquisa no Pubmed usando os termos “ankle axis” e “tibio-talar axis”, tendo sido selecionados os estudos da biomecânica do tornozelo com foco no eixo tibio-talar. Os estudos de Inman são os que mais suportam a existência de um eixo de rotação único. Actualmente, a literatura aponta mais para a existência de um eixo variável para os movimentos de dorsiflexão e flexão plantar. Estudos como o de Barnett e Napier ou, mais recentemente, de Lundberg, suportam a ideia de um eixo variável. Tendo por base as teorias que defendem um eixo variável e apoiados no conceito (de Hicks) de que não podem existir movimentos simultaneamente nos dois eixos, foi feita a tentativa de aplicação deste conceito na colocação de fixadores externos trans-articulares no tornozelo. Colocando o pino do calcâneo na direcção do eixo que privilegia a dorsiflexão pode-se minimizar a tendência para equino do pé com menor necessidade de pinos adicionais no médio-pé.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There is still controversy about the variability of the talo crural axis during plantar and dorsiflexion of the ankle. Currrently, it is thought that there is a variable axis forthese two movements. A literature revision was conducted and we tested the application of the variable axis concept to the external fixation of the ankle, with the main goal of reducing the stiffness of the joint. Pubmed was searched using the key words “ankle axis” and “tibio-talar axis”, and the papers about ankle biomechanics were selected. Inman studies supports the idea of a single axis. Currently, the literature points more to the existence of a variable axis for the plantar and dorsiflexion movements. Studies such as that of Barnett and Napier or, more recently, of Lundberg, support this idea of a variable axis. Based on theories that advocate a variable axis and based on the Hicks concept that there cannot exist movements simultaneously in these two axis, an attempt was made to apply this concept in the placement of trans-articular external fixators in the ankle. By placing the calcaneus pin in the direction of the axis that favors dorsiflexion, the tendency for the foot to fall into equine position can be minimized, without the need for additional pins in the midfoot.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Biomecânica tornozelo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[eixo de flexão tibio-talar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Eixo de Mobilidade Tibio-Talar: Único ou Variável? Revisão Bibliográfica e sua Aplicação na Fixação Externa do Tornozelo</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Miguel Duarte Silva<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Guerra Pinto<sup>I</sup></b>; <b>João Caetano<sup>I</sup></b>; <b>Rafael Dias<sup>I</sup></b>; <b>Xavier Martin Oliva<sup>II</sup></b>; <b>José Guimarães Consciência<sup>III</sup></b>; <b>Nuno Côrte-Real<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.<br />II. Departamento de Anatomia e Embriologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona, Espanha. Barcelona. Espanha.<br />III. Serviço de Ortopedia do Hospital de Cascais.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe controv&eacute;rsia acerca da variabilidade da orienta&ccedil;&atilde;o do eixo tibio-talar durante os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar do p&eacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perna. Actualmente pensa-se que existe um eixo vari&aacute;vel durante estes dois movimentos. Foi feita uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica sobre este tema e testada a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de eixo vari&aacute;vel na coloca&ccedil;&atilde;o dos fixadores externos do tornozelo, com a inten&ccedil;&atilde;o de diminuir a rigidez resultante da sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Foi feita uma pesquisa no <em>Pubmed</em> usando os termos<em> &ldquo;ankle axis&rdquo;</em> e <em>&ldquo;tibio-talar axis&rdquo;</em>, tendo sido selecionados os estudos da biomec&acirc;nica do tornozelo com foco no eixo tibio-talar.</p>     <p>Os estudos de Inman s&atilde;o os que mais suportam a exist&ecirc;ncia de um eixo de rota&ccedil;&atilde;o &uacute;nico. Actualmente, a literatura aponta mais para a exist&ecirc;ncia de um eixo vari&aacute;vel para os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar. Estudos como o de Barnett e Napier ou, mais recentemente, de Lundberg, suportam a ideia de um eixo vari&aacute;vel.</p>     <p>Tendo por base as teorias que defendem um eixo vari&aacute;vel e apoiados no conceito (de Hicks) de que n&atilde;o podem existir movimentos simultaneamente nos dois eixos, foi feita a tentativa de aplica&ccedil;&atilde;o deste conceito na coloca&ccedil;&atilde;o de fixadores externos trans-articulares no tornozelo. Colocando o pino do calc&acirc;neo na direc&ccedil;&atilde;o do eixo que privilegia a dorsiflex&atilde;o pode-se minimizar a tend&ecirc;ncia para equino do p&eacute; com menor necessidade de pinos adicionais no m&eacute;dio-p&eacute;.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Biomecânica tornozelo, eixo de flexão tibio-talar, osteotaxia tornozelo. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>There is still controversy about the variability of the talo crural axis during plantar and dorsiflexion of the ankle. Currrently, it is thought that there is a variable axis forthese two movements. A literature revision was conducted and we tested the application of the variable axis concept to the external fixation of the ankle, with the main goal of reducing the stiffness of the joint.</p>     <p>Pubmed was searched using the key words &ldquo;ankle axis&rdquo; and &ldquo;tibio-talar axis&rdquo;, and the papers about ankle biomechanics were selected.</p>     <p>Inman studies supports the idea of a single axis. Currently, the literature points more to the existence of a variable axis for the plantar and dorsiflexion movements. Studies such as that of Barnett and Napier or, more recently, of Lundberg, support this idea of a variable axis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Based on theories that advocate a variable axis and based on the Hicks concept that there cannot exist movements simultaneously in these two axis, an attempt was made to apply this concept in the placement of trans-articular external fixators in the ankle. By placing the calcaneus pin in the direction of the axis that favors dorsiflexion, the tendency for the foot to fall into equine position can be minimized, without the need for additional pins in the midfoot.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ankle biomechanics, tibio-talar axis, ankle external fixation. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A cin&eacute;tica passiva do tornozelo &eacute; o resultado da complexa intera&ccedil;&atilde;o entre as superf&iacute;cies &oacute;sseas e os ligamentos articulares. O padr&atilde;o de movimento &eacute;, no entanto, primariamente determinado pelas caracter&iacute;sticas geom&eacute;tricas do astr&aacute;galo, da t&iacute;bia e do per&oacute;neo. A morfologia articular do tornozelo inclui um complexo eixo de movimento sagital da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar. Desde a d&eacute;cada de 1950 que &eacute; reconhecido que a orienta&ccedil;&atilde;o do eixo t&iacute;bio-talar durante a dorsiflex&atilde;o &eacute; diferente da orienta&ccedil;&atilde;o durante o flex&atilde;o plantar. Persiste, no entanto, controv&eacute;rsia sobre este eixo de movimento, nomeadamente sobre o momento em que a sua orienta&ccedil;&atilde;o varia.</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de fixadores externos tem indica&ccedil;&otilde;es no contexto traum&aacute;tico, reconstru&ccedil;&atilde;o, alongamentos e procedimentos de salva&ccedil;&atilde;o. Uma das complica&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; a rigidez, que pode ser exacerbada se permitirmos uma fixa&ccedil;&atilde;o trans-articular com o p&eacute; em flex&atilde;o plantar.</p>
    <p>O objetivo deste artigo &eacute; fazer uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica narrativa sobre o movimento da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar, a localiza&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o do seu eixo durante os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar.</p>
    <p>A utilidade cl&iacute;nica deste tema est&aacute; relacionada com a utiliza&ccedil;&atilde;o dos fixadores externos do tornozelo na medida em que a orienta&ccedil;&atilde;o dos pinos poder&aacute; minimizar a rigidez em equino e a limita&ccedil;&atilde;o da dorsiflex&atilde;o (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f1.jpg" width="387" height="354" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Fizemos uma pesquisa bibliogr&aacute;fica no Pubmed utilizando como termos de pesquisa &ldquo;<em>ankle axis</em>&rdquo; e &ldquo;<em>tibiotalar axis</em>&rdquo;. Obtivemos um total de 56 resultados, dos quais selecion&aacute;mos os artigos que estudaram a biomec&acirc;nica da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar durante o movimento e a dire&ccedil;&atilde;o do eixo de rota&ccedil;&atilde;o entre a t&iacute;bia e o astr&aacute;galo.</p>
    <p>Selecion&aacute;mos posteriormente trabalhos nas refer&ecirc;ncias dos artigos obtidos, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica devido &agrave; subjetividade inerente na primeira sele&ccedil;&atilde;o de trabalhos e &agrave; antiguidade de muitos dos estudos biomec&acirc;nicos obtidos nas refer&ecirc;ncias.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Revisão Bibliográfica acerca do Eixo de Flexão Tibio-talar.</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A principal controv&eacute;rsia nos artigos selecionados &eacute; a presen&ccedil;a de um eixo &uacute;nico ou vari&aacute;vel de flex&atilde;o tibio-talar. O eixo &eacute; vari&aacute;vel se o movimento da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar se verifica em dois eixos independentes, um de dorsiflex&atilde;o e outro de flex&atilde;o plantar.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos inclu&iacute;dos e a sua principal ideologia est&atilde;o resumidos no <a href="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04q1.jpg">Quadro 1</a>.</p>
    
<p>O primeiro grande estudo sobre este assunto foi publicado por Barnett e Napier em 1954<sup>1</sup>. Foi feito um estudo em 152 pe&ccedil;as de cad&aacute;ver incidindo sobre os eixos de flex&atilde;o tibio-talar e como a forma da superf&iacute;cie articular do astr&aacute;galo poderia influenciar esse mesmo eixo.</p>
    <p>O que estes autores defendiam era que face lateral do astr&aacute;galo &eacute; um arco de um c&iacute;rculo perfeito e, independentemente da posi&ccedil;&atilde;o de flex&atilde;o plantar do p&eacute;, esse eixo de rota&ccedil;&atilde;o passa obrigatoriamente pelo centro desse c&iacute;rculo. Mediram 152 astr&aacute;galos humanos, concluindo que as faces medial e lateral apresentam curvaturas diferentes, fazendo com que o eixo de flex&atilde;o mudasse a sua posi&ccedil;&atilde;o durante o arco de movimento.</p>
    <p>A face medial &eacute; composta por dois arcos de dois c&iacute;rculos diferentes, dependendo da posi&ccedil;&atilde;o em planto ou dorsiflex&atilde;o, indicando um eixo de rota&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f2.jpg" width="390" height="634" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Assim, quando o p&eacute; est&aacute; em dorsiflex&atilde;o, do lado medial vamos ter o centro de rota&ccedil;&atilde;o a passar pelo c&iacute;rculo menor, sendo esse eixo inclinado para baixo lateralmente, sendo identificado como eixo de dorsiflex&atilde;o (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f3.jpg" width="382" height="466" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quando o p&eacute; est&aacute; em flex&atilde;o plantar, o eixo vai passar medialmente pelo centro do c&iacute;rculo de maior raio, fazendo com que seja inclinado para baixo medialmente (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f4.jpg" width="387" height="495" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Barnett e Napier conclu&iacute;ram, assim, que o eixo n&atilde;o &eacute; fixo mas sim inclinado para baixo lateralmente durante a dorsiflex&atilde;o e medialmente durante a flex&atilde;o plantar. Este foi realmente o primeiro trabalho a falar da import&acirc;ncia desta poss&iacute;vel variabilidade do eixo de flex&atilde;o, e apresentou desde logo uma amostra que n&atilde;o foi poss&iacute;vel igualar por mais nenhum estudo.</p>
    <p>J. H. Hicks concluiu no seu estudo<sup>2</sup> que os eixos se encontram quase no mesmo local previsto por Barnett e Napier<sup>1</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Utilizou 15 pe&ccedil;as de cad&aacute;ver de jovens sem patologia recentemente amputados. A t&iacute;bia foi colocada num suporte e os movimentos foram obtidos atrav&eacute;s do&nbsp; tensionamento dos ligamentos. Estes movimentos foram realizados com o p&eacute; livre e com a simula&ccedil;&atilde;o do peso corporal.</p>
    <p>Colocou v&aacute;rios pinos em v&aacute;rias orienta&ccedil;&otilde;es e baseou-se no princ&iacute;pio de que, aquando do movimento da articula&ccedil;&atilde;o, o pino que rodar apenas em torno do seu pr&oacute;prio eixo encontra-se alinhado com o eixo de rota&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Hicks refere que existe um eixo durante a dorsiflex&atilde;o e outro durante a flex&atilde;o plantar e que n&atilde;o podem existir movimentos simultaneamente nestes dois eixos. Dito de outro modo, o autor mostra que n&atilde;o s&oacute; o eixo &eacute; vari&aacute;vel, mas tamb&eacute;m que atrav&eacute;s do &acirc;ngulo de dorsiflex&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel obtermos movimentos de flex&atilde;o plantar, e vice-versa.</p>
    <p>Utilizando marcas anat&oacute;micas superficiais, nomeadamente os mal&eacute;olos lateral e medial, conclui que o eixo de dorsiflex&atilde;o passa 0.5 cm superior &agrave; ponta distal do mal&eacute;olo medial e 0.5 cm inferior &agrave; ponta do mal&eacute;olo lateral. O eixo de flex&atilde;o plantar passa 1 cm inferior &agrave; ponta distal do mal&eacute;olo medial e 0.5 cm superior &agrave; ponta distal do mal&eacute;olo lateral (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f5.jpg" width="393" height="411" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O fato do p&eacute; estar livre ou sob o peso do corpo n&atilde;o teve influ&ecirc;ncia na mudan&ccedil;a do eixo.</p>
    <p>Em 1968, Inman e Isman propuseram-se a localizar com mais precis&atilde;o a localiza&ccedil;&atilde;o dos eixos de rota&ccedil;&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e subtalar<sup>3</sup>. O estudo teve como objetivo descobrir se esta articula&ccedil;&atilde;o tem apenas um ou v&aacute;rios eixos de flex&atilde;o, e se, caso tenha v&aacute;rios, eles ser&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;ximos que nos permitem assumir clinicamente a exist&ecirc;ncia de apenas um &uacute;nico eixo para a constru&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de ort&oacute;teses.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pretendiam tamb&eacute;m determinar marcas anat&oacute;micas para localizar os eixos anat&oacute;micos, procurar varia&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas e posi&ccedil;&otilde;es extremas dos eixos e ainda adquirir n&uacute;mero suficiente de medidas que permitissem o c&aacute;lculo de poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre eixos.</p>
    <p>Utilizaram 46 pe&ccedil;as de cad&aacute;ver e, para permitir o livre movimento da tr&oacute;clea na <em>mortise</em>, todos os tecidos periarticulares foram removidos (incluindo estruturas capsulares e ligamentares), sendo que os resultados refletem apenas a forma das superf&iacute;cies articulares.</p>
    <p>O estudo do plano sagital da superf&iacute;cie superior da tr&oacute;clea conclui que este n&atilde;o forma um c&iacute;rculo perfeito, mas tende a ser el&iacute;ptico. Esta conclus&atilde;o confirma os resultados obtidos por Barnett e Napier<sup>1</sup>, no entanto o autor afirma que, como os planos das facetas maleolares raramente s&atilde;o ortogonais ao eixo determinado experimentalmente, a hip&oacute;tese de eixo &uacute;nico n&atilde;o pode ser necessariamente exclu&iacute;da.</p>
    <p>A localiza&ccedil;&atilde;o do eixo emp&iacute;rico do tornozelo foi feita atrav&eacute;s de um dispositivo especificamente desenhado para o efeito. O pr&oacute;prio Inman afirma que a t&eacute;cnica utilizada foi suficientemente grosseira para que a determina&ccedil;&atilde;o do eixo n&atilde;o fosse poss&iacute;vel, aceitando resultados em que houve excurs&atilde;o da haste de medi&ccedil;&atilde;o do eixo de 1 a 3 mm. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica em todas as pernas, o eixo de rota&ccedil;&atilde;o tibio-talar localizar-se-ia aproximadamente entre dois pontos distais &agrave;s pontas dos mal&eacute;olos tibial e peroneal. Foram feitas v&aacute;rias medi&ccedil;&otilde;es para estabelecer &acirc;ngulos entre o eixo das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e subtalar e outros planos de refer&ecirc;ncia, no sentido de obter alguma correla&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre eles.</p>
    <p>Inman e Isman concluem que, tal como esperado, existe uma grande variedade interpessoal em todas as medi&ccedil;&otilde;es, mas que, de maneira geral, a amostra apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. N&atilde;o obtiveram coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios &acirc;ngulos medidos.</p>
    <p>Os seus dados indicam que a articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar pode ser considerada como tendo um &uacute;nico eixo, mas que as varia&ccedil;&otilde;es interpessoais na localiza&ccedil;&atilde;o do eixo requerem que este seja determinado individualmente. Por &uacute;ltimo referem que, a utiliza&ccedil;&atilde;o de marcas esquel&eacute;ticas na determina&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o do eixo podem ser fi&aacute;veis.</p>
    <p>Em 1976, V.T. Inman volta a publicar outro estudo revendo os seus m&eacute;todos de defini&ccedil;&atilde;o do eixo emp&iacute;rico e aumentando a amostra para 107 pe&ccedil;as<sup>4</sup>. Inman apresenta tamb&eacute;m um novo conceito em que a forma do astr&aacute;galo se assemelha a um cone truncado, em vez de um cilindro como referido por autores anteriores, o que favorece a ideia de um eixo do tornozelo obl&iacute;quo no plano coronal com varia&ccedil;&otilde;es interindividuais. As ideias defendidas neste estudo mant&ecirc;m a tese de um eixo &uacute;nico da articula&ccedil;&atilde;o do tornozelo.</p>
    <p>Como achados principais, Inman definiu o &acirc;ngulo entre o eixo emp&iacute;rico do tornozelo (definido pelo seu m&eacute;todo em cada esp&eacute;cie estudada) e a linha m&eacute;dia da t&iacute;bia e avaliou-o em 82.7 &plusmn; 3.7&ordm;, num intervalo entre 74-94&ordm;. O &acirc;ngulo entre o eixo emp&iacute;rico e a superf&iacute;cie articular da t&iacute;bia &eacute; de 11.3 &plusmn; 4.1&ordm;, num intervalo entre 2-21&ordm;.</p>
    <p>Mais uma vez, refor&ccedil;ando a ideia expressa no estudo anterior de que a medi&ccedil;&atilde;o do eixo emp&iacute;rico tem varia&ccedil;&otilde;es individuais, Inman refere que o eixo emp&iacute;rico do tornozelo &eacute; obl&iacute;quo &agrave; superf&iacute;cie articular da t&iacute;bia e que passa ligeiramente distal &agrave;s pontas de ambos os mal&eacute;olos. Para efeitos pr&aacute;ticos cl&iacute;nicos, ao pressionarmos o tornozelo abaixo de ambos os mal&eacute;olos, conseguimos determinar com precis&atilde;o razo&aacute;vel a inclina&ccedil;&atilde;o do eixo do tornozelo projetado no plano coronal.</p>
    <p>Em 1977, Sammarco<sup>5</sup> estudou o movimento da superf&iacute;cie tibio-talar no plano sagital.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisou centros de rota&ccedil;&atilde;o instant&acirc;neos e superf&iacute;cies de velocidade em movimento de marcha, com e sem carga. Este estudo defende a ideia de um eixo de flex&atilde;o helicoidal que varia instantaneamente no tempo.</p>
    <p>Segundo o autor, pelo facto de a superf&iacute;cie articular do astr&aacute;galo n&atilde;o ter uma forma geom&eacute;trica perfeita, o eixo de flex&atilde;o pelo qual a t&iacute;bia se movimenta varia ao longo de todo o arco de amplitude articular. Esta altera&ccedil;&atilde;o do centro de rota&ccedil;&atilde;o resulta da natural laxid&atilde;o que ocorre em todas as articula&ccedil;&otilde;es a um n&iacute;vel microsc&oacute;pico. O movimento relativo da superf&iacute;cie articular tibio-talar pode ser representado por um vetor de velocidade instant&acirc;nea. Quando o vetor &eacute; paralelo &agrave; superf&iacute;cie articular, existe deslizamento das superf&iacute;cies. Se o vetor se inclinar para o corpo do astr&aacute;galo, existe compress&atilde;o das superf&iacute;cies. Caso o vetor se incline para a dire&ccedil;&atilde;o oposta, h&aacute; distra&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o. Na maior parte das nossas atividades di&aacute;rias, o movimento de deslizamento &eacute; o dominante.</p>
    <p>Quando o tornozelo foi testado em carga, num arco de movimento entre flex&atilde;o plantar e dorsiflex&atilde;o, o comportamento dos centros instant&acirc;neos de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; regular e id&ecirc;ntico a um tornozelo normal. Os centros de rota&ccedil;&atilde;o tornam-se dispersos, quando o mesmo tornozelo &eacute; avaliado em descarga, localizando-se acima e abaixo da articula&ccedil;&atilde;o, fazendo com que o deslizamento entre superf&iacute;cies seja irregular e a articula&ccedil;&atilde;o se mova de forma err&aacute;tica.</p>
    <p>Parlasca, em 1974, defende que o conceito de eixo fixo na descri&ccedil;&atilde;o da cin&eacute;tica do complexo articular do tornozelo &eacute; demasiado redutora<sup>6</sup>. Assim, a an&aacute;lise do centro de flex&atilde;o instant&acirc;neo do tornozelo &eacute; uma forma mais precisa para o estudo do movimento do tornozelo. Este tipo de estudo j&aacute; tinha sido antes efetuado mas apenas no plano sagital.</p>
    <p>O objetivo deste estudo &eacute; a an&aacute;lise dos padr&otilde;es rotacionais das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e sub-talar, nos planos sagital e horizontal, em doentes com o tornozelo est&aacute;vel e em diferentes est&aacute;dios de les&atilde;o ligamentar.</p>
    <p>O estudo foi realizado em 10 pe&ccedil;as cadav&eacute;ricas. Pinos de Steinmann foram inseridos no calc&acirc;neo, astr&aacute;galo e t&iacute;bia no plano coronal. Estes pinos serviram de guia para a an&aacute;lise diferencial da rota&ccedil;&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e sub-talar no plano horizontal durante a flex&atilde;o plantar e a dorsiflex&atilde;o. Do mesmo modo, fios de Kirschner &acirc;ntero-posteriores foram introduzidos no astr&aacute;galo e t&iacute;bia para a an&aacute;lise do centro de rota&ccedil;&atilde;o instant&acirc;neo no plano sagital. Foram realizadas radiografias &acirc;ntero-posteriores e de perfil respetivamente &agrave; primeira e segunda an&aacute;lises em indiv&iacute;duos sem les&atilde;o ligamentar, com les&atilde;o parcial do delt&oacute;ide (feixe anterior) ou ligamento lateral externo (feixe per&oacute;neo-astragalino anterior) e com les&atilde;o completa do delt&oacute;ide ou do ligamento lateral externo.</p>
    <p>Para determina&ccedil;&atilde;o do centro de flex&atilde;o instant&acirc;neo no plano sagital &eacute; desenhado um eixo Y sobrepon&iacute;vel ao eixo tibial. Onde esta linha intersecta a superf&iacute;cie articular da t&iacute;bia &eacute; tra&ccedil;ado o eixo X horizontal. Neste estudo, 96% dos centros de rota&ccedil;&atilde;o instant&acirc;neos em tornozelos normais ca&iacute;ram a menos de 1,2cm do denominado &ldquo;ponto central&rdquo;, 2 cm negativo no eixo Y (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f6.jpg" width="393" height="383" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Neste estudo foi demonstrado que h&aacute; uma grande varia&ccedil;&atilde;o do centro de rota&ccedil;&atilde;o instant&acirc;neo normal mas que a maioria se localiza numa &aacute;rea circunscrita. No fundo, o tornozelo funcionaria como um centr&oacute;ide, como o descrito para o ombro e para a anca em alguns trabalhos biomec&acirc;nicos que tentaram explicar o alinhamento gleno-umeral e coxo-femoral durante o movimento<sup>7,8,9</sup>. Assim, o tornozelo funcionaria tamb&eacute;m com certo grau de laxidez fisiol&oacute;gica, provavelmente condro-protetora.</p>
    <p>O desvio desta &aacute;rea n&atilde;o foi estatisticamente significativo nos grupos com les&atilde;o ligamentar lateral ou medial. No entanto, um maior grau de desvio foi determinado no grupo com les&atilde;o ligamentar lateral. Esta tend&ecirc;ncia de maior desvio no grupo com les&atilde;o do ligamento lateral do que no grupo com les&atilde;o do delt&oacute;ide est&aacute; em conformidade com o teste da gaveta anterior positivo objetivado em doentes com les&atilde;o do complexo ligamentar lateral.</p>
    <p>Nos grupos com les&atilde;o ligamentar, tanto lateral como medial h&aacute; uma maior rota&ccedil;&atilde;o interna da subtalar na fase de flex&atilde;o plantar do que na dorsiflex&atilde;o comparativamente ao normal.</p>
    <p>Na articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar o grau de rota&ccedil;&atilde;o excessiva com a flex&atilde;o plantar foi maior no grupo com les&atilde;o lateral do que no com les&atilde;o medial. Por outro lado, em dorsiflex&atilde;o o grau de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; maior no grupo com les&atilde;o medial. Na les&atilde;o parcial do delt&oacute;ide o desvio &eacute; m&iacute;nimo enquanto que na les&atilde;o completa o grau de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; significativo em todo o arco de movimento.</p>
    <p>Assim, pode-se concluir que a por&ccedil;&atilde;o posterior do ligamento delt&oacute;ide &eacute; importante no controlo rotacional horizontal durante a dorsiflex&atilde;o, tanto na articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar como na sub-talar. Do mesmo modo, todos os componentes ligamentares (lateral e medial) s&atilde;o importantes no controlo rotacional durante a flex&atilde;o plantar.</p>
    <p>Tal como Parlasca, Siegler em 1988, defende que o conceito de um &uacute;nico eixo &eacute; uma simplifica&ccedil;&atilde;o da cin&eacute;tica do movimento articular da tibio-talar e subtalar<sup>10</sup>.</p>
    <p>Refere que em estudos pr&eacute;vios o movimento de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar &eacute; apenas associado &agrave; articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar e o de invers&atilde;o e evers&atilde;o &agrave; subtalar e que os eixos fixos encontrados s&atilde;o um modelo aproximado do verdadeiro movimento tridimensional de cada articula&ccedil;&atilde;o. Esta simplifica&ccedil;&atilde;o tem a desvantagem de certas caracter&iacute;sticas biomec&acirc;nicas serem negligenciadas. Este estudo, que conta com 15 pe&ccedil;as cadav&eacute;ricas, analisou as caracter&iacute;sticas tridimensionais da cin&eacute;tica das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e subtalar.</p>
    <p>Os objetivos eram determinar o arco de movimento do complexo tibio-talar e subtalar e o arco de movimento associado de cada uma das articula&ccedil;&otilde;es, analisar as caracter&iacute;sticas cin&eacute;ticas conjuntas e associadas e identificar a rela&ccedil;&atilde;o entre o movimento nas articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e subtalar e o movimento resultante produzido no p&eacute;.</p>
    <p>A an&aacute;lise cin&eacute;tica foi baseada no sistema de coordenadas de articula&ccedil;&otilde;es desenvolvido por Grood e Suntay<sup>11</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As principais conclus&otilde;es deste estudo foram que o arco de movimento do complexo tibio-talar e subtalar &eacute; maior em todas as dire&ccedil;&otilde;es do que o arco de movimento das articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar ou subtalar isoladamente.</p>
    <p>Os movimentos de transla&ccedil;&atilde;o do calc&acirc;neo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&iacute;bia s&atilde;o negligenci&aacute;veis na invers&atilde;o e&nbsp; evers&atilde;o e na rota&ccedil;&atilde;o interna e externa. No entanto, a dorsiflex&atilde;o &eacute; associada a transla&ccedil;&atilde;o anterior do calc&acirc;neo enquanto a flex&atilde;o plantar est&aacute; associada a transla&ccedil;&atilde;o posterior do mesmo.</p>
    <p>A dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar s&atilde;o pouco associadas a movimentos conjuntos de rota&ccedil;&atilde;o ou invers&atilde;o e evers&atilde;o. No entanto, existem movimentos conjuntos significativos na rota&ccedil;&atilde;o interna e externa e na invers&atilde;o e evers&atilde;o.</p>
    <p>Segundo estes autores, n&atilde;o existe um &uacute;nico eixo de rota&ccedil;&atilde;o na articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar nem na subtalar. O movimento do complexo articular do tornozelo em qualquer dire&ccedil;&atilde;o &eacute; a soma dos movimentos da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar e subtalar. No entanto, a contribui&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar na dorsiflex&atilde;o e na flex&atilde;o plantar &eacute; superior comparativamente &agrave; subtalar. O inverso verifica-se nos movimentos de invers&atilde;o e evers&atilde;o. As articula&ccedil;&otilde;es tibio-talar e subtalar t&ecirc;m contribui&ccedil;&otilde;es semelhantes no que respeita aos movimentos de rota&ccedil;&atilde;o interna e externa.</p>
    <p>Lundberg, em 1989, enfatiza o conceito de eixo de flex&atilde;o helicoidal da articula&ccedil;&atilde;o tibio-talar<sup>12</sup>. O eixo de rota&ccedil;&atilde;o desta articula&ccedil;&atilde;o foi analisado em oito volunt&aacute;rios saud&aacute;veis.</p>
    <p>Realizado em carga, foram usados marcadores de t&acirc;ntalo na t&iacute;bia, per&oacute;neo, astr&aacute;galo, calc&acirc;neo, 1&ordf; cuneiforme e 1&ordm; metat&aacute;rsico como refer&ecirc;ncia para as radiografias seriadas. As radiografias foram realizadas com 10&ordm; de incremento na flex&atilde;o bem como em prono-supina&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o interna e externa.</p>
    <p>Os resultados da localiza&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o do eixo durante os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar foram projetados nos planos coronal, sagital e transversal.</p>
    <p>Na proje&ccedil;&atilde;o no plano coronal, de 30 graus de flex&atilde;o plantar para 30 graus de dorsiflex&atilde;o o eixo vai variando a sua dire&ccedil;&atilde;o de inclina&ccedil;&atilde;o de &iacute;nferointerna ou horizontal para &iacute;nfero-externa. Entre os 10 e 30 graus de dorsiflex&atilde;o, o eixo helicoidal foi paralelo a uma linha que passa pelas pontas distais dos mal&eacute;olos, semelhante ao eixo descrito por Inman. Alguns indiv&iacute;duos demonstraram eixos distintos para dorsiflex&atilde;o e para flex&atilde;o plantar, outros apresentaram um padr&atilde;o mais cont&iacute;nuo durante a rota&ccedil;&atilde;o. A maior diferen&ccedil;a de inclina&ccedil;&atilde;o entre o eixo em flex&atilde;o plantar e dorsiflex&atilde;o foi entre 18 e 63 graus (m&eacute;dia de 37 graus) (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f7.jpg" width="393" height="406" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na proje&ccedil;&atilde;o no plano horizontal, o eixo encontrou-se sempre muito perto das pontas dos mal&eacute;olos e as suas varia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram significativas.</p>
    <p>Na proje&ccedil;&atilde;o no eixo sagital, a varia&ccedil;&atilde;o do eixo foi consider&aacute;vel.</p>
    <p>Em todos os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar, prona&ccedil;&atilde;o esupina&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o interna e externa os eixos foram variando a sua orienta&ccedil;&atilde;o, mas intersetaram ou passaram pr&oacute;ximo de um ponto central no astr&aacute;galo. Este ponto foi localizado ligeiramente externo a um ponto m&eacute;dio na linha que liga as extremidades distais dos mal&eacute;olos.</p>
    <p>Os resultados das orienta&ccedil;&otilde;es dos eixos e das suas varia&ccedil;&otilde;es tiveram uma diferen&ccedil;a consider&aacute;vel de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo embora os seus padr&otilde;es tenham sido consistentes. O eixo demonstrou-se helicoidal e, portanto, n&atilde;o estamos perante um ou mais eixos fixos, mas sim um eixo que varia continuamente ao longo do movimento.</p>
    <p>Embora limitado pela amostra reduzida, estamos pela primeira vez perante um estudo in vivo em que a cinem&aacute;tica do tornozelo &eacute; analisada em carga fisiol&oacute;gica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Resumo:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A evolu&ccedil;&atilde;o dos conceitos prende-se com as metodologias utilizadas pelos diversos autores. Os autores que assumiram &ldquo;eixo &uacute;nico&rdquo; fizeram essa assun&ccedil;&atilde;o nos seus estudos e encontraram dados que o contradiziam, mas admitiam que o &ldquo;eixo &uacute;nico&rdquo; acaba por funcionar genericamente. Os autores que pesquisaram eixos vari&aacute;veis encontraram-no sempre, o que provavelmente &eacute; o que melhor reflecte o verdadeiro movimento do tornozelo.</p>
    <p>Assumimos, ent&atilde;o, para prop&oacute;sito deste trabalho, que os movimentos de dorsiflex&atilde;o e flex&atilde;o plantar do tornozelo ocorrem em dois eixos distintos, um que privilegia a dorsiflex&atilde;o e outro que privilegia a flex&atilde;o plantar, cada um deles limitando o movimento contr&aacute;rio.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Aplicação do Conceito de Eixo Variável na utilização dos Fixadores Externos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A mec&acirc;nica dos fixadores externos baseia-se na utiliza&ccedil;&atilde;o de pinos percut&acirc;neos unidos atrav&eacute;s de um suporte externo que d&aacute; suporte ao membro. Os pinos devem ser colocados de modo a evitar estruturas nobres, permitir acesso &agrave; &aacute;rea da les&atilde;o e devem ir de encontro &agrave;s demandas biomec&acirc;nicas da les&atilde;o e do pr&oacute;prio doente<sup>13</sup>.</p>
    <p>O benef&iacute;cios da utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de constru&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma menor disrup&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles, da vasculariza&ccedil;&atilde;o e do peri&oacute;steo, podendo ser utilizados em contexto de trauma ou de reconstru&ccedil;&atilde;o programada, para al&eacute;m da ineg&aacute;vel utilidade no tratamento de osteomielites<sup>14</sup>. Outras vantagens s&atilde;o a ajustabilidade p&oacute;s-operat&oacute;ria e a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o em doentes de idade pedi&aacute;trica quando as fises contra-indicam o uso de cavilhas endo-medulares<sup>13</sup>.</p>
    <p>&Eacute; frequente a utiliza&ccedil;&atilde;o de fixadores externos do tornozelo em fraturas complexas da t&iacute;bia distal, nomeadamente fraturas do pil&atilde;o, mas podem ser utilizados em v&aacute;rios tipos de fraturas do tornozelo. Como principais complica&ccedil;&otilde;es associadas aos fixadores externos do tornozelo contam-se as infe&ccedil;&otilde;es locais dos pinos, les&atilde;o de estruturas neuro-vasculares, necrose por press&atilde;o da pele, problemas relacionados com estabilidade e perda de redu&ccedil;&atilde;o, e a rigidez que poder&aacute; resultar do uso deste tipo de dispositivo<sup>15</sup>.</p>
    <p>Esta &uacute;ltima ocorre decorrente da pr&oacute;pria fratura mas tamb&eacute;m da queda do p&eacute; para equino associada &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos fixadores externos. Este problema tem sido resolvido atrav&eacute;s de constru&ccedil;&otilde;es com pinos adicionais colocados nos metat&aacute;rsicos, para desta forma evitar a queda do p&eacute;.</p>
    <p>Este trabalho de revis&atilde;o sugere-nos uma solu&ccedil;&atilde;o alternativa para resolver este problema espec&iacute;fico.</p>
    <p>Se realmente o eixo tibio-talar &eacute; verdadeiramente vari&aacute;vel, podemos assumir dois eixos, um para dorsiflex&atilde;o e outro para flex&atilde;o plantar. Baseando-nos na ideia de Hicks<sup>2</sup> de que n&atilde;o podem ocorrer movimentos em simult&acirc;neo nos dois planos, podemos bloquear os movimentos de flex&atilde;o plantar se colocarmos o pino trans-calcaneano na direc&ccedil;&atilde;o do eixo que privilegia a dorsiflex&atilde;o.</p>
    <p>Assim, colocando o pino trans-calcaneano na dire&ccedil;&atilde;o do eixo da dorsiflex&atilde;o, ou seja inclinado para distal lateralmente, (de dentro para fora, de cima para baixo, e de frente para tr&aacute;s respeitando a orienta&ccedil;&atilde;o mais posterior do mal&eacute;olo externo) tentamos bloquear a flex&atilde;o plantar e com isso evitar a queda do p&eacute; para equino, sem necessidade de pinos adicionais no m&eacute;dio-p&eacute;.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na nossa institui&ccedil;&atilde;o, temos colocado o pino nesta orienta&ccedil;&atilde;o conseguindo-se, assim, uma posi&ccedil;&atilde;o neutra do tornozelo, em repouso, com possibilidade de ligeira dorsiflex&atilde;o activa quando n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios pinos no m&eacute;dio-p&eacute; para manter o alinhamento e a congru&ecirc;ncia t&iacute;bio-talar.</p>
    <p>Demonstramos esta atitude terap&ecirc;utica com imagens de tr&ecirc;s casos consecutivos em que foi aplicado este pormenor biomec&acirc;nico (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figuras 1</a>, <a name="topf8"></a><a href="#f8">8</a> e <a name="topf9"></a><a href="#f9">9</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f8.jpg" width="389" height="417" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a04f9.jpg" width="389" height="484" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Barnett CH, Napier JR. Axis of rotation at ankle joint in man: its influence upon the form of talus and mobility of fibula. J Anat. 1952; 86: 1-9</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325100&pid=S1646-2122201900020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Hicks JH. The Mechanics of the Foot: I The Joints. J Anat. 1963; 87: 345-357</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325101&pid=S1646-2122201900020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Isman RE, Inman VT. Anthropometric studies of the human foot and ankle. Bulletin of Prosthetic Research. 1969;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325102&pid=S1646-2122201900020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Inman VT. The joints of the ankle. Williams & Wilkins. Baltimore; 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325104&pid=S1646-2122201900020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Sammarco J. Biomechanics of the ankle - I - Surface velocity and instant center of rotation in the sagittal plane. Am J Sports Med. 1977; 5 (4): 231-234</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325106&pid=S1646-2122201900020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Parlasca R, Shoji H, D'Ambrosia RD. Effects of ligamentous injury on ankle and subtalar joints: a kinematic study. Clin Orthop Relat Res. 1979; 140: 266-272</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325107&pid=S1646-2122201900020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Kronberg M, Németh G, Brostrom LA. Muscle activity and coordination in the normal shoulder. An electromyographic study. Clin Orthop Relat Res. 1990; 257: 76-85</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325108&pid=S1646-2122201900020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Schiffern SC, Rozencwaig R, Antoniou J, Richardson ML, Matsen FA. Anteroposterior centering of the humeral head on the glenoid in vivo. Am J Sports Med. 2002; 30 (3): 382-387</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325109&pid=S1646-2122201900020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Rêgo PRA. Conflito Femoroacetabular: Contributo para o conhecimento da sua fisiopatologia e análise dos resultados da cirurgia. Tese para obtenção de grau de Doutor em Medicina na área de Ortopedia e Traumatologia; 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325110&pid=S1646-2122201900020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Siegler S, Chen J, Schneck CD. The three-dimensional kinematics and flexibility characteristics of the human ankle and subtalar joints. Part I: kinematics. J Biomech Eng. 1988; 110 (4): 364-373</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325112&pid=S1646-2122201900020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Grood ES, Suntay WS. A Joint Coordinate System for the Clinical Description of Three Dimensional Motion. Application to the Knee. ASME Journal of Biomechanical Engineering. 1983; 105: 136-145</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325113&pid=S1646-2122201900020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Lundberg A, Svensson OK, Németh G, Selvik G. The axis of rotation of the ankle joint. J Bone Joint Surg Br. 1989; 71 (1): 94-99</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325114&pid=S1646-2122201900020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Fragomen AT, Rozbruch SR. The Mechanics Of External Fixation. HSSJ. 2007; 3: 13-29</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325115&pid=S1646-2122201900020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Claes L, Heitemeyer U, Krischak G, Braun H, Hierholzer G. Fixation technique influences osteogenesis of comminuted fractures. Clin Orthop. 1999; 365: 221-229</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325116&pid=S1646-2122201900020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Behrens F. General theories and principles of external fixation. Clin Orthop. 1989; 241: 15-23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325117&pid=S1646-2122201900020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Miguel Duarte Silva    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital de Cascais    <br>Praceta José Figueiredo da Fonseca, nº 149, 3º Esqº    <br>2775-316 Parede    <br>Telefone: 91 215 64 01    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>    <br><a href="mailto:miguelduartesilva@gmail.com">miguelduartesilva@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-09-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-11-14</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-11-14</font></p>     ]]></body><back>
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