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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distração Fisária no Tratamento de Sarcoma de Ewing do Úmero Proximal em Idade Pediátrica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,CHUC, EPE Hospital Pediátrico Serviço de Ortopedia Pediátrica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In children, about 75% of malignant bone tumors are located in the metaphyseal region of the long bones. Epiphyseal resection results in significant morbidity due to subsequent limb length discrepancy and / or dysfunction of the adjacent joints. With the evolution of surgical techniques, it was verified that, in children with periarticular malignant tumors, physeal distraction with preservation of the epiphysis presents excellent functional results. The objective of this study is to describe a clinical case of a 7-year-old child with Ewing’s sarcoma of the proximal humerus, treated by physeal distraction and reconstruction with allograft.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sarcoma de Ewing]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Distração Fisária no Tratamento de Sarcoma de Ewing do Úmero Proximal em Idade Pediátrica</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vítor Hugo Pinheiro<sup>I</sup></b>; <b>Inês Balacó<sup>I</sup></b>; <b>Cristina Alves<sup>I</sup></b>; <b>Ana Maia<sup>II</sup></b>; <b>Gabriel Matos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Oncologia Pediátrica do Instituto Português de Oncologia do Porto.<br />II. Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - CHUC, EPE, Coimbra. Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas crian&ccedil;as, cerca de 75% dos tumores &oacute;sseos malignos est&atilde;o localizados na regi&atilde;o metafis&aacute;ria dos ossos longos. A resse&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria condiciona uma morbilidade significativa, por dismetria e/ou disfun&ccedil;&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es adjacentes. Com a evolu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, verificou-se que, em crian&ccedil;as com tumores malignos periarticulares, a distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria com preserva&ccedil;&atilde;o da ep&iacute;fise apresenta excelentes resultados funcionais.</p>     <p>O objetivo deste estudo &eacute; descrever um caso cl&iacute;nico de uma crian&ccedil;a de 7 anos com sarcoma de Ewing do &uacute;mero proximal, tratado por distrac&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria e reconstru&ccedil;&atilde;o com aloenxerto.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Sarcoma de Ewing, distração fisária, úmero, tumor ósseo. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>In children, about 75% of malignant bone tumors are located in the metaphyseal region of the long bones. Epiphyseal resection results in significant morbidity due to subsequent limb length discrepancy and / or dysfunction of the adjacent joints. With the evolution of surgical techniques, it was verified that, in children with periarticular malignant tumors, physeal distraction with preservation of the epiphysis presents excellent functional results.</p>     <p>The objective of this study is to describe a clinical case of a 7-year-old child with Ewing&rsquo;s sarcoma of the proximal humerus, treated by physeal distraction and reconstruction with allograft.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ewing Sarcoma, physeal distraction, humerus, bone tumor. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, verificou-se uma melhoria significativa na taxa de sobreviv&ecirc;ncia de doentes com tumores do aparelho locomotor, tendo aumentado tamb&eacute;m a taxa de preserva&ccedil;&atilde;o do membro. Esta evolu&ccedil;&atilde;o resulta da combina&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios fatores, entre os quais se destacam o progresso da quimioterapia, o aparecimento de novas t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas e os avan&ccedil;os na avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica<sup>1,2</sup>. Nas crian&ccedil;as, cerca de 75% dos tumores &oacute;sseos malignos s&atilde;o localizados na regi&atilde;o metafis&aacute;ria. Em tumores com esta localiza&ccedil;&atilde;o, a resse&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria &eacute; frequentemente op&ccedil;&atilde;o, de forma a obter uma excis&atilde;o completa do tumor, mas condicionando frequentemente uma morbilidade significativa, por dismetria e/ou disfun&ccedil;&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es adjacentes<sup>3,4</sup>.</p>
    <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, verificou-se que, em crian&ccedil;as com tumores malignos periarticulares, a distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria com preserva&ccedil;&atilde;o da ep&iacute;fise pode ser uma op&ccedil;&atilde;o em casos seleccionados e apresenta excelentes resultados funcionais<sup>5</sup>. Esta t&eacute;cnica foi descrita pela primeira vez por Ca&ntilde;adel et al. em 1994 e inclui duas fases: num 1&ordm; tempo inicial &eacute; realizada a separa&ccedil;&atilde;o da ep&iacute;fise da met&aacute;fise tumoral, seguindo-se depois, num 2&ordm; tempo cir&uacute;rgico, a resse&ccedil;&atilde;o em bloco do tumor<sup>6</sup>. As casu&iacute;stas publicadas demonstram que &eacute; poss&iacute;vel obter bons resultados com esta t&eacute;cnica,<sup>6-9</sup> utilizada mais frequentemente no membro inferior. &Eacute; nosso objetivo descrever um caso cl&iacute;nico de sarcoma de Ewing do &uacute;mero proximal, no tratamento do qual foi utilizada a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica descrita por Ca&ntilde;adel.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DESCRIÇÃO DO CASO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo feminino de 7 anos de idade referenciada &agrave; Consulta de Ortopedia Pedi&aacute;trica por omalgia esquerda, com 6 semanas de evolu&ccedil;&atilde;o, sem contexto traum&aacute;tico conhecido. N&atilde;o havia qualquer antecedente patol&oacute;gico, pessoal ou familiar, de relevo.</p>
    <p>Ao exame objetivo apresentava dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o do &uacute;mero proximal e ombro esquerdo e limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o ativa a partir dos 30&deg;. A radiografia do ombro revelou uma les&atilde;o permeativa da met&aacute;fise umeral proximal, com bordos mal definidos e eros&atilde;o da cortical medial (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Na resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RMN) a les&atilde;o apresentava hipossinal em T1 e hipersinal em T2, medindo aproximadamente 6,2cm de maior extens&atilde;o. N&atilde;o havia evid&ecirc;ncia de atingimento da fise de crescimento, embora se observasse pequeno foco de hipersinal na vertente antero-medial da ep&iacute;fise. No ter&ccedil;o m&eacute;dio da di&aacute;fise umeral existia uma &aacute;rea nodular, com 7mm de maior eixo, com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, suspeita de corresponder a skip lesion (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). A tomografia por emiss&atilde;o de positr&otilde;es revelou uma hipercapta&ccedil;&atilde;o an&oacute;mala de fluorodesoxiglucose a n&iacute;vel do &uacute;mero proximal e 3 micron&oacute;dulos pulmonares bilaterais milim&eacute;tricos (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f1.jpg" width="389" height="208" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f2.jpg" width="390" height="190" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f3.jpg" width="393" height="323" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi realizada bi&oacute;psia cir&uacute;rgica percut&acirc;nea da les&atilde;o com trocart, com envio do material colhido para estudo histopatol&oacute;gico, citogen&eacute;tico e microbiol&oacute;gico. Foram tamb&eacute;m realizados medulogramas e bi&oacute;psia dos il&iacute;acos direito e esquerdo.</p>
    <p>Tendo sido diagnosticado um Sarcoma de Ewing do &uacute;mero proximal, estadio Enneking IIIb, a doente foi submetida a 6 ciclos de VIDE (vincristina, ifosfamida,doxorrubicina, etoposido). Ap&oacute;s o 5&ordm; ciclo, a doente sofreu um choque s&eacute;ptico, com necessidade de internamento na Unidade de Cuidados Intensivos.</p>
    <p>Ap&oacute;s completar quimioterapia neo-adjuvante, a doente foi submetida a uma Tomografia computorizada (TC) pulmonar de controlo que mostrou a manuten&ccedil;&atilde;o dos micron&oacute;dulos pulmonares bilaterais milim&eacute;tricos. A RM de controlo revelou uma diminui&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o no seu maior eixo (5,6 cm), com aparente preserva&ccedil;&atilde;o da fise em toda a sua extens&atilde;o, excepto num &uacute;nico ponto (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). Verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o evidente do edema medular e desaparecimento da skip lesion, concluindo-se que esta corresponderia a uma prov&aacute;vel extens&atilde;o do edema medular pr&eacute;vio, dado que n&atilde;o apresentava hipossinal em pondera&ccedil;&atilde;o T1. Contudo, a massa de tecidos moles parecia envolver o nervo axilar.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f4.jpg" width="392" height="189" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Decorridos 5 meses ap&oacute;s o diagn&oacute;stico, realizou-se o tratamento cir&uacute;rgico, que se desenvolveu em 2 fases distintas. Numa primeira cirurgia, colocou-se um fixador externo com 2 cravos paralelos, revestidos a hidroxiapatite, di&acirc;metro 6mm, a n&iacute;vel da ep&iacute;fise umeral e 2 cravos de di&acirc;metro 4 mm, paralelos, a n&iacute;vel da di&aacute;fise, a cerca de 10 cm distalmente &agrave; regi&atilde;o fis&aacute;ria (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). O intervalo entre os cravos do mesmo lado foi de 1 cm. De seguida foi aplicado dispositivo de distrac&ccedil;&atilde;o, tendo sido realizada intra-operatoriamente uma distra&ccedil;&atilde;o de cerca 6mm (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). A distra&ccedil;&atilde;o foi continuada por 13 dias, ao ritmo da 1-1.5mm/dia, at&eacute; &agrave; data em que a doente referiu desconforto s&uacute;bito a n&iacute;vel do ombro esquerdo, correspondente a fratura-epifisi&oacute;lise da placa de crescimento do &uacute;mero proximal. A radiografia realizada ao 18&ordm; dia ap&oacute;s o in&iacute;cio da distra&ccedil;&atilde;o, atestou a disrup&ccedil;&atilde;o da fise com uma distra&ccedil;&atilde;o de cerca de 4.6 mm na regi&atilde;o lateral da fise umeral proximal (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>). A 2&ordf; fase do tratamento cir&uacute;rgico realizou-se 19 dias ap&oacute;s a cirurgia inicial. Procedeu-se &agrave; extra&ccedil;&atilde;o do fixador externo e cravos. Tendo em conta a exist&ecirc;ncia de tecido de granula&ccedil;&atilde;o e zonas de endurecimento a n&iacute;vel dos cravos, estas &aacute;reas, bem como a zona da bi&oacute;psia foram inclu&iacute;dos na linha de incis&atilde;o cir&uacute;rgica, que seguiu a linha de planeamento para uma incis&atilde;o utilit&aacute;ria do membro superior (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>). Fez-se aponevrectomia em linha com incis&atilde;o cut&acirc;nea, com identifica&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o da veia cef&aacute;lica no sulco delto-peitoral, e identifica&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o grande peitoral, realizando-se desinser&ccedil;&atilde;o distal do mesmo ap&oacute;s referencia&ccedil;&atilde;o com margem de seguran&ccedil;a (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>). De seguida, identificou-se a curta por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite e coraco-braquial a n&iacute;vel inser&ccedil;&atilde;o proximal, procedeu-se &agrave; sua desinser&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s referencia&ccedil;&atilde;o. Identificaram-se os nervos musculo-cut&acirc;neo, radial e axilar, tendo-se constatado que este &uacute;ltimo, n&atilde;o se encontrava envolvido na massa de tecidos moles, o que permitiu a sua preserva&ccedil;&atilde;o. Procedeu-se &agrave; laquea&ccedil;&atilde;o selectiva dos vasos nutritivos do tumor. Marcou-se o n&iacute;vel de osteotomia a cerca de 9 cm da extremidade proximal do tumor, seccionando a longa por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite braquial e parte da inser&ccedil;&atilde;o deltoide a esse n&iacute;vel.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f5.jpg" width="390" height="231" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f6.jpg" width="389" height="124" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f7.jpg" width="390" height="256" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f8.jpg" width="392" height="320" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f9.jpg" width="393" height="512" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizou-se osteotomia na zona marcada (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>), com desinser&ccedil;&atilde;o sequencial do tric&iacute;pite e restantes m&uacute;sculos posteriores do bra&ccedil;o, com margem de seguran&ccedil;a. De seguida foi aplicado novo cravo a n&iacute;vel da ep&iacute;fise, constatando-se com manipula&ccedil;&atilde;o suave que estava completa a epifisiolise proximal na zona medial do &uacute;mero proximal (<a name="topf11"></a><a href="#f11">Figura 11</a>). Com apoio de intensificador de imagem identificou-se a zona de distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria com palpa&ccedil;&atilde;o com agulha, procedendo &agrave; incis&atilde;o circunferencial da c&aacute;psula com bisturi nessa zona de distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria (<a name="topf12"></a><a href="#f12">Figura 12</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f10.jpg" width="390" height="536" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f11"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f11.jpg" width="392" height="445" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f12"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f12.jpg" width="390" height="439" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Introduziu-se a l&acirc;mina de bisturi na fise, de forma a separar a ep&iacute;fise e met&aacute;fise umerais proximais, conseguindo-se uma ressec&ccedil;&atilde;o monobloco, sem visualiza&ccedil;&atilde;o macrosc&oacute;pica do tumor (<a name="topf13"></a><a href="#f13">Figura 13</a>). Colheram-se amostras de tecido &oacute;sseo do topo distal do &uacute;mero e da zona fis&aacute;ria residual na ep&iacute;fise umeral, tendo-se enviado o material para estudo anatomo-patol&oacute;gico e confirma&ccedil;&atilde;o das margens de ressec&ccedil;&atilde;o. De seguida, foi realizada a prepara&ccedil;&atilde;o de enxerto al&oacute;geno de &uacute;mero - com confec&ccedil;&atilde;o de corte para encastoar no &uacute;mero nativo distalmente e para melhor adapta&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel ep&iacute;fise. Fixou-se com l&acirc;mina-placa 90&ordm;, mantendo o cravo proximal para orienta&ccedil;&atilde;o da mesma (<a name="topf14"></a><a href="#f14">Figura 14</a>). A fixa&ccedil;&atilde;o foi refor&ccedil;ada com a aplica&ccedil;&atilde;o de uma placa recta LCP 3,5mm num plano ortogonal relativamente &agrave; outra placa (<a name="topf15"></a><a href="#f15">Figura 15</a>). Ambas as placas foram aplicadas em compress&atilde;o. N&atilde;o se registaram intercorr&ecirc;ncias peri-operat&oacute;rias.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f13"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f13.jpg" width="393" height="442" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f14"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f14.jpg" width="390" height="441" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f15"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f15.jpg" width="389" height="473" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A doente teve alta 2 semanas ap&oacute;s a cirurgia, reiniciando o esquema de tratamento que incluiu quimioterapia adjuvante, com 8 ciclos VAI (vincristina, actinomicina D e ifosfamida), e radioterapia pulmonar. O resultado do estudo an&aacute;tomo-patol&oacute;gico mostrou uma regress&atilde;o tumoral total (100 % necrose), com margens livres e topos &oacute;sseos proximal e distal sem infiltra&ccedil;&atilde;o neopl&aacute;sica. Aos 2 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, a doente apresentava uma boa fun&ccedil;&atilde;o do ombro esquerdo, sendo que a radiografia de controlo revelou uma fixa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel (<a name="topf16"></a><a href="#f16">Figura 16</a>). Aos 4 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio mantinha uma fixa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, embora com alguma reabsor&ccedil;&atilde;o na zona proximal do enxerto al&oacute;geno (<a name="topf17"></a><a href="#f17">Figura 17</a>). Aos 2 anos de p&oacute;s-operat&oacute;rio apresentava uma excelente fun&ccedil;&atilde;o, sem limita&ccedil;&otilde;es no seu quotidiano. O enxerto apresentava sinais de osteo-integra&ccedil;&atilde;o proximal e distal. N&atilde;o se observaram sinais de recidiva local ou &agrave; dist&acirc;ncia (<a name="topf18"></a><a href="#f18">Figura 18</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f16"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f16.jpg" width="389" height="208" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f17"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f17.jpg" width="389" height="225" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f18"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n2/27n2a05f18.jpg" width="389" height="184" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A resse&ccedil;&atilde;o tumoral completa &eacute; o objetivo primordial no tratamento cir&uacute;rgico de sarcomas &oacute;sseos. Na cirurgia tumoral, a distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria, possibilita uma margem de resse&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica segura, permitindo a preserva&ccedil;&atilde;o da ep&iacute;fise em crian&ccedil;as e adolescentes. Segundo Ca&ntilde;adel as indica&ccedil;&otilde;es de distra&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria incluem: tumor localizado na regi&atilde;o metafis&aacute;ria, que n&atilde;o transgrida a fise, em doentes com a cartilagem fis&aacute;ria aberta. A n&atilde;o invas&atilde;o da fise dever&aacute; ser confirmada por radiografia, arteriografia, TC e RMN no pr&eacute; operat&oacute;rio e exame histol&oacute;gico intraoperatoriamente<sup>6</sup>. De acordo com o m&eacute;todo de estadiamento de San-Julian<sup>10</sup> a invas&atilde;o do sarcoma na met&aacute;fise das crian&ccedil;as divide-se em 3 tipos: tipo I, a dist&acirc;ncia entre a les&atilde;o e a fise &eacute; mais de 2 cm; tipo II, a dist&acirc;ncia entre a les&atilde;o e a fise &eacute; menos de 2cm ou s&atilde;o adjacentes; tipo III, a les&atilde;o invade parcialmente a ep&iacute;fise. A margem de resse&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da les&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o com a fise &eacute; um tema controverso, havendo autores que defendem que deve ser no m&iacute;nimo de 5 cm6, enquanto outros consideram que a ep&iacute;fise pode ser conservada, mesmo com margens inferiores a 1 cm, desde que n&atilde;o haja invas&atilde;o da ep&iacute;fise<sup>11</sup>. De forma a garantir uma margem de seguran&ccedil;a, San-Julian definiu que as les&otilde;es tipo I t&ecirc;m indica&ccedil;&atilde;o absoluta para distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria, as tipo II t&ecirc;m indica&ccedil;&atilde;o relativa e nas tipo III &eacute; contraindicado a realiza&ccedil;&atilde;o deste procedimento. Nas les&otilde;es tipo II a distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria pode ser tentada, no entanto, &eacute; poss&iacute;vel que as c&eacute;lulas tumorais j&aacute; tenham atravessado a fise. Assim, nestes casos, o grupo de Ca&ntilde;adel recomenda bi&oacute;psia intraoperat&oacute;ria. Se forem encontradas c&eacute;lulas tumorais na margem fis&aacute;ria o tratamento cir&uacute;rgico &eacute; completo com resse&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria<sup>12</sup>. Seguindo este princ&iacute;pio, a taxa de recidiva local publicada na literatura &eacute; nula<sup>6-9</sup>. No caso apresentado, apesar de haver um &uacute;nico ponto de contacto da les&atilde;o com a fise, optou-se pela aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria, sendo que at&eacute; ao momento n&atilde;o se registou recidiva local.</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es da distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria incluem infe&ccedil;&atilde;o, desmontagem da fixa&ccedil;&atilde;o, pseudartrose, atraso de consolida&ccedil;&atilde;o e les&atilde;o nervosa<sup>6</sup>. No caso descrito n&atilde;o se registaram complica&ccedil;&otilde;es. Quando comparada com outras t&eacute;cnicas de preserva&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria, como a resse&ccedil;&atilde;o transepifis&aacute;ria<sup>13</sup> ou a osteotomia multiplanar<sup>14</sup>, a distra&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria apresenta uma maior seguran&ccedil;a. Tendo em conta que a placa de crescimento apresenta faces irregulares, a resse&ccedil;&atilde;o transepifis&aacute;ria ou a osteotomia multiplanar, apresentam uma maior dificuldade t&eacute;cnica, podendo resultar numa resse&ccedil;&atilde;o incompleta do tumor. Na distra&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria a osteotomia metafis&aacute;ria &eacute; realizada pr&eacute;-operatoriamente, e a resse&ccedil;&atilde;o tumoral completa-se com a osteotomia diafis&aacute;ria e ressec&ccedil;&atilde;o de tecidos moles envolventes. No caso apresentado, a ep&iacute;fise foi preservada, dado n&atilde;o ter sido invadida por tumor. Aplicando uma t&eacute;cnica de distra&ccedil;&atilde;o fis&aacute;ria com um fixador externo, foi poss&iacute;vel manter a integridade parcial da c&aacute;psula articular e dos ligamentos, com vantagens para a fun&ccedil;&atilde;o articular do ombro afectado.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Grimer RJ. Surgical options for children with osteosarcoma. Lancet Oncol. 2005; 6 (2): 85-92</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325253&pid=S1646-2122201900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Heare T, Hensley MA, Dell'Orfano S. Bone tumors: osteosarcoma and Ewing's sarcoma. Curr Opin Pediatr. 2009; 21 (3): 365-372</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325254&pid=S1646-2122201900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Watanabe K, Tsuchiya H, Yamamoto N. Over 10-year follow-up of functional outcome in patients with bone tumors reconstructed using distraction osteogenesis. J Orthop Sci. 2013; 18 (1): 101-109</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325255&pid=S1646-2122201900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Yoshida Y, Osaka S, Tokuhashi Y. Analysis of limb function after various reconstruction methods according to tumor location following resection of pediatric malignant bone tumors. World J Surg Oncol. 2010; 8: 39</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325256&pid=S1646-2122201900020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Tsuchiya H, Abdel-Wanis ME, Sakurakichi K, Yamashiro T, Tomita K. Osteosarcoma around the knee. Intraepiphyseal excision and biological reconstruction with distraction osteogenesis. J Bone Joint Surg Br. 2002; 84 (8): 1162-1166</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325257&pid=S1646-2122201900020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Cañadell J, Forriol F, Cara JA. Removal of metaphyseal bone tumours with preservation of the epiphysis. Physeal distraction before excision. J Bone Joint Surg Br. 1994; 76 (1): 127-132</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325258&pid=S1646-2122201900020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Betz M, Dumont CE, Fuchs B, Exner GU. Physeal distraction for joint preservation in malignant metaphyseal bone tumors in children. Clin Orthop Relat Res. 2012; 470 (6): 1749-1754</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325259&pid=S1646-2122201900020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Gao S, Zheng Y, Cai Q, Yao W, Wang J. Preliminary clinical research on epiphyseal distraction in osteosarcoma in children. World J Surg Oncol. 2014; 12: 251</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325260&pid=S1646-2122201900020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Weitao Y, Qiqing C, Songtao G, Jiaqiang W. Epiphysis preserving operations for the treatment of lower limb malignant bone tumors. Eur J Surg Oncol. 2012; 38 (12): 1165-1170</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325261&pid=S1646-2122201900020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. San-Julian M, Dölz R, Garcia-Barrecheguren E, Noain E, Sierrasesumaga L, Cañadell J. Limb salvage in bone sarcomas in patients younger than age 10: a 20-year experience. J Pediatr Orthop. 2003; 23 (6): 753-762</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325262&pid=S1646-2122201900020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Jesus-Garcia R, Seixas MT, Costa SR, Petrilli AS, Laredo Filho J. Epiphyseal plate involvement in osteosarcoma. Clin Orthop Relat Res. 2000; 373: 32-38</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325263&pid=S1646-2122201900020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. San-Julian M, Aquerreta JD, Benito A, Cañadell J. Indications for epiphyseal preservation in metaphyseal malignant bone tumors of children: relationship between image methods and histological findings. J Pediatr Orthop. 1999; 19 (4): 543-548</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325264&pid=S1646-2122201900020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Muscolo DL, Ayerza MA, Aponte-Tinao LA, Ranalletta M. Partial epiphyseal preservation and intercalary allograft reconstruction in high-grade metaphyseal osteosarcoma of the knee. J Bone Joint Surg Am. 2004; 86 (12): 2686-2693</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325265&pid=S1646-2122201900020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Avedian RS, Haydon RC, Peabody TD. Multiplanar osteotomy with limited wide margins: a tissue preserving surgical technique for high-grade bone sarcomas. Clin Orthop Relat Res. 2010; 468 (10): 2754-2764</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1325266&pid=S1646-2122201900020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Vitor Hugo Pinheiro    <br>Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - CHUC, EPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Avenida Afonso Romão    <br>3000-600 COIMBRA    <br>Telefone: 91 843 66 94    <br><a href="mailto:pinheiro.vhugo@gmail.com">pinheiro.vhugo@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-11-01</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2019-01-11</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2019-01-11</font></p>     ]]></body><back>
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