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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A “Didática psicológica. Aplicação à didática da psicologia de Jean Piaget” de Aebli: uma abordagem e um autor esquecidos]]></article-title>
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<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[La "Didactique psychologique. Application à la didactique de la psychologie de Jean Piaget" de Aebli: une approche et un auteur oubliés]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Conservatoire National des Arts et Métiers Centre de Recherche sur le Travail et le Développement Groupe de Recherche et d’Etude sur l’Histoire du Travail et de L’Orientation]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>TEXTOS HIST&Oacute;RICOS</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>A &#8220;Did&aacute;tica psicol&oacute;gica. Aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; did&aacute;tica da psicologia de Jean Piaget&#8221; de Aebli: uma abordagem e um autor esquecidos</b> </p>     <p>     <b>La &#8220;Did&aacute;ctica psicol&oacute;gica. Aplicaci&oacute;n a la did&aacute;ctica de la psicolog&iacute;a de Jean Piaget&#8221; de Aebli, un enfoque y un autor olvidados</b> </p>     <p>     <b>La "Didactique psychologique. Application &agrave; la didactique de la psychologie de Jean Piaget" de Aebli, une approche et un auteur oubli&eacute;s</b> </p>     <p>    <b>The &#8220;Psychological didactics. Application of the Jean Piaget psychology to the didactics&#8221;, by Aebli; the forgotten approach of a forgotten author</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Janine Rogalski*</b></p>     <p>*Directeur de recherche CNRS honoraire, associ&eacute;e au Groupe de Recherche et d&#8217;Etude sur l&#8217;Histoire du Travail et de L&#8217;Orientation (GRESHTO)     Centre de Recherche sur le Travail et le D&eacute;veloppement (CRTD),     Conservatoire National des Arts et M&eacute;tiers (CNAM),     41, Rue Gay Lussac 75005,     Paris, France </p>     <p> <a href="mailto:janine.rogalski@univ-paris8.fr">janine.rogalski@univ-paris8.fr</a>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     As did&aacute;ticas disciplinares e profissionais participam em conjunto com a ergonomia, a sociologia e a psicologia do trabalho, no desenvolvimento dos     conhecimentos respeitantes &agrave; an&aacute;lise da actividade real em situa&ccedil;&atilde;o, na escola e no trabalho. Os investigadores nesse dom&iacute;nio, talvez por a constitui&ccedil;&atilde;o do     seu campo de investiga&ccedil;&atilde;o ser recente explicitam mito raramente a origem das suas fontes. Neste artigo procuraremos reconstituir aquilo que devem a um     investigador cujos trabalhos percursores s&atilde;o ignorados ou pouco conhecidos: Hans Aebli (1923-1990). </p>     <p>     Hans Aebli publica em 1951 a obra "<i>Didactique psychologique. </i><i>Application &agrave; la didactique de la psychologie de Jean Piaget</i>"[<a name="top1"></a><a href="#1">1</a>], no mesmo     ano da defesa da sua tese sob a orienta&ccedil;&atilde;o de Piaget. Trata-se do seu primeiro livro e do &uacute;nico dispon&iacute;vel em franc&ecirc;s [<a name="top2"></a><a href="#2">2</a>]. A caracter&iacute;stica original desta     publica&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o s&oacute; a de deduzir, da teoria psicol&oacute;gica de Piaget, uma did&aacute;tica mas tamb&eacute;m a de demostrar experimentalmente a efic&aacute;cia dessa abordagem     aplicada a um objecto de ensino da matem&aacute;tica. </p>     <p>     Todavia, como sublinham R&eacute;gis Ouvrier-Bonnaz e Marianne Lacomblez (2014), &#8220;<i>quando os didactas vieram a interessar-se por Piaget, &eacute; a dimens&atilde;o epistemol&oacute;gica que privilegiar&atilde;o, sem (relayer) retomar os trabalhos de Aebli&#8221;.     </i>     O termo <b>&#8220;relayer&#8221;</b>parece-nos importante se compreendido como constatando que a obra de Aebli &eacute; na verdade muito citada em trabalhos     franceses, tanto na pedagogia como na did&aacute;tica das matem&aacute;ticas, contudo, o conte&uacute;do propriamente dito da obra, &eacute; ignorado &#8211; com poucas exce&ccedil;&otilde;es [<a name="top3"></a><a href="#3">3</a>]. Da&iacute;     que procuraremos compreender porque &eacute; que esta proposta, visando sustentar cada did&aacute;tica atrav&eacute;s da contribui&ccedil;&atilde;o da teoria piagetiana, n&atilde;o teve uma     influ&ecirc;ncia imediata. A quest&atilde;o coloca-se particularmente na did&aacute;tica das matem&aacute;ticas; pelo menos um debate cr&iacute;tico teria podido ter sido iniciado a partir     da&iacute;. </p>     <p>     Para tratar dessa quest&atilde;o situaremos, em primeiro lugar, e rapidamente, a &laquo;<i>Didactique psychologique</i>&raquo; na vida profissional de Aebli. Por um lado,     voltaremos ao que &eacute; para ele a &#8220;did&aacute;tica&#8221; e como ele a situa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o e, por outro, teremos em vista o seu significado ulterior     na did&aacute;tica das matem&aacute;ticas. Ap&oacute;s um balan&ccedil;o da sua cr&iacute;tica dos pressupostos psicol&oacute;gicos da &#8220;did&aacute;tica tradicional&#8221; e da sua cr&iacute;tica da &laquo;escola activa&raquo;,     apresentaremos de seguida a d&eacute;marche da elabora&ccedil;&atilde;o, por Aebli, de um m&eacute;todo did&aacute;ctico a partir do quadro te&oacute;rico de Piaget e as linhas de experimenta&ccedil;&atilde;o     que apresenta para apoiar as suas propostas. Concluiremos com um ensaio de explica&ccedil;&atilde;o para o facto do balan&ccedil;o que Aebli quis elaborar n&atilde;o ter desempenhado     o papel de precursor que poderia ter sido o seu. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>A &#8220;did&aacute;tica psicol&oacute;gica&#8221; na traject&oacute;ria de Hans Aebli</b> </p>     <p>     O conte&uacute;do desta primeira obra de Aebli &eacute; inicialmente apoiado (escorado) pelas experi&ecirc;ncias conduzidas em contexto piagetiano. Apoia-se igualmente em     conhecimentos experienciais de Aebli, professor prim&aacute;rio. Piaget sublinha, no seu pref&aacute;cio, a import&acirc;ncia desta dupla qualifica&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logo e de     educador para (da&iacute;) deduzir uma utiliza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica dos trabalhos psicol&oacute;gicos. Acresce que no decurso do seu per&iacute;odo de estudo em Minneapolis, no fim dos     anos 40, Aebli &#8220;foi confrontado com a abordagem do pragmatismo americano por interm&eacute;dio do fil&oacute;sofo da educa&ccedil;&atilde;o John Dewey&#8221; (documento web da funda&ccedil;&atilde;o N&auml;f     Aebli : <a href="http://www.ans.ch/fr/" target="_blank">http://www.ans.ch/fr/</a>). Os trabalhos ulteriores de Aebli vir&atilde;o a ser marcados por diversas caracter&iacute;sticas. Por     um lado afastar-se-&aacute; do estrito quadro construtivista piagetiano (Aebli, 1978) na an&aacute;lise do desenvolvimento do pensamento da crian&ccedil;a, particularmente ao     introduzir a dimens&atilde;o da interioriza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, j&aacute; conhecida do mestre. Assim, abrir&aacute; amplamente os seus trabalhos em direc&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise do     ensino e da forma&ccedil;&atilde;o dos docentes. Por outro lado publicar&aacute; essencialmente em alem&atilde;o (dada a sua perten&ccedil;a institucional [<a name="top4"></a><a href="#4">4</a>]), e &#8211; infelizmente &#8211; nenhuma     das suas obras ter&aacute; sido traduzida para franc&ecirc;s. A sua obra inicial tornar-se-&aacute; assim em Fran&ccedil;a um &#8220;ponto isolado&#8221; da did&aacute;tica desenvolvida por Aebli,     enquanto ela viria a ter uma posteridade bem estabelecida na Alemanha e na Su&iacute;&ccedil;a de l&iacute;ngua alem&atilde;. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <b>A did&aacute;tica: ci&ecirc;ncia e m&eacute;todo de ensino das disciplinas escolares</b> </p>     <p> 	Aebli definiu a did&aacute;tica como &#8220;<i>uma ci&ecirc;ncia auxiliar da pedagogia na qual esta &uacute;ltima delega para a realiza&ccedil;&atilde;o de pormenor, as tarefas educativas mais gerais&#8221;</i> (introdu&ccedil;&atilde;o, p.1).     Define-lhe os alvos (os problemas): &#8220;<i>qualquer did&aacute;tica deve definir [&#8230;] n&atilde;o apenas como os alunos &#8220;conhecem&#8221; determinada mat&eacute;ria [primeiro problema did&aacute;ctico] 	mas tamb&eacute;m como a aprendem</i>[segundo problema did&aacute;ctico] [&#8230;]. 	<i>&Agrave; did&aacute;tica incumbe al&eacute;m disso estudar as condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis a estes processos de forma&ccedil;&atilde;o </i>[terceiro problema did&aacute;ctico] </p>     <p> 	Insiste (Aebli) na dimens&atilde;o psicol&oacute;gica da did&aacute;tica e na sua liga&ccedil;&atilde;o com uma psicologia: <i>&#8220;qualquer m&eacute;todo de ensino &eacute; solid&aacute;rio com uma psicologia da crian&ccedil;a e do seu pensamento, frequentemente n&atilde;o explicitada&#8221;</i>, enquanto     <i>&#8220;a did&aacute;tica cient&iacute;fica atribui-se como tarefa deduzir do conhecimento psicol&oacute;gico dos processos de forma&ccedil;&atilde;o intelectual as medidas metodol&oacute;gicas mais     aptas a provoc&aacute;-la"</i>(p. 2). Como lembra no pre&acirc;mbulo: <i>&#8220;s&oacute; uma psicologia como a de Jean Piaget [&#8230;] pode fornecer os conceitos necess&aacute;rios para a solu&ccedil;&atilde;o de semelhantes problemas did&aacute;cticos&#8221;.</i> </p>     <p>     O singular do termo &#8220;did&aacute;tica&#8221; indica o caracter gen&eacute;rico do princ&iacute;pio piagetiano no cerne de <i>&laquo; Didactique psychologique &raquo;</i>: &#8220;pensar &eacute; operar&#8221;.     Todavia Aebli especifica que este princ&iacute;pio deve ser declinado segundo as diferentes disciplinas escolares e desenvolve-o para o caso das matem&aacute;ticas (da     escola prim&aacute;ria). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> 	<b>Da insufici&ecirc;ncia da &#8220;did&aacute;tica tradicional&#8221; e do lugar da &laquo;psicologia tradicional&raquo; nos princ&iacute;pios da &#8220;escola activa&#8221; &agrave; psicologia piagetiana fundadora     da &#8220;did&aacute;tica cient&iacute;fica&#8221;</b> </p>     <p>     A parte hist&oacute;rica da obra de Aebli (pp. 5-37) defende desde do in&iacute;cio que a &#8220;did&aacute;tica tradicional&#8221; se fundamenta no &#8220;<i>princ&iacute;pio da intui&ccedil;&atilde;o</i>&#8221;. Esta     conce&ccedil;&atilde;o &#8220;<i>sensualista-empirista</i>&#8221; [<a name="top5"></a><a href="#5">5</a>] &eacute; sustentada por uma psicologia tradicional empirista, incapaz de dar conta mesmo da aquisi&ccedil;&atilde;o das imagens mentais. 	A &#8220;did&aacute;tica da escola ativa&#8221; &eacute; analisada atrav&eacute;s de obras de teorizadores&#8220;<i>cujos trabalhos deram lugar a realiza&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e que expuseram explicitamente a psicologia sobre a qual assenta a sua pedagogia</i>&#8221;. </p>     <p> 	&Agrave; de W.A. Lay [<a name="top6"></a><a href="#6">6</a>] <i>falta uma conce&ccedil;&atilde;o da natureza activa do pensamento</i>, ainda que ele considere justamente a crian&ccedil;a como &#8220;<i>membro duma comunidade da qual sofre ac&ccedil;&otilde;es e sobre a qual reage&#8221;</i> (p. 21). 	Uma longa sec&ccedil;&atilde;o &eacute; dedicada a Dewey para discutir as did&aacute;ticas baseadas numa &#8220;interpreta&ccedil;&atilde;o instrumentalista do <i>pensamento</i>&#8221; [<a name="top7"></a><a href="#7">7</a>]. O pensamento &eacute; a&iacute;, decerto um utens&iacute;lio, mas &#8211; critica Aebli &#8211; para al&eacute;m da an&aacute;lise da     fun&ccedil;&atilde;o do pensamento falta-lhe a quest&atilde;o da sua natureza intr&iacute;nseca que a torna operat&oacute;ria. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Nos fundamentos da did&aacute;tica de Aebli: a psicologia piagetiana</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     O cerne da obra (pp. 39-106) &eacute; consagrado a explicitar como a did&aacute;tica pode/deve alimentar-se com a psicologia piagetiana. Nesta Parte psicol&oacute;gica (pp.     39-71), Aebli come&ccedil;a pela interpreta&ccedil;&atilde;o, por Piaget, da imagem mental como interioriza&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o, a qual se op&otilde;e &agrave; concep&ccedil;&atilde;o da psicologia tradicional;     examina a seguir a actividade intelectual do aluno na escola tradicional do ponto de vista desta teoria da interioriza&ccedil;&atilde;o <i>(L'image et l'op&eacute;ration</i>,     pp. 40-48). Continua desenvolvendo os conceitos de <i>h&aacute;bitos</i> tais como podem ser adquiridos na escola tradicional inclusive quando relativos ao     manuseamento dos s&iacute;mbolos e de <i>opera&ccedil;&otilde;es</i> (mentais), a (um) campo de aplica&ccedil;&atilde;o mais amplo, formando sistemas de conjunto e cuja mobilidade &#8211; ligada     &agrave; sua reversibilidade &#8211; se op&otilde;e &agrave; estereotipia do desenrolar dos h&aacute;bitos (<i>L'habitude et l'op&eacute;ration</i>, pp. 49-60). Aebli consagra a seguir uma     sec&ccedil;&atilde;o &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a no&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o dos alunos (p. 57 e seguintes). Desenvolve, com refer&ecirc;ncia a Piaget, em que &eacute; que a coopera&ccedil;&atilde;o     social &eacute; um dos principais agentes formadores na g&eacute;nese espont&acirc;nea do pensamento infantil e conclui pela &#8220;<i>necessidade imperativa de o ensino moderno tirar partido desse facto destinando, nos programas escolares, um lugar importante &agrave;s actividades     socializadas</i>&#8221;. </p>     <p> 	Ap&oacute;s o cap&iacute;tulo centrado nas rela&ccedil;&otilde;es entre opera&ccedil;&otilde;es e coopera&ccedil;&atilde;o dos alunos, um outro centra-se em <i>A pesquisa, o problema e a constru&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 61-65). 	Aebli analisa ai em que &eacute; que a pesquisa, pelo aluno, de um verdadeiro problema d&aacute; lugar &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o e em qu&ecirc; o problema e as quest&otilde;es que coloca orienta essa pesquisa e &#8220;cont&eacute;m um esquema antecipador&#8221; da opera&ccedil;&atilde;o intelectual     a efectuar (classificar, ordenar, explicar, etc.). Quando este esquema antecipador n&atilde;o constitui sen&atilde;o um projecto global e a opera&ccedil;&atilde;o global deva     diferenciar-se e estruturar-se no decurso da pesquisa, esta d&aacute; lugar a uma progress&atilde;o do pensamento, com a constru&ccedil;&atilde;o de um novo esquema ultrapassando pela     sua estrutura os esquemas anteriores. </p>     <p> 	O &uacute;ltimo cap&iacute;tulo (pp. 66-71) da Parte psicol&oacute;gica &eacute; consagrado &agrave; <i>assimila&ccedil;&atilde;o</i> na teoria de Piaget como uma &#8220;<i>concep&ccedil;&atilde;o totalmente nova da apreens&atilde;o da experi&ecirc;ncia</i>&#8221; para tratar o problema da rela&ccedil;&atilde;o entre    <i>o sujeito assimilador e o objecto assimilado</i>. Aebli remete extensamente para Piaget (1936, 1947) e limita-se a indicar a evolu&ccedil;&atilde;o deste processo     que vai dos esquemas sens&oacute;rio-motores &#8220;<i>at&eacute; &agrave; an&aacute;lise matem&aacute;tica dos fen&oacute;menos e dos objectos</i>&#8221;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>A aplica&ccedil;&atilde;o da did&aacute;tica</b> </p>     <p> 	As an&aacute;lises sobre a pesquisa, o problema e a constru&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es mentais s&atilde;o retomados nos dois primeiros cap&iacute;tulos da Parte did&aacute;tica:     <i>A constru&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es pela pesquisa do aluno </i>(pp. 73-80) e <i>O problema como projecto de ac&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 81-85), no qual Aebli discute o     problema como projecto de ac&ccedil;&atilde;o efectiva, pr&aacute;tico mas tamb&eacute;m fict&iacute;cio. Ele introduz o que pode ser o desenrolar de uma unidade did&aacute;tica com pesquisa     pessoal dos alunos relevando nesse caso a necessidade de que o problema seja colocado com &#8220;um m&aacute;ximo cuidado&#8221;. Pode pensar-se aqui na no&ccedil;&atilde;o de devolu&ccedil;&atilde;o do     problema ao aluno, que mais tarde ser&aacute; introduzida por Guy Brousseau (1986). Aebli salienta tamb&eacute;m a import&acirc;ncia dos acertos colectivos &#8211; contudo, os     trabalhos em did&aacute;tica mostrar&atilde;o mais tarde que tais acertos constituem uma particular dificuldade para o docente. Esta abordagem do estatuto da pesquisa de     problema(s) constitui uma achega significativa de Aebli sobre a qual poderiam ter-se ent&atilde;o desenvolvido as pesquisas, nomeadamente as relativas ao ensino     das matem&aacute;ticas. </p>     <p> 	A import&acirc;ncia da dimens&atilde;o colectiva introduzida na Parte psicol&oacute;gica tem o seu equivalente nos desenvolvimentos do &uacute;ltimo cap&iacute;tulo da Parte did&aacute;tica: <i>A coopera&ccedil;&atilde;o dos alunos e o &#8220;exerc&iacute;cio operat&oacute;rio&#8221;</i> (pp. 92-106). A&iacute;, Aebli distingue primeiro dois casos extremos de problemas: aqueles cuja     resolu&ccedil;&atilde;o requer a constru&ccedil;&atilde;o de uma no&ccedil;&atilde;o ou opera&ccedil;&atilde;o nova &#8211; a discuss&atilde;o em comum est&aacute;-lhe adaptada &#8211; e aqueles que apelam &agrave; simples aplica&ccedil;&atilde;o de     opera&ccedil;&otilde;es conhecidas a situa&ccedil;&otilde;es novas &#8211; que se prestam ao trabalho em equipas. </p>     <p>     As sec&ccedil;&otilde;es seguintes explicitam o trabalho did&aacute;ctico que deve ainda ser efectuado. A elabora&ccedil;&atilde;o de uma nova no&ccedil;&atilde;o ou opera&ccedil;&atilde;o a partir da pesquisa deve ser 	seguida de uma implementa&ccedil;&atilde;o que deve &#8220;fazer <i>estalar os quadros r&iacute;gidos de um h&aacute;bito que ter&aacute; podido formar-se sem consci&ecirc;ncia do aluno</i>&#8221;  	<i>e &#8220;depurar a opera&ccedil;&atilde;o e torn&aacute;-la m&oacute;vel</i>&#8221;. &Eacute; o que Aebli designa por<b> </b>&#8220;exerc&iacute;cio operat&oacute;rio&#8221;. As condi&ccedil;&otilde;es de produtividade deste     exerc&iacute;cio operat&oacute;rio s&atilde;o, a seguir, analisadas: trabalhar a liga&ccedil;&atilde;o entre opera&ccedil;&atilde;o directa e opera&ccedil;&atilde;o inversa (a reversibilidade operat&oacute;ria), estabelecer a     rela&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es associativas e tamb&eacute;m a das opera&ccedil;&otilde;es e no&ccedil;&otilde;es a distinguir: na did&aacute;tica psicol&oacute;gica trata-se, para o docente, de fazer trabalhar o     sistema das opera&ccedil;&otilde;es. Enfim, a interioriza&ccedil;&atilde;o progressiva das opera&ccedil;&otilde;es deve ser organizada via representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica das mesmas. A implementa&ccedil;&atilde;o das     opera&ccedil;&otilde;es interiorizadas deve tamb&eacute;m ser suscitada pelo pedido de <i>repensa</i>r a opera&ccedil;&atilde;o executada e a seguir o de a <i>antecipar</i>. </p>     <p>     Na &laquo;Did&aacute;tica Psicol&oacute;gica&raquo; est&aacute;-se longe da ilus&atilde;o dum construtivismo estrito por vezes censurado a Aebli: o sistema de actividades cognitivas pedido ao     aluno pelo docente tem pleno lugar. Todavia, um ponto fraco da liga&ccedil;&atilde;o entre psicologia e did&aacute;tica que Aebli prop&otilde;e &eacute; a menoriza&ccedil;&atilde;o do processo de     acomoda&ccedil;&atilde;o, em jogo quando a aplica&ccedil;&atilde;o dos esquemas a objectos novos arrasta a modifica&ccedil;&atilde;o daqueles. Assinala apenas de passagem a sua exist&ecirc;ncia e     considera que uma &#8220;<i>psicologia did&aacute;tica dever&aacute; insistir sobretudo na rela&ccedil;&atilde;o de assimila&ccedil;&atilde;o&#8221;</i> (p. 67). Ora, numerosos objectos de ensino que ser&atilde;o     novidade para o aluno necessitar&atilde;o de uma altera&ccedil;&atilde;o conceptual no pr&oacute;prio aluno, com ou sem rotura, que dever&aacute; ser organizada pelo docente. A no&ccedil;&atilde;o     subjacente de obst&aacute;culo epistemol&oacute;gico foi retomada de Bachelard (1938) no desenvolvimento da teoria das situa&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas de Brousseau (1986, 2006) e     por numerosos didactas da matem&aacute;tica e das ci&ecirc;ncias experimentais. </p>     <p>     De facto, a dimens&atilde;o epistemol&oacute;gica em jogo na did&aacute;tica n&atilde;o &eacute; introduzida enquanto tal por Aebli, ainda que uma epistemologia impl&iacute;cita acerca das medidas     espaciais de per&iacute;metro e de superf&iacute;cie suporte a experi&ecirc;ncia com que ele encerra a obra. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Uma experi&ecirc;ncia de implementa&ccedil;&atilde;o da did&aacute;tica psicol&oacute;gica</b> </p>     <p>     A Parte Experimental que encerra a obra (pp. 107-153) apresenta uma experi&ecirc;ncia did&aacute;tica conduzida pelo pr&oacute;prio Aebli no 6&ordm; ano do ensino prim&aacute;rio. Diz     respeito ao c&aacute;lculo do per&iacute;metro e da &aacute;rea do ret&acirc;ngulo bem como &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es inversas. A base &eacute; a da compara&ccedil;&atilde;o de li&ccedil;&otilde;es organizadas em aulas normais     segundo os princ&iacute;pios da &#8220;did&aacute;tica tradicional&#8221; ou segundo os princ&iacute;pios da &#8220;did&aacute;tica ativa&#8221;, pelo mesmo docente. Os mesmos tipos de exerc&iacute;cios s&atilde;o os     colocados em ambos os casos. Os efeitos s&atilde;o avaliados por uma compara&ccedil;&atilde;o dos sucessos numa prova inicial e depois numa prova final (em que os alunos t&ecirc;m     100 minutos para resolver 30 problemas sem dificuldades aritm&eacute;ticas). Para um n&iacute;vel inicial id&ecirc;ntico, os alunos do grupo &#8220;moderno&#8221; que beneficiaram de uma     &laquo;did&aacute;tica ativa&raquo; obt&eacute;m mais sucesso na prova final. Os alunos dos subgrupos &#8220;inferiores&#8221; (8-21 pontos na prova inicial, mais numerosos no grupo &#8220;moderno&#8221;)     apesar dos seus resultados que se mant&ecirc;m d&eacute;beis, manifestam nitidamente menor confus&atilde;o nas opera&ccedil;&otilde;es &#8211; o que traduz uma melhor distin&ccedil;&atilde;o do caracter     unidimensional do per&iacute;metro e bidimensional da superf&iacute;cie. Os alunos dos subgrupos &#8220;superiores&#8221; (22 a 30 pontos na prova inicial, mais numerosos no grupo     &#8220;tradicional&#8221;) t&ecirc;m a mesma qualidade (muito elevada) de respostas na prova final. </p>     <p>     Aebli discute precisamente a interpreta&ccedil;&atilde;o que a experi&ecirc;ncia pode proporcionar. Salienta, em particular, que a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apanha sen&atilde;o &#8220;o rendimento     intelectual sob a sua forma mais &#8216;em bruto&#8217;&#8221;, numa<b> &#8220;</b> prova incapaz de revelar as influ&ecirc;ncias mais profundas do ensino&#8221; e que a experi&ecirc;ncia     deste tipo de ensino foi muito curta. Responde igualmente &agrave; cr&iacute;tica poss&iacute;vel sobre a dura&ccedil;&atilde;o do ensinamento de acordo com a sua did&aacute;tica psicol&oacute;gica: a     investiga&ccedil;&atilde;o pelos alunos toma mais tempo e em particular as manipula&ccedil;&otilde;es concretas. Para Aebli essas n&atilde;o t&ecirc;m valor em si pr&oacute;prias sen&atilde;o para preparar a     representa&ccedil;&atilde;o interiorizada das opera&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o se justificam sen&atilde;o para os alunos que ele qualifica de &#8220;menos dotados&#8221;. Ele responde ao dilema que da&iacute;     resulta relativo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da <i>turma,</i> com uma proposta de &#8220;<i>individualiza&ccedil;&atilde;o parcial</i>&#8221;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> 	<b>A inexist&ecirc;ncia de uma continuidade da <i>&laquo; Did&aacute;tica Psicol&oacute;gica&raquo;</i> na pedagogia e na did&aacute;tica das matem&aacute;ticas na Europa franc&oacute;fona: algumas hip&oacute;teses</b> </p>     <p>     As propostas te&oacute;ricas e pragm&aacute;ticas de Aebli n&atilde;o constitu&iacute;ram um campo f&eacute;rtil para a pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o, nem no ensino das matem&aacute;ticas: nunca foram     discutidas a fundo, nem em rela&ccedil;&atilde;o ao que continham de produtivo, nem relativamente ao <b>limite</b> epistemol&oacute;gico precedentemente real&ccedil;ado.     Podem adiantar-se diversas raz&otilde;es, algumas espec&iacute;ficas do contexto franc&ecirc;s. T&ecirc;m a ver, segundo pensamos, com a exist&ecirc;ncia de dois grandes movimentos nos     anos 50, respeitantes, por um lado, ao ensino das matem&aacute;ticas e, por outro, &agrave; pedagogia. </p>     <p>     O movimento das &#8220;matem&aacute;ticas modernas&#8221;, com o &laquo;colectivo Bourbaki&raquo;, traduziu-se por um debate internacional sobre uma renova&ccedil;&atilde;o do ensino das matem&aacute;ticas     do secund&aacute;rio, envolvendo matem&aacute;ticos de renome. Gustave Choquet ser&aacute; o primeiro presidente da CIEAM (Comiss&atilde;o internacional para o estudo e melhoramento     do ensino da matem&aacute;tica) formalmente criada em 1951. &Eacute; significativo que dela tenham feito parte, por um lado psic&oacute;logos (entre os quais Piaget e Gonseth)     e, por outro, matem&aacute;ticos (entre os quais Dieudonn&eacute;, Choquet, Lichn&eacute;rowicz). </p>     <p>     Em Fran&ccedil;a os debates desembocar&atilde;o, em 1968, na cria&ccedil;&atilde;o dos primeiros IREM (Institutos de pesquisa sobre o ensino das matem&aacute;ticas) no &acirc;mbito do ensino das     matem&aacute;ticas na Faculdade de Ci&ecirc;ncias de Paris. Este ser&aacute; o terreno f&eacute;rtil das matem&aacute;ticas. Uma abordagem, como a de Aebli, n&atilde;o apoiada numa an&aacute;lise dos     saberes matem&aacute;ticos em causa n&atilde;o tinha aqui lugar. </p>     <p>     Pelo lado da pedagogia &eacute; um outro tipo de movimento epistemol&oacute;gico que aparecer&aacute;. Em Fran&ccedil;a, o seu chefe de fila &eacute; Gaston Mialaret: ap&oacute;s ter criado em 1946     um laborat&oacute;rio de <i>psicopedagogia,</i> participar&aacute; em 1953 numa primeira reuni&atilde;o, por iniciativa de Robert Dottrens, de investigadores que defender&atilde;o a 	cientificidade do seu dom&iacute;nio, isto &eacute;, uma pedagogia experimental [<a name="top8"></a><a href="#8">8</a>].  	A etapa seguinte &eacute; a da separa&ccedil;&atilde;o da psicologia das novas &#8220;<i>Ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o&#8221;</i> em tr&ecirc;s universidades. 	Assim, em 1967, surgir&aacute; enquanto disciplina universit&aacute;ria aut&oacute;noma em Bordeaux, Caen e Paris, concluindo deste modo a ac&ccedil;&atilde;o de Gaston Mialare, Jean Ch&acirc;teau e Maurice Debesse. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     A defesa, por Aebli, de uma did&aacute;tica como instrumento de uma pedagogia baseada na teoria psicol&oacute;gica de Piaget ia tanto mais em contra-corrente deste     movimento quanto os autores centrais se situavam numa linhagem totalmente diferente (quer epistemol&oacute;gica, quer politicamente): a de Wallon. Em Piaget a     abordagem do desenvolvimento e da constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos &eacute;, antes de tudo, cognitiva; essa abordagem &eacute; em Wallon mais unit&aacute;ria e o papel do Outro e do     social &eacute;, nela, valorizado. </p>     <p>     Maurice Debesse creditou realmente a Aebli o ter aberto a via do estudo dos efeitos dos m&eacute;todos de ensino das matem&aacute;ticas, mas s&oacute; a dimens&atilde;o da did&aacute;tica     como m&eacute;todo &eacute; sublinhada (195, pp. 802-803). Antoine L&eacute;on, que integra, em 1957, a Sorbonne [<a name="top9"></a><a href="#9">9</a>]<sup> </sup>por iniciativa de Debesse, discutir&aacute; mais tarde     &#8220;<i>a psicologia como fundamento de qualquer ac&ccedil;&atilde;o educativa</i>&#8221; sintetiza essa primeira obra de Aebli que se inspira nas concep&ccedil;&otilde;es de J. Piaget para implementar uma pedagogia em que a forma&ccedil;&atilde;o das no&ccedil;&otilde;es &eacute; considerada como uma constru&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica         solicitando actividade investigativa e desaguando em opera&ccedil;&otilde;es m&oacute;beis, integradas em sistemas de conjunto</i>     &#8221; (L&eacute;on, 1966, p. 464) &#8211; mas cita a seguir Vinh Bang e Morf, pr&oacute;ximos colaboradores de Piaget &#8211; para limitar o alcance da influ&ecirc;ncia da psicologia no     desenvolvimento da pedagogia. </p>     <p> 	Em contrapartida, na sua apologia &#8220;<i>Pour une &eacute;ducation scientifique&#8221;</i>, publicado no primeiro n&uacute;mero da <i>nov&iacute;ssima Revue Fran&ccedil;aise de P&eacute;dagogie (1967)</i>, Jean Ch&acirc;teau lamenta que &#8220;<i>a psicologia da educa&ccedil;&atilde;o se mantenha muito embrion&aacute;ria</i>&#8221;, sem 	mencionar de todo Aebli. No mesmo per&iacute;odo n&atilde;o haver&aacute; qualquer refer&ecirc;ncia a Aebli na obra dirigida por Mialaret &#8220; <i>L&acute;apprentissage des math&eacute;matiques&#8221;,</i> apesar do seu subt&iacute;tulo &#8220;<i>Essai de psycho-p&eacute;dagogie</i>&#8221;. </p>     <p>     Matem&aacute;ticos que reivindicam a iniciativa epistemol&oacute;gica no ensino da sua disciplina, pedagogos que afirmam a sua autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; psicologia ser&atilde;o     tamb&eacute;m acompanhados por um psic&oacute;logo como Gr&eacute;co, pr&oacute;ximo colaborador de Piaget &#8211; que retomou o seu curso na Sorbonne &#8211; e interlocutor de Lichn&eacute;rowicz [<a name="top10"></a><a href="#10">10</a>]: 	&#8220;<i>A ideia de uma pedagogia que seria uma psicologia aplicada &agrave; educa&ccedil;&atilde;o parece-me o exemplo tipo de uma aberra&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica [&#8230;]  	Sobre a natureza do saber matem&aacute;tico a transmitir &eacute; primordialmente o matem&aacute;tico que tem a sua palavra a dizer</i>.&#8221; </p>     <p>     Decididamente a conjuntura, em Fran&ccedil;a, n&atilde;o deixava, de todo, lugar a uma &laquo;<i>Did&aacute;tica Psicol&oacute;gic</i>a&raquo;. </p>     <p>     Com a constitui&ccedil;&atilde;o da did&aacute;tica das matem&aacute;ticas em Fran&ccedil;a na d&eacute;cada seguinte as rela&ccedil;&otilde;es com a psicologia ser&atilde;o redesenhadas. Professor prim&aacute;rio e depois     matem&aacute;tico, Guy Brousseau apresenta um panorama muito claro do hist&oacute;rico da sua teoria, com a sua origem matem&aacute;tica e as suas fontes psicol&oacute;gicas, num     artigo recente: &#8220;<i>Des dispositifs piag&eacute;tians &#8230; aux situations didactiques</i>&#8221; (2012). Psic&oacute;logo, tendo tamb&eacute;m realizado a sua tese com Piaget, G&eacute;rard     Vergnaud &eacute;, com Brousseau, um dos actores da cria&ccedil;&atilde;o da comunidade da did&aacute;tica das matem&aacute;ticas. A sua teoria dos <i>campos conceptuais</i> (1990),     proporciona, no quadro da aprendizagem, simultaneamente o seu devido lugar aos objectos matem&aacute;ticos e ao desenvolvimento do aluno &#8211; voltar&aacute; a seguir ao     papel central dos esquemas. Trata-se do desenrolar de uma outra hist&oacute;ria que ver&aacute; tamb&eacute;m advir no virar do s&eacute;culo uma nova articula&ccedil;&atilde;o da did&aacute;tica das     matem&aacute;ticas com a psicologia [<a name="top11"></a><a href="#11">11</a>] dando o seu devido lugar &agrave; atividade do aluno e &agrave; do docente. Mas Aebli e a sua &laquo;<i>Didactique psychologique&#8221; </i>foram     &#8211; injustamente &#8211; esquecidas no debate epistemol&oacute;gico sobre a did&aacute;tica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Bibliografia</b> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1951). <i>Didactique psychologique. Application &agrave; la didactique de la psychologie de Jean Piaget</i>. (4&egrave;me &eacute;dition 1966). Neuch&acirc;tel, CH :     Delachaux &amp; Niestl&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1646-5237201400010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Aebli, H. (1953). <i>Dittatica psicologica. Applicazione alla didattica della psicologia di Jean Piaget</i>.P Firenze : Giunti Barbera.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-5237201400010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1958). <i>Una did&aacute;ctica fundada en la psicolog&iacute;a de Jean Piaget.</i> Buenos Aires : Kapeluz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-5237201400010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1963). <i>Psychologische Didaktik</i>. Stuttgart, Germany: Klett.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-5237201400010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>     Aebli, H. (1965). <i>Psychologick &aacute; didaktika</i>. Hradec Kr.lov.: PdF KU. </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1966/1971). <i>Did&aacute;tica psicol&oacute;gica : aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; did&aacute;tica da psicologia de Jean Piaget</i>. S&atilde;o Paulo : Companhia editora nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-5237201400010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1973).<i>Didactica psihologica</i>. Bucuresti: Editura Didactica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-5237201400010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1982). <i>Dydaktyka psychologiczna</i>. <i>Zastosowanie psychologii Piageta do dydaktyki</i>. Warszawa : PWN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-5237201400010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>     Aebli, H. (1960). <i>&Uuml;ber die geistige Entwicklung des Kindes.</i> Habilitation. Universit&eacute; de Zurich. (publication 1963). </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1980). <i>A evolu&ccedil;&atilde;o mental da crian&ccedil;a</i>. Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-5237201400010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1961). <i>Grundformen des Lehrens. </i><i>Ein Beitrag zur psychologischen Grundlegung der Unterrichtsmethode. </i>Stuttgart: Klett.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-5237201400010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1965). <i>I principi fondamentali dell'insegnamento. (Trad. Mario Chiarenza).</i> Firenze : Universitaria Barbera.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-5237201400010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Aebli, H. (1976)<i> Grundformen des Lehrens. Eine Allgemeine Didaktik auf kognitionspsychologischer Grundlage</i> (&eacute;dition largement revue et &eacute;largie du     texte de 1961). Stuttgart: Klett.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-5237201400010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Aebli, H. (1978). Von Piagets Entwicklungspsychologie zur Theorie der kognitiven Sozialisation. In Steiner, G. (Hrsg.), <i>Die Psychologie des 20. Jahrhunderts. Band VII: Piaget und die Folgen </i>(pp. 604-627). Z&uuml;rich: Kindler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-5237201400010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1980). <i>Denken: Das Ordnen des Tuns. </i><i>Band 1, Kognitive Aspekte der Handlungstheorie</i>. Stuttgart : Klett-Cotta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-5237201400010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1981). <i>Denken: Das Ordnen des Tuns. Band 2, Denkprozesse</i>. Stuttgart : Klett-Cotta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-5237201400010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1983). <i>Zw&ouml;lf Grundformen des Lehrens. Eine Allgemeine Didaktik auf psychologischer Grundlage.</i> Stuttgart: Klett-Cotta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-5237201400010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     Aebli, H. (1987). <i>Grundlagen des Lehrens</i> (vol. 2). Stuttgart: Klett-Cotta. </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1988). <i>12 formas basicas de ense&ntilde;a</i>. Madrid : Narcea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-5237201400010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Aebli, H. (1991). <i>Factores de la ense&ntilde;anza que favorecen el aprendizaje autonomo</i>(Trad. R. Lucio). Madrid : Narcea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-5237201400010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Bachelard, G. (1938). <i>La formation de l'esprit scientifique</i>. Paris : Vrin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-5237201400010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>     Brousseau, G. (1986). <i>Th&eacute;orisation des ph&eacute;nom&egrave;nes d&#8217;enseignement des math&eacute;matiques. Th&egrave;se de Doctorat d&#8217;&Eacute;tat es Sciences</i>. Universit&eacute; de Bordeaux. </p>     <!-- ref --><p>     Brousseau, G. (2012). Des dispositifs piag&eacute;tiens ... aux situations didactiques. <i>&Eacute;ducation et Didactique</i>, 6(2), 103-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-5237201400010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Ch&acirc;teau, J. (1967). Pour une &eacute;ducation scientifique. <i>Revue Fran&ccedil;aise de P&eacute;dagogie</i>, 1, 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-5237201400010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Debesse, M. (1955). Les m&eacute;thodes p&eacute;dagogiques. In H. Pi&eacute;ron (&Eacute;d.), <i>Trait&eacute; de psychologie appliqu&eacute;e</i> (t.4 : <i>Formation humaine</i>). Paris :     PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-5237201400010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     L&eacute;on, A. (1966). Psychologie et action &eacute;ducative : la notion de psychop&eacute;dagogie. <i>L&#8217;Ann&eacute;e Psychologique</i>, 66(2), 461-474.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-5237201400010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Mialaret, G. (1967). <i>L'apprentissage des math&eacute;matiques. Essai de psycho-p&eacute;dagogie</i>. Bruxelles : Charles Dessart.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-5237201400010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Ouvrier-Bonnaz, R. &amp; Lacomblez, M. (2014). Entre sch&egrave;me et didactique(s): une mise en perspective historique pour penser la question des r&eacute;f&eacute;rentiels     d'activit&eacute; professionnelle. In B. Prot (&Eacute;d.), <i>Les r&eacute;f&eacute;rentiels contre l'activit&eacute;.</i> Toulouse : Octar&egrave;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-5237201400010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Piaget, J. (1936). <i>La naissance de l'intelligence chez l'enfant</i>. Neuch&acirc;tel : Delachaux et Niestl&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-5237201400010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </p>     <!-- ref --><p>     Piaget, J. (1975). <i>L'&eacute;quilibration des structures cognitives. Probl&egrave;me central du d&eacute;veloppement</i>. (&Eacute;tudes d'&Eacute;pist&eacute;mologie G&eacute;n&eacute;tique XXXIII). Paris     : PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-5237201400010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Vergnaud, G. (1990). La th&eacute;orie des champs conceptuels. <i>Recherches en Didactique des Math&eacute;matiques</i>, 10(1), 133-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-5237201400010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     Como referenciar este artigo? </p>     <p> 	Rogalski, J. (2014). A &#8220;Did&aacute;tica psicol&oacute;gica. Aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; did&aacute;tica da psicologia de Jean Piaget&#8221; de Aebli: uma abordagem e um autor esquecidos. <i>Laboreal</i>, 10 (1), 91-94 </p>     <p>     A tradu&ccedil;&atilde;o deste artigo para portugu&ecirc;s foi realizada por Jo&atilde;o Viana Jorge </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p>     [<a name="1"></a><a href="#top1">1</a>]Nota do tradutor: optou-se por deixar os t&iacute;tulos das obras citadas na l&iacute;ngua original das refer&ecirc;ncias utilizadas pela autora. </p>     <p>     [<a name="2"></a><a href="#top2">2</a>] Como evidencia a bibliografia de Aebli, a sua primeira obra "<i>Didactique psychologique</i>" foi amplamente traduzida na Europa e tamb&eacute;m na Am&eacute;rica     Latina. As obras que se seguir&atilde;o, sobre o desenvolvimento do pensamento da crian&ccedil;a, sobre o ensino e a forma&ccedil;&atilde;o dos docentes, ser&atilde;o publicadas em alem&atilde;o e     jamais traduzidas para franc&ecirc;s nem &#8211; que seja do meu conhecimento &#8211; em ingl&ecirc;s. </p>     <p>     [<a name="3"></a><a href="#top3">3</a>] Como exce&ccedil;&atilde;o, Michel Fabre desenvolveu a no&ccedil;&atilde;o de "problematiza&ccedil;&atilde;o" como via de ensino, em particular nas ci&ecirc;ncias com refer&ecirc;ncia a Aebli cuja &#8220;     <i>did&aacute;tica psicol&oacute;gica (obra mal conhecida, pouco citada, mas que todavia elabora os principais conceitos de uma teoria das situa&ccedil;&otilde;es problema) poderia fazer a ponte entre uma psicologia da atividade e uma epistemologia do problema     </i> &#8221; Cf. Fabre, M., &amp; Musquer, A. (2009). Comment aider l'&eacute;l&egrave;ve &agrave; probl&eacute;matiser ? Les inducteurs de probl&eacute;matisation. <i>Les Sciences de l'&Eacute;ducation</i>, 42(3), 111-129. </p>     <p>     [<a name="4"></a><a href="#top4">4</a>]Ensinando sucessivamente nas universidades de Z&uuml;rich, CH ; Saarbr&uuml;cken, RFA; Berlin, RFA ; Constanze, RFA ; Berne, CH </p>     <p>     [<a name="5"></a><a href="#top5">5</a>]A &uacute;nica refer&ecirc;ncia expl&iacute;cita de Brousseau (1986, 2006) &agrave; &#8220;<i>Didactique psychologique</i>&#8221; ser&aacute; a den&uacute;ncia da conce&ccedil;&atilde;o sensualista-empirista sobre a     qual acompanha Aebli. </p>     <p>     [<a name="6"></a><a href="#top6">6</a>] Lay, W.A. (1914, 3&egrave; &eacute;d.). <i>Der Rechunterricht auf experimentell-p&auml;dagogischer Grundlage</i>. Leipzig. </p>     <p>     [<a name="7"></a><a href="#top7">7</a>]Aebli faz tamb&eacute;m refer&ecirc;ncia a Clapar&egrave;de cuja teoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; menos elaborada do que a de Dewey. Analisa brevemente a &#8220;did&aacute;tica disciplina mental &#8220; de     Kerschensteiner e critica a sua distin&ccedil;&atilde;o radical entre as fun&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e as fun&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas do saber, resultando dum dualismo profundo entre a a&ccedil;&atilde;o e     o pensamento. </p>     <p>     [<a name="8"></a><a href="#top8">8</a>] Mialaret presidir&aacute; em 1958 &agrave; AIPELF (Association internationale de p&eacute;dagogie exp&eacute;rimentale de langue fran&ccedil;aise) que acabara de ser criada. Quanto a     Dottrens, &eacute; ent&atilde;o o diretor do Laboratoire de p&eacute;dagogie exp&eacute;rimentale de l'Universit&eacute; de Gen&egrave;ve que fundou, ao qual Aebli esteve ali&aacute;s ligado. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     [<a name="9"></a><a href="#top9">9</a>] A seguir &agrave; sua exclus&atilde;o do INETOP devido a diverg&ecirc;ncia com Pi&eacute;ron sobre a psicopedagogia da orienta&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>     [<a name="10"></a><a href="#top10">10</a>]Gr&eacute;co, P. (1969). Note sur la coop&eacute;ration des psychologues et des enseignants dans le cadre des exp&eacute;riences didactiques. <i>Bulletin de l'APMEP</i>,     206, 27-32. </p>     <p>      [<a name="11"></a><a href="#top11">11</a>]A abordagem instrumental de Rabardel sustenta o estudo das tecnologias no ensino das matem&aacute;ticas (Artigue, Lagrange). A dupla abordagem da did&aacute;tica e     da psicologia do desenvolvimento de Robert &amp; Rogalski est&aacute; no cerne do estudo das pr&aacute;ticas do docente. </p>      ]]></body><back>
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