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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>O DICION&Aacute;RIO</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>    <b>Historicidade</b> </p>     <p>     <b>Historicidad</b> </p>     <p>     <b>Historicit&eacute;</b> </p>     <p>     <b>Historicity</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Milton Athayde*</b></p>     <p>     *Universidade do Estado do Rio de Janeiro     Instituto de Psicologia     Rua Duvivier 18, ap. 601, Rio de Janeiro-RJ, Brasil,     22020-020</p>     <p>      <a href="mailto:athayde.milton@gmail.com">athayde.milton@gmail.com</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     O patrim&ocirc;nio j&aacute; conquistado pela revista <i>Laboreal</i>, em seus quase 10 anos de exist&ecirc;ncia, permitiu que o verbete <i>Historicidade</i> tenha fortes     liga&ccedil;&otilde;es com outros verbetes. Sejam os mais diretos, como <i>Tempo</i> (Alvarez, 2010), <i>Actividade</i> (Schwartz, 2005), <i>M&eacute;tis</i> (Matos,     2009), <i>Norma</i> (Nouroudine, 2009), assim como <i>Experi&ecirc;ncia</i> (Oddone, 2007), <i>Dialogismo</i> (Fa&iuml;ta, 2013), para os quais remeto os     leitores. </p>     <p>     Com o uso deste voc&aacute;bulo, ao largo de um historicismo, n&atilde;o se pretende fazer a apologia do passado para dar conta dos problemas do presente, nem antecipar     o futuro. Pode-se com ele fazer incidir um pensamento que ajuda a compreender que as subjetividades (enquanto experi&ecirc;ncia humana) s&atilde;o uma produ&ccedil;&atilde;o     hist&oacute;rica. A pr&oacute;pria emerg&ecirc;ncia da no&ccedil;&atilde;o de subjetividade e da pretens&atilde;o da Psicologia enquanto ci&ecirc;ncia podem ser situadas no mesmo movimento contradit&oacute;rio     do advento do capitalismo (a ideia do trabalhador livre&#8230; para escolher a quem vender sua for&ccedil;a de trabalho etc.). O trabalho, para al&eacute;m de uma abstra&ccedil;&atilde;o,     assim como seu protagonista (em suas atividades) s&atilde;o encarnados, t&ecirc;m carne. Ossos? Tamb&eacute;m eles s&atilde;o atravessados pela historicidade, mesmo que como rastros,     pistas, fragmentos na hist&oacute;ria, dado que se conservam mais. Ou seja, o vivente humano constitui-se sociohistoricamente, mesmo quando n&atilde;o tem consci&ecirc;ncia     disso, considerando que o sentido de historicidade tamb&eacute;m ele tem hist&oacute;ria. </p>     <p>     O conceito de historicidade pretende ser &uacute;til para colocar em perspectiva a din&acirc;mica temporal e espacial das a&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias dos humanos (como as que     se d&atilde;o no plano linguageiro). N&atilde;o se trata de um movimento que incorpora a hist&oacute;ria como pano de fundo, trata-se isto sim de apreender na historicidade     algo constitutivo da produ&ccedil;&atilde;o de sentidos em nossas vidas, implicando em passar ao largo das ilus&otilde;es monol&oacute;gicas, da cren&ccedil;a fetichista de absoluta     objetividade, clareza e certeza. Falar em historicidade, para al&eacute;m das determina&ccedil;&otilde;es e do diretamente observ&aacute;vel, remete a assumir o desafio do inusitado,     do complexo e aleat&oacute;rio. N&atilde;o se trata, portanto, de se colocar em um campo estrito de comprova&ccedil;&atilde;o, mas de um espa&ccedil;o-tempo de diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es em     confronta&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>     Como registra Canguilhem (2011) e vem sendo desenvolvido por Schwartz (2000), o meio nos &eacute; &#8220;infiel&#8221;, varia. Para dar conta da vida, frente &agrave;s infidelidades     do meio, desafiando as normas antecedentes (e, em seu interior, os eventuais limites e equ&iacute;vocos das prescri&ccedil;&otilde;es), exercitam sua capacidade normativa, os     viventes ressingularizam, renormatizam, geram novas &#8220;infidelidades&#8221;, ao buscar recentrar o meio como seu meio, mesmo que no infinitesimal, mesmo que     parcial e provisoriamente. Nesta dupla antecipa&ccedil;&atilde;o, o que Schwartz (2010) entende por estrutura geral da atividade humana (usando como paradigma a     atividade de trabalho), uma mir&iacute;ade de determina&ccedil;&otilde;es e indetermina&ccedil;&otilde;es configuram a complexa historicidade dos viventes, inclusive do humano. Nesta cena     permanente, o imposs&iacute;vel e o inviv&iacute;vel relacionam-se sinergicamente. </p>     <p>     Ainda mobilizando a obra deste autor, com a no&ccedil;&atilde;o de temporalidade ergol&oacute;gica, Schwartz busca dar conta das quest&otilde;es do corpo, da pessoa e suas rela&ccedil;&otilde;es     familiares, da esp&eacute;cie, do que foi adquirido e patrimonializado imemorialmente. Algo que estaria destacada na urdidura, considerando a analogia com a     tecelagem mobilizada por Daniellou (2004) em um de seus textos, para compreender a atividade humana. E Schwartz (2010) desenvolve esta imagem, dado que     esta articula&ccedil;&atilde;o entre os dois registros &#8211; trama e urdidura &#8211; a seu ver atravessa todas as situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, desde que a humanidade existe, por&eacute;m     assumindo uma significa&ccedil;&atilde;o sempre renovada. Para o autor, &#8220;a &acute;trama&acute; &eacute; o que o humano converte em mem&oacute;ria (objetos, t&eacute;cnicas tradi&ccedil;&otilde;es, o codificado) para     tentar governar a atividade&#8221; (p. 105, tradu&ccedil;&atilde;o livre), enquanto a urdidura, seria &#8220;tudo aquilo que faz viver as t&eacute;cnicas, o codificado, num dado momento&#8221;     (p. 106, idem), cujos efeitos seriam sempre condenados a uma certa invisibilidade. Com o olhar em perspectiva e transversal sobre a hist&oacute;ria (sua forma de     captar a historicidade humana), o autor destaca que a an&aacute;lise da tecelagem (da atividade) exige que a face trama seja colocada na hist&oacute;ria, viabilizando     n&atilde;o s&oacute; entender como a hist&oacute;ria se faz, mas principalmente como ela poderia vir a se fazer. Ou j&aacute; como ela est&aacute; prestes a se tornar, cabendo ent&atilde;o &agrave;queles     que s&atilde;o parceiros da vida colaborar para o parto do que dev&eacute;m. </p>     <p>     Mas como faz&ecirc;-lo? A abordagem da Psicologia Hist&oacute;rica (Vernant, 1969; Vernant &amp; Detienne, 1974) assinala na figura mitol&oacute;gica da M&eacute;tis a capacidade de     prever o presente em seu curso mesmo, em sua irrup&ccedil;&atilde;o. E associa &agrave; figura do Kairos &#8211; palavra grega que aparece pela primeira vez na <i>Il&iacute;ada</i>,     depois em <i>Os trabalhos e os dias</i>, no sentido est&eacute;tico de <i>gra&ccedil;a</i> (Dumouil&eacute;, 2011), voc&aacute;bulo posteriormente tomado pelos latinos como     equivalente de <i>ocasi&atilde;o</i> (Chiari, 2011) &#8211; a habilidade de agarrar a ocasi&atilde;o, o instante &uacute;nico da oportunidade. Sim, <i>agarrar</i> esta figura e     pela sua &uacute;nica mecha de cabelos, &agrave; testa, ao v&ecirc;-la chegar e na pr&oacute;pria velocidade do momento em que passa. Pois a jovem figura &eacute; muito r&aacute;pida (com suas     asinhas nos tornozelos) e careca na parte de tr&aacute;s da cabe&ccedil;a, o que inviabiliza peg&aacute;-la de costas, ap&oacute;s ter passado. E &#8220;se, quiser alcan&ccedil;&aacute;-lo dever&aacute;     abandonar todas as estrat&eacute;gias da for&ccedil;a, para tornar-se t&atilde;o ondulante quanto a vida, e ser capaz de encontrar, no ponto de desequil&iacute;brio, o glorioso instante da pot&ecirc;ncia&#8221; (Dumouil&eacute;, 2011, p. 221). Tornou-se um importante aforismo epicurista, registrado em um poema (Ode 1.1) do romano Hor&aacute;cio:    <i>Carpe Diem</i> (colhe o dia / o momento), secundarizando a preocupa&ccedil;&atilde;o com a morte. </p>     <p>     Em s&iacute;ntese, a est&eacute;tica da gra&ccedil;a presente no kairos, para os gregos estava ligada &agrave; intelig&ecirc;ncia astuta da deusa M&eacute;tis: visando agarrar a figura fugaz     kairos ter-se-ia que agregar &#8220;um acr&eacute;scimo de mobilidade, uma pot&ecirc;ncia ainda maior de transforma&ccedil;&atilde;o&#8221; (Vernant &amp; Detienne, 1974, p. 28, tradu&ccedil;&atilde;o livre)     e tornar-se mais veloz e &aacute;gil que o escoamento do tempo. </p>     <p>     Pode-se dizer que no voc&aacute;bulo historicidade o sufixo <i>-idade</i> deve ser percebido como a interven&ccedil;&atilde;o de um ind&iacute;cio do que se encontra em an&aacute;lise,     gerando um deslocamento com rela&ccedil;&atilde;o a hist&oacute;ria. Historicidade teria ent&atilde;o como foco os efeitos de sentido. Neste caso, entende-se que nem as atividades     humanas s&atilde;o transparentes (desconstruindo as ilus&otilde;es de clareza e certeza), nem a hist&oacute;ria &eacute; apenas pano de fundo, um exterior independente. Trabalhar a     historicidade implica ent&atilde;o em observar os processos (n&atilde;o se trata de um conjunto de "dados" objetivos, a serem &#8220;coletados&#8221;) e uma materialidade que trazem     as marcas da constitui&ccedil;&atilde;o dos sentidos que circulam em um espa&ccedil;o simb&oacute;lico marcado pela incompletude, pela rela&ccedil;&atilde;o com o sil&ecirc;ncio (Orlandi, 1996). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     Cabe ent&atilde;o falar em compreens&atilde;o, cuja &ecirc;nfase est&aacute; nos conflitos de interpreta&ccedil;&atilde;o, atentando para os v&aacute;rios direcionamentos de sentido que funcionam em um     mesmo espa&ccedil;o discursivo, espa&ccedil;o de pol&ecirc;mica, de confronta&ccedil;&atilde;o &#8211; sinalizemos aqui a emerg&ecirc;ncia e o desenvolvimento do princ&iacute;pio da confronta&ccedil;&atilde;o na Ergonomia     da Atividade, trajet&oacute;ria que se encontra sobejamente apresentada e documentada no livro organizado por Teiger e Lacomblez (2013). </p>     <p>     Se se trata de diferentes temporalidades (para al&eacute;m da temporalidade cronol&oacute;gica), em que um fen&ocirc;meno remete a outros, dispersos no tempo, n&atilde;o h&aacute;     neutralidade neste &acirc;mbito. Nem seria o caso de incidir um corte em uma hist&oacute;ria linear (gerando a no&ccedil;&atilde;o de &eacute;poca), sendo ent&atilde;o melhor usar uma no&ccedil;&atilde;o mais     ativa como a de &#8220;regimes de historicidade&#8221;, atento &agrave; descontinuidade e ao evento, &agrave; singularidade e aos azares. Sabe-se da relev&acirc;ncia de detectar os     determinantes de um fen&oacute;meno, mas &eacute; a indetermina&ccedil;&atilde;o (o caos) a maior fonte de vida. </p>     <p>     Ao fazer uso da no&ccedil;&atilde;o de historicidade n&atilde;o se contempla uma mem&oacute;ria objetiv&aacute;vel, equacion&aacute;vel e verific&aacute;vel matematicamente. Busca-se, estrategicamente,     pensar a ocasi&atilde;o astuta (kair&oacute;tica), o evento, o acontecimento, quando se d&aacute; a irrup&ccedil;&atilde;o de singularidades na hist&oacute;ria. Aos &#8220;perigos da modeliza&ccedil;&atilde;o dos     comportamentos humanos a partir de chaves conceituais monovalentes&#8221; (Schwartz, 2000, p. 664, tradu&ccedil;&atilde;o nossa), o autor nos lembra que os viventes &#8220;escapam     &acute;por natureza&acute;, enquanto viventes, ao menos parcialmente, ao menos aos 1/10, a estes esquadrinhamentos conceituais&#8221; (idem, ibidem). J&aacute; anteriormente o     autor fazia uma cr&iacute;tica &agrave;queles que criam na pura determina&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica (explora&ccedil;&atilde;o) e pol&iacute;tica (domina&ccedil;&atilde;o), caracter&iacute;sticas de sociedades como a     capitalista, subestimando as for&ccedil;as da vida. Por exemplo, o que se verifica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s an&aacute;lises sobre o Taylorismo, como se as sociedades se definissem     apenas por regularidades e obriga&ccedil;&otilde;es, dado que 9 entre 10 viventes assim parecem revelar-se, no cotidiano. Mobilizando a met&aacute;fora f&iacute;sico-qu&iacute;mica do     equil&iacute;brio din&acirc;mico, o equil&iacute;brio &#8211; ainda que em 90% a favor de uma dada rea&ccedil;&atilde;o, &#8220;n&atilde;o elimina a exist&ecirc;ncia simult&acirc;nea da rea&ccedil;&atilde;o inversa, capaz de reverter     totalmente as propor&ccedil;&otilde;es, caso venham a mudar as vari&aacute;veis que caracterizam um dado estado&#8221; (Schwartz, 1988, p. 83, tradu&ccedil;&atilde;o nosssa). Os conceitos aos     9/10, reduzidos a si mesmos, encontram-se na impossibilidade de explicar porque, em um dado momento, em dado local, aparece bruscamente uma greve, uma     subleva&ccedil;&atilde;o coletiva, uma cria&ccedil;&atilde;o social imprevista&#8221; (idem, ibidem). </p>     <p>     Enfim, n&atilde;o se pretende com este verbete esgotar o inesgot&aacute;vel, busca-se respeitar os limites de toda antecipa&ccedil;&atilde;o conceitual, mantendo a ambiguidade fecunda     do conhecimento. Pretende-se &#8220;apenas&#8221; (e que pretens&atilde;o!) indicar pistas presentes no interior do patrim&ocirc;nio intelectual, atravessado por paradoxos e     hesita&ccedil;&otilde;es: como afirma Canguilhem (1968), &#8220;fazer hist&oacute;ria de uma teoria &eacute; fazer hist&oacute;ria das hesita&ccedil;&otilde;es do te&oacute;rico&#8221; (p.14). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>    <b>Refer&ecirc;ncias</b> </p>     <!-- ref --><p>     Alvarez, D. (2010). Tempo. <i>Laboreal</i>, 6, (2), 71-75 <a href="http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU5471123:4141:584321" target="_blank">http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU5471123:4141:584321</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S1646-5237201400010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Canguilhem, G. (1968). <i>Etudes d&acute;histoire et de philosophie des sciences</i>. Paris : Vrin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S1646-5237201400010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Canguilhem, G. (2011). <i>O normal e o patol&oacute;gico</i>. 7&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Forense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S1646-5237201400010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Chiari, S. (2011). &#8220;Let fortune go to hell&#8221;: <i>kairos</i>, tempo e fortuna no Renascimento. In: M. C. F. Ferraz &amp; L. Baron (orgs.),    <i>Pot&ecirc;ncias e pr&aacute;ticas do acaso </i>(pp. 59-74). Rio de Janeiro: Garamond.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S1646-5237201400010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Daniellou, F. (2004). Introdu&ccedil;&atilde;o. Quest&otilde;es epistemol&oacute;gicas acerca da ergonomia. In: F. Daniellou (org.),    <i>A ergonomia em busca de seus princ&iacute;pios: debates epistemol&oacute;gicos</i> (pp. 1-18). S&atilde;o Paulo: Edgard Bl&uuml;cher.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S1646-5237201400010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Dumouil&eacute;, C. (2011). Capoeira, a arte do Kairos. In M. C. F. Ferraz, &amp; L. Baron (orgs.). <i>Pot&ecirc;ncias e pr&aacute;ticas do acaso </i>(pp. 212-225). Rio de     Janeiro: Garamond.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S1646-5237201400010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Ferraz, M. C. F. (2011). Apresenta&ccedil;&atilde;o. In M. C. F. Ferraz., &amp; L. Baron (orgs.), <i>Pot&ecirc;ncias e pr&aacute;ticas do acaso </i>(pp. 7-9). Rio de Janeiro:     Garamond.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S1646-5237201400010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Fa&iuml;ta, D. (2013). Dialogismo. <i>Laboreal</i>, 9 (1), 113-116. <a href="http://laboreal.up.pt/pt/articles/dialogismo/" target="_blank">http://laboreal.up.pt/pt/articles/dialogismo/</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S1646-5237201400010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Foucault, M. (2005). <i>A ordem do discurso</i>. 12&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Loyola,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S1646-5237201400010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2005. </p>     <!-- ref --><p>     Matos, M. (2009). Metis. <i>Laboreal</i>, 5, (1), 123-124. <a href="http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV65822346:3343:94582" target="_blank">http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV65822346:3343:94582</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S1646-5237201400010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Nouroudine, A. (2009). Norma. <i>Laboreal</i>, 5, (1), 125-126. <a href="http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU5471123592233153481" target="_blank">http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU5471123592233153481</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S1646-5237201400010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>	 	Oddone, I. (2007). 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Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1646-5237201400010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Schwartz, Y. (2005). Actividade. <i>Laboreal</i>, 1, (1), 63-64. <a href="http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV658223469:53635622" target="_blank">http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV658223469:53635622</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1646-5237201400010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>     Schwartz, Y. (2010). A trama e a urdidura. In Y. Schwartz, &amp; L. 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Paris : Masp&eacute;ro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1646-5237201400010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Vernant, J. P. &amp; D&eacute;tienne, M. (1974). <i>Les ruses de l&acute;intelligence: la m&egrave;tis chez les Grecs.</i> Paris: Garnier Flammarion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-5237201400010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     Como referenciar este artigo? </p>     <p>     Athayde, M. (2014). Historicidade. <i>Laboreal</i>, 10, (1), 98-100 </p>      ]]></body><back>
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