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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>EDITORIAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Editorial</b></p>     <p> <b>Editorial</b></p>     <p> <b>Editorial</b></p>     <p> <b>Editorial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Liliana Cunha</b></p>     <p>Centro de Psicologia da Universidade do Porto</p>     <p>Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Universidade do Porto Rua Dr. Manuel Pereira da Silva 4200-392 Porto, Portugal</p> <a href="mailto:lcunha@fpce.up.pt">lcunha@fpce.up.pt</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Laboreal propõe neste número de julho um debate que se im- põe retomar e renovar, e que constituiu o mote de mais um dos- sier temático, consagrado ao tema &#8220;os equipamentos de prote- ção individual (EPI): protetores, mas nem sempre&#8221;.</p>     <p>Ora preconizado de forma normalizada e neutra face às situações concretas de trabalho, ora perspetivado como um mal menor, o uso dos EPI e o seu estatuto de &#8220;proteção&#8221; branqueia não raras vezes uma ameaça invisível, somente desvelada na descoberta da atividade de trabalho e no diálogo com os trabalhadores que os usam, como é transversalmente ilustrado nos artigos apresen- tados no âmbito deste dossier.</p>     <p>É inegável a existência hoje de mais alternativas e de mais as- petos a considerar na escolha dos EPI's. Não obstante, os con- tributos dos autores referenciados neste número da Laboreal questionam se a escolha não poderá ser, antes de mais, analisar o trabalho, ouvir os seus protagonistas, compreender os paradoxos que o uso dos EPI muitas vezes entrevê (entre proteger e perigar). Sustenta-se, assim, que os conhecimentos científicos nesta maté- ria não podem ser considerados à margem de uma reflexão sobre as condições em que são produzidos - em função do acesso con- sentido ou não aos locais de trabalho, da escuta do ponto de vista dos trabalhadores, e mesmo da participação ou não dos atores da segurança e saúde no trabalho na arena das negociações sobre as políticas definidas.</p>     <p>Uma abordagem de terreno; a análise de diferentes atividades e riscos do trabalho; em diferentes geografias, reforçam a diversi- dade dos contributos apresentados no quadro deste dossier - que integra cinco &#8220;pesquisas empíricas&#8221; e um artigo enquadrado na rubrica &#8220;instrumentos de investigação&#8221; - cuja estrutura e apresentação mais detalhada é feita por Francisco Duarte, Laurence Théry e Carolina Ullilen.</p>     <p>O resumo de tese de Justine Arnaud remete-nos a uma discus- são sobre a noção de &#8220;ambiente capacitante&#8221;, entendido como a tradução, materializada em condições de trabalho concretas, de um compromisso entre a sustentabilidade dos sistemas de tra- balho, a saúde, a segurança e o desenvolvimento dos indivíduos. A abordagem metodológica preconizada na situação em análise, relativa a uma multinacional francesa no momento crítico da im- plementação de Centros de Serviços Partilhados (CSP), constitui exemplo da forma como é pensada a conceção de ambientes ca- pacitantes e, a longo prazo, organizações capacitantes.</p>     <p>Régis Ouvrier-Bonnaz, responsável pela rubrica &#8220;textos histó- ricos&#8221;, propõe-nos um texto de Maurice Reuchlin, de 1978. Não só corresponde à vontade de homenagear um dos maiores psicó- logos de Século XX, recentemente falecido, como pronuncia uma interpelação que mantém toda a sua atualidade - o debate entre uma &#8220;psicologia do laboratório&#8221; e uma &#8220;psicologia do terreno&#8221; -, trespassando a mera ideia de investigação em lugares distintos. É uma discussão que se mantém contemporânea, como reforça Jacques Leplat no seu comentário sobre este texto, mesmo que em moldes diferentes&#8230; atravessando tão frequentemente a &#8220;dé- marche do investigador&#8221;, e no que ele pode configurar como res- posta aos ditames da &#8220;ciência aplicada&#8221;.</p>     <p>Chegamos ao dicionário e encontramos, sem surpresa pela or- dem prosseguida, as letras &#8220;O&#8221; e &#8220;P&#8221;. Podemos, talvez, ser sur- preendidos pela ousadia na escolha das palavras&#8230; Em primeiro lugar, porque &#8220;oit&#8221; não é uma palavra, e porque Augusto Rogério Leitão nos desafia a compreender &#8220;o edifício político-institucio- nal&#8221; e ação da OIT, na defesa dos direitos da.o.s trabalhadora.e.s., a par da sua evolução contextualizada em momentos históricos distintos, e remetendo-nos a escalas de análise distintas. E, em segundo lugar, porque &#8220;preguiça&#8221; é uma vil palavra, que não se pronuncia, que se silencia no trabalho e entre os que sobre ele trabalham. Utopia, ou não&#8230; Suzana Albornoz fala-nos de um direito à preguiça&#8230;! Ou melhor, o direito à conceção de um outro mundo possível no trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contamos neste número, uma vez mais, com a colaboração de um número significativo de membros dos Comités da revista no processo de peritagem &#8211; mais ainda dos colegas Fausto Mascia, Sophie Prunier-Poulmaire, Raoni Rocha, Edison Renato Silva e Ana Luisa Telles. A todos, um forte agradecimento.</p>     <p>A todos os leitores, fica então o convite a uma proposta de leitura destes contributos, com a convicção também de que permitirão uma reflexão para além do que aqui se anuncia&#8230;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Pelo Comité Editorial de Laboreal, Liliana Cunha</p>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <p>Como referenciar este artigo?</p>     <p>Cunha, L. (2016). Editorial. Laboreal, 12 (1), 7-8. <a href="http://dx.doi.org/10.15667/laborealxii0116lc" target="blank">http://dx.doi.org/10.15667/laborealxii0116lc</a></p>      ]]></body>
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