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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde: uma relação com o meio e os modos de vida]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>O DICIONÁRIO </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Saúde &#8211; uma relação com o meio e os modos de vida</b> </p>     <p>     <b>Salud - una relación con el medio y los modos de vida</b> </p>     <p>     <b>Santé - une relation avec le milieu et les modes de vie </b> </p>     <p>     <b>Health - a relationship with the environment and ways of life</b> </p>     <p>&nbsp;</p>      <p>     <b>Jussara Brito</b> </p>     <p>     Fundação Oswaldo Cruz     Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca     Rua Leopoldo Bulhões 1480, Manguinhos     Rio de Janeiro &#8211; RJ, CEP 21041-210, Brasil </p>     <p>     <a href="mailto:jussara@ensp.fiocruz.br">jussara@ensp.fiocruz.br</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>     Abordar a temática da saúde de forma concisa não é uma tarefa fácil.     Trata-se de uma noção que sofre a influência dos valores (inclusive no     plano individual), das concepções filosóficas, científicas e religiosas,     como também dos contextos culturais, sociais e econômico-políticos     específicos, variando conforme o lugar e a época (Scliar, 2007). Mais do     que isso, conforme sinaliza Sabroza (2001), não permite uma definição     objetiva a partir de elementos aceitos universalmente, devendo ser incluído     entre aqueles conceitos que são considerados imprecisos. Sua marca é,     portanto, a fluidez. </p>     <p>     Do ponto de vista histórico-social, no Ocidente, com a estruturação do     modelo biomédico (meados do século XIX), o corpo passou a ser visto de     forma fragmentada, buscando-se evidências de mudanças anatomofisiológicas     capazes de explicar o adoecimento. Na ausência de doença constatada, o     corpo estaria saudável. Não obstante a forte e persistente aceitação do     referido modelo, já no início do século XX observou-se a emergência de     críticas a tais explicações, qualificadas como mecanicistas e redutoras do     &#8220;processo saúde-doença&#8221; (Czeresnia, 2012). Com as reflexões do médico e     filósofo francês Georges Canguilhem sobre a vida, por ele concebida como     &#8220;atividade normativa&#8221;, houve uma inflexão no pensamento sobre a saúde. Em 	sua tese de doutorado em medicina (1943), intitulada<i>Ensaio sobre alguns problemas relativos</i> ao    <i> normal e o patológico</i>, o autor introduziu o conceito original de     normatividade biológica, enfrentando o desafio de teorizar sobre a saúde.     Até então a ideia de normalidade associada a normas estáveis &#8211; e da doença     como um desvio de normas fixas &#8211; não tinha sido satisfatoriamente colocada     em questão. Mas, para Canguilhem, a normalidade consiste na capacidade de     variação do organismo às mudanças circunstanciais do meio externo e     interno, também variáveis, chamando a atenção para o fato de que a vida não     é um conjunto de leis naturais (Portocarrero, 2009). Além disso, propôs     distinguir normalidade e saúde, com base no argumento de que a     normatividade seria intrínseca à vida. Conforme destaca Czeresnia (2012), a     físico-química não considera um atributo irredutível à condição de ser     vivo: ter a propriedade de discriminar entre o que é favorável ou     desfavorável à sua preservação, criando normas para perseverar. </p>     <p>     Com o conceito de normatividade, central em sua obra, Canguilhem delineou     as noções de saúde e de patológico. Em sua perspectiva, a saúde é uma norma     de vida superior, que corresponde à capacidade dos viventes de superar a     doença e as modificações do meio, criando suas próprias normas. O     patológico não é entendido como ausência de norma, mas uma normatividade     restrita, uma norma de vida inferior, uma redução da segurança biológica     inicial. A doença consiste em um &#8220;comportamento de valor negativo para um     vivente individual, concreto, em relação de atividade polarizada com seu     meio&#8221; (Canguilhem, 1943/1996, p. 150, tradução livre). Dito de outro modo,     a doença é, ainda, uma expressão da vida, mesmo que empobrecida pela perda     da capacidade de tolerar qualquer desvio das condições de existência.     Consequentemente, o estado patológico é sempre definido a partir da     experiência individual e subjetiva, não podendo ser estipulado por nenhum     critério puramente externo e objetivo. Compreender o estado patológico     exige sempre um diálogo com aquele que vive a experiência de sofrimento e     impotência, um &#8220;sentimento de vida contrariada&#8221; (Canguilhem, 1943/1996, p.     85, tradução livre) em seu corpo, pois ela é parcialmente inacessível aos     outros. </p>     <p>     Portanto, trata-se de uma noção de saúde referida simultaneamente à     experiência individual e ao meio. Para Canguilhem, há uma estreita ligação     entre normatividade e individualidade biológica &#8211; entidade que, para ele, é     melhor representada pelo organismo e não por uma célula ou um órgão. Assim,     pensar a saúde só tem sentido com referência ao organismo: &#8220;É a razão pela     qual propomos, ao contrário dos costumes médicos atuais, que é incorreto     falar de órgãos doentes, de tecidos doentes, de células doentes&#8221;     (Canguilhem, 1943/1996, p. 119, tradução livre). Por outro lado, somos     obrigados a conviver em condições dadas, impostas e muitas vezes não     desejadas, isto é, com as &#8220;infidelidades do meio&#8221;: destruição ecológica,     distribuição perversa da riqueza, condições e formas de organização do     trabalho desfavoráveis ou inaceitáveis, falta de segurança, analfabetismo     ou escolaridade precária, alimentação deficiente etc. Diante desses     problemas concretos, Canguilhem insiste no caráter relacional da saúde e da     doença, não temendo retomar alguns postulados da medicina grega (Safatle,     2011). Afasta-se assim de uma concepção substancial ou essencialista,     indicando que a capacidade normativa do indivíduo se desenvolve na relação     que estabelece com o meio (Giroux, 2010), chamando a atenção para a     polaridade dinâmica da vida. Ou seja, a saúde está muito ligada tanto ao     meio em que vivemos, quanto à capacidade que temos e desenvolvemos     (individual e coletivamente), para transformá-lo segundo nossos interesses     e valores, (re)afirmando nossa potência de vida. </p>     <p>     Em seguida à sua tese, a relação entre vivente e meio foi cuidadosamente     analisada e apresentada em uma de suas Conferências (1946-47) no Collège     philosophique (<i>O vivente e seu meio</i>), só publicada pelo autor em     1965 no livro <i>O conhecimento da vida</i>. Nesse evento esclarece que     problemas colocados pelo meio (geográfico, laboral etc) podem ser sim     reconfigurados, uma vez que o homem, enquanto ser histórico, é capaz de     recriá-lo. Então, embora o organismo não se encontre em harmonia     predefinida com o meio (Portocarrero, 2009), a relação que se estabelece     pode ser caracterizada como um debate (de normas), em que o ser vivo traz     suas próprias normas de apreciação das situações. Porém, para o autor, esta     relação não consiste essencialmente, como se poderia crer, numa relação de     luta ou oposição, pois uma vida que se afirma <i>contra</i> é uma vida já     ameaçada. </p>     <p>     Em 1988, em Conferência na Universidade de Estrasburgo, Canguilhem (2005)     avança ainda mais em suas reflexões sobre a relação entre vivente e meio,     declarando que a saúde do corpo exprime a qualidade dos poderes que o     constituem. A partir desse enunciado, esclarece que esse corpo é, ao mesmo     tempo, um dado e um produto, sendo a saúde, simultaneamente, um estado e     uma ordem. Um dado porque é um efeito singular dos componentes de um     patrimônio genético (genótipo), e um produto devido à sua inserção em um     meio específico, seu modo de vida escolhido ou imposto, que contribui para     singularizar suas capacidades (fenótipo). Como estado do corpo dado, a     saúde é a prova de que ele é possível, sendo sua fragilidade (ou má saúde)     compreendida como a limitação do poder de tolerância e de compensação das     agressões do meio ambiente, isto é, a restrição das margens de segurança     orgânica. Como expressão do corpo produzido, a saúde é, simultaneamente, a     garantia contra o risco e a audácia de corrê-lo. Está ligada ao sentimento     da capacidade de ultrapassar capacidades iniciais. </p>     <p>     Foi ainda na Conferência de Estrasburgo que Canguilhem (2005) afirmou que a     saúde não se constitui em objeto de especialistas, não é estabelecida por     cálculos, leis ou frequências estatísticas, mas, ao contrário, que se trata     de um &#8220;conceito vulgar&#8221;, no sentido de que está ao alcance de todos e pode     ser enunciado por qualquer um. Na medida em que todos nós vivenciamos a dor     e o sofrimento, assim como vivenciamos silenciosamente esse fenômeno que     damos o nome de saúde, nos deparamos com uma dessas questões com a qual     estamos necessariamente envolvidos, sendo esta também, portanto, uma     questão filosófica (Caponi, 1997). Sim, a saúde é vivida e de forma     silenciosa: &#8220;O homem sadio que se adapta silenciosamente às suas tarefas,     que vive sua verdade de existência na liberdade relativa de suas escolhas,     está presente na sociedade que o ignora. A saúde não é somente a vida no     silêncio dos órgãos, é também a vida na discrição das relações sociais&#8221;     (Canguilhem, 2005, p. 44). </p>     <p>     Mas se a doença é primeiramente uma experiência vivida negativamente por um     sujeito antes de se tornar um conceito empírico (Canguilhem, 1943/1996), o     saber científico é necessário para identificar sua natureza. O ponto     central aqui é a articulação entre experiência e conhecimento,     sinalizando-se que esse saber científico também foi desenvolvido a partir     de experiências prévias de sujeitos doentes. De acordo com Canguilhem     (2005, p. 48) o reconhecimento da saúde como verdade do corpo, no sentido     ontológico, deve admitir a presença da verdade no sentido lógico (isto é,     da ciência), como um anteparo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), criada em 1948, precisou     delimitar seu espaço de atuação através de uma certa definição de saúde,     que parece refletir a aspiração ao direito a uma vida plena e sem as     privações do pós-guerra (Scliar, 2007). Tal definição, embora tenha o     mérito de explicitar que a saúde não é apenas a ausência de doença ou     enfermidade, numa perspectiva positiva da saúde, é bastante criticada por     caracterizá-la como uma condição certamente inatingível para os seres     humanos: &#8220;um completo estado de bem-estar físico, mental e social&#8221;. Para     Caponi (1997), a ideia de bem-estar, assim como de equilíbrio, associa-se     ao conceito de normalidade, em termos de valores sociais. Ao não distinguir     saúde e normalidade, patologia e anomalia, essa definição permite que     qualquer variabilidade seja considerada como patológica e,     consequentemente, como medicável. Em outra direção (funcionalista), Boorse     (1977) também se opõe a essa definição com sua teoria bioestatística da     saúde (TBS), que se baseia exclusivamente em dados objetivos ligados a     fatos biológicos da natureza, desconsiderando a capacidade normativa dos     seres vivos e recusando todas suas dimensões valorativas. </p>     <p>     Ainda como contraponto à definição da OMS e na mesma linha do pensamento de     Canguilhem, temos a contribuição de Dejours (1986), para quem a saúde é     antes de tudo uma sucessão de compromissos com a realidade. E,     complementando: &#8220;a saúde é a liberdade de dar a esse corpo a possibilidade     de repousar, é a liberdade de lhe dar de comer quando ele tem fome, de     fazê-lo dormir quando ele tem sono, de fornecer-lhe açúcar quando baixa a     glicemia. É, portanto, a liberdade de adaptação&#8221;. (Dejours, 1986, p. 11).     Tais compromissos com a realidade remetem à articulação entre normas     biológicas (vitais) e normas sociais, que foi objeto de análise de 	Canguilhem (1966) na segunda parte do livro<i>O normal e o patológico </i>(    <i>Novas reflexões relativas ao normal e o patológico), </i>em especial     no<i> </i>tópico <i>Do social ao vital</i>. </p>     <p>     Como sinaliza Le Blanc (1998), a normalização operada no social difere das     normas vitais porque resulta de escolhas e decisões exteriores ao objeto     normalizado. Há, entretanto, um processo permanente de normatividade     social, cujo horizonte é o das normas valorizadas pelos sujeitos. É nesse     sentido que se inscreve a discussão de Canguilhem (1947/2001, (p. 116) a     respeito da análise do sociólogo do trabalho Georges Friedmann, exposta no     livro <i>Problemas humanos do maquinismo industrial</i>, publicado na     França em 1946: &#8220;As reações operárias à extensão progressiva da     racionalização taylorista, revelando a resistência do trabalhador às     &#8216;medidas que lhe são impostas do exterior&#8217; devem, portanto, ser     compreendidas tanto como reações de defesa biológica quanto como reações de     defesa social, e nos dois casos, como reações de saúde&#8221;. </p>     <p>     Na concepção de saúde de Nordenfelt observa-se uma tentativa de tratar as     tensões entre normas biológicas e sociais de forma mais precisa. Inscrita     na Teoria da Ação, mas inspirada em Canguilhem e outros autores (como no     filósofo finlandês Ingmar Pörn), Nordenfelt (1987) define a saúde com base     na articulação de três elementos: o agente e sua capacidade de agir; seus     objetivos vitais; circunstâncias dadas. O autor procura refinar a noção de     capacidade de Canguilhem, elegendo-o como conceito-chave de sua teoria, ao     mesmo tempo que introduz uma concepção de doença como disfunção em relação     às expectativas individuais e sociais, ou seja, como disfunção ligada às     atividades da vida (Gaudenzi, 2016). Assim, conforme Giroux (2010), a     normatividade para esse autor, diferente do que foi elaborado por     Canguilhem, é acima de tudo associada, à intencionalidade de um sujeito (e     não à biologia). Em sua concepção, a ideia de fronteira (saúde versus     doença) cede lugar à ideia de gradação, sendo a saúde (física e mental)     avaliada em graus, tendo como referência o que é aceitável para a pessoa,     pois o que é identificado como doença é dependente da experiência subjetiva     (Gaudenzi, 2016). </p>     <p>     As críticas às limitações do modelo biomédico estão também na origem da     área denominada Saúde Coletiva, desenvolvida na América Latina a partir da     década de 1970, como resultado de um movimento que envolveu universidades,     serviços de saúde e atores sociais, conduzindo à Reforma Sanitária     Brasileira. Essas críticas levaram ao entendimento do binômio saúde-doença     como um processo histórico-social, sendo a obra de Canguilhem uma     referência nas publicações consideradas fundadoras da área, especialmente     pela importância atribuída aos modos de vida (Ayres, 2006). Dessa     interpretação decorre a expressão &#8220;processo saúde-doença&#8221; e o olhar sobre     seus determinantes socioculturais e econômicos, que podem ser associados à     noção de meio e de normas sociais do filósofo. </p>     <p>     Entretanto, as distintas correntes de pensamento sobre o processo     saúde-doença indicam compreensões específicas. Para Laurell (1982), a     melhor forma de comprovar o caráter histórico desse processo se dá através     do estudo de como ele ocorre nos grupos humanos, acrescentando que é     determinante o modo como o homem se apropria da natureza em um dado     momento, através do processo de trabalho. Essa visão estrutura o campo da     Saúde do Trabalhador, que recusa os modelos considerados mecanicistas da     Medicina do Trabalho e da Saúde Ocupacional. Outros autores sinalizam a     complexidade dos fenômenos de saúde, doença, sofrimento e morte (Sabroza,     2001; Almeida Filho, 2011). Nessa linha, segundo Sabroza (2001), o processo     saúde-doença ocorre na interseção da lógica da reprodução da vida e da     lógica da produção econômica, se expressando tanto individualmente, quanto     nos grupos populacionais, como nas sociedades (nesse nível, como problemas     de saúde pública). </p>     <p>     De acordo com Ayres (2016), a influência de Canguilhem foi se diluindo e     diversificando na Saúde Coletiva, mas nem por isso perdendo sua relevância.     Pode-se afirmar, por exemplo, que o conceito de normatividade se alinha com     o reconhecimento, nesta área, da importância da participação social nas     lutas pela saúde. </p>     <p>     Enfim, a concepção positiva de saúde, com atenção para a capacidade     normatividade do ser vivo &#8211; que se manifesta também através de formas de     mobilização orientadas por valores pertinentes à dignidade da vida &#8211;     apresenta uma grande fertilidade. Especialmente para as intervenções e     pesquisas que visam transformar os modos de vida e trabalho com foco na     atividade. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p>     <b>Referências bibliográficas</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Ayres, J. R. C. M. (2016). Georges Canguilhem e a construção do campo da 	saúde coletiva brasileira.    <i>Intelligere, Revista de História Intelectual, 2, 1 [2], </i>138-154. <a href="https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2016.115732" target="_blank">https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2016.115732</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622796&pid=S1646-5237201700010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Almeida Filho, N. (2011). <i>O que é saúde?</i> Rio de Janeiro: Editora     Fiocruz. <a href="https://doi.org/10.7476/9788575413432" target="_blank">https://doi.org/10.7476/9788575413432</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622797&pid=S1646-5237201700010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 	Boorse, C. (1977). Health as a theoretical concept.<i>Philosophy of Science, 44,</i> 542-573. 	<a href="https://doi.org/10.1086/288768" target="_blank">https://doi.org/10.1086/288768</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622798&pid=S1646-5237201700010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Caponi, S. (1997). Georges Canguilhem y el estatuto epistemológico del 	concepto de salud. <i>História, ciência e saúde - Manguinhos</i>    <i>, 4, 2,</i> 287-307. 	<a href="https://doi.org/10.1590/S0104-59701997000200006" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0104-59701997000200006</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622799&pid=S1646-5237201700010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Canguilhem, G. (1943/1996). <i>Le normal et le pathologique</i>. Paris:     PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622800&pid=S1646-5237201700010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Canguilhem, G. (1965/2003). <i>La Connaissance de la vie</i>. Paris:     Vrin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622802&pid=S1646-5237201700010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Canguilhem, G. (2005). A saúde: conceito vulgar e questão filosófica. In:    <i> Escritos sobre a Medicina</i>(p. 35-48). Rio de Janeiro: Editora     Forense Universitária.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622804&pid=S1646-5237201700010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 	Canguilhem, G. (2001). Meio e normas do homem no trabalho    <i>. Pro-posições, 12, 2-3,</i> 35-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622806&pid=S1646-5237201700010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Czeresnia, D. (2012).    <i>Categoria vida: reflexões para uma nova biologia.</i> São Paulo:     editora Unesp; Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622808&pid=S1646-5237201700010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Dejours, C. (1986). Por um novo conceito de saúde.    <i>Revista Brasileira de Saúde Ocupacional</i>, 14, 7-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622810&pid=S1646-5237201700010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Gaudenzi, P. (2016). Normal e Patológico no naturalismo e no normativismo 	em saúde: a controvérsia entre Boorse e Nordenfelt.    <i>Physis Revista de Saúde Coletiva</i>, <i>26, 3,</i> 747-767. <a href="https://doi.org/10.1590/s0103-73312016000300003" target="_blank">https://doi.org/10.1590/s0103-73312016000300003</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622812&pid=S1646-5237201700010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 	Giroux, E. (2010).    <i>Après Canguilhem : définir la santé et la maladie</i>. Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622813&pid=S1646-5237201700010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Laurell, A. C. (1982). La salud-enfermedad como proceso social.    <i>Revista Latinoamericana de Salud</i>, <i>2</i>, 7-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622815&pid=S1646-5237201700010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Nordenfelt, L. (1987).    <i>On the nature of health: an Action-Theoretic Approach</i>. Dordrecht:     D. Reidel Publishing Company. <a href="https://doi.org/10.1007/978-94-015-7768-7" target="_blank">https://doi.org/10.1007/978-94-015-7768-7</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622817&pid=S1646-5237201700010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 	Portocarrero, V. (2009).    <i>As ciências da vida: de Canguilhem a Foucault</i>, Rio de Janeiro:     Editora FIOCRUZ. <a href="https://doi.org/10.7476/9788575414101" target="_blank">https://doi.org/10.7476/9788575414101</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622818&pid=S1646-5237201700010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>     Sabroza, P. C. (2001). <i>Concepções de Saúde e Doença. </i>Texto de     Apoio ao módulo I do Curso de Especialização em Gestão de Sistemas e     Serviços de Saúde - EAD.<i> </i>Rio de Janeiro: ENSP. </p>     <!-- ref --><p>     Safatle, V. (2011). O que é uma normatividade vital? 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História do Conceito de Saúde.    <i>Physis Revista de Saúde Coletiva, 17, 1</i>, 29-41. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-73312007000100003" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0103-73312007000100003</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622822&pid=S1646-5237201700010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>     COMO REFERENCIAR ESTE ARTIGO? </p>     <p> 	Brito, J. (2017). Saúde &#8211; uma relação com o meio e os modos de vida.    <i>Laboreal, 13(1), </i>100-103. <a href="http://dx.doi.org/10.15667/laborealxiii0117jb" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15667/laborealxiii0117jb</a>      </p>     ]]></body>
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