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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>O DICIONÁRIO </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Trabalho</b> </p>     <p>     <b>Trabajo</b> </p>     <p>     <b>Travail</b> </p>     <p>     <b>Work</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Roland Le Bris</b> </p>     <p>     Transversales     1281 Chemin du grand pin vert     13400 Aubagne     France </p>     <p>     <a href="mailto:rlebris@transversales-conseil.fr">rlebris@transversales-conseil.fr</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Como pensar o trabalho ?</b> </p>     <p>     Como pensar o que resulta de uma evidência quotidiana mas que no entanto     escape a uma definição límpida, cristalizada, especializada (Schwartz,     2004)? Certamente podemos imaginar uma posição nominalista, segundo a qual     o trabalho seria caracterizado como sendo &#8220;a designação social de certas     ações humanas&#8221; (Dujarier, 2016, p 101). Mas qual é, então o alcance de uma     tal definição? </p>     <p>     <b>         Como pensar o que se identifica frequentemente com o emprego ao ponto         de mascarar a sua espessura?     </b>     Confundir trabalho e emprego não significa também ocultar o que há de comum     e o que circula, como experiência, entre, por um lado, o trabalho     caracterizado como uma prestação remunerada inscrita num regime de direitos     e, por outro lado, os registos menos visíveis, tal como o trabalho     doméstico?  Não será precipitado assimilar o trabalho ao     facto de "ocupar um posto", de "assumir uma profissão" ou de "se reconhecer     num ofício" (Lhuillier, 2016, p 132, tradução livre)? Não     será, paradoxalmente, desconsiderar a importância das variáveis     características das condições de emprego, tanto no que se relaciona com as     modalidades e os impactos de uma rutura de contrato de trabalho como os     direitos, associados ou não a este ou aquele emprego, em matéria de     formação, de assistência médica, de reforma, &#8230;? E assim subestimar o impacto do desemprego, nomeadamente sobre a saúde (Lhuilier, 2016, p 151)?     </p>     <p>     <b>Como pensar o que tanto se transformou? </b>     De facto, as formas contemporâneas do trabalho apresentam características     diferentes das suas modalidades anteriores: distanciamento de manipulações     materiais diretas, aplicação de normas industriais na maioria das     organizações do trabalho, introdução de uma dimensão de serviço em grande     número de atividades, maior dificuldade em identificar o produto do     trabalho, inserção em sistemas complexos caracterizados pela     multiplicidades de partes interessadas internas ou externas às     organizações, solicitação inédita da subjetividade, «gestão desencarnada»     (Dujarier, 2015, tradução livre), «heterogeneidade crescente dos locais e     dos momentos concedidos ao trabalho» (Bidet &amp; Vatin, 2016, p 26,     tradução livre). </p>     <p>     <b>         Como pensar o que se dá a ver primeiro, e por vezes unicamente, como         constrangimento     </b>     , submissão às regras, hétero determinação mas que seria impossível e     invivível se não fosse assim (Schwartz, 2010)? Como pensar o que é objeto     de incessantes reorganizações nas economias contemporâneas? Como pensar o     que escapa a modalidades de conhecimentos simplificadores, exteriores,     distanciados? </p>     <p>     <b>         Como pensar o que resulta de campos disciplinares distintos     </b>     , constituídos por referência a uma especialidade instituída no pressuposto     de um postulado de cientificidade <b>ou</b>, de forma alternativa, em    <b>investigação de uma abordagem interdisciplinar</b> preocupada     com as análises e os protocolos de intervenção apropriados a uma matéria     viva? </p>     <p>     <b>As ergo disciplinas</b> </p>     <p>     Em língua francesa, em consonância com alguns raros percursores (em     particular Alain Wisner), apesar destes obstáculos, um pensamento do     trabalho desenvolveu-se a partir do início dos anos 1980, em campos     diferentes, a psicanálise, a ergonomia, a filosofia, &#8230; sob o impulso     nomeadamente de Christophe Dejours, François Daniellou e Yves Schwartz, ao     ponto de doravante constituir um vasto corpo de textos, até mesmo de     práticas, no quadro abundante das «ergo disciplinas» (Daniellou, 2015).     Mesmo se esta noção não é necessariamente consensual, apresenta o interesse     de identificar o que há de comum entre análises que resultam de     profissionalidades e de histórias diferentes, que se cruzam e se enriquecem     mutuamente, e que estruturam um horizonte partilhado. Seria em vão tentar     repor a riqueza em algumas linhas. Esbocemos simplesmente alguns pontos     estruturantes deste pensamento em construção. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <b>A passagem pela atividade </b>     constitui um eixo maior<b> </b>no desenvolvimento das ergo     disciplinas. É na análise do trabalho como atividade que &#8220;provavelmente se     concretiza a relação histórica de confraternidade entre a ergonomia (da     atividade) e a démarche ergológica&#8221; (Schwartz, 2016, p 181, tradução     livre). A própria existência de um livro intitulado &#8220;L&#8217;activité en     théories. Regards croisés sur le travail [A atividade em teorias. Olhares     cruzados sobre o trabalho]&#8221; (2016) testemunha o quanto pensar o trabalho     como atividade criou as condições para ultrapassar obstáculos     epistemológicos face aos quais um pensamento do trabalho se confronta     inicialmente. </p>     <p>     Iniciada, já algum tempo, pela ergonomia, o pôr em evidência de um desvio     entre tarefa e atividade tornou-se uma referência comum às ergo disciplinas     que não deixaram de desenvolver o seu potencial de exploração. Adotar o     ponto de vista da atividade consiste, então, em revelar, mesmo em situação 	de constrangimento extremo,    <b>a parte de iniciativa da pessoa que trabalha</b> sem a qual o     resultado não poderia ser alcançado, &#8220;esta invisível e enigmática passagem     da potencia ao ato&#8221; (Schwartz, 2016, p 181, tradução livre). </p>     <p> 	Introduzido por outras démarches disciplinares nos anos 1980,<b>a subjetividade</b> referida nesta tomada de iniciativa    <b>enriquece o conhecimento do trabalho como atividade</b>. A     escolha realizada entre uma gama de possíveis exerce-se por referência a um     valor que a pessoa no trabalho mobiliza, frequentemente implicitamente. Daí     o conceito ergológico de debate de normas que confere ao real da atividade     &#8220;uma consistência, um volume, uma densidade e, admitimos nós, abre um     horizonte de problemas filosóficos, epistemológicos, ético-políticos     incontornáveis e particularmente intensos&#8221; (Schwartz, 2016, p 181, tradução     livre). Daí igualmente o termo &#8220;o trabalhar&#8221; utilizado em psicodinâmica do     trabalho para dar conta do &#8220;     <b>         comprometimento do corpo e da inteligência para lá do próprio tempo da         atividade de produção     </b>     , no sentido em que o esforço se prolonga para além desta última num tempo     fora do trabalho, até no trabalho do sonho&#8221; (Dejours, 2016, p 91, tradução     livre). Daí, enfim, uma identificação do trabalho &#8220;como um conflito entre     registos impessoal, transpessoal, interpessoal e pessoal (Clot, 2016, p 74,     tradução livre). O registo impessoal releva do domínio da prescrição do     trabalho. O registo transpessoal inscreve o trabalho n&#8217;&#8220;uma história dos     meios profissionais&#8221; (Clot &amp; Stimec, 2013, p 117, tradução livre). O     registo interpessoal significa que o trabalho &#8220;tem sempre um destinatário&#8221;     (Clot &amp; Stimec, 2013, p 117, tradução livre). O registo pessoal     sublinha a implicação subjetiva direta da pessoa no trabalho, o que tem de     íntimo, incorporado, irredutível na atividade própria de cada um. Esta referência abundante à    <b>subjetividade e à intersubjetividade</b> contém, ela também,     desafios estruturantes. Importa, com efeito, sublinhar que quando a     psicologia do trabalho &#8220;não tem a atividade por unidade de análise e como     objeto de ação&#8221; e que ela &#8220;abandona a finalidade prática de um     desenvolvimento efetivo dos recursos psicológicos e sociais nas     organizações para as mudar, balança frequentemente entre a gestão de riscos     e a reparação de pessoas sem se poder voltar a ligar concretamente ao tomar     conta do trabalho&#8221; (Clot &amp; Simonet, 2015, p 34, tradução livre). </p>     <p>     O ponto de vista da atividade conduz as ergo disciplinas a propor um modo     de conhecimento específico. Por vezes por referência a uma análise clínica,     o conhecimento do trabalho como atividade supões uma investigação precisa,     rigorosa, fundada numa cointerpretação distanciada de uma postura altiva.     Em ergologia, a dinâmica dos saberes repousa num dispositivo de três polos     que cria as condições para     <b>         um encontro de saberes da experiência, académicos e de organização a         fim de perspectivar reservas de alternativas     </b>     . Yves Clot sublinha a importância de uma controvérsia social sobre o     trabalho bem feito, sabendo que ele retorna a uma clínica da atividade a     sustentação desta controvérsia na ausência, para o fazer, de uma     instituição oficial na empresa (Clot, 2016). Para a ergonomia da atividade     <b>         , o objetivo de intervenção que se segue a uma análise é a organização         do trabalho     </b>     sabendo que &#8220;as únicas ações sobre a organização que valem são aquelas     conduzidas associando os próprios trabalhadores&#8221; (Gaudard &amp; Rolo, 2015,     p 18, tradução livre). </p>     <p>     As ergo disciplinas partilham então &#8220;a referência &#8211; o que não é     insignificante - ao trabalho real e ao trabalho prescrito&#8230; o facto de que a     saúde é uma construção&#8230; o facto de que a mulher ou o homem que estão no     trabalho estão lá com toda a sua história, etc.&#8221; (Daniellou, 2015, p 14,     tradução livre). </p>     <p>     Elas diferenciam-se, no entanto, na relação com as disciplinas académicas     pelo facto da desconfiança ergológica relativamente a esta divisão, e mesmo     de uma reivindicação de indisciplina, que pode conduzir a duvidar da     pertinência da própria noção de ergo disciplina. Elas separam-se na sua     relação com a ação, com a intervenção. Assim, a ergologia é concebida como     uma démarche enquanto que a ergonomia da atividade se exerce como uma     profissão. </p>     <p>     <b>Trabalho produtivo e trabalho improdutivo</b> </p>     <p>     Destaca-se desta rápida e esquemática apresentação que, sem uma passagem     pelo ponto de vista da atividade, um pensamento vivo do trabalho não pode     emergir. No entanto, enquanto que a análise do trabalho como atividade     ainda não desenvolveu todas as suas potencialidades, podemo-nos interrogar     sobre o interesse que haveria em reinvestir em problemáticas específicas do     trabalho, sem se partilhar os adquiridos obtidos por referência à     atividade. </p>     <p>     Desfavorecida por um pensamento económico contemporâneo que tende a     abandonar esta questão, a análise do trabalho como produção poderia     desenhar uma destas perspetivas possíveis. O primeiro texto da obra     coletiva &#8220;L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail [A     atividade em teorias. Olhares cruzados sobre o trabalho]&#8221; identificou a     questão afirmando que &#8220;pensar o trabalho como atividade produtiva&#8221;, é     &#8220;voltar ao próprio sentido do conceito de trabalho&#8221; (Bidet &amp; Vatin,     2016, p 26, tradução livre). Assim, este texto dedica um lugar central ao     trabalho como &#8220;agir criativo&#8221;. Mas não se reconcilia com a velha oposição     entre trabalho produtivo e trabalho improdutivo ao se perguntar se &#8220;uma     atividade reputada como improdutiva&#8221; poderia ser &#8220;duravelmente considerada     como trabalho&#8221;? Como então fazer a parte do que seria produtivo e do que     não o seria? Quais seriam as formas de trabalho que finalmente seriam     excluídas do campo do trabalho na medida em que elas seriam socialmente     reconhecidas como não sendo produtivas? </p>     <p>     Desde o fim do século XVIII, Adam Smith tinha distinguido &#8220;uma espécie de     trabalho que acresce valor ao objeto sobre o qual se exerce&#8221; e um outro, &#8220;o     trabalho não produtivo&#8221;, &#8220;que não tem o mesmo efeito&#8221; (Smith, 1991, p 417,     tradução livre). Lembrando os &#8220;méritos científicos&#8221; de Adam Smith por ter     procedido a esta clarificação concetual, <b>Karl Marx</b> tinha     precisado que o trabalho improdutivo não se trocava &#8220;contra o capital mas     imediatamente contra uma retribuição&#8221; (Marx, 1974, p 167, tradução livre).     A partilha entre trabalho produtivo e trabalho não produtivo não é, desde     logo, determinada nem pela natureza do produto, nem pela qualidade do     trabalho, nem pelas suas características. Assim, &#8220;um comediante por     exemplo, um palhaço mesmo, é em consequência um trabalhador produtivo, a     partir do momento em que trabalha ao serviço de um capitalista, a quem ele     retribui com mais trabalho que não recebe sob a forma de salário&#8221; (Marx,     1974, p 167, tradução livre). Se adotarmos este raciocínio, isso significa     que o trabalho não é produtivo se não se inserir num processo de     valorização do capital. Ou será mais conveniente adotar uma caracterização     menos precisa mais englobante segundo a qual o trabalho se torna produtivo     se estiver inserido num processo que o socializa e se é criador de valor, a     valorização do capital não sendo uma modalidade, entre outras, de     atribuição de valor? Um professor por exemplo exercitaria um trabalho     produtivo na realização da sua profissão numa organização, privada num     processo de valorização do capital, ou pública, num processo de valorização     de um bem comum &#8211; mas não se desse aulas particulares no âmbito unicamente     interpessoal? </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     Pensar o trabalho como atividade produtiva suporia então interrogar-se     sobre o facto de saber &#8220;o que é produzir?&#8221;. Uma tal interrogação não teria     todo o seu lugar ao lado de &#8220;o que é viver?&#8221; ou &#8220;o que é viver em saúde?&#8221;,     estas questões maiores que se inscrevem no fio direito de um pensamento do     trabalho como atividade? (Schwartz, 2016). </p>     <p>&nbsp;</p>      <p>     <b>Referências Bibliográficas</b> </p>     <!-- ref --><p>     Bidet, A. &amp; Vatin, F. (2016). Travailler, c&#8217;est produire : activité,     valeur et ordre social. In Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne 	Gillet &amp; Pierre Lénel (co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.13-33). Toulouse : Octares<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622880&pid=S1646-5237201700010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>     <!-- ref --><p>     Clot, Y. &amp; Stimec, A. (2013). Le dialogue a une vertu mutative, les     apports de la clinique de l&#8217;activité, <i>Négociations, </i>1, 19,     113-125. <a href="https://doi.org/10.3917/neg.019.0113" target="_blank">https://doi.org/10.3917/neg.019.0113</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622882&pid=S1646-5237201700010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 	Clot, Y. &amp; Simonet, P. (2016). Pouvoirs d&#8217;agir et marges de man&#339;uvre,    <i>Le travail humain,</i> 78, 1, 31-52. <a href="" target="_blank"></a>    <a href="https://doi.org/10.3917/th.781.0031" target="_blank">https://doi.org/10.3917/th.781.0031</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622883&pid=S1646-5237201700010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Clot, Y. (2016). Activité, affect : sources et ressources du rapport     social. In Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne Gillet &amp; Pierre 	Lénel (co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.     51-80). Toulouse : Octares.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622884&pid=S1646-5237201700010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Daniellou,F. (2015). Préface: L'ergologie, en dialogues parmi les ergo-disciplines. In L. Durrive,  <i>L'expérience des normes</i>. Toulouse : Octarès Éditions &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622886&pid=S1646-5237201700010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Dejours, Ch. (2016) La référence à l&#8217;activité en psychodynamique du travail     In Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne Gillet &amp; Pierre Lénel 	(co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.     81-95). Toulouse : Octares<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622887&pid=S1646-5237201700010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>     <!-- ref --><p>     Dujarier, M-A. (2015). <i>Le management désincarné</i>. Paris : La     Découverte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622889&pid=S1646-5237201700010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Dujarier, M-A. (2016).    <i>Apports d&#8217;une sociologie de l&#8217;activité pour comprendre le travail</i>.     In Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne Gillet &amp; Pierre Lénel 	(co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.     97-130). Toulouse : Octares<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622891&pid=S1646-5237201700010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>     <!-- ref --><p>     Gaudard, C. &amp; Rolo, D. (2015). L&#8217;ergonomie, la psychodynamique du 	travail et les ergodisciplines. Entretien avec François Daniellou,    <i>Travailler, </i>34, 2, 11-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622893&pid=S1646-5237201700010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Lhuilier, D. (2016). L&#8217;activité, dans et au-delà du monde du travail. In     Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne Gillet &amp; Pierre Lénel 	(co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.     131-158). Toulouse : Octares<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622895&pid=S1646-5237201700010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     Marx, K. (1974). <i>Théories sur la plus-value</i>, Tome 1, Paris :     Editions sociales.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622897&pid=S1646-5237201700010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Schwartz, Y. (2004). La conceptualisation du travail, le visible et     l&#8217;invisible, <i>L&#8217;Homme et la société,</i> 2, 152-153, 47-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622899&pid=S1646-5237201700010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	Schwartz, Y. (2010). Connaître et étudier le travail,    <i>Le philosophoire,</i> 2, 34, 1-78 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622901&pid=S1646-5237201700010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     Schwartz, Y. (2016). <i>L&#8217;activité peut-elle être objet d&#8217;analyse ?</i>     In Marie-Anne Dujarier, Corinne Gaudard, Anne Gillet &amp; Pierre Lénel 	(co-direction),    <i>L&#8217;activité en théories. Regards croisés sur le travail</i> (pp.     159-185). Toulouse : Octares.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622902&pid=S1646-5237201700010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     Smith, A. (1991). <i>La richesse des nations</i>, Tome 1. Paris :     Flammarion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1622904&pid=S1646-5237201700010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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