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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>EDITORIAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left">     <p> <b>Editorial</b> </p>     <p> <b>Editorial</b> </p>     <p> <b>Editorial</b> </p>     <p> <b>Editorial</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b> Liliana Cunha</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto Rua Alfredo Allen s/n 4200-135 Porto, Portugal <a href="mailto:lcunha@fpce.up.pt">lcunha@fpce.up.pt</a> </p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p> Este n&uacute;mero traduz v&aacute;rios debates, o que nada tem de singular face a outros n&uacute;meros, sen&atilde;o na forma como eles foram produzidos, e s&atilde;o transpostos nesta edi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> Iniciamos com cinco textos enquadrados no dossier tem&aacute;tico subordinado ao tema <i>Subjetividade e trabalho: entre mal-estar e bem-estar</i>. <i>Constru&ccedil;&atilde;o de um novo paradigma de sa&uacute;de no trabalho</i>. Resultam de comunica&ccedil;&otilde;es apresentadas num Simp&oacute;sio realizado em Havana, em 2018. A diversidade das an&aacute;lises contextualizadas de investiga&ccedil;&atilde;o e a forma como instru&iacute;ram a a&ccedil;&atilde;o nas realidades concretas em que tiveram lugar - na Argentina, no Brasil, no Chile, na Col&ocirc;mbia e em Cuba - articulam neste debate diferentes pontos de vista, atores e institui&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m revelam controv&eacute;rsias que o mant&ecirc;m vivo. </p>     <p> Dominique Lhuilier e Marianne Lacomblez abrem este dossier, sistematizando o seu referencial para apreendermos o que se entende aqui com a constru&ccedil;&atilde;o de <i>um novo paradigma de sa&uacute;de no trabalho</i>. Real&ccedil;am as quest&otilde;es que subsistem, em regi&otilde;es hispan&oacute;fonas e lus&oacute;fonas, e que desafiam os discursos hegem&oacute;nicos produzidos, n&atilde;o raras vezes, de forma a-hist&oacute;rica e descontextualizada. </p>     <p> Quanto ao conjunto dos artigos &ldquo;Varia&rdquo;, este tem in&iacute;cio com o artigo de Mirtha Mestanza e Damien Cromer. No &acirc;mago deste texto, est&aacute; o recurso ao debate sobre a pr&aacute;tica em ergonomia, enquanto instrumento de investiga&ccedil;&atilde;o e de interven&ccedil;&atilde;o, na constru&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o por jovens profissionais do Peru. Em Fran&ccedil;a, estes espa&ccedil;os de debate, enquadrados pela comiss&atilde;o &ldquo;Jeunes Pratiques en R&eacute;flexion&rdquo; da Sociedade de Ergonomia de L&iacute;ngua Francesa (SELF), foram criados h&aacute; j&aacute; algum tempo, e serviram de refer&ecirc;ncia a esta experi&ecirc;ncia mais recente no Peru. N&atilde;o obstante, as diferen&ccedil;as nas realidades dos dois pa&iacute;ses revelam-se determinantes na especificidade dos objetivos que configuram a estrutura&ccedil;&atilde;o destas comunidades de pr&aacute;tica. </p>     <p> Luciana Cavanellas e Jussara Brito apresentam-nos depois uma pesquisa emp&iacute;rica que tem como fio condutor o trabalho em sa&uacute;de, em situa&ccedil;&otilde;es tidas como extremas, exercido por trabalhadores da ONG M&eacute;dicos Sem Fronteiras. O debate aqui sustenta-se nos limites dos usos de si, sempre inantecip&aacute;veis, que os contextos em que atuam requerem. Diferentes contributos te&oacute;ricos, desde a perspetiva ergol&oacute;gica, a psicodin&acirc;mica do trabalho, e a conce&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de Canguilhem, s&atilde;o convocados, e interpelados, pelo que &eacute; apreendido do real destas situa&ccedil;&otilde;es concretas. </p>     <p> O contributo da psicodin&acirc;mica do trabalho &eacute; retomado, e assume destaque, na revis&atilde;o tem&aacute;tica da autoria de Jo&atilde;o Areosa, que se prop&otilde;e debater as formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, e o seu impacto na sa&uacute;de e no bem-estar, em paralelo com outros debates que atravessam a atividade de cada um, na constru&ccedil;&atilde;o de um compromisso poss&iacute;vel entre sofrimento e prazer. </p>     <p> As mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, perpassam tamb&eacute;m o artigo de Cirlene Christo, Marcello Rezende e Milton Athayde, sendo discutidas de forma ancorada na realidade concreta de uma empresa multinacional de fabrica&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos pneum&aacute;ticos, em regime de labora&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, instalada no Brasil. Na sequ&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis hier&aacute;rquicos na empresa; da configura&ccedil;&atilde;o das tarefas associadas a um novo cargo dos supervisores de equipes; e da responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos operadores de produ&ccedil;&atilde;o por tarefas que antes eram das chefias - &eacute; o dia-a-dia destes trabalhadores, nesta nova realidade, que permeia o di&aacute;logo-debate dos &ldquo;Encontros sobre o Trabalho&rdquo;, enquanto dispositivo metodol&oacute;gico privilegiado. </p>     <p> Numa &uacute;ltima pesquisa emp&iacute;rica aqui apresentada, e proposta por Iasmin Nascimento e Thiago Drumond Moraes, foram conduzidos tamb&eacute;m &ldquo;Encontros sobre o Trabalho&rdquo;, prolongados num recorte temporal significativo, e integrando o recurso a imagens fotogr&aacute;ficas como dispositivo para instigar o di&aacute;logo sobre a atividade de trabalho de psic&oacute;logas, em centros de refer&ecirc;ncia de assist&ecirc;ncia social (CRAS). A participa&ccedil;&atilde;o nestes encontros, n&atilde;o s&oacute; contribuiu para o fortalecimento do coletivo de trabalho, pelo desenvolvimento e renova&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero profissional, como criou condi&ccedil;&otilde;es para que tal se constitu&iacute;sse como fator protetor da sa&uacute;de destas trabalhadoras. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No que diz respeito &agrave; nossa rubrica habitual dos Textos hist&oacute;ricos, apresentamos desta vez um texto de Jacques Leplat sobre a &ldquo;Adapta&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina ao homem&rdquo;, de 1953. Na sua introdu&ccedil;&atilde;o, R&eacute;gis Ouvrier-Bonnaz articula o momento historicamente situado em que o texto foi escrito com a hist&oacute;ria cient&iacute;fica do seu autor, e faz-nos descobrir, nesta sua (re)leitura, outras indaga&ccedil;&otilde;es. Mas, ainda nesta rubrica, integramos um contributo menos usual, de Corinne Lespessailles, C&eacute;line Levecque, Aur&eacute;lie Puybonnieux e Agathe Vuillermet: uma lista selecionada de publica&ccedil;&otilde;es de Jacques Leplat, que, na verdade, coadjuva a leitura do texto de introdu&ccedil;&atilde;o a este texto hist&oacute;rico. </p>     <p> Os nossos leitores sabem que abrimos em julho passado, uma nova rubrica: o Dat&aacute;rio que, na sua defini&ccedil;&atilde;o inicial, tem como finalidade apresentar contributos correspondentes a duas datas paradigm&aacute;ticas. Na verdade, neste n&uacute;mero da Laboreal, n&atilde;o s&atilde;o duas datas, mas s&atilde;o mais. Porque h&aacute; marcos hist&oacute;ricos que n&atilde;o s&atilde;o universais. Porque h&aacute; marcos hist&oacute;ricos que s&atilde;o, talvez, menos &ldquo;s&uacute;bitos&rdquo;, contru&iacute;dos numa din&acirc;mica social cuja complexidade lhe &eacute; intr&iacute;nseca. </p>     <p> A primeira data &eacute; a de 3 de dezembro: data do acidente ocorrido em Bhopal, no ano de 1984, que Alexis Uriel Blanklejder contextualiza quer do ponto de vista dos seus determinantes, quer dos seus efeitos, e que deu lugar &agrave; institui&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial da N&atilde;o Utiliza&ccedil;&atilde;o de Pesticidas e &agrave; denomina&ccedil;&atilde;o de Acidente Grave, tal como definido pela Conven&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 174 da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho. </p>     <p> As outras datas inscrevem-se num mesmo marco, ainda que temporalmente e geograficamente desfasado. Refiro-me aos processos relativos ao reconhecimento m&eacute;dico-legal da silicose como doen&ccedil;a profissional, em diferentes pa&iacute;ses: na B&eacute;lgica, como nos relata Eric Geerkens; em Portugal, num texto da autoria de Augusto Rog&eacute;rio Leit&atilde;o; e no Brasil, com o contributo de Francisco Lacaz. O debate que &ldquo;esta&rdquo; data suscitou, &eacute; traduzida bem por esta publica&ccedil;&atilde;o plural. Mas, &eacute; tamb&eacute;m gra&ccedil;as &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o que articula estes tr&ecirc;s textos sobre a silicose, da autoria de Marianne Lacomblez, que se confere unidade a este debate. </p>     <p> Enfim, todo este trabalho n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel, obviamente, sem o inestim&aacute;vel contributo de todos os peritos que, para este n&uacute;mero, com as suas avalia&ccedil;&otilde;es e sugest&otilde;es, instigaram outros debates dos autores no seu trabalho de escrita dos artigos agora publicados. Agradecemos a todos/as o tempo dedicado a ler e rever as propostas de artigos, em diferentes fases da sua evolu&ccedil;&atilde;o, muito particularmente a: Antoine Duarte, Ant&oacute;nia Cadilhe, Carla Barros, Cecilia Ros, Clara Ara&uacute;jo, Cl&aacute;udia Os&oacute;rio, Diego Stecher, Duarte Rolo, Edith Seligmann-Silva, Gilles Amado, Hernan Martinez, Isabel Altamirano, Isabel Torres, Juan Jose Castillo, Laurent Vogel, Manuel Matos, Marianne De Troyer, Mario Poy, Milton Athayde, Nelcy Arevalo, Nuno Rebelo dos Santos, Ricardo Vasconcelos, e Teresa Carretero. N&atilde;o podemos terminar sem agradecer tamb&eacute;m a Jo&atilde;o Viana Jorge, por sempre podermos contar com as suas tradu&ccedil;&otilde;es dos textos publicados na rubrica Textos hist&oacute;ricos, contando com a ajuda neste n&uacute;mero de Francisca Baldrich Advis e Nicol&aacute;s Canales Bravo. </p>     <p> Desejamos a todos/as que percorram com prazer a leitura deste n&uacute;mero, </p>     <p> Em nome do Conselho editorial, </p>     <p> Liliana Cunha </p>      ]]></body>
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