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</front><body><![CDATA[ <p align="right" target="blank"> <b>DAT&Aacute;RIO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left" target="blank">     <p><b> I Semana de Sa&uacute;de do Trabalhador de 14 a 19 de maio de 1979: um marco na hist&oacute;ria de uma luta contra a silicose no Brasil</b></p>     <p><b>I Semana de Salud del Trabajador, del 14 al 19 de mayo de 1979: un hito en la historia de una lucha contra la silicosis en Brasil </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Francisco Antonio de Castro Lacaz</b> </p>     <p> Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, Rua Botucatu, 740 – 4&ordm;. Andar, CEP 04023-900, S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo <a href="mailto:franlacaz@hotmail.com">franlacaz@hotmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr>     <p> No Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, pela Portaria n&ordm; 1.984, datada de 12 de setembro de 2014, define lista de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, dentre elas a silicose. J&aacute; para o extinto Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social [<a name="top1"></a><a href="#1">1</a>] a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; s&iacute;lica &eacute; prevista no Decreto n&ordm; 3.048, de 06/05/1999, que definiu diversas atividades com risco de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; s&iacute;lica e a doen&ccedil;as relacionadas &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o, dentre elas a silicose. Em 06/02/2007, o Decreto n&ordm; 6.042, alterou o Regulamento da Previd&ecirc;ncia Social, aprovado pelo referido Decreto 3.048. Assim, o Decreto n&ordm; 6.042 apresenta uma lista dos agentes causadores de doen&ccedil;as profissionais ou do trabalho, conforme previsto no art&ordm; 20 da Lei n&ordm; 8.213 de 1991. Nos casos em que o reconhecimento previdenci&aacute;rio ocupacional da silicose n&atilde;o &eacute; aceito pelo empregador nem pela Previd&ecirc;ncia Social, resta ao trabalhador buscar a Justi&ccedil;a do Trabalho para obter indeniza&ccedil;&atilde;o por danos materiais e morais. A indeniza&ccedil;&atilde;o por dano material, &eacute; prevista pelo C&oacute;digo de Processo Civil, sendo dividida em tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es: a) indeniza&ccedil;&atilde;o no caso de morte do doente (art&ordm; 948, C&oacute;digo Civil); b) indeniza&ccedil;&atilde;o no caso de incapacidade tempor&aacute;ria (art&ordm; 949, C&oacute;digo Civil); c) indeniza&ccedil;&atilde;o no caso de incapacidade permanente, total ou parcial (art&ordm; 950, C&oacute;digo Civil). No caso de indeniza&ccedil;&atilde;o por incapacidade permanente devido &agrave; silicose, parcial ou total, a legisla&ccedil;&atilde;o prev&ecirc;, al&eacute;m da cobertura das despesas para o tratamento at&eacute; o retorno ao trabalho, o pagamento de pens&atilde;o mensal em valor proporcional aos danos sofridos pela v&iacute;tima ou &agrave; sua inabilita&ccedil;&atilde;o profissional. Muitos trabalhadores com silicose podem receber benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, mas existe demora na defini&ccedil;&atilde;o pericial pelo nexo, al&eacute;m de ocorrer um n&uacute;mero excessivo de avalia&ccedil;&otilde;es periciais para estabelecimento do nexo ocupacional em trabalhadores com silicose (Fernandes, 2017). </p>     <p> Essa base legal teve origem no final dos anos 1970. Era o momento das grandes greves oper&aacute;rias que abalaram as estruturas da ditadura civil-militar brasileira, ap&oacute;s o fim do chamado &ldquo;milagre econ&ocirc;mico&rdquo; (Singer, 1976). </p>     <p> Naquela &eacute;poca, havia no Brasil cerca de 150 mil trabalhadores expostos cotidianamente ao p&oacute; de s&iacute;lica, sendo que destes, 30 mil apresentavam comprometimento pulmonar pela silicose, doen&ccedil;a que levava invariavelmente, &agrave; morte. Dentre estes estavam os trabalhadores da extra&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o e min&eacute;rios de pedreiras; da escava&ccedil;&atilde;o de t&uacute;neis; de ind&uacute;strias metal&uacute;rgicas; das f&aacute;bricas de sab&otilde;es e materiais abrasivos. Al&eacute;m destes, uma das categorias mais afetadas era a dos trabalhadores das ind&uacute;strias de cer&acirc;mica e lou&ccedil;as onde observa-se altas temperaturas e o ar &eacute; dominado pelo p&oacute; de s&iacute;lica (Rebou&ccedil;as, 1989). </p>     <p> O Sindicato dos Ceramistas da cidade de Jundia&iacute;, no interior do estado de S&atilde;o Paulo, enfrentava a silicose desde o in&iacute;cio dos anos 1970. Foi uma luta pioneira no &ldquo;(...) contexto do movimento sindical da &eacute;poca&rdquo; (Rebou&ccedil;as, 1989, p. 206). </p>     <p> Ocorre que o problema somente passou a ser considerado pelos trabalhadores ceramistas daquela cidade quando o ent&atilde;o presidente do Sindicato &ldquo;(...) associou as queixas dos oper&aacute;rios &agrave; doen&ccedil;a, num Congresso da Previd&ecirc;ncia Social, durante uma palestra sobre pneumoconioses. Dirigentes e trabalhadores desconheciam a silicose, fato que ainda persiste em v&aacute;rios lugares do Brasil&rdquo; (Rebou&ccedil;as, 1989, p. 206-207). </p>     <p> Apesar da omiss&atilde;o das empresas, muitos trabalhadores ceramistas queixavam-se com frequ&ecirc;ncia de tosse seca, cansa&ccedil;o e falta de ar o que apontava para um est&aacute;gio j&aacute; avan&ccedil;ado da doen&ccedil;a. Havia uma grande dificuldade para o Sindicato comprovar a doen&ccedil;a e avan&ccedil;ar na luta. Era preciso realizar exames que a confirmassem e muitos m&eacute;dicos confundiam-na com tuberculose com a qual podia associar-se ou com pneumonia. Diante disso, o Sindicato procurou a Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de S&atilde;o Paulo onde atuavam m&eacute;dicos especialistas em doen&ccedil;as pulmonares. </p>     <p> Mesmo com o diagn&oacute;stico firmado por exames de fun&ccedil;&atilde;o pulmonar e Raios X dos pulm&otilde;es realizados pelos dois especialistas, as centenas de trabalhadores com silicose, quando encaminhados para o Instituto Nacional de Previd&ecirc;ncia Social (INPS) para obten&ccedil;&atilde;o de afastamento do trabalho e aux&iacute;lio-doen&ccedil;a frustravam-se, pois: </p>     <p> (...) muitas vezes os peritos do INPS recusavam o diagn&oacute;stico de silicose (...) de 1971 a 1976, o Sindicato constatou 311 casos de silicose entre os ceramistas (...) O n&uacute;mero de casos registrados (...) poderia ter sido bem maior n&atilde;o fosse o medo de repres&aacute;lias por parte dos patr&otilde;es. Quando o empregador descobria que algu&eacute;m estava doente fazia de tudo para demiti-lo (Rebou&ccedil;as, p. 208). </p>     <p> Esta situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a mudar no final dos anos 1970, quando o foco da luta dos ceramistas tamb&eacute;m mudou. Ocorreram muitas reuni&otilde;es no Sindicato dos Ceramistas de Jundia&iacute; com a participa&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos militantes, nas quais chegaram &agrave; conclus&atilde;o que era preciso: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> (...) buscar a mudan&ccedil;a do ambiente de trabalho e o (...) fim da doen&ccedil;a, ao inv&eacute;s de apenas garantir os direitos previdenci&aacute;rios. (...) as press&otilde;es dos empres&aacute;rios eram mais fortes que o Sindicato (…). As repres&aacute;lias contra a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores se repetiam o tempo todo, incentivadas pelo regime autorit&aacute;rio da &eacute;poca (Rebou&ccedil;as, 1989, p. 208). </p>     <p> Mesmo com toda dificuldade, o enfrentamento contra a silicose na regi&atilde;o de Jundia&iacute; deu origem a uma maior organiza&ccedil;&atilde;o da luta sindical por melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e em defesa da sa&uacute;de, no Brasil, ainda sob o regime militar (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984). </p>     <p> Dado que o problema da silicose acometia v&aacute;rias categorias como j&aacute; foi dito, a luta iniciada pelos ceramistas de Jundia&iacute; mobilizou tamb&eacute;m os trabalhadores das ind&uacute;strias metal&uacute;rgicas e constru&ccedil;&atilde;o civil que em 1978 criaram &ldquo;(...) um grupo de trabalho sobre a doen&ccedil;a [silicose] constitu&iacute;do por dirigentes sindicais, m&eacute;dicos, advogados e engenheiros. O grupo transformou-se na Comiss&atilde;o Intersindical de Sa&uacute;de dos Trabalhadores (Cisat). J&aacute; no ano seguinte, 1979, a Cisat organizou a I Semana de Sa&uacute;de do Trabalhador – I Semsat&rdquo;<i> </i>(Rebou&ccedil;as, 1989, p. 208). </p>     <p> A primeira Semsat teve como tema de discuss&atilde;o justamente as &ldquo;Poeiras e as doen&ccedil;as pulmonares&rdquo;. A I Semsat foi realizada em v&aacute;rias cidades do pa&iacute;s no per&iacute;odo de 14 a 19 de maio de 1979. Representou o primeiro momento de efetiva articula&ccedil;&atilde;o dos sindicatos de trabalhadores para discutir e propor medidas de preven&ccedil;&atilde;o contra as doen&ccedil;as pulmonares do trabalho pois uma delas, a silicose, j&aacute; registrava entre<i> </i>20 a 30 mil trabalhadores afetados (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984). </p>     <p> Numa realidade de repress&atilde;o ao movimento sindical pela a&ccedil;&atilde;o da ditadura civil-militar, dentre as Conclus&otilde;es da I Semsat publicadas no livro <i>De que Adoecem e Morrem os Trabalhadores,</i> organizado por Ribeiro e Lacaz, em 1984, s&atilde;o dignas de nota as seguintes, as quais apontam para o cr&ocirc;nico descaso empresarial para com o problema, assim como a omiss&atilde;o da Universidade e da Previd&ecirc;ncia Social: </p>     <p> &ldquo;As <u>condi&ccedil;&otilde;es</u> dos ambientes de trabalho, (...) para trabalhadores sujeitos ao p&oacute; de s&iacute;lica, asbestos, algod&atilde;o (...) s&atilde;o reconhecidamente <u>prec&aacute;rias</u>. Dessas condi&ccedil;&otilde;es resultam doen&ccedil;as pulmonares graves, irrevers&iacute;veis e progressivas&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 39, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;Os estudos e pesquisas sobre essas doen&ccedil;as s&atilde;o <u>raros</u>, quando n&atilde;o<u> inexistentes</u>, caracterizando a <u>desaten&ccedil;&atilde;o</u> das <u>Escolas M&eacute;dicas</u> e <u>institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa</u> brasileira para o problema&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 39, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;As doen&ccedil;as pulmonares <u>provocadas</u> pelo <u>ambiente de trabalho</u> <u>incapacitam</u> parcial ou totalmente milhares de trabalhadores brasileiros, <u>encurtando</u> suas vidas, <u>marginalizando-os</u> social e economicamente, <u>recaindo</u> o <u>&ocirc;nus</u> sobre as <u>pr&oacute;prias v&iacute;timas</u> ou sobre a sociedade (...) como um todo&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 39, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;A instabilidade no emprego, o desconhecimento dos perigos a que est&atilde;o expostos pelas poeiras, a falta de organiza&ccedil;&atilde;o das bases, a <u>aus&ecirc;ncia de liberdade e autonomia sindicais</u>, s&atilde;o <u>obst&aacute;culos</u> para que a <u>classe trabalhadora</u> assuma esse papel de <u>defesa</u> de sua sa&uacute;de&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 40, grifos introduzidos). </p>     <p> Quanto &agrave;s Recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o relevantes, por sua abrang&ecirc;ncia &eacute;tico-social e forte car&aacute;ter de enfrentamento dos interesses do Capital: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &ldquo;<u>Reconhecimento</u> da insalubridade de <u>todas</u> as atividades que <u>liberem poeiras</u> minerais ou org&acirc;nicas, <u>independente</u> de inspe&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 40, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;Fixa&ccedil;&atilde;o de um <u>prazo</u> para que <u>todas</u> as empresas cujas atividades <u>produzam poeiras</u> adotem as <u>medidas preventivas</u> necess&aacute;rias em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente de trabalho&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 40, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;<u>Redu&ccedil;&atilde;o</u> da jornada de trabalho e <u>proibi&ccedil;&atilde;o</u> de regime de horas extras para os trabalhadores <u>sujeitos</u> &agrave;s poeiras de s&iacute;lica, asbesto, algod&atilde;o (...), atrav&eacute;s de <u>contrato coletivo</u>, por ind&uacute;stria, realizado com o <u>sindicato</u>, at&eacute; que sejam adotadas <u>medidas preventivas</u>, cientificamente comprovadas, ...&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 40, grifos introduzidos). </p>     <p> &ldquo;<u>Proibi&ccedil;&atilde;o</u> do trabalho do menor de 18 anos e da mulher nos ambientes sujeitos a poeiras capazes de <u>produzir</u> doen&ccedil;as pulmonares irrevers&iacute;veis&rdquo; (Ribeiro &amp; Lacaz, 1984, p. 40, grifos introduzidos). </p>     <p> &Eacute; importante assinalar que a luta sindical iniciada contra a silicose em Jundia&iacute; trouxe progresso na redu&ccedil;&atilde;o de casos da doen&ccedil;a, pois sua ocorr&ecirc;ncia diminuiu pela metade e as empresas passaram a realizar exames mais frequentemente, entregando os resultados aos trabalhadores (Rebou&ccedil;as, 1989). </p>     <p> Ademais, um importante desdobramento desta luta pioneira foi a cria&ccedil;&atilde;o, em 1980, por dezenas de sindicatos de trabalhadores, do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Sa&uacute;de e dos Ambientes de Trabalho (Diesat) que existe at&eacute; hoje, apesar de mais fr&aacute;gil em suas a&ccedil;&otilde;es, em fun&ccedil;&atilde;o da crise de representa&ccedil;&atilde;o sindical em todo o mundo ocidental. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p> Fernandes, M. de C. (2017). Asma relacionada ao trabalho e silicose: avalia&ccedil;&atilde;o pericial no INSS de casos diagnosticados em ambulat&oacute;rio especializado entre 2005 e 2015<i> </i>(disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado profissional). Funda&ccedil;&atilde;o Jorge Duprat Figueiredo de Seguran&ccedil;a e Medicina do Trabalho (Fundacentro), S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635298&pid=S1646-5237201900020001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Rebou&ccedil;as, A.J. (1989). <i>Insalubridade: morte lenta no trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: Obor&eacute; Editorial/Diesat.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635300&pid=S1646-5237201900020001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Ribeiro, H.P. &amp; Lacaz, F.A. (1985, Orgs.) <i>De que adoecem e morrem os trabalhadores. </i>S&atilde;o Paulo: Imprensa Oficial do Estado/Diesat.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635302&pid=S1646-5237201900020001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Singer, P. I. (1976). <i>A crise do &ldquo;Milagre&rdquo;: interpreta&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da economia brasileira</i> . Rio de Janeiro: Paz e Terra [2&ordf;. edici&oacute;n] </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota</b></p>     <p> [<a name="1"></a><a href="#top1">1</a>] O Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social foi extinto pelo atual governo brasileiro e as atribui&ccedil;&otilde;es anteriormente por ele assumidas foram transferidas para o Minist&eacute;rio da Economia, demonstrando o car&aacute;ter financista dos direitos sociais assumido pelo governo Bolsonaro. </p>      ]]></body><back>
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