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</front><body><![CDATA[ <p align="right" target="_blank"> <b>DAT&Aacute;RIO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left" target="_blank">     <p>     <p><b> Impactos da pneum&oacute;nica no mundo do trabalho: uma vis&atilde;o a partir de peri&oacute;dicos (1918-19)</b> </p>     <p> <b>     <p> Impactos de la Pneum&oacute;nica en el mundo del trabajo: una visi&oacute;n desde los peri&oacute;dicos (1918-19)</p> </b>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Maria da Luz Sampaio</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> HTC- FCSH Universidade Nova de Lisboa Morada postal / Direcci&oacute;n postal Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa Avenida de Berna 26 C, 1069-161 Lisboa <a href="mailto:mluzsampaio@gmail.com">mluzsampaio@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p> <b>1. Proleg&oacute;menos a uma (breve) incurs&atilde;o na hist&oacute;ria da pneum&oacute;nica </b> </p>     <p> Entre 1918 e 1919, a humanidade foi v&iacute;tima de uma epidemia conhecida internacionalmente por <i>Spanish Influenza</i> ou <i>Spanish Flu </i> e, em Portugal, por <i>Pneum&oacute;nica</i> (ou <i>Gripe Pneum&oacute;nica). </i> <i>Em</i><i> </i>maio de 1918, &eacute; declarada em Espanha, espalhando-se pela europa e em poucas semanas estende-se a todos os continentes. No mesmo m&ecirc;s, a epidemia chegou a Portugal, atingindo em primeiro lugar as regi&otilde;es fronteiri&ccedil;as, mas em poucos meses difunde-se nos principais centros urbanos do pa&iacute;s. A partir de ent&atilde;o, foi poss&iacute;vel identificar duas vagas distintas da gripe espanhola: uma primeira, entre maio e finais de julho, que se manteve mais ou menos controlada e, uma segunda vaga, entre agosto e dezembro, que assumiu efeitos dram&aacute;ticos e devastadores numa popula&ccedil;&atilde;o pouco informada e com pouca prem&ecirc;ncia das medidas de sa&uacute;de p&uacute;blica, tornando inevit&aacute;vel uma dissemina&ccedil;&atilde;o que se mostrava implac&aacute;vel. </p>     <p> A este panorama, juntaram-se os surtos de tifo, de var&iacute;ola, e de tuberculose, que dizimaram os mais d&eacute;beis e carenciados da popula&ccedil;&atilde;o. Para compreender o que as popula&ccedil;&otilde;es viveram e qual o impacto que a epidemia da pneum&oacute;nica ou Influenza teve no mundo do trabalho necessit&aacute;vamos de realizar uma profunda incurs&atilde;o nos arquivos, quer de empresas existentes &agrave; &eacute;poca, quer da imprensa da altura. Outra importante fonte para estes estudos seria o acesso a documenta&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Trabalho e da Previd&ecirc;ncia Social. Esta pesquisa, que carece de um levantamento e de uma an&aacute;lise exaustiva e aprofundada das fontes, apresenta neste artigo alguns dos seus resultados pr&eacute;vios. Ainda sem a profundidade que se desejaria, recenseamos dados sobre diferentes sectores de atividade na imprensa durante o ano de 1918, em particular nos jornais O Com&eacute;rcio do Porto, A Capital, O Algarve (1918-19), dispon&iacute;veis na Hemeroteca Digital, a partir de uma sele&ccedil;&atilde;o que teve por base observar as not&iacute;cias produzidas em tr&ecirc;s locais do pa&iacute;s, em tr&ecirc;s projetos editoriais distintos. Procuramos encontrar neste levantamento informa&ccedil;&atilde;o sobre a atua&ccedil;&atilde;o de diferentes sectores de atividade durante a incid&ecirc;ncia da pneum&oacute;nica, e quais os impactos sobre o mercado de trabalho e a atividade das empresas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>2. Portugal em 1918: a fome, a guerra e os surtos epid&eacute;micos</b> </p>     <p> Em 1918, Portugal era num pa&iacute;s de fei&ccedil;&atilde;o rural, a bra&ccedil;os com uma situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e financeira complexa - sofrendo o impacto do conflito mundial -, j&aacute; de si suficientemente fragilizada por uma economia &ldquo;dependente do com&eacute;rcio exterior em mat&eacute;ria de abastecimentos alimentares (cereais) e energ&eacute;ticos (carv&atilde;o)&rdquo; (Pires, 2018). </p>     <p> O armist&iacute;cio assinado a 11 de novembro e o fim da guerra em 1918 trouxe os soldados de volta a casa, mas a grande maioria regressou mutilado ou esgazeado, cen&aacute;rio a que muitas associa&ccedil;&otilde;es mutualistas tentaram dar resposta desenvolvendo campanhas de apoio. A par com esta dura realidade, a guerra tinha trazido tamb&eacute;m uma falta de muitos produtos estrangeiros e, em Portugal, para fazer face &agrave; escassez dos produtos de primeira necessidade, criou-se as Comiss&otilde;es de subsist&ecirc;ncias, controladas pelo poder local, pretendendo atrav&eacute;s delas assegurar o fornecimento de bens alimentares. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A imprensa da &eacute;poca registava com regularidade o papel das Comiss&otilde;es na distribui&ccedil;&atilde;o de p&atilde;o, a&ccedil;&uacute;car, gasolina, entre outros produtos, mas, tamb&eacute;m, as irregularidades cometidas por parte de padarias, mercearias que retinham os produtos para aumentar os pre&ccedil;os (Pires, 2018). A fome, a guerra e os surtos epid&eacute;micos ser&atilde;o, neste ano de 1918, uma trilogia fatal para os grupos mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> O jornal O Com&eacute;rcio do Porto, em setembro de 1918, publica um artigo intitulado &ldquo;A Influenza - pneum&oacute;nica&rdquo;, e divulga o documento que Ricardo Jorge apresentou ao Conselho Superior de Hygiene, onde se faz a hist&oacute;ria do aparecimento da <i>Influenza</i> que atingiu sobretudo os quart&eacute;is, focos principais da epidemia, e de onde ter&aacute; sa&iacute;do para se disseminar de forma r&aacute;pida de prefer&ecirc;ncia por gente nova (&hellip;) (O Com&eacute;rcio do Porto 1918). E refere ainda que &ldquo;n&atilde;o se oferece prophylaxia effectiva e eficaz a exercer contra tal epidemia que n&atilde;o seja a hygiene geral e assist&ecirc;ncia aos atacados, preferencialmente em Hospital de isolamento&rdquo; (O Com&eacute;rcio do Porto, 1918). </p>     <p> Apesar dos relat&oacute;rios e advert&ecirc;ncias de Ricardo Jorge, ent&atilde;o Diretor Geral de Sa&uacute;de, a realidade demonstrava a falta de estruturas organizadas junto da popula&ccedil;&atilde;o para promover cuidados cl&iacute;nicos e reverter a dissemina&ccedil;&atilde;o do surto. A pandemia, contava, pois, com muitos fatores a seu favor: em primeiro lugar a guerra, depois a fome generalizada pela escassez de bens alimentares e medicamentos e, a agravar, a falta de condi&ccedil;&otilde;es de higiene e sanit&aacute;rias das casas e bairros onde a popula&ccedil;&atilde;o vivia sem &aacute;gua canalisada ou saneamento b&aacute;sico. No Porto, a imprensa registava como a popula&ccedil;&atilde;o das <i>ilhas</i> (bairros oper&aacute;rios), nestes locais h&uacute;midos e insalubres, eram focos da doen&ccedil;a, dizimando facilmente, fam&iacute;lias inteiras. &Agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es de bombeiros competia incinerar as pequenas e rudimentares casas, procurando assim estancar a propaga&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. A esta gripe juntava-se a &ldquo;epidemia de tifo que incidiu em particular nas zonas do Porto e de Espinho, dizimando mais de 2000 pessoas&rdquo; (Sequeira, 2001, p.50). A 15 de outubro, face a um pico do surto epidemiol&oacute;gico, o mesmo jornal apresenta o impacto da pandemia em diversas zonas do norte do pa&iacute;s, assinalando o aumento da taxa de mortalidade e, nas <i>Notas por localidade</i>, refere que, em &ldquo;Santo Thyrso espera-se que a f&aacute;brica de fia&ccedil;&atilde;o reabra&rdquo;, sentimento partilhado pelos mais afetados, sobretudo, o operariado fabril e seus encarregados. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b> 3. Os impactos da pandemia: entre a crise e a vontade de retoma </b> </p>     <p> Ao longo do ano de 1918, os peri&oacute;dicos analisados apresentam-nos a irregularidade do funcionamento de f&aacute;bricas ou de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, devido ao falecimento de industriais, ou dos longos per&iacute;odos de convalescen&ccedil;a dos funcion&aacute;rios. Em novembro de 1918, o seman&aacute;rio O Algarve refere que ainda n&atilde;o pode ser restabelecida &ldquo;a regularidade do tel&eacute;grafo-postal, principalmente os servi&ccedil;os de correio, porque a circula&ccedil;&atilde;o ferro-vi&aacute;ria se mant&eacute;m sem pessoal para desempenhar v&aacute;rios cargos (&hellip;), pois a mortandade da epidemia e as demoradas convalescen&ccedil;as trazem fora dos lugares grande quantidade de funcion&aacute;rios&rdquo; (O Algarve, 17 novembro 1918, p.2). </p>     <p> A atividade industrial vive os impactos da doen&ccedil;a, tamb&eacute;m por falta de mat&eacute;rias primas importadas, nomeadamente carv&atilde;o, farinhas, algod&atilde;o, entre outras, o que veio a afetar a produ&ccedil;&atilde;o e o abastecimento de produtos de primeira necessidade &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es. As not&iacute;cias e os artigos de opini&atilde;o revelam estarmos perante uma escassez prolongada, mas tamb&eacute;m de movimenta&ccedil;&otilde;es especulativas dos comerciantes e dos industriais, que retinham em armaz&eacute;m produtos para assim aumentar os pre&ccedil;os. Em 30 de janeiro de 1919, A Capital noticia que a &ldquo;Refinaria Colonial em Alc&acirc;ntara possui 200 toneladas de a&ccedil;&uacute;car fabricado e 400 toneladas na f&aacute;brica, faltando j&aacute; depend&ecirc;ncias para armazenagem de sacos cheios&rdquo; (A Capital, janeiro 1919, p.2). Um outro lado desta realidade revela-nos que a vida nas empresas se reorganizava perante a pandemia como o traduz o jornal O Algarve, com a publica&ccedil;&atilde;o de um protesto p&uacute;blico da Electro Moagem Lda. de Faro, contra as decis&otilde;es arbitr&aacute;rias cometidas pelo encarregado do celeiro municipal: </p>     <p> T&iacute;nhamos nessa altura todos os nossos empregados doentes, mas devido &agrave; boa vontade do nosso gerente a f&aacute;brica trabalhou-se debaixo da sua dire&ccedil;&atilde;o e no fim de 14 dias &uacute;teis t&iacute;nhamos entregues ao celeiro a farinha respectiva. Fomos pessoalmente requisitar a sua Exa mais trigo daquele que tinha chegado a Faro (&hellip;). Disse-nos que a &ldquo;f&aacute;brica grande&rdquo; ia trabalhar e que ele se tinha comprometido a entregar a esta f&aacute;brica todo o trigo que viesse (&hellip;). Fizemos ver a sua Exa. que n&atilde;o desej&aacute;vamos que todo o trigo nos fosse entregue, mas sim rateado na propor&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de cada f&aacute;brica, em harmonia com o decreto 4.638 de 13 de Junho, mas sua Exa. n&atilde;o se moveu e o facto &eacute; que a tal f&aacute;brica grande (&hellip;) h&aacute; j&aacute; perto de oito dias que tem nos seus armaz&eacute;ns 4 a 5 vagons de trigo para moer (&hellip;), sem que se saiba ao certo quando iniciar&aacute; os trabalhos&rdquo; (O Algarve, 17 de Novembro de 1918, n&ordm; 556, p.2). </p>     <p> As situa&ccedil;&otilde;es de crise e doen&ccedil;a colocavam em destaque as arbitrariedades dos respons&aacute;veis na gest&atilde;o de bens essenciais e a permissividade do poder local face &agrave;s movimenta&ccedil;&otilde;es especulativas. Por outro lado, surgiram tamb&eacute;m outras oportunidades de neg&oacute;cio, como foi o caso da ind&uacute;stria conserveira, ou das companhias de seguros (O Algarve, 16 de Junho, 1918). </p>     <p> A par de tais oportunidades de neg&oacute;cio em certos sectores, a pandemia veio impor restri&ccedil;&otilde;es de circula&ccedil;&atilde;o procurando proibir eventos que levassem &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de pessoas e animais. Exemplo desta situa&ccedil;&atilde;o foi a suspens&atilde;o ou mesmo proibi&ccedil;&atilde;o das feiras de outono. O jornal O Algarve, em outubro de 1918, regista que a Feira de Faro n&atilde;o se realiza por causa de epidemia que est&aacute; grassando, mas se &ldquo;as Feiras n&atilde;o foram consentidas, (&hellip;) os povos, por&eacute;m, que concorreram fizeram a feira do gado num campo fora da cidade&rdquo; (O Algarve, 18 de outubro, p.2). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O com&eacute;rcio ao longo da epidemia manteve as suas lojas abertas, renovou as suas vitrines com a chegada dos produtos e novas cole&ccedil;&otilde;es, dando sinais de continuidade da atividade, apesar da lista de falecimentos de comerciantes e empres&aacute;rios da pra&ccedil;a. O jornal A Capital noticia regularmente os produtos dos armaz&eacute;ns do Chiado, e refere a variedade de artigos que ali se pode encontrar. </p>     <p> A vida art&iacute;stica tamb&eacute;m d&aacute; mostra de vitalidade, todos os peri&oacute;dicos anunciam os concertos, recitais e espet&aacute;culos de teatro. Ali&aacute;s, este parece ser um sector que fomenta as salas cheias de espectadores, local onde a pandemia (aparentemente) parecia ser esquecida. </p>     <p> Os grandes centros urbanos foram fortemente afetados pelos surtos pand&eacute;micos, mas tamb&eacute;m algumas regi&otilde;es onde se verificava maior concentra&ccedil;&atilde;o de oper&aacute;rios. A imprensa informa que, em Felgueiras, existiam muitas fam&iacute;lias afetadas pela gripe; em Matosinhos, o n&uacute;mero de casos aumentava diariamente, de tal modo que se faziam preces ao Senhor de Matosinhos para acabar com a pandemia; em Braga, a epidemia no m&ecirc;s de outubro registava diariamente 14 a 15 &oacute;bitos, e no Hospital de S. Marcos adoeceu o pessoal de enfermagem sendo pedido pessoal militar para sua substitui&ccedil;&atilde;o; em Santa Cruz do Douro, o grande n&uacute;mero de trabalhadores que se deslocaram para as vindimas, de l&aacute; regressaram atacados pela doen&ccedil;a&hellip; &ldquo;E h&aacute; j&aacute; bastantes &oacute;bitos, mas somente naqueles que n&atilde;o t&ecirc;m tido assist&ecirc;ncia m&eacute;dica&rdquo; (O Comm&eacute;rcio do Porto, 1918, p.1). </p>     <p> O cont&aacute;gio da gripe afetava trabalhadores, em todas as atividades, desde os trabalhadores agr&iacute;colas, industriais, at&eacute; ao corpo cl&iacute;nico dos hospitais, dizimando fam&iacute;lias e fragilizando ainda mais os trabalhadores que se viam impedidos de obter os seus rendimentos. Na imprensa, eram constantes as listas de obitu&aacute;rios ou a nomea&ccedil;&atilde;o do falecimento de benem&eacute;ritos, destacados industriais, empres&aacute;rios, ou de elementos das suas fam&iacute;lias. </p>     <p> O n&uacute;mero de mortes causadas pela doen&ccedil;a permanece por apurar com rigor, mas as &uacute;ltimas investiga&ccedil;&otilde;es de Rebelo-de-Andrade e Felismino (2018), apontam para 117 764 v&iacute;timas mortais em Portugal, considerando todas as infe&ccedil;&otilde;es agravadas do foro respirat&oacute;rio (gripe, tuberculose pulmonar, bronquite aguda e cr&oacute;nica, pneumonia). Segundo os estudos de<b> </b>Abreu e Serr&atilde;o (2018), a gripe, em Portugal, &ldquo;ter&aacute; infetado entre um quinto e um ter&ccedil;o dos cerca de seis milh&otilde;es que ent&atilde;o compunham a popula&ccedil;&atilde;o residente (&hellip;). Atingiu especialmente a popula&ccedil;&atilde;o em idade ativa, entre os 20 e os 40 anos, refor&ccedil;ando assim o seu impacto na economia, no mercado laboral, na fertilidade, na vida familiar e na organiza&ccedil;&atilde;o social em geral&rdquo; (p.9). Estes valores demonstram a vulnerabilidade da popula&ccedil;&atilde;o face &agrave; epidemia, a falta de medidas de prote&ccedil;&atilde;o e de servi&ccedil;os de sa&uacute;de que atuassem estacando a prolifera&ccedil;&atilde;o dos surtos e tivessem, &agrave; &eacute;poca, permitido baixar os &iacute;ndices de letalidade das popula&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b> </p>     <!-- ref --><p> Arquivo Municipal de Gaia/Gisa - Jornal <i>O Comm&eacute;rcio do Porto</i> de 1918 e 1919.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642117&pid=S1646-5237202000020001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Abreu, L., &amp; Serr&atilde;o, J. V. (2018). Revisitar a pneum&oacute;nica de 1918-1919: introdu&ccedil;&atilde;o<i> </i>Dossier: Revisitar a Pneum&oacute;nica de 1918-1919.<i> Ler Hist&oacute;ria, 73, 2018</i>, 9-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642119&pid=S1646-5237202000020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Hemeroteca Digital - A Capital , Di&aacute;rio Republicano da Noite, 1918, 19. Dispon&iacute;vel em <a         href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/ACapital.HTM" target="_blank"> http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/ACapital.HTM </a> . Consultado em 02- 08 de novembro de 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642121&pid=S1646-5237202000020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Hemeroteca digital - O Algarve, Seman&aacute;rio independe 1918-19. Dispon&iacute;vel em <a         href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/ACapital.HTM" target="_blank"> http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/ACapital.HTM </a> . Consultado em 02- 08 de novembro de 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642123&pid=S1646-5237202000020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Pires, A. P. (2018). Lisboa e a grande guerra: subsist&ecirc;ncias e poder municipal, 1916-1918. In <i>Ler Hist&oacute;ria</i>, 73, 2018. <a href="http://journals.openedition.org/lerhistoria/4267" target="_blank">http://journals.openedition.org/lerhistoria/4267</a> , consultado no dia 22 setembro 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642125&pid=S1646-5237202000020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Rebelo-de-Andrade, H., &amp; Felismino, D. (2018). A pandemia de gripe de 1918-1919: um desafio &agrave; ci&ecirc;ncia m&eacute;dica no princ&iacute;pio do s&eacute;culo XX. In <i>Ler Hist&oacute;ria</i> ,<i> 73</i>, <a href="http://journals.openedition.org/lerhistoria/4070" target="_blank"> http://journals.openedition.org/lerhistoria/4070 </a> , consultado no dia 22 setembro 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642127&pid=S1646-5237202000020001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Sequeira, &Aacute;. (2008). A Pneum&oacute;nica, Spanish Influenza. <i>Hist&oacute;ria da Medicina</i>, <i>8</i>(1), 40-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1642129&pid=S1646-5237202000020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body><back>
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