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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A look at the present state of the Portuguese technical and scientific activity in Gynecology and Obstetrics</b></font> </p>     <p><b> Jo&#227;o Bernardes* </b></p>     <p> *Professor Catedr&#225;tico, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Diretor do Departamento da Mulher, do Jovem e da Crian&#231;a, Hospital Pedro Hispano, Matosinhos. </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p> O mais recente relat&#243;rio sobre a natalidade, mortalidade infantil, fetal e perinatal, em Portugal, publicado pela Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, e referente aos anos 2010/2014, mostra que mantemos excelentes resultados nos principais indicadores de sa&#250;de materno-infantil, apesar da profunda crise por que o pa&#237;s passa, associada a uma grave e persistente queda da natalidade (a taxa de natalidade aumentou ligeiramente, porque se registou uma diminui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o, mas o n&#250;mero absoluto de nascimentos diminuiu) <sup>1</sup> . Estes indicadores n&#227;o me surpreenderam, atendendo a que a organiza&#231;&#227;o geral da assist&#234;ncia materno-infantil do pa&#237;s, tanto em termos de acessibilidade aos servi&#231;os de sa&#250;de, como de recursos humanos, equipamentos e instala&#231;&#245;es, n&#227;o mudou significativamente, o mesmo tendo acontecido com os programas de forma&#231;&#227;o de especialistas. </p>     <p> No entanto, comenta-se com frequ&#234;ncia que, em Portugal, os bons sinais dados pelos indicadores de sa&#250;de nem sempre se acompanham do mesmo n&#237;vel de inova&#231;&#227;o e de evolu&#231;&#227;o t&#233;cnica e cient&#237;fica. </p>     <p> O &#237;ndice do n&#250;mero de Dezembro da AOGP &#233; mais um &#237;ndice onde aparecem trabalhos que atestam a boa evolu&#231;&#227;o t&#233;cnica da Ginecologia e Obstetr&#237;cia Portuguesa, evidenciando experi&#234;ncias consolidadas que v&#227;o da cirurgia laparosc&#243;pica avan&#231;ada ao diagn&#243;stico pr&#233;-natal. Vamo-nos apercebendo, no quotidiano hospitalar, das dificuldades, ou mesmo impossibilidades, de renova&#231;&#227;o de equipamentos, associadas a uma sensa&#231;&#227;o de que nos estamos a afastar, a este n&#237;vel, dos pa&#237;ses mais ricos, mas, ainda assim, vamos evidenciando boas capacidade de execu&#231;&#227;o t&#233;cnica. </p>     <p> Contudo, &#233; ainda rara a publica&#231;&#227;o na AOGP de ensaios cl&#237;nicos aleatorizados, estudos de coorte e estudos de ci&#234;ncias b&#225;sicas com potencial de inova&#231;&#227;o e transla&#231;&#227;o. Este aspeto melhorar&#225; certamente quando a revista for indexada &#224;s principais bases de dados e passar a ter factor de impacto. Na verdade, os tipos de trabalhos referidos j&#225; se v&#227;o realizando, na nossa especialidade, em Portugal, ainda que de forma nem sempre vis&#237;vel, a n&#237;vel nacional, dado terem como principal alvo de publica&#231;&#227;o as revistas internacionais indexadas com factor de impacto. </p>     <p> A produ&#231;&#227;o cient&#237;fica, no &#226;mbito da nossa especialidade, baseada em indicadores bibliom&#233;tricos, foi avaliada num excelente artigo publicado em 2009 na AOGP<sup>2</sup>. Esta avalia&#231;&#227;o, que incluiu todos as publica&#231;&#245;es, realizadas em Portugal ou no estrangeiro, que tivessem algum tipo de participa&#231;&#227;o de autores portugueses, mostrou boa evolu&#231;&#227;o e n&#250;meros interessantes de produ&#231;&#227;o cient&#237;fica, embora abaixo dos associados a outros pa&#237;ses da comunidade europeia. Revisit&#225;mos este assunto, com uma breve pesquisa realizada na PubMed, com as palavras [Portugal e (gynecology or obstetrics or maternal or fetal or fetus)], de artigos publicados em l&#237;ngua Inglesa, nos anos 2013 e 2014, incluindo exclusivamente publica&#231;&#245;es com primeiro ou &#250;ltimo autor afiliado a um servi&#231;o de Ginecologia e Obstetr&#237;cia portugu&#234;s. Nesta an&#225;lise, restritiva e limitada, que apenas nos d&#225; uma ideia muito gen&#233;rica da nossa atividade cient&#237;fica, n&#227;o directamente compar&#225;vel com a an&#225;lise alargada atr&#225;s citada, encontr&#225;mos 29 publica&#231;&#245;es em 2013 e 34 em 2014. Predominaram as publica&#231;&#245;es de casos cl&#237;nicos ou s&#233;ries de casos (n=48), mas tamb&#233;m se registaram publica&#231;&#245;es de estudos de caso-controlo (n=5) e de coorte (n=6), bem como de ensaios cl&#237;nicos aleatorizados (n=2). A maior parte dos trabalhos est&#225; afiliada a unidades hospitalares do Porto (n=26), Lisboa (n=14) e Coimbra (n=9), mas tamb&#233;m se registaram publica&#231;&#245;es provenientes de unidades hospitalares de Braga, Cascais, Faro, Funchal, Guimar&#227;es, Loures, Paredes, Set&#250;bal, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia e Viseu, mostrando que a publica&#231;&#227;o em revistas indexadas na PubMed j&#225; n&#227;o &#233; exclusiva dos grandes centros. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Na linha do reconhecimento internacional das actividades t&#233;cnicas e cient&#237;ficas da nossa especialidade, saliento tamb&#233;m o recente lan&#231;amento mundial das novas normas da FIGO para a monitoriza&#231;&#227;o fetal intra-parto, coordenadas por um portugu&#234;s<sup>3</sup>. Estas normas merecer&#227;o, seguramente, um editorial ou coment&#225;rio &#224; parte, pela sua import&#226;ncia para a nossa pr&#225;tica cl&#237;nica, mas sempre direi que n&#227;o sendo rara a participa&#231;&#227;o de portugueses na elabora&#231;&#227;o de normas internacionais, nem sempre tal acontece de uma forma t&#227;o relevante. Estaremos provavelmente todos de acordo que estes s&#227;o tamb&#233;m sinais inequ&#237;vocos de reconhecimento internacional pela nossa compet&#234;ncia t&#233;cnica e cient&#237;fica. </p>     <p> Se tiv&#233;ssemos de escolher apenas uma das vertentes analisadas neste editorial - indicadores de sa&#250;de, actividades t&#233;cnicas ou cient&#237;ficas - creio que todos escolher&#237;amos a dos indicadores, isto &#233;, todos preferir&#237;amos certamente ter boas taxas de mortalidade e morbilidade, a n&#227;o as ter, a troco de uma medicina t&#233;cnica e cient&#237;fica de topo. Mas se pud&#233;ssemos escolher sem restri&#231;&#245;es, certamente que todos gostar&#237;amos de estar no topo em todas as vertentes analisadas, tanto mais que todos sabemos quanto interligadas elas est&#227;o e qu&#227;o importante &#233; o desenvolvimento tecnico e cient&#237;fico para que possamos continuar a encarar com confian&#231;a a boa evolu&#231;&#227;o que temos tido nos indicadores de sa&#250;de. </p>     <p> Apesar de tudo, creio que estamos no bom caminho. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p> 1. Natalidade, mortalidade infantil, fetal e perinatal, 2010/2014. Dire&#231;&#227;o de Servi&#231;os de Informa&#231;&#227;o e An&#225;lise Divis&#227;o de Estat&#237;sticas da Sa&#250;de e Monitoriza&#231;&#227;o. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Portugal, 2015. </p>     <!-- ref --><p> 2. Donato H, Freire de Oliveira C. Avalia&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o cient&#237;fica portuguesa na &#224;rea da Ginecologia e Obstetr&#237;cia baseada em indicadores bibliom&#233;tricos. AOGP 2009:3;107-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852372&pid=S1646-5830201500040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 3. Ayres de Campos D, Arulkumaran S; FIGO Intrapartum Fetal Monitoring Expert Consensus Panel. FIGO consensus guidelines on intrapartum fetal monitoring: Introduction. Int J Gynaecol Obstet 2015;131(1):3-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852374&pid=S1646-5830201500040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
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