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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modalidades terapêuticas no tratamento dos condilomas acuminados]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Algarve Unidade de Faro Ginecologia e Obstetrícia]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b>/REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Modalidades terap&#234;uticas no tratamento dos condilomas acuminados</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Therapeutic procedures in the treatment of condylomata acuminata</b></font></p>     <p><b>Filipa Br&#225;s*, Rosa Sardinha**, Am&#225;lia Pacheco***</b></p>     <p>Centro Hospitalar do Alto Ave e Centro Hospitalar do Algarve</p>     <p>*Interno do Internato de Ginecologia e Obstetr&#237;cia</p>     <p>**Interno do Internato Complementar de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, <br/>   Centro Hospitalar do Alto Ave</p>     <p>***Assistente Graduada em Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Centro Hospitalar do Algarve (Unidade de Faro)</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Genital condylomata acuminata (CA) are common, sexually transmitted lesions, caused most often by the human papilloma virus (HPV) types 6 and 11. They affect both females and males and occur in all regions of the anogenital area. Conventional treatment, often involving repeated local drug application or invasive methods, has not been definitively demonstrated to be effective in eliminating CA lesions and preventing them from recurring. This review summarizes the current literature on epidemiology, transmission and diagnosisof CA with special focus in the treatment.</p>     <p><b>Keywords: </b> HPV; Condyloma acuminata; Wart treatment.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>Os condilomas acuminados (CA) ou verrugas genitais constituem uma das principais manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas da infe&#231;&#227;o pelo papilomav&#237;rus humano (HPV) que acomete ambos os sexos. Estima-se uma incid&#234;ncia global anual (novos casos e recidivas) que varia entre 160 e 289 por 100 000 pacientes. A incid&#234;ncia &#233; maior nos homens, 103 a 168 por 100 000 <i>versus </i>76 a 191 por 100 000, nas mulheres. Nos Estados Unidos 1% da popula&#231;&#227;o adulta sexualmente ativa e 3% da popula&#231;&#227;o adolescente apresentam CA. Entre as mulhe<sub></sub>res o pico de incid&#234;ncia surge aos 24 anos e nos homens entre os 25 e 29<sup>1,2</sup>.</p>     <p><b>Hist&#243;ria natural e transmiss&#227;o</b></p>     <p>At&#233; &#224; data j&#225; foram identificados mais de 120 subtipos de HPV, dos quais aproximadamente 40% t&#234;m tropismo especial para o trato urogenital<sup>3,4</sup>. Noventa por cento dos CA s&#227;o provocados pelos subtipos n&#227;o oncog&#233;nicos, 6 e 11<sup>4</sup>, no entanto em 31% dos casos pode haver coinfec&#231;&#227;o por subtipos oncog&#233;nicos (16, 18, 31, 33 e 35), os quais s&#227;o respons&#225;veis por les&#245;es subcl&#237;nicas associadas a neoplasia intra-epitelial e cancro anogenital<sup>1</sup>. Segundo um estudo dinamarqu&#234;s, o risco de desenvolvimento de cancro anogenital pode persistir at&#233; 10 anos ap&#243;s o diagn&#243;stico inicial de CA<sup>5</sup>.</p>     <p>Sessenta e cinco por cento das infe&#231;&#245;es s&#227;o transmitidas sexualmente, a transmiss&#227;o por contacto pele com pele da regi&#227;o genital (sem coito) ou o contacto genital-oral &#233; menos frequente<sup>1,6-7</sup>. Estima-se que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas ser&#227;o infetadas em algum momento da sua vida pelo HPV<sup>1</sup>. O per&#237;odo de incuba&#231;&#227;o varia de 3 semanas a 18 meses, sendo em m&#233;dia de 11 a 12 meses para os homens e de 5 a 6 meses para as mulheres<sup>2,3</sup>. Outros fatores de risco incluem o tabagismo e o uso de contrace&#231;&#227;o hormonal <sup>7</sup>.</p>     <p>Muitas das infe&#231;&#245;es s&#227;o leves e transit&#243;rias, ocorrendo regress&#227;o espont&#226;nea em 30% dos casos aos 4 meses e at&#233; 90% aos 2 anos, especialmente nos jovens<sup>1,3,4,6,8</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas</b></p>     <p>A maioria das infe&#231;&#245;es &#233; assintom&#225;tica, no entanto podem surgir sintomas como dor, prurido, desconforto durante o coito e ocasionalmente hemorragia. Nestes casos deve-se excluir outras causas como infe&#231;&#245;es f&#250;ngicas ou al&#233;rgicas. As les&#245;es tendem a aparecer em &#225;reas traumatizadas durante o coito, envolvendo preferencialmente a vulva, o per&#237;neo, a regi&#227;o perianal, as pregas inguinais ou monte p&#250;bico. Raramente, podem extender-se para a vagina, uretra, canal anal ou cavidade oral<sup>1,3,6,9,10</sup>. As les&#245;es podem ser solit&#225;rias mas habitualmente s&#227;o m&#250;ltiplas, entre 5 a 15, de 1 a 10 mm de di&#226;metro, coalescendo em placas ou p&#225;pulas bem queratinizadas. S&#227;o les&#245;es exof&#237;ticas, arborescentes, tipo &#8216;couve-flor&#8217;, podendo ser planas, papulares ou pedunculadas. A sua colora&#231;&#227;o varia de branco a rosa, p&#250;rpura, vermelho ou castanho<sup>9</sup> (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v9n5/9n5a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria das verrugas s&#227;o visive&#237;s a &#8216;olho nu&#8217;, no entanto para a visualiza&#231;&#227;o de les&#245;es mais pequenas pode ser &#250;til o uso de colposc&#243;pio. N&#227;o est&#225; recomendada a aplica&#231;&#227;o de &#225;cido ac&#233;tico na vulva para o diagn&#243;stico de les&#245;es subcl&#237;nicas, dado que as altera&#231;&#245;es acetobrancas n&#227;o s&#227;o espec&#237;ficas de infe&#231;&#227;o por HPV, podendo ocorrer secundariamente a microtraumas e/ou processos inflamat&#243;rios<sup>9</sup>.</p>     <p><b>Diagn&#243;stico</b></p>     <p>O diagn&#243;stico &#233; cl&#237;nico, reservando-se a bi&#243;psia para d&#250;vidas diagn&#243;sticas ou suspeita de malignidade: les&#245;es at&#237;picas, ulceradas, pigmentadas, fixas aos planos profundos ou resistentes aos tratamentos efetuados<sup>3,9</sup>.</p>     <p>Robertson e col. referem um risco 5,3 vezes superior de citologia cervical alterada em pacientes com CA. Chayachinda e col. corroboraram estes resultados, verificando uma preval&#234;ncia superior de les&#245;es LSIL + nas doentes com m&#250;ltiplas les&#245;es condilomatosas<sup>11</sup>. Assim, na aus&#234;ncia de citologia cervico-vaginal recente (&lt;2 anos) e atendendo ao risco acrescido de neoplasia intra-epitelial cervical, recomenda-se a sua realiza&#231;&#227;o por rotina (exceto se idade &#178; 21 anos)<sup>12</sup>. O teste de HPV n&#227;o est&#225; recomendado<sup>4,10,12,13</sup>. A vulvoscopia e a peniscopia n&#227;o est&#227;o indicadas pela elevada taxa de falsos positivos. &#201; adequado efetuar citologia anal nas mulheres imunodeprimidas<sup>12</sup>. A anuscopia deve ser realizada quando h&#225; suspeita de les&#245;es do &#226;nus ou se citologia anal anormal. A serologia de outras doen&#231;as sexualmente transmiss&#237;veis deve ser realizada na presen&#231;a de les&#245;es extensas, multifocais ou recidivantes. O <i>Center</i><i> </i><i>of</i><i> </i><i>Disease</i><i> </i><i>Control</i><i> </i>(CDC) n&#227;o recomenda avalia&#231;&#227;o dos parceiros por rotina, exceto se: homens com suspeita de CA, sintom&#225;ticos (ardor ou prurido) ou quando solicitado pelo paciente<sup>10,12,14</sup>.</p>     <p>Algumas les&#245;es mimetizam CA, impondo-se o diagn&#243;stico diferencial: condilomas latos (les&#245;es de s&#237;filis secund&#225;ria), queratose seborreica, nevos, hiperplasia microglandular, remanescentes himeniais, molusco contagioso, les&#245;es herp&#233;ticas e psor&#237;ase. A papilomatose vulvar (variante do normal) deve ser cuidadosamente diferenciada dos CA, dado que o seu tratamento inadvertido pode condicionar vulvodinia cr&#243;nica<sup>9</sup>. O que as distingue s&#227;o as proje&#231;&#245;es papilares m&#250;ltiplas, com base &#250;nica nos CA, em oposi&#231;&#227;o, na papilomatose vulvar cada papila tem a sua base.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tratamento</b></p>     <p>Atualmente as op&#231;&#245;es terap&#234;uticas dispon&#237;veis t&#234;m como objetivo o al&#237;vio da ansiedade e controlo da doen&#231;a e n&#227;o a erradica&#231;&#227;o da infe&#231;&#227;o viral subjacente, pelo que n&#227;o h&#225; indica&#231;&#227;o para o tratamento de les&#245;es assintom&#225;ticas<sup>1,3,15</sup>.</p>     <p>Antes de se iniciar qualquer esquema terap&#234;utico as pacientes devem ser informadas que: o tratamento pode ser prolongado exigindo consultas de <i>follow-up</i><i> </i>regulares; elevada taxa de recorr&#234;ncia (25-65%), dependendo das condi&#231;&#245;es m&#233;dicas, do <i>status</i><i> </i> imunol&#243;gico e da extens&#227;o da doen&#231;a; todas as terap&#234;uticas associam-se a efeitos laterais que passam por desconforto localizado, hipo/hiperpigmenta&#231;&#227;o, cicatriza&#231;&#227;o e dor vulvar cr&#243;nica<sup>15</sup>.</p>     <p>Os tratamentos podem ser t&#243;picos (destrutivos por agentes qu&#237;micos, f&#237;sicos, imunomoduladores ou excisionais) ou sist&#233;micos; aplicados pelo paciente ou dependentes da aplica&#231;&#227;o m&#233;dica (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v9n5/9n5a05q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar das diferentes op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, n&#227;o existem estudos cl&#237;nicos comparativos que mostrem que um dado tratamento seja significativamente superior a outro, nem apropriado a todos os pacientes ou situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas<sup>1,7,13,16</sup>.</p>     <p>A escolha do tratamento &#233; individualizada e v&#225;rios fatores devem ser considerados, nomedamente: n&#250;mero, tamanho, morfologia, localiza&#231;&#227;o, grau de queratiniza&#231;&#227;o das les&#245;es e o tipo de paciente.</p>     <p><b>Tratamentos T&#243;picos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Destrutivos por agentes qu&#237;micos </b></p>     <p><b><i>Podofilotoxina e Podofilina</i></b></p>     <p>A podofilotoxina &#233; a principal subst&#226;ncia ativa purificada da resina podofilina extra&#237;da a partir da planta <i>Podophyllum</i><i> </i> <i>emodi</i>. &#201; um agente anti-mit&#243;tico que destr&#243;i as verrugas por inibi&#231;&#227;o do ciclo celular, induzindo necrose local. O seu efeito &#233; m&#225;ximo 3 a 5 dias ap&#243;s a administra&#231;&#227;o.</p>     <p>A podofilotoxina foi inicialmente desenvolvida como solu&#231;&#227;o (0,5%), que hoje em dia se reserva ao tratamento dos condilomas do p&#233;nis. Posteriormente surgiram as formula&#231;&#245;es em creme e gel (0,15%) para aplica&#231;&#227;o pela paciente nas les&#245;es vulvares, vaginais e anais. A posologia recomendada consiste na aplica&#231;&#227;o bi-di&#225;ria durante 3 dias consecutivos por semana, por um periodo m&#225;ximo de 4 semanas.</p>     <p>Os pacientes devem ser aconselhados a n&#227;o exceder a &#225;rea de aplica&#231;&#227;o para al&#233;m dos 10 cm<sup>2</sup> e a minimizar o contato do produto com tecido s&#227;o.</p>     <p>A podofilotoxina apresenta taxas de resposta entre os 45 e os 77% e recorrr&#234;ncia de 38%<sup>1,3,9,10,17</sup>.</p>     <p>Os efeitos laterais s&#227;o frequentes, especialmente ap&#243;s a primeira semana e incluem dor, inflama&#231;&#227;o, eros&#227;o, queimadura ou prurido no local da aplica&#231;&#227;o.</p>     <p>A seguran&#231;a na gravidez n&#227;o foi avaliada pelo que se preconiza contrace&#231;&#227;o eficaz a todas as mulheres em idade f&#233;rtil.</p>     <p>A podofilina &#233; um extrato n&#227;o purificado da mesma planta que atualmente n&#227;o est&#225; recomendado devido &#224; sua baixa efic&#225;cia, elevada toxicidade e potencial teratog&#233;nico<sup>18</sup>. A elevada absor&#231;&#227;o sist&#233;mica pode conduzir a enterite, supress&#227;o medular e d&#233;fices neurol&#243;gicos<sup>8,10,12</sup>.</p>     <p><b><i>5- </i><i>Fluorouracilo</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O 5-fluorouracilo (5-FU) &#233; um dos agentes quimioter&#225;picos mais antigos. Apesar de n&#227;o aprovado pela FDA no tratamento dos CA, o seu uso t&#243;pico particularmente nos CA uretrais foi, durante muito tempo, uma op&#231;&#227;o.</p>     <p>Comparado com o imiquimod, o 5-FU apresenta taxas de resposta semelhantes, mas com uma taxa de recorr&#234;ncia superior e com a desvantagem adicional de efeitos colaterais mais graves. N&#227;o &#233; terap&#234;utica de primeira linha para os CA e o seu uso est&#225; contra-indicado na gravidez <sup>1,3,15</sup>.</p>     <p><b><i>&#193;cido Tricloroac&#233;tico</i></b></p>     <p>O &#225;cido tricloroac&#233;tico (ATA) normalmente utilizado em solu&#231;&#245;es de 80 a 90%, &#233; um agente destrutivo que, por coagula&#231;&#227;o qu&#237;mica das prote&#237;nas teciduais, queima, cauteriza, e necrosa os CA. &#201; uma terap&#234;utica dependente da administra&#231;&#227;o m&#233;dica, estando indicada a sua aplica&#231;&#227;o semanal durante 4 a 6 semanas ou at&#233; que haja remiss&#227;o da les&#227;o<sup>1,6,15</sup>.</p>     <p>Este agente &#233; mais eficaz no tratamento de les&#245;es de pequenas dimens&#245;es, e localizadas na vulva e vagina<sup>6</sup>.</p>     <p>Os estudos apontam para taxas de resposta de 70 a 80% e taxa de recorr&#234;ncia de 36%<sup>1,3,15,19</sup>.</p>     <p>O ATA &#233; seguro na gravidez dado o seu risco de absor&#231;&#227;o sist&#233;mica ser praticamente nulo. Como efeitos laterais est&#227;o descritos ardor ou dor durante a aplica&#231;&#227;o, bem como necrose do tecido adjacente e secundariamente ulcera&#231;&#227;o. Um agente neutralizante, tal como bicarbonato de s&#243;dio, deve estar sempre dispon&#237;vel para contrariar e minimizar os casos de excesso de aplica&#231;&#227;o<sup>3,15</sup>.</p>     <p>A sua elevada taxa de sucesso e seguran&#231;a na gravidez, aliadas &#224; baixa morbilidade e baixo custo, fazem do ATA uma terap&#234;utica atrativa no tratamento dos CA.</p>     <p><b>Destrutivos por imunomodula&#231;&#227;o Imiquimod</b></p>     <p>O Imiquimod (imidazoquinolinamina) creme a 5% (Aldara&#174;), atuando como imunomodulador, &#233; uma terap&#234;utica de aplica&#231;&#227;o pelo paciente. O mecanismo de a&#231;&#227;o &#233; atrav&#233;s da liga&#231;&#227;o a recetores membranares, ativando as c&#233;lulas dendr&#237;ticas, os macr&#243;fagos e queratin&#243;citos os quais libertam citocinas pr&#243;-inflamat&#243;rias (nomeadamente o IFN-a, interleucina 6, FNT-a) que promovem a atividade citol&#237;tica nas c&#233;lulas infetadas pelo HPV. O imiquimod ativa as c&#233;lulas T citot&#243;xicas dirigidas &#224;s c&#233;lulas infetadas pelo HPV conduzindo a uma diminui&#231;&#227;o do tamanho da verruga e em &#250;ltima an&#225;lise ao seu <i>clearance</i><i> </i>completo<sup>20,21</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deve ser aplicado ao deitar, 3 vezes por semana, at&#233; resolu&#231;&#227;o das les&#245;es ou por um per&#237;odo m&#225;ximo de 16 semanas.</p>     <p>Os efeitos laterais s&#227;o eritema, sensa&#231;&#227;o de queimadura, irrita&#231;&#227;o, ulcera&#231;&#227;o e dor. Ocasionalmente podem ocorrer cefaleias, mialgias ou desconforto generalizado.</p>     <p>Os estudos s&#227;o un&#226;nimes no que se refere &#224; sua seguran&#231;a, com taxas de resposta de 40-70% e 13% de recorr&#234;ncia. As mulheres tendem a responder melhor e mais r&#225;pido do que os homens (77 <i>versus</i><i> </i>40%, respetivamente)<sup>10, 21-23</sup>.</p>     <p>Em 2010 o FDA aprovou uma formula&#231;&#227;o de imiquimod creme a 3,75% (Zyclara&#174;) para aplica&#231;&#227;o di&#225;ria at&#233; 8 semanas, que se prev&#234; que v&#225; aumentar a <i>compliance. </i>O imiquimod a 3,75% revelou ser superior ao placebo na resolu&#231;&#227;o dos CA com taxa de resposta de 28% (at&#233; 85 % dos pacientes com resolu&#231;&#227;o completa &#224;s 12 semanas de <i>follow-up) </i>e com taxas de recorr&#234;ncia baixas. Os efeitos laterais descritos tendem a ser mais frustres comparativamente ao imiquimod a 5%, n&#227;o estando descritos efeitos sist&#233;micos <sup>1,3, 24-26</sup>.</p>     <p><b><i>Sinecatequinas</i></b></p>     <p>As sinecatequinas (<i>Veregen </i>&#174;) extrato do ch&#225; verde (<i>Camellia sinensis</i>), s&#227;o uma terap&#234;utica para aplica&#231;&#227;o pelo paciente aprovado pelo FDA desde 2008 e inclu&#237;do nas <i>guidelines </i>CDC desde 2010. As sinecatequinas, cont&#234;m catequinas em particular a epigalocatequina galato, com propriedades anti-oxidantes, anti-virais e anti-tumorais. Embora o seu mecansimo de a&#231;&#227;o seja desconhecido os estudos cl&#237;nicos existentes mostraram a sua superioridade comparativamente ao placebo no tratamento dos CA, com taxas de resposta que variam dos 54 a 65% <i>versus </i>35%, respetivamente. A taxa de recorr&#234;ncia &#233; semelhante ao imiquimod (5,9 a 12%)<sup>26,27</sup>.</p>     <p>As sinecatequinas apresentam-se em pomada a 15%, para aplica&#231;&#227;o tr&#234;s vezes por dia at&#233; 16 semanas.</p>     <p>As rea&#231;&#245;es adversas s&#227;o leves e incluem eritema local, ardor, prurido e dor. Linfadenite, vulvovaginite, balanite e ulcera&#231;&#227;o s&#227;o rea&#231;&#245;es graves mas raras. A sua seguran&#231;a na gravidez n&#227;o est&#225; estabelecida<sup>1,26-28</sup>.</p>     <p><b><i>Cidofovir</i></b></p>     <p>O cidofovir atua por inibi&#231;&#227;o selectiva de ADN- <br/>   -polimerase, bloqueando a s&#237;ntese de ADN e a replica&#231;&#227;o viral, induzindo apoptose nas c&#233;lulas infetadas por virus. O cidofovir t&#243;pico tem sido eficaz no tratamento de herpes simplex, molusco contagioso e les&#245;es de HPV. Embora a FDA n&#227;o tenha aprovado o seu uso nos CA, tem sido usado para o efeito por via t&#243;pica (creme a 3 e 1%) ou intra-lesional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um estudo controlado e duplamente cego em pacientes imunocompetentes usando cidofovir t&#243;pico demonstrou uma redu&#231;&#227;o de 50% na &#225;rea de verruga em 16 dos 19 pacientes, tendo 9 pacientes obtido resolu&#231;&#227;o completa<sup>29</sup><b>. </b>Outro estudo usando o cidofovir em pacientes com S&#237;ndrome da Imunodefici&#234;ncia Adquirida demonstrou uma taxa de resposta completa ou parcial de 65%. Existem relatos de casos cl&#237;nicos envolvendo crian&#231;as e pacientes transplantados com verrugas resistentes a outras terapias que responderam favoravelmente ao cidofovir t&#243;pico ou intralesional<sup>1</sup>.</p>     <p><b>Destrutivos por agentes f&#237;sicos </b></p>     <p><b><i>Crioterapia</i></b></p>     <p>A crioterapia envolve a congela&#231;&#227;o de tecido anormal, pela aplica&#231;&#227;o de <i>spray </i>de nitrog&#233;nio l&#237;quido ou de uma sonda de criocoagula&#231;&#227;o. As temperaturas envolvidas s&#227;o frias ao ponto de o dano d&#233;rmico e vascular serem permanentes.</p>     <p>A crioterapia tem um custo baixo e uma taxa de efic&#225;cica de 79 a 88 %, em m&#233;dia ao fim de 3 sess&#245;es de tratamento, o que a torna claramente superior &#224; terap&#234;utica com ATA<sup>19</sup>.</p>     <p>Preconiza-se a aplica&#231;&#227;o durante 30 a 60 segundos at&#233; que uma bola de gelo se forme e englobe toda a les&#227;o e 1 a 2 mm circundantes. O tratamento deve ser repetido semanalmente at&#233; que haja remiss&#227;o completa das les&#245;es<sup>15</sup>. &#201; mais eficaz quando as les&#245;es s&#227;o pequenas e m&#250;ltiplas e localizadas na vulva ou p&#233;nis<sup>1,3</sup>.</p>     <p>Os efeitos laterais incluem a forma&#231;&#227;o de flictenas ou &#250;lceras, infec&#231;&#227;o, perda de pigmenta&#231;&#227;o e risco potencial de cicatrizes.</p>     <p>Estima-se uma taxa de recorr&#234;ncia id&#234;ntica &#224; terap&#234;utica com ATA, de 25 a 40%. Tem como desvantagem a necessidade de v&#225;rias visitas ao consult&#243;rio e a dor associada a cada aplica&#231;&#227;o Como os efeitos laterais s&#227;o locais, a crioterapia &#233; uma op&#231;&#227;o terap&#234;utica na gr&#225;vida<sup>30</sup>.</p>     <p><b><i>Terapia Fotodin&#226;mica</i></b></p>     <p>O princ&#237;pio da terapia fotodin&#226;mica consiste numa rea&#231;&#227;o qu&#237;mica ativada por luz no sentido de provocar a destrui&#231;&#227;o seletiva de um tecido. Requer um agente fotossensibilizante (&#225;cido 5-aminolevul&#237;nico - ALA ou o seu derivado lipof&#237;lico, o metilaminolevulinato) aplicado no tecido alvo, uma fonte de luz e oxig&#233;nio. As fontes de luz utilizadas para a terapia fotodin&#226;mica devem emitir comprimentos de onda no espectro de absor&#231;&#227;o do fotossensibilizante escolhido<sup>26,31,33</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A terapia fotodin&#226;mica foi inicialmente utilizada para o tratamento de doen&#231;as oncol&#243;gicas na &#225;rea da dermatologia, e desde ent&#227;o tornou-se uma modalidade de tratamento estabelecido para queratoses act&#237;nicas e, mais recentemente, no tratamento de acne, foto-envelhecimento, psor&#237;ase, leishmaniose e verrugas, com resultados muito promissores<sup>31</sup>.</p>     <p>Nucci e col. na revis&#227;o da literatura realizada, que totalizou 313 pacientes, verificaram uma taxa de resposta de 94,9% e uma taxa de recorr&#234;ncia de 7,9%, resultados muito equivalentes aos conseguidos com a vaporiza&#231;&#227;o com laser CO<sub>2</sub><sup>32</sup>.</p>     <p>No que diz respeito &#224; sua aplica&#231;&#227;o no tratamento de CA no trato genital inferior da mulher, tem-se mostrado uma terap&#234;utica muito atrativa dado a possibilidade de se poder aplicar ALA diretamente sobre o colo do &#250;tero. As les&#245;es s&#227;o tratadas com um risco m&#237;nimo de causar incompet&#234;ncia cervico-istimica comparando com os m&#233;todos de excis&#227;o cir&#250;rgica direta. Est&#227;o descritos como efeitos laterais sensa&#231;&#227;o de distens&#227;o abdominal durante a irradia&#231;&#227;o de luz, dor aguda e corrimento vaginal ap&#243;s irradia&#231;&#227;o cervical. Embora ainda n&#227;o esteja aprovado, a terapia fotodin&#226;mica parece ser um procedimento seguro na gravidez<sup>1</sup>.</p>     <p><b><i>Laser CO<sub>2</sub></i></b></p>     <p>O laser CO<sub>2</sub> utiliza um feixe concentrado de energia infravermelha que atua por aquecimento e vaporiza&#231;&#227;o dos tecidos alvo. O confinamento espacial do feixe de laser permite a abla&#231;&#227;o precisa do CA, com cauteriza&#231;&#227;o imediata vascular, o que torna o procedimento praticamente isento de hemorragia, e uma r&#225;pida cicatriza&#231;&#227;o com bons resultados est&#233;ticos.</p>     <p>A maior parte dos estudos tem considerado o laser CO<sub>2</sub> menos eficaz do que outros tratamentos cir&#250;rgicos com taxas de resposta que variam entre 23 e 52% e taxas de recorr&#234;ncia elevadas (77%). Apesar des- <br/>   tes resultados aparentemente desfavor&#225;veis, &#233; importante salientar que a profundidade de penetra&#231;&#227;o conseguida com o laser permite na maioria dos casos uma agres&#227;o viral maior e mais completa do que a <br/>   observada com outros tratamentos cir&#250;rgicos. Isso torna-o um tratamento de escolha para os indiv&#237;duos imunodeprimidos, bem como para as gr&#225;vidas com les&#245;es extensas que n&#227;o respondem ao ATA ou &#224; crioterapia<sup>1,3</sup>.</p>     <p>Por outro lado, um estudo cl&#237;nico randomizado e controlado que comparou a efic&#225;cia do tratamento laser CO<sub>2</sub> com a crioterapia, n&#227;o corroborou estes resultados, revelando uma taxa de resposta de 95% para o laser CO<sub>2</sub> <i>versus </i>46,2% para o grupo submetido a crioterapia, aos 3 meses de <i>follow-up</i>. O mesmo estudo mostrou tamb&#233;m taxas de recorr&#234;ncia inferiores (0,05 <i>versus </i> 0,18%, respetivamente)<sup>33</sup>.</p>     <p>Com a aplica&#231;&#227;o de laser CO<sub>2</sub> coloca-se o risco de dispers&#227;o de part&#237;culas de DNA viral durante a vaporiza&#231;&#227;o, pelo que &#233; mandat&#243;rio um sistema de ventila&#231;&#227;o com v&#225;cuo para minimizar a contamina&#231;&#227;o.</p>     <p>A principal limita&#231;&#227;o desta modalidade terap&#234;utica s&#227;o os custos associados, o que inviabiliza a t&#233;cnica na maioria dos centros.</p>     <p><b>Excisionais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os CA podem ser removidos cirurgicamente por vaporiza&#231;&#227;o laser CO<sub>2</sub> (descrito anteriormente), eletrocirurgia e/ou excis&#227;o com bisturi a frio.</p>     <p>Os estudos reportam taxas de resposta de 35 a 72%, podendo atingir os 94% &#224;s 6 semanas de <i>follow-up </i>no caso da eletrocirurgica (sobrepon&#237;vel &#224; crioterapia &#224;s 12 semanas). Em 19 a 29% dos casos h&#225; recorr&#234;ncia, o que poder&#225; ser atribu&#237;vel &#224; infe&#231;&#227;o subcl&#237;nica por HPV dos tecidos adjacentes &#224;s les&#245;es. Esta t&#233;cnica &#233; particularmente eficaz quando usada no tratamento de CA pequenos e localizados ao p&#233;nis, reto ou vulva, no entanto deve ser evitado o uso no caso de les&#245;es grandes pela forma&#231;&#227;o de cicatrizes hipertr&#243;ficas.</p>     <p>A excis&#227;o com bisturi a frio embora atualmente em desuso pode ser uma op&#231;&#227;o terap&#234;utica no caso de les&#245;es grandes e obstrutivas que n&#227;o respondam a outras alternativas.</p>     <p>Esta abordagem permite a colheita de material para exame histopatol&#243;gico o que se reveste de interesse nos casos em que h&#225; suspeita de malignidade.</p>     <p>Como desvantagem aponta-se a necessidade de anestesia local, loco-regional ou geral (raro). No caso particular da eletrocirurgia, acrescenta-se ainda o risco de aerossoliza&#231;&#227;o de part&#237;culas v&#237;ricas pelo que todos os elementos da equipa cir&#250;rgica devem proteger-se com m&#225;scara <sup>1,3</sup>.</p>     <p>A cirurgia Mohs, um procedimento de excis&#227;o cir&#250;rgica recente, desenvolvido para o tratamento de cancros cut&#226;neos pode ser aplicado ao tratamento de verrugas anogenitais. &#201; uma t&#233;cnica especializada, em que a pele &#233; removida em camadas muito finas e sujeita a an&#225;lise microsc&#243;pica imediata por anatomopatologista. Na presen&#231;a continuada de caracter&#237;sticas celulares de infe&#231;&#227;o v&#237;rica, camadas adicionais de pele ser&#227;o removidas sucessivamente at&#233; que toda a verruga seja excisada, preservando o m&#225;ximo de tecido s&#227;o, com forma&#231;&#227;o m&#237;nima de cicatrizes. &#201; um processo muito dispendioso e complicado, exigindo treino t&#233;cnico, eventualmente considerado apenas quando o resultado est&#233;tico &#233; uma preocupa&#231;&#227;o significativa para o doente<sup>34</sup>.</p>     <p><b>Tratamento Sist&#233;mico</b></p>     <p><b>Interferon</b></p>     <p>O interferon, atendendo &#224;s suas propriedades imunomoduladoras, antiproliferativas e antivirais, tem sido amplamente utilizado no tratamento das verrugas genitais, quer como terap&#234;utia isolada quer como adjuvante de tratamentos cir&#250;rgicos.</p>     <p>A administra&#231;&#227;o pode ser local (intralesional ou t&#243;pica) ou sist&#233;mica (via oral ou intramuscular).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos cl&#237;nicos controlados e randomizados mostraram que a administra&#231;&#227;o intra-lesional &#233; mais eficaz que a administra&#231;&#227;o t&#243;pica ou sist&#233;mica. O regime terap&#234;utico recomendado &#233; de uma inje&#231;&#227;o contendo 1 a 1,5 milh&#245;es de unidades de interferon, 3 vezes por semana, por um per&#237;odo de tr&#234;s semanas. A inje&#231;&#227;o intra-lesional &#233; dolorosa pelo que se recomenda o uso de anest&#233;sico local<sup>15,35</sup>.</p>     <p>Os efeitos laterais incluem sintomas semelhantes &#224; gripe, como cefaleias, n&#225;useas, v&#243;mitos, fadiga e mialgias. Raramente, ocorre eleva&#231;&#227;o das transam&#237;nases, supress&#227;o medular, broncoespasmo e depress&#227;o. Existe muita controv&#233;rsia no que diz respeito &#224; efic&#225;cia deste tratamento, aliando-se o fato de ser extremamente dispendioso. A terapia com interferon &#233; geralmente considerado uma terapia de &#250;ltimo recurso, reservado para casos graves e recidivantes<sup>1,3</sup>.</p>     <p><b>Isotretino&#237;na</b></p>     <p>Os retin&#243;ides s&#227;o derivados sint&#233;ticos da vitamina A, que atuam nas c&#233;lulas alvo pela liga&#231;&#227;o e ativa&#231;&#227;o de recetores nucleares, conduzindo &#224; express&#227;o de genes reguladores do crescimento e diferencia&#231;&#227;o celulares. Os resultados pouco satisfat&#243;rios dos estudos mais antigos envolvendo a isotretino&#237;na no tratamento dos CA tornam o seu uso algo controverso. No entanto, Georgala e col. desenvolveram um estudo cl&#237;nico randomizado duplamente cego no tratamento de CA cervicais em que a isotretino&#237;na foi superior ao placebo na remiss&#227;o dos mesmos (totalmente &#8211; 32,1%, parcialmente &#8211; 39,2% <i>versus </i>28,5%), com uma taxa de recorr&#234;ncia de 11,1%, aos 12 meses de <i>follow-up</i><sup>36</sup>. Est&#227;o tamb&#233;m descritos na literatura casos cl&#237;nicos de sucesso no tratamento de CA exuberantes ou resistentes &#224;s terap&#234;uticas institu&#237;das, com isotretinoina isolada ou em terap&#234;utica combinada (com cirurgia ou interferon) <sup>37,38</sup>.</p>     <p>Os efeitos laterais s&#227;o leves a moderados, revers&#237;veis e incluem: queilite, secura das mucosas, dermatite retin&#243;ide, epistaxis, conjuntivite, descama&#231;&#227;o, prurido e altera&#231;&#245;es do perfil lip&#237;dico. A isotretino&#237;na est&#225; contra-indicada na gravidez <sup>1</sup>.</p>     <p><b>Casos particulares: gr&#225;vidas e imunodeprimidas</b></p>     <p>Na gravidez os CA podem aumentar de dimens&#245;es e multiplicar-se, no entanto a regress&#227;o espont&#226;nea dos mesmos &#233; muito frequente no puerp&#233;rio. Uma em cada 400 crian&#231;as nascidas de m&#227;es com verrugas genitais t&#234;m risco de desenvolver papilomatose lar&#237;ngea juvenil, por transmisss&#227;o durante o parto. Por&#233;m n&#227;o h&#225; nenhuma prova de que o tratamento diminua esse risco e a cesariana eletiva s&#243; est&#225; indicada nos casos de obstru&#231;&#227;o do canal de parto<sup>12,13</sup>.</p>     <p>As gr&#225;vidas podem ser tratadas com m&#233;todos destrutivos ou excisionais at&#233; &#224;s 32-36 semanas de gesta&#231;&#227;o.</p>     <p>As recomenda&#231;&#245;es terap&#234;uticas das mulheres imunodeprimidas (incluindo HIV positivas) s&#227;o as mesmas das mulheres imunocompetentes, no entanto os tratamentos associam-se a falhas frequentes e elevadas taxas de recidiva. O imiquimod seria uma boa op&#231;&#227;o terap&#234;utica nestes casos, mas os estudos efetuados mostram resultados fracos, com taxas de resposta inferiores a 50%. Um estudo cl&#237;nico randomizado envolvendo tratamento misto combinando excis&#227;o cir&#250;rgica e imiquimod demonstrou 100% de resposta<sup>13</sup>.</p>     <p><b>Papel da vacina na preven&#231;&#227;o e redu&#231;&#227;o de custos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente est&#227;o dispon&#237;veis no mercado duas vacinas que oferecem prote&#231;&#227;o contra os tipos de HPV que causam 70% dos cancros cervicais (16 e 18). A vacina quadrivalente (Gardasil&#174;) tamb&#233;m protege contra os tipos que causam 90% dos CA (6 e 11) sendo aprovada para administra&#231;&#227;o em jovens de ambos os sexos entre os 9 e os 26 anos<sup>14</sup>. Estas vacinas s&#227;o mais eficazes quando todas as doses s&#227;o administradas antes do contato sexual. Infec&#231;&#227;o pr&#233;via ou atual por HPV n&#227;o afeta o risco de adquirir novas infec&#231;&#245;es. O risco est&#225; fortemente associado ao contato sexual com novo parceiro e, assim, a exposi&#231;&#227;o a novas estirpes de HPV <sup>7</sup>.</p>     <p>Um estudo alem&#227;o estimou o custo direto m&#233;dio do tratamento de pacientes com CA: 378&#8364; para CA de novo; 603&#8364; para CA recidivantes e 1142 &#8364; para os CA resistentes, concluindo que a vacina quadrivalente reduz os custos m&#233;dicos e sociais associados a esta patologia<sup>16</sup>.</p>     <p>O uso do preservativo masculino de forma correta e consistente diminui em 70% o risco de transmiss&#227;o, pelo que &#233; uma importante medida de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria<sup>7</sup>.</p>     <p><b>Conclus&#245;es</b></p>     <p>A infec&#231;&#227;o genital pelo HPV &#233; muito comum entre os adultos sexualmente ativos. Embora a maioria das infec&#231;&#245;es por HPV de baixo risco sejam subcl&#237;nicas, os pacientes que desenvolvem verrugas genitais, sofrem muitas vezes de importante <i>stress </i>psicol&#243;gico com repercuss&#227;o nas rela&#231;&#245;es interpessoais.</p>     <p>Atualmente, existe uma pan&#243;plia de armas terap&#234;uticas dispon&#237;veis para o tratamento dos CA, representando o seu custo global um encargo significativo para os sistemas de sa&#250;de.</p>     <p>A vigil&#226;ncia sem tratamento &#233; sempre uma op&#231;&#227;o atendendo que at&#233; 90% resolvem espontaneamente. Os estudos confirmam que apenas os tratamentos cir&#250;rgicos t&#234;m taxas de resposta que se aproximam de 100%, e que as recidivas ocorrem ap&#243;s todas as modalidades terap&#234;uticas. As taxas de recorr&#234;ncia s&#227;o muitas vezes superiores a 30%, incluindo novas les&#245;es em novos locais ou locais previamente tratados, o que justifica o excesso de tratamentos a que se assiste no que diz respeito aos CA.</p>     <p>Em suma, les&#245;es iniciais, pequenas e pouco extensas t&#234;m boa resposta &#224;s diferentes modalidades terap&#234;uticas em monoterapia. Modalidades mistas podem ser mais eficazes no tratamento de les&#245;es antigas, recidivantes, extensas e em pacientes imunodeprimidos.</p>     <p>Dada a elevada preval&#234;ncia de CA entre a popula&#231;&#227;o, bem como a falta de terap&#234;utica dirigida &#224; erradica&#231;&#227;o do v&#237;rus, as vacinas contra o HPV podem desempenhar um papel significativo na redu&#231;&#227;o do peso da doen&#231;a, impedindo a infec&#231;&#227;o e transmiss&#227;o virais. Estudos que avaliaram a efic&#225;cia de vacinas contra o HPV na preven&#231;&#227;o dos CA t&#234;m mostrado que &#233; segura e eficaz em ambos os sexos. Isso refor&#231;a a necessidade de mais pesquisas sobre o desenvolvimento de vacinas semelhantes visando subtipos adicionais de HPV.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Fathi R, Tsoukas MM. Genital warts and other HPV infections: Established and novel therapies. Clinics in Dermatology 2014; 32:299&#8211;306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852949&pid=S1646-5830201500040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Patell H, Wagner M, Singhal P, Kothar S. Systematic review of the incidence and prevalence of genital warts. BMC Infectious Diseases 2013;13:39&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852951&pid=S1646-5830201500040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Yanofsky VR, Patel RV, Goldenberg G. Genital Warts A Comprehensive Review. The Journal of Clinical Aesthetic Dermatology 2012; 5 (61): 25-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852952&pid=S1646-5830201500040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Cox JT, Huh W, Huh W, Mayeaux EJ, Randell M, Taylor M. Management of External Genital and Perianal Warts (EGW): Proceedings of an Expert Panel Meeting. The OBG Management 2011; 23(suppl):1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852954&pid=S1646-5830201500040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Blomberg M, Friis S, Munk C, Bautz A, Kjaer SK. Genital Warts and Risk of Cancer: A Danish Study of Nearly 50 000 Patients With Genital Warts. The Journal of Infectious Diseases 2012;205:1544&#8211;1553.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852956&pid=S1646-5830201500040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Lopaschuk CC. New approach to managing genital warts. Canadian Family Physician 2013; 59:731-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852958&pid=S1646-5830201500040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Mayeaux EJ. External Genital Warts: An Update. The Female Patient 2007; 32: 38-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852960&pid=S1646-5830201500040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Breen E, Bleday R. Condylomata acuminata (anogenital warts) in adults. Wolters Kluwer Health: Uptodate 2014 (actualizado em 2 de Setembro 2014; citado em Outubro 2014). Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/condylomata-acuminata-anogenital-warts-in-adults" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/condylomata-acuminata-anogenital-warts-in-adults</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852962&pid=S1646-5830201500040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Mayeaux EJ, Dunton C. Modern Management of External Genital warts. Journal of Lower Genital Tract Disease 2008; 12:185-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852963&pid=S1646-5830201500040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Wiley DJ, Douglas J, Beutner K, Cox T, Fife K, Moscicki AB, Fukumoto L. External Genital Warts: Diagnosis, Treatment, and Prevention. Clinical Infectious Diseases 2002;35(Suppl 2):210&#8211;224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852965&pid=S1646-5830201500040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Chayachinda C, Boriboonhirunsarn D, Thamkhantho M, Nuengton C, Chalermchockcharoenkit A. Number of External Anogenital Warts is Associated with the Occurrence of Abnormal Cervical Cytology. Asian Pacific Journal of Cancer Prevention 2014; 15: 1177-1180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852967&pid=S1646-5830201500040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Sociedade Portuguesa de Ginecologia. Consenso sobre infe&#231;&#227;o por HPV e neoplasia intraepitelial do colo do &#250;tero, vulva e vagina, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852969&pid=S1646-5830201500040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Lacey CJ, Woodhall SC, Wikstrom A, Ross J. European guideline for the management of anogenital warts. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology 2013; 27:263&#8211;270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852971&pid=S1646-5830201500040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Centers for Disease Control and Prevention. Sexually Transmitted Diseases (STDs) - Genital Warts. D&#237;sponivel em: <a href="http://www.cdc.gov/std/treatment/2010/genital-warts.htm" target="_blank">http://www.cdc.gov/std/treatment/2010/genital-warts.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852973&pid=S1646-5830201500040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Carusi DA. Treatment of vulvar and genital warts.Wolters Kluwer Health:Uptodate 2014 (actualizado em 5 de Maio 2014; citado em Outubro 2014). Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/treatment-of-vulvar-and-vaginal-warts" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/treatment-of-vulvar-and-vaginal-warts</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852974&pid=S1646-5830201500040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. Hillemanns P, Breugelmans JG, Gieseking F, B&#233;nard S, Lamure E, Littlewood KJ, Petry KU. Estimation of the incidence of genital warts and the cost of illness in Germany: A cross-sectional study. BMC Infectious Diseases 2008; 8:76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852975&pid=S1646-5830201500040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Lacey CJ, Goodall RL, Tennvall GR, Maw R, Kinghorn GR, Fisk PG, Barton S, Byren I. Randomised controlled trial and economic evaluation of podophyllotoxin solution, podophyllotoxin cream, and podophyllin in the treatment of genital warts. Sex Transm Infect 2003;79: 270&#8211;275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852977&pid=S1646-5830201500040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Krogh G, Longsta EV. Podophyllin office therapy against condyloma should be abandoned. Sex Transm Inf 2001; 77:409&#8211;412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852979&pid=S1646-5830201500040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Taner ZM, Taskiran C, Onan AM, Gursoy R, Himmetoglu O. Therapeutic Value of Trichloroacetic Acid in the Treatment of Isolated Genital Warts on the External Female Genitalia. J Reprod Med. 2007 Jun; 52(6):521-525.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852981&pid=S1646-5830201500040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Sch&#246;n MP, Sch&#246;n M. Imiquimod mode of action. British Journal of Dermatology 2007; 175 (suppl 2): 8-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852983&pid=S1646-5830201500040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Saunder DN, Skinner RB, Fox TL, Owens ML. Topical Imiquimod 5% Cream as an Effective Treatment for External Genital and Perianal Warts in Different Patient Populations. Sex Transm Dis 2003;30(2):124-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852985&pid=S1646-5830201500040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Edwards L, Ferenczy A, Eron L, Baker D, Owens ML, Fox TL, Hougham AJ, Schmitt KA. Self-administered topical 5% imiquimod cream for external anogenital warts. HPV Study Group. Human papillomavirus. Arch Dermatol 1998;134(1):25&#8211;30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852987&pid=S1646-5830201500040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Moore RA, Edwards JE, Hopwood J, Hicks D. Imiquimod for the treatment of genital warts: a quantitative systematic review. BMC Infectious Diseases 2001, 1:3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852989&pid=S1646-5830201500040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Baker DA,Ferris DG, Martens MG, Fife KH, Tyring SK, Edwards L, Nelson A, Ault K, Trofatter KF, Liu T, Levy S, Wu J. Imiquimod 3.75% Cream Applied Daily to Treat Anogenital Warts: Combined Results from Women in Two Randomized, Placebo- Controlled Studies. Hindawi Publishing Corporation Infectious Diseases in Obstetrics and Gynecology 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852991&pid=S1646-5830201500040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Berman B, Wolf J. The role of imiquimod 3.75% cream in the treatment of external genital warts. Skin Therapy Letter 2012;17(4):5-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852993&pid=S1646-5830201500040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Scheinfeld N. Update on the treatment of genital warts. Dermathology Online Journal 2013; 19 (6).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852995&pid=S1646-5830201500040000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Stockfleth E, Beti H, Orasan R, Grigorian F, Mescheder A, Tawfik H, Thielert C.Topical Polyphenon E in the treatment of external genital and perianal warts: a randomized controlled trial. Br J Dermatol 2008; 158(6):1329-1338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852997&pid=S1646-5830201500040000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Tatti S, Swinehart JM, Thielert C, Tawfik H, Mescheder A, Beutner KR. Sinecatechins, a Defined Green Tea Extract, in the Treatment of External Anogenital Warts A Randomized Controlled Trial. Obstet Gynecol 2008;111(6):1371-1379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1852999&pid=S1646-5830201500040000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Snoeck R, Bossens M, Parent D, Delaere B, Degreef H, Van Ranst M, No&#235;l JC, Wulfsohn MS, Rooney JF, Jaffe HS, De Clercq E. Phase II Double-Blind, Placebo- Controlled Study of the Safety and Efficacy of Cidofovir Topical Gel for the Treatment of Patients with Human Papillomavirus Infection. Clinical Infectious Diseases 2001;33:597&#8211;602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853001&pid=S1646-5830201500040000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Abdullah AN, Walzman M, Wade A. Treatment of external genital warts comparing cryotherapy (liquid nitrogen) and trichloroacetic acid. Sex Transm Dis 1993; 20(6):344-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853003&pid=S1646-5830201500040000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Lee Y, Baron ED. Photodynamic Therapy: Current Evidence and Applications in Dermatology. Seminars in Cutaneous Medicine and Surgery 2011; 199-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853005&pid=S1646-5830201500040000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Nucci V, Torchia D, Cappugi P. Treatment of anogenital condylomata acuminata with topical photodynamic therapy: report of 14 cases and review. International Journal of Infectious Diseases 2010; 14S: 280&#8211;282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853007&pid=S1646-5830201500040000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Azizjalali M, Ghaffarpour GH, Mousavifard B. CO2 Laser therapy versus cryotherapy in treatment of genital warts; a Randomized Controlled Trial. Iranian Journal of Microbiology 2012; 4: 187-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853009&pid=S1646-5830201500040000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Pennington BE, Leffell DJ. Mohs micrographic surgery: established uses and emerging trends. Oncology (Williston Park) 2005;19 (9):1165&#8211;1171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853011&pid=S1646-5830201500040000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Yang J, Pu YG, Zeng ZM, Yu ZJ, Huang N, Deng QW. Interferon for the treatment of genital warts: a systematic review. BMC Infectious Diseases 2009, 9:156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853013&pid=S1646-5830201500040000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Georgala AC, Katoulis C, Georgala EB, Mortakis A. Oral isotretinoin in the treatment of recalcitrant condylomata acuminata of the cervix: a randomized placebo controlled trial. Sex Transm Infect 2004; 80:216&#8211;218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853015&pid=S1646-5830201500040000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Pasmatzi E, Kapranos N, Monastirli A, Melachrinou M, Georgiou S, Tsambaos D. Large Benign Condyloma Acuminatum: Successful Treatment with Isotretinoin and Interferon Alpha. Included in the theme issue: Acne, Retinoids and Lymphomas Letters to the Editor, Acta Derm Venereol 2012; 92: 249&#8211;250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853017&pid=S1646-5830201500040000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Yew TW, Pan JY. Complete remission of recalcitrant genital warts with a combination approach of surgical debulking and oral isotretinoin in a patient with systemic lupus erythematosus. Dermatologic Therapy 2014;27(2):79-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853019&pid=S1646-5830201500040000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Filipa Br&#225;s</p>     <p>Centro Hospitalar do Alto Ave</p>     <p>Rua dos Cutileiros &#8211; Creixomil</p>     <p>4835-044 Guimar&#227;es</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:afmbras@gmail.com">afmbras@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b> 12-10-2014</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b> 30-12-2014</p>      ]]></body><back>
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