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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gastrosquisis: momento e via do parto]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b>/REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Gastrosquisis: momento e via do parto</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Gastroschisis: timing and route of delivery </b></font></p>     <p><b>Diana Martins*, Carla Ramalho**</b></p>     <p>Faculdade de Medicina de Universidade do Porto, Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p>*Mestrado Integrado em Medicina - 6&#186; ano</p>     <p>**Assistente Hospitalar do Servi&#231;o de Ginecologia e Obstetr&#237;cia do Centro Hospitalar S. Jo&#227;o &#8211; Porto; Professora Auxiliar Convidada de Obstetr&#237;cia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gastroschisis is a congenital abdominal wall defect in which bowel and other abdominal contents are herniated. The eviscerated loops are directly exposed to amniotic fluid which causes intestinal damage and neonatal mortality. Unless there is an obstetrical contraindication, delivery timing of gastroschisis foetuses should be extended at least to 37 weeks of gestation. Early elective delivery may result in prolonged time to enteral feeding and length of hospital stay as well as prematurity-related complications. There is no evidence that vaginal delivery results in additional morbidity in gastroschisis foetuses and caesarean section is recommended only for obstetrical indications.</p>     <p><b>Keywords: </b> Gastroschisis; Delivery.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>O gastrosquisis &#233; uma malforma&#231;&#227;o cong&#233;nita da parede abdominal anterior, tipicamente localizada &#224; direita da  inser&#231;&#227;o do cord&#227;o umbilical, com hernia&#231;&#227;o das v&#237;sceras intestinais para a cavidade amni&#243;tica e, por vezes,  de outros &#243;rg&#227;os, como o est&#244;mago, f&#237;gado ou bexiga<sup>1</sup>. Nenhuma membrana peritoneal recobre o conte&#250;do  exteriorizado pelo que este se encontra em contacto direto com o l&#237;quido amni&#243;tico<sup>2</sup>. A sua incid&#234;ncia aumentou  acentuadamente nas &#250;ltimas duas d&#233;cadas e estima-se que ocorra em 1 em 4000 nados-vivos<sup>3,4</sup>, tendo sido consistentemente demonstrado um risco superior em mulheres com idade inferior a 20 anos<sup>5,6</sup>. A maior incid&#234;ncia nesta faixa et&#225;ria parece relacionar-se com fatores ambientais, sociais e de estilo de vida mais comuns nestas idades, nomeadamente o tabagismo, o consumo de drogas il&#237;citas, o consumo de &#225;lcool, o baixo peso materno, o baixo estatuto socioecon&#243;mico, o mau estado nutricional e a maior frequ&#234;ncia de infe&#231;&#245;es genitourin&#225;rias<sup>7,8</sup>.</p>     <p>O gastrosquisis &#233; diagnosticado por ecografia em cerca de 90% dos casos<sup>1</sup>. Apesar de n&#227;o ser frequente a exist&#234;ncia de outras anomalias<sup>9</sup>, esta condi&#231;&#227;o est&#225; associada a um risco significativo de morte neonatal ou de gastrosquisis complicado que, ao contr&#225;rio da gastrosquisis isolada, se caracteriza pela presen&#231;a de complica&#231;&#245;es intestinais como atr&#233;sia, perfura&#231;&#227;o, necrose ou v&#243;lvulo intestinal<sup>10</sup>. Para al&#233;m disso, existe maior risco de parto prematuro espont&#226;neo (principalmente entre as 36 e 37 semanas)<sup>11</sup>, restri&#231;&#227;o de crescimento fetal e baixo peso ao nascimento<sup>12</sup>. Estes rec&#233;m-nascidos necessitam frequentemente de longos per&#237;odos de hospitaliza&#231;&#227;o, nutri&#231;&#227;o parent&#233;rica prolongada ou m&#250;ltiplas interven&#231;&#245;es cir&#250;rgicas e s&#227;o suscet&#237;veis de complica&#231;&#245;es neonatais como s&#233;psis, enterocolite necrotizante ou s&#237;ndrome do intestino curto<sup>10,13</sup>.</p>     <p>A morbimortalidade associada ao gastrosquisis parece resultar da exposi&#231;&#227;o prolongada ao l&#237;quido amni&#243;tico e da compress&#227;o vascular provocada pelo defeito abdominal<sup>14,15</sup>. A evid&#234;ncia sugere que, a partir das 30 semanas de gesta&#231;&#227;o, n&#237;veis aumentados de citoquinas e mediadores inflamat&#243;rios no l&#237;quido amni&#243;tico, como a interleucina 6 e 8, promovem uma rea&#231;&#227;o inflamat&#243;ria da parede intestinal denominada &#171;periviscerite&#187;, que resulta em edema, deposi&#231;&#227;o de fibrina e, consequentemente, hipoperistaltismo intestinal com altera&#231;&#245;es na capacidade absortiva<sup>14,15</sup>. O aumento dos marcadores inflamat&#243;rios parece resultar da acumula&#231;&#227;o de produtos de excre&#231;&#227;o, como o mec&#243;nio, associada &#224; diminui&#231;&#227;o da <i>clearance</i> de l&#237;quido amni&#243;tico<sup>16</sup>.</p>     <p>Apesar dos avan&#231;os nos cuidados neonatais terem contribu&#237;do para melhorar o progn&#243;stico nos &#250;ltimos anos<sup>3</sup>, ainda n&#227;o existe orienta&#231;&#227;o clara quanto ao momento e via de parto de fetos com gastrosquisis. De modo a limitar a exposi&#231;&#227;o ao l&#237;quido amni&#243;tico, alguns autores sugeriram que a antecipa&#231;&#227;o do parto, ap&#243;s evid&#234;ncia de maturidade fetal, poderia reduzir a incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es intestinais e de morte fetal inesperada. No entanto, os riscos da prematuridade devem ser considerados, particularmente de s&#237;ndrome de dificuldade respirat&#243;ria. Por outro lado, alguns centros realizam parto por cesariana com o intuito de prevenir o trauma intestinal, enquanto outros n&#227;o consideram que esta estrat&#233;gia seja mais vantajosa que o parto vaginal.</p>     <p>Otimizar a abordagem perinatal &#233; necess&#225;rio para prevenir complica&#231;&#245;es e custos hospitalares. O objetivo deste trabalho &#233; rever a literatura existente sobre a idade gestacional adequada para a termina&#231;&#227;o da gravidez em fetos com gastrosquisis e qual a via de parto mais indicada.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para responder ao objetivo foi realizada uma revis&#227;o de literatura a partir de um pesquisa na base de dados PubMed utilizando os termos MeSH &#171;gastroschisis&#187; AND &#171;delivery&#187; de artigos de l&#237;ngua inglesa publicados entre janeiro de 1998 e novembro de 2014. Duas an&#225;lises foram realizadas: uma para a idade gestacional do parto e outra para a via do parto. Ap&#243;s leitura dos resumos, pela sua relev&#226;ncia, foram selecionados 48 artigos para a an&#225;lise da idade gestacional e 38 artigos para an&#225;lise da via do parto. Foram ainda pesquisadas as listas de refer&#234;ncias dos artigos selecionados. Devido &#224; escassez de estudos randomizados, foram avaliados essencialmente estudos prospetivos e retrospetivos. No total foram lidos integralmente 102 publica&#231;&#245;es. Para an&#225;lise da idade gestacional foram usados 18 artigos randomizados ou observacionais (<a href="#q1">Quadro I</a>) e uma revis&#227;o sistem&#225;tica com an&#225;lise de decis&#227;o. Para an&#225;lise da via do parto foram usados 12 artigos <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v9n5/9n5a07q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v9n5/9n5a07q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Idade gestacional do parto</b></p>     <p><b>Parto pr&#233;-termo eletivo <i>versus</i> parto de termo</b></p>     <p>A hip&#243;tese da les&#227;o intestinal resultar da exposi&#231;&#227;o prolongada ao l&#237;quido amni&#243;tico e o receio de morte fetal inesperada levou alguns autores a sugerirem a realiza&#231;&#227;o de parto eletivo entre as 34 e 36 semanas de gesta&#231;&#227;o<sup>17-21</sup>. Moir et al avaliaram prospectivamente 16 fetos com gastrosquisis em que a gravidez foi terminada quando crit&#233;rios ecogr&#225;ficos espec&#237;ficos eram cumpridos (dilata&#231;&#227;o intestinal &gt;10mm, espessamento intestinal &gt;2mm, obstru&#231;&#227;o ou aus&#234;ncia de peristalse), o que ocorreu em m&#233;dia &#224;s 34 semanas, tendo verificado que o parto pr&#233;-termo se associou a uma maior taxa de encerramento prim&#225;rio, in&#237;cio mais precoce da alimenta&#231;&#227;o ent&#233;rica e menores per&#237;odos de hospitaliza&#231;&#227;o<sup>17</sup>. N&#227;o se demonstrou um aumento da morbilidade associada &#224; prematuridade, apesar de complica&#231;&#245;es tardias n&#227;o terem sido consideradas<sup>17</sup>. Gelas et al demonstraram, num estudo retrospetivo com 69 casos, que o parto eletivo &#224;s 35 semanas facilitou a corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica devido ao menor grau de inflama&#231;&#227;o intestinal, reduzindo a necessidade de manobras de estiramento abdominal ou uso de pr&#243;tese<sup>18</sup>.</p>     <p>No entanto, muitos autores n&#227;o conseguiram demonstrar que o parto prematuro melhorasse significativamente o progn&#243;stico destes fetos <sup>22,23</sup>. Logghe et al conduziram o &#250;nico estudo randomizado existente e n&#227;o demonstraram diferen&#231;a significativa entre o parto eletivo &#224;s 36 semanas de gesta&#231;&#227;o e o parto espont&#226;neo (via de parto n&#227;o especificada) numa coorte de 42 gr&#225;vidas, apesar de se verificar uma tend&#234;ncia para menores per&#237;odos de hospitaliza&#231;&#227;o e mais r&#225;pida toler&#226;ncia &#224; alimenta&#231;&#227;o oral<sup>22</sup>. Para al&#233;m disso, mais do que n&#227;o melhorar o progn&#243;stico, evid&#234;ncia crescente de estudos retrospetivos tem sugerido que o parto prematuro pode resultar em morbilidade adicional para o rec&#233;m-nascido<sup>24-30</sup>. Num estudo com 246 gr&#225;vidas, Carnaghan et al demonstraram que os fetos nascidos antes das 37 semanas apresentavam maiores per&#237;odos de internamento hospitalar e in&#237;cio mais tardio da alimenta&#231;&#227;o ent&#233;rica<sup>29</sup>. Estes autores sugeriram que a matura&#231;&#227;o fetal no final da gesta&#231;&#227;o tem maior influ&#234;ncia na motilidade intestinal e no progn&#243;stico neonatal do que o efeito negativo da exposi&#231;&#227;o prolongada ao l&#237;quido amni&#243;tico<sup>29</sup>. Huang et al verificaram, num estudo com 57 casos, que a prematuridade n&#227;o aumentou a taxa de encerramento prim&#225;rio e quando um silo era necess&#225;rio o encerramento definitivo ocorria mais tardiamente nos fetos prematuros <sup>24</sup>. Num estudo retrospetivo com 354 casos de gastrosquisis, Salihu et al demonstraram que parto pr&#233;-termo estava associado a um risco 3 vezes superior de mortalidade neonatal<sup>31</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muitos estudos, no entanto, comparam apenas o efeito da idade gestacional e n&#227;o consideram a influ&#234;ncia de determinada interven&#231;&#227;o (ex. parto eletivo) no progn&#243;stico neonatal<sup>13</sup>. Assim, fetos com parto prematuro espont&#226;neo (ex. atribu&#237;vel a hidr&#226;mnios) ou iatrog&#233;nico por estado fetal n&#227;o tranquilizador, por si s&#243; associados a elevadas taxas de complica&#231;&#245;es, podem enviesar o grupo pr&#233;-termo a piores resultados<sup>13,32</sup>. Para al&#233;m disso, muitos estudos n&#227;o especificam a via do parto utilizada<sup>22</sup>.</p>     <p>Perante a evid&#234;ncia existente, atualmente recomenda-se que o parto nas gesta&#231;&#245;es complicadas por gastrosquisis seja de termo<sup>33,34</sup> . Exceto na presen&#231;a das complica&#231;&#245;es obst&#233;tricas usuais como restri&#231;&#227;o do crescimento grave, estado fetal n&#227;o tranquilizador ou oligo&#226;mnios, o parto prematuro eletivo n&#227;o est&#225; indicado<sup>26,34,35</sup>. Uma abordagem multidisciplinar (obstetras, cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos e neonatalogistas) com desenvolvimento de um plano cuidado de vigil&#226;ncia e preparado para eventuais complica&#231;&#245;es confere maior seguran&#231;a aos profissionais a esperarem pelas 37 semanas para a realiza&#231;&#227;o do parto<sup>36</sup>.</p>     <p><b>Parto de termo tardio</b></p>     <p>O parto de termo tardio (&#8805; 39 semanas) pode n&#227;o ser ben&#233;fico nos fetos com gastrosquisis. Um estudo retrospetivo com uma coorte de 296 gr&#225;vidas mostrou que a indu&#231;&#227;o do parto &#224;s 37 semanas de gesta&#231;&#227;o estava associada a menor risco de s&#233;psis, les&#227;o intestinal e morte neonatal quando comparado com o parto espont&#226;neo<sup>13</sup>. Para al&#233;m disso, a partir de um modelo de decis&#227;o anal&#237;tico, alguns autores sugeriram que a indu&#231;&#227;o do parto no intervalo entre as 37 e 38 semanas teria a melhor rela&#231;&#227;o custo-benef&#237;cio e seria um bom compromisso entre a morbilidade intestinal e os riscos da prematuridade<sup>37</sup>. No entanto, estes resultados n&#227;o foram confirmados por outros autores que n&#227;o detetaram diferen&#231;as entre o parto de termo precoce (entre as 37-38 semanas) e o parto de termo tardio, num estudo retrospetivo com 324 fetos<sup>34</sup>.</p>     <p><b>Vigil&#226;ncia pr&#233;-natal e decis&#227;o do parto </b></p>     <p>O bem-estar fetal deve ser o principal determinante na decis&#227;o do momento adequado para terminar a gravidez. Altera&#231;&#245;es da frequ&#234;ncia card&#237;aca fetal s&#227;o comuns nos fetos com gastrosquisis e a monitoriza&#231;&#227;o cardiotocogr&#225;fica deve ser realizada a partir das 32 semanas de gesta&#231;&#227;o<sup>38</sup>, permitindo reduzir a mortalidade e diminuindo o risco de sequelas neurol&#243;gicas de 21% para 6%<sup>39</sup> . Pelo risco aumentado de restri&#231;&#227;o de crescimento e morte fetal deve ser assegurada uma avalia&#231;&#227;o ecogr&#225;fica seriada, com avalia&#231;&#227;o da biometria, perfil biof&#237;sico, fluxometria <i>doppler</i> e avalia&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas dos &#243;rg&#227;os herniados<sup>38-40</sup>. Brantberg et al recomendaram que este seguimento ecogr&#225;fico se realizasse a cada 2-3 semanas com in&#237;cio &#224;s 32 semanas de gesta&#231;&#227;o<sup>39</sup>, enquanto Towers et al sugeriram que este se iniciasse &#224;s 28 semanas<sup>40</sup>.</p>     <p>O diagn&#243;stico de restri&#231;&#227;o de crescimento pode, no entanto, ser problem&#225;tico, visto que a maioria das f&#243;rmulas usualmente utilizadas para estimar o peso fetal incluem o per&#237;metro abdominal. Siemer et al desenvolveram uma f&#243;rmula espec&#237;fica para fetos com defeitos da parede abdominal usando o di&#226;metro biparietal, o di&#226;metro occipitofrontal e a medi&#231;&#227;o do comprimento do f&#233;mur <sup>41</sup>. Esta f&#243;rmula evita a subestima&#231;&#227;o do peso nos fetos com gastrosquisis e tem maior acuidade no diagn&#243;stico de restri&#231;&#227;o de crescimento<sup>41,42</sup>.</p>     <p>As carater&#237;sticas ecogr&#225;ficas das ansas intestinais, quer intra quer extra-abdominais, t&#234;m sido avaliadas por v&#225;rios autores com o objetivo de prever a integridade intestinal ao nascimento e o progn&#243;stico neonatal. A dilata&#231;&#227;o intestinal, principalmente quando surge de novo no terceiro trimestre, poder&#225; indicar a presen&#231;a de atr&#233;sia ou v&#243;lvulos. Num estudo retrospetivo com 130 fetos com gastrosquisis, foi demonstrado que a dilata&#231;&#227;o intestinal a partir dos 18 mm era um indicador de atr&#233;sia com uma sensibilidade de 97% e especificidade de 37%<sup>43</sup>. Numa coorte de 109 casos de gastrosquisis a presen&#231;a de dilata&#231;&#227;o intra-abdominal superior a 14 mm associou-se significativamente a maior preval&#234;ncia de atr&#233;sia e tempo de hospitaliza&#231;&#227;o na unidade de cuidados intensivos mais prolongado <sup>44</sup>. Por outro lado, Wilson et al demostraram que a dilata&#231;&#227;o intestinal &gt;10 mm n&#227;o estava associada a maior taxa de complica&#231;&#245;es intestinais em 89 fetos com gastrosquisis<sup>28</sup> e Badillo et al sugeriram que este era um achado comum e n&#227;o um marcador de atr&#233;sia ou mau progn&#243;stico em 64 fetos<sup>45</sup>. Por n&#227;o haver consenso entre os estudos e n&#227;o estar definido o <i>cut-off </i>a partir do qual &#233; vantajoso intervir, a presen&#231;a de dilata&#231;&#227;o intestinal n&#227;o &#233; por si s&#243; uma indica&#231;&#227;o para parto prematuro.</p>     <p>Tamb&#233;m o aparecimento de hidr&#226;mnios foi associado a complica&#231;&#245;es intestinais e parece ser um sinal de atr&#233;sia<sup>46</sup>. Para al&#233;m disso, alguns autores sugeriram que a dilata&#231;&#227;o g&#225;strica fetal estava associada a maior incid&#234;ncia de v&#243;lvulos, anomalias da frequ&#234;ncia card&#237;aca fetal, in&#237;cio tardio da alimenta&#231;&#227;o ent&#233;rica, tempo de hospitaliza&#231;&#227;o prolongado e morte neonatal<sup>47</sup>. No entanto, estes achados ecogr&#225;ficos n&#227;o s&#227;o consensuais e n&#227;o existe evid&#234;ncia suficiente que justifique termina&#231;&#227;o da gravidez.</p>     <p><b>Via de parto</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&#227;o existem estudos randomizados que avaliem a via do parto nos fetos com gastrosquisis. A vantagem te&#243;rica do parto por cesariana, evitando a exposi&#231;&#227;o das ansas intestinais &#224; flora vaginal e sua compress&#227;o durante o trabalho de parto<sup>48</sup>, n&#227;o foi comprovada em diversos estudos retrospetivos<sup>31,36,49-55</sup>. Synder et al estudaram 167 casos de gastrosquisis e verificaram que n&#227;o houve uma associa&#231;&#227;o significativa entre o parto por cesariana e o tempo para encerramento abdominal, mortalidade neonatal, internamento hospitalar e tempo para o in&#237;cio de alimenta&#231;&#227;o oral, independentemente da presen&#231;a ou aus&#234;ncia de trabalho de parto <sup>36</sup>. Visto que o parto por cesariana imp&#245;e morbilidade adicional &#224; m&#227;e, os autores conclu&#237;ram que o parto vaginal deve ser preferido<sup>36</sup>.</p>     <p>No entanto, a preval&#234;ncia de parto por cesariana &#233; elevada devido &#224; ocorr&#234;ncia de tra&#231;ados patol&#243;gicos na cardiotocografia. Abdel-Latif et al reportaram uma taxa de cesariana de 45,6% num estudo retrospetivo com 631 fetos com gastrosquisis, sendo que 22% realizou cesariana urgente por estado fetal n&#227;o tranquilizador<sup>52</sup>.</p>     <p>Para al&#233;m disso, o parto por cesariana &#233; muitas vezes programado com intuito de otimizar os cuidados neonatais. O parto deve ocorrer em centros especializados, preparados com unidade de cuidados neonatais intensivos e com disponibilidade para atua&#231;&#227;o imediata de uma equipa multidisciplinar<sup>56</sup>. Vilela et al verificaram um aumento na mortalidade neonatal quando o intervalo entre o parto e a cirurgia era superior a 4 horas e conclu&#237;ram que um per&#237;odo prolongado entre o nascimento e o tratamento cir&#250;rgico condicionava um pior progn&#243;stico <sup>57</sup>. Uma equipa cir&#250;rgica experiente, especializada em cirurgia neonatal, poder&#225; mais facilmente antever complica&#231;&#245;es e trat&#225;-las precocemente.</p>     <p><b>Conclus&#227;o </b></p>     <p>Atualmente, n&#227;o existe benef&#237;cio comprovado do parto pr&#233;-termo em fetos com gastrosquisis e nenhum par&#226;metro ecogr&#225;fico mostrou sensibilidade e especificidade suficiente para determinar a termina&#231;&#227;o da gravidez. Na aus&#234;ncia de contraindica&#231;&#245;es obst&#233;tricas, o parto deve ocorrer a termo, de modo a evitar as complica&#231;&#245;es da prematuridade, que agravam o estado cl&#237;nico do rec&#233;m-nascido e podem atrasar ou impossibilitar o tratamento cir&#250;rgico.</p>     <p>Tamb&#233;m n&#227;o existe evid&#234;ncia que o parto por cesariana melhore o progn&#243;stico em fetos com gastrosquisis e esta deve ser reservada apenas para as indica&#231;&#245;es obst&#233;tricas usuais. Apesar de a controv&#233;rsia persistir, &#233; consensual que o parto deve ocorrer em centros de refer&#234;ncia, com assist&#234;ncia de uma equipa multidisciplinar experiente, com capacidade de antecipar complica&#231;&#245;es e tratamento precoce. Mais estudos s&#227;o necess&#225;rios para determinar o momento e a via do parto adequados em fetos com gastrosquisis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Holland AJ, Walker K, Badawi N. Gastroschisis: an update. Pediatr Surg Int 2010;26:871-878.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853396&pid=S1646-5830201500040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Christison-Lagay ER, Kelleher CM, Langer JC. Neonatal abdominal wall defects. Semin Fetal Neonatal Med 2011;16:164&#8212;172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853398&pid=S1646-5830201500040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Castilla EE, Mastroiacovo P, Orioli IM. Gastroschisis: international epidemiology and public health perspectives. Am J Med Genet C Semin Med Genet 2008;148C:162-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853400&pid=S1646-5830201500040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Mastroiacovo P, Lisi A, Castilla EE. The incidence of gastroschisis: Research urgently needs resources. BMJ 2006;332:423&#8212;424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853402&pid=S1646-5830201500040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Loane M, Dolk H, Morris JK, EUROCAT Working Group. Maternal age-specific risk of non-chromosomal anomalies. BJOG 2009;116:1111-1119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853404&pid=S1646-5830201500040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Loane M, Dolk H, Bradbury I, EUROCAT Working Group. Increasing prevalence of gastroschisis in Europe 1980&#8211;2002: a phenomenon restricted to younger mothers? Paediatr Perinat Epidemio 2007;21:363-369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853406&pid=S1646-5830201500040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Feldkamp ML, Carey JC, Sadler TW. Development of gastroschisis: Review of hypotheses, a novel hypothesis, and implications for research. Am J Med Genet A 2007;143A:639-652.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853408&pid=S1646-5830201500040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Draper ES, Rankin J, Tonks AM, Abrams KR, Field DJ, Clarke M, et al. Recreational Drug Use: A Major Risk Factor for Gastroschisis? Am J Epidemiol 2008;167:485-491.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853410&pid=S1646-5830201500040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Mastroiacovo P, Lisi A, Castilla EE, Mart&#237;nez-Fr&#237;as ML, Bermejo E, Marengo L, et al. Gastroschisis and associated defects: an international study. Am J Med Genet A 2007;143A:660-671.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853412&pid=S1646-5830201500040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Bergholz R, Boettcher M, Reinshagen K, Wenke K. Complex gastroschisis is a different entity to simple gastroschisis affecting morbidity and mortality&#8212;A systematic review and meta-analysis. J Pediatr Surg 2014;49:1527-1532.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853414&pid=S1646-5830201500040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Lausman AY, Langer JC, Tai M, Seaward PG, Windrim RC, Kelly EN, et al. Gastroschisis: what is the average gestational age of spontaneous delivery? J Pediatr Surg 2007;42:1816-1821.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853416&pid=S1646-5830201500040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Payne NR, Simonton SC, Olsen S, Arnesen MA, Pfleghaar KM. Growth restriction in gastroschisis: quantification of its severity and exploration of a placental cause. BMC Pediatr 2011;11:90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853418&pid=S1646-5830201500040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Baud D, Lausman A, Alfaraj MA, Seaward G, Kingdom J, Windrim R, et al. Expectant Management Compared With Elective Delivery at 37 Weeks for Gastroschisis. Obstet Gynecol 2013;121:990-998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853420&pid=S1646-5830201500040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. David AL, Tan A, Curry J. Gastroschisis: sonographic diagnosis, associations, management and outcome. Prenat Diagn 2008;28:633-644.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853422&pid=S1646-5830201500040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Guibourdenche J, Berrebi D, Vuillard E, de Lagausie P, Aigrain Y, Oury JF, et al. Biochemical investigations of bowel inflammation in gastroschisis. Pediatr Res 2006;60:565-548.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853424&pid=S1646-5830201500040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Correia-Pinto J, Tavares ML, Baptista MJ, Henriques-Coelho T, Estev&#227;o-Costa J, Flake AW, et al. Meconium dependence of bowel damage in gastroschisis. J Pediatr Surg 2002;37:31-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853426&pid=S1646-5830201500040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Moir CR, Ramsey PS, Ogburn PL, Johnson RV, Ramin KD. A prospective trial of elective preterm delivery for fetal gastroschisis. Am J Perinatol 2004;21:289-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853428&pid=S1646-5830201500040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Gelas T, Gorduza D, Devonec S, Gaucherand P, Downham E, Claris O, et al. Scheduled preterm delivery for gastroschisis improves postoperative outcome. Pediatr Surg Int 2008;24:1023- <br/>   -1029.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853430&pid=S1646-5830201500040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Serra A, Fitze G, Kamin G, Dinger J, K&#246;nig IR, Roesner D. Preliminary Report on Elective Preterm Delivery at 34 Weeks and Primary Abdominal Closure for the Management of Gastroschisis. Eur J Pediatr Surg 2008;18:32-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853432&pid=S1646-5830201500040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Hadidi A, Subotic U, Goeppl M, Waag KL. Early elective cesarean delivery before 36 weeks et al late spontaneous delivery in infants with gastroschisis. J Pediatr Surg 2008;43:1342-1346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853434&pid=S1646-5830201500040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Reigstad I, Reigstad H, Kiserud T, Berstad T. Preterm elective caesarean section and early enteral feeding in gastroschisis. Acta Paediatr 2011;100:71-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853436&pid=S1646-5830201500040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Logghe HL, Mason GC, Thornton JG, Stringer MD. A randomized controlled trial of elective preterm delivery of fetuses with gastroschisis. J Pediatr Surg 2005;40:1726-1731.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853438&pid=S1646-5830201500040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Soares H, Silva A, Rocha G, Pissarra S, Correia-Pinto J, Guimaraes H. Gastroschisis: preterm or term delivery? Clinics (Sao Paulo) 2010;65:139-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853440&pid=S1646-5830201500040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Huang J, Kurkchubasche AG, Carr SR, Wesselhoeft CW, Jr., Tracy TF, Jr., Luks FL. Benefits of term delivery in infants with antenatally diagnosed gastroschisis. Obstet Gynecol 2002;100:695&#8212;699.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853442&pid=S1646-5830201500040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Puligandla PS, Janvier A, Flageole H, Bouchard S, Mok E, Laberge JM. The significance of intrauterine growth restriction is different from prematurity for the outcome of infants with gastroschisis. J Pediatr Surg 2004;39:1200-1204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853444&pid=S1646-5830201500040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Ergun O, Barksdale E, Ergun FS, Prosen T, Qureshi FG, Reblock KR, et al. The timing of delivery of infants with gastroschisis influences outcome. J Pediatr Surg 2005;40:424-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853446&pid=S1646-5830201500040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. Maramreddy H, Fisher J, Slim M, Lagamma EF, Parvez B. Delivery of gastroschisis patients before 37 weeks of gestation is associated with increased morbidities. J Pediatr Surg 2009;44: 1360-1366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853448&pid=S1646-5830201500040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Wilson MS, Carroll MA, Braun SA, Walsh WF, Pietsch JB, Bennett KA. Is Preterm Delivery Indicated in Fetuses with Gastroschisis and Antenatally Detected Bowel Dilation? Fetal Diagn Ther 2012;32:262-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853450&pid=S1646-5830201500040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Carnaghan H, Pereira S, James CP, Charlesworth PB, Ghionzoli M, Mohamed E, et al. Is early delivery beneficial in gastroschisis? J Pediatr Surg 2014;49:928-933&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853452&pid=S1646-5830201500040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>30. Cohen-Overbeek TE, Hatzmann TR, Steegers EA, Hop WC, Wladimiroff JW, Tibboel D. The outcome of gastroschisis after a prenatal diagnosis or a diagnosis only at birth. Recommendations for prenatal surveillance. Eur J Obstet Gynecol Reprod Bio 2008;139:21-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853453&pid=S1646-5830201500040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Salihu HM, Emusu D, Aliyu ZY, Pierre-Louis BJ, Druschel CM, Kirby RS. Mode of Delivery and Neonatal Survival of Infants With Isolated Gastroschisis. Obstet Gynecol 2004;104:678-683&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853455&pid=S1646-5830201500040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>32. Lepigeon K, Van Mieghem T, Vasseur Maurer S, Giannoni E, Baud D. Gastroschisis &#8211; what should be told to parents? Prenat Diagn 2014;34:316-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853456&pid=S1646-5830201500040000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>33. Overcash RT, DeUgarte DA, Stephenson ML, Gutkin RM, Norton ME, Parmar S, et al. Factors Associated With Gastroschisis Outcomes. Obstet Gynecol 2014;124:551-557&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853458&pid=S1646-5830201500040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>34. Cain MA, Salemi JL, Paul Tanner J, Mogos MF, Kirby RS, Whiteman VE, et al. Perinatal outcomes and hospital costs in gastroschisis based on gestational age at delivery. Obstet Gynecol 2014;124:543-550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853459&pid=S1646-5830201500040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Nichol PF, Byrne JLBB, Dodgion C, Saijoh Y. Clinical considerations in gastroschisis: Incremental advances against a congenital anomaly with severe secondary effects. Am J Med Genet C Semin Med Genet 2008;148C:231-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853461&pid=S1646-5830201500040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Snyder CW, Biggio JR, Brinson P, Barnes LA, Bartle DT, Georgeson KE, et al. Effects of multidisciplinary prenatal care and delivery mode on gastroschisis outcomes. J Pediatr Surg 2011;46: 86-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853463&pid=S1646-5830201500040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>37. Harper LM, Goetzinger KR, Biggio JR, Macones GA. Timing of Elective Delivery in Gastroschisis: A Decision and Cost Effectiveness Analysis. Ultrasound Obstet Gynecol 2014:n/a-n/a. Epub 2014 Nov 6.</p>     <!-- ref --><p>38. Kuleva M, Salomon LJ, Benoist G, Ville Y, Dumez Y. The value of daily fetal heart rate home monitoring in addition to serial ultrasound examinations in pregnancies complicated by fetal gastroschisis. Prenat Diagn 2012;32:789-796.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853466&pid=S1646-5830201500040000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>39. Brantberg A, Blaas HGK, Salvesen K&#197;, Haugen SE, Eik-nes SH. Surveillance and outcome of fetuses with gastroschisis. Ultrasound Obstet Gynecol 2004;23:4-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853468&pid=S1646-5830201500040000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>40. Towers CV, Carr MH. Antenatal fetal surveillance in pregnancies complicated by fetal gastroschisis. Am J Obstet Gynecol 2008;198:686.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853470&pid=S1646-5830201500040000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>41. Siemer J, Hilbert A, Hart N, Hoopmann M, Schneider U, Girschick G, et al. Specific weight formula for fetuses with abdominal wall defects. Ultrasound Obstet Gynecol 2008;31:397-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853472&pid=S1646-5830201500040000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>42. Chaudhury P, Haeri S, Horton AL, Wolfe HM, Goodnight WH. Ultrasound prediction of birthweight and growth restriction in fetal gastroschisis. Am J Obstet Gynecol 2010;203:395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853474&pid=S1646-5830201500040000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>43. Ghionzoli M, James CP, David AL, Shah D, Tan AW, Iskaros J, et al. Gastroschisis with intestinal atresia&#8212;predictive value of antenatal diagnosis and outcome of postnatal treatment. J Pediatr Surg 2012;47:322-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853476&pid=S1646-5830201500040000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>44. Goetzinger KR, Tuuli MG, Longman RE, Huster KM, Odibo AO, Cahill AG. Sonographic predictors of postnatal bowel atresia in fetal gastroschisis. Ultrasound Obstet Gynecol 2014;43:420-425.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853478&pid=S1646-5830201500040000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>45. Badillo AT, Hedrick HL, Wilson RD, Danzer E, Bebbington MW, Johnson MP, et al. Prenatal ultrasonographic gastrointestinal abnormalities in fetuses with gastroschisis do not correlate with postnatal outcomes. J Pediatr Surg 2008;43:647-653.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853480&pid=S1646-5830201500040000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>46. Japaraj RP, Hockey R, Chan FY. Gastroschisis: can prenatal sonography predict neonatal outcome? Ultrasound Obstet Gynecol 2003;21:329-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853482&pid=S1646-5830201500040000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>47. Aina-Mumuney AJ, Fischer AC, Blakemore KJ, Crino JP, Costigan K, Swenson K, et al. A dilated fetal stomach predicts a complicated postnatal course in cases of prenatally diagnosed gastroschisis. Am J Obstet Gynecol 2004;190:1326-1330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853484&pid=S1646-5830201500040000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Dunn JCY, Fonkalsrud EW, Atkinson JB. The influence of gestational age and mode of delivery on infants with gastroschisis. J Pediatr Surg 1999;34:1393-1395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853486&pid=S1646-5830201500040000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>49. Boutros J, Regier M, Skarsgard ED, Canadian Pediatric Surgery Network. Is timing everything? The influence of gestational age, birth weight, route, and intent of delivery on outcome in gastroschisis. J Pediatr Surg 2009;44:912-917.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853488&pid=S1646-5830201500040000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>50. Snyder CL, St Peter SD. Trends in mode of delivery for gastroschisis infants. Am J Perinat 2005;22:391-396.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853490&pid=S1646-5830201500040000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>51. Puligandla PS, Janvier A, Flageole H, Bouchard S, Laberge JM. Routine cesarean delivery does not improve the outcome of infants with gastroschisis. J Pediatr Surg 2004;39:742-745.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853492&pid=S1646-5830201500040000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>52. Abdel-Latif ME, Bolisetty S, Abeywardana S, Lui K, Australian and New Zealand Neonatal Network. Mode of delivery and neonatal survival of infants with gastroschisis in Australia and New Zealand. J Pediatr Surg 2008;43:1685-1690.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853494&pid=S1646-5830201500040000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>53. Strauss RA, Balu R, Kuller JA, McMahon MJ. Gastroschisis: The effect of labor and ruptured membranes on neonatal outcome. Am J Obstet Gynecol 2003;189:1672-1678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853496&pid=S1646-5830201500040000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>54. Singh SJ, Fraser A, Leditschke JF, Spence K, Kimble R, Dalby-Payne J, et al. Gastroschisis: determinants of neonatal outcome. Pediatr Surg Int 2003;19:260-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853498&pid=S1646-5830201500040000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>55. How HY, Harris BJ, Pietrantoni M, Evans JC, Dutton S, Khoury J, et al. Is vaginal delivery preferable to elective cesarean delivery in fetuses with a known ventral wall defect? Am J Obstet Gynecol 2000;182:1527-1534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853500&pid=S1646-5830201500040000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>56. Nasr A, Langer JC, Canadian Paediatric Surgery Network.. Influence of location of delivery on outcome in neonates with gastroschisis. J Pediatr Surg 2012;47:2022-2025.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853502&pid=S1646-5830201500040000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>57. Vilela PC, Ramos de Amorim MM, Falbo GH, Santos LC. Risk factors for adverse outcome of newborns with gastroschisis in a Brazilian hospital. J Pediatr Surg 2001;36:559-564.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1853504&pid=S1646-5830201500040000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diana Martins</p>     <p>Centro Hospitalar de S. Jo&#227;o</p>     <p>Alameda Prof. Hern&#225;ni Monteiro</p>     <p>4200-319 Porto</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:dianammartins@gmail.com">dianammartins@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b> 27-01-2015</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b> 09-08-2015</p>      ]]></body><back>
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