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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE OPINI&#195;O/</B>OPINION ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Altera&#231;&#245;es &#224; classifica&#231;&#227;o da dor vulvar persistente (vulvodinia)</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Changes to the classification of persistent vulvar pain (vulvodynia)</b></font></p>     <p><b>Pedro Vieira-Baptista*, Joana Lima Silva**</b></p>     <p>Servi&#231;o de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p>*Assistente Hospitalar, Servi&#231;o de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o, Porto </p>     <p>**Interna de Forma&#231;&#227;o Espec&#237;fica, Servi&#231;o de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o, Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The classification of vulvodynia has been recently revised. This article highlights the main changes that were introduced: for the first time, a minimum duration of symptoms (3 months) was included in the definition; women with other vulvar conditions (e.g. lichen sclerosus) are no longer excluded from a possible diagnosis of vulvodynia; a list of possible associated factors was added to the document; new discriminators were included (onset and temporal pattern) and the term &quot;non-provoked vulvodynia&quot; was replaced by &quot;spontaneous vulvodynia&quot;.</p>     <p><b>Keywords: </b>Vulvodinia; ISSVD; Dor vulvar.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No &#250;ltimo congresso mundial da <i>International Society for the Study of Vulvovaginal Diseases</i> (ISSVD), que decorreu em Nova Iorque, entre 27 e 29 de Julho de 2015, foram discutidas e votadas as altera&#231;&#245;es &#224; classifica&#231;&#227;o da vulvodinia. Esta classifica&#231;&#227;o n&#227;o era revista desde 2003<sup>1</sup>. </p>     <p>Previamente, houve discuss&#227;o e elabora&#231;&#227;o de um documento, pelo comit&#233; de terminologia da ISSVD, em colabora&#231;&#227;o com elementos da <i>International Society for the Study Women&#8217;s Sexual Health</i> (ISSWSH) e da <i>International Pelvic Pain Society</i> (IPPS). Os trabalhos, que decorreram em Abril de 2015 em Maryland, contaram ainda com a presen&#231;a de observadores da <i>American Society of Colposcopy and Cervical Pathology </i>(ASCCP), <i>American Congress of Obstetrics and Gynecology </i>(ACOG) e da <i>National Vulvodynia Association </i>(NVA).</p>     <p>Este documento, no caso da ISSVD, foi enviado por correio electr&#243;nico aos seus membros, previamente &#224; vota&#231;&#227;o, para discuss&#227;o e propostas de altera&#231;&#227;o.</p>     <p>A vers&#227;o final do documento<sup>2</sup> foi aprovada entre Julho e Agosto de 2015, n&#227;o apenas pela ISSVD, mas tamb&#233;m pela ISSWHS e pela IPPS.</p>     <p>O novo documento passa a denominar-se &#171;2015 <i>Consensus terminology and classification of persistent vulvar pain&#187;, </i>deixando de se referir especificamente a &#171;vulvodinia&#187;, pois, efectivamente, n&#227;o se limita apenas a esta entidade. Divide, primeiramente, a dor vulvar persistente em dois grandes grupos (conceito que j&#225; vem do documento anterior): 1) queixas associadas a uma causa identific&#225;vel (infecciosa, inflamat&#243;ria, etc.) e 2) vulvodinia. No primeiro grupo foi introduzida a nova e controversa s&#237;ndrome genito-urin&#225;ria da menopausa, que n&#227;o &#233; aceite pacificamente entre os elementos da ISSVD<sup>3</sup>.</p>     <p>A vulvodinia passa a ser definida como &#171;dor vulvar, com pelo menos 3 meses de dura&#231;&#227;o, sem uma causa claramente identificada, mas que pode ter potenciais factores associados&#187;. Em rela&#231;&#227;o ao documento anterior, h&#225; aqui uma importante diferen&#231;a: introduz-se o factor tempo na defini&#231;&#227;o. Na literatura, t&#234;m sido utilizados diferentes crit&#233;rios neste campo (3, 4 ou 6 meses, habitualmente), dificultando a compara&#231;&#227;o entre estudos. Por outro lado, este valor n&#227;o deve ser considerado absoluto e n&#227;o dever&#225;, na nossa opini&#227;o, ser factor que leve ao diferimento do tratamento. No reverso da moeda, a defini&#231;&#227;o &#233; mais limitada em termos de caracteriza&#231;&#227;o: o que previamente era &#171;desconforto vulvar, descrito mais comummente como dor/ardor&#187;, passa a um resumido &#171;dor vulvar&#187;. Na pr&#225;tica, sabemos que um n&#250;mero muito significativo de casos se manifesta por ardor &#8211; muitos dos potenciais diagn&#243;sticos poder&#227;o ser falhados ou diferidos ao eliminar a refer&#234;ncia a &#171;ardor&#187; na defini&#231;&#227;o. E, quantas vezes, a mulher n&#227;o consegue atribuir uma classifica&#231;&#227;o precisa ao que sente e se limita a &#171;desconforto&#187; ou &#171;impress&#227;o&#187;?</p>     <p>A refer&#234;ncia aos &#171;potenciais factores associados&#187; foi um dos pontos controversos, pois, em termos pr&#225;ticos, pouco acrescenta. Na primeira vers&#227;o, a defini&#231;&#227;o &#171;obrigava&#187; a que tivessem que estar presentes (&#171;dor vulvar sem causa claramente aparente e com potenciais factores associados&#187;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de caracteriza&#231;&#227;o da vulvodinia, esta continua a ser classificada de acordo com a localiza&#231;&#227;o (localizada ou generalizada) e a exist&#234;ncia de factores desencadeadores (provocada, espont&#226;nea ou mista). O termo &#171;espont&#226;nea&#187; vem substituir o &#171;n&#227;o provocada&#187;, por ter sido considerado mais adequado.</p>     <p>Como novidade, acrescenta-se a classifica&#231;&#227;o relativa ao in&#237;cio das queixas (prim&#225;ria ou secund&#225;ria) e ao padr&#227;o temporal (intermitente, persistente, constante, imediata ou diferida). Estes discriminadores, ainda que n&#227;o inclu&#237;dos na classifica&#231;&#227;o, j&#225; iam sendo utilizados na pr&#225;tica cl&#237;nica e em numerosas publica&#231;&#245;es. Perde-se, contudo, uma vez mais, na aus&#234;ncia de defini&#231;&#245;es relativamente a cada um deles &#8211; qual a diferen&#231;a, por exemplo, entre constante e persistente? Na diferen&#231;a entre prim&#225;ria e secund&#225;ria, como classificar uma mulher que usou tamp&#245;es sem dificuldade na adolesc&#234;ncia, mas que tem dor vulvar com a penetra&#231;&#227;o, desde a coitarca? Existir&#225; realmente uma vulvodinia diferida? </p>     <p>Introduziu-se a nota que, contrariamente ao documento anterior, a vulva n&#227;o tem de ter aspecto &#171;normal&#187;: pode haver coexist&#234;ncia de vulvodinia com outras entidades (por exemplo, dermatoses liquen&#243;ides) &#8211; ser&#225; apenas necess&#225;rio excluir que as queixas se devam ao outro quadro associado, o que nem sempre ser&#225; f&#225;cil. </p>     <p>Uma das grandes novidades, foi a inclus&#227;o de uma tabela de &#171;potenciais factores associados com vulvodinia&#187;, incluindo o n&#237;vel de evid&#234;ncia dessa associa&#231;&#227;o. O interesse deste anexo &#233; muito d&#250;bio e foi fortemente contestado aquando da vota&#231;&#227;o &#8211; se algum tiver, &#233; o de uma sistematiza&#231;&#227;o da muita investiga&#231;&#227;o que tem sido realizada neste campo e o chamar &#224; aten&#231;&#227;o que esta entidade &#233;, provavelmente, multifactorial. Quando um factor &#233; considerado uma &#171;causa&#187;, por defini&#231;&#227;o, deixamos de estar perante um caso de vulvodinia, mas antes de uma dor vulvar cr&#243;nica de causa conhecida.</p>     <p>O papel do exame f&#237;sico, nomeadamente do &#171;teste do cotonete&#187; (&#171;Q-tip test&#187;) n&#227;o &#233; de todo referido. Sem d&#250;vida que a evid&#234;ncia na literatura referente ao seu desempenho &#233; escassa, mas n&#227;o deixa de ser essencial no diagn&#243;stico e seguimento das doentes.</p>     <p>Falta, talvez, enfatizar que a vulvodinia &#233; um diagn&#243;stico de exclus&#227;o e que todos os esfor&#231;os devem ser encetados para excluir outras poss&#237;veis causas de dor vulvar.</p>     <p>Na nossa opini&#227;o, seria importante uma refer&#234;ncia &#224; import&#226;ncia do diagn&#243;stico diferencial com o &#171;vaginismo&#187;. Da nossa experi&#234;ncia, uma parte significativa de casos de vulvodinia est&#227;o erradamente rotulados de vaginismo e, muitas das vezes, submetidos a tratamentos adequados para este quadro, mas perniciosos para o que realmente afecta a doente. A vis&#227;o da dor sexual, entre as diversas interfaces da sexologia &#233;, habitualmente, redutora, sendo fundamental que tal se altere.</p>     <p>Apesar de tudo, n&#227;o nos devemos esquecer que este documento pretende ser referente &#224; classifica&#231;&#227;o da vulvodinia e n&#227;o a crit&#233;rios de diagn&#243;stico. Fica a d&#250;vida se n&#227;o teria sido mais &#250;til juntar os dois itens. O ganho potencial n&#227;o suplantaria o de incluir uma tabela de factores associados?</p>     <p>Esta nova classifica&#231;&#227;o, a n&#237;vel da ISSVD foi aprovada, mas longe da unanimidade ou aclama&#231;&#227;o. Presumivelmente, vai durar menos que os 12 anos que durou a anterior &#8211; mais n&#227;o seja porque a investiga&#231;&#227;o se avoluma a velocidades cada vez maiores. </p>     <p>Um grupo de investigadores, incluindo um dos autores do documento de 2003, o Professor Peter Lynch, defendia a sua revis&#227;o, mas num outro sentido: no da adapta&#231;&#227;o ao conceito neurobiol&#243;gico de dor<sup>4</sup>. Segundo estes, a vulvodinia dever&#225; ser classificada como dor patol&#243;gica disfuncional (em oposi&#231;&#227;o &#224; dor patol&#243;gica neurop&#225;tica).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este novo documento n&#227;o deixa, contudo, de ser mais uma tentativa de progresso numa &#225;rea que, infelizmente, tem sido t&#227;o negligenciada. A colabora&#231;&#227;o com outras sociedades &#233; um exemplo a seguir e um claro sinal de maturidade. </p>     <p>Esperemos que esta colabora&#231;&#227;o contribua para que deixemos de ver a&#160; literatura inundada de designa&#231;&#245;es e classifica&#231;&#245;es erradas ou anacr&#243;nicas, como, por exemplo, a de vestibulite vulvar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Moyal-Barracco M, Lynch PJ. 2003 ISSVD terminology and classification of vulvodynia: a historical perspective. J Reprod Med. 2004;49(10):772-777.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854180&pid=S1646-5830201600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. 2015 Consensus terminology and classification of persistent vulvar pain. <a href="http://issvd.org/wp-content/uploads/2015/09/consensus-terminology-of-Vulvar-Pain-V5.pdf" target="_blank">http://issvd.org/wp-content/uploads/2015/09/consensus-terminology-of-Vulvar-Pain-V5.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854182&pid=S1646-5830201600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Vieira-Baptista P, Marchitelli C, Haefner HK. The &#171;Genitourinary Syndrome of Menopause&#187;: A Leap Forward? J Low Genit Tract Dis. 2015;19(4):362-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854183&pid=S1646-5830201600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Micheletti L, Radici G, Lynch PJ. Is the 2003 ISSVD terminology and classification of vulvodynia up-to-date? A neurobiological perspective. J Obstet Gynaecol. 2015;35(8):788-792.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854185&pid=S1646-5830201600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Pedro Vieira-Baptista</p>     <p>Centro Hospitalar de S. Jo&#227;o</p>     <p>Alameda Prof. Hern&#225;ni Monteiro</p>     <p>4200-319 Porto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>13-12-2015</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em: </b>20-12-2015</p>     ]]></body>
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