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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Euromédice, Edições Médicas Lda.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modulador seletivo dos receptores da progesterona no tratamento de miomas em idade reprodutiva: a propósito de um caso clínico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selective progesterone receptor modulator for the management of uterine fibroids in childbearing age: based on a case report]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital Senhora da Oliveira  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CASO CL&#205;NICO/</B>CASE REPORT</font></p>     <p><font size="4"><b>Modulador seletivo dos receptores da progesterona no tratamento de miomas em idade reprodutiva - a prop&#243;sito de um caso cl&#237;nico </b></font></p>     <p><font size="3"><b>Selective progesterone receptor modulator for the management of uterine fibroids in childbearing age - based on a case report</b></font></p>     <p><b>Herm&#237;nia Gomes Afonso*, Vera Costa**, Ana Lanzinha***, Paulina Corgo*** </b></p>     <p>Hospital Senhora da Oliveira, Guimar&#227;es</p>     <p>*Interna de Ginecologia e Obstetr&#237;cia </p>     <p>**Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetr&#237;cia </p>     <p>***Assistente Hospitalar Graduada de Ginecologia e Obstetr&#237;cia </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Fibromyomas are a benign and common condition, with an unclear impact on reproduction. Medical therapy has been the first-line treatment in young women, especially those with previous myomectomy, due to the highest surgical risks, and its adverse effects on fertility. Ulipristal acetate(UPA) appears to be an effective treatment with prolonged effect on symptom control and reduction of myomas. With a wellestablished pre-surgical recommendation, its indication in infertility or prior to a spontaneous pregnancy still has little evidence. The increasing reports of successful pregnancies after treatment with UPA, support its potential usefulness, as seen in the clinical case described.</p>     <p><b>Keywords: </b>Fibromyoma; Ulipristal acetate; Uterine myomectomy; Fertility.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>Os miomas uterinos associam-se a significativa morbilidade, estando presente em 20-40% das mulheres em idade reprodutiva, constituindo a principal causa de histerectomia<sup>1-4</sup>. Tem uma etiologia multifactorial e a sua sintomatologia depende do seu tamanho e localiza&#231;&#227;o<sup>1,5,6</sup>. A hemorragia uterina an&#243;mala (HUA) &#233; a express&#227;o mais frequente podendo tamb&#233;m estar associados a dor p&#233;lvica ou sintomas decorrentes da compress&#227;o das estruturas adjacentes. O seu impacto na fertilidade de mulheres com idade de concep&#231;&#227;o cada vez mais avan&#231;adas &#233; dif&#237;cil de estabelecer e por isso o seu papel como fator causal de infertilidade ou complica&#231;&#245;es obst&#233;tricas &#233; ainda pouco esclarecido<sup>1,6,7</sup>.</p>     <p>Existem m&#250;ltiplas op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, tendo sido durante v&#225;rios anos a cirurgia considerada o tratamento de elei&#231;&#227;o<sup>1,3</sup>. Recentemente, outras terap&#234;uticas t&#234;m vindo a ganhar crescente import&#226;ncia, em parte devido &#224; necessidade da preserva&#231;&#227;o da fertilidade, mas tamb&#233;m com o intuito de reduzir a morbilidade p&#243;s-operat&#243;ria e evitar os efeitos nefastos da cirurgia numa futura gravidez<sup>3</sup>. Neste contexto, o UPA surge como um tratamento conservador, seguro e eficaz no controlo da sintomatologia, que permite tamb&#233;m reduzir de forma sustentada o volume dos miomas<sup>1,4</sup>. Por&#233;m, o seu impacto na infertilidade ou previamente a uma gravidez espont&#226;nea ainda&#160; tem pouca evid&#234;ncia<sup>1,7</sup>.</p>     <p>Com este artigo pretende-se descrever e discutir uma gravidez espont&#226;nea ap&#243;s tratamento com UPA.</p>     <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso cl&#237;nico</b></p>     <p>Nuligesta de 38 anos e ra&#231;a caucasiana. Com antecedentes de linfadenite reativa &#224; toxoplasmose,&#160; sem antecedentes cir&#250;rgicos e consumidora de 4 cigarros/dia. Refere ciclos menstruais regulares com menstrua&#231;&#245;es normais, segundo o sistema de classifica&#231;&#227;o de HUA da FIGO 2012<sup>8</sup>. Contracep&#231;&#227;o com 3mg drospirenona e 0,02mg etinilestradiol. Nega hist&#243;ria de infertilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Dezembro de 2009, foi detetado em ecografia p&#233;lvica de rotina &#250;tero com 120x92x65mm (di&#226;metro longitudinal, anteroposterior e transversal, respetivamente) com m&#250;ltiplos miomas, nomeadamente dois miomas com 20mm, a n&#237;vel da parede lateral direita e posterior, ambos do tipo 5 (segundo o sistema de subclassifica&#231;&#227;o dos miomas<sup>9</sup>)&#160; e um mioma com 70mm, f&#250;ndico, do tipo 2-5, a condicionar distor&#231;&#227;o da cavidade uterina. Por apresentar ecografia p&#233;lvica pr&#233;via recente e normal, foi decidido propor a utente para tratamento cir&#250;rgico devido ao aparecimento e crescimento r&#225;pido destas forma&#231;&#245;es. Foi efetuada laparotomia exploradora com realiza&#231;&#227;o de tr&#234;s miomectomias, uma delas atingindo a cavidade uterina, sem outros incidentes. A cirurgia e p&#243;s-operat&#243;rio decorreram favoravelmente, tendo reiniciado o contraceptivo oral combinado. O estudo histol&#243;gico confirmou o diagn&#243;stico de fibromioma. </p>     <p>Manteve-se assintom&#225;tica e com avalia&#231;&#245;es ecogr&#225;ficas sobrepon&#237;veis at&#233; Agosto de 2013, altura em que refere epis&#243;dio de HUA aguda, com dura&#231;&#227;o de 9 dias e em quantidade abundante. Recorre a ginecologista onde foi confirmada hemorragia de origem uterina, sendo detetado &#224; palpa&#231;&#227;o bimanual &#250;tero m&#243;vel, globoso e de contornos irregulares. Detetou-se ecograficamente agravamento da patologia fibromiomatosa, com m&#250;ltiplos miomas atingindo todas as camadas uterinas, apresentando-se justapostos e por isso de dif&#237;cil individualiza&#231;&#227;o, sendo o maior do tipo 5, com 35 mm e localiza&#231;&#227;o f&#250;ndica (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n1/10n1a10f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&#243;s a discuss&#227;o das poss&#237;veis terap&#234;uticas, foi proposta para um ciclo trimestral de UPA 5mg, que iniciou em Setembro de 2013. Durante o tratamento foi vigiada mensalmente, mantendo-se assintom&#225;tica e com menstrua&#231;&#245;es de caracter&#237;sticas id&#234;nticas &#224;s habituais. Negou efeitos adversos decorrentes da medica&#231;&#227;o. Fez reavalia&#231;&#227;o ecogr&#225;fica em Novembro, onde foram visualizados miomas com dimens&#245;es sobrepon&#237;veis ao estudo anterior. </p>     <p>Ap&#243;s a suspens&#227;o do tratamento manteve-se assintom&#225;tica. Repetiu ecografia p&#233;lvica em in&#237;cio de Janeiro de 2014, que demonstrou discreta diminui&#231;&#227;o das dimens&#245;es dos miomas. Repetiu exame ecogr&#225;fico em Mar&#231;o por atraso menstrual, sendo visualizada gesta&#231;&#227;o intrauterina unifetal, compat&#237;vel com 7 semanas. Durante a gravidez as dimens&#245;es dos miomas mantiveram-se est&#225;veis, sem localiza&#231;&#227;o retroplacentar ou rela&#231;&#227;o com o canal cervical, apresentando o maior 33mm e localiza&#231;&#227;o f&#250;ndica. A gravidez foi vigiada sem queixas ou incidentes at&#233; &#224;s 35 semanas, altura que recorre ao Servi&#231;o de Urg&#234;ncia de Obstetr&#237;cia por dor abdominal s&#250;bita e intensa. O cardiotocograma da admiss&#227;o apresentou-se patol&#243;gico e como tal foi realizada cesariana segmentar transversa urgente. Ap&#243;s a histerotomia houve exterioriza&#231;&#227;o de um co&#225;gulo retroplacentar, tendo-se procedido &#224; r&#225;pida extra&#231;&#227;o do rec&#233;m-nascido, que se apresentou sem malforma&#231;&#245;es aparentes, com 2.300g e &#205;ndice de Apgar de 7/10/10. No puerp&#233;rio precoce e imediato teve uma evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel, tendo tido alta ao 3&#186; p&#243;s-operat&#243;rio.</p>     <p>Atualmente mant&#233;m-se assintom&#225;tica. O exame puerperal &#224; 8&#186; semana p&#243;s-parto foi normal, tendo sido medicada com desogestrel 75mcg/dia. Fez ecografia p&#233;lvica em Outubro de 2014, com visualiza&#231;&#227;o de miomas com dimens&#245;es reduzidas, alguns milim&#233;tricos e calcificados (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Os miomas s&#227;o respons&#225;veis pela infertilidade de 1-2.4% dos casais, causando altera&#231;&#245;es da contratilidade, altera&#231;&#245;es endometriais e distor&#231;&#227;o anat&#243;mica com obstru&#231;&#227;o tubar ou deforma&#231;&#227;o da cavidade uterina<sup>1,10</sup>. Podem apresentar ainda crescimento r&#225;pido na gravidez, causando algias p&#233;lvicas<sup>11</sup>. Est&#227;o tamb&#233;m associados a complica&#231;&#245;es obst&#233;tricas, nomeadamente: abortos espont&#226;neos, altera&#231;&#245;es da placenta&#231;&#227;o, trabalho de parto prematuro, apresenta&#231;&#227;o fetal an&#243;mala e hemorragia p&#243;s-parto<sup>10</sup>. Neste caso nenhum dos miomas tinha localiza&#231;&#227;o retroplacentar, contudo foi verificado um descolamento prematuro da placenta normalmente inserida, que pode em parte ter sido causado pela cicatriz da cavidade uterina decorrente da miomectomia pr&#233;via.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dependendo do tipo e volume dos miomas, a miomectomia &#233; proposta frequentemente em mulheres que desejam preservar a fertilidade, com infertilidade sem outras causas conhecidas ou com abortos recorrentes<sup>1,10</sup>. O impacto desta cirurgia na fertilidade e progn&#243;stico da gravidez demonstra resultados discordantes, sendo a localiza&#231;&#227;o do mioma um fator determinante. Assim, este benef&#237;cio &#233; evidente em miomas submucosos e parece ser nulo em miomas subserosos. Relativamente aos miomas intramurais os resultados s&#227;o menos claros, sendo necess&#225;rio mais estudos que avaliem o impacto da miomectomia, tendo em conta as dimens&#245;es e n&#250;mero de miomas, assim como a sua proximidade com a cavidade endometrial<sup>11,14</sup>. Al&#233;m do mais, este tipo de cirurgia, principalmente uma reinterven&#231;&#227;o, tem um risco hemorr&#225;gico elevado, causa cicatrizes miometriais e/ou endometriais, forma&#231;&#227;o de ader&#234;ncias e adiamento da concep&#231;&#227;o, podendo ter efeitos nefastos, quer numa futura gravidez, quer no potencial reprodutivo da mulher<sup>15</sup>. Est&#225; ainda, segundo uma revis&#227;o recente, associada a taxas de recorr&#234;ncia de 40% aos 4 anos<sup>15</sup>. Neste sentido, as terap&#234;uticas m&#233;dicas tem apresentado uma import&#226;ncia crescente no tratamento de mulheres com antecedentes de cirurgia uterina e com desejo de uma futura gravidez<sup>6,11,15</sup>. Por&#233;m, apesar das m&#250;ltiplas terap&#234;uticas hormonais e n&#227;o hormonais utilizadas serem altamente eficazes no controlo da sintomatologia, a interrup&#231;&#227;o de alguns f&#225;rmacos provoca retorno dos miomas &#224;s dimens&#245;es pr&#233;-tratamento, fazendo com que frequentemente fa&#231;am parte de um plano pr&#233;-operat&#243;rio<sup>1</sup>.<sup> </sup>&#160;Neste contexto, o UPA &#233; um dos tratamentos atualmente dispon&#237;veis. &#201; um modulador seletivo sint&#233;tico dos receptores de progesterona (SPRM) que bloqueia reversivelmente os receptores de progesterona do &#250;tero, ov&#225;rio e hipot&#225;lamo, causando o bloqueio da ovula&#231;&#227;o, induzindo altera&#231;&#245;es endometriais, suprimindo as hemorragias uterinas e reduzindo o volume dos miomas atrav&#233;s de um efeito antiproliferativo e pr&#243;-apopt&#243;tico<sup>16</sup>.</p>     <p>Em 2012 foram publicados dois estudos prospetivos randomizados, PEARL I e PEARL II, que demonstraram com UPA um mais r&#225;pido controlo da hemorragia excessiva e uma maior e mais prolongada redu&#231;&#227;o do volume dos miomas, quando comparado com placebo e acetato leuprorrelina 3,75mcg. Verificou-se tamb&#233;m com esta terap&#234;utica n&#237;veis s&#233;ricos de estradiol mais fisiol&#243;gicos, com menos efeitos laterais<sup>4,17</sup>. Em 2014, foi publicado o estudo PEARL III que demonstrou a efetividade e seguran&#231;a do UPA, quando administrado a m&#233;dio prazo<sup>18</sup>. Foram observadas modifica&#231;&#245;es n&#227;o fisiol&#243;gicas endometriais induzidas pelos SPRM, que demonstraram altera&#231;&#245;es c&#237;sticas glandulares, sem les&#245;es malignas, pr&#233;-malignas ou hiperpl&#225;sicas, que foram revers&#237;veis espontaneamente na maioria dos casos, 3 meses ap&#243;s a interrup&#231;&#227;o do UPA<sup>18</sup>. Embora ainda n&#227;o existam dados do impacto deste f&#225;rmaco na fertilidade e gravidez, o que faz com que as suas recomenda&#231;&#245;es sejam essencialmente para uso pr&#233;-cir&#250;rgico, a comprovada reversibilidade das altera&#231;&#245;es endometriais e a descri&#231;&#227;o recente de casos com r&#225;pida concep&#231;&#227;o ap&#243;s a cessa&#231;&#227;o desta terap&#234;utica, demonstra em parte que o endom&#233;trio mant&#233;m-se com qualidade suficiente para a implanta&#231;&#227;o do blastocisto, facto este constatado em estudo realizado por Berger <i>et al </i>no qual se concluiu n&#227;o haver em interfer&#234;ncia do UPA (30mg) no processo de implanta&#231;&#227;o embrion&#225;ria<sup>1,6,7,19,20</sup>. Neste sentido, existe ainda uma s&#233;rie de gravidezes ap&#243;s tratamento com UPA descrita por Luyckx <i>et al</i> em 2014, relatando taxas de gravidez de 71%, sem complica&#231;&#245;es maternas, com a maioria dos partos por cesariana (devido a miomectomias pr&#233;vias extensas)<sup>19</sup>. </p>     <p>Este caso clinico &#233; concordante com os dados descritos na literatura. A terap&#234;utica com UPA foi proposta nesta utente no sentido de prevenir os efeitos nefastos de uma reinterven&#231;&#227;o uterina na sua fertilidade futura, tendo-se atingido um bom controlo da sintomatologia e estabiliza&#231;&#227;o do volume dos miomas, sem registo de efeitos laterais ou altera&#231;&#245;es endometriais e com concep&#231;&#227;o a curto prazo, espont&#226;nea e bem sucedida. </p>     <p>O n&#250;mero crescente de gravidezes bem sucedidas ap&#243;s esta terap&#234;utica, suportam a sua potencial utilidade no tratamento de mulheres que desejem preservar a fertilidade, principalmente naquelas com risco cir&#250;rgico acrescido ou com idades avan&#231;adas, onde o atraso da concep&#231;&#227;o possa ser&#160; altamente prejudicial. No entanto, s&#227;o necess&#225;rios mais estudos para estabelecer o impacto e seguran&#231;a do uso de UPA previamente &#224; gravidez.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Sociedade Portuguesa de Ginecologia. Consenso sobre miomas uterinos. Viana do Castelo: 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855403&pid=S1646-5830201600010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Bulun SE. Uterine fibroids. N Engl J Med 2013; 369 (14): 1344-1355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855405&pid=S1646-5830201600010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Khan AT, Shehmar M, Gupta JK. Uterine fibroids: current perspectives. Int J Womens Health 2014; 6: 95-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855407&pid=S1646-5830201600010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Donnez J, Tatarchuk TF, Bouchard P, Puscasiu L, Zakharenko NF, Ivanova T, Ugocsai G, Mara M, Jilla MP, Bestel E, Terrill P, Osterloh I, Loumaye E. Ulipristal acetate versus placebo for fibroid treatment before surgery. N Engl J Med 2012; 366(5): 409-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855409&pid=S1646-5830201600010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Downes E, Sikirica V, Gilabert-Estelles J, Bolge SC, Dodd SL, Maroulis C, Subramanian D. The burden of uterine fibroids in five European countries. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2010; 152(1): 96-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855411&pid=S1646-5830201600010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Chabbert-Buffet N, Esber N, Bouchard P. Fibroid growth and medical options for treatment. Fertil Steril 2014; 102(3): 630-639.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855413&pid=S1646-5830201600010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Monleon J, Martinez-Varea A. Successful pregnancy after treatment with ulipristal acetate for uterine fibroids. Case Rep Obstet Gynecol 2014; 2014: 314587.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855415&pid=S1646-5830201600010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Munro MG, Critchley HO, Fraser IS. The FIGO systems for nomenclature and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: who needs them? Am J Obstet Gynecol 2012; 207(4): 259-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855417&pid=S1646-5830201600010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Munro MG, Critchley HO, Broder MS, Fraser IS. FIGO classification system (PALM-COEIN) for causes of abnormal uterine bleeding in nongravid women of reproductive age. Int J Gynaecol Obstet 2011; 113(1): 3-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855419&pid=S1646-5830201600010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Khaund A, Lumsden MA. Impact of fibroids on reproductive function. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2008; 22(4): 749-760.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855421&pid=S1646-5830201600010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Cook H, Ezzati M, Segars JH, McCarthy K. The impact of uterine leiomyomas on reproductive outcomes. Minerva Ginecol 2010; 62(3): 225-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855423&pid=S1646-5830201600010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Vimercati A, Scioscia M, Lorusso F, Laera AF, Lamanna G, Coluccia A, Bettocchi S, Selvaggi L, Depalo R. Do uterine fibroids affect IVF outcomes? Reprod Biomed Online 2007; 15(6): 686-691.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855425&pid=S1646-5830201600010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Pritts EA, Parker WH, Olive DL. Fibroids and infertility: an updated systematic review of the evidence. Fertil Steril 2009; 91(4): 1215-1223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855427&pid=S1646-5830201600010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Casini ML, Rossi F, Agostini R, Unfer V. Effects of the position of fibroids on fertility. Gynecol Endocrinol 2006; 22(2): 106-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855429&pid=S1646-5830201600010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Donnez J, Donnez O, Dolmans MM. With the advent of selective progesterone receptor modulators, what is the place of myoma surgery in current practice? Fertil Steril 2014; 102(3): 640-648.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855431&pid=S1646-5830201600010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Bouchard P, Chabbert-Buffet N, Fauser BC. Selective progesterone receptor modulators in reproductive medicine: pharmacology, clinical efficacy and safety. Fertil Steril 2011; 96(5): 1175-1189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855433&pid=S1646-5830201600010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Donnez J, Tomaszewski J, Vazquez F, Bouchard P, Lemieszczuk B, Baro F, Nouri K, Selvaggi L, Sodowski K, Bestel E, Terrill P, Osterloh I, Loumaye E. Ulipristal acetate versus leuprolide acetate for uterine fibroids. N Engl J Med 2012; 366(5): 421-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855435&pid=S1646-5830201600010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18. Donnez J, Vazquez F, Tomaszewski J, Nouri K, Bouchard P, Fauser BC, Barlow DH, Palacios S, Donnez O, Bestel E, Osterloh I, Loumaye E. Long-term treatment of uterine fibroids with ulipristal acetate. Fertil Steril 2014; 101(6): 1565-1573.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855437&pid=S1646-5830201600010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Luyckx M, Squifflet JL, Jadoul P, Votino R, Dolmans MM, Donnez J. First series of 18 pregnancies after ulipristal acetate treatment for uterine fibroids. Fertil Steril 2014; 102(5):1404-1409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855439&pid=S1646-5830201600010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Berger C, Boggavarapu NR, Menezes J, Lalitkumar PG, Gemzell-Danielsson K. Effects of ulipristal acetate on human embryo attachment and endometrial cell gene expression in an in vitro co-culture system. Hum Reprod. 2015; 30(4): 800-811.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855441&pid=S1646-5830201600010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Herm&#237;nia Gomes Afonso&#160; </p>     <p>E-mail: <a href="mailto:minagaf@gmail.com">minagaf@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>25-01-2015</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b>08-10-15</p>      ]]></body><back>
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