<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-5830</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Obstet Ginecol Port]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-5830</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Euromédice, Edições Médicas Lda.]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-58302016000100012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pregnancy in Marfan Syndrome: two case reports]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez na Síndrome de Marfan: dois casos clínicos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[Patrícia Isidro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Patrício]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lino]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,CHLC Maternidade Dr. Alfredo da Costa ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,CHLC Hospital de Santa Marta ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>74</fpage>
<lpage>77</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-58302016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-58302016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-58302016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Marfan syndrome is a connective tissue disorder, autosomal dominant, which affects multiple organ systems, namely the cardiovascular, ocular and skeletal. Morbidity and mortality result primarily from aortic and cardiac complications including dilatation, dissection and rupture of the aorta. As a result, pregnancy in women with the Marfan syndrome has an increased risk. Main causes of complications are related with hemodynamic and hormonal modifications caused by pregnancy. The approach to pregnancy in patients with this syndrome is challenging and deserves special care. A multidisciplinary surveillance plan should be developed with support from cardiology, maternal fetal medicine, anesthesiology, genetics and pediatrics.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="en"><![CDATA[Marfan Syndrome]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pregnancy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Aortic dilatation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CASO CL&#205;NICO</B>/CASE REPORT</font></p>     <p><font size="4"><b>Pregnancy in Marfan Syndrome - two case reports</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Gravidez na S&#237;ndrome de Marfan - dois casos cl&#237;nicos</b></font></p>     <p><b>Patr&#237;cia Isidro Amaral*, Ana Campos**, Lino Patr&#237;cio***</b></p>     <p>*Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetr&#237;cia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa - CHLC</p>     <p>**Assistente Graduada S&#233;nior de Ginecologia e Obstetr&#237;cia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa - CHLC</p>     <p>***Assistente Graduado de Cardiologia do Hospital de Santa Marta - CHLC</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marfan syndrome is a connective tissue disorder, autosomal dominant, which affects multiple organ systems, namely the cardiovascular, ocular and skeletal. Morbidity and mortality result primarily from aortic and cardiac complications including dilatation, dissection and rupture of the aorta. As a result, pregnancy in women with the Marfan syndrome has an increased risk. Main causes of complications are related with hemodynamic and hormonal modifications caused by pregnancy.</p>     <p>The approach to pregnancy in patients with this syndrome is challenging and deserves special care. A multidisciplinary surveillance plan should be developed with support from cardiology, maternal fetal medicine, anesthesiology, genetics and pediatrics.</p>     <p><b>Keywords: </b>Marfan Syndrome; Pregnancy; Aortic dilatation.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o </b></p>     <p>A S&#237;ndrome de Marfan &#233; uma doen&#231;a heredit&#225;ria autoss&#243;mica dominante, rara, tendo uma preval&#234;ncia de 2-3/10 000, com igual distribui&#231;&#227;o em ambos os sexos. &#201; uma doen&#231;a do tecido conjuntivo, de envolvimento multissist&#233;mico, mas que afeta principalmente o aparelho cardiovascular, m&#250;sculo-esquel&#233;tico e ocular, constituindo a dilata&#231;&#227;o da aorta, disse&#231;&#227;o e rotura as principais causas de morbilidade e mortalidade<sup>1-3</sup>.</p>     <p>Um dos fatores mais importantes para determinar o risco de disse&#231;&#227;o da aorta &#233; o seu di&#226;metro m&#225;ximo, pelo que a dilata&#231;&#227;o inferior a 40 mm apresenta um risco relativamente baixo de disse&#231;&#227;o e rotura da aorta (1-4%)<sup>4</sup>. Este risco aumenta proporcionalmente com o aumento das suas dimens&#245;es: 41 a 44 mm - risco estimado de 10%; di&#226;metros superiores a 45 mm - risco superior a 25%<sup>5,6</sup>.</p>     <p>Durante a gravidez ocorrem altera&#231;&#245;es cardiovasculares maternas importantes, nomeadamente o aumento do d&#233;bito card&#237;aco condicionado pelo aumento do volume sangu&#237;neo e da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>7</sup>. As modifica&#231;&#245;es hormonais contribuem tamb&#233;m para altera&#231;&#245;es histol&#243;gicas na art&#233;ria aorta<sup>8</sup>.</p>     <p>Deste modo, &#233; de esperar que a gravidez aumente o risco de disse&#231;&#227;o da aorta nestas mulheres, variando o risco com o grau de dilata&#231;&#227;o desta art&#233;ria<sup>9</sup>.</p>     <p>A abordagem na gravidez deve passar pela avalia&#231;&#227;o do risco materno e fetal. No que diz respeito ao risco materno, as quest&#245;es essenciais de orienta&#231;&#227;o, referem-se aos limites de di&#226;metro da art&#233;ria aorta considerados seguros para se poder considerar poss&#237;vel encarar uma gravidez. As linhas de orienta&#231;&#227;o Canadianas recomendam que mulheres com um di&#226;metro da art&#233;ria aorta superior a 44 mm devem ser desencorajadas de engravidar enquanto na Europa os limites s&#227;o reduzidos a 40mm<sup>10,11</sup>. Relativamente ao risco fetal, este prende-se principalmente com o fato desta ser uma doen&#231;a autoss&#243;mica dominante, havendo assim um risco de transmiss&#227;o de 50%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Casos cl&#237;nicos</b></p>     <p><b>Caso 1</b></p>     <p>Mulher de 27 anos, com diagn&#243;stico de S&#237;ndrome de Marfan na inf&#226;ncia confirmado por estudo gen&#233;tico, vigiada na consulta de Cardiopatia Cong&#233;nita do Hospital de Santa Marta. Do ponto de vista cardiovascular, o ecocardiograma realizado previamente &#224; gravidez, mostrava uma dilata&#231;&#227;o da aorta de 41 mm e prolapso da v&#225;lvula mitral com regurgita&#231;&#227;o moderada a grave. Adicionalmente apresentava cifoescoliose.</p>     <p>Por op&#231;&#227;o materna n&#227;o foi realizada consulta pr&#233;-concecional, tendo sido avaliada pela cardiologia pela primeira vez na gravidez &#224;s 6 semanas. Iniciou nessa data medica&#231;&#227;o com betabloqueante, como profilaxia do risco de complica&#231;&#245;es card&#237;acas - <a href="#q1">Quadro I</a>. Nesta altura, a gr&#225;vida foi informada do progn&#243;stico materno-fetal, nomeadamente do risco elevado de transmiss&#227;o gen&#233;tica e de prematuridade fetal. Apesar desta informa&#231;&#227;o, decidiu prosseguir a gravidez, tendo sido proposta vigil&#226;ncia conjunta entre a cardiologia e a obstetr&#237;cia. Foi abordada a possibilidade de diagn&#243;stico pr&#233;-natal invasivo, que recusou. A gr&#225;vida apresentava sintomatologia de cansa&#231;o para m&#233;dios esfor&#231;os desde as 23 semanas. Perante o quadro cl&#237;nico foi aconselhada a cessar a sua atividade profissional. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n1/10n1a12q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi realizado ecocardiograma materno &#224;s 24 semanas, verificando-se uma dilata&#231;&#227;o da aorta de 41 mm. </p>     <p>Do ponto de vista fetal, foi realizada ecografia morfol&#243;gica com ecocardiograma fetal &#224;s 21 semanas - <a href="#q2">Quadro II</a>. O ecocardiograma fetal foi normal, com indica&#231;&#227;o para reavalia&#231;&#227;o no p&#243;s-parto. Repetiu ecografia &#224;s 25 semanas e &#224;s 32 semanas - <a href="#q2">Quadro II</a>. A vigil&#226;ncia materna revelou os par&#226;metros anal&#237;ticos do segundo e terceiro trimestre normais. Clinicamente a gr&#225;vida apresentava agravamento do cansa&#231;o. O aumento ponderal na gravidez foi de 12 Kg. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n1/10n1a12q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A decis&#227;o da altura do parto e da via de parto foram discutidas em equipa multidisciplinar (obstetr&#237;cia, cardiologia, anestesia e neonatologia), estando indicada a cesariana como via de parto nestes casos, pelo elevado risco de disse&#231;&#227;o da aorta<sup>6</sup>.</p>     <p>Decidiu-se realiza&#231;&#227;o de corticoterapia pr&#233;-natal e programa&#231;&#227;o do parto para as 34 semanas por agravamento do cansa&#231;o materno.</p>     <p>Rec&#233;m-nascido (RN) do sexo masculino, com 2.640g e IA 8/9. O exame do RN diagnosticou uma fenda palatina posterior. Foi transferido para a unidade de cuidados interm&#233;dios por prematuridade, n&#227;o se tendo verificado intercorr&#234;ncias, com alta ao 15&#186; dia. O internamento da m&#227;e no p&#243;s-parto decorreu sem intercorr&#234;ncias. A pu&#233;rpera manteve a terap&#234;utica com betabloqueante. Na consulta de revis&#227;o p&#243;s-parto foram apresentadas as v&#225;rias alternativas contracetivas poss&#237;veis, tendo optado pelo progestativo oral.</p>     <p><b>Caso 2</b></p>     <p>Doente de 31 anos, com antecedentes familiares de m&#227;e e tia com s&#237;ndrome de Marfan falecidas aos 51 anos por patologia card&#237;aca n&#227;o especificada. Diagn&#243;stico de s&#237;ndrome de Marfan na gravidez, confirmado por estudo gen&#233;tico e ecocardiograma, manifestando-se at&#233; &#224; data por dilata&#231;&#227;o da aorta, ectopia cong&#233;nita isolada do cristalino e miopia grave.</p>     <p>Gravidez n&#227;o planeada, vigiada na Horta, com referencia&#231;&#227;o &#224; Consulta de Gen&#233;tica M&#233;dica &#224;s 16 semanas. Foi realizado ecocardiograma materno &#224;s 17 semanas, com diagn&#243;stico de dilata&#231;&#227;o da raiz da aorta de 45 mm, tendo sido encaminhada para a consulta de Cardiologia da nossa institui&#231;&#227;o e iniciado medica&#231;&#227;o com betabloqueante - <a href="#q1">Quadro I</a>. Foi solicitada uma Resson&#226;ncia Magn&#233;tica (RM) para melhor visualiza&#231;&#227;o da aorta, que a gr&#225;vida n&#227;o conseguiu efetuar por motivos de claustrofobia. A gr&#225;vida foi elucidada acerca do progn&#243;stico materno relacionado com o risco de disse&#231;&#227;o da aorta, e do risco fetal, nomeadamente de transmiss&#227;o gen&#233;tica, tendo sido oferecida possibilidade de realiza&#231;&#227;o de t&#233;cnica invasiva de diagn&#243;stico pr&#233;-natal, amniocentese, mas que a gr&#225;vida recusou.</p>     <p>Realizou, &#224;s 20 semanas, a ecografia morfol&#243;gica fetal com estudo de ecocardiograma fetal complementar, aparentemente bem mas com m&#225; visualiza&#231;&#227;o do arco a&#243;rtico, com indica&#231;&#227;o de repeti&#231;&#227;o &#224;s 23 semanas, n&#227;o tendo comparecido ao exame - <a href="#q2">Quadro II</a>. </p>     <p>Durante a gravidez foram realizados mais dois ecocardiogramas maternos (24 e 33 semanas), mantendo&#8212;se a dilata&#231;&#227;o da aorta nos 45 mm.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#192;s 31 semanas a gr&#225;vida foi encaminhada pela cardiologia &#224; consulta de Alto Risco da nossa Institui&#231;&#227;o. Foi realizada ecografia fetal &#224;s 32 semanas onde se verificou uma suspei&#231;&#227;o de coarta&#231;&#227;o da aorta - <a href="#q2">Quadro II</a>. Assim, &#224; data, foi repetido o ecocardiograma fetal, que mostrou a confirma&#231;&#227;o de despropor&#231;&#227;o dos ventr&#237;culos card&#237;acos, e hip&#243;tese diagn&#243;stica de despropor&#231;&#227;o fisiol&#243;gica, com indica&#231;&#227;o de observa&#231;&#227;o do RN pela cardiologia pedi&#225;trica ap&#243;s o nascimento.</p>     <p>Repetiu nova ecografia &#224;s 34 semanas - <a href="#q2">Quadro II</a>. A vigil&#226;ncia materna revelou par&#226;metros anal&#237;ticos do segundo e terceiro trimestre normais.</p>     <p>O aumento ponderal materno foi de 11Kg. Clinicamente a gr&#225;vida apresentava-se assintom&#225;tica. </p>     <p>Discutido em equipa multidisciplinar, foi decidido parto por cesariana &#224;s 35 semanas, com realiza&#231;&#227;o de corticoterapia pr&#233;-natal dois dias antes. </p>     <p>RN do sexo masculino com 2.410g IA 8/9, que esteve internado na unidade de cuidados interm&#233;dios por prematuridade, n&#227;o se tendo verificado intercorr&#234;ncias e tido alta ao 10&#186; dia. Foi realizado ecocardiograma do RN com boa fun&#231;&#227;o card&#237;aca, sem altera&#231;&#245;es do arco a&#243;rtico, ficando referenciado &#224; consulta de cardiologia pedi&#225;trica e pediatria para acompanhamento da patologia renal.</p>     <p>O internamento da m&#227;e decorreu sem intercorr&#234;ncias. A pu&#233;rpera manteve o betabloqueante no p&#243;s-parto. A consulta de revis&#227;o p&#243;s-parto com o aconselhamento contracetivo foi realizada no hospital da &#225;rea.</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>A vigil&#226;ncia destas mulheres deve ser multidisciplinar desde a preconce&#231;&#227;o, gravidez at&#233; ao p&#243;s-parto, partilhada entre a obstetr&#237;cia, a cardiologia, a anestesia, a pediatria e a gen&#233;tica de forma a otimizar os resultados<sup>12</sup>.<sup> </sup></p>     <p>Est&#225; indicada uma monitoriza&#231;&#227;o seriada por ecocardiograma materno a cada trimestre para estas gr&#225;vidas sem dilata&#231;&#227;o da aorta. Nas gr&#225;vidas com dilata&#231;&#227;o da aorta superior a 40 mm, dilata&#231;&#227;o progressiva, antecedentes de cirurgia a dilata&#231;&#227;o da aorta ou disse&#231;&#227;o da aorta pr&#233;via &#224; gravidez, o ecocardiograma materno deve ser realizado a cada 4 a 6 semanas. A RM pode ser utilizada, nos casos em que o ecocardiograma n&#227;o &#233; suficiente na avalia&#231;&#227;o da art&#233;ria aorta<sup>13</sup>.</p>     <p>Tem sido demonstrado que os betabloqueantes aumentam a distensibilidade da aorta e reduzem a velocidade de onda de pulso, provocando uma menor dilata&#231;&#227;o da aorta e consequentemente reduzindo a taxa de complica&#231;&#245;es, nomeadamente de regurgita&#231;&#227;o, disse&#231;&#227;o a&#243;rtica, insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva e morte, parecendo nestes doentes ter sentido a sua utiliza&#231;&#227;o<sup>14</sup>. No entanto, restri&#231;&#227;o do crescimento fetal, bradicardia, hipoglic&#233;mia, hiperbilirrubin&#233;mia e apneia do rec&#233;m-nascido t&#234;m sido descritos como poss&#237;veis efeitos secund&#225;rios da sua utiliza&#231;&#227;o durante a gravidez<sup>15</sup>. Os betabloqueantes s&#227;o excretados no leite materno, no entanto as vantagens da amamenta&#231;&#227;o superam os riscos, n&#227;o devendo ser desencorajada<sup>13</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A indica&#231;&#227;o de parto por cesariana est&#225; dependente das dimens&#245;es da dilata&#231;&#227;o da aorta. O parto vaginal pode ser realizado de forma segura em gr&#225;vidas com s&#237;ndrome de Marfan sem envolvimento cardiovascular ou com dimens&#245;es da aorta est&#225;vel e inferior a 40 mm<sup>16</sup>. No entanto, de forma a reduzir o <i>stress</i> do parto, &#233; recomendada analgesia para al&#237;vio da dor e parto instrumentado para abreviar o per&#237;odo expulsivo<sup>17</sup>.</p>     <p>Gr&#225;vidas com dilata&#231;&#227;o da aorta superior a 40 mm ou com aumento das suas dimens&#245;es durante a gravidez t&#234;m indica&#231;&#227;o para parto por cesariana eletiva, pelo risco elevado de disse&#231;&#227;o da aorta<sup>6</sup>. Em gr&#225;vidas com dilata&#231;&#227;o superior a 50 mm, diagnosticada numa fase tardia da gravidez, a substitui&#231;&#227;o da raiz da aorta deve ser realizada alguns dias ap&#243;s o parto. No caso de disse&#231;&#227;o da aorta (toracalgia, dorsalgia ou dor abdominal de in&#237;cio s&#250;bito, s&#237;ncope e sensa&#231;&#227;o de morte iminente) com indica&#231;&#227;o para cirurgia emergente, est&#225; indicada a realiza&#231;&#227;o de cesariana, seguida de cirurgia card&#237;aca<sup>7</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Judge DP, Dietz HC. Marfan Syndrome. Lancet 2005; 366:1965-1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855641&pid=S1646-5830201600010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Silverman DI, Burton KJ, Gray J, Bosner MS, Kouchoukos NT, Roman MJ et al. Life expectancy in the Marfan syndrome. Am J Cardiol 1995; 75:157-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855643&pid=S1646-5830201600010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Pyeritz RE, McKusick VA. The Marfan syndrome: diagnosis and management. N Engl J Med 1979; 300:772-777.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855645&pid=S1646-5830201600010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Pyeritz RE. Maternal and fetal complications of pregnancy in the Marfan Syndrome. Am J Med 1981; 71:784-790.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855647&pid=S1646-5830201600010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Lipscomb KJ, Smith JC, Clarke B, Donnai P, Harris R. Outcome of pregnancy in women with Marfan&#180;s syndrome. Br J Obstet Gynaecol 1997; 104:201-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855649&pid=S1646-5830201600010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Meijboom LJ, Vos FE, Timmermans J, Boers GH, Zwinderman AH, Mulder BJ. Pregnancy and aortic root growth in the Marfan syndrome: a prospective study. Eur Heart J 2005; 26: 914&#8212;920.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855651&pid=S1646-5830201600010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Robson SC, Hunter S, Boys RJ, Dunlop W. Serial study of factors influencing changes in cardiac output during human pregnancy. Am J Physiol 1989; 256:H1060-H1065.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855653&pid=S1646-5830201600010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>     <!-- ref --><p>8. Manalo-Estrela P, Barker AE. Histopathologic findings in human aortic media associated with pregnancy. Arch Pathol 1967; 83:336-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855655&pid=S1646-5830201600010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Immer FF, Bansi AG, Immer-Bansi AS, McDougall J, Zehr KJ, Schaff HV et al. Aortic dissection in pregnancy: analysis of risk factors and outcome. Ann Thorac Surg 2003; 76:309-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855657&pid=S1646-5830201600010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>     <!-- ref --><p>10. Expert consensos document on management of cardiovascular diseases during pregnancy. Eur Heart J 2003; 24:761-781.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855659&pid=S1646-5830201600010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>     <!-- ref --><p>11. Therrien J, Gatzoulis M, Graham T, Bink-Boelkens M, Connelly M, Niwa K et al. Canadian Cardiovascular Society Consensus Conference 2001 update: Recomendations for the Management of Adults with Congenital Heart Disease- Part II. Can J Cardiol 2001; 17:1029-1050.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855661&pid=S1646-5830201600010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12. Grigoriu A, Colman J, Silversides C, Wald R, Siu S, Sermer M. Marfan Syndrome and Pregnancy: Clinical implications and management. Fetal and Maternal Medicine Review 2010; 21(3): 225-241.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855663&pid=S1646-5830201600010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160;&#160; </p>     <!-- ref --><p>13. Goland S, Barakat M, Khatri N, Elkayam U. Pregnancy in Marfan Syndrome- Maternal and Fetal Risk and Recommendations for Patient Assessment and Management. Cardiol Rev. 2009; 17(6):253-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855665&pid=S1646-5830201600010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>14. Shores J, Berger KR, Murphy EA, Pyeritz RE. Progression of aortic dilatation and the benefit of long-term beta-adrenergic blockage in Marfan&#180;s. 1994;330(19):1335-1341. </p>     <!-- ref --><p>15. Pruyn SC, Phelan JP, Buchanan GC. Long-term propranolol therapy in pregnancy: maternal and fetal outcome. Am J Obstet Gynecol. 1979; 135:485-489.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855668&pid=S1646-5830201600010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>     <!-- ref --><p>16. Lipscomb KJ, Smith JC, Clark B, et al. Outcome of pregnancy in women with Marfan syndrome. Br J Obstet Gynecol 1997;104:201-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1855670&pid=S1646-5830201600010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>17. Elkayam U, Gleicher N. Hemodynamics and cardiac function during normal pregnancy and the puerperium. In: Elkayam U, Gleicher, eds. Cardiac Problems in Pregnancy. New York, NY: Wiley-Liss; 1995: 23-32. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p> Patr&#237;cia Isidro Amaral </p>     <p>Maternidade Dr. Alfredo da Costa </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:patriciaisidroamaral@gmail.com">patriciaisidroamaral@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>05-02-2015</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b>10-09-2015</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Judge]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[HC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Marfan Syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2005</year>
<volume>366</volume>
<page-range>1965-1976</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burton]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gray]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bosner]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kouchoukos]]></surname>
<given-names><![CDATA[NT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Roman MJ et al</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Life expectancy in the Marfan syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Cardiol]]></source>
<year>1995</year>
<volume>75</volume>
<page-range>157-160</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pyeritz]]></surname>
<given-names><![CDATA[RE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKusick]]></surname>
<given-names><![CDATA[VA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Marfan syndrome: diagnosis and management]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>1979</year>
<volume>300</volume>
<page-range>772-777</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pyeritz]]></surname>
<given-names><![CDATA[RE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal and fetal complications of pregnancy in the Marfan Syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Med]]></source>
<year>1981</year>
<volume>71</volume>
<page-range>784-790</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lipscomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clarke]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donnai]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcome of pregnancy in women with Marfan´s syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Obstet Gynaecol]]></source>
<year>1997</year>
<volume>104</volume>
<page-range>201-206</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meijboom]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vos]]></surname>
<given-names><![CDATA[FE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Timmermans]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boers]]></surname>
<given-names><![CDATA[GH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zwinderman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mulder]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pregnancy and aortic root growth in the Marfan syndrome: a prospective study]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
<year>2005</year>
<volume>26</volume>
<page-range>914-920</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robson]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunter]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boys]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunlop]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Serial study of factors influencing changes in cardiac output during human pregnancy]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Physiol]]></source>
<year>1989</year>
<volume>256</volume>
<page-range>H1060-H1065</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Manalo-Estrela]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barker]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Histopathologic findings in human aortic media associated with pregnancy]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pathol]]></source>
<year>1967</year>
<volume>83</volume>
<page-range>336-341</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Immer]]></surname>
<given-names><![CDATA[FF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bansi]]></surname>
<given-names><![CDATA[AG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Immer-Bansi]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDougall]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zehr]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schaff]]></surname>
<given-names><![CDATA[HV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aortic dissection in pregnancy: analysis of risk factors and outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Thorac Surg]]></source>
<year>2003</year>
<volume>76</volume>
<page-range>309-314</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Expert consensos document on management of cardiovascular diseases during pregnancy]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
<year>2003</year>
<volume>24</volume>
<page-range>761-781</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Therrien]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gatzoulis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graham]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bink-Boelkens]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Connelly]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niwa]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Canadian Cardiovascular Society Consensus Conference 2001 update: Recomendations for the Management of Adults with Congenital Heart Disease- Part II]]></article-title>
<source><![CDATA[Can J Cardiol]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1029-1050</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grigoriu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silversides]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wald]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siu]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sermer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Marfan Syndrome and Pregnancy: Clinical implications and management]]></article-title>
<source><![CDATA[Fetal and Maternal Medicine Review]]></source>
<year>2010</year>
<volume>21</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>225-241</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goland]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barakat]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khatri]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elkayam]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pregnancy in Marfan Syndrome: Maternal and Fetal Risk and Recommendations for Patient Assessment and Management]]></article-title>
<source><![CDATA[Cardiol Rev]]></source>
<year>2009</year>
<volume>17</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>253-262</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shores]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berger]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murphy]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pyeritz]]></surname>
<given-names><![CDATA[RE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Progression of aortic dilatation and the benefit of long-term beta-adrenergic blockage in Marfan´s]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>1994</year>
<volume>330</volume>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>1335-1341</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pruyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phelan]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buchanan]]></surname>
<given-names><![CDATA[GC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Long-term propranolol therapy in pregnancy: maternal and fetal outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Obstet Gynecol]]></source>
<year>1979</year>
<volume>135</volume>
<page-range>485-489</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lipscomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcome of pregnancy in women with Marfan syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Obstet Gynecol]]></source>
<year>1997</year>
<volume>104</volume>
<page-range>201-206</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Elkayam]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gleicher]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hemodynamics and cardiac function during normal pregnancy and the puerperium]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Elkayam]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gleicher]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cardiac Problems in Pregnancy]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>23-32</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York^eNY NY]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley-Liss]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
