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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contracepção hormonal e alterações do padrão menstrual: em que ponto estamos?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O/</B>REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Contracep&#231;&#227;o hormonal e altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual: em que ponto estamos?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Hormonal contraception and bleeding pattern changes: where do we stand?</b></font></p>     <p><b>Filipa de Castro Coelho*, Francisco Macedo**, Cl&#225;udia Freitas*** </b></p>     <p>Servi&#231;o de Sa&#250;de da Regi&#227;o Aut&#243;noma da Madeira (SESARAM), E.P.E., Funchal, Portugal </p>     <p>*Interna do Internato Complementar de Obstetr&#237;cia e Ginecologia, Hospital Dr. N&#233;lio Mendon&#231;a - Servi&#231;o de Sa&#250;de da Regi&#227;o Aut&#243;noma da Madeira (SESARAM), E.P.E., Funchal, Portugal </p>     <p>**Interno do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar, Centro de Sa&#250;de Dr. Rui Adriano de Freitas - SESARAM, E.P.E., Funchal, Portugal</p>     <p>***Assistente Hospitalar de Obstetr&#237;cia e Ginecologia, Hospital Dr. N&#233;lio Mendon&#231;a - SESARAM, E.P.E., Funchal, Portugal</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Unscheduled bleeding is a major current problem in women&#8217;s health. The management of bleeding pattern changes in women using hormonal contraception is challenging. Recommendations for the best practices are provided where evidence exists. This paper provides an updated review regarding the approach of unscheduled bleeding in women who use hormonal contraception.</p>     <p><b>Keywords: </b>Uterine hemorrhage; Metrorrhagia; Contraceptive agents; Contraceptive devices; Treatment outcome.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A hemorragia uterina an&#243;mala (HUA) representa um importante problema actual na sa&#250;de da mulher que motiva o recurso a cerca de um ter&#231;o de todas as consultas das especialidades de Medicina Geral e Familiar e de Ginecologia<sup>1</sup>. Este facto acarreta um grande &#243;nus social e econ&#243;mico, resultado n&#227;o s&#243; da poss&#237;vel associa&#231;&#227;o com patologia do trato genital, mas tamb&#233;m pela ansiedade gerada, com consequentes investiga&#231;&#245;es invasivas, de elevados custos e que raramente traduzem patologia na mulher jovem. </p>     <p>A administra&#231;&#227;o ex&#243;gena de ester&#243;ides sexuais (estrog&#233;nios, progestativos e androg&#233;nios) para controlo da fecundidade, tratamento de HUA ou como terap&#234;utica hormonal, est&#225; frequentemente associada a hemorragia uterina interc&#237;clica<sup>2</sup>. A actua&#231;&#227;o cl&#237;nica perante mulheres que se apresentam com altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual durante o uso de contraceptivos hormonais constitui um desafio.</p>     <p>Neste artigo, &#233; revisto o conhecimento actual sobre a avalia&#231;&#227;o e o tratamento das altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual associadas ao uso de contracep&#231;&#227;o hormonal. Todas as indica&#231;&#245;es sugeridas destacam, da melhor forma poss&#237;vel, os estudos bibliogr&#225;ficos, os pareceres e recomenda&#231;&#245;es de peritos.</p>     <p><b>Import&#226;ncia da altera&#231;&#227;o do padr&#227;o menstrual com a contracep&#231;&#227;o hormonal </b></p>     <p>Em Portugal, de acordo com o &#250;ltimo Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de<sup>3</sup>, estima-se que 85,1% da popula&#231;&#227;o residente feminina com idade compreendida entre os 15-55 anos e em condi&#231;&#227;o pass&#237;vel de gravidez utiliza algum m&#233;todo contraceptivo, sendo a contracep&#231;&#227;o hormonal combinada oral, o preservativo e o dispositivo intrauterino, os m&#233;todos mais frequentes. Contudo, o uso de um m&#233;todo contraceptivo n&#227;o garante a sua efic&#225;cia (conceito impl&#237;cito no &#205;ndice de Pearl). Em pa&#237;ses como Fran&#231;a, onde 82% das mulheres utilizam um m&#233;todo contraceptivo hormonal, a frequ&#234;ncia de gravidezes n&#227;o planeadas representa paradoxalmente 33% de todas as gravidezes, e 50% destas terminam em interrup&#231;&#227;o volunt&#225;ria da gravidez (IVG)<sup>4,5</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&#225;lise de factores que determinam uma gravidez n&#227;o planeada sugere que a interrup&#231;&#227;o do m&#233;todo de contracep&#231;&#227;o tem um contributo significativo<sup>5-7</sup>. A segunda causa mais citada para interrup&#231;&#227;o do m&#233;todo de contracep&#231;&#227;o &#233; a presen&#231;a concomitante de altera&#231;&#245;es do ciclo menstrual associadas ao seu uso<sup>7</sup>.</p>     <p>Em suma, a interven&#231;&#227;o m&#233;dica preventiva e terap&#234;utica aquando da altera&#231;&#227;o do padr&#227;o menstrual associado ao uso de contraceptivos hormonais, deve passar pelo encorajamento ao uso continuado do m&#233;todo, de modo a que melhore a sua aceitabilidade e a <i>compliance</i>, contribuindo assim para um menor n&#250;mero de gravidezes n&#227;o planeadas e IVG consequentes<sup>8-11</sup>.</p>     <p><b>Terminologia</b></p>     <p>O uso de m&#250;ltiplas nomenclaturas e terminologias para a defini&#231;&#227;o e classifica&#231;&#227;o das hemorragias uterinas, inclusive as de causa iatrog&#233;nica, tem dificultado a interpreta&#231;&#227;o de resultados aquando da investiga&#231;&#227;o deste tema. Esta situa&#231;&#227;o promoveu a forma&#231;&#227;o de um grupo internacional de trabalho sob a &#233;gide da <i>International Federation of Gynecology and Obstetrics</i> (FIGO) - FIGO <i>Menstrual Disorders Working Group</i> - que recomenda definir menstrua&#231;&#227;o e ciclo menstrual normal de acordo com os seguintes par&#226;metros do fluxo: (1) regularidade, (2) frequ&#234;ncia, (3) volume e (4) dura&#231;&#227;o. Qualquer hemorragia genital com origem intrauterina, que se apresente com pelo menos um destes par&#226;metros an&#243;malo, deve ser considerada como HUA<sup>12,13</sup>. A hemorragia interc&#237;clica define-se pela presen&#231;a de hemorragia genital que ocorre entre os per&#237;odos menstruais normais. Tal hemorragia pode surgir de um modo c&#237;clico e previs&#237;vel ou pode n&#227;o apresentar nenhum padr&#227;o em particular<sup>13,14</sup>. As altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual s&#227;o quase inevit&#225;veis com o uso de terap&#234;utica progestativa e/ou estrog&#233;nica, muitas vezes associada a um padr&#227;o de dif&#237;cil previs&#227;o, dado a particularidade e variabilidade que cada m&#233;todo apresenta em cada mulher. Segundo o sistema de classifica&#231;&#227;o das causas de HUA (<i>anomalous uterine bleeding</i> - AUB) da FIGO, classifica-se, segundo o acr&#243;nimo &#171;PALM-COEIN&#187;, as causas como &#171;estruturais&#187; e identific&#225;veis por imagiologia e histologia - <i>Polyp, Adenomyosis, Leiomyoma, Malignancy and Hyperplasia</i> - e &#171;n&#227;o-estruturais&#187; - <i>Coagulopathy, Ovulatory Disorders, Endometrium, Iatrogenic and Not Yet Classified</i>. Quando a hemorragia ocorre durante a suplementa&#231;&#227;o com hormonas ester&#243;ides sexuais, &#233; classificada como de causa iatrog&#233;nica: AUB - I (<i>I -</i> <i>Iatrogenic)</i><sup>13</sup>. </p>     <p><b>Patog&#233;nese</b></p>     <p>O ciclo menstrual, na maioria das mulheres, &#233; caracterizado por uma ovula&#231;&#227;o regular e uma sequ&#234;ncia ordenada de sinais end&#243;crinos que se traduzem na previsibilidade, regularidade e consist&#234;ncia das menstrua&#231;&#245;es<sup>15,16</sup>. A patog&#233;nese da hemorragia interc&#237;clica nas mulheres que utilizam m&#233;todos contraceptivos hormonais permanece pouco esclarecida. Ap&#243;s o in&#237;cio do m&#233;todo, a hemorragia intermenstrual parece relacionar-se com a transi&#231;&#227;o de um endom&#233;trio que inicialmente est&#225; relativamente espessado para depois se tornar atr&#243;fico, em resultado da domin&#226;ncia do componente progestativo presente em todos os contraceptivos hormonais. Nestas condi&#231;&#245;es, surge no endom&#233;trio vasos sangu&#237;neos superficiais que se tornam dilatados, espiralados e desagregados, propensos a hemorragias focais pela sua fragilidade. Juntamente com esta perda de suporte estrutural do estroma endometrial, altera&#231;&#245;es da hemostase local e de processos pr&#243; e anti-oxidantes, poder&#227;o tamb&#233;m contribuir para a patog&#233;nese da hemorragia interc&#237;clica<sup>17,18</sup>.</p>     <p><b>Avalia&#231;&#227;o</b></p>     <p>S&#227;o muitos os factores que determinam a escolha de um contraceptivo. Segundo o Consenso sobre Contracep&#231;&#227;o da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG)<sup>19</sup>,<sup> </sup>aquando da prescri&#231;&#227;o de um m&#233;todo contraceptivo hormonal, torna-se fundamental para uma boa ades&#227;o, o <i>aconselhamento: </i>as mulheres devem ser informadas correctamente e de forma clara sobre os m&#233;todos de contracep&#231;&#227;o dispon&#237;veis, e devem escolh&#234;-lo livremente de acordo com a sua condi&#231;&#227;o m&#233;dica, as suas necessidades e expectativas. A <i>Faculty of Sexual and Reproductive Health Care Clinical Effectiveness Unit </i>(FSRH)<i> </i>em colabora&#231;&#227;o com o <i>Royal College of Obstetricians and Gynaecologists </i>(RCOG)<i>,</i> recomendam que durante o <i>aconselhamento</i> devem ser inclu&#237;dos dois aspectos: 1) informa&#231;&#227;o sobre os padr&#245;es hemorr&#225;gicos expect&#225;veis associados ao m&#233;todo adoptado, inicialmente e a longo prazo (<a href="#q1">Quadro I</a>); 2) na presen&#231;a de hemorragia interc&#237;clica transmitir a aus&#234;ncia de evid&#234;ncia que demonstre que esse sintoma diminui a efic&#225;cia contraceptiva<sup>20</sup>. Deste modo, a oferta atempada de uma informa&#231;&#227;o clara, completa e baseada na evid&#234;ncia, acerca da frequ&#234;ncia, evolu&#231;&#227;o e significado cl&#237;nico da hemorragia intermenstrual, torna a mulher mais apta a continuar um determinado m&#233;todo contraceptivo na presen&#231;a de hemorragia interc&#237;clica, reduzindo-se o risco de gravidez n&#227;o planeada. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a05q1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A abordagem da hemorragia interc&#237;clica que surge durante os primeiros meses (i.e. 3 - 6 meses) de utiliza&#231;&#227;o de um m&#233;todo contraceptivo pode ser diferente da actua&#231;&#227;o cl&#237;nica perante uma hemorragia com meses de evolu&#231;&#227;o e/ou que apresenta uma altera&#231;&#227;o <i>de novo</i> do padr&#227;o menstrual. Se durante o uso de contracep&#231;&#227;o hormonal o padr&#227;o menstrual difere do normal e expect&#225;vel para o per&#237;odo de utiliza&#231;&#227;o, ent&#227;o poder&#225; existir indica&#231;&#227;o para a realiza&#231;&#227;o do exame ginecol&#243;gico, investiga&#231;&#227;o e posterior tratamento<sup>20,21</sup>.</p>     <p>Embora a contracep&#231;&#227;o hormonal seja uma causa comum de HUA, outras causas devem ser consideradas (<a href="#q2">Quadro II</a>). No estudo da HUA, uma hist&#243;ria cl&#237;nica pormenorizada &#233; o passo inicial fundamental que contribui de forma determinante para o diagn&#243;stico diferencial<sup>1,20-22 </sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a05q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A avalia&#231;&#227;o da HUA associada &#224; utiliza&#231;&#227;o de contracep&#231;&#227;o hormonal &#233; apresentada no <a href="#q3">Quadro III</a>. Neste contexto, &#233; fundamental verificar qual a <i>compliance </i>com o m&#233;todo<i> </i>contraceptivo; solicitar um calend&#225;rio menstrual, de modo a determinar um padr&#227;o menstrual; excluir uma poss&#237;vel gravidez; excluir infec&#231;&#245;es sexualmente transmiss&#237;veis; e verificar a data e resultado do &#250;ltimo exame colpocitol&#243;gico. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a05q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em todas as mulheres, deve ser avaliada a exist&#234;ncia de factores de risco para uma infe&#231;&#227;o sexualmente transmiss&#237;vel (IST). A infe&#231;&#227;o por <i>Chlamydia trachomatis </i>&#233; a IST bacteriana mais comum; cerca de 80% das mulheres infectadas por este patog&#233;neo s&#227;o assintom&#225;ticas, no entanto, a HUA pode manifestar-se como sintoma inicial<sup>20</sup>. </p>     <p><b>Tratamento</b></p>     <p>Apesar dos numerosos estudos relacionados com a preven&#231;&#227;o e terap&#234;utica da hemorragia interc&#237;clica associada aos m&#233;todos de contracep&#231;&#227;o hormonal, s&#227;o insuficientes os que apresentam evid&#234;ncia comprovada na abordagem desta situa&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>     <p><b>Hemorragia interc&#237;clica associada a contracep&#231;&#227;o hormonal combinada </b></p>     <p>A contracep&#231;&#227;o hormonal combinada (CHC) pode ser administrada por via oral, transd&#233;rmica (sistemas ou adesivos transd&#233;rmicos) ou vaginal (anel vaginal). A hemorragia interc&#237;clica &#233; menos frequente com o uso de CHC comparativamente ao uso de progestativo isolado. </p>     <p>Nos primeiros 3 meses de utiliza&#231;&#227;o, a hemorragia interc&#237;clica est&#225; presente em mais de 20% das utilizadoras de CHC,<sup> </sup>com maior rela&#231;&#227;o nas formula&#231;&#245;es orais de baixa dosagem (20 &#236;g) de etinilestradiol (EE) comparativamente com as doses <i>standard</i> (30 a 35 &#236;g de EE)<sup>23</sup>. Embora a contracep&#231;&#227;o oral combinada (COC) com 20 &#236;g de EE seja teoricamente mais segura, a sua associa&#231;&#227;o a dist&#250;rbios hemorr&#225;gicos relaciona-se com uma maior frequ&#234;ncia de interrup&#231;&#227;o do m&#233;todo<sup>24</sup>. </p>     <p>Segundo as recomenda&#231;&#245;es da FSRH<i> </i>em colabora&#231;&#227;o com o RCOG, uma vez que a hemorragia interc&#237;clica habitualmente cessa ao longo do tempo de utiliza&#231;&#227;o, a mudan&#231;a de m&#233;todo n&#227;o est&#225; indicada nos primeiros 3 meses de utiliza&#231;&#227;o<sup>20</sup>. Tanto a SPG<sup>19</sup> como a SOGC<i> (Society of Obstetricians and Gynecologists of Canada)</i><sup>25</sup><i>,</i> recomendam<i> </i>&#224;s novas utilizadoras de CHC o uso consistente, com administra&#231;&#227;o di&#225;ria &#224; mesma hora, associado &#224; informa&#231;&#227;o da utente sobre a natureza transit&#243;ria da irregularidade do padr&#227;o hemorr&#225;gico, com melhoria ao longo do tempo.<sup> </sup>Se ap&#243;s o terceiro ciclo de utiliza&#231;&#227;o, a hemorragia persiste ou surge uma hemorragia <i>de novo</i>, outras causas de HUA devem ser exclu&#237;das: administra&#231;&#227;o irregular da pilula, tabagismo, patologia cervical ou uterina, gravidez, causas infeciosas, uso de medica&#231;&#227;o concomitante e/ou s&#237;ndromes de m&#225; absor&#231;&#227;o<sup>20,25</sup>.<sup> </sup>Os processos de absor&#231;&#227;o e metaboliza&#231;&#227;o da CHC podem interagir com o de outros medicamentos (<a href="#q4">Quadro IV</a>). No entanto, o significado cl&#237;nico destas intera&#231;&#245;es &#233; question&#225;vel e alvo de idiossincrasias nos processos de absor&#231;&#227;o, liga&#231;&#227;o &#224;s prote&#237;nas de transporte ou ao receptor, e na metaboliza&#231;&#227;o hep&#225;tica. </p>     <p>Uma vez eliminadas outras causas de HUA, a abordagem da hemorragia interc&#237;clica associada a CHC, pode implicar o recurso a regimes emp&#237;ricos sem fortes evid&#234;ncias cient&#237;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a05q4.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Contracep&#231;&#227;o oral combinada - regime c&#237;clico</b></p>     <p>Deve ser utilizado preferencialmente um m&#233;todo de COC com a menor dose de EE, contudo, de forma a garantir um melhor controlo do ciclo menstrual, pode ser necess&#225;rio em algumas mulheres, recorrer a formula&#231;&#245;es contendo 30-35 &#236;g de EE<sup>20</sup>. Perante uma hemorragia intermenstrual persistente, um ciclo de estrogenioterapia oral poder&#225; ser &#250;til: 1,25 mg de estrog&#233;nio conjugado ou 2 mg de 17&#226; - estradiol, diariamente durante 7 dias.<sup>25 </sup></p>     <p>Segundo um ensaio cl&#237;nico randomizado, a adop&#231;&#227;o de um regime de administra&#231;&#227;o de COC durante 21 dias consecutivos est&#225; associado a menos dias com hemorragia interc&#237;clica comparativamente a um regime de 24 dias consecutivos (4,6 dias <i>versus</i> 6,1 dias), apesar da totalidade do n&#250;mero de dias com hemorragia (interc&#237;clica e de priva&#231;&#227;o) ser superior no regime de 21 dias<sup>26</sup>.<sup> </sup>Se nenhuma melhoria ou resolu&#231;&#227;o do quadro for observada, poder&#225; estar indicada uma prova terap&#234;utica com outro COC.<sup>25</sup>.</p>     <p>Outra abordagem poss&#237;vel &#233; a altera&#231;&#227;o da via de administra&#231;&#227;o substituindo a oral pela via vaginal. Teoricamente, esta abordagem apresenta dois po- tenciais benef&#237;cios: (1) diminui a probabilidade de esquecimento, associado a melhor <i>compliance</i> do m&#233;todo e (2) o anel vaginal est&#225; associado a n&#237;veis hormonais sangu&#237;neos mais est&#225;veis ao longo de todo o ciclo<sup>27</sup>.<sup> </sup></p>     <p>Quanto &#224; componente progestativa do CHC, em regime c&#237;clico, n&#227;o h&#225; evid&#234;ncia cient&#237;fica suficiente que sugira a associa&#231;&#227;o de um determinado tipo de progestativo com menor incid&#234;ncia de hemorragia interc&#237;clica<sup>28</sup>. </p>     <p>Estudos de revis&#227;o sistem&#225;tica demonstraram aus&#234;ncia de evid&#234;ncia suficiente para recomendar o uso de CHC orais bif&#225;sicos ou trif&#225;sicos com o intuito de melhorar o padr&#227;o hemorr&#225;gico<sup>29-31</sup>.</p>     <p><b>Contracep&#231;&#227;o oral combinada - regime cont&#237;nuo </b></p>     <p>A op&#231;&#227;o por um regime cont&#237;nuo de um m&#233;todo de COC apresenta uma s&#233;rie de vantagens, incluindo a diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de dor p&#233;lvica, cefaleias e tens&#227;o mam&#225;ria que surgem durante o per&#237;odo &#171;livre de hormona&#187;; melhoria na sintomatologia de endometriose e do s&#237;ndrome do ov&#225;rio polic&#237;stico; e poder&#225; ser ainda uma escolha conveniente, quando &#233; op&#231;&#227;o da mulher reduzir o n&#250;mero de dias com hemorragia por ano<sup>32,33</sup>.</p>     <p>As desvantagens no regime cont&#237;nuo relacionam-se com a insuficiente evid&#234;ncia na seguran&#231;a a longo prazo e com os custos associados &#224; medica&#231;&#227;o despendida nos per&#237;odos que seriam de hemorragia de priva&#231;&#227;o. Em compara&#231;&#227;o com o regime tradicional c&#237;clico, o regime cont&#237;nuo diminui o n&#250;mero total de dias com hemorragia num ciclo. No entanto, durante os primeiros 3 meses de utiliza&#231;&#227;o de um regime cont&#237;nuo, ocorre com elevada frequ&#234;ncia hemorragia interc&#237;clica, que diminui progressivamente com a sua utiliza&#231;&#227;o<sup>33-35</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao componente progestativo, ao contr&#225;rio do observado com o regime c&#237;clico, deve ser considerado o tipo de progestativo. A dura&#231;&#227;o da hemorragia interc&#237;clica aparenta ser superior nas mulheres que utilizam em regime cont&#237;nuo um COC que contenha levonorgestrel (LNG) ao inv&#233;s do verificado com os que cont&#234;m acetato de noretindrona<sup>36</sup>.<sup> </sup></p>     <p>De acordo com as mais recentes recomenda&#231;&#245;es do <i>Centers for Disease Control and Prevention</i> (CDC), se ap&#243;s 21 dias de um regime continuado de COC, surge uma hemorragia interc&#237;clica, pode-se interromper o m&#233;todo durante 3 ou 4 dias, para indu&#231;&#227;o de hemorragia de priva&#231;&#227;o e retom&#225;-lo por, pelo menos, 21 dias cont&#237;nuos. Esta abordagem pode ser repetida sempre que surja uma hemorragia interc&#237;clica, desde que tenham sido administrados comprimidos hormonalmente activos durante 21 dias consecutivos, de modo a se manter a efic&#225;cia contraceptiva do m&#233;todo<sup>37</sup>. Com o tempo, os epis&#243;dios de hemorragia interc&#237;clica tornam-se mais espa&#231;ados e eventualmente cessam.<sup> </sup></p>     <p><b>Hemorragia interc&#237;clica associada a contracep&#231;&#227;o hormonal progestativa</b></p>     <p><b>Contracep&#231;&#227;o progestativa oral </b></p>     <p>A hemorragia interc&#237;clica &#233; uma das principais desvantagens do uso de contracep&#231;&#227;o exclusiva com progestativos. Apesar desta HUA cessar com a continua&#231;&#227;o do m&#233;todo, ainda n&#227;o se encontra definido o per&#237;odo de tempo decorrido at&#233; ao termo ou melhoria deste sintoma<sup>20</sup>.</p>     <p>A apresenta&#231;&#227;o oral da contracep&#231;&#227;o s&#243; com progestag&#233;nio, existente em Portugal, &#233; o desogestrel. A evid&#234;ncia sobre a abordagem terap&#234;utica na presen&#231;a concomitante de hemorragia interc&#237;clica &#233; escassa. Algumas recomenda&#231;&#245;es de peritos referem o uso de anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides (AINEs)<sup>21,25</sup> durante 10 dias ou a estrogenioterapia suplementar<sup>25</sup>.<sup> </sup>Na maioria das mulheres, a op&#231;&#227;o por um m&#233;todo progestativo deve-se &#224; presen&#231;a de contra-indica&#231;&#245;es aos estrog&#233;nios. No entanto, na aus&#234;ncia de contra-indica&#231;&#227;o, a estrogenioterapia pode ser uma op&#231;&#227;o: 1-2 mg de EE via oral durante 28 dias, ou 50-100 &#236;g via transd&#233;rmica durante 25 dias<sup>25</sup>. Outra op&#231;&#227;o v&#225;lida &#233; a troca por uma formula&#231;&#227;o com baixa dose de COC.<sup> </sup></p>     <p><b>Contracep&#231;&#227;o progestativa inject&#225;vel</b></p>     <p>A contracep&#231;&#227;o inject&#225;vel por via intramuscular (IM), em Portugal, &#233; constitu&#237;da pelo progestativo acetato de medroxiprogesterona (DMPA). Face ao decr&#233;scimo previs&#237;vel dos epis&#243;dios de hemorragia interc&#237;clica com a continuidade do m&#233;todo, muitas mulheres aceitam aguardar a resolu&#231;&#227;o espont&#226;nea do sintoma. Quanto &#224;s op&#231;&#245;es farmacol&#243;gicas, n&#227;o existe uma abordagem da hemorragia sustentada em evid&#234;ncia cient&#237;fica s&#243;lida. </p>     <p>Na aus&#234;ncia de contra-indica&#231;&#245;es &#224; estrogenioterapia, a FSRH recomenda como primeira linha terap&#234;utica, a associa&#231;&#227;o de COC (30 - 35 &#236;g EE com levonorgestrel ou noretisterona) durante 1 a 3 meses, em regime c&#237;clico ou cont&#237;nuo<sup>20</sup>. Na presen&#231;a de contra-indica&#231;&#245;es a CHC pode-se optar por associar AINEs (&#225;cido mefen&#226;mico 500mg 2id ou 3id, durante 5 dias), apesar da aus&#234;ncia de evid&#234;ncia do seu benef&#237;cio a longo prazo<sup>20,38</sup>. </p>     <p>Outras orienta&#231;&#245;es incluem como op&#231;&#245;es: a suplementa&#231;&#227;o com estrog&#233;nio (1-2 mg de 17&#226;-estradiol oral durante 28 dias; 50-100 &#236;g 17&#226;-estradiol via transd&#233;rmica durante 25 dias); AINEs (ibuprofeno 400-600 mg 2id, 10 dias); o aumento da dose de DMPA (entre 225 e 300 mg IM em 2 ou 3 administra&#231;&#245;es); e a diminui&#231;&#227;o do intervalo entre as inje&#231;&#245;es de DMPA<sup>25</sup>. Quanto a esta &#250;ltima op&#231;&#227;o terap&#234;utica, apesar de extensamente utilizada, n&#227;o existem estudos que suportem a sua efic&#225;cia. Assim, n&#227;o est&#225; recomendado o encurtamento do intervalo das inje&#231;&#245;es de DMPA para tratamento da hemorragia intermenstrual. Segundo as recomenda&#231;&#245;es da CDC<i> </i>apenas est&#225; indicado o uso de AINEs durante 5 a 7 dias. Se persistirem os sintomas deve ser ponderado um m&#233;todo contraceptivo alternativo<sup>37</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Contracep&#231;&#227;o progestativa subcut&#226;nea </b></p>     <p>Os implantes subcut&#226;neos progestativos est&#227;o associados a v&#225;rios padr&#245;es de HUA. Calculou-se que 14 a 18% das utilizadoras do implante com etonogestrel (ETN) interromperam a sua utiliza&#231;&#227;o devido ao padr&#227;o de hemorragia relacionado com o m&#233;todo<sup>39,40</sup>. </p>     <p>S&#227;o escassos os ensaios cl&#237;nicos que abordam a hemorragia interc&#237;clica associada ao implante com ETN<b> </b>e, at&#233; &#224; data, n&#227;o h&#225; evid&#234;ncia a comprovar que os estudos com os implantes que cont&#234;m LNG (n&#227;o comercializado em Portugal) s&#227;o equipar&#225;veis ao que cont&#233;m ETN. A investiga&#231;&#227;o da abordagem da hemorragia interc&#237;clica associada aos implantes subcut&#226;neos &#233; inconclusiva, portanto, uma conduta pragm&#225;tica deve ser aplicada na presen&#231;a deste efeito adverso<sup>41</sup>. </p>     <p>A estrogenioterapia (COC contendo 30-35 &#236;g de EE) assume-se como a associa&#231;&#227;o de primeira linha, com o uso <i>off-label</i> em regime c&#237;clico ou cont&#237;nuo, durante 3 meses. Esta terap&#234;utica pode ser repetida sempre que necess&#225;ria, sendo o seu uso restrito a mulheres sem contra-indica&#231;&#245;es a formula&#231;&#245;es contendo estrog&#233;nios<sup>21,41,42</sup>. Uma vez mais, os AINEs constituem uma alternativa v&#225;lida na HUA associada &#224; contracep&#231;&#227;o exclusiva com progestativos<sup>21,37,42</sup>. Ensaios cl&#237;nicos demonstraram diminui&#231;&#227;o da hemorragia associada ao implante subcut&#226;neo com LNG com a administra&#231;&#227;o oral de celecoxib (200 mg/dia durante 5 dias)<sup>43</sup>, e da hemorragia associada ao implante com ETN com o &#225;cido mefen&#226;mico (500 mg 3 vezes/dia durante 5 dias)<sup>44</sup>. </p>     <p>Alguns peritos sugerem que a doxiciclina pode ser ben&#233;fica<sup>42</sup>,<sup> </sup>contudo a evid&#234;ncia &#233; insuficiente para suportar o seu uso por rotina na pr&#225;tica cl&#237;nica<sup>45,46</sup>. Os mesmos real&#231;am ainda a utilidade de progestativos de alta dosagem quando &#233; requerida a interrup&#231;&#227;o da hemorragia a curto-prazo (e.g. noretisterona 5mg)<sup>42</sup>.&#160; </p>     <p><b>Contracep&#231;&#227;o progestativa intrauterina</b></p>     <p>Presentemente, os dispositivos intrauterinos (DIU) t&#234;m na sua composi&#231;&#227;o cobre (CuDIU), mistura de cobre e prata, mistura de prata e de sais de ouro ou progestag&#233;nio (LNG). A contracep&#231;&#227;o intrauterina progestativa designa-se dispositivo de liberta&#231;&#227;o intrauterina (DLIU)<sup>47</sup>.</p>     <p>Durante os primeiros 6 meses de utiliza&#231;&#227;o do dispositivo de liberta&#231;&#227;o intrauterina de levonogestrel (DLIU-LNG) &#233; frequente a presen&#231;a de um padr&#227;o hemorr&#225;gico irregular. No entanto, ap&#243;s um ano de utiliza&#231;&#227;o do m&#233;todo, pode verificar-se uma redu&#231;&#227;o at&#233; cerca de 90% do fluxo menstrual; 65% das utilizadoras est&#227;o amenorreicas ou apresentam diminui&#231;&#227;o da hemorragia uterina findo o primeiro ano de utiliza&#231;&#227;o<sup>20</sup>.</p>     <p>Segundo as recentes orienta&#231;&#245;es do Departamento de Sa&#250;de dos EUA, quando a hemorragia interc&#237;clica persiste ap&#243;s os primeiros 3 a 6 meses de utiliza&#231;&#227;o e exclu&#237;da a possibilidade de patologia cervical ou endometrial, devem ser aconselhados m&#233;todos contraceptivos alternativos<sup>37</sup>. De facto, na presente revis&#227;o, os autores n&#227;o encontraram evid&#234;ncia robusta a comprovar os benef&#237;cios da farmacoterapia na abordagem das altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual associadas ao uso do DLIU-LNG. Um estudo randomizado demonstrou nas utilizadoras deste DIU, uma redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de dias com hemorragia com o uso de naproxeno, enquanto o oposto foi observado com o uso de estrog&#233;nios suplementares<sup>48</sup>. Nos primeiros meses de utiliza&#231;&#227;o do DIU-LNG ocorre um aumento das prostaglandinas e citocinas no endom&#233;trio, o que poder&#225; contribuir para o padr&#227;o hemorr&#225;gico irregular. Deste modo, o efeito anti-prostaglandinas dos AINEs pode ser ben&#233;fico. Assim, justifica-se tamb&#233;m o resultado da estrogenioterapia n&#227;o surtir efeito, uma vez que a hemorragia n&#227;o se deve a uma verdadeira atrofia endometrial<sup>48</sup>. No entanto n&#227;o se demonstrou melhoria do padr&#227;o hemorr&#225;gico com a utiliza&#231;&#227;o de &#225;cido tranex&#226;mico nem com a utiliza&#231;&#227;o de &#225;cido mefen&#226;mico<sup>49</sup>.</p>     <p><b>Hemorragia interc&#237;clica associada a contracep&#231;&#227;o n&#227;o hormonal </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A contracep&#231;&#227;o hormonal subcut&#226;nea, os inject&#225;veis, os Cu-DIU e os DLIU-LNG s&#227;o actualmente classificados como CRLD (contracep&#231;&#227;o revers&#237;vel de longa dura&#231;&#227;o), designados como LARC (<i>long-acting reversible contraception</i>) na terminologia anglo-sax&#243;nica<sup>47</sup>. Embora o Cu-DIU n&#227;o se enquadre nos m&#233;todos contraceptivos hormonais, ambos os dispositivos de contracep&#231;&#227;o intrauterina est&#227;o associados a altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual. Por este motivo, &#233; feita uma breve refer&#234;ncia &#224; abordagem da HUA associada ao Cu-DIU. </p>     <p>Similarmente ao DLIU-LNG, a<b> </b>evid&#234;ncia &#233; limitada quanto aos f&#225;rmacos, doses e dura&#231;&#227;o do tratamento da hemorragia interc&#237;clica associada ao uso do Cu-DIU. Decorridos os primeiros tr&#234;s a seis meses de utiliza&#231;&#227;o e, uma vez mais, ap&#243;s exclus&#227;o de patologia cervical ou endometrial, pode-se considerar o uso de AINEs durante 5-7 dias<sup>37</sup>. Contudo, esta op&#231;&#227;o apesar de reduzir a hemorragia menstrual, n&#227;o reduz a hemorragia interc&#237;clica<sup>50</sup>.</p>     <p>Se a hemorragia persiste e &#233; inaceit&#225;vel para a mulher, outro m&#233;todo contraceptivo deve ser aconselhado<sup>37</sup>. </p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>A hemorragia interc&#237;clica &#233; um efeito secund&#225;rio comum da contracep&#231;&#227;o hormonal, particularmente com a utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos progestativos. Antes de iniciar um m&#233;todo contraceptivo hormonal, as mulheres devem ser informadas quanto ao padr&#227;o hemorr&#225;gico expect&#225;vel. O aconselhamento pr&#233;-terap&#234;utico pode determinar substancialmente a <i>compliance</i>. </p>     <p>A actua&#231;&#227;o cl&#237;nica perante hemorragias interc&#237;clicas varia com o m&#233;todo e regime utilizados e deve ser dirigida especificamente ao contraceptivo hormonal adoptado. Recomenda-se tranquilizar e orientar a mulher para a n&#227;o interrup&#231;&#227;o do m&#233;todo. S&#227;o op&#231;&#245;es v&#225;lidas o recurso a suplementa&#231;&#227;o hormonal estrog&#233;nica, progestativa e/ou anti-inflamat&#243;ria. Por &#250;ltimo, um m&#233;todo alternativo pode ser considerado. Uma hemorragia persistente ou ocorr&#234;ncia de uma hemorragia <i>de novo</i> incaracter&#237;stica, exige que outras causas de HUA sejam exclu&#237;das.</p>     <p>&#201; fundamental um maior grau de evid&#234;ncia na abordagem desta situa&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica. O investimento futuro no conhecimento da patog&#233;nese das altera&#231;&#245;es do padr&#227;o menstrual associadas &#224; contracep&#231;&#227;o hormonal, poder&#225; atenuar o elevado &#243;nus s&#243;cio-econ&#243;mico que a HUA representa na sa&#250;de da mulher.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Martinho M, Melo A. Hemorragias uterinas anormais. In: Manual de Ginecologia. Portugal: Permanyer; 2011. p. 135-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854594&pid=S1646-5830201600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Hickey M, Fraser IS. Iatrogenic unscheduled (breakthrough) endometrial bleeding. Rev Endocr Metab Disord. 2012 Dec;13(4): 301-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854596&pid=S1646-5830201600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Instituto Nacional de Sa&#250;de/Instituto Nacional de Estat&#237;stica. 4&#186; Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006. Lisboa: INSA/INS; 2009. p.56&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854598&pid=S1646-5830201600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Bajos N, Leridon H, Goulard H, Oustry P, Job-Spira N; COCON Group. Contraception: from accessibility to efficiency. Hum Reprod. 2003 May;18(5):994-999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854599&pid=S1646-5830201600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Bajos N, Lamarche-Vadel A, Gilbert F, Ferrand M; COCON Group, Moreau C et al. Contraception at the time of abortion: high-risk time or high-risk women? Hum Reprod. 2006 Nov;21(11):2862-2867.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854601&pid=S1646-5830201600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>6. Jones RK, Darroch JE, Henshaw SK. Contraceptive use among U.S. women having abortions in 2000-2001. Perspect Sex Reprod Health. 2002 Nov-Dec;34(6):294-303.</p>     <!-- ref --><p>7. Moreau C, Cleland K, Trussell J. Contraceptive discontinuation attributed to method dissatisfaction in the United States. Contraception. 2007 Oct;76(4):267-272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854604&pid=S1646-5830201600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Frost JJ, Darroch JE. Factors associated with contraceptive choice and inconsistent method use, United States, 2004. Perspect Sex Reprod Health. 2008 Jun;40(2):94-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854606&pid=S1646-5830201600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>9. Frost JJ, Singh S, Finer LB. Factors associated with contraceptive use and nonuse, United States, 2004. Perspect Sex Reprod Health. 2007 Jun;39(2):90-99.</p>     <p>10. Huber LR, Hogue CJ, Stein AD, Drews C, Zieman M, King J et al. Contraceptive use and discontinuation: findings from the contraceptive history, initiation, and choice study. Am J Obstet Gynecol. 2006 May;194(5):1290-1295. </p>     <p>11. Trussell J. Contraceptive failure in the United States. Contraception. 2011 May;83(5):397-404. </p>     <p>12. Fraser IS, Critchley HO, Broder M, Munro MG. 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<body><![CDATA[<p>16. Henriet P, Gaide Chevronnay HP, Marbaix E. The endocrine and paracrine control of menstruation. Mol Cell Endocrinol. 2012 Jul 25;358(2):197-207. </p>     <p>17. ESHRE Capri Workshop Group. Ovarian and endometrial function during hormonal contraception. Hum Reprod. 2001 Jul; 16(7):1527-1535.</p>     <!-- ref --><p>18. Hickey M, Fraser IS. Clinical implications of disturbances of uterine vascular morphology and function. Baillieres Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2000;14:937-951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854617&pid=S1646-5830201600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Consenso sobre contracep&#231;&#227;o 2011. Reuni&#227;o de Consenso Nacional sobre Contracep&#231;&#227;o. Estoril, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854619&pid=S1646-5830201600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Faculty of Sexual and Reproductive Health Care Clinical Effectiveness Unit FSRH Guidance in collaboration with the Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Management of Unschedule Bleeding in Women Using Hormonal Contraception; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854621&pid=S1646-5830201600020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Lumsden MA, Gebbie A, Holland C. Managing unscheduled bleeding in non-pregnant premenopausal women. BMJ. 2013 Jun 4;346:f3251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854623&pid=S1646-5830201600020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Schrager S. Abnormal uterine bleeding associated with hormonal contraception. Am Fam Physician. 2002 May 15;65(10): 2073-2080.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854625&pid=S1646-5830201600020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Gallo MF, Nanda K, Grimes D, Schulz KF. Twenty micrograms vs. &gt;20 &#181;g estrogen oral contraceptives for contraception: systematic review of randomized controlled trials. Contraception. 2005 Mar; 71(3): 162-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854627&pid=S1646-5830201600020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Gallo MF, Nanda K, Grimes DA, Lopez LM, Schulz KF. 20 &#181;g versus &gt;30 &#181;g estrogen combined oral contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev. 2011 Jan 19;1:CD003989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854629&pid=S1646-5830201600020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>25. Black A, Francoeur D, Rowe T, et al. Canadian Contra&#172;ception Consensus. SOGC, Clinical Guidelines. 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Hum Reprod 2005;20(2):557-562.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854634&pid=S1646-5830201600020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Lawrie TA, Helmerhorst FM, Maitra NK, Kulier R, Bloemenkamp K, G&#252;lmezoglu AM. Types of progestogens in combined oral contraception: effectiveness and side-effects. Cochrane Database Syst Rev. 2011 May 11;(5):CD004861.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854636&pid=S1646-5830201600020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>29. Van Vliet HA, Grimes DA, Helmerhorst FM, Schulz KF. Biphasic versus monophasic oral contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev. 2006 Jul 19;(3):CD002032.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854638&pid=S1646-5830201600020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Van Vliet HA, Grimes DA, Helmerhorst FM, Schulz KF. Biphasic versus triphasic oral contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev. 2006 Jul 19;(3):CD003283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854640&pid=S1646-5830201600020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Van Vliet HA, Grimes DA, Lopez LM, Schulz KF, Helmerhorst FM. Triphasic versus monophasic oral contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev. 2011 Nov 9;(11): CD003553.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854642&pid=S1646-5830201600020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>32. Sulak PJ, Kuehl TJ, Coffee A, Willis S. Prospective analysis of occurrence and management of breakthrough bleeding during an extended oral contraceptive regimen. Am J Obstet Gynecol. 2006 Oct;195(4):935-941.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854644&pid=S1646-5830201600020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>33. Miller L, Hughes JP. Continuous combination oral contraceptive pills to eliminate withdrawal bleeding: a randomized trial. Obstet Gynecol. 2003 Apr;101(4):653-661.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854646&pid=S1646-5830201600020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>34. Anderson FD, Hait H. A multicenter, randomized study of an extended cycle oral contraceptive. Contraception. 2003 Aug;68(2):89-96.</p>     <p>35. Archer DF, Jensen JT, Johnson JV, Borisute H, Grubb GS, Constantine GD. Evaluation of a continuous regimen of levonorgestrel/ethinyl estradiol: phase 3 study results. Contraception. 2006 Dec;74(6):439-445. </p>     <p>36. Edelman AB, Koontz SL, Nichols MD, Jensen JT. Continuous oral contraceptives: are bleeding patterns dependent on the hormones given? Obstet Gynecol. 2006 Mar;107(3):657-665.</p>     <!-- ref --><p>37. Division of Reproductive Health, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use, 2013: adapted from the World Health Organization Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use, second edition. MMWR Recomm Rep 2013; 62(RR-05):1-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854651&pid=S1646-5830201600020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>38. Tantiwattanakul P, Taneepanichskul S. Effect of mefenamic acid on controlling irregular uterine bleeding in DMPA users. Contraception. 2004 Oct;70(4):277-279.</p>     <!-- ref --><p>39. Mansour D, Korver T, Marintcheva-Petrova M, Fraser IS. The effects of Implanon on menstrual bleeding patterns. 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Contraception 2011;83(3):202-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854657&pid=S1646-5830201600020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>42. Dickson J, Hoggart L, Newton VL. Unanticipated bleeding with the etonogestrel implant: advice and therapeutic interventions. J Fam Plann Reprod Health Care. 2014 Jul;40(3):158-160. </p>     <p>43. Buasang K, Taneepanichskul S. Efficacy of celecoxib on controlling irregular uterine bleeding secondary to Jadelle use. J Med Assoc Thai. 2009 Mar;92(3):301-307.</p>     <p>44. Phaliwong P, Taneepanichskul S. The effect of mefenamic acid on controlling irregular uterine bleeding second to Implanon use. J Med Assoc Thai. 2004 Oct;87 Suppl 3:S64-68.</p>     <p>45. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>47. Ramalho J, Neves J. Contrace&#231;&#227;o intrauterina. In: Contrace&#231;&#227;o. Lidel, Lisboa, 2013:252-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1854665&pid=S1646-5830201600020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>48. Madden T, Proehl S, Allsworth JE, Secura GM, Peipert JF. Naproxen or estradiol for bleeding and spotting with the levonorgestrel intrauterine system: a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol. 2012 Feb;206(2):129.e1-8. </p>     <p>49. Sordal T, Inki P, Draeby J, O&#8217;Flynn M, Schmelter T. Management of initial bleeding or spotting after levonorgestrel-releasing intrauterine system placement: a randomized controlled trial. Obstet Gynecol. 2013 May;121(5):934-941. </p>     <p>50. Godfrey EM, Folger SG, Jeng G, Jamieson DJ, Curtis KM. Treatment of bleeding irregularities in women with copper-containing IUDs: a systematic review. Contraception. 2013 May;87(5): 549-566. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Contribui&#231;&#245;es dos autores</b></p>     <p>O primeiro e segundo autor contribu&#237;ram de forma semelhante neste artigo.</p>     <p><b>nota</b></p>     <p>Por op&#231;&#227;o dos autores, o artigo foi escrito sem aplica&#231;&#227;o do novo acordo ortogr&#225;fico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Filipa de Castro Coelho</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:filipacastrocoelho@gmail.com">filipacastrocoelho@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>20-10-2014</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b>15-12-2014</p>      ]]></body><back>
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