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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Euromédice, Edições Médicas Lda.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Síndrome de encefalopatia posterior reversível e eclâmpsia: caso clínico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental Hospital de São Francisco Xavier ]]></institution>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Posterior reversible encephalopathy syndrome]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CASO CL&#205;NICO/</B>CASE REPORT</font></p>     <p><font size="4"><b>S&#237;ndrome de encefalopatia posterior revers&#237;vel e ecl&#226;mpsia: caso cl&#237;nico</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Posterior reversible encephalopathy syndrome and eclampsia: a case report</b></font></p>     <p><b>Alexia Toller*, Ana Beatriz Godinho**, Filipa Ladeira***, T&#226;nia Lampreia****, Fernando Cirurgi&#227;o*****</b></p>     <p>Hospital de S&#227;o Francisco Xavier, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental</p>     <p>*Interna Complementar de Ginecologia e Obstetricia</p>     <p>**Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetricia</p>     <p>***Interna Complementar de Neurologia</p>     <p>****Assistente Hospitalar de Neurologia</p>     <p>*****Director de Servi&#231;o de Ginecologia e Obstetricia</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome (PRES) is a clinical and radiologic entity characterized by seizure, headaches, visual symptoms and mental status changes associated with a predominantly posterior leucoencephalopathy. The authors report a case of a primigravida with an eclampsia and imagiological findings consistent with PRES. </p>     <p><b>Keywords: </b>Posterior reversible encephalopathy syndrome; Eclampsia</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o </b></p>     <p>A pr&#233;-ecl&#226;mpsia &#233; uma s&#237;ndrome caracterizada por hipertens&#227;o arterial (HTA) geralmente acompanhada por protein&#250;ria. Na aus&#234;ncia desta, &#233; diagnosticada por HTA associada a trombocitop&#233;nia, comprometimento hep&#225;tico ou renal, edema pulmonar ou aparecimento de complica&#231;&#245;es neurol&#243;gicas (cefaleia, convuls&#245;es ou d&#233;fices neurol&#243;gicos focais) e altera&#231;&#245;es visuais<sup> 1</sup>. A frequ&#234;ncia da pr&#233;-ecl&#226;mpsia pode variar. Na s&#233;rie estudada por Sibai <i>et al.</i> 2 a 7% das nul&#237;paras saud&#225;veis desenvolveram pr&#233;-ecl&#226;mpsia<sup>2</sup> e 0,3% desenvolveram um quadro de ecl&#226;mpsia<sup>3</sup>. A ecl&#226;mpsia define-se como a presen&#231;a de crise convulsiva <i>de novo</i> numa mulher com pr&#233;-ecl&#226;mpsia<sup>4</sup>, surgindo anteparto (38-53%), intraparto (18-36%) ou p&#243;s-parto (11-44%) at&#233; &#224;s 48 horas... Estudos revelam um aumento da propor&#231;&#227;o de mulheres que desenvolvem ecl&#226;mpsia para al&#233;m das 48 horas p&#243;s-parto, denominada ecl&#226;mpsia p&#243;s-parto tardia (at&#233; &#224; 4&#170; semana)<sup>2</sup>. </p>     <p>A S&#237;ndrome de Encefalopatia Posterior Revers&#237;vel (PRES), descrita por Hinchey <i>et al <sup>5</sup></i> em 1996, &#233; caracterizada por cefaleia, sintomas visuais, altera&#231;&#227;o da consci&#234;ncia, crises epil&#233;pticas e, ocasionalmente, d&#233;fices neurol&#243;gicos focais<sup>6</sup>. Imagiologicamente evidencia &#225;reas de edema vasog&#233;nico localizadas preferencialmente nos hemisf&#233;rios cerebrais<sup>7</sup>. A HTA &#233; sua causa mais frequente. Para al&#233;m das emerg&#234;ncias hipertensivas, v&#225;rias condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas est&#227;o associadas ao desenvolvimento da PRES incluindo doen&#231;a renal, pr&#233;-ecl&#226;mpsia/ecl&#226;mpsia e agentes imunossupressores (quimioter&#225;picos e anticorpos monoclonais)<sup>3</sup>. </p>     <p><b>Caso cl&#237;nico</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gr&#225;vida de 18 anos, melanod&#233;rmica, primigesta sem antecedentes pessoais relevantes, n&#227;o fumadora, com &#237;ndice de massa corporal normal. A gravidez foi vigiada a partir das 18 semanas no centro de sa&#250;de, sem intercorr&#234;ncias. A ecografia (21 semanas) n&#227;o revelava altera&#231;&#245;es; o estudo fluxom&#233;trico das art&#233;rias uterinas n&#227;o foi realizado. Segundo protocolo, foi referenciada para a consulta hospitalar de Obstetr&#237;cia &#224;s 36 semanas de gesta&#231;&#227;o, onde estava normotensa (110/75 mmHg), sem queixas relevantes e com protein&#250;ria ocasional negativa. As an&#225;lises efetuadas n&#227;o apresentavam altera&#231;&#245;es relevantes bem como ecografia realizada &#224;s 32 semanas. </p>     <p>&#192;s 37 semanas de gesta&#231;&#227;o iniciou um quadro de cefaleia occipital puls&#225;til, de instala&#231;&#227;o progressiva, inicialmente ligeira com agravamento progressivo, n&#225;useas e um v&#243;mito isolado. A cefaleia tinha predom&#237;nio matutino e vespertino, acordava a doente durante a noite, acompanhando-se de perce&#231;&#227;o ocasional de pontos luminosos dispersos em qualquer campo visual. A sintomatologia n&#227;o foi valorizada, pelo que a gr&#225;vida n&#227;o recorreu ao servi&#231;o de urg&#234;ncia. </p>     <p>&#192;s 38 semanas, foi transportada para o servi&#231;o de urg&#234;ncia por crise t&#243;nico-cl&#243;nica generalizada presenciada, com cerca de 2 minutos de dura&#231;&#227;o, tendo sido esta precedida de vis&#227;o turva bilateral, com per&#237;odo p&#243;s-cr&#237;tico e recupera&#231;&#227;o completa aproximadamente 10 minutos depois. O epis&#243;dio convulsivo ter-se-&#225; repetido durante o transporte para a unidade hospitalar. </p>     <p>&#192; entrada no bloco de partos, apresentava-se agitada, com exame neurol&#243;gico sem sinais men&#237;ngeos, sinais neurol&#243;gicos focais ou altera&#231;&#227;o do estado mental e tens&#227;o arterial de 133/76 mmHg. Admitiu-se quadro de ecl&#226;mpsia, foi tratada com b&#243;lus de sulfato de magn&#233;sio e cesariana segmentar transversal urgente ap&#243;s estabiliza&#231;&#227;o da gr&#225;vida. Rec&#233;m-nascido do sexo masculino, com 3.165 g e &#237;ndice de Apgar de 7 e 8 ao 1&#186; e 5&#186; minuto.</p>     <p>Ap&#243;s o parto, foi transferida para Unidade de Cuidados Intensivos (UCIC) por necessidade de ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica em contexto de quadro convulsivo a esclarecer. Realizou tomografia computadorizada cr&#226;nio-encef&#225;lica (TC-CE) que revelou hipodensidades cortico-subcorticais parietais internas com maior express&#227;o &#224; direita, duvidosa hipodensidade justacortical occipital interna esquerda e hipodensidade no hemisf&#233;rio cerebeloso direito, sem valoriz&#225;vel efeito de massa (<a href="#f1">Figura 1</a>). Ao 3&#186; dia p&#243;s-crise realizou resson&#226;ncia magn&#233;tica cr&#226;nio-encef&#225;lica com Angio-RM: &#225;reas de hipersinal em T2 e <i>fluid attenuated inversion recovery</i> (FLAIR) na subst&#226;ncia branca subcortical parietal interna bilateral, mais expressiva &#224; direita, bem como occipito-polares e t&#233;nue altera&#231;&#227;o de sinal hemisf&#233;rica cerebelosa direita, sem tradu&#231;&#227;o em DWI e mapa ADC nem capta&#231;&#227;o de gadol&#237;neo. As les&#245;es descritas eram sugestivas de encefalopatia posterior revers&#237;vel (PRES) mais t&#233;nues que as observadas na TC (<a href="#f2">Figura 2</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a10f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a10f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analiticamente, discreta eleva&#231;&#227;o das transaminases (2x limite superior do normal) e uma eleva&#231;&#227;o da LDH. Apresentava ainda um <i>ratio</i> prote&#237;nas/creatinina urin&#225;ria de 520. </p>     <p>Manteve-se em vigil&#226;ncia na UCIC, e dada a melhoria cl&#237;nica foi transferida para a enfermaria de Obstetr&#237;cia &#224;s 24 horas de puerp&#233;rio. Alta ao 8&#186; dia p&#243;s-parto, normotensa, sem altera&#231;&#245;es anal&#237;ticas, referenciada para a Consulta de Neurologia. </p>     <p>Repetiu RM ap&#243;s 2 meses, na qual se confirmou total reversibilidade das les&#245;es (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n2/10n2a10f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>O mecanismo fisiopatol&#243;gico da PRES permanece incerto mas de etiologia postulada por altera&#231;&#227;o da capacidade de autorregula&#231;&#227;o cerebral e a disfun&#231;&#227;o endotelial<sup>7,8</sup>. A HTA <sup>3,5,6,8,9 </sup>&#233; a causa mais frequente desta s&#237;ndrome<sup>8</sup>. Picos de HTA excedem a capacidade de autorregula&#231;&#227;o da vasculatura cerebral<sup>5,7</sup>, com quebra da barreira hematoencef&#225;lica, transudado e hemorragia petequial<sup>8</sup>. </p>     <p>A altera&#231;&#227;o imagiol&#243;gica mais frequente &#233; o edema que envolve a subst&#226;ncia branca das regi&#245;es parieto-occipitais, bilateralmente<sup>5</sup>. No entanto, est&#227;o j&#225; descritos casos com localiza&#231;&#245;es at&#237;picas<sup>10</sup> com envolvimento anterior, dos g&#226;nglios da base, cerebelo e tronco<sup>3</sup>. </p>     <p>As altera&#231;&#245;es t&#237;picas descritas na resson&#226;ncia magn&#233;tica craneoencef&#225;lica incluem a presen&#231;a de sinal hiperintenso em T2 e FLAIR, correspondendo a &#225;reas de edema vasog&#233;nico. As les&#245;es s&#227;o habitualmente focais e sim&#233;tricas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A reversibilidade dos sintomas &#233; uma das marcas da doen&#231;a, no entanto, pacientes com manifesta&#231;&#245;es graves de PRES podem necessitar de cuidados intensivos, inclusive ter danos permanentes<sup>9</sup>. Na s&#233;rie estudada por Roth e Ferbert em 2010 somente em 8% dos casos houve recorr&#234;ncia dos sintomas, sendo a incid&#234;ncia exata da s&#237;ndrome desconhecida<sup>3</sup>.</p>     <p>Em 75% dos pacientes h&#225; quadro de HTA moderada a grave na fase inaugural, podendo ocorrer em pacientes normotensos. Vinte a 30% dos pacientes com diagn&#243;sticos de ecl&#226;mpsia e alotransplante de medula &#243;ssea, a press&#227;o arterial &#233; normal ou minimamente elevada<sup>7,11</sup>, como poder&#225; ter sido o caso da gr&#225;vida apresentada pelos autores, embora se desconhe&#231;a o perfil tensional.</p>     <p>O diagn&#243;stico diferencial de PRES deve ser feito com outras entidades neurol&#243;gicas que cursam com cefaleia e crises epil&#233;pticas na gr&#225;vida como a trombose venosa cerebral, a hemorragia subaracnoideia, o acidente vascular cerebral, les&#245;es ocupantes de espa&#231;o ou crise epil&#233;ptica sintom&#225;tica<sup>4</sup>.</p>     <p>A trombose venosa cerebral apresenta-se normalmente com cefaleia holocraniana persistente, de intensidade crescente, com n&#225;useas e v&#243;mitos. Contudo, crises epil&#233;pticas como sintoma inicial de trombose de veias corticais cerebrais &#233; poss&#237;vel. A avalia&#231;&#227;o imagiol&#243;gica &#233; &#250;til no diagn&#243;stico diferencial, por identifica&#231;&#227;o de sinais diretos de trombose venosa (trombo intraluminal no seio venoso) ou indiretos, como les&#227;o isqu&#233;mica parenquimatosa, aumento de circula&#231;&#227;o venosa colateral, sinais de complica&#231;&#245;es hemorr&#225;gicas. O caso descrito iniciou-se com cefaleia de caracter&#237;sticas compat&#237;veis com trombose venosa cerebral, complicada com sinais focais, contudo os exames de imagem exclu&#237;ram este diagn&#243;stico. </p>     <p>A hemorragia subaracnoideia manifesta-se preferencialmente como cefaleia s&#250;bita que atinge em segundos a intensidade m&#225;xima. Crises epil&#233;pticas como pr&#243;dromos ocorrem numa pequena percentagem de casos, contudo a suspeita aumenta quando h&#225; cefaleia p&#243;s-ictal severa. A rigidez da nuca secund&#225;ria &#224; inflama&#231;&#227;o men&#237;ngea &#233; um achado frequente, contudo tardio. O diagn&#243;stico &#233; preferencialmente imagiol&#243;gico. Nos casos em que a avalia&#231;&#227;o imagiol&#243;gica &#233; negativa, a xantocromia no LCR &#233; diagn&#243;stica. No caso descrito, a cl&#237;nica e a imagiologia permitiram excluir em definitivo a ocorr&#234;ncia de hemorragia subaracnoideia. </p>     <p>As les&#245;es ocupantes de espa&#231;o apresentam-se com sintomatologia indolente, dado o seu crescimento lento. Cefaleia persistente, de intensidade crescente e agravamento em dec&#250;bito s&#227;o reveladores de PRES. Convuls&#245;es s&#227;o uma complica&#231;&#227;o poss&#237;vel, principalmente nos casos de localiza&#231;&#227;o cortical. Sinais de hipertens&#227;o intracraniana como edema da papila, s&#227;o importantes. No caso descrito, o quadro subagudo, aus&#234;ncia de sinais de hipertens&#227;o intracraniana e avalia&#231;&#227;o imagiol&#243;gica exclu&#237;ram este diagn&#243;stico.</p>     <p>A crise epil&#233;ptica sintom&#225;tica na gr&#225;vida ocorre, na maioria dos casos, secundariamente a ecl&#226;mpsia. Contudo, insultos sist&#233;micos metab&#243;licos, t&#243;xicos, inflamat&#243;rios/infeciosos ou locais estruturais s&#227;o precipitantes conhecidos de crises epil&#233;pticas nos adultos a excluir. </p>     <p>Como o estudo de Roth e Ferbert<sup>3</sup> demonstra, o progn&#243;stico da PRES a curto e longo prazo, &#233; muito bom, mesmo nos casos de doen&#231;a aguda e grave. Reverteu em 100% dos casos de pr&#233;-ecl&#226;mpsia-ecl&#226;mpsia<sup> </sup>na s&#233;rie de A. Araqi-Houssaini <i>et al<sup>12</sup></i> sendo que as les&#245;es associadas a outras causas tiveram taxas de reversibilidade mais baixas (64% nas encefalopatias hipertensivas e 57% nos tratamentos com imunossupressores). T.G. Liman <i>et al<sup>10</sup></i> reportaram uma taxa mais alta de reversibilidade nas pacientes com PRES associado &#224; pr&#233;-ecl&#226;mpsia/ecl&#226;mpsia quando comparado com outras causas (70% <i>vs</i> 54.4%). Paralelamente &#224; excelente recupera&#231;&#227;o clinica observou-se uma boa recupera&#231;&#227;o das anomalias imagiol&#243;gicas, ainda que mais lentamente. &#201; uma entidade neuroimagiol&#243;gica a reconhecer e tratar, porque apesar de raros, est&#227;o descritos casos de danos permanentes e at&#233; fatais<sup>12</sup>. No caso da ecl&#226;mpsia, o parto, a preven&#231;&#227;o de novas crises e o controlo tensional farmacol&#243;gico devem ser medidas a tomar prontamente<sup>5</sup>. </p>     <p>O caso descrito &#233; um exemplo de um caso t&#237;pico de PRES, com manifesta&#231;&#245;es de cefaleia, encefalopatia e convuls&#245;es. O estudo imagiol&#243;gico foi essencial no diagn&#243;stico diferencial com outras causas de cefaleia e convuls&#245;es na gr&#225;vida. Quando institu&#237;do tratamento atempadamente, espera-se revers&#227;o completa do quadro cl&#237;nico, como apresentado. </p>     <p>O obstetra deve ter em mente esta s&#237;ndrome, sendo o diagn&#243;stico imagiol&#243;gico muito importante, para determinar o tratamento adequado e prevenir o poss&#237;vel desenvolvimento de d&#233;fices neurol&#243;gicos<sup>13</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Executive Summary: Hypertension in Pregnancy. American College of Obstetricians and Gynecologists. Obstet Gynecol 2013; 122(5):1122-1131.</p>     <!-- ref --><p>2. Sibai BM. Diagnosis, Prevention, and Management of Eclampsia. Obstet Gynecol 2005 Feb;105(2):402-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857230&pid=S1646-5830201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Roth C, Ferbert A. Posterior reversible encephalopathy syndrome: long term follow-up. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2010;81(7):773-777&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857232&pid=S1646-5830201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. ACOG practice bulletin. Diagnosis and management of preeclampsia and eclampsia. Number 33, Obstet Gynecol. 2002 Jan;99(1):159-167&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857233&pid=S1646-5830201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Hinchey J, Chaves C, Appignani B, Breen J, Pao L, Wang A, et al. A reversible posterior leukoencephalopathy syndrome. 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Posterior reversible encephalopathy syndrome (PRES) in a patient with late postpartum eclampsia. BMJ Case Rep 2014, Feb 27; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857241&pid=S1646-5830201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Liman TG, Bohner G, Heuschmann PU, Scheel M, Endres M, Siebert E. Clinical and radiological differences in posterior reversible encephalopathy syndrome between patients with preeclampsia-eclampsia and other predisposing diseases. 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Araqi-Houssaini A, Salmi S, Moussaid I, Guennoun MA, Elyoussoufi S, Miguil M, et al. Posterior reversible encephalopathy syndrome and eclampsia: a descriptive study of 13 cases in Morocco. Rev Neurol (Paris). 2011 Nov;167(11):812-819.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857246&pid=S1646-5830201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>13. Altinkaya SO, Nergiz S, K&#252;&#231;&#252;k M, Y&#252;ksel H, Dayanir Y. Posterior reversible encephalopathy syndrome in obstetric patients. Report of three cases with literature review. 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