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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Rastreio do cancro do colo do &#250;tero - ponto de viragem?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cervical cancer screening - turning point?</b></font></p>     <p><b>Maria Jo&#227;o Carvalho*</b></p>     <p>*Assistente Hospitalar, Centro Hospitalar e Universit&#225;rio de Coimbra, Coimbra, Portugal. Assistente Convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Portugal</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No atual n&#250;mero da Ata Obst&#233;trica e Ginecol&#243;gica Portuguesa um dos artigos originais salienta a experi&#234;ncia de um hospital central perante o diagn&#243;stico e tratamento imediato de uma neoplasia intraepitelial cervical (CIN, <i>cervical intraepithelial neoplasia)</i>- <i>see and treat</i>, utilizando a excis&#227;o eletrocir&#250;rgica com ansa (LEEP, <i>loop electrosurgical excision procedure</i>). Esta abordagem mostrou uma taxa de sobretratamento de 13,6% e os autores salientam a sua seguran&#231;a e efic&#225;cia no tratamento de les&#245;es de alto grau. </p>     <p>A prop&#243;sito deste t&#243;pico surgiu o pretexto para uma reflex&#227;o acerca do rastreio do cancro do colo do &#250;tero e alicer&#231;ar um prov&#225;vel ponto de viragem na metodologia do rastreio. O cancro do colo &#233; a quarta causa de morte por cancro na mulher &#224; escala global e representa cerca de 275.000 mortes anuais<sup>1</sup>. Em Portugal a taxa de mortalidade do cancro do colo de 2010 a 2014 variou entre 3,7% e 4,5%<sup>2</sup>. Nos pa&#237;ses em que foi introduzido o rastreio citol&#243;gico com o teste Papanicolaou observou-se uma diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia do cancro do colo, com redu&#231;&#245;es para cerca de metade dos casos. Nos pa&#237;ses desenvolvidos, a maioria dos casos deste tipo de cancro deve-se a falhas no rastreio ou aus&#234;ncia de seguimento de citologias alteradas. Portanto, torna-se imperativo um algoritmo de rastreio eficaz para dete&#231;&#227;o de altera&#231;&#245;es pr&#233;-malignas. A maioria das modifica&#231;&#245;es das recomenda&#231;&#245;es internacionais da &#250;ltima d&#233;cada incluem o in&#237;cio do rastreio aos 21 anos, a atitude conservadora perante uma citologia alterada em mulheres jovens, o prolongamento dos intervalos de rastreio em mulheres com mais de 30 anos e o final do programa de rastreio em mulheres de baixo risco aos 65 anos<sup>3</sup>.</p>     <p>O Minist&#233;rio da Sa&#250;de, de acordo com plano nacional de sa&#250;de, desenvolveu medidas coordenadas a partir de 2007 para rastreio organizado de diversos cancros, incluindo o cancro do colo do &#250;tero, seguindo as recomenda&#231;&#245;es europeias publicadas em 2011. O &#250;ltimo relat&#243;rio do programa nacional para as doen&#231;as oncol&#243;gicas de 2015 revelou os resultados das regi&#245;es do Norte, Centro, Alentejo e Algarve<sup>4</sup>. A regi&#227;o de Lisboa e Vale do Tejo n&#227;o tem rastreio de base populacional implementado. Na regi&#227;o do Norte, o rastreio foi implementado em 2008, atrav&#233;s de citologia em meio l&#237;quido com teste de HPV entre os 25 e os 60 anos com periodicidade de 5 anos e a taxa de ades&#227;o variou entre 67,8% e 88,1%, representando 9 dos 24 agrupamentos de centros de sa&#250;de (ACES). Na regi&#227;o Centro, o rastreio foi implementado em 1990, atrav&#233;s de citologia convencional entre os 25 e os 64 anos com periodicidade de 3 anos e a taxa de ades&#227;o variou entre 35,7% e 53,7%, representando todas as 8 ACES. Na regi&#227;o do Alentejo, o rastreio foi implementado em 2008, atrav&#233;s de citologia em meio l&#237;quido com teste de HPV entre os 25 e os 65 anos com periodicidade de 3 anos ap&#243;s 2 citologias consecutivas negativas e a taxa de ades&#227;o variou entre 46,5% e 75,2%, representando todas as 4 ACES. Na regi&#227;o do Algarve, o rastreio foi implementado em 2010, atrav&#233;s de citologia em meio l&#237;quido entre os 25 e os 64 anos com periodicidade de 3 anos e a taxa de ades&#227;o variou entre 43,0% e 97,0%, representando todas as 3 ACES. Os resultados nacionais do continente de 2014 revelam que apenas 24% das mulheres foram cobertas pelo rastreio organizado de base populacional e apenas 12,1% s&#227;o rastreadas por este programa. A taxa de les&#245;es positivas foi de 2,8% e foram diagnosticados 17 cancros. O n&#250;mero global de resultados positivos ascendeu aos 2.845, para o qual contribu&#237;ram 2.083 casos da regi&#227;o centro, a regi&#227;o pioneira na implementa&#231;&#227;o do rastreio populacional. Ainda se denotam &#243;bvias oportunidades de melhoria dos resultados, destacando-se necessidade de estabelecimento de normas nacionais, uniformiza&#231;&#227;o dos crit&#233;rios, financiamento espec&#237;fico, programas de divulga&#231;&#227;o e informa&#231;&#227;o, flexibiliza&#231;&#227;o/alargamento de hor&#225;rios, qualidade t&#233;cnica e garantia de orienta&#231;&#227;o terap&#234;utica em tempos aceit&#225;veis.</p>     <p>O <i>American College of Obstetricians and Gynecologists</i> em 2016 recomendou, com bom n&#237;vel de evid&#234;ncia (n&#237;vel A), que o rastreio do cancro do colo deve iniciar-se aos 21 anos. Nas mulheres entre os 21 e os 29 anos a citologia cervical isolada deve ser realizada a cada 3 anos, no entanto entre os 30 e os 65 anos o coteste, utilizando a citologia e teste de HPV (<i>human papillomavirus</i>), &#233; prefer&#237;vel, sendo aceit&#225;vel a citologia cervical de 3 em 3 anos<sup>5,6</sup>. Em 2011 a <i>American Cancer Society </i>(ACS), a <i>American Society for Colposcopy and Cervical Pathology</i> (ASCCP) e a <i>American Society for Clinical Pathology</i> (ASCP) atualizaram as <i>guidelines </i>para o rastreio do cancro do colo. O teste de HPV n&#227;o foi recomendado como teste de rastreio prim&#225;rio do cancro do colo e particularmente em mulheres com menos de 30 anos foi salientada a elevada preval&#234;ncia de infe&#231;&#227;o por HPV de alto risco e a baixa incid&#234;ncia de cancro do colo. Posteriormente foi realizado um ensaio conhecido por ATHENA (<i>Addressing the Need for Advanced HPV Diagnostics</i>) que concluiu por uma equival&#234;ncia ou superioridade, do teste de HPV em rela&#231;&#227;o &#224; citologia isolada. Outro estudo do Reino Unido, o ARTISTIC (<i>A Randomised Trial In Screening To Improve Cytology</i>) concluiu tamb&#233;m pela superioridade do rastreio prim&#225;rio com teste de HPV em rela&#231;&#227;o &#224; citologia, mesmo com um prolongamento do intervalo de rastreio<sup>7</sup>. Em 2015, de acordo com a aprova&#231;&#227;o pela <i>Food and Drug Administration </i>(FDA), a ASCCP e a <i>Society of Gynecologic Oncology</i> (SGO) publicaram uma recomenda&#231;&#227;o interina para a utiliza&#231;&#227;o do teste de HPV como rastreio prim&#225;rio do cancro do colo em mulheres com mais de 25 anos e um novo rastreio ap&#243;s um primeiro teste de HPV negativo n&#227;o deve ser repetido num per&#237;odo inferior a 3 anos<sup>8</sup>. As mulheres que receberam a vacina do HPV devem realizar o programa de rastreio de acordo com as recomenda&#231;&#245;es das n&#227;o vacinadas<sup>6</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No futuro a investiga&#231;&#227;o deve incluir a abordagem de mulheres com teste de HPV positivo e citologia negativa, o interesse de biomarcadores complementares e o rastreio prim&#225;rio com teste de HPV em popula&#231;&#245;es vacinadas e n&#227;o vacinadas em termos de QALY (<i>Quality-adjusted life-year</i>). O grande objetivo da vacina&#231;&#227;o &#233; a diminui&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da infe&#231;&#227;o HPV e consequentemente das les&#245;es CIN2+ e cancro. Os estudos t&#234;m demonstrado uma redu&#231;&#227;o da preval&#234;ncia de HPV 16 e 18 e citologia de alto grau na popula&#231;&#227;o vacinada<sup>3</sup>. Apesar destes resultados, os testes de rastreio atuais ter&#227;o um reduzido valor preditivo positivo nesta popula&#231;&#227;o, originando resultados falsos positivos e interven&#231;&#227;o desnecess&#225;ria. Os estudos dever&#227;o objetivar o estabelecimento de recomenda&#231;&#245;es espec&#237;ficas de rastreio na era p&#243;s-vacina&#231;&#227;o, no entanto este objetivo ser&#225; limitado a curto prazo pela baixa preval&#234;ncia de vacina&#231;&#227;o em v&#225;rias regi&#245;es do mundo. Contudo, em Portugal constata-se uma boa cobertura populacional da vacina do HPV pelo plano nacional de vacina&#231;&#227;o, o que refor&#231;a a necessidade de ajustamento do teste de rastreio do cancro do colo. A introdu&#231;&#227;o do teste de HPV como rastreio poder&#225; constituir uma oportunidade de estudo da popula&#231;&#227;o vacinada, diminuir a referencia&#231;&#227;o e o sobretratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS </b></p>     <!-- ref --><p>1. Jin XW, Lipold L, Foucher J, Sikon A, Brainard J, Belinson J, et al. Cost-Effectiveness of Primary HPV Testing, Cytology and Co-testing as Cervical Cancer Screening for Women Above Age 30 Years. J. Gen. Intern. Med. 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857842&pid=S1646-5830201600030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Miranda N, Portugal C, Dinis A, Loureiro F, Tavares F, Correia FH, et al. Programa Nacional para as Doen&#231;as Oncol&#243;gicas em N&#250;meros - 2015. Dire&#231;&#227;o Geral de Sa&#250;de. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857844&pid=S1646-5830201600030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>3. Lees BF, Erickson BK, Huh WK. Cervical cancer screening: Evidence behind the guidelines. Am. J. Obstet. Gynecol. Elsevier Ltd; 2016;214:438-443. </p>     <!-- ref --><p>4. Miranda N, Portugal C, Dinis A, Loureiro F, Tavares F, Correia FH, et al. Programa Nacional para as Doen&#231;as Oncol&#243;gicas. Dire&#231;&#227;o Geral de Sa&#250;de. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857847&pid=S1646-5830201600030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Sawaya GF, Smith-McCune K. Cervical Cancer Screening. Obstet. Gynecol. 2016;127:459-467.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857849&pid=S1646-5830201600030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. ACOG. Cervical Cancer Screening and Prevention. Obs. Gynecol. 2016;157:e1-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857851&pid=S1646-5830201600030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>7. Kitchener HC, Canfell K, Gilham C, Sargent A, Roberts C, Desai M, et al. The clinical effectiveness and cost-effectiveness of primary human papillomavirus cervical screening in England: Extended follow-up of the ARTISTIC randomised trial cohort through three screening rounds. Health Technol. Assess. (Rockv). 2014;18:1-195. </p>     <!-- ref --><p>8. Huh WK, Ault KA, Chelmow D, Davey DD, Goulart RA, Garcia FAR, et al. Use of Primary High-Risk Human Papillomavirus Testing for Cervical Cancer Screening. Obstet. Gynecol. 2015;125:330-337.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1857854&pid=S1646-5830201600030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>      ]]></body><back>
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