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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indução eletiva do trabalho de parto às 39 semanas de gestação vs atitude expectante: revisão sistemática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Elective induction of labor at 39 weeks vs expectant management of pregnancy: a systematic review]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O/</B>REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto &#224;s 39 semanas de gesta&#231;&#227;o vs atitude expectante: revis&#227;o sistem&#225;tica </b></font></p>     <p><font size="3"><b>Elective induction of labor at 39 weeks <i>vs</i> expectant management of pregnancy: a systematic review </b></font></p>     <p><b>In&#234;s Santos*, Carla Ramalho**</b></p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p>*Aluna do 6&#186; ano do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Porto </p>     <p>**Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Centro Hospitalar S. Jo&#227;o. Professora Auxiliar Convidada, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objective:</b> We aimed to compare elective induction of labor at 39 weeks with expectant management of noncomplicated singleton pregnancies. </p>     <p><b>Material and methods:</b> We performed a systematic review and a meta-analysis with the articles which had the same methodology. </p>     <p><b>Results:</b> Regarding the cesarean section rate at 39 weeks, most studies reported an equal or lower frequency in the elective induction group. Overall, maternal and neonatal complications were not higher after elective induction, with studies associating it to a lower frequency of some adverse outcomes. However, elective induction was associated with a higher rate of shoulder dystocia, epidural use and an increase in labor duration and cost. </p>     <p><b>Conclusion:</b> Elective induction of labor at 39 weeks, when compared to expectant management, has not been associated with a significantly higher rate of caesarean sections. However, there&#8217;s a lack of evidence to change the current recommendations on induction of labor.</p>     <p><b>Keywords</b>: Elective; &#8221;Labor, induced&#8221; (mesh); Expectant management; 39 weeks, &#8220;Pregnancy Outcome&#8221; (mesh)</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A indu&#231;&#227;o do trabalho de parto, um dos procedimentos obst&#233;tricos mais comuns, mais do que duplicou desde 1990<sup>1</sup>. Nos pa&#237;ses desenvolvidos, a preval&#234;ncia de parto ap&#243;s indu&#231;&#227;o pode chegar a 1 em cada 4<sup>2</sup>.<sup> </sup>A sua realiza&#231;&#227;o de forma eletiva (indu&#231;&#227;o sem indica&#231;&#227;o m&#233;dica/obst&#233;trica antes do in&#237;cio espont&#226;neo do trabalho de parto ou da rotura de membranas e que antecede as 41 semanas de gesta&#231;&#227;o) &#233; a principal respons&#225;vel por este aumento, apesar de ser um dos temas mais controversos da &#225;rea da Obstetr&#237;cia e de ainda faltarem algumas respostas relativamente a quest&#245;es de seguran&#231;a e custo-efic&#225;cia<sup>3,4</sup>. </p>     <p>H&#225; quem argumente que, com a melhoria da seguran&#231;a, da efic&#225;cia dos m&#233;todos de indu&#231;&#227;o, dos cuidados intraparto e da monitoriza&#231;&#227;o fetal e com uma sele&#231;&#227;o cuidadosa das gr&#225;vidas, a indu&#231;&#227;o pode ser usada com seguran&#231;a em determinadas circunst&#226;ncias em que n&#227;o h&#225; indica&#231;&#227;o m&#233;dica para tal<sup>5</sup>. Mas h&#225; tamb&#233;m quem advogue que esta pr&#225;tica constitui um risco desnecess&#225;rio para a m&#227;e e para o feto e que, dessa forma, as gr&#225;vidas deveriam ser desaconselhadas quanto &#224; indu&#231;&#227;o eletiva<sup>6</sup>.</p>     <p>A indu&#231;&#227;o eletiva &#233; geralmente motivada por quest&#245;es de natureza psicossocial e log&#237;stica (como por exemplo motivos profissionais e familiares; motivo de dist&#226;ncia do local de resid&#234;ncia aos cuidados de sa&#250;de; pela vontade da gr&#225;vida de ser acompanhada pelo seu obstetra durante o parto; pelo desejo de abreviar as altera&#231;&#245;es f&#237;sicas e emocionais da gravidez, etc.)<sup>4,5</sup>.<sup> </sup>A preocupa&#231;&#227;o da gr&#225;vida face a um eventual aumento do risco fetal, neonatal e materno de um parto vaginal depois das 39 semanas de gesta&#231;&#227;o &#233; um fator importante no momento de decidir sobre a data do nascimento e o tipo de parto<sup>7</sup>.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &#250;ltimos 20 anos tem-se verificado uma tend&#234;ncia para a diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero de partos ap&#243;s as 39 semanas, com um concomitante aumento em gesta&#231;&#245;es de termo precoces (37 e 38 semanas), que tem sido associado a um maior n&#250;mero de interven&#231;&#245;es obst&#233;tricas, como a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto e o parto por cesariana<sup>8</sup>. </p>     <p>A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) desaconselha a indu&#231;&#227;o do parto numa gesta&#231;&#227;o n&#227;o complicada antes das 41 semanas, embora o n&#237;vel de evid&#234;ncia seja fraco<sup>2</sup>. A opini&#227;o do <i>American College of Obstetricians and Gynecologists</i> (ACOG) &#233; a de que a realiza&#231;&#227;o da indu&#231;&#227;o eletiva antes das 39 semanas de indu&#231;&#227;o deve ser desaconselhada, uma vez que tem sido associada a uma maior morbilidade e mortalidade neonatal<sup>9</sup>.</p>     <p>Embora ainda limitada, a literatura sobre indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto tem vindo a aumentar concomitantemente com o aumento da sua utiliza&#231;&#227;o e face &#224; aus&#234;ncia de conhecimentos claros dos desfechos maternos e neonatais quando comparada a uma gesta&#231;&#227;o sujeita a atitude expectante<sup>3</sup>. A maioria das informa&#231;&#245;es centra-se em gesta&#231;&#245;es de termo tardias mas tem vindo a aumentar o n&#250;mero de estudos que incluem gesta&#231;&#245;es de termo precoces<sup>10</sup>. </p>     <p>Alguns estudos revelaram que o parto &#224;s 39 semanas em nul&#237;paras com gesta&#231;&#245;es &#250;nicas de termo n&#227;o complicadas est&#225; associado a um menor risco de morbilidade neonatal e materna<sup>10-12</sup>. De facto, com o aumento da idade gestacional, &#233; previs&#237;vel que haja um aumento progressivo do tamanho fetal e o desenvolvimento de disfun&#231;&#227;o placent&#225;ria, que aumentam o risco de complica&#231;&#245;es perinatais<sup>13,14</sup>. Como tal, para al&#233;m do risco do parto numa determinada idade gestacional, o risco de prolongar a gesta&#231;&#227;o tem de ser tido em considera&#231;&#227;o<sup>11</sup>.</p>     <p>Pensa-se que as gr&#225;vidas com 39 semanas e um colo n&#227;o amadurecido s&#227;o as que menos provavelmente ter&#227;o um parto espont&#226;neo e que, como tal, t&#234;m uma maior probabilidade de necessitar de indu&#231;&#227;o de parto por gesta&#231;&#227;o p&#243;s-termo ou por outra indica&#231;&#227;o m&#233;dica<sup>15</sup>.<sup> </sup></p>     <p>A maioria dos estudos feitos sobre indu&#231;&#227;o do parto reportam como consequ&#234;ncia uma maior taxa de cesarianas. Contudo, de uma forma geral, estes estudos usam como grupo de compara&#231;&#227;o o parto espont&#226;neo, que tem sido criticado por muitos autores por n&#227;o constituir um verdadeiro cen&#225;rio cl&#237;nico (um m&#233;dico n&#227;o pode optar pelo parto espont&#226;neo)<sup>16</sup>. H&#225; autores que defendem a inclus&#227;o no grupo da atitude expectante de gr&#225;vidas que entram em trabalho de parto a partir da mesma semana em que se procede &#224; indu&#231;&#227;o eletiva nas restantes gr&#225;vidas, mas a maior parte dos estudos inclui no grupo de compara&#231;&#227;o gr&#225;vidas que entraram em trabalho de parto apenas a partir da semana seguinte &#224; da indu&#231;&#227;o<sup>13</sup>. A maioria dos estudos n&#227;o incluem exclusivamente indu&#231;&#245;es sem indica&#231;&#227;o m&#233;dica e muitos t&#234;m como popula&#231;&#227;o alvo nul&#237;paras, uma vez que s&#227;o as que t&#234;m maior risco de vir a ter parto por cesariana (evid&#234;ncia forte). H&#225; evid&#234;ncia de que o risco de parto por cesariana ap&#243;s indu&#231;&#227;o estar&#225; tamb&#233;m aumentado nos casos de colo n&#227;o amadurecido e &#224; medida que aumenta a idade gestacional (evid&#234;ncia moderada)<sup>17-19</sup>. </p>     <p>Na hora de tomar decis&#245;es t&#227;o importantes como as relacionadas com a gravidez, &#233; fundamental que a gr&#225;vida seja esclarecida quanto &#224; seguran&#231;a, efic&#225;cia, benef&#237;cios e perigos das diferentes op&#231;&#245;es que lhe s&#227;o oferecidas. </p>     <p>Com esta revis&#227;o, pretende-se comparar a indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto &#224;s 39 semanas com a atitude expectante em gesta&#231;&#245;es &#250;nicas n&#227;o complicadas.</p>     <p><b>Material e m&#233;todos</b></p>     <p>Realizou-se uma pesquisa nas bases de dados <i>Medline (PubMed)</i> e <i>ScienceDirect</i> entre Janeiro de 2014 e Outubro de 2014. Na <i>Pubmed</i> usou-se a seguinte express&#227;o: (&#8220;Labor, Induced&#8221;(mesh) OR &#8220;induction of labor&#8221; OR &#8220;labor induction&#8221; OR &#8220;elective induction&#8221; OR &#8220;non-medically indicated induction&#8221;) AND &#8220;expectant management&#8221;); na <i>ScienceDirect</i> a (pub-date &gt; 1993 and ALL (&#8220;induction of labor&#8221; OR &#8220;labor induction&#8221; OR &#8220;elective induction&#8221; OR &#8220;non-medically indicated induction&#8221;&nbsp;) and ALL (&#8220;expectant management&#8221;) (Journals (Medicine and Dentistry)).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Idealmente, a leitura, classifica&#231;&#227;o e escolha dos estudos a incluir deveriam ser feitas por dois autores independentes. No entanto, uma vez que esta revis&#227;o se integra no projeto de op&#231;&#227;o de mestrado integrado, apenas um dos autores selecionou os artigos.</p>     <p>Foram inclu&#237;dos os artigos escritos em Ingl&#234;s ou Portugu&#234;s que mencionassem: compara&#231;&#227;o entre a indu&#231;&#227;o eletiva e a atitude expectante em gesta&#231;&#245;es &#250;nicas, saud&#225;veis e de termo, com dados que inclu&#237;ssem o per&#237;odo das 39 semanas de gesta&#231;&#227;o e que descriminassem o tipo de parto e/ou desfechos maternos e/ou neonatais associados. Os tipos de estudos inclu&#237;dos foram estudos originais observacionais e randomizados publicados entre janeiro de 1994 e outubro de 2014.</p>     <p>Como crit&#233;rio de exclus&#227;o inicial utilizaram-se as informa&#231;&#245;es obtidas pela leitura do t&#237;tulo e do resumo, sendo posteriormente feita a leitura integral dos restantes artigos (com exclus&#227;o daqueles que cumpriam crit&#233;rios para tal). Exclu&#237;ram-se artigos publicados apenas sob a forma de resumo, revis&#245;es sistem&#225;ticas, estudos que inclu&#237;ssem exclusivamente gesta&#231;&#245;es pr&#233;/p&#243;s-termo e gesta&#231;&#245;es complicadas, com cesariana pr&#233;via e indica&#231;&#227;o m&#233;dica para indu&#231;&#227;o de parto, que apenas fizessem compara&#231;&#227;o de tipos de indu&#231;&#227;o do parto e que usassem como grupo de compara&#231;&#227;o exclusivo o parto espont&#226;neo.</p>     <p>Por fim, foi feita uma pesquisa manual bibliogr&#225;fica a partir dos artigos inicialmente obtidos. </p>     <p>A partir dos estudos com metodologia compar&#225;vel foi feita uma metan&#225;lise com o programa <i>Comprehensive Meta-Analysis&#174;</i>, para obter um <i>odds ratio</i> combinado.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Resultados da pesquisa bibliogr&#225;fica </b></p>     <p>Encontram-se esquematizados na <a href="#f1">Figura 1</a> os resultados da pesquisa bibliogr&#225;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06f1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Na base de dados <i>Medline</i> foram obtidos 173 artigos, tendo sido selecionados 14 ap&#243;s leitura do t&#237;tulo e resumo (os restantes foram exclu&#237;dos por n&#227;o fornecerem informa&#231;&#227;o adequada ao tema, por n&#227;o apresentarem o grupo de compara&#231;&#227;o adequado ou por serem revis&#245;es sistem&#225;ticas). Foi exclu&#237;do 1 artigo por ter sido publicado apenas sob a forma de resumo e 1 por o estudo estar ainda a decorrer. Ap&#243;s leitura integral, foram exclu&#237;dos 6 por n&#227;o inclu&#237;rem exclusivamente indu&#231;&#245;es eletivas.</p>     <p>&#160;Na base de dados <i>ScienceDirect</i>, foram obtidos 1.093 artigos, tendo sido selecionados ap&#243;s leitura do t&#237;tulo e <i>abstract </i>15 artigos. Destes, 11 foram publicados apenas sob a forma de resumo. Em rela&#231;&#227;o aos restantes 4, apenas 2 eram diferentes dos obtidos na base de dados da <i>Pubmed</i>, mas 1 deles foi exclu&#237;do por n&#227;o incluir exclusivamente indu&#231;&#245;es eletivas.</p>     <p>Incluiu-se ainda 1 artigo citado nas refer&#234;ncias prim&#225;rias. Foram assim selecionados para esta revis&#227;o 8 estudos, que podem agrupar-se da seguinte forma: 2 ensaios cl&#237;nicos randomizados, 5 estudos de coorte retrospetivos e 1 estudo transversal retrospetivo. </p>     <p><b>Qualidade dos estudos selecionados</b></p>     <p>Todos os estudos usam o grupo de compara&#231;&#227;o tido atualmente como o mais adequado (tendo sido esse um dos crit&#233;rios de inclus&#227;o) - atitude expectante a partir da idade gestacional em estudo. Apenas dois s&#227;o estudos prospetivos e ambos apresentam um tamanho amostral que n&#227;o permite obter um poder estat&#237;stico adequado. No estudo randomizado de Amano K, <i>et al.</i> 1999<sup>20</sup>, a an&#225;lise dos resultados n&#227;o foi feita segundo a inten&#231;&#227;o de tratar. Metade dos estudos apresentam um total de gr&#225;vidas superior a 1.000. A maioria dos autores usaram a regress&#227;o log&#237;stica multivari&#225;vel para controlo de fatores de confundimento. A an&#225;lise estratificada por paridade foi realizada em apenas tr&#234;s artigos. O c&#225;lculo pr&#233;vio do tamanho amostral, importante para um adequado poder estat&#237;stico, foi realizado em menos de metade dos estudos. </p>     <p>Na <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta-se, em esquema, o cumprimento de crit&#233;rios de qualidade dos estudos inclu&#237;dos (baseado na an&#225;lise da revis&#227;o sistem&#225;tica de Caughey, AB<sup>5</sup>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados dos estudos&#160; </b></p>     <p>S&#227;o apresentadas no <a href="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q1.jpg" target="_blank">Quadro I</a>, as caracter&#237;sticas dos estudos que cumpriram os crit&#233;rios de inclus&#227;o para esta revis&#227;o, incluindo objetivos, amostra e principais conclus&#245;es. Todos os 8 estudos selecionados, publicados entre 1994 e 2014, maioritariamente nos EUA, inclu&#237;ram gesta&#231;&#245;es &#250;nicas n&#227;o complicadas, com feto em apresenta&#231;&#227;o cef&#225;lica. Quatro dos estudos t&#234;m tamanho amostral superior a 1.000; 4 inclu&#237;ram apenas nul&#237;paras; foi tido em conta o &#205;ndice de Bishop em 4; 3 estudos n&#227;o estratificaram a sua an&#225;lise por idade gestacional; quatro estudaram gesta&#231;&#245;es com indu&#231;&#227;o eletiva das 39 &#224;s 40 semanas, dois das 37 &#224;s 40, um das 38 &#224;s 40 e um das 37 &#224;s 41 (atualmente considera-se que &#224;s 41 semanas a indu&#231;&#227;o tem indica&#231;&#227;o m&#233;dica). Todos usaram como grupo de compara&#231;&#227;o a atitude expectante, com parto a partir da semana que se segue &#224; da indu&#231;&#227;o, tendo metade inclu&#237;do neste grupo gesta&#231;&#245;es at&#233; &#224;s 42 semanas. Tr&#234;s dos estudos fizeram uma an&#225;lise secund&#225;ria, usando como grupo de compara&#231;&#227;o os casos de atitude expectante com parto a partir da mesma semana da indu&#231;&#227;o.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q1.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A randomiza&#231;&#227;o nos dois ensaios cl&#237;nicos foi feita &#224;s 36 semanas de gesta&#231;&#227;o, tendo um deles (Nielsen PE. 2005<sup>31</sup>) inclu&#237;do apenas gr&#225;vidas com colo uterino favor&#225;vel. </p>     <p>Os desfechos mais estudados foram: tipo de parto, mortalidade perinatal, admiss&#227;o do rec&#233;m-nascido na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal (UCIN), &#237;ndice de Apgar ao 5&#186; minuto inferior a 7, presen&#231;a de mec&#243;nio no l&#237;quido amni&#243;tico, hemorragia p&#243;s-parto, infe&#231;&#227;o materna peri parto e lacera&#231;&#245;es do per&#237;neo. </p>     <p>No geral, &#224;s 39 semanas as complica&#231;&#245;es maternas e neonatais foram t&#227;o ou menos frequentes ap&#243;s utiliza&#231;&#227;o da indu&#231;&#227;o eletiva, com estudos a evidenciar incid&#234;ncia menor de infe&#231;&#245;es peri parto maternas (2 estudos, com diferen&#231;as significativas), hemorragia p&#243;s-parto (2 estudos, 1 com diferen&#231;as significativas), mortalidade perinatal (3 estudos, com diferen&#231;as significativas em 2 deles), admiss&#227;o na UCIN (3 estudos, 2 com diferen&#231;as significativas) e menor frequ&#234;ncia de mec&#243;nio no l&#237;quido amni&#243;tico. No entanto, a indu&#231;&#227;o eletiva foi associada a uma maior utiliza&#231;&#227;o de analgesia epidural, a trabalho de parto mais prolongado (3 estudos), a uma admiss&#227;o na UCIN significativamente maior num dos estudos e a distocia de ombros (2 estudos, com diferen&#231;as estatisticamente significativas). Quanto &#224; taxa de cesarianas &#224;s 39 semanas, um estudo reportou uma maior frequ&#234;ncia no grupo da indu&#231;&#227;o eletiva (diferen&#231;a significativa), dois reportaram uma menor frequ&#234;ncia na indu&#231;&#227;o electiva (diferen&#231;as igualmente significativas) e os 5 restantes (incluindo os dois estudos randomizados) n&#227;o verificaram diferen&#231;as significativas entre os dois grupos em compara&#231;&#227;o, incluindo nas gr&#225;vidas com colo n&#227;o amadurecido. Um dos tr&#234;s estudos (Stock SJ. 2012)<sup>13</sup> que efetuou a an&#225;lise secund&#225;ria para incluir as gr&#225;vidas do grupo da atitude expectante que eventualmente entrassem em trabalho de parto na mesma semana que as do grupo da indu&#231;&#227;o eletiva, mostrou um aumento do n&#250;mero de partos dist&#243;cicos das 39 &#224;s 41 semanas no grupo da indu&#231;&#227;o eletiva, tendo estes resultados contrariado os da an&#225;lise prim&#225;ria. Nos restantes estudos n&#227;o houve diferen&#231;as usando os dois grupos de compara&#231;&#227;o.&#160;&#160; &#160;&#160; </p>     <p>Nos <a href="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadros II</a> e <a href="#q3">III</a> pormenorizam-se os resultados dos estudos relativamente aos desfechos maternos e neonatais (aqueles que reuniam maior representatividade entre os estudos) especificamente &#224;s 39 semanas.</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q2.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q2.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O <i>odds ratio</i> combinado quanto ao risco de cesarianas no grupo da indu&#231;&#227;o eletiva &#224;s 39 semanas <i>vs</i> atitude expectante nos 3 estudos observacionais com metodologia compar&#225;vel e resultados apresentados de forma semelhante (Stock SJ<sup>13</sup>; Darney BG<sup>29</sup>; Bailit JL<sup>32</sup>) foi de 1,038 (IC 95%: 0,992 a 1,086), favorecendo ligeiramente a atitude expectante.</p>     <p>Por fim, no <a href="#q4">Quadro IV</a>, encontram-se as caracter&#237;sticas (t&#237;tulo, autor, ano de publica&#231;&#227;o, pa&#237;s, amostra) e os principais resultados e conclus&#245;es dos seis estudos de coorte retrospetivos n&#227;o selecionados para a revis&#227;o por, apesar de fazerem a compara&#231;&#227;o entre a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto e a atitude expectante, n&#227;o inclu&#237;rem exclusivamente indu&#231;&#245;es sem indica&#231;&#227;o m&#233;dica. Glantz e colaboradores verificaram uma maior taxa de cesarianas no grupo da indu&#231;&#227;o<sup>21</sup>. Liu e colaboradores num estudo que pretendeu examinar a associa&#231;&#227;o entre a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto e a morbilidade materna tendo em conta a idade gestacional, verificaram que a hemorragia p&#243;s-parto e a s&#233;psis puerperal eram mais prevalentes em mulheres pertencentes ao grupo da indu&#231;&#227;o &#224;s 38 e 39 semanas de gesta&#231;&#227;o<sup>4</sup>. Num estudo de coorte retrospetivo de 2012, Cheng e colaboradores<sup>1</sup> reportaram uma taxa de cesarianas significativamente menor e desfechos neonatais (Apgar 5 &lt;7, admiss&#227;o na UCIN e s&#237;ndrome de aspira&#231;&#227;o de mec&#243;nio) mais favor&#225;veis no grupo da indu&#231;&#227;o &#224;s 39 e 40 semanas. Os restantes estudos n&#227;o selecionados n&#227;o revelaram diferen&#231;as significativas entre o grupo da indu&#231;&#227;o e o da atitude expectante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n3/10n3a06q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>H&#225; uma preocupa&#231;&#227;o face &#224; elevada e crescente percentagem de indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto, visto que a opini&#227;o geral &#233; a de que tem um papel no incremento da taxa de cesarianas que se tem verificado e que ainda n&#227;o &#233; claro se haver&#225; algum benef&#237;cio m&#233;dico materno e neonatal que lhe esteja associado.</p>     <p>Os estudos inclu&#237;dos, de uma forma geral, apontam para um risco de cesariana equivalente ou inferior nas gr&#225;vidas submetidas a indu&#231;&#227;o eletiva, contrastando com a opini&#227;o geral (para a qual contribu&#237;ram estudos observacionais mais antigos, que comparavam a indu&#231;&#227;o eletiva com o parto espont&#226;neo). Parece haver uma menor frequ&#234;ncia de complica&#231;&#245;es maternas (hemorragia p&#243;s-parto e infe&#231;&#245;es) e neonatais (mortalidade perinatal e presen&#231;a de mec&#243;nio no l&#237;quido amni&#243;tico) mas o n&#250;mero reduzido de estudos, a aus&#234;ncia de estudos randomizados de larga escala e o facto de nem todos avaliarem os mesmos desfechos n&#227;o permite retirar conclus&#245;es seguras. </p>     <p>Atualmente, parece n&#227;o haver evid&#234;ncias suficientes que nos permitam definir a melhor idade gestacional para a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto<sup>22</sup>. No entanto, a idade gestacional &#171;ideal&#187; para o parto n&#227;o &#233; necessariamente igual para todas as gr&#225;vidas e, como acontece muito frequentemente na pr&#225;tica m&#233;dica, a abordagem a cada gr&#225;vida deve ser individualizada<sup>11</sup>. </p>     <p>&#192;s gr&#225;vidas com uma menor probabilidade de entrar espontaneamente em trabalho de parto &#224;s 39 semanas, tem sido associado um maior risco de indu&#231;&#227;o por gesta&#231;&#227;o p&#243;s-termo ou outra indica&#231;&#227;o m&#233;dica<sup>15</sup>. Esta associa&#231;&#227;o pode explicar a aus&#234;ncia de diferen&#231;as significativas na taxa de cesarianas entre gr&#225;vidas com baixo &#237;ndice de Bishop submetidas a indu&#231;&#227;o eletiva ou a atitude expectante. </p>     <p>A previs&#227;o do sucesso de uma indu&#231;&#227;o faria sentido no caso da indu&#231;&#227;o eletiva mas &#233; atualmente ainda limitada. Parece, no entanto, prudente, desaconselhar esta pr&#225;tica nas gr&#225;vidas com colo n&#227;o amadurecido (muito embora n&#227;o haja evid&#234;ncia definitiva quanto ao efeito desta medida na diminui&#231;&#227;o da probabilidade de parto por cesariana).</p>     <p>A evid&#234;ncia quanto &#224; satisfa&#231;&#227;o das gr&#225;vidas ap&#243;s indu&#231;&#227;o do trabalho de parto n&#227;o &#233; consensual: Shetty e col.<sup>23</sup>, baseando-se num question&#225;rio, associaram a indu&#231;&#227;o a um trabalho de parto mais prolongado e doloroso com uma menor satisfa&#231;&#227;o da gr&#225;vida; por outro lado, Spaich e col.<sup>24</sup>, em 2013, chegaram &#224; conclus&#227;o que a satisfa&#231;&#227;o da gr&#225;vida n&#227;o est&#225; diretamente dependente do in&#237;cio espont&#226;neo ou n&#227;o do trabalho de parto e que os principais fatores determinantes s&#227;o o suporte dado durante a tomada de decis&#245;es e durante o trabalho de parto e a efic&#225;cia da analgesia. </p>     <p><b>Vari&#225;veis de confus&#227;o</b></p>     <p>Os fatores pass&#237;veis de causar confus&#227;o indicados nos v&#225;rios estudos s&#227;o: idade, ra&#231;a, &#237;ndice de massa corporal, escolaridade e seguro de sa&#250;de da gr&#225;vida, idade gestacional no momento do parto, &#237;ndice de Bishop, cuidados pr&#233;-natais, tipo de hospital e consumo de tabaco.</p>     <p>As gr&#225;vidas submetidas a indu&#231;&#227;o eletiva t&#234;m geralmente idade mais avan&#231;ada, maior &#237;ndice de massa corpo<sub></sub>ral, maiores habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas e seguro de sa&#250;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Outras revis&#245;es sistem&#225;ticas sobre o tema</b></p>     <p>H&#225; j&#225; pelo menos cinco revis&#245;es sistem&#225;ticas que fazem a compara&#231;&#227;o entre a indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto e a atitude expectante, n&#227;o tendo contudo nenhuma discutido em particular as 39 semanas de gesta&#231;&#227;o. Caughey e col.<sup>25</sup>, em 2009, com uma amostra de 76 artigos incluindo predominantemente indu&#231;&#245;es eletivas comparadas com parto espont&#226;neo/atitude expectante e que, na sua maioria, estudavam gesta&#231;&#245;es de 41 ou mais semanas, relataram diferen&#231;as significativas na taxa de cesarianas antes das 41 semanas, n&#227;o tendo no entanto evid&#234;ncias suficientes para retirar nenhuma conclus&#227;o nessa faixa de idade gestacional. Caughey e col.<sup>5</sup>, tamb&#233;m em 2009, com uma amostra de 36 artigos, incluindo exclusivamente casos de indu&#231;&#227;o eletiva, n&#227;o encontraram igualmente diferen&#231;as significativas entre esta e a atitude expectante antes das 41 semanas. G&#252;lmezoglu e col.<sup> 26</sup><sub>,</sub> em 2012, com uma amostra de 22 artigos e incluindo casos de indu&#231;&#227;o com indica&#231;&#227;o m&#233;dica, reportaram uma menor mortalidade perinatal ap&#243;s indu&#231;&#227;o nas gesta&#231;&#245;es p&#243;s-termo. Wood e col.<sup>27</sup>, em 2014, com uma revis&#227;o de 37 estudos randomizados em gr&#225;vidas com membranas intactas, incluindo indu&#231;&#245;es com indica&#231;&#227;o m&#233;dica e gesta&#231;&#245;es complicadas, conclu&#237;ram haver um risco significativamente menor de parto por cesariana no grupo da indu&#231;&#227;o, sem diferen&#231;as significativas nos desfechos maternos e neonatais. &#201; sugerido nesta revis&#227;o que a indu&#231;&#227;o eletiva pode beneficiar gr&#225;vidas com alto risco de parto por cesariana, como por exemplo aquelas com idade materna mais avan&#231;ada e obesas. Ainda em 2014, Mishanina e col.<sup>28</sup>, com uma amostra de 157 estudos randomizados, incluindo indu&#231;&#245;es sem indica&#231;&#227;o m&#233;dica e gesta&#231;&#245;es pr&#233; e p&#243;s-termo, complicadas ou n&#227;o, verificou um risco de cesariana 12% menor (19% menor no caso de gesta&#231;&#245;es n&#227;o complicadas), uma menor taxa de admiss&#227;o na UCIN e uma menor mortalidade perinatal no grupo da indu&#231;&#227;o, sem diferen&#231;as quanto aos desfechos maternos. A an&#225;lise estratificada por amadurecimento inicial do colo uterino, indica&#231;&#227;o para indu&#231;&#227;o e m&#233;todo de indu&#231;&#227;o n&#227;o levaram a altera&#231;&#245;es nos principais resultados. </p>     <p>Estas revis&#245;es partilham entre si a aus&#234;ncia de conclus&#245;es para gesta&#231;&#245;es de termo mais precoces e o facto de inclu&#237;rem estudos antigos, acrescentando maior risco de erro pela variedade da pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>     <p><b>Limita&#231;&#245;es dos estudos selecionados</b></p>     <p>A maioria dos estudos s&#227;o observacionais. Embora tenham uma metodologia que permite um maior tamanho amostral, s&#227;o mais suscet&#237;veis a fatores de confundimento, muitas vezes n&#227;o mensur&#225;veis na sua totalidade. Os dados usados nestes estudos, muito dependentes da qualidade dos registos efetuados, apresentam baixa sensibilidade e especificidade para a defini&#231;&#227;o de uma indu&#231;&#227;o eletiva. Muitas vezes os casos de indu&#231;&#227;o eletiva s&#227;o codificados como tal perante a inexist&#234;ncia de indica&#231;&#245;es m&#233;dicas especificadas. A estratifica&#231;&#227;o dos resultados quanto ao amadurecimento do colo uterino &#233; rara, sendo esta uma vari&#225;vel potencialmente importante para prever o sucesso da indu&#231;&#227;o eletiva. Algumas das vari&#225;veis em estudo t&#234;m uma preval&#234;ncia t&#227;o reduzida que se torna dif&#237;cil perceber o impacto da indu&#231;&#227;o eletiva (ex: rotura uterina, distocia de ombros, mortalidade materna, mortalidade perinatal), obrigando &#224; utiliza&#231;&#227;o de uma amostra maior.</p>     <p>A utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos transparentes e reprodut&#237;veis para classificar uma indu&#231;&#227;o como eletiva e a defini&#231;&#227;o adequada do grupo de compara&#231;&#227;o contribuiriam para a devida compara&#231;&#227;o entre os v&#225;rios estudos<sup>29</sup>. </p>     <p>Nos estudos em que h&#225; uma elevada necessidade de indu&#231;&#227;o do trabalho de parto no grupo da atitude expectante h&#225; um maior risco de enviesamento dos resultados, podendo tornar obscura a verdadeira rela&#231;&#227;o da indu&#231;&#227;o com a taxa de cesarianas<sup>27</sup>.</p>     <p>Ao prolongar a atitude expectante at&#233; &#224;s 42 semanas (como a maioria dos estudos inclu&#237;dos) h&#225; tamb&#233;m um risco de enviesamento a favorecer o grupo da indu&#231;&#227;o eletiva pelo facto de o risco de cesariana ser maior nessa idade gestacional. </p>     <p>Outra limita&#231;&#227;o prende-se com o facto da indu&#231;&#227;o eletiva a partir das 37 semanas (3 estudos) e a partir das 38 semanas (1 estudo) n&#227;o estar de acordo com as recomenda&#231;&#245;es atuais de n&#227;o induzir eletivamente o trabalho de parto antes das 39 semanas. </p>     <p><b>Pontos positivos e negativos desta revis&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nenhuma outra revis&#227;o estudou a compara&#231;&#227;o da indu&#231;&#227;o eletiva com a atitude expectante especificamente &#224;s 39 semanas. Os estudos inclu&#237;dos usaram como popula&#231;&#227;o em estudo apenas indu&#231;&#245;es eletivas e o grupo de compara&#231;&#227;o que atualmente &#233; tido como o correto. </p>     <p>As dificuldades encontradas durante a elabora&#231;&#227;o desta revis&#227;o foram aquelas inerentes a este tipo de estudo: a falta de acesso a todos os dados do estudo ou a aus&#234;ncia de dados suficientes para an&#225;lise; a diverg&#234;ncia encontrada entre os v&#225;rios estudos&nbsp;que pretendem responder a uma quest&#227;o comum, em rela&#231;&#227;o &#224; defini&#231;&#227;o das vari&#225;veis em estudo e &#224; defini&#231;&#227;o das vari&#225;veis de confus&#227;o. &#201; sabido tamb&#233;m que a revis&#227;o sistem&#225;tica n&#227;o pode compensar as limita&#231;&#245;es inerentes aos estudos em que se baseia.</p>     <p>As dificuldades em sumariar os resultados apresentados nesta revis&#227;o assentam no n&#250;mero limitado de estudos (pelo facto de um estudo ter maior impacto nos resultados) e na heterogeneidade de desfechos<i> </i>maternos e neonatais estudados e da popula&#231;&#227;o selecionada para cada estudo (nul&#237;paras <i>vs</i> mult&#237;paras; colo amadurecido <i>vs</i> n&#227;o amadurecido). H&#225; ainda a considerar o potencial vi&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de diferentes m&#233;todos de indu&#231;&#227;o e da variabilidade dos cuidados prestados por diferentes profissionais.</p>     <p>Foram exclu&#237;dos doze artigos por terem sido publicados apenas sob a forma de resumo. Pela leitura dos mesmos, prev&#234;-se que os resultados fossem de encontro aos desta revis&#227;o, uma vez que na sua maioria apontavam resultados semelhantes ou favor&#225;veis ao grupo da indu&#231;&#227;o eletiva.</p>     <p><b>Novos estudos a decorrer</b></p>     <p>Atualmente, a discuss&#227;o acerca da indu&#231;&#227;o eletiva &#224;s 39 semanas vive um per&#237;odo de transi&#231;&#227;o entre estudos observacionais e randomizados prospetivos pouco significativos e estudos randomizados em larga escala. Est&#225; a decorrer desde 2012 um estudo randomizado prospetivo multic&#234;ntrico no Reino Unido, cujo objetivo &#233; o de comparar a indu&#231;&#227;o eletiva &#224;s 39 semanas face &#224; atitude expectante em nul&#237;paras com mais de 35 anos de idade (<i>Induction of labour versus expectant management for nulliparous women over 35 years of age: a multi-centre prospective, randomised controlled trial</i>). Este estudo pretende incluir 630 gr&#225;vidas e ter&#225; apenas poder suficiente para encontrar diferen&#231;as significativas na taxa de cesarianas. Com um outro estudo (<i>Induction in nulliparous women at 39 weeks to prevent adverse outcomes: a randomized controlled trial</i>) pretende-se comparar a morbilidade severa e mortalidade perinatais ap&#243;s indu&#231;&#227;o eletiva &#224;s 39 semanas com a atitude expectante em nul&#237;paras com gesta&#231;&#245;es de termo &#250;nicas n&#227;o complicadas, tendo como hip&#243;tese que estas ser&#227;o menores no grupo da indu&#231;&#227;o. Este estudo pretende incluir cerca de 6.000 gr&#225;vidas de 10 estados dos EUA, com randomiza&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o &#224;s 38 semanas de gesta&#231;&#227;o<sup>30</sup>. Os resultados deste estudo estar&#227;o provavelmente dispon&#237;veis em 2016. Ser&#225; o maior estudo randomizado dispon&#237;vel sobre indu&#231;&#227;o eletiva comparada &#224; atitude expectante.</p>     <p>&#201; necess&#225;rio que investiga&#231;&#245;es futuras, de prefer&#234;ncia randomizadas e com tamanho amostral suficientemente alargado, tenham em conta a necessidade de clarificar o tipo de indu&#231;&#227;o em estudo, de utilizar um grupo de compara&#231;&#227;o adequado (de prefer&#234;ncia apresentando estratifica&#231;&#227;o dos resultados da atitude expectante semana a semana, de forma a incluir tamb&#233;m os partos que ocorrem na mesma semana que os do grupo da indu&#231;&#227;o), de padronizar o tipo de vari&#225;veis em estudo e as vari&#225;veis de confundimento a ter em conta e de estratificar a sua an&#225;lise por paridade, amadurecimento do colo e m&#233;todo usado para a indu&#231;&#227;o, de forma a que se possam tirar conclus&#245;es de forma mais segura. Seria ainda relevante avaliar o impacto da indu&#231;&#227;o eletiva em termos de custo-efic&#225;cia e satisfa&#231;&#227;o materna.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>Em suma, a indu&#231;&#227;o eletiva do trabalho de parto &#224;s 39 semanas, quando comparada &#224; atitude expectante n&#227;o parece estar associada a uma taxa de cesarianas significativamente maior e estudos observacionais evidenciam que poder&#225; melhorar alguns desfechos neonatais. Desta forma, a preocupa&#231;&#227;o face ao impacto da indu&#231;&#227;o eletiva na sa&#250;de materna e neonatal n&#227;o dever&#225; ser um entrave a investiga&#231;&#245;es futuras acerca desta interven&#231;&#227;o t&#227;o frequentemente realizada, mas ainda pouco estudada. No entanto, n&#227;o tendo ainda sido provados benef&#237;cios perinatais e maternos em estudos randomizados robustos com tamanho amostral e grupo de compara&#231;&#227;o adequados, torna-se dif&#237;cil defender esta pr&#225;tica apenas por quest&#245;es de natureza social e log&#237;stica, na aus&#234;ncia de indica&#231;&#245;es que excedam os seus riscos. Assim e por enquanto, n&#227;o parece haver evid&#234;ncias suficientes para alterar as recomenda&#231;&#245;es atuais da pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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