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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vaginite inflamatória descamativa]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b>/REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Vaginite inflamat&#243;ria descamativa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Desquamative inflammatory vaginitis</b></font></p>     <p><b>Joana Lima-Silva*, Sara Tavares*, Pedro Vieira-Baptista**, Jorge Beires***</b></p>     <p>Servi&#231;o de Ginecologia, Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p>*Interno de Forma&#231;&#227;o Espec&#237;fica de Ginecologia e Obstetr&#237;cia,&#160; Servi&#231;o de Ginecologia, Centro Hospitalar S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p>**Assistente Hospitalar, Servi&#231;o de Ginecologia, Centro Hospitalar&#160; S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p>***Chefe de Servi&#231;o, Servi&#231;o de Ginecologia, Centro Hospitalar S&#227;o Jo&#227;o</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Desquamative inflammatory vaginitis (DIV) is a well characterized clinical syndrome of unknown aetiology and pathogenesis. It presents as a diffuse exudative vaginitis, with pain, profuse purulent discharge and epithelial cells exfoliation. Diagnosis is often difficult, since it shares several characteristics with other vulvovaginal inflammatory disorders. Wet mount plays a key role, presenting a marked increase in leukocytes and parabasal cells; pH is elevated (&gt;4.5). The exclusion of other causes of purulent vaginitis is mandatory for the diagnosis. Although the treatment can be a challenge, often requiring maintenance since relapse is common, good results are described with topical clindamycin and corticosteroids.</p>     <p><b>Keywords: </b>Vaginitis; Purulent vaginitis; Chronic vaginitis; Dyspareunia; Vaginal discharge.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>O termo &#171;vaginite&#187; &#233; aplicado a diversas condi&#231;&#245;es vulvovaginais, de diferentes etiologias- mesmo que nem sempre inflamat&#243;rias ou infecciosas, constituindo um dos principais motivos de consulta no &#226;mbito da Ginecologia e dos Cuidados Prim&#225;rios. Engloba sintomas inespec&#237;ficos e multifactoriais, como: prurido, dor e ardor vulvovaginais, dispareunia e corrimento. A sua abordagem diagn&#243;stica &#233; orientada, tradicionalmente, em direc&#231;&#227;o a uma etiologia infecciosa, nomeadamente: candidose vulvovaginal, bacteriose vaginal e tricomon&#237;ase, que constituem as tr&#234;s causas mais comuns de &#171;vaginite&#187;<sup>1,2</sup>. Assim, perante este tipo de queixas, o mais comum &#233; que seja prescrito um tratamento emp&#237;rico para uma causa infecciosa. Em aproximadamente 30% das mulheres n&#227;o se obt&#233;m qualquer diagn&#243;stico ap&#243;s uma avalia&#231;&#227;o ginecol&#243;gica<sup>3</sup>. Da persist&#234;ncia da sintomatologia, bem como da aus&#234;ncia de um diagn&#243;stico, pode&#160; advir grande morbilidade, com compromisso na qualidade de vida da doente, absentismo laboral e altera&#231;&#245;es na fun&#231;&#227;o sexual e auto-imagem<sup>4,5</sup>. Na abordagem destes sintomas, principalmente se cr&#243;nicos, &#233; essencial uma hist&#243;ria cl&#237;nica e exame f&#237;sico detalhados (incluindo exame microsc&#243;pico a fresco do corrimento vaginal, exames moleculares, enzim&#225;ticos, imunol&#243;gicos, culturais e, por vezes, at&#233; histol&#243;gicos), associados a um elevado n&#237;vel de suspei&#231;&#227;o cl&#237;nica, uma vez que a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica pode ser transversal a diversas patologias, infecciosas e n&#227;o infecciosas.</p>     <p>A vaginite inflamat&#243;ria desquamativa (VID) - tamb&#233;m designada de vaginite exsudativa, membranosa, erosiva, hemorr&#225;gica ou hidrorreia vaginal - surge, assim, como uma entidade de etiologia desconhecida, que se apresenta com sintomatologia vulvovaginal cr&#243;nica, por vezes altamente debilitante. Embora classicamente considerada rara, a VID foi descrita em cerca de 8% das mulheres com sintomas de &#171;vaginite&#187; cr&#243;nica, sugerindo que se encontra, provavelmente, subdiagnosticada<sup>3,6</sup>.</p>     <p>O primeiro relato na literatura de um caso sugestivo de VID remete-nos a 1954, quando Franken e Rotter descreveram um tipo cr&#243;nico de vaginite exsudativa numa rapariga pr&#233;-p&#250;bere, de 12 anos, que respondeu ao tratamento com estrog&#233;nios t&#243;picos<sup>7</sup>. Posteriormente, foram publicados v&#225;rios outros casos, em mulheres em idade reprodutiva<sup>8-10</sup>. Contudo, mant&#233;m-se a d&#250;vida quanto ao diagn&#243;stico final em alguns destes relatos, uma vez que muitas das caracter&#237;sticas descritas levantam a suspeita cl&#237;nica de l&#237;quen plano vaginal<sup>11</sup>. Os crit&#233;rios de diagn&#243;stico de VID foram estabelecidos apenas quatro d&#233;cadas depois do primeiro relato de caso (1994), por Sobel, numa revis&#227;o sobre 51 casos<sup>12</sup>. At&#233; &#224; data, existem 31 artigos publicados na l&#237;ngua inglesa, dos quais a maior parte s&#227;o relatos de casos/s&#233;ries de casos ou revis&#245;es, sendo que a maior s&#233;rie de casos publicada engloba 130 mulheres<sup>13</sup>.</p>     <p>A sua etiologia &#233; controversa e ainda n&#227;o foi esclarecida. Alguns investigadores consideram que se trata de uma vaginite inflamat&#243;ria n&#227;o infecciosa, com disrup&#231;&#227;o microbi&#243;tica secund&#225;ria, constituindo, portanto, uma forma de apresenta&#231;&#227;o de outros dist&#250;rbios e n&#227;o um diagn&#243;stico por si s&#243;<sup>14</sup>; outros defendem que o defeito prim&#225;rio &#233; uma altera&#231;&#227;o da flora vaginal, colocando a VID no extremo mais severo do espectro das vaginites aer&#243;bicas<sup>15-17</sup>.</p>     <p><b>Epidemiologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como condi&#231;&#227;o ainda pouco compreendida, a verdadeira preval&#234;ncia de VID &#233; desconhecida. Embora v&#225;rios autores concordem tratar-se de uma situa&#231;&#227;o rara, Gardner, em 1969, escreveu &#171;communications received indicate that the condition occurs more often than previously suspected&#187;<sup>18</sup>. Alguns trabalhos descrevem o diagn&#243;stico de VID em 4,3 a 8% das mulheres com queixas vulvovaginais cr&#243;nicas<sup>3,19</sup>. Embora possa afectar mulheres de qualquer idade e com fun&#231;&#227;o ov&#225;rica normal<sup>9,14,20</sup>, parece ocorrer mais frequentemente em mulheres mais velhas, associada a estados de hipoestrogenismo, nomeadamente &#224; peri e p&#243;s-menopausa<sup>3,12,21</sup>.</p>     <p>Ocorre quase exclusivamente em mulheres de ra&#231;a branca<sup>3,12,13,19</sup> e foi associada a patologia tiroideia, di&#225;tese al&#233;rgica<sup>13</sup>, infertilidade/subfertilidade e antecedentes de doen&#231;a inflamat&#243;ria p&#233;lvica<sup>22</sup>. Foi tamb&#233;m associada a hist&#243;ria pr&#233;via de infec&#231;&#245;es vulvovaginais, nomeadamente candidose vulvovaginal e bacteriose vaginal, embora os autores ressalvem que, provavelmente, os referidos epis&#243;dios tratar-se-iam de VIDs, n&#227;o diagnosticadas, uma vez que o diagn&#243;stico diferencial pode ser dif&#237;cil com base apenas na hist&#243;ria cl&#237;nica e exame ginecol&#243;gico<sup>22</sup>. </p>     <p><b>Etiologia e patofisiologia</b></p>     <p>A ou as etiologias da VID s&#227;o desconhecidas; at&#233; ao momento&#160; n&#227;o foi identificado um mecanismo causal ou microorganismo espec&#237;fico respons&#225;vel pelas altera&#231;&#245;es encontradas. Assim, as opini&#245;es dos v&#225;rios autores s&#227;o divergentes: uns defendem que se trata de uma vaginite inflamat&#243;ria n&#227;o infecciosa, com disrup&#231;&#227;o secund&#225;ria do microbioma vaginal<sup>14</sup>, outros acreditam que o evento prim&#225;rio &#233; a altera&#231;&#227;o da flora vaginal, sendo inclu&#237;da no espectro das vaginites aer&#243;bicas<sup>15-17</sup>. Adicionalmente, alguns investigadores n&#227;o consideram a VID um diagn&#243;stico por si s&#243;, mas antes a apresenta&#231;&#227;o final de um processo inflamat&#243;rio cr&#243;nico vaginal decorrente de m&#250;ltiplos mecanismos patog&#233;nicos<sup>14,23</sup>, com caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e microsc&#243;picas comuns<sup>24</sup>.</p>     <p>As etiologias propostas s&#227;o diversas, incluindo: agentes infecciosos<sup>12,15,25,26</sup>, hipoestrogenismo<sup>12</sup>, dist&#250;rbios imunes, d&#233;fice de vitamina D<sup>27,28</sup> e, possivelmente, factores gen&#233;ticos<sup>11,29</sup>.</p>     <p><b>Agentes infecciosos</b></p>     <p>A altera&#231;&#227;o da flora vaginal, com disrup&#231;&#227;o lactobacilar e consequente aumento do pH vaginal, juntamente com o crescimento de agentes patog&#233;nicos nos exames culturais das mulheres com VID, como <i>Escherichia coli</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, levam alguns autores a considerar que a sua etiologia &#233; infecciosa<sup>12,15,25</sup>. Adicionalmente, a resposta ao tratamento com clindamicina corroborou esta hip&#243;tese<sup>12</sup>.</p>     <p>Donders descreveu uma nova entidade, a vaginite aer&#243;bica, como resposta a alguns quadros de vaginite n&#227;o enquadr&#225;veis nas infec&#231;&#245;es cl&#225;ssicas - candidose, tricomon&#237;ase e bacteriose vaginal<sup>15,17,30</sup>. Assim, a vaginite aer&#243;bica &#233; uma condi&#231;&#227;o com componente infeccioso, associada a agentes comensais ent&#233;ricos - <i>Streptococcus agalactiae, Staphylocuccus aureus e Escherichia coli</i> - sendo caracter&#237;stica a resposta inflamat&#243;ria do hospedeiro e a presen&#231;a de sinais de atrofia vaginal (epit&#233;lio vaginal fino e eritematoso, c&#233;lulas parabasais e leuc&#243;citos no exame microsc&#243;pico)<sup>15</sup>. Efectivamente, aquele autor, prop&#245;e a VID como a forma mais severa de vaginite aer&#243;bica, considerando-a a ponta do icebergue do espectro mais amplo das vaginites aer&#243;bicas<sup>15</sup>.</p>     <p>Apesar destes achados, a falha no tratamento com outros antibi&#243;ticos de espectro semelhante &#224; clindamicina, a melhoria da condi&#231;&#227;o com o uso de&#160; cortic&#243;ides e o facto de a clindamicina apresentar um efeito anti-inflamat&#243;rio n&#227;o espec&#237;fico enfraquecem esta teoria, favorecendo a hip&#243;tese de que os achados culturais&#160; representam mera coloniza&#231;&#227;o<sup>19,31</sup>. Para al&#233;m disso, estudos culturais n&#227;o identificaram qualquer padr&#227;o consistente, para al&#233;m da aus&#234;ncia de <i>Lactobacillus </i>spp<sup>23</sup>. Ainda assim, os mesmos autores recomendam a realiza&#231;&#227;o de exames culturais no estudo etiol&#243;gico, nomeadamente para a exclus&#227;o de outras formas de vaginite purulenta, como a associada ao <i>Streptococcus</i> grupo A<sup>23,32</sup>.</p>     <p>Recentemente foram descritos dois casos de VID associados a s&#237;ndrome do choque t&#243;xico, desencadeado por <i>Staphylococcus aureus</i> produtores de toxina-1 do choque t&#243;xico estafiloc&#243;cico (TSST-1)<sup>26</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Hipoestrogenismo</b></p>     <p>A frequ&#234;ncia de VID nas mulheres na p&#243;s-menopausa<sup>3,12,21</sup>, p&#243;s-parto e naquelas sob tratamento antiestrog&#233;nico sugerem que a defici&#234;ncia de estrog&#233;nios tem um papel importante na sua patofisiologia<sup>12</sup>. Contudo, a reposi&#231;&#227;o hormonal n&#227;o &#233; suficiente para a revers&#227;o do processo, conforme sugerido por Sobel, embora este descreva seis casos de VID em mulheres p&#243;s-menopa&#250;sicas que responderam &#224; clindamicina, mas que apenas obtiveram remiss&#227;o completa quando foi adicionada terap&#234;utica estrog&#233;nica<sup>12</sup>. Assim, a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica da VID e da vaginite atr&#243;fica severa pode ser similares, pelo que a sua distin&#231;&#227;o pode ser dif&#237;cil quando estamos perante uma mulher mais velha, sendo aceite a institui&#231;&#227;o de &#171;prova terap&#234;utica&#187; com estrog&#233;nios t&#243;picos, para distinguir as duas entidades.</p>     <p>Contra o papel dos estrog&#233;nios na patofisiologia da VID, para al&#233;m da j&#225; descrita aus&#234;ncia de resposta &#224; reposi&#231;&#227;o hormonal, existe a significativa percentagem de mulheres com VID que se encontram em idade reprodutiva (sem hipoestrogenismo)<sup>23</sup>.</p>     <p><b>Factores imunit&#225;rios</b></p>     <p>Embora tenha sido sugerido que a VID representaria uma variante do l&#237;quen plano erosivo, as diferen&#231;as encontradas na apresenta&#231;&#227;o e evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica das duas condi&#231;&#245;es contrariam esta hip&#243;tese<sup>31,33,34</sup>.</p>     <p>Assim, os sinais e sintomas associados &#224; VID sobrep&#245;em-se aos de outras condi&#231;&#245;es vaginais imunomediadas, nomeadamente: o l&#237;quen plano erosivo e o p&#234;nfigo membranoso benigno, o que, associadamente &#224; resposta favor&#225;vel aos anti-inflamat&#243;rios, corrobora uma etiologia imune<sup>12,34</sup>. Foi encontrada hist&#243;ria de patologia tiroideia concomitante em&#160; 19% das mulheres e alguma alergia ambiental/medicamentosa em 63%<sup>13</sup>. Contudo, at&#233; &#224; data, n&#227;o h&#225; estudos que confirmem laboratorialmente uma base imunol&#243;gica para a VID.</p>     <p>Citocinas pr&#243;-inflamat&#243;rias, nomeadamente interleucina-6, 8, 1&#946; e o factor inibidor da leucemia, encontram-se aumentadas no contexto da resposta imunit&#225;ria do hospedeiro na vaginite aer&#243;bica<sup>15,35</sup>, podendo estar envolvidas no exuberante processo inflamat&#243;rio presente da VID.</p>     <p>A maioria das mulheres apresenta hist&#243;ria de institui&#231;&#227;o pr&#233;via de m&#250;ltiplos antibi&#243;ticos e antimic&#243;ticos<sup>12</sup>, levantando a hip&#243;tese de a DIV ser um processo imunol&#243;gico precipitado por uma reac&#231;&#227;o de hipersensibilidade<sup>11,31</sup>.</p>     <p><b>D&#233;fice de vitamina D</b></p>     <p>Peacocke <i>et al</i> prop&#245;em que a VID seja uma manifesta&#231;&#227;o nas membranas mucosas da defici&#234;ncia de vitamina D, resultante da descama&#231;&#227;o do epit&#233;lio vaginal e conduzindo &#224; altera&#231;&#227;o do pH vaginal, fragilidade da mucosa, inflama&#231;&#227;o e infec&#231;&#227;o secund&#225;ria<sup>27,28</sup>. Como factor transcricional, a vitamina D &#233; necess&#225;ria para a s&#237;ntese de prote&#237;nas estruturais, como as citoqueratinas, pelo que o seu d&#233;fice leva &#224; perda da integridade estrutural epitelial. Segundo aqueles autores, a reposi&#231;&#227;o de vitamina D nestas doentes, permite a regenera&#231;&#227;o do epit&#233;lio vaginal, com resolu&#231;&#227;o do quadro cl&#237;nico<sup>27,28</sup>. Contudo, esta teoria n&#227;o tem sido aceite, havendo autores que reportam n&#227;o haver melhoria depois da normaliza&#231;&#227;o dos n&#237;veis de vitamina D<sup>31</sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Factores gen&#233;ticos - peptidases relacionadas com a calicre&#237;na</b></p>     <p>A fam&#237;lia das peptidases relacionadas com a calicre&#237;na engloba 15 genes localizados no cromossoma 19q13.4, que codificam proteases da serina envolvidas na descama&#231;&#227;o cut&#226;nea. Os seus n&#237;veis encontram-se aumentados em patologias associadas a descama&#231;&#227;o cut&#226;nea, como a psor&#237;ase e a dermatite at&#243;pica. As calicre&#237;nas est&#227;o presentes no fluido cervico-vaginal e nas c&#233;lulas epiteliais vaginais, sendo hormonalmente reguladas<sup>36</sup>.</p>     <p>Apesar do seu papel na vagina ser ainda desconhecido, alguns autores sugerem que as calicre&#237;nas interv&#234;m na descama&#231;&#227;o das c&#233;lulas epiteliais vaginais, &#224; semelhan&#231;a do que acontece nas afec&#231;&#245;es cut&#226;neas, estando a sua express&#227;o desregulada em determinadas condi&#231;&#245;es vulvovaginais, como a VID. O tratamento das c&#233;lulas epiteliais vaginais com cortic&#243;ides e estrog&#233;nios reduzem a express&#227;o de calicre&#237;nas, reduzindo, consequentemente, a actividade proteol&#237;tica e a descama&#231;&#227;o<sup>36</sup>.</p>     <p><b>Apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica</b></p>     <p>Tipicamente, as mulheres com VID s&#227;o sintom&#225;ticas, ainda que ocasionalmente possam ser assintom&#225;ticas<sup>23</sup>. A grande maioria das doentes (cerca de 90%) apresenta queixas de corrimento purulento, dispareunia e desconforto vaginal (ardor, &#171;irrita&#231;&#227;o&#187;)<sup>12,13</sup>. Embora com menor frequ&#234;ncia, podem existir queixas de prurido vulvar<sup>12</sup>. Os sintomas t&#234;m, frequentemente, dura&#231;&#227;o superior a um ano, sendo realizado o diagn&#243;stico, em m&#233;dia, 15-31 meses ap&#243;s o in&#237;cio do quadro cl&#237;nico<sup>12,19</sup>. O sintoma mais comum e prim&#225;rio &#233; a presen&#231;a de corrimento, em quantidade ligeira a abundante, francamente purulento, amarelado (podendo ser verde ou cinzento) e refract&#225;rio aos tratamentos geralmente institu&#237;dos para outras afec&#231;&#245;es vulvovaginais mais frequentes<sup>12,13</sup>. Quanto &#224; gravidade da dor, seguindo a escala visual anal&#243;gica, cerca de metade das mulheres com VID avaliou a intensidade da sua dor de forma semelhante &#224;s mulheres com vestibulodinia<sup>3</sup>.</p>     <p>Os sinais inflamat&#243;rios vaginais s&#227;o geralmente evidentes, podendo apresentar-se como: pet&#233;quias,&#160; eros&#245;es focais ou lineares, equimose ou como enantema difuso. Assim, um &#171;rash&#187; vaginal, petequial ou equim&#243;tico, &#233; reportado em 30-70% dos casos<sup>23</sup>. Les&#245;es anelares, com halo eritematoso envolvendo um centro p&#225;lido podem, ocasionalmente, ser observadas<sup>12,19,25</sup>. O colo pode ser envolvido, apresentando aspecto de colpite macular em at&#233; 27% das doentes (semelhente ao achado de colo em &#171;morango&#187; da tricomon&#237;ase)<sup>12</sup>.</p>     <p>O vest&#237;bulo &#233; frequentemente afectado, podendo apresentar-se fino, difusamente eritematoso, edemaciado, com eros&#245;es lineares ou pontos equim&#243;ticos, como resultado da agress&#227;o provocada pelo corrimento<sup>13,19</sup>. Embora tenham sido identificadas sin&#233;quias e estenose vaginal em casos de VID<sup>9,20,34</sup>, estes achados s&#227;o mais sugestivos de l&#237;quen plano erosivo, sendo proposto por alguns autores que a sua presen&#231;a exclua o diagn&#243;stico<sup>29,37</sup>. O pH vaginal encontra-se, invariavelmente, aumentado (&gt;4,5)<sup>12,19</sup>. O corrimento n&#227;o apresenta odor caracter&#237;stico e o teste de aminas &#233; negativo<sup>12</sup>.</p>     <p><b>Exames complementares de diagn</b><b>&#243;stico</b></p>     <p><b>Exame microsc&#243;pico a fresco</b></p>     <p>O exame microsc&#243;pico a fresco do corrimento vaginal das mulheres com VID apresenta, caracteristicamente, uma marcado aumento das c&#233;lulas inflamat&#243;rias, com predom&#237;nio de polimorfonucleares, com uma raz&#227;o leuc&#243;citos/c&#233;lulas epiteliais superior a 1 (<a href="#f1">Figura 1</a>). Adicionalmente, as c&#233;lulas parabasais encontram-se aumentadas, consistindo em c&#233;lulas epiteliais escamosas imaturas, arredondadas e com raz&#227;o n&#250;cleo/citoplasma aumentado. A flora vaginal &#233; anormal, com diminui&#231;&#227;o dos lactobacilos e flora de fundo de predom&#237;nio coc&#243;ide<sup>11,12,19,38</sup>. Este achado pode ser, tamb&#233;m, constatado com colora&#231;&#227;o Gram, observando-se diminui&#231;&#227;o ou aus&#234;ncia de bacilos longos gram-positivos compat&#237;veis com lactobacilos, com abund&#226;ncia de cocos gram-positivos (podendo apresentar-se como diplococos e, por vezes, pequenas cadeias - estreptococos)<sup>12,14</sup>. Ao contr&#225;rio da bacteriose vaginal, as c&#233;lulas-chave est&#227;o ausentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n4/10n4a07f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Outros</b></p>     <p>Alguns autores recomendam a realiza&#231;&#227;o de exames culturais, enzim&#225;ticos, imunol&#243;gicos ou moleculares para exclus&#227;o de determinados agentes patog&#233;nicos, como <i>Trichomonas vaginalis, Candida </i>spp<i>, Neisseria gonorrhoeae</i> ou <i>Clamydia trachomatis</i><sup>12,39</sup>. Por outro lado, outros recomendam que a &#250;nica causa infecciosa que necessita de ser exclu&#237;da &#233; a tricomon&#237;ase, atrav&#233;s&#160; de exames culturais, imunol&#243;gicos ou moleculares<sup>11</sup>.</p>     <p>O exame bacteriol&#243;gico pode ser positivo para algumas bact&#233;rias, como <i>Streptococcus agalactiae</i> e agentes coliformes<sup>9,12</sup>. Contudo, n&#227;o se trata de um achado universal, pelo que alguns autores defendem que estes agentes bacterianos desempenham um papel colonizador secund&#225;rio na fisiopatologia da VID<sup>9</sup>. Assim, n&#227;o est&#225; indicada a realiza&#231;&#227;o de exame bacteriol&#243;gico de rotina.</p>     <p>Se suspeita de patologia dermatol&#243;gica imune, esta deve ser exclu&#237;da com bi&#243;psia vaginal e t&#233;cnicas de imunofluoresc&#234;ncia<sup>11,14,39</sup>. O exame histol&#243;gico da VID, geralmente, revela inflama&#231;&#227;o inespec&#237;fica, com infiltrado linfocit&#225;rio, eosinof&#237;lico e plasmocit&#225;rio<sup>34,38</sup>.</p>     <p><b>Diagn&#243;stico diferencial</b></p>     <p>A vaginite atr&#243;fica grave pode mimetizar a VID nas mulheres com hipoestrogenismo. O exame microsc&#243;pico a fresco, bem como os sinais e sintomas, podem ser muito semelhantes nas duas condi&#231;&#245;es, sendo que a resposta favor&#225;vel aos estrog&#233;nios locais, em mulheres com o contexto adequado, favorece o diagn&#243;stico de vaginite atr&#243;fica<sup>31,39</sup>.</p>     <p>Outras patologias que devem ser consideradas no diagn&#243;stico diferencial s&#227;o: o l&#237;quen plano erosivo, o p&#234;nfigo vulgar e o penfig&#243;ide cicatricial<sup>12,20,40</sup>. Ainda que partilhem algumas caracter&#237;sticas, como o corrimento purulento, o l&#237;quen plano provoca um grave processo inflamat&#243;rio de toda a mucosa vaginal, sendo o epit&#233;lio muito fri&#225;vel e hemorr&#225;gico, podendo haver distor&#231;&#227;o da arquitectura vulvovaginal, com aparecimento de sin&#233;quias e estenose vaginal. Para al&#233;m disso, o l&#237;quen plano pode manifestar-se extra-genitalmente, com atingimento de outras membranas mucosas (particularmente a mucosa oral), pelo que o exame de outras partes do corpo, como a cavidade oral, &#233; essencial para o diagn&#243;stico diferencial<sup>11,31,39</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao contr&#225;rio da VID e do l&#237;quen plano, o p&#234;nfigo vulgar e o penfig&#243;ide cicatricial come&#231;am como bolhas, que degeneram para eros&#245;es inespec&#237;ficas. O penfig&#243;ide pode ser incapacitante e causar cicatrizes graves. Para o diagn&#243;stico diferencial &#233; essencial o exame das outras mucosas, uma vez que pode haver envolvimento extra-genital, bem como a realiza&#231;&#227;o de bi&#243;psia com t&#233;cnicas de imunofluoresc&#234;ncia<sup>20,31,39</sup>.</p>     <p>Por vezes, particularmente se n&#227;o for realizado o exame ao esp&#233;culo para avalia&#231;&#227;o da mucosa vaginal, pode ser, erradamente, realizado um diagn&#243;stico de vulvodinia nas mulheres com VID<sup>14,39</sup>.</p>     <p>A sintomatologia, bem como a presen&#231;a de colpite macular, podem levar ao diagn&#243;stico errado de tricomon&#237;ase. Efectivamente, importa referir que v&#225;rios casos apresentam hist&#243;ria de diagn&#243;stico e tratamento (sem sucesso) de tricomon&#237;ase, antes do correcto diagn&#243;stico de VID ser estabelecido<sup>23</sup>. Contudo, a VID n&#227;o responde ao tratamento com metronidazol. Assim, como j&#225; referido anteriormente, a tricomon&#237;ase deve ser considerada no diagn&#243;stico diferencial da VID, e devidamente exclu&#237;da<sup>11,12,39</sup>.</p>     <p>Para al&#233;m dos anteriormente descritos, outros diagn&#243;sticos diferenciais est&#227;o listados no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n4/10n4a07q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Diagn&#243;stico</b></p>     <p>A VID &#233; uma s&#237;ndrome cl&#237;nica cujo diagn&#243;stico &#233; baseado nos sintomas, sinais e achados do exame microsc&#243;pico a fresco, que s&#227;o inespec&#237;ficos. &#201; essencial o treino da microscopia. A resposta ao tratamento com clindamicina e cortic&#243;ides locais corrobora o diagn&#243;stico de VID. </p>     <p>Os crit&#233;rios de diagn&#243;stico de VID foram estabelecidos por Sobel (<a href="#f2">Figura 2</a>). Est&#225; recomendada a exclus&#227;o de: <i>Trichomonas vaginalis, Neisseria gonorrhoeae, Clamydia trachomatis</i>, <i>Candida </i>spp<i>,</i> bacteriose vaginal e doen&#231;as dermatol&#243;gicas imunes (eg l&#237;quen plano erosivo) <sup>12,19</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n4/10n4a07f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Tratamento</b></p>     <p>N&#227;o existem estudos randomizados que avaliem as diferentes op&#231;&#245;es terap&#234;uticas para a VID. A clindamicina e os cortic&#243;ides intravaginais t&#234;m sido utilizados, com sucesso, no seu tratamento. A resposta favor&#225;vel &#224; clindamicina t&#243;pica adv&#233;m, provavelmente, das suas conhecidas propriedades anti-inflamat&#243;rias, decorrentes da sua capacidade de inibi&#231;&#227;o da s&#237;ntese de citocinas pr&#243;-inflamat&#243;rias, como a interleucina 1, 6 e 8 e o factor de necrose tumoral<sup>19</sup>.</p>     <p>S&#227;o v&#225;rias as op&#231;&#245;es para o tratamento inicial (<a href="#q2">Quadro II</a>), sendo as mais frequentemente usadas a clindamicina 2% creme e a hidrocortisona 10% creme ou 500mg suposit&#243;rio. O regime terap&#234;utico inicial deve ser mantido durante cerca de 2-4 semanas (alguns autores referem 3-6 semanas<sup>19,39</sup>)<sup>23,31</sup>. A melhoria &#233; quase universal, sendo que, na aus&#234;ncia de resposta favor&#225;vel, o diagn&#243;stico deve ser reconsiderado<sup>12,19</sup>. Ap&#243;s suspens&#227;o do tratamento inicial, cerca de um ter&#231;o das mulheres que apresentam resolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e laboratorial recidivam em 6 semanas <sup>12,13,19</sup>. Assim, a maioria das doentes necessita de tratamento de manuten&#231;&#227;o<sup>19</sup>. Efectivamente, a VID deve ser reconhecida como uma condi&#231;&#227;o cr&#243;nica, e n&#227;o um processo agudo, pelo que o aquele deve ser sempre considerado, com bons resultados no controlo das manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas a longo prazo<sup>19</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v10n4/10n4a07q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, ap&#243;s a institui&#231;&#227;o do tratamento inicial, as mulheres devem ser reavaliadas, geralmente &#224;s 3-4 semanas de seguimento. Se tiver sido obtida a remiss&#227;o completa (aus&#234;ncia completa de sinais e sintomas e exame microsc&#243;pico a fresco sem aumento de leuc&#243;citos ou de c&#233;lulas parabasais), o tratamento pode ser suspenso. Se a remiss&#227;o for apenas parcial, o tratamento deve ser continuado at&#233; &#224; remiss&#227;o completa (geralmente, mais 2 semanas). Se n&#227;o houver qualquer melhoria, deve ser revisto o diagn&#243;stico e, se se mantiver o diagn&#243;stico prov&#225;vel de VID, deve ser mudado o f&#225;rmaco ou proceder-se &#224; combina&#231;&#227;o de diferentes f&#225;rmacos, por 4-6 semanas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso das recorr&#234;ncias, o tratamento deve tamb&#233;m prolongar-se at&#233; que a remiss&#227;o completa seja novamente atingida. Posteriormente, a frequ&#234;ncia de administra&#231;&#227;o deve ser gradualmente diminu&#237;da, desde que a mulher se mantenha assintom&#225;tica e sem altera&#231;&#245;es&#160; no exame microsc&#243;pico a fresco at&#233; &#224; dose m&#237;nima necess&#225;ria para controlo da doen&#231;a. Algumas doentes necessitam de tratamento por meses a anos at&#233; que seja poss&#237;vel suspender o tratamento, sem recidiva subsequente<sup>19</sup>.</p>     <p>As mulheres sob tratamento de manuten&#231;&#227;o requerem avalia&#231;&#245;es seriadas, de forma a monitorizar-se a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica: sintomatologia, exame f&#237;sico e microscopia a fresco. A &#250;ltima, ao permitir uma avalia&#231;&#227;o mais objectiva do processo inflamat&#243;rio, assume um papel preponderante na decis&#227;o acerca da necessidade de tratamento adicional. A avalia&#231;&#227;o do pH vaginal &#233; um marcador indirecto do grau lactobacilar, devendo fazer parte do seguimento apenas quando o tratamento com clindamicina t&#243;pica for descontinuado<sup>23</sup>. N&#227;o se verifica supress&#227;o suprarrenal com o uso prolongado dos cortic&#243;ides habitualmente utilizados (hidrocortisona).</p>     <p>Os estudos existentes na literatura n&#227;o revelam&#160; diferen&#231;as significativas na resposta aos v&#225;rios regi- mes terap&#234;uticos iniciais<sup>13,19</sup>. Os resultados obtidos&#160; com clindamicina oral parecem ser inferiores aos da via vaginal<sup>34</sup>. De referir a exist&#234;ncia de casos cuja remiss&#227;o apenas foi obtida com a administra&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos beta-lact&#226;micos orais<sup>12</sup>. O tacrolimus, usado judiciosamente, tamb&#233;m se demonstrou &#250;til nalguns casos<sup>19</sup>.</p>     <p>O principal efeito adverso terap&#234;utica continuada com clindamicina e cortic&#243;ides t&#243;picos &#233; a infec&#231;&#227;o f&#250;ngica sintom&#225;tica<sup>19,23</sup>. Nesse sentido, alguns autores recomendam a adi&#231;&#227;o de fluconazol oral ao regime terap&#234;utico das mulheres em maior risco<sup>19,23</sup>.</p>     <p>Embora as mulheres p&#243;s-menop&#225;usicas com VID n&#227;o obtenham melhoria cl&#237;nica significativa com estrog&#233;nios t&#243;picos por si s&#243;, a sua aplica&#231;&#227;o adjuvante ap&#243;s o tratamento inicial com clindamicina parece diminuir a probablidade de recorr&#234;ncia<sup>11,41</sup>, eventualmente por proporcionar um microambiente mais favor&#225;vel ao crescimento lactobacilar<sup>11</sup>.</p>     <p>No <a href="#q2">Quadro II</a> s&#227;o apresentados os regimes terap&#234;uticos mais frequentemente descritos na literatura para o tratamento inicial das VID. Algumas mulheres podem suspender o tratamento inicial, permanecendo assintom&#225;ticas, enquanto outras requerem tratamento mais prolongado, ajuste da dosagem ou altera&#231;&#227;o do pr&#237;ncipio activo. Assim, o tratamento de manuten&#231;&#227;o deve ser adaptado a cada caso, utilizando-se a menor dose poss&#237;vel para manter a doen&#231;a controlada<sup>31</sup>.</p>     <p><b>Progn&#243;stico</b></p>     <p>Numa revis&#227;o de 98 casos<sup>19</sup>, submetidos a 3 protocolos terap&#234;uticos diferentes (clindamicina 2% creme aplica&#231;&#227;o vaginal di&#225;ria, hidrocortisona 10% creme aplica&#231;&#227;o vaginal di&#225;ria, acetato de cortisona 25 mg suposit&#243;rios aplica&#231;&#227;o vaginal bidi&#225;ria), foi obtida uma resposta favor&#225;vel em 86% dos casos, &#224;s 3 semanas de seguimento, com melhoria franca dos sintomas e sinais; posteriormente, o tratamento passou a bissemanal e foi descontinuado &#224;s 8 semanas, em 53 mulheres que se encontravam em remiss&#227;o cl&#237;nica e com exame microsc&#243;pico a fresco normal. A taxa de recidiva foi de 32% &#224;s 6 semanas. Ap&#243;s um ano de tratamento de manuten&#231;&#227;o, 26% das mulheres apresentavam-se curadas, 58% controladas e 16% parcialmente controladas.</p>     <p>Assim, a recorr&#234;ncia &#233; comum, ocorrendo em cerca de um ter&#231;o das doentes &#224;s 6 semanas ap&#243;s descontinua&#231;&#227;o do tratamento<sup>12,19</sup>. Est&#225; descrita uma taxa de cura a um ano de cerca de 25%<sup>19</sup>. A resposta favor&#225;vel ao tratamento inicial est&#225; associada a melhor progn&#243;stico<sup>19</sup> e as mulheres que n&#227;o apresentam recorr&#234;ncia nos primeiros meses est&#227;o, provavelmente, curadas.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A VID &#233; uma entidade pouco reconhecida pelos cl&#237;nicos, devendo ser considerada na avalia&#231;&#227;o das mulheres com queixas de vaginite cr&#243;nica, nomeadamente corrimento an&#243;malo (purulento) e dispareunia. Foi identificada em 8% das mulheres com queixas vulvovaginais cr&#243;nicas e est&#225; associada a um significativo impacto negativo na fun&#231;&#227;o sexual e na qualidade de vida das afectadas. A sua etiologia e patofisiologia ainda n&#227;o foram esclarecidas. Uma vez que os sinais e sintomas s&#227;o inespec&#237;ficos, &#233; fundamental excluir outras causas de vaginite purulenta, nomeadamente tricomon&#237;ase, vaginite atr&#243;fica e l&#237;quen plano erosivo, entre outras. A microscopia a fresco assume um papel fulcral no diagn&#243;stico e monitoriza&#231;&#227;o do tratamento, sendo caracter&#237;stico o aumento das c&#233;lulas inflamat&#243;rias e parabasais (raz&#227;o leuc&#243;citos/c&#233;lulas epiteliais &gt;1), com diminui&#231;&#227;o dos lactobacilos. O pH &#233;, invariavelmente, superior a 4,5. Para o tratamento s&#227;o utilizados agentes t&#243;picos - clindamicina e/ou cortic&#243;ides, com resposta favor&#225;vel inicial na maioria das doentes. A recorr&#234;ncia &#233; comum e, como condi&#231;&#227;o cr&#243;nica, frequentemente &#233; necess&#225;rio tratamento de manuten&#231;&#227;o para controlo dos sinais e sintomas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. ACOG Practice Bulletin. Clinical management guidelines for obstetrician-gynecologists, Number 72, May 2006: Vaginitis. Obstet Gynecol 2006;107(5):1195-1206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860596&pid=S1646-5830201600040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Anderson MR, Klink K, Cohrssen A. Evaluation of vaginal complaints. JAMA 2004;291(11):1368-1379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860598&pid=S1646-5830201600040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Nyirjesy P, Peyton C, Weitz MV, Mathew L, Culhane JF. Causes of chronic vaginitis: analysis of a prospective database of affected women. Obstet Gynecol 2006;108(5):1185-1191.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860600&pid=S1646-5830201600040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Irving G, Miller D, Robinson A, Reynolds S, Copas AJ. Psychological factors associated with recurrent vaginal candidiasis: a preliminary study. Sex Transm Infect 1998;74(5):334-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860602&pid=S1646-5830201600040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>5. Read S, King M, Watson J. Sexual dysfunction in primary medical care: prevalence, characteristics and detection by the general practitioner. J Public Health Med 1997;19(4):387-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860604&pid=S1646-5830201600040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Nyirjesy P. Management of persistent vaginitis. Obstet Gynecol 2014;124(6):1135-1146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860606&pid=S1646-5830201600040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>7. Franken Von H RW. Hydrorrhea vaginalis. Geburtschife Frauenkeilkd 1954;14:154-162. </p>     <!-- ref --><p>8. Scheffey L, Rakoff A LW. An unusual case of exudative vaginitis (hydrorrhoea vaginalis) treated with local hydrocortisone. Am J Obs Gynecol 1956;(72):208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860609&pid=S1646-5830201600040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Gardner HL. Desquamative inflammatory vaginitis: a newly defined entity. Am J Obstet Gynecol 1968;102(8):1102-1105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860611&pid=S1646-5830201600040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Gray LA BM. Vaginitis in women: diagnosis and treatment. Am J Obs Gynecol 1965;(92):125-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860613&pid=S1646-5830201600040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Stockdale CK. Clinical spectrum of desquamative inflammatory vaginitis. In: Current infectious disease reports. 2010. p. 479-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860615&pid=S1646-5830201600040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Sobel JD. Desquamative inflammatory vaginitis: a new subgroup of purulent vaginitis responsive to topical 2% clindamycin therapy. Am J Obstet Gynecol 1994;171(5):1215-1220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860617&pid=S1646-5830201600040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>13. Reichmann O SJ. Desquamative inflammatory vaginitis (DIV): twelve year experience with one hundred and thirty patients - new insights. J Low Gen Tract Dis 2009;October su(2). </p>     <!-- ref --><p>14. Murphy R. Desquamative inflammatory vaginitis. Dermatol Ther 2004;17(1):47-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860620&pid=S1646-5830201600040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>15. Donders GGG, Vereecken A, Bosmans E, Dekeersmaecker A, Salembier G, Spitz B. Definition of a type of abnormal vaginal flora that is distinct from bacterial vaginosis: aerobic vaginitis. BJOG 2002;109(1):34-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860622&pid=S1646-5830201600040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>16. Donders GGG. Definition and classification of abnormal vaginal flora. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2007;21(3): 355-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860624&pid=S1646-5830201600040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>17. Donders G, Bellen G, Rezeberga D. Aerobic vaginitis in pregnancy. BJOG 2011;118(10):1163-1170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860626&pid=S1646-5830201600040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Gardner HL. Desquamative inflammatory vaginitis. Am J Obstet Gynecol 1969;104(8):1225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860628&pid=S1646-5830201600040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Sobel JD, Reichman O, Misra D, Yoo W. Prognosis and treatment of desquamative inflammatory vaginitis. Obstet Gynecol 2011;117(4):850-855.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860630&pid=S1646-5830201600040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>20. Oates JK, Rowen D. Desquamative inflammatory vaginitis. A review. Genitourin Med 1990;66(4):275-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860632&pid=S1646-5830201600040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>21. Nyirjesy P, Leigh RD, Mathew L, Lev-Sagie A, Culhane JF. Chronic vulvovaginitis in women older than 50 years: analysis of a prospective database. J Low Genit Tract Dis 2012;16(1):24-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860634&pid=S1646-5830201600040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>22. Newbern EC, Foxman B, Leaman D, Sobel JD. Desquamative inflammatory vaginitis: an exploratory case-control study. Ann Epidemiol 2002;12(5):346-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860636&pid=S1646-5830201600040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Reichman O, Sobel J. Desquamative inflammatory vaginitis. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2014;28(7):1042-1050.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860638&pid=S1646-5830201600040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>24. Lev-Sagie A NP. Treatment of desquamative inflammatory vaginitis (DIV) with intravaginal 2%clindamycin cream: a long term follow-up. J Low Genit Tract Dis 2009;(3(5 Suppl):S2). </p>     <!-- ref --><p>25. Bradford J, Fischer G. Desquamative inflammatory vaginitis: differential diagnosis and alternate diagnostic criteria. J Low Genit Tract Dis 2010;14(4):306-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860641&pid=S1646-5830201600040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Pereira N, Edlind TD, Schlievert PM, Nyirjesy P. Vaginal toxic shock reaction triggering desquamative inflammatory vaginitis. J Low Genit Tract Dis 2013;17(1):88-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860643&pid=S1646-5830201600040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>27. Peacocke M, Djurkinak E, Tsou HC, Thys-Jacobs S. Desquamative inflammatory vaginitis as a manifestation of vitamin D deficiency associated with Crohn disease: case reports and review of the literature. Cutis 2010;86(1):39-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860645&pid=S1646-5830201600040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>28. Peacocke M, Djurkinak E, Thys-Jacobs S. Treatment of desquamative inflammatory vaginitis with vitamin D: a case report. Cutis 2008;81(1):75-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860647&pid=S1646-5830201600040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>29. L E. Desquamative inflammatory vaginitis. In: L. E, editor. Genital Dermatology Atlas. Philadelphia: Lippincott Williams &amp;Wilkins; 2004. p. 237-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860649&pid=S1646-5830201600040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Donders GGG, Ruban K, Bellen G. Selecting anti-microbial treatment of aerobic vaginitis. Curr Infect Dis Rep 2015;17(5):477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860651&pid=S1646-5830201600040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Edwards L. Dermatologic causes of vaginitis: a clinical review. Dermatol Clin 2010;28(4):727-735.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860653&pid=S1646-5830201600040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>32. Verstraelen H, Verhelst R, Vaneechoutte M, Temmerman M.. Group A streptococcal vaginitis: an unrecognized cause of vaginal symptoms in adult women. Arch Gynecol Obs 2011;Jul;284 (1):95-98. </p>     <!-- ref --><p>33. Edwards L FEJ. Desquamative vaginitis: lichen planus in disguise. 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Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2013;167(2):205-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860660&pid=S1646-5830201600040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>36. Shaw JL V, Diamandis EP. A potential role for tissue kallikrein-related peptidases in human cervico-vaginal physiology. Biol Chem 2008;389(6):681-688.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860662&pid=S1646-5830201600040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>37. Dennerstein G, Scurry J, Brenan J, Allen D, Marin M. Desquamative inflammatory vaginitis. In: Dennerstein G, Scurry J, Brenan J, Allen D, Marin M, The Vulva and Vagina Manual. Australia: Gynederm Publishing; 2005. p. 170-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860664&pid=S1646-5830201600040000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Paavonen J. Desquamative inflammatory vaginitis. Infect Dis Obstet Gynecol 1996;4(5):257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860666&pid=S1646-5830201600040000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>39. And&#250;jar MTA, L&#243;pez AG, Parra CP, P&#233;rez RL, Casas CC, G&#243;mez MMR, et al. Desquamative Inflammatory Vaginitis: The Unknown. Int J Women&#8217;s Heal Reprod Sci 2015;3(3):171-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860668&pid=S1646-5830201600040000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>40. Jacobson M, Krumholz B, Franks A. Desquamative inflammatory vaginitis. A case report. J Reprod Med 1989;34(9): 647-650.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860670&pid=S1646-5830201600040000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>41. Nyirjesy P. Postmenopausal vaginitis. Curr Infect Dis Rep 2007;9(6):480-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1860672&pid=S1646-5830201600040000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Joana Lima-Silva</p>     <p>Servi&#231;o de Ginecologia</p>     <p>Alameda Professor Hern&#226;ni Monteiro</p>     <p>4200-319, Porto, Portugal</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:joana.lima.silva@gmail.com">xjoana.lima.silva@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>9/9/2015</p>     ]]></body>
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