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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE OPINI&#195;O/</B>OPINION ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>O parto naturalista na perspectiva do Direito: o conflito gr&#225;vida/feto</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The naturalistic delivery from a law perspective: the pregnant/fetus conflict </b></font></p>     <p><b>Jorge Rosas de Castro*</b></p>     <p>Ju&#237;zo de Instru&#231;&#227;o Criminal de Matosinhos</p>     <p>*Licenciatura em Direito; &#173;Mestrado em Ci&#234;ncias Jur&#237;dico-Criminais; P&#243;s-gradua&#231;&#227;o em Direitos Humanos e Democracia; &#173;Curso Breve de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Responsabilidade M&#233;dica; &#173;Curso Breve de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Consentimento Informado </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>There is a growing number of pregnant women who want a decrease of medical intervention in childbirth. This article highlights some of the ethical and legal problems that this posture can pose to the medical team, especially in cases where the decision of the pregnant woman may jeopardize the health or life of the fetus. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords: </b>Conflito gr&#225;vida-feto; Parto naturalista.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.</b> T&#234;m surgido, em Portugal e no estrangeiro, associa&#231;&#245;es de inspira&#231;&#227;o diversa, futuros pais e mesmo algumas vozes dentro da comunidade m&#233;dica que propugnam uma redu&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o cl&#237;nica no trabalho de parto, apontando para uma ideia de <i>parto humanizado</i>, a viver em ambiente despido do protocolo assistencialista habitual. Diversos hospitais t&#234;m revelado alguma abertura a esta realidade, admitindo val&#234;ncias ou pr&#225;ticas naturalistas, em que a equipa m&#233;dica apenas interv&#233;m na eventualidade de surgir uma complica&#231;&#227;o s&#233;ria. Mais comum &#233; a organiza&#231;&#227;o do chamado <i>plano de parto</i> ou <i>plano de nascimento</i>, em que s&#227;o especificados os desejos da gr&#225;vida e identificado o que esta pretende venha a ser a atitude da equipa m&#233;dica em cada situa&#231;&#227;o. </p>     <p>Este novo conceito que se vem impondo suscita dificuldades de v&#225;ria ordem, designadamente nos casos em que da recusa de uma dada interven&#231;&#227;o derive um s&#233;rio risco de les&#227;o ou morte, para a gr&#225;vida, para o feto ou para ambos. Ocorre ent&#227;o perguntar se tem a gr&#225;vida adulta e capaz o direito de recusar a interven&#231;&#227;o; ou, pelo contr&#225;rio, se esta lhe pode ser imposta e em que termos. E justifica-se ainda que nos questionemos sobre o papel do profissional de sa&#250;de e nomeadamente se pode e/ou deve, e em que circunst&#226;ncias, actuar. </p>     <p><b>2.</b> Constitui hoje um indiscut&#237;vel princ&#237;pio bio&#233;tico a ideia de que, ressalvadas algumas situa&#231;&#245;es excepcionais de que aqui n&#227;o tratamos, n&#227;o pode ter lugar uma interven&#231;&#227;o m&#233;dica sobre o corpo de um paciente adulto e capaz sem que este d&#234; o seu consentimento. Se, depois de devidamente esclarecido da natureza, do objectivo, da import&#226;ncia e dos riscos de um determinado procedimento preventivo, diagn&#243;stico ou terap&#234;utico, das eventuais alternativas ao mesmo, e das consequ&#234;ncias previs&#237;veis de o n&#227;o seguir, o paciente manifesta a sua oposi&#231;&#227;o, lavrando pois o seu <i>dissentimento</i>, a equipa m&#233;dica n&#227;o pode realizar o dito procedimento, ainda que dessa op&#231;&#227;o do paciente resultem para este consequ&#234;ncias danosas e at&#233; mesmo a sua pr&#243;pria morte<sup>1</sup>. N&#227;o ter&#225; contudo este direito ao dissentimento especificidades relevantes no caso da gravidez, por for&#231;a das repercuss&#245;es que a decis&#227;o da parturiente poder&#225; ter para o feto? N&#227;o ter&#225; este &#250;ltimo um papel determinante na equa&#231;&#227;o<sup>2</sup>?</p>     <p><b>3.</b> &#201; virtualmente imposs&#237;vel encontrar um total consenso quanto ao exacto estatuto &#233;tico, moral e at&#233; jur&#237;dico do feto, com projec&#231;&#245;es directas e imediatas na rela&#231;&#227;o cl&#237;nica. De todo o modo, &#233; patente que o feto &#233; um ser humano em forma&#231;&#227;o ou at&#233;, nos &#250;ltimos momentos da gravidez, j&#225; formado, o que nos impele para que lhe reconhe&#231;amos desde logo uma enorme valia biol&#243;gica, &#233;tica e moral, a que a lei, a jurisprud&#234;ncia e a doutrina v&#227;o conferindo ali&#225;s perfil jur&#237;dico: pense-se por exemplo na protec&#231;&#227;o da vida intra-uterina que resulta do nosso C&#243;digo Penal<sup>3</sup>; na orienta&#231;&#227;o, que vai fazendo o seu caminho, no sentido de considerar-se que a protec&#231;&#227;o da <i>vida</i>, e n&#227;o j&#225; <i>apenas</i> da <i>vida intra-uterina</i>, come&#231;a com o in&#237;cio do trabalho de parto<sup>4</sup>; e ainda na jurisprud&#234;ncia do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que apontou ao feto um p&#243;lo agregador de <i>&#171;direitos e liberdades&#187;</i><sup>5</sup>. </p>     <p>Pelo exposto, afigura-se-me incontorn&#225;vel a ideia de que o feto &#233; um <i>paciente</i>, concitando pois em si, com as devidas adapta&#231;&#245;es, todas as exig&#234;ncias &#233;tico-jur&#237;dicas do profissional m&#233;dico, a saber e desde logo, dois princ&#237;pios que est&#227;o no &#226;mago da boa pr&#225;tica cl&#237;nica - o da benefic&#234;ncia e o da n&#227;o malefic&#234;ncia; a especificidade da situa&#231;&#227;o &#233; que &#233; a gr&#225;vida quem, apresentando-se &#224; equipa m&#233;dica, acaba por outorgar ao feto um tal estatuto<sup>6</sup>, o que significa, por for&#231;a do direito de autodetermina&#231;&#227;o de que goza a gr&#225;vida, que &#233; com o concurso desta que ter&#225; de ser encontrado o <i>se</i> e o <i>como</i> actuar. Ora, considerando que a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente deve assentar em princ&#237;pios de informa&#231;&#227;o, de esclarecimento, de di&#225;logo, de respeito m&#250;tuo e de gest&#227;o partilhada do risco<sup>7</sup>, tudo aconselha a que o parto seja a seu tempo preparado, de forma a ir-se ao encontro dos desejos da gr&#225;vida, sim, mas sem comprometer o<i> standard of care</i> m&#237;nimo que a equipa m&#233;dica tem por exig&#237;vel, numa idealmente m&#225;xima optimiza&#231;&#227;o concordante dos valores da autodetermina&#231;&#227;o e da benefic&#234;ncia/n&#227;o malefic&#234;ncia da gr&#225;vida, decerto, mas tamb&#233;m e desde logo da benefic&#234;ncia/n&#227;o malefic&#234;ncia do feto. Se, mau grado o di&#225;logo estabelecido e todos os esfor&#231;os de esclarecimento e mesmo persuas&#227;o desenvolvidos pela equipa m&#233;dica, exista uma diverg&#234;ncia insan&#225;vel entre esta e a gr&#225;vida quanto &#224; defini&#231;&#227;o concreta do que seja esse tal <i>standard of care </i>m&#237;nimo, parece-me que a equipa m&#233;dica, na l&#243;gica operatividade do princ&#237;pio bio&#233;tico da autodetermina&#231;&#227;o da gr&#225;vida, n&#227;o pode impor-lhe o seu <i>standard of care</i>, sob pena at&#233; de poder estar a cometer um crime de interven&#231;&#245;es e tratamentos m&#233;dico-cir&#250;rgicos arbitr&#225;rios<sup>8</sup>. Todavia, entendo tamb&#233;m que a gr&#225;vida n&#227;o pode exigir que o parto seja feito nas <i>suas</i> condi&#231;&#245;es: n&#227;o pode a equipa m&#233;dica ser obrigada a violentar a consci&#234;ncia profissional dos seus elementos, omitindo procedimentos que t&#234;m por necess&#225;rios ou fazendo outros que consideram in&#250;teis ou prejudiciais, seja &#224; gr&#225;vida, ao feto ou a ambos. &#201; que a obriga&#231;&#227;o de dilig&#234;ncia que o m&#233;dico assume para com os pacientes tem sempre por pressuposto que a possa cumprir de acordo com a sua boa consci&#234;ncia m&#233;dica<sup>9</sup><i>.</i></p>     <p><b>4.</b> Perdoando-se-me o paralelismo em que incorremos a benef&#237;cio da clareza de exposi&#231;&#227;o, dir&#237;amos que da mesma forma que o dono da obra n&#227;o pode esperar do empreiteiro que construa a casa com tr&#234;s pilares a menos em rela&#231;&#227;o aos preconizados como essenciais pelo engenheiro civil, tamb&#233;m a gr&#225;vida n&#227;o pode demandar &#224; equipa m&#233;dica que avance com a assist&#234;ncia impondo-lhe positivamente em qu&#234; que essa assist&#234;ncia deva traduzir-se. Afigura-se-me pois que nessas circunst&#226;ncias assiste ao profissional m&#233;dico o direito de recusar o acompanhamento, posi&#231;&#227;o que entendo ter cobertura na deontologia<sup>10</sup>. Como limites a esse direito de recusa parece-se-me dever considerar-se dois tipos de casos: <i>por um lado</i>, as situa&#231;&#245;es de perigo iminente para a vida da gr&#225;vida e/ou do feto ou de les&#227;o grave para a integridade f&#237;sica de qualquer deles, circunst&#226;ncias em que o profissional m&#233;dico, estando-lhe vedada a interven&#231;&#227;o de que a gr&#225;vida adulta e capaz dissente, n&#227;o pode recusar a assist&#234;ncia poss&#237;vel dentro da margem consentida, sob pena de poder incorrer na pr&#225;tica de um crime de recusa de m&#233;dico<sup>11</sup>; <i>por outro lado</i>, quando haja elementos que apontem com seguran&#231;a no sentido de que a gr&#225;vida ficar&#225; na pr&#225;tica impossibilitada de recorrer a outra equipa m&#233;dica, caso em que uma total recusa de assist&#234;ncia redundaria numa nega&#231;&#227;o de acesso aos cuidados b&#225;sicos de sa&#250;de, de contornos &#233;tico-deontol&#243;gicos extremamente problem&#225;ticos, com potencial responsabilidade associada<sup>12</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. Algumas refer&#234;ncias normativas: o art. 5&#186; da Conven&#231;&#227;o para a Protec&#231;&#227;o dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face &#224;s Aplica&#231;&#245;es da Biologia e da Medicina; o art. 3&#186;/2 a) da Carta dos Direitos Fundamentais da Uni&#227;o Europeia; o art. 8&#186;/1 da Conven&#231;&#227;o Europeia dos Direitos Humanos; e o art. 6&#186; da Declara&#231;&#227;o Universal sobre Bio&#233;tica e Direitos Humanos; e os arts. 19, 20&#186;, 23&#186; e 24&#186;/2 do C&#243;digo Deontol&#243;gico da Ordem dos M&#233;dicos, aprovado pelo Regulamento n&#186; 707/2016, <i>Di&#225;rio da Rep&#250;blica</i>, II S&#233;rie, n&#186; 139, de 21/07/2016 (CDOM).</p>     <p>2. Para uma primeira abordagem a esta tem&#225;tica do &#8220;conflito gr&#225;vida-feto&#8221;, <i>vide</i>: Scott, Rosamund, <i>Rights, Duties and the Body Law and Ethics of the Maternal-Fetal Conflict</i>, Hart Publishing (2002), Flagler, Elizabeth/Baylis, Fran&#231;oise/Rodgers, Sanda, &#8220;Ethical dilemmas that arise in the care of pregnant women: rethinking &#171;maternal-fetal conflicts&#187;&#8221;, <i>Canadian Medical Association</i>, 15-Junho-1997, pgs. 1729-32; Casey, Gerard, &#8220;Pregnant Woman and Unborn Child: Legal Adversaries?&#8221;,<i> Medico-Legal Journal of Ireland</i>, 8 (2), pgs. 75-81; Smith, Holly M., &#8220;Fetal-maternal conflicts&#8221;, <i>In Harm&#8217;s Way: Essays in Honor of Joel Feinberg</i>, Cambridge University Press (1994), pgs. 324-43; Post, Linda Farber, &#8220;Bioethical Consideration of Maternal-Fetal Issues&#8221;, <i>Fordham Urban Law Journal</i>, volume 24, n&#186; 4 (1996), pgs. 757-75; Broaddus, Brain M./Chandrasekhar Shobana, &#8220;Informed Consent in Obstetric Anesthesia&#8221;, <i>Anesthesia Analgesia</i>, Abril de 2011, volume 112, n&#186; 4, pgs. 912-5.</p>     <p>3. Arts. 140&#186; e seguintes do C&#243;digo Penal.</p>     <!-- ref --><p>4. Albuquerque, Paulo Pinto de, <i>Coment&#225;rio do C&#243;digo Penal &#224; luz da Constitui&#231;&#227;o da Rep&#250;blica Portuguesa e da Conven&#231;&#227;o Europeia dos Direitos do Homem</i>, 2&#170; edi&#231;&#227;o actualizada (2010), pgs. 393-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1861124&pid=S1646-5830201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#160; </p>     <p>5. Ac&#243;rd&#227;o <i>A, B e C c/ Irlanda</i>, de 16/12/2010 (&#167; 213).</p>     <!-- ref --><p>6. Briozzo, Leonel/Nozar, Fernanda/Coppola, Francisco/Fiol, Ver&#243;nica, &#8220;Abordaje cl&#237;nico del conflicto de inter&#233;s materno fetal y su relaci&#243;n com el estatus del feto como paciente&#8221;, <i>Revista M&#233;dica del Uruguay</i>, 2013, 29 (3), pgs. 187-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1861127&pid=S1646-5830201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>7. <i>Vide</i> o que se deixou j&#225; dito em &#8220;Consentimento Informado e Medicina Defensiva&#8221;, <i>Julgar, N&#250;mero Especial sobre Consentimento Informado</i>, Coimbra Editora (2014), pgs. 207-23. </p>     <p>8. Art. 156&#186; do C&#243;digo Penal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9. Arts. 6&#186;, 7&#186;, 10&#186;, 12&#186; e 13&#186; do CDOM.</p>     <p>10. Arts. 16&#186; e 24&#186; CDOM.</p>     <p>11. Art. 284&#186; do C&#243;digo Penal.</p>     <p>12. Art. 16&#186;/2 a) do CDOM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Jorge Rosas de Castro</p>     <p>Pal&#225;cio da Justi&#231;a, Rua Augusto Gomes</p>     <p>Matosinhos, Portugal</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:jorge.rosas.castro@gmail.com">jorge.rosas.castro@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O autor redigiu o texto de acordo com a antiga ortografia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>1/2/2017</p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b>20/2/2017</p>      ]]></body><back>
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