<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-5830</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Obstet Ginecol Port]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-5830</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Euromédice, Edições Médicas Lda.]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-58302017000200003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A classificação de Robson: Apenas uma forma de classificar cesarianas?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The ten group classification system (Robson Classification): Just a cesarean classification?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clode]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Obstetricia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>80</fpage>
<lpage>82</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-58302017000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-58302017000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-58302017000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Robson Ten-Group Classification System has been viewed by the majority of the clinicians as way of classifying cesarean section according to maternal characteristics. Recent WHO and FIGO statements suggest that Robson classification should be used by all healthcare facilities where deliveries occur to collect and analyze perinatal data]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cesarean section]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Robson Ten-Group Classification System]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO   DE OPINI&#195;O</B>/OPINION   ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>A   classifica&#231;&#227;o de Robson. Apenas uma forma de classificar cesarianas?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The   ten group classification system (Robson Classification).&#160; Just a cesarean   classification?</b></font></p>     <p><b>Nuno Clode</b></p>     <p>Servi&#231;o de   Obstetricia. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar de Lisboa Norte </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Robson Ten-Group Classification   System has been viewed by the majority of the clinicians as way of classifying   cesarean section according to maternal characteristics. Recent WHO and FIGO   statements suggest that Robson classification should be used by all healthcare   facilities where deliveries occur to collect and analyze perinatal data. </p>     <p><b>Keywords: </b>Cesarean section; Robson Ten-Group Classification   System.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>H&#225;   alguns atr&#225;s, a prop&#243;sito da taxa crescente de cesarianas, ouvi um dos   respons&#225;veis da Sa&#250;de em Portugal falar sobre a dificuldade em se comparar os   resultados das cesarianas entre os diversos Servi&#231;os de Obstetr&#237;cia do pa&#237;s   pelas imprecis&#245;es dos registos e pelas dificuldades em classificar as   cesarianas, o que exemplificava mostrando um slide com imensas cores -   intraduz&#237;vel para a audi&#234;ncia e para o pr&#243;prio.</p>     <p>O   n&#250;mero excessivo de cesarianas realizado por esse mundo fora levou a que as   Sociedades M&#233;dicas e Organiza&#231;&#245;es Internacionais se debru&#231;assem sobre o   problema. Em 1985, a OMS apontou ser de 10 a 15% a taxa de cesarianas   razo&#225;vel/desej&#225;vel e refor&#231;ou esta meta em 2015<sup>1</sup>. Para muitos, este   valor &#233; considerado como irreal porque pode n&#227;o refletir realidades de um   determinado pa&#237;s, nem mesmo realidades locais. De facto, uma taxa (qualquer   taxa!) &#233; apenas um n&#250;mero que, n&#227;o enquadrado na realidade de onde prov&#233;m, nada   significa nem &#233; entend&#237;vel, n&#227;o permitindo sequer comparar resultados entre   institui&#231;&#245;es. Da&#237;, e no que concerne &#224;s cesarianas, a necessidade de   classificar este tipo de cirurgias. </p>     <p>Classificar   cesarianas &#233; algo que sempre foi feito. Todos n&#243;s o fizemos como internos   - a forma como est&#227;o classificadas as cesarianas &#233; sempre um tema muito   apetec&#237;vel de discuss&#227;o curricular - e, como especialistas,&#160; &#233; uma   maneira de mostrar o que fazemos e de nos compararmos. O mais habitual &#233;   classificarmos a cesariana pelo motivo pela qual a realizamos - uma paragem de   dilata&#231;&#227;o, um tra&#231;ado n&#227;o tranquilizador, um feto em apresenta&#231;&#227;o p&#233;lvica...   Mas, esta forma de classificar&#160; al&#233;m de ser subjectiva, pois h&#225; indica&#231;&#245;es   postas cujas defini&#231;&#245;es s&#227;o imprecisas - o que &#233; uma incompatibilidade   feto p&#233;lvica? - , n&#227;o &#233; exclusiva - como classificar uma gravidez   m&#250;ltipla em que haja evid&#234;ncia de estado n&#227;o tranquilizador num dos fetos? No   grupo &#171;gravidez m&#250;ltipla&#187; ou no &#171;estado fetal n&#227;o tranquilizador&#187;? -&#160; nem   totalmente inclusiva - haver&#225; sempre novas indica&#231;&#245;es para cesarianas&#8230;   Podemos classificar a cesariana quanto &#224; urg&#234;ncia do procedimento, ou ao   momento da sua realiza&#231;&#227;o; catalogar uma cesariana quanto a estes itens &#233;   f&#225;cil, pois s&#227;o compreens&#237;veis, mas a informa&#231;&#227;o que fornecem &#233; escassa e tem   de ser complementada por uma outra qualquer classifica&#231;&#227;o. A quarta forma de classificar   &#233; baseada nas caracter&#237;sticas da gravidez; e &#233; nesta forma de classifica&#231;&#227;o que   se encaixa a de Robson. Em Portugal, desde 2015 que a DGS obriga que os   hospitais do SNS reportem anualmente as cesarianas realizadas de acordo com   estas quatro formas de classificar (urg&#234;ncia, momento da decis&#227;o, motivo da   decis&#227;o e caracter&#237;sticas da gr&#225;vida) sendo que, no que respeita &#224;s indica&#231;&#245;es,   na presen&#231;a de dois ou mais motivos caber&#225; ao m&#233;dico decidir qual o motivo com   maior peso na decis&#227;o.</p>     <p>Numa   tentativa de concluir sobre as formas de classificar as cesarianas, a OMS   patrocinou em 2011 uma revis&#227;o sistem&#225;tica que tinha por objectivo identificar   as diversas formas de classifica&#231;&#227;o e apurar qual a que melhor cumpria os   crit&#233;rios estabelecidos por um painel de especialistas da organiza&#231;&#227;o<sup>2</sup>.&#160;   Concluiu-se que a forma de classificar que melhor cumpria os requisitos seria a   baseada nas caracter&#237;sticas da gravidez e, em particular, a classifica&#231;&#227;o de   Robson. Tr&#234;s anos depois, a mesma organiza&#231;&#227;o, reviu o que os utilizadores da   classifica&#231;&#227;o de Robson publicaram sobre o tema por esse mundo fora, tentando   identificar vantagens e inconvenientes e como melhorar<sup>3</sup>.   Simplicidade de conceitos, facilidade de interpreta&#231;&#227;o e compreens&#227;o dos   objectivos foram aspectos que contribu&#237;ram para a r&#225;pida ades&#227;o &#224; classifica&#231;&#227;o   de Robson; no entanto, a maioria dos utilizadores pensava que seria &#250;til uma   subdivis&#227;o de alguns grupos propostos.</p>     <p>O   sistema desenvolvido por Robson utiliza quatro crit&#233;rios nos quais qualquer   gr&#225;vida&#160; se encaixa - antecedentes obst&#233;tricos (nul&#237;para ou mult&#237;para com   ou sem cesariana anterior), o tipo da gesta&#231;&#227;o (feto &#250;nico cef&#225;lico ou p&#233;lvico   ou transverso, gravidez m&#250;ltipla), a forma como se desencadeia o parto   (espont&#226;neo, induzido ou cesariana electiva) e a idade gestacional em que o   parto ocorre (antes ou a partir da 37&#170; semana). Todos estes crit&#233;rios s&#227;o   simples e facilmente adquiridos por m&#233;dicos ou enfermeiros , mutuamente   exclusivos e totalmente inclusivos, clinicamente relevantes (sendo que &#233; esta a   informa&#231;&#227;o que transmitimos quando passamos um caso), universais (os crit&#233;rios   aplicam-se em qualquer parto do Mundo) e n&#227;o dependem de avalia&#231;&#245;es complexas.   E com base nestes crit&#233;rios criaram-se 10 grupos (<a href="#q1">Quadro I</a>). Estes grupos   poder&#227;o depois ser sub-divididos, havendo j&#225; sociedades m&#233;dicas, como o col&#233;gio   canadiano de Obstetr&#237;cia e Ginecologia, que dividem o grupo 2 e 4&#160; consoante o   parto tenha sido induzido ou tenha sido realizada uma cesariana electiva.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v11n2/11n2a03q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Em   2015, a OMS<sup>1 </sup>, com o apoio dado no ano seguinte pela FIGO<sup>4</sup> , prop&#245;e&#160; que, independentemente do seu grau de complexidade, todas as   institui&#231;&#245;es onde ocorram partos devem classificar as gr&#225;vidas de acordo com a   classifica&#231;&#227;o de Robson e que os resultados das vari&#225;veis analisadas (ie:   cesarianas) sejam dispon&#237;veis ao publico.&#160;&#160; A FIGO sugere mesmo que todos os   eventos e desfechos maternos e neonatais seja analisados de acordo com a   classifica&#231;&#227;o de Robson. Ou seja, que toda a mulher que entre em trabalho de   parto seja inclu&#237;da num grupo de Robson e que, no intraparto, todo o evento   (acto, ac&#231;&#227;o) que ocorra e todo o desfecho (materno ou perinatal) que suceda   sejam analisados de acordo com a classifica&#231;&#227;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este   processo de classificar de acordo com os crit&#233;rios de Robson tem aplica&#231;&#245;es   pr&#225;ticas muito &#243;bvias. O primeiro &#233; o de ficarmos a conhecer o peso que cada   grupo tem na popula&#231;&#227;o que assistimos. Muito provavelmente constataremos que os   grupos que nos d&#227;o mais trabalho e que mais nos preocupam&#160; - gesta&#231;&#245;es   m&#250;ltiplas, pr&#233;-termo - s&#227;o os mais pequenos e, no que concerne a   cesarianas, aqueles que menos peso tem na taxa da interven&#231;&#227;o.&#160; E, ainda no que   respeita &#224;s cesarianas, ao registarmos que o grupo 2 (nul&#237;paras induzidas ou   com cesariana programada) &#233; um dos que tem maior peso na taxa global,   provavelmente sentiremos uma maior urg&#234;ncia em ser mais criteriosos nas   indica&#231;&#245;es das indu&#231;&#245;es de parto neste grupo e na forma como as realizamos. E,   continuando no tema cesarianas, poderemos facilmente comparar-nos com outros   centros com caracter&#237;sticas similares quanto aos grupos existentes. E quem diz   cesarianas, diz parto instrumentado, lacera&#231;&#245;es do per&#237;neo, episiotomia,   distocia de ombros, encefalopatia hipoxico-isquemica, tra&#231;ados   cardiotocogr&#225;ficos n&#227;o tranquilizadores, etc&#8230; </p>     <p>Claro   que tudo isto s&#243; &#233; poss&#237;vel com um registo adequado e detalhados, n&#227;o s&#243; dos   eventos e dos desfechos maternos e perinatais, mas tamb&#233;m das caracter&#237;sticas   epidemiol&#243;gicas da popula&#231;&#227;o.&#160; Sem bases de dados clinicas, estruturadas,   standardizadas, prospetivas, &#233; imposs&#237;vel analisar os desfechos e s&#227;o os   desfechos que determinam a seguran&#231;a e a qualidade de cada institui&#231;&#227;o. Cabe &#224;s   administra&#231;&#245;es hospitalares implementarem estas bases de dados e aos   respons&#225;veis por cada Servi&#231;o de Obstetr&#237;cia baterem-se - diria mesmo:   exigir - para que seja poss&#237;vel a aquisi&#231;&#227;o rotineira dos dados de cada   parturiente. </p>     <p>Assim,   a resposta &#224; pergunta feita no titulo &#233;: n&#227;o. Ali&#225;s, o pr&#243;prio autor da   classifica&#231;&#227;o n&#227;o se cansa de repetir que n&#227;o &#233; apenas mais uma maneira de   classificar as cesarianas, mas uma forma diferente de pensar, de auditar, as   ac&#231;&#245;es (os eventos) e os desfechos em Obstetr&#237;cia. E, se atentarmos para o que   &#233; proposto quer pelo FIGO quer pela OMS, &#233; uma classifica&#231;&#227;o de toda a   gr&#225;vida/parturiente consoante os grupos de Robson que &#233; sugerida. A sua   utiliza&#231;&#227;o por um Servi&#231;o permite analisar na institui&#231;&#227;o, de forma mais   detalhada, os par&#226;metros de qualidade estabelecidos; e o seu uso generalizado   vai permitir comparar n&#227;o s&#243; institui&#231;&#245;es como regi&#245;es. E, caso a popula&#231;&#227;o   assistida se reveja,&#160; se consiga classificar, nos grupos de Robson   provavelmente poder&#225; escolher,&#160; de forma mais esclarecida, o Servi&#231;o em que   ocorrer&#225; o parto - ou porque apresenta os melhores resultados&#160; para o grupo em   que se insere ou porque tenha procedimentos que mais se adequem aos seus   interesses. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. WHO. WHO   statement on cesarean section rates. 2015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1862443&pid=S1646-5830201700020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Torloni MR,   Betran AP, Souza JP, Widmer M, Allen T, Gulmezoglu M, Merialdi M.   Classifications for cesarean section: a systematic review. PLoS ONE.   2011;6(1):e14566.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1862444&pid=S1646-5830201700020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Betran AP,   Vindevoghel N, Souza JP, Gulmezoglu AM, Torloni MR. A Systematic Review of the   Robson Classification for Caesarean Section: What Works, Doesn&#8217;t Work and How   to Improve It. PLoS One. 2014;9(6):e97769.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1862446&pid=S1646-5830201700020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. FIGO Working   Group on Challenges in Care of Mothers and Infants during Labour and Delivery.   Best practice advice on the 10-Group Classification System for cesarean   deliveries. Int J Gynecol Obstet 2016 Nov;135(2):232-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1862448&pid=S1646-5830201700020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Nuno Clode</p>     <p>Centro Hospitalar   de Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria)</p>     <p>Lisboa, Portugal</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:nclode@netcabo.pt">nclode@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>07/05/2017</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o: </b>10/05/2017</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[WHO statement on cesarean section rates]]></source>
<year>2015</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torloni]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Betran]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Widmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gulmezoglu]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merialdi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Classifications for cesarean section: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS ONE]]></source>
<year>2011</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>e14566</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Betran]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vindevoghel]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gulmezoglu]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torloni]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Systematic Review of the Robson Classification for Caesarean Section: What Works, Doesn't Work and How to Improve It]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS One]]></source>
<year>2014</year>
<volume>9</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>e97769</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>FIGO Working Group on Challenges in Care of Mothers and Infants during Labour and Delivery</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Best practice advice on the 10-Group Classification System for cesarean deliveries]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Gynecol Obstet]]></source>
<year>2016</year>
<month>11</month>
<volume>135</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>232-233</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
