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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Leiomiomatose uterina e as suas implicações na gravidez]]></article-title>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Uterine fibroids]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Leiomyoma]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Obstetric labor complications]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b>/REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Leiomiomatose uterina e as suas implicações na gravidez</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Uterine leiomyomatosis and its implications in pregnancy</b></font></p>     <p><b>Andreia Maria da Silva*, Antónia Costa**</b></p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p>*Estudante de Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto.</p>     <p>**Assistente Hospitalar do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Centro Hospitalar de São João, E.P.E. Porto; Professora Auxiliar Convidada do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria da FMUP; i3S Instituto de Inovação e Investigação em Saúde, Universidade do Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>ABSTRACT</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The prevalence of uterine leiomyomatosis (UL) in pregnancy is 3.2-10.7% with a complication rate of 10-40%. Due to the heterogeneity of its behavior in pregnancy, it is impossible to predict its course. The most frequent clinical complaint is pain (89%), metrorrhagia (41%) and cystic degeneration (6%). UL increases the risk of: miscarriage (2x), preterm labor (3.9%, less than 34 weeks) and premature rupture of membranes (10.4%). Dynamic dystocia and fetal malpresentation (5.3%) are the main causes of the high cesarean rate (33%). UL is associated with placenta previa (1.4-3.5%), placental abruption (0-7.5%), retained placenta (1.25-2.4%) and postpartum haemorrhage.</p>     <p><b>Keywords:</b> Uterine fibroids; Leiomyoma; Pregnancy; Obstetric labor complications.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Introdução</p>     <p>Os leiomiomas são considerados os tumores ginecológicos benignos mais comuns, atingindo 20-40% das mulheres em idade reprodutiva<sup>1</sup>. </p>     <p>O estudo das implicações obstétricas dos leiomiomas está a tornar-se cada vez mais relevante dado o incremento da sua deteção na gravidez<sup>2</sup>, ao aumento do risco para leiomiomatose uterina (LU) (incremento da obesidade feminina previamente à gravidez (22%)<sup>3</sup>, idade materna avançada<sup>2</sup>) e tentativa de conceção após tratamento de leiomiomas<sup>4</sup>. A presença desta patologia num útero gravídico pode condicionar desfechos adver­sos quer maternos quer fetais/neonatais, devendo acarretar uma alteração da conduta clínica obstétrica no que respeita a avaliação pré-conceção, vigilância pré&#8212;natal e cuidados periparto<sup>5</sup>. </p>     <p>Epidemiologia</p>     <p>A incidência dos leiomiomas na população feminina é difícil de determinar, devido à inexistência dum programa de rastreio. A sua prevalência nas mulheres africanas é superior a 70%, enquanto que nas caucasianas varia entre 40 e 50%<sup>6,7</sup>. </p>     <p>Cerca de metade das mulheres assintomáticas têm o diagnóstico de leiomioma na primeira ecografia de rotina da gravidez<sup>2</sup>, sendo a prevalência deste tumor na gestação de 3,2-10,7%<sup>2,8</sup>. Na gravidez apresentam um pico da sua prevalência aos 30-39 anos (7%) e aos 40-49 anos (14,1%)<sup>9</sup> e, geralmente, localizam-se no corpo e fundo uterinos (50% e 35%, respetivamente)<sup>2</sup>. A sua distribuição parece ser uniforme nas paredes anterior, posterior e laterais do corpo uterino<sup>2</sup>. Quanto à sua localização na espessura da parede uterina: no primeiro trimestre da gravidez são diagnosticados 17% leiomiomas submucosos, 35% intramurais e 42% subserosos<sup>2</sup>. De prevalência mais rara são os leiomiomas pediculados (5%)<sup>2</sup> e leiomiomas cervicais (&lt;1%)<sup>10</sup>. A taxa de complicações obstétricas atribuída a LU varia entre 10 e 40%<sup>11</sup>. Três a 4% da LU é responsável por infertilidade<sup>12</sup>. </p>     <p>Comportamento dos leiomiomas na gravidez</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da evidência demonstrar que os fatores primordiais na influência do comportamento dos leiomiomas na gravidez são a concentração de estrogénios, progesterona, a gonadotrofina coriónica (hCG) e o aporte sanguíneo, não é possível prever o comportamento dos leiomiomas na gestação<sup>13-15</sup>. </p>     <p>1.º Trimestre da gravidez. Benaglia et al (estudo de coorte prospetivo, N=50) observaram um crescimento mais acentuado dos leiomiomas entre as 6-7 semanas de gestação, com um aumento de volume superior a 50%<sup>14</sup>. Este crescimento poderá estar associado ao aumento da hCG no primeiro trimestre<sup>15</sup>. </p>     <p>2.º Trimestre da gravidez. No estudo de De Vivo et al (estudo observacional, longitudinal e prospetivo, N=1492), onde se avaliou o volume dos leiomiomas trimestralmente por ecografia, observou-se um aumento do volume de 71,4% dos tumores no segundo trimestre<sup>16</sup>. Por oposição, Hammoud et al (estudo obser­vacional retrospetivo, N=107) descreveram uma diminuição do tamanho em 55,1% dos leiomiomas entre as 19 e as 30 semanas com uma redução de volume de 35% ± 4%<sup>17</sup>. </p>     <p>3.º Trimestre da gravidez. O estudo de De Vivo et al (estudo observacional, longitudinal e prospetivo, N=1.492) evidenciou o crescimento de 66,6% dos leiomiomas no terceiro trimestre, mas mais lentamente do que no segundo trimestre<sup>16</sup>. Pelo contrário, Hammoud et al (estudo observacional retrospetivo, N=107) mostrou que no final da gravidez, 75% dos leiomiomas diminuiram de tamanho e o volume reduziu 30% ± 3%<sup>17</sup>. Vitale et al reforçou estes resultados referindo na sua revisão que no segundo e terceiro trimestres a velocidade de crescimento diminui, notando-se uma redução das suas dimensões no terceiro trimestre<sup>18</sup>.</p>     <p>Dimensão. O estudo de Ciavattini et al (estudo obser­vacional, N=7.138) mostrou que leiomiomas de pequenas dimensões (diâmetro: 10-50mm) crescem acentuadamente no primeiro trimestre da gravidez, diminuindo a sua velocidade de crescimento posteriormente<sup>15</sup>. Pelo contrário, De Vivo et al (estudo observacional, longitudinal e prospetivo, N=1.492) relataram que o tamanho inicial do leiomioma não influencia o seu crescimento na gravidez<sup>16</sup>. Hammoud et al (estudo observacional retrospetivo, N=107) realçam que leiomiomas com diâmetro superior a 4cm diminuem signi­ficativamente as suas dimensões entre as 20-30 semanas de gestação<sup>17</sup>.</p>     <p>Localização no útero e na parede uterina. No estudo de Laughlin et al (estudo de coorte, N=171) foi avaliada por ecografia a dimensão e a localização do leiomioma na parede e corpo uterinos durante a gravidez e no pós-parto, tendo-se observado uma redução mais evidente nos submucosos. Foi notada uma diminuição do diâmetro de 1,8cm nos leiomiomas submu­cosos, de 0,6cm nos subserosos, de 0,5cm nos pediculados e de 0,2cm nos intramurais. Esta diminuição também se revelou mais acentuada nos leiomiomas localizados no segmento inferior do útero (1,4cm) relativamente aos situados no corpo (0,5cm) e fundo (0,4cm) uterinos, não existindo relação com a posição direita ou esquerda<sup>19</sup>.</p>     <p>A proporção de leiomiomas, que diminuíram de tamanho ou desapareceram após a gestação, foi também avaliada no estudo de Laughlin et al (estudo de coorte, N=171): 36% deixaram de ser detetados no pós-parto e 79% dos restantes tumores diminuíram de tamanho (mais evidente nos submucosos)<sup>19</sup>. Por outro lado, no estudo de Mu et al (estudo retrospetivo, N=50) 54% dos leiomiomas não sofreram alterações significativas. Esta observação veio reforçar os resultados duma série de três estudos prospetivos (N=113; N=36; N=29), onde não se detetou diferenças estatisticamente significativas no tamanho em 49-60% dos casos<sup>11,20</sup>.</p>     <p>Os resultados dos diferentes estudos são contraditórios e demonstram a grande heterogeneidade do comportamento dos leiomiomas ao longo de toda a gravidez, não sendo possível estabelecer um padrão de comportamento a partir da dimensão, tipo de leiomioma, localização no útero ou na parede uterina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v12n1/12n1a07q1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Apresentação clínica</p>     <p>A leiomiomatose é, na maioria dos casos, assintomática. Quando existe, a sintomatologia depende do tamanho, número e localização dos leiomiomas<sup>4</sup>.</p>     <p>Queixas álgicas</p>     <p>Dor abdominal/pélvica</p>     <p>A dor abdominopélvica é a queixa mais comum na gestação, afetando 89% das grávidas no primeiro trimestre<sup>21</sup>. Requer hospitalização, fundamentalmente para analgesia, em 5-15% das mulheres, estando frequentemente associada ao crescimento do leiomioma<sup>11,22</sup>. A dor/desconforto pode ter origem na compressão de estruturas/orgãos adjacentes, torsão do leiomioma, aumento rápido do leiomioma por crescimento ou degenerescência, estas últimas raras, mas onde a dor é mais intensa<sup>23</sup>. Os leiomiomas de localização posterior com diâmetro superior a 3cm podem provocar uma dor mais intensa do que os de localização anterior<sup>24</sup>. O tamanho aumentado não implica necessariamente maior intensidade da dor e hemorragia. Leiomiomas pequenos e múltiplos podem provocar os mesmos sintomas com igual intensidade<sup>21</sup>.</p>     <p>Queixas hemorrágicas</p>     <p>Metrorragia</p>     <p>Num estudo de coorte prospetivo (N = 4.509) foi observada metrorragia em 41% das grávidas com LU, no primeiro trimestre<sup>21</sup>. Em 60 % destes casos, a metrorragia é devida à proximidade do leiomioma ao local de implantação da placenta<sup>25</sup>. Relativamente aos outros trimes­tres, a metrorragia não foi documentada na literatura.</p>     <p>Hemoperitoneu</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É uma complicação aguda rara reportada na literatura em cerca de 100 casos de grávidas com LU. A etiologia pode ser diversa: congestão venosa (com consequente rotura venosa), <sup>26</sup> degeneração ou torsão do leiomioma (espontânea ou secundária a traumatismo pélvico). <sup>26</sup></p>     <p>Queixas de órgãos adjacentes</p>     <p>Devido à baixa incidência de sintomatologia referida a órgãos adjacentes ao trato genital superior por compressão, apenas se encontram descritos na literatura casos esporádicos. </p>     <p>Trato urinário</p>     <p>Leiomiomas localizados anteriormente são responsáveis por sintomas urinários<sup>27</sup>: polaquiúria, incontinência urinária, dificuldade na micção e, mais raramente, hidronefrose, oligoanúria e insuficiência renal<sup>28,29</sup>.</p>     <p>Trato digestivo baixo</p>     <p>Os sintomas do trato digestivo baixo estão relacionados com leiomiomas de localização posterior. Leiomiomas volumosos ao exercerem pressão posterior podem causar obstipação e tenesmo<sup>27,28</sup>.</p>     <p>Complicações dos leiomiomas na gravidez</p>     <p>Apesar do efeito dos leiomiomas na gravidez ainda não estar bem esclarecido, uma parte considerável dos sintomas e complicações têm sido atribuídos à localização, tamanho, número de leiomiomas e sua relação com a placenta. </p>     <p>Complicações relacionadas com o leiomioma</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Necrose</p>     <p>A necrose do leiomioma pode ser despoletada por degenerescência cística ou torsão<sup>30</sup>. </p>     <p>Torsão</p>     <p>Durante a gestação, apesar de raro, é possível a ocorrência da torsão do leiomioma. A incidência desta complicação é desconhecida, mas já foram descritos cerca de 10 casos<sup>31-33</sup>. A torsão ocorre em leiomiomas subserosos pediculados, e o risco é mais elevado para leiomiomas com aumento dimensional durante a gravidez<sup>23,31</sup>. É uma situação, que pode provocar isquemia e necrose do tumor e levar a um quadro álgico intenso, inclusivé de abdómen agudo, requerendo uma intervenção cirúrgica urgente<sup>23,31,34</sup>.</p>     <p>Degenerescência cística</p>     <p>A degenerescência cística é a complicação mais frequente na gravidez<sup>20</sup>. Carateriza-se por elevação dos marcadores inflamatórios e, clinicamente, por dor abdo<sub>­</sub>minal de início agudo, estado subfebril, náuseas e vómitos. A dor tem origem no rápido crescimento tumoral não acompanhado por aumento da sua vascularização, o que leva a hipoperfusão do leiomioma, isquemia, necrose e libertação de prostaglandinas. A ecografia revela áreas císticas ou um padrão ecogénico heterogéneo<sup>35,36</sup>. </p>     <p>Mu et al (estudo observacional retrospetivo, N=9259) verificaram uma prevalência de 6%. Nenhum dos casos teve implicações clínicas adversas importantes e os sintomas foram tratados de forma conservadora<sup>20</sup>.</p>     <p>Encarceramento uterino</p>     <p>Os leiomiomas podem também levar a encarceramento uterino na cavidade pélvica e provocar hidronefrose (por compressão dos uréteres) e retenção urinária (por compressão da uretra). </p>     <p>Verifica-se essencialmente nas mulheres com o útero em retroversão (11% das gravidezes), sendo que apenas 1,4% destes casos culmina em retenção urinária aguda<sup>37,38</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Complicações obstétricas</p>     <p>Infertilidade/abortamentos de repetição</p>     <p>Os leiomiomas submucosos e intramurais podem ter impacto adverso na fertilidade, ao contrário dos subserosos<sup>5,12,39-42</sup>. Mais concretamente, o tipo submucoso altera o peristaltismo do útero e provoca movimentos focais do miométrio, o que poderá alterar a contratilidade uterina com subsequente infertilidade ou abortamento<sup>43</sup>. Vitale et al refere na sua revisão, que o abortamento espontâneo ocorre essencialmente devido a leiomiomas submucosos e intramurais no corpo uterino<sup>44</sup>. </p>     <p>Está descrito que as mulheres com leiomiomas no corpo uterino apresentam maior propensão para um abortamento espontâneo precoce<sup>25</sup>. Contudo, a associação entre os leiomiomas e aborto recorrente ainda não está bem fundamentada. A revisão sistemática de Russo et al refere que a prevalência de leiomiomas é de 4,08% e 5,91% em mulheres com pelo menos dois e 3 abortamentos, respetivamente<sup>45</sup>. Benson et al (estudo caso-controlo prospetivo, N=858) mostrou com significado estatístico, que as mulheres com leiomiomas têm aproximadamente o dobro do risco de abortamento espontâneo comparativamente às grávidas sem LU (14% versus 7.6%; p&lt;0.05) e que o risco é maior nas que apresentam múltiplos leiomiomas (dois ou mais) do que nas que têm apenas um (23,6% versus 8,0%; p&lt;0,05), não estando relacionado com o tamanho ou local do mesmo<sup>46</sup>. </p>     <p>Parto pré-termo (PPT)</p>     <p>Os leiomiomas estão também associados a um risco de PPT de 3,9% e 15,1% antes das 34 e 37 semanas, respetivamente<sup>8</sup>. Ciavattini et al (estudo de coorte retrospetivo, N=219) estudaram as complicações obstétricas em leiomiomas múltiplos (dois ou mais) ou de grandes dimensões (diâmetro &#8805;5cm). Mulheres com múltiplos leiomiomas apresentam um maior risco de PPT (29,4% versus 5%, p&lt;0,001), cesariana (73,5% versus 37%, p&lt;0,001) e apresentação fetal anómala (11,8% versus 2,7%, p=0,04) do que aquelas que não têm esta patologia<sup>47</sup>. Os autores referem ainda que, quando são de grandes dimensões, existe um maior risco de PPT (16,7% versus 5%, p=0,01) e de rotura prematura de membranas (10,4% versus 0,5%, p&lt;0,001)<sup>47</sup>. A localização retroplacentária pode também contribuir para PPT<sup>46</sup>.</p>     <p>Contudo, Qidwai et al (estudo de coorte retrospetivo, N=15.104) não encontraram nenhuma destas associações<sup>22,48</sup>.</p>     <p>Distocia de trabalho de parto &#8211; trabalho de parto estacionário</p>     <p>A distocia de trabalho de parto foi descrita em 4,12-7,5% dos casos de LU na gravidez<sup>25,49</sup>.</p>     <p>A distocia dinâmica e apresentação fetal anómala parecem ser as principais causas da elevada taxa de cesariana nestas doentes e poderá ser atribuída à dissincronia da contratilidade uterina ou mesmo atonia uterina (mais relacionado com os leiomiomas intramurais)<sup>44,50</sup>. Acredita-se que a localização e a dimensão do leiomioma associados à posição do feto e da placenta possa influenciar a vascularização e contratilidade uterina<sup>18,51</sup>. Stout et al (estudo de coorte retrospetivo, N=72373) observou que a presença de leiomiomas se associa a risco de cesariana (33%) e de apresentação fetal anómala (5,3%)<sup>8</sup>. O estudo de Benson et al (estudo caso-controlo, N=858) veio reforçar que as mulheres sem leiomiomas apresentam significativamente uma taxa de cesariana inferior às portadoras desta patologia (28% versus 38%, p&lt;0,05)<sup>46</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os leiomiomas cervicais são raros (&lt;1%) e associam&#8212;se a apresentação fetal anómala em 25% dos casos, podendo ser responsáveis por obstrução do canal de parto com subsequente distocia mecânica<sup>10,52</sup>. Para além dos leiomiomas cervicais, existe um outro subtipo raro destes tumores, que ocupam a parede anterior da vagina &#8211; leiomioma vaginal &#8211; e que se associa também a distocia mecânica por obstrução do canal do parto<sup>53</sup>. Ciavattini et al (estudo de coorte retrospetivo, N=219) concluíram que leiomiomas múltiplos (dois ou mais) também contribuem para o aumento da taxa de cesariana, devido ao aumento do número de casos de apresentação fetal anómala e à distocia mecânica e dinâmica, no trabalho de parto<sup>47</sup>. Este estudo contrariou as conclusões de Lam et al (estudo observacional retrospetivo, N = 179), que não verificaram um risco aumentado de cesariana nas doentes com leiomiomas múltiplos (dois ou mais) ou de grandes dimensões (diâmetro &gt;7cm)<sup>22</sup>.</p>     <p>Anomalias de placentação</p>     <p>Os leiomiomas já foram associados a placenta prévia (1.4-3.5%), descolamento de placenta (0-7.5%) e a retenção de dequite (1.25-2.4%)<sup>5,8,25,48,50,54</sup>. Pensa-se que os submucosos sejam aqueles que têm maior impacto nas anomalias de placentação<sup>5</sup>. O descolamento de placenta poderá relacionar-se com a localização do leiomioma, apresentando neste contexto os retroplacentários maior risco<sup>25,46,49</sup>.</p>     <p>O estudo de Vergani et al (estudo de coorte retrospetivo, N=608) identificou leiomiomas retroplacentários em 6% das grávidas<sup>54</sup>. </p>     <p>Relativamente ao acretismo placentar e placenta membranácea, foram observados um caso de cada num estudo de coorte de 555 grávidas com LU<sup>55</sup>.</p>     <p>Restrição de crescimento fetal (RCF)</p>     <p>Não é consensual que a RCF se associe a LU, visto que vários estudos não encontraram uma relação significativa entre a presença de leiomiomas na gravidez e o crescimento fetal e peso ao nascimento<sup>20,22</sup>. Todavia, um estudo de coorte retrospetivo (N=64.047) documentou um risco superior de morte fetal com RCF (3,9%) em grávidas com leiomiomas (versus 1,5% em grávidas sem LU)<sup>8</sup>.</p>     <p>Hemorragia pósparto (HPP)</p>     <p>A HPP tem sido documentada em diversos estudos, sendo considerada a complicação associada a leiomiomas mais frequente após o parto<sup>5,46,48,52,54,56</sup>. A sua principal causa é a atonia uterina, mas também pode ocorrer devido à localização próxima entre um leiomioma de grandes dimensões e a placenta<sup>5,48,54</sup>. Leiomiomas intramurais e retroplacentários apresentam maior incidência de HPP, sendo no caso dos primeiros devido à atonia uterina<sup>44,46</sup>. Os leiomiomas submucosos pediculados e os leiomiomas cervicais de grandes dimensões (diâmetro &gt;10cm), por outro lado, apresentam também um maior risco de HPP<sup>52,56</sup>.</p>     <p>Outras complicações</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos casos de leiomiomas de grandes dimensões ocupando a cavidade uterina, há risco de síndrome de compressão fetal com desenvolvimento de deformidades<sup>57</sup>. </p>     <p>Outras raras complicações descritas: estados de hipercalcemia, fenómenos tromboembólicos e encarceramento de leiomiomas em hérnias da parede abdominal anterior<sup>26,58,59</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v12n1/12n1a07q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conclusão</p>     <p>A prevalência da LU na gravidez é de 3,2-10,7%, localizando-se mais frequentemente no corpo (50%) e fundo (35%) uterinos, sendo os mais comuns os subserosos (42%) e intramurais (35%). As queixas mais frequentes são a dor abdominopélvica (89%) seguida de metrorragia (41%).</p>     <p>Exceto no que diz respeito à diminuição de leiomiomas, que é mais frequente nos submucosos e do segmento inferior, a previsão do comportamento da LU na grávida não é possível, pois os resultados dos estudos são muito heterogéneos, impossibilitando estabelecer um padrão baseado na dimensão, localização ou trimestre de gravidez.</p>     <p>No que concerne as complicações, estas podem ser divididas em complicações do leiomioma propriamente dito e desfechos adversos obstétricos decorrentes dos leiomiomas. Relativamente às primeiras, as mais frequentes são: necrose por torsão do leiomioma (que ocorre nos leiomiomas subserosos pediculados) ou degenerescência do leiomioma (6% dos casos). Quanto ao impacto obstétrico adverso, está reportado uma duplicação do risco de abortamentos de repetição (sobretudo nos leiomiomas submucosos e intramurais) comparativamente às grávidas sem LU (14% versus 7,6%; p&lt;0,05). Múltiplos leiomiomas associam-se a um maior risco de abortamento relativamente a leiomiomas únicos (23,6% versus 8,0%; p&lt;0,05).</p>     <p>Embora não consensual, existem autores, que descrevem incremento do risco de: PPT (3,9-15,1%), rotura prematura de membranas (10,4%) e apresentação fetal anómala (5,3%). Também se associam a aumento da distocia quer dinâmica (sobretudo nos intramurais e múltiplos) quer mecânica (obstrução do canal do parto). As grávidas sem LU apresentam uma taxa de cesariana inferior às portadoras desta patologia (28% versus 38%, p&lt;0,05). A LU (sobretudo os submu­cosos) associa-se a placenta prévia (1.4-3.5%), descolamento de placenta (0-7,5%) e a retenção de dequite (1.25-2.4%). A hemorragia pós-parto, por atonia, é a complicação mais frequente após o parto, ocorrendo mais frequentemente em leiomiomas intramurais e retroplacentários.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Wallach EE, Vlahos NF. Uterine myomas: an overview of development, clinical features, and management. Obstet Gynecol. 2004;104(2):393-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868350&pid=S1646-5830201800010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Laughlin SK, Baird DD, Savitz DA, Herring AH, Hartmann KE. Prevalence of uterine leiomyomas in the first trimester of pregnancy: an ultrasound-screening study. Obstet Gynecol. 2009;113(3):630-635.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868352&pid=S1646-5830201800010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Stang J, Huffman LG. Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Obesity, Reproduction, and Pregnancy Outcomes. J Acad Nutr Diet. 2016;116(4):677-691.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868354&pid=S1646-5830201800010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Singh SS, Belland L. Contemporary management of uterine fibroids: focus on emerging medical treatments. Curr Med Res Opin. 2015;31(1):1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868356&pid=S1646-5830201800010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Klatsky PC, Tran ND, Caughey AB, Fujimoto VY. Fibroids and reproductive outcomes: a systematic literature review from conception to delivery. Am J Obstet Gynecol. 2008;198(4):357-366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868358&pid=S1646-5830201800010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Perez-Lopez FR, Ornat L, Ceausu I, Depypere H, Erel CT, Lambrinoudaki I, Schenck-Gustafsson K, Simoncini T, Tremollieres F, Rees M, Emas. EMAS position statement: management of uterine fibroids. Maturitas. 2014;79(1):106-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868360&pid=S1646-5830201800010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Perez-Lopez FR. Ulipristal acetate in the management of symptomatic uterine fibroids: facts and pending issues. Climacteric. 2015;18(2):177-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868362&pid=S1646-5830201800010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Stout MJ, Odibo AO, Graseck AS, Macones GA, Crane JP, Cahill AG. Leiomyomas at routine second-trimester ultrasound examination and adverse obstetric outcomes. Obstet Gynecol. 2010;116(5):1056-1063.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868364&pid=S1646-5830201800010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Zimmermann A, Bernuit D, Gerlinger C, Schaefers M, Geppert K. Prevalence, symptoms and management of uterine fibroids: an international internet-based survey of 21,746 women. BMC Womens Health. 2012;12:6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868366&pid=S1646-5830201800010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Straub HL, Chohan L, Kilpatrick CC. Cervical and prolapsed submucosal leiomyomas complicating pregnancy. Obstet Gynecol Surv. 2010;65(9):583-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868368&pid=S1646-5830201800010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Ouyang DW, Economy KE, Norwitz ER. Obstetric complications of fibroids. Obstet Gynecol Clin North Am. 2006;33(1): 153-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868370&pid=S1646-5830201800010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Khaund A, Lumsden MA. Impact of fibroids on reproductive function. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2008;22(4):749&#8212;760.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868372&pid=S1646-5830201800010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Yin P, Lin Z, Cheng YH, Marsh EE, Utsunomiya H, Ishikawa H, Xue Q, Reierstad S, Innes J, Thung S, Kim JJ, Xu E, Bulun SE. Progesterone receptor regulates Bcl-2 gene expression through direct binding to its promoter region in uterine leiomyoma cells. J Clin Endocrinol Metab. 2007;92(11):4459-4466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868374&pid=S1646-5830201800010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Benaglia L, Cardellicchio L, Filippi F, Paffoni A, Vercellini P, Somigliana E, Fedele L. The rapid growth of fibroids during early pregnancy. PLoS One. 2014;9(1):e85933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868376&pid=S1646-5830201800010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Ciavattini A, Delli Carpini G, Clemente N, Moriconi L, Gentili C, Di Giuseppe J. Growth trend of small uterine fibroids and human chorionic gonadotropin serum levels in early pregnancy: an observational study. Fertil Steril. 2016;105(5):1255-1260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868378&pid=S1646-5830201800010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. De Vivo A, Mancuso A, Giacobbe A, Savasta LM, De Dominici R, Dugo N, Dugo C, Vaiarelli A. Uterine myomas during pregnancy: a longitudinal sonographic study. Ultrasound Obstet Gynecol. 2011;37(3):361-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868380&pid=S1646-5830201800010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Hammoud AO, Asaad R, Berman J, Treadwell MC, Blackwell S, Diamond MP. Volume change of uterine myomas during pregnancy: do myomas really grow? J Minim Invasive Gynecol. 2006;13(5):386-390.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868382&pid=S1646-5830201800010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Vitale SG, Padula F, Gulino FA. Management of uterine fibroids in pregnancy: recent trends. Curr Opin Obstet Gynecol. 2015;27(6):432-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868384&pid=S1646-5830201800010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Laughlin SK, Herring AH, Savitz DA, Olshan AF, Fielding JR, Hartmann KE, Baird DD. Pregnancy-related fibroid reduction. Fertil Steril. 2010;94(6):2421-2423.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868386&pid=S1646-5830201800010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Mu YL, Wang S, Hao J, Shi M, Yelian FD, Wang XT. Successful pregnancies with uterine leiomyomas and myomectomy at the time of caesarean section. Postgrad Med J. 2011;87(1031):601&#8212;604.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868388&pid=S1646-5830201800010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Michels KA, Hartmann KE, Archer KR, Ye F, Edwards DR. The Relationship between Total Fibroid Burden and First Trimester Bleeding and Pain. Paediatr Perinat Epidemiol. 2016;30(2):115&#8212;123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868390&pid=S1646-5830201800010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Lam SJ, Best S, Kumar S. The impact of fibroid characteristics on pregnancy outcome. Am J Obstet Gynecol. 2014;211(4):395 e391-395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868392&pid=S1646-5830201800010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Currie A, Bradley E, McEwen M, Al-Shabibi N, Willson PD. Laparoscopic approach to fibroid torsion presenting as an acute abdomen in pregnancy. JSLS. 2013;17(4):665-667.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868394&pid=S1646-5830201800010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Deveer M, Deveer R, Engin-Ustun Y, Sarikaya E, Akbaba E, Senturk B, Danisman N. Comparison of pregnancy outcomes in different localizations of uterine fibroids. Clin Exp Obstet Gynecol. 2012;39(4):516-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868396&pid=S1646-5830201800010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Lee HJ, Norwitz ER, Shaw J. Contemporary management of fibroids in pregnancy. Rev Obstet Gynecol. 2010;3(1):20-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868398&pid=S1646-5830201800010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Gupta S, Manyonda IT. Acute complications of fibroids. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2009;23(5):609-617.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868400&pid=S1646-5830201800010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Stewart EA. Uterine fibroids. Lancet. 2001;357(9252):293&#8212;298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868402&pid=S1646-5830201800010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Bukulmez O, Doody KJ. Clinical features of myomas. Obstet Gynecol Clin North Am. 2006;33(1):69-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868404&pid=S1646-5830201800010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Bansal T, Mehrotra P, Jayasena D, Okolo S, Yoong W, Govind A. Obstructive nephropathy and chronic kidney disease secondary to uterine leiomyomas. Arch Gynecol Obstet. 2009;279(6):785&#8212;788.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868406&pid=S1646-5830201800010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>30. Ezzedine D, Norwitz ER. Are Women With Uterine Fibroids at Increased Risk for Adverse Pregnancy Outcome? Clin Obstet Gynecol. 2016;59(1):119-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868408&pid=S1646-5830201800010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Tsai YJ, Yeat SK, Jeng CJ, Chen SC. Torsion of a uterine leiomyoma. Taiwan J Obstet Gynecol. 2006;45(4):333-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868410&pid=S1646-5830201800010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Santak G, Glavic Z, Begic L, Simlesa D, Zukanovic G. Acute abdomen caused by huge pedunculated uterine leiomyoma in torsion. ANZ J Surg. 2013;83(1-2):96-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868412&pid=S1646-5830201800010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Guglielmo N, Malgras B, Place V, Guerrache Y, Pautrat K, Pocard M, Soyer P. Small bowel volvulus due to torsion of pedunculated uterine leiomyoma: CT findings. Clin Imaging. 2017;41:11&#8212;13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868414&pid=S1646-5830201800010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Cirilli AR, Cipot SJ. Emergency evaluation and management of vaginal bleeding in the nonpregnant patient. Emerg Med Clin North Am. 2012;30(4):991-1006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868416&pid=S1646-5830201800010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>35. De Carolis S, Fatigante G, Ferrazzani S, Trivellini C, De Santis L, Mancuso S, Caruso A. Uterine myomectomy in pregnant women. Fetal Diagn Ther. 2001;16(2):116-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868418&pid=S1646-5830201800010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Parker WH. Etiology, symptomatology, and diagnosis of uterine myomas. Fertil Steril. 2007;87(4):725-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868420&pid=S1646-5830201800010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Love JN, Howell JM. Urinary retention resulting from incarceration of a retroverted, gravid uterus. J Emerg Med. 2000;19(4):351-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868422&pid=S1646-5830201800010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Chauleur C, Vulliez L, Seffert P. Acute urine retention in early pregnancy resulting from fibroid incarceration: proposition for management. Fertil Steril. 2008;90(4):1198 e1197-1110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868424&pid=S1646-5830201800010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>39. Bajekal N, Li TC. Fibroids, infertility and pregnancy wastage. Hum Reprod Update. 2000;6(6):614-620.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868426&pid=S1646-5830201800010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>40. Casini ML, Rossi F, Agostini R, Unfer V. Effects of the position of fibroids on fertility. Gynecol Endocrinol. 2006;22(2):106-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868428&pid=S1646-5830201800010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>41. Pritts EA, Parker WH, Olive DL. Fibroids and infertility: an updated systematic review of the evidence. Fertil Steril. 2009;91(4):1215-1223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868430&pid=S1646-5830201800010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>42. Olive DL, Pritts EA. Fibroids and reproduction. Semin Reprod Med. 2010;28(3):218-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868432&pid=S1646-5830201800010000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>43. Nishino M, Togashi K, Nakai A, Hayakawa K, Kanao S, Iwasaku K, Fujii S. Uterine contractions evaluated on cine MR imaging in patients with uterine leiomyomas. Eur J Radiol. 2005;53(1):142&#8212;146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868434&pid=S1646-5830201800010000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>44. Vitale SG, Tropea A, Rossetti D, Carnelli M, Cianci A. Management of uterine leiomyomas in pregnancy: review of literature. Updates Surg. 2013;65(3):179-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868436&pid=S1646-5830201800010000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>45. Russo M, Suen M, Bedaiwy M, Chen I. Prevalence of Uterine Myomas Among Women with 2 or More Recurrent Pregnancy Losses: A Systematic Review. J Minim Invasive Gynecol. 2016;23(5):702-706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868438&pid=S1646-5830201800010000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>46. Benson CB, Chow JS, Chang-Lee W, Hill JA, 3rd, Doubilet PM. Outcome of pregnancies in women with uterine leiomyomas identified by sonography in the first trimester. J Clin Ultrasound. 2001;29(5):261-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868440&pid=S1646-5830201800010000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>47. Ciavattini A, Clemente N, Delli Carpini G, Di Giuseppe J, Giannubilo SR, Tranquilli AL. Number and size of uterine fibroids and obstetric outcomes. J Matern Fetal Neonatal Med. 2015;28(4):484-488.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868442&pid=S1646-5830201800010000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Qidwai GI, Caughey AB, Jacoby AF. Obstetric outcomes in women with sonographically identified uterine leiomyomata. Obstet Gynecol. 2006;107(2 Pt 1):376-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868444&pid=S1646-5830201800010000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>49. Coronado GD, Marshall LM, Schwartz SM. Complications in pregnancy, labor, and delivery with uterine leiomyomas: a population-based study. Obstet Gynecol. 2000;95(5):764-769.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868446&pid=S1646-5830201800010000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>50. Navid S, Arshad S, Qurat ul A, Meo RA. Impact of leiomyoma in pregnancy. J Ayub Med Coll Abbottabad. 2012;24(1):90&#8212;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868448&pid=S1646-5830201800010000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>51. Michels KA, Velez Edwards DR, Baird DD, Savitz DA, Hartmann KE. Uterine leiomyomata and cesarean birth risk: a prospective cohort with standardized imaging. Ann Epidemiol. 2014;24(2):122-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868450&pid=S1646-5830201800010000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>52. Tian J, Hu W. Cervical leiomyomas in pregnancy: report of 17 cases. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 2012;52(3):258-261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868452&pid=S1646-5830201800010000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>53. Dane C, Rustemoglu Y, Kiray M, Ozkuvanci U, Tatar Z, Dane B. Vaginal leiomyoma in pregnancy presenting as a prolapsed vaginal mass. Hong Kong Med J. 2012;18(6):533-535.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868454&pid=S1646-5830201800010000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>54. Vergani P, Locatelli A, Ghidini A, Andreani M, Sala F, Pezzullo JC. Large uterine leiomyomata and risk of cesarean delivery. Obstet Gynecol. 2007;109(2 Pt 1):410-414.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1868456&pid=S1646-5830201800010000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA</b></p>     <p>Andreia Maria da Silva</p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto </p>     <p>Porto, Portugal </p>     <p>E-Mail: <a href="mailto:andreiams93@gmail.com">andreiams93@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>22/03/2017</p>     <p><b>Aceite para publicação: </b>30/05/2017</p>      ]]></body><back>
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