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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE OPINIÃO/</B> OPINION ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Centros de referência. Precisam-se?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Referral hospitals. Do we need them?</b></font></p>     <p><b>Nuno Clode*</b></p>     <p>Serviço de Obstetricia - Hospital de Santa Maria/Centro Hospitalar de Lisboa Norte</p>     <p>*Diretor de Serviço de Obstetrícia, Clínica Universitária de Obstetrícia e Ginecologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria)</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Referral Centers for particular situations are necessary and an added value for Nacional Obstetrics. Centers for fetal therapy and for management of placenta accreta spectrum disorders are a good example of this need. Creating teams with experience is the only way to answer to the challenges that Modern Obstetrics poses to us.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Centros de Referência; Placenta acreta; Acretismo placentário; Síndrome transfusão feto-fetal; Terapêutica fetal.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Na segunda quinzena de Abril deste ano surgiu, num semanário português de difusão nacional, a notícia de que na Maternidade Alfredo da Costa se tinha iniciado um programa de tratamento da síndrome de transfusão feto-fetal. O título era bombástico - <i>Gémeos salvos ainda dentro do útero</i>... - e aguçava o interesse para a leitura do artigo em que se desenvolvia o caso de uma gestação gemelar monocorial em que, às 22 semanas, pela existência de STFF, se optou pela laqueação selectiva das anastomoses entre as circulações fetais por <i>laser</i> através fetoscopia. A diferença para o que tem sido habitual no últimos tempos - referenciar o casal para um centro europeu com experiência - foi que a técnica era realizada num centro português que, ao longos dos anos, tem desenvolvido e apurado técnicas para a resolução de patologia fetal - como a transfusão intra-uterina no tratamento da anemia fetal<sup>1</sup> - e de complicações raras na gestação múltipla - recordo-me da comunicação social noticiar, em 2013, da laqueação do cordão de um feto acardíaco realizada às 25 semanas através de radio-frequência. Obviamente que para o Serviço de Obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa ter realizado esta técnica, um longo percurso foi percorrido e que passou não só pela observação e prática da técnica em centros no estrangeiro, como pela aquisição da tecnologia necessária e pela criação de uma equipa - obstetras, anestesistas, enfermeiras -, capaz de executar de forma harmoniosa um procedimento que só nos livros parece simples. Idêntico percurso fez o Serviço de Obstetrícia do Centro Hospitalar de Gaia, que iniciou um programa similar em 2017. </p>     <p>Em Portugal, de forma muito grosseira, ocorrerão cerca de 400 gestações monocoriais por ano, sendo previsível que um quarto destas desenvolva alguma complicação - transfusão feto-fetal, restrição de crescimento selectivo, anomalia de um dos gémeos -, cuja resolução pode exigir uma fetoscopia com utilização de foto-coagulação com <i>laser</i>. O encaminhamento do casal para o estrangeiro, além dos custos financeiros para o erário público e para o próprio casal, tem para este último a agravante de o colocar num local que lhe é desconhecido, onde a dificuldade de comunicação e do entendimento do que se está a passar, pode tornar muito penosa a experiência. A criação de mais um centro em Portugal, capaz de responder a estas situações, era pois premente. </p>     <p>Mas será que precisamos de mais de Centros de Referência? Bem, os Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado já são Centros de Referência e têm por missão atender todos os casos de elevado risco materno e fetal mas, com a diversidade de doenças e a resposta que é possível dar a cada uma, torna-se muito difícil que todos consigam dar solução adequada a todos os casos com que se deparam ou que lhes são referenciados. Assim, quando falamos em Referência, provavelmente devemos particularizar a que patologia nos referimos e, para algumas, devem existir Centros específicos, porque será aí que a orientação diagnóstica/terapêutica será a mais adequada; não só porque existe a melhor tecnologia disponível, mas também porque as equipas que aí se constituíram têm experiência em lidar com o caso concreto. No entanto, a existência de múltiplos Centros de Referência poderá impedir que se ganhe a experiência necessária pois, e tendo como exemplo as gestações monocoriais, o número de casos que exigem fetoscopia é diminuto; a fim de manter um elevado grau de excelência no desempenho desta técnica é necessário um número mínimo de procedimentos anuais pelo que dispersar os casos será contraproducente. </p>     <p>Uma outra patologia obstétrica cuja incidência tem vindo a aumentar e para a qual se devem igualmente criar Centros de Referência é o acretismo placentário. Quando iniciei o meu internato em Obstetrícia e Ginecologia, no final da década de 80 do século passado, o acretismo placentário era muito raro. Tão raro, que todos os casos eram apresentados em reuniões de Serviço e alguns publicados em revistas médicas como Casos Clínicos. O acretismo era diagnosticado intraparto pela dificuldade na dequitadura, muitas vezes de zonas focais; era quase sempre acompanhado de hemorragia significativa e frequentemente terminava numa histerectomia total ou subtotal. E, como surgia de forma inesperada, a preparação da equipa estava longe de ser a ideal - lembro-me de recorrer, fora de horas, ao cirurgião mais experiente do Serviço que vinha, estremunhado, proceder à histerectomia periparto, do Serviço de Imunohemoterapia se desdobrar para obter os componentes transfusionais necessários e das aflições vividas pelas equipas, nomeadamente a de anestesiologia, nestes cenários. Na história descortinava-se uma curetagem ou manobras abortivas, mas raramente a cesariana prévia surgia associada. Mas nessa época em Portugal, a taxa de cesarianas era inferior a 25% (em 1996, dados do Pordata, apontam para 24,3%) e talvez tenha sido esse o motivo que nos poupou durante algum tempo ao fenómeno do acretismo. </p>     <p>Mas, com o fim do intervalo de tempo esperado entre a subida da taxa de cesarianas e o incremento dos casos de acretismo - cerca de 6 anos<sup>2</sup> -, é necessário enfrentar esta complicação que está associada a uma elevada morbilidade e mortalidade materna. No meu Serviço, entre 2009 e 2015, nunca tendo nada de semelhante ocorrido nos dez anos anteriores, assistimos a 10 casos de placenta increta/percreta em que a opção foi sempre de histerectomia e sendo quase sempre necessário um suporte transfusional significativo. O problema actual do acretismo placentário, e que está claramente associado ao número excessivo de cesarianas realizadas, é tão importante, que a FIGO publicou recentemente normas de orientação para esta patologia com uma revisão extensa da epidemiologia, do diagnóstico e das atitudes terapêuticas a tomar<sup>3-6</sup>. A diferença entre um caso com um bom desfecho e uma situação catastrófica passa pelo diagnóstico pré-natal que é o que irá permitir que a grávida seja orientada para um Centro de Referência onde se encontra a equipa multidisciplinar capaz de a tratar. Esta equipa deve ser composta por obstetras, ginecologistas com experiência em cirurgia urológica e oncológica, urologistas, radiologia de intervenção, anestesiologistas e imunohemoterapeutas que, idealmente, actue de forma programada mas que também seja capaz de ser facilmente mobilizada. Só assim se poderá evitar o inesperado - a cesariana programada ou de emergência, em que se constata uma placenta invadindo o segmento inferior com eventual invasão de órgão adjacentes e que o obstetra não está preparado para solucionar e que, ao fazer, arrisca a lesão grave de órgãos adjacentes à qual se seguirá uma hemorragia cataclísmica com a necessidade de suporte transfusional maciço que um Serviço de Imunohemoterapia apanhado de surpresa terá dificuldade em apoiar. </p>     <p>O número reduzido de casos -incidência 0,05-0,2%- expectáveis de acretismo placentário mas que se associam com uma elevadíssima morbilidade e mortalidade materna torna imperativo que se criem, unidades hospitalares dotadas de recursos humanos e materiais capazes de orientarem de forma adequada estes casos. </p>     <p>Assim, Centros de Referência para situações particulares são portanto necessários e uma mais-valia. Criar equipas com experiencia é mesmo a única forma de respondermos aos desafios que a Medicina Materno - Fetal actualmente nos coloca. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Rijo C, Cohen A, Martins AT, Cruz J, Queirós A, Ramos H, Correia J. Transfusão intra-uterina para o tratamento de anemia fetal grave - experiência de 14 anos de um centro de diagnóstico pré-natal em Portugal Acta Obstet Ginecol Port 2016;10(2):102-109&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869226&pid=S1646-5830201800020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Solheim KN, Esakoff TF, Little SE, Cheng YM, Sparks TN, Caughey AB. The effect o cesarean delivery rates on the future incidence of placenta previa, placenta accrete and maternal mortality. J Matern Fetal Neonatal Med 2011;24:1341-1346 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869227&pid=S1646-5830201800020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Jauniaux E, Chantraine F, Silver RM, Langhoff-RoosJ. FIGO consensus guidelines on placenta accreta spectrum disorders: Epidemiology. Int Gynecol Obstet 2018; 140: 265-273&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869228&pid=S1646-5830201800020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Jauniaux E, Bhide A, Kennedy A, Woodward P, Hubinont C, Collins S. FIGO consensus guidelines on placenta accreta spectrum disorders: Prenatal diagnosis and screening. Int Gynecol Obstet 2018; 140: 274-280&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869229&pid=S1646-5830201800020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Allen L, Jauniaux E, Hobson S, Papillon-Smith J, Belfort MA. FIGO consensus guidelines on placenta accreta spectrum disorders: Nonconservative surgical management. Int Gynecol Obstet 2018; 140: 280-290&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869230&pid=S1646-5830201800020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Sentilhes l, Kayem G, Chandraharan E, Palacios-Jaraquemada J, Jauniaux E. FIGO consensus guidelines on placenta accreta spectrum disorders: Conservative management. Int Gynecol Obstet 2018; 140: 291-298&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1869231&pid=S1646-5830201800020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Nuno Clode</p>     ]]></body>
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