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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Orientação da grávida com patologia maligna do colo uterino]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management of cervical cancer in pregnancy]]></article-title>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Pregnancy]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVISÃO/</B>REVIEW ARTICLE</font></p>     <p><font size="4"><b>Orientação da grávida com patologia maligna do colo uterino</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Management of cervical cancer in pregnancy</b></font></p>     <p><b>Cláudia Martins-Novais*, Ana Reynolds**</b></p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p>*Mestrado Integrado em Medicina</p>     <p>**Professora Auxiliar Convidada</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cervical cancer is one of the most common malignancies diagnosed during pregnancy.    Although challenging, this diagnosis does not necessarily mean interruption    of pregnancy. </p>     <p>The objective is to review the management of invasive cervical cancer in pregnant    women, by analyzing guidelines and systematic reviews published over the last    couple of decades on staging, management, time and mode of delivery and prognosis.</p>     <p>The definition of management strategies aims to obtain a prognosis similar    to that of non-pregnant women, taking into account the protection of the mother,    the fetus and the newborn. Long term impact on women and descendants remains    unclear.</p>     <p><b>Keywords:</b> Cervical cancer; Malignancy; Pregnancy.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O carcinoma do colo uterino (CCU) é uma das neoplasias malignas ginecológicas    mais comuns mundialmente. Corresponde a 6% dos tumores malignos ginecológicos<sup>1,2</sup>.    Aproximadamente 0,05-0,1% das gravidezes são complicadas por esta neoplasia    e, por cada 1000 grávidas, são diagnosticados 1 a 2 novos casos<sup>2,3</sup>.    É um dos carcinomas mais diagnosticados na gravidez, a par da neoplasia da mama    e do melanoma, seguindo-se as neoplasias hematológicas<sup>4</sup>. Estima-se    que, anualmente, surjam 2500 a 5000 casos na Europa<sup>3</sup>. Apesar da incidência    relativamente baixa na gravidez, esta tem vindo a aumentar nas últimas décadas,    sobretudo nos países desenvolvidos, porque a maternidade tem vindo a ser adiada    e a probabilidade de aparecimento de cancro aumenta com a idade<sup>2-5</sup>.</p>     <p>O perfil hormonal da grávida favorece a exposição da junção escamo-colunar    à infeção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e ao pH vaginal, devido ao fenómeno    de eversão. Ocorre metaplasia do epitélio colunar. Se o estímulo agressor persistir,    pode verificar-se transformação neoplásica<sup>6-8</sup>. Contudo, apesar da    relação causal bem estabelecida entre infeção persistente por HPV de alto risco    e CCU<sup>1</sup>, a vacinação contra o HPV não está recomendada na grávida<sup>9-12</sup>.</p>     <p>As grávidas apresentam uma probabilidade três vezes superior de diagnóstico    de CCU em estádio precoce, comparativamente a mulheres em idade reprodutora,    devido aos exames cervicais efetuados na avaliação de rotina pré-natal<sup>8</sup>.    Em Portugal, tanto a Direção-Geral da Saúde (DGS) como a Sociedade Portuguesa    de Ginecologia (SPG) defendem que o rastreio do cancro do colo do útero deve    ser efetuado na gravidez, caso não tenha sido adequadamente realizado<sup>13,14</sup>.    Alguns autores consideram controversa a implementação generalizada de citologia    cervical de rastreio durante a gravidez, porque os resultados podem ser insatisfatórios    ou enganadores, recomendando esta prática apenas em países sem programas de    rastreio organizados<sup>9,15</sup>.</p>     <p>Se ao exame pélvico se detetar um achado suspeito ou se o teste de rastreio    revelar um resultado anormal, a atuação varia consoante o tipo de alteração    encontrada e deve basear-se nas recomendações do &ldquo;Consenso sobre infecção por    HPV e neoplasia intraepitelial do colo, vulva e vagina&rdquo;, da SPG, publicado em    2014. A principal preocupação consiste em excluir invasão ou microinvasão. As    restantes lesões apresentam um risco mínimo de progressão na gravidez e existe    a probabilidade de reverterem espontaneamente após o parto. A curetagem endocervical    está contraindicada na gravidez<sup>7,9,16-22</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), 70-80%    dos casos de CCU na gravidez são diagnosticados em estádio I e até 20% em estádio    II. Os restantes apresentam doença em estádio III ou IV<sup>8</sup>.</p>     <p>Como a maioria se encontra em estádio I, não apresenta sintomas no momento    do diagnóstico. A avaliação do colo uterino deve ser cuidadosa e ter em conta    as alterações fisiológicas que podem mimetizar lesões neoplásicas<sup>8</sup>.    Frequentemente, apenas o resultado anormal da citologia de rastreio vai levantar    a suspeita de malignidade<sup>5</sup>.</p>     <p>Após o diagnóstico de CCU, a grávida deve ser encaminhada para um centro especializado,    onde será acompanhada por uma equipa multidisciplinar com profissionais de várias    especialidades. Estes definirão a abordagem oncológica de modo individualizado,    assegurando o melhor cuidado materno e minimizando potenciais riscos fetais,    sem negligenciar a possibilidade de cura. A paciente deve ser informada acerca    das opções de orientação disponíveis e dos potenciais riscos e benefícios maternos    e fetais associados a cada uma delas, sendo sempre incluída na tomada de decisão.    Esta é influenciada por questões éticas, culturais e religiosas. Se o desejar,    o seu companheiro e família devem ser integrados no processo<sup>4,8,10,15,23,24</sup>.  </p>     <p>A orientação, apesar de não ser consensual, varia consoante o estádio da doença,    a idade gestacional e a vontade da paciente em manter ou interromper a gravidez<sup>1,5,8,23,25,26</sup>.    Nos últimos anos, o tamanho da lesão, a presença de metástases e o tipo histológico    do tumor passaram a incluir os fatores a ter em conta na orientação destes casos<sup>24,27</sup>.    Os tipos histológicos comummente identificados são o carcinoma epidermoide e    o adenocarcinoma<sup>1,8</sup>.</p>     <p>Este trabalho tem como objetivo rever a orientação da grávida com CCU, através    da análise de <i>guidelines</i> e revisões sistemáticas que abordam aspetos    como estadiamento, orientação, momento e via de parto e prognóstico.</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A pesquisa foi realizada na base de dados PubMed, utilizando a combinação:    ((&quot;<i>uterine cervical neoplasms</i>&quot;[MeSH Terms] NOT &quot;<i>neck</i>&quot;[MeSH    Terms]) AND &quot;<i>pregnancy</i>&quot;[MeSH Terms]). Foram pesquisadas <i>guidelines</i>    e revisões sistemáticas publicadas entre 1 de janeiro de 1997 e 30 de setembro    de 2017, redigidas em inglês ou português.</p>     <p>Inicialmente, os critérios de exclusão consistiram na leitura do título e do    resumo dos artigos. Posteriormente, procedeu-se à leitura integral dos artigos,    selecionando-se aqueles que continham informações sobre estadiamento, orientação,    momento e via de parto e prognóstico.</p>     <p>Adicionalmente, por representarem uma mais-valia para a revisão, foram incluídos    mais 6 documentos, obtidos através de uma pesquisa no motor de busca Google:    i) &quot;<i>Gynecologic Cancers in Pregnancy: Guidelines of a Second International    Consensus Meeting&quot; </i><sup>3</sup>;<i> </i>ii) &quot;<i>Global Guidance    For Cervical Cancer Prevention and Control&quot; </i><sup>10</sup>; iii) &quot;<i>Comprehensive    Cervical Cancer Control: A guide to essential practice&quot; </i><sup>9</sup>;    iv) Normas da DGS<sup>13,28</sup>; e v) Consensos Nacionais de 2016 sobre Cancro    Ginecológico <sup>1</sup>. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados da pesquisa encontram-se esquematizados na <a href="#f1">Figure    1</a>. Foram analisados 19 trabalhos (13 <i>guidelines</i> e 6 revisões sistemáticas)    que fazem referência à importância do estadiamento, orientação, momento e via    de parto e prognóstico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v12n4/12n4a06f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerando os efeitos da radiação ionizante, existe preocupação em definir    os métodos de estadiamento da neoplasia do colo uterino na grávida, estando    preconizadas a ecografia e a ressonância magnética (RM) sem contraste. Existe,    também, a possibilidade de estadiamento cirúrgico<sup>3,4</sup>.</p>     <p>A classificação do estádio do CCU faz-se segundo as normas da FIGO de 2009<sup>1</sup>.</p>     <p>O diagnóstico de CCU durante a gravidez é um dilema clínico<sup>24</sup>. No    <a href="/img/revistas/aogp/v12n4/12n4a06q1.jpg" target="_blank">Quadro    1</a> estão sumariadas as orientações descritas por algumas <i>guidelines</i>    internacionais publicadas nos últimos anos. Na <a href="#f2">Figure 2</a> apresenta-se    a orientação proposta nos últimos Consensos Nacionais sobre Cancro Ginecológico.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/aogp/v12n4/12n4a06q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/aogp/v12n4/12n4a06q1.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v12n4/12n4a06f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Realça-se a maturidade fetal como um importante fator com influência na orientação<sup>27</sup>,    apesar de não ser consensual qual a idade gestacional que deve servir de <i>cut-off</i>    para tomada de decisões. </p>     <p>Destaca-se, ainda, a quimioterapia neoadjuvante como nova modalidade terapêutica    a oferecer nos CCU localmente avançados ou de alto risco, permitindo a manutenção    da gravidez. Contudo, verifica-se preocupação relativamente à exposição fetal    a quimioterapia<sup>3,4</sup>. </p>     <p>O momento e via de parto é outro ponto abordado. O parto deve ser a termo,    de modo a evitar a morbilidade associada à prematuridade<sup>3,4</sup>. Caso    seja necessário, pode-se proceder à aceleração da maturação fetal para agilizar    o processo e iniciar o tratamento mais precocemente<sup>1</sup>.</p>     <p>Atualmente, é recomendado o parto por cesariana em grávidas que apresentem    CCU no momento do nascimento<sup>3,24</sup>.</p>     <p>Alguns artigos relatam que a gravidez não parece influenciar negativamente    o prognóstico e que o CCU raramente se associa a mortalidade materna<sup>24,27</sup>.    No entanto, não referem a duração do período de seguimento nem esclarecem o    conceito de &ldquo;mortalidade materna&rdquo; em que se basearam para retirar tal conclusão.</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>De acordo com os trabalhos avaliados, passaremos à discussão dos seguintes    pontos: estadiamento, orientação, momento e via de parto e prognóstico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Estadiamento</b></p>     <p>No estadiamento, procura-se evitar métodos de imagem que impliquem exposição    a radiação ionizante. Recorre-se, por isso, à ecografia abdominal e pélvica    (incluindo a via transvaginal/transretal) e à RM<sup>3-5,8</sup>. A DGS considera    a RM o exame de eleição, pois permite avaliar o tamanho tumoral, o grau de invasão    estromal, o envolvimento de paramétrios, vagina, bexiga, ureteres e reto, e    a presença de adenomegalias, sem apresentar risco fetal<sup>28</sup>. É preferível    optar por RM sem contraste, porque o gadolínio atravessa a placenta e permanece    no fluido amniótico por tempo indeterminado, logo apenas deve ser usado se imprescindível<sup>3</sup>.</p>     <p>Pode-se, ainda, proceder a estadiamento cirúrgico através de linfadenectomia    pélvica e para-aórtica se tumor com mais de 4 centímetros ou com gânglios pélvicos    positivos, preferencialmente por laparoscopia, que é exequível e segura entre    as 13 e as 22 semanas de gestação<sup>3,4,27</sup>. Depois deste período, é    complicado obter um número mínimo satisfatório de gânglios linfáticos para avaliação,    logo a decisão terapêutica não pode guiar-se pelo envolvimento ganglionar<sup>3</sup>.</p>     <p>A segurança da tomografia por emissão de positrões (PET) na gravidez ainda    não foi determinada, pelo que a sua utilização não é recomendada<sup>3,4</sup>.</p>     <p><b>Orientação</b></p>     <p>As recomendações relativas à melhor orientação e ao momento ideal para a implementar    têm por base estudos de coorte prospetivos e retrospetivos e relatos limitados.    Assim, trata-se de uma abordagem que poderá ser individualizada e, por isso,    nem sempre baseada na evidência<sup>3,4,15,29</sup>. As <i>guidelines</i> não    definem, de modo consensual, a idade gestacional que deve servir de <i>cut-off</i>    na tomada de decisões, notando-se, no entanto, uma maior atenção relativamente    a essa questão nas normas de orientação mais recentes.</p>     <p>Tendo em conta o dilema clínico inerente a esta situação, a atitude deve ser    ponderada e ajustada a cada caso<sup>8,24,29</sup>. Primariamente, devem-se    excluir anomalias fetais por ecografia e determinar com precisão a idade gestacional,    já que a maturidade fetal é um fator essencial na decisão clínica<sup>3,27</sup>.  </p>     <p>Durante muito tempo, a abordagem oncológica na gravidez foi considerada incompatível    com o desenvolvimento fetal adequado<sup>5</sup>. O diagnóstico de neoplasia    maligna do colo uterino nos 1º ou 2º trimestres da gestação era sinónimo de    interrupção da gravidez e início imediato do tratamento. Nos últimos anos, esta    prática tem-se modificado, com uma aposta crescente na vigilância até à maturidade    fetal, especialmente na doença em estádio precoce. Preserva-se a gravidez e    adia-se o início do tratamento para depois do parto. Nestes casos, a literatura    reforça que a gravidez não altera o prognóstico e que adiar o tratamento não    influencia negativamente a taxa de sobrevivência materna<sup>27</sup>.</p>     <p>Quando se decide terminar a gravidez, aplica-se o tratamento <i>standard</i>    da não-grávida, de acordo com o estádio da doença. Pode-se optar por tratamento    cirúrgico ou por radioterapia, com ou sem quimioterapia<sup>5,9</sup>. </p>     <p>Caso se deseje manter a gravidez, a maioria dos tratamentos vai ter lugar após    o parto<sup>9</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando um tumor é detetado numa gestação de termo, procede-se ao parto e a    tratamento imediato<sup>8</sup>.</p>     <p>Existe a preocupação de não praticar abordagens invasivas no estádio IA1, valorizando    a vigilância apertada durante a gravidez e, eventualmente, a conização, com    reavaliação 6 semanas após o parto. Mesmo em estádios superiores, se a idade    gestacional o permitir, a atitude expectante é uma opção, não invalidando a    necessidade de reconsiderar a abordagem caso se registe progressão<sup>8,23</sup>.</p>     <p>Para estádios precoces, as taxas de cura do tratamento cirúrgico radical ou    do tratamento com radioterapia são idênticas. A histerectomia radical com linfadenectomia    associa-se a elevada sobrevivência e a baixa morbilidade<sup>24</sup>. Contrariamente    à radioterapia, preserva a função ovárica e evita a fibrose associada à radiação<sup>24,30</sup>.    Em pacientes que optem por adiar o tratamento, sobretudo quando o diagnóstico    ocorre no 2º trimestre, esta técnica cirúrgica pode ser realizada aquando do    parto por cesariana<sup>4,8,30</sup>.</p>     <p>Tumores histologicamente mais agressivos, diagnosticados nos 1º ou 2º trimestres,    representam emergências oncológicas, pelo que se recomenda a interrupção da    gravidez<sup>27</sup>.</p>     <p>A radioterapia implica interrupção da gravidez, pois associa-se a graves consequências    fetais<sup>4,5</sup>. Se aplicada na pélvis durante o 1º trimestre provoca abortamento    espontâneo e no 2º trimestre associa-se a morte fetal dentro de um mês, podendo    ser necessário o esvaziamento uterino<sup>3,25</sup>. Comporta duas fases: radiação    de feixe externo e braquiterapia<sup>25</sup>. Se forem detetados tumores em    estádio precoce ou se o diagnóstico ocorrer numa fase avançada da gestação,    em que é possível aguardar pela maturidade fetal, é preferível adiar a sua introdução    até ao parto<sup>5</sup>. Pode-se proceder a técnicas de preservação de fertilidade<sup>8</sup>.</p>     <p>A quimioterapia neoadjuvante é a mais recente opção a oferecer nos CCU localmente    avançados ou de alto risco. O objetivo é estabilizar o tumor, reduzir o seu    tamanho e impedir a sua disseminação (o que facilita o tratamento cirúrgico    no pós-parto), simultaneamente permitindo a manutenção da gravidez até à maturidade    fetal. Parece mesmo garantir um prognóstico materno mais favorável do que uma    atitude meramente expectante<sup>3-5,29</sup>. Baseia-se em regimes com cisplatina    (75 mg/m<sup>2</sup>) ou carboplatina, podendo associar-se a paclitaxel (175    mg/m<sup>2</sup>). A terapêutica combinada potencia a resposta tumoral. Está    recomendada a administração do esquema a cada 3 semanas<sup>3,4</sup>. As taxas    de resposta local são comparáveis a doentes não-grávidas<sup>4</sup>. A farmacocinética,    apesar de alterada na gravidez, não parece afetar o desfecho<sup>3</sup>.</p>     <p>Não é recomendado administrar quimioterapia durante o 1º trimestre da gestação,    pois aumenta o risco de abortamento e de malformações congénitas. Se não puder    ser adiada, é aconselhável interromper a gravidez<sup>4,5,29</sup>. A partir    do 2º trimestre, alguns agentes quimioterápicos revelam-se relativamente seguros    e não parecem apresentar risco acrescido de consequências negativas fetais,    relativamente à população em geral. Ainda assim, é importante monitorizar cuidadosamente    o feto devido ao risco de restrição do crescimento intrauterino, rutura prematura    de membranas ou parto pré-termo, e avaliar o recém-nascido a curto e longo prazos    para pesquisar complicações hematológicas, imunológicas, cardíacas e neurológicas<sup>3,4</sup>.    Esta terapêutica deve ser cessada às 33 semanas de gestação, porque, a partir    da 34ª semana, o parto pode ocorrer espontaneamente e recomenda-se um intervalo    de 3 semanas entre o último ciclo de quimioterapia e o nascimento, para prevenir    complicações hemorrágicas e infeciosas por mielossupressão materna e fetal<sup>3-5,29</sup>.</p>     <p><b>Momento e via de parto</b></p>     <p>O momento do parto vai depender da urgência em iniciar o tratamento<sup>27</sup>.    Sempre que possível, o parto deve ser a termo, exceto se a condição clínica    materna ou fetal se agravar ou se houver necessidade de iniciar radioterapia.    Tenta-se, assim, evitar a prematuridade e as suas complicações, que serão tanto    menores quanto maior for a idade gestacional ao nascimento<sup>3-5</sup>.</p>     <p>Adiar o tratamento permite atingir a maturidade fetal, o que contribui para    desfechos mais favoráveis, sem aparentemente comprometer a taxa de recorrência    na grávida<sup>24</sup>. De forma a tornar a introdução terapêutica mais célere,    é possível proceder à aceleração da maturação fetal<sup>1</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cesariana é a via de parto preferida nas grávidas com CCU, porque evita os    riscos específicos associados ao parto vaginal, nomeadamente a hemorragia maciça,    a disseminação linfovascular, a obstrução à passagem do feto no canal de parto    e a metastização do local da episiotomia. Permite, ainda, efetuar procedimentos    cirúrgicos terapêuticos<sup>2,3,8,24</sup>. Após o parto, pode-se instituir    o tratamento <i>standard</i><sup>27,31</sup>. </p>     <p>Se a paciente não fez estadiamento cirúrgico durante a gravidez, recomenda-se    a linfadenectomia pélvica e, eventualmente, para-aórtica, durante a cesariana<sup>27</sup>.</p>     <p><b>Prognóstico</b></p>     <p>Quando se trata o CCU durante a gravidez, almeja-se que as pacientes apresentem    um prognóstico comparável ao de mulheres não-grávidas, procurando garantir a    melhor orientação materna possível e, quando mantida a gravidez, sem comprometer    o bem-estar fetal<sup>3</sup>.</p>     <p>Alguns artigos apontam taxas de sobrevivência que rondam os 85-95% e reportam    que esta patologia raramente se associa a mortalidade materna<sup>8,24</sup>.    Contudo, a duração do período de seguimento não é referida e o conceito de &ldquo;mortalidade    materna&rdquo; também não é explícito. Segundo o Instituto Nacional de Estatística,    &ldquo;mortalidade materna&rdquo; apenas compreenderia a gravidez e o período de 42 dias    após o seu término e seria devida a uma causa diretamente &ldquo;relacionada com ou    agravada pela gravidez&rdquo;. </p>     <p>As características patológicas, a evolução da doença, as complicações do tratamento    e as taxas de sobrevivência e recorrência são comparáveis em grávidas e não-grávidas,    logo, o prognóstico não parece ser alterado pela gravidez. O trimestre em que    ocorre o diagnóstico também não parece influenciar a sobrevivência<sup>4,5,8</sup>.</p>     <p>Adiar o tratamento até ao parto não se tem revelado deletério<sup>8</sup>.    Ainda assim, não está demonstrado que o estádio da doença, determinado no momento    do diagnóstico, se mantenha inalterado ao longo da gestação e no pós-parto.    Assim, faria sentido estudar a evolução de casos prévios e verificar se houve    progressão da doença, visto que esta informação influenciaria a conduta médica    relativamente à melhor orientação.</p>     <p>As células tumorais não atravessam a placenta. Contudo, o feto poderá ser afetado    pelos métodos de avaliação e tratamento ou por extensão tumoral direta<sup>9</sup>    O prognóstico fetal vai depender do tipo e momento em que é iniciado o tratamento,    da exposição a citotóxicos e da idade gestacional ao nascimento. Estes fatores    vão afetar a morbimortalidade neonatal. Todavia, mesmo nascendo pré-termo, o    recurso a esteroides pré-natais e a surfactantes artificiais tem melhorado o    desfecho neonatal<sup>8</sup>.</p>     <p>As recomendações relativas à orientação da grávida com CCU baseiam-se na experiência    clínica, em casos reportados e em estudos observacionais, constituindo uma limitação    difícil de contornar, visto que ensaios clínicos randomizados neste contexto    levantariam importantes questões éticas, difíceis de ultrapassar. Seria importante    realizar um estudo observacional multinacional, que reunisse todo o conhecimento    acerca desta problemática, para delinear estratégias de investigação e atitude    clínicas.</p>     <p>Seria interessante vigiar as mulheres diagnosticadas com CCU durante a gravidez    por períodos longos, para esclarecer o impacto da opção em adiar o tratamento    até ao parto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a introdução da quimioterapia na gravidez, seria importante que a descendência    fosse vigiada para despistar eventuais consequências do tratamento a longo prazo.</p>     <p><b>Conclusões</b></p>     <p>Dada a complexidade deste diagnóstico, é fundamental conhecer a metodologia    do estadiamento, as orientações disponíveis e as atitudes relativas ao momento    e à via de parto. </p>     <p>O estadiamento faz-se com ecografia e RM sem gadolíneo. </p>     <p>A atitude expectante e terapêuticas inovadoras, como quimioterapia neoadjuvante,    possibilitam ponderar manter a gravidez até à maturidade fetal, reservando-se    os tratamentos <i>standard</i> para o pós-parto. </p>     <p>Atualmente, a ideia de que o CCU significa interrupção da gravidez não é consensual,    sobretudo quando a viabilidade fetal ainda não está garantida.</p>     <p>O prognóstico da doença detetada durante a gravidez parece ser comparável ao    da mulher em idade reprodutora. </p>     <p>Evidencia-se a crescente preocupação em alcançar os melhores desfechos materno,    fetal e neonatal, apostando em abordagens seguras. Todavia, as consequências    a médio e longo prazos na mulher e descendência permanecem por determinar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Cancro do Colo do Útero. In: Cancro Ginecológico - Consensos Nacionais 2016.    2016:1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873106&pid=S1646-5830201800040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Iavazzo C, Karachalios C, Iavazzo P, Gkegkes I. The implantation of cervical    neoplasia at postpartum episiotomy scar: the clinical evidence. Ir J Med Sci.    2015;184(1):113-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873108&pid=S1646-5830201800040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3. Amant F, Halaska M, Fumagalli M, Dahl Steffensen K, Lok C, Van Calsteren    K, Han S, Mir O, Fruscio R, Uzan C, Maxwell C, Dekrem J, Strauven G, Mhallem    Gziri M, Kesic V, Berveiller P, van den Heuvel F, Ottevanger P, Vergote I, Lishner    M, Morice P, Nulman I, ESGO task force ‘Cancer in Pregnancy’. Gynecologic cancers    in pregnancy: guidelines of a second international consensus meeting. Int J    Gynecol Cancer. 2014;24(3):394-403.</p>     <!-- ref --><p>4. Peccatori F, Azim H, Jr., Orecchia R, Hoekstra H, Pavlidis N, Kesic V, Pentheroudakis    G, ESMO Guidelines Working Group. Cancer, pregnancy and fertility: ESMO Clinical    Practice Guidelines for diagnosis, treatment and follow-up. Ann Oncol. 2013;24(Suppl    6):vi160-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873111&pid=S1646-5830201800040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Amant F, Brepoels L, Halaska M, Gziri M, Calsteren K. Gynaecologic cancer    complicating pregnancy: an overview. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2010;24(1):61-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873113&pid=S1646-5830201800040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. International Collaboration of Epidemiological Studies of Cervical Cancer.    Cervical carcinoma and reproductive factors: collaborative reanalysis of individual    data on 16,563 women with cervical carcinoma and 33,542 women without cervical    carcinoma from 25 epidemiological studies. Int J Cancer. 2006;119(5):1108-1124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873115&pid=S1646-5830201800040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Dresang L. Colposcopy: an evidence-based update. J Am Board Fam Pract. 2005;18(5):383-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873117&pid=S1646-5830201800040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Gonçalves C, Duarte G, Costa J, Marcolin A, Bianchi M, Dias D, Lima L. Diagnosis    and treatment of cervical cancer during pregnancy. Sao Paulo Med J. 2009;127(6):359-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873119&pid=S1646-5830201800040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. World Health Organization. Comprehensive cervical cancer control: a guide    to essential practice (2nd Edition). 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873121&pid=S1646-5830201800040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. International Federation of Gynecology and Obstetrics. Global Guidance    For Cervical Cancer Prevention and Control. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873123&pid=S1646-5830201800040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Lu B, Kumar A, Castellsagué X, Giuliano A. Efficacy and safety of prophylactic    vaccines against cervical HPV infection and diseases among women: a systematic    review &amp; meta-analysis. BMC Infect Dis. 2011;11:13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873125&pid=S1646-5830201800040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Macartney K, Chiu C, Georgousakis M, Brotherton J. Safety of human papillomavirus    vaccines: a review. Drug Saf. 2013;36(6):393-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873127&pid=S1646-5830201800040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Direção-Geral da Saúde. Exames laboratoriais na Gravidez de Baixo Risco    - Norma nº 037/2011 de 30/09/2011. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873129&pid=S1646-5830201800040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>14. Prevenção Primária e Secundária. In: Consenso sobre infecção por HPV e    neoplasia intraepitelial do colo, vulva e vagina (2014). Sociedade Portuguesa    de Ginecologia - Secção Portuguesa de Colposcopia e Patologia Cervico-vulvovaginal.    2014:13-22.</p>     <!-- ref --><p>15. Flannelly G. The management of women with abnormal cervical cytology in    pregnancy. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2010;24(1):51-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873132&pid=S1646-5830201800040000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Cox S, American Society for Colposcopy and Cervical Pathology, American    College of Obstetricians and Gynecologists. Guidelines for Papanicolaou test    screening and follow-up. J Midwifery Womens Health. 2012;57(1):86-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873134&pid=S1646-5830201800040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17. Partridge E, Abu-Rustum N, Campos S, Fahey P, Farmer M, Garcia R, Giuliano    A, Jones H, 3rd, Lele S, Lieberman R, Massad S, Morgan M, Reynolds R, Rhodes    H, Singh D, Smith-McCune K, Teng N, Trimble C, Valea F, Wilczynski S. Cervical    cancer screening. J Natl Compr Canc Netw. 2010;8(12):1358-1386.</p>     <!-- ref --><p>18. Wright T, Jr., Massad L, Dunton C, Spitzer M, Wilkinson E, Solomon D. 2006    consensus guidelines for the management of women with abnormal cervical cancer    screening tests. Am J Obstet Gynecol. 2007;197(4):346-355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873137&pid=S1646-5830201800040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG Practice Bulletin    No. 99: management of abnormal cervical cytology and histology. Obstet Gynecol.    2008;112(6):1419-1444.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873139&pid=S1646-5830201800040000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Wright T, Jr., Massad L, Dunton C, Spitzer M, Wilkinson E, Solomon D. 2006    consensus guidelines for the management of women with cervical intraepithelial    neoplasia or adenocarcinoma in situ. Am J Obstet Gynecol. 2007;197(4):340-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873141&pid=S1646-5830201800040000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Danhof N, Kamphuis E, Limpens J, van Lonkhuijzen L, Pajkrt E, Mol B. The    risk of preterm birth of treated versus untreated cervical intraepithelial neoplasia    (CIN): a systematic review and meta-analysis. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol.    2015;188:24-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873143&pid=S1646-5830201800040000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>22. Colo do Útero. In: Consenso sobre infecção por HPV e neoplasia intraepitelial    do colo, vulva e vagina (2014). Sociedade Portuguesa de Ginecologia - Secção    Portuguesa de Colposcopia e Patologia Cervico-vulvovaginal. 2014:23-62.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Resbeut M, Fondrinier E, Fervers B, Haie-Meder C, Bataillard A, Lhommé    C, Asselain B, Basuyau J, Brémond A, Castaigne D, Dubois J, Houvenaeghel G,    Lartigau E, Leblanc E, Sastre-Garaud X, Ternier F, Guastalla J, Chauvergne J.    Carcinoma of the cervix. Br J Cancer. 2001;84(Suppl 2):24-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873146&pid=S1646-5830201800040000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>24. American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG practice bulletin.    Diagnosis and treatment of cervical carcinomas. Number 35, May 2002. American    College of Obstetricians and Gynecologists. Int J Gynaecol Obstet. 2002;78(1):79-91.</p>     <p>25. Practice guidelines: cervical cancer. Society of Gynecologic Oncologists    Medical Practice Ethics Committee. Oncology (Williston Park). 1998;12(1):134-138.</p>     <!-- ref --><p>26. Benedet J, Bender H, Jones H, 3rd, Ngan H, Pecorelli S. FIGO staging classifications    and clinical practice guidelines in the management of gynecologic cancers. FIGO    Committee on Gynecologic Oncology. Int J Gynaecol Obstet. 2000;70(2):209-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873150&pid=S1646-5830201800040000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Morice P, Narducci F, Mathevet P, Marret H, Darai E, Querleu D. French    recommendations on the management of invasive cervical cancer during pregnancy.    Int J Gynecol Cancer. 2009;19(9): 1638-1641.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873152&pid=S1646-5830201800040000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Direção-Geral da Saúde. Diagnóstico e Estadiamento do Cancro Invasivo do    Colo do Útero - Norma nº 018/2012 de 21/12/2012. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873154&pid=S1646-5830201800040000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>29. Zagouri F, Sergentanis T, Chrysikos D, Bartsch R. Platinum derivatives    during pregnancy in cervical cancer: a systematic review and meta-analysis.    Obstet Gynecol. 2013;121(2 Pt 1):337-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873156&pid=S1646-5830201800040000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Greer B, Koh W, Abu-Rustum N, Apte S, Campos S, Chan J, Cho K, Copeland    L, Crispens M, Dupont N, Eifel P, Gaffney D, Huh W, Kapp D, Lurain J, 3rd, Martin    L, Morgan M, Morgan R, Jr., Mutch D, Remmenga S, Reynolds R, Small W, Jr., Teng    N, Valea F. Cervical cancer. J Natl Compr Canc Netw. 2010;8(12):1388-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873158&pid=S1646-5830201800040000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Ebina Y, Yaegashi N, Katabuchi H, Nagase S, Udagawa Y, Hachisuga T, Saito    T, Mikami M, Aoki Y, Yoshikawa H. Japan Society of Gynecologic Oncology guidelines    2011 for the treatment of uterine cervical cancer. Int J Clin Oncol. 2015;20(2):240-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873160&pid=S1646-5830201800040000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p> Ana Cláudia Martins Novais</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:anacmnovais@gmail.com">anacmnovais@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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