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<institution><![CDATA[,Laboratório Associado ICVS/3B’s  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA/</b>GUIDELINES</font></p>     <p><font size="4"><b>Corticoterapia para maturação pulmonar fetal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Corticotherapy for fetal lung maturation</b></font></p>     <p><b>Ana Luísa Areia<sup>1</sup>, Maria Filipa Almeida<sup>2</sup>, António José    Costa Braga<sup>3</sup>, Nuno Baptista Pereira<sup>4</sup>, Carolina Vaz de    Macedo<sup>5</sup>, Cristina Nogueira-Silva<sup>6 </sup>on behalf of the SPOMMF</b></p>     <p>1. Assistente Hospitalar do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Centro    Hospitalar Universitário de Coimbra; Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina    da Universidade de Coimbra</p>     <p>2. Interna Complementar do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Centro Hospitalar    de São João</p>     <p>3. Assistente Hospitalar do Serviço de Obstetrícia, Centro Materno Infantil    do Norte - Centro Hospitalar do Porto; Instituto Ciências Biomédicas Abel Salazar,    Universidade do Porto</p>     <p>4. Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia na Centro Hospitalar    Tondela Viseu </p>     <p>5. Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia Clínica Universitária    de Obstetrícia e Ginecologia, Centro Hospitalar de Lisboa Norte - Hospital de    Santa Maria; Serviço de Ginecologia-Obstetrícia Hospital Garcia de Orta </p>     <p>6. Assistente Hospitalar do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital    de Braga; Professora Auxiliar da Escola de Medicina da Universidade do Minho;    Investigadora do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS),    da Universidade do Minho e Laboratório Associado ICVS/3B’s, Braga/Guimarães,    Portugal</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A administração de corticoterapia pré-natal a grávidas em risco de parto pré-termo    (PPT) espontâneo ou induzido não só diminui o risco de morte neonatal (31%),    de síndrome de dificuldade respiratória (SDR; 44%) e de hemorragia intraventricular    (HIV; 46%), como diminui a incidência de enterocolite necrotizante (ECN), de    necessidade de suporte ventilatório, de admissão em Unidade de Cuidado Intensivo    Neonatal e de infeções sistémicas neonatais nas primeiras 48 horas pós&#8209;parto<sup>1</sup>.    O seu maior benefício é atingido quando o intervalo de tempo entre o início    da terapêutica e o nascimento é superior a 24 horas e até 7 dias depois. </p>     <p>Contudo, a corticoterapia não é isenta de riscos<sup>2</sup>. A curto-prazo    está demonstrado que afeta a função placentária, o crescimento fetal e aumenta    o risco de hipoglicemia neonatal (em pré-termos tardios). A desregulação do    eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal fetal e neonatal, as alterações no desenvolvimento    cerebral e o impacto em vários órgãos parecem estar associados com os potenciais    efeitos metabólicos, vasculares, reprodutivos e neurológicos a longo prazo<sup>3</sup>.    Os potenciais efeitos tardios dos corticoides, e um benefício menos comprovado,    sugerem que é preciso cautela com o uso de corticoides além de um ciclo único    e fora do intervalo 24-34 semanas de gestação <sup>4</sup>. Desta forma, são    necessários mais estudos com avaliação a longo prazo das crianças expostas a    esta terapêutica.</p>     <p><b>Indicações</b></p>     <p>A corticoterapia para maturação pulmonar fetal está recomendada entre as <b>24    e as 33 semanas e 6 dias</b>, independentemente da integridade das membranas    amnióticas ou do número de fetos, em todas as situações em que existe risco    de PPT nos 7 dias seguintes.</p>     <p><b>Orientação de acordo com a idade gestacional </b></p>     <p><b>&#8209;23 - 23+6 semanas</b></p>     <p>Ponderar corticoterapia para maturação pulmonar fetal, se risco de PPT nos    7 dias seguintes, desde que a família esteja devidamente informada do mau desfecho    neonatal associado a esta idade gestacional (IG) e pretenda investir na gravidez.  </p>     <p> A decisão deverá ser tomada caso a caso e envolvendo uma equipa multidisciplinar    que inclua obstetra/ neonatologista e a família.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A corticoterapia para maturação pulmonar nesta IG permite uma redução de 82%    do risco de morte neonatal (OR 0,32; 95% IC 0,12-0,84) embora não diminua a    morbilidade respiratória, ECN ou HIV grave <sup>5</sup>.</p>     <p><b>&#8209;24 - 33 +6 semanas</b></p>     <p>Se existir risco de PPT nos 7 dias subsequentes em gravidezes unifetais ou    múltiplas, incluindo situações de rotura de membranas pré-termo (RMP-PT) <sup>6,7</sup>.</p>     <p><b>&#8209;34 - 36+6 semanas (pré-termo tardios)</b></p>     <p>A literatura tem demonstrado que a administração de corticoides nestas IG diminui    a morbilidade respiratória neonatal, associando-se nomeadamente a menor incidência    de taquipneia transitória do recém-nascido (RN) (RR 0,72; 95% IC 0,57-0,92),    menor incidência de SDR grave (RR 0,60; 95% IC 0,33-0,9) e menor necessidade    de administração de surfactante pulmonar (RR 0,61; 95% IC 0,38-0,99)<sup>3</sup>.</p>     <p>Assim, um só curso de corticoterapia para maturação pulmonar poderá ser considerado    em mulheres com risco de PPT tardio, <u>se não tiver sido realizado um ciclo    prévio</u><sup>3,8</sup>, e desde que esta decisão não altere a normal conduta    obstétrica do caso clínico. Desta forma, não deve ser efetuada tocólise nem    adiada a terminação da gravidez (quando indicada) para realizar o ciclo de maturação    pulmonar. Reforça-se que a seleção das grávidas nesta IG, nas quais se deve    realizar maturação pulmonar, deve ser cuidadosa, a fim de que se possa otimizar    o benefício desta intervenção, e minimizar a exposição desnecessária e potenciais    efeitos deletérios. O maior risco de hipoglicemia nesta IG implica a existência    de protocolos adequados de vigilância do RN.</p>     <p>A administração de corticoides deve ser muito bem ponderada além das 36 semanas,    <sup>9</sup> sobretudo em determinados grupos de gestantes- diabetes pré-gestacional,    gravidez múltipla, corioamnionite, anomalia fetal major, terapia crónica com    esteroides, expectativa de parto em menos de 12 horas<sup>10</sup>.</p>     <p><b>&#8805; 37 semanas</b></p>     <p>Tendo em conta a ausência de evidência científica robusta (as meta-análises    existentes incluíram estudos com critérios de inclusão muito díspares<sup>4</sup>)    e o impacto desfavorável nos desfechos cognitivos e comportamentais, a longo    prazo, da administração antenatal de corticoides em RN de termo, não está recomendada    a sua administração para maturação pulmonar fetal<sup>11</sup> nesta fase da    gestação.</p>     <p><b>Repetição de ciclos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A realização de um ciclo de resgate de corticoides diminui o risco de SDR (número    necessário a tratar - NNT 17) e de maus desfechos neonatais combinados (NNT    30) mas não diminui a mortalidade, a incidência de doença respiratória grave/crónica    ou de HIV. O benefício da repetição do ciclo parece perder-se nos RN nascidos    após as 34 semanas.</p>     <p>A realização de <b>mais do que um</b> ciclo de resgate está contraindicada    pela associação a alterações de crescimento (peso e perímetro cefálico ao nascimento),    de complicações cerebrais (paralisia) e de alterações comportamentais (défices    de atenção) aos 2-3 anos<sup>12</sup>.</p>     <p>Assim, um ciclo de corticoides não deve ser repetido por rotina, mas pode ser    considerado tendo em conta a IG e o tempo desde o último ciclo se<sup>7</sup>:  </p>     <p>• &#8209;Grávida com menos de 34 semanas de IG; e</p>     <p>• &#8209;Mantém risco de PPT nos 7 dias seguintes; e</p>     <p>• &#8209;O primeiro ciclo de corticoterapia foi administrado há mais de 14    dias <sup>6,8,12</sup>.</p>     <p><b>Precauções/advertências</b></p>     <p>• &#8209;Suspeita de corioamnionite (não protelar o parto para completar o    ciclo);</p>     <p>• &#8209;Suspeita de infeção materna grave (nomeadamente tuberculose);</p>     <p>• &#8209;Imunossupressão materna.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &#8209;Os corticoides têm um potente efeito anti-inflamatório e imunossupressor    pelo que em casos de infeção/imunossupressão materna deve ser discutido com    um especialista da área o potencial risco para a grávida da realização de um    ciclo de corticoides. </p>     <p><b>Outras considerações<sup>7,13,14</sup></b></p>     <p><b>RPM-PT</b> - O uso de corticoides após RPM-PT demonstrou reduzir a mortalidade    e a morbilidade neonatal, sem associação com o aumento do risco infecioso materno    ou neonatal. A administração de um ciclo de resgate nestas situações é controverso    e não existe evidência suficiente para o recomendar ou contraindicar.</p>     <p><b>Restrição de crescimento fetal</b> - Os benefícios parecem compensar os    riscos e a administração de corticoides está recomendada se existir clinicamente    um risco de PPT nos 7 dias subsequentes. Estão descritos efeitos transitórios    (»72 horas) dos corticoides na fluxometria umbilical e cerebral, bem como na    diminuição dos movimentos corporais e variabilidade da frequência cardíaca fetal.</p>     <p><b>Grávidas com diabetes prévia ou gestacional</b> - Está recomendado utilizar    o mesmo esquema e nas mesmas IG. Os corticoides associam-se a um agravamento    do perfil glicémico, com risco de complicações da hiperglicemia, pelo que devem    ser monitorizadas as glicemias e ajustada a terapêutica hipoglicemiante. Os    RN de grávidas com bom controlo glicémico não parecem apresentar atraso na maturidade    pulmonar fetal. Não existem estudos em mulheres com diabetes prévia na prematuridade    tardia.</p>     <p><b>Gravidez Multifetal</b> - Está recomendado utilizar o mesmo esquema e nas    mesmas IG (apesar da ausência de estudos na prematuridade tardia).</p>     <p><b>Medicação crónica com corticoides </b>- Está recomendado utilizar o mesmo    esquema e nas mesmas IG.</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>&#8209;IG de Administração</b></p>     <p>• &#8209;<b>23 - 23<sup>+6</sup> semanas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Decisão, caso a caso, por equipa multidisciplinar, tendo em conta o mau desfecho    neonatal associado a esta IG.</p>     <p><b>• &#8209;</b><b>24 - 33<sup>+6</sup> semanas</b></p>     <p>Recomendada corticoterapia, se risco de PPT nos 7 dias seguintes, em gravidezes    unifetais ou múltiplas, incluindo se RPM-PT.</p>     <p>• &#8209;<b>34 - 36<sup>+6</sup> semanas</b></p>     <p>Pode ser considerado um curso de corticoterapia em mulheres com risco de PPT    tardio, desde que não realizado ciclo prévio, uma vez que diminui a morbilidade    respiratória neonatal.</p>     <p><b>• &#8209;</b><b>&#8805; 37 semanas</b></p>     <p>Atualmente não tem indicação formal uma vez que não há consenso na literatura    existente.</p>     <p><b>Repetição de ciclos</b></p>     <p>Não existe indicação formal, uma vez que não há consenso na literatura atual.    A repetição de um curso de corticoides deverá ser considerada apenas se grávida    com &lt; 34 semanas de IG e novo episódio que faça prever que o parto ocorra    nos 7 dias subsequentes, sendo o intervalo entre os ciclos de pelo menos 14    dias.</p>     <p><b>Esquemas de administração</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1º ciclo:</b></p>     <p><b>• &#8209;</b>4 doses de dexametasona, 6 mg, IM, a cada 12 horas</p>     <p><b>• &#8209;</b>2 doses de betametasona, 12 mg, IM, a cada 24 horas</p>     <p><b>Ciclo de Resgate </b></p>     <p><b>• &#8209;</b>Se passaram no mínimo 14 dias após o ciclo inicial, repetição    de um ciclo completo nas gestações que mantém o risco de PPT nos 7 dias subsequentes    e que não completaram as 34 semanas</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Roberts D, Brown J, Medley N, Dalziel SR. Antenatal corticosteroids for    accelerating fetal lung maturation for women at risk of preterm birth. Cochrane    Database Syst Rev. 2017;3:CD004454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873609&pid=S1646-5830201800040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Srinivasjois R, Silva D. Antenatal steroid administration in medically uncomplicated    pregnancy beyond 37 weeks of gestation for the prevention of neonatal morbidities    prior to elective caesarean section: a systematic review and meta-analysis of    randomised controlled trials. J Matern Fetal Neonatal Med. 2017;30(10):1151-1157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873611&pid=S1646-5830201800040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. V. SGB. Antenatal corticosteroids for maturity of term or near term fetuses:    systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2016;355:i6416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873613&pid=S1646-5830201800040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Jobe AH, Goldenberg RL. Antenatal corticosteroids: an assessment of anticipated    benefits and potential risks. Am J Obstet Gynecol. 2018;219(1):62-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873615&pid=S1646-5830201800040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. RCOG. Antenatal Corticosteroids to Reduce Neonatal Morbidity and Mortality:    Green-top Guideline No. 7. 2010; <a href="https://www.rcog.org.uk/en/guidelines-research-services/guidelines/" target="_blank">https://www.rcog.org.uk/en/guidelines-research-services/guidelines/</a>.    Accessed March 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873617&pid=S1646-5830201800040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. American College of Obstetricians and Gynecologists, Committee on Practice    B-O. ACOG practice bulletin no. 171: Management of Preterm Labor. 2016; <a href="http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice" target="_blank">http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice</a>.    Accessed March 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873619&pid=S1646-5830201800040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. NICE. Preterm labour and birth: NICE guideline nº 25. 2015; <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/ng25" target="_blank">https://www.nice.org.uk/guidance/ng25</a>.    Accessed March 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873620&pid=S1646-5830201800040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. American College of Obstetricians and Gynecologists, Committee on Practice    B-O. ACOG practice bulletin no. 677: Antenatal Corticosteroid Therapy for Fetal    Maturation. 2016; <a href="http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice/Antenatal-Corticosteroid-Therapy-for-Fetal-Maturation" target="_blank">http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice/Antenatal-Corticosteroid-Therapy-for-Fetal-Maturation</a>.    Accessed March 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873622&pid=S1646-5830201800040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Souter V, Kauffman E, Marshall AJ, Katon JG. Assessing the potential impact    of extending antenatal steroids to the late preterm period. Am J Obstet Gynecol.    2017;217(4):461 e461-461 e467.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873623&pid=S1646-5830201800040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Society for Maternal-Fetal Medicine Publications C. Implementation of the    use of antenatal corticosteroids in the late preterm birth period in women at    risk for preterm delivery. Am J Obstet Gynecol. 2016;215(2):B13-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873625&pid=S1646-5830201800040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Asztalos E, Willan A, Murphy K, et al. Association between gestational    age at birth, antenatal corticosteroids, and outcomes at 5 years: multiple courses    of antenatal corticosteroids for preterm birth study at 5 years of age (MACS-5).    BMC pregnancy and childbirth. 2014;14:272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873627&pid=S1646-5830201800040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Fuchs F, Audibert F, Senat MV. [Prenatal corticosteroids: short-term and    long-term effects of multiple courses. Literature review in 2013]. J Gynecol    Obstet Biol Reprod (Paris). 2014;43(3):211-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873629&pid=S1646-5830201800040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>13. American College of O, Gynecologists, Committee on Practice B-O. ACOG practice    bulletin no. 171: Management of preterm labor. Obstet Gynecol. 2012;119(6):1308-1317.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>14. Roberts D, Dalziel S. Antenatal corticosteroids for accelerating fetal    lung maturation for women at risk of preterm birth. Cochrane Database Syst Rev.    2006(3):CD0</p>      ]]></body><back>
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