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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: o futuro    na saúde e direitos sexuais e reprodutivos</b></font></p>     <p><font size="3"><b>70&rsquo;s years from the Universal Declaration of Human rights:    the future on sexual and reproductive health and rights</b></font></p>     <p><b>Teresa Bombas*<sup>,</sup>**</b></p>     <p>*Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Serviço de Obstetrícia A, Centro    Hospitalar e Universitário de Coimbra</p>     <p>**Direção da Sociedade Portuguesa da Contracepção</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o mundo passou    a debater e a refletir criticamente sobre um conjunto de situações colocadas    historicamente<sup>1</sup>. A aplicação dos direitos humanos à saúde sexual    e reprodutiva desenvolveu o conceito de Direitos Sexuais e Reprodutivos. Em    1994, no Cairo, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento,    foi apresentado o Programa de Ação que foi determinante para as organizações    internacionais e para os países estabelecerem estratégias de atuação em saúde    e direitos sexuais e reprodutivos<sup>2</sup>.</p>     <p>Na 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em Beijing, na China em    1995, os direitos sexuais e reprodutivos foram reafirmados com a Plataforma    de Ação e com a Declaração de Beijing<sup>3</sup>.</p>     <p>Segundo a OMS, os Direitos Sexuais e Reprodutivos protegem o direito das pessoas    de expressarem a sua sexualidade e de a viverem em pleno estado de saúde, ao    abrigo de qualquer forma de discriminação<sup>4</sup>. O <i>Committee on Economic,    Social and Cultural Rights and the Committee on the Elimination of Discrimination    against Women (CEDAW) </i>indica claramente que o Direito das mulheres à saúde    inclui a saúde sexual e reprodutiva<sup>5</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>São reconhecidos os progressos verificados a nível Internacional na saúde e    direitos sexuais e reprodutivos, embora com assimetrias relevantes.</p>     <p>A nível global os Estados tem obrigação de ter Leis, Políticas e Recomendações    protetoras e facilitadoras no acesso universal a cuidados de saúde reprodutivos,    com atenção a grupos vulneráveis.</p>     <p>Apesar desta obrigação, violações dos direitos sexuais e reprodutivos são frequentes    e sob várias formas: dificuldade/negação ao acesso a cuidados de saúde; baixo    qualidade dos serviços disponíveis; cuidados de saúde discriminativos, práticas    sem o consentimento da mulher incluindo esterilização, confirmação de virgindade;    casamento precoce e mutilação genital. Têm inclusivamente surgido algumas politicas    restritivas que constituem um verdadeiro retrocesso histórico.</p>     <p>Em setembro de 2016, 66<sup>th</sup> sessão da WHO Regional Committee for Europe    o <i>Action Plan for Sexual and Reproductive Health: Towards achieving the 2030    Agenda for Sustainable Development in Europe - leaving no one behind</i> foi    aprovado por todos os estados membros excepto a Hungria, Polonia and<i> </i>Turquia.    Os estados confirmam a sua responsabilidade <i>no acesso universal aos cuidados    de saúde sexuais e reprodutivos incluindo planeamento familiar, informação e    educação sexual e a sua integração nas estratégias dos planos de saúde para    2030</i> <i>(SDG Target 3.7)</i> e o <i>acesso universal a saúde sexual e reprodutiva    e aos direitos reprodutivos de acordo com ICPD Programme of Action and the Beijing    Platform for Action (SDG Target 5.6)</i><sup>6</sup><i>.</i></p>     <p>Na qualidade de profissionais de saúde reprodutiva considerando as recomendações    científicas é da nossa responsabilidade continuar a assegurar e a promover<sup>6,7</sup>:  </p>     <p>&middot; Cuidados de saúde durante as várias fases da vida reprodutiva, em condições    igualitárias; </p>     <p>&middot; Informação atualizada e de elevado valor científico;</p>     <p>&middot; A privacidade e confidencialidade nos cuidados prestados;</p>     <p>&middot; A liberdade de decisão da utente/casal sobre o número de filhos e o intervalo    entre as gestações; </p>     <p>&middot; A liberdade de decisão e escolha de um método contracetivo;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot; Acesso ao aborto seguro. A objeção de consciência não pode impedir o acesso    à interrupção de gravidez, tendo os objetores o dever de encaminhar os utentes    para outros profissionais dispostos a prestar o serviço solicitado (não contemplado    nos casos de emergência quando esteja em risco a vida de uma pessoa);</p>     <p>&middot; O acesso às técnicas de procriação assistida, protegendo de discriminação    as mulheres /casais inférteis; </p>     <p>&middot; Rastreio e orientação nas situações de violência doméstica;</p>     <p>&middot; Dignidade e cuidados de saúde organizados para as mulheres em situação de    vulnerabilidade tais como após a violência sexual;</p>     <p>&middot; Cuidados de saúde humanizados às mulheres em trabalho de parto e após perda    fetal;</p>     <p>&middot; Consagração da identidade de género.</p>     <p>E não devemos deixar esquecer a mortalidade e morbilidade materna do passado,    relacionada com o aborto clandestino, gravidez não vigiada e os partos em condições    de saúde não adequadas, o ostracismo de que eram vítimas as mulheres dos casais    inférteis e a cumplicidade de todos os membros da sociedade na perpetuação da    violência doméstica e de género&hellip;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</B></p>     <!-- ref --><p>1. The Universal Declaration of Human Rights (UDHR). Adopted by the United    Nations General Assembly in Paris on 10 December 1948. (General Assembly resolution    217 A).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873837&pid=S1646-5830201900010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. United Nations. ICPD Programme of Action. New York: United Nations; 1994,    paragraph 7.2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873839&pid=S1646-5830201900010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. United Nations. Report of the Fourth World Conference on Women. Beijing,    4-15 September 1995. New York: United Nations; 1996&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873840&pid=S1646-5830201900010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. WHO. Defining sexual health. [cited 2019 Jan 18]. Available from: <a href="https://www.who.int/reproductivehealth/topics/sexual_health/sh_definitions/en/" target="_blank">https://www.who.int/reproductivehealth/topics/sexual_health/sh_definitions/en/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873841&pid=S1646-5830201900010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Committee on Economic, Social and Cultural Rights, General Comment No. 22.    on the Right to sexual and reproductive health (article 12 of the International    Covenant on Economic, Social and Cultural Rights). United Nations. Economic    Council. 2016. E/C.12/GC/22; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873843&pid=S1646-5830201900010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Action Plan for Sexual and Reproductive Health: Towards achieving the 2030    Agenda for Sustainable Development in Europe - leaving no one behind. WHO 2016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873845&pid=S1646-5830201900010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>7. A Human Rights-based Approach to Women&rsquo;s Health Care. Women&#700;s Health    and Human Rights Committee. FIGO</p>      ]]></body><back>
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