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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE OPINIÃO/OPINION ARTICLE</b></font></p>     <p><font size="4"><b>&quot;Quando vi as barbas do meu vizinho a arder...&quot;</b></font></p>     <p><font size="3"><b>&quot;When I saw my neighbor&rsquo;s beard burning....&quot;</b></font></p>     <p><b>Nuno Clode*</b></p>     <p>*Diretor de Serviço de Obstetrícia, Clínica Universitária de Obstetrícia e    Ginecologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria)</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The high maternal mortality rate in the United States has worried health care    providers. Portugal has a lower maternal mortality rate but with the finantial    constraints of the National Health Service can face the same problem in the    future</p>     <p><b>Keywords:</b> Maternal mortality</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&hellip;Pus as minhas de molho&rdquo;. Foi este antigo provérbio ibérico que me ocorreu    quando li o artigo escrito, entre outros, pelos atual e anterior presidentes    do <i>American College of Obstetricians and Gynecologists</i> e publicado na    edição de 1 de Novembro de 2018 do <i>New England Journal Medicine</i> (NEJM)    - <i>What We Can Do about Maternal Mortality - And How to Do It Quickly<sup>1</sup>.    </i></p>     <p>Do outro lado do Atlântico, os nossos vizinhos norte-americanos &ldquo;ardem&rdquo; com    a elevada taxa de mortalidade materna (TMM) que em 2015 os colocava em 47º lugar    no <i>ranking</i> mundial de mortalidade materna<sup>2</sup>. Embora a definição    de morte materna nos EUA - mortes ocorridas durante a gravidez ou nos 12 meses    do final da gravidez - seja diferente da preconizada pela OMS - mortes ocorridas    durante a gravidez e até o 42º dia pós-parto - e que é aceite por muitos países    ( e Portugal é um deles), a TMM dos EUA é, sem dúvida, alta para os parâmetros    do mundo ocidental.</p>     <p>Em 2018, a TMM dos EUA foi de 20,7 por 100.000 nascidos vivos<sup>3</sup>,    quase o dobro do registado em 1990 - e uma das explicações para tal é o de um    melhor registo e codificação de morte materna e não uma deterioração nos cuidados    de saúde materna dos EUA<sup>4</sup>. Existe uma ampla ampla variação da TMM    estadual - 4,5/100.000 nados vivos na Califórnia e 46/100.000 nados vivos na    Geórgia<sup>5</sup> - e uma clara associação com a etnia, sendo o risco maior    em mulheres negras não hispânicas, e com a idade materna avançada (&gt; 45 anos)<sup>5</sup>;    outros fatores de risco associados foram o estado civil, a gravidez indesejada,    um menor número de consultas pré-natais e a existência de diabetes<sup>5</sup>.</p>     <p>Muitas causas tem sido apontadas para a elevada TMM nos EUA: uma grande população    rural (mas há países com uma maior população rural, como o Canadá, e que apresentam    uma TMM menor), a elevada imigração (mas as mulheres hispânicas, a maioria imigrante    nos EUA, apresentam uma baixa TMM), a alta taxa de cesariana, a alta prevalência    de fatores médicos, tais como doença hipertensiva, diabetes e obesidade. No    entanto, a disparidade nos cuidados de saúde e no acesso da população aos cuidados    médicos, parecem desempenhar um papel significativo na TMM<sup>5</sup> .</p>     <p>Com os alarmes a soarem - a barba a arder! -, iniciou-se uma avaliação das    causas de MM e um relatório recente<sup>6</sup> reportando-se a nove estados    dos EUA mostrou que as principais foram doenças cardiovasculares e coronárias    e hemorragia pós-parto (cada uma representando 14%); outras causas significativas,    mas de menor prevalência, foram a cardiomiopatia, as infecções, o tromboembolismo    venoso, a pré-eclâmpsia/eclâmpsia e a doença mental materna. Impressiona que    mais de 60% das mortes relacionadas com a gravidez eram evitáveis &#8203;&#8203;-    principalmente as associadas a hemorragia e eventos cardiovasculares ou coronários.  </p>     <p>Chocados com a elevada taxa de mortalidade materna, que num número significativo    pode ser evitado, os autores do artigo do NEJM<sup>1</sup> sugerem que em todos    os hospitais do país se tomem medidas para reduzi-la e que passariam 1) pela    implementação de protocolos de diagnóstico e actuação de complicações obstétricas    previsíveis (ie: eclâmpsia, hemorragia pós-parto); 2) pela promoção de reuniões    multidisciplinares para rever os fatores de risco e atitudes a tomar, não apenas    para a grávida de alto risco, mas para toda a grávida, principalmente se estiver    programada uma cesariana; 3) pelo incentivo do treino em emergências obstétricas    para todos os que trabalhem em Bloco de Partos e 4) pela criação de redes entre    os hospitais de menor e maior recursos por forma a permitir e agilizar a transferência    de grávidas que possam exigir níveis mais elevados/diferenciados de cuidados    saúde.</p>     <p>Olhamos para os vizinhos atlânticos e respiramos de alívio pois os números    portugueses são bem diferentes. A TMM portuguesa em 2017 foi de 10,4/100.000    nado-vivos (<a href="https://www.pordata.pt/Homepage.aspx" target="_blank">www.pordata.pt</a>),    bem inferior à reportada do outro lado do oceano! Aliás, desde 1949 que a MM    em Portugal iniciou um processo de queda e a partir de 1990 atingimos valores    abaixo de 10/100.000 nado vivos<sup>7</sup> , muito provavelmente pela implementação    do Sistema Nacional de Saúde e de um programa de acesso fácil e universal ao    cuidados pré-natais, à assistência ao parto, às consultas de planeamento familiar    e à interrupção voluntária da gravidez.      <p>No entanto, a TMM tem vindo a subir - era de 3,8/100.000 nado vivos em 2008    - podendo tal ser imputável a um melhor registo de dados; mas é também possível    que outras causas possam também estar na origem deste incremento, nomeadamente    um maior número de mulheres a optarem pela gravidez na 4ª década de vida e uma    maior prevalência de obesidade e doenças crónicas na população. Sendo o último    relatório oficial sobre mortalidade materna de 2009<sup>8</sup>, o único que    se pode fazer é especular sobre as causas de MM actuais. </p>     <p>Quase tudo o que é proposto pelo artigo do NEJM é praticado entre nós mas,    talvez com excepção da referenciação regional, todas as boas práticas sugeridas    dependem da disponibilidade e do número de profissionais envolvidos em cada    centro hospitalar. No momento de crise actual do SNS, com a diminuição do pessoal    contratado e a exigência laboral, a elaboração de protocolos, os treinos regulares    para situações de crise, a discussão multidisciplinar de casos, pode não ter    espaço e daí ficarem comprometidos os cuidados de saúde proporcionados à população    com eventual reflexo na TMM.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não basta, pois, ficarmos a olhar para as barbas do vizinho (Atlântico!) a    arder. Pormos as nossas de molho significa que acreditamos que os bons resultados,    em termos de Mortalidade Materna, conseguidos nas últimas décadas em Portugal    foram fruto de um investimento em saúde e que o empenho tem de ser mantido.    Descurá-lo, desinvestir, pode resultar em voltarmos a um tempo em que engravidar    e dar à luz era sinónimo de incerteza e de preocupação para a mulher em idade    reprodutora e sua família. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Mann S, Hollier LM, McKay K, Brown H. What We Can Do about Maternal Mortality    - And How to Do It Quickly. N Engl J Med. 2018;379 (18): 1689-1691.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873881&pid=S1646-5830201900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. <a href="http://world.bymap.org/MaternalMortality.html" target="_blank">http://world.bymap.org/MaternalMortality.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873883&pid=S1646-5830201900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. <a href="https://www.americashealthrankings.org/explore/health-of-women-and-children/measure/maternal_mortality" target="_blank">https://www.americashealthrankings.org/explore/health-of-women-and-children/measure/maternal_mortality</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873884&pid=S1646-5830201900010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>4. Joseph KS, Lisonkova S, Muraca GM, Razaz N, Sabr Y, Mehrabadi A, Schisterman    EF. Factors underlying the temporal increase in Maternal Mortality in the United    States. Obstet Gynecol 2017;129:91-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873886&pid=S1646-5830201900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Moaddab A, Dildy GA, Brown HL, Bateni ZH, Belfort MA, Sanghi-Haghpeykar    H, Clark SL. Health care disparity and pregnancy related mortality in the United    States, 2005-2014. Obstet Gynecol 2018;131:707-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873888&pid=S1646-5830201900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Metz TD. Eliminating preventable Maternal Deaths in the United States: progress    made and next steps. Obstet Gynecol 2018;132:1040-1045.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873890&pid=S1646-5830201900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Neves JP, Ayres de Campos D. Mortalidade materna em Portugal desde 1929.    Acta Obstet Ginecol Port 2012;6:94-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873892&pid=S1646-5830201900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Ventura MT, Gomes MC. Mortes maternas em Portugal 2001-2007. Direção Geral    de Saúde. Lisboa 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1873894&pid=S1646-5830201900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nuno Clode</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:nclode@netcabo.pt">nclode@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em: </b>4/3/2019</p>     <p><b>Aceite para publicação: </b>5/3/2019</p>      ]]></body><back>
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