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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nicho uterino: implicações em ginecologia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVISÃO/REVIEW ARTICLE</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Nicho uterino - implicações em ginecologia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Uterine niche - implications in gynecology</b></font></p>     <p><b>Simone Subtil*, Maria João Carvalho**, Giselda Carvalho***, Luís Almeida    e Sousa***, Fernanda Águas****</b></p>     <p>Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)</p>     <p>*Interna de formação específica em Ginecologia e Obstetrícia no Centro Hospitalar    e Universitário de Coimbra (CHUC); Assistente convidada de Ginecologia da Faculdade    de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).</p>     <p>**Assistente hospitalar de Ginecologia do CHUC; Assistente convidada de Ginecologia    da FMUC.</p>     <p>***Assistente graduado do Serviço de Ginecologia do CHUC </p>     <p>****Directora do Serviço de Ginecologia do CHUC</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The uterine niche presents as a recess located in the anterior uterine wall,    at the site of previous hysterorrhaphy. Although obstetric complications associated    with a history of cesarean delivery are well known, recognition of the niche    as a surgical sequel and its association with gynecological symptoms such as    abnormal uterine bleeding and pelvic pain is poorly described, compromising    its identification in clinical practice. There are no validated guidelines for    the diagnostic criteria of uterine niche. Treatment includes hormonal methods    and surgery, namely hysteroscopic or laparoscopic isthmoplasty.</p>     <p><b>Keywords:</b> Niche; Isthmocele; Cesarean.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>O nicho uterino, também designado por istmocelo, defeito de cicatriz de cesariana,    divertículo ou bolsa cicatricial, define-se como um recesso localizado na parede    anterior do istmo uterino, sobre a cicatriz de cesariana<sup>1,2</sup>. A sua    relação com antecedentes de cesariana foi descrita pela primeira vez em 1995,    por Morris H<sup>1,3,4</sup>. Apesar de ser frequentemente assintomático, a    sua associação com sintomas ginecológicos, como a hemorragia uterina anómala    (HUA), dor pélvica e a infertilidade secundária, tem vindo a ser descrita nos    últimos anos<sup>2,5</sup>.</p>     <p>O diagnóstico de nicho ístmico como causa de HUA e de dor pélvica não é frequente,    sendo muitas vezes atribuída uma etiologia desconhecida a esta sintomatologia    devido à falta de conhecimento desta entidade como sequela ginecológica pós-cesariana.    Dado que a cesariana é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em todo    o mundo<sup>1,6</sup>, torna-se imperativo o reconhecimento do nicho, sendo    de crucial importância o estabelecimento de critérios diagnósticos consensuais.  </p>     <p>O objetivo deste artigo de revisão é esclarecer a definição de nicho uterino,    descrever a sua prevalência, etiopatologia e fatores de risco, assim como a    sua apresentação clínica, a marcha diagnóstica e a sua orientação terapêutica.</p>     <p><b>Definição e prevalência</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O nicho pode ser definido como um defeito ou recesso localizado na cicatriz    de cesariana, que pode ser detectado ecograficamente, apresentando-se como um    defeito triangular hipoecogénico. A deteção ecográfica pode ser um achado incidental    ou reportado no decurso de uma investigação por HUA, dor pélvica ou infertilidade    secundária<sup>7</sup>.</p>     <p>Alguns autores sugerem uma prevalência de 52% aquando da avaliação ecográfica    de mulheres com antecedentes de cesariana<sup>5</sup>. Outros autores estabelecem    uma prevalência que varia entre os 0,3% e os 69%<sup>8</sup>. A prevalência    varia consoante as séries publicadas por estar dependente dos métodos de diagnóstico    e dos critérios utilizados para a caracterização imagiológica do nicho e da    população estudada. Estudos realizados em mulheres selecionadas aleatoriamente    com antecedentes de cesariana mostram prevalências que variam entre os 24% e    os 70% com recurso à ecografia transvaginal (eco-TV) e entre 56% e 84% recorrendo    à histerossonografia (HSSG). As percentagens mais elevadas correspondem à definição    de nicho como qualquer entalhe na cicatriz de cesariana prévia, enquanto que    as prevalências de 56% com a HSSG e de 24% com a eco-TV foram obtidas quando    os nichos foram definidos como tendo pelo menos 1 mm de profundidade<sup>2</sup>.    A prevalência de nicho ístmico obtida com recurso à HSSG foi superior à obtida    com a realização de eco-TV, possivelmente em consequência da distensão da cavidade    endometrial causada pela instilação de líquido na mesma<sup>2</sup>. Num estudo    prospetivo de Voet LF e col, a prevalência de nicho uterino foi de 49,6% com    a eco-TV e de 64,5% com a HSSG, em mulheres submetidas a cesariana seis a doze    semanas antes da avaliação imagiológica<sup>9</sup>. A prevalência em mulheres    sintomáticas foi superior às mulheres sem sintomas<sup>6</sup>.</p>     <p><b>Etiopatogenia e fatores de risco</b></p>     <p>Foram apontadas várias teorias para explicar a etiopatogenia do nicho uterino:  </p>     <p>1) &#8209;Incisão de cesariana baixa (cervical): a realização de cesariana    durante a fase ativa do trabalho de parto pode implicar a presença de tecido    cervical no local da incisão, que contém glândulas produtoras de muco, que podem    interferir com o processo de cicatrização predispondo ao desenvolvimento do    nicho uterino. Os nichos podem conter muco, sendo as queixas de corrimento vaginal    mucoso castanho frequentemente reportadas por mulheres com nichos de maiores    dimensões<sup>10</sup>. Uma dilatação cervical igual ou superior a 5 cm ou duração    do trabalho de parto igual ou superior a 5 horas foram associadas a maior risco    de desenvolvimento do nicho, dado que um miométrio com menor espessura pode    ser menos vascularizado e, portanto, levar a cicatrização deficitária<sup>2,5</sup>.    Outro aspeto a ter em conta é o facto de a margem superior da incisão ter tipicamente    uma espessura maior que a margem inferior, sendo que esta discrepância provavelmente    contribui para o desenvolvimento do defeito ístmico<sup>5</sup>.</p>     <p>2) &#8209;Técnica cirúrgica de histerorrafia: os estudos CORONIS 2007<sup>11</sup>    e o CAESAR 2010<sup>12</sup>, dois ensaios clínicos randomizados que procuraram    avaliar as diferenças entre técnicas de histerorrafia distintas, concluíram    não haver diferença estatisticamente significativa entre a sutura em camada    única <i>versus</i> dupla no que diz respeito aos resultados maternos durante    as primeiras seis semanas pós-parto, o que levou a uma liberalização das técnicas    de histerorrafia entre os cirurgiões. No entanto, é possível que as técnicas    de histerorrafia baseadas em sutura em camada única não garantam o correto alinhamento    dos bordos cirúrgicos, aumentando o risco de desenvolvimento de nichos ístmicos,    complicação que não foi avaliada nos estudos acima descritos<sup>3</sup>. Uma    menor incidência de nichos resultou de suturas únicas que incluíram o endométrio,    em comparação com suturas únicas com exclusão da camada endometrial<sup>2,7</sup>.    O uso de suturas duplas esteve associado a uma diminuição do risco de desenvolvimento    de nichos, em comparação com suturas únicas<sup>2,6</sup>. Raimondo G e col<sup>13</sup>    estudaram os resultados da istmoplastia por histeroscopia numa série de 120    mulheres com o diagnóstico de nicho ístmico, sendo que todas tinham sido submetidas    a histerorrafia com sutura única. O encerramento uterino com camada dupla, com    suturas não cruzadas, aumentou a espessura residual do miométrio e pode potencialmente    diminuir a prevalência de nichos<sup>10,14</sup>. Por outro lado, o cruzamento    da primeira camada foi associado a uma diminuição da espessura do miométrio,    provavelmente devido a um aumento da hipóxia tecidular<sup>6,14</sup>. Recentemente,    num ensaio clínico randomizado de Bamberg C e col<sup>15</sup>, concluiu-se    que a incidência de formação do nicho uterino e a que a sua profundidade foram    independentes da técnica de histerorrafia (camada única <i>versus</i> camada    única cruzada <i>versus</i> camada dupla), revelando o caráter contraditório    dos resultados acerca da técnica de histerorrafia e a prevalência de nicho uterino.  </p>     <p>3) &#8209;Atitudes cirúrgicas que induzam a formação de aderências: a aplicação    de forças de tração com direção oposta, nomeadamente pela existência de aderências,    cujo desenvolvimento parece ser facilitado pelo não encerramento do peritoneu,    pode induzir a formação de nichos devido à retração do tecido cicatricial<sup>10</sup>.</p>     <p>4) &#8209;Posição uterina: a retroflexão uterina foi repetidamente considerada    como fator de risco para o desenvolvimento dos nichos, aumentando o risco em    mais do que o dobro, comparativamente com úteros antefletidos<sup>1,2,6,10</sup>.    A hipótese colocada é que o aumento da tensão no segmento inferior uterino em    úteros retrofletidos e a associada redução da perfusão vascular causada pelo    alongamento desde segmento uterino compromete a perfusão tecidular e a tensão    de oxigénio local. Estes aspetos levam a um atraso cicatricial<sup>5,13</sup>.</p>     <p>5) &#8209;Fatores relacionados com o doente: a existência de diferenças individuais    na capacidade de cicatrização são evidentes; no entanto, parte dos mecanismo    envolvidos são desconhecidos<sup>10</sup>. O índice de massa corporal, a pré-eclâmpsia    e a hipertensão arterial foram reportados como sendo fatores de risco para o    desenvolvimento de nichos, apesar de não se conhecer o motivo, sugerindo-se    o potencial efeito negativo sobre o processo de cicatrização causado pela pré-eclâmpsia<sup>2,10</sup>.</p>     <p>6) &#8209;Antecedentes de cesariana: o número de cesarianas prévias também    aumenta o risco de desenvolvimento do defeito ístmico, assim como influencia    as dimensões do mesmo, sendo que estão descritas prevalências de nichos de 61%,    81% e 100% em mulheres com uma, duas e três cesarianas, respectivamente<sup>2,6</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Apresentação clínica</b></p>     <p>Clinicamente, o nicho uterino pode ser assintomático<sup>6</sup> ou associar-se    a HUA, na forma de <i>spotting</i> ou hemorragia pós-menstrual, afetando cerca    de 34% a 64% das mulheres com nicho<sup>2,7</sup>. A prevalência de <i>spotting</i>    ou hemorragia pós-menstrual está relacionada com a dimensão do nicho, sendo    mais frequente quanto maior a sua dimensão<sup>2,6</sup>. A retenção de sangue    no recesso, a contractilidade miometrial alterada devido à existência de tecido    fibrótico e a congestão vascular poderão justificar esta clínica<sup>1,3,6,10</sup>.    A formação de vasos sanguíneos mais frágeis neste local pode levar à ocorrência    de pequenas hemorragias no nicho (<i>in situ</i>)<sup>5,16</sup>. Todas estas    hipóteses podem ser suportadas pelas várias anomalias histológicas que foram    encontradas no recesso cicatricial: congestão endometrial, infiltração linfocitária,    dilatação capilar e glóbulos vermelhos livres no estroma endometrial<sup>1,3</sup>.    Donnez O e col<sup>17</sup> demonstraram histologicamente a existência de endometriose    no tecido excisado aquando da reparação laparoscópica do defeito em 21,1% dos    casos, o que poderá ajudar a justificar não só o quadro de HUA mas também a    relação com dor pélvica.</p>     <p>A dor pélvica pode ocorrer sob a forma de dismenorreia, dor pélvica crónica    e dispareunia (53,1%, 36,9% e 18,3%, respetivamente), podendo ser justificada    pela libertação de fatores inflamatórios devido ao sangue retido no recesso    da cicatriz de cesariana<sup>1-3</sup>. Este ambiente inflamatório influencia    a qualidade do muco cervical, o que vai interferir com a qualidade e com o transporte    do esperma e pode eventualmente comprometer a implantação do embrião, levando    a infertilidade secundária<sup>1,3,10</sup>, que está documentada em 7,3% a    45,8% dos casos<sup>18</sup>. Vários estudos descreveram uma redução da fertilidade    em cerca de 10% após parto por cesariana, quando comparada com o parto vaginal<sup>10</sup>,    o que poderá ser explicada pela existência de nichos ístmicos, apesar desta    correlação ainda ser desconhecida. </p>     <p><b>Diagnóstico</b></p>     <p>O exame complementar de diagnóstico de primeira linha na abordagem do nicho    uterino é a eco-TV, devendo ser complementada com a histerossonografia para    melhor avaliação da parede uterina residual na zona do defeito<sup>1</sup>.    A melhor altura do ciclo para a identificação do nicho é durante o episódio    de hemorragia, normalmente alguns dias após a menstruação<sup>5</sup>. Os critérios    para a caracterização ecográfica do nicho não são consensuais. Alguns autores    descrevem-no como uma área anecogénica triangular ou ovalada com pelo menos    1 mm de profundidade ou como um recesso do miométrio de pelo menos 2 mm de profundidade,    no local da cicatriz de cesariana<sup>2,5,6,13</sup>. Bij de Vaate e col<sup>2</sup>    propuseram a seguinte definição: qualquer recesso que represente descontinuidade    miometrial no local de cicatriz de cesariana que comunique com a cavidade uterina    ou cervical à HSSG. </p>     <p>Os nichos podem ser classificados de acordo com a sua dimensão<sup>6</sup>.    Um nicho pode ser definido como sendo grande se a espessura residual do miométrio    (ERM) for igual ou inferior a 2,2 mm usando a eco-TV e igual ou inferior a 2,5    mm usando a HSSG<sup>2</sup>; outra definição é a de um defeito miometrial que    envolva mais de 50% da espessura da parede adjacente<sup>2</sup>, o que leva    a variações de incidências entre os 11% e os 45%, dependendo da definição usada<sup>10</sup>.    O defeito total caracteriza-se pela ausência de miométrio residual<sup>2</sup>.    Parece haver uma relação entre defeitos maiores e o risco de rotura e deiscência    uterina em gravidezes subsequentes<sup>8</sup>. Neste sentido, Donnez O e col<sup>17</sup>    sugerem um limite para risco de rotura uterina de 3 mm de ERM, baseado em avaliações    por RM.</p>     <p>Bij de Vaate e col<sup>2</sup> e Tower AM e col<sup>7</sup> propuseram que    a HSSG seja considerada o <i>gold standard</i> em futuros estudos de prevalência    do nicho ístmico, com base no fato de a HSSG apresentar uma maior sensibilidade    e especificidade em relação à eco-TV isolada e no fato de pequenos nichos, que    também podem ser sintomáticos, poderem passar despercebidos à ecografia<sup>2,6,7,16</sup>.    O defeito parece ter dimensões superiores quando avaliado por HSSG, devido à    pressão da solução salina na cicatriz, preenchendo o defeito e fornecendo contraste<sup>6,7</sup>.    Por outro lado, Florio P e col<sup>5</sup> referem que o diagnóstico de nicho    ístmico com a eco-TV teve uma correlação de 100% com a histeroscopia, e tanto    o valor preditivo positivo como negativo foram semelhantes com ambos os métodos,    sugerindo deste modo que a eco-TV poderá ter lugar como método de primeira linha    no diagnóstico de nicho uterino, permitindo a exclusão de outros diagnósticos    diferenciais.</p>     <p>Outros métodos poderão ser também usados, como a histeroscopia e a ressonância    magnética (RM)<sup>1</sup>. Histeroscopicamente o defeito pode ser identificado    como uma protuberância na parede anterior do istmo uterino. Mulheres que foram    submetidas a cesariana eletiva apresentam o defeito no istmo, enquanto que nos    casos em que a cesariana foi realizada após dilatação cervical, o nicho tendo    a localizar-se no colo uterino<sup>5,6,12</sup>. Com este exame complementar    de diagnóstico, a melhor fase para identificar o nicho é entre o 7º e o 12º    dia do ciclo menstrual, dado que o defeito se encontra preenchido por sangue    menstrual escurecido, enquanto a restante cavidade endometrial se apresenta    vazia<sup>13</sup>. Além de permitir o diagnóstico desta entidade, a histeroscopia    permite também a exclusão de outras condições patológicas intrauterinas<sup>7</sup>.    No decurso de uma histerossalpingografia é possível identificar este defeito,    que se apresenta como um divertículo, muitas vezes não visualizado devido à    acumulação de sangue no seu interior<sup>5</sup>. A RM pode apresentar vantagens    na planificação cirúrgica pela sua reprodutibilidade e se estiverem presentes    outras patologias<sup>7</sup>.</p>     <p><b>Tratamento</b></p>     <p>O tratamento no nicho uterino pode ser médico ou cirúrgico. A eficácia da terapêutica    médica hormonal foi avaliada em vários estudo: um estudo retrospetivo de Florio    P e col<sup>19</sup> comparou a istmoplastia por histeroscopia com o tratamento    hormonal durante 3 meses, em regime cíclico, com 0,075 mg de gestodeno e 0,030    mg de etinilestradiol, em 39 doentes com hemorragia uterina pós-menstrual e    dor pélvica associada à presença do nicho uterino, verificando-se que, apesar    de haver uma redução dos dias de hemorragia pós-menstrual com os dois tratamentos,    esta redução foi mais significativa com a istmoplastia histeroscópica (7,3±1,4    dias para 2,4±0,5 dias após a cirurgia e 7,4±1,1 dias para 4,9±1,0 dias após    o tratamento hormonal); apenas 5,3% das doentes mantiveram dor pélvica após    a intervenção cirúrgica, em comparação com 50,0% no grupo que foi submetido    a tratamento hormonal. Chang Y e col<sup>20</sup> avaliaram a eficácia da resseção    histeroscópica do nicho uterino em 22 doentes, sendo que todas elas tinham realizado    previamente tratamento com contracetivos orais, sem efeito, não se especificando    no estudo o tipo e a duração do tratamento. Numa série de 11 doentes que foram    submetidas a 3 a 6 ciclos de 0,5 mg de norgestrel e 0,05 mg de etinilestradiol,    houve uma melhoria das queixas de HUA em 10 doentes<sup>21</sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tipo de tratamento cirúrgico não é consensual<sup>1</sup>, sendo que a correção    do nicho poderá ser realizada por via vaginal, por histeroscopia ou por laparoscopia<sup>1,6,5</sup>.    A via cirúrgica mais usada para correção dos istmocelos é a histeroscopia, tratando-se    de uma abordagem minimamente invasiva e com tempo operatório curto<sup>5,13</sup>.    A istmoplastia por histeroscopia inclui a excisão das margens do defeito, associada    ou não à electrocoagulação da base do nicho<sup>5,6</sup>. Devido ao risco de    perfuração uterina e de lesão vesical, foi sugerido um <i>cut-off</i> para dimensões    superiores a 2 mm de miométrio residual<sup>6</sup> para a realização de histeroscopia,    com outros autores a sugerirem o valor mínimo de 3 mm<sup>17</sup>. Nas situações    em que a abordagem histeroscópica não está recomendada, a istmoplastia por laparoscopia    ou por via vaginal deve ser ponderada<sup>22</sup>. O tratamento por histeroscopia    levou a uma melhoria das queixas de HUA em 59% a 100% dos casos, estando associado    a taxas de gravidez que variaram entre os 77,8% e os 100%<sup>6</sup>. No entanto,    outros autores reportaram que em cerca de 40% das doentes houve persistência    dos sintomas depois do tratamento por histeroscopia<sup>23</sup>. No primeiro    ensaio clínico randomizado e controlado realizado que avaliou a eficácia da    istmoplastia por histeroscopia em mulheres com queixas de <i>spotting</i> pós-menstrual    e com ERM &#8805;3 mm, verificou-se que este tratamento cursou com a redução    dos dias de hemorragia pós-menstrual, em comparação com uma atitude expectante    (em média de 8 para 4 dias no grupo intervencionado e de 8 para 7 dias no grupo    de controlo)<sup>24</sup>. Gubbini G e col<sup>3</sup> usaram a histeroscopia    para tratamento de 41 doentes com nicho ístmico. Todas as doentes apresentavam    HUA e infertilidade secundária. Verificou-se na totalidade da amostra a resolução    das queixas e todas as doentes engravidaram espontaneamente 12 a 24 meses após    a cirurgia. Apesar dos resultados descritos previamente, a abordagem histeroscópica    não permite o aumento da ERM, não diminuindo o risco de rutura uterina numa    gravidez subsequente<sup>4</sup>. A maioria dos estudos relacionados com a via    histeroscópica não providenciam informação acerca da ERM após a intervenção<sup>4,17</sup>.    Apenas Li C e col<sup>25</sup> descreveram não haver diferença estatisticamente    significativa nesta dimensão antes e após a istmoplastia por histeroscopia.</p>     <p>A istmoplastia por laparoscopia encontra-se reservada para nichos ístmicos    cujo ERM seja inferior a 2-3 mm<sup>6</sup>, consistindo na excisão do tecido    fibrótico das margens do nicho, seguido do encerramento com sutura dupla<sup>6,17</sup>.    Estão descritos casos em que o defeito não é visualizado durante a laparoscopia,    propondo-se a realização de histeroscopia para identificação do defeito por    transiluminação<sup>4</sup>. Numa série de 38 mulheres submetidas a excisão    do defeito cicatricial por laparoscopia, foi realizada ainda o encurtamento    dos ligamentos redondos em caso de úteros retrofletidos<sup>17</sup>. A abordagem    laparoscópica permite não só a excisão do nicho ístmico, como também possibilita    um aumento da ERM, com valores descritos de ERM de 1,4 ± 0,7 mm antes do procedimento    para 9,6±1,8 mm pós-operatórios<sup>4,5,17</sup>. Esta técnica esteve associada    a melhoria das HUA em 86% a 100% dos casos e a taxas de gravidez na ordem dos    55%<sup>6</sup>. Outros autores referem uma taxa de gravidez após reparação    laparoscópica de 75% e em 96,9% registou-se melhoria das queixas ginecológicas<sup>4</sup>.    Na série reportada por Donnez O e col<sup>17</sup>, observou-se uma taxa de    91% de melhoria sintomática. Após a istmoplastia por laparoscopia, as doentes    foram aconselhadas a evitar uma gravidez durante 3 a 6 meses<sup>4</sup>. Mais    recentemente, Vervoort A e col<sup>26</sup>, num estudo que incluiu a realização    de istmoplastia por laparoscopia em 101 mulheres, comprovaram a eficácia desta    técnica na melhoria das queixas associadas ao nicho uterino (em 79,2% dos casos)    e no aumento da ERM. </p>     <p>A via vaginal consiste na entrada no espaço vesicocervical, com excisão do    defeito e encerramento, estando associada a um menor tempo operatório e custos    reduzidos quando comparada com a via laparoscópica<sup>6</sup>. Noutro estudo,    a melhoria das queixas hemorrágicas foi significativamente superior quando comparada    com a via histeroscópica (93,5% vs. 64,5%), apesar do tempo operatório e da    perda de sangue ser maior com a via vaginal<sup>23</sup>.</p>     <p>A decisão de tratamento deve fundamentar-se na existência de sintomas e no    projeto reprodutivo da mulher, devendo ser realizado apenas após a exclusão    de outras causas de HUA<sup>6</sup>. Marotta ML e col<sup>8</sup> propuseram    o seguinte algoritmo: se houver desejo de conceção e a ERM for superior a 3    mm, propõem a monitorização com eco-TV durante a gravidez; se a ERM for inferior    a 3 mm, sugerem a reparação laparoscópica, mesmo em mulheres assintomáticas,    devido ao risco de rutura uterina; no caso das mulheres que não desejem engravidar    mas que se apresentem com sintomas, propõem a istmoplastia por histeroscopia    se a ERM for superior a 3 mm e a reparação ou histerectomia por laparoscopia    se a ERM for inferior a 3 mm. Almeida A e col<sup>1</sup> sugerem que nas mulheres    assintomáticas sem desejo de conceção não há indicação para tratamento, sendo    a vigilância por eco-TV suficiente; em mulheres sintomáticas, o tratamento de    primeira linha deverá ser realizado com estroprogestativos em contínuo durante    6 meses; só em caso de persistência dos sintomas se deverá proceder à avaliação    da ERM: se superior a 3mm, a correção poderá ser realizada por histeroscopia,    se inferior a 3 mm, recomenda-se a istmoplastia por laparoscopia.</p>     <p><b>Conclusão </b></p>     <p>À medida que a taxa de cesariana aumenta a nível mundial, as potenciais complicações    associadas às cicatrizes provavelmente adquirirão cada vez maior importância    clínica. O reconhecimento do nicho uterino como sequela ginecológica pós-cesariana    responsável por HUA, dor pélvica e infertilidade secundária tem sido descrito    nos últimos anos. A ecografia transvaginal complementada com a histerossonografia    são os exames complementares de diagnóstico de primeira linha, sendo indispensável    a avaliação da ERM na definição da estratégia terapêutica. O tratamento inclui    métodos hormonais e a cirurgia, sendo que o tratamento cirúrgico parece ser    o mais eficaz na resolução dos sintomas. A abordagem cirúrgica compreende a    istmoplastia por histeroscopia ou por laparoscopia, baseando-se a decisão na    espessura residual do miométrio existente. No entanto, salienta-se a necessidade    de estudos prospetivos aleatorizados que permitam a comparação entre os diferentes    métodos de diagnóstico e as diferentes vias de abordagem terapêutica para que    se obtenham conclusões consensuais, não existindo atualmente <i>guidelines</i>    validadas para o diagnóstico e tratamento desta entidade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <p>1. Almeida A De, Carvalho J, Ferreira E, Rodrigues G, Oliveira C. Isthmocele    as cause of abnormal uterine bleeding and other gynecologic complications. Istmocelo    como causa de hemorragia uterina anormal e outras queixas ginecológicas. Acta    Obstet Ginecol Port. 2014;8(3):300-303.</p>     <!-- ref --><p>2. Bij De Vaate AJM, Van Der Voet LF, Naji O, et al. Prevalence, potential    risk factors for development and symptoms related to the presence of uterine    niches following cesarean section: Systematic review. Ultrasound Obstet Gynecol.    2014;43(4):372-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874451&pid=S1646-5830201900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1002/uog.13199" target="_blank">10.1002/uog.13199</a>.</p>     <!-- ref --><p>3. Gubbini G, Centini G, Nascetti D, et al. Surgical Hysteroscopic Treatment    of Cesarean-Induced Isthmocele in Restoring Fertility: Prospective Study. J    Minim Invasive Gynecol. 2011;18(2):234-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874453&pid=S1646-5830201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.jmig.2010.10.011" target="_blank">10.1016/j.jmig.2010.10.011</a>.</p>     <!-- ref --><p>4. Api M, Boza A, Gorgen H, Api O. Should cesarean scar defect be treated laparoscopically?    A case report and review of the literature. J Minim Invasive Gynecol. 2015;22(7):1145-1152.    doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.jmig.2015.06.013" target="_blank">10.1016/j.jmig.2015.06.013</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874455&pid=S1646-5830201900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Florio P, Filippeschi M, Moncini I, Marra E, Franchini M, Gubbini G. Hysteroscopic    treatment of the cesarean-induced isthmocele in restoring infertility. 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J Minim Invasive Gynecol. 2016;23(6):893-902. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.jmig.2016.06.020" target="_blank">10.1016/j.jmig.2016.06.020</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874459&pid=S1646-5830201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Tower AM, Frishman GN. Cesarean scar defects: an underrecognized cause of    abnormal uterine bleeding and other gynecologic complications. 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J Minim Invasive Gynecol. 2013;20(3):386-391. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.jmig.2012.12.006" target="_blank">10.1016/j.jmig.2012.12.006</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874463&pid=S1646-5830201900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Van Der Voet LF, Bij De Vaate AM, Veersema S, Brölmann HAM, Huirne JAF.    Long-term complications of caesarean section. the niche in the scar: A prospective    cohort study on niche prevalence and its relation to abnormal uterine bleeding.    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BJOG An Int J Obstet Gynaecol. 2010;117(11):1366-1376. doi:    <a href="https://dx.doi.org/10.1111/j.1471-0528.2010.02686.x" target="_blank">10.1111/j.1471-0528.2010.02686.x</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874471&pid=S1646-5830201900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Raimondo G, Grifone G, Raimondo D, Seracchioli R, Scambia G, Masciullo    V. Hysteroscopic treatment of symptomatic cesarean-induced isthmocele: a prospective    study. J Minim Invasive Gynecol. 2015;22(2):297-301. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.jmig.2014.09.011" target="_blank">10.1016/j.jmig.2014.09.011</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874473&pid=S1646-5830201900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Roberge S, Demers S, Girard M, et al. Impact of uterine closure on residual    myometrial thickness after cesarean: a randomized controlled trial. Am J Obstet    Gynecol. 2016;214(4):507.e1-507.e6. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2015.10.916" target="_blank">10.1016/j.ajog.2015.10.916</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874475&pid=S1646-5830201900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Bamberg C, Hinkson L, Dudenhausen JW, Bujak V, Kalache KD. Longitudinal    transvaginal ultrasound evaluation of cesarean scar niche incidence and depth    in the first two years after single- or double-layer uterotomy closure: a randomized    controlled trial. Acta Obstet Gynecol Scand. 2017;96(12): 1484-1489. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1111/aogs.13213" target="_blank">10.1111/aogs.13213</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874477&pid=S1646-5830201900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Vervoort AJMW, Van der Voet LF, Witmer M, et al. The HysNiche trial: hysteroscopic    resection of uterine caesarean scar defect (niche) in patients with abnormal    bleeding, a randomised controlled trial. BMC Womens Health. 2015;15(1):103.    doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1186/s12905-015-0260-8" target="_blank">10.1186/s12905-015-0260-8</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874479&pid=S1646-5830201900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Donnez O, Donnez J, Orellana R, Dolmans MM. Gynecological and obstetrical    outcomes after laparoscopic repair of a cesarean scar defect in a series of    38 women. Fertil Steril. 2017;107(1): 289-296.e2. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.fertnstert.2016.09.033" target="_blank">10.1016/j.fertnstert.2016.09.033</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874481&pid=S1646-5830201900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Abacjew-chmylko A, Wydra DG, Olszewska H. Hysteroscopy in the treatment    of uterine cesarean section scar diverticulum: a systematic review. Adv Med    Sci. 2017;62(2):230-239. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.advms.2017.01.004" target="_blank">10.1016/j.advms.2017.01.004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874483&pid=S1646-5830201900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Florio P, Gubbini G, Marra E, et al. A retrospective case-control study    comparing hysteroscopic resection versus hormonal modulation in treating menstrual    disorders due to isthmocele. Gynecol Endocrinol. 2011;27(6):434-438. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.3109/09513590.2010.495431" target="_blank">10.3109/09513590.2010.495431</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1874485&pid=S1646-5830201900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Chang Y, Tsai EM, Long CY, Lee CL, Kay N. Resectoscopic treatment combined    with sonohysterographic evaluation of women with postmenstrual bleeding as a    result of previous cesarean delivery scar defects. 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