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<journal-title><![CDATA[Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Obstet Ginecol Port]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Euromédice, Edições Médicas Lda.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indução do parto em gravidezes gemelares vs gravidezes únicas: revisão sistemática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Induction of labor in twin pregnancies vs single pregnancies: a systematic review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Universitário de S. João, EPE Ginecologia e Obstetrícia ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Instituto de Investigação e Inovação, I3S  ]]></institution>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Labor, induced]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cesarean section]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Twin pregnancy]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO DE REVISÃO/</B>REVIEW ARTICLE</font></p>        <p><font size="4"><b>Indução do parto em gravidezes gemelares vs gravidezes únicas: revisão sistemática</b></font></p>        <p><font size="3"><b>Induction of labor in twin pregnancies vs single pregnancies: a systematic review</b></font></p>        <p><b>Ana João da Silva Fernandes<sup>1</sup>, Carla Ramalho<sup>2</sup></b></p>      <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>        <p>1. Mestrado Integrado em Medicina</p>      <p>2. Professora auxiliar convidada da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Assistente Hospitalar Graduada de Ginecologia e Obstetrícia, Centro Hospitalar Universitário de S. João, EPE, Porto Instituto de Investigação e Inovação, I3S, Porto</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>To determine if the induction of labor in twin pregnancies is associated with greater risk of cesarean delivery than the induction of labor in single pregnancies, we performed a systematic review. Only in one of three studies included cesarean delivery after induction is more frequent in twin than in single pregnancies. Through a multivariable analysis, maternal age and nulliparity are more important risk factors to cesarean delivery than twin pregnancy. Twin pregnancies have a higher risk of cesarean delivery than single pregnancies, but this does not appear to be related with induction of labor. </p>        <p><b>Keywords:</b> &ldquo;Labor, induced&rdquo; [mesh]; Cesarean section; Twin pregnancy.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>        <p>O número de gravidezes gemelares tem vindo a aumentar, principalmente em mulheres mais velhas<sup>1</sup>. Em Portugal, em 2013, 2,1% dos partos em mulheres com mais do que 35 anos foram gemelares, enquanto que, nas mulheres mais jovens, esta proporção foi de 1,4%<sup>2</sup>. Este incremento do número de gravidezes gemelares verifica-se também noutros países, tais como os Estados Unidos da América, Canadá, Suíça ou Áustria<sup>1,3</sup>. As causas para este aumento são várias, incluindo o recurso a reprodução medicamente assistida, a idade materna e a etnia<sup>1</sup>.</p>      <p>Em 2016 houve 1438 partos gemelares em Portugal, o que corresponde a 1,7% do total de partos. Destes, 53,4% ocorreram antes das 36 semanas, e 36,6% entre as 37 e as 41 semanas <sup>2</sup>. Comparadas com as gravidezes únicas, as gravidezes gemelares têm um risco doze vezes superior de parto pré-termo<sup>4</sup>.</p>      <p>No entanto, tanto na gravidez gemelar como na única, pode ser necessária a indução do parto, a termo ou antes do termo, por complicações maternas e/ou fetais, ou devido à idade gestacional<sup>5</sup>. </p>      <p>Comparando com as gravidezes únicas, as gravidezes gemelares têm maior probabilidade de complicações, nomeadamente parto pré-termo, doença hipertensiva da gravidez, diabetes gestacional, anemia, hemorragia ante e pós-parto e morte materna e perinatal<sup>6</sup>. Adicionalmente, para minimizar a mortalidade e morbimortalidade perinatalis, as gravidezes gemelares devem ser terminadas mais precocemente do que as gravidezes únicas (entre as 38 e as 40 semanas para gravidezes bicoriónicas não complicadas)<sup>7, 8</sup>.</p>      <p>Na gravidez gemelar existem indicações específicas para uma cesariana eletiva, nomeadamente o primeiro feto em posição não cefálica, o segundo feto em posição não cefálica e com &lt;32 semanas, &lt;1500g ou discrepância de crescimento fetal e a gravidez monoamniótica. No entanto, a gravidez gemelar por si só não constitui uma destas indicações, pelo que deve ser tentado um parto vaginal<sup>9</sup>.</p>      <p>Apesar das recomendações em vigor, o número de cesarianas eletivas em gravidezes gemelares tem vindo a aumentar<sup>10</sup>. Assim, poderão estar a realizar-se cesarianas desnecessárias que poderão trazer complicações perinatais, nomeadamente morbilidade respiratória, assim como complicações maternas, tais como complicações operatórias ou anomalias placentárias em futuras gravidezes<sup>11</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na gravidez única, existem estudos que defendem que a indução eletiva do parto aumenta o risco de cesariana, tanto em nulíparas como em multíparas<sup>12,13</sup>. No entanto, existem também estudos que contrariam esta associação, defendendo que a indução eletiva do parto não se associa a aumento da taxa de cesariana<sup>14,15</sup>. Em estudos que incluem casos de indução do parto por indicação médica, a indução do parto reduz o risco de cesariana <sup>16</sup>. Este é um assunto que continua muito controverso. </p>      <p>Quando é necessário a indução do parto, o médico deverá aconselhar a grávida no que diz respeito aos seus riscos e benefícios<sup>7</sup>. A gravidez gemelar tem caraterísticas que diferem da gravidez única, nomeadamente o risco de cesariana pode ser diferente.</p>      <p>Assim, o objetivo deste trabalho é determinar se a indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares está associada a maior taxa de cesariana do que a indução na gravidez única.</p>          <p><b>Metodologia</b></p>        <p>Foi realizada uma revisão sistemática da literatura iniciada com uma pesquisa na Medline (Pubmed) e na ScienceDirect. Na Medline, foi utilizada a seguinte query: &ldquo;Labor, induced&rdquo; [mesh] AND &ldquo;twins&rdquo; AND &ldquo;singletons&rdquo;. Já na ScienceDirect, recorreu-se a uma pesquisa avançada de termos no título, <i>abstract</i> ou palavras-chave dos artigos, utilizando a seguinte <i>query</i>: (induction of labor&rdquo; OR &ldquo;labor induced&rdquo; OR &ldquo;induced labor&rdquo; OR &ldquo;labor induction&rdquo;) AND twins AND singletons).</p>      <p>De entre os artigos obtidos com esta pesquisa, foram incluídos aqueles que comparavam a indução do parto em gravidezes gemelares com a indução do parto em gravidezes únicas e que tinham a taxa de cesariana após indução do trabalho de parto como um dos desfechos estudados. Foram excluídos os trabalhos que incluíssem casos de trabalho de parto com início espontâneo submetidos a aceleração. </p>      <p>A leitura e análise dos artigos foi feita por um dos autores, sendo o seu trabalho revisto e discutido com um segundo autor sempre que surgiram dúvidas.</p>      <p>No caso da pesquisa na Medline, foram obtidos 12 artigos. Destes, sete foram excluídos após leitura do título e do resumo por não se enquadrarem no tema. De entre os artigos restantes, um foi excluído por não ter sido possível obter o texto integral. Após a leitura dos textos integrais, um outro artigo foi excluído por não abordar exclusivamente a indução do parto, incluindo casos de aceleração após início espontâneo do trabalho de parto.</p>      <p>Já no caso da pesquisa na Science Direct, foram obtidos 10 artigos. Destes, apenas dois se enquadravam no tema, mas eram iguais a dois já obtidos pela pesquisa na Medline.</p>      <p>Assim, foram selecionados três artigos para esta revisão (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>         <p><b>Resultados</b></p>        <p>Na <a href="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04t1.jpg" target="_blank">Tabela I</a> apresentam-se as caraterísticas gerais dos artigos incluídos na revisão.</p>        
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04t1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04t1.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>        <p>Os artigos incluídos foram publicados entre 2012 e 2015, realizados nos Estados Unidos da América (EUA), Israel e França e escritos em inglês e francês.</p>      <p>Todos os trabalhos incluídos eram estudos de coorte retrospetivos. Taylor e colaboradores<sup> </sup>incluíram todos os casos após as 24 semanas de gestação e realizaram o cálculo do tamanho amostral necessário para responder à questão em investigação<sup>7</sup>. Já Ghassani e colaboradores incluiram apenas gravidezes com 36 ou mais semanas e excluíram gravidezes gemelares monoamnióticas <sup>8</sup>. Os estudos que não fizeram a exclusão dos casos de gravidez gemelar monoamniótica não relataram qualquer caso deste tipo de gravidez na sua amostra, uma vez que estes têm indicação para cesariana eletiva. Okby e colaboradores não incluíram qualquer referência a estes parâmetros no seu estudo<sup>5</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos grupos usados para comparação, Taylor e colaboradores <sup>7</sup> fizeram uma seleção aleatória de mulheres com gravidezes únicas que foram sujeitas a indução do parto, no mesmo período e na mesma instituição que as gravidezes gemelares, num rácio de 1:1. Okby e colaboradores<sup>5</sup> usaram como grupo de comparação todas as gravidezes únicas que foram sujeitas a indução do trabalho de parto, no mesmo período e na mesma instituição. Já no estudo de Ghassani e colaboradores<sup>8</sup>, o grupo de controlo foi selecionado entre as gravidezes únicas submetidas a indução do parto, através de emparelhamento por idade gestacional e paridade, mas não foi garantido que os partos gemelares e únicos ocorressem no mesmo período. </p>      <p>No que diz respeito ao procedimento utilizado para a indução do parto, os estudos realizados por Ghasani e colaboradores e Taylor e colaboradores<sup>8, 7</sup> descreveram procedimentos muito semelhantes. A maturação cervical foi realizada recorrendo à sonda de Foley ou a prostaglandinas (misoprostol ou dinoprostona) e foi administrada oxitocina por via intravenosa até se obterem 3 a 4 contrações a cada 10 minutos. Os mesmos dois trabalhos<sup>8, 7</sup> garantiram que o procedimento utilizado para induzir o parto nas gravidezes gemelares foi exatamente o mesmo aplicado às gravidezes únicas. No estudo realizado por Okby e colaboradores<sup>5</sup> não está descrito o procedimento utilizado para a indução do trabalho de parto. Apenas Ghassani e colaboradores e Taylor e colaboradores<sup>8, 7</sup> indicaram quais os motivos pelos quais foi realizada indução do trabalho de parto, sendo estes de natureza médica, como doença materna e/ou fetal, ou o atingimento da idade gestacional indicada para a realização deste procedimento. No caso das gravidezes únicas, Taylor e colaboradores<sup>7</sup> consideraram a indução do trabalho de parto a partir das 40 semanas e Ghassani e colaboradores<sup>8</sup> a partir das 41 semanas e 5 dias de gestação. Já no que diz respeito às gravidezes gemelares bicoriónicas, no estudo de Taylor e colaboradores<sup>7</sup> a indução do trabalho de parto foi efetuada após as 38 semanas e no de Ghassani e colaboradores<sup>8</sup> entre as 38 e as 40 semanas de gestação. Finalmente, no que diz respeito às gravidezes gemelares monocoriónicas, Tayor e colaboradores<sup>7</sup> utilizaram como referência as 37 semanas e Ghassani e colaboradores<sup>8</sup> consideraram que se realizaria a indução do trabalho de parto entre as 36 e 38 semanas e 6 dias de gestação. Ghassani e colaboradores analisaram os motivos que levaram à indução do trabalho de parto em cada um dos grupos<sup>8</sup>. Na gravidez gemelar, o principal motivo foi a idade gestacional (64,1% <i>vs</i> 0%), enquanto na gravidez única, os principais motivos foram a patologia vascular (23,7% <i>vs</i> 6,4%), a rutura prematura de membranas (27,6% <i>vs</i> 5,1%) e a diabetes (22,4% <i>vs</i> 7,1%).</p>      <p>Em relação aos desfechos, o mais frequentemente estudado foi a taxa de cesariana após indução do trabalho de parto. Na <a href="#t2">Tabela II</a> está representada a comparação da taxa de cesariana após indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares e em gravidezes únicas. Apenas Okby e colaboradores<sup>5</sup> encontraram diferenças estatisticamente significativas, sendo a cesariana após indução do trabalho de parto mais frequente em gravidezes gemelares (31,2%) do que em gravidezes únicas (17,1%). No estudo de Ghassani e colaboradores, a taxa cesariana após indução do trabalho de parto foi também maior em gravidezes gemelares, no entanto, não o suficiente não atingir significância estatística<sup>8</sup>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04t2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>        <p>Adicionalmente, Taylor e colaboradores<sup>7</sup> fizeram uma análise estratificada por paridade, estudando a taxa de cesariana após indução em mulheres multíparas e nulíparas separadamente. Assim, chegaram à conclusão que, tanto quando analisamos exclusivamente mulheres nulíparas como quando analisamos exclusivamente mulheres multíparas, não existem diferenças na taxa de cesariana após indução de parto em gravidezes gemelares e em gravidezes únicas.</p>      <p>Ghassani e colaboradores<sup>8</sup> compararam as caraterísticas das gravidezes gemelares nas quais a indução do trabalho de parto foi bem-sucedida com as caraterísticas das gravidezes gemelares nas quais a indução do parto falhou. A paridade mostrou-se associada ao sucesso da indução, na medida em que a taxa de nuliparidade era significativamente maior no grupo de gravidezes gemelares em que a indução do trabalho de parto falhou. Também foi encontrada uma associação significativa entre a indução do parto realizada devido à idade gestacional e o sucesso da indução. Por outro lado, um colo desfavorável, principalmente na dependência da sua consistência e dilatação, estava associado ao fracasso da indução, assim como a indução do trabalho de parto devido a rutura prematura de membranas.</p>      <p>Em todos os estudos foi realizada uma análise multivariada com o objetivo de determinar quais os fatores de risco para cesariana após indução do trabalho de parto (<a href="#t3">Tabela III</a>). O fator gravidez gemelar foi estudado por todos os autores, estando independentemente associado a cesariana após indução do trabalho de parto apenas no estudo de Okby e colaboradores<sup>5</sup>. A idade materna<sup>5, 7</sup> e nuliparidade<sup>5, 8</sup> foram consideradas fatores de risco para cesariana nos dois grupos em que estes fatores foram estudados. A idade gestacional e a dilatação cervical foram consideradas fatores de risco para cesariana por um dos dois estudos em que foram analisadas<sup>5, 7</sup>. Outros fatores, nomeadamente parto vaginal anterior<sup>7</sup>, hipertensão<sup>5</sup>, diabetes gestacional<sup>5</sup> e índice de Bishop&lt;6<sup>8</sup>, foram estudados por apenas um artigo e foram considerados fatores de risco para cesariana. </p>      <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/aogp/v13n3/13n3a04t3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>         <p><b>Discussão</b></p>        <p>No geral, as gravidezes gemelares têm um maior risco de cesariana do que as gravidezes monofetais<sup>7</sup>. No entanto, este risco parece não estar relacionado com a indução do trabalho de parto. De facto, dois dos três estudos incluídos nesta revisão não encontraram diferenças entre a taxa de cesariana após indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares e em gravidezes únicas<sup>7,8</sup>. Adicionalmente, quando foram procurados fatores independentemente relacionados com o risco de cesariana após indução, através de uma análise multivariada, fatores como a idade materna e a nuliparidade reuniram mais consenso como sendo fatores de risco para cesariana do que a gravidez gemelar. </p>      <p>No estudo realizado por Ghassani e colaboradores, a taxa de cesariana no grupo de gravidezes gemelares foi maior do que no grupo de gravidezes únicas, apesar de não o suficiente para atingir a significância estatística. No entanto, os autores atribuíram este maior número de cesarianas à elevada frequência de distocia na fase ativa do trabalho de parto. Assim, não podemos assumir uma relação causal entre este número de cesarianas e o facto de o parto ter sido induzido, uma vez que na fase ativa do trabalho de parto nada distingue um parto espontâneo de um induzido.</p>      <p>No que diz respeito à metodologia utilizada para executar a indução do trabalho de parto, os protocolos descritos mostraram não aumentar a taxa de cesariana quando aplicados a gravidezes gemelares, uma vez que o estudo<sup>5</sup> que encontrou relação entre a indução do trabalho de parto e o aumento da taxa de cesariana não descreveu o protocolo de indução utilizado. </p>      <p>Anteriormente, já outros trabalhos tinham produzido evidências acerca da segurança das técnicas de indução utilizadas. Quer a oxitocina<sup>17</sup>, quer a sonda de Foley<sup>18</sup> podem ser utilizadas em gravidezes gemelares de forma segura e eficaz. Já no que diz respeito à utilização de prostaglandinas, esta não tem influência na incidência de parto por cesariana ou de desfechos adversos<sup>19</sup>.</p>      <p>Relativamente às fraquezas dos estudos incluídos, todos eles eram de natureza retrospetiva. No entanto, dois dos três estudos garantiram a aplicação da mesma técnica de indução do trabalho de parto em todas as gravidezes, tanto gemelares como únicas<sup>7, 8</sup>. Por outro lado, dois dos trabalhos utilizaram uma metodologia semelhante para indução de trabalho de parto<sup>7, 8</sup>. Este facto pode ser considerado um aspeto positivo, uma vez que é uma forma de controlar os vieses, no entanto, também constitui uma fraqueza, na medida em que limita a generalização dos resultados a instituições que utilizem protocolos diferentes e a outras populações. </p>      <p>O facto de dois dos estudos<sup>5,8</sup> não terem efetuado o cálculo do tamanho amostral necessário para responder à pergunta em investigação levanta a possibilidade de poderem ter conclusões diferentes, caso fosse assegurado que o tamanho amostral era o adequado.</p>      <p>Que seja do nosso conhecimento, esta é a única revisão feita até ao momento com o objetivo de comparar a indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares e únicas. A grande limitação é o número limitado de trabalhos existentes sobre o tema, com número de casos reduzidos, o que dificulta a produção de conclusões. Foi também excluído um trabalho por não ter sido possível obter o texto integral e que se enquadraria na revisão. Ainda assim, pela leitura do resumo, prevê-se que este apoiaria as conclusões apontadas pela maioria dos estudos incluídos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É necessário que se realizem mais estudos nesta área, com maior tamanho amostral e em populações diferentes, que comparem várias metodologias de indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares e únicas. Apenas assim se poderá perceber com mais clareza qual o risco de cesariana após indução do trabalho de parto em gravidezes gemelares, quais os fatores de risco associados e se estes são diferentes dos encontrados na gravidez única. A determinação destes fatores e do seu impacto no risco de cesariana após indução poderia depois ser utilizada pelos médicos como fator de ponderação quando informam as mulheres relativamente aos riscos e benefícios da indução do trabalho de parto.</p>      <p>Em suma, podemos concluir que, quando comparada com a gravidez única, a gravidez gemelar não parece estar associada a maior taxa de cesariana após indução do trabalho de parto. Assim, a indução do trabalho de parto e o parto vaginal são opções viáveis numa gravidez gemelar e devem ser a primeira opção na ausência de outras complicações.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Chauhan SP, Scardo JA, Hayes E, Abuhamad AZ, Berghella V. Twins: prevalence, problems, and preterm births. Am J Obstet Gynecol. 2010;203(4):305-315.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876960&pid=S1646-5830201900030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. INE. Estatísticas da Saúde 2016. Lisboa, Portugal2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876962&pid=S1646-5830201900030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Imaizumi Y. Trends of twinning rates in ten countries, 1972-1996. Acta Genet Med Gemellol (Roma). 1997;46(4):209-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876964&pid=S1646-5830201900030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Heino A, Gissler M, Hindori-Mohangoo AD, Blondel B, Klungsoyr K, Verdenik I, et al. Variations in Multiple Birth Rates and Impact on Perinatal Outcomes in Europe. PLoS One. 2016;11 (3):e0149252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876966&pid=S1646-5830201900030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Okby R, Shoham-Vardi I, Ruslan S, Sheiner E. Is induction of labor risky for twins compare to singleton pregnancies? J Matern Fetal Neonatal Med. 2013;26(18):1804-1806.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876968&pid=S1646-5830201900030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Kinzler WL, Ananth CV, Vintzileos AM. Medical and economic effects of twin gestations. J Soc Gynecol Investig. 2000;7(6): 321-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876970&pid=S1646-5830201900030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Taylor M, Rebarber A, Saltzman DH, Klauser CK, Roman AS, Fox NS. Induction of labor in twin compared with singleton pregnancies. Obstet Gynecol. 2012;120(2 Pt 1):297-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876972&pid=S1646-5830201900030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Ghassani A, Ghiduci MC, Voglimaci M, Chollet C, Parant O. [Induction of labor in twin pregnancies compared to singleton pregnancies; risk factors for failure]. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris). 2015;44(3):237-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876974&pid=S1646-5830201900030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Bibbo C, Robinson JN. Management of twins: vaginal or cesarean delivery? Clin Obstet Gynecol. 2015;58(2):294-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876976&pid=S1646-5830201900030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Suzuki S, Yamashita E, Inde Y, Hiraizumi Y, Satomi M. Increased rate of elective cesarean delivery and neonatal respiratory disorders in twin pregnancies. J Nippon Med Sch. 2010;77(2):93-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876978&pid=S1646-5830201900030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Ecker J. Elective cesarean delivery on maternal request. Jama. 2013;309(18):1930-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876980&pid=S1646-5830201900030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Cammu H, Martens G, Ruyssinck G, Amy JJ. Outcome after elective labor induction in nulliparous women: a matched cohort study. Am J Obstet Gynecol. 2002;186(2):240-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876982&pid=S1646-5830201900030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Battista L, Chung JH, Lagrew DC, Wing DA. Complications of labor induction among multiparous women in a community-based hospital system. Am J Obstet Gynecol. 2007;197(3):241.e1-7;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876984&pid=S1646-5830201900030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> discussion 322-3, e1-4.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Stock SJ, Ferguson E, Duffy A, Ford I, Chalmers J, Norman JE. Outcomes of elective induction of labour compared with expectant management: population based study. Bmj. 2012;344: e2838.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876986&pid=S1646-5830201900030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Santos I, Ramalho C. Indução eletiva do trabalho de parto às 39 semanas de gestação vs atitude expectante: revisão sistemática. Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa. 2016;10:215-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876988&pid=S1646-5830201900030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Wood S, Cooper S, Ross S. Does induction of labour increase the risk of caesarean section? A systematic review and meta-analysis of trials in women with intact membranes. Bjog. 2014;121(6): 674-685;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876990&pid=S1646-5830201900030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> discussion 85.</p>      <!-- ref --><p>17. Fausett MB, Barth Jr WH, Yoder BA, Satin AJ. Oxytocin labor stimulation of twin gestations: effective and efficient. Obstetrics &amp; Gynecology. 1997;90(2):202-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876992&pid=S1646-5830201900030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>18. Manor M, Blickstein I, Ben-Arie A, Weissman A, Hagay Z. Case series of labor induction in twin gestations with an Intrauterine Balloon catheter. Gynecol Obstet Invest. 1999;47(4):244-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876994&pid=S1646-5830201900030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Mei-Dan E, Asztalos EV, Willan AR, Barrett JF. The effect of induction method in twin pregnancies: a secondary analysis for the twin birth study. BMC Pregnancy Childbirth. 2017;17(1):9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1876996&pid=S1646-5830201900030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p> Ana João da Silva Fernandes</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:anajoaodsf@gmail.com">anajoaodsf@gmail.com</a>      <p>&nbsp;</p>        <p><b>Recebido em: </b>22/02/2019</p>      <p><b>Aceite para publicação: </b>26/06/2019<b> </b></p>         ]]></body><back>
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