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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Novo Paradigma da Vigilância na Sociedade Contemporânea - "Who Watches the Watchers"]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Surveillance is today a global phenomenon, resulting from an increasingly global society. Widespread phenomenon worldwide is cause and basis of academic study with a view to understanding its applicability in contemporary societies. This paper has as main objective to present and discuss the existing theories of surveillance in Social Sciences, analyze the New Paradigm of Surveillance and its dissemination in the Network Society. In order to contextualize the phenomenon of surveillance are analyzed the concepts of "Power", "Moral Panic" and "Risk Society".]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O Novo Paradigma da Vigil&acirc;ncia na Sociedade Contempor&acirc;nea - "Who Watches the Watchers"</b></p>      <p><b>The New Paradigm of Surveillance in Contemporary Society - "Who Watches the Watchers"</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tiago Vaz Est&ecirc;v&atilde;o*</b></p>      <p>*Mestrando em Comunica&ccedil;&atilde;o, Cultura e Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o, ISCTE - Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Avenida das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal. (<a href="mailto:tiagovaz.estevao@gmail.com">tiagovaz.estevao@gmail.com</a>)</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>      <p>A vigil&acirc;ncia &eacute;, nos dias de hoje, um fen&oacute;meno global, resultante de uma sociedade tamb&eacute;m ela cada vez mais global. Fen&oacute;meno amplamente difundido &agrave; escala mundial, &eacute; motivo e base de estudo de acad&eacute;micos de v&aacute;rias &aacute;reas, com vista ao entendimento da sua aplicabilidade nas sociedades contempor&acirc;neas. Este artigo tem como principal objetivo apresentar e discutir as principais Teorias de Vigil&acirc;ncia em Ci&ecirc;ncias Sociais, analisar o Novo Paradigma da Vigil&acirc;ncia e a sua dissemina&ccedil;&atilde;o na Sociedade em Rede. Com vista &agrave; contextualiza&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno da vigil&acirc;ncia ser&atilde;o analisados os conceitos de "Poder", "P&acirc;nico Moral" e "Sociedade de Risco".</p>  </p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Vigil&acirc;ncia, Sociedade em Rede, Web 2.0, Pan&oacute;tico, Privacidade, Sociedade de Risco.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Surveillance is today a global phenomenon, resulting from an increasingly global society. Widespread phenomenon worldwide is cause and basis of academic study with a view to understanding its applicability in contemporary societies. This paper has as main objective to present and discuss the existing theories of surveillance in Social Sciences, analyze the New Paradigm of Surveillance and its dissemination in the Network Society. In order to contextualize the phenomenon of surveillance are analyzed the concepts of "Power", "Moral Panic" and "Risk Society".</p>      <p><b>Keywords</b>: Surveillance, Network Society, Web 2.0, Panopticon, Privacy, Risk Society.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>    <blockquote>"Se o sistema de vigil&acirc;ncia e controle da Internet se desenvolver completamente, n&atilde;o iremos ser capazes de fazer o que quisermos. Poderemos n&atilde;o ter liberdade, e n&atilde;o haver&aacute; lugar para nos escondermos "(Castells, 2001: 181)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</blockquote></p>      <p>Este artigo procura realizar uma breve descri&ccedil;&atilde;o dos estudos efetuados relativamente &agrave;s Novas Teorias da Vigil&acirc;ncia que comp&otilde;em e caracterizam o Novo Paradigma da Vigil&acirc;ncia. Realiza-se um retrato, t&atilde;o completo quanto poss&iacute;vel, do panorama complexo que envolve a vigil&acirc;ncia na atualidade, dos seus intervenientes, dos seus efeitos e das suas causas. Ser&atilde;o evidenciadas as principais aplicabilidades da vigil&acirc;ncia no espa&ccedil;o f&iacute;sico e no espa&ccedil;o virtual (Internet), nomeadamente ao n&iacute;vel da monitoriza&ccedil;&atilde;o pelas entidades patronais, seguran&ccedil;a e policiamento e com fins comerciais e <i>marketing</i>.</p>      <p>Como exemplo mais relevante do Novo paradigma da Vigil&acirc;ncia, ser&aacute; analisado o contexto da Sociedade em Rede e da Web 2.0.</p>      <p>Na abordagem te&oacute;rica da vigil&acirc;ncia, e contextualizando a sua aplica&ccedil;&atilde;o, relacionam-se conceitos como o "Poder" e "Pan&oacute;tico" de Foucault, o "P&acirc;nico Moral" de Cohen e a "Sociedade de Risco" de Beck.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>O Novo Paradigma da Vigil&acirc;ncia na Sociedade Contempor&acirc;nea </b></p>      <p>Antes de abordar o fen&oacute;meno complexo da vigil&acirc;ncia, na sociedade atual, torna-se essencial definir vigil&acirc;ncia e compreend&ecirc;-la no contexto das Teorias Moderna e P&oacute;s-Moderna. Segundo Anthony Giddens, a vigil&acirc;ncia &eacute; a aten&ccedil;&atilde;o rotineira, focada e sistem&aacute;tica com vista &agrave; recolha de dados com o fim de influenciar, gerir, proteger ou dirigir indiv&iacute;duos. N&atilde;o &eacute; aleat&oacute;ria, nem ocasional, nem espont&acirc;nea. &eacute; deliberada e depende de protocolos e t&eacute;cnicas (Giddens, 1985).</p>      <p>Por sua vez as Teorias da Vigil&acirc;ncia podem ser classificadas em Modernas e P&oacute;s-Modernas.</p>      <p>    <blockquote>"A teoria de vigil&acirc;ncia moderna relaciona-se com os tratamentos cl&aacute;ssicos que entendem a vigil&acirc;ncia como uma consequ&ecirc;ncia de empresas capitalistas, a organiza&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica, o Estado-Na&ccedil;&atilde;o, a tecnologia maquinal e o desenvolvimento de novos tipos de solidariedade, envolvendo menos confian&ccedil;a ou pelo menos diferentes tipos de confian&ccedil;a" (Lyon, 2001: 109)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</blockquote></p>      <p>Michel Foucault, na sua vis&atilde;o de Pan&oacute;tico, associa a vigil&acirc;ncia a espa&ccedil;os fechados onde as pessoas est&atilde;o confinadas, como por exemplo as pris&otilde;es, os asilos, os hospitais, as escolas ou os locais de trabalho (Foucault, 1977).</p>      <p>    <blockquote>"A teoria de vigil&acirc;ncia p&oacute;s-moderna lida com novas formas de vigil&acirc;ncia e visibilidade, &eacute; caracteriza por ter um elevado componente de base tecnol&oacute;gica, por ser realizada diariamente e disseminada espacialmente" (Staples, 2000: 11)<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</blockquote></p>      <p>Autores como Mark Andrejevic (Andrejevic, 2007) ou Anders Albrechtslund (Albrechtslund, 2008) desenvolvem as suas teorias expressando que esses espa&ccedil;os fechados de confinamento j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos ou os principais locais de vigil&acirc;ncia, existindo in&uacute;meros instrumentos e modelos de vigil&acirc;ncia agora em pr&aacute;tica (videovigil&acirc;ncia, sistemas biom&eacute;tricos, monitoriza&ccedil;&atilde;o por h&aacute;bitos de "consumo" <i>online</i>, entre outros).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aprofundar esta tem&aacute;tica sem abordar, de forma sint&eacute;tica mas enquadradora, o contexto da Sociedade em Rede. Assim, Sociedade em Rede:</p>      <p>    <blockquote>em termos simples, &eacute; uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o fundamentadas na microeletr&oacute;nica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informa&ccedil;&atilde;o a partir de conhecimento acumulado nos n&oacute;s dessas redes. &eacute; um sistema de n&oacute;s interligados" (Castells, Cardoso, 2005: 20).</blockquote></p>      <p>David Lyon na sua obra <i>The World Wide Web of Surveillance </i>(Lyon, 1998) distingue tr&ecirc;s formas principais de vigil&acirc;ncia na Internet: (1) "Vigil&acirc;ncia pela Entidade Patronal"; (2) "Vigil&acirc;ncia de Seguran&ccedil;a e Policiamento" e (3) "Vigil&acirc;ncia com Fins Comerciais e <i>Marketing</i>". As duas &uacute;ltimas formas de vigil&acirc;ncia referenciadas encontram-se nos dias de hoje, como veremos mais &agrave; frente, em plena expans&atilde;o.</p>      <p>Mark Andrejevic acrescentou a estas tr&ecirc;s formas principais de vigil&acirc;ncia na Internet, avan&ccedil;adas por David Lyon, uma nova forma de vigil&acirc;ncia que designou como (4) "Vigil&acirc;ncia Lateral" e que decorre essencialmente na Web 2.0 (Andrejevic, 2007). A aplicabilidade desta vigil&acirc;ncia &eacute; essencialmente de controlo e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos pares. Este ponto ser&aacute; desenvolvido mais &agrave; frente neste artigo.</p>      <p>Na (1) "Vigil&acirc;ncia pela Entidade Patronal", constata-se que a supervis&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores s&atilde;o pr&aacute;ticas correntes em muitas organiza&ccedil;&otilde;es empresariais ou estatais. As metodologias de vigil&acirc;ncia podem passar por cart&otilde;es e c&oacute;digos de entrada, at&eacute; sistemas biom&eacute;tricos (reconhecimento digital ou da &iacute;ris), a tecnologias de localiza&ccedil;&atilde;o (georreferencia&ccedil;&atilde;o), sistemas de videovigil&acirc;ncia, entre outras.</p>      <p>A par destas metodologias de monitoriza&ccedil;&atilde;o, est&aacute; hoje vulgarizada a pr&aacute;tica de escrut&iacute;nio, por parte das entidades patronais, dos h&aacute;bitos <i>online </i>dos trabalhadores.</p>      <p>Atualmente, o registo de atividade <i>online</i> &eacute; uma pol&iacute;tica de supervis&atilde;o comum, utilizada pelas entidades empregadoras e pouco contestada pelos empregados (Lyon, 2007).</p>      <p>Para al&eacute;m do rastreio de h&aacute;bitos de consumo (e produ&ccedil;&atilde;o) <i>online</i> dos empregados, as entidades patronais fazem uso de <i>software</i> espec&iacute;fico para bloquear o visionamento de <i>sites</i> que n&atilde;o estejam relacionados com a atividade laboral, tais como redes sociais, <i>sites</i> pornogr&aacute;ficos, de jogos, de entretenimento, de compras ou desportivos. Estas pr&aacute;ticas de controlo t&ecirc;m como finalidade &uacute;ltima o aumento da produtividade de tipo Taylorista (Fuchs, Boersma, Albrechtslund and Sandoval, 2011).</p>      <p>Na (2) "Vigil&acirc;ncia de Seguran&ccedil;a e Policiamento", perpetrada pelos Estados-Governo, que proliferou ap&oacute;s os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, prosperam pol&iacute;ticas de controlo e supervis&atilde;o, com vista a reinstalar o sentimento de seguran&ccedil;a (Lyon, 2007, Frois, 2011).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos EUA, o Patriot Act: <i>"Lei de 2001 para unir e fortalecer a Am&eacute;rica, fornecendo instrumentos apropriados requeridos para intercetar e obstruir o terrorismo"<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a></i> torna-se lei pela m&atilde;o do presidente George W. Bush em 26 de outubro de 2001. Apenas quarenta e seis dias foram suficientes para validar pelo congresso norte-americano uma lei considerada por muitos controversa, entre outros fatores pela viabiliza&ccedil;&atilde;o e incentivo da vigil&acirc;ncia, sob v&aacute;rias formas, de indiv&iacute;duos suspeitos de conspira&ccedil;&atilde;o terrorista. A referida lei promulgada adota um conjunto de medidas, assentes na vigil&acirc;ncia e monitoriza&ccedil;&atilde;o, com a finalidade de manterem a seguran&ccedil;a nacional (Andrejevic, 2007; Fuchs, Boersma, Albrechtslund and Sandoval, 2011).</p>      <p>Neste contexto, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que "a seguran&ccedil;a est&aacute; a ser implementada de duas formas: numa, a tecnologia &eacute; um instrumento colocado ao dispor de uma maior visibilidade do que se faz e quem faz; noutra s&atilde;o abolidos os direitos individuais em prol de um bem comum" (Frois, 2008: 130).</p>      <p>Com o surgimento da Web 2.0 e das redes sociais surgem novas din&acirc;micas sociais na Internet, que s&atilde;o alvo de interesse por parte de entidades governamentais. Anders Albrechtslund refere-se deste modo &agrave; vigil&acirc;ncia realizada na Web 2.0:</p>      <p>    <blockquote>"O interesse do governo em redes sociais <i>online</i> &eacute; f&aacute;cil de entender. Para a identifica&ccedil;&atilde;o do perfil de potenciais criminosos e terroristas, &eacute; necess&aacute;rio combinar uma ampla gama de informa&ccedil;&otilde;es sobre as pessoas. Esta informa&ccedil;&atilde;o inclui as rela&ccedil;&otilde;es sociais, tais como atividades compartilhadas e c&iacute;rculos de amigos, bem como dados pessoais sobre opini&otilde;es pol&iacute;ticas, cren&ccedil;as religiosas, orienta&ccedil;&atilde;o sexual e prefer&ecirc;ncias sobre as atividades da vida di&aacute;ria" (Albrechtslund, 2008:4)<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</blockquote></p>      <p>Para Christian Fuchs existem din&acirc;micas sociais na Internet que s&atilde;o sujeitas a um maior escrut&iacute;nio por parte dos observadores, aqueles que vigiam. A Internet em geral e a Web 2.0 em particular s&atilde;o prop&iacute;cias a a&ccedil;&otilde;es de movimentos de ativismo social e a din&acirc;micas da sociedade civil que atuam ao n&iacute;vel do <i>Cyber-Protest</i> (Fuchs, 2008).</p>      <p>Tamb&eacute;m a preocupa&ccedil;&atilde;o com a vigil&acirc;ncia &eacute; comum a todas as sociedades e Estados-Governo. Os investimentos em monitoriza&ccedil;&atilde;o e a prolifera&ccedil;&atilde;o de novas e melhores tecnologias de vigil&acirc;ncia s&atilde;o uma realidade no mundo em que vivemos. Atualmente, os Estados Unidos da Am&eacute;rica e a Europa elaboram projetos de investiga&ccedil;&atilde;o com vista &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de sofisticados sistemas de vigil&acirc;ncia para detetar amea&ccedil;as terroristas e atividades criminosas. Nos EUA, o programa de vigil&acirc;ncia compreende a parceria com entidades empresariais como a Trapwire<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> que desenvolve <i>software</i> inform&aacute;tico de dete&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as terroristas. Na Europa, mais precisamente na Uni&atilde;o Europeia, um programa de vigil&acirc;ncia intitulado de Indect<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, formalmente existente desde 2009, desenvolve pesquisa com os mesmos fins, que s&atilde;o antecipar e evitar atentados terroristas.</p>      <p>O interesse dos Estados-Governos na vigil&acirc;ncia das pr&aacute;ticas e consumos <i>online</i>, evidenciado por Albrechtslund (2008), &eacute; atualmente referido enquanto argumento de acusa&ccedil;&atilde;o, perpetrado por Edward Snowden, &agrave;s ag&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a nacional norte americana (NSA) e brit&acirc;nica (GCHQ) (Harding, 2014).</p>      <p>Outras situa&ccedil;&otilde;es surgem, um pouco por todo o mundo, relativamente a viola&ccedil;&atilde;o de privacidade e pol&iacute;ticas de vigil&acirc;ncia concertadas, realizadas por Estados-Governo.</p>      <p>Alguns dos casos de vigil&acirc;ncia governamental adquirem dimens&otilde;es colossais, como &eacute; exemplo o caso particular da Rep&uacute;blica Popular da China, onde as companhias de telecomunica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis est&atilde;o nas m&atilde;os do Estado e onde as comunica&ccedil;&otilde;es por SMS (<i>Short Message Service</i>) s&atilde;o um sucesso gigantesco e um <i>case study</i>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um n&uacute;mero n&atilde;o revelado, mas seguramente entre muitos bili&otilde;es de mensagens, s&atilde;o guardados anualmente em equipamentos governamentais, onde empresas como a Cybervision SMS Filtering System, atrav&eacute;s de sistemas de algoritmos avan&ccedil;ados, definem perfis de vigil&acirc;ncia (Qiu, 2007).</p>      <p>Este &eacute; um exemplo do pan&oacute;tico de Foucault levado ao extremo, no universo das comunica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis na Rep&uacute;blica Popular da China.</p>      <p>No decorrer dos primeiros dias do m&ecirc;s de junho de 2013, surge a controversa revela&ccedil;&atilde;o difundida pelo jornal brit&acirc;nico The Guardian e o norte-americano The Washington Post, envolvendo alegadamente um programa de vigil&acirc;ncia intitulado - Prism. O referido programa governamental, desenvolvido nos EUA, envolve a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre entidades como a National Security Agency (NSA) e empresas como a Google, o Facebook ou a Apple. As informa&ccedil;&otilde;es partilhadas entre as empresas multinacionais referidas e a ag&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a nacional norte americana (NSA) envolvem dados de milh&otilde;es de utilizadores, nomeadamente correio eletr&oacute;nico, fotos e v&iacute;deos. Tamb&eacute;m referenciado pelo mesmo jornal brit&acirc;nico e referente &agrave; mesma ag&ecirc;ncia, a National Security Agency (NSA), est&aacute; a acusa&ccedil;&atilde;o de alegado envolvimento com a empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es norte americana Verizon, na grava&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de conversas em chamadas telef&oacute;nicas (Harding, 2014). </p>      <p>A forma de recolha de dados &eacute;, segundo a fonte dos jornais The Guardian e Washington Post - Edward Snowden (antigo assistente t&eacute;cnico da NSA e a principal face no processo de acusa&ccedil;&otilde;es), realizada de forma sistem&aacute;tica, massiva e indiscriminada. A raz&atilde;o apontada &eacute; a maior efic&aacute;cia de escrut&iacute;nio que a recolha massiva representa, face &agrave; recolha seletiva, devido ao desenvolvimento de algoritmos avan&ccedil;ados que identificam perfis de risco (Harding, 2014).</p>      <p>Os desenvolvimentos, ao momento, referentes &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es de Edward Snowden apontam para uma crescente instabilidade na pol&iacute;tica internacional, resultante das revela&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia massiva realizadas pela ag&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a norte americana NSA &agrave; Europa, nomeadamente &agrave; Alemanha e ao Reino Unido.</p>      <p>O j&aacute; apelidado <i>Whistleblower</i>, Snowden, inflama a opini&atilde;o p&uacute;blica expondo periodicamente pormenores reveladores de vigil&acirc;ncia em massa, perpetrada pela ag&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a norte americana NSA e pela sua cong&eacute;nere brit&acirc;nica Government Communications Headquarters (GCHQ).</p>      <p>Na (3) "Vigil&acirc;ncia com Fins Comerciais e de <i>Marketing</i>", David Lyon verifica que:</p>      <p>    <blockquote>"A Internet tornou-se uma ind&uacute;stria multibilion&aacute;ria, onde principalmente empresas est&atilde;o interessadas em recolher, analisar e avaliar uma grande quantidade de dados pessoais do consumidor, a fim de direcionar publicidade personalizada" (Lyon, 2003: 162)<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</blockquote></p>      <p>Por outro lado, tamb&eacute;m a n&iacute;vel comercial, a Internet assume crucial import&acirc;ncia na medida em que todos os seus usos e capacidades, das redes sociais (Web 2.0) &agrave;s simples pesquisas <i>online</i>, s&atilde;o, atualmente, alvo de rastreio e an&aacute;lise (Lyon, 1998, 2001). Estes dados, depois de analisados, classificam e definem tipologias de consumidor, avaliando os seus interesses e associando-os a determinados consumos e a campanhas de <i>marketing</i> pr&eacute;-definidas (Fuchs, 2011).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas bases de dados s&atilde;o frequentemente vendidas a outras empresas, disponibilizando dados pessoais como morada, contato telef&oacute;nico, interesses, entre outros (Marx, 2002).</p>      <p>Aplica&ccedil;&otilde;es de Web 2.0 como o Facebook ou o Foursquare utilizam a vigil&acirc;ncia de forma massificada junto aos seus utilizadores. Desta forma, armazenam, comparam, avaliam e vendem dados pessoais e de comportamentos (dietas digitais). A vigil&acirc;ncia &eacute; no entanto personalizada e individual, na medida que compara interesses e comportamentos com outros utilizadores, definindo e classificando tipologias de potenciais consumidores. Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada com base em mecanismo de compara&ccedil;&atilde;o e algoritmos de sele&ccedil;&atilde;o que estipulam perfis e direcionam consumos (Fuchs, Boersma, Albrechtslund and Sandoval, 2011).</p>      <p>Ferramentas de Web 2.0 como o Facebook, fazem uso de configura&ccedil;&otilde;es de privacidade, onde o fornecimento de dados &eacute; exigido ao utilizador a fim de ser capaz de usufruir da aplica&ccedil;&atilde;o. Aplica&ccedil;&otilde;es digitais em plataformas m&oacute;veis (como por exemplo <i>smartphones</i>) est&atilde;o hoje capacitadas de identificar e recolher h&aacute;bitos<i> online</i> dos utilizadores, nomeadamente contatos, ficheiros, localiza&ccedil;&atilde;o, e muito mais. Perfis elaborados de utilizadores est&atilde;o pois a ser recolhidos por empresas multinacionais com base na coleta de dados de plataformas m&oacute;veis (Cottrill, 2011).</p>      <p>Tamb&eacute;m as tecnologias de reconhecimento facial, ficcionadas em filmes como <i>Minority Report<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a></i>, est&atilde;o atualmente em pleno desenvolvimento. Empresas como a Google e a Apple est&atilde;o no atual momento a desenvolver bases de dados com impress&otilde;es faciais, fazendo uso de fotografias e perfis de utilizadores de redes sociais como o Facebook. Nos EUA, a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor tem limita&ccedil;&otilde;es restritas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de impress&otilde;es faciais para usos de controlo laboral e de seguran&ccedil;a nacional. Contudo estas limita&ccedil;&otilde;es legislativas, referentes &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das impress&otilde;es faciais, n&atilde;o contemplam a utiliza&ccedil;&atilde;o para fins comerciais e de <i>marketing</i> realizadas por empresas multinacionais. O controlo e supervis&atilde;o empresarial desta ferramenta, ao servi&ccedil;o das multinacionais, s&atilde;o pois salvaguardados pela constitui&ccedil;&atilde;o norte americana (Papacharissi, Gibson, 2011). Na Europa, nomeadamente na Uni&atilde;o Europeia, a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor &eacute; mais rigorosa e penalizadora dos usos das impress&otilde;es faciais para fins comerciais (The Guardian, 2011; Welinder, 2012).</p>      <p>Segundo dados recentemente revelados pelo pr&oacute;prio Facebook e divulgados pela imprensa mundial, esta empresa l&iacute;der no seu mercado, detinha em junho de 2013, cerca de 1.26 bili&atilde;o de utilizadores (1/7 da popula&ccedil;&atilde;o mundial).</p>      <p>Na (4) "Vigil&acirc;ncia Lateral" (peer-to-peer) que decorre na Internet, nomeadamente na Web 2.0 (Andrejevic, 2007), todos somos controladores e assumimos o papel de <i>Little Brothers<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a></i>. Desta forma consensual, modelo a que Reginald Whitaker designa de "Pan&oacute;tico Participativo" (Whitaker, 1999), todos vigiam e todos s&atilde;o alvo de vigil&acirc;ncia. O caso dos atentados da Maratona de Boston<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> e da introdu&ccedil;&atilde;o das redes sociais nos m&eacute;todos de policiamento governamental s&atilde;o exemplo evidente da complexidade atual de envolvimento dos cidad&atilde;os nos processos de vigil&acirc;ncia.</p>      <p>Este procedimento, inovador, digno de refer&ecirc;ncia &eacute; identificado pela primeira vez com esta dimens&atilde;o ap&oacute;s os designados Tumultos de Vancouver<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>, e caracteriza-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o massiva das redes sociais, nomeadamente do Facebook na "ca&ccedil;a a suspeitos" de um crime.</p>      <p>A introdu&ccedil;&atilde;o das redes sociais no processo da procura dos suspeitos dos atentados da Maratona de Boston foi amplamente difundida pelas autoridades norte americanas, mobilizando a comunidade civil a agir em prol da seguran&ccedil;a nacional. &eacute; de evidenciar neste processo o papel de comunidades <i>online</i> como o 4Chan<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> que recolheram e divulgaram dezenas de fotografias dos dois suspeitos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="i1"> <img src="/img/revistas/obs/v8n2/8n2a09i1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O Pan&oacute;tico e a Sociedade de Risco</b></p>      <p>Neste ponto iremos fundamentar a dissemina&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia na sociedade contempor&acirc;nea e conjug&aacute;-la com os conceitos de "Poder", "P&acirc;nico Moral" e "Sociedade de Risco".</p>      <p>Foucault, na sua an&aacute;lise de Poder (Foucault, 1977), considera tr&ecirc;s mecanismos: os Supl&iacute;cios, as Disciplinas e a Biopol&iacute;tica. O primeiro mecanismo de poder - os Supl&iacute;cios - decorreu at&eacute; ao final do s&eacute;culo XVIII e refere-se a puni&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas contra o indiv&iacute;duo (torturas, humilha&ccedil;&otilde;es, entre outras). Os outros mecanismos de poder - as Disciplinas e a Biopol&iacute;tica - surgem no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX e v&atilde;o at&eacute; &agrave; atualidade. As Disciplinas aplicam-se aos indiv&iacute;duos, definindo modelos de comportamento padronizados. As Disciplinas s&atilde;o efetivadas atrav&eacute;s de uma vigil&acirc;ncia exaustiva, ilimitada, permanente e indiscreta - O Pan&oacute;tico (Motta, Alcadipani, 2004); por sua vez o mecanismo da Biopol&iacute;tica aplica-se n&atilde;o a um indiv&iacute;duo singular, mas a um grupo de indiv&iacute;duos (comunidade, popula&ccedil;&atilde;o), n&atilde;o tem um fundamento disciplinador mas sim de defini&ccedil;&atilde;o de conduta, definindo ferramentas de regulamenta&ccedil;&atilde;o e ferramentas de seguran&ccedil;a. Este mecanismo &eacute; caracter&iacute;stico dos Estados-Governo (Motta, Alcadipani, 2004). &eacute; poss&iacute;vel afirmar que ambos os mecanismos de poder s&atilde;o verific&aacute;veis na sociedade contempor&acirc;nea.</p>      <p>As Disciplinas e o Novo-Pan&oacute;tico, como &eacute; sustentado nas Teorias P&oacute;s-Modernas da Vigil&acirc;ncia (vigil&acirc;ncia disseminada e sem estar confinada a espa&ccedil;os fechados).</p>      <p>A Biopol&iacute;tica, por sua vez, &eacute; verific&aacute;vel atrav&eacute;s da defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; aceit&aacute;vel e "normal", imposto por quem governa &agrave; sua comunidade, robustecendo o poder, por exemplo atrav&eacute;s de regulamenta&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>As sociedades ocidentais contempor&acirc;neas vivem, ap&oacute;s os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, num contexto regido pelo medo e pela inseguran&ccedil;a (Beck, 2002). Ulrich Beck em <i>The Terrorist Threat - World Risk Society Revisited</i> (Beck, 2002) defende que os atentados levaram a um completo colapso na linguagem, como a conhec&iacute;amos at&eacute; ent&atilde;o. O autor sustenta que desde aquele momento, desde a implos&atilde;o das torres g&eacute;meas que o entendimento de conceitos como - Seguran&ccedil;a, Terrorismo ou Guerra - mudaram radicalmente. Os atentados de 11 de setembro expressam simbolicamente, e s&atilde;o o ponto fundamental no s&eacute;culo XXI, na defini&ccedil;&atilde;o da nossa sociedade como uma "Sociedade de Risco" (Beck, 2002)</b>.</b> Como o pr&oacute;prio autor refere:</p>      <p>    <blockquote>"H&aacute; uma perspetiva sinistra para o mundo ap&oacute;s o 11 de setembro. &eacute; que o risco incontrol&aacute;vel &eacute; agora irremedi&aacute;vel e profundamente estruturante de todos os processos que sustentam a vida em sociedades avan&ccedil;adas. O pessimismo parece ser a &uacute;nica atitude racional" (Beck, 2002: 46)<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</blockquote></p>      <p>O autor faz ainda refer&ecirc;ncia a um conjunto de seis li&ccedil;&otilde;es que se podem retirar dos acontecimentos do 11 de setembro de 2001. Destacamos, assim, duas das seis li&ccedil;&otilde;es evidenciadas por Ulrich Beck (Beck, 2002). A primeira li&ccedil;&atilde;o &eacute; que, seguran&ccedil;a nacional j&aacute; n&atilde;o &eacute; seguran&ccedil;a nacional. As novas alian&ccedil;as globais dos Estados-Na&ccedil;&atilde;o modernos t&ecirc;m como finalidade a preserva&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a interna e n&atilde;o da externa. Existe atualmente uma pol&iacute;tica de coopera&ccedil;&atilde;o transnacional relativamente &agrave; seguran&ccedil;a interna e externa. A segunda li&ccedil;&atilde;o &eacute; que acontecimentos como os atentados de 11 de setembro de 2001, alimentados e fundamentados pelo "P&acirc;nico Moral" (conceito que desenvolverei de seguida), levam ao desenvolvimento de "Estados-Na&ccedil;&atilde;o Fortaleza" onde a anteriormente referida coopera&ccedil;&atilde;o transnacional de seguran&ccedil;a leva a construir "Estados-Na&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia", a dinamizar pol&iacute;ticas de supervis&atilde;o e controlo e a p&ocirc;r em causa liberdades democr&aacute;ticas (Beck, 2002).</p>      <p>O conceito de "P&acirc;nico Moral" &eacute; defendido por Stanley Cohen, na sua obra <i>Folk Devils and Moral Panics</i> (Cohen, 1972). O "P&acirc;nico Moral" &eacute; definido pelo autor como um sentimento intenso, expresso numa popula&ccedil;&atilde;o sobre um qualquer assunto que pare&ccedil;a amea&ccedil;ar a ordem social. Outros autores, como Dawn Rothe e Stephen Muzzatti, tecem considera&ccedil;&otilde;es concretas acerca do conceito de "P&acirc;nico Moral", resultante do terrorismo, na sociedade norte americana (Rothe, Muzzatti, 2004). Os dois autores defendem que a sociedade atual tem sido inundada de informa&ccedil;&otilde;es, imagens e depoimentos distorcidos e exagerados, difundidos pelos <i>media</i> e pela classe pol&iacute;tica, capazes de criar o "P&acirc;nico Moral" e um sentimento de inseguran&ccedil;a e medo generalizado.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No seu trabalho acerca das implica&ccedil;&otilde;es do "P&acirc;nico Moral" nos EUA, ap&oacute;s os atentados terroristas de 2001, consideram que surgiram informa&ccedil;&otilde;es distorcidas referentes &agrave; gravidade da situa&ccedil;&atilde;o (n&uacute;mero de pessoas que participaram, n&uacute;mero de v&iacute;timas, danos e efeitos dos atentados) (Rothe, Muzzatti, 2004).</p>      <p>A "Sociedade de Risco" em que vivemos, alimentada por um "P&acirc;nico Moral" dirigido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pela classe pol&iacute;tica e pelos <i>media</i>, leva &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o e legitima a supervis&atilde;o e o controlo.</p>      <p>Os atentados perpetrados pela Al-Qaeda, organiza&ccedil;&atilde;o terrorista fundamentalista isl&acirc;mica, introduziram um sentimento generalizado de inseguran&ccedil;a mundial e levaram &agrave; reformula&ccedil;&atilde;o, em alguns pa&iacute;ses por completo, dos sistemas de seguran&ccedil;a e defesa nacional (Lyon, 2007).</p>      <p>A seguran&ccedil;a &eacute; hoje tida como uma prioridade em pa&iacute;ses como os Estados Unidos da Am&eacute;rica, Reino Unido ou Espanha que tendo sido alvo da<i> "</i>Jihad"<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> atrav&eacute;s de atentados terroristas, elaboram sofisticados sistemas de vigil&acirc;ncia.</p>      <p>Ap&oacute;s os atentados legitimaram-se por parte de muitos governos, e sem grande oposi&ccedil;&atilde;o, medidas e procedimentos de vigil&acirc;ncia e controlo &agrave; escala mundial (Beck, 2002; Andrejevic, 2007; Salter, 2008).</p>      <p>No decorrer dos atos terroristas em Nova Iorque (2001), Madrid (2004) e Londres (2005) e outros acontecimentos de foro criminal como os massacres que se verificaram em Columbine (E.U.A., 1999), na Ilha de Utoya (Noruega, 2011) e em Newtown (E.U.A., 2012), e sob o pretexto de proteger os cidad&atilde;os de amea&ccedil;as de criminalidade e terrorismo, surgem incentivos fortes &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o governamental favor&aacute;vel de controlo e supervis&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es (por exemplo o USA Patriot Act nos Estados Unidos da Am&eacute;rica ou a legisla&ccedil;&atilde;o por detr&aacute;s do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o Indect na Uni&atilde;o Europeia). Hoje, o novo paradigma da vigil&acirc;ncia conta com tecnologia de ponta identificativa de amea&ccedil;as em ambiente urbano (Andrejevic, 2007; Lyon, 2007; Fuchs, Boersma, Albrechtslund and Sandoval, 2011).</p>      <p>Acontecimentos medi&aacute;ticos, como os referidos atentados terroristas e assassinatos em massa, tem justificado igualmente que os Estados-Governo viabilizem legisla&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel e avultadas verbas monet&aacute;rias para investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento (I&D) de ferramentas tecnol&oacute;gicas capazes de identificar amea&ccedil;as. O pan&oacute;tico definido por Michel Foucault na sua obra <i>"Discipline and Punish, The Birth of the Prison"</i> (Foucault, 1977) rege-se hoje por distintas e elaboradas regras, &eacute; atualmente um fen&oacute;meno global, difundido no espa&ccedil;o f&iacute;sico e no espa&ccedil;o virtual. Esta &eacute; a teoriza&ccedil;&atilde;o da "Vigil&acirc;ncia P&oacute;s-Moderna", defendida por David Lyon (Lyon, 2007) e Christian Fuchs (Fuchs, 2011), entre outros autores.</p>      <p>A vigil&acirc;ncia e o constrangimento que provoca no sentimento de privacidade dos cidad&atilde;os &eacute; hoje um tema em discuss&atilde;o, muito mediatizado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. Em 1890, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, Samuel Warren e Louis Brandeis definiam Privacidade no texto <i>"The Right to Privacy</i>" como "<i>the right to be let alone</i>" (Warren, Brandeis, 1890: 193).</p>      <p>Anos mais tarde, um outro estudioso da privacidade Alan Westin, define-a do seguinte modo:</p>      <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>"Privacidade &eacute; a alega&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos, grupos ou institui&ccedil;&otilde;es de determinar por si mesmos, quando, como, e em que medida, a informa&ccedil;&atilde;o sobre eles &eacute; comunicada aos outros" (Westin, 1967: 7)<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</blockquote></p>      <p>Vulgarizam-se, por a&ccedil;&atilde;o dos <i>media</i>, express&otilde;es como <i>Drones</i>, <i>Stingray</i> ou <i>Passenger Name Record</i> (PNR). Em discuss&atilde;o na opini&atilde;o p&uacute;blica est&atilde;o os limites da privacidade e a utiliza&ccedil;&atilde;o dos referidos e pol&eacute;micos sistemas de vigil&acirc;ncia como os <i>Drones</i> para fins civis (aparelhos voadores n&atilde;o tripulados com c&acirc;maras de vigil&acirc;ncia), ou os dispositivos <i>StingRay</i> (simuladores de antenas de rece&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel, alegadamente usados pelo governo dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, para monitorizar conversa&ccedil;&otilde;es em telefones m&oacute;veis de suspeitos de crimes. A pol&eacute;mica surge quando no decorrer do processo de monitoriza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extra&iacute;dos dados de telem&oacute;veis, mesmo n&atilde;o estando em uso, de cidad&atilde;os que n&atilde;o est&atilde;o sob investiga&ccedil;&atilde;o) (Qiu, 2007; Trottier, 2013; Harding, 2014). </p>      <p>Igualmente pol&eacute;mica &eacute; a aplicabilidade do <i>Passenger Name Record</i> (PNR), em vigor nos Estados Unidos da Am&eacute;rica ap&oacute;s o 11 de setembro de 2001 e proposto no Tratado de Lisboa em 2007 para o espa&ccedil;o europeu. O procedimento para fins comerciais j&aacute; era efetivado pelas companhias a&eacute;reas antes de 2001, onde eram recolhidos, guardados e analisados os dados dos passageiros. Ap&oacute;s os atentados de 2001 os dados PNR, no contexto norte-americano, passaram a ser fonte fundamental para reconhecer e elaborar perfis de eventuais terroristas (Lyon, 2007; Salter, 2008).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>A sociedade ocidental atravessa atualmente momentos de transforma&ccedil;&atilde;o significativa. A crise nos mercados financeiros europeus e americanos, a "Primavera &aacute;rabe" no M&eacute;dio Oriente (Egipto, L&iacute;bia e I&eacute;men), e na &aacute;sia Ocidental (S&iacute;ria), a inseguran&ccedil;a em territ&oacute;rio palestino, os conflitos separatistas no C&aacute;ucaso (Chech&ecirc;nia), a recente "anexa&ccedil;&atilde;o" da Crimeia ou a sempre premente amea&ccedil;a nuclear proveniente de pa&iacute;ses como a Coreia do Norte, s&atilde;o exemplos da atual conjuntura internacional e do inst&aacute;vel panorama geopol&iacute;tico mundial. Este panorama &eacute; difundido massivamente pelos <i>media</i>, &agrave; escala mundial. A juntar a este panorama geopol&iacute;tico de instabilidade, surgem acontecimentos como atentados terroristas ou massacres perpetrados por civis a civis com elevada cobertura medi&aacute;tica. Toda esta conjuntura &eacute; difusora de um sentimento generalizado de inseguran&ccedil;a e de medo. Stanley Cohen define este sentimento intenso, expresso a uma popula&ccedil;&atilde;o, como "P&acirc;nico Moral" (Cohen, 1972).</p>      <p>Para Ulrich Beck (Beck, 2002) a sociedade contempor&acirc;nea e a forma como vivemos depois do atentado do 11 de setembro de 2001, transformou-se numa "Sociedade de Risco". O autor argumenta, que o sentimento intenso de inseguran&ccedil;a e amea&ccedil;a &agrave; ordem social ("P&acirc;nico Moral") leva a construir "Estados-Na&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia", a dinamizar pol&iacute;ticas de supervis&atilde;o e controlo e a p&ocirc;r em causa liberdades democr&aacute;ticas (Beck, 2002).</p>      <p>A Vigil&acirc;ncia pode-se considerar, assim o resultado do "P&acirc;nico Moral" que caracteriza a "Sociedade de Risco" em que vivemos atualmente. &eacute; assim uma forma de assegurar o Poder no sentido "foucaultniano" do conceito<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>      <p>A vis&atilde;o de confinamento no espa&ccedil;o, apresentada pelo Pan&oacute;tico de Foucault, levou a uma redefini&ccedil;&atilde;o do conceito de vigil&acirc;ncia, que caracteriza as Teorias P&oacute;s-Modernas da Vigil&acirc;ncia. Estas teorias defendem que a vigil&acirc;ncia n&atilde;o est&aacute; confinada a um espa&ccedil;o fechado, que a sua propaga&ccedil;&atilde;o est&aacute; disseminada no espa&ccedil;o f&iacute;sico (por exemplo atrav&eacute;s da videovigil&acirc;ncia) e no espa&ccedil;o virtual (por exemplo atrav&eacute;s da Web 2.0).</p>      <p>A "Sociedade de Risco", defendida por Ulrich Beck viabiliza e promove uma Sociedade Vigilante.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, especula-se sobre eventuais sinais de desagrega&ccedil;&atilde;o dos modelos sociais vigentes ao longo do s&eacute;culo XX e que levam ao colapso dos pilares tradicionais da sociedade, como a fam&iacute;lia e os modelos de democracia representativa (Castells, Cardoso, 2005).</p>      <p>Ainda segundo os mesmos autores, talvez n&atilde;o esteja esta sociedade condenada &agrave; desintegra&ccedil;&atilde;o, mas sim se esteja perante um processo de rutura com um anterior paradigma de sociedade, levando ao surgimento de outro modelo, baseado numa estrutura social redefinida (Castells, Cardoso, 2005). Enquanto modelo de sociedade em transforma&ccedil;&atilde;o pode ter na Internet e nos <i>media</i> as suas ferramentas de socializa&ccedil;&atilde;o. Este novo paradigma de reconstru&ccedil;&atilde;o social pressup&otilde;e um cada vez maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos, unidos em rede.</p>      <p>O Novo Paradigma da Vigil&acirc;ncia tem o seu ponto m&aacute;ximo de atua&ccedil;&atilde;o na Sociedade em Rede, nomeadamente nas redes sociais que envolvem a intera&ccedil;&atilde;o de bili&otilde;es de pessoas &agrave; escala mundial. O surgimento da Web 2.0 na Internet originou uma multiplicidade de din&acirc;micas sociais, que encaram a fluidez na comunica&ccedil;&atilde;o e a acessibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o como pontos-chave. O impacto da Web 2.0 na Sociedade em Rede &eacute; not&oacute;rio igualmente pela sua capacidade de tornar o individuo mutuamente consumidor e produtor de conte&uacute;dos (<i>prosumer</i>). Estas caracter&iacute;sticas inerentes &agrave; Web 2.0 s&atilde;o alvo de enorme aten&ccedil;&atilde;o por parte de entidades governamentais e empresariais.</p>      <p>Perante um panorama de dissemina&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, m&eacute;todos e instrumentos de vigil&acirc;ncia na Sociedade em Rede, torna-se premente o desenvolvimento de Literacias de Vigil&acirc;ncia. Fazendo uso do conceito desenvolvido por Thomas Levin (Levin, 2010) parece claro que &eacute; necess&aacute;rio desenvolver uma Literacia de Vigil&acirc;ncia cr&iacute;tica e anal&iacute;tica, capaz de perceber a vigil&acirc;ncia, as suas vantagens, as suas limita&ccedil;&otilde;es e os seus riscos, nas suas mais variadas manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>      <!-- ref --><p>Andrejevic, Mark (2007), "iSpy: Surveillance and Power in the Interactive Era (Culture America)" University Press of Kansas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-5954201400020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Albrechtslund, Anders (2008), "Online Social Networking as Participatory Surveillance", First Monday 13(3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-5954201400020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beck, Ulrich (2002), "The Terrorist Threat - World Risk Society Revisited", Theory, Culture & Society 2002 (Sage), Vol. 19 (4): 39-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-5954201400020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Castells, Manuel (2001), "The Internet Galaxy: Reflections on the Internet, Business, and Society, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-5954201400020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Castells, Manuel, Gustavo Cardoso (Orgs.) (2005), "A Sociedade em Rede: do Conhecimento &agrave; A&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica"; Confer&ecirc;ncia. Bel&eacute;m (Por), Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-5954201400020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cohen, Stanley (1972), "Folk Devils and Moral Panics", MacGibbon and Kee, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-5954201400020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cottrill, Caitlin (2011), "Location Privacy: Who Protects?" Urisa Journal, 49-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-5954201400020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Foucault, Michel (1977), "Discipline and Punish, The Birth of the Prison", Middlesex, England, Penguin Books Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-5954201400020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Frois, Catarina (org.) (2008), "A Sociedade Vigilante. Ensaios Sobre Identifica&ccedil;&atilde;o, Vigil&acirc;ncia e Privacidade", Lisboa, Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-5954201400020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Frois, Catarina (2011), "Vigil&acirc;ncia e Poder", Lisboa, Editora Mundos Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-5954201400020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fuchs, Christian (2008), "Internet and Society: Social Theory in the Information Age", New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-5954201400020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fuchs, Christian (2011), "New Media, Web 2.0 and Surveillance", Sociology Compass 5/2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-5954201400020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fuchs, Christian, Kees Boersma, Anders Albrechtslund and Marisol Sandoval (2011), "Internet and Surveillance: The Challenges of Web 2.0 and Social Media", Routledge, New York and London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-5954201400020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Giddens, Anthony (1985), "The Nation-State and Violence", Cambridge, England, Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-5954201400020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Harding, Luke (2014), "The Snowden Files - The Inside Story of the World's Most Wanted Man", New York, Vintage Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-5954201400020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Levin, Thomas (2010), "Surveillance, Aesthesis, Literacy - 25: An Anthology for the 25th Anniversary of BIT Teatergarasjen", Published Nordic Culture Point, Arts Council Norway.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-5954201400020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lyon, David (1998), "The World Wide Web of Surveillance: The Internet and Off-World Power - Flows, Information, Communication & Society" 1.1 (Spring 1998), 91-105 (online; E- Journal).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-5954201400020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lyon, David (2001), "The Surveillance Society - Monitoring Everyday Life", Buckingham, England, Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-5954201400020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lyon, David (2003), "Surveillance Technology and Surveillance Society. In Modernity and Technology", ed. Thomas J. Misa, Phlip Brey and Andrew Feenberg, 161-184, Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-5954201400020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lyon, David (2007), "Surveillance Studies - An Overview", Cambridge, England, Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-5954201400020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marx, Gary T. (2002), "What's New About the New Surveillance? Classifying for Change and Continuity", Surveillance & Society 1 (1): 9-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-5954201400020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Motta, Fernando e Rafael Alcadipani (2004), "O Pensamento de Michel Foucault na Teoria das Organiza&ccedil;&otilde;es", R.Adm., S&atilde;o Paulo, v.39, n.2, 117-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-5954201400020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Qiu, Jack (2007), "The Wireless Leash: Mobile Messaging Service as a Means of Control", International Journal of Communication 1: 74-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-5954201400020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rothe, Dawn and Stephen Muzzatti (2004), "Enemies Everywhere: Terrorism, Moral Panic, and US Civil Society", Critical Criminology (12): 327-350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-5954201400020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Salter, Mark (Ed.) (2008), "Politics at the Airport", Minneapolis, University of Minnesota Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-5954201400020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Samuel Warren and Louis Brandeis (1890), "The Right to Privacy - Harvard Law Review, Vol. 4, No. 5 (Dec. 15, 1890)", The Harvard Law Review Association, pp. 193-220.</p>      <!-- ref --><p>Staples, William (2000), "Everyday Surveillance: Vigilance and Visibility in Postmodern Life", New York, USA, Rowman and Littlefield.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-5954201400020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>The Guardian (2011), "Facebook Facial Recognition Software Violates Privacy Laws, says Germany", The Guardian [online] retirado de: <a href="http://www.theguardian.com/technology/2011/aug/03/facebook-facial-recognition-privacy-germany" target="blank">http://www.theguardian.com/technology/2011/aug/03/facebook-facial-recognition-privacy-germany</a> [acedido: 14 Apr 2014].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-5954201400020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Trottier, Daniel (2013), "Crowdsourcing CCTV Surveillance on the Internet" Information, Communication & Society, DOI:10.1080/1369118X.2013.808359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-5954201400020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Welinder, Yana (2012), "A Face Tells More Than a Thousand Posts: Developing Face Recognition Privacy in Social Networks", Harvard Journal of Law & Technology, Volume 26 - 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-5954201400020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Westin, Alan (1967)," Privacy and Freedom", Atheneum, New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-5954201400020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Whitaker, Reginald (1999), "The End of Privacy: How Total Surveillance Is Becoming s Reality", New York: New Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-5954201400020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Zizi, Papacharissi and Paige G. (2011), "Fifteen Minutes of Privacy: Privacy, Sociality, and Publicity on Social Network Sites", Privacy Online: Theoretical Approaches and Research Perspectives on the Role of Privacy in the Social Web.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-5954201400020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>NOTAS</b></p>      <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>  Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> <a href="http://www.trapwire.com/" target="blank"><sub>http://www.trapwire.com/</sub></a></p>      <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> <a href="http://www.indect-project.eu/" target="blank"><sub>http://www.indect-project.eu/</sub></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Baseado no conto de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica escrito por Philip K. Dick, publicado em 1956 (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689/" target="blank"><sub>http://www.imdb.com/title/tt0181689/</sub></a>)</p>      <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Express&atilde;o resultante de uma outra,<i> Big Brother, </i>referente &agrave; obra 1984 de George Orwell e que pretende definir uma vigil&acirc;ncia entre pares.</p>      <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Atentado bombista na cidade de Boston a 15 de Abril de 2013, no decorrer da Maratona de Boston.</p>      <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Perturba&ccedil;&otilde;es da ordem p&uacute;blica na baixa de Vancouver a 15 de Junho de 2011, ap&oacute;s uma final da liga profissional de h&oacute;quei no gelo.</p>      <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Imageboard existente desde 1 de Outubro de 2003. Originalmente usado para coloca&ccedil;&atilde;o de imagens e discuss&atilde;o sobre tem&aacute;ticas Mang&aacute; e Anim&eacute;. O site j&aacute; foi relacionado com subculturas da Internet e com ativismo. Atualmente a p&aacute;gina do Facebook do 4Chan intitula-se de Welcome to the Internet.</p>      <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Significa "Esfor&ccedil;o" em &aacute;rabe. No Ocidente &eacute; muitas vezes significado de Guerra Santa.</p>      <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>      <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> O conceito de "Poder" foi amplamente teorizado por autores como Michel Foucault (Foucault, 1977) que concebeu o conceito de pan&oacute;tico, vigente nas Teorias Modernas da Vigil&acirc;ncia.</p> </html>     ]]></body>
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