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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da educação à comunicação: um mapeamento da utilização do vídeo online em universidades portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The use of online video by Portuguese higher education institutions (HEI) has been firmly growing in the last decade. Though initially associated with educational purposes, video has been progressively adopted as a communication tool, in a highly competitive context with increasing financial constraints. This article explains the technological and social conditions, as well as the shift in media consumption habits that have been supporting the increasing usage of online video by HEI as a way to attract potential students and convey a distinctive brand. Drawing from both qualitative and quantitative research, this article identifies the most relevant practices of online use of video by the Portuguese universities. Moreover, we argue that even though online video is produced and used by all the universities, it is made in very diverse forms, frequently revealing lack of structured implementation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Da educa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o: um mapeamento da utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo online em universidades portuguesas</b></p>     <p><b>From education to communication: mapping the use of online video by Portuguese universities</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>S&iacute;lvio Correia Santos*, Clara Almeida Santos**  </b></p>     <p>* Universidade de Coimbra, Ceis20, Rua Filipe Sim&otilde;es n&ordm; 33, 3000-186 Coimbra (<a href="mailto:silviocorreiasantos@gmail.com">silviocorreiasantos@gmail.com</a>)</p>     <p>** Universidade de Coimbra, Ceis20, Rua Filipe Sim&otilde;es n&ordm; 33, 3000-186 Coimbra (<a href="mailto:clara.santos@fl.uc.pt">clara.santos@fl.uc.pt</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos de v&iacute;deo <i>online</i> por Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) em Portugal tem aumentado de forma evidente durante a &uacute;ltima d&eacute;cada. Extravasando a fun&ccedil;&atilde;o inicialmente associada &agrave; aprendizagem, o v&iacute;deo foi progressivamente adotado como ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o, num contexto marcado pela competi&ccedil;&atilde;o e pelas dificuldades or&ccedil;amentais cada vez mais generalizadas.</p>     <p>Este artigo procura explicar e contextualizar as condi&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e sociais, assim como as altera&ccedil;&otilde;es no consumo medi&aacute;tico que permitiram a prolifera&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo na <i>web</i>, como forma de as IES potenciarem a capta&ccedil;&atilde;o de alunos e como ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o de uma imagem diferenciada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recorrendo a uma pesquisa que cruza dados de natureza quantitativa e qualitativa, este estudo identifica as tend&ecirc;ncias mais relevantes da cria&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo na internet pelas universidades portuguesas, concluindo que se trata de uma pr&aacute;tica generalizada, com uma grande variedade de formas de implementa&ccedil;&atilde;o, e frequentemente pouco estruturada.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> v&iacute;deo, web TV, ensino superior, internet, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The use of online video by Portuguese higher education institutions (HEI) has been firmly growing in the last decade. Though initially associated with educational purposes, video has been progressively adopted as a communication tool, in a highly competitive context with increasing financial constraints.</p>     <p>This article explains the technological and social conditions, as well as the shift in media consumption habits that have been supporting the increasing usage of online video by HEI as a way to attract potential students and convey a distinctive brand.</p>     <p>Drawing from both qualitative and quantitative research, this article identifies the most relevant practices of online use of video by the Portuguese universities. Moreover, we argue that even though online video is produced and used by all the universities, it is made in very diverse forms, frequently revealing lack of structured implementation.</p>     <p><b>Keywords</b>: video, web TV, higher education, internet, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num quotidiano cada vez mais povoado por ecr&atilde;s das mais diversas dimens&otilde;es, o consumo de v&iacute;deo <i>online</i> entrou na vida das pessoas, quer em novos lugares e momentos, quer nos espa&ccedil;os at&eacute; agora reservados ao seu consumo tradicional. Isso foi poss&iacute;vel, sobretudo, por se terem desenvolvido condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que trouxeram conforto &agrave; sua visualiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m porque o v&iacute;deo se tornou num produto francamente acess&iacute;vel de produzir e de divulgar, o que aumentou exponencialmente a sua disponibilidade na internet. No epicentro destas mudan&ccedil;as (quer na esfera do consumo, quer na da produ&ccedil;&atilde;o) est&atilde;o, maioritariamente, os mais jovens. &Eacute; precisamente para eles, enquanto potenciais clientes, que as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) dirigem a sua produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo <i>online</i>. Estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es entre o meio e o fim, nomeadamente a partir da ideia de p&uacute;blico(s)-alvo, esta utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo &eacute;, assim, enquadrada como estrat&eacute;gia de <i>marketing</i>, o que &eacute; evidenciado nos dados recolhidos neste estudo sobre a realidade portuguesa. Assim, este artigo explora o alargamento da utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo para al&eacute;m da sua fun&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica primordial no contexto do ensino. Com esse intuito, est&aacute; dividido em tr&ecirc;s momentos: 1. a an&aacute;lise e explicita&ccedil;&atilde;o do crescimento do v&iacute;deo enquanto ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o <i>online</i> no ensino superior, bem como os contextos que favoreceram esse desenvolvimento; 2. o necess&aacute;rio mapeamento da utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo <i>online</i> pelas IES em Portugal; 3. a identifica&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise de algumas tend&ecirc;ncias e caracter&iacute;sticas da sua aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Desta forma, a partir do mapeamento das experi&ecirc;ncias existentes, procedemos a uma sistematiza&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias mais relevantes da utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo como instrumento de comunica&ccedil;&atilde;o e de promo&ccedil;&atilde;o nas universidades escolhidas para an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A emerg&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o superior como produto</b></p>     <p>A mais profunda transforma&ccedil;&atilde;o na rede de ensino superior portuguesa ocorre ap&oacute;s o fim do Estado Novo, em 1974. O grande crescimento do sector situa-se nesse quarto de s&eacute;culo, prolongando-se at&eacute; &agrave; viragem do mil&eacute;nio, refletindo (e refletindo-se) (n)o que &eacute; habitualmente considerada a fase de emancipa&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s (Neave &amp; Amaral, 2012). Durante esse per&iacute;odo, verifica-se um enorme aumento e diversifica&ccedil;&atilde;o da oferta de institui&ccedil;&otilde;es e cursos e generaliza-se o acesso ao ensino superior. Este crescimento do ensino superior portugu&ecirc;s representa uma hist&oacute;ria de sucesso, mas &eacute;, paradoxalmente, um processo desequilibrado devido &agrave; precipita&ccedil;&atilde;o expansionista (Lynce, 2002). </p>     <p>A transforma&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o em produto e dos estudantes em clientes (Berger &amp; Wallingford, 1997) acontece em Portugal, como em muitos outros pa&iacute;ses do mundo, sobretudo a partir da d&eacute;cada de 80, devido &agrave; capilaridade da rede de ensino superior. Com efeito, a competi&ccedil;&atilde;o aumentou, quer no contexto global, quer no &acirc;mbito local (Marginson, 2006). E, sobretudo, no ocidente industrializado (embora n&atilde;o se restringindo a ele) as &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas s&atilde;o caracterizadas no ensino superior por uma tend&ecirc;ncia global para a ado&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios e pr&aacute;ticas orientadas para o mercado<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Os Estados Unidos da Am&eacute;rica representam o pin&aacute;culo deste modelo da educa&ccedil;&atilde;o-produto, sobretudo desde que passou a haver uma maior recetividade &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em assessoria, conhecimento cient&iacute;fico e educa&ccedil;&atilde;o (Bok, 2003). Mas mesmo os pa&iacute;ses n&oacute;rdicos - defensores de um modelo oposto - t&ecirc;m come&ccedil;ado, mais recentemente, a implementar algumas mudan&ccedil;as que refletem a influ&ecirc;ncia dos valores do mercado (Brown, 2011).</p>     <p>Esta viragem para uma atitude mais competitiva no ensino superior foi-se generalizando porque, a certa altura, ela passou a ser encarada pelos Estados como a &uacute;nica forma de desenvolver o sector e de o sustentar num contexto de competitividade global (Scullion, Molesworth &amp; Nixon, 2011). Hoje, o conhecimento e a cultura produzidos no &acirc;mbito do ensino superior s&atilde;o uma parte insepar&aacute;vel da nova economia, como explicam Slaughter e Rhoades (2004:15): "knowledge is raw material to be converted to products, processes or services". A <i>marketiza&ccedil;&atilde;o</i> do ensino superior teve, pois, motiva&ccedil;&otilde;es tanto pol&iacute;ticas como econ&oacute;micas (Furedi, 2011).</p>     <p>Esta tend&ecirc;ncia para a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de mercado pelo ensino superior &eacute; ineg&aacute;vel, apesar das especificidades do sector e do pr&oacute;prio produto. Primeiramente - e em rigor - deve referir-se que se trata de um quase-mercado, devido ao papel que o Estado tem neste contexto fortemente concorrencial (Brown, 2011; Furedi, 2011). Sem d&uacute;vida que o produto "ensino superior" possui as carater&iacute;sticas de uma ind&uacute;stria de servi&ccedil;os (Canterbury, 2000: 15; Nicolescu, 2009). No entanto, h&aacute; diferen&ccedil;as que singularizam a escolha deste produto. Desde logo, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel experiment&aacute;-lo antes e ele n&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel no momento da escolha. Al&eacute;m disso, h&aacute; limita&ccedil;&otilde;es na possibilidade de renovadas aquisi&ccedil;&otilde;es, como explica Brown (2011). Em princ&iacute;pio, ser&aacute; uma “escolha &uacute;nica”, que mais se assemelha &agrave; escolha de um parceiro ou de uma op&ccedil;&atilde;o de vida, como ser militar ou sacerdote. N&atilde;o obstante, as vantagens de optar por um caminho e n&atilde;o por outro, tamb&eacute;m no caso das decis&otilde;es &uacute;nicas, podem ser objeto de um processo de publicidade (no sentido de tornar p&uacute;blicas, ou pelo menos vis&iacute;veis) (d)as qualidades de uma alternativa, por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras.</p>     <p>Assim, a educa&ccedil;&atilde;o passou a ser vista em v&aacute;rias latitudes como uma ind&uacute;stria de servi&ccedil;os que opera dentro de mercados competitivos e que requer a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>marketing</i> para assegurar efic&aacute;cia na atra&ccedil;&atilde;o de estudantes nacionais e internacionais (Mazzarol, Soutar &amp; Thein, 2001). Face &agrave; crescente procura e tamb&eacute;m &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o de IES e de ofertas de forma&ccedil;&atilde;o, a segmenta&ccedil;&atilde;o do mercado tornou-se uma necessidade e a cria&ccedil;&atilde;o ou afirma&ccedil;&atilde;o de marcas identit&aacute;rias das diferentes institui&ccedil;&otilde;es passou a constituir uma obriga&ccedil;&atilde;o. Trata-se, afinal, da estrat&eacute;gia de posicionamento, uma das cl&aacute;ssicas ferramentas de <i>marketing</i>, definida por Kotler (2000) como o ato de desenvolver a oferta e a imagem da organiza&ccedil;&atilde;o para ocupar um lugar destacado na mente dos clientes-alvo. Foi, portanto, neste contexto que as quest&otilde;es de <i>marketing</i> passaram a ser dominantes em muitas das discuss&otilde;es dentro das IES (Temple, 2006). E, muito naturalmente, as ferramentas e o l&eacute;xico do <i>marketing</i> passaram igualmente a aplicar-se de forma cada vez mais generalizada a este universo, mostrando a preocupa&ccedil;&atilde;o em tornar rent&aacute;veis a educa&ccedil;&atilde;o e a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento.</p>     <p>Na realidade, o esfor&ccedil;o das IES para diferenciarem a sua oferta n&atilde;o &eacute; um processo novo. J&aacute; no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX algumas universidades norte-americanas tomavam medidas concretas para se tornarem mais vis&iacute;veis que as concorrentes. Como explica Bok (2003), o que mudou foi, simplesmente, a escala. Neste ambiente mais competitivo, as IES passaram a definir as suas estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o precisamente a partir da constata&ccedil;&atilde;o de que a singularidade da escolha de um aluno tem sempre a ver com duas ordens de raz&otilde;es: uma simb&oacute;lica e outra utilit&aacute;ria (Cambridge, 2002). Com efeito, a frequ&ecirc;ncia de um curso superior &eacute; considerada um bem posicional (Hirsch, 1977), ou seja, est&aacute; associada a um estatuto e a uma escala de prefer&ecirc;ncias. No entanto, &eacute; igualmente um investimento do qual se pretende ter um retorno. E nesse sentido, um curso representa uma liga&ccedil;&atilde;o temporalmente diferida a uma vida melhor, que idealmente corresponde &agrave;s expectativas dos estudantes (Haywood, Jenkins &amp; Molesworth, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Da televis&atilde;o &agrave; internet, da educa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o: apropria&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e funcionais do v&iacute;deo</b></p>     <p>A imagem videogr&aacute;fica surgiu nas IES como ferramenta associada ao ensino a dist&acirc;ncia quase paralelamente ao desenvolvimento da televis&atilde;o. A Universidade do Iowa, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, come&ccedil;ou em 1932 a transmitir regularmente conte&uacute;dos educativos atrav&eacute;s do canal de televis&atilde;o W9XK, que permaneceu ativo at&eacute; ao in&iacute;cio da Segunda Guerra Mundial (Gerber, 2005). Mais tarde, com a dissemina&ccedil;&atilde;o da cassete de v&iacute;deo, uma grande mudan&ccedil;a foi operada: algumas universidades norte-americanas passavam a permitir que determinadas aulas pudessem ser gravadas para visualiza&ccedil;&atilde;o em diferido. E essa flexibilidade temporal - que, na verdade, existia j&aacute; com os suportes escritos - veio criar novas din&acirc;micas no processo de aprendizagem. Por&eacute;m apesar dessa vantagem, ambos os processos tinham uma enorme limita&ccedil;&atilde;o que resultava da sua passividade (Williams, Paprock &amp; Covington, 1999). Efetivamente, durante muito tempo, apesar de o v&iacute;deo ser considerado eficiente e apelativo, ele n&atilde;o permitia uma comunica&ccedil;&atilde;o bidirecional ou qualquer tipo de interatividade. E uma das grandes mudan&ccedil;as na sua utiliza&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do ensino - porventura a maior - teve a ver, precisamente, com o n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o permitido pela tecnologia. Aos poucos, a tecnologia foi favorecendo, atrav&eacute;s do v&iacute;deo, uma comunica&ccedil;&atilde;o em dois sentidos e um grau crescente de interatividade, como o que mais tarde veio a ser poss&iacute;vel com as videoconfer&ecirc;ncias, os suportes multim&eacute;dia, a televis&atilde;o digital ou o v&iacute;deo na internet (Williams, Paprock &amp; Covington, 1999). Atualmente, o v&iacute;deo <i>online</i> tornou-se (quer seja em <i>streaming</i>, <i>on-demand</i>, em videoconfer&ecirc;ncia, em direto ou diferido) uma ferramenta essencial num contexto educativo, permitindo uma utiliza&ccedil;&atilde;o superadora dessa passividade inicial.</p>     <p>No campo espec&iacute;fico do ensino superior, a evolu&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo teve, efetivamente, um grande impacto nos processos de aprendizagem. Deve, por&eacute;m, sublinhar-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo se foi generalizando neste contexto, acabando por transpor o terreno original do ensino a dist&acirc;ncia. As mudan&ccedil;as no ensino superior, nomeadamente, a diversifica&ccedil;&atilde;o do corpo discente, bem como a sua cada vez maior aptid&atilde;o natural com os interfaces inform&aacute;ticos acabou por levar &agrave; inclus&atilde;o natural de muitos materiais videogr&aacute;ficos no processo de ensino, mesmo que os alunos n&atilde;o estivessem formalmente distantes da institui&ccedil;&atilde;o (Moskal &amp; Dziuban, 2001). As vantagens da utiliza&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo com fins educativos s&atilde;o de v&aacute;rias ordens (Barford &amp; Weston, 1997) e est&atilde;o hoje estudadas em v&aacute;rios contextos, quer sob a forma de <i>podcast</i> (Copley, 2007), quer em <i>streaming</i> (Fill &amp; Ottewill, 2007). Efetivamente, ainda que n&atilde;o substituam a aula propriamente dita (tempo de contacto), os v&iacute;deos vieram a revelar-se extremamente &uacute;teis como refor&ccedil;o, antecedente ou complemento de uma atividade docente (Bravo, 2010). Na sua enorme plasticidade, eles podem ilustrar, esquematizar ou exemplificar, possibilitando maior clareza, simplicidade ou atratividade. S&atilde;o, pois, ideais para ilustrar a&ccedil;&otilde;es, para proporcionar exemplos mais realistas, processos progressivos ou intera&ccedil;&otilde;es sociais.</p>     <p>Por vezes, a utiliza&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo de natureza educativa acaba mesmo por exceder essa fun&ccedil;&atilde;o primordial, concretizando v&aacute;rios objetivos simult&acirc;neos, como acontece com a grava&ccedil;&atilde;o de aulas magistrais, ou confer&ecirc;ncias pronunciadas por professores ou especialistas de reconhecido m&eacute;rito (Recio &amp; Ortega, 2012). Neste caso, al&eacute;m da componente da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, tamb&eacute;m poder&aacute; cumprir-se o desiderato de afirma&ccedil;&atilde;o da marca da institui&ccedil;&atilde;o onde se procedeu ao registo videogr&aacute;fico da aula, assim transfigurada em acontecimento.</p>     <p>Na atualidade, por&eacute;m, o v&iacute;deo produzido pelas IES j&aacute; n&atilde;o &eacute; s&oacute; de natureza educativa. De facto, assim que as condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o o permitiram, ele deixou de estar estritamente ligado a objetivos pedag&oacute;gicos. A novidade e a frescura que lhe s&atilde;o intr&iacute;nsecas e que podem ressaltar das din&acirc;micas e caracter&iacute;sticas da linguagem audiovisual, tornaram-no no ve&iacute;culo ideal para a comunica&ccedil;&atilde;o (interna e externa) das IES. Da&iacute;, a escolha frequente do v&iacute;deo para informar sobre o quotidiano da organiza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de not&iacute;cias e reportagens pr&oacute;ximas da narrativa informativa da televis&atilde;o (Werther, 1988).</p>     <p>Ao olharmos em retrospetiva para este processo de apropria&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, constatamos que, se o apelo e a efici&ecirc;ncia do v&iacute;deo foram os motivos que levaram o ensino a recorrer pela primeira vez &agrave; tecnologia moderna, os computadores constituem j&aacute; a segunda etapa desse processo (Shih <i>et al.</i>, 2007). A inform&aacute;tica constituiu uma nova fase no ensino a dist&acirc;ncia, sobretudo a partir da d&eacute;cada de 90, quando se tornaram acess&iacute;veis os computadores pessoais, os materiais multim&eacute;dia e o acesso &agrave; internet. Novas formas de ensino, nomeadamente, o <i>e-learning<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> </i>ou o <i>b-learning<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a></i> foram entretanto surgindo a partir desta entrada das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o no contexto educativo.</p>     <p>Concretamente, a internet - que se constitui como o factor mais fraturante dos &uacute;ltimos anos no dom&iacute;nio da comunica&ccedil;&atilde;o, acabou por ter um impacto enorme na educa&ccedil;&atilde;o. A maleabilidade na gest&atilde;o do tempo, a conectividade, o acesso a uma grande diversidade de conte&uacute;dos e fontes, a possibilidade de incluir outras din&acirc;micas na investiga&ccedil;&atilde;o e na aprendizagem que tornassem o estudante mais ativo, bem como a crescente ubiquidade, s&atilde;o dimens&otilde;es que tornaram a internet numa ferramenta essencial ao ensino contempor&acirc;neo. E no caso particular do ensino n&atilde;o presencial, estas vantagens s&atilde;o ainda mais evidentes. Os cursos <i>online</i>, ou que conjugam recursos <i>online</i> com aprendizagem presencial, tornaram-se na op&ccedil;&atilde;o mais l&oacute;gica para o ensino superior vencer as barreiras geogr&aacute;ficas do campus e conseguir aumentar a sua oferta. Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, a taxa de crescimento das matr&iacute;culas para cursos que tenham alguma componente letiva <i>online</i> tem sido superior ao aumento das matr&iacute;culas em cursos inteiramente presenciais (Betts, Hartman &amp; Hoxholm, 2010). Estas op&ccedil;&otilde;es tornaram-se muito atrativas, sobretudo num contexto de crescente competitividade formativa e contra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. O processo revela-se vantajoso para ambos os lados. As IES vencem barreiras geogr&aacute;ficas, rentabilizando a sua marca para al&eacute;m dos mercados. Al&eacute;m disso, podem aumentar a sua oferta, com custos mais reduzidos e, em teoria, sem limita&ccedil;&atilde;o de vagas. Os alunos tamb&eacute;m podem beneficiar economicamente de vantagens, quer nas inscri&ccedil;&otilde;es, quer nas desloca&ccedil;&otilde;es, na perman&ecirc;ncia, ou no pr&oacute;prio acesso a materiais de apoio (Betts, Hartman &amp; Hoxholm, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A explos&atilde;o do v&iacute;deo na internet</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento e o favorecimento da aprendizagem com recurso ao v&iacute;deo vieram a tornar-se processos intr&iacute;nsecos &agrave;s pr&oacute;prias din&acirc;micas da sociedade e da economia do s&eacute;culo XXI. Basta pensar no lan&ccedil;amento, em 2006, da Khan Academy<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, ou no ano seguinte, do projeto iTunes U<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, da Apple. O v&iacute;deo parece ser o meio adequado &agrave; aprendizagem numa sociedade tendencialmente seduzida pelo conhecimento, mas simultaneamente ref&eacute;m das in&uacute;meras solicita&ccedil;&otilde;es do quotidiano.</p>     <p>Na verdade, esta aproxima&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o aos conte&uacute;dos videogr&aacute;ficos &eacute; j&aacute; muito antiga. J&aacute; em 1913, Thomas Edison previa numa entrevista que n&atilde;o faltaria muito para que a aprendizagem passasse a ser feita com base na imagem em movimento e n&atilde;o nos livros. Estes, disse Edison, tornar-se-iam obsoletos (Shih <i>et al.,</i> 2007). Efetivamente, como j&aacute; vimos, embora n&atilde;o faltasse muito tempo para que o v&iacute;deo passasse a ser bastante popular como ferramenta formativa, a profecia de Edison nunca se veio a concretizar. O v&iacute;deo popularizou-se, mas n&atilde;o levou ao abandono do texto. Ao inv&eacute;s, a realidade veio mostrar que diferentes linguagens se adequam com graus diversos de efic&aacute;cia a contextos espec&iacute;ficos. E compreender a forma como o v&iacute;deo veio a tornar-se t&atilde;o dominante na internet, implica, precisamente, perceber a constante negocia&ccedil;&atilde;o entre a adequa&ccedil;&atilde;o ao objetivo e a disponibilidade tecnol&oacute;gica.</p>     <p>Embora em contextos de aprendizagem sejam conhecidos os diferentes fatores que determinam a maior efic&aacute;cia de uma linguagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outra, a verdade &eacute; que, muitas vezes, s&atilde;o as condicionantes t&eacute;cnicas que determinam a escolha. Com efeito, embora o v&iacute;deo n&atilde;o seja um recurso <i>online</i> recente, o facto de inicialmente ser dif&iacute;cil de pesquisar e, sobretudo, o peso dos ficheiros, atrasaram a generaliza&ccedil;&atilde;o do seu uso (Scott, 2010). Foi, precisamente, a partir do momento em que houve condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que permitiram o seu consumo com rapidez e qualidade e a sua produ&ccedil;&atilde;o de forma menos onerosa, que o v&iacute;deo se come&ccedil;ou a tornar num recurso amplamente usado. A quest&atilde;o do tempo de espera era (e &eacute;) absolutamente determinante na utiliza&ccedil;&atilde;o <i>online</i> (Weinberg, 2000). Por isso, at&eacute; a internet ter condi&ccedil;&otilde;es adequadas ao consumo de ficheiros mais pesados, o texto assumiu uma preponder&acirc;ncia que nem sempre se justificava por motivos funcionais. Entretanto, &agrave; medida que os acessos de banda larga se foram generalizando, o v&iacute;deo tornou-se uma experi&ecirc;ncia mais gratificante. Concomitantemente, o texto foi perdendo espa&ccedil;o, sendo agora cada vez mais escolhido apenas de acordo com a sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; fun&ccedil;&atilde;o e ao objetivo em causa.</p>     <p>Na vertigem do consumo de informa&ccedil;&atilde;o <i>online</i>, o v&iacute;deo tem uma enorme virtude que resulta da sua aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como percebemos o mundo, o que acontece grandemente atrav&eacute;s de sons e imagens em movimento (England &amp; Finney, 2002). &Eacute; por isso que ele &eacute; t&atilde;o interessante: h&aacute; uma naturalidade na perce&ccedil;&atilde;o das mensagens, para a qual tamb&eacute;m contribui a larga exposi&ccedil;&atilde;o da sociedade &agrave; televis&atilde;o, apreendendo c&oacute;digos complexos espec&iacute;ficos da linguagem audiovisual (England &amp; Finney, 2002). Simultaneamente, n&atilde;o podemos esquecer a forma como o c&eacute;rebro humano reage, na sua heran&ccedil;a mais primitiva, aos novos est&iacute;mulos existentes no espa&ccedil;o envolvente. A compreens&atilde;o desse mecanismo biol&oacute;gico chamado <i>orienting response</i> (Lang, 2000) &eacute; particularmente &uacute;til quando se pensa na forma de captar ou manter a aten&ccedil;&atilde;o dos utilizadores. E, efetivamente, se nos focarmos no caso espec&iacute;fico das p&aacute;ginas de internet, estas s&atilde;o duas ideias centrais para entender o potencial apelativo do v&iacute;deo em rela&ccedil;&atilde;o ao texto escrito: est&iacute;mulo sensorial e aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade. Al&eacute;m tudo isto, note-se ainda a sua enorme plasticidade num meio multifacetado como &eacute; a internet. O v&iacute;deo tanto se adequa &agrave; leveza dos conte&uacute;dos de entretenimento, como cria novos objetos, articulando-se com outras linguagens e refor&ccedil;ando e ilustrando mensagens complexas, como acontece com a sua associa&ccedil;&atilde;o ao texto.</p>     <p>Al&eacute;m destas quest&otilde;es relacionadas com as especificidades e a frui&ccedil;&atilde;o da imagem em movimento, h&aacute; outras, de natureza tecnol&oacute;gica ou empresarial, que deram um claro impulso &agrave; expans&atilde;o online. Com efeito, as enormes virtudes de custo e alcance acabaram por levar ao desenvolvimento de produtos cada vez mais estruturados. As web TV - enquanto plataformas com v&iacute;deo organizado, rapidamente revelaram enormes vantagens, sobretudo quando comparadas com formatos pr&eacute;-digitais (Villarreal <i>et al.,</i> 2010): 1. possibilidade de grande variedade de conte&uacute;dos disponibilizados, sendo as limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o ou largura de banda praticamente inexistentes; 2. car&aacute;ter global, sem limites geogr&aacute;ficos de difus&atilde;o; 3. possibilidade de conhecimento dos p&uacute;blicos e dos seus h&aacute;bitos, atrav&eacute;s da contabiliza&ccedil;&atilde;o das audi&ecirc;ncias e acompanhamento rigoroso dos interesses dos espectadores; 4. baixo custo de produ&ccedil;&atilde;o possibilitado pela disponibilidade de tecnologia que permite alta qualidade de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o. Complementarmente, devem ainda referir-se as amplas possibilidades de arquivamento e pesquisa (com o eventual benef&iacute;cio acrescido do livre acesso a esses conte&uacute;dos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fatores de crescimento do v&iacute;deo online nas IES</b></p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, a produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo tem-se vindo a tornar cada vez mais acess&iacute;vel, porque menos onerosa. No entanto, durante muito tempo, produzir v&iacute;deo numa IES era algo que implicava um enorme investimento em tecnologia, nomeadamente em c&acirc;maras profissionais, <i>r&eacute;gies</i> e est&uacute;dios. Isto fazia com que a produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo de qualidade estivesse vedada &agrave; larga maioria das universidades. Posteriormente, a massifica&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores pessoais com uma capacidade de processamento cada vez maior constituiu a base sobre a qual se p&ocirc;de operar a mudan&ccedil;a. Mas outros fatores houve: o aparecimento e o desenvolvimento de material audiovisual destinado ao grande consumo, com caracter&iacute;sticas de utiliza&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada; bem como a melhoria do <i>software</i>, que passou a ser francamente mais intuitivo, eficiente e at&eacute; mesmo, em algumas situa&ccedil;&otilde;es, gratuito. Assim, n&atilde;o s&oacute; a necessidade de investimento em material diminuiu grandemente, como a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o quer de <i>hardware</i> quer de <i>software</i> aumentou. E desta forma, nos &uacute;ltimos anos, tornou-se poss&iacute;vel fazer v&iacute;deo de qualidade com tecnologia destinada ao grande consumo. </p>     <p>Esta democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo n&atilde;o pode apartar-se da transforma&ccedil;&atilde;o mais ampla que deu origem ao <i>prosumer</i> (Toffler, 1980), no &acirc;mbito da web 2.0. Com efeito, n&atilde;o foi s&oacute; a produ&ccedil;&atilde;o que se tornou acess&iacute;vel. Foi tamb&eacute;m a distribui&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo <i>online</i> que passou a ser um processo francamente simples, o que resultou numa multiplica&ccedil;&atilde;o exponencial de conte&uacute;dos na <i>web</i>. &Eacute; nesse contexto que estudos recentes (Madden, 2009) mostram como o v&iacute;deo na internet come&ccedil;ou a fazer cada vez mais parte da vida das pessoas, invadindo espa&ccedil;os de consumo habitualmente reservados &agrave; visualiza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos em <i>broadcast</i>. Isso tem sido muito vis&iacute;vel desde que a banda larga se espalhou, e o caso portugu&ecirc;s ilustra-o bem (Obercom, 2012). Por outro lado, esta apropria&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os tem sido recentemente impulsionada pela cada vez maior ubiquidade dos ecr&atilde;s. Num quotidiano cada vez mais exposto a uma enorme variedade de dispositivos, a diversifica&ccedil;&atilde;o da plataforma de recep&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das tend&ecirc;ncias mais relevantes do consumo de conte&uacute;dos videogr&aacute;ficos <i>online</i> e espelha-se no enorme crescimento da utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>tablets</i>, bem como no aumento de vendas de <i>smartphones</i> (aparelhos com ecr&atilde;s de dimens&otilde;es cada vez maiores, precisamente para proporcionar a melhor experi&ecirc;ncia de visionamento poss&iacute;vel<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>). Com efeito, o v&iacute;deo na internet expandiu-se para al&eacute;m do ecr&atilde; do computador e da <i>web</i> e o suporte de visionamento deixou de definir o meio.</p>     <p>A contextualiza&ccedil;&atilde;o do investimento das IES no v&iacute;deo <i>online</i> implica, ainda, uma refer&ecirc;ncia ao seu p&uacute;blico-alvo. Com efeito, sabemos hoje que &eacute; nos jovens que reside o mais acelerado processo de muta&ccedil;&atilde;o, quer no consumo medi&aacute;tico, quer nos h&aacute;bitos comunicacionais. Claro que o principal vetor dessa mudan&ccedil;a s&atilde;o os dispositivos m&oacute;veis, com destaque para o telem&oacute;vel, que &eacute; pequeno, &eacute; relativamente barato e representa o ideal da converg&ecirc;ncia comunicacional (Thulin &amp; Vihelmson, 2007). Sabemos, tamb&eacute;m, que o consumo deste grupo et&aacute;rio &eacute; cada vez mais n&atilde;o linear, independentemente da plataforma que usam. Assim, a internet &eacute; o meio natural de uma fatia significativa deste p&uacute;blico que as IES pretendem atingir. No contexto espec&iacute;fico de Portugal, cerca de 90% dos jovens entre os 15 e os 24 anos s&atilde;o utilizadores da internet (Obercom, 2012). E se &eacute; verdade que a parte do p&uacute;blico-alvo das IES dedicada &agrave; doc&ecirc;ncia e investiga&ccedil;&atilde;o tem uma idade superior, tamb&eacute;m &eacute; um facto que a utiliza&ccedil;&atilde;o da internet aumenta &agrave; medida que a escolaridade &eacute; mais alta (Obercom, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De facto, a internet &eacute; uma plataforma muito atrativa e cada vez mais importante no processo de <i>marketing</i> das IES (Rolfe, 2003). N&atilde;o s&oacute; h&aacute; esta forte identifica&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico-alvo, como tamb&eacute;m h&aacute; diversas vantagens no planeamento estrat&eacute;gico de comunica&ccedil;&atilde;o: diminui os custos de distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do (custos diretos, ainda que n&atilde;o porventura custos totais), permite a interatividade, elimina as barreiras de entrada/acesso e possibilita a promo&ccedil;&atilde;o cruzada com outros objetos. Esta &uacute;ltima dimens&atilde;o vem potenciar o efeito de outras formas de comunica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que atrav&eacute;s da internet podem criar-se novas visibilidades para outros suportes (como por exemplo as brochuras de divulga&ccedil;&atilde;o da oferta formativa), ou promover-se eventos [“pseudo-acontecimentos” criados pelas pr&oacute;prias IES, na ace&ccedil;&atilde;o de Daniel Boorstin (1992)] para que o seu eco na ciberesfera possa ser ainda mais consequente do que o evento em si.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O v&iacute;deo online como ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o das IES</b></p>     <p>No dom&iacute;nio empresarial, a utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo como instrumento de comunica&ccedil;&atilde;o interna e externa explodiu nos anos 80 (Werther, 1988), embora nessa altura claramente ainda limitado por quest&otilde;es econ&oacute;micas. No sector da educa&ccedil;&atilde;o, a Universidade de Vanderbilt, nos EUA, ter&aacute; sido pioneira, nessa altura, com a produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos nos quais um aluno da institui&ccedil;&atilde;o recebia um caloiro, tratando-o pelo nome (Kirp, 2003). No entanto, a gest&atilde;o interna da produ&ccedil;&atilde;o de imagem videogr&aacute;fica e a sua integra&ccedil;&atilde;o em televis&otilde;es em circuito fechado, <i>broadcast</i> ou internet, &eacute; um processo que s&oacute; se generalizou mais recentemente, coincidindo com a j&aacute; referida facilidade de acesso aos meios de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o. Mais do que isso, s&oacute; recentemente, o v&iacute;deo se tornou parte de pol&iacute;ticas articuladas de comunica&ccedil;&atilde;o das IES. A comunica&ccedil;&atilde;o corporativa (Argenti &amp; Forman, 2002) encontrou neste tipo de suporte uma ferramenta com m&uacute;ltiplas val&ecirc;ncias: comunica&ccedil;&atilde;o interna entre funcion&aacute;rios, docentes e estudantes; comunica&ccedil;&atilde;o com os principais <i>stakeholders</i>, gest&atilde;o da marca em torno de valores previamente identificados e, sobretudo, aproxima&ccedil;&atilde;o a potenciais alunos nacionais e internacionais. &Eacute; precisamente esta &uacute;ltima que pretendemos destacar: a integra&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo nos processos de comunica&ccedil;&atilde;o das IES destinados a influenciar a escolha dos prospetivos alunos.</p>     <p>A escolha de uma universidade ou de um curso &eacute;, naturalmente, complexa, n&atilde;o s&oacute; pela exist&ecirc;ncia de v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es, mas sobretudo pela diversidade de factores envolvidos (Briggs, 2006). Al&eacute;m disso, &agrave; partida, h&aacute; cada vez menos toler&acirc;ncia para o erro. Como explicam Slaughter e Rhoades (2004), a subida das propinas tem tornado os alunos cada vez mais conscientes do investimento que fazem e do retorno que esperam obter. Existe a perce&ccedil;&atilde;o de que esta escolha ter&aacute; implica&ccedil;&otilde;es pessoais grandes, n&atilde;o s&oacute; monet&aacute;rias como emocionais, que v&atilde;o para al&eacute;m da satisfa&ccedil;&atilde;o imediata com o produto escolhido. Naturalmente, al&eacute;m dos dados recolhidos pelo potencial aluno durante a pesquisa que faz, outros factores s&atilde;o decisivos na escolha, alguns dos quais est&atilde;o presentes bem antes do final do ensino secund&aacute;rio, como a influ&ecirc;ncia dos pais e do meio envolvente, entre outros (Kinzie <i>et al.</i>, 2004). A pr&oacute;pria reputa&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o pode bastar-se a si pr&oacute;pria na decis&atilde;o do estudante.</p>     <p>Constata-se, pois, que o comportamento dos consumidores num processo de compra &eacute; influenciado por diversos fatores, nomeadamente sociais, culturais e psicol&oacute;gicos. O modelo mais usado para explicar esta escolha - apesar de algumas varia&ccedil;&otilde;es - centra-se em cinco fases que ilustram o processo de resolu&ccedil;&atilde;o de um problema: 1. despertar da necessidade; 2. pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o; 3. avalia&ccedil;&atilde;o de alternativas; 4. decis&atilde;o de compra; 5. rea&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-compra (McCarthy &amp; Perreault 1987; Lilien, Kotler &amp; Moorthy, 1992). Naturalmente, nem todos os consumidores passam por estas fases da mesma forma. Afinal, usando uma compara&ccedil;&atilde;o prosaica mas eficaz, comprar o mesmo p&atilde;o todos os dias na padaria n&atilde;o implica uma ponderada avalia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de alternativas e o comprador pode saltar essa fase. Por isso, devem ser diferenciados os graus de envolvimento que uma decis&atilde;o pode requerer: desde os que t&ecirc;m uma natureza rotineira, at&eacute; aos mais complexos e menos frequentes, nos quais o consumidor passa por todas as fases do processo. Claramente, a escolha de um curso superior encaixa-se nestes processos extensivos.</p>     <p>Escolhas que requerem um envolvimento maior dependem mais da possibilidade de recolher informa&ccedil;&atilde;o. Essa necessidade &eacute; ainda mais premente porque, no caso da elei&ccedil;&atilde;o de um curso, grande parte do servi&ccedil;o &eacute; de natureza intang&iacute;vel, pelo que o estudante n&atilde;o pode experiment&aacute;-lo antes de o escolher (Moogan, Baron &amp; Harris, 1999). Assim, a quantidade e, sobretudo, a qualidade de informa&ccedil;&atilde;o disponibilizadas pela IES s&atilde;o essenciais para aumentar a confian&ccedil;a na escolha do produto. E a&iacute;, estudos como o de Briggs (2006) demonstram a crescente relev&acirc;ncia da internet como fonte de informa&ccedil;&atilde;o sobre a institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Note-se, por&eacute;m, que o processo de recolha de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; agora bem mais completo e intrincado do que h&aacute; anos atr&aacute;s (Kinzie <i>et al.</i>, 2004). Embora a internet permita pesquisas mais focadas e contactos por vezes mais diretos entre a institui&ccedil;&atilde;o e o candidato, a rede tamb&eacute;m implica que o aluno tenha agora de desbravar caminho entre muito mais informa&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; que uma IES pode ter mais dificuldade em fazer sobressair a sua oferta, sobretudo se n&atilde;o existir uma boa notoriedade da marca <i>a priori</i>.</p>     <p>Uma estrat&eacute;gia articulada de comunica&ccedil;&atilde;o deve partir do princ&iacute;pio de que h&aacute; diferentes objetivos a cumprir, consoante o est&aacute;gio em que se encontra o destinat&aacute;rio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; IES. E o v&iacute;deo <i>online</i> tem a plasticidade para se adaptar e articular (com os outros objetos de comunica&ccedil;&atilde;o) de forma a constituir essa resposta diferenciada. Desde logo, os v&iacute;deos adequam-se bem a tr&ecirc;s objetivos comunicacionais b&aacute;sicos explicados por Berger e Wallingford (1999): potenciar a consci&ecirc;ncia acerca da exist&ecirc;ncia da IES, desenvolver o conhecimento sobre a institui&ccedil;&atilde;o e despertar o gosto por esta. Mas, como referem os autores, &eacute; no refor&ccedil;o do "gosto" que o v&iacute;deo pode ser particularmente eficaz.</p>     <p>De facto, o v&iacute;deo tem uma capacidade &uacute;nica para comunicar o pessoal e o &iacute;ntimo, mostrando aos potenciais estudantes que a institui&ccedil;&atilde;o vai ao encontro das suas necessidades individuais (Berger &amp; Wallingford, 1997: 69). Trata-se, no fundo, de uma cada vez maior concretiza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia. Por um lado, os v&iacute;deos promocionais s&atilde;o frequentemente protagonizados por atuais alunos, antigos alunos com sucesso<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> e professores. A facilidade de colocar testemunhos nos conte&uacute;dos de v&iacute;deo &eacute; uma das mais-valias desta ferramenta e muitas institui&ccedil;&otilde;es j&aacute; identificaram o enorme potencial publicit&aacute;rio dos <i>alumni</i>. Por outro lado, a par com informa&ccedil;&otilde;es de fundo, de natureza curricular, administrativa ou ligada ao quotidiano dos estudantes, h&aacute; uma enorme vantagem em ilustrar alguns dos bens e objetos tang&iacute;veis que comp&otilde;em o produto global. A exist&ecirc;ncia desses bens, como explicam Kotler e Lee (2007), ser&aacute; muitas vezes essencial no processo de tomada de decis&atilde;o. E o v&iacute;deo &eacute; uma ferramenta ideal para essa informa&ccedil;&atilde;o ligeira, de f&aacute;cil consumo, que promove um conhecimento de outra natureza no prospetivo aluno. A&iacute; se incluem os v&iacute;deos que mostram os mais diversos aspetos da vida no <i>campus</i>, ou a divulga&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os espec&iacute;ficos, como uma lavandaria ou uma linha de apoio telef&oacute;nico. Mas n&atilde;o s&oacute;: o v&iacute;deo &eacute; cada vez mais usado para dar conta de todo o envolvimento, da pr&oacute;pria vida social e da din&acirc;mica da cidade. E esses s&atilde;o fatores que tamb&eacute;m pesam no momento da escolha. Efetivamente, o v&iacute;deo mostra e permite um contacto e uma compara&ccedil;&atilde;o de aspetos que, de outra forma, poderiam n&atilde;o acontecer, como a possibilidade de ver as instala&ccedil;&otilde;es da IES ou da cidade, por exemplo. Na era da internet, tem todo o sentido transpor o princ&iacute;pio dos desdobr&aacute;veis para a <i>web</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o com as prefer&ecirc;ncias individuais dos alunos a atingir, a estrat&eacute;gia de marketing das IES tem tamb&eacute;m como objetivo criar uma imagem de marca da institui&ccedil;&atilde;o. O <i>branding</i> constr&oacute;i-se de variadas maneiras, no sentido de tentar criar uma <i>top of mind awareness</i> (TOMA) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; IES em causa. Esta traduz-se na medida da reputa&ccedil;&atilde;o global da institui&ccedil;&atilde;o e na qualidade e no n&iacute;vel de reconhecimento no mercado em causa. A import&acirc;ncia deste fator &eacute; comprovada pelo estudo de Mazzarol, Soutar e Thein, levado a cabo em 2001, que, ao avaliar os fatores cr&iacute;ticos para a sele&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, conclui que existe uma significativa influ&ecirc;ncia (ou perce&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncia) da sua imagem de mercado. A TOMA aparece tamb&eacute;m como indicador em v&aacute;rios <i>rankings </i>de classifica&ccedil;&atilde;o do ensino superior, que s&atilde;o com frequ&ecirc;ncia ingredientes do caldo que d&aacute; origem &agrave; escolha de uma IES em detrimento de outra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia para um mapeamento</b></p>     <p>O n&uacute;mero total de IES em Portugal, incluindo ensino universit&aacute;rio e polit&eacute;cnico, p&uacute;blico e privado, &eacute; de 121 (FENPROF, 2012). No entanto, para este estudo de natureza explorat&oacute;ria foi definido um universo de IES que corresponde &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que integram o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>: Universidade Aberta (UAB), Universidade de Coimbra (UC), Universidade do Porto (UP), Universidade de Lisboa (UL), Universidade T&eacute;cnica de Lisboa (UTL), Universidade Nova de Lisboa (UNL), Universidade da Beira Interior (UBI), Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP), ISCTE - Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE), Universidade do Minho (UM), Universidade de Aveiro (UA), Universidade de &Eacute;vora (UE), Universidade dos A&ccedil;ores (UAC), Universidade do Algarve (UALG) e Universidade da Madeira (UMA).</p>     <p>Esta op&ccedil;&atilde;o pela circunscri&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise &agrave;s IES do CRUP (deixando de fora o ensino polit&eacute;cnico, a generalidade do privado, bem como o ensino superior policial e militar), justifica-se pelo facto de este representar a parte mais significativa do sistema<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> (FENPROF, 2012), bem como por se tratar de um universo que, apesar de espelhar a diversidade social e geogr&aacute;fica do pa&iacute;s, apresenta uma coer&ecirc;ncia enquanto corpo de an&aacute;lise.</p>     <p>Importa ressalvar que a presen&ccedil;a videogr&aacute;fica das IES na internet constitui um objeto de estudo em permanente mudan&ccedil;a, pelo que os resultados aqui apresentados constituem um retrato cronologicamente datado. N&atilde;o obstante, houve uma op&ccedil;&atilde;o pela recolha de dados em dois momentos, de forma a permitir uma maior solidez dos resultados apresentados. Pretendeu-se que a sistematiza&ccedil;&atilde;o proposta a partir dos dados observados resista melhor &agrave;s mudan&ccedil;as que eventualmente venham a registar-se nos processos e formatos de produ&ccedil;&atilde;o ou nas plataformas utilizadas para dissemina&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos v&iacute;deo.</p>     <p>Assim, num primeiro momento, foram contactados os servi&ccedil;os das reitorias ou das administra&ccedil;&otilde;es das IES e identificadas as estruturas respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de televis&otilde;es <i>web</i> nas institui&ccedil;&otilde;es centrais. Foram contactados e entrevistados os coordenadores ou respons&aacute;veis destas estruturas ou, na aus&ecirc;ncia de canais <i>web</i> definidos, os coordenadores da produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo da respetiva institui&ccedil;&atilde;o central. As entrevistas semiestruturadas foram realizadas presencialmente, por telefone ou por correio eletr&oacute;nico no ver&atilde;o de 2012 e visaram obter informa&ccedil;&otilde;es sobre tr&ecirc;s dimens&otilde;es: caracter&iacute;sticas gerais do canal (objetivos, defini&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blico-alvo e plataformas de divulga&ccedil;&atilde;o), conte&uacute;dos (periodicidade da produ&ccedil;&atilde;o, formatos produzidos e autoria) e recursos humanos (quantidade de colaboradores, v&iacute;nculo &agrave; entidade e forma&ccedil;&atilde;o). Nesta fase foram ainda visualizados os sites das IES referidos nas entrevistas para valida&ccedil;&atilde;o de dados.</p>     <p>Num segundo momento da investiga&ccedil;&atilde;o, durante a primavera de 2013, foi aprofundado o foco de an&aacute;lise. Foram visualizados os <i>sites</i> destas IES, e foi alargada a observa&ccedil;&atilde;o aos das respetivas faculdades ou unidades de ensino hierarquicamente ao mesmo n&iacute;vel. Foi ainda feita uma pesquisa nas plataformas de v&iacute;deo YouTube e Vimeo, a partir dos nomes da institui&ccedil;&atilde;o ou faculdade (por extenso e enquanto sigla). </p>     <p>Foram, assim, articulados os dados qualitativos e quantitativos obtidos nestes dois momentos, contextualizando as estruturas de produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo <i>online</i>, bem como as pr&aacute;ticas desenvolvidas por estas, de forma a construir um mapeamento das pr&aacute;ticas mais representativas desta realidade em Portugal. De acordo com a natureza do estudo, a dimens&atilde;o do universo e a quantidade de pr&aacute;ticas identificadas, optou-se por ilustrar apenas as tend&ecirc;ncias mais relevantes e n&atilde;o a totalidade dos procedimentos, sob pena de tal op&ccedil;&atilde;o resultar numa an&aacute;lise demasiado dispersa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O v&iacute;deo nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior em Portugal</b></p>     <p>A chegada do v&iacute;deo <i>online</i> &agrave;s IES portuguesas &eacute; recente. De forma geral, &eacute; na primeira d&eacute;cada do novo mil&eacute;nio que s&atilde;o criados canais de natureza diversa em todas as institui&ccedil;&otilde;es centrais do CRUP. O desenvolvimento desses canais veio refletir, sobretudo, preocupa&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o da imagem da institui&ccedil;&atilde;o. Com efeito, os objetivos mais frequentes da produ&ccedil;&atilde;o videogr&aacute;fica nas IES s&atilde;o a comunica&ccedil;&atilde;o corporativa da institui&ccedil;&atilde;o (81,25%) e a capta&ccedil;&atilde;o de futuros alunos (75%). A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; apenas o terceiro objetivo (69%)<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Apesar destes resultados, a dimens&atilde;o formativa dos projetos de web TV est&aacute; presente em muitos casos, como veremos adiante.</p>     <p>Por vezes, a internet constitui-se como o caminho natural para o alargamento de uma pr&aacute;tica j&aacute; existente na institui&ccedil;&atilde;o, como nos casos da UBI ou da UAb. Efetivamente, a UBI havia j&aacute; implementado a TUBI em 1997, como canal de distribui&ccedil;&atilde;o em circuito interno e, mais tarde, em 2003, expandiu-se para a <i>web</i>. &Eacute; por isso considerado um dos projetos pioneiros neste dom&iacute;nio em Portugal. A Universidade Aberta, por outro lado, tinha uma experi&ecirc;ncia de outra natureza, uma vez que j&aacute; produzia conte&uacute;dos educativos para televis&atilde;o desde 1990. Neste caso, a expans&atilde;o para a internet chegou em 2002. De forma generalizada, e sob as formas mais distintas, o v&iacute;deo <i>online</i> foi-se estendendo a todas as IES do CRUP.</p>     <p>Efetivamente, quase todas as IES (87,5%) t&ecirc;m uma estrutura central que produz v&iacute;deo. No entanto, a generalidade destas estruturas n&atilde;o se pode dedicar em exclusivo ao apoio ou &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual para os canais <i>web</i>. Isso acontece porque, frequentemente est&atilde;o sob a al&ccedil;ada de servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o da Reitoria, ou em servi&ccedil;os de apoio audiovisual que t&ecirc;m nas web TV apenas mais uma de muitas tarefas. Por&eacute;m, a an&aacute;lise dos <i>sites</i> das institui&ccedil;&otilde;es, bem como a pesquisa feita nas plataformas de alojamento de v&iacute;deo mais comuns (YouTube e Vimeo) revela que todas as IES usam, de alguma forma, o v&iacute;deo na internet.</p>     <p>Neste universo, e tendo em conta a sua dimens&atilde;o, o v&iacute;deo &eacute; implementado sob formas de tal maneira diversificadas, que acabam por impossibilitar uma tipifica&ccedil;&atilde;o que contemple perfis com identidades bem diferenciadas. Ainda assim, &eacute; poss&iacute;vel identificar tend&ecirc;ncias, partindo da refer&ecirc;ncia a alguns dos casos. Os dados recolhidos no &acirc;mbito desta investiga&ccedil;&atilde;o revelam que quase metade (cerca de 43%) das universidades desenvolveram um canal dedicado com identidade pr&oacute;pria, associado &agrave; institui&ccedil;&atilde;o central. Estas web TV s&atilde;o canais assentes em plataformas que n&atilde;o sejam o YouTube ou o Vimeo. Note-se, que no caso espec&iacute;fico das web TV, se verificou que a quantidade de pr&aacute;ticas distintas corresponde praticamente ao n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A UAlgTV (da Universidade do Algarve) est&aacute; alojada numa plataforma de blogues, o Blogger. Para o alojamento de v&iacute;deo, o canal recorre ao YouTube. O URL da UAlgtv situa o canal fora da estrutura <i>online</i> da institui&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, o que se compreende pelo facto de se tratar de um projeto de dimens&atilde;o curricular implementado na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (ESEC). Estas op&ccedil;&otilde;es de alojamento t&ecirc;m um perfil de utiliza&ccedil;&atilde;o muito acess&iacute;vel, o que, certamente, facilita a manuten&ccedil;&atilde;o do projeto por grupos de alunos ano ap&oacute;s ano, mas, simultaneamente, permitem um controlo muito limitado sobre as op&ccedil;&otilde;es do interface, o que - em regra - pode implicar penaliza&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas e de usabilidade. Neste caso, as emiss&otilde;es s&atilde;o garantidas pelos alunos no &acirc;mbito de uma disciplina de produ&ccedil;&atilde;o televisiva que decorre apenas no segundo semestre, com o apoio de um t&eacute;cnico da escola. &Eacute; por isso que esta televis&atilde;o tem uma produ&ccedil;&atilde;o sazonal. A UAlgTV tem tamb&eacute;m um canal no You Tube, no entanto, n&atilde;o se assume como o canal de divulga&ccedil;&atilde;o privilegiado da UAlg. Esta universidade tem um canal no You Tube com um ritmo de carregamento de conte&uacute;dos mais intenso do que o projeto de televis&atilde;o da ESEC. No entanto, o canal da IES &eacute; mais disperso do que a UAlgTV: inclui conte&uacute;dos de <i>clipping</i> de televis&atilde;o e r&aacute;dio, v&iacute;deos promocionais, registos de eventos institucionais e v&iacute;deos focados no testemunho de alunos.</p>     <p>A liga&ccedil;&atilde;o da UAlgtv ao contexto letivo &eacute; apenas um dos casos exemplificativos no seio das IES estudadas, apesar de este modelo operacional n&atilde;o constituir a pr&aacute;tica mais seguida. Com efeito, de forma mais ou menos intensa, os alunos participam na produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo em cerca de metade das IES que t&ecirc;m uma unidade centralizada de produ&ccedil;&atilde;o, o que acaba por ter uma rela&ccedil;&atilde;o direta nos 50%<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> de estruturas de produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo que assumem ter uma componente de apoio &agrave; atividade letiva.</p>     <p>A TUBI &eacute; outro projeto essencialmente letivo. Assim, na Covilh&atilde;, a produ&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; sazonal, correspondendo &agrave; leciona&ccedil;&atilde;o de disciplinas da &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o. No entanto, o ritmo de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; bem distinto do que se encontra no Algarve. A TUBI &eacute; uma das estruturas que mais conte&uacute;dos produz em Portugal. E, ao contr&aacute;rio da UAlgtv, assume-se de forma mais evidente como o canal da Universidade da Beira Interior. Assim, embora exista um canal da UBI no You Tube, este tem uma dimens&atilde;o residual, quando comparado com o que o <i>site</i> da TUBI disponibiliza<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. &Eacute; na TUBI que, efectivamente, se encontram reportagens e uma vis&atilde;o ampla e organizada da atividade na IES e na regi&atilde;o envolvente. Esse posicionamento face &agrave; IES tamb&eacute;m se reflete no facto de o canal se encontrar dentro da estrutura do <i>site</i> da UBI<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a></p>     <p>No caso da UTADTV h&aacute; tamb&eacute;m uma liga&ccedil;&atilde;o curricular vincada, uma vez que os conte&uacute;dos s&atilde;o feitos por alunos de comunica&ccedil;&atilde;o. Esta web TV tem a particularidade de ter transmiss&atilde;o de conte&uacute;dos apenas uma vez por semana. Os programas s&atilde;o transmitidos em <i>streaming</i> e s&oacute; depois s&atilde;o disponibilizados em arquivo. Relativamente &agrave; pr&aacute;tica em contexto letivo, deve ainda ser referida a Escola das Artes da Universidade Cat&oacute;lica no Porto, cuja produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo neste contexto n&atilde;o tem paralelo no universo de IES estudado. A quase totalidade dos v&iacute;deos s&atilde;o realizados no &acirc;mbito de disciplinas ligadas &agrave; &aacute;rea, uma vez que se trata de uma escola direcionada para a forma&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e audiovisual. Os conte&uacute;dos podem ser vistos na pr&oacute;pria p&aacute;gina da escola, bem como no canal que a institui&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m no You Tube<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>Embora a liga&ccedil;&atilde;o aos alunos esteja sempre presente, ela n&atilde;o &eacute; t&atilde;o preponderante noutras estruturas de produ&ccedil;&atilde;o. A UCV (Coimbra) e a TVUP (Porto) s&atilde;o canais mais profissionalizados, com estruturas fixas de produ&ccedil;&atilde;o que constituem o <i>core</i> destas unidades. Isso reflete-se na din&acirc;mica produtiva das respetivas web TV. Ambas t&ecirc;m uma m&eacute;dia de produ&ccedil;&atilde;o de cerca de 40 conte&uacute;dos mensais<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Efetivamente, o ritmo de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; muito d&iacute;spar entre os v&aacute;rios projetos que t&ecirc;m canais dedicados. Estas duas institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as mais produtivas, no que diz respeito ao carregamento de v&iacute;deos <i>online</i>. No extremo oposto, podemos classificar a web TV da UE como um projeto estagnado que n&atilde;o renova conte&uacute;dos<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Importa referir que estas duas institui&ccedil;&otilde;es (UCV e TVUP) t&ecirc;m equipas de trabalho dedicadas (totalmente ou quase em exclusividade) ao projeto, o que n&atilde;o representa a situa&ccedil;&atilde;o mais comum. Nesse aspeto particular, encontrou-se tamb&eacute;m uma diversidade que impede qualquer tipifica&ccedil;&atilde;o no universo deste estudo, com estruturas que t&ecirc;m em graus diferentes a colabora&ccedil;&atilde;o de alunos, de professores, de t&eacute;cnicos ligados aos meios audiovisuais ou &agrave; inform&aacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A exist&ecirc;ncia de canais de web TV dedicados n&atilde;o exclui a presen&ccedil;a das IES nas plataformas mais comuns de alojamento de conte&uacute;dos. De facto, tr&ecirc;s quartos das IES (75%) t&ecirc;m canais da institui&ccedil;&atilde;o central no You Tube ou no Vimeo, quer seja em nome pr&oacute;prio, quer seja atrav&eacute;s da pr&oacute;pria web TV. Efetivamente, a pr&aacute;tica menos comum consiste na exist&ecirc;ncia de um &uacute;nico canal, independentemente da plataforma, para divulga&ccedil;&atilde;o exclusiva de v&iacute;deo da IES: apenas 25% das universidades implementam essa solu&ccedil;&atilde;o mais focada. Para compreender esta ideia de dispers&atilde;o, atente-se na rede de canais da UC. Al&eacute;m do canal dedicado, a UCV, a universidade tem um canal no Vimeo<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> (sem utiliza&ccedil;&atilde;o aparente), quatro canais no YouTube (um com a designa&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, outro para a rede de antigos estudantes<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>, outro chamado "Estou na UC"<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, e um &uacute;ltimo aparentemente abandonado<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>), para al&eacute;m de uma extens&atilde;o da pr&oacute;pria UCV<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Muitos dos v&iacute;deos s&atilde;o comuns entre os v&aacute;rios canais, o que &eacute; vis&iacute;vel, sobretudo nos conte&uacute;dos carregados ap&oacute;s a data de cria&ccedil;&atilde;o da UCV, no final de 2010.</p>     <p>Efetivamente, verifica-se que s&atilde;o poucas as IES que n&atilde;o t&ecirc;m um espa&ccedil;o de oferta estruturada de v&iacute;deos <i>online</i>. S&oacute; a UM, a UAC e a UCP n&atilde;o t&ecirc;m um canal num dos formatos j&aacute; referidos. Estas universidades optam por outra estrat&eacute;gia na divulga&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo. Partindo destes casos, h&aacute; duas realidades que importa destacar e distinguir: por um lado, a coloca&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo no portal da IES, por outro, a atividade diferenciada e aut&oacute;noma das unidades org&acirc;nicas e cursos das universidades<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. A UM coloca v&iacute;deo na <i>home page</i> do <i>site </i>da universidade. Mas, al&eacute;m disso, s&atilde;o rastre&aacute;veis sete canais oficiais mantidos por unidades org&acirc;nicas, cursos e projetos da UM no You Tube e no Vimeo<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. A UCP tem uma situa&ccedil;&atilde;o com bastantes paralelismos, mas constitui uma teia bem mais densa do que a da UM. Entre centros regionais, faculdades, institutos e cursos, a UCP tem um total de 15 canais no YouTube e no Vimeo<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. Al&eacute;m disso, algumas unidades org&acirc;nicas t&ecirc;m v&iacute;deo inserido na respetiva <i>home page</i>, como &eacute; o caso da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas, do Instituto de Bio&eacute;tica ou da Faculdade de Economia e Gest&atilde;o.</p>     <p>A UAC n&atilde;o tem canais de v&iacute;deo da IES. Encontram-se, por&eacute;m, no YouTube, um canal do Gabinete de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>e um outro do Departamento de Oceanografia e Pescas da UAC<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>, com imagens resultantes da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre a vida mar&iacute;tima.</p>     <p>Da observa&ccedil;&atilde;o dos <i>sites</i> destacam-se ainda algumas constata&ccedil;&otilde;es que importa referir. A exist&ecirc;ncia de canais sem atividade &eacute; frequente. Isso &eacute; vis&iacute;vel em canais dedicados (UEvoraTV), em canais do YouTube (&eacute; o caso - entre outros - de um dos dois canais do ISCTE<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>, cuja &uacute;ltima publica&ccedil;&atilde;o tem dois anos) e no Vimeo (como se verifica no canal da UC, com apenas uma publica&ccedil;&atilde;o datada de 2009<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>). Outro aspeto relevante &eacute; a quase aus&ecirc;ncia de v&iacute;deo em destaque na <i>home page</i> da IES. De facto, apesar desta prolifera&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo sob a al&ccedil;ada das universidades, h&aacute; uma fraca aposta na coloca&ccedil;&atilde;o destes conte&uacute;dos na <i>home page</i>: apenas 12,5% das universidades optam por lhe dar destaque na principal p&aacute;gina da institui&ccedil;&atilde;o. Relativamente ao iTunesU, a plataforma da Apple que aloja e distribui conte&uacute;dos educativos, h&aacute; seis IES em Portugal que participam no projeto. Dessas, apenas a UC est&aacute; inserida no universo deste estudo. No caso da UC, todos os conte&uacute;dos s&atilde;o de natureza educativa, e a maior parte n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel fora desta plataforma.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo <i>online</i> nas universidades portuguesas constitui uma realidade generalizada e diversa. Em Portugal, tal como noutros pa&iacute;ses, a transforma&ccedil;&atilde;o do ensino superior num produto e o endurecimento da luta pela capta&ccedil;&atilde;o de alunos condicionou fortemente o desenvolvimento e a aplica&ccedil;&atilde;o deste instrumento. Efetivamente - e isso &eacute; muito vis&iacute;vel no &acirc;mbito das institui&ccedil;&otilde;es centrais, a inten&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o videogr&aacute;fica prende-se, maioritariamente com a comunica&ccedil;&atilde;o corporativa e com a atra&ccedil;&atilde;o de novos alunos.</p>     <p>Os canais de v&iacute;deo <i>online</i> surgem, pois, nas IES como uma forma de diversificar as plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o da marca, refor&ccedil;ando-a e fortalecendo a rela&ccedil;&atilde;o desta com os (potenciais) consumidores (Nysveen, Thorbjornsen, &amp; Pedersen, 2005).</p>     <p>Este estudo mostra que, apesar de ser considerada importante, a comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do v&iacute;deo <i>online</i>, nem sempre &eacute; articulada. As institui&ccedil;&otilde;es centrais, normalmente atrav&eacute;s das reitorias ou dos servi&ccedil;os de administra&ccedil;&atilde;o, desenvolvem canais que por vezes acabam por coabitar com outros produtos semelhantes associados &agrave; mesma institui&ccedil;&atilde;o, o que pode ter consequ&ecirc;ncias na harmonia da chamada arquitectura da marca (Hemsley-Brown &amp; Goonawardana, 2007). Duas leituras podem ser feitas dessa realidade: uma passa pela inadvertida dispers&atilde;o da efic&aacute;cia, a outra pode decorrer de uma estrat&eacute;gia volunt&aacute;ria de multiplica&ccedil;&atilde;o das portas de entrada, segmentando os p&uacute;blicos (com os mesmos conte&uacute;dos), com o objetivo de chegar a mais pessoas. Independentemente da motiva&ccedil;&atilde;o que leva a essa divis&atilde;o e dos resultados que esta produz, constata-se que raramente h&aacute; uma articula&ccedil;&atilde;o global vis&iacute;vel da oferta videogr&aacute;fica dentro das unidades que comp&otilde;em as IES. Isto &eacute;: produz quem tem os meios e a sensibilidade para essa linguagem. De outra forma, n&atilde;o seria poss&iacute;vel explicar a aleatoriedade da exist&ecirc;ncia de canais em determinados cursos ou faculdades, perante a aus&ecirc;ncia nas restantes estruturas da mesma universidade.</p>     <p>Relativamente &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, alguns canais espelham uma preocupa&ccedil;&atilde;o vincada de criar um registo din&acirc;mico da vida na institui&ccedil;&atilde;o. E uma das formas mais consistentes usadas com esse intuito &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o de canais dedicados, por oposi&ccedil;&atilde;o a apresenta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o estruturadas ou &agrave; simples disponibiliza&ccedil;&atilde;o em plataformas de alojamento. As web TV surgem como plataformas <i>online</i> dedicadas e organizadas pelas IES, como contraponto &agrave; op&ccedil;&atilde;o tomada por algumas universidades de disponibilizar v&iacute;deos de forma err&aacute;tica, sem periodicidade definida, nem alinhamento tem&aacute;tico ou p&aacute;gina de alojamento est&aacute;vel. Efetivamente, a cria&ccedil;&atilde;o de uma web TV tem claras vantagens em rela&ccedil;&atilde;o a essa pr&aacute;tica, uma vez que se constr&oacute;i uma vis&atilde;o de conjunto assente numa continua&ccedil;&atilde;o temporal. A perce&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; um canal estruturado, com diversos conte&uacute;dos organizados que refletem a imagem e a marca da institui&ccedil;&atilde;o, pode representar uma abordagem mais interessante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; informalidade e dispers&atilde;o de outras solu&ccedil;&otilde;es, sobretudo quando se quer promover um regresso regular &agrave; p&aacute;gina para visualiza&ccedil;&atilde;o de novos conte&uacute;dos. A quantidade e a diversidade dos eventos registados acabam tamb&eacute;m por tornar-se num espelho da marca da IES, que assim tenta associar-se a uma imagem ativa. De todo o modo, a exist&ecirc;ncia de grelhas de programas definidas n&atilde;o constitui o modelo maiorit&aacute;rio neste universo. Com efeito, ainda h&aacute; varias universidades que produzem v&iacute;deos para a <i>web</i> s&oacute; e apenas quando h&aacute; motivo de reportagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A natureza do projeto condiciona igualmente a periodicidade e a regularidade da produ&ccedil;&atilde;o. Os alunos s&atilde;o uma pe&ccedil;a fundamental deste puzzle, mesmo quando est&atilde;o s&oacute; do lado de fora. O pulsar das IES implica, embora com diferentes graus, uma sazonalidade na produ&ccedil;&atilde;o. H&aacute; universidades que produzem todo o ano, mas que baixam a sua produ&ccedil;&atilde;o nas f&eacute;rias letivas. H&aacute; outras que produzem apenas quando os alunos t&ecirc;m trabalhos em cadeiras audiovisuais, normalmente ligadas &agrave;s &aacute;reas do jornalismo.   </p>     <p>O contexto revela tamb&eacute;m algumas disparidades na denomina&ccedil;&atilde;o da autoria dos v&iacute;deos em plataformas externas de alojamento. Efetivamente, podem questionar-se os esfor&ccedil;os desenvolvidos para tornar os v&iacute;deos vis&iacute;veis, pesquis&aacute;veis e rapidamente associados &agrave; institui&ccedil;&atilde;o. A denomina&ccedil;&atilde;o do autor pode ser um obst&aacute;culo &agrave; consulta da p&aacute;gina e &agrave; pesquisa da informa&ccedil;&atilde;o, sobretudo se este for uma entidade hierarquicamente interm&eacute;dia na organiza&ccedil;&atilde;o da IES que, naquele contexto, pretende representar toda a institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este &eacute;, pois, um terreno em clara expans&atilde;o. O v&iacute;deo espalhou-se pelos <i>sites</i>, <i>subsites</i> e plataformas de alojamento, mas raramente de forma articulada e objetiva. Essa poder&aacute; ser a fase seguinte, porventura alavancada pela escassez de meios provocada pela crise, ou pela procura de uma maior efici&ecirc;ncia produtiva: a articula&ccedil;&atilde;o da oferta em v&iacute;deo dentro das IES.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas </b></p>     <!-- ref --><p>Argenti, P., &amp; Forman, J. (2002). <i>The power of corporate communication: Crafting the voice and image of your business</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-5954201400030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barford J., &amp; Weston C. (1997). The use of video as a teaching resource in a new university. <i>British Journal of Educational Technology</i>. <i>28</i>(1), 40-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-5954201400030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barron, A. E. (2002). <i>Technologies for education: A practical guide</i>. Greenwood Village: Libraries Unlimited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-5954201400030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berger, K. A., &amp; Wallingford, H. P. (1997). Developing advertising and promotion strategies for higher education. <i>Journal of Marketing for Higher Education</i>. <i>7</i>(4), 61-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-5954201400030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Betts, K., Hartman, K., &amp; Oxholm, C. (2010). Re-examining &amp; repositioning higher education: 20 economic and demographic factors driving online and blended program enrollments. <i>Journal of Asynchronous Learning Networks</i> <i>13</i>(4), 3-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-5954201400030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bok, D. (2003). <i>Universities in the marketplace: The commercialization of higher education</i>. Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-5954201400030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bravo, J. L. (2010). El video educativo. Consultado em 23 de novembro de 2011 atrav&eacute;s de <a href="http://www.ice.upm.es/wps/jlbr/Documentacion/Libros/Videdu.pdf" target="blank">http://www.ice.upm.es/wps/jlbr/Documentacion/Libros/Videdu.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-5954201400030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Briggs, S. (2006). An exploratory study of the factors influencing undergraduate student choice: the case of higher education in Scotland. <i>Studies in Higher Education</i>, <i>31</i>(6), 705-722.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-5954201400030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brown, R. (2011). The march of the market. In M. Molesworth, R. Scullion &amp; E. Nixon (Eds.), <i>The marketisation of higher education : The student as consumer</i> (pp 11-25). Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-5954201400030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canterbury, R. M. (2000). Higher education marketing: A challenge. <i>Journal of Marketing for Higher Education</i>, <i>9</i>(3), 15-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-5954201400030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Copley, J. (2007). Audio and video podcasts of lectures for campus-based students: Production and evaluation of student use. <i>Innovations in Education and Teaching International</i>, <i>44</i>(4), 387-399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-5954201400030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cukier, J. (1997). Cost-benefit analysis of telelearning: Developing a methodology framework. <i>Distance Education, 18</i>(1), 137-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-5954201400030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diao, F. &amp; Sundar, S. (2004). Orienting Response and Memory for Web Advertisements: Exploring Effects of Pop-Up Window and Animation. <i>Communication Research 31</i> (5), 537-567.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-5954201400030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>England, E., &amp; Finney, A. (2002). <i>Managing multimedia</i>. Essex: Addison Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-5954201400030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> </p>     <!-- ref --><p>FENPROF. (2012). <i>O sistema de ensino superior em Portugal</i>. Consultado em 8 de agosto de 2013, em: <a href="http://www.fenprof.pt/download/fenprof/sm_doc/mid_132/doc_6444/anexos/sesp_parte_i.pdf" target="blank">http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_132/Doc_6444/Anexos/SESP_Parte_I.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-5954201400030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fill, K., &amp; Ottewill, R. (2006). Sink or swim: Taking advantage of developments in video streaming. <i>Innovations in Education and Teaching International, 43</i>(4), 397–408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-5954201400030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Furedi, F. (2011). Introduction to the marketisation of higher education and the student as consumer. In M. Molesworth, R. Scullion &amp; E. Nixon (Eds.), <i>The marketisation of higher education: the student as consumer</i> (pp. 1-9). Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-5954201400030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gerber, J. C. (2005). <i>A Pictorial history of the University of Iowa: An expanded edition</i>. Iowa City: University of Iowa Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-5954201400030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Haywood, H., Jenkins, R., &amp; Molesworth, M. (2011). A degree will make all your dreams come true: Higher education as the management of consumer desires. In M. Molesworth, R. Scullion &amp; E. Nixon (Eds.). <i>The marketisation of higher education: The student as consumer</i> (pp. 183-195). Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-5954201400030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hemsley-Brown, J., &amp; Goonawardana, S. (2007). Brand harmonization in the international higher education market. <i>Journal of Business Research, 60</i>, 942–948.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-5954201400030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inglis, A. (2007). A comparison of online delivery costs with some alternative distance delivery methods. In M. Moore &amp; W. Anderson (Eds.), <i>Handbook of Distance Education</i> (pp 727-742). New Jersey: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-5954201400030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kinzie, J., Palmer, M., Hayek, J., Hossler, D., Jacob, S. A., &amp; Cummings, H. (2004). <i>Fifty years of college choice: Social, political and institutional influences on the decision-making process</i>. Indianapolis: Lumina Foundation for Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-5954201400030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kirp, D. (2003). <i>Shakespeare, Einstein, and the bottom line: The marketing of higher education</i>. Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-5954201400030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kotler, P. (2000). <i>Marketing management (millennium edition)</i>. New Jersey: Prentice-Hall Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-5954201400030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kotler, P., &amp; Lee, N. (2007). <i>Marketing in the public sector: A roadmap for improved performance</i>. New Jersey: Wharton School Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-5954201400030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lang, A. (2000<i>). The limited capacity model of mediated message processing. Journal of Communication</i>, <i>50</i>(1), 46-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-5954201400030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lilien, G. L., Kotler, P., &amp; Moorthy, K. S. (1992). <i>Marketing models</i>. New Jersey: Prentice-Hall International Editions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-5954201400030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lynce, P. (2002). Pref&aacute;cio. In J. V. Sim&atilde;o, S. M. Santos &amp; A. A. Costa (Eds.), <i>Ensino superior: Uma vis&atilde;o para a pr&oacute;xima d&eacute;cada </i>(pp. 11-16). Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-5954201400030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Madden, M. (2009). <i>The Audience for online video-sharing sites shoots up</i>. Pew International. Consultado em 23 de setembro de 2013, atrav&eacute;s de <a href="http://fe01.pewinternet.org/reports/2009/13--the-audience-for-online-videosharing-sites-shoots-up.aspx" target="blank">http://fe01.pewinternet.org/Reports/2009/13--The-Audience-for-Online-VideoSharing-Sites-Shoots-Up.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-5954201400030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marginson, S. (2006). Dynamics of national and global competition in higher education. <i>Higher Education, 52</i>, 1–39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-5954201400030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mazzarol, T., Soutar, G., &amp; Thein, V. (2001). Critical success factors in the marketing of an educational institution: A comparison of institutional and student perspectives. <i>Journal of Marketing for Higher Education</i>,<i> 10</i>(2), 39-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-5954201400030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McCarthy, E. J., &amp; Perreault, W. D. (1987). <i>Basic marketing</i>. Homewood: Irwin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-5954201400030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Molesworth, M., Scullion, R., &amp; Nixon, E. (Eds). (2011). <i>The marketisation of higher education: The student as consumer</i>. Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-5954201400030000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moogan, Y. J., Baron, S., &amp; Harris, K. (1999). Decision-making behaviour of potential higher education students. <i>Higher Education Quarterly, 53</i>(3), 211-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-5954201400030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Moskal, P. D., &amp; Dziuban, C. D. (2001). Present and future directions for assessing cybereducation: The changing research paradigm. In L. Vandervert, L. Shavinina, &amp; D. Cornell (Eds.), <i>CyberEducation </i>(pp. 157-184). Larchmont, NY: Ann Liebert.</p>     <!-- ref --><p>Neave, G., &amp; Amaral, A. (2012). Introduction. On exceptionalism: the nation, a generation and higher education. In G. Neave &amp; A. Amaral, <i>Higher education in Portugal 1974-2009: A nation, a generation </i>(pp - 1-48). Dordrecht: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-5954201400030000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Negash, S., Whitman, M. E., Woszczynski, A. B., Hoganson, K., &amp; Mattord, H. (2008). <i>Handbook of distance learning for real-time and asynchronous information technology education</i>. Hershey: Information Science Reference.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-5954201400030000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicolescu, L. (2009). Applying marketing to higher education: Scope and limits. <i>Management &amp; Marketing, 4</i>(2), 35-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-5954201400030000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nysveen, H., Thorbjornsen, H., &amp; Pedersen, P. E. (2005). WebTV channel additions: Channel complementarity in the broadcasting industry. <i>International Journal on Media Management, 7</i>(3-4), 127-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-5954201400030000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Obercom. (2012). <i>Sociedade em rede. A internet em Portugal 2012</i>. Lisboa: Obercom. Consultado em 14 de agosto de 2013, atrav&eacute;s de <a href="http://www.obercom.pt/client/?newsid=548&amp;filename=sociedaderede2012.pdf" target="blank">http://www.obercom.pt/client/?newsId=548&amp;fileName=sociedadeRede2012.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-5954201400030000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peters, O. (1994). Distance education and industrial production: A comparative interpretation in outline. In D. Keegan (Ed.), <i>Otto Peters on distance education: The industrialization of teaching and learning</i> (pp. 107-127). London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-5954201400030000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Recio, A. M., &amp; Ortega, S. C. (2012). La televisi&oacute;n (por internet) de la Universidade de C&oacute;rdoba. <i>EDMETIC, Revista de Educaci</i><i>&oacute;n Medi&aacute;</i><i>tica y TIC, 1</i>(1), 29-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-5954201400030000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rolfe, H. (2003). University strategy in an age of uncertainty: The effect of higher education funding on old and new universities. <i>Higher Education Quarterly</i>,<i> 57</i>(1), 24–47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-5954201400030000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scott, D. M. (2010). <i>The new rules of marketing and PR: How to use social media, blogs, news releases, online video and viral marketing to reach buyers directly</i>. New Jersey: John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-5954201400030000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scullion, R., Molesworth M., &amp; Nixon, E. (2011). Arguments, responsibility and what is to be done about marketisation. In  M. Molesworth, E. Nixon &amp; R. Scullion (Eds.), <i>The marketisation of higher education: the student as consumer</i> (pp. 227-236). Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-5954201400030000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shih, T. K., Hung, J. C., Ma, J., &amp; Jin, Q. (2007). A survey of distance education challenges and technologies. In T. K. Shih &amp; J. C. Hung (Eds.), <i>Future directions in distance learning and communication technologies </i>(pp. 1-27). Hershey: Idea Group Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-5954201400030000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Slaughter, S., &amp; Rhoades, G. (2004). <i>Academic Capitalism and the new economy: markets, state and higher education</i>. Baltimore: The Johns Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-5954201400030000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Temple, P. (2006). Branding higher education: Illusion or reality?. <i>Perspectives: Policy and Practice in Higher Education, 10</i>(1), 15-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-5954201400030000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thulin, E., &amp; Vilhelmson, B. (2007). Mobiles everywhere: Youth, the mobile phone, and changes in everyday practice. <i>Young</i>, <i>15</i>, 235-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-5954201400030000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toffler, A. (1980). <i>The third wave</i>. New York: William Morrow.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-5954201400030000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tracey, M. W., &amp; Richey R. C. (2005). The evolution of distance learning. <i>Distance Learning,</i> <i>2</i>(6),17-21.</p>     <!-- ref --><p>Villarreal, Y. (2010). Implementaci&oacute;n de la TV por internet en la Universidad Tecnol&oacute;gica de Panam&aacute;. Consultado em 1 de junho de 2013, atrav&eacute;s de <a href="http://www.virtualeduca.info/ponencias2010/116/tv_iternet_convocatoria_virtual_educa.doc" target="blank">http://www.virtualeduca.info/ponencias2010/116/TV_Iternet_Convocatoria_virtual_educa.doc</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-5954201400030000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Weinberg, B. (2000). Don't keep your internet customers waiting too long at the (virtual) front door. <i>Journal of Interactive Marketing</i>, <i>14</i>(1), 30-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-5954201400030000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Werther, W. B. (1988). Corporate video applications. <i>Leadership &amp; Organization Development Journal, 9</i>(4), 3-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-5954201400030000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Williams, M., Paprock, K., &amp; Covington, B. (1999). <i>Distance learning. The essential guide</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-5954201400030000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Sobre as limita&ccedil;&otilde;es da aplica&ccedil;&atilde;o direta dos conceitos do <i>marketing</i>  ao ensino superior cf. Nicolescu (2009).</p>      <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Tipicamente traduzido como “ensino a dist&acirc;ncia”, consiste essencialmente (apesar da variedade de formas poss&iacute;veis) na leciona&ccedil;&atilde;o com recurso a ferramentas online, utilizando muitas vezes o v&iacute;deo.</p>      <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Trata-se do “<i>blendend-learning</i>”, que integra o <i>e-learning</i> com tempos de contacto efetivo entre professor e aluno.</p>      <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Projeto de natureza n&atilde;o comercial, que distribui v&iacute;deos educativos gratuitos em v&aacute;rias l&iacute;nguas e sobre v&aacute;rios temas na internet em <a href="http://www.khanacademy.org/" target="blank">www.khanacademy.org</a>.</p>      <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Projeto da Apple que disponibiliza gratuitamente conte&uacute;dos educativos em &aacute;udio e v&iacute;deo, maioritariamente produzidos por universidades.</p>      <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> &Eacute; precisamente esse o motivo que est&aacute; na origem recente da express&atilde;o aglutinadora "phablet", que designa dispositivos cujas dimens&otilde;es os colocam entre o <i>tablet</i> e o <i>smartphone</i>.</p>      <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Note-se que os estudantes de sucesso s&atilde;o um bem comunicacional extremamente valioso e que as universidades os usam cada vez mais (Rolfe, 2003).</p>      <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> O CRUP compreende todas as universidades p&uacute;blicas nacionais, bem como a privada UCP.</p>      <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Aqui se concentram a maior parte das vagas, dos alunos e dos ciclos de forma&ccedil;&atilde;o (FENPROF, 2012).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Percentagens de respondentes que referiram estes objetivos numa pergunta fechada de escolha m&uacute;ltipla.</p>      <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Em <a href="http://ualgtv.blogspot.pt" target="blank">http://ualgtv.blogspot.pt</a>.</p>      <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Percentagens de respondentes que referiram este objetivo numa pergunta fechada de escolha m&uacute;ltipla.</p>      <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> O canal da UBI tem cerca de 30 conte&uacute;dos, enquanto a TUBI tem mais de 600 (dados referentes &agrave; visualiza&ccedil;&atilde;o efetuada em maio de 2013).</p>      <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Em <a href="http://www.tubi.ubi.pt" target="blank">http://www.tubi.ubi.pt</a>.</p>      <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/artesucp" target="blank">http://www.youtube.com/user/artesucp</a></p>      <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> A aferi&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia deste valor s&oacute; pode ser concretizada quando comparado com outros projetos semelhantes. A NovaTV produz uma m&eacute;dia de cerca de 5 v&iacute;deos por m&ecirc;s (valor calculado de acordo com o total de v&iacute;deos no site da televis&atilde;o e o n&uacute;mero de meses em atividade).</p>      <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Durante os seis primeiros meses de 2013 n&atilde;o houve qualquer altera&ccedil;&atilde;o no &uacute;nico conte&uacute;do disponibilizado na p&aacute;gina.</p>      <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Em <a href="http://vimeo.com/user1368100" target="blank">http://vimeo.com/user1368100</a></p>      <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/univdecoimbra" target="blank">http://www.youtube.com/user/UnivDeCoimbra</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/redeucoimbra?feature=" target="blank">http://www.youtube.com/user/RedeUCoimbra?feature=</a></p>      <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/estounauc" target="blank">http://www.youtube.com/user/estounaUC</a></p>      <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/videosnewsletteruc?feature=" target="blank">http://www.youtube.com/user/videosnewsletterUC?feature=</a></p>      <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/coimbraucv" target="blank">http://www.youtube.com/user/CoimbraUCV</a></p>      <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Embora em grande parte das IES a express&atilde;o "unidade org&acirc;nica" identifique faculdades ou organismos hierarquicamente id&ecirc;nticos, usamos neste texto essa express&atilde;o para designar igualmente departamentos, sec&ccedil;&otilde;es e gabinetes.</p>      <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> O Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o tem um canal no You Tube (e outro no Vimeo, embora vazio), assim como a Escola de Ci&ecirc;ncias, e a Escola de Engenharia. Existe ainda no You Tube, o canal Estrat&eacute;gia Europa 2020, que &eacute; uma parceria entre o Centro e-Learning da TecMinho, da Escola de Economia e Gest&atilde;o da Universidade do Minho, do Centro de Computa&ccedil;&atilde;o Gr&aacute;fica, e do Gabinete de Apoio ao Ensino da Universidade do Minho. H&aacute; um canal no You Tube do Gabinete de Apoio ao Ensino e o Centro de Biologia Molecular e ambiental da UM tem um canal no Vimeo.</p>      <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> No You Tube encontramos um canal da Cat&oacute;lica Lisbon School of Business and Economics, bem como um espec&iacute;fico para os Mestrados executivos dessa mesma escola. O Centro Regional de Braga tem tamb&eacute;m um canal no You Tube, assim como o do Porto (dois canais), a Escola de Lisboa da Faculdade de Direito, o Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa, a Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas, o Instituto de Estudos Pol&iacute;ticos, a Escola das Artes, a Escola Superior de Biotecnologia e a Faculdade de Economia e Gest&atilde;o do Porto. No Vimeo encontram-se canais da Cat&oacute;lica no Porto, do programa produzido pela Escola das Artes para a RTP2 e da Faculdade de Economia e Gest&atilde;o.</p>      <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/griuac?feature=" target="blank">http://www.youtube.com/user/griuac?feature=</a></p>      <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/imagdop" target="blank">http://www.youtube.com/user/ImagDOP</a></p>      <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Em <a href="http://www.youtube.com/user/iscteiul/videos?sort=da&amp;view=0&amp;flow=grid" target="blank">http://www.youtube.com/user/ISCTEIUL/videos?sort=da&amp;view=0&amp;flow=grid</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Em <a href="http://vimeo.com/user1368100" target="blank">http://vimeo.com/user1368100</a></p> </html>      ]]></body><back>
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