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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[De que falamos quando falamos de infoexclusão e literacia digital? Perspetivas dos nativos digitais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Digital divide and digital literacy are recurrent themes in the scientific debate due to the accelerating technological progress. In this qualitative study we analyze digital natives perceptions on this issue, including their thoughts on digital divide between young people and older adults. One hundred thirty-five college students answered to several open questions through a questionnaire. Results illustrate the functional perception digital natives have regarding this theme, which is anchored in ageist perceptions. Although digital natives appear to have an excellent practical command of new technologies, it is important to link that knowledge with theoretical awareness regarding the digital divide, in order to improve their understanding and support of a digital literacy addressed to all.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>De que falamos quando falamos de infoexclus&atilde;o e literacia digital? Perspetivas dos nativos digitais<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</b></p>      <p><b>What do we mean when we talk about digital divide and digital literacy? Perspectives of digital natives.</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Magda S. Roberto*, Ant&oacute;nio Fidalgo**, David Buckingham***</b></p>      <p>*Investigadora de P&oacute;s-Doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, LabCom-Online Communication Lab, Universidade da Beira Interior, Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes, Avenida Marqu&ecirc;s d&#39;&Aacute;vila e Bolana, 6201-001, Covilh&atilde;, Portugal. (<a href="mailto:magda.roberto@labcom.ubi.pt" target="_blank">magda.roberto@labcom.ubi.pt</a>).</p>      <p>**Reitor da UBI e Coordenador do LabCom. LabCom-Online Communication Lab, Universidade da Beira Interior, Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes, Avenida Marqu&ecirc;s d&#39;&Aacute;vila e Bolana, 6201-001, Covilh&atilde;, Portugal. (<a href="mailto:antonio.fidalgo@labcom.ubi.pt" target="_blank">antonio.fidalgo@labcom.ubi.pt</a>)</p>      <p>***Professor Catedr&aacute;tico em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o,&nbsp;Department of Social Sciences,&nbsp;Loughborough University,&nbsp;Leicestershire,&nbsp;LE11 3TU, Reino Unido. (<a href="mailto:d.buckingham@lboro.ac.uk" target="_blank">d.buckingham@lboro.ac.uk</a>)</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>A infoexclus&atilde;o e a literacia digital s&atilde;o temas presentes no debate cient&iacute;fico devido ao acentuado progresso tecnol&oacute;gico. Neste trabalho qualitativo analisamos as perce&ccedil;&otilde;es dos nativos digitais sobre esta problem&aacute;tica, nomeadamente as suas reflex&otilde;es sobre a desigualdade digital entre jovens e s&eacute;niores. Centro e trinta e cinco estudantes universit&aacute;rios responderam a v&aacute;rias quest&otilde;es abertas atrav&eacute;s de question&aacute;rio. Os resultados apresentam uma vis&atilde;o tecnol&oacute;gica funcional ancorada em perce&ccedil;&otilde;es idadistas. Apesar de os nativos digitais dominarem o uso das novas tecnologias, &eacute; fundamental expandirem o seu conhecimento te&oacute;rico sobre a infoexclus&atilde;o para que possa existir a compreens&atilde;o necess&aacute;ria para uma aposta na literacia digital dirigida a todos os p&uacute;blicos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Idadismo. Infoexclus&atilde;o. Literacia Digital. Nativos Digitais. Te&oacute;rico-Pr&aacute;tico.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Digital divide and digital literacy are recurrent themes in the scientific debate due to the accelerating technological progress. In this qualitative study we analyze digital natives perceptions on this issue, including their thoughts on digital divide between young people and older adults. One hundred thirty-five college students answered to several open questions through a questionnaire. Results illustrate the functional perception digital natives have regarding this theme, which is anchored in ageist perceptions. Although digital natives appear to have an excellent practical command of new technologies, it is important to link that knowledge with theoretical awareness regarding the digital divide, in order to improve their understanding and support of a digital literacy addressed to all.</p>      <p><b>Keywords</b>: Ageing. Digital Divide. Digital Literacy. Digital Natives. Theory-Practice.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>A sociedade da informa&ccedil;&atilde;o tem provocado altera&ccedil;&otilde;es profundas no mundo em que vivemos gerando novas din&acirc;micas econ&oacute;micas, sociais e culturais. O fasc&iacute;nio pela evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica decorrente das suas potencialidades tem a capacidade de cativar um p&uacute;blico diversificado e cada vez mais exigente (Cimadevilla, 2009). A utiliza&ccedil;&atilde;o exponencial das novas tecnologias reflete-se, por exemplo, atrav&eacute;s das crescentes taxas de ades&atilde;o &agrave; Internet que pela sua versatilidade afeta, direta ou indiretamente, a sociedade em geral. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, estimava-se a exist&ecirc;ncia de mil milh&otilde;es de utilizadores de Internet no mundo, o correspondente a uma taxa de penetra&ccedil;&atilde;o global de 15.4% (Obercom, 2009). Portugal tamb&eacute;m n&atilde;o tem sido alheio &agrave; cont&iacute;nua ades&atilde;o &agrave; Internet que no ano de 2003 era de 29%, passando para 35.7% em 2006, posteriormente para 38.9% em 2009 e estabelecendo-se nos 49.1% em 2011 (Obercom, 2009; 2011).</p>      <p>A necessidade de ajustamento &agrave; sociedade da informa&ccedil;&atilde;o tem levado &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de diversas pol&iacute;ticas promotoras do potencial das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TIC) e a tentativas de reformula&ccedil;&atilde;o dos programas de aprendizagem. Em Portugal, o primeiro diploma legal a surgir na &aacute;rea das TIC decorreu da Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n&ordm; 16/96 de 21/03/96 que criou a <i>Miss&atilde;o para a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o</i> com o prop&oacute;sito de elaborar o <i>Livro Verde para a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o</i> para servir de guia de refer&ecirc;ncia em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas a desenvolver nesta &aacute;rea (Santos, Mendes e Amaral, 2006).</p>      <p>No entanto, o caso das TIC n&atilde;o deixa de ser alheio ao seu reverso, tamb&eacute;m ele documentado nas estat&iacute;sticas que ilustram as dificuldades em promover um acesso universal aos meios tecnol&oacute;gicos que permita reduzir a infoexclus&atilde;o. A desigualdade de acesso &agrave;s TIC deve-se, entre outros fatores, &agrave;s diferen&ccedil;as nos usos que as pessoas d&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, aos tipos de ferramentas que utilizam e ao n&iacute;vel de intensidade de acesso &agrave;s TIC (Cebri&aacute;n-Herreros, 2009) sendo que fatores como o estatuto socio-econ&oacute;mico, a idade, o g&eacute;nero e a educa&ccedil;&atilde;o podem tamb&eacute;m ter um peso relevante no agravamento da popula&ccedil;&atilde;o infoexclu&iacute;da (e.g. Castells, 2001).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre aqueles que usufruem dos benef&iacute;cios das TIC na sua plenitude, encontram-se outros que permanecem apartados dos avan&ccedil;os que tanto caracterizam os modos de viver da sociedade atual. Sendo que as TIC devem garantir oportunidades equitativas no seu uso e acesso, permitindo que o conhecimento e a informa&ccedil;&atilde;o sejam fontes universais de bem estar e progresso (Declara&ccedil;&atilde;o de Bavaro, 2003), torna-se fundamental apostar em estrat&eacute;gias de literacia e de inclus&atilde;o digital que garantam a possibilidade de gerir a aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias ao longo da vida (Rodr&iacute;guez, 2008) ao mesmo tempo que se fomenta uma sociedade coesa e participativa (P&eacute;rez Tornero, 2003).</p>      <p>Partindo da problem&aacute;tica da infoexclus&atilde;o, este trabalho qualitativo procura clarificar em que medida s&atilde;o percebidas e valorizadas as quest&otilde;es da desigualdade digital, e da rela&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o e tecnologia, tendo como ponto de partida as perce&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o designada de <i>&ldquo;nativa digital&rdquo;,</i> ou seja aquela que cresce ao mesmo tempo que uma determinada tecnologia internalizando os seus usos e compet&ecirc;ncias (Prensky, 2001; 2005). Deste modo, espera-se que os mais jovens que cada vez mais aprendem pela pr&aacute;tica (Livingstone, 2002) possam refletir sobre esta tem&aacute;tica contribuindo, por exemplo, para a clarifica&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da literacia digital no &acirc;mbito da infoexclus&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A problem&aacute;tica da infoexclus&atilde;o</b></p>      <p>No ano de 1999 a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE) apontava as diferen&ccedil;as no crescimento entre pa&iacute;ses como uma realidade inerente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica &ldquo;Visions of a global knowledge-based economy and universal electronic commerce, characterised by the &lsquo;death of distance&rsquo; must be tempered by the reality that half the world&rsquo;s population has never made a telephone call, much less accessed the Internet.&rdquo; (OCDE, 1999, p.5). A perce&ccedil;&atilde;o desta desigualdade no acesso &agrave;s novas tecnologias acaba por retratar um problema antigo da realidade internacional que passa pelos diferentes pontos de partida de desenvolvimento que cada pa&iacute;s apresenta e que a difus&atilde;o da tecnologia veio exarcebar (Na&ccedil;&otilde;es Unidas [NU], 2001). Apesar do progresso cont&iacute;nuo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com ganhos globais em termos de desenvolvimento humano, ainda existe um longo caminho a percorrer no sentido de colmatar as dissemelhan&ccedil;as entre o eixo mundial Norte-Sul que evolui a ritmos e n&iacute;veis diferentes (NU, 2001).</p>      <p>Desta forma, come&ccedil;amos por partir da refer&ecirc;ncia &agrave; infoexclus&atilde;o em contexto internacional que acaba por ir de encontro ao debate cl&aacute;ssico do progresso lento e irregular que assiste o crescimento dos pa&iacute;ses (Prebisch, 1951). Partindo desta vis&atilde;o subjacente a um n&iacute;vel de an&aacute;lise macro, depreende-se uma segunda dimens&atilde;o de cariz micro associada ao acesso individual/ dom&eacute;stico que tende a representar o cerne do debate cient&iacute;fico sobre a infoexclus&atilde;o (Comiss&atilde;o Econ&oacute;mica para a Am&eacute;rica Latina e Caribe [CEPAL], 2003). Neste caso, o que se observa s&atilde;o padr&otilde;es distintos de difus&atilde;o da tecnologia entre a popula&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s focando os que t&ecirc;m ou n&atilde;o acesso &agrave;s TIC (Hargittai, 2003), mas tamb&eacute;m em que medida os seus utilizadores t&ecirc;m as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para fazerem um uso adequado dos meios dispon&iacute;veis (DiMaggio, Hargittai, Celeste e Shafer, 2004). Isto significa que a infoexclus&atilde;o reflete muito mais do que o acesso &agrave; Internet, nomeadamente as consequ&ecirc;ncias que esse acesso comporta e a forma como o acesso, ao existir, &eacute; executado (Castells, 2004).</p>      <p>Entre as vari&aacute;veis explicativas que procuram avaliar a infoexclus&atilde;o nos seus diferentes quadrantes, seja ao n&iacute;vel do acesso &agrave;s TIC, das compet&ecirc;ncias dos seus utilizadores ou da frequ&ecirc;ncia de acesso (e.g. Van Dijk, 2005) percebe-se que a dimens&atilde;o socio-econ&oacute;mica e a escolaridade t&ecirc;m um papel explicativo importante na literatura da especialidade (Guill&eacute;n e Suarez, 2005).</p>      <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre estatuto socio-econ&oacute;mico e escolaridade parece recuperar a tradi&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o feita na &aacute;rea de estudos dos media que recorre &agrave; hip&oacute;tese da lacuna do conhecimento (e.g. Tichenor, Donohue e Olien, 1970) para explicar a exist&ecirc;ncia de desnivelamentos de conhecimento decorrentes de desigualdades da estrutura social, onde os m&eacute;dia contribuem para refor&ccedil;ar as diferen&ccedil;as existentes entre os diversos segmentos sociais (Riccitelli, 2007). Assim, as pessoas de estatuto socio-econ&oacute;mico mais elevado utilizam as TIC com maior frequ&ecirc;ncia, diversidade e qualidade refor&ccedil;ando o desnivelamento de conhecimento existente (e.g. Viswanath e Finnegan 1996).</p>      <p>Pensar na infoexclus&atilde;o e na sua proximidade com a desigualdade social implica, tamb&eacute;m, considerar a forma como o grupo dos nativos digitais pode ser atingido por esta problem&aacute;tica. Estas crian&ccedil;as e jovens que crescem ao mesmo ritmo que a tecnologia, podem ter menos oportunidades e maior dificuldade de aproveitamento de recursos quando inclu&iacute;das em fam&iacute;lias de classes sociais baixas por compara&ccedil;&atilde;o a crian&ccedil;as e jovens de fam&iacute;lias de classes altas (e.g. Livingstone e Helsper, 2007).</p>      <p>Contudo, considerar que a infoexclus&atilde;o se explica, na sua generalidade, por fatores socio-econ&oacute;micos e de escolaridade assume um cariz redutor. Da idade ao g&eacute;nero, passando por outras dimens&otilde;es que s&atilde;o j&aacute; explicativas de v&aacute;rias realidades de exclus&atilde;o social (e.g. idadismo), os grupos de maior vulnerabilidade s&atilde;o o foco desta desigualdade que reflete barreiras motivacionais e de conhecimento ilustrando um problema complexo, din&acirc;mico e que vai para al&eacute;m de diferen&ccedil;as entre quem acede, ou n&atilde;o, &agrave; Internet (Medina, 2005) expondo uma multiplicidade de fatores potencialmente explicativos da sua exist&ecirc;ncia.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <blockquote>&ldquo;(&hellip;) &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que cada grupo &eacute; heterog&eacute;neo, sendo constitu&iacute;do por uma grande diversidade de indiv&iacute;duos, com diferentes percursos e experi&ecirc;ncias de vida e pertencendo a grupos com diferentes posicionamentos na estrutura social.&ldquo; (Cabecinhas, Lima e Chaves, 2006, p.7).</blockquote></p>      <p>Ao representar uma realidade que tanto se situa ao n&iacute;vel individual, como ao n&iacute;vel social ou at&eacute; mesmo ao n&iacute;vel geogr&aacute;fico, a infoexclus&atilde;o pressup&otilde;e quer o limitar do acesso e das intera&ccedil;&otilde;es ao espa&ccedil;o digital constrangendo a difus&atilde;o homog&eacute;nea das suas potencialidades (Keniston e Kumar, 2004); quer a possibilidade do exerc&iacute;cio da cidadania ativa que cada vez mais tem na Internet um espa&ccedil;o de debate p&uacute;blico (Norris, 2001).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A import&acirc;ncia da literacia digital</b></p>      <p>A viv&ecirc;ncia neste novo mundo de informa&ccedil;&atilde;o global vai requerer uma estreita rela&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o de cariz digital, no sentido de permitir a aquisi&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias que possibilitem acompanhar o progresso tecnol&oacute;gico. Em certa medida, esta educa&ccedil;&atilde;o dever&aacute; assumir-se enquanto um novo direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o (Rodr&iacute;guez, 2008), a partir do momento em que o acesso &agrave; Internet &eacute; inclusivamente percebido enquanto direito humano, reafirmando o direito &agrave; liberdade de express&atilde;o e de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de qualquer meio (Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 2012):</p>      <p>    <blockquote>&ldquo;El derecho a la alfabetizaci&oacute;n digital es un aspecto nuevo del derecho a la educaci&oacute;n, teniendo en cuenta, sin embargo, que la educaci&oacute;n digital ha de extenderse a todas las edades para no dejar fuera a nadie: ancianos, adultos y ni&ntilde;os.&rdquo; (P&eacute;rez Tornero, 2003, p.47).</blockquote></p>      <p>A educa&ccedil;&atilde;o ou literacia digital deve implicar n&atilde;o s&oacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador, e respetivas aplica&ccedil;&otilde;es, como tamb&eacute;m a aprendizagem de capacidades que permitam compreender e dominar a linguagem codificada e subjacente &agrave; cibercultura (Levy, 1999). Este tra&ccedil;o da literacia digital assume-se como determinante, inclusivamente na sua defini&ccedil;&atilde;o que deixa de estar centrada na utiliza&ccedil;&atilde;o instrumental da tecnologia para passar a refletir a literacia digital enquanto pr&aacute;tica social (Freitas, 2010).</p>      <p>Selber (2004) no seu livro <i>Multiliteracies for a Digital Age</i> prop&otilde;e uma perspetiva assente na ideia de que a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas reflete a forma mais b&aacute;sica e rudimentar de literacia digital, designada de literacia digital funcional onde as pessoas aprendem a utilizar as TIC enquanto ferramentas. Para al&eacute;m deste tipo de literacia, o autor refere ainda a exist&ecirc;ncia da literacia digital cr&iacute;tica que apela &agrave; vis&atilde;o das TIC enquanto artefactos culturais levando os utilizadores a questionarem a sua exist&ecirc;ncia, prop&oacute;sito e funcionalidade; para finalmente se alcan&ccedil;ar a literacia digital ret&oacute;rica onde o autor espera que os utilizadores possam tornar-se conscientes do contexto s&oacute;cio-cultural que envolve as TIC levando a que estejam plenamente informados sobre os processos que lhes subjazem (Selber, 2004).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, &eacute; cada vez mais pertinente perceber a literacia digital de forma ampla, enquadrando-a num espa&ccedil;o s&oacute;cio-cultural que envolve valores, pr&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias que operam em contexto tecnol&oacute;gico (Selfe, 1999). De acordo com Stone (2007) qualquer forma de literacia tem como ponto de partida as dimens&otilde;es social, cultural e hist&oacute;rica aumentado o valor da comunica&ccedil;&atilde;o e da linguagem enquanto ferramenta essencial que permite pensar e agir sobre o mundo (Vygotsky, 1988), incluindo o digital.</p>      <p>    <blockquote>&ldquo;(&hellip;) a tela, como novo espa&ccedil;o de escrita, traz significativas mudan&ccedil;as nas formas de intera&ccedil;&atilde;o entre escritor e leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto e at&eacute; mesmo, mais amplamente, entre o ser humano e o conhecimento. (&hellip;) a hip&oacute;tese &eacute; de que essas mudan&ccedil;as tenham consequ&ecirc;ncias sociais, cognitivas e discursivas, e estejam, assim, configurando um <i>letramento digital, </i>isto &eacute;, um certo <i>estado </i>ou <i>condi&ccedil;&atilde;o </i>que adquirem os que se apropriam da nova tecnologia digital e exercem pr&aacute;ticas de leitura e de escrita na tela, diferente do <i>estado </i>ou <i>condi&ccedil;&atilde;o </i>&ndash; do letramento &ndash; dos que exercem pr&aacute;ticas de leitura e de escrita no papel.&rdquo; (Soares, 2002, p.151).</blockquote></p>      <p>As dimens&otilde;es social, cultural e hist&oacute;rica, que assim subjazem &agrave; literacia digital, s&atilde;o essenciais para a sua rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima com a educa&ccedil;&atilde;o, para os que aprendem e os que ensinam: se por um lado a forma&ccedil;&atilde;o continua a ser necess&aacute;ria, por outro esta n&atilde;o &eacute;, e n&atilde;o poder&aacute; reduzir-se, ao princ&iacute;pio da acumula&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias centradas na literacia digital funcional, de cariz rudimentar (Cesarini, 2004).&nbsp;</p>      <p>As TIC alteram drasticamente a forma como vivemos, aprendemos e trabalhamos. Torna-se fundamental incluir novos instrumentos de aprendizagem, ao mesmo tempo que se elaboram conte&uacute;dos diversificados, que permitam balancear o formal e o informal referente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o digital (Vilella e Salvat, 2005). A promo&ccedil;&atilde;o da literacia digital &eacute; um contributo forte para o decr&eacute;scimo da infoexclus&atilde;o, promovendo uma sociedade participativa que inclui pessoas e grupos numa cultura marcada pelas TIC (Medina, 2005). Todavia, a aposta neste tipo de literacia &eacute;, na verdade, muito mais do que incluir pessoas infoexclu&iacute;das porque pretende construir uma forma&ccedil;&atilde;o que vai para al&eacute;m do uso da tecnologia dirigindo-se a todos, desde a inf&acirc;ncia at&eacute; &agrave; idade maior, possibilitando refletir sobre a informa&ccedil;&atilde;o e agir sobre a constru&ccedil;&atilde;o da autonomia individual (e.g. Perez Tornero, 2003).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Objetivos do estudo e metodologia</b></p>      <p><i>Objetivos</i></p>      <p>Com base na revis&atilde;o de literatura apresentada, o presente artigo tem como objetivo compreender os significados de conceitos como infoexclus&atilde;o e literacia digital partindo da perspetiva de nativos digitais que ao viverem rodeados do progresso tecnol&oacute;gico t&ecirc;m vindo a alterar a sua forma de pensar e processar a informa&ccedil;&atilde;o &ldquo;Our students today are all &ldquo;native speakers&rdquo; of the digital language of computers, video games and the Internet.&rdquo; (Prensky, 2001, p.1). Com esta recolha de dados procura-se explorar quest&otilde;es subjacentes aos conceitos j&aacute; referidos, utilizando os mesmos enquanto est&iacute;mulos para despertar a reflex&atilde;o dos participantes face &agrave; import&acirc;ncia de medidas educacionais promotoras da literacia digital.&nbsp;</p>      <p><i>Participantes</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra foi selecionada por conveni&ecirc;ncia, sendo composta por 135 estudantes universit&aacute;rios oriundos de programas de licenciatura (74.1%) ou mestrado (25.9%) de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior p&uacute;blica portuguesa localizada na &aacute;rea Metropolitana de Lisboa. Entre os participantes encontravam-se 89 estudantes do sexo feminimo e 46 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos. Os estudantes representavam v&aacute;rias &aacute;reas de ensino, sendo Servi&ccedil;o Social (26.7%), Sociologia (23%) e Inform&aacute;tica e Gest&atilde;o de Empresas (9.6%) os cursos com maior representa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><i>Instrumento</i></p>      <p>Os dados foram recolhidos atrav&eacute;s de question&aacute;rio que ao juntar quest&otilde;es fechadas e abertas permitiu obter dados quantitativos e qualitativos para an&aacute;lise posterior. O recurso &agrave;s quest&otilde;es abertas em question&aacute;rio permite a um maior n&uacute;mero de participantes fornecerem as suas respostas, exprimindo os seus pensamentos e perce&ccedil;&otilde;es. Este tipo de quest&atilde;o tende a produzir uma maior diversidade nas respostas entre os participantes, gerando maior riqueza de conte&uacute;do para an&aacute;lise (Berg, 2001).</p>      <p>As quest&otilde;es fechadas permitiram recolher dados sociodemogr&aacute;ficos sobre os participantes, enquanto as quest&otilde;es abertas foram de encontro aos objetivos do trabalho apresentados previamente e focando os seguintes t&oacute;picos: 1) significado do conceito de infoexclus&atilde;o; 2) perce&ccedil;&atilde;o de grupos sociais/ pessoas que diariamente t&ecirc;m maior dificuldade em aceder &agrave;s novas tecnologias; 3) fatores geradores das dificuldades em aceder &agrave;s novas tecnologias; 4) significado do conceito de literacia digital; 5) perce&ccedil;&atilde;o da necessidade de programas de literacia digital; 6) perfis dos grupos/ pessoas aos quais devem ser dirigidos os programas de literacia digital.</p>      <p><i>Procedimento</i></p>      <p>Os participantes preencheram o question&aacute;rio disponibilizado em sala de aula. Antes do seu preenchimento foi feita uma breve introdu&ccedil;&atilde;o ao tema em an&aacute;lise, onde tamb&eacute;m se esclareceu o conte&uacute;do do instrumento. O tempo m&eacute;dio de preenchimento foi de 20 minutos.</p>      <p>Ap&oacute;s recolha dos question&aacute;rios procurou obter-se feedback dos participantes sobre o tema e respetivas quest&otilde;es em an&aacute;lise.</p>      <p><i>An&aacute;lise dos Dados</i></p>      <p>Para analisar os dados recolhidos recorreu-se aos princ&iacute;pios da Grounded Theory (Glaser e Strauss, 1967) onde se parte dos dados obtidos, isto &eacute; da realidade observada, para a constru&ccedil;&atilde;o posterior dos conceitos atrav&eacute;s da an&aacute;lise cont&iacute;nua dos dados qualitativos e compara&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Ap&oacute;s esta fase inicial &eacute; poss&iacute;vel elaborar um sistema de categorias e subcategorias decorrente das informa&ccedil;&otilde;es avaliadas que, no final, representar&aacute; uma codifica&ccedil;&atilde;o compreensiva e estruturada do processo de an&aacute;lise de conte&uacute;do. Esta an&aacute;lise concetual permite, assim, uma evolu&ccedil;&atilde;o gradual da informa&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de um sistema de codifica&ccedil;&atilde;o representativo de categorias inclusivas que se baseiam na compara&ccedil;&atilde;o, extens&atilde;o e reformula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o (Glaser e Strauss, 1967).</p>      <p>O sistema de codifica&ccedil;&atilde;o final decorrente das respostas dos participantes &agrave;s quest&otilde;es abertas colocadas no question&aacute;rio permitiu obter 4 categorias principais com as suas respetivas subcategorias.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>An&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados </b></p>      <p>Em termos de resultados, a primeira categoria <i>Significados Atribu&iacute;dos ao Conceito de Infoexclus&atilde;o</i>, incorpora ideias e perce&ccedil;&otilde;es sobre a tem&aacute;tica da desigualdade digital identificadas pelos estudantes universit&aacute;rios. Na sua maioria, os participantes consideram que a infoexclus&atilde;o implica, e partindo da pr&oacute;pria palavra, o estar exclu&iacute;do de algo que &eacute; determinante na sociedade atual, seja a exclus&atilde;o do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o generalizada (N = 47), do uso pleno das TIC (N = 34) ou de compet&ecirc;ncias adequadas para realizar um uso eficaz das novas tecnologias (N = 24). Alguns participantes referiram n&atilde;o conhecer o conceito (N = 29).</p>      <p>O facto de a maioria dos estudantes universit&aacute;rios ter recorrido a ideias para definir a infoexclus&atilde;o que v&atilde;o de encontro aos diferentes n&iacute;veis da mesma j&aacute; identificados na literatura &eacute; um bom indicador da sua compreens&atilde;o deste conceito. Assim, tal qual refere Hargittai (2002) a infoexclus&atilde;o &eacute; uma problem&aacute;tica que vai para al&eacute;m da compreens&atilde;o das desigualdades de acesso &agrave;s TIC e, por consequ&ecirc;ncia, de acesso &agrave; sociedade da informa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m reflete uma dimens&atilde;o centrada nos diferentes n&iacute;veis de compet&ecirc;ncias online que os utilizadores possuem.</p>      <p>A segunda categoria, <i>Grupos Sociais com Dificuldades de Acesso &agrave;s TIC,</i> incide sobre os grupos de pessoas que os estudantes universit&aacute;rios percebem como sendo aqueles que t&ecirc;m mais dificuldade em manter-se em contacto com as TIC, refletindo as vari&aacute;veis que potenciam a ocorr&ecirc;ncia da infoexclus&atilde;o. Neste caso, formaram-se duas subcategorias em fun&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o que os estudantes universit&aacute;rios t&ecirc;m do acesso &agrave;s TIC: <i>Grupos Sociais com Acesso Elevado &agrave;s TIC</i> e <i>Grupos Sociais com Acesso Reduzido &agrave;s TIC</i>. Entre os grupos sociais percebidos como tendo acesso elevado &agrave;s TIC encontram-se os jovens, em particular os estudantes (N = 72) assim como as pessoas oriundas de classes sociais econ&oacute;micas elevadas (N = 58). Com rela&ccedil;&atilde;o aos grupos sociais com acesso reduzido &agrave;s TIC s&atilde;o representados pelos idosos (N = 77) e pelas pessoas de classes sociais econ&oacute;micas mais baixas (N = 64).</p>      <p>A terceira subcategoria constitu&iacute;da, <i>Vari&aacute;veis Geradoras de Infoexclus&atilde;o</i>, procura ilustrar alguns fatores tidos como respons&aacute;veis pelas dificuldades de acesso por parte dos grupos previamente referidos pelos estudantes universit&aacute;rios. Uma das vari&aacute;veis utilizada para explicar a infoexclus&atilde;o &eacute; de cariz socio-econ&oacute;mico, na medida em quer o acesso &agrave; Internet, quer os equipamentos continuam a ser dispendiosos levando a que os que t&ecirc;m rendimentos mais elevados tenham um maior n&uacute;mero de oportunidades para aceder &agrave;s TIC (N = 55). A segunda vari&aacute;vel decorre da idade onde as gera&ccedil;&otilde;es mais velhas s&atilde;o percebidas como tendo dificuldades de aprendizagem e de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s TIC (N = 55), tendo menos motiva&ccedil;&atilde;o e interesse para introduzir as TIC nas suas rotinas di&aacute;rias (N = 14). Inversamente, as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens cresceram num mundo onde a tecnologia &eacute; uma ferramenta de trabalho fundamental que faz parte das suas vidas pessoais e profissionais (N = 39). Finalmente, a terceira vari&aacute;vel apresentada foca a escolaridade onde os grupos em que esta seja mais elevada ter&atilde;o maior facilidade e oportunidades de acesso do que aqueles em que a escolaridade &eacute; baixa (N = 9).</p>      <p>As perce&ccedil;&otilde;es dos estudantes universit&aacute;rios refletem por um lado a compreens&atilde;o dos custos que ainda est&atilde;o associados &agrave; tecnologia e por outro o valor da escolaridade apontando, tamb&eacute;m eles, para duas das vari&aacute;veis mais debatidas na literatura subjacentes &agrave; infoexclus&atilde;o (Castells, 2001). &Eacute; importante salientar a forma como as raz&otilde;es apontadas pelos estudantes universit&aacute;rios para a vari&aacute;vel idade v&atilde;o de encontro a constru&ccedil;&otilde;es sociais ancoradas em estere&oacute;tipos que norteiam a forma de se pensar sobre o idoso e que s&oacute; por si refor&ccedil;am a sua exclus&atilde;o no acesso &agrave;s TIC. A vis&atilde;o redutora e idadista que retrata os idosos como tendo dificuldades de aprendizagem nas fases mais avan&ccedil;adas do seu ciclo vital &eacute; um dos mitos existentes face ao envelhecimento que muitas vezes contribui para que os pr&oacute;prios idosos ajam em conson&acirc;ncia com as expetativas sociais que percebem existir na sociedade (Stuart-Hamilton, 2000).</p>      <p>Ao n&iacute;vel da categoria, <i>Significados Atribu&iacute;dos ao Conceito de Literacia Digital, </i>aborda os aspetos percebidos pelos estudantes universit&aacute;rios face ao conceito de literacia digital. Em termos de caracteriza&ccedil;&atilde;o deste conceito, verificou-se uma grande diversidade de respostas por parte dos estudantes universit&aacute;rios. Por um lado, encontram-se posi&ccedil;&otilde;es que apelam &agrave; literacia digital enquanto conhecimento e compet&ecirc;ncias sobre as TIC (N = 42), por outro encontram-se descri&ccedil;&otilde;es que apelam &agrave; literatura digital (N = 25), &agrave; incapacidade de utilizar as TIC (N = 23) e &agrave; literacia digital enquanto ferramenta de busca de informa&ccedil;&atilde;o na Internet (N = 4). Cerca de 39 estudantes universit&aacute;rios referiram n&atilde;o conhecer o conceito.</p>      <p>Estes dados demonstram uma maior dificuldade na compreens&atilde;o do conceito de literacia digital. Se por um lado, os estudantes universit&aacute;rios consideram na sua defini&ccedil;&atilde;o uma vis&atilde;o mais fechada do que se pressup&otilde;e que que o pr&oacute;prio conceito seja, dirigindo-o para o conhecimento e compet&ecirc;ncias sobre as TIC, esta perspetiva tecnicista permanece incompleta por n&atilde;o clarificar em que medida pressup&otilde;e tamb&eacute;m gerir e agir sobre a informa&ccedil;&atilde;o (Souza, 2007). Por outro lado, as defini&ccedil;&otilde;es repartem-se em ferramentas dispon&iacute;veis no meio digital, sem considerar o seu todo e consequentes rela&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Finalmente, a categoria <i>Estrat&eacute;gias que Fomentem a Literacia Digital, </i>vai de encontro a medidas que os estudantes universit&aacute;rios consideram que seriam importantes para incrementar a forma&ccedil;&atilde;o na &agrave;rea das TIC. A forma&ccedil;&atilde;o em contexto escolar desde a inf&acirc;ncia &eacute; percebida como medida fundamental (N = 39). Alguns estudantes universit&aacute;rios tamb&eacute;m referem a import&acirc;ncia de implementar programas de literacia digital dirigidos a idosos (N = 15). A cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de acesso livre s&atilde;o vistos como estrat&eacute;gias relevantes (N = 28) em particular quando aliadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os dos equipamentos (N = 12). Cerca de 32 participantes n&atilde;o apresentaram quaisquer estrat&eacute;gias.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>Este artigo procurou analisar os significados constru&iacute;dos que os nativos digitais t&ecirc;m sobre o tema da infoexclus&atilde;o e literacia digital, com o objetivo de esclarecer quais as suas perce&ccedil;&otilde;es sobre a necessidade de desenvolver estrat&eacute;gias educacionais nesta &aacute;rea.</p>      <p>Os resultados do estudo indicam que os estudandes universit&aacute;rios t&ecirc;m essencialmente uma posi&ccedil;&atilde;o instrumental face &agrave;s TIC e redutora no plano reflexivo face aos significados constru&iacute;dos que apresentam para os conceitos, nomeadamente de infoexclus&atilde;o e literacia digital. Os participantes consideram, de forma segmentada, que a infoexclus&atilde;o implica uma desigualdade no acesso &agrave;s novas tecnologias, expressando ainda um desiquil&iacute;brio ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias dos utilizadores; por outro, a literacia digital &eacute; percebida como o reflexo do conhecimento e das compet&ecirc;ncias dos utilizadores, apesar da grande variabilidade de respostas fornecidas. Estas posi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o deixam, assim, de ter como ponto de partida uma vis&atilde;o ancorada na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e na utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas tecnol&oacute;gicas que ilustram uma literacia digital de cariz funcional e rudimentar (Selber, 2004).</p>      <p>Recentemente, o relat&oacute;rio fundamentado no International Computer and Information Literacy Study (ICILS) apresentou resultados que v&atilde;o de encontro a esta postura funcional e rudimentar dos mais jovens face &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC, uma vez que cerca de 83% dos inquiridos tem um n&iacute;vel de compet&ecirc;ncias digitais b&aacute;sico, que n&atilde;o envolve (nem promove) o pensamento cr&iacute;tico. Ainda de acordo com este relat&oacute;rio, apenas 2% dos jovens inquiridos apresentam um elevado n&iacute;vel de profici&ecirc;ncia digital, traduzido num uso refletido (Fraillon, Ainley, Schulz, Friedman, e Gebhardt, 2014). Este elemento, juntamente com os resultados do trabalho aqui apresentado, s&atilde;o complementares e indicam que para al&eacute;m de existir elevada varia&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia digital entre o grupo designado de nativos digitais, a vis&atilde;o que estes t&ecirc;m das TIC n&atilde;o vai de encontro &agrave;s suas potencialidades e necessidades atuais.</p>      <p>No que concerne aos grupos sociais mais afetados pela infoexclus&atilde;o, os nativos digitais evidenciam, em geral, facilidade em identificar os jovens e os idosos como sendo os que t&ecirc;m maior e menor acesso, respetivamente. Referem, ainda, a import&acirc;ncia do estatuto s&oacute;cio-econ&oacute;mico e da escolaridade enquanto fatores determinantes para garantir a facilidade de acesso &agrave;s TIC. Considerando a identifica&ccedil;&atilde;o destes grupos e os fatores potenciadores da infoexclus&atilde;o, os nativos digitais evidenciam uma vis&atilde;o estere&oacute;tipada e redutora do idoso que sustenta a desvaloriza&ccedil;&atilde;o social da velhice. Esta posi&ccedil;&atilde;o consonante com os valores da sociedade atual &ndash; que d&atilde;o for&ccedil;a &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da idade &ndash; t&ecirc;m reflexo nas medidas que posteriormente apresentam para promover a literacia digital essencialmente centradas na forma&ccedil;&atilde;o escolar, dedicada aos mais jovens. Poucos foram os nativos digitais que referiram como sendo importante desenvolver programas de forma&ccedil;&atilde;o que envolvem-se a popula&ccedil;&atilde;o idosa.</p>      <p>N&atilde;o se pode deixar de considerar que o grupo dos idosos foi referido pelos nativos digitais como sendo um dos mais afetados pela infoexclus&atilde;o, contudo n&atilde;o &eacute; a este grupo que se dirigem quando apresentam estrat&eacute;gias educacionais. Este fator merece ser considerado, compreendido e debatido n&atilde;o s&oacute; pelo impacto social que o envelhecimento demogr&aacute;fico tem na sociedade atual, mas tamb&eacute;m por expressar a necessidade de apostar em processos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as de atitudes que procurem desconstruir mitos sobre o envelhecimento.</p>      <p>A t&iacute;tulo de conclus&atilde;o, os dados recolhidos e analisados permitem ilustrar a relev&acirc;ncia da literacia digital na sociedade contempor&acirc;nea, independentemente de se dirigir, ou n&atilde;o, a grupos infoexclu&iacute;dos. &ldquo;N&atilde;o existe nada mais pr&aacute;tico do que uma boa teoria&rdquo; foi uma das frases emblem&aacute;ticas do trabalho de Kurt Lewin (1952, p.169). Partindo deste princ&iacute;pio podemos considerar que se por um lado a teoria deve fornecer-nos informa&ccedil;&otilde;es suficientes que nos permitam agir sobre a pr&aacute;tica, por outro essa mesma pr&aacute;tica deve ser capaz de nos dar dados que sejam incorporados na teoria. A vis&atilde;o instrumental aqui descrita pelos jovens estudantes, participantes neste estudo, decorre essencialmente de uma aprendizagem pr&aacute;tica, t&iacute;pica desta gera&ccedil;&atilde;o que cresceu ao ritmo das TIC e aprendeu por tentativa e erro a manipular as tecnologias e a desenvolver as suas compet&ecirc;ncias (Livingstone, 2002). Contrariamente, em termos te&oacute;ricos foi poss&iacute;vel identificar limita&ccedil;&otilde;es nos significados constru&iacute;dos que apresentam, e que s&atilde;o reveladores da dissocia&ccedil;&atilde;o entre teoria e pr&aacute;tica. Deste modo, podemos considerar que entre os mais jovens, v&atilde;o existir aqueles que fazem um uso refletido das TIC, beneficiando do seu car&aacute;ter empoderador e dando passos para o exerc&iacute;cio de uma cidadania ativa e participada; e outros que est&atilde;o ref&eacute;ns de uma utiliza&ccedil;&atilde;o rudimentar, cada vez mais distanciada das necessidades tecnol&oacute;gicas da sociedade atual.</p>      <p>O alerta para a variabilidade de conhecimentos sobre as TIC que existe entre os nativos digitais, que acaba por ir de encontro &agrave; variabilidade nas suas compet&ecirc;ncias, pode sugerir que a designa&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea dos mais jovens enquanto nativos digitais &eacute; inadequada na medida em que neste grupo, tal qual sucede no grupo dos imigrantes digitais, existem diferen&ccedil;as profundas no acesso e uso das TIC. Para al&eacute;m disso, o facto de as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens estarem a crescer acompanhadas pelo desenvolvimento tecnol&oacute;gico n&atilde;o &eacute; garantia do uso refletido e cr&iacute;tico das TIC que &eacute; fundamental para que as informa&ccedil;&otilde;es processadas pelos m&eacute;dia digitais sejam analisadas, transformadas e aplicadas de forma adequada. Podemos estar, assim, perante uma infoexclus&atilde;o intra e intergeracional que pode requerer n&atilde;o s&oacute; uma reformula&ccedil;&atilde;o dos conceitos utilizados at&eacute; &agrave; data de &ldquo;nativos e imigrantes digitais&rdquo;, mas tamb&eacute;m o desenvolvimento de novas estrat&eacute;gias educacionais.</p>      <p>Cada vez mais surge uma nova linha de investiga&ccedil;&atilde;o que questiona at&eacute; que ponto os nativos digitais det&ecirc;m efetivamente o conhecimento e as compet&ecirc;ncias que lhes s&atilde;o atribu&iacute;das por partilharem um crescimento marcado pelas TIC ao longo das suas vidas. Por exemplo, Lyons, Buxbury e Higgins (2007) referem que a literatura de especialidade &eacute; ainda escassa para permitir avaliar em que medida estamos perante a possibilidade de aceitar ou refutar estere&oacute;tipos geracionais no &acirc;mbito deste tema, ou seja at&eacute; que ponto se pode argumentar que os nativos digitais efetivamente existem (Giancola, 2006). Se por um lado n&atilde;o se pode negar o valor das suas aprendizagens pr&aacute;ticas, nomeadamente em contexto informal (Livingstone, 2002), por outro tamb&eacute;m n&atilde;o se pode assegurar que sejam guardi&otilde;es do conhecimento sobre as TIC, particularmente quando a diversidade de experi&ecirc;ncias e percursos entre os mais jovens podem ter um papel relevante no seu saber fazer.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho posiciona-se nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o que procura refor&ccedil;ar o questionamento sobre as especificidades da gera&ccedil;&atilde;o de nativos digitais, nomeadamente ao n&iacute;vel dos seus conhecimentos e necessidades de aprendizagem, demonstrando a import&acirc;ncia de se desenvolverem estrat&eacute;gias educacionais promotoras da literacia digital para todas as audi&ecirc;ncias. A forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-pr&aacute;tica &eacute; fundamental para garantir o avan&ccedil;o na literacia digital atrav&eacute;s do desenvolvimento de programas de interven&ccedil;&atilde;o que se dirijam a todas as pessoas, onde os conte&uacute;dos dos curr&iacute;culos s&atilde;o ajustados em fun&ccedil;&atilde;o das suas necessidades de aprendizagem. As TIC s&atilde;o hoje meios de desenvolvimento econ&oacute;mico, social, cultural e tecnol&oacute;gico, e como tal a literacia digital deve ser universal, conciliando conte&uacute;dos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos que permitam avan&ccedil;os no exerc&iacute;cio ativo e cr&iacute;tico da cidadania, uma vez que para combater a exclus&atilde;o, qualquer que ela seja, &eacute; fundamental conhecer, refletir e participar e estas parecem ser necessidades transversais &agrave;s diferentes gera&ccedil;&otilde;es digitais.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>      <!-- ref --><p>Berg, B. (2001).<i>Qualitative Research Methods for The Social Sciences</i>. Boston: Allyn and Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-5954201500010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      <!-- ref --><p>Castells, M. (2001). <i>La Galaxia Internet: Reflexiones sobre Internet, empresa y sociedad. </i>Barcelona: Aret&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-5954201500010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>      <p>Castells, M. (2004). <i>The Network Society: a Cross-Cultural Perspective.</i> Northampton, MA: Edward Elgar.</p>      <!-- ref --><p>Cabecinhas, R., Lima, M., e Chaves, A. (2006). Identidades nacionais e mom&oacute;ria social: hegemonia e polemica nas representa&ccedil;&otilde;es sociais da hist&oacute;ria. In Miranda J. e Jo&atilde;o, M. I. (Eds.), <i>Identidades Nacionais em Debate (p. 67-92). </i>Oeiras: Celta, 67-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-5954201500010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cebri&aacute;n-Herreros, M. (2009). Nuevas formas de comunicaci&oacute;n: cibermedios y medios m&oacute;viles. <i>Comunicar, 33,</i> 10-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-5954201500010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CEPAL. (2003). <i>Los caminos hacia una sociedad de la informaci&oacute;n en Am&eacute;rica Latina y el Caribe.</i> Santiago do Chile: Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Retirado 10 de Janeiro de 2013 de <a href="http://www.eclac.cl/cgi-bin/getProd.asp?xml=/publicaciones/xml/9/12899/P12899.xml&amp;xsl=/ddpe/tpl/p9f.xsl" target="blank">http://www.eclac.cl/cgi-bin/getProd.asp?xml=/publicaciones/xml/9/12899/P12899.xml&amp;xsl=/ddpe/tpl/p9f.xsl</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-5954201500010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cesarini, P. (2004). Computers, technology and literacies. <i>Journal of Literacy and Technology, 4</i>. Retirado de <a href="http://www.literacyandtechnology.org/volume5/Cesarini.pdf" target="blank">http://www.literacyandtechnology.org/volume5/Cesarini.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-5954201500010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cimadevilla, G. (2009). Sociedade Digital, Sociedad Dual. <i>Signo e Pensamiento, XXVIII</i>(54), 68.81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-5954201500010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      <p>Declara&ccedil;&atilde;o de Bavaro. (2003). <i>Conferencia Ministerial Regional Preparatoria de Am&eacute;rica Latina y el Caribe para la Cumbre Mundial sobre la Sociedad de la Informaci&oacute;n.</i> Retirado de <a href="http://www.eclac.cl/cgi-bin/getProd.asp?xml=/prensa/noticias/noticias/9/11719/P11719.xml&amp;xsl=/prensa/tpl/p1f.xsl&amp;base=/ddpe/tpl/top-bottomdirector.xsl" target="blank">http://www.eclac.cl/cgi-bin/getProd.asp?xml=/prensa/noticias/noticias/9/11719/P11719.xml&amp;xsl=/prensa/tpl/p1f.xsl&amp;base=/ddpe/tpl/top-bottomdirector.xsl</a>.</p>      <!-- ref --><p>Dimaggio, P., Hargittai, E., Celeste, C. e Shafer, S. (2004). Digital Inequality: from Unequal Access to Differentiated Use. In Neckerman, K. (Ed). <i>Social Inequality </i>(p. 355-400)<i>. </i>New York: Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-5954201500010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fraillon, J., Ainley, J., Schulz, W., Friedman, T., e Gebhardt, E. (2014). <i>Preparing for life in a digital age: the IEA International Computer and Information Literacy Study International Report.</i> Springer Open. Retirado a 20 de Dezembro de 2014 de&nbsp; <a href="http://www.iea.nl/fileadmin/user_upload/Publications/Electronic_versions/ICILS_2013_International_Report.pdf" target="blank">http://www.iea.nl/fileadmin/user_upload/Publications/Electronic_versions/ICILS_2013_International_Report.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-5954201500010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, M. S. (2010). Letramento digital e forma&ccedil;&atilde;o de professores. <i>Educa&ccedil;&atilde;o em Revista, 26</i>(3), 335-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-5954201500010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Giancola, F. (2006). The generation gap: more myth than reality. <i>Human Resource Planning, 29</i>(4), 32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-5954201500010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      <!-- ref --><p>Guill&eacute;n, M. e Suarez, S. (2005). Explaining the global digital divide: economic, political and sociological drivers of cross-national Internet use. <i>Social Forces, 84</i>(2), 681-707.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-5954201500010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      <!-- ref --><p>Glaser, B. e Strauss, F. (1967). <i>The discovery of grounded-theory: strategies for qualitative research. </i>New York: Aldine.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-5954201500010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Hargittai, E. (2003). The digital divide and what to do about it. In Derek Jones (Ed<i>.) New Economy Handbook</i> (p.822-841). San Diego, CA: Academic Press.</p>      <!-- ref --><p>Keniston, K e Kumar, D. (2004). <i>It experience in India. Delhi</i>. India: Sage Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-5954201500010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lewin, K. (1952). <i>Field theory in social science: selected theoretical papers by Kurt Lewin.</i> London: Tavistock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-5954201500010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Levy, P. (1999). <i>Cibercultura</i>. S&atilde;o Paulo: Editora 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-5954201500010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Livingstone, S. (2002). <i>Young People and New Media.</i> London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-5954201500010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Livingtsone, S. e Helsper, E. (2007). Gradations in digital Inclusion: Children, Young People and the Digital Divide. <i>New</i> <i>Media &amp; Society, 4, </i>671-696.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-5954201500010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lyons, S., Duxbury, L. e Higgins, C. (2005). An empirical assessment of generational differences in work related values. <i>ASAC 2005, </i>50-62. Toronto: Ontario. Retirado de <a href="http://libra.acadiau.ca/library/ASAC/v26/09/26_09_p062.pdf" target="blank">http://libra.acadiau.ca/library/ASAC/v26/09/26_09_p062.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-5954201500010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Medina, J. (2005). Brecha e inclusion digital en Chile: los desaf&iacute;os de una nueva alfabetizaci&oacute;n. <i>Comunicar, 24</i>, 77-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-5954201500010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas. (2001). <i>Human Development Report 2001: Making New Technologies Work for the Human Development.</i> New York: Oxfor University Press. Retirado de <a href="http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2001/chapters/" target="blank">http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2001/chapters/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-5954201500010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas. (2012). <i>The promotion, protection and enjoyment of human rights on the Internet A/HRC/20/L.13.</i> Human Rights Council, United Nations General Assembly. Retirado de <a href="http://www.regeringen.se/content/1/c6/19/64/51/6999c512.pdf" target="blank">http://www.regeringen.se/content/1/c6/19/64/51/6999c512.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-5954201500010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Norris, P. (2001).&nbsp; <i>Digital divide, civil engagement, information poverty and the Internet world wide.</i> Cambridge, MA: Cambridge University Press.</p>      <p>Obercom. (2009). <i>A Internet em Portugal.</i> Publica&ccedil;&otilde;es Obercom. Retirado de <a href="http://www.obercom.pt/client/?newsId=428&amp;fileName=rel_internet_portugal_2009.pdf" target="blank">http://www.obercom.pt/client/?newsId=428&amp;fileName=rel_internet_portugal_2009.pdf</a></p>      <p>Obercom. (2012). <i>A Internet em Portugal.</i> Publica&ccedil;&otilde;es Obercom. Retirado de <a href="http://www.obercom.pt/client/?newsId=548&amp;fileName=sociedadeRede2012.pdf" target="blank">http://www.obercom.pt/client/?newsId=548&amp;fileName=sociedadeRede2012.pdf</a></p>      <p>OCDE. (1999). Economic and Social Impact of E-commerce: Preliminary Findings and Research Agenda. <i>OECD Digital Economy Papers, 40</i>. 1-169. OECD Publishing. Retirado de <a href="http://www.oecd-ilibrary.org/science-and-technology/economic-and-social-impact-of-e-commerce_236588526334" target="blank">http://www.oecd-ilibrary.org/science-and-technology/economic-and-social-impact-of-e-commerce_236588526334</a></p>      <!-- ref --><p>Ricitteli, M. (2007). Internet y brechas de conocimiento. Diferencias en acceso, uso y competencias comunicativas. <i>Palavra Clave, 10</i>(1), 94-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-5954201500010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rodr&iacute;guez, M. (2008). Alfabetizac&iacute;on digital: el pleno dominio del lapis e el r&aacute;ton. <i>Comunicar, XV</i>(30), 137-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-5954201500010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Selfe, C. (1999). <i>Technology and literacy in the twenty-first century: the importance of paying attention.</i> Chicago: Southern Illinois University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-5954201500010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Selber, S. (2004). <i>Multiliteracies for a Digital Age</i>. Illinois: Southern Illinois University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-5954201500010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>      <p>Stone, J. (2007). Popular websites in adolescents&rsquo; out-of-school lives: critical lessons on literacy. In Michele Knobel e Colin Lankshear (eds.), A New Literacies Sampler (p. 49-65). New York: Peter Lang.</p>      <!-- ref --><p>P&eacute;rez Tornero, J M. (2003). <i>Comprender la alfabetizac&iacute;on digital.</i> Informe final EAC/76/03. Barcelona: UAB. Retirado de <a href="http://www.gabinetecomunicacionyeducacion.com/files/adjuntos/Comprender%20la%20alfabetizaci_n%20digital_informe%20final_131204.pdf" target="blank">http://www.gabinetecomunicacionyeducacion.com/files/adjuntos/Comprender%20la%20alfabetizaci_n%20digital_informe%20final_131204.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-5954201500010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Prebisch, R. (1951). Growth, disequilibrium and disparities: interpretation of the process of economic development. <i>Economic Survey of Latin America 1949.</i> Santiago, Chile: ECLAC.&nbsp; Retirado de <a href="http://archivo.cepal.org/pdfs/cdPrebisch/007.pdf" target="blank">http://archivo.cepal.org/pdfs/cdPrebisch/007.pdf</a>&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-5954201500010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Prensky, M. (2001). Digital &nbsp;Natives, &nbsp;Digital &nbsp;Inmigrants. On <i>the Horizon. 9(5), </i>MCB: University Press. Retirado de <a href="http://www.marcprensky.com/writing/prensky%20-%20digital%20natives,%20digital%20immigrants%20-%20part1.pdf" target="blank">http://www.marcprensky.com/writing/prensky%20-%20digital%20natives,%20digital%20immigrants%20-%20part1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-5954201500010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Prensky, M. (2005). Listen &nbsp;to &nbsp;the &nbsp;natives. <i>Educational Leadership, 63</i>(4), 8-13. Retirado de <a href="http://www.ascd.org/ASCD/pdf/journals/ed_lead/el200512_prensky.pdf" target="blank">http://www.ascd.org/ASCD/pdf/journals/ed_lead/el200512_prensky.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-5954201500010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Santos, S., Mendes, S., e Amaral, L. (2006). <i>E-Government e outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o fomento de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</i> Retirado de <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/8266" target="blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/8266</a>&nbsp;</p>      <!-- ref --><p>Soares, M. (2002). Novas pr&aacute;ticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade, 23</i>(81), 143-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-5954201500010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Stuart-Hamilton, I. (2000). <i>The Psychology of Ageing &ndash; An Introduction. London: Jessica Kingsley Publishers. </i></p>      <!-- ref --><p>Tichenor, P., Donohue, G., e Olien, C. (1970). Mass Media Flow and Differential Growth in Knowledge. <i>Public Opinion Quarterly, 2; </i>150-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-5954201500010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Van Dijk, J. (2005). <i>The Deepening Divide: Inequality in the Information Society. </i>London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-5954201500010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vilella, X e Salvat, B. (2005). Uso y abuso de los videojuegos. Comunicaci&oacute;n y Pedagogia, 208. Retirado de <a href="http://www.xtec.cat/~abernat/articles/vilella-gros.pdf" target="blank">http://www.xtec.cat/~abernat/articles/vilella-gros.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-5954201500010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Viswanath, K. e Finnegan, J. (1996). The knowledge &nbsp; gap &nbsp; hypothesis: Twenty-Five &nbsp; years &nbsp; later. In Burleson, B. R. (Ed.) <i>Communication Yearbook</i> (vol.19, p. 187-227). Newbury Park, CA: Sage Publications.</p>      <!-- ref --><p>Vygotski, L. (1988). <i>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente: desenvolvimento dos processos psicol&oacute;gicos superiores</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-5954201500010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Date of Submission: May 20, 2014</p>     <p>Date of Acceptance: November 4, 2014</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>NOTAS</b></p>      <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>  Este artigo resulta do projeto de p&oacute;s-doutoramento &ldquo;Aprendizagem, Identidade e o Digital&rdquo; financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SRFH/BPD/78903/2011).</p> </p> </html>     ]]></body>
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