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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A praxis docente nos ambientes virtuais de aprendizagem no contexto da dialogicidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Distance Learning, the communication process is basically done by writing in Virtual Learning Environments (VLE´s) through synchronous and asynchronous technological tools. These tools are the links between the teacher and student and when used as motivational and affective actions they become the most important support to the success of Distance Learning courses. This study aims to identify some aspects of written communication within the forums that compromise affectivity and motivation of students, considering them as essential factors for learning. Based on theories and analyses of dialogues occurred in questions´ forums, the results indicate that the teacher who acts as tutor in Distance Learning should not focus only on conceptual and reflexive contents , but also in the emotional actions because what matters in this process is that the educational activities , as well as both communication and interaction, are to be permeated by the feeling of belonging, respect, sympathy and appreciation, in addition to acceptance and understanding.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A praxis docente nos ambientes virtuais de aprendizagem no contexto da dialogicidade</b></p>      <p><b>The teaching practises in virtual learning environments in dialogicity context</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Elizangela Tonelli*, Carlos Henrique Medeiros de Souza**, Fabr&iacute;cio Moraes de Almeida***</b></p>      <p>*Professora do Instituto Federal do Esp&iacute;rito Santo &ndash; IFES, Fazenda Morro Grande, Cachoeiro de Itapemirim &ndash; Esp&iacute;rito Santo &ndash; Brasil. CEP: 29300-000. (<a href="mailto:elizangelat@ifes.edu.br">elizangelat@ifes.edu.br</a>)</p>      <p>**Professor da Universidade Estadual Norte Fluminense &ldquo;Darcy Ribeiro&rdquo; &ndash; UENF, Av. Alberto Lamego, 2000,&nbsp; Parque Calif&oacute;rnia &ndash; Campos dos Goytacazes &ndash; Rio de Janeiro &ndash; Brasil. CEP: 28013-602. (<a href="mailto:chmsouza@uenf.br">chmsouza@uenf.br</a>)</p>      <p>***Pesquisador do Doutorado/Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente &nbsp;- PGDRA/UNIR. Universidade Federal de Rond&ocirc;nia, Campus de Porto Velho. 76801-059 - Porto Velho, RO &ndash; Brasil. Editor in Chief - Science Park. (<a href="mailto:dr.fabriciomoraes@gmail.com">dr.fabriciomoraes@gmail.com</a>)</p>       <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Na Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia, o processo de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; feito basicamente mediante a escrita em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA,s) por meio das ferramentas tecnol&oacute;gicas s&iacute;ncronas e ass&iacute;ncronas. Essas ferramentas s&atilde;o os elos entre professor e aluno&nbsp; que, quando&nbsp; usadas como a&ccedil;&otilde;es motivacionais e afetivas, tornam-se um dos pilares que sustentam&nbsp; o sucesso dos cursos em EaD<b>. &nbsp;</b>O objetivo deste estudo foi identificar&nbsp; alguns aspectos da comunica&ccedil;&atilde;o escrita dentro dos f&oacute;runs&nbsp; que comprometem a afetividade e a motiva&ccedil;&atilde;o do aluno, tendo em vista que esses fatores s&atilde;o considerados essenciais para aprendizagem. Com base nas teorias e nas an&aacute;lises dos recortes de &nbsp;di&aacute;logos ocorridos nos f&oacute;runs de d&uacute;vidas, conclui-se que,&nbsp;o professor que atua como tutor a dist&acirc;ncia n&atilde;o deve focar somente nas interven&ccedil;&otilde;es conceituais e reflexivas, mas tamb&eacute;m nas afetivas e que,&nbsp;essencialmente, o mais importante nesse processo &eacute; &nbsp;que as atividades pedag&oacute;gicas, assim como a comunica&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o sejam permeadas pelo sentimento de acolhimento, respeito, simpatia e aprecia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da aceita&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia; Pr&aacute;xis docente; Comunica&ccedil;&atilde;o Escrita; dialogicidade.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>In Distance Learning, the communication process is basically done by writing in Virtual Learning Environments (VLE&acute;s) through synchronous and asynchronous technological tools. These tools are the links between the teacher and student and when used as motivational and affective actions they become the most important support to the success of Distance Learning courses. This study aims to identify some aspects of written communication within the forums that compromise affectivity and motivation of students, considering them as essential factors for learning. Based on theories and analyses of dialogues occurred in questions&acute; forums, the results &nbsp;indicate&nbsp; that the teacher who acts as tutor in Distance Learning &nbsp;should not focus only on conceptual and reflexive contents , but also in the emotional actions because what matters in this process is that the educational activities , as well as both communication and interaction, are to be permeated by the feeling of belonging, respect, sympathy and appreciation, in addition to acceptance and understanding.</p>      <p><b>Keywords: </b>Distance Learning; Teaching practice; Written Communication; Dialogicity.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>A Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; vista hoje em ambientes que oferecem diversas formas de relacionamento e conviv&ecirc;ncia humana. O uso do computador como ferramenta de acesso, execu&ccedil;&atilde;o e armazenamento de sistemas especialistas da &aacute;rea, a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes de computadores e na maioria dos casos da <i>Internet</i> &ndash; a rede das redes - &nbsp;torna quase sem limites as atividades voltadas ao ensino, ajudando a disseminar e a corroborar t&eacute;cnicas de ensino e o pr&oacute;prio conhecimento.</p>      <p>&Eacute; fato que, disponibilizar aporte te&oacute;rico para a aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento n&atilde;o &eacute; o bastante para o sucesso. &Eacute; preciso motivar e envolver o aluno no processo. &Eacute; nesse contexto que se destaca a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o na EaD que &eacute; feita, basicamente, de forma escrita, por meio das salas virtuais. &nbsp;O registro&nbsp; de uma &nbsp;linguagem motivacional e afetiva por meio da escrita &nbsp;tem sido um dos maiores desafios dessa modalidade de ensino. &nbsp;</p>      <p>Na EaD ou em qualquer outra modalidade de ensino, os aspectos afetivos tem se tornado condi&ccedil;&otilde;es essenciais para a aprendizagem, pois a motiva&ccedil;&atilde;o para aprender&nbsp; est&aacute; intimamente ligado &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de troca que o aluno estabelece com o meio, principalmente, seus professores e colegas, por meio da comunica&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por essa raz&atilde;o, esse estudo foi norteado pelo seguinte questionamento: Quais os aspectos da substitui&ccedil;&atilde;o da linguagem oral pela escrita interferem na rela&ccedil;&atilde;o afetiva &nbsp;entre tutor e aluno dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem? &nbsp;&nbsp;O &nbsp;objetivo norteador &nbsp;a que se pretendeu esse estudo foi identificar&nbsp; alguns aspectos da comunica&ccedil;&atilde;o escrita dentro dos f&oacute;runs&nbsp; que comprometem a afetividade e a motiva&ccedil;&atilde;o do aluno tendo em vista que esses fatores s&atilde;o considerados essenciais para aprendizagem.</p>      <p>A metodologia utilizada, inicialmente, foi o levantamento bibliogr&aacute;fico relacionado aos elementos da comunica&ccedil;&atilde;o e linguagem, bem como a sua ocorr&ecirc;ncia dentro dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem por seus interlocutores. De posse da teoria pesquisada, fez-se uma &nbsp;an&aacute;lise dos aspectos afetivos destacados nos discursos do tutor a dist&acirc;ncia e de aluno, baseados numa linha interdisciplinar que envolveu a psican&aacute;lise, a pedagogia e a lingu&iacute;stica. Os recortes analisados foram extra&iacute;dos &nbsp;de um f&oacute;rum de d&uacute;vidas da disciplina de Matem&aacute;tica I, oferecida no 1&ordm; semestre do curso de Licenciatura em Inform&aacute;tica, na modalidade a dist&acirc;ncia, do Instituto Federal do Esp&iacute;rito Santo (IFES).</p>      <p>Considerando a import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua entre tutores a dist&acirc;ncia e alunos na EaD, a relev&acirc;ncia desse estudo &eacute; por em evid&ecirc;ncia os desafios do Ensino a Dist&acirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento e do senso cr&iacute;tico do aluno focados na dialogicidade e intera&ccedil;&atilde;o afetiva presentes na comunica&ccedil;&atilde;o escrita do tutor a dist&acirc;ncia, por meio das ferramentas disponibilizadas nos AVA.</p>      <p>A partir dos aspectos analisados nas mensagens postadas por alunos e professor, observou-se que a comunica&ccedil;&atilde;o escrita possui limita&ccedil;&otilde;es e por esta raz&atilde;o faz-se necess&aacute;rio maior cuidado, clareza e afetividade na articula&ccedil;&atilde;o e registro das palavras, levando em considera&ccedil;&atilde;o as diferentes formas de interpreta&ccedil;&atilde;o por parte do receptor.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o e Linguagem</b></p>      <p>A comunica&ccedil;&atilde;o escrita foi o grande marco evolutivo na transmiss&atilde;o do conhecimento humano, pois nas sociedades &aacute;grafas o conhecimento era passado de forma oral, o que impossibilitava o ac&uacute;mulo de conhecimento, visto que a mem&oacute;ria humana n&atilde;o &eacute; capaz de suportar todos os saberes recebidos.</p>      <p>A <i>Comunica&ccedil;&atilde;o Verbal</i> &eacute; todo tipo de passagem ou troca de informa&ccedil;&otilde;es por meio de linguagem <i>escrita ou falada.</i> &Eacute; tamb&eacute;m entendida como a transmiss&atilde;o de est&iacute;mulos e respostas, provocados atrav&eacute;s de um sistema completo ou parcialmente, compartilhados.&nbsp; Quando uma mensagem &eacute; enviada &eacute; necess&aacute;rio que o emissor tenha a sensibilidade de despertar a aten&ccedil;&atilde;o do receptor e prever seu efeito.</p>      <p>A chamada fun&ccedil;&atilde;o emotiva ou &quot;expressiva&quot;, centrada no emissor, visa a uma express&atilde;o direta da &nbsp;&nbsp;atitude de quem fala em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quilo de que est&aacute; falando. Tende a suscitar a impress&atilde;o de certa emo&ccedil;&atilde;o, verdadeira ou simulada (Jakobson, 2007, p.123)</p>      <p>Jakobson (2007) aponta que para que haja comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso que todos os elementos desse processo estejam acordados, conforme mostra a figura</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/obs/v9n1/9n1a09f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>De acordo com o esquema de Jakobson,&nbsp; a comunica&ccedil;&atilde;o tem de ocorrer em um conjunto de&nbsp; elementos constitu&iacute;dos por: um <i>emissor</i> (ou remetente), que produz e emite uma determinada mensagem, dirigida a um <i>receptor</i> (ou destinat&aacute;rio). Mas para que a comunica&ccedil;&atilde;o se processe efetivamente entre estes dois elementos, a mensagem deve ser realmente recebida e descodificada pelo receptor, por isso &eacute; necess&aacute;rio que ambos estejam dentro de um mesmo<i> contexto</i> (devem ambos conhecer os referentes situacionais), devem utilizar um mesmo <i>c&oacute;digo</i> (conjunto estruturado de signos) e estabelecerem um efetivo <i>contato</i> atrav&eacute;s de um canal de comunica&ccedil;&atilde;o. Se qualquer um destes elementos ou fatores falhar, ocorre uma situa&ccedil;&atilde;o de <i>ru&iacute;do</i> na comunica&ccedil;&atilde;o, entendido como qualquer fen&ocirc;meno que perturba de alguma forma a transmiss&atilde;o da mensagem e a sua perfeita recep&ccedil;&atilde;o ou descodifica&ccedil;&atilde;o por parte do receptor.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A Comunica&ccedil;&atilde;o &nbsp;nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem&nbsp; </b></p>      <p>Na Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia, o processo de comunica&ccedil;&atilde;o ocorre basicamente&nbsp; pela escrita em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA,s) por meio das ferramentas tecnol&oacute;gicas s&iacute;ncronas (<i>chats</i>, web confer&ecirc;ncias) e ass&iacute;ncronas (<i>emails</i>, f&oacute;runs).&nbsp; Essas ferramentas s&atilde;o os elos entre o formador e formando que, &nbsp;ancoradas por a&ccedil;&otilde;es motivacionais e afetivas tornam-se um dos pilares que sustentam&nbsp; o sucesso dos cursos em EaD.</p>      <p>De acordo com Fiuza (2002),&nbsp; os AVA&acute;s podem ser definidos como sistemas que d&atilde;o suporte a qualquer tipo de atividade realizada pelo aluno, isto &eacute;, um conjunto de ferramentas&nbsp; utilizadas durante o processo de ensino-aprendizagem. Esses sistemas &nbsp;permitem integrar m&uacute;ltiplas m&iacute;dias, linguagens e recursos, apresentar informa&ccedil;&otilde;es de maneira organizada e desenvolver intera&ccedil;&otilde;es entre pessoas e objetos de conhecimento.</p>      <p>Vavassori e Raabe (2003) complementam&nbsp; que um Ambiente Virtual de Aprendizagem &nbsp;um sistema que re&uacute;ne uma s&eacute;rie de recursos e ferramentas, permitindo e potencializando sua utiliza&ccedil;&atilde;o em atividades de aprendizagem atrav&eacute;s de Internet, em um curso &agrave; dist&acirc;ncia.</p>      <p>Behar <i>et al</i> (2005) consideram o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como sendo constitu&iacute;do por uma infra-estrutura tecnol&oacute;gica (interface gr&aacute;fica, comunica&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrona/ass&iacute;ncrona e outras funcionalidades) e por todas as rela&ccedil;&otilde;es (afetivas, cognitivas, simb&oacute;licas, entre outras) estabelecidas pelos sujeitos participantes, tendo como foco principal a aprendizagem.</p>      <p>A partir dos conceitos citados pode-se notar o quanto de recursos as tecnologias cibern&eacute;ticas t&ecirc;m disponibilizado em favor &nbsp;da educa&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, n&atilde;o basta dispor de uma infra-estrutura moderna de comunica&ccedil;&atilde;o e metodologias diversificadas de ensino. &Eacute; de vital import&acirc;ncia idealizar de que maneira essas metodologias ir&atilde;o &ldquo;dialogar&rdquo; como o Ambiente Virtual de Aprendizagem, por conseguinte, &nbsp;com o aluno.&nbsp;&nbsp; O sucesso dessas constru&ccedil;&otilde;es vai depender basicamente da qualidade dessas rela&ccedil;&otilde;es por meio da linguagem utilizada.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada indiv&iacute;duo&nbsp; tem um jeito pr&oacute;prio e pessoal de aprender. Alguns s&atilde;o extrovertidos, mais abertos a um discurso descontra&iacute;do e informal, outros s&atilde;o introvertidos. Alguns agem pela emo&ccedil;&atilde;o outros pela raz&atilde;o. H&aacute; de se considerar tamb&eacute;m Segundo Pallof e Pratt (2004), que o aluno que opta por EaD possui algumas caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias. O p&uacute;blico &eacute; mais adulto e aut&ocirc;nomo. Os estilos de temperamento, de percep&ccedil;&atilde;o e de cogni&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o particulares: alguns aprendem melhor de forma individual, outros gostam de interagir com os outros e ter experi&ecirc;ncias concretas.</p>      <p>Observa-se na atualidade que os Ambientes Virtuais de Aprendizagem contam com caracter&iacute;sticas impl&iacute;citas que, notadamente, d&atilde;o import&acirc;ncia ao bem-estar do aluno, ficando o mesmo, emocionalmente receptivo &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es que ir&aacute; dispor para seu aprendizado, al&eacute;m de ter nestes ambientes, possibilidades de, atrav&eacute;s da interatividade, gradativamente aumentar a possibilidade de sucesso durante o aprendizado.</p>      <p>Wallon (1968)&nbsp; diz que a escola n&atilde;o deve se limitar a instru&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, por&eacute;m com a pessoa do aluno por inteiro, em suas dimens&otilde;es afetiva, cognitiva e motor. Sendo assim, o interc&acirc;mbio social influencia na afetividade, na interatividade e, consequentemente, na aprendizagem.</p>      <p>Piaget entende que o ser humano &eacute; um sujeito ativo na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, porque &eacute; capaz de transformar o objeto do conhecimento e , em fun&ccedil;&atilde;o dessa a&ccedil;&atilde;o sobre o objeto, transformar a si mesmo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>O papel do professor/tutor e a afetividade nos ambientes virtuais de aprendizagem. </b></p>      <p>Em uma estrutura educacional baseada em uma plataforma virtual, o tutor a dist&acirc;ncia &nbsp;&eacute; o respons&aacute;vel por manter a intera&ccedil;&atilde;o com o aluno e o seu interesse, usando as t&eacute;cnicas adequadas para o desenvolvimento do aprendizado. O Sistema fica respons&aacute;vel por ajudar o aluno a produzir algo com o conhecimento adquirido.</p>      <p>A principal fun&ccedil;&atilde;o do tutor a dist&acirc;ncia &eacute; &ldquo;mediar&rdquo; a aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento em fun&ccedil;&atilde;o de seu dom&iacute;nio do conte&uacute;do t&eacute;cnico-cient&iacute;fico sobre determinado conte&uacute;do disciplinar e da sua habilidade de estimular a busca de resposta pelo participante.</p>      <p>Embasados por essas discuss&otilde;es h&aacute; de se considerar que o papel do tutor a dist&acirc;ncia constitui-se &nbsp;num dos principais pilares da aprendizagem na EaD, se suas fun&ccedil;&otilde;es estiverem ancoradas nos princ&iacute;pios da autonomia, comunica&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Pretti (2000) diz que a autonomia n&atilde;o pode ser considerada como uma qualidade humana pronta. A autonomia &eacute; a capacidade de um individuo tomar para si, sua pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o, tornando-se autor do seu pr&oacute;prio projeto de vida. &Eacute; ele que constr&oacute;i seu pr&oacute;prio saber.&nbsp; O papel do tutor a dist&acirc;ncia &eacute; direcionar os estudos do aluno por meio das ferramentas digitais s&iacute;ncronas e ass&iacute;ncronas e ser &aacute;gil nos <i>feedbacks</i>, para que o aluno n&atilde;o se sinta s&oacute; e abandonado.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Freire (2002) complementa essa ideia dizendo que essa autonomia se constr&oacute;i entre educando e educador &agrave; medida que as decis&otilde;es v&atilde;o sendo tomadas por meio de uma rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica.</p>      <p>A comunica&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo implicam em que as pessoas estejam abertas a novas id&eacute;ias, a novas maneiras de ver um mesmo ponto, permitindo novas formata&ccedil;&otilde;es em suas estruturas de pensamentos.</p>      <p>Vale refor&ccedil;ar que n&atilde;o existe educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia sem a comunica&ccedil;&atilde;o permanente entre tutor e aluno.&nbsp; Essa intera&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos princ&iacute;pios da media&ccedil;&atilde;o que tanto foi repetido at&eacute; agora. A educa&ccedil;&atilde;o mediada molda-se na orienta&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o, afetividade e incentivo a interacionalidade.</p>      <p>A dialogicidade tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Pode-se dizer que &eacute; a g&ecirc;nese da aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento. . Portanto, quando o aluno desenvolve afeto e considera&ccedil;&atilde;o pelos seus colegas e&nbsp; professores, formam-se rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais est&aacute;veis, o que favorece a expans&atilde;o cognitiva e a necessidade de socializar o conhecimento adquirido. Agora n&atilde;o estamos falando no individual e sim, no coletivo, o aumento da intelig&ecirc;ncia coletiva, ou seja,&nbsp; &lsquo;todos para todos&rsquo;. (Levy, 1998)</p>      <p>Nesta pr&aacute;xis docente, o perfil de professor como &ldquo;detentor do conhecimento&rdquo; de outrora,&nbsp; d&aacute; lugar a figura do professor mediador, o &ldquo;facilitador do conhecimento&rdquo;. Aquele que cria uma situa&ccedil;&atilde;o instigante que far&aacute; com que o aluno entenda que n&atilde;o existem respostas prontas e que o saber &eacute; formado a partir de uma busca que desencadear&aacute; em outra busca, e assim, sucessivamente.</p>      <p>Contudo, o mediador desse processo n&atilde;o deve focar somente nas interven&ccedil;&otilde;es conceituais e reflexivas, mas tamb&eacute;m as afetivas, por incitarem as manifesta&ccedil;&otilde;es pessoais dos aprendizes no ambiente digital. Na EaD,&nbsp; pensarmos em intera&ccedil;&atilde;o por meio da linguagem verbal escrita&nbsp; &eacute; necess&aacute;rio se pensar em &ldquo;o que escrever&rdquo; e como &ldquo;escrever&rdquo;, pois conforme coloca Jakobson (2007) a mensagem contida de emo&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de quem emite denotar&aacute; uma a&ccedil;&atilde;o no receptor, podendo resultar em satisfa&ccedil;&atilde;o/insatisfa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o/desmotiva&ccedil;&atilde;o. Uma forma inicial de expressar a afetividade por meio da escrita &eacute; usar palavras de incentivo, de boas vindas, tratamentos carinhosos como: querido, amigo, colega, <i>smiles</i>, cores alegres, e outros recursos que torne o di&aacute;logo mais pr&oacute;ximo da fala e mais humanizado.</p>      <p>Segundo Vygotsky (1989), a aprendizagem tem um papel fundamental para o desenvolvimento do saber, do conhecimento. Todo e qualquer processo de aprendizagem &eacute; ensino-aprendizagem, incluindo aquele que aprende, aquele que ensina e a rela&ccedil;&atilde;o entre eles.&nbsp; Ele explica esta conex&atilde;o entre desenvolvimento e aprendizagem atrav&eacute;s da zona de desenvolvimento proximal (dist&acirc;ncia entre os n&iacute;veis de desenvolvimento potencial e n&iacute;vel de desenvolvimento real), um n&iacute;vel de desenvolvimento onde a pessoa pode resolver os problemas, sozinha, por si s&oacute; (n&iacute;vel de desenvolvimento real), e os que s&oacute; conseguir&aacute; resolver com a ajuda de algu&eacute;m que lhe d&ecirc; suporte de conte&uacute;do, at&eacute; chegar a domin&aacute;-los por si mesma (n&iacute;vel de desenvolvimento potencial).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>M&eacute;todos e an&aacute;lises</b></p>      <p>De acordo com os objetivos do estudo, por se tratar de um tema explorat&oacute;rio e descritivo, a metodologia utilizada foi um estudo de caso partindo da an&aacute;lise da comunica&ccedil;&atilde;o escrita&nbsp; no recorde de um di&aacute;logo entre um tutor a dist&acirc;ncia de Matem&aacute;tica (Tutor a Dist&acirc;ncia A)&nbsp; e dois aluno do 1&ordm; per&iacute;odo (Aluno A e Aluno B), ambos do curso de Licenciatura em Inform&aacute;tica, ofertado na modalidade a dist&acirc;ncia, pelo Instituto Federal do Esp&iacute;rito Santo (IFES).&nbsp; Os recortes analisados foram extra&iacute;dos de um dos f&oacute;runs de d&uacute;vidas &nbsp;da disciplina de Matem&aacute;tica I, em rela&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do de &ldquo;Fun&ccedil;&atilde;o quadr&aacute;tica&rdquo;, no per&iacute;odo de 24 de maio a 5 de junho de 2010. Os nomes dos sujeitos foram omitidos para que suas identidades fossem preservadas. Vale ressaltar que, esta an&aacute;lise n&atilde;o tem o objetivo de</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Ol&aacute; professor, minha resposta foi n&uacute;meros infinitos tanto positivos quanto negativos. Sugiro que seja fornecida a resolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; que a apostila est&aacute; crivada de erros. Um abra&ccedil;o </i>(<b>Aluno A, </b>&nbsp;segunda-feira, 24 de maio de 2010, 15:25).</p>      <p><i>Ol&aacute;, n&atilde;o posso fornecer a resolu&ccedil;&atilde;o, mas vai aqui algumas dicas que o ajudar&aacute;: (...) um abra&ccedil;o </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia A,</b> ter&ccedil;a-feira, 25 de maio de 2010, 10:31<i>).</i></p>      <p><i>Fiz exatamente isso, mas a resposta n&atilde;o confere. N&atilde;o entendo essa postura de voc&ecirc;s de n&atilde;o darem a solu&ccedil;&atilde;o. Algum colega chegou a resposta correta e pode me ajudar </i>(<b>Re: Aluno A</b>, ter&ccedil;a-feira, 25 de maio de 2010, 11:04).</p>      <p><i>Prezado, a postura em rela&ccedil;&atilde;o a tutoria n&atilde;o mudar&aacute;. O ambiente EAD funciona dessa forma e formos capacitados por profissionais qualificados para procedermos dessa forma. Vou te orientar novamente de outra maneira: (...) atenciosamente.&rdquo; </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia A</b>, quarta-feira, 26 de maio de 2010, 10:45).</p>      <p><i>Tudo isso que voc&ecirc; exp&ocirc;s eu j&aacute; sei. N&atilde;o tenho nenhum problema com o estudo dos sinais. O meu problema est&aacute; na intersec&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o estudei isso no ensino m&eacute;dio e n&atilde;o h&aacute; bons exemplos no material, al&eacute;m disso, o material est&aacute; todo errado e criou a maior confus&atilde;o com aquelas bolinhas abertas e &nbsp;fechadas. Vou tentar resolver a quest&atilde;o a partir da resposta &ldquo;de tr&aacute;s pra &nbsp;&nbsp;frente </i>(<b>Re: Aluno A</b>, quinta-feira, 27 de maio de 2010, 9:27).</p>      <p><i>Ol&aacute; alunos, em anexo segue um coment&aacute;rio da quest&atilde;o 7 do resumo da fun&ccedil;&atilde;o quadr&aacute;tica, feito a partir da resolu&ccedil;&atilde;o da aluna ...Um abra&ccedil;o a todos! </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia</b>, quinta-feira, 27 de maio de 2010, 11:22).</p>      <p>Ao se falar em ensino-aprendizagem, seja na modalidade presencial ou a dist&acirc;ncia, deve-se considerar que sempre teremos um grupo &nbsp;diversificado de alunos, seja na sala de aula, ou nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem.&nbsp; Em rela&ccedil;&atilde;o a comunica&ccedil;&atilde;o e linguagem h&aacute; de se considerar que cada a&ccedil;&atilde;o que o remetente emite, ou seja, a mensagem, culminar&aacute; em um efeito e uma rea&ccedil;&atilde;o no receptor (Jakobson, 2007).</p>      <p>Nos recortes que vimos acima, pode-se observar a ansiedade por parte do aluno ao se confrontar com o desconhecido. No in&iacute;cio da conversa o aluno j&aacute; solicita ao professor que lhe envie a resolu&ccedil;&atilde;o, justificando que o material cont&eacute;m erros. &nbsp;Segundo algumas investiga&ccedil;&otilde;es feitas no contexto acad&ecirc;mico por alguns te&oacute;ricos da Psicologia Cognitiva, baseada em processamento da informa&ccedil;&atilde;o, a ansiedade &eacute; uma das causas que denotam a insatisfa&ccedil;&atilde;o interna e, por conseguinte, a desmotiva&ccedil;&atilde;o (Monteiro, 1980; Wigfield &amp; Eccles, 1989).</p>      <p>&nbsp;Entre outras observa&ccedil;&otilde;es a ansiedade tamb&eacute;m pode ser considerada como um &ldquo;constructo multidimensional&rdquo; no qual se constitui dois aspectos distintos: a preocupa&ccedil;&atilde;o e a emotividade. A preocupa&ccedil;&atilde;o estaria ligada as aspectos cognitivos como expectativas negativas sobre si mesmo, preocupa&ccedil;&otilde;es com o pr&oacute;prio potencial, e a emotividade refere-se a parte fisiol&oacute;gica como, sentimento de desprazer nervosismo e tens&atilde;o. (Tobias, 1980, 1985; Wigfield &amp; Eccles, 1989).</p>      <p>No di&aacute;logo apresentado pode-se observar que o professor desenvolve o seu papel de &ldquo;instigador&rdquo;, por&eacute;m o aluno devido a ansiedade torna-se impaciente diante da atitude do professor &nbsp;(ou at&eacute; mesmo nervosismo) que o leva a criticar a&nbsp; sua atitude e at&eacute; mesmo o material utilizado.&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os aspectos da preocupa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o denotados quanto &agrave;s expectativas negativas sobre si mesmo, quando diz que &nbsp;&ldquo;n&atilde;o havia estudado alguns conte&uacute;dos nas s&eacute;ries b&aacute;sicas, necess&aacute;rios para a resolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Da&iacute; v&ecirc;-se o uso de um subterf&uacute;gio para as suas dificuldades diante do problema. A postura do Tutor a dist&acirc;ncia A (emissor), diante dos questionamentos do aluno A &eacute; de &nbsp;aten&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, algumas &ldquo;falas&rdquo; diante da ansiedade do receptor (aluno A), denotaram como um descaso ou descr&eacute;dito a sua capacidade, &ldquo;...n&atilde;o posso fornecer a resolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>      <p>Sabemos que a escrita &nbsp;&eacute; subjetiva, por mais que o emissor escreva de maneira afetiva, a previs&atilde;o que se tem da receptividade n&atilde;o &eacute; garantia de entendimento. Certamente, v&aacute;rios fatores ir&atilde;o interferir na &ldquo;entrelinhas&rdquo; da mensagem enviada, como, os la&ccedil;os afetivos que j&aacute; se estabeleceu entre os pares, o estado emotivo em que se encontra o receptor e outros.&nbsp; Vejamos outros recortes:</p>      <p><i>Ol&aacute;, n&atilde;o poderiam come&ccedil;ar com uma mais f&aacute;cil? Assim dessistimula. Primeiro porque n&atilde;o sei lidar com [...] e segundo porque n&atilde;o sei colocar 63000/64000 na forma de pot&ecirc;ncia com base 2. Alguma dica? </i>(<b>Aluno B</b>, Sexta-feira, 4 de junho de 2010, 14:45)</p>      <p><i>Caro aluno, sugiro que voc&ecirc; revise a mat&eacute;ria de Ensino Fundamental. Voc&ecirc; est&aacute; com d&uacute;vidas em passar de um lado para o outro da igualdade. O in&iacute;cio da resolu&ccedil;&atilde;o 1 e a seguinte [...] At&eacute; breve. </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia A, </b>Sexta-feira, 4 de junho, 17:15)</p>      <p><i>Infelizmente seu diagn&oacute;stico est&aacute; errado. (risos). N&atilde;o tenho dificuldades nenhuma em passar de um lado para o outro da igualdade, exceto por uma eventual distra&ccedil;&atilde;o [...].</i></p>      <p><i>PS: conhe&ccedil;o varias pessoas que considerariam essa sua sugest&atilde;o de revisar a matem&aacute;tica de ensino fundamental como uma ofensa. Eu vejo isso como uma simples falha de diagn&oacute;stico. Por&eacute;m, tome cuidado com esse tipo de &ldquo;sugest&atilde;o&rdquo;, pois os f&oacute;runs s&atilde;o locais p&uacute;blicos e a palavra escrita pode suscitar grandes mal entendidos. </i>(<b>Re: Aluno B, </b>sexta-feira, 04 de junho de 2010, 17:53)<i>.</i></p>      <p><i>Caro aluno, tudo bem? Fico feliz em saber que voc&ecirc; n&atilde;o considerou minha resposta como ofensa. Quando voc&ecirc; escreveu no f&oacute;rum, inferir que voc&ecirc; estava tendo d&uacute;vida em passar para o outro da igualdade, 64000/63000 e n&atilde;o o contr&aacute;rio, como deveria ser. Infelizmente existe uma limita&ccedil;&atilde;o nesse recurso do Ensino a dist&acirc;ncia (f&oacute;rum), pois n&atilde;o permite transmitir emo&ccedil;&otilde;es, tom de voz, etc., porque eu falei nas melhores das boas inten&ccedil;&otilde;es, sem querer ofender ningu&eacute;m. Infelizmente, voc&ecirc; n&atilde;o me conhece pessoalmente, mas pelo trabalho que desenvolvemos no semestre passado e estamos desenvolvendo nesse semestre, voc&ecirc; foi capaz de entender sabiamente que n&atilde;o foi uma ofensa. Espero que os outros colegas entendam assim tamb&eacute;m. Vamos em frente que ainda temos muito trabalho. Abra&ccedil;os. </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia A, </b>&nbsp;sexta-feira, 05 de junho, 23:15)</p>      <p><i>Ol&aacute; quanto ao exerc&iacute;cio eu realmente troquei a ordem. No seu lugar eu teria chegado &agrave; mesma conclus&atilde;o. Concordo plenamente com voc&ecirc; quanto aos f&oacute;runs na transmiss&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es. &Agrave;s vezes fico apreensivo se minhas cr&iacute;ticas sejam vistas como &ldquo;duras&rdquo; demais e at&eacute; levadas para o lado pessoal por causa da frieza da linguagem escrita. Tenha certeza que cada uma delas tem como alvo apenas o material e nunca o pessoal, sempre com o objetivo de aperfei&ccedil;oamento. Por favor, transmita isso a equipe do curso. Apesar de n&atilde;o conhec&ecirc;-lo pessoalmente, j&aacute; percebi sua compet&ecirc;ncia quando atuou na conturbada disciplina de L&oacute;gica matem&aacute;tica e tamb&eacute;m aqui, pois as d&uacute;vidas est&atilde;o sendo sanadas. Um abra&ccedil;o, e como voc&ecirc; diz, vamos em frente! </i><b>(Re: Aluno B,</b> s&aacute;bado, 05 de junho de 2010, 10:35).</p>      <p><i>Tudo bem, seu recado ser&aacute; transmitido para a equipe. Veja tamb&eacute;m sugest&otilde;es do exerc&iacute;cio 5 do resumo da fun&ccedil;&atilde;o exponencial no f&oacute;rum de duvidas da quarta semana. Um abra&ccedil;o. </i>(<b>Re: Tutor a Dist&acirc;ncia</b>, s&aacute;bado, 05 de junho de 2010, 10:47).</p>      <p>Novamente, nota-se a ansiedade do aluno B diante do &ldquo;desconhecido&rdquo;. Na primeira parte do di&aacute;logo, ele se auto-intitula desmotivado para resolver o exerc&iacute;cio, justificando que este &eacute; muito dif&iacute;cil.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mediante um erro na escrita do aluno B, o professor infere que ele estava tendo dificuldades em um dos conte&uacute;dos b&aacute;sicos (passar para o outro lado da igualdade) e sugere que ele busque orienta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m em outros recursos, nesse caso, a matem&aacute;tica de ensino fundamental. Mesmo que o professor tenha usado palavras de carinho como <i>caro aluno,</i> &eacute; percept&iacute;vel que o discurso do professor foi recebido como uma ofensa ou como um descr&eacute;dito &agrave; sua capacidade de racioc&iacute;nio, isso est&aacute; bem expl&iacute;cito quando ele adiciona <i>PS</i> ao final da mensagem.</p>      <p>Voltando na observa&ccedil;&atilde;o de Jakobson (2007)&nbsp; para que a comunica&ccedil;&atilde;o se processe efetivamente &eacute; necess&aacute;rio que a mensagem seja &ldquo;descodificada&rdquo; pelo receptor. Mesmo com todas as &ldquo;boas inten&ccedil;&otilde;es&rdquo; do professor para com o aluno, houve um mal entendido, que Jakobson chama de &ldquo;ru&iacute;do, comprometendo assim, a intencionalidade da mensagem e a perfeita recep&ccedil;&atilde;o da mesma. Ao escrever, o correto seria assumirmos o papel de destinat&aacute;rio da mensagem, ou seja, se colocar no lugar de quem ir&aacute; ler.</p>      <p>Felizmente, aluno e professor chegaram a um consenso: a escrita tem suas limita&ccedil;&otilde;es no que concerne a emo&ccedil;&atilde;o e a afetividade, conforme denota a fala do aluno B,</p>      <p><i>Concordo plenamente com voc&ecirc; quanto aos f&oacute;runs na transmiss&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es. &Agrave;s vezes fico apreensivo se minhas cr&iacute;ticas sejam vistas como &ldquo;duras&rdquo; demais e at&eacute; levadas para o lado pessoal por causa da frieza da linguagem escrita [...].</i></p>      <p>A partir desse ponto o professor mostrou-se humilde explicitando suas boas inten&ccedil;&otilde;es. Observa-se que a compreens&atilde;o se deu por parte do aluno devido aos la&ccedil;os de afinidades constru&iacute;das em semestres anteriores, conforme se denota por meio da fala do aluno B, &ldquo;Apesar de n&atilde;o conhec&ecirc;-lo pessoalmente, j&aacute; percebi sua compet&ecirc;ncia quando atuou na conturbada disciplina de L&oacute;gica matem&aacute;tica e tamb&eacute;m aqui, pois as d&uacute;vidas est&atilde;o sendo sanadas&rdquo;.</p>      <p>Conforme pontuado no referencial te&oacute;rico deste estudo o tutor n&atilde;o deve focar somente nas interven&ccedil;&otilde;es conceituais e reflexivas, mas tamb&eacute;m as afetivas. Na EaD, ou em qualquer outra forma de&nbsp; intera&ccedil;&atilde;o que ocorra por&nbsp; meio da linguagem verbal escrita&nbsp; &eacute; necess&aacute;rio se pensar em &ldquo;o que escrever&rdquo; e como &ldquo;escrever&rdquo;.&nbsp; Essencialmente, o que importa &eacute; que as atividades pedag&oacute;gicas, assim como a comunica&ccedil;&atilde;o, sejam permeadas pelo sentimento de acolhimento, respeito, simpatia e aprecia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da aceita&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o. Esses sentimentos n&atilde;o s&oacute; marcam a rela&ccedil;&atilde;o do aluno com o que se est&aacute; aprendendo, como tamb&eacute;m &nbsp;sua auto-imagem, o que favorece a autonomia e fortalece a confian&ccedil;a em suas capacidades e decis&otilde;es,&nbsp; &eacute; o que relata&nbsp; Tassoni (2000) quando se refere a afetividade e aprendizagem.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>      <p>Evidentemente,&nbsp; as Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o trouxeram um grande avan&ccedil;o para a humanidade em diversos campos de atua&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o mais que as outras &aacute;reas, a Educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se aprimorou dentro desses moldes.</p>      <p>Com o surgimento do Ensino a Dist&acirc;ncia, a sala de aula se converteu em Ambientes virtuais de Aprendizagem e o espa&ccedil;o f&iacute;sico e os livros deixaram de ser uns&nbsp; dos&nbsp; principais autores no processo educacional.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esse fato fez com que o modelo de professor &ldquo;detentor do conhecimento&rdquo;&nbsp; desse lugar ao modelo interacionalista, o facilitador e o mediador.&nbsp; Os modelos de ensino tamb&eacute;m acompanharam os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e a era da informatiza&ccedil;&atilde;o, remodulando a escola banc&aacute;ria em escola digital.</p>      <p>Por&eacute;m, se confrontarmos educa&ccedil;&atilde;o presencial x educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, veremos que muitas barreiras ainda precisam se quebradas, entre elas, a linguagem que &eacute; um dos principais&nbsp; pilares de qualquer&nbsp; relacionamento interacional. A linguagem utilizada nos AVAs &eacute; a linguagem escrita. Nesse novo cen&aacute;rio escolar surge tamb&eacute;m um novo perfil de professor: o tutor a dist&acirc;ncia.</p>      <p>Al&eacute;m disso, a escrita o canal interacional entre professor (tutor) e aluno, o grande desafio desse tipo de comunica&ccedil;&atilde;o&nbsp; &eacute; obter o entendimento sincronizado entre emissor &ndash; canal -receptor, neste caso espec&iacute;fico, tutor &ndash; AVA &ndash; aluno. Por meio da an&aacute;lise da escrita nos di&aacute;logos ocorridos em f&oacute;runs, observou-se que determinadas &ldquo;falas&rdquo; desencadeiam em uma s&eacute;rie de conflitos desnecess&aacute;rios, mesmo se considerarmos as inten&ccedil;&otilde;es do professor (tutor) como sendo &ldquo;as melhores&rdquo;. O mal-estar causado, muitas vezes, se d&aacute; pela ansiedade causada pelas pr&oacute;prias expectativas relacionadas a si mesmo (professor e aluno) ou at&eacute; mesmo relacionadas aos fatores fisiol&oacute;gicos como desprazer e nervosismo.</p>      <p>Considerando a diversidade de culturas, estilos de aprendizagem e conhecimento dos conte&uacute;dos pelos alunos e, considerando ainda, que a Tutoria &eacute; marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudos ao orientar, estimular e provocar o estudante a construir o seu pr&oacute;prio saber, conclui-se que para que o tutor seja um verdadeiro mediador &eacute; preciso saber escutar, identificar o perfil de cada aluno e, consequentemente, se colocar no papel de receptor das mensagens. Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel transformar o discurso em bate-papo, explica&ccedil;&atilde;o em conversa e afetividade e confian&ccedil;a em sucesso e motiva&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Em suma, diante desse novo modelo de &ldquo;ensinar&rdquo; e &ldquo;aprender&rdquo; h&aacute; de ser pensar no como &ldquo;interagir&rdquo; com esses facilitadores cibern&eacute;ticos, pois a arquitetura, a adapta&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de suas ferramentas, fazem com que seja necess&aacute;rio o investimento em capacita&ccedil;&atilde;o dos tutores nos seus detalhes, envolvendo tamb&eacute;m a equipe pedag&oacute;gica com o controle e a organiza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos a serem abordados.</p>      <p>Portanto, independente da modalidade que se usa, &eacute; importante lembrar que o aprender se d&aacute; a todo instante, pois cada pessoa &eacute; o agente de sua pr&oacute;pria transforma&ccedil;&atilde;o e fatores f&iacute;sicos, ambientais, culturais, afetivos, sociais e econ&ocirc;micos exercem influ&ecirc;ncias sobre esse processo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <p>Behar, P. A<i>.; et al </i>(2005).<i> &nbsp;</i>Refletindo sobre uma metodologia e pesquisa para &nbsp;&nbsp;&nbsp;AVA&#39;s. In: <i>Congresso Internacional de Qualidade de Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia</i>, 2005, S&atilde;o Leopoldo. Anais. S&atilde;o Leopoldo: Unisinos, v. 1.</p>      <p>Cavelucci, L. C B. (2003) Estilos de aprendizagem: em busca das diferen&ccedil;as individuais<b>. &nbsp;&nbsp;</b>In: <a href="http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_aprendizagem.pdf" target="blank">http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_aprendizagem.pdf</a> . Acesso em 20 de out. 2014.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fiuza, P. J. (2002) <i>Aspectos motivacionais na educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia: an&aacute;lise estrat&eacute;gica e dimensionamento de a&ccedil;&otilde;es</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado). Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de Santa Catarina. Florian&oacute;polis,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-5954201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> SC.</p>      <!-- ref --><p>Freire, P. (2002). <i>Pedagogia da Autonomia: Saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica &nbsp;educativa</i>. 34 ed. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-5954201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Jakobson, R<i>. </i>(2007)<i>. Lingu&iacute;stica e Comunica&ccedil;&atilde;o</i><b>. </b>Ed. 24, S&atilde;o Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-5954201500010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>L&eacute;vy, P. A. (1998) <i>revolu&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea em mat&eacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o</i>. In: Revista Famecos, Porto Alegre, n. 9, p. 37-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-5954201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Monteiro, M. N. (1980). <i>Um estudo da ansiedade e suas implica&ccedil;&otilde;es no desempenho acad&ecirc;mico. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o-publicada, Curso de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-5954201500010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pretti, O. (2000) <i>Autonomia do aprendiz na EAD: significados e dimens&otilde;es</i>. In: <b>Educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia</b>: construindo significados<i>. </i>Bras&iacute;lia: NEAD/IE &ndash; UFMT; Bras&iacute;lia: Plano, p.125-145.</p>      <!-- ref --><p>Palloff, R. &amp; Pratt, K. (2004). <i>O aluno virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line</i><b>.</b>Trad.: Vin&iacute;cius Figueira. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-5954201500010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Tobias, S. (1980). Anxiety and instruction. Em I. G. Sarason (Org.), <i>Test anxiety: Theory, research and applications</i> (pp. 289-309). Hillsdale, NJ: Erlbaum, 1980.</p>      <!-- ref --><p>Tobias, S<b>. </b>(1985). Test anxiety: Interference, defective skills and cognitive capacity<i>.</i> In: Educational Psychologist, Volume 20, issue 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-5954201500010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vygostsky, L. S. (1989). A forma&ccedil;&atilde;o social da mente: o desenvolvimento dos processos Psicol&oacute;gicos superiores<b>.</b>3&ordf;.ed. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-5954201500010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vavassorri, F. B. &amp; Raabe, A. L. A. (2003).&nbsp; <i>Organiza&ccedil;&atilde;o de Atividades de Aprendizagem Utilizando Agentes Virtuais:</i> <i>Um Estudo de Caso.</i> Livro Educa&ccedil;&atilde;o Online, Marco Ant&ocirc;nio da Silva, 2&ordf;Ed, &nbsp;Editora Loyola, &nbsp;S&atilde;o Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-5954201500010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>WALLON, H. <i>A. </i>(1968)<i> evolu&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica da crian&ccedil;a</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-5954201500010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Wigfield, A. &amp; Eccles, J. S. (1989) <i>Test anxiety in elementary and secondary school, students</i><b>. </b>In: Educational Psychologist, 24, 159-183pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-5954201500010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>      <p>Date of Submission: September 30, 2014</p>      <p>Date of Acceptance: November 10, 2014</p> </html>      ]]></body><back>
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