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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Major technical and communicational advances originated by IT have led companies to develop their activities in a context characterized by economies based on knowledge and intensive technology. Knowledge became a very important resource for creating competitive advantages to companies. Thus, companies have tried to explain, systematize and internalize knowledge systems, incorporating them into information and communication systems, available technology, work processes, management systems, etc. knowledge of which they depend on for internal effectiveness and efficiency (Organizational Knowledge / Structural Capital). So, using the methodology of content analysis, the objective of this study is to analyze whether Spanish companies are providing information to their stakeholders about their Structural Capital.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o do conhecimento organizacional das empresas</b></p>     <p><b>Information and organizational knowledge management of enterprises</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Francisa Tejedo Romero<sup>*</sup>, Joaquim Filipe Ferraz Esteves de Ara&uacute;jo <sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Professora Ajudante Doutora com a Acredita&ccedil;&atilde;o de Contratada Doutora em Contabilidade, Universidad de Castilla-La Mancha, Facultad de Ciencias Econ&oacute;micas y Empresariales, Departamento de Organizaci&oacute;n de Empresas, Plaza de la Universidad, 1, 02071 Albacete, Espanha. (<a href="mailto:Francisca.Tejedo@uclm.es">Francisca.Tejedo@uclm.es</a>)        <p><sup>**</sup> Professor Associado com Agrega&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, Universidade do Minho, Escola de Economia e Gest&atilde;o, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, (<a href="mailto:jfilipe@eeg.uminho.pt">jfilipe@eeg.uminho.pt</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os avan&ccedil;os t&eacute;cnicos e de comunica&ccedil;&atilde;o originados pelo desenvolvimento tecnol&oacute;gico levaram as empresas a desenvolver as atividades num contexto que se caracteriza por economias baseadas no conhecimento e na utiliza&ccedil;&atilde;o intensiva da tecnologia. O conhecimento tornou-se no recurso mais importante para a cria&ccedil;&atilde;o de vantagens competitivas para as empresas. As empresas procuram explicar, sistematizar e internalizar os sistemas de conhecimento incorporando-os nos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, na tecnologia dispon&iacute;vel, nos processos de trabalho, nos sistemas de gest&atilde;o, etc., conhecimento do qual depende a efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia interna (Conhecimento Organizacional/Capital Estrutural). Assim, utilizando a metodologia de an&aacute;lise de conte&uacute;do, o objetivo deste estudo consiste em analisar se as empresas espanholas est&atilde;o fornecendo informa&ccedil;&otilde;es para os seus <i>stakeholders</i> sobre o seu Capital Estrutural.</p>     <p><b>Palavras-chave</b> Conhecimento; Informa&ccedil;&atilde;o; Gest&atilde;o do Conhecimento; Intang&iacute;veis; Capital Estrutural.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Major technical and communicational advances originated by IT have led companies to develop their activities in a context characterized by economies based on knowledge and intensive technology. Knowledge became a very important resource for creating competitive advantages to companies. Thus, companies have tried to explain, systematize and internalize knowledge systems, incorporating them into information and communication systems, available technology, work processes, management systems, etc. knowledge of which they depend on for internal effectiveness and efficiency (Organizational Knowledge / Structural Capital). So, using the methodology of content analysis, the objective of this study is to analyze whether Spanish companies are providing information to their <i>stakeholders</i> about their Structural Capital.</p>     <p><b>Keywords</b>: Knowledge; Information; Knowledge Management; Intangible; Structural Capital.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as resultantes da globaliza&ccedil;&atilde;o das atividades econ&oacute;micas e dos neg&oacute;cios e a internacionaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados, exigem cada vez mais transpar&ecirc;ncia. A crescente complexidade dos neg&oacute;cios, a competitividade das empresas e o surgimento das novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs), deram origem a uma nova realidade (Costa-S&aacute;nchez, 2014; de Pablos, Soret &amp; Lopez, 2013; Leidner, 2010; Webster, 2014). As empresas t&ecirc;m vindo a desenvolver as atividades num ambiente que se caracteriza por uma economia baseada no conhecimento, em tecnologia intensiva e em constante mudan&ccedil;a. O conhecimento tornou-se o motor do crescimento econ&oacute;mico e da melhoria da produtividade, tornando-se o principal fator produtivo (Bueno, 1998; Dzinkowski, 2000; Sveiby, 1997) e o principal recurso das empresas (Grant, 1996; Nonaka &amp; Takeuchi, 1995; Spender, 1996). Por outro lado, as TIC impulsionaram a cria&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o de todo o tipo de conhecimento (Linares, Pi&ntilde;ero, Rodr&iacute;guez &amp; P&eacute;rez, 2014; Nonaka e Takeuchi, 1995; Qureshil, Kamal &amp; Wolcott, 2009), quer te&oacute;rico (cient&iacute;fico e t&eacute;cnico) quer emp&iacute;rico (com base na experi&ecirc;ncia e atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o). Este conhecimento tem servido para as empresas lidarem com o aumento da competitividade e fazer face &agrave; necessidade permanente de inova&ccedil;&atilde;o (Guadamillas &amp; Donate, 2006; Wijk, Jansen &amp; Lyles, 2008). Perante esse cen&aacute;rio, as empresas enfrentam o desafio de responder, mudando as estruturas organizacionais, e a forma de fazer neg&oacute;cios, recorrendo a novas t&eacute;cnicas de gest&atilde;o. A capacidade de inovar das empresas pode ser considerada como um dos principais fatores intang&iacute;veis que podem gerar vantagens competitivas (Lascurain, Madera, Ortoll &amp; Sanz, 2010; Miller, Samambaia &amp; Cardinal, 2007) atrav&eacute;s da incorpora&ccedil;&atilde;o do conhecimento em processos, produtos, atividades, etc, (Seidler &amp; Hartmann, 2008), tornando-se na pedra angular da inova&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento econ&oacute;mico das sociedades (Bueno, 1998, David &amp; Foray, 2002; OECD, 1996).</p>     <p>Como resultado, a capacidade organizacional em adquirir informa&ccedil;&otilde;es, transform&aacute;-las em conhecimento, incorporar como aprendizagem, compartilh&aacute;-la rapidamente e implement&aacute;-la onde, como e quando necess&aacute;rio, &eacute; o mais importante para lidar com a turbul&ecirc;ncia do ambiente (Grant, 1996; Nonaka &amp; Takeuchi, 1995). &Eacute; por isso que a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento s&atilde;o considerados como as principais fontes das vantagens competitivas (Davenport &amp; Prusak, 1998; Wijk, Jansen &amp; Lyles, 2008). Elas estimulam o desenvolvimento econ&oacute;mico, criatividade, inven&ccedil;&atilde;o e sua aplica&ccedil;&atilde;o, em novos produtos, servi&ccedil;os e processos que geram a cria&ccedil;&atilde;o de valor e aumentam a produtividade e a rentabilidade (Drucker, 1993). Juntamente com os restantes recursos intang&iacute;veis dispon&iacute;veis nas empresas come&ccedil;aram a ter um interesse crescente por parte da comunidade acad&eacute;mica e ser objeto de estudo (Carrillo, Castillo &amp; Tato, 2008).</p>     <p>Esses recursos t&ecirc;m origens diferentes como pessoas, organiza&ccedil;&atilde;o e contexto socioecon&oacute;mico, formando o que &eacute; chamado de &quot;Capital Intelectual&quot;. Sveiby (1997) classifica-o em tr&ecirc;s tipos: compet&ecirc;ncias dos colaboradores (ou capital humano) refere-se ao conhecimento por parte das pessoas e que se reflete na educa&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia dos colaboradores; estrutura interna (ou capital estrutural), que se refere ao conhecimento que vem da organiza&ccedil;&atilde;o e que se consubstancia em I&amp;D, na tecnologia, no estilo de gest&atilde;o, patentes, cultura, processos e gest&atilde;o; estrutura externa (ou capital relacional), que &eacute; o conhecimento que vem de fora da empresa, inclui rela&ccedil;&otilde;es com clientes e fornecedores, marcas e reputa&ccedil;&atilde;o. Tendo presente a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o e do conhecimento, este artigo incide sobre o estudo e an&aacute;lise do conhecimento que as empresas t&ecirc;m sido capazes de internalizar e que permanece ao longo do tempo dentro das mesmas (Bontis 2001; Euroforum, 1998), ou seja, o Capital Estrutural. Isto inclui todos os conhecimentos estruturados dos quais depende a efic&aacute;cia e a efici&ecirc;ncia interna das empresas: os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o, a tecnologia dispon&iacute;vel, os processos de trabalho, as patentes, os sistemas de gest&atilde;o, a filosofia e a cultura da empresa (Sveiby, 1997).</p>     <p>Nesse sentido, a publica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria das empresas sobre o capital estrutural &eacute; uma ferramenta valiosa de informa&ccedil;&atilde;o para todas as partes interessadas (<i>stakeholders</i>), porque estes querem ter mais informa&ccedil;&atilde;o sobre os recursos que criam riqueza nas empresas, tornando-se num elemento essencial da presta&ccedil;&atilde;o de contas para as pessoas com interesses leg&iacute;timos nas empresas. A divulga&ccedil;&atilde;o desta informa&ccedil;&atilde;o pode melhorar a confian&ccedil;a e comprometimento dos colaboradores, dar mais legitimidade &agrave;s atividades da empresa, atrair melhores parceiros e, em geral, melhorar a reputa&ccedil;&atilde;o da empresa (Carrillo, Castillo &amp; Tato, 2008; Freitas &amp; Lob&atilde;o, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, mesmo quando h&aacute; divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, as empresas usam uma variedade de relat&oacute;rios e recursos (imprensa especializada, folhetos, relat&oacute;rios anuais, relat&oacute;rios de capital intelectual, relat&oacute;rios de responsabilidade social, apresenta&ccedil;&otilde;es, conversas telef&oacute;nicas, etc.). O relat&oacute;rio anual &eacute; a via mais utilizada pelas empresas para divulgar informa&ccedil;&otilde;es. Isto deve-se a duas raz&otilde;es principais: primeiro, a empresa tem o controlo editorial sobre o documento e, segundo, &eacute; o documento mais amplamente distribu&iacute;do pela empresa. Para esse fim, o objetivo deste trabalho centrou-se na an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es sobre o conhecimento organizacional (Capital Estrutural) divulgado pelas empresas nos seus relat&oacute;rios anuais obtidos atrav&eacute;s da sua p&aacute;gina da internet, bem como a evolu&ccedil;&atilde;o sofrida nos anos em estudo. Para alcan&ccedil;ar este objetivo, foram colocadas as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>     <blockquote>- Qual &eacute; a quantidade de informa&ccedil;&atilde;o sobre o capital estrutural divulgado pelas empresas?</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- Qual &eacute; a evolu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o relativa ao capital estrutural divulgado pelas empresas?</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- Existem padr&otilde;es comuns de comportamento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre o capital estrutural entre as empresas?</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A metodologia utilizada foi a an&aacute;lise de conte&uacute;do (Krippendorff, 2004), para a qual foi criada um &iacute;ndice de divulga&ccedil;&atilde;o de capital estrutural, e cinco sub&iacute;ndices correspondentes &agrave;s subcategorias do mesmo, o que nos permitiu quantificar a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias prestadas pelas empresas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p>O interesse pelo conhecimento e os intang&iacute;veis reflete-se numa s&eacute;rie de estudos cobrindo v&aacute;rias &aacute;reas que v&atilde;o desde a mensura&ccedil;&atilde;o e a divulga&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o de empresas e o impacto sobre o crescimento econ&oacute;mico (Bueno, 1998; Guthrie, Petty &amp; Ricceri, 2006; Tejedo &amp; Tejada, 2013; Vickery, 1999). Estudos realizados mostram que a perspectiva da gest&atilde;o do conhecimento envolve a cria&ccedil;&atilde;o de valor a partir dos ativos intang&iacute;veis (PWC, 2001; de Tena &amp; Ongallo, 2005). Assim, a gest&atilde;o do conhecimento ter&aacute; reflexo na melhoria de processos, produtos e servi&ccedil;os, inova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento, novos produtos e servi&ccedil;os, maior motiva&ccedil;&atilde;o, satisfa&ccedil;&atilde;o e produtividade dos funcion&aacute;rios e melhoria nas rela&ccedil;&otilde;es com os clientes. Ela vai permitir aumentar o capital intelectual das empresas devido &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de intang&iacute;veis. Sveiby (2001, p. 347), partindo da Teoria sobre Organiza&ccedil;&otilde;es do Conhecimento, define uma estrat&eacute;gia para maximizar o valor da empresa. O autor defende que o conhecimento dentro da empresa pode ser encontrado nos empregados e executivos, seus fornecedores e clientes, nas suas rela&ccedil;&otilde;es com seus pares da ind&uacute;stria e nos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o da empresa. Assim, a cria&ccedil;&atilde;o de valor &eacute; alcan&ccedil;ado por meio de uma eventual transfer&ecirc;ncia de conhecimento, bidireccional, que est&aacute; representada na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os diferentes fluxos de conhecimento est&atilde;o ligados aos v&aacute;rios blocos que comp&otilde;em o capital intelectual de uma empresa (Capital Humano, Relacional e Estrutural). As pessoas (capital humano) s&atilde;o aqueles que t&ecirc;m o conhecimento, este &eacute; partilhado, utilizado e divulgado (Capital Relacional), sendo finalmente institucionalizado e codificado pelas empresas (Capital Estrutural). Neste sentido, este trabalho concentra-se no estudo do Capital Estrutural, analisando as informa&ccedil;&otilde;es divulgadas pelas empresas. No entanto, a dificuldade neste tipo de estudos no que concerne &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o com precis&atilde;o dos intang&iacute;veis fez com que n&atilde;o exista uma padroniza&ccedil;&atilde;o ou qualquer estrutura conceitual sobre esta quest&atilde;o. H&aacute; uma variedade de estruturas que t&ecirc;m sido utilizadas por acad&eacute;micos para classificar e definir os intang&iacute;veis (Brooking, 1997; Euroforum, 1998; Sveiby, 1997). A maioria dos estudos baseiam-se no modelo desenvolvido por Sveiby (1997), que foi posteriormente alterado por Guthrie &amp; Petty (2000). Nesse sentido, e seguindo o quadro inicial de Sveiby (1997), montamos um modelo conceptual para nos ajudar a compreender o que entendemos por Capital Estrutural. A categoria de capital estrutural &eacute; constitu&iacute;da por um n&uacute;mero de subcategorias e itens espec&iacute;ficos (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este modelo que configuramos ser&aacute; utilizado para estudar se as empresas est&atilde;o a fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu Capital Estrutural.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A an&aacute;lise proposta foi realizada atrav&eacute;s do emprego da metodologia de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Krippendorff, 2004). Para assegurar a confiabilidade da an&aacute;lise de conte&uacute;do foram consideradas as indica&ccedil;&otilde;es de Guthrie, Petty &amp; Ricceri (2006) que consideram que, no caso de um &uacute;nico codificador, se tiver sido determinado um per&iacute;odo suficiente de forma&ccedil;&atilde;o e as decis&otilde;es de codifica&ccedil;&atilde;o chegarem a um n&iacute;vel aceit&aacute;vel na amostra piloto realizada, pode-se testar a fiabilidade no processo de depura&ccedil;&atilde;o dos dados. No entanto, para suprir a falta de transpar&ecirc;ncia na codifica&ccedil;&atilde;o de dados (Beattie &amp; Thomson, 2007), foram realizados os passos que s&atilde;o apresentadas abaixo.</p>     <p><i>Per&iacute;odo do estudo</i></p>     <p>O per&iacute;odo escolhido abrange cinco anos, de 2004 a 2008 (inclusive). Esta escolha &eacute; motivada na sequ&ecirc;ncia da aprova&ccedil;&atilde;o, em Espanha, da Lei 26/2003, de 17 de Julho, sobre transpar&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es, que regula todos os emitentes de valores mobili&aacute;rios e instrumentos financeiros admitidos &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em bolsa, onde se afirma no par&aacute;grafo 2 do artigo 117, que as empresas devem ter uma p&aacute;gina na internet para divulgar informa&ccedil;&otilde;es que facilite o acesso, a partir de 2004, aos documentos analisados de forma mais f&aacute;cil e acess&iacute;vel. O per&iacute;odo de 2009-2013 ser&aacute; deixado para estudos posteriores em virtude da exist&ecirc;ncia de uma s&eacute;rie de fus&otilde;es de empresas que distorceram a s&eacute;rie de dados.</p>     <p><i>Defini&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e escolha da amostra</i></p>     <p>As empresas listadas no mercado cont&iacute;nuo espanhol que foram inclu&iacute;dos no &iacute;ndice de a&ccedil;&otilde;es IBEX 35, no per&iacute;odo 2004-2008 s&atilde;o a popula&ccedil;&atilde;o de partida, uma vez que estas s&atilde;o as mais suscet&iacute;veis a maior transpar&ecirc;ncia. Opta-se por um desenho da amostra dirigido ou n&atilde;o probabil&iacute;stica, considerando-se as empresas inclu&iacute;das no &iacute;ndice em 2008 (j&aacute; que nos &uacute;ltimos anos tem havido fus&otilde;es e algumas empresas deixaram este &iacute;ndice) e mantendo o resto fixo durante anos, tendo como refer&ecirc;ncia o ano de 2004. A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 23 empresas, representando 65,7% da popula&ccedil;&atilde;o inicial. A distribui&ccedil;&atilde;o por setores das 23 empresas da amostra &eacute; apresentada na <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Sele&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o das unidades de an&aacute;lise</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sele&ccedil;&atilde;o das unidades de an&aacute;lise mais adequadas &eacute; uma quest&atilde;o importante na coleta de dados (Cam&otilde;es, 2012), uma vez que se pretende codificar informa&ccedil;&otilde;es em diferentes categorias. Deve ficar claro que dados s&atilde;o analisados, como s&atilde;o definidos e de que documentos s&atilde;o extra&iacute;dos. Assim, as unidades de amostragem foram os relat&oacute;rios anuais, os de registro s&atilde;o a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o e para as unidades de contexto foi analisada a informa&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das frases.</p>     <p><i>Ado&ccedil;&atilde;o de um modelo para classificar a informa&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>Para a codifica&ccedil;&atilde;o dos dados foi seguido um modelo conceptual que foi definido na sec&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A categoria de Capital Estrutural &eacute; constitu&iacute;da por 6 subcategorias e um total de 12 elementos intang&iacute;veis.</p>     <p><i>Defini&ccedil;&atilde;o do sistema de quantifica&ccedil;&atilde;o mediante as regras de recontagem</i></p>     <p>A quantifica&ccedil;&atilde;o das unidades de registro foi realizada atrav&eacute;s da an&aacute;lise de presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia (Krippendorff, 2004), dos diferentes elementos intang&iacute;veis. Para o estudo das seis subcategorias de Capital Estrutural foram utilizados &iacute;ndices n&atilde;o ponderados, a fim de agrupar os ativos intang&iacute;veis em suas subcategorias para quantificar o n&iacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es divulgado:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Onde Ij &eacute; o &iacute;ndice de divulga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ponderado da empresa j, i &eacute; o elemento intang&iacute;vel, Xij a pontua&ccedil;&atilde;o obtida pela empresa j do elemento i. Consequentemente, Xij tomar&aacute; o valor de 1 se a empresa j divulgou o elemento intang&iacute;vel i e, em caso contr&aacute;rio tomar&aacute; o valor de 0 se n&atilde;o foi divulgado. Finalmente, foi obtido um &iacute;ndice de divulga&ccedil;&atilde;o do Capital Estrutural, na mesma linha que os anteriores, que ser&atilde;o a agrega&ccedil;&atilde;o dos mesmos, ou a agrega&ccedil;&atilde;o de todos os elementos intang&iacute;veis:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise dos dados e resultados</b></p>     <p>Para atingir o objetivo e, portanto, para resolver as quest&otilde;es de pesquisa levantadas para esse fim, realizou-se uma an&aacute;lise descritiva de cada um dos elementos intang&iacute;veis que constituem o Capital Estrutural, a fim de verificar se eles s&atilde;o comunicados ou divulgados pelas empresas durante os anos em estudo. Al&eacute;m disso, e para conhecer o comportamento de todas as vari&aacute;veis que foram consideradas no estudo foram obtidas as principais medidas de tend&ecirc;ncia, dispers&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia. Usando esta t&eacute;cnica obt&eacute;m-se uma compreens&atilde;o b&aacute;sica dos dados, bem como a import&acirc;ncia de cada categoria das vari&aacute;veis avaliadas.</p>     <p>Uma vez realizada esta an&aacute;lise descritiva inicial, em seguida, e antes de conhecer qual ser&aacute; o teste estat&iacute;stico a utilizar, ser&atilde;o realizados testes de normalidade (Teste de Kolmogorov-Smirnov e Teste de Shapiro-Wilks, ver <a href="#t9">Tabela 9</a>). De tal forma que, se &eacute; sustent&aacute;vel que as vari&aacute;veis s&atilde;o normais aplicam-se testes param&eacute;tricos e, caso contr&aacute;rio, testes n&atilde;o param&eacute;tricos.</p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de conte&uacute;do foi utilizado o programa MAXQDA, apesar da codifica&ccedil;&atilde;o ter sido realizada manualmente. As t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas utilizadas foram realizadas com o SPSS 19.</p>     <p>A <a href="#t5">Tabela 5</a> mostra que, em 2004, 2005 e 2006, a Filosofia de Gest&atilde;o foi o elemento mais divulgado com 86,96% das empresas a fornecem informa&ccedil;&otilde;es, sendo os Segredos Comerciais e os <i>Copyrights</i> os menos relatados. No ano de 2007 o elemento mais divulgado foi referente a Sistemas de Rede, Processos de Gest&atilde;o e Cultura Corporativa, com uma m&eacute;dia de 82,61% de empresas divulgaram esta informa&ccedil;&atilde;o. No ano de 2008, h&aacute; mais uma empresa a fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre os Sistema de Rede e sobre os Processos de Gest&atilde;o, com 86,96% das empresas que divulgam esta informa&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, verificou-se que, como ocorreu nos anos anteriores, em 2007 e 2008 n&atilde;o h&aacute; empresas a divulgar informa&ccedil;&otilde;es sobre os Segredos Comerciais e <i>Copyrights</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="#t6">Tabela 6</a>, podemos ver que para os anos de 2004, 2005 e 2006, a Filosofia de Gest&atilde;o foi a subcategoria mais difundida com uma m&eacute;dia de 87%, sendo a menos divulgada a subcategoria de Propriedade Intelectual. No entanto, para os anos de 2007 e 2008 a subcategoria mais divulgada foi a Cultura da Empresa, com uma m&eacute;dia de 83%. Assim, para a m&eacute;dia do per&iacute;odo 2004-2008 a subcategoria mais divulgada foi Filosofia de Gest&atilde;o, com uma m&eacute;dia de 84%, e a Propriedade Intelectual a menos divulgada, com uma m&eacute;dia de 5%.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No mesmo sentido, a <a href="#t7">Tabela 7</a> mostra que, para o per&iacute;odo em an&aacute;lise, a maioria das empresas fornecem informa&ccedil;&otilde;es sobre a Filosofia da sua organiza&ccedil;&atilde;o, com um valor m&eacute;dio que ascende a 0,84.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Finalmente obtivemos o &iacute;ndice de difus&atilde;o do Capital Estrutural (ver <a href="#t8">Tabela 8</a>), o qual reflete que, para o per&iacute;odo de 2004-2005, quase metade das empresas fornecem informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu Capital Estrutural, especificamente 49% das empresas. Al&eacute;m disso, o &iacute;ndice est&aacute; pr&oacute;ximo do valor m&eacute;dio, e a dispers&atilde;o, medida pelo desvio padr&atilde;o n&atilde;o &eacute; muito elevada, cerca de 0,23.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Depois de fazer a an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica informativa do Capital Estrutural das empresas do IBEX 35 &eacute; importante saber se a mudan&ccedil;a no n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o, para cada um dos anos objeto do estudo medido pelo &iacute;ndice de Capital Estrutural, tem sido muito importante para as empresas. Com o objetivo de testar essa afirma&ccedil;&atilde;o e responder &agrave; segunda pergunta de investiga&ccedil;&atilde;o, foram formuladas as seguintes hip&oacute;teses nula e alternativa:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H0: A quantidade de informa&ccedil;&atilde;o relativa ao Capital Estrutural para os anos do per&iacute;odo compreendido entre 2004-2008 n&atilde;o difere entre si (&eacute; igual).</p>     <p>     <blockquote><i>ICE<sub>2004</sub>=ICE<sub>2005</sub>=ICE<sub>2006</sub>=ICE<sub>2007</sub>=ICE<sub>2008</sub></i></blockquote>     <p></p>     <p>H1: A quantidade de informa&ccedil;&atilde;o relativa ao Capital Estrutural para os anos do per&iacute;odo compreendido entre 2004-2008 difere entre si (&eacute; diferente).</p>     <p>     <blockquote><i>ICE<sub>2004</sub>&ne;ICE<sub>2005</sub>&ne;ICE<sub>2006</sub>&ne;ICE<sub>2007</sub>&ne;ICE<sub>2008</sub></i></blockquote>     <p></p>     <p>A fim de verificar a exist&ecirc;ncia de comportamentos diferentes entre os anos em estudo, foram aplicadas t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas para contrastar se esses comportamentos s&atilde;o significativos. Em primeiro lugar, ser&aacute; verificado o cumprimento dos pressupostos de normalidade. Para verificar se s&atilde;o atendidos esses pressupostos foi utilizado o Teste de Kolmogorov-Smirnov com a modifica&ccedil;&atilde;o de Lillierfors e o Teste de Shapiro-Wilks. O Teste de Kolmogorov-Smirnov &eacute; o mais utilizado e &eacute; considerado um dos testes mais poderosos. Para este teste as hip&oacute;teses s&atilde;o as seguintes:</p>     <p>H0: O conjunto de dados segue uma distribui&ccedil;&atilde;o normal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H1: O conjunto de dados n&atilde;o segue uma distribui&ccedil;&atilde;o normal.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t9"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; necess&aacute;rio estudar a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica do &iacute;ndice de capital estrutural (ICE), para um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95% e um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% para que, se o valor-p que est&aacute; associado &eacute; menor que &alpha; (determinada em 0,05) a hip&oacute;tese nula &eacute; rejeitada. Assim, de acordo com o Teste de Kolmogorov-Smirnov, observa-se que todos os valor-p s&atilde;o inferiores a 0,05. Por conseguinte, o referido &iacute;ndice, em cada um dos anos analisados, n&atilde;o se comportou normalmente. Ao analisar o Teste Shapiro-Wilk sobre a normalidade dos dados obt&eacute;m-se as mesmas conclus&otilde;es.</p>     <p>A conclus&atilde;o da an&aacute;lise do teste de normalidade leva a considerar um forte incumprimento da hip&oacute;tese da normalidade por parte desse &iacute;ndice. No entanto, justifica-se quando se considera que, de acordo com o Teorema do Limite Central, uma das condi&ccedil;&otilde;es para o cumprimento da normalidade das vari&aacute;veis &eacute; o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos (observa&ccedil;&otilde;es) da amostra que tem de ser superior a 30. Esta falta de normalidade exige a utiliza&ccedil;&atilde;o do teste n&atilde;o param&eacute;trico, ou seja, o Teste de Friedman, que &eacute; usado para testar a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas nas m&eacute;dias das vari&aacute;veis analisadas para conhecer se houve modifica&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo. Tamb&eacute;m se utiliza o coeficiente de concord&acirc;ncia W Kendall para medir o grau de rela&ccedil;&atilde;o entre os diferentes exerc&iacute;cios econ&oacute;micos analisados, que &eacute; baseado nos mesmos intervalos atribu&iacute;dos ao Teste de Friedman. Portanto, neste caso, o resultado do Teste de Friedman est&aacute; totalmente relacionado ao valor de correla&ccedil;&atilde;o de Kendall, permitindo a confirma&ccedil;&atilde;o do resultado obtido.</p>     <p>H0: Os postos somados para cada vari&aacute;vel s&atilde;o iguais.</p>     <p>H1: Os postos somados para cada vari&aacute;vel n&atilde;o s&atilde;o iguais.</p>     <p>No caso em que, com o contraste a priori de Friedman, s&atilde;o significativos com valor-p &lt;0,05 rejeita-se a hip&oacute;tese nula, o que &eacute; uma evid&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os anos do per&iacute;odo de 2004-2008, contudo n&atilde;o se conheceria em que pares de anos se registam essas diferen&ccedil;as. Assim, &eacute; necess&aacute;rio realizar testes post-hoc. Especificamente, o Teste de Wilcoxon Signed Ranks &eacute; adequado para este caso.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t10"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes intervalos indicam que nos exerc&iacute;cios de 2006 e 2007 as empresas apresentaram n&iacute;veis maiores de divulga&ccedil;&atilde;o do Capital Estrutural. Observando o teste estat&iacute;stico de contraste &chi;2 (4) = 1,813 o valor-p &eacute; maior que 0,05, n&atilde;o se podendo rejeitar a hip&oacute;tese nula. Portanto, uma vez que as diferen&ccedil;as observadas entre as 5 medi&ccedil;&otilde;es de intervalos n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas, de acordo com o <i>Teste de Friedman</i>, podemos afirmar que o n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o do Capital Estrutural n&atilde;o variou significativamente durante os exerc&iacute;cios analisados. Por outro lado, o coeficiente de concord&acirc;ncia de Kendall permite verificar se para &quot;k&quot; amostras relacionadas elas prov&ecirc;m da mesma popula&ccedil;&atilde;o. Assim, quanto mais iguais s&atilde;o os intervalos m&eacute;dios, menos concord&acirc;ncia haver&aacute;. Este teste pode ser interpretado como uma medida de concord&acirc;ncia, variando de 0 (aus&ecirc;ncia de acordo) a 1 (com concord&acirc;ncia). No presente estudo, o coeficiente de Kendall W &eacute; igual a 0,020, o que, ao estar pr&oacute;ximo de zero indica uma falta de concord&acirc;ncia no n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre o Capital Estrutural entre os v&aacute;rios exerc&iacute;cios analisados. Como n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas, entendemos que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio aplicar o teste de Wilcoxon para cada ano fiscal a comparar (para cada par). Podemos afirmar que, para o per&iacute;odo 2004-2008, a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelas empresas sobre o Capital Estrutural n&atilde;o foi significativamente modificado para cada um dos anos.</p>     <p>Finalmente, para abordar a exist&ecirc;ncia de padr&otilde;es de comportamento nas empresas da amostra, foi formulada a seguinte hip&oacute;tese:</p>     <p>Os diferentes setores produtivos t&ecirc;m diferentes n&iacute;veis de capital estrutural:</p>     <p>     <blockquote>H0: Os diferentes setores produtivos n&atilde;o t&ecirc;m diferentes n&iacute;veis de divulga&ccedil;&atilde;o sobre o Capital Estrutural</blockquote>     <p></p>     <p>H1: Os diferentes setores produtivos t&ecirc;m diferentes n&iacute;veis de divulga&ccedil;&atilde;o sobre o Capital Estrutural</p>     <p>Para testar essa hip&oacute;tese, come&ccedil;amos por agrupar a vari&aacute;vel setor de acordo com os seis setores aos quais pertencem as empresas que fazem parte do estudo. Assim, ap&oacute;s verificar os pressupostos de n&atilde;o normalidade para os dados, utilizamos o teste n&atilde;o param&eacute;trico de Kruskal-Wallis (que se assemelha ao teste param&eacute;trico ANOVA) para corroborar a hip&oacute;tese nula. Este teste analisa se as discrep&acirc;ncias entre os seis per&iacute;odos m&eacute;dios s&atilde;o suficientemente grandes para considerar que h&aacute; diferen&ccedil;as significativas entre setores ou n&atilde;o.</p>     <p>A <a href="#t11">Tabela 11</a> mostra que h&aacute; discrep&acirc;ncias entre os seis setores, determinando que eles n&atilde;o s&atilde;o iguais. Al&eacute;m disso, analisando detalhadamente o &iacute;ndice pode-se afirmar que:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t11"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n2/9n2a10t11.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>ICE: os setores mais representativos em termos de maior n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o de Capital Estrutural s&atilde;o o de Tecnologia e Telecomunica&ccedil;&otilde;es e o de Ind&uacute;stria e Constru&ccedil;&atilde;o. Observa-se tamb&eacute;m que X2(5) tem um valor de 15.362, com um p = 0,009, o que confirma a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os setores analisados, de acordo com o n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o sobre o Capital Estrutural. Neste sentido, podemos afirmar que existem diferen&ccedil;as significativas entre o n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o do Capital Estrutural e o setor produtivo a que pertencem as empresas. O setor produtivo, com maior n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o &eacute; o de Tecnologia e Telecomunica&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um dos setores mais ativo na cria&ccedil;&atilde;o de Capital Estrutural, por se tratar de alta tecnologia, e portanto intensivo em intang&iacute;veis. Isto &eacute; consistente com a classifica&ccedil;&atilde;o das atividades baseadas no conhecimento definido pela OCDE (2001, p. 126-205 e 208). Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de divulga&ccedil;&atilde;o, o setor de Servi&ccedil;os de Consumo apresenta uma m&eacute;dia de 0,24. Esta &eacute; coincidente com a classifica&ccedil;&atilde;o da OCDE (2001), que a considera como uma atividade n&atilde;o baseada no conhecimento e, portanto, n&atilde;o &eacute; um setor intensivo em Capital Estrutural. Neste sentido, os setores mais intensivos na cria&ccedil;&atilde;o de Capital Estrutural s&atilde;o os que realizam mais divulga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>As novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o deram origem a uma nova realidade no mundo dos neg&oacute;cios. O desenvolvimento da internet, como meio para a divulga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o corporativa criou uma nova forma de comunica&ccedil;&atilde;o entre as empresas e os seus grupos de interesse. Apesar da import&acirc;ncia que tem para as empresas fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre o Capital Estrutural, uma vez que pode conduzir a uma melhoria da sua imagem e da reputa&ccedil;&atilde;o para os <i>stakeholders</i>, e proporcionar um aumento da confian&ccedil;a das empresas que divulgam essa informa&ccedil;&atilde;o, este estudo mostra que h&aacute; pouca divulga&ccedil;&atilde;o sobre o conhecimento organizacional. Tal pode resultar do receio que possa existir em algumas empresas em divulgar informa&ccedil;&otilde;es que possam ser &uacute;teis para os concorrentes, o que pode ser uma fonte de vantagem competitiva a longo prazo. Conv&eacute;m contudo salientar que a maioria das empresas est&atilde;o a divulgar informa&ccedil;&otilde;es sobre a sua filosofia e cultura de forma volunt&aacute;ria, enviando sinais para o mercado das boas pr&aacute;ticas da empresa, e da sua maneira e forma de atuar. A informar por parte das empresas o seu capital estrutural pode ser uma boa ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o entre estas e os seus <i>stakeholders</i>, permitindo dar a conhecer de maneira efetiva o modelo de gest&atilde;o que est&aacute; implementado no seio da empresa. Assim, uma vez que disponham dessa informa&ccedil;&atilde;o os <i>stakeholders</i> devolver&atilde;o valor &agrave; empresa sob a forma de reputa&ccedil;&atilde;o corporativa. Por esta raz&atilde;o, deve-se incentivar as empresas a boa gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relativa ao seu conhecimento organizacional para que esta chegue aos <i>stakeholders</i> e estes o reconhe&ccedil;am e possam devolver valor &agrave; empresa sob a forma de confian&ccedil;a, credibilidade e fidelidade, ou seja, sob a forma de reputa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m ficou demonstrado que as empresas ao longo dos anos em an&aacute;lise, mudaram pouco os n&iacute;veis das informa&ccedil;&otilde;es divulgadas, n&atilde;o sendo significativas as altera&ccedil;&otilde;es realizadas. Elas mantiveram ao longo do tempo a quantidade de informa&ccedil;&atilde;o divulgada sobre o Capital Estrutural, apesar de estarem envolvidas na Era do Conhecimento.</p>     <p>Os setores mais intensivos em conhecimento s&atilde;o aqueles que est&atilde;o a divulgar maior quantidade de informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu Capital Estrutural. Destaca-se o setor das Tecnologia e Telecomunica&ccedil;&otilde;es que divulga mais informa&ccedil;&otilde;es. Tal deve-se principalmente ao facto destes setores realizarem grandes investimentos em novas tecnologias e I&amp;D, querendo divulgar informa&ccedil;&atilde;o para o exterior sobre o investimento realizado e que se espera ir&aacute; criar riqueza para a empresa a longo prazo. N&atilde;o obstante, acreditamos que seria conveniente que as empresas, independentemente do setor industrial a que perten&ccedil;am, divulguem informa&ccedil;&atilde;o sobre o seu conhecimento organizacional com a finalidade de aumentar o valor percebido pelos <i>stakeholders</i>&nbsp; sobre elas.</p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o deste estudo refere-se principalmente &agrave; fonte de recolha de dados que foi limitada aos relat&oacute;rios anuais das empresas. Seria &uacute;til que futuros estudos analisassem outros meios de comunica&ccedil;&atilde;o utilizados pelas empresas, como por exemplo a imprensa. Uma futura linha de investiga&ccedil;&atilde;o poderia ser o estudo dos fatores que tornam as empresas mais suscept&iacute;veis de levar a cabo uma estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o do Capital Estrutural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Abeysekera, I. (2007). Intellectual capital reporting between a developing and developed nation. <i>Journal of Intellectual Capital, 8</i>(2), 329-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-5954201500020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Abeysekera, I. &amp; Guthrie, J. (2005). An empirical investigation of annual reporting trends of intellectual capital in Sri Lanka. <i>Critical Perspectives on Accounting, 16</i>(3), 151-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-5954201500020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beattie, V. y Thomson, S. J. (2007). Lifting the lid on the use of content analysis to investigate intellectual capital disclosures. <i>Accounting Forum, 31</i>(2), 129-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-5954201500020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bontis, N. (2001). Assessing knowledge assets: a review of the models used to measure intellectual capital. <i>International Journal of Management Reviews, 3</i>(1), 41-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-5954201500020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brooking, A. (1997). <i>El capital intelectual: el principal activo de las empresas del tercer milenio</i>. Barcelona: Paid&oacute;s Empresa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-5954201500020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bueno Campos, E. (1998). El capital intangible como clave estrat&eacute;gica en la competencia actual. <i>Bolet&iacute;n de Estudios Econ&oacute;micos</i>, <i>53</i>(164), 207-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-5954201500020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cam&otilde;es, P. J. (2012). O Design de Investiga&ccedil;&atilde;o. En: Silvestre, H. y&nbsp; Ara&uacute;jo, J. 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Estudio de su empleo por las empresas espa&ntilde;olas con mejor reputaci&oacute;n.&nbsp;<i>Observatorio (OBS*)</i>,&nbsp;<i>8</i>(4), 071-090.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-5954201500020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davenport, T. H. y Prusak, L. (1998). <i>Working Knowledge: How Organizations Manage What They Know</i>: Harvard Business School Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-5954201500020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>David, P. &amp; Foray, D. (2002). Fundamentos economicos de la sociedad del conocimiento. <i>Comercio Exterior, 52</i>(6), 472-490.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-5954201500020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>de Pablos Heredero, C., Santos, S. L. &amp; L&oacute;pez-Eguilaz, M. J. (2013). Un Modelo de Medici&oacute;n de Resultados en las Pr&aacute;cticas de Innovaci&oacute;n Abierta. <i>Journal of Technology Management &amp; Innovation</i>,&nbsp;8, 37-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-5954201500020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>de Tena, R., &amp; Ongallo, C. (2005). <i>Estudio sobre la Gesti&oacute;n del Conocimiento en Espa&ntilde;a 2004</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n para el Desarrollo de la Ciencia y la Tecnolog&iacute;a (FUNDECYT) y la Asociaci&oacute;n Espa&ntilde;ola de Normalizaci&oacute;n y Certificaci&oacute;n (AENOR).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-5954201500020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Drucker, P. F. (1993). <i>La sociedad poscapitalista</i>. Barcelona: Ap&oacute;strofe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-5954201500020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dzinkowski, R. (2000). The measurement and management of intellectual capital: An introduction. <i>Management Accounting, 78</i>(2), 32-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-5954201500020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Euroforum. (1998). <i>Medici&oacute;n del capital intelectual: Modelo intelect</i>. Madrid: Instituto Universitario Euroforum Escorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-5954201500020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freitas, R., &amp; Lob&atilde;o, R. (2011). Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional e investimentos em sustentabilidade.&nbsp;<i>Observatorio (OBS*)</i>,&nbsp;<i>5</i>(4), 205-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-5954201500020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grant, R. M. (1996). Toward a knowledge-based theory of the firm. <i>Strategic Management Journal, 17</i>(10), 109-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-5954201500020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guadamillas G&oacute;mez, F., &amp; Donate Manzanares, M. J. (2006). Conocimiento organizativo, innovaci&oacute;n y crecimiento empresarial: el caso del Grupo Tecnobit. <i>Universia Business Review</i>, (12), 50-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-5954201500020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guthrie, J. &amp; Petty, R. (2000). Intellectual Capital: Australian Annual Reporting Practices. <i>Journal of Intellectual Capital, 1</i>(3), 241-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-5954201500020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guthrie, J., Petty, R. &amp; Ricceri, F. (2006). The voluntary reporting of intellectual capital: Comparing evidence from Hong Kong and Australia. <i>Journal of Intellectual Capital, 7</i>(2), 254-271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-5954201500020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Krippendorff, K. (2004). <i>Content analysis: An introduction to its methodology</i>. California: Sage Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-5954201500020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lascurain, M. L., Madera-Jaramillo, M. J., Ortoll, E., &amp; Sanz Casado, E. (2010). Capacidad innovadora de la Comunidad de Madrid a partir de las patentes concedidas entre 1996 y 2007. <i>Revista Espa&ntilde;ola de Documentaci&oacute;n Cient&iacute;fica, 33</i>(3), 458-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-5954201500020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leidner, D. E. (2010). Globalization, culture, and information: Towards global knowledge transparency. <i>The Journal of Strategic Information Systems</i>, <i>19(2)</i>, 69-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-5954201500020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Li, J., Pike, R. &amp; Haniffa, R. (2008). Intellectual capital disclosure and corporate governance structure in UK firms. <i>Accounting and Business Research, 38</i>(2), 137-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-5954201500020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Linares Pons, N., Pi&ntilde;ero P&eacute;rez, Y., Rodr&iacute;guez Stiven, E. &amp; P&eacute;rez Quintero, L. (2014). Dise&ntilde;o de un modelo de Gesti&oacute;n del Conocimiento para mejorar el desarrollo de equipos de proyectos inform&aacute;ticos. <i>Revista Espa&ntilde;ola de Documentaci&oacute;n Cient&iacute;fica, 37</i>(2), e044&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-5954201500020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miller, D.J., Fern, M.J. &amp; Cardinal, L.B. (2007). The use of knowledge for technological innovation within diversified firms. <i>Academy of Management Journal, 50</i>(2), 308-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-5954201500020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nonaka, I. &amp; Takeuchi, H. (1995). <i>The knowledge-creating company</i>: Oxford University Press New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-5954201500020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OECD, Organisation for Economic Co-operation and Development. (1996). <i>The Knowledge-based economy.</i> Paris: Organisation for Economic Co-operation and Development.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-5954201500020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OECD, Organisation for Economic Co-operation and Development. (2001). OECD Science, Technology and Industry Scoreboard 2001: Towards a Knowledge-based Economy. Paris: OECD Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-5954201500020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PWC, PriceWaterhouseCoopers. (2001). <i>Estudio sobre la Situaci&oacute;n Actual y las Perspectivas de la Gesti&oacute;n del Conocimiento y del Capital Intelectual- Espa&ntilde;a 2001</i>. Madrid: PWC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-5954201500020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Qureshil, S., Kamal, M., &amp; Wolcott, P. (2009). Information technology interventions for growth and competitiveness in micro-enterprises. <i>International Journal of E-Business Research, 5</i>(1), 117-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-5954201500020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Seidler-de Alwis, R. &amp; Hartmann, E. (2008). The use of tacit knowledge within innovative companies: knowledge management in innovative enterprises. <i>Journal of knowledge Management, 12</i>(1), 133-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-5954201500020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spender, J. C. (1996). Making knowledge the basis of a dynamic theory of the firm. <i>Strategic Management Journal, 17</i>(Winter Special), 45-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1646-5954201500020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sveiby, K. E. (1997). <i>The New Organizational Wealth: Managing y Measuring Knowledge-based Assets</i>. San Francisco: Berrett-Koehler Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-5954201500020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tejedo Romero, F. &amp; Tejada Ponce, &Aacute;. (2013). Incidencia de las caracter&iacute;sticas corporativas en la pol&iacute;tica de divulgaci&oacute;n de informaci&oacute;n voluntaria del capital intelectual: evidencia en las empresas espa&ntilde;olas. <i>Tourism &amp; Management Studies, 9</i>(2), 78-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-5954201500020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Webster, F. (2014). <i>Theories of the information society</i>. Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1646-5954201500020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wijk, R., Jansen, J.J.P. &amp; Lyles, M.A. (2008). Inter- and Intra-Organizational Knowledge Transfer: A Meta-Analytic Review and Assessment of its Antecedents and Consequences. <i>Journal of Management Studies, 45</i>(4), 830-853.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-5954201500020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vickery, G. (1999). La medici&oacute;n de la econom&iacute;a del conocimiento: medici&oacute;n y presentaci&oacute;n de los intangibles. <i>Ekonomiaz,</i> (45), 160-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-5954201500020001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Date of submission: December 8, 2014</p>     <p>Date of acceptance: April 14, 2015</p>      ]]></body><back>
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