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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O spin doctoring em Portugal: Perspectivas de governantes, jornalistas e assessores de comunicação que operam na Assembleia da República]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the mid-80s the English term "spin doctor" began to being the best way to classify press secretaries that manipulating journalists and, consequently, public opinion (Safire, 1984, October 21; Maltese, 1992; Tankard & Sumpter, 1994; Kurtz, 1998, Manning, 1998; Campbell, 2002). Under this assumption, and with a main objective to try to understand whether there is, in fact, spin doctoring in Portugal, it was decided to conduct elite interviews of the elements who "inhabit" the center of national political activity and the nucleus of higher concentration and productivity political journalism in Portugal - the Portuguese Parliament. Thus, we conducted 30 interviews with the trinomial politics - press secretaries - journalists; namely 1) the press secretaries who carry out their activity for the different parliamentary groups; 2) to correspondent-journalists in Parliament and who deal daily with these professionals; and 3) the politicians who hire their services. It should be stressed among respondents are two former prime-ministers of Portugal, Pedro Santana Lopes and Jose Socrates, and various press advisers and press consultants who served several parties and several governments. Among the results, not only demonstrates the existence of this activity in Portugal, as well as identify its main protagonists.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O <i>spin doctoring</i> em Portugal: Perspectivas de governantes, jornalistas e assessores de comunica&ccedil;&atilde;o que operam na Assembleia da Rep&uacute;blica</b></p>     <p><b>The spin doctoring in Portugal: Perspectives of political leaders, journalists and press secretaries operating in the Portuguese Parliament</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Vasco Ribeiro<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Professor Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Via Panor&acirc;mica, s/n, 4150-564 Porto, Portugal (<a href="mailto:vribeiro@letras.up.pt">vribeiro@letras.up.pt</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nos meados da d&eacute;cada de 80 o termo ingl&ecirc;s &ldquo;<i>spin doctor&rdquo;</i> come&ccedil;ou a ser a melhor forma de classificar os assessores de imprensa que, ao servi&ccedil;o de partidos e governos, manipulavam jornalistas e, consequentemente, a opini&atilde;o p&uacute;blica (Campbell, 2002; Kurtz, 1998; Maltese, 1992; Manning, 1998; Safire, 1984; Sumpter &amp; Tankard, 1994). Partindo deste pressuposto, e tendo como objetivo central tentar perceber se h&aacute;, de facto, <i>spin doctoring</i> em Portugal, decidiu-se realizar entrevistas de elite a elementos que &ldquo;habitam&rdquo; o centro da atividade pol&iacute;tica nacional e o n&uacute;cleo da maior concentra&ccedil;&atilde;o e produtividade de jornalismo pol&iacute;tico em Portugal - a Assembleia da Rep&uacute;blica. Realiz&aacute;mos, assim, 30 entrevistas ao trin&oacute;mio pol&iacute;ticos-assessores de imprensa &ndash; jornalistas; nomeadamente 1) aos assessores de imprensa que desenvolvem a sua atividade para os diferentes grupos parlamentares; 2) aos jornalistas &lsquo;residentes&rsquo; no Parlamento e que lidam diariamente com estes profissionais; e 3) aos pol&iacute;ticos que recorrem e contratam os seus servi&ccedil;os. Ressalve-se entre os entrevistados encontram-se dois ex-primeiros-ministros de Portugal, Pedro Santana Lopes e Jos&eacute; S&oacute;crates, e v&aacute;rios assessores de imprensa e consultores que serviram diversos partidos e v&aacute;rios governos. Entre os resultados, n&atilde;o s&oacute; se evidencia a exist&ecirc;ncia desta atividade em Portugal, como tamb&eacute;m se identificam os seus principais protagonistas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: <i>Spin doctoring</i>, comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, jornalismo pol&iacute;tico, assessoria de imprensa, Assembleia da Rep&uacute;blica portuguesa</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In the mid-80s the English term &quot;spin doctor&quot; began to being the best way to classify press secretaries that manipulating journalists and, consequently, public opinion (Safire, 1984, October 21; Maltese, 1992; Tankard &amp; Sumpter, 1994; Kurtz, 1998, Manning, 1998; Campbell, 2002). Under this assumption, and with a main objective to try to understand whether there is, in fact, spin doctoring in Portugal, it was decided to conduct elite interviews of the elements who &quot;inhabit&quot; the center of national political activity and the nucleus of higher concentration and productivity political journalism in Portugal - the Portuguese Parliament. Thus, we conducted 30 interviews with the trinomial politics - press secretaries - journalists; namely 1) the press secretaries who carry out their activity for the different parliamentary groups; 2) to correspondent-journalists in Parliament and who deal daily with these professionals; and 3) the politicians who hire their services. It should be stressed among respondents are two former prime-ministers of Portugal, Pedro Santana Lopes and Jose Socrates, and various press advisers and press consultants who served several parties and several governments. Among the results, not only demonstrates the existence of this activity in Portugal, as well as identify its main protagonists.</p>     <p><b>Keywords</b>: spin doctoring, political communication, political journalism, media relations, Portuguese Parliament</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A democracia portuguesa &eacute; muito jovem. Foi constru&iacute;da a partir de abril de 1974 e conheceu, sobretudo nos primeiros anos p&oacute;s-revolucion&aacute;rios, muitos sobressaltos e indecis&otilde;es. O regime democr&aacute;tico portugu&ecirc;s sofreu, ali&aacute;s, um processo de aperfei&ccedil;oamento progressivo nestes quase 40 anos, consubstanciado em boa medida nas sucessivas revis&otilde;es constitucionais. Recordamos que, s&oacute; em 1982, a revis&atilde;o constitucional ent&atilde;o aprovada liberaliza, de facto, o sistema pol&iacute;tico, ao eliminar o Conselho da Revolu&ccedil;&atilde;o e ao reduzir as express&otilde;es mais vincadamente ideol&oacute;gicas da Constitui&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p>Por outro lado, a comunica&ccedil;&atilde;o social portuguesa evoluiu de uma situa&ccedil;&atilde;o de atrofia ditada pelos mecanismos de censura do regime ditatorial para uma politiza&ccedil;&atilde;o exacerbada das reda&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos, que culminou, com algumas exce&ccedil;&otilde;es, no controlo dos <i>media</i> por for&ccedil;as pol&iacute;ticas e militares de esquerda, em particular o PCP, e pelo pr&oacute;prio Estado, por via da nacionaliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios t&iacute;tulos da imprensa. O panorama medi&aacute;tico portugu&ecirc;s s&oacute; come&ccedil;a, realmente, a libertar-se dos espartilhos pol&iacute;ticos e do Estado na passagem da d&eacute;cada de 80 para a de 90, com a reprivatiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, acompanhando igual processo noutros sectores da atividade econ&oacute;mica. Mais tarde, em fevereiro de 1992, d&aacute;-se a abertura do espa&ccedil;o televisivo a canais privados: &agrave; SIC, que iniciou as suas emiss&otilde;es a 6 de outubro de 1992,&nbsp;e &agrave; TVI, que foi para o ar, pela primeira vez, a 20 de fevereiro de 1993.</p>     <p>Tudo isto para dizer que a realidade pol&iacute;tica e medi&aacute;tica portuguesa &eacute;, por for&ccedil;a dos caprichos da Hist&oacute;ria, bastante distinta da dos pa&iacute;ses anglo-sax&oacute;nicos. De resto, o regime democr&aacute;tico apresenta especificidades de pa&iacute;s para pa&iacute;s, mesmo no chamado mundo ocidental. E, simult&acirc;nea e consequentemente, a din&acirc;mica medi&aacute;tica assume caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias entre os pa&iacute;ses, apesar de assistirmos, hoje, a uma certa uniformiza&ccedil;&atilde;o do jornalismo no ocidente. Daqui resultam, aparentemente, diferen&ccedil;as substanciais na forma como &eacute; praticado o <i>spin doctoring</i> em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. O spin doctoring no estudo da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>spin doctoring</i> n&atilde;o &eacute; um fen&oacute;meno novo. Pode at&eacute; ser considerado como a propaganda da passagem do mil&eacute;nio, embora enriquecida com as mais atuais, eficazes e, por vezes, dispendiosas t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o (Jones, 1995c; Manning, 1998; Schmitz &amp; Karam, 2013; Serrano, 2010c; Seymour-Ure, 2003). O termo <i>spin doctor</i> nasce com Willian Safire, em 1984, mas parece ter n&iacute;tido embri&atilde;o na forma como os <i>press agents</i> eram conhecidos no final do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cios do s&eacute;culo XX &ndash; &lsquo;advanced agents&rsquo; (Traky, 1881) e &lsquo; &lsquo;pitch doctors&rsquo; (Douglas, 1927); ou como Ivy Lee se definia &ndash; &lsquo;<i>doctor of publicity</i>&rsquo; (Lee, 1925); e ainda no verbo &lsquo;<i>spin</i>&rsquo; que James Reston usava sistematicamente nos seus textos no <i>New York Times</i> de an&aacute;lise pol&iacute;tica da presid&ecirc;ncia de Eisenhower, em meados de 1950 (Reston, 1955, 1961, 1978, 1991).</p>     <p>Pode igualmente ser entendido como mais uma atualiza&ccedil;&atilde;o para denominar a sempre e secular depreciativa assessoria de imprensa pol&iacute;tica, tal como no passado foram usados os termos como propaganda, &lsquo;<i>spin a yarn&rsquo;</i>, &lsquo;<i>ballyhoo&rsquo;</i>, &lsquo;<i>plutogoges&rsquo;</i> ou &lsquo;<i>flackery&rsquo;</i> (Allen, 1931; Bent, 1927; Bernays, 1927; Gilbert, 1928; Wile, 1928). Mas o termo ganha dimens&atilde;o planet&aacute;ria com a atua&ccedil;&atilde;o dos assessores de imprensa de Ronald Reagan - Michael Deaver e David Gergen (Bernays, 1985; Hertsgaard, 1989; Mueller, 1981), e, mais tarde no Reino Unido, com os hom&oacute;logos de Tony Blair - Peter Mandelson e Alastair Campbell (Ingham, 1991, 2003; Jones, 1995a, 1995c, 1999).</p>     <p>Tal como a propaganda, o <i>spin doctoring</i> surge como um mecanismo da pol&iacute;tica para promover o acesso regular e favor&aacute;vel de pol&iacute;ticos, partidos e governos aos <i>media</i>. Uma &ldquo;campanha permanente&rdquo; (Blumler, 1990), mas tamb&eacute;m uma forma de proteger as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas das investidas dos jornalistas (Ericson, Baranek, &amp; Chan, 1989). Entre outras a&ccedil;&otilde;es, procura-se controlar o processo comunicativo atrav&eacute;s da centraliza&ccedil;&atilde;o (Maltese, 1992) e da diminui&ccedil;&atilde;o (Farrell &amp; Webb, 1998, p. 21) das mensagens dos pol&iacute;ticos. Expediente, ali&aacute;s, tamb&eacute;m usado para as <i>gaffes</i> pol&iacute;ticas (McNair, 2003 (1995), p. 131).</p>     <p>Michelle Grattan (1998, pp. 34, 40) considera-o como &ldquo;a venda altamente profissional da mensagem pol&iacute;tica que envolve a manipula&ccedil;&atilde;o e a m&aacute;xima gest&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, por parte de &ldquo;um ex&eacute;rcito&rdquo; de t&eacute;cnicos que atuam &ldquo;atr&aacute;s das cortinas do Governo&rdquo;. Butler and Kavanagh (1992) entendem que esta a&ccedil;&atilde;o centralizadora dever&aacute; ser vista em duas dimens&otilde;es: Uma que se materializa na &lsquo;inje&ccedil;&atilde;o&rsquo; de spin doctors, especialistas em marketing, audiometria e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dentro do processo pol&iacute;tico; e uma outra que transforma a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica num &ldquo;processo de orquestra&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>business of orchestration</i>), em que as palavras de ordem s&atilde;o &ldquo;pensar estrategicamente&rdquo;, &ldquo;coordena&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;disciplina&rdquo; na pol&iacute;tica (Butler &amp; Kavanagh, 1993, p. 77).</p>     <p>Portanto, os mais bem-sucedidos <i>spin doctors</i> compreendem bem a import&acirc;ncia do planeamento, mesmo que seja b&aacute;sico, (...) em tr&ecirc;s passos. As tr&ecirc;s quest&otilde;es-chave s&atilde;o: &ldquo;Onde estamos agora?&rdquo;, &ldquo;Onde quer&iacute;amos estar?&rdquo; e &ldquo;O que &eacute; que queremos ser?&rdquo; (Michie, 1998, p. 58).</p>     <p>Ali&aacute;s, a atividade de <i>spin doctoring</i>, tamb&eacute;m chamada de &ldquo;free media&rdquo; (McNair, 2003 (1995), p. 131), mostrou ser mais eficiente do que a publicidade pol&iacute;tica. Isto porque os receptores da mensagem publicit&aacute;ria sabem que esta reflete os interesses, ideias e valores do promotor. Logo, a efic&aacute;cia da publicidade pol&iacute;tica como meio de persuas&atilde;o &eacute; sempre limitada. Sabendo que a mensagem publicit&aacute;ria &eacute; comprometida - &ldquo;por n&atilde;o ter autoridade&rdquo; (McNair, 2003 (1995), p. 130) -&nbsp; os leitores, telespectadores ou ouvintes tendem a distanciar-se dela ou mesmo a rejeit&aacute;-la.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio, quando a mensagem de um pol&iacute;tico &eacute; transmitida em forma de not&iacute;cia, a sua autoria &eacute; atribu&iacute;da ao intermedi&aacute;rio &ndash; o jornalista &ndash; e a mensagem ganha autenticidade e credibilidade aos olhos de quem a recebe. Por isso, a aposta na cobertura noticiosa em per&iacute;odo de elei&ccedil;&otilde;es &eacute; crucial para se alcan&ccedil;ar a vit&oacute;ria (McNair, 2003 (1995), p. 131).</p>     <p>H&aacute; outros autores, por&eacute;m, que defendem que a utiliza&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea da assessoria de imprensa e da publicidade produz ainda maior impacto na promo&ccedil;&atilde;o de um produto ou de um pol&iacute;tico (Michaelson &amp; Stacks, 2007). Mas outros h&aacute;, ao inv&eacute;s, que defendem que as grandes campanhas nacionais, &agrave;s quais chamam de &ldquo;modelo mandelsoniano&rdquo; (Lilleker &amp; Negrine, 2003), n&atilde;o t&ecirc;m o efeito das a&ccedil;&otilde;es mais pequenas e locais.</p>     <p>Importa ter presente, a este respeito, que &eacute; para obter algum tipo de controlo sobre os conte&uacute;dos medi&aacute;ticos que os pol&iacute;ticos solicitam os servi&ccedil;os de t&eacute;cnicos especializados no trabalho com os &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o, como os assessores de imprensa, os consultores de comunica&ccedil;&atilde;o e os spin doctors. A comunica&ccedil;&atilde;o ganha uma import&acirc;ncia extrema em qualquer ato de governa&ccedil;&atilde;o e os assessores de imprensa tendem a ser a espessura dessa import&acirc;ncia, chegando mesmo a assumir um estatuto semelhante ao de um ministro. (Seymour-Ure, 2003, pp. 31-32, 123-124). Os spin doctors t&ecirc;m acesso permanente aos seus pol&iacute;ticos (Stanyer, 2001, p. 2), sendo uma esp&eacute;cie de sombras dos decisores pol&iacute;ticos e l&iacute;deres partid&aacute;rios.</p>     <p>Outra das frequentes associa&ccedil;&otilde;es a esta atividade passa pelo &ldquo;embalamento da pol&iacute;tica&rdquo; (<i>packaging politics</i>) (Packard, 1957; Theis, 1968), que, tal como hoje ainda o conhecemos, surge nos anos 50 e tem na <i>entourage</i> da presid&ecirc;ncia de Eisenhower alguns dos seus pioneiros patrocinadores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais recentemente, Bob Franklin (2004 (1994): 5) revisita o conceito e conota-o com o desempenho dos <i>spin doctors</i> e a sua permanente obsess&atilde;o por tentarem influenciar e regular o fluxo das mensagens pol&iacute;ticas, assim como promover o seu produto de forma atrativa e convincente. Na opini&atilde;o do autor, os pol&iacute;ticos, &ldquo;tal como os <i>cornflakes</i>, se n&atilde;o s&atilde;o promovidos nunca ser&atilde;o comprados&rdquo;.</p>     <p>O embalamento da pol&iacute;tica est&aacute;, assim, assente em tr&ecirc;s premissas: 1) os pol&iacute;ticos sempre usaram os media para difundirem as suas ideias junto da opini&atilde;o p&uacute;blica, sendo este o principal meio para os controlar (Le Bon, 2001 (1896); Lippmann, 1982 (1922)); 2) os governos investiram, desenvolveram e expandiram nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a comunica&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, por isso possuem aut&ecirc;nticos ex&eacute;rcitos de peritos em comunica&ccedil;&atilde;o; 3) a rela&ccedil;&atilde;o entre os governos e os media tornou-se indevidamente &ldquo;conspirat&oacute;ria&rdquo; e &ldquo;assim&eacute;trica&rdquo;, porque os segundos se tornaram somente &ldquo;condutores&rdquo; das informa&ccedil;&otilde;es enviadas pelas assessorias de imprensas governamentais (Franklin, 2004 (1994), pp. 5-6).</p>     <p>Paradoxalmente, os jornalistas tamb&eacute;m come&ccedil;aram a dar primazia aos pol&iacute;ticos teleg&eacute;nicos, com maior capacidade para frases feitas e com bons dotes para a teatraliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Consequentemente, passaram a ostracizar os pol&iacute;ticos que apresentam longos e sustentados racioc&iacute;nios, que se remetem ao sil&ecirc;ncio ou que negam o acesso &agrave; sua vida privada. O <i>packaging politics</i> assumiu-se, portanto, como um elogio &agrave; &ldquo;personaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &agrave; &ldquo;extrema-simplifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &agrave; &ldquo;trivializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; da pol&iacute;tica, sendo os spin doctors obreiros de todo este trabalho (Street, 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia e justifica&ccedil;&atilde;o do objeto de estudo</b></p>     <p>Partiu-se, ent&atilde;o, para este estudo com o objetivo de tentar compreender a defini&ccedil;&atilde;o portuguesa de &lsquo;<i>spin doctoring</i>&rsquo; e se &eacute; praticado em Portugal. Com tal objetivo, procurou-se saber, igualmente, como &eacute; vista a assessoria de imprensa e os profissionais que nela operam no espa&ccedil;o pol&iacute;tico nacional. Ora, sendo a Assembleia da Rep&uacute;blica um importante centro da atividade pol&iacute;tica e, possivelmente, o n&uacute;cleo da maior concentra&ccedil;&atilde;o e produtividade de jornalismo pol&iacute;tico em Portugal (atendendo ao n&uacute;mero de jornalistas permanentes<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de meios audiovisuais, &agrave;s horas de transmiss&atilde;o, entre outros crit&eacute;rios), pareceu &oacute;bvio que esta investiga&ccedil;&atilde;o procurasse encontrar respostas junto dos <b>assessores de imprensa</b> e <b>consultores de comunica&ccedil;&atilde;o</b> que desenvolvem a sua atividade para os diferentes partidos e intervenientes pol&iacute;ticos, dos <b>jornalistas</b> e <b>editores</b> que lidam diariamente com estes profissionais e dos <b>pol&iacute;ticos</b> que recorrem aos seus servi&ccedil;os.</p>     <p>Decidiu-se, ent&atilde;o, desenvolver um conjunto entrevistas de elite, ou tamb&eacute;m chamadas de &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o de perito&rdquo; (Demo, 1995), para explorar as perspetivas e percep&ccedil;&otilde;es de uma amostra qualificada. J&aacute; como modalidade de entrevista, optou-se pela entrevista semidirectiva ou semidirigida, o que permitiu, atrav&eacute;s de um question&aacute;rio previamente definido, alcan&ccedil;ar um maior grau de profundidade dos assuntos mas, por outro lado, impedir demasiadas varia&ccedil;&otilde;es ou afastamentos do tema. Todas as entrevistas foram gravadas em &aacute;udio e realizadas durante o ano de 2012 e 2013.</p>     <p>Foram entrevistados, assim, os assessores de imprensa que h&aacute; mais tempo operam na Assembleia da Rep&uacute;blica ao servi&ccedil;o dos partidos ou coliga&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-eleitorais com assento parlamentar: <b>Jos&eacute; (&lsquo;Zeca&rsquo;)</b> <b>Mendon&ccedil;a </b>do Partido Social Democrata (PSD), <b>Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o</b> do Partido Socialista (PS), <b>Pedro Salgueiro</b> do Centro Democr&aacute;tico Social &ndash; Partido Popular (CDS-PP), <b>Paula Barata</b> do Partido Comunista Portugu&ecirc;s (PCP) e <b>Pedro Sales</b> do Bloco de Esquerda (BE).</p>     <p>Mas tamb&eacute;m <b>Fernando Lima</b> e <b>Jo&atilde;o Gabriel</b> por terem sido os assessores de imprensa ao servi&ccedil;o dos dois &uacute;ltimos presidentes da Rep&uacute;blica (Jorge Sampaio e Cavaco Silva). De igual modo, entrevistou-se assessores de imprensa e consultores de comunica&ccedil;&atilde;o que trabalharam para os primeiros-ministros das duas &uacute;ltimas legislaturas (Pedro Santana Lopes e Jos&eacute; S&oacute;crates): <b>Lu&iacute;s Bernardo</b>, <b>Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins</b> e <b>Ant&oacute;nio Cunha Vaz</b>.</p>     <p>Tamb&eacute;m foram entrevistados jornalistas e editores com longa e profunda experi&ecirc;ncia parlamentar e pol&iacute;tica, tais como: <b>David Dinis</b>, editor do Sol, <b>Jo&atilde;o Pedro Henriques</b>, sub-editor de pol&iacute;tica no Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, <b>Maria Flor Pedroso</b>, editora de pol&iacute;tica da Antena 1, <b>Nuno Simas</b>, director-adjunto da ag&ecirc;ncia Lusa, <b>Paula Santos</b>, editora de pol&iacute;tica da SIC, <b>Paulo Tavares</b>, editor de pol&iacute;tica da TSF, <b>S&atilde;o Jos&eacute; Almeida</b>, jornalista de pol&iacute;tica do <i>P&uacute;blico</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por &uacute;ltimo, junto de um conjunto de pol&iacute;ticos e comentadores tentou-se conhecer a sua vis&atilde;o da utilidade e pertin&ecirc;ncia da assessoria de imprensa e de <i>spin doctoring</i>;&nbsp; assim como do papel que os assessores desempenham como intermedi&aacute;rios no contacto com os &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social. Para o efeito, optou-se por dar relevo a dois altos governantes, <b>Pedro Santana Lopes</b> e <b>Jos&eacute; S&oacute;crates,</b> e um pol&iacute;tico que foi protagonista de um conflito p&uacute;blico com alegados <i>spin doctors</i> - <b>Manuel Maria Carrilho</b>.</p>     <p>Para complementar as entrevistas, realizou-se um exaustivo levantamento de todas as not&iacute;cias publicadas na imprensa portuguesa entre 2003 e 2012 que abordassem ou referissem &ldquo;<i>spin</i>&rdquo;, &ldquo;<i>spin doctor</i>&rdquo; ou &ldquo;<i>spin doctoring</i>&rdquo;, de forma simples ou por combina&ccedil;&otilde;es boleadas (&ldquo;e&rdquo;, &ldquo;ou&rdquo;, &ldquo;menos&rdquo;). Este levantamento foi efetuado atrav&eacute;s do cruzamento das plataformas de recortes de imprensa da <i>Cision</i>, da <i>Faxinforme</i>, da <i>Clipping Consultores</i> e da <i>Netpress</i>. Foram, assim, identificadas 572 pe&ccedil;as jornal&iacute;sticas, maioritariamente textos de opini&atilde;o, nos mais diversos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o impressos nacionais e regionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Como &eacute; definido e encarado o <i>spin doctoring</i>?</b></p>     <p><b>3.1 Perspectiva dos assessores de imprensa</b></p>     <p>M&iacute;stico desterrado em ambiente pol&iacute;tico trepidante, alheio a manobras vulgares, emocionalmente envolvido e reconhecidamente af&aacute;vel na conviv&ecirc;ncia de todos os dias, Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o &eacute;, paradoxalmente, o oposto por excel&ecirc;ncia do <i>spin doctor</i> t&atilde;o apreciado pelas modernas estrat&eacute;gias de marketing e comunica&ccedil;&atilde;o (Jaime Gama em carta a Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o, Lisboa, 11 de julho de 2007).</p>     <p>O orgulho com que este assessor de imprensa do PS exibiu a carta do antigo presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica j&aacute; permite antever a sua defini&ccedil;&atilde;o de <i>spin doctor</i>. &ldquo;<i>Doutor do engano</i>&rdquo;, &ldquo;<i>jogo sujo</i>&rdquo; e &ldquo;<i>atirar areia para os olhos</i>&rdquo; foram, pois, algumas das met&aacute;foras usadas durante a entrevista, sendo que a sua defini&ccedil;&atilde;o completa de <i>spin doctor</i> foi a seguinte:</p>     <p>Algu&eacute;m que &eacute; um mediador entre o sujeito da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (e a comunica&ccedil;&atilde;o social) mas que, de alguma forma, chega a ser o sujeito (a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica)... e, simultaneamente, uma esp&eacute;cie de porta para ir a Deus (Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o).</p>     <p>Trata-se de uma interessante defini&ccedil;&atilde;o que, curiosamente, s&oacute; ter&aacute; eco, mais &agrave; frente, quando apresentarmos a perspetiva dos jornalistas parlamentares.</p>     <p>Questionados no mesmo sentido, Zeca Mendon&ccedil;a e Paula Barata admitiram desconhecer ou mesmo nunca terem ouvido falar de tal anglicismo. J&aacute; Pedro Salgueiro ressalvou que o <i>spin doctoring</i> &ldquo;<i>n&atilde;o &eacute; bem o trabalho de assessoria de imprensa</i>&rdquo;, pois &ldquo;<i>normalmente (os spin) fazem discursos, d&atilde;o ideias, canalizam mensagens...</i>&rdquo;. Remata dizendo que o CDS-PP tem um &ldquo;<i>mestre</i>&rdquo; em comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e que, por isso, n&atilde;o faz esse trabalho nem se sente um <i>spin doctor</i>. Ali&aacute;s, as capacidades de <i>spin doctoring</i> de Paulo Portas est&atilde;o bem demonstradas nos artigos <i>Amplificadores Pol&iacute;ticos</i> (Matos, 2004) e <i>Um Ano Sem Ele</i> (Cunha, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o assessor do BE, Pedro Sales, a conversa foi mais longa e rica em conceitos de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     <p>(Spin doctoring), no fundo, &eacute; &lsquo;dourar a p&iacute;lula&rsquo; daquilo que temos para vender... Embrulhar e vender de uma forma mais positiva. Digamos que o problema &eacute; que o termo spin doctor est&aacute; particularmente ligado a uma pessoa em concreto, que era o assessor de imprensa do Tony Blair (Alastair Campbell). Portanto, acho que o termo est&aacute; contaminado por causa disso. E h&aacute;, tamb&eacute;m, o problema da pr&oacute;pria ideia de spin: p&ocirc;r tudo a andar &agrave; roda, para que n&atilde;o se perceba nada, n&atilde;o &eacute;? (Pedro Sales).</p>     <p>Quando questionado sobre se faz <i>spin doctoring</i>, tece o seguinte coment&aacute;rio:</p>     <p>Todos n&oacute;s (assessores) tentamos, em determinados momentos, exacerbar o papel de para quem trabalhamos e diminuir quando &eacute; uma quest&atilde;o negativa. Tamb&eacute;m &eacute; (nossa fun&ccedil;&atilde;o) perceber que, em determinados momentos, conv&eacute;m ter, encontrar ou criar narrativas para certos factos pol&iacute;ticos (Pedro Sales).</p>     <p>Tamb&eacute;m Lu&iacute;s Bernardo se considera um <i>spin doctor</i>. Ali&aacute;s, &eacute; f&aacute;cil encontrar na imprensa portuguesa descri&ccedil;&otilde;es deste assessor como sendo &ldquo;o maior especialista de <i>spin</i> do gabinete de S&oacute;crates&rdquo; (R. Tavares, 2012, p. 6) ou &ldquo;um dos respons&aacute;veis pela m&aacute;quina de propaganda socialista que elegeu e manteve&rdquo; o ex-primeiro-ministro (B. Martins, 2012, p. 23).</p>     <p>Spin doctoring &eacute; trabalhar a mensagem pol&iacute;tica no sentido de criar figuras de estilo, criar imagens, trabalhar bem... Neste momento, com ve&iacute;culos como a televis&atilde;o, ou r&aacute;dio, tem que se ter uma mensagem muito curta e muito clara e que chegue muito rapidamente &agrave; compreens&atilde;o das pessoas. (Neste sentido), o spin &eacute; transformar uma mensagem complexa numa frase ou imagem de 25 segundos, 30 segundos (Lu&iacute;s Bernardo).</p>     <p>Jo&atilde;o Gabriel tamb&eacute;m admite que foi e &eacute; um <i>spin doctor</i>, mas atribui a esta atividade a fun&ccedil;&atilde;o restrita de um <i>ghostwriter</i>. Ou seja, de algu&eacute;m que escreve os textos, em particular discursos, do pol&iacute;tico para quem trabalha. J&aacute; o seu sucessor no Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, Fernando Lima, descreve o <i>spin doctoring</i> como uma atividade em que se procura &ldquo;<i>manipular e influenciar qualquer coisa</i>&rdquo;. Por isso, n&atilde;o se identifica com este modelo de comunica&ccedil;&atilde;o e nega t&ecirc;-lo exercido. No entanto, h&aacute; um conjunto de textos publicados pelo ex-assessor de Cavaco Silva que demonstram, claramente, a sua voca&ccedil;&atilde;o para o <i>spin doctoring</i> e um conhecimento evidente dos processos da &ldquo;<i>manufatura do consenso</i>&rdquo;.</p>     <p>Na verdade, a comunica&ccedil;&atilde;o serve para orientar a sociedade por meio da defini&ccedil;&atilde;o de objetivos e de identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas; serve tamb&eacute;m para conseguir consensos ou para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Numa palavra, a comunica&ccedil;&atilde;o, com as suas not&iacute;cias e reportagens, entrevistas e an&aacute;lises, ajuda a construir a percep&ccedil;&atilde;o de uma sociedade aberta feita de m&uacute;ltiplos intervenientes (Lima, 1997, p. S/P).</p>     <p>Tamb&eacute;m n&atilde;o podemos escamotear o facto de Fernando Lima ser um admirador e um seguidor declarado dos <i>press secretary</i> de Ronald Reagan: Michael Deaver e David Gergen. Esta filia&ccedil;&atilde;o no <i>spin</i> <i>control</i> est&aacute; bem patente num artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o brasileira da revista <i>Campaigns &amp; Elections</i>, em que admite que &ldquo;uma informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o domesticada constituiu uma amea&ccedil;a com a qual nem sempre se sabe lidar&rdquo; (Lima, 2011, p. 62).</p>     <p>Mas o que tornou Fernando Lima num aut&ecirc;ntico <i>spin doctor</i>, mesmo que ele n&atilde;o o admita, foi o &lsquo;caso das escutas&rsquo; em Bel&eacute;m. Recorde-se que o assessor de Cavaco Silva preparou, por altura do ver&atilde;o de 2009, um dossier com dados, datas e fontes e, num encontro em <i>background</i> &ldquo;num caf&eacute; calmo&rdquo;, passou-o ao ent&atilde;o editor de pol&iacute;tica do <i>P&uacute;blico</i>, Luciano Alvarez. A inten&ccedil;&atilde;o era, como se soube na altura, fazer com que o jornalista desenvolvesse uma &lsquo;est&oacute;ria&rsquo; a partir do dossier, a acusar Jos&eacute; S&oacute;crates sem fontes <i>on-the-record</i>, de andar a espiar o Presidente da Rep&uacute;blica. Depois de noticiados tais intentos pelo <i>DN</i>, gerou-se um intricado esc&acirc;ndalo que for&ccedil;ou o afastamento de Fernando Lima da assessoria de imprensa da Casa Civil<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, embara&ccedil;ou politicamente o Presidente da Rep&uacute;blica e manchou a reputa&ccedil;&atilde;o de dois <i>quality papers</i> nacionais (<i>P&uacute;blico</i> e<i> DN</i>). Vasco Pulido Valente (2009, p. S/P) resumiu, com eloqu&ecirc;ncia, este epis&oacute;dio: &rdquo;O Estado de Direito (...) acabou por se transformar num manic&oacute;mio&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas semanas que se seguiram &agrave; publica&ccedil;&atilde;o integral, no <i>DN</i>, de um <i>mail</i> entre o editor de pol&iacute;tica do <i>P&uacute;blico</i> e o jornalista/correspondente na Madeira do mesmo jornal, Tolentino da N&oacute;brega, dezenas de refer&ecirc;ncias ao <i>spin doctoring</i> surgiram no espa&ccedil;o medi&aacute;tico portugu&ecirc;s, em muitos casos colando esta atividade &agrave; assessoria de imprensa. Foi o caso do editorial do diretor do <i>Jornal de Neg&oacute;cios</i>, Pedro Santos Guerreiro, onde se p&ocirc;de ler: &ldquo;Com a sa&iacute;da de Fernando Lima, h&aacute; menos um &lsquo;<i>spin doctor&rsquo;</i>, o que at&eacute; &eacute; bom&rdquo; (Guerreiro, 2009, p. 5). Ou ainda, as <i>Caras da Seman</i>a do jornal <i>P&uacute;blico</i>, que atribuiu a Lima o cognome de &ldquo;o incorrig&iacute;vel <i>spin</i>&rdquo; (P&uacute;blico, 2013, p. 3).</p>     <p>Sem rodeios, Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins admitiu que o &ldquo;<i>spin doctor &eacute; um descodificador ou, se preferir, um manipulador</i>&rdquo;. Salientou ainda que o trabalho dos <i>spin doctors</i> &eacute; tentar convencer os jornalistas da bondade de uma determinada vis&atilde;o, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. &ldquo;<i>&Eacute; promover uma interpreta&ccedil;&atilde;o dos factos</i>&rdquo;, explica.</p>     <p>De resto, considera o termo &ldquo;<i>spin doctor&rdquo;</i> positivo e diz que as associa&ccedil;&otilde;es negativas s&atilde;o &ldquo;<i>vulgares</i>&rdquo; e iguais &agrave;s que fazem &agrave;s &ldquo;<i>rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas</i>&rdquo; ou ao &ldquo;<i>marketing</i>&rdquo;. &ldquo;<i>Quando se pretende dizer mal de um governo, por exemplo, tamb&eacute;m se diz: &lsquo;aquilo &eacute; s&oacute; marketing&rsquo;</i>&rdquo;, refor&ccedil;ou. Questionado sobre se se considerava um <i>spin doctor</i>, Paix&atilde;o Martins respondeu com ar jocoso: &ldquo;<i>&Agrave;s vezes. Tem dias</i>&rdquo;. Mas, na imprensa nacional, abundam refer&ecirc;ncias ao <i>spin doctoring</i> praticado pelo propriet&aacute;rio da LPM...</p>     <p>O <i>spin doctor</i> do regime j&aacute; d&aacute; a t&aacute;tica (Henriques, 2008, p. 12).</p>     <p>Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins vai tratar a nova imagem, comunica&ccedil;&atilde;o e mensagem para as legislativas. O<i> spin doctor</i> que elegeu S&oacute;crates em 2005 e Cavaco em 2006 junta-se aos fi&eacute;is do l&iacute;der do PS (Henriques, 2009c, p. 1).</p>     <p>Poder-se-&aacute; sempre afirmar que Paix&atilde;o Martins se limita a declarar o &oacute;bvio. Ou que h&aacute; pron&uacute;ncia de <i>spin doctor &nbsp;</i>em cada uma das suas s&iacute;labas. Mas numa altura em que a informa&ccedil;&atilde;o corre desenfreada, as mensagens se atropelam e as reviravoltas mais bizarras nos s&atilde;o servidas como descendentes da naturalidade, o senso comum tende a perder-se&#8232;no turbilh&atilde;o e, por isso, relembr&aacute;-lo assume uma import&acirc;ncia cada vez maior (Guerreiro, 2009, p. 5).</p>     <p>O mais direto concorrente de Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins, Ant&oacute;nio Cunha Vaz, associa o <i>spin doctor</i> a um &ldquo;<i>estratega</i>&rdquo;. Adianta que os mais profissionais criam, lan&ccedil;am, montam, promovem e ganham corridas eleitorais. Mas recusa intitular-se <i>spin doctor</i>, por uma quest&atilde;o de mod&eacute;stia profissional, e remete a eventual atribui&ccedil;&atilde;o do qualificativo aos seus clientes pol&iacute;ticos. Contudo, por mais que evoque discri&ccedil;&atilde;o, a sua conota&ccedil;&atilde;o com o <i>spin doctoring</i> &eacute; p&uacute;blica, tendo sido particularmente not&oacute;ria aquando da corrida aut&aacute;rquica a Lisboa, em 2005, e com a chegada de Lu&iacute;s Filipe Menezes a l&iacute;der do PSD, em 2007.</p>     <p>(T&iacute;tulo) Cunha Vaz &ndash; O homem que fabricou Menezes (Matos, 2007, p. 1)</p>     <p>Isto &eacute; <i>spin</i> puro e Cunha Vaz &eacute; um dos doutores portugueses nessa arte controversa (Matos, 2007, p. 63).</p>     <p>Acabado de eleger pelos militantes do PSD, ei-lo que se foi entregar nas m&atilde;os de um &ldquo;<i>spin doctor</i>&rdquo; e fazedor de imagem. Escolheram Menezes, saiu-lhes Cunha Vaz: foi uma m&aacute; maneira de come&ccedil;ar as coisas.&nbsp;Convencido que a pol&iacute;tica moderna &eacute; apenas a imagem mais as frases certeiras no momento certo, Lu&iacute;s Filipe Menezes transformou-se numa marioneta triste, sem tom nem som, uma esp&eacute;cie de caricatura de si pr&oacute;prio (M. S. Tavares, 2008, p. 7).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2 A perspetiva dos protagonistas pol&iacute;ticos</b></p>     <p>Manuel Maria Carrilho v&ecirc; o <i>spin doctoring</i> como &ldquo;<i>uma combinat&oacute;ria entre duas necessidades de um pol&iacute;tico: a propaganda e a persuas&atilde;o</i>&rdquo;. Mas, recentemente, escreveu um artigo em que diz s&atilde;o &ldquo;um auxiliar permanente da governa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Carrilho, 2013, p. 55). Os <i>spin doctors</i> s&atilde;o, para Pedro Santana Lopes, &ldquo;<i>um g&eacute;nero de or&aacute;culo</i>&rdquo;, &ldquo;<i>um s&aacute;bio influenciador</i>&rdquo; e &ldquo;<i>algu&eacute;m que determina a mensagem pol&iacute;tica</i>&rdquo;. J&aacute; Jos&eacute; S&oacute;crates demonstrou ter um amplo conhecimento da defini&ccedil;&atilde;o can&oacute;nica de <i>spin doctor</i>, tendo mesmo evocado uma obra de um autor ingl&ecirc;s &ndash; Paul Manning (2001). O retrato gizado pelo ex-primeiro-ministro foi, ali&aacute;s, aquele que mais se aproxima da literatura anglo-sax&oacute;nica:</p>     <p>&Eacute; aquele que sabe, justamente, torcer a informa&ccedil;&atilde;o para seu benef&iacute;cio. N&atilde;o digo distorcer! Os que distorcem mentem, e s&atilde;o mentirosos, incompetentes e n&atilde;o servem corretamente o pol&iacute;tico. Digo torcer no sentido de preparar a informa&ccedil;&atilde;o que o jornalismo gosta e carece. Sabe que os jornalistas gostam de receber a informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; alinhada, n&atilde;o sabe? Pronto, o spin doctor &eacute; precisamente aquele que sabe valorizar os pontos mais importantes, alinhando-os corretamente (Jos&eacute; S&oacute;crates).</p>     <p>Muito medi&aacute;tico pessoal e politicamente, Pedro Santana Lopes acha que esta pr&aacute;tica &ldquo;<i>tem uma componente negativa na ordem dos 10%</i>&rdquo; e Manuel Maria Carrilho, que teve um diferendo com Ant&oacute;nio Cunha Vaz dirimido em tribunal, acredita que &ldquo;<i>at&eacute; pode haver spin positivo</i>&rdquo;. Tamb&eacute;m Jos&eacute; S&oacute;crates, cuja rela&ccedil;&atilde;o conflituosa com a comunica&ccedil;&atilde;o social &eacute; bem conhecida, n&atilde;o tem d&uacute;vidas em conotar a atividade de <i>spin doctoring</i> como algo &ldquo;<i>positivo</i>&rdquo;.</p>     <p>Mas acredito que exista, erradamente, uma conota&ccedil;&atilde;o negativa associada &agrave; sua forma de atua&ccedil;&atilde;o (dos spin doctors), que n&atilde;o &eacute; mais do que a tentativa de comunicar melhor o seu governo. Mas tamb&eacute;m acho que, se o jornalismo fizer bem o seu trabalho, n&atilde;o h&aacute; spin doctoring negativo (Jos&eacute; S&oacute;crates).</p>     <p>De resto, n&atilde;o faltam artigos de opini&atilde;o, editoriais e not&iacute;cias associando quer Santana Lopes quer Jos&eacute; S&oacute;crates &ndash; um pol&iacute;tico que se descreveu como um &ldquo;animal feroz&rdquo; &ndash; &agrave; pr&aacute;tica sistem&aacute;tica de <i>spin doctoring. </i></p>     <p>H&aacute; quem tenha considerado Jos&eacute; S&oacute;crates &ldquo;o mais completo <i>spin doctor</i> nacional, homem de efeitos medi&aacute;ticos e dominador de todas as t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Delgado, 2006). De facto, durante o consulado do socialista, s&atilde;o muitas e variadas as refer&ecirc;ncias diretas &agrave; atividade de <i>spin doctoring</i>, nomeadamente em disputas eleitorais (Henriques, 2009c; Madeira, 2010; Pereira, 2009), jogos e manobras pol&iacute;ticas (Carvalho, 2008; Gaspar, 2008), cuidados com a imagem pessoal (Garcia Pereira, 2008; Guerreiro, 2010; J&uacute;dice, 2008) ou performance nos debates (Larguesa, 2009; Torres, 2009c). Mas tamb&eacute;m abundam as acusa&ccedil;&otilde;es de tentativas de controlo dos <i>media </i>(Gair&atilde;o, 2010; Morais, 2010; Sim&otilde;es, 2010; Torres, 2009a), de manipula&ccedil;&atilde;o de n&uacute;meros (Fernandes, 2006; J&uacute;dice, 2006), de &ldquo;claustrofobia democr&aacute;tica&rdquo; (Botelho, 2007) e de press&atilde;o, amea&ccedil;a e intimida&ccedil;&atilde;o a jornalistas no caso de not&iacute;cias negativas (Cunha e S&aacute;, 2007; Saraiva, 2007).</p>     <p>Estas refer&ecirc;ncias tamb&eacute;m entraram nas discuss&otilde;es parlamentares das sess&otilde;es plen&aacute;rias da Assembleia da Rep&uacute;blica por cinco vezes, e sempre com Jos&eacute; S&oacute;crates. Segundo o <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica</i>, o primeiro a utilizar o termo <i>spin doctor</i> foi o deputado Lu&iacute;s Fazenda, no debate do dia 21 de mar&ccedil;o de 2007. &ldquo;Afinal, sempre h&aacute; um <i>spin doctor</i>!&rdquo; (DAR, 2007c, p. 25), referiu o deputado do BE, num &agrave;parte regimental,&nbsp; aludindo &agrave; tentativa do Governo de Jos&eacute; S&oacute;crates de controlar as not&iacute;cias negativas sobre o encerramento de uma empresa no Norte do pa&iacute;s &ndash; a <i>Qimonda Portugal</i> (hoje, <i>Nanium</i>).</p>     <p>No dia 6 de novembro do mesmo ano, o pr&oacute;prio primeiro-ministro usa este termo numa discuss&atilde;o com a bancada parlamentar do CDS-PP:</p>     <p>Sr. Deputado (Diogo Feio), o senhor, tal como Sr. Deputado Paulo Portas, especializaram-se em torcer as coisas, em distorcer o que as outras pessoas dizem, numa a&ccedil;&atilde;o de <i>spin</i> que os senhores adoram (DAR, 2007a, p. 41).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma acusa&ccedil;&atilde;o que foi rebatida pela deputada centrista Teresa Caieiro:</p>     <p>N&oacute;s n&atilde;o queremos fazer opera&ccedil;&otilde;es de <i>spin</i>, como o Sr. Primeiro-Ministro faz. O que queremos &eacute; defender verdadeiramente a sa&uacute;de dos portugueses (<i>Ibid</i>.: 45).</p>     <p>Mais tarde, a 24 de junho de 2009, Jos&eacute; S&oacute;crates volta a usar o termo &ldquo;<i>spin</i>&rdquo; novamente numa discuss&atilde;o parlamentar:</p>     <p>Demos-lhe relev&acirc;ncia no nosso programa eleitoral e afix&aacute;mos um cartaz, mas esse cartaz n&atilde;o dizia o que o Sr. Deputado refere. S&oacute; que o Sr. Deputado pretende fazer o <i>spin</i> disso, dizendo &ldquo;o senhor prometeu criar 150 000 postos de trabalho&rdquo; (DAR, 2009, p. 39).</p>     <p>A &uacute;ltima vez (no &acirc;mbito desta pesquisa) que o termo foi usado em pleno hemiciclo aconteceu a 17 de junho de 2010, numa discuss&atilde;o entre os deputados Victor Batista (PS) e Ana Drago (BE), em que a bloquista afirmou: &ldquo;Na pol&iacute;tica o que interessa &eacute; o <i>spin</i>, &eacute; vender um produto n&atilde;o de acordo com o que ele &eacute;&rdquo; (DAR, 2010, p. 39).</p>     <p>Por sua vez, a forma como Jos&eacute; S&oacute;crates &eacute; acusado de controlar os <i>media</i> est&aacute; bem patente no artigo de Nuno Saraiva, <i>Impulso Irresist&iacute;vel de Controlar</i>, publicado no seman&aacute;rio <i>Expresso </i>e que deu origem a um processo de averigua&ccedil;&otilde;es por parte da Entidade Reguladora para a Comunica&ccedil;&atilde;o Social (ERC, 2007).&nbsp;</p>     <p>O padr&atilde;o n&atilde;o &eacute; novo. O que h&aacute; &eacute; uma gest&atilde;o mais organizada da informa&ccedil;&atilde;o e uma maior capacidade de rea&ccedil;&atilde;o a not&iacute;cias m&aacute;s (Ricardo Costa cit. in Saraiva, 2007, p. 2).</p>     <p>O ent&atilde;o diretor da SIC Not&iacute;cias referia-se, certamente, ao &ldquo;padr&atilde;o&rdquo; tamb&eacute;m usado no governo liderado por Pedro Santana Lopes. A prov&aacute;-lo est&aacute; o extenso rol de editorais e not&iacute;cias denunciando a pr&aacute;tica de <i>spin doctoring </i>pelo ent&atilde;o Executivo PSD/CDS-PP, nomeadamente a tentativa &ldquo;de controlar a comunica&ccedil;&atilde;o social&rdquo; (Sampaio &amp; Sapage, 2004) atrav&eacute;s da uma &ldquo;central de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Furtado, 2004; Matos, 2004; Pacheco Pereira, 2005; Sanches, 2004; C. Soares, 2004), a h&iacute;per valoriza&ccedil;&atilde;o da imagem (Marques dos Santos, 2004; Relvas, 2004), a artificializa&ccedil;&atilde;o da mensagem pol&iacute;tica (Fernandez, 2004), a contrata&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;legi&atilde;o de <i>spin doctors</i>&rdquo; (Fiel, 2004) ou o disp&ecirc;ndio de avultadas verbas na contrata&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o (Ferreira &amp; Pereira, 2004; Fiel, 2006)&nbsp;</p>     <p>Era fatal. Pedro Santana Lopes tinha de trazer consigo o reino dos <i>spin doctors</i>. Para quem n&atilde;o saiba, <i>spin doctors</i> s&atilde;o cavaleiros que &lsquo;tratam&rsquo; a informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o propriamente mentindo, mas fazendo com que ela chegue ao p&uacute;blico da maneira mais favor&aacute;vel ao governo: na altura exata, do &acirc;ngulo certo, com destaque conveniente ou convenientemente escondida ou disfar&ccedil;ada na p&aacute;gina 24 ou em dois segundos de televis&atilde;o (Pulido Valente, 2004, p. 48).</p>     <p>Mas &eacute; Pacheco Pereira quem com mais veem&ecirc;ncia associa a governa&ccedil;&atilde;o dos dois ex-primeiro-ministros &agrave;s pr&aacute;ticas de <i>spin</i>. O historiador n&atilde;o v&ecirc; qualquer aspeto positivo nesta tend&ecirc;ncia pol&iacute;tica, que considera servir para &ldquo;esconder factos tenebrosos&rdquo; (Pacheco Pereira, 2012c, p. S/P) e para &ldquo;ocultar as cr&iacute;ticas atrav&eacute;s da circula&ccedil;&atilde;o de uma pseudo-afirma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Pacheco Pereira, 2008a, p. S/P), com o uso de t&eacute;cnicas que passam &ldquo;por poucas ideias, muitos slogans e, acima de tudo, muita pose&rdquo; (Pacheco Pereira, 2007c, p. S/P).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As suas fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o parecidas com as dos <i>consiglieri</i> dos filmes da Mafia, e como doutor do <i>spin</i>, deve fazer das fraquezas for&ccedil;as, ajudar a minimizar o que corre mal, conter os estragos e valorizar o que interessa para a imagem do pol&iacute;tico que serve. &Eacute; uma figura central da vida pol&iacute;tica dominada pelo marketing e pelo espet&aacute;culo (Pacheco Pereira, 2007a, p. S/P).</p>     <p>Interessa sublinhar, a prop&oacute;sito, que Pacheco Pereira coincide com os tr&ecirc;s pol&iacute;ticos entrevistados, ao achar que um <i>spin doctor</i> n&atilde;o &eacute; necessariamente algu&eacute;m com compet&ecirc;ncias na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o. Para o antigo deputado do PSD, um <i>spin doctor</i> pode ser tamb&eacute;m um pol&iacute;tico ou um acad&eacute;mico. De resto, os jornalistas David Dinis, Jo&atilde;o Pedro Henriques e Paulo Tavares s&atilde;o da mesma opini&atilde;o.</p>     <p>Foi Blair que colocou a palavra <i>spin </i>no vocabul&aacute;rio pol&iacute;tico. O doutor do <i>spin</i> pode ser um antigo ou atual jornalista, um respons&aacute;vel por uma ag&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o, um companheiro de partido e de trajeto, pode ter v&aacute;rios cargos poss&iacute;veis, pode ser assessor, ministro, consultor, mas est&aacute; no c&iacute;rculo mais &iacute;ntimo do poder, &eacute; amigo pessoal e confidente do primeiro-ministro. Trata por tu o primeiro-ministro (Pacheco Pereira, 2007a, p. S/P).</p>     <p>Tamb&eacute;m a economista e professora universit&aacute;ria Teodora Cardoso (2003, p. 23), num interessante artigo publicado no <i>Jornal de Neg&oacute;cios</i>, intitulado <i>A Encena&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica</i>, define esta atividade como uma t&eacute;cnica de encena&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O que &eacute; ent&atilde;o o &ldquo;spin&rdquo;? A palavra pode traduzir-se diretamente por &ldquo;urdir&rdquo; ou &ldquo;tecer&rdquo; (como nas &ldquo;malhas que o imp&eacute;rio tece&rdquo;, do poema de Fernando Pessoa) ou figuradamente, como fez recentemente Correia de Campos, por &ldquo;endireitas&rdquo;, como equivalente de &ldquo;spin doctors&rdquo;. O termo que, todavia, me parece mais adequado ser&aacute; o de &ldquo;encena&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Cardoso, 2003, p. 23).</p>     <p>Tamb&eacute;m o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim (2011, p. 16), numa cr&oacute;nica em que alertava para a &ldquo;dose maci&ccedil;a de <i>spin</i>&rdquo; que se avizinhava por causa das elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas de 2013, define esta atividade como uma t&eacute;cnica de &ldquo;retorcer os factos&rdquo;.</p>     <p>Em pol&iacute;tica, o <i>spin</i> &eacute; a t&eacute;cnica de retorcer os factos at&eacute; que estes exibam exclusivamente as especificidades pretendidas ainda que estas contradigam a ess&ecirc;ncia da premissa de onde decorrem. Na pr&oacute;xima campanha eleitoral, o eleitor desprevenido raramente ser&aacute; acareado com factos &ndash; apenas com o resultado do <i>spin</i> previamente elaborado por doutos artistas <i>(Ibidem)</i>. &nbsp;</p>     <p><b>3.3 A perspetiva dos jornalistas pol&iacute;ticos</b></p>     <p>Tal como Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o e Pacheco Pereira, o jornalista Nuno Simas aponta o <i>spin doctoring</i> como &ldquo;uma t&eacute;cnica de enganar ou de criar<i> factoides</i>&rdquo;, ao passo que a jornalista&nbsp; Paula Santos fala de uma &ldquo;<i>ileg&iacute;tima </i><i>tentativa de for&ccedil;ar uma mensagem, sobretudo o &acirc;ngulo como ela &eacute; passada</i>&rdquo;. Duas descri&ccedil;&otilde;es distintas mas com a mesma perspetiva mal&eacute;fica do <i>spin doctoring</i>, que encontram eco em v&aacute;rios cronistas e editorialistas nacionais.</p>     <p>Os <i>spin doctors</i>, esses especialistas em manipula&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias, que n&atilde;o olham a meios de adultera&ccedil;&atilde;o e deforma&ccedil;&atilde;o da verdade, para atingirem os fins do poder que servem (Barroso, 2004, p. 15).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As tentativas de ocultar ou manipular factos, geradas pelos n&uacute;cleos duros pol&iacute;ticos dos governos ou pelos <i>spin doctors</i> contratados (Coutinho, 2004, p. 32).</p>     <p>Este (o <i>spin doctor</i>) &eacute; um tipo de assessores de comunica&ccedil;&atilde;o dos que jogam ao pi&atilde;o com as not&iacute;cias, s&atilde;o como as hienas: comem as carca&ccedil;as na sombra, saciando a fome, rindo dos parvos, mas at&eacute; os le&otilde;es sabem que &eacute; imposs&iacute;vel acabar-lhes com a ra&ccedil;a &ndash; &eacute; prefer&iacute;vel aprender a viver com elas (Guerreiro, 2009)</p>     <p>Com uma vis&atilde;o mais pragm&aacute;tica, o jornalista Jo&atilde;o Pedro Henriques identifica no <i>spin</i>, sobretudo, fun&ccedil;&otilde;es de &ldquo;<i>aconselhamento</i>&rdquo;, de &ldquo;<i>damage control</i>&rdquo;, de &ldquo;<i>sele&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o</i>&rdquo; e de condu&ccedil;&atilde;o dos <i>media</i> &ldquo;<i>para um determinado caminho</i>&rdquo;. Reconhece tamb&eacute;m a a&ccedil;&atilde;o &ldquo;<i>manipuladora</i>&rdquo; desta atividade, embora n&atilde;o for&ccedil;osamente numa perspetiva malfazeja.</p>     <p>Mas, quando digo &lsquo;manipula&ccedil;&atilde;o&rsquo;, pode n&atilde;o ser necessariamente no mau sentido. &Eacute; manipula&ccedil;&atilde;o no sentido de selecionar a informa&ccedil;&atilde;o. Tentar conduzir os jornalistas por um caminho, para evitar que eles v&atilde;o ali (Jo&atilde;o Pedro Henriques).</p>     <p>Os jornalistas Paulo Tavares, Maria Flor Pedroso e David Dinis coincidem com o jornalista do <i>DN</i>, mas empregam diferentes constru&ccedil;&otilde;es fr&aacute;sicas para descrever o <i>spin</i>: &ldquo;<i>pegar na informa&ccedil;&atilde;o e dar-lhe enquadramento</i>&rdquo; (Paulo Tavares), &ldquo;<i>criar mensagens pol&iacute;ticas e fazer discursos</i>&rdquo; (Maria Flor Pedroso) e &ldquo;<i>gerir informa&ccedil;&atilde;o</i>&rdquo; e &ldquo;<i>encontrar a f&oacute;rmula certa para uma determinada mensagem</i>&rdquo; (David Dinis). No fundo, todos associam o <i>spin doctoring</i> a uma forma diferente de fazer assessoria de imprensa: mais interventiva e proactiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre assessoria de imprensa e spin<i> doctoring</i></b></p>     <p>No que respeita &agrave; eventual distin&ccedil;&atilde;o entre <i>spin</i> e assessoria de imprensa, as opini&otilde;es dividem-se entre os jornalistas. Paulo Tavares e David Dinis tendem a considerar o <i>spin doctoring</i> uma forma mais politizada, sofisticada e qui&ccedil;&aacute; sibilina de fazer assessoria. J&aacute; S&atilde;o Jos&eacute; Almeida e Maria Flor Pedroso, apesar de considerarem que se trata de uma atividade leg&iacute;tima e positiva, defendem que o <i>spin doctoring</i> &eacute; uma realidade distinta da assessoria de imprensa.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; um assessor de imprensa. Ele (o spin doctor) n&atilde;o fala com os jornalistas: existe s&oacute; para aconselhar o pol&iacute;tico. S&oacute; isso! E est&aacute; numa zona mais interna do partido ou mais de bastidores. &Eacute; o que ajuda a escolher a mensagem e como deve ser dirigida ao eleitorado (S&atilde;o Jos&eacute; Almeida).</p>     <p>O jornalista Jo&atilde;o Pedro Henriques v&ecirc; a assessoria de imprensa como uma atividade &ldquo;<i>mais simples, estrita e limitada</i>&rdquo;. Recorde-se que esta &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o muito semelhante &agrave; j&aacute; aqui expressa pelo assessor Lu&iacute;s Bernardo, embora sem o atestado de obsolesc&ecirc;ncia e inefic&aacute;cia passado pelo principal conselheiro de Jos&eacute; S&oacute;crates para a comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vejo o assessor de imprensa &uacute;til na distribui&ccedil;&atilde;o de comunicados, marca&ccedil;&atilde;o de entrevistas e convocat&oacute;rias para confer&ecirc;ncias de imprensa. Uma coisa como: &ldquo;p&otilde;e isso no fax, ou p&otilde;e isso por e-mail&rdquo; (Jo&atilde;o Pedro Henriques).</p>     <p>Ainda assim, o jornalista do <i>DN</i> admite que um <i>spin doctor </i>possa exercer, cumulativamente, as &ldquo;<i>simples</i>&rdquo; fun&ccedil;&otilde;es de assessor de imprensa. E Paulo Tavares vai mais longe, ao considerar que &ldquo;<i>o bom assessor de imprensa &eacute; um spin doctor</i>&rdquo;. Quem discorda em absoluto destas posi&ccedil;&otilde;es &eacute;, como j&aacute; vimos, a jornalista S&atilde;o Jos&eacute; Almeida. A jornalista faz uma descri&ccedil;&atilde;o muito limitada da assessoria de imprensa e s&oacute; vislumbra sofistica&ccedil;&atilde;o no <i>spin doctor</i>.</p>     <p>Um assessor de imprensa tem de saber horas de fecho de jornais; o que &eacute; que est&aacute; nas reda&ccedil;&otilde;es dos jornais; quem manda em quem nos jornais; como &eacute; que esses circuitos se dominam e como se contornam; como &eacute; que se consegue colocar na comunica&ccedil;&atilde;o social a mensagem do pol&iacute;tico, n&atilde;o &eacute;? E fazer a ponte, chamar os jornalistas, marcar as confer&ecirc;ncias de imprensa e fazer, no fundo, essa ponte entre os jornalistas e o pol&iacute;tico. Ponto. (S&atilde;o Jos&eacute; Almeida)</p>     <p>A posi&ccedil;&atilde;o da jornalista do <i>P&uacute;blico</i> &eacute; altamente compreens&iacute;vel, &agrave; luz dos interesses da atividade jornal&iacute;stica. O jornalismo tem uma natureza por vezes conflitual em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; assessoria, o que motiva, entre a classe jornal&iacute;stica, a redu&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima atividade &agrave; mera satisfa&ccedil;&atilde;o dos interesses das rotinas produtivas de not&iacute;cias. Ali&aacute;s, esta posi&ccedil;&atilde;o est&aacute; bem patente num artigo de uma outra jornalista do mesmo di&aacute;rio, Andreia Azevedo Soares, intitulado &ndash; <i>Os assessores de imprensa e o avesso da not&iacute;cia</i> (A. A. Soares, 2006, p. 50). Neste artigo de opini&atilde;o, a jornalista faz uma curiosa analogia entre os erros jornal&iacute;sticos e os erros escondidos no &lsquo;avesso&rsquo; de uma tape&ccedil;aria. Desta forma, Andreia Azevedo Soares defende claramente que um assessor de imprensa deve t&atilde;o-s&oacute; servir e responder &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Um assessor (de imprensa), pago com o er&aacute;rio p&uacute;blico, n&atilde;o pode confundir a sua fun&ccedil;&atilde;o com a de estratego de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Quando esta invers&atilde;o de valores tem lugar, todos n&oacute;s estamos a ser lesados &ndash; leitores, jornalistas, cidad&atilde;os e at&eacute; os pr&oacute;prios assessores de imprensa, que perdem dignidade ao subverterem os valores democr&aacute;ticos. Cabe a estes profissionais prestar a informa&ccedil;&atilde;o que lhes &eacute; solicitada (A. A. Soares, 2006, p. 50).</p>     <p>David Dinis (jornalista) fez um relato muito semelhante ao de S&atilde;o Jos&eacute; Almeida quando descreveu as caracter&iacute;sticas de um <i>spin doctor. </i>E considerou normal a acumula&ccedil;&atilde;o das duas fun&ccedil;&otilde;es, apesar de reconhecer que s&atilde;o distintas.</p>     <p>(O spin doctor ) tem de saber a que horas &eacute; que fecham os jornais; quem s&atilde;o as pessoas dentro dos jornais; quem &eacute; que tem maior responsabilidade sobre o qu&ecirc;; quem &eacute; que decide; quem &eacute; que tem influ&ecirc;ncia nos jornais e nos comentadores (David Dinis).</p>     <p>Todos os pol&iacute;ticos entrevistados concordaram que se trata de atividades distintas. Mas Pedro Santana Lopes foi o mais perent&oacute;rio e assertivo: &ldquo;<i>Acho que n&atilde;o! N&atilde;o, n&atilde;o, n&atilde;o! Acho que n&atilde;o deve ser. Acho que um assessor de imprensa n&atilde;o deve ser um spin doctor</i>&rdquo;.</p>     <p>Como vimos anteriormente, Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins defende que <i>spin doctor</i> n&atilde;o &eacute;, de todo, sin&oacute;nimo de assessor de imprensa. E remete as diferen&ccedil;as entre as duas atividades para as origens do termo criado por William Safire. Na altura, <i>spin doctor</i> servia para identificar os comentadores pol&iacute;ticos. Esta &eacute;, ali&aacute;s, uma f&oacute;rmula que permite que o <i>spin doctoring</i> seja ativado sem passar pelo filtro ou <i>gatekeeping</i> jornal&iacute;stico.</p>     <p>Uma coisa &eacute; falar com um director para que ele logo &agrave; noite, num canal, na opini&atilde;o dele, ser influenciado pela sua opini&atilde;o &ndash; isso &eacute; spin doctor com gatekeeper. Outra coisa &eacute; voc&ecirc; logo &agrave; noite ir a um canal dar a sua opini&atilde;o de spin doctor &ndash; ou seja, ajudar a formatar uma determinada opini&atilde;o. As nossas televis&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; c&aacute;&nbsp; em Portugal, mas em todo o mundo,&nbsp; est&atilde;o cheias desse tipo de spin doctors, que n&atilde;o &eacute; propriamente o que procura influenciar o jornalista, mas &eacute; mais o pol&iacute;tico, o comentador que vai &agrave;s televis&otilde;es. Geralmente, as televis&otilde;es t&ecirc;m at&eacute; o cuidado levar ou de formar um painel (de comentadores). O Presidente da Rep&uacute;blica termina uma comunica&ccedil;&atilde;o e voc&ecirc; ainda n&atilde;o percebeu bem o que ele disse e j&aacute; tem l&aacute; v&aacute;rios tipos, representantes de v&aacute;rios setores, a explicar o que o presidente disse. (Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outra forma interessante de diferenciar estes dois modelos de assessoria pol&iacute;tica foi descrita por David Pontes &ndash; jornalista que passou pelas dire&ccedil;&otilde;es do <i>P&uacute;blico</i>, <i>Jornal de Not&iacute;cias</i> e Ag&ecirc;ncia Lusa &ndash;, aquando da apresenta&ccedil;&atilde;o de um livro sobre fontes profissionais de informa&ccedil;&atilde;o. O jornalista enumerou as diferen&ccedil;as entre assessores de imprensa e <i>spin doctors</i> de uma forma caricatural.</p>     <p>H&aacute; a &ldquo;praga de gafanhoto&rdquo;, que &eacute; insistente e liga v&aacute;rias vezes s&oacute; para saber se recebemos um <i>e</i><i>&#8208;mail</i>; o &ldquo;falinhas mansas&rdquo;, que tenta convencer o jornalista com t&aacute;ticas manobreiras mas subtis; o &ldquo;ditador&rdquo; que amea&ccedil;a n&atilde;o dar a pr&oacute;xima not&iacute;cia, caso n&atilde;o se publique a &uacute;ltima anunciada, e o <i>spin doctor</i>, que usa t&eacute;cnicas seletivas para promover a agenda que representa (David Pontes cit. in Moura, 2009, p. S/P).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. O <i>spin doctoring</i> na comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica portuguesa</b></p>     <p>O aparecimento da atividade de <i>spin doctoring</i> em Portugal reporta, na opini&atilde;o de praticamente todos os entrevistados deste estudo, ao in&iacute;cio dos anos 90, sendo &ldquo;<i>uma consequ&ecirc;ncia da eclos&atilde;o dos media</i>&rdquo; (Manuel Maria Carrilho) e do &ldquo;<i>aparecimento das televis&otilde;es privadas</i>&rdquo; (Jos&eacute; S&oacute;crates).</p>     <p>Um dos entrevistados, que preferiu fazer uma longa explana&ccedil;&atilde;o com o gravador desligado, chegou mesmo a recordar que o aparecimento de um canal privado revigorou o espectro medi&aacute;tico de tal forma que provocou o fim dos governos liderados por Cavaco Silva. Recordou ainda que, at&eacute; ent&atilde;o, era poss&iacute;vel, para qualquer pol&iacute;tico de dimens&atilde;o nacional responder diretamente aos pontuais pedidos de informa&ccedil;&atilde;o dos jornalistas. Mas esta nova era do jornalismo (cada vez mais imediatista e com voracidade informativa) e, principalmente, a multiplica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de jornalistas obrigaram os pol&iacute;ticos a profissionalizar a intermedia&ccedil;&atilde;o com os <i>media</i>.</p>     <p>O consultor Lu&iacute;s Paix&atilde;o Martins tamb&eacute;m h&aacute; muito que refere que o &ldquo;cavaquismo&rdquo; foi o ber&ccedil;o das ag&ecirc;ncias e consultoras de comunica&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Nasceram na segunda metade da d&eacute;cada de 80, quando se davam em Portugal v&aacute;rios fen&oacute;menos pol&iacute;ticos, econ&oacute;micos e sociais coincidentes: a liberaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados, a internacionaliza&ccedil;&atilde;o da nossa economia, as privatiza&ccedil;&otilde;es, a instala&ccedil;&atilde;o de uma sociedade de consumo tipo europeu (L. P. Martins, 1996, p. 39).</p>     <p>Na mesma linha, o tamb&eacute;m ex-jornalista e hist&oacute;rico assessor de imprensa, Joaquim Letria, aponta para o mesmo per&iacute;odo o nascimento da profissionaliza&ccedil;&atilde;o da assessoria de imprensa pol&iacute;tica em Portugal: &ldquo;Temos a TSF e a R&aacute;dio Gest e tudo isto a mexer. E &eacute; nesta altura (meados dos anos 80), e neste contexto, que aparece isto tudo. E a gente (consultores de comunica&ccedil;&atilde;o) a querer posicionar-me...&rdquo; (Joaquim Letria cit. in Figueira, 2009, p. 88).</p>     <p>Carrilho e S&oacute;crates explicam ainda que, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, &ldquo;<i>todas as mudan&ccedil;as relacionadas com globaliza&ccedil;&atilde;o foram no sentido de diminuir a pot&ecirc;ncia do poder pol&iacute;tico</i>&rdquo; (Manuel Maria Carrilho) e de aumentar o seu escrut&iacute;nio, fatores que &ldquo;<i>tornaram ainda mais vis&iacute;vel a a&ccedil;&atilde;o governativa</i>&rdquo; (Jos&eacute; S&oacute;crates). Pedro Santana Lopes, para quem &ldquo;<i>os media s&atilde;o o segundo poder</i>&rdquo;, chegou a defender publicamente que, na &uacute;ltima revis&atilde;o constitucional, fosse criado um &oacute;rg&atilde;o tipo Senado, dependente do Presidente da Rep&uacute;blica, no qual estivessem representadas as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o social (Costa e Silva, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Daqui se conclui que a imperiosa necessidade de saber comunicar e de gerir a press&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, em particular no caso de esc&acirc;ndalos e crises pol&iacute;ticas, for&ccedil;ou, tal como nos pa&iacute;ses anglo-sax&oacute;nicos, os partidos e os governos nacionais a intensificarem a contrata&ccedil;&atilde;o de assessores de imprensa. Os quais, como vimos, se foram tornando cada vez mais profissionais e sofisticados. E assim nasceram os <i>spin doctors</i> &ndash; tal qual &ldquo;<i>frankensteins</i>&rdquo;, dir&atilde;o alguns, recordando-se da hist&oacute;ria do criador que perdeu o controlo sobre a criatura<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>Para contornar, ou &lsquo;controlar&rsquo;, os <i>media</i> &ndash; por defini&ccedil;&atilde;o independentes e poderosos nas democracias ocidentais, onde s&atilde;o o primeiro sinal da liberdade &ndash; o poder pol&iacute;tico cria estruturas e adota condutas que, por um lado, visam minorar os efeitos negativos sobre si exercidos pelo papel fiscalizador da comunica&ccedil;&atilde;o social e, por outro, fazer passar, nos diversos meios, as mensagens que lhe interessa enviar &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica. Os recursos e as t&eacute;cnicas usados pelos governos ao servi&ccedil;o da sua imagem s&atilde;o cada vez mais sofisticados, acompanhando a evolu&ccedil;&atilde;o permanente das conquistas tecnol&oacute;gicas ou das ci&ecirc;ncias sociais e do &lsquo;marketing&rsquo; pol&iacute;tico (Furtado, 2004).</p>     <p>Tamb&eacute;m Teodora Cardoso (2003, p. 23), no artigo j&aacute; aqui citado, refere que os pol&iacute;ticos perante a dificuldade de responderem &agrave; crescente necessidade da &ldquo;hipersimplifica&ccedil;&atilde;o da mensagem&rdquo; &ndash; necess&aacute;ria para que os <i>media</i> e a opini&atilde;o p&uacute;blica lhes concedam um m&iacute;nimo de aten&ccedil;&atilde;o &ndash; recorreram &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de peritos para resolverem &ldquo;esse hiato&rdquo;: os <i>spin doctors</i>. Acrescenta ainda que &ldquo;a expans&atilde;o da literacia e do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o exigiam a capacidade de convencer um n&uacute;mero crescente de cidad&atilde;os quanto &agrave; bondade das medidas&rdquo;, por isso a pol&iacute;tica, que &ldquo;sempre teve o seu lado de espet&aacute;culo&rdquo;, intensificou a encena&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>A encena&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica foi, por isso, ganhando import&acirc;ncia, e acabou por ser distorcida em benef&iacute;cio de duas finalidades principais: (i) fixar a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico em meia d&uacute;zia de &ldquo;factos&rdquo; ou de princ&iacute;pios que, uma vez aceites como provados ou como bons, passam a servir de fundamento inquestionado de pol&iacute;ticas que est&atilde;o longe de ser inquestion&aacute;veis; (ii) criar ou focar factos pol&iacute;ticos menores ou meramente virtuais para desviar as aten&ccedil;&otilde;es daquilo que realmente devia ser discutido <i>(Ibidem)</i>.</p>     <p>Outro economista, Lu&iacute;s Nazar&eacute; (2004, p. 26), e no mesmo jornal, tamb&eacute;m referenciou os <i>spin doctors</i> e aludiu ao seu &ldquo;admir&aacute;vel mundo novo de oportunidades de sucesso instant&acirc;neo&rdquo;. Assumiu, todavia, uma postura permissiva e at&eacute; mesmo elogiosa para com a sofistica&ccedil;&atilde;o destes &ldquo;t&eacute;cnicos da imagem&rdquo;. Chegou mesmo a criticar &ldquo;os esp&iacute;ritos mais cl&aacute;ssicos que desconfiam de todas estas t&eacute;cnicas de raiz comercial por as considerarem sup&eacute;rfluas e enganadoras, repletas de manhas e truques&rdquo; <i>(Ibidem)</i>, defendendo que &ldquo;nada disto (o <i>spin</i>) &eacute; propriamente novo&rdquo; <i>(Ibidem)</i>.</p>     <p>Na hist&oacute;ria recente, ser&atilde;o certamente raros os exemplos de dirigentes pol&iacute;ticos totalmente indiferentes &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de imagem e efic&aacute;cia comunicacional. De cor, s&oacute; me consigo lembrar do doutor Salazar. Nem o doutor Pacheco Pereira, que tanto se esfor&ccedil;a para parecer o contr&aacute;rio, consegue ser convincente. Na verdade, muitos dos l&iacute;deres ocidentais do p&oacute;s-guerra foram acima de tudo excelentes comunicadores. De Gaulle, Krutchov, Brandt, Palme, Thatcher, Gonz&aacute;lez ou Blair s&atilde;o exemplos incontest&aacute;veis, a que alguns lusitanos se poderiam certamente juntar (S&aacute; Carneiro, M&aacute;rio Soares, Ant&oacute;nio Guterres). Do outro lado do Atl&acirc;ntico, Kennedy e Clinton, os dois melhores presidentes norte-americanos do p&oacute;s-guerra, eram verdadeiros &ldquo;monstros medi&aacute;ticos&rdquo; <i>(Ibidem)</i></p>     <p>Chamando-lhe &ldquo;<i>coprodu&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stico-pol&iacute;tica</i>&rdquo;, Manuel Maria Carrilho explica que os pol&iacute;ticos e os <i>media</i> come&ccedil;aram a viver uma rela&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia, vis&iacute;vel na necessidade m&uacute;tua de criarem eventos ou narrativas<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. E os <i>spin doctors</i> cumprem parte dessa fun&ccedil;&atilde;o desejada pelos <i>media</i>, garante o ex-ministro da Cultura.&nbsp;</p>     <p>Tudo isso se alterou brutalmente. O jornalismo e a pol&iacute;tica, tal como eu os vejo, s&atilde;o coprodutores de eventos e essa &eacute; a primeira caracter&iacute;stica de ambos: s&atilde;o coprodutores da atualidade a todos os n&iacute;veis. E, portanto, eu n&atilde;o imagino que hoje o jornalismo possa viver sem pol&iacute;tica e a pol&iacute;tica possa viver sem o jornalismo (...) Entrosaram-se e imiscu&iacute;ram-se completamente um com o outro (Manuel Maria Carrilho).</p>     <p>Este relacionamento t&atilde;o singular e idiossincr&aacute;tico decorre, segundo Manuel Maria Carrilho, da necessidade de os pol&iacute;ticos responderem &agrave;s exig&ecirc;ncias dos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, muito focados na &ldquo;<i>torrencialidade</i>&rdquo;, &ldquo;<i>instantaneidade</i>&rdquo; e &ldquo;<i>superficialidade&rdquo; </i>da informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A pol&iacute;tica passa sempre por uma mensagem que se tem e que precisa de tempo para ser explicada. Mas o regime da instantaneidade tira &agrave; pol&iacute;tica espessura e conte&uacute;do. Nunca h&aacute; tempo de matura&ccedil;&atilde;o. O pol&iacute;tico entrou, por isso, na dimens&atilde;o da estrat&eacute;gia e da prud&ecirc;ncia (Manuel Maria Carrilho).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Maria Flor Pedroso (jornalista) concorda com esta asser&ccedil;&atilde;o e defende que a pol&iacute;tica devia &ldquo;<i>ter um tempo pr&oacute;prio</i>&rdquo;. De resto, o n&atilde;o cumprimento deste atributo, diz, &ldquo;<i>degradou a qualidade quer do jornalismo, quer da pol&iacute;tica</i>&rdquo;. Explica igualmente que o gradual aumento da press&atilde;o, primeiro dos jornais, depois das r&aacute;dios informativas, televis&otilde;es privadas e por cabo e agora dos portais on-line foram permitindo que os <i>spin doctors</i> das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas agendassem rea&ccedil;&otilde;es e declara&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa a todo o momento.</p>     <p>Como &eacute; que este pa&iacute;s, com dez milh&otilde;es de habitantes, tem quatro, e vai ter cinco (atualmente j&aacute; tem, com a entrada em funcionamento da CMTV), televis&otilde;es por cabo de not&iacute;cias? Sabemos que t&ecirc;m que encher 24 horas por dia... E enchem com not&iacute;cias baratas do Parlamento, porque n&atilde;o t&ecirc;m de pagar a estes protagonistas pol&iacute;ticos. Mas &eacute; um trabalho absolutamente pregui&ccedil;oso. Porque n&atilde;o h&aacute; nenhum trabalho de leitura e descodifica&ccedil;&atilde;o. Por isso, a propaganda passa. E est&aacute; mal. O meu trabalho como jornalista pol&iacute;tica &eacute; retirar a propaganda &ndash; portanto, tenho mesmo muito trabalho, porque &agrave;s vezes &eacute; s&oacute; mesmo propaganda. E lamento, mas acho que esta l&oacute;gica de retirar a propaganda do discurso pol&iacute;tico deve ser repetida, porque &eacute; uma coisa que nem toda a gente tem interiorizado em si (Maria Flor Pedroso).</p>     <p>Maria Flor Pedroso lamenta tamb&eacute;m a instantaneidade do produto jornal&iacute;stico como porta de entrada do <i>spin doctoring</i><i>:</i></p>     <p>(O jornalismo) pensa pouco, por isso &eacute; que est&aacute; mal. E porqu&ecirc;? Porque tamb&eacute;m o poder econ&oacute;mico n&atilde;o quer muito um jornalismo que pense. O jornalismo que pensa &eacute; uma grande chatice. Ali&aacute;s, tudo o que pense pela sua pr&oacute;pria cabe&ccedil;a &eacute; uma chatice! E depois, o jornalismo faz muitos &ldquo;fretes&rdquo; aos poderes pol&iacute;ticos e aos poderes econ&oacute;micos. Claro que faz! E n&oacute;s vemos logo: &ldquo;Isto &eacute; frete!&rdquo;. Chegam a n&atilde;o ouvir o outro lado! Tornou-se pr&aacute;tica, e o jornalismo come&ccedil;ou a esquecer que era obrigat&oacute;rio ir ouvir o outro lado (Maria Flor Pedroso).</p>     <p>Jo&atilde;o Pedro Henriques concorda que o &ldquo;<i>jornalismo pensa cada vez menos</i>&rdquo; por falta de tempo, mas recorda que &ldquo;<i>este problema &eacute;, infelizmente, um lugar-comum</i>&rdquo;. Evoca tempo idos e, por ant&iacute;tese, explica na primeira pessoa que, ainda como jornalista da Ag&ecirc;ncia Lusa, recebeu um dia um telefonema de um timorense a denunciar em <i>on-the-record</i> o massacre de Santa Cruz. O facto de n&atilde;o conseguir validar a informa&ccedil;&atilde;o impediu-o de ter sido o primeiro a dar a not&iacute;cia deste planet&aacute;rio incidente.</p>     <p>Quem me telefonou foi Jos&eacute; Ramos Horta. Eu estava na Lusa, era uma da manh&atilde;. Como eu era muito desconfiado em rela&ccedil;&atilde;o aos exageros do Jos&eacute; Ramos Horta sobre incidentes em Timor, e achei que aquilo poderia n&atilde;o ser exatamente assim, fiz n&atilde;o sei quantos telefonemas &agrave; uma da manh&atilde;, a tentar confirmar se tinha havido de facto incidentes graves no cemit&eacute;rio de Santa Cruz. Naquele fuso hor&aacute;rio timorense, obviamente, n&atilde;o consegui confirmar e fui-me embora. Horas depois a France Press deu a not&iacute;cia. Foram eles que avan&ccedil;aram primeiro. Portanto, provavelmente n&atilde;o dei a not&iacute;cia da minha vida por desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao autor (Jo&atilde;o Pedro Henriques).</p>     <p>Hoje em dia, talvez o desalento do jornalista n&atilde;o tivesse lugar. Uma informa&ccedil;&atilde;o deste cariz teria, muito provavelmente, que ser avan&ccedil;ada, porque a press&atilde;o das edi&ccedil;&otilde;es <i>on-line</i> &eacute; muito grande. Todos querem dar, n&atilde;o s&oacute; a informa&ccedil;&atilde;o em primeira m&atilde;o, como a imagem/v&iacute;deo que vai fazer furor nas redes sociais. Definitivamente, a competi&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o &eacute; apenas entre os <i>media</i> cl&aacute;ssicos: no frenesim pela &ldquo;<i>not&iacute;cia de &uacute;ltima hora</i>&rdquo; entram as edi&ccedil;&otilde;es <i>on-line</i>, os portais, os blogues, as redes sociais e <i>tutti quanti</i>.</p>     <p>Se aparece algo a dizer &ldquo;&uacute;ltima hora&rdquo; na televis&atilde;o, a press&atilde;o dos on-line &eacute;: &ldquo;Temos que dar a not&iacute;cia&rdquo;. Acontece cada vez mais os jornalistas terem que dizer &agrave;s sec&ccedil;&otilde;es on-line: &ldquo;Calma, n&oacute;s s&oacute; escrevemos a not&iacute;cia quando a tivermos confirmado&rdquo; (Jo&atilde;o Pedro Henriques).</p>     <p>Ainda na mesma linha de autocr&iacute;tica corporativa, S&atilde;o Jos&eacute; Almeida sublinha que &ldquo;<i>o problema do jornalismo de hoje &eacute; o da histeria e da voragem da not&iacute;cia</i>&rdquo;. Uma situa&ccedil;&atilde;o que, explica, se prende com o facto de as reda&ccedil;&otilde;es disporem de cada vez menos recursos humanos e, consequentemente, os jornalistas terem cada vez menos tempo para se prepararem e refletirem sobre o que produzem. &ldquo;<i>O jornalista, na </i><i>grande loucura do faz, faz, faz, espera pela espuma dos dias e n&atilde;o olha para o que est&aacute; a fazer</i>&rdquo;, admite. A jornalista do <i>P&uacute;blico</i>, que afirma recusar falar com fontes profissionais de informa&ccedil;&atilde;o para confirmar e validar informa&ccedil;&otilde;es, lamenta ainda o desaparecimento do jornalismo especializado e critica o facto de as reda&ccedil;&otilde;es estarem &ldquo;<i>cheias de estagi&aacute;rios</i>&rdquo;, que, por n&atilde;o conhecerem pessoalmente os pol&iacute;ticos, s&atilde;o mais &ldquo;<i>manipul&aacute;veis</i>&rdquo; por <i>spin doctors</i> que pretendem reproduzir mensagens em cadeia.</p>     <p>&Eacute; quase um jornalismo de &ldquo;passe-vite&rdquo;. O &ldquo;passe-vite&rdquo; &eacute; aquela coisa de fazer as sopas. Portanto, a gente mete cenouras, cebolas, batatas, coisas diferentes&hellip; Mas com o &ldquo;passe-vite&rdquo; fica tudo pur&eacute;. O jornalismo hoje em dia &eacute; um bocado assim (S&atilde;o Jos&eacute; Almeida).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sobre o estado do jornalismo, Zeca Mendon&ccedil;a tamb&eacute;m defendeu, numa entrevista de Nuno Ribeiro (2012) ao <i>P&uacute;blico</i>, que &ldquo;o tempo fez que a pol&iacute;tica se tornasse menos espont&acirc;nea&rdquo; (<i>Ibid</i>.: 20). Ainda assim, o assessor do PSD defende que, &ldquo;atualmente, se faz melhor jornalismo&rdquo; <i>(Ibidem)</i></p>     <p>Estas preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o igualmente denunciadas por Estrela Serrano, num artigo intitulado <i>Os novos spin doctors</i>. Num tom agastado, a ent&atilde;o vogal da ERC contestou a &ldquo;facilidade&rdquo; e a &ldquo;deturpa&ccedil;&atilde;o&rdquo; que identificava nos editoriais da autoria do ex-diretor do <i>P&uacute;blico</i>, Jos&eacute; Manuel Fernandes.</p>     <p>&Eacute;, por outro lado, lament&aacute;vel que o espa&ccedil;o de opini&atilde;o nos <i>media</i> mais pare&ccedil;a, por vezes, um espa&ccedil;o de <i>spin doctoring</i> em que uma primeira voz lan&ccedil;a uma an&aacute;lise com determinado enfoque e, a partir da&iacute;, outros a seguem at&eacute; os factos que lhe deram origem desaparecem para serem substitu&iacute;dos por novos factos criados a partir dos coment&aacute;rios (Serrano, 2008, p. 29).</p>     <p>Outro fator que alterou a forma de comunicar pol&iacute;tica em Portugal foi a crescente adapta&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos e dos partidos &agrave; fun&ccedil;&atilde;o de entretenimento da comunica&ccedil;&atilde;o social, onde o desporto e o espet&aacute;culo se tornaram temas ass&iacute;duos e priorit&aacute;rios<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Manuel Maria Carrilho chega mesmo a considerar que &ldquo;o jornalismo est&aacute; cada vez mais condenado ao entretenimento&rdquo;, n&atilde;o passando de uma &ldquo;arte de prender e parasitar a aten&ccedil;&atilde;o das pessoas&rdquo;.</p>     <p>Tamb&eacute;m Pacheco Pereira, cuja vida pol&iacute;tica tem sido marcada por alguns conflitos com a comunica&ccedil;&atilde;o social, entra neste coro de cr&iacute;ticas ao jornalismo:</p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o social, que deveria ser uma barreira a esta pervers&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, cede perante ela e deixa-se infetar, ou porque &eacute; barato, ou porque est&aacute; na moda, ou porque a qualidade do trabalho de muitos jornalistas n&atilde;o faz a diferen&ccedil;a. Isto associado ao <i>packjournalism</i>, &agrave; subservi&ecirc;ncia face ao poder, &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave; crise das media&ccedil;&otilde;es e do <i>editing</i>, faz passar o jornalismo ao lado de um escrut&iacute;nio do poder mais que necess&aacute;rio em tempo de crise (Pacheco Pereira, 2012a).&nbsp;</p>     <p>O historiador e pol&iacute;tico assume-se, ali&aacute;s, como um &ldquo;velho do Restelo&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o a toda esta nova din&acirc;mica que se instalou na &ldquo;fragilizada opini&atilde;o p&uacute;blica&rdquo; <i>(Ibidem)</i>. Isto porque v&ecirc; &ldquo;a substitui&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os pol&iacute;ticos de decis&atilde;o, eleitos e tendo que prestar contas, por gabinetes de assessores e ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, por <i>spin doctors</i> e &lsquo;marqueteiros&rsquo;, como uma degrada&ccedil;&atilde;o e uma opacidade&rdquo; (Pacheco Pereira, 2008c).</p>     <p>Por sua vez, os partidos pol&iacute;ticos tamb&eacute;m se transformaram em &ldquo;m&aacute;quinas eleitorais&rdquo; (Manuel Maria Carrilho) e deixaram de ser associa&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave;s convic&ccedil;&otilde;es, &agrave;s ideias e aos valores. E como causa desta transforma&ccedil;&atilde;o est&aacute; a &ldquo;<i>eros&atilde;o das ideologias</i>&rdquo; e a &ldquo;<i>evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica</i>&rdquo;.</p>     <p>No passado, as ideologias eram identit&aacute;rias. No meu tempo, as pessoas definiam a sua identidade pessoal quase por ser de esquerda. Ser de esquerda bastava para dizer como a pessoa era. Hoje n&atilde;o diz nada de uma pessoa, n&atilde;o &eacute;? Nada! Porque hoje todos n&oacute;s temos identidades m&uacute;ltiplas. Cada um de n&oacute;s quer ver as coisas conforme os meses do ano, a disposi&ccedil;&atilde;o, entidades pol&iacute;ticas, pessoais, culturais, sexuais, tudo! Por isso, a eros&atilde;o das ideologias alterou a forma de fazer pol&iacute;tica. E a evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias passou a formatar a realidade de outra maneira. Pois se hoje a linguagem faz-se atrav&eacute;s das tecnologias, podemos afirmar que as tecnologias formatam a realidade e de uma maneira muito, muito forte (Manuel Maria Carrilho).</p>     <p>Assim, na opini&atilde;o destes protagonistas pol&iacute;ticos, o aparecimento do <i>spin doctoring</i> est&aacute; relacionado, por um lado, com a necessidade de responder ao aumento de informa&ccedil;&atilde;o exigido pela nova din&acirc;mica da comunica&ccedil;&atilde;o social e, por outro, com o desejo de controlar e manipular os <i>media</i>, principalmente atrav&eacute;s das fragilidades e brechas do jornalismo. Ainda sobre este assunto, o jornalista David Dinis ressalva que o pr&oacute;prio jornalismo vive das vulnerabilidades da pol&iacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; entre as falhas e os interesses de partidos n&atilde;o coincidentes, as zangas, os erros e os crimes que se consegue fazer um jornalismo melhor e chegar a algum lado. Isto &eacute;, jornalismo (David Dinis).</p>     <p>Neste pressuposto, para o ex-provedor da RTP Paquete de Oliveira (2009), a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica reorganizou-se profissionalmente na tentativa de fortalecer os processos de propaga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o junto da muito disseminada opini&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>H&aacute; ag&ecirc;ncias, h&aacute; novas t&eacute;cnicas, h&aacute; os famosos <i>spin doctors</i>, profissionalmente encarregues de fazer passar a mensagem e funcionar no espa&ccedil;o p&uacute;blico. E por isso, mal estaria o governo, ou o partido, o movimento, a empresa que n&atilde;o se organizassem dentro deste esquema. Parece-me que muitos jornalistas, fechados no modelo da sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o e tamb&eacute;m com forte carga corporativista, ainda nem deram conta da &ldquo;nova ordem comunicacional&rdquo; (Idem: 19).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. H&aacute; <i>spin doctoring</i> na Assembleia da Rep&uacute;blica?</b></p>     <p>Zeca Mendon&ccedil;a &eacute;, n&atilde;o s&oacute; para jornalistas parlamentares mas tamb&eacute;m para grande parte dos deputados, um exemplo de assessor de imprensa. A forma discreta como se movimenta pelos corredores esconde uma enorme efic&aacute;cia, respaldada na sua inabal&aacute;vel credibilidade junto dos jornalistas e na abnega&ccedil;&atilde;o ao partido que deputados sociais-democratas lhe reconhecem. &Eacute; frequentemente visto nos notici&aacute;rios televisivos di&aacute;rios, pois acompanha as mais variadas visitas dos presidentes do PSD ou dos l&iacute;deres da bancada parlamentar laranja. &Eacute; f&aacute;cil ver no <i>Telejornal</i> o &ldquo;Zeca&rdquo; na Madeira e, logo de manh&atilde;, a tomar o seu pequeno-almo&ccedil;o no bar dos deputados da Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Mas esta figura omnipresente da pol&iacute;tica nacional n&atilde;o &eacute; um <i>spin doctor</i>. &ldquo;<i>E ainda bem. &Eacute; respeitado pelos jornalistas parlamentares por isso mesmo</i>&rdquo;, diz, com reserva de identidade, um jornalista. &Eacute;, por isso, que se aguenta ao servi&ccedil;o h&aacute; mais de 25 anos.</p>     <p>No entanto, do outro lado (leia-se do jornalismo), h&aacute; quem queira mais deste profissional da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. &ldquo;<i>&Eacute; uma desgra&ccedil;a, e n&atilde;o passa de um rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas</i>&rdquo;, disse um dos entrevistados. Na verdade, o facto de ser s&oacute; &ldquo;<i>arrebanhador de jornalistas</i>&rdquo; permite-lhe ter um trabalho regular de &ldquo;<i>media&ccedil;&atilde;o</i>&rdquo; entre os jornalistas e as dire&ccedil;&otilde;es das bancadas parlamentares h&aacute; mais de 25 anos. Houve, por&eacute;m, alguns jornalistas que asseguraram que este assessor de imprensa do PSD &eacute; implac&aacute;vel com as <i>cachas</i> que fornece pontualmente. &ldquo;<i>Quando quer, o Zeca deixa cair uma cacha</i>&rdquo;.</p>     <p>Ant&oacute;nio Cola&ccedil;o e Paula Barata t&ecirc;m, enquanto assessores de imprensa parlamentares, um perfil muito id&ecirc;ntico ao do seu cong&eacute;nere do PSD. Depois, h&aacute; os mais novos: Pedro Sales e Pedro Salgueiro. Talvez pela idade e pelos parcos anos de trabalho ao servi&ccedil;o do partido se expliquem as diferen&ccedil;as de comportamento, metodologia e vis&atilde;o profissionais. Estes dois assessores t&ecirc;m uma atua&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima do <i>spin doctoring </i>e lidam quase todos os dias com as suas ferramentas preferenciais de a&ccedil;&atilde;o. Mas os jornalistas avan&ccedil;am com outra explica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Isso (as diferen&ccedil;as de atua&ccedil;&atilde;o) nota-se porque, aqui h&aacute; uns anos, o assessor de imprensa era algu&eacute;m que, em determinado grupo parlamentar, podia ser uma coisa qualquer e tamb&eacute;m poderia ser assessor de imprensa. O que se sente &eacute; que, de h&aacute; uns anos para c&aacute;, felizmente os assessores de imprensa j&aacute; s&atilde;o escolhidos por terem perfil para aquele tipo de trabalho. Perfil, experi&ecirc;ncia, percurso acad&eacute;mico, o que quer que seja. O que faz com que eles sejam melhores no seu desempenho (N&atilde;o identificado, por pedido expresso).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dois grandes partidos portugueses, PS e PSD, n&atilde;o fazem <i>spin</i> a partir do Parlamento. A comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica <i>tout court</i> cabe aos <i>spin doctors</i> que est&atilde;o no governo ou, se estiverem na oposi&ccedil;&atilde;o, nas sedes dos partidos. O Governo, ou rotativamente a &lsquo;Lapa&rsquo; e o &lsquo;Rato&rsquo;, albergam estes t&eacute;cnicos da propaganda do s&eacute;culo XXI. O PCP sempre teve os seus &ldquo;<i>soviet spins</i>&rdquo;, como lhes chamou um jornalista, na sua sede partid&aacute;ria. Mas tamb&eacute;m, e desde sempre, os <i>spin</i> comunistas exercem a sua influ&ecirc;ncia atrav&eacute;s da CGTP e de outras estruturas onde t&ecirc;m poder.</p>     <p>Tradicionalmente, os partidos mais pequenos, como o CDS-PP e o BE, exercem o <i>spin</i> a partir do local onde t&ecirc;m mais recursos e funcion&aacute;rios: o Parlamento. Ainda assim, h&aacute; diferen&ccedil;as de atua&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da idiossincrasia dos l&iacute;deres de cada partido.</p>     <p>Quando o BE tinha como principal l&iacute;der da bancada o pr&oacute;prio Francisco Lou&ccedil;&atilde; ou o Jos&eacute; Manuel Pureza, era um partido muito mais aberto, muito mais proactivo na rela&ccedil;&atilde;o com os media. E nessa medida conseguia criar mais agenda. Neste momento (fevereiro de 2012) com o Lu&iacute;s Fazenda, &eacute; um partido muito mais retra&iacute;do na rela&ccedil;&atilde;o com a imprensa &ndash; &eacute; mais apagado. Isso &eacute; uma coisa que resulta diretamente da personalidade das pessoas, ou seja, essa diferen&ccedil;a resulta de uma diferen&ccedil;a de vis&atilde;o entre, por exemplo, o Francisco Lou&ccedil;&atilde; e o Lu&iacute;s Fazenda (N&atilde;o identificado, por pedido expresso).</p>     <p>Mas quando questionados sobre a exist&ecirc;ncia de <i>spin doctoring</i> no Parlamento, os jornalistas convergem ao apontar os pol&iacute;ticos como os grandes executantes desta t&eacute;cnica de comunica&ccedil;&atilde;o. No entanto, reconhecem a exist&ecirc;ncia de <i>spin</i> &ldquo;<i>&agrave; (nossa) escala</i>&rdquo; (Paula Santos).</p>     <p>H&aacute; bom spin doctoring no Parlamento, sobretudo por pol&iacute;ticos. Pelos assessores no Parlamento n&atilde;o... N&atilde;o o vejo, n&atilde;o o sinto no dia a dia; quer dizer, n&atilde;o vejo a regra, n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o haja pontualmente. Sendo que o spin exige do pol&iacute;tico ou de um assessor um grau de informa&ccedil;&atilde;o muito superior ao do jornalista, sen&atilde;o n&atilde;o tem qualquer tipo de efeito. Mas isso nem sempre &eacute; f&aacute;cil (de) controlar (David Dinis).</p>     <p>O editor do seman&aacute;rio <i>Sol</i>, tal como os jornalistas Nuno Simas e Jo&atilde;o Pedro Henriques, referia-se &agrave; dificuldade que os <i>spin doctors </i>t&ecirc;m de controlar, domesticar ou secar a informa&ccedil;&atilde;o. A este respeito, salientam que os jornalistas parlamentares podem circular livremente pela Assembleia da Rep&uacute;blica, pelo que, com facilidade, cruzam a informa&ccedil;&atilde;o com os deputados, com os l&iacute;deres parlamentares ou, at&eacute; mesmo, com os membros do Governo. Por isso, o <i>spin</i> nem sempre resulta.</p>     <p>Chegam a descrever a atividade jornal&iacute;stica parlamentar como um &ldquo;<i>campo aberto</i>&rdquo; (Jo&atilde;o Pedro Henriques) ou como um &ldquo;<i>espa&ccedil;o &agrave;s claras</i>&rdquo; (Nuno Simas). Facilmente conversam pessoalmente e em <i>on-the background</i> com os protagonistas pol&iacute;ticos, de que ainda com mais simplicidade obt&ecirc;m o n&uacute;mero de telem&oacute;vel pessoal.</p>     <p>Hoje em dia, com os telem&oacute;veis, as coisas s&atilde;o mais f&aacute;ceis. Mas, de facto, n&atilde;o substitui o contacto com o pol&iacute;tico, por muito que isso possa chocar os assessores. E como h&aacute; um escrut&iacute;nio cont&iacute;nuo e muito intenso da informa&ccedil;&atilde;o &ndash; e da rela&ccedil;&atilde;o entre jornalista e pol&iacute;tico &ndash; torna-se mais dif&iacute;cil haver esse &ldquo;engano&rdquo;. Haver, h&aacute;. Mas o jornalista parlamentar &eacute;, por norma, experiente e vai filtrando muita coisa e vai dando o desconto necess&aacute;rio. Esse efeito &eacute; mais vis&iacute;vel quando o assessorado &eacute; uma entidade com menos rela&ccedil;&otilde;es externas. Ali, na Assembleia da Rep&uacute;blica, &eacute; tudo muito aberto. Essa &eacute; uma das suas riquezas (Nuno Simas).</p>     <p>Uma liberdade de circula&ccedil;&atilde;o impens&aacute;vel nos parlamentos do Reino Unido (que limita os jornalistas ao <i>lobby</i>), de Espanha ou, at&eacute; mesmo, do Parlamento Europeu.</p>     <p>A no&ccedil;&atilde;o que eu tenho &eacute; que o Parlamento &eacute; um campo aberto, um campo muito aberto. E tenho a no&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o &eacute; assim por esta Europa fora. No Parlamento Europeu, por exemplo, em Estrasburgo, pelo menos que eu conhe&ccedil;a, os jornalistas n&atilde;o podem entrar no hemiciclo. E a difus&atilde;o das imagens das sess&otilde;es &eacute; controlada pelo pr&oacute;prio Parlamento Europeu. Se houver, como j&aacute; houve, uma cena de pancadaria dentro do Parlamento Europeu, ningu&eacute;m vai ver as imagens fora do Parlamento Europeu porque eles, pura e simplesmente, censuraram as imagens (Jo&atilde;o Pedro Henriques).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quem nunca concordou com esta liberdade e tentou rever o regulamento de circula&ccedil;&atilde;o de jornalistas na Assembleia da Rep&uacute;blica, em 1993, foi Jos&eacute; Pacheco Pereira, que recentemente recordou e repetiu argumentos para limitar o raio de a&ccedil;&atilde;o dos profissionais da comunica&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>De vez em quando h&aacute; quem lembre contra mim o encerramento de um corredor na Assembleia que deu origem a uma luta &eacute;pica pela liberdade de express&atilde;o amea&ccedil;ada. Na verdade, a regra que se pretendeu impor, nem sequer de minha iniciativa, hoje existe em todo o esplendor com o acesso dos jornalistas vedado &agrave;s &aacute;reas de trabalho dos deputados, sem que ningu&eacute;m proteste. S&oacute; que na altura n&atilde;o havia espa&ccedil;o entre o corredor da disc&oacute;rdia e os gabinetes e todo o tipo de abusos, como seja abrir portas de gabinetes para ver quem l&aacute; estava, existia. Enfim, agora os deputados do PS, na altura muito escandalizados com os corredores, sentiram-se incomodados e bem com o abuso de intromiss&atilde;o fotogr&aacute;fica. (...) A resposta do senhor Presidente foi inadmiss&iacute;vel e permite todos os abusos com o argumento que tudo na Assembleia &eacute; p&uacute;blico. Como atr&aacute;s dele n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m a espreitar para a sua mesa, percebo que tenha pouca sensibilidade &agrave; devassa dos outros. Sendo assim, eu proponho que haja na sala dos senhores jornalistas computadores com acesso direto aos dos deputados na sala, cumprindo-se assim o car&aacute;ter &ldquo;p&uacute;blico&rdquo; do seu uso, como pretende o Presidente. N&atilde;o precisam assim os fot&oacute;grafos de andarem a esticar-se nas galerias com risco de ca&iacute;rem e os senhores jornalistas podem ler com calma o correio dos representantes da na&ccedil;&atilde;o. E porque n&atilde;o c&acirc;maras de v&iacute;deo nos gabinetes? J&aacute; esteve mais longe (Pacheco Pereira, 2010).</p>     <p>O ex-deputado do PSD lembrava este assunto aquando do protesto protagonizado pelo deputado socialista Jos&eacute; Lello e do desafio que este lan&ccedil;ou ao ent&atilde;o Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, Jaime Gama, &ldquo;para estabelecer regras de controlo &agrave; circula&ccedil;&atilde;o dos jornalistas, nomeadamente dos que operam com imagem (operadores de c&acirc;mara e fot&oacute;grafos) de modo a evitar que registem momentos que os deputados n&atilde;o querem ver registados (a trocarem SMS amorosos ou a escreverem em <i>chats</i> como o <i>Messenger</i>)&rdquo; (Henriques, 2009a, p. S/P).</p>     <p>Mas para Jos&eacute; Carlos Vasconcelos (1996) as falhas do jornalismo e o abuso das fontes de informa&ccedil;&atilde;o resumem-se a uma palavra &ndash; rigor:</p>     <p>E uma das coisas do rigor &eacute; que n&atilde;o h&aacute; palavras sin&oacute;nimas, a facilidade &eacute; um dos maiores inimigos do jornalismo e o que eu gostaria &eacute; que cada jornalista fosse t&atilde;o rigoroso como gosta que os outros sejam rigorosos quando falam deles e do jornalismo (Ibid.: 142).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a de outras democracias liberais, o regime pol&iacute;tico portugu&ecirc;s p&oacute;s-25 de Abril tamb&eacute;m conheceu, ao longo destes quase 40 anos de Hist&oacute;ria, v&aacute;rios conflitos p&uacute;blicos entre jornalistas e pol&iacute;ticos, tendo como pano de fundo not&iacute;cias sobre a atua&ccedil;&atilde;o de fontes profissionais de informa&ccedil;&atilde;o. Serve isto para dizer que, na opini&atilde;o p&uacute;blica portuguesa, existe h&aacute; muito a consci&ecirc;ncia de que um terceiro elemento se imiscui na tradicional tens&atilde;o entre pol&iacute;tica e jornalismo. E esse terceiro elemento s&atilde;o as tais fontes profissionais de informa&ccedil;&atilde;o, na maior parte das vezes corporizadas pelos assessores de imprensa/consultores de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Mas n&atilde;o se trata aqui do vulgar assessor de imprensa, cuja principal fun&ccedil;&atilde;o &eacute; servir de ponte entre pol&iacute;ticos e jornalistas utilizando estrat&eacute;gias comunicacionais estandardizadas. Trata-se, isso sim, de assessores/consultores com um perfil pol&iacute;tico muito vincado e que recorrem a t&eacute;cnicas de indu&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias bem mais sofisticadas, em alguns casos muito para l&aacute; do &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Como se demonstrou na contextualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica deste artigo, a a&ccedil;&atilde;o destes assessores/consultores &eacute; de tal forma sibilina e manipuladora que, n&atilde;o raras vezes, ro&ccedil;a a amoralidade e at&eacute; a ilegalidade (como &eacute; o caso do <i>bullying</i>). A estes assessores/consultores foi dado o ep&iacute;teto de <i>spin doctors</i>, um conceito de origem anglo-sax&oacute;nica que rapidamente se vulgarizou nas democracias ocidentais.</p>     <p>Portugal n&atilde;o foi exce&ccedil;&atilde;o. No nosso pa&iacute;s, o <i>spin doctoring </i>acompanhou a evolu&ccedil;&atilde;o quer do regime democr&aacute;tico, quer da comunica&ccedil;&atilde;o social, com tudo o que isto significou em termos de mediatiza&ccedil;&atilde;o da atividade pol&iacute;tica. Ora, a primeira grande ila&ccedil;&atilde;o a retirar do presente estudo &eacute;, justamente, a de que o <i>spin doctoring </i>&eacute; hoje indissoci&aacute;vel da pr&aacute;tica pol&iacute;tica portuguesa. N&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel interpretar o processo pol&iacute;tico em Portugal sem incluir, nos termos da equa&ccedil;&atilde;o, os <i>spin doctors</i>. Tamb&eacute;m n&atilde;o se afigura avisado procurar compreender o processo de produ&ccedil;&atilde;o do notici&aacute;rio pol&iacute;tico ignorando o impacto do <i>spin doctoring</i>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m se concluiu das entrevistas realizadas que a assessoria de imprensa e o <i>spin doctoring</i> s&atilde;o realidades muito distintas. O assessor de imprensa &eacute; eminentemente um intermedi&aacute;rio entre o pol&iacute;tico e o jornalista, cabendo-lhe sobretudo promover a efic&aacute;cia da comunica&ccedil;&atilde;o entre ambos. Neste sentido, o assessor n&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel pela componente pol&iacute;tica da mensagem, mas t&atilde;o-s&oacute; pelo seu formato jornal&iacute;stico, pela sua forma de difus&atilde;o, pela escolha dos destinat&aacute;rios e, por vezes, pelo <i>timing</i> de emiss&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, o <i>spin doctor</i> &eacute; o autor pol&iacute;tico da mensagem e, em conson&acirc;ncia com a institui&ccedil;&atilde;o ou indiv&iacute;duo que representa, gere com autonomia a convers&atilde;o da mesma em not&iacute;cia, atrav&eacute;s de m&eacute;todos bem mais complexos e opacos do que os da assessoria.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre <i>spin doctors</i> e jornalistas oscila entre a conflitualidade e a cumplicidade. A explica&ccedil;&atilde;o para este relacionamento ciclot&iacute;mico reside no processo de produ&ccedil;&atilde;o noticiosa, em que, por um lado, assistimos &agrave; constante sofistica&ccedil;&atilde;o das fontes institucionais e, por outro, &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade de sele&ccedil;&atilde;o e tratamento da informa&ccedil;&atilde;o pelos jornalistas. N&atilde;o &eacute;, por isso, de estranhar que seja cada vez mais dif&iacute;cil identificar a origem das not&iacute;cias, o que tem necessariamente implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da credibilidade e fidedignidade da informa&ccedil;&atilde;o proveniente dos <i>media</i>.</p>     <p>Como foi referido, o <i>spin doctoring</i> &eacute; uma atividade amplamente praticada em Portugal. Surge nos in&iacute;cios dos anos 90, a par com o aparecimento das televis&otilde;es privadas e do <i>boom</i> jornal&iacute;stico que se fazia sentir. Contudo, conclu&iacute;-se do conjunto de entrevistas realizadas no &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o que tanto o <i>spin</i> <i>doctoring</i> governamental como o partid&aacute;rio n&atilde;o t&ecirc;m o Parlamento como epicentro, nem s&atilde;o realizados maioritariamente pelos assessores de imprensa dos grupos parlamentares. Ali&aacute;s, os <i>spin doctors</i> que mais ativamente interv&ecirc;m no Parlamento s&atilde;o os pr&oacute;prios pol&iacute;ticos.</p>     <p>As entrevistas permitem concluir ainda que os assessores de imprensa portugueses mais elogiados e reconhecidos enquanto fontes profissionais nunca foram jornalistas. A experi&ecirc;ncia em jornalismo n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> para se ser assessor/<i>spin doctor</i> como parece, de acordo com a maioria dos entrevistados, penalizar o desempenho na indu&ccedil;&atilde;o noticiosa.</p>     <p>Paradoxalmente, verificou-se que muitos dos entrevistados, pol&iacute;ticos, jornalistas e assessores/consultores, definiram o <i>spin doctoring</i> como uma pr&aacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica positiva e desej&aacute;vel. Ali&aacute;s, alguns dos assessores/consultores entrevistados assumiram ou aceitaram, de bom-grado, o cunho de <i>spin doctors</i>, conseguindo distinguir e criticar os comportamentos descritos no ponto anterior, por contraposi&ccedil;&atilde;o ao manuseamento l&iacute;cito (mas sofisticado) de informa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas com vista &agrave; promo&ccedil;&atilde;o dos seus l&iacute;deres pol&iacute;ticos.</p>     <p>Apesar de utilizarem t&eacute;cnicas baseadas na hiperboliza&ccedil;&atilde;o de factos positivos e na oculta&ccedil;&atilde;o de factos prejudiciais &agrave; imagem dos pol&iacute;ticos, os <i>spin doctors</i> portugueses n&atilde;o recorrem, em princ&iacute;pio, &agrave; mentira como estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o. Mentir acarreta um risco elevado para os seus promotores, que podem ser seriamente atingidos pelo ricochete da censura social e pol&iacute;tica de tais a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Dada a abrang&ecirc;ncia e complexidade do tema, n&atilde;o foi poss&iacute;vel atender a todas as quest&otilde;es colocadas &agrave; partida para esta investiga&ccedil;&atilde;o. A diversidade de respostas obtidas nas entrevistas n&atilde;o permitiu saber, por exemplo, se de facto as rela&ccedil;&otilde;es pessoais entre assessores/<i>spin doctors</i> e jornalistas potenciam ou pelo menos facilitam a indu&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias pol&iacute;ticas. Embora, os assessores/<i>spin doctors </i>cultivam a proximidade com os jornalistas e procuram um conhecimento profundo das reda&ccedil;&otilde;es, do seu funcionamento e das suas mundivid&ecirc;ncias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Apesar destas e doutras limita&ccedil;&otilde;es, a investiga&ccedil;&atilde;o aqui plasmada &eacute; um contributo substantivo para o conhecimento das formas de atua&ccedil;&atilde;o dos <i>spin doctors </i>e da influ&ecirc;ncia que exercem na produ&ccedil;&atilde;o noticiosa portuguesa. No atual contexto pol&iacute;tico-medi&aacute;tico, n&atilde;o parece exagerado exigir &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica quer capacidade de aferi&ccedil;&atilde;o da qualidade informativa, quer sagacidade na avalia&ccedil;&atilde;o da conduta dos pol&iacute;ticos.</p>     <p>Por outro lado, o pr&oacute;prio jornalismo s&oacute; tem a ganhar com uma no&ccedil;&atilde;o mais clara dos prop&oacute;sitos que animam as fontes profissionais, bem como dos meios e m&eacute;todos de que estas disp&otilde;em para defenderem os seus interesses no palco pol&iacute;tico-medi&aacute;tico. A bem da sa&uacute;de da democracia e da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, os jornalistas devem saber proteger o seu trabalho dos efeitos produzidos por estrat&eacute;gias de indu&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias cada vez mais complexas, expeditas e ardilosas.</p>     <p>De resto, o presente estudo pode ser um bom ponto de partida para outras investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea mas com focos distintos. Afigura-se importante conhecer, por exemplo, o impacto das novas tecnologias no processo de indu&ccedil;&atilde;o por fontes profissionais. &Eacute; muito importante, ali&aacute;s, que a rela&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;ticos, assessores e jornalistas deve continuar a merecer a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade acad&eacute;mica, sob pena de se aligeirar uma monotoriza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que &eacute; fundamental para garantir a veracidade informativa e a qualidade da democracia em Portugal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Allen, C.B. (1931, January 7). Bravery vs. Ballyhoo. <i>The Outlook, 157,</i> 12-14.</p>     <p>Amorim, Carlos Abreu. (2011, 23 de abril). Rela&ccedil;&atilde;o directa causa - efeito.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias,</i> p. 16.</p>     <p>Barroso, Alfredo. (2004, 7 de fevereiro). A grande Barrela. <i>Expresso,</i> p. 15.</p>     <!-- ref --><p>Bent, Silas. (1927). <i>Ballyhoo: the voice of the press</i>. New York: Boni and Liveright.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-5954201500020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernays, Edward L. (1927). Ballyhoo. <i>The Bookman, LXIV,</i> 746.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1646-5954201500020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernays, Edward L. (1985). Viewpoint: Operatives &amp; Lobbyists vs. PR Professionals. <i>Public Relations Quarterly, 30</i>(2), 27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1646-5954201500020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blumler, Jay G. (1990). Elections, the media and the modern publicity process. In M. Ferguson (Ed.), <i>Public Communication - The new imperatives</i> (pp. 101-113). London and New York: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1646-5954201500020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Botelho, Leonete. (2007, 24 de abril). PSD alerta para ambiente de condicionamento da liberdade. <i>P&uacute;blico,</i> pp. 1-3.</p>     <!-- ref --><p>Burton, Bob. (2007). <i>Inside spin: The dark underbelly of the PR industry</i>. Crown Nest: Allen &amp; Unwin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1646-5954201500020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Butler, David, &amp; Kavanagh, Dennis. (1993). <i>The British General Elections of 1992</i>. London: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1646-5954201500020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campbell, Alastair. (2002). It&#39;s time to bury spin. <i>British Journalism Review, 13</i>(15), 15-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1646-5954201500020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cardoso, Teodora. (2003, 16 de setembro). A encena&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<i> Jornal de Neg&oacute;cios,</i> p. 23.</p>     <p>Carrilho, Manuel Maria. (2013, 4 de mar&ccedil;o). Narrativas ou Narratretas.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias,</i> p. 55.</p>     <p>Carvalho, Manuel. (2008, 27 de agosto). Em defesa do Magalh&atilde;es.<i> P&uacute;blico</i>.</p>     <p>Costa e Silva, Elsa. (2003, 20 de novembro). Ignorar poder dos media &eacute; uma irresponsabilidade.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>.</p>     <p>Coutinho, Miguel. (2004, 5 de abril). Os pol&iacute;ticos e a mentira.<i> Jornal de Neg&oacute;cios,</i> p. 32.</p>     <p>Craing, Jon. (1996, February 12). Spinning out of control? <i>Guardian,</i> p. 33.</p>     <p>Cunha, Adelino. (2006, 24 de mar&ccedil;o). Um ano sem ele.<i> O Independente,</i> p. 13.</p>     <p>Cunha e S&aacute;, Constan&ccedil;a. (2007, 5 de maio). As press&otilde;es de uma licenciatura.<i> P&uacute;blico</i>.</p>     <p>DAR. (2007a). <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica de 7 de Novembro de 2007</i>.&nbsp; Lisboa: Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>DAR. (2007c). <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica de 22 de Mar&ccedil;o de 2007</i>.&nbsp; Lisboa: Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DAR. (2009). <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica de 25 de Junho de 2009</i>.&nbsp; Lisboa: Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>DAR. (2010). <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica de 18 de Junho de 2010</i>.&nbsp; Lisboa: Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Delgado, Lu&iacute;s. (2006, 3 de maio). O papa da informa&ccedil;&atilde;o.<i> P&uacute;blico,</i> p. 42.</p>     <!-- ref --><p>Demo, Pedro. (1995). <i>Metodologia cient&iacute;fica em ci&ecirc;ncias sociais</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S1646-5954201500020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Douglas, W. A. (1927). Pitch Doctors. <i>The Amreican Mercury, X (38),</i> 222-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S1646-5954201500020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ERC. (2007). <i>A independe&#770;ncia dos o&#769;rga&#771;os de comunicac&#807;a&#771;o social a&#768; luz do artigo &ldquo;Impulso irresisti&#769;vel de controlar&rdquo;, da autoria de Nuno Saraiva, publicado no jornal Expresso, de 31 de Marc&#807;o de 2007</i>.&nbsp; Lisboa: ERC Retrieved from <a href="http://www.erc.pt/download/YToyOntzOjg6ImZpY2hlaXJvIjtzOjM4OiJtZWRpYS9kZWNpc29lcy9vYmplY3RvX29mZmxpbmUvNzUxLnBkZiI7czo2OiJ0aXR1bG8iO3M6MjE6ImRlbGliZXJhY2FvLTEtaW5kMjAwNyI7fQ==/deliberacao-1-ind2007" target="_blank">http://www.erc.pt/download/YToyOntzOjg6ImZpY2hlaXJvIjtzOjM4OiJtZWRpYS9kZWNpc29lcy9vYmplY3RvX29mZmxpbmUvNzUxLnBkZiI7czo2OiJ0aXR1bG8iO3M6MjE6ImRlbGliZXJhY2FvLTEtaW5kMjAwNyI7fQ==/deliberacao-1-ind2007</a>.</p>     <!-- ref --><p>Ericson, Richard V., Baranek, Patricia M., &amp; Chan, Janet B. L. (1989). <i>Negotiating control: a study of news sources</i>. Toronto: University of Toronto Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1646-5954201500020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Esser, Frank, Reinemann, Carsten, &amp; Fan, David. (2000). Spin Doctoring in British and German Election Campaings. <i>European Journal of Communication, 15</i>(2), 209-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1646-5954201500020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Farrell, David M., &amp; Webb, Paul. (1998). <i>Political Parties as Campaign Organizations</i>. Paper presented at the Unthinkable Democracy, University of California.</p>     <p>Fernandes, Jos&eacute; Manuel. (2006, 21 de julho). Perder Confian&ccedil;a.<i> P&uacute;blico,</i> p. 4.</p>     <p>Fernandez, Hugo. (2004, 1 de dezembro). A apar&ecirc;ncia conta mais que a realidade.<i> Seara Nova,</i> p. 40.</p>     <p>Ferreira, Cristina, &amp; Pereira, Helena. (2004, 30 de setembro). Assessor de Santana ganha mais do que Presidente da Rep&uacute;blica.<i> P&uacute;blico,</i> p. 12.</p>     <p>Fiel, Jorge. (2004, 13 de novembro). Invis&iacute;veis Correntes: Norte Af&oacute;nico.<i> Expresso,</i> p. 7.</p>     <p>Fiel, Jorge. (2006, 11 de mar&ccedil;o). Invis&iacute;veis Correntes: A cara de Lili Cane&ccedil;as.<i> Expresso,</i> p. 7.</p>     <!-- ref --><p>Figueira, Jo&atilde;o. (2009). <i>Jornalismo em Liberdade</i>. Lisboa: Minerva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S1646-5954201500020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Franklin, Bob. (2004 (1994)). <i>Packaging politics: Political communications in Britain&#39;s media democracy</i>. London: Arnold.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S1646-5954201500020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fritz, Ben, Keefer, Bryan, &amp; Nyhan, Brendan. (2004). <i>All president&#39;s spin: George W. Bush, the media, and the truth</i>. New York: Touchstone.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S1646-5954201500020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Furtado, Joaquim. (2004, 24 de outubro). Provedor: Inabilidade ou sintoma? <i>P&uacute;blico,</i> p. 11.</p>     <!-- ref --><p>Gaber, Ivor. (2004). Alastair Campbell, exit stage left: Do the &#39;Phillis&#39; recommendations represent a new chapter in political communications or is it &#39;business as usual&#39;? <i>Journal of Public Affairs (14723891), 4</i>(4), 365-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S1646-5954201500020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gair&atilde;o, M&aacute;rcia. (2010, 17 de abril). Caso Taguspark entra no inqu&eacute;rito PT/TVI.<i> Di&aacute;rio Econ&oacute;mico,</i> p. 19.</p>     <p>Garcia Pereira, Ant&oacute;nio. (2008, 12 de setembro). Este admir&aacute;vel pa&iacute;s do &#39;faz de conta&#39;.<i> Seman&aacute;rio,</i> p. 7.</p>     <p>Gaspar, Miguel. (2008, 4 de mar&ccedil;o). Uma linha a mais: A maioria absoluta desaparecida. <i>P&uacute;blico,</i> p. 44.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gilbert, Clinton W. (1928, February 4). Logic and Ballyhoo: A calm estimate of the uncalm political scene. <i>Collier&#39;s Weekly,</i> 8-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S1646-5954201500020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grattan, Michelle. (1998). The politics of spin. <i>Australian Studies in Journlism, 7</i>(1), 32-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S1646-5954201500020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Guerreiro, Pedro Santos. (2009, 22 de setembro). Editorial: Pe&atilde;o atr&aacute;s de pi&atilde;o.<i> Jornal de Neg&oacute;cios,</i> p. 5.</p>     <p>Guerreiro, Pedro Santos. (2010, 11 de fevereiro). Mundos e Fundos: A obsess&atilde;o de S&oacute;crates com os jornais. <i>S&aacute;bado,</i> 85.</p>     <p>Henriques, Jo&atilde;o Pedro. (2008, 22 de mar&ccedil;o). A t&aacute;ctica &eacute; encharcar os microfones com palavras.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias,</i> pp. 1, 12.</p>     <p>Henriques, Jo&atilde;o Pedro. (2009a, 20 de mar&ccedil;o). Deputados PS querem limitar jornalistas.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias,</i> p. 3.</p>     <p>Henriques, Jo&atilde;o Pedro. (2009c). Profissional da comunica&ccedil;&atilde;o entra na campamnha do PS. <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>(19.06.2009), 1-3.</p>     <!-- ref --><p>Hertsgaard, Mark. (1989). <i>On bended knee: the press and the Reagan presidency</i>. New York: Schocken Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S1646-5954201500020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ingham, Bernard. (1991). <i>Kill the messenger&hellip;again</i>. London: Harper Collins Publisher.</p>     <!-- ref --><p>Ingham, Bernard. (2003). <i>The wages of spin</i>. London: John Murry.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S1646-5954201500020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jones, Nicholas. (1995a, September 18). Doctors in the house.<i> Guardian,</i> p. 38.</p>     <!-- ref --><p>Jones, Nicholas. (1995c). <i>Soundbites and spin doctors: how politicians manipulate the media and vice versa</i>. London: Indigo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S1646-5954201500020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, Nicholas. (1999). <i>Sultans of spin: The media and the new labour government</i>. London: Victor Gollancz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000280&pid=S1646-5954201500020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>J&uacute;dice, Jos&eacute; Miguel. (2006, 21 de julho). O monstro ataca de novo.<i> P&uacute;blico,</i> p. 6.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&uacute;dice, Jos&eacute; Miguel. (2008, 14 de novembro). Adiar &eacute; Preciso. <i>P&uacute;blico,</i> p. 49.</p>     <!-- ref --><p>Kurtz, Howard. (1998). <i>Spin Cycle: How the white house and the media manipulate the news</i>. New York: Touchstone.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S1646-5954201500020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Larguesa, Ant&oacute;nio. (2009, 19 de junho). O novo S&oacute;crates: Ilus&atilde;o ou erro de an&aacute;lise? <i>Jornal de Neg&oacute;cios,</i> pp. 1, 28-29.</p>     <!-- ref --><p>Le Bon, Gustave (2001 (1896)). <i>The Crown: A study of the popular mind</i> ((first edition 1896) ed.). Kitchener: Batoche Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S1646-5954201500020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lee, Ivy. (1925). <i>Publicity: Some of the things it is and is not</i>. New York: Industries Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S1646-5954201500020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lilleker, Darren G., &amp; Negrine, Ralph. (2003). Not Big Brand Names but Corner Shops: Marketing Politics to a Disengaged Electorate</p>     <p>. <i>The Journal of Political Marketing, 2</i>, 55-75.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lima, Fernando. (1997). <i>Experi&ecirc;ncias no Poder.</i> Paper presented at the CENJOR.</p>     <!-- ref --><p>Lima, Fernando. (2011). A import&acirc;ncia da agenda. <i>Campaigns &amp; Elections, Dezembro</i>(1), 62-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000294&pid=S1646-5954201500020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lippmann, Walter. (1982 (1922)). <i>Public Opinion</i> ((first ediction 1922) ed.). New Brunswick and London: Transaction Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000296&pid=S1646-5954201500020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Madeira, Carlos Ferreira. (2010, 31 de dezembro). Cavaco ganha e o BPN queima. <i>Jornal i,</i> p. 2.</p>     <!-- ref --><p>Maltese, John A. (1992). <i>Spin Control: The White House iffice of communications and the management of presidenctial news</i>. Chapel Hill and London: The University of North Carolina Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S1646-5954201500020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Manning, Paul. (1998). <i>Spinning for Labour: Trade unios and the news media enviroment</i>. Hants: Ashgate Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S1646-5954201500020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Manning, Paul. (2001). <i>News and news sources : a critical introduction</i>. London; Thousand Oaks, Calif.: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S1646-5954201500020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Marques dos Santos, Jo&atilde;o. (2004, 20 de agosto). O Calcanhar de Aquiles: Na Cadeira do Podes.<i> Correio da Manh&atilde;,</i> p. 2.</p>     <p>Martins, Bas&iacute;lio. (2012, 25 de fevereiro). Ocupem o parlamento.<i> Diabo,</i> p. 23.</p>     <p>Martins, Luis Paix&atilde;o. (1996). <i>Interfaces naturais e artificiais entre sociedade e os jornalistas: ag&ecirc;ncias de lobbying e comunica&ccedil;&atilde;o.</i> Paper presented at the O Rigor da Not&iacute;cia, Lisboa.</p>     <p>Matos, Vitor. (2004, 20 de agosto). Amplificadores Pol&iacute;ticos. <i>Vis&atilde;o,</i> 50-51.</p>     <p>Matos, Vitor. (2007, 25 de outubro). O Treinador de Pol&iacute;ticos. <i>S&aacute;bado,</i> 1, 62-68.</p>     <!-- ref --><p>McNair, Brian. (2003 (1995)). <i>An introduction to political communication</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S1646-5954201500020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>McNair, Brian. (2004). PR must die: spin, anti&#8208;spin and political public relations in the UK, 1997&ndash;2004. <i>Journalism Studies, 5</i>(3), 325-338. doi: 10.1080/1461670042000246089</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Michaelson, David, &amp; Stacks, Don W. (2007). Exploring the comparative communications effectiveness of advertising and public relations <i>Institute for Public Relations</i>(June).</p>     <!-- ref --><p>Michie, Davis. (1998). <i>The invisible persuaders: How britain&#39;s spin doctors manipulate the media</i>. London: Bantam Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000314&pid=S1646-5954201500020001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miller, David, &amp; Dinan, William. (2008). <i>A Century of Spin: How Public Relations Became the Cutting Edge of Corporate Power</i>. London: Pluto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000316&pid=S1646-5954201500020001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Morais, Nelson. (2010, 15 de abril). Financiamento sob suspeita.<i> Jornal de Not&iacute;cias,</i> p. 14.</p>     <p>Moura, Marlene. (2009). &quot;Green spin doctor&quot; lan&ccedil;a primeira obra.&nbsp; Retrieved from <a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35098&amp;op=all" target="_blank">http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35098&amp;op=all</a></p>     <!-- ref --><p>Mueller, Milton. (1981). Ronald Reagan: The Neoconservative in the White House. <i>The Libertarian Review,</i> 8-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000320&pid=S1646-5954201500020001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Nazar&eacute;, Lu&iacute;s. (2004, 26 de agosto). O marketing e a pol&iacute;tica.<i> Jornal de Neg&oacute;cios,</i> p. 26.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Oliveira, Paquete. (2009, 20 outubro). A queda da liberdade de imprensa.<i> Jornal de Not&iacute;cias,</i> p. 29.</p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2005). Boas coisas no jornalismo portugu&ecirc;s em 2004, vistas por um grande (em quantidade) consumidor (vers&atilde;o 2.0) Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2005/01/boas-coisas-no-jornalismo-portugus-em.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2005/01/boas-coisas-no-jornalismo-portugus-em.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2007a). Di&aacute;logo da OTA.&nbsp; Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2007/06/coisas-da-sbado-dilogo-da-ota-no-incio.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2007/06/coisas-da-sbado-dilogo-da-ota-no-incio.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2007c). P&ocirc;r os p&eacute;s na terra.&nbsp; Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2007/09/pr-os-ps-na-terra-acabadas-as-frias-os.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2007/09/pr-os-ps-na-terra-acabadas-as-frias-os.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2008a). Lendo, vendo, ouvindo &aacute;tomos e bits.&nbsp; Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2008/11/lendo-vendo-ouvindo-tomos-e-bits-de-3.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2008/11/lendo-vendo-ouvindo-tomos-e-bits-de-3.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2008c, 12 de janeiro). Os velhos do Restelho contra o West Coast of Europe. <i>P&uacute;blico,</i> p. 37.</p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2010). Os computadores dos deputados.&nbsp; Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2010/03/coisas-da-sabado-os-computadores-dos.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2010/03/coisas-da-sabado-os-computadores-dos.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2012a). Da s&aacute;bado: coisas que n&atilde;o funcionam em Portugal Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2012/04/da-sabado-coisas-que-nao-funcionam-em.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2012/04/da-sabado-coisas-que-nao-funcionam-em.html</a></p>     <p>Pacheco Pereira, Jos&eacute;. (2012c). O reino dos eufemismos, do atirar para o lado, da frase que distrai Retrieved from <a href="http://abrupto.blogspot.pt/2012/07/coisas-da-sabado-o-reino-dos-eufemismos.html" target="_blank">http://abrupto.blogspot.pt/2012/07/coisas-da-sabado-o-reino-dos-eufemismos.html</a></p>     <!-- ref --><p>Packard, Vance. (1957). <i>The Hidden Persuaders</i>. New York: IG Publisher.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000332&pid=S1646-5954201500020001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Palmer, Jerry. (2000). <i>Spinning into control</i>. London and New York: Leicester University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000334&pid=S1646-5954201500020001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, Ricardo Martins. (2009, 20 de abril). A persegui&ccedil;&atilde;o.<i> 24 Horas,</i> p. 4.</p>     <p>Pitcher, George. (2002). News and spin doctors.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>P&uacute;blico. (2013, 8 de janeiro). Caras da Semana:&nbsp; O incorrig&iacute;vel spin.<i> P&uacute;blico,</i> p. 3.</p>     <p>Pulido Valente, Vasco. (2004, 8 de agosto). A &#39;Central&#39;.<i> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias,</i> p. 48.</p>     <p>Pulido Valente, Vasco. (2009, 10 de setembro). Agora, espi&otilde;es?<i> P&uacute;blico</i>. Retrieved from <a href="http://www.publico.pt/ultima-pagina/jornal/agora-espioes-17843834" target="_blank">http://www.publico.pt/ultima-pagina/jornal/agora-espioes-17843834</a></p>     <!-- ref --><p>Quinn, Thomas. (2012). Spin doctors and political news management: A rational-choice &#39;exchange&#39; analysis. <i>British Politics, 7</i>(3), 272-300. doi: 10.1057/bp.2012.6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000341&pid=S1646-5954201500020001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Relvas, Jo&atilde;o. (2004, 18 de agosto). Santana contrata ex-rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da revista &#39;Lux&#39; para tratar da imagem. <i>LUSA</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Reston, James. (1955, October 9). Washington: An anti-Hokum campaign in 1956 <i>The New York Times,</i> p. 8.</p>     <p>Reston, James. (1961, May 7). Washington: Scientists and Statesmen - The Big Difference.<i> The New York Times</i>.</p>     <p>Reston, James. (1978, December 31). &#65532;The world according to Brzezinski.<i> The New York Times</i>.</p>     <!-- ref --><p>Reston, James. (1991). <i>Deadline: A memoir</i>. New York: Random House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000346&pid=S1646-5954201500020001200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ribeiro, Nuno. (2012, 8 de abril). Zeca Mendon&ccedil;a: &quot;Decidi ir &agrave; guerra colonial por moeda no ar&quot;. <i>P&uacute;blico,</i> p. 20.</p>     <!-- ref --><p>Richards, Paul. (2005). <i>Be your own spin doctor: A practical guide to using the media.</i> London: Politico&#39;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000349&pid=S1646-5954201500020001200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Safire, Willian. (1984). The debate and the spin doctors. <i>The New York Times</i>.</p>     <p>Sampaio, &Aacute;urea, &amp; Sapage, S&oacute;nia. (2004, 14 de outubro). Manobras em S. Bento. <i>Vis&atilde;o,</i> 5, 48-52.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sanches, Saldanha. (2004, 15 de outubro). Podes econ&oacute;mico e pol&iacute;tica. <i>Mais Valia,</i> 14.</p>     <p>Saraiva, Nuno. (2007, 31 de mar&ccedil;o). Impulso irresist&iacute;vel de controlar.<i> Expresso,</i> pp. 2-3.</p>     <!-- ref --><p>Schmitz, Aldo Ant&oacute;nio, &amp; Karam, Francisco Jos&eacute; C. (2013). Os spin doctors e as fontes das not&iacute;cias. <i>Brazilian Journalism Research, 9</i>(1), 98-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000355&pid=S1646-5954201500020001200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Retrieved from</p>     <!-- ref --><p>Sellers, Patrick. (2010). <i>Cycles of Spin: Strategic Communication in the U.S. Congress</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000357&pid=S1646-5954201500020001200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrano, Estrela. (2002). <i>As presid&ecirc;ncias abertas de M&aacute;rio Soares - as estrat&eacute;gias e o aparelho de comunica&ccedil;&atilde;o do Presidente da Rep&uacute;blica</i>. Coimbra: Minerva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000359&pid=S1646-5954201500020001200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Serrano, Estrela. (2008, 9 de agosto). Os novos spin doctors.<i> P&uacute;blico,</i> p. 29.</p>     <p>Serrano, Estrela. (2010a). A comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e os media: Profissionaliza&ccedil;&atilde;o e spin doctoring.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Serrano, Estrela. (2010c). Spin doctoring e profissionaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. In J. C. Correia, G. B. Ferreira, &amp; P. Esp&iacute;rito Santo (Eds.), <i>Conceitos de Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica</i> (pp. 91-98). Covilh&atilde;: LabCom Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000363&pid=S1646-5954201500020001200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seymour-Ure, Colin. (2003). <i>Prime ministers and the media: Issues of power and control</i>. London: Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000365&pid=S1646-5954201500020001200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sim&otilde;es, L&iacute;gia. (2010, 16 de abril). Juiz forc&#807;a Supremo a reavaliar destruic&#807;a&#771;o de escutas a So&#769;crates.<i> Di&aacute;rio Econ&oacute;mico,</i> p. 16.</p>     <p>Soares, Andreia Azevedo. (2006, 11 de Mar&ccedil;o). Os assessores de imprensa e o avesso da not&iacute;cia.<i> P&uacute;blico,</i> p. 50.</p>     <p>Soares, Carla. (2004, 24 de agosto). A Nova Central da Disc&oacute;rdia. <i>Jornal de Not&iacute;cias,</i> pp. 10-11.</p>     <!-- ref --><p>Stanyer, James. (2001). <i>The creation of political news: Television and British party political conferences</i>. Brighton: Sussex Academy Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000370&pid=S1646-5954201500020001200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stockwell, Stephen Edward. (2007). Spin doctors, citizens and democracy. In S. Young (Ed.), <i>Government Communication in Australia</i> (pp. 130-143). Melbourne: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000372&pid=S1646-5954201500020001200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Street, John. (2011). <i>Mass media, politics &amp; democracy</i>. Hampshire: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000374&pid=S1646-5954201500020001200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sumpter, Randy, &amp; Tankard, James W. (1994). The Spin Doctor: An Alternative Model of Public Relations. <i>Public Relations Review, 20</i>(1), 19-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000376&pid=S1646-5954201500020001200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tavares, Miguel Sousa. (2008, 19 de janeiro). &Eacute; o que temos.<i> Expresso,</i> p. 7.</p>     <p>Tavares, Rita. (2012, 24 de junho). Homem de confian&ccedil;a de S&oacute;crates apoia Ant&oacute;nio Jos&eacute; Seguro.<i> i,</i> pp. 1, 6.</p>     <p>Theis, Paul. (1968). Publicity and Politics. <i>Public Relations Journal, 1968</i>(September), 8-10.</p>     <p>Torres, Eduardo Cintra. (2009a, 4 de setembro). O PS de S&oacute;crates &eacute; contra a liberdade.<i> P&uacute;blico</i>.</p>     <p>Torres, Eduardo Cintra. (2009c, 12 de setembro). O que os debates revelam: car&aacute;cter. <i>Correio da Manh&atilde;,</i> p. 16.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Traky, Hernando. (1881, December 2). Advanced Agents.<i> The Memphis Daily,</i> p. 4.</p>     <p>Vieira, Joaquim. (2009). Subitamente neste Ver&atilde;o.&nbsp; Retrieved from <a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.pt/2009/09/subitamente-neste-verao.html" target="_blank">http://provedordoleitordopublico.blogspot.pt/2009/09/subitamente-neste-verao.html</a></p>     <!-- ref --><p>Vreese, Claes H. de, &amp; Elenbaas, Matthijs. (2009). Spin doctors in the spotlight: Effects of strategic press and publicity coverage on perceptions of political PR. <i>Public Relations Review, 35</i>(3), 294-296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000385&pid=S1646-5954201500020001200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wile, Frederic William. (1928, December 26). Government by Propaganda. <i>The Outlook, 17,</i> 1387-1389.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000387&pid=S1646-5954201500020001200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wilkinson, Helen. (2010, September 2010). Spin is Dead! Long life Spin! <i>Political Insight, September,</i> 45-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000389&pid=S1646-5954201500020001200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Date of submission: October 19, 2014</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Date of acceptance: April 30, 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Serrano (2002) refere que, em Portugal, n&atilde;o h&aacute; &ldquo;cultura de sala de imprensa com exce&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica onde existe uma sala de reda&ccedil;&atilde;o permanente com espa&ccedil;o de trabalho para jornalistas que ali permanecem durante o funcionamento da legislatura&rdquo; (Serrano, 2002, p. 74).</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Para melhor compreens&atilde;o deste epis&oacute;dio, sugere-se a leitura das &ldquo;Cr&oacute;nicas do Provedor&rdquo; do jornal <i>P&uacute;blico</i>, nomeadamente o texto intitulado <i>Subitamente neste ver&atilde;o</i> (Vieira, 2009, p. S/P).</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> &Eacute; curioso verificar que, nas s&eacute;ries de humor brit&acirc;nicas <i>Yes Minister, Yes Prime Minister</i> ou <i>The Thick Of It</i>, os pol&iacute;ticos s&atilde;o subalternizados pelos assessores, como criadores que perderam o controlo da criatura.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Recentemente preferiu chamar-lhe, numa cr&oacute;nica de opini&atilde;o no Di&aacute;rio de Not&iacute;cias sobre o ressurgimento de Jos&eacute; S&oacute;crates como comentador pol&iacute;tico na RTP, de &ldquo;narratretas&rdquo; (Carrilho, 2013).</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> O epis&oacute;dio mais pol&eacute;mico ocorreu quando Pedro Santana Lopes decidiu abandonar uma entrevista televisiva, por ter sido interrompido por um direto da chegada de Jos&eacute; Mourinho ao Aeroporto da Portela. Perante a interrup&ccedil;&atilde;o protagonizada pela jornalista Ana Louren&ccedil;o, num notici&aacute;rio das 22 horas da SIC Not&iacute;cias, no dia 26 de outubro de 2007, Pedro Santana Lopes teve o seguinte coment&aacute;rio: &ldquo;Convidaram-me para vir aqui falar destes assuntos importantes. Vim com algum sacrif&iacute;cio pessoal. Chego aqui e sou interrompido por causa da chegada de um treinador de futebol?! Acho que o pa&iacute;s est&aacute; doido. Desculpe dizer e, com todo o respeito, n&atilde;o vou continuar com a entrevista&rdquo; (Carrilho, 2013). No entanto, &eacute; preciso n&atilde;o esquecer que Pedro Santana Lopes, em 1997, chegou a participar num programa de entretenimento da SIC que simulava um debate parlamentar. Chamava-se <i>A cadeira do poder</i>.</p>      ]]></body><back>
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