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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quem Retuita Quem? Papéis de ativistas, celebridades e imprensa durante os #protestosbr no Twitter]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper, we aim to identify elements of the appropriation of three specific groups that contributed to the information diffusion on Twitter during the protests that took place in Brazil on June 2013: activists, celebrities and the press. In order to identify similarities and differences among the groups, we used a combination of referential content analysis with social network analysis. Our findings point to complementary roles among the groups in the information diffusion about the protests.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Quem Retuita Quem? Pap&eacute;is de ativistas, celebridades e imprensa durante os #protestosbr no Twitter</b><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></p>     <p><b>Who Retweets Whom: The role of activists, celebrities and press during #protestosbr on Twitter</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Gabriela da Silva Zago*, Raquel da Cunha Recuero**, Marco Toledo Bastos***</b></p>     <p>* Professora adjunta, Universidade Federal de Pelotas. Rua Alberto Rosa, 62, 96010-770, Pelotas, RS, Brasil. (<a href="mailto:gabriela.zago@ufpel.edu.br">gabriela.zago@ufpel.edu.br</a>)</p>     <p>** Professora adjunta, Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas. Gon&ccedil;alves Chaves, 373, 96015-560, Pelotas, RS, Brasil. (<a href="mailto:raquel.recuero@ucpel.edu.br">raquel.recuero@ucpel.edu.br</a>)</p>     <p>*** P&oacute;s-doutor, Universidade da Calif&oacute;rnia, Davis. One Shields Avenue, 1023 Wickson Hall, 95616 Davis, Calif&oacute;rnia, Estados Unidos. (<a href="mailto:bastos@ucdavis.edu">bastos@ucdavis.edu</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O trabalho tem por objetivo identificar caracter&iacute;sticas na apropria&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s grupos espec&iacute;ficos que contribu&iacute;ram para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter durante os protestos realizados em Brasil a partir do m&ecirc;s de junho de 2013: ativistas, celebridades e imprensa. Para identificar semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre os grupos, usamos uma combina&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lise de conte&uacute;do de foco referencial com an&aacute;lise de redes sociais. Os resultados apontam para pap&eacute;is complementares entre os grupos na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave:</b> difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es; protestos; sites de rede social; Twitter.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this paper, we aim to identify elements of the appropriation of three specific groups that contributed to the information diffusion on Twitter during the protests that took place in Brazil on June 2013: activists, celebrities and the press. In order to identify similarities and differences among the groups, we used a combination of referential content analysis with social network analysis. Our findings point to complementary roles among the groups in the information diffusion about the protests.</p>     <p><b>Keywords:</b> information diffusion; protests; social network sites; Twitter.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os protestos que ocorreram no Brasil a partir de junho de 2013 foram objeto de in&uacute;meros debates e mensagens nos sites de rede social<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Informa&ccedil;&otilde;es diversas circularam em sites como o Twitter, tanto a partir de ve&iacute;culos de imprensa quanto a partir de pessoas que estavam tuitando a partir dos locais dos protestos, ou, ainda, por aqueles que compartilhavam as mensagens a partir de suas casas. De diferentes lugares e por diferentes motiva&ccedil;&otilde;es, diversos atores sociais contribu&iacute;ram para a cobertura dos protestos.</p>     <p>Inicialmente constitu&iacute;dos como um movimento contra o aumento das passagens de transporte p&uacute;blico, os protestos multiplicaram-se durante o m&ecirc;s e aumentaram seu escopo de demandas, incluindo tamb&eacute;m manifesta&ccedil;&otilde;es contra os gastos com infraestrutura para eventos esportivos internacionais a serem realizados no pa&iacute;s<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, corrup&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> e etc. Durante os protestos, sites como Twitter e Facebook exerceram um papel importante na articula&ccedil;&atilde;o e reverbera&ccedil;&atilde;o dos mesmos<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, n&atilde;o apenas para os participantes do evento mas, igualmente, para quem n&atilde;o estava presente, como uma forma de poder acompanhar o que estava acontecendo nas ruas.</p>     <p>Nesse contexto, aqui discutimos os protestos ocorridos no Brasil a partir de dados coletados no Twitter nos meses de junho e julho de 2013. Nosso objetivo &eacute; explorar a din&acirc;mica de difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es do protestos focando os tipos de atores mais envolvidos na propaga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es. Assim, a quest&atilde;o que guia este trabalho &eacute;: Como a participa&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de atores atou na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es nos protestos no Twitter? A partir deste foco, pretendemos tamb&eacute;m explorar como essa atua&ccedil;&atilde;o relaciona-se com a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica desses atores durante os eventos e que tipos de discursos s&atilde;o constru&iacute;dos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Protestos, Participa&ccedil;&atilde;o, Difus&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es e Twitter</b></p>     <p>A tem&aacute;tica do papel dos sites de rede social em protestos pol&iacute;ticos n&atilde;o &eacute; nova. V&aacute;rios autores t&ecirc;m focado esses eventos, buscando compreender melhor essa influ&ecirc;ncia, especialmente devido ao seu espalhamento no mundo. Assim, o movimento #Occupy, por exemplo, foi estudado por Gleason (2013); os Indignados, na Espanha, aparecem nos trabalhos de Vallina-Rodriguez, Scelatto, Haddadi, Forsell, Crowcroft e Mascolo (2011) e Toret (2012); bem como outras obras discutem essa articula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m no Brasil (como Malini &amp; Antoun, 2013).</p>     <p>Sabe-se que esses movimentos usam sites de rede social para articular e reverberar suas a&ccedil;&otilde;es (Castells, 2012; Malini &amp; Antoun, 2013). A estrutura horizontalizada, proporcionada pela m&iacute;dia digital, bem como a democratiza&ccedil;&atilde;o de seu acesso t&ecirc;m, tamb&eacute;m, um papel na ado&ccedil;&atilde;o dessas ferramentas nesses contextos. Indiv&iacute;duos e grupos usam o espa&ccedil;o das redes sociais para participar e conferir novos pap&eacute;is para essas tecnologias. Entretanto, antes de discutir esses pap&eacute;is, precisamos focar a quest&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><i>Participa&ccedil;&atilde;o e Ativismo Digital</i></p>     <p>Em um contexto de ativismo digital, diferentes atores e pap&eacute;is podem ser identificados &agrave; medida em que os usu&aacute;rios se apropriam dos espa&ccedil;os sociais para a propaga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Neste trabalho, interessam-nos particularmente os pap&eacute;is relacionados &agrave; participa&ccedil;&atilde;o a partir de sites de rede social.</p>     <p>Bordenave (1983), em seu trabalho cl&aacute;ssico, j&aacute; explicitava a participa&ccedil;&atilde;o como uma a&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, onde n&atilde;o basta "tomar parte", mas onde &eacute; preciso tamb&eacute;m observar-se "como" se toma parte em algo. Neste caso, por focarmos a participa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es coletivas de protesto no Brasil, cabe tamb&eacute;m questionar: Que tipo de participa&ccedil;&atilde;o podemos observar neste contexto, diante das m&iacute;dias digitais?</p>     <p>Zago e Batista (2009), discutindo as <i>Google Bombs</i> como formas de a&ccedil;&atilde;o coletiva no digital, explicitam essa quest&atilde;o, explorando ainda as motiva&ccedil;&otilde;es para a participa&ccedil;&atilde;o com base na percep&ccedil;&atilde;o de valores de capital social. Para os autores, a participa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o digital &eacute; potencializada pelas conex&otilde;es que s&atilde;o sustentadas pelos sites de rede social.</p>     <p>H&aacute; estudos que focam em um tipo espec&iacute;fico de participa&ccedil;&atilde;o que interessa particularmente a este trabalho: o uso do Twitter para a cobertura ao vivo de eventos, como em Hawthorne, Houston e McKinney (2013: 552). Para os autores, &ldquo;Tuitar ao vivo oferece aos usu&aacute;rios uma oportunidade de se envolver em uma conversa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre eventos pol&iacute;ticos e com isso potencialmente influenciar o enquadramento do que ocorreu&rdquo; (tradu&ccedil;&atilde;o nossa)<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Ao fazer isso, esses que est&atilde;o participando/acompanhando o evento permitem outros tipos de participa&ccedil;&atilde;o por outras pessoas que n&atilde;o est&atilde;o acompanhando diretamente o acontecimento.</p>     <p>Ao estudar o movimento Occupy, o estudo de Gleason (2013: 966) sugere que o Twitter permite m&uacute;ltiplas oportunidades de participa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;desde criar, taguear, e compartilhar conte&uacute;do at&eacute; ler, assistir e seguir uma hashtag&rdquo; (tradu&ccedil;&atilde;o nossa)<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Todos esses tipos de participa&ccedil;&atilde;o contribuem para que as pessoas possam se informar sobre um protesto. No estudo de Bechmann e Lomborg (2013), a participa&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de valor. Um usu&aacute;rio <i>participa</i> quando cria valor para outros usu&aacute;rios. Penney e Dadas (2013) identificaram sete pap&eacute;is sobrepostos durante o movimento Occupy: (1) facilita&ccedil;&atilde;o de protestos face-a-face, (2) cobertura ao vivo de protestos face-a-face, (3) retu&iacute;te de informa&ccedil;&otilde;es e incorpora&ccedil;&atilde;o de links, (4) express&atilde;o de vis&otilde;es pessoais sobre o movimento, (5) envolvimento em discuss&otilde;es sobre o movimento, (6) estabelecimento de conex&otilde;es com outros ativistas e (7) facilita&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es online. Esses modos de participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o essencialmente diferentes daqueles que tradicionalmente observamos nos espa&ccedil;os offline, uma vez que se assemelham a a&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas da m&iacute;dia (como cobertura ao vivo, ou retweet de informa&ccedil;&otilde;es) para al&eacute;m da a&ccedil;&atilde;o de protestar na rua.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, o estudo de Enjolras, Steen-Johsen e Wollebaek (2012) identificou diferentes segmentos da popula&ccedil;&atilde;o participando em sites de rede social em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em outros meios, o que fortalece ainda mais a hip&oacute;tese de que atores diferentes atuam de formas diferentes no ecossistema de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es durante um protesto. Assim, pessoas que tuitam direto das ruas podem n&atilde;o ser necessariamente as mesmas que tuitam de casa e cada grupo pode desempenhar um papel diferente na participa&ccedil;&atilde;o nesses eventos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Difus&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es, Protestos e Twitter</b></p>     <p>Trabalho, interessa-nos tamb&eacute;m perceber quais os efeitos que as diferentes formas de participa&ccedil;&atilde;o dos atores no Twitter t&ecirc;m na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos, ou seja, como essas articula&ccedil;&otilde;es impactam nesses fluxos informativos.</p>     <p>Ao estudar-se a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, busca-se compreender como a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; propagada entre diferentes atores sociais, ou seja, como a informa&ccedil;&atilde;o passa de um indiv&iacute;duo para outro (Gruhl, Guha, Liben-Nowell &amp; Tomkins 2004; Recuero, 2009). Diversos estudos t&ecirc;m focado o papel das tecnologias digitais na cria&ccedil;&atilde;o de novos fluxos e formas de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e de um modo especial, o papel dos sites de rede social nesse processo (Bakshy, Rosenn, Marlow &amp; Adamic, 2012; Kwak, Lee, Park &amp; Moon, 2010; Wu, Hoffmann, Mason &amp; Watts, 2011). Kwak et al. (2010) chegam a discutir se o Twitter n&atilde;o estaria mais pr&oacute;ximo a um ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o do que a um site de rede social, na medida em que h&aacute; uma intensa difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es na ferramenta.</p>     <p>Enquanto site de rede social, o Twitter &eacute; um espa&ccedil;o prop&iacute;cio para a articula&ccedil;&atilde;o desses eventos principalmente por suas caracter&iacute;sticas de p&uacute;blicos em rede (boyd, 2010). A autora explica que esses p&uacute;blicos t&ecirc;m uma dimens&atilde;o ao mesmo tempo relacionada ao espa&ccedil;o p&uacute;blico constitu&iacute;do pelas tecnologias e ao "coletivo imaginado" da intersec&ccedil;&atilde;o de pessoas neste espa&ccedil;o. Esses p&uacute;blicos, formados diante de caracter&iacute;sticas t&eacute;cnicas como a perman&ecirc;ncia das intera&ccedil;&otilde;es nos arquivos, sua buscabilidade, sua escalabilidade e replicabilidade, bem como por caracter&iacute;sticas din&acirc;micas como o colapso dos contextos, que torna a intera&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil, a presen&ccedil;a de audi&ecirc;ncias invis&iacute;veis e o borramento das fronteiras do p&uacute;blico e do privado, s&atilde;o essenciais para o surgimento do ativismo em rede. &Eacute; justamente o fato de que essas tecnologias permitem a forma&ccedil;&atilde;o desses p&uacute;blicos que fornece o substrato para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es que vai proporcionar essas a&ccedil;&otilde;es coletivas (Bruns &amp; Burgess, 2011).</p>     <p>O uso de hashtags<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> tamb&eacute;m tem uma influ&ecirc;ncia bastante grande na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter, pois constitui uma forma de "amarrar" a narrativa (boyd, Golder &amp; Lotan, 2011). Nesse contexto, o emprego de hashtags para abordar grandes acontecimentos &eacute; associado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blicos <i>ad hoc</i> (Bruns &amp; Burgess, 2011). Para os autores, a utiliza&ccedil;&atilde;o de hashtags para a cobertura de eventos pode sinalizar uma conversa&ccedil;&atilde;o entre os indiv&iacute;duos e a cria&ccedil;&atilde;o de uma comunidade de interessados em torno de um t&oacute;pico. As hashtags podem ser criadas de forma <i>ad hoc</i>, ou seja, n&atilde;o h&aacute; uma autoridade central ou um conjunto de regras regulando como criar e usar hashtags.</p>     <p>Ainda com rela&ccedil;&atilde;o a hashtags no contexto de protestos, Bastos, Travitzki e Raimundo (2012) discutem o papel das hashtags pol&iacute;ticas como &ldquo;panfletagem&rdquo;, na medida em que contribuem para espalhar a ideia e obter apoio, ou seja, refletem uma forma de participa&ccedil;&atilde;o nos eventos.</p>     <p>Ao lado das hashtags, o retu&iacute;te, ou RT<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, tamb&eacute;m &eacute; um recurso do Twitter primordial para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre protestos, na medida em que possibilita que uma mesma informa&ccedil;&atilde;o se espalhe atrav&eacute;s da replica&ccedil;&atilde;o. O estudo de Bastos, Travitzki e Raimundo (2012) considerou o RT como a m&eacute;trica fundamental para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter durante manifesta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas.</p>     <p>As diferen&ccedil;as na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter entre participantes na rua e participantes offline foi explorada por Starbied e Palen (2012) no contexto dos protestos ocorridos no Egito em 2011. Tamb&eacute;m partindo do RT como medida para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, os autores identificaram que os perfis com mais retweets eram de usu&aacute;rios que estavam no local dos eventos, o que traz ind&iacute;cios de que os demais poderiam estar usando o RT como uma forma de identificar e recomendar usu&aacute;rios locais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos metodol&oacute;gicos</b></p>     <p>No presente estudo, utilizamos uma combina&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos e t&eacute;cnicas para identificar os pap&eacute;is dos usu&aacute;rios na circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter sobre os protestos ocorridos no Brasil em 2013. Para chegar na classifica&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is proposta neste artigo, tomamos como ponto de partida um recorte, a seguir explicitado, feito a partir de um conjunto de dados inicial.</p>     <p>O conjunto de dados analisados neste artigo compreende um per&iacute;odo de 38 dias, entre 11 de junho e 19 de julho de 2013. Durante o per&iacute;odo, foram monitoradas 35 palavras-chave e hashtags associadas aos protestos brasileiros no Twitter atrav&eacute;s do yTK<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. A partir de um total de mais de 3 milh&otilde;es de tweets, foi poss&iacute;vel identificar a localiza&ccedil;&atilde;o de uma parcela dessas mensagens (1.4 milh&otilde;es de tweets), provenientes ou referindo um total de 3.268 cidades brasileiras. Buscamos identificar a localiza&ccedil;&atilde;o dos tweets a partir da combina&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s m&eacute;todos: local mencionado no perfil do usu&aacute;rio que fez a postagem, presen&ccedil;a de hashtag indicando a localiza&ccedil;&atilde;o no texto do tweet, e geolocaliza&ccedil;&atilde;o do tweet. Esse esfor&ccedil;o de localiza&ccedil;&atilde;o foi empreendido na tentativa de se poder diferenciar de onde as atualiza&ccedil;&otilde;es foram feitas, como uma forma de identificar a articula&ccedil;&atilde;o entre os participantes que tuitaram nas ruas e de casa.</p>     <p>Os resultados a seguir apresentados se referem a uma amostra do total de tweets em que foi poss&iacute;vel identificar a localiza&ccedil;&atilde;o. A amostra &eacute; composta por tr&ecirc;s recortes rand&ocirc;micos de 49.611 mensagens &uacute;nicas, perfazendo um total de 148.833 atualiza&ccedil;&otilde;es. As an&aacute;lises foram feitas usando o R (2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos de An&aacute;lise</b></p>     <p>Em fun&ccedil;&atilde;o do volume de dados, o primeiro passo foi identificar pap&eacute;is que poderiam indicar diferentes apropria&ccedil;&otilde;es em termos de difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, para proceder a um recorte que compreendesse um grupo de usu&aacute;rios espec&iacute;ficos. Ao observar os dados, identificamos dois pap&eacute;is iniciais no protesto: produtores de conte&uacute;do e replicadores de conte&uacute;do. Essas categorias foram constru&iacute;das a partir das principais formas de participa&ccedil;&atilde;o que identificamos: atuar de forma a replicar e difundir as informa&ccedil;&otilde;es, de um lado, e produzir informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o replicadas por outros usu&aacute;rios, de outro. Assim, utilizando o retweet como m&eacute;trica para &ldquo;medir&rdquo; a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012), procedemos a um recorte de usu&aacute;rios que tivessem feito ou recebido pelo menos 100 RTs<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. A escolha por 100 RTs como ponto de corte foi arbitr&aacute;ria, e teve como objetivo limitar a quantidade de usu&aacute;rios em cada grupo, para identificar aqueles que mais contribu&iacute;ram para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter. Para facilitar a compreens&atilde;o, chamamos os usu&aacute;rios que fizeram 100 ou mais RTs de &ldquo;ativistas&rdquo; e os usu&aacute;rios que receberam 100 ou mais RTs de &ldquo;celebridades&rdquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Um terceiro grupo foi criado sinalizando aqueles usu&aacute;rios que identificamos como sendo ve&iacute;culos de informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica, independente de terem ou n&atilde;o feito ou recebido 100 ou mais RTs, uma vez que se considerou que a apropria&ccedil;&atilde;o desse grupo de usu&aacute;rios poderia ser diferente da dos demais. Para compor esse grupo, compilamos uma lista de 1.400 contas de ve&iacute;culos jornal&iacute;sticos no Twitter e categorizamos os usu&aacute;rios que postaram essas mensagens como &ldquo;imprensa&rdquo;.</p>     <p>Em conjunto, os usu&aacute;rios classificados como celebridades foram respons&aacute;veis por 4.405 postagens, ativistas postaram 1.474 tweets do recorte e imprensa 152 tweets. De uma forma geral, podemos observar que a participa&ccedil;&atilde;o como produtor de conte&uacute;do (celebridade, usu&aacute;rios com mais de 100 RTs) foi mais intensa que a de reprodutor de conte&uacute;do (ativista, usu&aacute;rios que fizeram mais de 100 RTs), ainda que a maior parte das postagens do recorte se referissem a usu&aacute;rios com participa&ccedil;&otilde;es intermedi&aacute;rias (ou seja, que receberam RTs ou foram retuitados menos de 100 vezes). A <a href="#f1">Figura 1</a><sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o de postagens dos tr&ecirc;s grupos e sugere uma correla&ccedil;&atilde;o entre a frequ&ecirc;ncia de mensagens no per&iacute;odo investigado. Esse sincronismo foi explorado por meio de duas an&aacute;lises de regress&atilde;o linear simples entre a distribui&ccedil;&atilde;o de mensagens nos tr&ecirc;s grupos, tomando a distribui&ccedil;&atilde;o de tweets de ativistas como vari&aacute;vel dependente e a distribui&ccedil;&atilde;o de tweets da imprensa e de celebridades como vari&aacute;veis independentes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a05f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Para identificar os tipos de usu&aacute;rios que compunham cada grupo, procedemos a uma an&aacute;lise qualitativa dos perfis dos 50 usu&aacute;rios que mais fizeram ou mais receberam RTs no per&iacute;odo. A partir dos tr&ecirc;s grupos de usu&aacute;rios delimitados (&ldquo;celebridades&rdquo;, &ldquo;ativistas&rdquo; e &ldquo;imprensa&rdquo;), partimos para uma an&aacute;lise de conte&uacute;do de foco referencial (Bardin, 2004) dos tweets postados por esses usu&aacute;rios. A an&aacute;lise de conte&uacute;do foi realizada usando o software Textometrica (Lindgren &amp; Palm, 2011), que registra a frequ&ecirc;ncia de palavras e suas co-ocorr&ecirc;ncias. Os tweets foram separados por grupo. Dentro desses tr&ecirc;s conjunto de dados, codificamos os termos mais utilizados por frequ&ecirc;ncia at&eacute; o limite de 100 termos, utilizando-se um conjunto de palavras a ser descartadas (&ldquo;stopwords&rdquo;). O foco foi sem&acirc;ntico e foram privilegiados substantivos e adjetivos em detrimento de outros l&eacute;xicos. Esses termos foram ent&atilde;o codificados em categorias sem&acirc;nticas, de acordo com a proposta da an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     <p>Para analisar as co-ocorr&ecirc;ncias entre os termos, utilizamos procedimentos da an&aacute;lise de redes sociais. As redes sem&acirc;nticas s&atilde;o representadas atrav&eacute;s de grafos gerados com o Gephi<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Os n&oacute;s representam os termos e conceitos que apareceram nos dados, enquanto as conex&otilde;es representam a co-ocorr&ecirc;ncia dos termos em um mesmo tweet. Dois termos possuem uma conex&atilde;o quando ocorrem juntos em um mesmo tweet. Essa conex&atilde;o, quanto mais forte, mais aproxima os conceitos. Al&eacute;m disso, o tamanho de cada n&oacute; indica seu grau (frequ&ecirc;ncia) no conjunto de dados. Grupos de n&oacute;s mais centrais indicam maior frequ&ecirc;ncia conjunta em rela&ccedil;&atilde;o aos demais. Nos grafos, os n&oacute;s est&atilde;o coloridos por "modularidade", ou vizinhan&ccedil;a (tend&ecirc;ncia a aparecer juntos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ativistas, Celebridades e Imprensa</b></p>     <p>A seguir, apresentamos os resultados da observa&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s grupos de usu&aacute;rios, buscando identificar seus pap&eacute;is para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos. Em um primeiro momento, analisamos a composi&ccedil;&atilde;o de cada grupo, seguido de considera&ccedil;&otilde;es sobre a localiza&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios e sobre as redes de co-ocorr&ecirc;ncia observadas em cada grupo.</p>     <p><i>Tipos de usu&aacute;rios por grupo</i></p>     <p>O grupo de &ldquo;celebridades&rdquo; inclui desde usu&aacute;rios com mais de 10 mil seguidores que costumam ser bastante retuitados independente do que postam, at&eacute; usu&aacute;rios com menos seguidores que, circunstancialmente, receberam um grande n&uacute;mero de RTs em determinadas atualiza&ccedil;&otilde;es sobre os protestos no per&iacute;odo. Isso acontece porque a classifica&ccedil;&atilde;o de celebridades inclui usu&aacute;rios que tiveram 100 ou mais replica&ccedil;&otilde;es em seus tweets, o que pode tanto significar celebridades de fato quanto usu&aacute;rios comuns.</p>     <p>Uma an&aacute;lise dos 50 perfis que mais fizeram ou receberam RTs na amostra aponta que, dentre os usu&aacute;rios identificados como celebridades, est&atilde;o ve&iacute;culos de imprensa (@ultimosegundo, @estadao), celebridades de fato (atores brasileiros como @bgagliasso e @lua_blanco, humoristas como @marcelotas, @raqueiroga), jornalistas (@luckaz e @aprevidelli), usu&aacute;rios bastante conhecidos na blogosfera brasileira (como @naosalvo e @marcogomes) e alguns perfis ativistas (@bhnasruas e @lulzsecbrazil). H&aacute; poucos usu&aacute;rios com menos de 2 mil seguidores. Um exemplo &eacute; uma usu&aacute;ria com pouco mais de 200 seguidores na &eacute;poca do estudo que postou uma foto do protesto em S&atilde;o Paulo e recebeu 675 retweets &uacute;nicos<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, um alcance tr&ecirc;s vezes maior do que seu pr&oacute;prio perfil, demonstrando o papel dos RTs na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012; Starbid &amp; Palen, 2012).</p>     <p>J&aacute; dentre os usu&aacute;rios classificados como ativistas, h&aacute; uma predomin&acirc;ncia de usu&aacute;rios comuns com poucos seguidores no Twitter, sendo raros os usu&aacute;rios com mais de 2 mil seguidores neste grupo. Dentre os 50 usu&aacute;rios que mais fizeram retu&iacute;tes, o usu&aacute;rio com menor n&uacute;mero de seguidores possui 9 seguidores e sua &uacute;ltima postagem foi feita em 20 de junho de 2013, ainda durante os protestos, o que parece indicar a cria&ccedil;&atilde;o de um perfil no Twitter apenas para poder agregar informa&ccedil;&otilde;es sobre os eventos. Tamb&eacute;m aparecem alguns perfis ligados a ativismo, tanto de associa&ccedil;&otilde;es quanto de indiv&iacute;duos. Esses perfis, em grande parte, exerceram papel de agregadores do que estava acontecendo nos protestos, na medida em que postaram mais de 100 RTs no per&iacute;odo. Esse uso est&aacute; associado ao RT de informa&ccedil;&otilde;es e links identificado por Penney e Dadas (2013) no estudo sobre o movimento <i>Occupy</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Formas de localiza&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>A <a href="#f2">Figura 2</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o de mensagens em que a fonte de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; hashtag, geocode ou perfil do usu&aacute;rio. O gr&aacute;fico mostra que os usu&aacute;rios identificados como ativistas usam mais hashtags para transmitir um conjunto de opini&otilde;es e agendas pol&iacute;ticas em um &iacute;ndice mais alto que celebridades ou imprensa, na medida em que 81% dos usu&aacute;rios que retuitaram mais de 100 atualiza&ccedil;&otilde;es tornaram sua localiza&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel atrav&eacute;s de hashtags ao inv&eacute;s de geocode ou informa&ccedil;&otilde;es no perfil. Nos demais grupos de usu&aacute;rios, conseguimos observar pequenas diferen&ccedil;as de uso. Dentre os perfis de imprensa, 66% usavam informa&ccedil;&otilde;es do perfil para identificar a localiza&ccedil;&atilde;o dos protestos, ao passo que celebridades usam mais hashtags, embora em uma propor&ccedil;&atilde;o menor (57%) que no caso de ativistas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Essas diferen&ccedil;as na forma de localiza&ccedil;&atilde;o sugerem diferentes formas de apropria&ccedil;&atilde;o entre os grupos: enquanto ativistas tendem a retuitar mensagens com hashtags, numa forma de planfletagem (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012), a imprensa parece se focar na cobertura dos protestos na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do ve&iacute;culo, ao passo que celebridades usam uma combina&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s formas de localiza&ccedil;&atilde;o, com destaque para um pequena propor&ccedil;&atilde;o (3%) de mensagens geolocalizadas, o que sugere postagens direto do local dos acontecimentos.</p>     <p>Essas tr&ecirc;s formas de localiza&ccedil;&atilde;o podem tamb&eacute;m sinalizar diferentes formas de participa&ccedil;&atilde;o nos protestos: algu&eacute;m que est&aacute; na rua pode tuitar direto do local do acontecimento e identificar seu tweet por geolocaliza&ccedil;&atilde;o, ao passo que algu&eacute;m que est&aacute; em casa pode usar uma hashtag para identificar sua postagem. Essa hashtag pode se referir a um evento pr&oacute;ximo a si, ou at&eacute; mesmo a outros lugares n&atilde;o necessariamente pr&oacute;ximos ao usu&aacute;rio.</p>     <p>Em termos geogr&aacute;ficos, os integrantes dos tr&ecirc;s grupos estavam concentrados principalmente em capitais da regi&atilde;o Sudeste do Brasil. No grupo de imprensa, 49% postou de S&atilde;o Paulo e 47% do Rio de Janeiro. No grupo de celebridades, 36% das postagens partiram de S&atilde;o Paulo, 34% do Rio de Janeiro e 11% de Belo Horizonte, porcentagens bastante parecidas ao grupo de ativistas, com 32%, 38% e 10% respectivamente. Essa distribui&ccedil;&atilde;o guarda rela&ccedil;&atilde;o com as cidades onde os protestos envolveram mais participantes, e tamb&eacute;m com o fato de os principais ve&iacute;culos jornal&iacute;sticos do pa&iacute;s estarem situados no eixo Rio-S&atilde;o Paulo.</p>     <p><i>Redes de co-ocorr&ecirc;ncias</i></p>     <p>As <a href="#f3">Figuras 3</a>, <a href="#f4">4</a> e <a href="#f5">5</a> mostram os conceitos que mais apareceram em cada grupo e as conex&otilde;es mais fortes entre eles. Conforme apresentado nos procedimentos metodol&oacute;gicos acima, os conceitos foram criados a partir da combina&ccedil;&atilde;o de express&otilde;es e palavras com sentidos semelhantes, como ao combinar &ldquo;protesto&rdquo;, &ldquo;protestos&rdquo; e &ldquo;proteste&rdquo; em um &uacute;nico conceito comum, &ldquo;protestos&rdquo;. Nosso objetivo aqui &eacute; mapear o discurso desses grupos, de forma a compreender melhor as poss&iacute;veis diferen&ccedil;as nas "falas" desses grupos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a05f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a05f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a05f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No grupo da imprensa (<a href="#f3">Figura 3</a>), &eacute; poss&iacute;vel observar algumas hashtags panflet&aacute;rias (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012) agrupadas em um cluster na parte inferior esquerda do grafo. O uso de hashtags por ve&iacute;culos de imprensa &eacute; bastante incomum. No caso dos dados observados, quase todas as hashtags partiram do perfil @odiahoje, referente a um ve&iacute;culo informativo sobre o Rio de Janeiro no formato blog. Neste grafo podemos observar, ainda, que os componentes est&atilde;o todos conectados, embora as hashtags n&atilde;o sejam t&atilde;o centrais.</p>     <p>Ainda no grupo &ldquo;imprensa&rdquo;, o termo mais central &eacute; &ldquo;protestos&rdquo;, e podemos observar que a rede gira em torno dele. N&atilde;o h&aacute;, entretanto, uma hashtag em posi&ccedil;&atilde;o central. Embora a presen&ccedil;a de termos associados a tarifa e &ocirc;nibus estejam presentes, eles n&atilde;o s&atilde;o muito centrais, aparecendo de forma bastante relacionada entre si, com poucas conex&otilde;es com o restante do grafo. Tamb&eacute;m nota-se, no cluster azul, a associa&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia aos "protestos", bem como, no cluster rosa, a associa&ccedil;&atilde;o dos termos relacionados &agrave;quilo que a imprensa identificou como a principal demanda das manifesta&ccedil;&otilde;es: a tarifa. No cluster amarelo, aparece o governo. Esses dados indicam uma a&ccedil;&atilde;o narrativa e uma tentativa de incorpora&ccedil;&atilde;o da apropria&ccedil;&atilde;o dos Twitter pelos demais usu&aacute;rios na constru&ccedil;&atilde;o de sua participa&ccedil;&atilde;o no evento. Al&eacute;m disso, indicam tamb&eacute;m um discurso espec&iacute;fico, diferente daqueles dos usu&aacute;rios, conforme veremos a seguir.</p>     <p>No grupo de ativistas (<a href="#f4">Figura 4</a>), &eacute; poss&iacute;vel observar um hub de termos associados a determinadas hashtags de localiza&ccedil;&atilde;o (#protestosp, #protestorj, #protestobh). Nessa rede, podemos ver que h&aacute; alguns clusters de co-ocorr&ecirc;ncia de termos, unidos por palavras como &ldquo;pol&iacute;cia&rdquo;, &ldquo;manifestantes&rdquo; e outros. Essa estrutura parece evidenciar uma a&ccedil;&atilde;o mais informativa, na medida em que parece haver uma preocupa&ccedil;&atilde;o em informar o local da atualiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da hashtag. O retweet de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; um dos pap&eacute;is identificados por Penney e Dadas (2013) Mesmo n&atilde;o estando no local dos protestos, ao empregar hashtags com localiza&ccedil;&atilde;o esse grupo pode usar a rede para contribuir com a narrativa sobre os protestos. Essa clusteriza&ccedil;&atilde;o em torno de hashtags tamb&eacute;m sugere a forma&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blicos <i>ad hoc</i> (Bruns &amp; Burgess, 2011) em torno dos protestos nesses lugares.</p>     <p>Outros elementos relevantes s&atilde;o a associa&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia com a pol&iacute;cia (cluster rosa), com maior centralidade, e a pluraliza&ccedil;&atilde;o das demandas, localizadas junto aos protestos que aconteceram em cada lugar.</p>     <p>Esses dados indicam um outro discurso: mais localizado, mas focado no que acontecia em cada evento. Nota-se que n&atilde;o h&aacute; uma unidade no discurso, mas uma pluralidade, onde abrem-se diferentes demandas e narrativas a partir de cada cluster. Vemos tamb&eacute;m o uso de hashtags panflet&aacute;rias localizadas no cluster amarelo.</p>     <p>A rede de co-ocorr&ecirc;ncias do grupo de &ldquo;celebridades&rdquo; (<a href="#f5">Figura 5</a>) est&aacute; centrada no termo &ldquo;manifesta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel ver claramente a presen&ccedil;a de clusters associados a hashtags de localiza&ccedil;&atilde;o (#protestosp, #protestorj e #protestobh, como na rede de &ldquo;ativistas&rdquo;). Os termos associados a &ocirc;nibus e tarifas aparecem isolados em uma ilha, sugerindo que os tweets desse grupo que abordaram essa tem&aacute;tica o fizeram sem necessariamente relacionar com as manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Dentre as diferen&ccedil;as do discurso deste grupo, observamos o uso do termo "manifesta&ccedil;&atilde;o" e n&atilde;o "protesto" como na imprensa. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m n&atilde;o vemos clusters em torno de termos e discuss&otilde;es &uacute;nicas, mas novamente, uma pluralidade de termos associados com as manifesta&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, da mesma forma que o grupo anterior, observamos tamb&eacute;m que junto ao conceito "pol&iacute;cia", juntam-se "bombas" e "g&aacute;s", relacionando a a&ccedil;&atilde;o da mesma diretamente com parte da viol&ecirc;ncia. O car&aacute;ter ativista de uso de hashtags panflet&aacute;rias est&aacute; tamb&eacute;m no grafo, mas associado com localidades espec&iacute;ficas, como em #protestorj (como no grafo anterior).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essas diferentes associa&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas contribuem para identificar os diferentes pap&eacute;is complementares exercidos pelos tr&ecirc;s grupos na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos. Vemos o car&aacute;ter panflet&aacute;rio presente em todos os discursos. Al&eacute;m disso, vemos claramente que h&aacute; diferen&ccedil;as entre o que a imprensa narra e o que ativistas e celebridades narram. O car&aacute;ter localizado das narrativas desses &uacute;ltimos tamb&eacute;m evidencia uma participa&ccedil;&atilde;o mais "local", possivelmente repassando e criando informa&ccedil;&otilde;es que interessam a espa&ccedil;os geogr&aacute;ficos espec&iacute;ficos, ao contr&aacute;rio da imprensa. Al&eacute;m disso, o destaque dado a viol&ecirc;ncia &eacute; menor nesses discursos do que no da imprensa. Tamb&eacute;m &eacute; importante ressaltar o foco na narrativa "ao vivo" dos tr&ecirc;s grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Sites de rede social propiciam outras formas de participa&ccedil;&atilde;o (Gleason, 2013) nos movimentos sociais em rede (Castells, 2012) para al&eacute;m da participa&ccedil;&atilde;o nas ruas. Nesse sentido, a cobertura ao vivo de eventos (Hawthorne, Houston &amp; McKinney, 2013) pode aparecer ao lado de reverbera&ccedil;&atilde;o nas redes do que acontece nas ruas (Malini &amp; Antoun, 2013).</p>     <p>Assim, ao observar a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos no Twitter nos tr&ecirc;s grupos, identificamos diferentes formas de envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Pode-se dizer que os usu&aacute;rios identificados como ativistas, celebridades e imprensa de certa forma atuaram como &ldquo;hubs&rdquo; dos protestos, tanto como fonte de informa&ccedil;&otilde;es (celebridades, imprensa) quanto como distribuidores de conte&uacute;do (ativistas). Al&eacute;m disso, &ldquo;ativistas&rdquo; contribuem para desencadear cascatas de informa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, ao retuitar conte&uacute;dos e dar visibilidade a determinados desdobramentos dos protestos, notadamente a mobiliza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de hashtags panflet&aacute;rias (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012), associada &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o da narrativa, tamb&eacute;m identificada pela associa&ccedil;&atilde;o com as hashtags "localizadas". O discurso dos ativistas, de modo geral, parece focado nessa narrativa local, bem como na viol&ecirc;ncia associada &agrave; pol&iacute;cia. Por outro lado, &ldquo;celebridades&rdquo; geram conte&uacute;do com potencial de ser reproduzido. Independente de os usu&aacute;rios receberem retu&iacute;tes por conta da quantidade de seguidores que j&aacute; possuem ou por conta do conte&uacute;do da mensagem postada, essas mensagens se espalham, e, ao espalhar, podem atingir outros pontos da rede. &Eacute; interessante observar que o discurso dessa categoria esteve tamb&eacute;m associado &agrave; narrativa mais geral dos protestos, al&eacute;m de, em menor escala, localiza&ccedil;&atilde;o dos protestos, uso de hashtags panflet&aacute;rias e &agrave; discuss&atilde;o sobre a quest&atilde;o da tarifa. &Eacute; importante tamb&eacute;m ressaltar que este foco discursivo &eacute; pr&oacute;ximo do foco anterior. Finalmente, a &ldquo;imprensa&rdquo; contribui para a narrativa dos protestos de uma forma geral e pouco localizada. Notamos tamb&eacute;m que sua narrativa est&aacute; focada nos protestos em si e na viol&ecirc;ncia dos mesmos, bem como na identifica&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o da tarifa como principal demanda.</p>     <p>Os pap&eacute;is identificados e as formas de localiza&ccedil;&atilde;o dos mesmos permitem tra&ccedil;ar algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a participa&ccedil;&atilde;o na circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es no Twitter sobre os protestos e na articula&ccedil;&atilde;o entre o ambiente online e offline nos movimentos sociais em rede. Pudemos identificar, diferentes formas de participa&ccedil;&atilde;o online nos protestos &ndash; como no caso da cobertura ao vivo dos eventos estando presencialmente no local (em tweets localizados atrav&eacute;s de geocode) de um lado, ou na circula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do sobre os protestos estando ou n&atilde;o no local de realiza&ccedil;&atilde;o dos protestos (como no caso de tweets com hashtags que identificam o local a que se refere o tweet), ou nos tweets da imprensa com a cobertura de suas respectivas &aacute;reas de cobertura (com localiza&ccedil;&atilde;o identificada atrav&eacute;s do perfil). Assim, enquanto usu&aacute;rios produzem conte&uacute;do no local dos eventos, h&aacute; outros que atuam de forma a dar visibilidade e reproduzir esse conte&uacute;do. Ou seja, aqueles usu&aacute;rios que produzem o conte&uacute;do dependem de outros para dar-lhe visibilidade, o que indica que as formas de participa&ccedil;&atilde;o de Penney e Dadas (2013) n&atilde;o ocorrem juntas. Quando observamos essas fun&ccedil;&otilde;es a partir da classifica&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is na participa&ccedil;&atilde;o, temos aqueles usu&aacute;rios que receberam alto grau de replica&ccedil;&atilde;o de suas mensagens sobre os protestos (celebridades) em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que reproduziram in&uacute;meras mensagens sobre a tem&aacute;tica (ativistas). Neste caso, h&aacute; formas diferentes de a&ccedil;&atilde;o. Enquanto os primeiros d&atilde;o visibilidade, os segundos parecem focar na mobiliza&ccedil;&atilde;o de outros usu&aacute;rios em torno da causa (Bastos, Travitzki &amp; Raimundo, 2012). Assim, a primeira forma de participa&ccedil;&atilde;o dos ativistas parece ser, mais do que estabelecer conex&otilde;es com outros ativistas (Penney &amp; Dadas, 2013), mobilizar outras pessoas.</p>     <p>Al&eacute;m disso, retuitar mensagens em torno de hashtags comuns pode representar a cria&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blicos <i>ad hoc</i> em torno dos protestos (Bruns &amp; Burgess, 2011). O fato de os tweets do grupo de &ldquo;ativistas&rdquo; se concentrarem em torno de hashtags diferentes (<a href="#f4">Figura 4</a>, acima) pode indicar a forma&ccedil;&atilde;o de grupos espec&iacute;ficos em torno de determinadas hashtags. Desse modo, ao reproduzir uma determinada hashtag, o usu&aacute;rio &ldquo;se filia&rdquo; a uma discuss&atilde;o em torno daquele assunto.</p>     <p>As diferen&ccedil;as de discurso observadas entre os grupos, em especial no grupo de imprensa, tamb&eacute;m podem ser ressaltadas pela distribui&ccedil;&atilde;o das mensagens ao longo do tempo. A <a href="#f1">Figura 1</a> indica que a imprensa abandonou ou diminuiu drasticamente a cobertura dos protestos a partir da segunda semana de julho, per&iacute;odo em que as celebridades e ativistas permaneceram tuitando os protestos. O gr&aacute;fico em escala logar&iacute;tmica apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a> mostra um <i>flatline</i> a partir do dia 8 de julho para tweets da imprensa, o que &eacute; particularmente interessante em vista da clara correla&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s grupos de usu&aacute;rios no per&iacute;odo mais intenso dos protestos. Esse &eacute; o &uacute;nico momento em que a frequ&ecirc;ncia de mensagem de um dos grupos destoa significativamente das demais, embora seja poss&iacute;vel argumentar que essa discrep&acirc;ncia come&ccedil;a j&aacute; no fim de junho e n&atilde;o apenas ap&oacute;s 8 de julho (a mudan&ccedil;a no padr&atilde;o de frequ&ecirc;ncias come&ccedil;a entre 24 de junho e 8 de julho).</p>     <p>Com base nesses resultados, realizamos duas an&aacute;lises de regress&atilde;o linear entre o n&uacute;mero de mensagens di&aacute;rias na amostra tuitadas por ativistas, celebridades e imprensa. Mesmo sem a remo&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico <i>outlier</i>, o resultado da regress&atilde;o linear simples entre tweets de ativistas (vari&aacute;vel dependente) e celebridades (vari&aacute;vel independente) mostrou um coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o (R) de 0,98 e coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o R&sup2; de 0,97 (p&lt;0,001). Por outro lado, o resultado da regress&atilde;o linear simples entre tweets de ativistas (vari&aacute;vel dependente) e tweets da imprensa (vari&aacute;vel independente) apresentou resultados bem mais humildes, com coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o (R) de 0,54 e coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o R&sup2; de 0,52 (p&lt;0,001), indicando que a distribui&ccedil;&atilde;o de tweets de ativistas e celebridades apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o linear significativamente mais forte que entre ativistas e imprensa. Esses resultados apontam para uma rela&ccedil;&atilde;o potencialmente simbi&oacute;tica e de retroalimenta&ccedil;&atilde;o entre ativistas e celebridades, ao mesmo passo que as mensagens da imprensa aparecem relativamente descoladas desse grupo.</p>     <p>Resumidamente, podemos identificar algumas fun&ccedil;&otilde;es associadas aos pap&eacute;is desempenhados pelos grupos analisados: a) no grupo de <b>ativistas</b>, podemos identificar o papel de reverbera&ccedil;&atilde;o dos protestos, atrav&eacute;s do emprego de hashtags panflet&aacute;rias e de localiza&ccedil;&atilde;o para desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o de agrega&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do; b) no grupo de <b>celebridades</b>, observarmos uma cobertura ao vivo dos protestos (pequena parcela de tweets geolocalizados) junto de uma tentativa de dar visibilidade a uma narrativa dos protestos com foco ativista; c) por fim, no grupo de <b>imprensa</b>, notamos uma narrativa mais imparcial do ocorrido, com menos hashtags e de forma intensa por um per&iacute;odo menor, mas com um papel importante em termos de articular a cobertura no &acirc;mbito de abrang&ecirc;ncia do ve&iacute;culo (por isso, a localiza&ccedil;&atilde;o se deu mais pelo perfil e podemos observar uma menor presen&ccedil;a de hashtags em compara&ccedil;&atilde;o aos outros dois grupos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O trabalho procurou discutir o papel na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es via Twitter de tr&ecirc;s grupos de usu&aacute;rios nos protestos realizados no Brasil a partir de junho de 2013: ativistas, celebridades e imprensa. Ao observar os tipos de usu&aacute;rios, a localiza&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o entre os termos mais frequentes utilizados nos tweets, pudemos identificar semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as na apropria&ccedil;&atilde;o de cada grupo.</p>     <p>Enquanto a imprensa fornece a narrativa tradicional dos acontecimentos, essa cobertura &eacute; complementada pelos tweets do grupo &ldquo;celebridades&rdquo;. A informa&ccedil;&atilde;o acaba sendo ainda mais reverberada pelos &ldquo;ativistas&rdquo;, que, ao retuitarem as informa&ccedil;&otilde;es, contribuem para espalh&aacute;-las para diferentes redes. Assim, enquanto celebridades e imprensa d&atilde;o visibilidade aos protestos atrav&eacute;s da cobertura dos acontecimentos, ativistas contribuem para uma reverbera&ccedil;&atilde;o dessas mensagens. Nesse contexto, hashtags podem servir de megafone para os usu&aacute;rios. Apesar disso, observamos tamb&eacute;m diferen&ccedil;as nos discursos narrados, especialmente entre imprensa e demais usu&aacute;rios.</p>     <p>Mesmo que n&atilde;o participem ativamente dos protestos, ativistas podem contribuir para a reverbera&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Estudar esses pap&eacute;is ajuda a entender que no contexto digital a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &eacute; mais ampla e engloba outras a&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m do envolvimento direto na manifesta&ccedil;&atilde;o. Participa aquele que cria valor (Bechmann &amp; Lomborg, 2013), seja produzindo algo novo ou repercutindo o que j&aacute; foi produzido. Participantes nas ruas e em casa se articulam na divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os protestos, com o complemento da a&ccedil;&atilde;o da imprensa. Sem algu&eacute;m para reverberar o que acontece nas ruas, talvez os protestos n&atilde;o tivessem atingido a propor&ccedil;&atilde;o que atingiram nas ruas. Do mesmo modo, sem uma cobertura paralela &agrave; da imprensa, &eacute; poss&iacute;vel que a narrativa dos protestos fosse outra.</p>     <p>O estudo aqui empreendido possui algumas limita&ccedil;&otilde;es, como o fato de trabalhar com um recorte estabelecido a partir de uma amostragem dos dados, o que pode n&atilde;o ser totalmente representativo do todo, e o fato de limitar a coleta de dados a tweets que contivessem palavras-chave e hashtags espec&iacute;ficas associadas ao protesto, o que pode limitar o escopo e a abrang&ecirc;ncia de tweets da imprensa, por exemplo, caso tenham se utilizado de outros termos para fazer a cobertura das manifesta&ccedil;&otilde;es pelo Brasil. De qualquer modo, os resultados apontam que h&aacute; algo a ser levado em considera&ccedil;&atilde;o ao se estudar os pap&eacute;is associados &agrave;s din&acirc;micas de difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es relacionadas a protestos. Os resultados observados indicam que a participa&ccedil;&atilde;o de diferentes p&uacute;blicos (celebridades, ativistas e imprensa) se deu de forma diferente no texto dos protestos de junho de 2013 no Brasil. H&aacute; uma retroalimenta&ccedil;&atilde;o e uma rela&ccedil;&atilde;o de complementaridade entre os tr&ecirc;s pap&eacute;is aqui apontados, que pode ser explorado mais a fundo em estudos futuros sobre os protestos brasileiros e sobre outras manifesta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas em suas articula&ccedil;&otilde;es com os sites de rede social. Uma outra possibilidade de linha de investiga&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de diferentes pap&eacute;is em outros contextos, como no caso da discuss&atilde;o de debates pol&iacute;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>BAKSHY, E.; ROSENN, I.; MARLOW, C.; ADAMIC, L. (2012). The Role of Social Networks in Information Diffusion. 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Mapping actor roles in social media: Different perspectives on value creation in theories of user participation. <i>New Media &amp; Society</i> v.15, n.5, 765-781.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-5954201500030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BORDENAVE, J. (1983). <i>O que &eacute; participa&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-5954201500030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOYD, d. (2010). Social Networks as Networkd Publics: Affordances, Dynamics, and Implications. In: PAPACHARISSI, Z. (Org.). <i>Networked Self</i>, 39-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-5954201500030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOYD, d.; ELLISON, N. (2007). Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. <i>Journal of Computer-Mediated Communication,</i> v.13, n.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-5954201500030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BOYD, d. GOLDER, S., LOTAN, G. (2010). <i>Tweet</i>, Tweet, Retweet: Conversational Aspects of Retweeting on Twitter. In: <i>HICSS-43</i>. IEEE: Kauai.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-5954201500030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BRUNS, A.; BURGESS, J. (2011). The Use of Twitter Hashtags in the Formation of Ad Hoc Publics. In: <i>European Consortium for Political Research Conference</i>, Reykjavik.</p>     <!-- ref --><p>CASTELLS, M. (2012) <i>Networks of Outrage and Hope</i>. New York: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-5954201500030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>EASLEY, D.; KLEINBERG, J. (2010). <i>Networks, Crowds and Markets.</i> New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-5954201500030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ENJOLRAS, B.; STEEN-JOHNSEN, K.; WOLLEBAEK, D. (2013) Social media and mobilization to offline demonstrations: Transcending participatory divides? <i>New Media &amp; Society</i>, v.15, n.6, 890-908.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-5954201500030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GLEASON, B. (2013). #Occupy Wall Street: Exploring informal learning about a social movement on Twitter. <i>American Behavioral Scientist</i> v.57, n.7, 966-982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-5954201500030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRUHL, D.; GUHA, R.; LIBEN-NOWELL, D.; TOMKINS, A. (2004). Information Diffusion Through Blogspace. In: <i>WWW2004</i>, ACM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-5954201500030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAWTHORNE, J.; HOUSTON, J.B.; McKINNEY, M. (2013). Live-tweeting a presidential primary debate: exploring new political conversations. <i>Social Science Computer Review</i>, v.31, n.5, 552-562.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-5954201500030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>KWAK, H.&nbsp;; LEE, C.&nbsp;; PARK, H.; MOON, S. (2010). What is Twitter, a social network or a news media? In: <i>WWW2010</i>, ACM.</p>     <p>LINDGREN, S.&nbsp;; PALM, F. (2011). <i>Textometrica Service Package</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://textometrica.humlab.umu.se" target="_blank">http://textometrica.humlab.umu.se</a> Acesso em: 06 fev. 2014.</p>     <!-- ref --><p>MALINI, F.; ANTOUN, H. (2011). <i>A Internet e a Rua</i>. Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-5954201500030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PENNEY, J; DADAS, C. (2013). (Re)Tweeting in the service of protest: digital composition and circulation in the Occupy Wall Street movement. <i>New Media &amp; Society</i><b>, </b>OnlineFirst, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-5954201500030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>R DEVELOPMENT CORE TEAM. (2009). <i>R: A language and environment for statistical computing</i>. Vienna: R Foundation for Statistical Computing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-5954201500030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RECUERO, R. (2009). <i>Redes Sociais na Internet</i>. Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-5954201500030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RECUERO, R.; ZAGO, G. (2009). Em busca das "redes que importam": redes sociais e capital social no Twitter. <i>L&iacute;bero</i>, v.12, 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-5954201500030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TORET, J. (2012) Una mirada tecnopol&iacute;tica sobre los primeros d&iacute;as del #15M. In: ALCAZAN et al, <i>Tecnopolitica, Internet y R-evoluciones sobre la Centralidad de Redes Digitalez en en #15M</i>. Barcelona: Icaria Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-5954201500030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>VALLINA-RODRIGUEZ, N.; SCELLATO, S.; HADDADI, H.; FORSELL, C; CROWCROFT, J.; MASCOLO, C. (2012). Los Twindignados: The Rise of the Indignados Movement on Twitter. In: <i>SocialCom'12</i><b>,</b> Amsterdam.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>WU, S.; HOFFMAN, J.; MASON, W.; WATTS, D. (2011). Who Says What to Whom on Twitter. In: <i>WWW2010</i>, ACM.</p>     <!-- ref --><p>ZAGO, G.; BATISTA, J. (2009). Ativismo em redes sociais digitais: formas de participa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es coletivas no ciberespa&ccedil;o. <i>Verso e Reverso</i>, v.23, n.52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-5954201500030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Date of submission: July 28, 2014</p>     <p>Date of acceptance: June 20, 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Uma vers&atilde;o preliminar deste trabalho foi apresentada no 23&ordm; Encontro Anual da Comp&oacute;s, realizado em Bel&eacute;m-PA-Brasil em junho de 2014.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Sites de rede social s&atilde;o espa&ccedil;os da web que permitem a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de redes sociais (Recuero, 2009), atrav&eacute;s de perfis representando indiv&iacute;duos, de intera&ccedil;&otilde;es a partir desses perfis e da publiciza&ccedil;&atilde;o das conex&otilde;es entre os indiv&iacute;duos (boyd &amp; Ellison, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/confira-a-cronologia-e-os-principais-acontecimentos-dos-protestos-em-sp,7100898aa144f310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html" target="_blank">http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/confira-a-cronologia-e-os-principais-acontecimentos-dos-protestos-em-sp,7100898aa144f310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html</a></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/130621_livepage_protestos_sexta_jp.shtml" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/130621_livepage_protestos_sexta_jp.shtml</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> <a href="http://oglobo.globo.com/pais/redes-sociais-dao-tom-da-revolta-do-vinagre-8728856" target="_blank">http://oglobo.globo.com/pais/redes-sociais-dao-tom-da-revolta-do-vinagre-8728856</a></p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o de: &ldquo;Live-tweeting offers users an opportunity to engage in public conversation about political events and thus potentially influence the framing of what occurred&rdquo;.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o de: &ldquo;from creating, tagging, and sharing content to reading, watching, and following a hashtag&rdquo;.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> As hashtags s&atilde;o etiquetas, precedidas pelo sinal #, utilizadas no Twitter e em outros sites de rede social para indicar o assunto da mensagem, dentre outras apropria&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Um retu&iacute;te ou RT consiste em reproduzir a atualiza&ccedil;&atilde;o de outro usu&aacute;rio no Twitter, mantendo a men&ccedil;&atilde;o ao usu&aacute;rio que originalmente postou a mensagem. Sua sintaxe padr&atilde;o &eacute; &ldquo;RT @username: texto da mensagem original&rdquo;.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> YourTwapperKepper - <a href="https://github.com/540co/yourTwapperKeeper" target="_blank">https://github.com/540co/yourTwapperKeeper</a></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Considerando uma combina&ccedil;&atilde;o do total de retweets dentre todos os tweets do usu&aacute;rio que aparecem na amostra.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Os termos &ldquo;celebridades&rdquo; e &ldquo;ativistas&rdquo; s&atilde;o usados aqui como categorias abstratas. O fato de um usu&aacute;rio receber ou postar 100 retweets n&atilde;o significa que necessariamente se trate do perfil de uma celebridade ou ativista, embora possa mostrar ind&iacute;cios de comportamento semelhantes a esses pap&eacute;is.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Como a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante desigual, optamos por apresentar o gr&aacute;fico em escala logar&iacute;tmica para possibilitar que se veja essas diferen&ccedil;as de forma mais clara.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> <a href="https://gephi.org" target="_blank">https://gephi.org</a></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> <a href="https://twitter.com/paollaruis/status/346728856503328768/photo/1" target="_blank">https://twitter.com/paollaruis/status/346728856503328768/photo/1</a></p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Em um processo de difus&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o pode ocorrer a forma&ccedil;&atilde;o de cascatas de informa&ccedil;&atilde;o. Uma cascata ocorre quando um tipo de comportamento &eacute; repetido por v&aacute;rios atores com base na observa&ccedil;&atilde;o dos demais e no fato de que outras pessoas tamb&eacute;m est&atilde;o fazendo a mesma coisa (Easley &amp; Kleinberg, 2010).</p>      ]]></body><back>
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