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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[­­­Conteúdo e interatividade nos portais das revistas brasileiras: uma proposta para análise da cobertura pré-eleitoral]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents an analysis of pre-electoral coverage of Carta Capital and Veja, Brazilian magazines, from search about "Elections 2014" on their online portals. The analysis period is from January 2013 to February 2014, so before the official candidacy definitions. It is considered that the press information have an important role in the public debate and, although Carta Capital and Veja still keep their printed version, they also produce content for the internet in order not to miss relevance. The objective of this paper was to compare the production of contents, the volume of quotes on the main candidates and the interactivity from publications of these two magazines on the Internet. From this, we believe it is possible to make inferences and considerations about the participation of readers and trends in the coverage of each vehicle in the electoral period. The method is a comparative analysis and the results show some differences and similarities between those portals.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Eleições Brasileiras 2014]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Political Communication]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Brazilian Elections 2014]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>&shy;&shy;&shy;Conte&uacute;do e interatividade nos portais das revistas brasileiras: uma proposta para an&aacute;lise da cobertura pr&eacute;-eleitoral<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b></p>     <p><b>Contents and interactivity in online portals of Brazilian magazines: a proposal for analysis of pre-electoral coverage</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Emerson Urizzi Cervi*, Fernanda Cavassana de Carvalho**</b></p>     <p>*Professor do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e da P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica da Universidade Federal do Paran&aacute; &ndash; UFPR, Rua General Carneiro, 460, Curitiba &ndash; PR, Brasil. (<a href="mailto:ecervi7@gmail.com">ecervi7@gmail.com</a>)</p>     <p>** Pesquisadora do n&uacute;cleo de pesquisa em Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica e Opini&atilde;o P&uacute;blica (CPOP) e mestranda do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Paran&aacute; &ndash; UFPR, Rua Bom Jesus, 650, Curitiba &ndash; PR, Brasil. (<a href="mailto:fercavassana@hotmail.com">fercavassana@hotmail.com</a>)</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo apresenta uma an&aacute;lise da cobertura pr&eacute;-eleitoral dos portais das revistas Veja e CartaCapital na internet, a partir da busca sobre o tema &ldquo;Elei&ccedil;&otilde;es 2014&rdquo;. O per&iacute;odo de an&aacute;lise vai de janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, portanto, antes das defini&ccedil;&otilde;es oficiais das candidaturas. Considera-se que as informa&ccedil;&otilde;es oriundas da imprensa s&atilde;o importantes para o debate p&uacute;blico e que Veja e CartaCapital, al&eacute;m de manterem sua vers&atilde;o impressa, reproduzem seus conte&uacute;dos para o ambiente online para n&atilde;o perderem p&uacute;blico. Nosso objetivo &eacute; comparar a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, o volume de cita&ccedil;&otilde;es dos principais pr&eacute;-candidatos e a interatividade nas publica&ccedil;&otilde;es dos dois ve&iacute;culos na internet. Com isso, acreditamos ser poss&iacute;vel fazer infer&ecirc;ncias e considera&ccedil;&otilde;es sobre a participa&ccedil;&atilde;o dos webleitores e a respeito das tend&ecirc;ncias de cobertura de cada ve&iacute;culo no per&iacute;odo eleitoral. O m&eacute;todo de an&aacute;lise &eacute; comparativo e os resultados mostram algumas distin&ccedil;&otilde;es e outras similaridades entre os dois portais.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica; Portais informativos online; Elei&ccedil;&otilde;es Brasileiras 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper presents an analysis of pre-electoral coverage of Carta Capital and Veja, Brazilian magazines, from search about "Elections 2014" on their online portals. The analysis period is from January 2013 to February 2014, so before the official candidacy definitions. It is considered that the press information have an important role in the public debate and, although Carta Capital and Veja still keep their printed version, they also produce content for the internet in order not to miss relevance. The objective of this paper was to compare the production of contents, the volume of quotes on the main candidates and the interactivity from publications of these two magazines on the Internet. From this, we believe it is possible to make inferences and considerations about the participation of readers and trends in the coverage of each vehicle in the electoral period. The method is a comparative analysis and the results show some differences and similarities between those portals.</p>     <p><b>Keywords:</b> Political Communication; Online Information portals; Brazilian Elections 2014.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Com a crescente import&acirc;ncia da internet no dia a dia dos brasileiros, verifica-se que ve&iacute;culos da imprensa nacional est&atilde;o se adaptando e migrando tamb&eacute;m para a produ&ccedil;&atilde;o online. As revistas &ldquo;Veja&rdquo; e &ldquo;CartaCapital&rdquo; s&atilde;o exemplos dessa mudan&ccedil;a. Al&eacute;m de circularem semanalmente como revistas impressas, os dois ve&iacute;culos produzem, constantemente e sem periodicidade definida, mat&eacute;rias para seus portais. Essa mudan&ccedil;a na produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica para a internet tamb&eacute;m desperta o interesse de pesquisas, antes voltadas apenas aos impressos e outros ve&iacute;culos tradicionais, como as desenvolvidas na rela&ccedil;&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica. No entanto, dada a possibilidade de produzir conte&uacute;dos novos a todo momento, sem depender da periodicidade da vers&atilde;o impressa, os portais eletr&ocirc;nicos tornam-se uma fonte independente de conte&uacute;dos, mais ampla e atualizada, da revista propriamente dita. Al&eacute;m disso, os portais de conte&uacute;dos permitem analisar em parte os efeitos que os conte&uacute;dos t&ecirc;m no p&uacute;blico, pois abrem espa&ccedil;o para manifesta&ccedil;&otilde;es dos webleitores, tais como a possibilidade de compartilhamento de conte&uacute;dos em redes sociais ou a partir de coment&aacute;rios sobre os textos no pr&oacute;prio portal.</p>     <p>Este artigo prop&otilde;e testar uma metodologia para an&aacute;lise da cobertura eleitoral em portais de revistas, considerando a possibilidade de o webleitor procurar o conte&uacute;do que tem interesse por meio das ferramentas de busca nos portais, considerando um relativo distanciamento da elei&ccedil;&atilde;o, pois estudamos um per&iacute;odo que antecede em mais de um ano a disputa eleitoral. Assim, replicamos aqui os passos seguidos por um webleitor de cada uma das revistas para buscar textos sobre a campanha eleitoral de 2014 no per&iacute;odo de mais de um ano que antecede o in&iacute;cio da campanha. Com isso, pretendemos estudar a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e o n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico de Veja e CartaCapital em seus portais noticiosos na internet. O estudo parte da verifica&ccedil;&atilde;o da visibilidade dada aos pr&eacute;-candidatos, antes do per&iacute;odo eleitoral. Partimos do pressuposto que mesmo antes do eleitor come&ccedil;ar a se interessar pelo tema &eacute; poss&iacute;vel analisar a tematiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica a partir das op&ccedil;&otilde;es editoriais dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. Para tanto s&atilde;o analisadas as cita&ccedil;&otilde;es de quatro pr&eacute;-candidatos: Dilma Rousseff (PT), A&eacute;cio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Portanto, trata-se de um trabalho comparativo da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos de duas revistas brasileiras, semanais e concorrentes. Em segundo momento, analisamos as intera&ccedil;&otilde;es, a partir do n&uacute;mero de compartilhamentos dos webleitores com os textos que citam pelo menos um dos pr&eacute;-candidatos &agrave; presid&ecirc;ncia.</p>     <p>Pretendemos responder as seguintes perguntas: como os portais cobriram cada um dos pr&eacute;-candidatos no per&iacute;odo anterior ao ano eleitoral? Ao se comparar os conte&uacute;dos &eacute; poss&iacute;vel encontrar tra&ccedil;os pr&oacute;prios das linhas editoriais e escolhas em cada uma das revistas? Seguindo as particularidades da cobertura, os webleitores de cada um dos per&iacute;odos tamb&eacute;m apresentam padr&otilde;es pr&oacute;prios em rela&ccedil;&atilde;o aos pr&eacute;-candidatos &agrave; presid&ecirc;ncia do Brasil?</p>     <p>Tr&ecirc;s hip&oacute;teses movem esta pesquisa. A primeira &eacute; a de que o tema elei&ccedil;&otilde;es 2014 aparece muito cedo na agenda da m&iacute;dia e que os webleitores. Depois, h&aacute; a suposi&ccedil;&atilde;o de que a cobertura pr&eacute;-eleitoral das duas revistas tende a ser personalizada, focada nos pr&eacute;-candidatos, com varia&ccedil;&otilde;es entre os candidatos mais citados entre as revistas por conta de diferen&ccedil;as nas linhas editoriais e prefer&ecirc;ncias predominantes dos leitores de cada um dos peri&oacute;dicos. A revista Veja, por ser oposicionista ao governo Dilma Rousseff, tenderia a dar mais espa&ccedil;o aos candidatos de oposi&ccedil;&atilde;o; ao contr&aacute;rio da revista CartaCapital, que, mais pr&oacute;xima do governo, daria mais visibilidade &agrave; pr&eacute;-candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o. Ou seja, a produ&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos seria determinada por uma soma de fatores internos e externos. Por &uacute;ltimo, tamb&eacute;m h&aacute; a hip&oacute;tese de que os portais das revistas possibilitam a participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico por meio dos mecanismos de interatividade dispon&iacute;vel na internet, que, em parte, reproduz as prefer&ecirc;ncias expressas nas escolhas editoriais de cada portal, o que representa um ganho anal&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos estudos de publica&ccedil;&otilde;es impressas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta pesquisa utilizamos o banco de dados produzido pelo Grupo de Pesquisa em Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica e Opini&atilde;o P&uacute;blica da Universidade Federal do Paran&aacute; (CPOP &ndash; UFPR). O estudo considera a quantidade de <i>posts</i><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> disponibilizados pelos dois portais a partir da busca sobre a palavra-chave &ldquo;Elei&ccedil;&otilde;es 2014&rdquo;, entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2014. Foram registrados o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es, os t&iacute;tulos dos posts e os textos das chamadas. As cita&ccedil;&otilde;es dos nomes dos quatro pr&eacute;-candidatos tamb&eacute;m foram quantificadas, al&eacute;m dos n&uacute;meros de intera&ccedil;&otilde;es de cada post gerou por meio de compartilhamentos com as redes sociais Facebook e Twitter. Utiliza-se a an&aacute;lise de conte&uacute;do para quantificar determinadas caracter&iacute;sticas dos textos, identificando o que e como o conte&uacute;do est&aacute; sendo tratado. No caso do jornalismo, o que o ve&iacute;culo est&aacute; oferecendo para o debate p&uacute;blico.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; objetivo deste trabalho uma revis&atilde;o aprofundada da literatura sobre o tema. Ser&atilde;o elencados apenas conceitos e teorias que fundamentam pesquisas sobre a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, a adapta&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos para a internet e a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, especialmente a pr&eacute;-eleitoral. Apesar de levantar considera&ccedil;&otilde;es sobre a possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o do webleitor na internet, tamb&eacute;m n&atilde;o se tentar&aacute; comprovar, aqui, a influ&ecirc;ncia dessa a&ccedil;&atilde;o sobre a produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias dos portais.</p>     <p>A partir daqui, este estudo est&aacute; dividido em cinco partes. A pr&oacute;xima faz uma breve retomada dos principais conceitos utilizados em estudos sobre a cobertura eleitoral, para justificar as pesquisas nessa &aacute;rea. Em seguida, apresentamos as caracter&iacute;sticas de cada uma das revistas analisadas aqui, com a finalidade de mostrar as particularidades das linhas editoriais em cada uma e, com isso, justificar a proposta de an&aacute;lise comparativa. O t&oacute;pico seguinte apresenta a metodologia de an&aacute;lise, as frequ&ecirc;ncias de cita&ccedil;&otilde;es de candidatos por portal e per&iacute;odo analisado. Ap&oacute;s isso, &eacute; expomos a an&aacute;lise das intera&ccedil;&otilde;es de webleitores com as publica&ccedil;&otilde;es dos dois portais eletr&ocirc;nicos. Por fim, s&atilde;o apresentadas algumas conclus&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos sobre Cobertura Eleitoral</b></p>     <p>Gomes (2011) identifica tr&ecirc;s fases de estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica. A primeira engloba pesquisas iniciais sobre votos e propaganda, desenvolvidas principalmente entre 1920 e 1940. A segunda se imp&otilde;e a partir de 1960, quando a comunica&ccedil;&atilde;o de massa, enquanto ind&uacute;stria, passa a ser o centro da cena das institui&ccedil;&otilde;es sociais. O terceiro per&iacute;odo tem in&iacute;cio na transi&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo XX ao XXI, quando se consolida a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica como especialidade (GOMES, 2011). Para Lima (2007, p. 84), os estudos sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica ganharam impulso, estimulados pelo debate da import&acirc;ncia da m&iacute;dia no per&iacute;odo de disputa eleitoral.</p>     <p>As teorias e estudos sobre a comunica&ccedil;&atilde;o se desenvolveram acompanhando e refletindo a din&acirc;mica global e as fases vividas pela sociedade na &eacute;poca (WOLF, 2012; HOHLFELDT et al, 2013). Ou seja, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estudar a comunica&ccedil;&atilde;o em uma sociedade sem considerar suas caracter&iacute;sticas de sociais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas. Pode-se considerar que, hoje, ao se estudar as rela&ccedil;&otilde;es entre m&iacute;dia e pol&iacute;tica, s&atilde;o analisados o processo democr&aacute;tico e o papel da comunica&ccedil;&atilde;o nele. As informa&ccedil;&otilde;es oriundas da m&iacute;dia geram, pois, consequ&ecirc;ncias nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, interferindo nas disputas pol&iacute;ticas e eleitorais. Por&eacute;m, &eacute; necess&aacute;rio que as pesquisas em comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica considerem diversos outros fatores que interagem entre si dentro de um sistema e n&atilde;o fiquem apenas na dualidade da rela&ccedil;&atilde;o m&iacute;dia e pol&iacute;tica (GOMES, 2011, p. 130).</p>     <p>Se os estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o m&iacute;dia e pol&iacute;tica se solidificaram com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, nesta terceira fase (GOMES, 2011), &eacute; cada vez mais importante analisar a internet, enquanto m&iacute;dia, na rela&ccedil;&atilde;o com a pol&iacute;tica. Segundo Graeff (2009, p. 5), deste a &uacute;ltima d&eacute;cada, a internet j&aacute; assume um papel cada vez mais importante na pol&iacute;tica e no processo eleitoral. No Brasil, a primeira elei&ccedil;&atilde;o em que a internet desempenhou um papel pol&iacute;tico relevante foi a de 2002, ano em que a web foi usada estrategicamente pelos candidatos para provocar not&iacute;cias em tempo real que acabaram amplificadas pela m&iacute;dia, refor&ccedil;ando ataques que, de outra forma, n&atilde;o teriam tido tanta visibilidade (ALD&Eacute;, 2002).</p>     <p>Boa parte dos pressupostos das an&aacute;lises da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no s&eacute;culo XX precisa ser revisada &agrave; luz das novas possibilidades de comunica&ccedil;&atilde;o com intera&ccedil;&atilde;o a partir da internet e do per&iacute;odo p&oacute;s-web, no qual os consumidores das informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m produtores de sentido e difusores de conte&uacute;dos, transformando os processos de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica muito mais complexos e menos lineares. N&atilde;o se trata de afirmar que os outros meios, especialmente a televis&atilde;o - grande palco das disputas pol&iacute;ticas do s&eacute;culo XX - tenham deixado de ser importantes, mas a grande diferen&ccedil;a &eacute; que as novas m&iacute;dias sociais, ferramentas de duas m&atilde;os e de organiza&ccedil;&atilde;o descentralizada, s&atilde;o valorizadas. E &ldquo;a grande mudan&ccedil;a nessa nova era n&atilde;o tem a ver s&oacute; com o uso dessas novas m&iacute;dias pelos pol&iacute;ticos, mas pelos cidad&atilde;os&rdquo; (GRAEFF, 2009, p. 6).</p>     <p>A fragmenta&ccedil;&atilde;o, a n&atilde;o-linearidade e o acesso a fontes alternativas de informa&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos nas redes digitais s&atilde;o o grande desafio a ser enfrentado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais, pois, neste cen&aacute;rio, h&aacute; menor possibilidade de influ&ecirc;ncia direta dos conte&uacute;dos jornal&iacute;sticos sobre o teor do debate p&uacute;blico. As pessoas t&ecirc;m acesso a mensagens sobre o mundo pol&iacute;tico provenientes de uma complexa rede comunicativa, em que h&aacute; emissores dominantes e alternativos, bem como m&uacute;ltiplas possibilidades de leitura. &ldquo;&Eacute; dentro desta realidade que precisamos entender o papel atual da m&iacute;dia, suas pr&aacute;ticas e atores, como uma media&ccedil;&atilde;o fundamental entre sociedade e esfera p&uacute;blica, central na elabora&ccedil;&atilde;o e justifica&ccedil;&atilde;o das atitudes pol&iacute;ticas&rdquo; (ALD&Eacute;, 2004, p.2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O jornalismo, compondo parte da m&iacute;dia, &eacute; um legitimador de poder. As pessoas tendem a confiar mais no que consomem nesta &aacute;rea do que em publicidades e propagandas. Por isso, a import&acirc;ncia da imprensa agir de modo independente valorizando e respeitando o interesse p&uacute;blico, evitando, assim, ser tendenciosa em prol de utilidades privadas (ALD&Eacute;, 2004; KOVACH e ROSENSTIEL, 2004; KARAM; 1997). Quando a imprensa se autoafirma objetiva e imparcial, ela se compromete a separar, em sua cobertura jornal&iacute;stica, os fatos dos valores. Por&eacute;m, Schudson (2010) questiona o porqu&ecirc; de se esperar que o jornalismo, que nasceu politicamente engajado e &eacute; dependente das for&ccedil;as de mercado, seja objetivo. O que refor&ccedil;a a relev&acirc;ncia de se considerar a influ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&atilde;o de outros fatores, al&eacute;m da m&iacute;dia e da pol&iacute;tica, nos estudos da &aacute;rea (GOMES, 2011; KARAM, 1997; SCHUDSON, 2010).</p>     <p>A quest&atilde;o &eacute; que com a &ldquo;concorr&ecirc;ncia&rdquo; de outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o, tais como as redes sociais online, os ve&iacute;culos jornal&iacute;sticos de meios tradicionais brasileiros, como os impressos, optaram por se afastar do modelo de jornalismo objetivo e imparcial, predominante do s&eacute;culo XX. Agora, os ve&iacute;culos informativos s&atilde;o mais interpretativos e opinativos, tomando posi&ccedil;&otilde;es. Isso se d&aacute; a partir da amplia&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os para articulistas declaradamente pr&oacute; ou contra o Governo. As vers&otilde;es online dos jornais publicam not&iacute;cias e ataques ignorados que n&atilde;o s&atilde;o veiculados na m&iacute;dia tradicional, com suas limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o e controle editorial mais severo. &ldquo;Comparando ambas as vers&otilde;es, vemos muitos casos em que as not&iacute;cias reverberam ataques dos candidatos de forma muito mais significativa nos jornais online do que na m&iacute;dia tradicional&rdquo; (ALD&Eacute;, 2004, p.12). A quest&atilde;o que se coloca aos pesquisadores neste momento &eacute; se e quanto essa &ldquo;partidariza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da cobertura pol&iacute;tica nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais consegue se infiltrar e interferir na produ&ccedil;&atilde;o noticiosa dos ve&iacute;culos.</p>     <p>Shoemaker (2011) tamb&eacute;m questiona a objetividade clamada pelo jornalismo, pois a produ&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias sofre influ&ecirc;ncias internas e externas. O conceito de <i>gatekeeping</i> explica como as mensagens s&atilde;o constru&iacute;das por meio de um processo de sele&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o de peda&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o, limitando o conte&uacute;do que chega ao p&uacute;blico (SHOEMAKER, 2011). J&aacute; a hip&oacute;tese da agenda permite analisar a influ&ecirc;ncia midi&aacute;tica no debate p&uacute;blico. Parte-se do pressuposto que os temas da agenda da m&iacute;dia pautam a agenda p&uacute;blica (MCCOMBS, 2009). Assim, &eacute; poss&iacute;vel analisar os temas e a forma como eles s&atilde;o abordados na imprensa, a partir de considera&ccedil;&otilde;es sobre visibilidade e espa&ccedil;o na agenda midi&aacute;tica, chegando a resultados sobre os efeitos do agendamento.</p>     <p>&ldquo;Durante uma elei&ccedil;&atilde;o, os eleitores frequentemente aprendem muito sobre os candidatos e suas posi&ccedil;&otilde;es sobre os assuntos das not&iacute;cias da m&iacute;dia e da propaganda pol&iacute;tica&rdquo; (MCCOMBS, 2009 p.95). A quantidade de fontes citadas, a origem dessas fontes e o espa&ccedil;o que elas ganham na mat&eacute;ria tamb&eacute;m devem ser considerados. Ao chamar aten&ccedil;&atilde;o a alguns aspectos em detrimento de outros, as not&iacute;cias influenciam os padr&otilde;es pelos quais os governos, presidentes, pol&iacute;ticas e candidatos s&atilde;o julgados (MCCOMBS, 2009, p.187).</p>     <p>Se mesmo no jornalismo predominante do s&eacute;culo XX a imparcialidade era discutida pelos pesquisadores, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, com os meios eletr&ocirc;nicos e a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos pol&iacute;ticos n&atilde;o jornal&iacute;sticos em massa na web 2.0, como a encontrada nas redes sociais online, os pressupostos da objetividade precisam continuar a serem testados. J&aacute; em 1998, Dizard (<i>apud</i> LIMA, 2001) identificava que uma das caracter&iacute;sticas principais das novas m&iacute;dias era a distribui&ccedil;&atilde;o de produtos de v&aacute;rias naturezas em um &uacute;nico canal, e muitas vezes em formatos interativos, que d&atilde;o mais controle &agrave;s pessoas, especialmente na rela&ccedil;&atilde;o sobre quais servi&ccedil;os obterem e de que forma fazerem isso.</p>     <p>A interatividade permite ao usu&aacute;rio direcionar as informa&ccedil;&otilde;es e gerenciar como acessar o conte&uacute;do de acordo com suas expectativas (CANAVILHAS, 2007). Ald&eacute; (2004) tamb&eacute;m identifica como uma das principais diferen&ccedil;as para a cobertura online, o acompanhamento dos fatos em tempo real. Na cobertura cont&iacute;nua dos ve&iacute;culos na internet, os leitores participam do desenrolar da reportagem, ao contr&aacute;rio dos leitores do jornal impresso, que recebem no dia seguinte o resultado final de um processo de agendamento, sele&ccedil;&atilde;o, compara&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e edi&ccedil;&atilde;o (ALD&Eacute;, 2004, p.12). Assim, hoje, pode-se considerar que a internet influencia, altera e transforma a participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, ou audi&ecirc;ncia, no processo de gatekeeping.</p>     <p>Identificada a import&acirc;ncia de se estudar a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na internet na atualidade, no pr&oacute;ximo t&oacute;pico, ser&atilde;o apresentadas as principais caracter&iacute;sticas das duas revistas cujos conte&uacute;dos de seus portais ser&atilde;o analisados comparativamente a seguir.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Revistas: do Impresso aos Portais</b></p>     <p>Um panorama atualizado do consumo midi&aacute;tico do pa&iacute;s &eacute; apresentado pela &ldquo;Pesquisa Brasileira de M&iacute;dia&rdquo; (BRASIL, 2014). Ela confirma que a televis&atilde;o ainda &eacute; a m&iacute;dia predominante no Brasil, sendo consumida por 97% da popula&ccedil;&atilde;o, enquanto a quantidade de brasileiros que t&ecirc;m o h&aacute;bito de acessar a internet fica em 47%. Apesar de ainda n&atilde;o ser acessada por metade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, a internet j&aacute; ganha muito destaque em compara&ccedil;&atilde;o com os impressos. Hoje, por exemplo, ela &eacute; consumida por mais que o triplo de brasileiros que ainda mant&eacute;m o h&aacute;bito de ler revistas: 15% (BRASIL, 2014). A partir desta mesma pesquisa, Cervi (2014) identifica que o perfil do internauta que busca informa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas na internet &eacute; de pessoas com escolaridade superior e com renda alta, al&eacute;m de existir uma tend&ecirc;ncia de serem pessoas mais jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sobre as revistas, a pesquisa afirma que &eacute; o meio que tem a menor presen&ccedil;a no dia a dia dos brasileiros. Os dados apontam que apenas 1% dos entrevistados leem revista todos os dias, enquanto 85% afirmam que n&atilde;o costumam ler ou nunca leem revistas impressas (BRASIL, 2014, p.74).</p>     <p>A sociedade se informa cada vez mais online, mesmo em redes de relacionamento, pois muitos s&atilde;o direcionados aos portais por meio de postagens em redes. Assim, ao passo que as novas m&iacute;dias se fortalecem, evidencia-se o questionamento sobre o futuro dos ve&iacute;culos tradicionais, em especial os impressos. Ainda n&atilde;o se pode concluir o que acontecer&aacute; com os jornais e as revistas, mas enquanto muitos acreditam que eles est&atilde;o prestes a extinguirem-se, alguns estudos demonstram as transforma&ccedil;&otilde;es que os meios tradicionais j&aacute; come&ccedil;aram a se submeter para se consolidarem tamb&eacute;m na internet.</p>     <p>Ao realizar uma reflex&atilde;o sobre a coexist&ecirc;ncia da m&iacute;dia imprensa e da online, Gonz&aacute;les (2000) definiu modelos que classificaram a evolu&ccedil;&atilde;o da imprensa na internet. Passou-se da divulga&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina do impresso, digitalizada e em arquivo fechado, &agrave; descoberta da hipertextualidade; e, depois, a um modelo mais independente do impresso, em que os conte&uacute;dos disponibilizados online complementam o que est&aacute; no papel. Para Gonz&aacute;les (2000), o modelo mais atual, denominado multim&iacute;dia, &eacute; aquele em que a linguagem online j&aacute; &eacute; completamente diferenciada da impressa, e que diferentes formatos s&atilde;o explorados ao m&aacute;ximo nas p&aacute;ginas dos ve&iacute;culos na rede.</p>     <p>No caso da revista impressa semanal, costuma-se encontrar reportagens mais longas e completas, onde os temas s&atilde;o aprofundados, sejam eles, na classifica&ccedil;&atilde;o de Tuchman (1978), <i>soft</i> ou <i>hardnews</i>. <i>Softnews</i> s&atilde;o not&iacute;cias com temas sem relev&acirc;ncia social, com formatos mais livres e conte&uacute;dos voltados para o entretenimento. As <i>hardnews</i> s&atilde;o a respeito de temas mais relevantes para o interesse p&uacute;blico, de car&aacute;ter mais informativo, costumam ser mais formatados, atendendo &agrave; linguagem objetiva (Tuchman, 1978). No Brasil, a maioria das revistas em circula&ccedil;&atilde;o &eacute; especializada e tem&aacute;tica, com um p&uacute;blico-alvo bem delimitado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, classe social e g&ecirc;nero. J&aacute; as revistas CartaCapital e Veja possuem cunho jornal&iacute;stico voltado ao cotidiano, com editorias pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas, pautadas pelos &uacute;ltimos acontecimentos no pa&iacute;s e no mundo, al&eacute;m de outras editorias. Assim, trabalham principalmente temas hard news, contribuindo para o debate p&uacute;blico. Como j&aacute; apresentado, trabalha-se aqui com a hip&oacute;tese de que os temas agendados pela m&iacute;dia t&ecirc;m alguma capacidade de agendar os temas da agenda p&uacute;blica, e, portanto, a forma e conte&uacute;do como esses temas s&atilde;o abordados pelos ve&iacute;culos tamb&eacute;m refletem, ainda que em parte, na organiza&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica do debate p&uacute;blico.</p>     <p>Ao passarem a produzir mat&eacute;rias para seus portais online, Veja e CartaCapital modificam periodicidade, formato e tamanho de seus produtos. Na internet, disponibilizam mat&eacute;rias mais curtas, sem custos aos webleitores e em per&iacute;odos de tempo para atualiza&ccedil;&otilde;es menores. Na internet h&aacute; ainda a possibilidade de produ&ccedil;&atilde;o multim&iacute;dia, como no modelo apresentado por Gonz&aacute;les (2000), apesar dos dois portais analisados raramente explorarem outros formatos al&eacute;m do texto, como v&iacute;deos e &aacute;udios. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o ao texto, os portais costumam ter mais publica&ccedil;&otilde;es opinativas e interpretativas do que no impresso, onde h&aacute; o predom&iacute;nio do texto informativo.</p>     <p>De acordo com Ald&eacute; (2011, p.31), a a&ccedil;&atilde;o de se informar pela internet possui um car&aacute;ter pr&aacute;tico e conveniente. O pr&oacute;prio p&uacute;blico destaca praticidade, tempo real, credibilidade, segmenta&ccedil;&atilde;o, detalhamento, pluralidade e interatividade como caracter&iacute;sticas que motivam buscar informa&ccedil;&otilde;es online. &Eacute; justamente a proximidade e a participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico que aparecem como uns dos diferenciais mais importantes da internet sobre o impresso. E essa diferen&ccedil;a que ser&aacute; tratada aqui, levando em considera&ccedil;&atilde;o a interatividade disponibilizada na pr&oacute;pria p&aacute;gina da postagem, a partir da vincula&ccedil;&atilde;o com as redes sociais. A partir da fundamenta&ccedil;&atilde;o exposta acima, os t&oacute;picos a seguir analisam a cobertura pr&eacute;-eleitoral das duas revistas a partir do conte&uacute;do que elas disponibilizam ao webleitor que busca informa&ccedil;&otilde;es sobre as elei&ccedil;&otilde;es de 2014 em seus portais.</p>     <p><i>CartaCapital</i></p>     <p>A CartaCapital &eacute; uma publica&ccedil;&atilde;o da Editora Confian&ccedil;a e, segundo o seu site, &eacute; &ldquo;uma alternativa ao pensamento &uacute;nico da imprensa brasileira&rdquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. A Editora Confian&ccedil;a possui apenas duas publica&ccedil;&otilde;es al&eacute;m da CartaCapital, as revistas &ldquo;Carta na Escola&rdquo; e &ldquo;Carta Fundamental&rdquo;. A revista ainda se autodescreve como calcada em um bom jornalismo, baseado na fidelidade &agrave; verdade factual, no exerc&iacute;cio do esp&iacute;rito cr&iacute;tico e na fiscaliza&ccedil;&atilde;o do poder. Fundada em 1994, inicialmente manteve sua circula&ccedil;&atilde;o mensal, tornou-se quinzenal e, em 2001, passou a semanal. Segundo seu fundador e diretor de reda&ccedil;&atilde;o, o jornalista Mino Carta, a revista tem defendido os interesses da na&ccedil;&atilde;o e, portanto, tamb&eacute;m das empresas nacionais e multinacionais que trabalham em proveito do pa&iacute;s<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>O M&iacute;dia Kit 2014<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> da CartaCapital divulga que a revista circula com 29 mil exemplares semanalmente, e que seu p&uacute;blico &eacute; de maioria das classes A e B. Ainda sobre o p&uacute;blico, o arquivo informa que 82% dos leitores de CartaCapital possuem Ensino Superior completo, 63% cursam ou j&aacute; cursaram uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e que 40% s&atilde;o formados em ci&ecirc;ncias humanas. Assim, afirma que seu p&uacute;blico &eacute; altamente qualificado, intelectualizado e culturalmente ativo. Ou seja, divulgam que, apesar de ser caracterizado como um p&uacute;blico restrito e pequeno diante a popula&ccedil;&atilde;o brasileira e &agrave;s revistas concorrentes, os leitores de CartaCapital representam uma parcela importante da sociedade e que s&atilde;o multiplicadores de opini&atilde;o. O p&uacute;blico de CartaCapital &eacute; t&atilde;o pequeno em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s concorrentes, que ela nem &eacute; citada na Pesquisa Brasileira de M&iacute;dia (2014) na pergunta espont&acirc;nea sobre quais revistas os brasileiros mais leem (BRASIL, 2014, p.79).</p>     <p>O portal da revista na internet foi criado em 2004, e traz an&aacute;lises, cr&iacute;ticas e not&iacute;cias, al&eacute;m de algumas mat&eacute;rias que s&atilde;o veiculadas na vers&atilde;o impressa da revista. De acordo com o M&iacute;dia Kit, o portal da CartaCapital &eacute; atualizado diariamente, acompanhando os cen&aacute;rios pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e cultural, com esp&iacute;rito cr&iacute;tico e profundidade. Possui uma audi&ecirc;ncia de 4,4 milh&otilde;es de visitas em suas p&aacute;ginas, sendo 2,3 milh&otilde;es de visitas &uacute;nicas, ou seja, visitas sem repetir o visitante. A CartaCapital tamb&eacute;m mant&eacute;m perfis nas redes sociais Twitter e Facebook<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, onde divulga seus conte&uacute;dos e permite a intera&ccedil;&atilde;o com seu p&uacute;blico leitor. Ainda no M&iacute;dia Kit de CartaCapital, est&aacute; a informa&ccedil;&atilde;o de que a internet &eacute; o segundo meio que o seu leitor mais utiliza para se informar sobre pol&iacute;tica e economia (63%), sendo a revista impressa o primeiro meio (72%). Em sua publica&ccedil;&atilde;o institucional, CartaCapital afirma ainda que &eacute; a revista brasileira que possui o maior engajamento de p&uacute;blico no Facebook. Das m&iacute;dias sociais, CartaCapital ainda apresenta a vers&atilde;o digital da revista impressa, com adapta&ccedil;&atilde;o para smartphones e tablets.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo as informa&ccedil;&otilde;es institucionais no site da revista, a CartaCapital admite produzir um jornalismo cr&iacute;tico, com a publica&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises e reflex&otilde;es aprofundadas sobre os assuntos debatidos em suas mat&eacute;rias, mas de modo imparcial. Se isso ainda &eacute; presente no jornalismo impresso do ve&iacute;culo, no portal da revista h&aacute; muitos colunistas e autores que assinam seus posts e assumem opini&otilde;es e posicionamentos.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas disputas eleitorais, especialmente as presidenciais, o ve&iacute;culo tem declarado publicamente seu posicionamento. Nesta de 2014, j&aacute; anunciou apoio &agrave; presidente Dilma Rousseff, candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o. No editorial de Mino Carta, veiculado no dia 04 de julho de 2014, a revista afirma que o in&iacute;cio oficial da campanha eleitoral &eacute; o momento certo para as defini&ccedil;&otilde;es, pois ainda h&aacute; &ldquo;ch&atilde;o a ser percorrido&rdquo; e o comprometimento imediato evita equ&iacute;vocos. Sobre os demais candidatos, opositores ao governo, o mesmo editorial afirma respeit&aacute;-los, e que s&atilde;o personagens de relevo da pol&iacute;tica nacional, mas que eles &ldquo;est&atilde;o destinados inexoravelmente a representar, mesmo &agrave; sua pr&oacute;pria revelia, a pior direita, a rea&ccedil;&atilde;o na sua acep&ccedil;&atilde;o mais tr&aacute;gica. A direita nas nossas latitudes transcende os padr&otilde;es da contemporaneidade, &eacute; medieval&rdquo;. A declara&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff vai em acordo com o posicionamento assumido por CartaCapital nos &uacute;ltimos 12 anos, per&iacute;odo em que vem demonstrando aprova&ccedil;&atilde;o ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT).</p>     <p><i>Veja</i></p>     <p>A Veja pertence &agrave; Editora do Grupo Abril e a revista come&ccedil;ou a circular em 1968. O Grupo Abril &eacute; um dos maiores de comunica&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina, destacando-se al&eacute;m do meio impresso. O grupo atua em diferentes segmentos da &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o. De acordo com suas informa&ccedil;&otilde;es institucionais<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>, em 1990, lan&ccedil;ou o primeiro canal segmentado da televis&atilde;o, a MTV, e tamb&eacute;m foi pioneira na opera&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o por assinatura, a TVA. Al&eacute;m disso, a Editora Abril &eacute; dona de mais de 80 sites e portais com suas marcas e conte&uacute;dos. Atua, hoje, nas &aacute;reas de m&iacute;dia, gr&aacute;fica, educa&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e log&iacute;stica. Na educa&ccedil;&atilde;o, a Abril Educa&ccedil;&atilde;o domina o mercado, sendo propriet&aacute;ria de diversas marcas de editoras, sistemas de ensino, col&eacute;gios e cursos preparat&oacute;rios<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>De acordo com o c&oacute;digo de conduta do Grupo Abril<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, sobre a rela&ccedil;&atilde;o com a esfera p&uacute;blica, a empresa deve tratar com imparcialidade todos os partidos pol&iacute;ticos, rejeitando a utiliza&ccedil;&atilde;o de cargos, equipamentos, servi&ccedil;os e recursos do ambiente de trabalho para apoiar partidos ou candidatos pol&iacute;ticos, relacionando-se com a esfera p&uacute;blica de forma clara. O c&oacute;digo de conduta da Abril ainda afirma que o grupo se pauta pelo respeito &agrave;s leis e reconhece sua responsabilidade perante a sociedade brasileira pela publica&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es corretas, isentas e produzidas em boa f&eacute;. Al&eacute;m de repudiar qualquer tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o por credo, ra&ccedil;a, sexo e orienta&ccedil;&atilde;o sexual ou ideol&oacute;gica, condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e rejeitar qualquer agress&atilde;o aos Diretos Universais do homem.</p>     <p>Veja &eacute; a revista de maior circula&ccedil;&atilde;o no Brasil, com mais de um milh&atilde;o de exemplares vendidos semanalmente, segundo informa&ccedil;&otilde;es oficiais da Editora Abril. A revista aparece como a mais citada na Pesquisa Brasileira de M&iacute;dia (2014), em resposta &agrave; pergunta espont&acirc;nea sobre as revistas impressas que o brasileiro tem costume de ler mais. Veja &eacute; citada por 25,5% dos entrevistados e fica em primeiro lugar em todas as vari&aacute;veis (faixa et&aacute;ria, sexo, renda familiar) quando comparada &agrave;s outras 19 revistas presentes na pesquisa (BRASIL, 2014, p.79).</p>     <p>A revista, assim como a sua concorrente CartaCapital, foi fundada pelo jornalista Mino Carta, mas no caso de Veja, tamb&eacute;m pelo empres&aacute;rio Roberto Civita, cuja fam&iacute;lia ainda est&aacute; &agrave; frente do Grupo Abril. Segundo o M&iacute;dia Kit de Veja, a revista possui a miss&atilde;o de informar, esclarecer e entreter o leitor, elevando seu n&iacute;vel de compreens&atilde;o dos fatos, das tend&ecirc;ncias que sejam relevantes para a sua vida pessoal, profissional e sua compreens&atilde;o do mundo&rdquo;<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Para Roberto Civita (2013)<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>, &eacute; fundamental que a revista seja independente, isenta, inteligente e respons&aacute;vel. Afirma, ainda, que &eacute; fundamental que busque a objetividade e que n&atilde;o admita press&otilde;es de governos e governantes, amigos e inimigos, acionistas e anunciantes.</p>     <p>Ainda de acordo com o M&iacute;dia Kit de Veja, o p&uacute;blico da revista impressa &eacute;, em sua maioria, pertencente &agrave;s classes A e B, tem entre 25 e 54 anos de idade e, em 55%, constitu&iacute;do por mulheres. J&aacute; o p&uacute;blico da vers&atilde;o digital da revista &eacute; composto em 88% por homens, 77% casados, 69% com filhos, tem em m&eacute;dia 45,6 anos. Eles tamb&eacute;m destacam a escolaridade e a renda de seus leitores, afirmando que 88% possuem Ensino Superior, 58% s&atilde;o p&oacute;s-graduados e 41% possuem renda domiciliar acima de R$ 15 mil mensais. Ressaltar que a maioria de seu p&uacute;blico &eacute; homem, casado, com filhos e alta renda, refor&ccedil;a o car&aacute;ter tradicional de Veja.</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es institucionais apresentam o portal de Veja como um site que possui an&aacute;lise, contexto e opini&atilde;o em seus posts e traz tudo o que leitor precisa para entender os fatos. Ressalta que sua cobertura online &eacute; de 24 horas por dia, em sete dias por semana. Em n&uacute;meros, o portal j&aacute; totaliza 89,8 milh&otilde;es visualiza&ccedil;&otilde;es de p&aacute;ginas e 12,7 milh&otilde;es de visitantes &uacute;nicos. Segundo a publica&ccedil;&atilde;o institucional, o webleitor do portal de Veja busca an&aacute;lises mais aprofundadas sobre as not&iacute;cias e encontra reportagens especiais completas, al&eacute;m de uma equipe de colunistas e blogueiros, com nomes consagrados, que tratam de assuntos especializados. Al&eacute;m do portal e da vers&atilde;o digital da revista, Veja tamb&eacute;m est&aacute; nas redes sociais Facebook e Twitter<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>A revista costuma realizar coberturas pol&iacute;ticas contr&aacute;rias ao partido do governo, tendo acirrado a postura cr&iacute;tica na &uacute;ltima d&eacute;cada, durante os governos petistas. &Eacute; comum, por exemplo, a grande visibilidade dada pela revista a esc&acirc;ndalos pol&iacute;ticos que envolvam pessoas ligadas ao governo, tal como aconteceu com o chamado &ldquo;Esc&acirc;ndalo do Mensal&atilde;o, entre 2005 e 2006&rdquo;. Apesar de n&atilde;o se declarar oficialmente, at&eacute; o momento, a favor de algum candidato &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2014, acredita-se que a cobertura eleitoral de Veja termine sendo favor&aacute;vel a um dos candidatos da oposi&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>An&aacute;lise emp&iacute;rica: frequ&ecirc;ncia do Tema &ldquo;Elei&ccedil;&atilde;o 2014&rdquo; nos portais de Veja e CartaCapital</b></p>     <p>Assumimos que o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s permite identificar a centralidade do tema &ldquo;elei&ccedil;&otilde;es 2014&rdquo; nos portais das duas revistas semanais analisadas aqui. Iniciamos o per&iacute;odo de an&aacute;lise a partir do primeiro m&ecirc;s que uma das revistas publicou texto no portal sobre as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2011. A <a href="#t1">Tabela 1</a> mostra que a CartaCapital iniciou sua cobertura pr&eacute;-eleitoral em janeiro de 2013, quase dois anos antes da elei&ccedil;&atilde;o, enquanto a Veja come&ccedil;a a publicar apenas em abril de 2013. No entanto, a partir do m&ecirc;s quatro, a intensidade da presen&ccedil;a do tema no portal da Veja &eacute; maior que na CartaCapital. Nosso per&iacute;odo de an&aacute;lise segue at&eacute; fevereiro de 2014, quando as pr&eacute;-candidaturas est&atilde;o mais consolidadas e os pr&eacute;-candidatos melhor definidos. Tanto que a partir desse per&iacute;odo torna-se p&uacute;blico que Eduardo Campos ser&aacute; o candidato pelo PSB, com Marina Silva ficando como pr&eacute;-candidata a vice-presidente pelo mesmo partido. No total a Veja publicou 162 mat&eacute;rias sobre o tema elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2014 em seu portal nos 14 meses analisados aqui, enquanto a CartaCapital ficou em 57 publica&ccedil;&otilde;es. Ou seja, a &uacute;ltima apresentou cerca de tr&ecirc;s vezes menos textos que a primeira. Com isso, enquanto a m&eacute;dia mensal de publica&ccedil;&otilde;es da CartaCapital fica em quatro posts, a da Veja chega a 12 mat&eacute;rias por m&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m de identificar a diferen&ccedil;a da quantidade de mat&eacute;rias por m&ecirc;s nas duas revistas, a <a href="#t1">Tabela 1</a> aponta um crescimento significativo do tema a partir do m&ecirc;s 10 (outubro de 2013) para os dois portais. Na CartaCapital, 75% foram publicados a partir de outubro, e 42% s&oacute; no referido m&ecirc;s. J&aacute; em Veja, 79% das publica&ccedil;&otilde;es sobre o tema ficam concentrados a partir do m&ecirc;s 10, que marca o in&iacute;cio da contagem regressiva de um ano at&eacute; as elei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es sobre o volume de cobertura no per&iacute;odo pr&eacute;-eleitoral indicam que a temporalidade dos portais informativos est&aacute; diretamente vinculada a fatores externos &agrave;s vontades dos produtores ou &agrave;s linhas editorais dos ve&iacute;culos. Ela depende do calend&aacute;rio eleitoral. O m&ecirc;s de outubro de 2013 marca o fim do per&iacute;odo legal para filia&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias daqueles que pretendem sa&iacute;rem como candidatos em 2014. Isso &eacute; o que explica o crescimento no volume de cobertura sobre o tema a partir do m&ecirc;s 10. Os dois portais apresentam significativo aumento da cobertura no per&iacute;odo pr&eacute;-eleitoral a partir do momento em que os poss&iacute;veis pr&eacute;-candidatos n&atilde;o podem mais trocar de partido, por&eacute;m h&aacute; uma diferen&ccedil;a entre eles. No caso da CartaCapital, a produ&ccedil;&atilde;o, apesar de mais concentrada em outubro de 2013 (42,1%), distribui-se mais igualmente nos demais meses analisados, tendo come&ccedil;ado antes da Veja a cobertura pr&eacute;-eleitoral. J&aacute; no caso da Veja, o padr&atilde;o de cobertura &eacute; iniciado mais tarde, com n&uacute;mero de postagens relativamente baixo at&eacute; outubro - com m&eacute;dia de 5% do total por m&ecirc;s &ndash; para aumentar significativamente ap&oacute;s o m&ecirc;s 10.</p>     <p>No entanto, ao compararmos a produ&ccedil;&atilde;o entre os dois portais, percebe-se claramente que Veja publica mais do que CartaCapital a partir de abril de 2013. A m&eacute;dia mensal passa de quatro postagens entre abril e outubro de 2013, enquanto na CartaCapital esse n&uacute;mero oscila entre uma e duas postagens. Se levarmos em considera&ccedil;&atilde;o a periodicidade dos impressos, enquanto Veja publica pelo menos um post entre duas edi&ccedil;&otilde;es impressas, a CartaCapital fica em um post para cada tr&ecirc;s ou quatro edi&ccedil;&otilde;es. Isso significa que, em termos de volume de produ&ccedil;&atilde;o, a CartaCapital deu menos aten&ccedil;&atilde;o e espa&ccedil;o para o tema no per&iacute;odo pr&eacute;-eleitoral do que a Veja, pelo menos no conte&uacute;do que se torna dispon&iacute;vel para a busca do webleitor sobre o tema.</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es apresentadas at&eacute; aqui n&atilde;o nos permitem discutir os motivos dessa diferen&ccedil;a, apenas especular que pelo de Veja se posicionar como revista de oposi&ccedil;&atilde;o ao Governo Dilma Rousseff, ela possa ter optado, a partir de abril de 2013, em dar mais espa&ccedil;o aos candidatos de oposi&ccedil;&atilde;o, antecipando o in&iacute;cio do debate eleitoral. Para testar essa afirma&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso verificar o volume e o tipo de presen&ccedil;a dos pr&eacute;-candidatos nas postagens dos portais das revistas semanais.</p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> tamb&eacute;m apresenta os resultados de dois testes estat&iacute;sticos com finalidades distintas. O teste de diferen&ccedil;as de m&eacute;dia (T de Student) para cada uma das revistas e o teste de correla&ccedil;&atilde;o entre as frequ&ecirc;ncias mensais das revistas Veja e CartaCapital. Com o teste T, pretendemos demonstrar a for&ccedil;a das diferen&ccedil;as das m&eacute;dias de postagens at&eacute; outubro de 2013 e depois de outubro de 2013. Como se pode perceber pelos coeficientes e n&iacute;veis de signific&acirc;ncia, as mudan&ccedil;as foram estatisticamente significativas para as duas revistas. O coeficiente T para a CartaCapital ficou em 2,487, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,029, portanto, abaixo do limite cr&iacute;tico, o que indica um crescimento significativo depois de outubro, quando comparado com o per&iacute;odo anterior. A diferen&ccedil;a m&eacute;dia de postagens por m&ecirc;s entre os dois per&iacute;odos ficou em 7,04 posts para a CartaCapital. Os coeficientes s&atilde;o muito parecidos para o portal da Veja, com coeficiente de 2,818 e n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,041, mais pr&oacute;ximo do limite cr&iacute;tico, por&eacute;m ainda significativo do ponto de vista estat&iacute;stico. A diferen&ccedil;a da m&eacute;dia mensal entre os dois per&iacute;odos para a Veja cresce para 16,84, refor&ccedil;ando o &ldquo;achado&rdquo; de que a Veja come&ccedil;ou mais tarde a cobertura pr&eacute;-eleitoral, por&eacute;m, a fez com maior intensidade a partir de outubro de 2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &uacute;ltimo coeficiente indica a correla&ccedil;&atilde;o linear entre os n&uacute;meros de postagens mensais das duas revistas. O coeficiente de Pearson de 0,800 (sig. De 0,001) indica que h&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o de 80% nas diferen&ccedil;as mensais de postagens sobre as Elei&ccedil;&otilde;es de 2014 nas duas revistas. Ou seja, a cobertura de ambas cresceu de maneira similar ao longo do tempo, por&eacute;m no caso da Veja com mais intensidade no final do per&iacute;odo de an&aacute;lise. Indicados os padr&otilde;es de presen&ccedil;a do tema, a partir daqui, ser&aacute; analisado como os portais trataram os pr&eacute;-candidatos no per&iacute;odo recortado, visto que um deles j&aacute; &eacute; Presidente da Rep&uacute;blica (Dilma Rousseff), outro &eacute; senador (A&eacute;cio Neves), um &eacute; o, at&eacute; ent&atilde;o, governador do Estado de Pernambuco (Eduardo Campos) e a &uacute;ltima tentou ao m&aacute;ximo inscrever um novo partido pol&iacute;tico para se candidatar em 2014 (Marina Silva). Por motivos distintos, cada um deles apresentava apelo e chamava a aten&ccedil;&atilde;o dos jornalistas no per&iacute;odo analisado.</p>     <p><i>Os Candidatos nos Portais</i></p>     <p>A visibilidade que os portais d&atilde;o para os pr&eacute;-candidatos &eacute; um importante indicativo do tipo de cobertura que as revistas fazem sobre o tema eleitoral. Aqui, analisamos o n&uacute;mero de chamadas na p&aacute;gina principal de busca do portal de cada revista sobre as elei&ccedil;&otilde;es de 2014 que citam ou n&atilde;o cada um dos pr&eacute;-candidatos. Como selecionamos os posts a partir das chamadas, o total de chamadas aqui &eacute; equivalente ao total de posts descritos anteriormente. Preferimos usar as cita&ccedil;&otilde;es em chamadas de posts por ocuparem um espa&ccedil;o maior de visibilidade nos portais. Das 57 publica&ccedil;&otilde;es na CartaCapital, h&aacute; chamadas com cita&ccedil;&otilde;es de pelo menos um dos pr&eacute;-candidatos em 34 delas, o que representa 60% do total da cobertura. J&aacute; entre os 162 posts de Veja, h&aacute; cita&ccedil;&atilde;o de pelo menos um dos candidatos em 65 chamadas, indicando 40% do total. Esses n&uacute;meros gerais permitem afirmar que, pelo menos nas chamadas das publica&ccedil;&otilde;es, CartaCapital tende a personalizar mais a cobertura pr&eacute;-eleitoral do que Veja. Nas duas revistas, h&aacute; meses em que n&atilde;o se cita nenhum candidato nas chamadas dos posts sobre a disputa eleitoral, como &eacute; poss&iacute;vel constatar na tabela a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O segundo ponto a se analisar na cobertura dos pr&eacute;-candidatos &eacute; como se distribui a presen&ccedil;a deles ao longo do tempo. Por ser a atual presidente e pr&eacute;-candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o, espera-se que Dilma Rousseff seja citada mais vezes que os demais pr&eacute;-candidatos. No entanto, n&atilde;o &eacute; o que acontece nas duas revistas. A CartaCapital, revista mais pr&oacute;xima do governo, cita Dilma em 29,41% das chamadas de publica&ccedil;&otilde;es, o mesmo percentual que Marina Silva (PSB). Em seguida, vem A&eacute;cio Neves, presente em 23,53% das chamadas e, por &uacute;ltimo, Eduardo Campos em apenas 17,65% das chamadas dos posts. Na Veja, Dilma sequer &eacute; a mais citada nas chamadas dos posts sobre as elei&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, aparece Marina Silva, com presen&ccedil;a em 36,92% das chamadas de posts, seguida de Dilma, com 24,62%. Pr&oacute;ximo de Dilma fica A&eacute;cio Neves, com presen&ccedil;a em 20% das chamadas e, por &uacute;ltimo, com 18,46% de presen&ccedil;a, Eduardo Campos.</p>     <p>Percebe-se que nos dois portais h&aacute; um padr&atilde;o de cita&ccedil;&otilde;es nas chamadas. No m&ecirc;s 10, o m&ecirc;s que det&ecirc;m maior n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es e representa o fim do prazo para filia&ccedil;&otilde;es, existe um crescimento nas cita&ccedil;&otilde;es dos quatro pr&eacute;-candidatos nas chamadas dos dois portais. Depois, a CartaCapital volta ao padr&atilde;o anterior, com poucas cita&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;-candidatos nas chamadas, enquanto a Veja mant&eacute;m o n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es em chamadas acima do que se percebe no per&iacute;odo anterior. Isso indica que o per&iacute;odo de encerramento das filia&ccedil;&otilde;es, no m&ecirc;s 10, teve um impacto sazonal no n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;-candidatos em chamadas da CartaCapital. Diferente de Veja, em que houve uma altera&ccedil;&atilde;o permanente - com crescimento - da presen&ccedil;a dos pr&eacute;-candidatos sem suas chamadas.</p>     <p>A forma como as cita&ccedil;&otilde;es dos pr&eacute;-candidatos se distribuem nas chamadas tamb&eacute;m &eacute; importante para entender o tratamento que cada portal d&aacute; aos pol&iacute;ticos. A CartaCapital cita 10 vezes Dilma Rousseff em chamadas, o que representa 29,41% do total de cita&ccedil;&otilde;es dos pr&eacute;-candidatos. Esse &eacute; o mesmo percentual de cita&ccedil;&otilde;es de Marina Silva (29,41%), indicando que as duas pr&eacute;-candidatas receberam o mesmo n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es em chamadas de posts no portal. Em terceiro lugar vem A&eacute;cio Neves, com 23,53% do total e, por &uacute;ltimo, o ent&atilde;o governador Eduardo Campos, com 17,65% do total de cita&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;-candidatos. A diferen&ccedil;a entre o percentual do mais citado para o menos citado na CartaCapital &eacute; de 11,76 pontos percentuais. Essa diferen&ccedil;a mostra o grau de concentra&ccedil;&atilde;o no nome de um ou poucos candidatos ou de dispers&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos concorrentes.</p>     <p>No portal da Veja, as distribui&ccedil;&otilde;es de cita&ccedil;&otilde;es dos pr&eacute;-candidatos &eacute; distinta da revista anterior. A pr&eacute;-candidata mais citada em chamadas &eacute; Marina Silva, com 36,92% do total, seguida de Dilma Rousseff, com 24,62%. Depois vem A&eacute;cio Neves, com 20% e, por &uacute;ltimo, Eduardo Campos, com 18,46%. A diferen&ccedil;a entre o primeiro e o quarto em n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es &eacute; de 18,46 pontos percentuais, exatamente o dobro. Isso indica que na Veja h&aacute; mais despropor&ccedil;&atilde;o nas cita&ccedil;&otilde;es dos nomes dos candidatos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; CartaCapital, que apresenta um equil&iacute;brio maior. Isso tamb&eacute;m pode ser constatado pelas diferen&ccedil;as nas m&eacute;dias de cita&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;-candidatos por m&ecirc;s nos portais. Enquanto na CartaCapital todos ficam entre 0,43 cita&ccedil;&atilde;o por m&ecirc;s (Eduardo Campos) e 0,71 (Dilma Rousseff e Marina Silva), passando por 0,57 de A&eacute;cio Neves; na Veja, as diferen&ccedil;as s&atilde;o maiores. Marina Silva (1,71) e Dilma Rousseff (1,14) recebem mais de uma cita&ccedil;&atilde;o por m&ecirc;s em m&eacute;dia, contra 0,93 de cita&ccedil;&atilde;o mensal de A&eacute;cio Neves e 0,86 de Eduardo Campos nas chamadas.</p>     <p>O primeiro &ldquo;achado&rdquo; a se destacar aqui &eacute; que as duas revistas n&atilde;o d&atilde;o o destaque esperado para a presidente, pr&eacute;-candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o, como esperado. Comparativamente, se considerarmos que Marina Silva &eacute; a &uacute;nica dos quatro sem ocupar cargos p&uacute;blicos, ela &eacute; quem ganha a maior visibilidade relativa nos dois portais. Outra similaridade entre eles &eacute; que o ent&atilde;o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aparece menos nas chamadas dos dois portais. A&eacute;cio Neves fica em terceiro lugar entre as cita&ccedil;&otilde;es em chamadas tanto na CartaCapital quanto na Veja. No entanto, na primeira revista ele fica a seis pontos percentuais das duas pr&eacute;-candidatas mais citadas (Dilma e Marina Silva), enquanto que na Veja a diferen&ccedil;a entre A&eacute;cio e Marina &eacute; de mais de 16 pontos percentuais, contra menos de cinco pontos percentuais de diferen&ccedil;a entre A&eacute;cio e Dilma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O teste de correla&ccedil;&atilde;o linear de Pearson para as cita&ccedil;&otilde;es dos candidatos nas duas revistas mostra se as varia&ccedil;&otilde;es nas presen&ccedil;as dos concorrentes foram coincidentes ao longo do tempo ou n&atilde;o. Os coeficientes e os n&iacute;veis de signific&acirc;ncia est&atilde;o descritos na <a href="#t3">Tabela 3</a> a seguir. Percebe-se que as duas pr&eacute;-candidatas, Dilma e Marina, foram as que apresentaram maior coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o para as duas revistas. As cita&ccedil;&otilde;es de Dilma em CartaCapital e Veja apresentaram varia&ccedil;&otilde;es mensais correlacionadas na ordem de 0,813, ou 81,3%; enquanto Marina Silva apresentou correla&ccedil;&atilde;o de 0,874, ou 87,4%. O que significa que o crescimento no n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es em uma revista foi acompanhado do crescimento na outra. Com coeficiente mais baixo, por&eacute;m ainda significativo, aparece Eduardo Campos, com correla&ccedil;&atilde;o de 0,554, ou 55,4%, e signific&acirc;ncia de 0,040, demonstrando relativa for&ccedil;a na correla&ccedil;&atilde;o das cita&ccedil;&otilde;es em chamadas dos dois portais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O &uacute;nico pr&eacute;-candidato que n&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o significativa entre os dois portais foi A&eacute;cio Neves, com coeficiente de apenas 0,275, ou 27,5%, e n&iacute;vel de signific&acirc;ncia muito acima do limite cr&iacute;tico, em 0,341. Isso significa que as varia&ccedil;&otilde;es das cita&ccedil;&otilde;es de A&eacute;cio em um portal n&atilde;o foram acompanhadas pelo n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es no outro portal. Enquanto A&eacute;cio &eacute; citado em chamadas at&eacute; uma vez por m&ecirc;s durante todo o per&iacute;odo na CartaCapital, na Veja, a partir de outubro de 2013, h&aacute; um crescimento de zero ou de uma cita&ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s para duas ou tr&ecirc;s cita&ccedil;&otilde;es mensais. Essa maior visibilidade para A&eacute;cio na Veja nos &uacute;ltimos quatro meses de an&aacute;lise n&atilde;o foi acompanhada na CartaCapital e explica o baixo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Uma maneira complementar de descrever as distribui&ccedil;&otilde;es de frequ&ecirc;ncias dos pr&eacute;-candidatos nas chamadas das publica&ccedil;&otilde;es &eacute; a partir dos res&iacute;duos padronizados por per&iacute;odo de tempo para cada candidato. Os res&iacute;duos mostram, relativamente aos demais per&iacute;odos, o comportamento das cita&ccedil;&otilde;es de cada um dos pr&eacute;-candidatos. Trata-se da verifica&ccedil;&atilde;o dos valores que sobram, para mais ou para menos, quando a distribui&ccedil;&atilde;o entre o valor observado e o esperado n&atilde;o &eacute; aleat&oacute;ria (CERVI, 2014, p.70). Ao serem aplicados em tabelas de conting&ecirc;ncia, esses res&iacute;duos permitem uma compara&ccedil;&atilde;o direta em cada revista e em cada per&iacute;odo, possibilitando analisar se as vari&aacute;veis est&atilde;o relacionadas ou s&atilde;o independentes. Neste caso, per&iacute;odo de tempo e candidato, como exposto na <a href="#t4">Tabela 4</a> a seguir. Por conta do baixo n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es nos meses iniciais, e em fun&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica das cita&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo, decidimos por agrupar os meses em tr&ecirc;s per&iacute;odos, de janeiro a setembro de 2013, chamados de antes de outubro; o segundo per&iacute;odo &eacute; o m&ecirc;s de outubro, quando houve maior concentra&ccedil;&atilde;o de cita&ccedil;&otilde;es; e o terceiro per&iacute;odo s&atilde;o os meses posteriores a outubro, de novembro de 2013 a fevereiro de 2014. Com os res&iacute;duos padronizados, poderemos identificar padr&otilde;es de crescimento ou queda no n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es dos pr&eacute;-candidatos em rela&ccedil;&atilde;o aos demais concorrentes e em rela&ccedil;&atilde;o aos outros per&iacute;odos de tempo em cada uma das revistas. Os valores positivos representam presen&ccedil;a do candidato acima do esperado para o per&iacute;odo caso a distribui&ccedil;&atilde;o fosse normal, enquanto os negativos representam o oposto &ndash; um n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es abaixo do esperado para uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. Em outras palavras, estamos analisando as distribui&ccedil;&otilde;es das cita&ccedil;&otilde;es de cada candidato em rela&ccedil;&atilde;o a ele mesmo ao longo do tempo, por&eacute;m como os res&iacute;duos est&atilde;o padronizados, tamb&eacute;m podemos comparar o desempenho de cada um deles entre as duas revistas ou mesmo entre os candidatos citados em uma mesma revista.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No caso de CartaCapital, proporcionalmente, Dilma Rousseff tem cita&ccedil;&otilde;es positivas apenas antes do m&ecirc;s de outubro, ficando com res&iacute;duo zero em outubro, o que significa que a distribui&ccedil;&atilde;o dela nesse m&ecirc;s igualou aos valores esperados e teve menos cita&ccedil;&otilde;es do que o esperado ap&oacute;s outubro. Com A&eacute;cio houve o contr&aacute;rio, valor negativo antes de outubro, zero em outubro e positivo no &uacute;ltimo per&iacute;odo. Marina apresentou res&iacute;duos positivos apenas em outubro, enquanto as cita&ccedil;&otilde;es de Eduardo Campos tiveram comportamento inverso, com res&iacute;duos positivos antes e depois de outubro, mas negativos em outubro. Ou seja, A&eacute;cio e Eduardo tiveram mais cita&ccedil;&otilde;es proporcionalmente ap&oacute;s outubro, enquanto Marina foi mais citada naquele m&ecirc;s e Dilma teve maior presen&ccedil;a relativa antes de outubro. Na Veja, &eacute; poss&iacute;vel perceber algumas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; revista anterior. No caso de Dilma, os res&iacute;duos positivos ficam apenas antes de outubro e nos outros dois per&iacute;odos h&aacute; crescimento gradativo dos res&iacute;duos negativos. A&eacute;cio apresenta o maior res&iacute;duo positivo antes de outubro, torna-se negativo em outubro e volta a ser positivo nos meses seguintes. Marina, que tem res&iacute;duos negativos no primeiro per&iacute;odo, passa para positivo em outubro e mant&eacute;m o sinal positivo nos meses seguintes. J&aacute; Eduardo Campos apresenta res&iacute;duos positivos apenas em outubro, ficando negativo antes e depois desse m&ecirc;s. Percebe-se que, na Veja, Dilma e A&eacute;cio t&ecirc;m mais cita&ccedil;&otilde;es proporcionais at&eacute; outubro e A&eacute;cio volta a ter participa&ccedil;&atilde;o positiva nos meses seguintes, enquanto Dilma n&atilde;o. J&aacute; em outubro, os maiores n&uacute;meros de cita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para Marina e Eduardo, com a diferen&ccedil;a de que Marina Silva continua com sinal positivo no per&iacute;odo seguinte, enquanto Eduardo Campos fica com negativo.</p>     <p>Comparando as duas revistas, Dilma foi mais citada at&eacute; outubro, quando encerrou o prazo para filia&ccedil;&otilde;es. A partir de ent&atilde;o, passou a dividir cita&ccedil;&otilde;es com os demais pr&eacute;-candidatos, por&eacute;m a queda na CartaCapital nos &uacute;ltimos cinco meses de an&aacute;lise foi menor que a percebida na revista Veja. A&eacute;cio Neves passou a ser mais citados na CartaCapital a partir de outubro, enquanto que na Veja ela j&aacute; apresentava n&uacute;mero relativamente alto de cita&ccedil;&otilde;es antes desse m&ecirc;s e se manteve positivo ap&oacute;s outubro.</p>     <p>No caso de Marina, h&aacute; um crescimento apenas em outubro na CartaCapital e a partir de outubro at&eacute; o final do per&iacute;odo na Veja. Eduardo Campos tem n&iacute;veis positivos de cita&ccedil;&otilde;es antes e depois de outubro, por&eacute;m n&atilde;o nesse m&ecirc;s na CartaCapital, enquanto o inverso acontece na revista Veja &ndash; Eduardo Campos tem menos cita&ccedil;&otilde;es antes e depois de outubro. Em suma, Veja e CartaCapital deram visibilidades parecidas para Dilma Rousseff em suas chamadas, por&eacute;m trataram os pr&eacute;-candidatos oposicionistas de forma distinta. Enquanto na CartaCapital Eduardo Campos tem mais visibilidade, na Veja quem ganha espa&ccedil;o &eacute; A&eacute;cio Neves, seguido de Marina Silva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O aumento no n&uacute;mero de posts sobre o tema elei&ccedil;&otilde;es 2014 a partir de outubro de 2013 mostra que a tematiza&ccedil;&atilde;o nos dois portais esteve submetida ao calend&aacute;rio eleitoral. Por&eacute;m, as diferen&ccedil;as nos tratamentos dados aos candidatos indicam op&ccedil;&otilde;es editorais pr&oacute;prias de cada um dos portais. O fato da Presidente da Rep&uacute;blica ser pr&eacute;-candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o pode explicar a maior visibilidade obtida na CartaCapital, mas o mesmo n&atilde;o acontece na Veja, onde em n&uacute;meros absolutos ela perde para as cita&ccedil;&otilde;es de Marina Silva. O ponto em comum entre os dois portais &eacute; a alta visibilidade dada &agrave; pr&eacute;-candidata Marina Silva em detrimento do pr&eacute;-candidato Eduardo Campos durante todo o per&iacute;odo, embora, na CartaCapital, a diferen&ccedil;a seja menor entre eles.</p>     <p>At&eacute; aqui, a an&aacute;lise focou-se nas op&ccedil;&otilde;es editoriais dos ve&iacute;culos. No pr&oacute;ximo t&oacute;pico ser&aacute; poss&iacute;vel verificar se h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o dessas escolhas com a intera&ccedil;&atilde;o dos webleitores, por meio de relacionamentos das pr&oacute;prias publica&ccedil;&otilde;es com as redes sociais Facebook e Twitter.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Intera&ccedil;&otilde;es de Webleitores</b></p>     <p>Para investigar o volume de intera&ccedil;&otilde;es que os posts geraram em redes sociais considerou-se o n&uacute;mero de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> e o n&uacute;mero de tweets que cada mat&eacute;ria publicada nos portais gera no Twitter. O objetivo &eacute; verificar como, em termos gerais, os webleitores desses dois portais reproduzem os conte&uacute;dos gerados pelas revistas semanais. A <a href="#t5">Tabela 5</a> mostra uma tend&ecirc;ncia de intera&ccedil;&otilde;es pr&oacute;xima da j&aacute; percebida na produ&ccedil;&atilde;o dos posts, com crescimento gradual at&eacute; o m&ecirc;s 10 para, em seguida, apresentar um "salto" em n&uacute;meros absolutos de intera&ccedil;&otilde;es, quando comparado ao per&iacute;odo anterior. No geral, o Facebook gera mais intera&ccedil;&otilde;es do que o Twitter. Na CartaCapital, foram registradas 30 mil intera&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo analisado, o que significa 2,1 mil por m&ecirc;s de m&eacute;dia no Facebook e 363 por m&ecirc;s no Twitter. O mesmo se percebe em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Veja, que teve 30,7 mil intera&ccedil;&otilde;es no Facebook e 8,2 mil no Twitter, com m&eacute;dias mensais de 2,1 mil e 589, respectivamente. Os webleitores das revistas semanais interagem mais pelo Facebook do que pelo Twitter, como apontado nos dois portais. Por&eacute;m, no Twitter, a m&eacute;dia mensal de intera&ccedil;&otilde;es nas mat&eacute;rias da revista Veja &eacute; quase o dobro da m&eacute;dia mensal em CartaCapital. De qualquer maneira, a primeira impress&atilde;o &eacute; de que as intera&ccedil;&otilde;es crescem ao longo do tempo. Ou seja, conforme se aproxima o per&iacute;odo eleitoral, o tema vai ganhando mais aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, que passa a compartilhar mais as publica&ccedil;&otilde;es dos portais nas redes sociais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As compara&ccedil;&otilde;es entre os volumes de intera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o pode ser feita diretamente pelas m&eacute;dias mensais, pois o n&uacute;mero de posts total da Veja &eacute; quase tr&ecirc;s vezes superior ao n&uacute;mero de postagens da CartaCapital. Por isso, a <a href="#t5">Tabela 5</a> inclui tamb&eacute;m as m&eacute;dias por postagens, que ao serem consideradas mostram que os webleitores da CartaCapital s&atilde;o mais ativos do que os da Veja, tanto no Facebook quanto no Twitter. A m&eacute;dia de recomenda&ccedil;&otilde;es para o Facebook em CartaCapital &eacute; de 555,88; enquanto que, na Veja, a m&eacute;dia fica em 189,69. J&aacute; os compartilhamentos de postagens via tweets, na CartaCapital, a m&eacute;dia &eacute; de 89,15 e de 50,29 na Veja. Os n&uacute;meros gerais apresentados at&eacute; aqui mostram que, embora tenha produzido menos posts sobre as elei&ccedil;&otilde;es 2014, a CartaCapital gerou mais est&iacute;mulo para a intera&ccedil;&atilde;o entre seus webleitores, quando comparada com a revista Veja. Ou, de maneira alternativa, os webleitores da CartaCapital s&atilde;o mais &ldquo;ativos&rdquo; nas redes sociais do que os de Veja.</p>     <p>Aqui, tamb&eacute;m fizemos testes estat&iacute;sticos para diferen&ccedil;as de m&eacute;dia (teste T) para o per&iacute;odo anterior e posterior ao m&ecirc;s de outubro, para identificar as magnitudes das diferen&ccedil;as de intera&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s o fim do prazo para coliga&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias. Fizemos isso para cada uma das redes sociais. A <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta as estat&iacute;sticas do teste de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (P) para o volume de intera&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s entre Twitter e Facebook nas duas revistas. O objetivo &eacute; identificar quanto as intera&ccedil;&otilde;es crescem ao longo do tempo correlacionadas. Quase todos os coeficientes s&atilde;o estatisticamente significativos, sendo apenas o coeficiente do Facebook da Veja fica acima do limite cr&iacute;tico para os dois per&iacute;odos analisados aqui.</p>     <p>As estat&iacute;sticas do teste T para o Facebook, com coeficiente 2,283 e diferen&ccedil;a m&eacute;dia mensal de 5633 recomenda&ccedil;&otilde;es, entre &ldquo;at&eacute; outubro&rdquo; e &ldquo;depois de outubro&rdquo; para CartaCapital &eacute; de 2,216, e a diferen&ccedil;a fica em 3665,82 recomenda&ccedil;&otilde;es entre os per&iacute;odos. Isso significa que houve uma maior diferen&ccedil;a nas intera&ccedil;&otilde;es pelo Facebook dos webleitores da CartaCapital ap&oacute;s outubro, do que entre os da Veja. No Twitter, o coeficiente T para CartaCapital ficou em 3,989 e uma diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 742,62 por m&ecirc;s entre os per&iacute;odos analisados. Enquanto, na Veja, os n&uacute;meros foram maiores, com coeficiente de 4,259 e diferen&ccedil;a m&eacute;dia mensal de 895 tweets entre os dois per&iacute;odos. Isso indica que, embora no geral as maiores intera&ccedil;&otilde;es se deram via Facebook, a ferramenta do Twitter no portal da Veja &ndash; que era pouco ativada pelos webleitores at&eacute; outubro &ndash; passou a ser mais usada a partir do m&ecirc;s 10.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando olhamos para os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson, percebemos uma associa&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook e de tweets por m&ecirc;s nas duas revistas, por&eacute;m o coeficiente da CartaCapital &eacute; menor, ficando em 0,679 ou 67,8% de correla&ccedil;&atilde;o entre as varia&ccedil;&otilde;es mensais, contra 0,830, ou 83%, de correla&ccedil;&atilde;o entre Facebook e Twitter em Veja. Isso &eacute; explicado pelo crescimento da participa&ccedil;&atilde;o do Twitter da Veja ap&oacute;s outubro, que acompanhou o aumento de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook, enquanto que, na CartaCapital, o crescimento das intera&ccedil;&otilde;es via Facebook n&atilde;o foi acompanhada pelo o de tweets nos &uacute;ltimos cinco meses de an&aacute;lise.</p>     <p>Para compararmos os padr&otilde;es de uso de redes sociais pelos webleitores das duas revistas, usamos os res&iacute;duos padronizados para as m&eacute;dias de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook e no Twitter por post nos 14 meses analisados. Com isso, podemos padronizar as intera&ccedil;&otilde;es nos dois portais e verificar a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de padr&otilde;es definidos de intera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A <a href="#t6">Tabela 6</a>, a seguir, traz os res&iacute;duos das duas redes sociais e dos dois portais. Nota-se que o res&iacute;duo padronizado de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook &eacute; positivo em CartaCapital (0,535) e negativo para Veja (-0,877). A <a href="#t6">Tabela 6</a> tamb&eacute;m aponta a leitura contr&aacute;ria, que no contexto de compara&ccedil;&atilde;o dos diferentes dos portais e redes sociais, CartaCapital apresenta res&iacute;duo negativo nas publica&ccedil;&otilde;es no Twitter (-1,238), enquanto a Veja tem res&iacute;duos positivos (2,029).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As descri&ccedil;&otilde;es feitas at&eacute; aqui mostram que al&eacute;m do webleitor da CartaCapital ser mais interativo que o da Veja, as formas de intera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o distintas. Estes resultados podem levar &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o de que enquanto o webleitor de CartaCapital difunde as not&iacute;cias da revista no Facebook, o p&uacute;blico de Veja tem for&ccedil;a de repercuss&atilde;o no Twitter. No entanto, deve-se ter cautela e n&atilde;o chegar a conclus&otilde;es definitivas.</p>     <p>Como os dados da <a href="#t6">Tabela 6</a> se referem &agrave;s m&eacute;dias das intera&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s, e como houve varia&ccedil;&otilde;es no n&uacute;mero de posts entre os meses, os n&uacute;meros discutidos anteriormente podem ser enganosos no que se refere &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo. O maior n&uacute;mero de posts por m&ecirc;s, ao final do per&iacute;odo analisado, pode estar mascarando o real volume de intera&ccedil;&otilde;es entre os webleitores dos dois portais, al&eacute;m de n&atilde;o permitir que se relacione com o crescimento no n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es ao maior n&uacute;mero de postagens.</p>     <p>O pr&oacute;ximo passo da an&aacute;lise ser&aacute; testar a hip&oacute;tese de que a difus&atilde;o de conte&uacute;dos est&aacute; diretamente relacionada &agrave; oferta dos mesmos, uma vez que a interatividade dos webleitores aqui trata-se justamente da replica&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do produzido no portal de not&iacute;cias dessas revistas. Ent&atilde;o, se j&aacute; constatamos um crescimento no n&uacute;mero de postagens ao longo do tempo, com um pico em outubro, &eacute; poss&iacute;vel indagar se o n&uacute;mero de recomenda&ccedil;&otilde;es nas duas redes sociais tamb&eacute;m cresce nos posts publicados no final do per&iacute;odo analisado, em compara&ccedil;&atilde;o com aqueles do in&iacute;cio de 2013.</p>     <p>Para identificar poss&iacute;veis mudan&ccedil;as, a <a href="#t7">Tabela 7</a> mostra as diferen&ccedil;as das m&eacute;dias de publica&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s ao longo do per&iacute;odo analisado, nos dois portais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t7.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quando positivas, as diferen&ccedil;as de m&eacute;dias indicam que o m&ecirc;s analisado apresentou mais postagens ou intera&ccedil;&otilde;es que o imediatamente anterior. Se o valor for negativo, isso indica que o m&ecirc;s analisado apresentou um volume menor de postagens ou intera&ccedil;&otilde;es do que o anterior. Ao final da tabela est&atilde;o os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o entre as diferen&ccedil;as mensais de postagens e intera&ccedil;&otilde;es por Facebook e Twitter. O objetivo &eacute; testar se de fato quando h&aacute; o aumento do n&uacute;mero de post, h&aacute; tamb&eacute;m o crescimento de intera&ccedil;&otilde;es no m&ecirc;s, por conta da grande varia&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es entre os posts. Algumas postagens t&ecirc;m centenas ou at&eacute; mesmo milhares de compartilhamentos, enquanto que, em outras, o n&uacute;mero &eacute; muito baixo. Para evitar os efeitos extremos de um &uacute;nico post em determinado m&ecirc;s, testamos os valores das m&eacute;dias por post e agregamos por m&ecirc;s.</p>     <p>A <a href="#t7">Tabela 7</a> a seguir mostra que, tanto para CartaCapital, quanto para Veja, h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es positivas e negativas ao longo do tempo e que n&atilde;o necessariamente a dire&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as de postagens &eacute; a mesma que a das intera&ccedil;&otilde;es. H&aacute; mais diferen&ccedil;as negativas por m&ecirc;s no Twtter do que no Facebook, nas duas revistas. As m&eacute;dias das diferen&ccedil;as mensais indicam comportamentos distintos, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de posts por m&ecirc;s quanto ao tipo de intera&ccedil;&atilde;o. A CartaCapital apresentou uma m&eacute;dia de diferen&ccedil;as mensais baixa, de apenas 0,38 post por m&ecirc;s, bem abaixo da m&eacute;dia da Veja, que ficou em 1,07 post por m&ecirc;s. Isso significa que, ao longo tempo, a Veja apresentou um crescimento maior no n&uacute;mero de postagens do que a CartaCapital. J&aacute; em termos de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook e no Twitter, a CartaCapital apresentou crescimento maior que a concorrente ao longo do tempo. No caso do Facebook, o crescimento maior da CartaCapital foi de 0,28 em m&eacute;dia ao m&ecirc;s, contra 0,15 da Veja. J&aacute; no Twitter, as diferen&ccedil;as m&eacute;dias do portal da CartaCapital ficaram em 0,15; contra 0,03 na Veja. Ou seja, a Veja apresentou pouco crescimento de intera&ccedil;&atilde;o do webleitor via redes sociais ao longo do tempo, embora tenha aumentado o n&uacute;mero de postagens nos meses finais da pr&eacute;-temporada eleitoral.</p>     <p>Os testes de correla&ccedil;&atilde;o confirmam a inexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o forte entre crescimento de postagens a aumento das intera&ccedil;&otilde;es. No caso da CartaCapital, os coeficiente entre posts e intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o negativos tanto para o Facebook (-0,503) quando para o Twitter (-0,170), ou seja, quando h&aacute; diferen&ccedil;a positiva de postagens, as intera&ccedil;&otilde;es apresentam diferen&ccedil;as negativas. A correla&ccedil;&atilde;o entre diferen&ccedil;as de compartilhamentos no Facebook e Twitter &eacute; positiva, por&eacute;m muito baixa (0,4% de correla&ccedil;&atilde;o) no caso da CartaCapital. J&aacute; na Veja, a correla&ccedil;&atilde;o negativa com postagem aparece apenas no Facebook, tamb&eacute;m muito baixa (0,4% de correla&ccedil;&atilde;o). No caso do Twitter, a correla&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva e o coeficiente fica em 13,4%. A correla&ccedil;&atilde;o mais forte &eacute; entre intera&ccedil;&otilde;es do Facebook e do Twitter no portal da Veja, com coeficiente de 55,2%, indicando que quando aumenta o volume de intera&ccedil;&otilde;es no Facebook, tamb&eacute;m cresce no Twitter e vice-versa para os webleitores do portal da Veja.</p>     <p>O <a href ="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07g1">GrÃ¡fico 1</a>, a seguir, sumariza as informa&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s, relacionando as diferen&ccedil;as no n&uacute;mero de postagens por m&ecirc;s (indicado pelo c&iacute;rculo cinza) e as diferen&ccedil;as de recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook e no Twitter. As s&eacute;ries come&ccedil;am no m&ecirc;s dois, por se tratar da primeira diferen&ccedil;a. Quanto mais distantes os pontos da haste estiverem do c&iacute;rculo, maior a diferen&ccedil;a do crescimento de intera&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as de postagens. Quanto maior a haste em cada m&ecirc;s, maior a diferen&ccedil;a de intera&ccedil;&otilde;es via Facebook e Twitter. Os gr&aacute;ficos tamb&eacute;m marcam o m&ecirc;s 10, que &eacute; onde os portais apresentaram maior crescimento no n&uacute;mero de posts.</p>     
<p>No caso da CartaCapital, percebe-se uma varia&ccedil;&atilde;o pequena no per&iacute;odo anterior ao m&ecirc;s 10, com varia&ccedil;&otilde;es maiores nas intera&ccedil;&otilde;es nos meses dois e tr&ecirc;s, para depois se estabilizarem ao redor do crescimento de postagens. No m&ecirc;s 10, quando h&aacute; significativo aumento no n&uacute;mero de posts, as intera&ccedil;&otilde;es caem. A partir de ent&atilde;o, as varia&ccedil;&otilde;es mensais crescem. No m&ecirc;s 11, h&aacute; menos posts, mas um crescimento significativo de intera&ccedil;&otilde;es, para, no m&ecirc;s seguinte, se estabilizar. No m&ecirc;s 13, o n&uacute;mero de posts se estabiliza, mas as intera&ccedil;&otilde;es apresentam a maior queda. Por fim, no &uacute;ltimo m&ecirc;s analisado, as diferen&ccedil;as voltam a se estabilizar.</p>     <p>No caso da Veja, a principal diferen&ccedil;a &eacute; a maior estabilidade nas varia&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&otilde;es por m&ecirc;s. O n&uacute;mero de posts oscila mais entre os meses - com menor intensidade antes de outubro &ndash; para ganhar for&ccedil;a ap&oacute;s o m&ecirc;s 10. No entanto, o maior n&uacute;mero de postagens nos meses 10 e 12 n&atilde;o gera efeitos sobre as diferen&ccedil;as de intera&ccedil;&otilde;es dos webleitores desse portal.</p>     <p>A verifica&ccedil;&atilde;o das varia&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de intera&ccedil;&otilde;es por post mostra algumas diferen&ccedil;as entre o comportamento do webleitor e dos produtores de conte&uacute;do nos portais noticiosos das revistas semanais. A principal delas &eacute; que n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo entre crescimento no n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es. Das compara&ccedil;&otilde;es feitas aqui, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estabelecer nenhum padr&atilde;o, a n&atilde;o ser o de que os dois portais tem queda na repercuss&atilde;o de suas publica&ccedil;&otilde;es no Twitter ao longo do tempo. Considerando a rede social Facebook, os comportamentos s&atilde;o inversos. Na Veja, as recomenda&ccedil;&otilde;es dos webleitores come&ccedil;am alto e caem ao longo do tempo. J&aacute; na CartaCapital, elas crescem gradualmente at&eacute; determinado ponto, para depois apresentar uma queda rapidamente.</p>     <p>Ap&oacute;s as an&aacute;lises sobre a presen&ccedil;a dos pr&eacute;-candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica do Brasil e a interatividade dos webleitores nos portais de CartaCapital e Veja, cabe verificar a exist&ecirc;ncias de rela&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a do pr&eacute;-candidato na chamada e o n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es em redes sociais, o que faremos no pr&oacute;ximo t&oacute;pico.</p>     <p><i>Relacionando Intera&ccedil;&otilde;es e Candidatos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aqui, pretendemos verificar se houve alguma associa&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es por revista e a cita&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-candidato no post. Nosso objetivo &eacute; verificar apenas em termos quantitativos se a presen&ccedil;a de determinado nome est&aacute; relacionada com maior ou menor n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es por revista. Para o n&iacute;vel de an&aacute;lise que propomos aqui, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel identificar se os posts com abordagem positiva ou negativa de determinado pr&eacute;-candidato tendem a gerar mais intera&ccedil;&otilde;es. Apenas identificamos a rela&ccedil;&atilde;o entre presen&ccedil;a do candidato e o n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es por revista. Ao todo, s&atilde;o seis categorias de cita&ccedil;&otilde;es. Uma para cada um dos quatro pr&eacute;-candidatos, uma para quando cita dois ou mais nomes, independentemente de quais sejam, e uma &uacute;ltima categoria para os posts que n&atilde;o citam nenhum dos pr&eacute;-candidatos.</p>     <p>A <a href="#t8">Tabela 8</a> a seguir mostra a distribui&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es nas duas redes sociais consideradas neste trabalho por tipo de post. Como esperado, os pr&eacute;-candidatos com maior n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es nas chamadas das publica&ccedil;&otilde;es (Dilma Rousseff e Marina Silva na CartaCapital e Dilma e A&eacute;cio Neves na Veja) t&ecirc;m maior n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es. No entanto, a diferen&ccedil;a de Dilma em rela&ccedil;&atilde;o aos demais candidatos &eacute; muito superior, al&eacute;m de apresentar as maiores diferen&ccedil;as entre os dois portais. Os posts que citam apenas Dilma s&atilde;o respons&aacute;veis por 38,95% das recomenda&ccedil;&otilde;es do portal da CartaCapital no Facebook e apenas 3,51% das recomenda&ccedil;&otilde;es de Veja na mesma rede social Facebook. Marina Silva supera a presidente Dilma nas recomenda&ccedil;&otilde;es de Veja no Facebook, ficando em 10,22% do total, mas, na CartaCapital, fica muito abaixo, com apenas 0,59% das intera&ccedil;&otilde;es no Facebook. J&aacute; A&eacute;cio Neves &eacute; o segundo nas intera&ccedil;&otilde;es da Veja com o Facebook, com 5,87%, e tem 1,77% das recomenda&ccedil;&otilde;es de CartaCapital tamb&eacute;m no Facebook, o que tamb&eacute;m representa a segunda coloca&ccedil;&atilde;o &ndash; mas, neste caso, com uma diferen&ccedil;a muito grande em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Dilma Rousseff. Eduardo Campos obteve os menores percentuais de intera&ccedil;&otilde;es via Facebook dos dois portais, com 0,07% na CartaCapital e 3,20% na Veja. A diferen&ccedil;a &eacute; que, na Veja, ele ficou muito pr&oacute;ximo das intera&ccedil;&otilde;es via Facebook de Dilma, a terceira colocada naquele portal. As recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook dos posts que citam mais de um candidato apresentam diferen&ccedil;as significativas entre os dois portais, enquanto na CartaCapital 32,19% das intera&ccedil;&otilde;es foram nesse tipo de publica&ccedil;&atilde;o; na Veja, esse percentual ficou em apenas 4,82% do total. Isso indica que os webleitores de Veja compartilham menos postagens personalizadas do que os webleitores da CartaCapital. Essa diferen&ccedil;a &eacute; melhor percebida nas distribui&ccedil;&otilde;es percentuais das intera&ccedil;&otilde;es via Facebook de posts que n&atilde;o citam candidatos nos dois portais. Na CartaCapital, apenas 26,43% das intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sobre esse tipo de post, enquanto na Veja o percentual sobe para 72,38% do total. Ou seja, quase tr&ecirc;s vezes mais intera&ccedil;&otilde;es em posts sem personaliza&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;-candidatos na Veja do que na CartaCapital.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8"> <img src="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07t8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Twitter apresenta diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es no Facebook no caso dos dois portais. Em primeiro lugar, como j&aacute; discutido, o n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es &eacute; menor. Na CartaCapital o maior percentual de tweets &eacute; para os posts que n&atilde;o citam nenhum dos candidatos nas chamadas (57,24%), seguido de posts que citam mais de um candidato (22,75%). Posts que citam apenas Dilma v&ecirc;m em seguida, com 15,41%. Depois, com percentuais muito baixos, temos Marina Silva (1,97%), A&eacute;cio Neves (1,85%) e Eduardo Campos, por &uacute;ltimo, com 0,79%. J&aacute; nas publica&ccedil;&otilde;es de Veja, as distribui&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&otilde;es via Twitter ficam mais pr&oacute;ximas das percebidas no Facebook. O maior volume ficou em posts que n&atilde;o citam pr&eacute;-candidatos, com 72,18%, seguido por posts que citam Marina Silva (9,03%), Dilma Rousseff (4,72%), A&eacute;cio Neves (4,05%) e Eduardo Campos, com 3,54% do total de intera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre as intera&ccedil;&otilde;es por tipo de postagem e rede social &eacute; indicada pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson entre os valores para Facebook e Twitter de cada portal. Os dois coeficientes confirmam os &ldquo;achados&rdquo; at&eacute; aqui. Na CartaCapital, a correla&ccedil;&atilde;o &eacute; mais baixa que na Veja, ficando em 60,9% de correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es via Facebook e via Twitter, por tipo de cita&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-candidatos. Na Veja, a correla&ccedil;&atilde;o &eacute; a mais alta poss&iacute;vel, ficando em 99,9%, ou seja, sendo uma correla&ccedil;&atilde;o perfeito. Isso indica que na Veja o tipo de post que recebe mais recomenda&ccedil;&atilde;o no Facebook tamb&eacute;m &eacute; muito compartilhado no Twitter.</p>     <p>Uma forma alternativa de analisar as rela&ccedil;&otilde;es na <a href="#t8">Tabela 8</a> &eacute; a partir dos res&iacute;duos padronizados, considerando as quatro formas de intera&ccedil;&atilde;o, duas em Facebook e duas em Twitter. Isso nos mostrar&aacute; qual o tipo de post que recebe o maior e o menor n&uacute;mero de compartilhamentos relativo aos demais tipos de posts e redes sociais analisadas. Os tr&ecirc;s maiores res&iacute;duos positivos, que indicam as maiores concentra&ccedil;&otilde;es de casos, s&atilde;o, respectivamente, Dilma/Facebook na CartaCapital (80,39), &ldquo;Mais de um candidato&rdquo;/Facebook na CartaCapital (61,87) e &ldquo;N&atilde;o cita candidato&rdquo;/Facebook da Veja (47,52). Ou seja, o Facebook &eacute; a rede social de maior n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es nos dois portais, com a diferen&ccedil;a de que na CartaCapital as intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o predominantemente com posts que possuem a chamada personalista e na Veja elas se d&atilde;o em posts que n&atilde;o citam os pr&eacute;-candidatos. J&aacute; os tr&ecirc;s res&iacute;duos negativos mais significativos, que indicam os menores volumes de intera&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o, respectivamente, &ldquo;N&atilde;o cita candidato&rdquo;/Facebook da CartaCapital (-62,69), Dilma/Facebook da Veja (-61,87) e &ldquo;Cita mais de um candidato&rdquo;/Facebook na Veja (-52,67). No que diz respeito aos res&iacute;duos dos posts que citam apenas um dos pr&eacute;-candidatos, &eacute; poss&iacute;vel perceber diferen&ccedil;as importantes. A primeira delas &eacute; que Dilma Rousseff apresenta res&iacute;duos positivos apenas para as intera&ccedil;&otilde;es no Facebook da CartaCapital. Na CartaCapital via Twitter, e na Veja via Facebook e Twitter, os res&iacute;duos s&atilde;o negativos, sendo coeficientes bem superiores no caso do portal da Veja. Para os outros tr&ecirc;s candidatos os res&iacute;duos s&atilde;o negativos no Facebook e Twitter da CartaCapital, e positivos na Veja, nas duas redes sociais.Ou seja, comparativamente entre as quatro redes, Dilma tem mais intera&ccedil;&otilde;es na CartaCapital via Facebook, enquanto os pr&eacute;-candidatos de oposi&ccedil;&atilde;o tem mais intera&ccedil;&otilde;es via Facebook e Twitter no portal da Veja.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Este artigo permite mostrar como o tema elei&ccedil;&otilde;es 2014 apareceu relativamente cedo na cobertura dos portais das revistas Veja e CartaCapital, pelo menos um ano e meio antes da realiza&ccedil;&atilde;o do pleito, embora tenha crescido mesmo a partir de outubro de 2013. Tamb&eacute;m se comprovou que os webleitores de cada portal se interessam pelo tema, por meio da alta m&eacute;dia de interatividade por post identificada. Esta &eacute;, de longe, a principal diferen&ccedil;a que os ve&iacute;culos da imprensa tendem a lidar quando passam do impresso para o online. No geral, CartaCapital aparece mais interativa do que Veja. No Facebook, CartaCapital aparece tr&ecirc;s vezes mais interativa que a concorrente e no Twitter essa supremacia sobre Veja passa a representar cinco vezes mais intera&ccedil;&otilde;es. Em resumo, quanto as diferen&ccedil;as, a Veja publica mais sobre o tema, por&eacute;m, os leitores da CartaCapital promovem maior intera&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da an&aacute;lise que considera os posts por m&ecirc;s, &eacute; poss&iacute;vel verificar que o calend&aacute;rio eleitoral definiu a agenda dos dois ve&iacute;culos, sendo claro o aumento de mat&eacute;rias no m&ecirc;s de outubro de 2013, quando acaba o prazo de filia&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;-candidatos. Depois disso, o volume de publica&ccedil;&otilde;es cresce, tendendo a continuar assim at&eacute; as elei&ccedil;&otilde;es em outubro de 2014. E verificou-se que a cobertura pr&eacute;-eleitoral tende sim a ser personalizada, com a grande quantidade de chamadas de publica&ccedil;&otilde;es com pelo menos o nome de um pr&eacute;-candidato. Na CartaCapital, A&eacute;cio Neves tem menos espa&ccedil;o, enquanto na Veja ele ganha visibilidade. O &uacute;nico ponto em comum entre os dois portais &eacute; a alta visibilidade dada &agrave; pr&eacute;-candidata Marina Silva em detrimento do pr&eacute;-candidato Eduardo Campos. Tamb&eacute;m vale ressaltar que mesmo na CartaCapital, declaradamente pr&oacute;-governo, a pr&eacute;-candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o Dilma Rousseff n&atilde;o teve visibilidade muito superior aos demais candidatos. Assim como na Veja, revista cr&iacute;tica ao governo, o principal pr&eacute;-candidato oposicionista, A&eacute;cio Neves, tamb&eacute;m n&atilde;o contou com visibilidade superior &agrave; de Marina Silva. As duas revistas, pelo menos no que diz respeito &agrave;s cita&ccedil;&otilde;es de candidatos nas p&aacute;ginas principais de seus portais eletr&ocirc;nicos, mantiveram-se mais pr&oacute;ximas ao equil&iacute;brio do que &agrave; tendenciosidade &ndash; pelo menos em termos quantitativos. Ainda assim, as diferen&ccedil;as entre Dilma e A&eacute;cio nas duas revistas s&atilde;o polares. A&eacute;cio &eacute; o menos citado na CartaCapital, enquanto Dilma, mesmo sendo atual presidente, perde espa&ccedil;o na Veja.</p>     <p>Na segunda parte do trabalho pudemos verificar os distintos padr&otilde;es de comportamento dos webleitores de cada uma das revistas ao interagir com os conte&uacute;dos curtindo ou recomendando os mesmos. O leitor de CartaCapital tende a interagir mais, proporcionalmente, quando comparado ao leitor de Veja. Al&eacute;m disso, h&aacute; predom&iacute;nio do Twitter nas intera&ccedil;&otilde;es entre leitores de Veja, contra o uso do Facebook pelos de CartaCapital. Sobre os candidatos, ao se analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a interatividade obtida nos posts dos portais e a presen&ccedil;a dos pr&eacute;-candidatos nas chamadas, verifica-se que os webleitores de CartaCapital replicaram em suas redes sociais muito mais not&iacute;cias que continham cita&ccedil;&atilde;o &agrave; atual presidente do Brasil e prov&aacute;vel candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o, assim como os webleitores de Veja promoveram muito mais not&iacute;cias que n&atilde;o citavam pr&eacute;-candidatos em suas chamadas. Assim, a Veja parece ser o espa&ccedil;o onde o debate pr&eacute;-eleitoral deu-se de maneira menos personalizado. &Eacute; importante lembrar que n&atilde;o se considerou nenhuma vari&aacute;vel qualitativa, que permita afirmar que as repercuss&otilde;es s&atilde;o positivas ou negativas para os pr&eacute;-candidatos, uma vez que ao indicar a mat&eacute;ria na rede social, o internauta pode agregar conte&uacute;do, comentando, seja de modo negativo ou positivo a publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Um dos principais achados que relacionam a produ&ccedil;&atilde;o dos portais com as intera&ccedil;&otilde;es dos webleitores sobre o tema elei&ccedil;&otilde;es &eacute; apresentado no <a href ="/img/revistas/obs/v9n3/9n3a07g1">GrÃ¡fico 1</a>. Ele mostra que a produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica segue um calend&aacute;rio externo aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, que se relaciona com as regras do processo eleitoral. Ent&atilde;o, no m&ecirc;s em que se encerra o prazo para filia&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias h&aacute; um marcante aumento no volume de cobertura sobre o tema. No entanto, as intera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentam a mesma din&acirc;mica. Os webleitores mant&eacute;m uma m&eacute;dia mais est&aacute;vel de compartilhamentos e curtidas dos textos ao longo do tempo, sem sofrer as influ&ecirc;ncias do calend&aacute;rio das regras eleitorais. Isso indica um deslocamento entre o volume de produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica sobre o tema e o grau de interesse dos webleitores, pelo menos no que diz respeito aos per&iacute;odos pr&eacute;-eleitorais.</p>     
<p>Al&eacute;m disso, em toda an&aacute;lise que envolver dados de repercuss&atilde;o em redes sociais, n&atilde;o se pode desconsiderar que algumas mat&eacute;rias podem gerar picos destoantes e extremamente altos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais postagens. E estas postagens podem apresentar in&uacute;meros outros fatores que justifiquem essa alta repercuss&atilde;o, como o enfoque ou tema pol&ecirc;mico, por exemplo. Essas replica&ccedil;&otilde;es, levando um post do portal das revistas para as p&aacute;ginas do webleitor no Facebook ou Twitter, dependem totalmente da vontade do internauta em difundir aquela mat&eacute;ria. Ou seja, n&atilde;o est&aacute; sob controle do ve&iacute;culo.</p>     <p>Este trabalho possibilitou verificar algumas caracter&iacute;sticas das revistas brasileiras CartaCapital e Veja na internet, mas tamb&eacute;m resultou em um modelo que pode ser seguido e aplicado em outros portais informativos para a an&aacute;lise da interatividade durante a cobertura eleitoral. Modelo este que pode ser aperfei&ccedil;oado ao se trabalhar com outras vari&aacute;veis como temas espec&iacute;ficos; presen&ccedil;as e tipos de fontes; n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es no texto e no t&iacute;tulo; assim como val&ecirc;ncias e enquadramentos &ndash; o que possibilitaria uma an&aacute;lise mais qualitativa.</p>     <p>Por fim, &eacute; importante refor&ccedil;ar que este trabalho considerou o banco de dados a partir da busca pelo tema &ldquo;Elei&ccedil;&otilde;es 2014&rdquo; nos dois portais, simulando o material que o webleitor tem acesso quando utiliza essas ferramentas, pois um dos objetivos foi realizar uma an&aacute;lise comparativa dos dois portais. O que se observou a partir do banco de dados &eacute; que Veja organiza e concentra melhor seus conte&uacute;dos no portal, o que pode justificar o triplo de publica&ccedil;&otilde;es em Veja do que CartaCapital. Por&eacute;m, uma an&aacute;lise aprofundada sobre a cobertura eleitoral dos dois ve&iacute;culos na internet pode ser realizada modificando a busca para os nomes dos pr&eacute;-candidatos. O que constituiria uma amostra bem maior e mais completa.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ALD&Eacute;, Alessandra. Jornalistas e internet: a rede como fonte de informa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. IV Encontro dos N&uacute;cleos de Pesquisa da Intercom, 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/96155044772969431804498325794537542066.pdf" target="_blank">http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/96155044772969431804498325794537542066.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>______________. O internauta casual: notas sobre a circula&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica na internet. Revista USP, n.90, p. 24-41. S&atilde;o Paulo, junho/agosto 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/34010/36744" target="_blank">http://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/34010/36744</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-5954201500030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>BRASIL. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Pesquisa brasileira de m&iacute;dia 2014: h&aacute;bitos de consumo de m&iacute;dia pela popula&ccedil;&atilde;o brasileira. &ndash; Bras&iacute;lia : Secom, 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.secom.gov.br/orientacoes-gerais/pesquisa/livro-pesquisa-brasileira-de-midia_internet-pdf/view" target="_blank">http://www.secom.gov.br/orientacoes-gerais/pesquisa/livro-pesquisa-brasileira-de-midia_internet-pdf/view</a>.</p>     <p>CANAVILHAS, Jo&atilde;o M. A comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na era da internet. BOCC &ndash; Portugal, 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-comunicacao-politica-na-era-da-internet.pdf" target="_blank">http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-comunicacao-politica-na-era-da-internet.pdf</a></p>     <p>_______________. Webjornalismo: Considera&ccedil;&otilde;es gerais sobre o jornalismo na web. BOCC &ndash; Portugal, 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf" target="_blank">http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf</a></p>     <p>_______________. Webnoticia: propuesta de modelo periodistico para la www. LabCom - UBI, 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/20110823-canavilhas_webnoticia_final.pdf" target="_blank">http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/20110823-canavilhas_webnoticia_final.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>CANAVILHAS, J. SANTANA, D. C. Jornalismo para plataformas m&oacute;veis de 2008 a 2011: da autonomia a emancipa&ccedil;&atilde;o. Revista L&iacute;bero, V. 14, n. 28, p. 53-66. S&atilde;o Paulo, 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ubithesis.ubi.pt/bitstream/10400.6/688/1/jornalismoparaplataformasmoveis.pdf" target="_blank">https://ubithesis.ubi.pt/bitstream/10400.6/688/1/jornalismoparaplataformasmoveis.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-5954201500030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CARTA, Mino. [Entrevista concedida a Roseli Aparecida F&iacute;garo Paulino]. Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o. V. 8, n. 23, 2002. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/4521/4244" target="_blank">http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/4521/4244</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-5954201500030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>CARTACAPITAL. <a href="http://www.cartacapital.com.br/" target="_blank">http://www.cartacapital.com.br/</a></p>     <p>______________. Por que escolhemos Dilma Rousseff. Editorial, 4 de julho de 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cartacapital.com.br/revista/807/por-que-escolhemos-dilma-rousseff-131.html" target="_blank">http://www.cartacapital.com.br/revista/807/por-que-escolhemos-dilma-rousseff-131.html</a></p>     <p>CERVI, Emerson U. Quem &eacute; o internauta brasileiro? Uma an&aacute;lise do perfil dos usu&aacute;rios de internet a partir do Estudo Brasileiro de M&iacute;dia. Paper integrante do painel &ldquo;Estudo Brasileiro de M&iacute;dia&rdquo;, apresentado no Congresso Wapor. Santiago: Chile, 2014.</p>     <p>_______________. An&aacute;lise de D&shy;&shy;&shy;&shy;&shy;ados Categ&oacute;ricos em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica: Uso de testes estat&iacute;sticos em tabelas de conting&ecirc;ncia com fontes secund&aacute;rias de dados. Curitiba: Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica &ndash; UFPR, 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.blogempublico.com/wp-content/uploads/2014/02/2014_ebook_AnaliseDadosCategoricos_Emerson.pdf" target="_blank">http://www.blogempublico.com/wp-content/uploads/2014/02/2014_ebook_AnaliseDadosCategoricos_Emerson.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GOMES, Wilson. Transforma&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica na era de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. S&atilde;o Paulo: Paulus, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-5954201500030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GONZALES, M. A. C. Convivencia de la prensa escrita y la prensa on line en su transici&oacute;n hacia el modelo de comunicaci&oacute;n multimedia. In: Estudios sobre el Mensaje Period&iacute;stico. V. 7, 2001. Dispon&iacute;vel em <a href="http://pendientedemigracion.ucm.es/info/perioI/Period_I/EMP/Numer_07/7-4-Comu/7-4-01.htm#articulo" target="_blank">http://pendientedemigracion.ucm.es/info/perioI/Period_I/EMP/Numer_07/7-4-Comu/7-4-01.htm#articulo</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-5954201500030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRAEFF, Antonio. Elei&ccedil;&otilde;es 2.0: a internet e as m&iacute;dias sociais no processo eleitoral (S&eacute;rie 21). S&atilde;o Paulo: Publifolha, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-5954201500030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GRUPO ABRIL.  <a href="http://grupoabril.com.br/pt/quem-somos" target="_blank">http://grupoabril.com.br/pt/quem-somos</a></p>     <!-- ref --><p>HOHLFELDT, A. MARTINO, L.C. FRAN&Ccedil;A, V. V. Teorias da comunica&ccedil;&atilde;o: conceitos, escolas e tend&ecirc;ncias. Petr&oacute;polis: Vozes, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-5954201500030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KARAM, Francisco Jos&eacute;. Jornalismo, &Eacute;tica e Liberdade. S&atilde;o Paulo: Summus, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-5954201500030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KOVACH, B. e ROSENSTIEL, T. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o p&uacute;blico exigir. S&atilde;o Paulo: Gera&ccedil;&atilde;o Editorial, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-5954201500030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LIMA, Ven&iacute;cio A. de. M&iacute;dia: Teoria e Pol&iacute;tica. S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abram, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-5954201500030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>_______________. &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica&rdquo;. In: DUARTE, Jorge (Org). Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica: Estado, mercado, sociedade e interesse p&uacute;blico. P. 84-94. S&atilde;o Paulo: Atlas, 2007.</p>     <!-- ref --><p>MCCOMBS, M. A Teoria da Agenda. A m&iacute;dia e a opini&atilde;o p&uacute;blica. Petr&oacute;polis: Vozes, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-5954201500030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SCHUDSON, M. Descobrindo a not&iacute;cia: uma hist&oacute;ria social dos jornais nos Estados Unidos. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes, 2010.</p>     <!-- ref --><p>SHOEMAKER, P. Teoria do gatekeeping: sele&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia. Porto Alegre: Penso, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-5954201500030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. &shy;&shy;&shy;&shy;&shy;&shy;Calend&aacute;rio Eleitoral, 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/calendario-eleitoral#5_6_2014" target="_blank">http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/calendario-eleitoral#5_6_2014</a></p>     <p>TUCHMAN, G. &ldquo;La objetividad como ritual estrat&eacute;gico: un an&aacute;lisis de l&atilde;s nociones de objetividad de los periodistas&rdquo;. CIC &ndash; Cua&shy;&shy;&shy;&shy;dernos de Informaci&oacute;n y Comunicaci&oacute;n, 1998-99. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistas.ucm.es/index.php/CIYC/article/view/CIYC9899110199A/7407" target="_blank">http://revistas.ucm.es/index.php/CIYC/article/view/CIYC9899110199A/7407</a></p>     <p>VEJA. <a href="http://www.veja.com.br" target="_blank">http://www.veja.com.br</a></p>     <!-- ref --><p>WOLF, Mauro. Teorias das comunica&ccedil;&otilde;es de massa. 6&ordf; Ed. S&atilde;o Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-5954201500030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Date of submission: July 21, 2014</p>     <p>Date of acceptance: June 23, 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Vers&atilde;o preliminar deste foi apresentada no &ldquo;XVII Semin&aacute;rio de Inverno de Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; O Jornalismo entre a crise de modelos e a legitimidade profissional&rdquo;, em junho de 2014, Ponta Grossa - PR.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Durante todo o per&iacute;odo de an&aacute;lise a ex-senadora Marina Silva ainda era considerada uma poss&iacute;vel candidata.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Considerando os formatos mais livres das publica&ccedil;&otilde;es online, neste artigo, os termos post, mat&eacute;ria, postagem e publica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o sin&ocirc;nimos e representam o material publicado no portal sobre o tema.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Sobre a CartaCapital, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cartacapital.com.br/editora/cartacapital" target="_blank">http://www.cartacapital.com.br/editora/cartacapital</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Em entrevista publicada na revista Comunica&ccedil;&atilde;o &amp; educa&ccedil;&atilde;o, da ECA/USP. Mino Carta tamb&eacute;m foi o criador das revistas Quatro Rodas, Veja e ISTO&Eacute;, al&eacute;m do extinto Jornal da Rep&uacute;blica.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> O M&iacute;dia Kit &eacute; uma publica&ccedil;&atilde;o institucional do ve&iacute;culo que informa dados importantes para vender espa&ccedil;os publicit&aacute;rios, onde constam as informa&ccedil;&otilde;es sobre os p&uacute;blicos e o consumo da revista. Esta dispon&iacute;vel para download em: <a href="http://www.cartacapital.com.br/anuncie/media-kit/copy3_of_MIDIAKITCARTACAPITAL2014.pdf" target="_blank">http://www.cartacapital.com.br/anuncie/media-kit/copy3_of_MIDIAKITCARTACAPITAL2014.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Endere&ccedil;os: <a href="http://www.twitter.com/cartacapital" target="_blank">www.twitter.com/cartacapital</a> e <a href="https://www.facebook.com/CartaCapital" target="_blank">https://www.facebook.com/CartaCapital</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup>Quem Somos do Grupo Abril, dispon&iacute;vel em: <a href="http://grupoabril.com.br/pt/quem-somos" target="_blank">http://grupoabril.com.br/pt/quem-somos</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> As empresas da Abril Educa&ccedil;&atilde;o podem ser conferidas na p&aacute;gina: <a href="http://www.abrileducacao.com.br/empresas_do_grupo.html" target="_blank">http://www.abrileducacao.com.br/empresas_do_grupo.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://grupoabril1.abrilm.com.br/Vers%C3%A3o_C%C3%B3digo_de_%20Conduta_%20Intranet_12_%202013.pdf" target="_blank">http://grupoabril1.abrilm.com.br/Vers%C3%A3o_C%C3%B3digo_de_%20Conduta_%20Intranet_12_%202013.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> M&iacute;dia Kit de Veja, dispon&iacute;vel para download em: <a href="http://www.publiabril.com.br/marcas/4/download-media-kit" target="_blank">http://www.publiabril.com.br/marcas/4/download-media-kit</a></p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Em &ldquo;Carta do Editor&rdquo;, tamb&eacute;m no M&iacute;dia Kit 2014 de Veja</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Endere&ccedil;os <a href="https://www.facebook.com/Veja" target="_blank">https://www.facebook.com/Veja</a> e <a href="https://twitter.com/veja" target="_blank">https://twitter.com/veja</a></p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> A a&ccedil;&atilde;o de recomendar uma mat&eacute;ria no Facebook tem o mesmo efeito que &ldquo;compartilhar&rdquo;, em que o usu&aacute;rio difunde o link do post por sua rede e pode adicionar coment&aacute;rios ao faz&ecirc;-lo</p> </html>      ]]></body><back>
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