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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research aimed to identify how the interaction between members of a virtual community reveals and influences interests and behaviors about a technological object such as the iPhone. Analyzed through a netnographic approach, participatory culture in this online forum "EverythingiCafe" space dedicated to discussion of the Apple brand. The results showed that in the community analyzed the Apple's products acquire an immense symbolic value, a pursuit of social status and that brand loyalty becomes devotion. In addition, participation in brand communities often witness the desire to identify with a particular group, even for who doesn't have the products discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>iPhone: peda&ccedil;o de carne suculento</b></p>     <p><b>iPhone: a juicy&nbsp;piece of meat</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Vania Baldi*, Marx Furtado Costa**</b></p>     <p>*Professor Auxiliar, Departamento&nbsp;Comunica&ccedil;&atilde;o&nbsp;e Arte da Universidade de Aveiro,&nbsp;Campus de Santiago, 3810-193, Aveiro, Portugal <a href="mailto:vbaldi@ua.pt">(vbaldi@ua.pt</a>)</p>     <p>**Doutorando em&nbsp;Informa&ccedil;&atilde;o&nbsp;e&nbsp;Comunica&ccedil;&atilde;o&nbsp;em Plataformas Digitais, Universidade de Aveiro,&nbsp;Campus de Santiago, 3810-193, Aveiro, Portugal&nbsp; (<a href="mailto:marx@live.ua.pt">marx@live.ua.pt</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Esta pesquisa objetivou identificar como a intera&ccedil;&atilde;o entre membros de uma comunidade virtual revela e influencia interesses e comportamentos acerca de um objeto tecnol&oacute;gico como o <i>iPhone. </i>Analisou<i>-</i>se, atrav&eacute;s de uma abordagem netnogr&aacute;fica, o tipo de cultura participativa presente no f&oacute;rum <i>on-line </i>&ldquo;Everythingicafe&rdquo;, espa&ccedil;o dedicado &agrave; discuss&atilde;o sobre a marca Apple. Os resultados demostraram que na comunidade analisada os produtos da marca Apple adquirem um desmesurado valor simb&oacute;lico, desafiam uma busca de <i>status</i> social e que a fidelidade &agrave; marca chega a configurar-se como devo&ccedil;&atilde;o. Ademais, a participa&ccedil;&atilde;o em comunidades da marca, muitas vezes, testemunha o desejo de identificar-se com um determinado grupo, mesmo n&atilde;o possuindo os produtos dos quais se discute.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Comunidades Virtuais, Apple, Fetichismo Tecnol&oacute;gico, Comportamento do Consumidor</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This research aimed to identify how the interaction between members of a virtual community reveals and influences interests and behaviors about a technological object such as the iPhone. Analyzed through a netnographic approach, participatory culture in this online forum &quot;EverythingiCafe&quot; space dedicated to discussion of the Apple brand. The results showed that in the community analyzed the Apple&rsquo;s products acquire an immense symbolic value, a pursuit of social status and that brand loyalty becomes devotion. In addition, participation in brand communities often witness the desire to identify with a particular group, even for who doesn&rsquo;t have the products discussed.</p>     <p><b>Keywords:</b> Virtual Communities, Apple, Fetishism Technology, Consumer Behavior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>O conte&uacute;do &eacute; o suculento peda&ccedil;o de carne com o qual o ladr&atilde;o distrai o c&atilde;o de guarda do esp&iacute;rito </i></p>     <p align="right">Marshall McLuhan - Understanding Media: The Extensions of Man, NY, 1964</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p>Ao proporcionar aos clientes a possibilidade de interagir uns com os outros, bem como com a empresa, as organiza&ccedil;&otilde;es empresariais presentes na Internet podem promover rela&ccedil;&otilde;es mais profundas e detalhadas com os mesmos. Al&eacute;m disso, ao &ldquo;ouvir&rdquo; diretamente o cliente, as empresas t&ecirc;m a oportunidade de recolher informa&ccedil;&otilde;es essenciais para personalizar produtos e servi&ccedil;os, registar e correlacionar dados pessoais, fidelizando o cliente atendendo &agrave;s suas atitudes e exig&ecirc;ncias mais espec&iacute;ficas. As rela&ccedil;&otilde;es entre empresas, clientes e potenciais compradores, nos circuitos da sociedade digital, s&atilde;o sempre promissoras de captura, triagem e divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es constantemente rentabiliz&aacute;veis. Pode-se at&eacute; afirmar que o capitalismo contempor&acirc;neo, nomeadamente o empolgado pela Web, provoque constantemente ocasi&otilde;es para estimular rela&ccedil;&otilde;es que gerem tr&aacute;fego informacional indipendentemente da qualidade dos seus conte&uacute;dos (Oliveira &amp; Baldi, 2014).</p>     <p>Desafiar ocasi&otilde;es de partilha e troca de opini&otilde;es entre internautas, como no caso das comunidades on-line ou dos blogues destinados &agrave;s conversas sobre marcas e produtos espec&iacute;ficos, baseia-se na dulpa estrat&eacute;gia comunicacional de criar metadados informacionais mas tamb&eacute;m valores emocionais e de culto sobre os produtos comercializados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse sentido, o filosofo Byung-Chul Han analisa o neoliberalismo contempor&acirc;neo &agrave; luz da acelera&ccedil;&atilde;o comunicacional e do <i>emotional</i> <i>design</i> que afeta tanto a produ&ccedil;&atilde;o como o consumo (Han, 2014). Os produtos mercadol&oacute;gicos n&atilde;o se podem consumir at&eacute; o infinito, mas as emo&ccedil;&otilde;es podem, estas s&atilde;o inesgot&aacute;veis, n&atilde;o remetem para um valor de uso, s&atilde;o ef&eacute;meras e descontinuas como os an&uacute;ncios publicit&aacute;rios e os ritmos de produ&ccedil;&atilde;o <i>just in time.</i>&nbsp; Gilles Lipovetsky (2010), por exemplo, denomina este per&iacute;odo hit&oacute;rico de sociedade de &ldquo;Hiperconsumo&rdquo;, na qual, relativamente ao mundo da produ&ccedil;&atilde;o empresarial, &ldquo;o que se vende j&aacute; n&atilde;o &eacute; um produto, mas uma vis&atilde;o, um conceito, um estilo de vida associado &agrave; marca: agora, a constru&ccedil;&atilde;o da identidade de marca &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o central das empresas&rdquo; (p. 64). Estes aspetos s&atilde;o muito importantes para este artigo, e neste sentido &eacute; interessante evidenciar desde j&aacute; como as empresas tecnol&oacute;gicas desempenhem uma estrat&eacute;gia semi&oacute;tica e comunicacional visada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica e est&eacute;tica da pr&oacute;pria mercadoria e marca, com o intuito de estimular uma perten&ccedil;a cultural, ou uma afinidade emocional e cognitiva, com os potenciais clientes espalhados pelo mundo globalizado em rede.</p>     <p>Nesse sentido analisou-se uma comunidade on-line de estimadores/admiradores da <i>Apple</i> e dos seus produtos, avaliaram-se os di&aacute;logos e a participa&ccedil;&atilde;o proporcionada pela comunidade com o intuito de compreender a cultura e o imagin&aacute;rio projetados nela. Atrav&eacute;s duma sensibilidade heur&iacute;stica de cariz (n)etnogr&aacute;fico detetaram-se e compararam-se umas tipologias de seguidores/consumidores dos <i>gadgets</i> da <i>Apple</i>. Ter participado &agrave;s discuss&otilde;es sobre o lan&ccedil;amento de um dos seus produtos (o <i>iPhone 5</i>) permitiu entender os v&aacute;rios n&iacute;veis de envolvimento emocional e cognitivo desafiados pelas novas tecnologias da comunica&ccedil;&atilde;o, assim como pelos relatos e pelas expetativas que as grandes empresas arquitetam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A marca tecnol&oacute;gica como cimento das comunidades imaginadas</b></p>     <p>Como evento deste fen&oacute;meno, autores como Philip Kotler &amp; Keller (2012) citam a Apple, destacando que a empresa &ldquo;construiu uma marca forte e significativa para clientes de diversas gera&ccedil;&otilde;es e pa&iacute;ses&rdquo;. E n&atilde;o s&oacute;, para Atkin (2008) a comunidade de <i>fans</i> ao redor da <i>Apple</i> &eacute; caracter&iacute;stica das sociedades contempor&acirc;neas. Segundo o mesmo autor, tal comunidade &eacute; unida n&atilde;o pela proximidade geogr&aacute;fica, mas sim por um <i>estado de esp&iacute;rito</i>, uma convic&ccedil;&atilde;o coletiva que gera uma identidade de grupo similar &agrave;quela que o soci&oacute;logo franc&ecirc;s Michel Maffessoli chamou de &ldquo;Tribo&rdquo;. Nesse sentido, a <i>comunidade Apple</i> j&aacute; n&atilde;o se define em fun&ccedil;&atilde;o dos seus produtos, mas &ldquo;numa certa maneira de pensar&rdquo; e, como veremos logo a seguir, de <i>sentir</i>. Os membros da marca <i>Apple</i> definem-se atrav&eacute;s da sua atitude diferenciada diante da vida, alinhando essa postura com a da <i>Apple</i> e com os restantes que compram os produtos da mesma marca<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Nesse contexto, eles consideram-se criativos num mundo n&atilde;o criativo e tendem a destacar-se em &aacute;reas como a arquitetura, a publicidade, a m&uacute;sica e o cinema<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Por essa raz&atilde;o, pesquisas anteriores (Canavilhas, 2009; Ling &amp; Sunds&oslash;y, 2009; Arruda Filho &amp; Lennon, 2011) usaram o <i>iPhone</i>, atualmente o principal s&iacute;mbolo da inova&ccedil;&atilde;o <i>friendly</i> realizada pela Apple, como objeto de estudo. E para a mesma raz&atilde;o nesse artigo o estudo emp&iacute;rico foca-se numa comunidade virtual dedicada aos &ldquo;prod&iacute;gios&rdquo; da empresa de Cupertino.</p>     <p>Desde que a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o tem vindo a protagonizar o cen&aacute;rio social, nomeadamente atrav&eacute;s da dita <i>Web 2.0</i>, o valor simb&oacute;lico da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica ganhou uma relev&acirc;ncia cultural t&atilde;o grande de chegar a constituir uma cosmovis&atilde;o alternativa &agrave;quelas das ideologias tradicionais. A constru&ccedil;&atilde;o das identidades subjetivas e a estetiza&ccedil;&atilde;o da vida cotidiana parecem convergir e projetar-se no consumo dos gadget tecnol&oacute;gicos, o &uacute;nico tipo de consumo a n&atilde;o ter sofrido da crise econ&oacute;mica que alastra-se globalmente desde o 2008. As grandes marcas de tecnologia digital e as <i>Web</i> <i>company</i> representam uma mitologia de sucesso eficaz e r&aacute;pido, como uma promessa encantada de ludicidade permenente. Nesse contexto de euforia tecnol&oacute;gica as trocas de informa&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das comunidades virtuais t&ecirc;m vindo a despertar interesse no &acirc;mbito empresarial.</p>     <p>Diversos estudos (Pentina, Prybutok &amp; Zhang, 2008; Valck et al., 2009; Huang, Farn &amp; Jeng, 2012) buscam compreender o modo como os consumidores (sempre mais <i>prosumers</i>) fazem uso das comunidades virtuais e de que forma estas comunidades podem interferir no processo de tomada de decis&atilde;o relativamente &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de um produto ou &agrave; escolha de um servi&ccedil;o por parte dos membros. No &acirc;mbito empresarial, pesquisadores e profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e <i>marketing</i> v&ecirc;m reconhecendo a import&acirc;ncia da influ&ecirc;ncia dos membros oriundos das comunidades virtuais nos processos de comportamento de compra. A relev&acirc;ncia deste tema deve-se ao facto de que o ciberespa&ccedil;o cresce de forma vertiginosa, de modo a crescer tamb&eacute;m a sua import&acirc;ncia para o contexto do <i>marketing</i>.</p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia disto, uma melhor percep&ccedil;&atilde;o sobre como a intera&ccedil;&atilde;o neste meio influencia os pensamentos, os desejos e os comportamentos (de compra ou apenas de ades&atilde;o &agrave;s identidades imaginadas) dos seus utilizadores &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para se conhecer melhor este novo <i>prosumer</i>. Nesse sentido, &eacute; fulcral pesquisar a sem&acirc;ntica desencadeada pelos debates &agrave; volta das novidadas tecnolo&oacute;gicas fabricadas pela <i>Apple</i>, considerando a t&oacute;nica dessas conversas como um <i>term&oacute;metro</i> cultural.&nbsp;</p>     <p>Neste contexto, este artigo busca aprofundar as seguintes quest&otilde;es: <i>como as intera&ccedil;&otilde;es entre membros de uma comunidade virtual na Internet podem fomentar o interesse e o comportamento acerca de um produto tecnol&oacute;gico de comunica&ccedil;&atilde;o pessoal</i>? <i>O que leva as pessoas a interagirem com outras acerca de produtos ou servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos?</i> <i>Porque &eacute; que produtos como o iPhone geram tanta repercuss&atilde;o nos mid&iacute;a e desejo por parte das pessoas? </i>Sintetizando: <i>o que nos pode revelar acerca da cultura digital uma netnografia da comunidade virtual analisada?&nbsp; </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tentou-se assim de identificar as tipologias de membros intevenientes na comunidade virtual pesquisada e como a intera&ccedil;&atilde;o entre eles reflita e influencie o interesse e o comportamento (tamb&eacute;m verbal) acerca de um objeto tecnol&oacute;gico como (neste caso) o do <i>iPhone 5</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Participando e pesquisando no <i>EverythingiCaf&eacute; </i></b></p>     <p>Os resultados do presente estudo foram atingidos atrav&eacute;s duma metodologia qualitativa dita de <i>netnogr&aacute;fica<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. </i>Empregada &agrave; luz dos modelos de estudo que deram suporte a v&aacute;rias pesquisas (Valck et al., 2009; Arruda Filho &amp; Lennon, 2011), a <i>netnografia</i> possibilitou o acesso a informa&ccedil;&otilde;es mais detalhadas sobre o <i>iPhone 5. </i>Al&eacute;m disso, foi poss&iacute;vel conhecer e analisar como os membros da comunidade interagem entre si, como articulam a rela&ccedil;&atilde;o entre eles e o produto que &eacute; objeto em quest&atilde;o e, principalmente, como as comunidades virtuais podem funcionar (conscientemente ou inconscientemente) como fonte de informa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dos produtos e servi&ccedil;os.Embora seja considerado fundamental lembrar de como cada identidade individual e coletiva se construa sempre mais num processo dial&eacute;tico entre contexto <i>online</i> e <i>offline,</i> entre <i>terra</i> e <i>clouds </i>(Baldi &amp; Oliveira, 2013), ressalta-se nesse &acirc;mbito de reflex&atilde;o o sentimento de proximidade e de experi&ecirc;ncia mim&eacute;tica inspirados pelo contexto de intera&ccedil;&atilde;o digital.</p>     <p>A an&aacute;lise realizada atrav&eacute;s da <i>netnografia</i> inspira-se, portanto, &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o realizada por autores como Kozinets (2010) e Arruda Filho &amp; Lennon (2011), onde tal metodologia de pesquisa baseia-se na heur&iacute;stica participativa promovida pela <i>etnografia<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a></i>. Dessa forma, ap&oacute;s a &ldquo;observa&ccedil;&atilde;o participante&rdquo; na comunidade virtual, e a recolha dos dados produzidos no seu seio, estes foram codificados e categorizados de modo a favorecer uma melhor interpreta&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>O material coletado e utilizado para esta primeira etapa foi retirado atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o na comunidade virtual norte-americana <i>EverythingiCaf&eacute; <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a></i>. A sele&ccedil;&atilde;o de apenas uma comunidade norte-americana deve-se ao relevo aferido pela <i>Apple</i> a tal grupo on-line e &agrave; sua visibilidade no seio dos <i>fans</i>. Foi coletado um total de 15 p&aacute;ginas de material relativo &agrave;s discuss&otilde;es presentes na comunidade nos quinze dias anteriores e posteriores ao <i>iDay</i>, dia 21 de setembro de 2012 no qual foi lan&ccedil;ado o produto. Neste material identificaram-se os conte&uacute;dos, foram numeradas todas as p&aacute;ginas e linhas de modo a facilitar a localiza&ccedil;&atilde;o e a interpreta&ccedil;&atilde;o das discuss&otilde;es usadas nas trocas de informa&ccedil;&otilde;es dentro da <i>EverythingiCafe </i><sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Os dados que sintetizam a totalidade das discuss&otilde;es referidas sobre o <i>iPhone 5</i>, bem como os seus enredos e palavras-chave utilizadas, s&atilde;o apresentados de uma forma sint&eacute;tica na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n4/9n4a09t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O m&eacute;todo de codifica&ccedil;&atilde;o aplicado nesta investiga&ccedil;&atilde;o foi fundamentado na mesma forma do m&eacute;todo etnogr&aacute;fico, embora, como referido por Arruda Filho e Lennon (2011), este &uacute;ltimo n&atilde;o necessariamente utilize, <i>software</i> para tratar os dados recolhidos. No m&eacute;todo <i>netnogr&aacute;fico,</i> adotado para esta primeira parte da investiga&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio ler toda a discuss&atilde;o coletada nos <i>posts</i> e realizar apontamentos de palavras (ou os trechos das suas conversa&ccedil;&otilde;es) que melhor retratem o tema investigado. Ap&oacute;s esta fase inicial de an&aacute;lise, inicia-se uma segunda fase, na qual &eacute; gerada uma codifica&ccedil;&atilde;o baseada nos primeiros resultados conseguidos. Dessa forma, categorizam-se grupos de acordo com os assuntos discutidos, como exposto na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n4/9n4a09t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Com base nestes dados, avaliaram-se os fatores que melhor descrevem o grau e a t&oacute;nica da participa&ccedil;&atilde;o ao evento do lan&ccedil;amento do <i>iPhone 5</i>, o tipo de rela&ccedil;&otilde;es entre os participantes, as inten&ccedil;&otilde;es de compra e os usos dos <i>gadgets</i> de comunica&ccedil;&atilde;o por parte dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o </b></p>     <p>A partir dos resultados obtidos, bem como na an&aacute;lise destes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; bibliografia considerada, foram definidos quatro grupos de consumidores: &ldquo;os possuidores de experi&ecirc;ncias anteriores&rdquo;, &ldquo;os orientados pela marca&rdquo;, &ldquo;os devotos do produto&rdquo; e &ldquo;os que consomem produtos inovadores&rdquo;. Tais categorias est&atilde;o representadas na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v9n4/9n4a09f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados desta an&aacute;lise sobre a participa&ccedil;&atilde;o e trocas de opini&otilde;es na comunidade virtual correspondem ao intuito de compreender uma especificidade da cultura digital, quer na perspetiva da marca <i>Apple</i> quer dos seus seguidores. Uma atitude que, como prefigurado pelas hip&oacute;teses e refer&ecirc;ncias anteriores, perfila-se como caraterizada pela absor&ccedil;&atilde;o e mitologiza&ccedil;&atilde;o dos valores tecnol&oacute;gicos promovidos pelas grandes marcas digitais. A seguir, descreve-se detalhadamente cada uma das quatro categorias encontradas na comunidade da marca <i>Apple</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Os possuidores de experi&ecirc;ncias anteriores</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da an&aacute;lise dos <i>posts</i> dos membros classificados nesta categoria, foi poss&iacute;vel perceber o tipo de experi&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas que possu&iacute;am os participantes relativamente quanto aos dispositivos de comunica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel. Tal situa&ccedil;&atilde;o corrobora a vis&atilde;o de Mukherjee &amp; Hoyer (2001), segundo a qual a experi&ecirc;ncia no uso de produtos similares facilita a sucessiva justificativa de compra, pois o produto &eacute; identificado com baixa complexidade para estes membros. Entre aqueles que j&aacute; possu&iacute;am o modelo anterior (iPhone 4S), registou-se que alguns simplesmente eram orientados na atualiza&ccedil;&atilde;o e na compra imediata, sempre buscando a novidade, enquanto outra parte estava s&eacute;ptica por ter esperado mudan&ccedil;as mais significativas. Os depoimentos dos participantes do f&oacute;rum em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas escolhas pelo <i>iPhone 5</i> constatam tais perfis, como demonstram os seguintes <i>posts</i>.</p>     <p>&ldquo;Ler os reviews s&oacute; aumenta o meu excitamento para sair da fam&iacute;lia Android e voltar &agrave; comunidade do Iphone. Tenho esperado pacientemente os &uacute;ltimos nove meses para o lan&ccedil;amento do i5&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;Voc&ecirc; sabe, eu adoro meu iPhone 5. Eu adorei cada iPhone que tive. Comprei o original no iDay, depois eu pulei os 3Gs e fui pro 4. E agora o 5. Ser&aacute; que sou o &uacute;nico que acho que o iPhone original dura mais que os outros? Deve ser o em torno do telefone, parece que poderia ser melhor, Os iPhones est&atilde;o me parecendo mais delicados. O 3G parecia barato. O 4 fr&aacute;gil por causa do vidro e o 5 parece ainda mais delicado. Parece que trouxeram o alum&iacute;nio de volta, aquilo &eacute; t&atilde;o tosco quanto um Nokia dos antigos&rdquo;.</p>     <p>A experi&ecirc;ncia anterior com produtos tecnol&oacute;gicos de comunica&ccedil;&atilde;o com carater&iacute;sticas semelhantes ao novo <i>smartphone</i> da <i>Apple </i>justifica a sua aceita&ccedil;&atilde;o, pois os utilizadores passam a identificar o novo produto como mais &ldquo;performativo&rdquo; ou &ldquo;intuitivo&rdquo;. Por&eacute;m, observa-se tamb&eacute;m uma justifica&ccedil;&atilde;o do uso baseado no prazer (atributos hed&oacute;nicos) proporcionado pelo uso. Mesmo que um utilizador justifique a aceita&ccedil;&atilde;o de uso de um equipamento pela utilidade, o sentimento de prazer &eacute; o mais forte definidor da inten&ccedil;&atilde;o do utilizador, o que reflete os estudos de Arruda Filho &amp; Lennon (2011), Han et al. (2009), assim como de Katz &amp; Sugiyama (2006). Com base nas informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos participantes do f&oacute;rum, pode-se inferir que a experi&ecirc;ncia e o conhecimento anterior do <i>iPhone</i> 5 levam a uma troca de experi&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Os orientados pela marca</i></b></p>     <p>Os <i>posts</i> analisados permitem perceber que, tal como descrito por Katz &amp; Sugiyama (2006), os membros desta categoria utilizam os produtos tecnol&oacute;gicos de comunica&ccedil;&atilde;o pessoal como suportes &agrave; identidade, ou seja, como se fossem parte integrante das suas vestimentas e dos seus corpos. &Eacute; interessante perceber que a observa&ccedil;&atilde;o dos autores acima referidos &eacute; anterior ao <i>boom</i> dos <i>smartphones</i>, iniciado em 2007 com o lan&ccedil;amento do primeiro <i>iPhone</i>. No entanto, tal atributo j&aacute; era detect&aacute;vel com os &ldquo;celulares multifuncionais&rdquo; da &eacute;poca, e vem se repetindo com os modelos atuais &ldquo;mais inteligentes&rdquo;. Isto corrobora o fato de que tal fen&oacute;meno cultural est&aacute; mais relacionado ao consumo das marcas do que &agrave;s funcionalidades dos aparelhos em si. Percebe-se tamb&eacute;m que a moda influencia significativamente a aceita&ccedil;&atilde;o e o <i>upgrade</i> do celular, confirmando a vis&atilde;o de Arruda Filho et al., (2008). Para al&eacute;m, algumas discuss&otilde;es apontavam problemas existentes no novo <i>smatphone</i> da <i>Apple</i> e indagavam se estes problemas tinham alguma rela&ccedil;&atilde;o com a morte do grande mentor da empresa, Steve Jobs (profeta da religi&atilde;o Apple?). Os <i>posts</i> reproduzidos a seguir refletem com maior nitidez estas carater&iacute;sticas.</p>     <p>&ldquo;Eles s&atilde;o os melhores. O meu &eacute; o melhor dos melhores! Eu amo-o tanto! &Eacute; meu beb&ecirc;&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;&hellip; Devo mudar o preto para o branco, porque o preto &eacute; mais propenso a riscar e descascar. Oh Steve, cad&ecirc; voc&ecirc;? Isso n&atilde;o aconteceria na presen&ccedil;a dele&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;Primeiro iPhone. Antes eu vim de um longo caminho com Blackberry e do Android. Eu gosto muito. Tamb&eacute;m porque faz um ano que tenho tamb&eacute;m iPad, iMac, Mac Book, etc&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a men&ccedil;&atilde;o da marca (<i>Apple</i>) pelos membros da comunidade virtual reflete um modismo e uma influ&ecirc;ncia social do &ldquo;ter&rdquo; o produto. A import&acirc;ncia da marca, neste caso, &eacute; superior at&eacute; mesmo &agrave;quela das carater&iacute;sticas do produto, tanto que os usu&aacute;rios desta categoria est&atilde;o sempre dispostos a realizar um <i>upgrade</i> frente ao lan&ccedil;amento de uma nova vers&atilde;o, independentemente de perceberem vantagens pr&aacute;ticas neste. Isso ilustra o contexto &ldquo;Hipermoderno&rdquo; descrito por Lipovetsky (2010), onde o valor simb&oacute;lico de um produto tem maior relev&acirc;ncia para uma decis&atilde;o de compra do que os seus atributos utilit&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Os devotos do produto</i></b></p>     <p>A devo&ccedil;&atilde;o &agrave; marca est&aacute; relacionada &agrave; lealdade do consumidor, o que provoca um apego emocional e afetivo &agrave; <i>Apple,</i> que assim chega a condicionar a autoimagem/autoperce&ccedil;&atilde;o do utilizador (Solomon, 2011). A an&aacute;lise desta categoria, revelada pelos coment&aacute;rios na comunidade virtual, demonstrou que os seus membros se consideram exclusivos pelo grau de proximidade com a hist&oacute;ria da marca, de modo a acharem que poucos usu&aacute;rios tenham direito a este status. Eles procuram diferenciar-se atrav&eacute;s da familiaridade com os produtos da marca, sendo os primeiros a &ldquo;am&aacute;-la&rdquo;, exaltando a ideologia da empresa, como referido por Arruda Filho, Cabusas &amp; Dhokalia (2008). Os seguintes <i>posts</i> ilustram algumas destas caracter&iacute;sticas.</p>     <p>&ldquo;&hellip; Quero sair hoje a noite, mas n&atilde;o sem meu iphone&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;Eu amo meu iPhone. Tanto quanto o cheiro de um bife assando num grelhador limpo e eficiente&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;Tela maior e o visual preto. T&atilde;o sensual!&rdquo;.</p>     <p>A devo&ccedil;&atilde;o pelo produto rec&eacute;m-lan&ccedil;ado, ou pelo anterior, parece aquela dum grupo de fi&eacute;is, nesse caso da marca. Tais membros demonstram que o aspeto hed&oacute;nico presente no iPhone n&atilde;o s&oacute; aumenta o valor de devo&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m cria uma estrutura de novos valores encorporados na imagem, projeto e beleza do produto. Nas conversas, devido ao baixo n&iacute;vel de &ldquo;inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> na linha do <i>iPhone</i>, parte dos membros demostra estar &agrave; espera de mudan&ccedil;as mais significativas. Por outro lado, o produto sempre ser&aacute; o lan&ccedil;amento de uma novidade, enquanto para os usu&aacute;rios mais identificados com a marca &eacute; necess&aacute;rio estimular e implementar valores que justifiquem as suas compras. Ademais, a lealdade &agrave; marca tamb&eacute;m pode existir em consequ&ecirc;ncia de uma motiva&ccedil;&atilde;o totalmente utilit&aacute;ria (e n&atilde;o s&oacute; hed&oacute;nica). A marca fideliza tamb&eacute;m por meio do ecossistema medi&aacute;tico que construiu no tempo, onde ter um <i>iPhone</i> &eacute; uma vantagem n&atilde;o porque ele tem o melhor <i>hardware</i>, mas por conseguir integr&aacute;-lo aos outros dispositivos da empresa j&aacute; adquiridos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Os que consomem produtos inovadores</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os utilizadores inovadores remetem para a busca de sempre novas tecnologias diferentes de todos os dispositivos tecnol&oacute;gicos j&aacute; utilizados (Okada, 2005; Arruda Filho et al., 2010). No caso analisado, os pertecentes a esta categoria t&ecirc;m maiores expetativas perante a utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>iPhone 5</i>, pois por se considerarem inovadores revelam uma maior &ldquo;ansiedade tecnol&oacute;gica&rdquo;. Estes consumidores conseguem retirar uma vantagem relativa das atualiza&ccedil;&otilde;es do dispositivo, dessa forma t&ecirc;m um constante anseio pela inova&ccedil;&atilde;o, o que influencia diretamente os seus comportamentos enquanto partecipantes na comunidade virtual. Contudo, as inova&ccedil;&otilde;es dos produtos s&atilde;o os fatores que atraem grandes expetativas para esta categoria. Neste sentido, &eacute; interessante relatar o seguinte:</p>     <p>&ldquo;&hellip; A mudan&ccedil;a do 4 para o 5 &eacute; um grande salto para a humanidade!&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;Estou impressionado&rdquo;.</p>     <p>&ldquo;S&eacute;rio, este telefone deixa minha mente de um jeito que nunca experimentei com nenhum computador. Faz at&eacute; meu novo iPad parecer lento! Adorei. Eu estou vivendo no futuro&rdquo;.</p>     <p>Esses consumidores tecnol&oacute;gicos t&ecirc;m uma fascina&ccedil;&atilde;o por utilizarem produtos de alta tecnologia. Desta forma, est&atilde;o dispostos a se posicionar e questionar sobre o valore e uso do <i>iPhone 5</i>, pois acreditam que a tecnologia ir&aacute; facilitar o seu dia-a-dia. Estes consumidores retiram um bem-estar atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o &agrave; cultura da empresa e da aquisi&ccedil;&atilde;o dos seus produtos. Sentem-se tamb&eacute;m diferenciados e orgulhosos por possu&iacute;rem a &uacute;ltima vers&atilde;o, rec&eacute;m-lan&ccedil;ada, da linha de <i>smartphones</i> da Apple. As seguintes discuss&otilde;es exemplificam essa motiva&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>&ldquo;Por favor n&atilde;o me diga que eles fizeram uma vers&atilde;o barata!&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;&ldquo;Eu tenho trabalho hoje e essa fila est&aacute; me deixando com ci&uacute;mes. Nem posso esperar para ir at&eacute; a loja da Apple e olh&aacute;-lo pessoalmente&hellip;&rdquo;.</p>     <p>Atenta-se, portanto, que a autoperce&ccedil;&atilde;o dos que participam ao <i>EverythingiCaf&eacute;</i> reflete o grau de conhecimento da filosofia da empresa e a posse das suas mercadorias. Existe um <i>sex appeal</i> &nbsp;da marca e dos seus produtos, uma tal proje&ccedil;&atilde;o de valores e cren&ccedil;as na sua tecnologia capaz de alimentar a autoestima dos seus adeptos, uma emana&ccedil;&atilde;o de identidade que torna as pessoas sens&iacute;veis aos seus detalhes e ao seu sucesso. A an&aacute;lise das conversas na comunidade virtual revela uma esp&eacute;cie de fetichismo tecnol&oacute;gico. A expetativa acerca do <i>iPhone</i> <i>5</i>, os anseios sobre o seu lan&ccedil;amento, e enfim a sua iminente possibilidade de o adquirir e utilizar no quotidiano gera nos f&atilde;s um sentimento de &ldquo;diferen&ccedil;a&rdquo;, uma distin&ccedil;&atilde;o social proporcionada pelo status socio-tecnol&oacute;gico a ele associado. Ent&atilde;o, tal como observa Fortunati (2002), um produto como este torna-se um &ldquo;acess&oacute;rio necess&aacute;rio&rdquo; para essas pessoas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho teve como objetivo analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre os membros duma comunidade virtual orientada &agrave; discuss&atilde;o sobre os produtos tecnol&oacute;gicos da <i>Apple</i>. A an&aacute;lise focou-se em particular nos dias do lan&ccedil;amento do <i>iPhone5.</i> Procurou-se assim&nbsp; entender que tipo de cultura emerge e revela-se, atrav&eacute;s da partilha de opini&otilde;es e experi&ecirc;n&ccedil;as, nas comunidades virtuais envolvidas com a produ&ccedil;&atilde;o de empresas tecnol&oacute;gicas como a <i>Apple</i>. Observaram-se as atitudes, as motiva&ccedil;&otilde;es, emo&ccedil;&otilde;es e aprecia&ccedil;&otilde;es dos seus &ldquo;adeptos&rdquo;. Diante de uma pesquisa qualitativa desenvolvida num contexto e per&iacute;odo espec&iacute;fico, as conclus&otilde;es aqui apresentadas n&atilde;o devem ser consideradas como respostas &uacute;nicas e definitivas ao problema em quest&atilde;o.</p>     <p>As vari&aacute;veis encontradas foram os &ldquo;possuidores de experi&ecirc;ncias anteriores&rdquo; com o produto ou produtos similares, os &ldquo;orientados pela marca&rdquo;, os &ldquo;devotos do produto&rdquo; e os que &ldquo;consomem produtos inovadores&rdquo;. Os dados foram recolhidos por meio de uma an&aacute;lise netnogr&aacute;fica e foram colhidas oito discuss&otilde;es, 212 publica&ccedil;&otilde;es e 9633 palavras.</p>     <p>Deste estudo emp&iacute;rico retiraram-se alguns resultados considerados significativos. Em primeiro lugar, verificou-se que, em geral, os consumidores j&aacute; fidelizados e orientados pela marca t&ecirc;m interesses dirigidos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o global da empresa, uma vez que adquiriram confian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade, desempenho e benef&iacute;cios identit&aacute;rios que a marca proporciona enquanto dispositivo de valor. Nesse sentido, tais produtos s&atilde;o excitantes &ldquo;aos olhos&rdquo; dos consumidores em virtude do valor simb&oacute;lico agregado. Foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel concluir que os devotos desses produtos tecnol&oacute;gicos, como o <i>iPhone</i> <i>5</i> , s&atilde;o os que mais se consideram pr&oacute;ximos &agrave;o esp&iacute;rito da marca. A idolatria da marca &eacute; constantemente presente nos discursos do grupo em quest&atilde;o. Os consumidores que se destacam como inovadores conseguem gerar maiores expectativas perante a utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>iPhone</i> <i>5</i>, testemunhando de facto uma &ldquo;ansiedade tecnol&oacute;gica&rdquo;. Estes consumidores conseguem retirar uma vantagem relativa mediante a utiliza&ccedil;&atilde;o do dispositivo, pois, apesar de haver um n&iacute;vel de complexidade nos aplicativos eles conseguem superar e lidar com os <i>upgrades</i>, desafiando uma pretens&atilde;o pela inova&ccedil;&atilde;o constante.</p>     <p>Acha-se importante referir, afinal, que aquela cultura alternativa e criativa, ambientalista, libert&aacute;ria e inconformista, que desde o in&iacute;cio tinha caraterizado empresas como a <i>Apple</i>, deixou de ser o objeto de interesse espec&iacute;fico nos seus seguidores (e produtores). Como se a cultura material e imaterial proporcionada pela inova&ccedil;&atilde;o digital tivesse esgotado as suas promessas de emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, social, laboral, ambiental, art&iacute;stica etc., e se tivesse resumido num grande espetac&uacute;lo do consumo e da obsolesc&ecirc;ncia programada. O interesse pelo <i>esp&iacute;rito</i> da marca, associado ao culto da inova&ccedil;&atilde;o pela inova&ccedil;&atilde;o, tende ultrapassar o pela real funcionalidade da ci&ecirc;ncia e tecnol&oacute;gia (Eco, 2012). Nesse sentido, considera-se importante promover, resgatar e desafiar nos v&aacute;rios ambientes (<i>off</i> ou <i>on</i>-<i>line</i>) o interesse pelas implica&ccedil;&otilde;es da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica encarada como estrat&eacute;gia sociocultural, e n&atilde;o como espet&aacute;culo, fetichismo ou <i>magia</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <p>Arruda Filho, E. J. &amp; Lennon, M. M. (2001). <i>O dia seguinte para os inovadores tecnol&oacute;gicos do iphone: hedonismo e devo&ccedil;&atilde;o no iDay2.</i> Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o, Bras&iacute;lia. Vol. 40, n&ordm; 2, (pp.280-291). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1910" target="_blank">http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1910</a>. Acesso em 20 Mar. 2015.</p>     <!-- ref --><p>Arruda Filho, E. J. M., Cabusas, J. J. &amp; Dholakia, N. (2008). <i>Fator Social Versus Tecnologia Utilit&aacute;ria: Marketing social versus Marketing Utilit&aacute;rio.</i> <b>.</b> &nbsp;Revista de Gest&atilde;o da Tecnologia e Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o/Journal of Information Systems and Technology Management, S&atilde;o Paulo. Vol. 05, n&ordm; 2, (pp.305-324). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jistem.fea.usp.br/index.php/jistem/article/view/10.4301%2FS1807-17752008000200006/116" target="_blank">http://www.jistem.fea.usp.br/index.php/jistem/article/view/10.4301%2FS1807- 17752008000200006/116</a>. Acesso em 10 Abr. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-5954201500050000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Atkin, D. (2008).<i> O culto das marcas: quando os consumidores se tornam verdadeiros crentes</i><i>.</i> Lisboa: Tinta-da-China.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-5954201500050000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Baldi, V. &amp; Oliveira, L. (2013). &ldquo;Territ&oacute;rio hipermediatizado e converg&ecirc;ncias multilocalizadas: dial&eacute;tica entre terras e nuvens&rdquo;, in Patricia Bieging, Raul In&aacute;cio Busarello (Org),<i> Experi&ecirc;ncias de consumo contempor&acirc;neo.</i> <i>Pesquisas sobre m&iacute;dia e conveng&ecirc;ncia</i>: (pp.28-46). Ed. Pimenta Cultural, S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Canavilhas, J. (2009). <i>Contenidos informativos para m&oacute;viles: est&uacute;dio de aplicaciones para iPhone. </i>Revista Textual &amp; Visual Media, Madrid. Vol. 02 (pp.61-80). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-contenidos-informativos-para-moviles.pdf" target="_blank">http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-contenidos-informativos-para-moviles.pdf</a>. Acesso em: 15 Mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-5954201500050000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eco, U. (2012). <i>A passo de caranguejo. Guerras quentes e populismo medi&aacute;tico</i>. Lisboa, Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-5954201500050000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fortunati, L. (2002). &ldquo;Italy: Stereotypes, True and False&rdquo;. In J. E. Katz &amp; M. Aakhus (Eds.), <i>Perpetual Contact. Mobile communication, private talk, public performance</i> (pp.42-62). Cambridge: Cambridge University Press.</p>     <!-- ref --><p>Han, B. C. (2014). <i>Psicopolitica.</i> Madrid: Herder.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-5954201500050000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Huang, L. T., Farn, C. K. &amp; Jeng, H. T. (2012). <i>Motivations for Using Information for Decision making.</i> Virtual Communities Pacific Asia Journal of the Association for Information Systems. Vol. 4, n&ordm; 1 (pp. 1-18). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://aisel.aisnet.org/cgi/viewcontent.cgi?article=1063&amp;context=pajais" target="_blank">http://aisel.aisnet.org/cgi/viewcontent.cgi?article=1063&amp;context=pajais</a>. Acesso em: 18 Mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-5954201500050000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Katz, J. E. &amp; Sugiyama, S. (2006). <i>Mobile phones as fashion statements: evidence from student surveys in the US and Japan.</i> New Media and Society. Vol. 8, n&ordm; 2 (pp.321-337). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://nms.sagepub.com/content/8/2/321.full.pdf+html" target="_blank">http://nms.sagepub.com/content/8/2/321.full.pdf+html</a>. Acesso em: 22 Jan. 2015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-5954201500050000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kotler, P. &amp; Keller, K. (2012). <i>Administra&ccedil;&atilde;o de Marketing.</i> Sao Paulo: Pearson Education do Brasil<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-5954201500050000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Kozinets, R. V. (2010). <i>Netnography: doing ethnography research online.</i> California: SAGE Publications Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-5954201500050000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ling, R. &amp; Sunds&oslash;y, P. (2009). <i>The iPhone and mobile access to the internet.</i> Pre-conference workshop at the International Communication Association (ICA), Chicago, Illinois, 20&ndash;21. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://lirneasia.net/wp-content/uploads/2009/05/final-paper_ling_et_al.pdf" target="_blank">http://lirneasia.net/wp-content/uploads/2009/05/final-paper_ling_et_al.pdf</a>. Acesso em: 10 Mar. 2015.</p>     <!-- ref --><p>Lipovetsky, G. (2010). <i>A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo</i><i>.</i> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-5954201500050000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mukherjee, A. &amp; Hoyer, W. D. (2001). <i>The effect of novel attributes on product evaluation.</i> Journal of Consumer Research, Vol. 28, n&ordm; 3 (pp. 462-472). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/stable/10.1086/323733" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/10.1086/323733</a>. Acesso em: 19 Mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-5954201500050000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Okada, E. M. (2005). <i>Justification Effects on consumer choice of hedonistic and utilitarian goods. </i>Journal of marketing Research. Vol. 42, n&ordm; 1 (pp. 43-53). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://journals.ama.org/doi/pdf/10.1509/jmkr.42.1.43.56889" target="_blank">http://journals.ama.org/doi/pdf/10.1509/jmkr.42.1.43.56889</a>. Acesso em: 31 Mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-5954201500050000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, L. &amp; Baldi, V. (2014).<i> A Insustent&aacute;vel leveza da Web: ret&oacute;ricas, disson&acirc;ncias e pr&aacute;ticas na Sociedade em Rede</i>. Salvador da Bahia, Edufaba.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-5954201500050000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pentina, I., Prybutok, V. &amp; Zhang, X. (2008). <i>The Role of Virtual Communities as Shopping.</i> Reference Groups. Journal of Electronic Commerce Research. Vol. 9 n&ordm; 2 (pp. 114-123). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://web.csulb.edu/journals/jecr/issues/20082/paper3.pdf" target="_blank">http://web.csulb.edu/journals/jecr/issues/20082/paper3.pdf</a>. Acesso em: 12 Fev. 2015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-5954201500050000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Riley Dall&#39;Olmo, F. (2010). <i>SAGE Library in Marketing</i><i>: Brand management</i><b>.</b> 4. vols. London: SAGE Publications.</p>     <!-- ref --><p>Solomon, M. R. (2011). <i>O Comportamento do Consumidor: comprando, possuindo e sendo. </i>Vol. 9a Ed.,Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-5954201500050000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Valck, K., Van Bruggen, G. &amp; Wierenga, B. (2009). <i>Virtual communities: a marketing perspective.</i> Decision Support Systems. Vol 47, n&ordm; 3 (pp. 185&ndash;203). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ac.els-cdn.com/S016792360900058X/1-s2.0-S016792360900058X-main.pdf?_tid=9daccc9a-d7d6-11e4-b78f-00000aab0f6c&amp;acdnat=1427827929_440d3e0e5b1fcb39db2fc6cee4329eaf" target="_blank">http://ac.els-cdn.com/S016792360900058X/1-s2.0-S016792360900058X-main.pdf?_tid=9daccc9a-d7d6-11e4-b78f-00000aab0f6c&amp;acdnat=1427827929_440d3e0e5b1fcb39db2fc6cee4329eaf</a>. Acesso em: 38 Mar. 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Date of submission: April 13, 2015</p>     <p>Date of acceptance: September 29, 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Segundo Douglas Atkin (2008), os clientes da marca <i>Apple</i> veem-se como membros, n&atilde;o como clientes.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> De acordo com Douglas Atkin (2008), atualmente, cerca de 30 por cento dos clientes da marca <i>Apple</i> s&atilde;o <i>designers</i> ou artistas pl&aacute;sticos.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> A <i>netnografia</i> representa um m&eacute;todo qualitativo e interpretativo destinado, preferencialmente, para investigar as pr&aacute;ticas culturais e o comportamento dos participantes nas comunidades presentes na Internet. Para al&eacute;m, tem relev&acirc;ncia na cria&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de planos estrat&eacute;gicos de <i>marketing</i>, pois &eacute; capaz de gerar <i>insights</i> a respeito dos gostos, anseios, h&aacute;bitos e cren&ccedil;as dos consumidores e de grupos (Kozinets, 2010).</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> A etnografia originou-se no campo da antropologia tendo como principal caracter&iacute;stica, a inser&ccedil;&atilde;o do pesquisador no ambiente da pesquisa, presente na rotina di&aacute;ria do grupo de estudo em busca de analisar e relatar a sua cultura (Vergara, 2008).</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> EverythingiCafe&rdquo; constitui um espa&ccedil;o na Internet onde seus membros t&ecirc;m a possibilidade de interagir por meio de textos, fotos e v&iacute;deos nas discuss&otilde;es dos f&oacute;runs. A plataforma possui em m&eacute;dia mais de 69.000 discuss&otilde;es e 947.500 mensagens diretas sobre v&aacute;rios produtos da marca <i>Apple</i>, abordando diversos assuntos (iPhones, aplicativos e games, casos e acess&oacute;rios). Al&eacute;m disso, o &ldquo;everythingicafe&rdquo; apresenta-se como um meio de estudo relevante, uma vez que j&aacute; foi objeto de investiga&ccedil;&atilde;o de alguns estudos cient&iacute;ficos realizados, sendo uma importante fonte para a coleta de dados (Christoph Muller, 2011; Arruda Filho e Lennon, 2011; Lilia Murray, 2010; Arruda Filho, Cabusas e Dholakia, 2008 e 2010; Weber, 2007). A comunidade virtual &ldquo;EverythingiCafe&rdquo; &eacute; administrada por funcion&aacute;rios da <i>Apple</i>. A empresa utiliza as discuss&otilde;es publicadas na plataforma para otimiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e fun&ccedil;&otilde;es dos produtos da marca. Ou seja, a comunidade virtual ainda se apresenta como um meio para averiguar quais os pontos positivos e negativos dos seus <i>gadgets</i> e quais as necessidades e expectativas que os clientes/poss&iacute;veis clientes possuem, por exemplo. O desenvolvimento da segunda etapa da pesquisa focar-se-&aacute; na aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Para que houvesse uma melhor forma de gerar a codifica&ccedil;&atilde;o do material coletado, foi dividido o material no aplicativo do <i>Word</i> o qual ocupou 2/3 de cada p&aacute;gina para os dados coletados, e o espa&ccedil;o restante referente &agrave; 1/3, ficou reservado para codifica&ccedil;&atilde;o e resultados da pesquisa.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Termo utilizado pelos participantes do f&oacute;rum.</p>      ]]></body><back>
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