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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The More Doctors Program was established in Brazil in 2013. Since then, it has received special attention of mass media due to its innovations in the field of health care, but also because it includes doctors from other countries to work here. The objective of this work is to know the current understanding of the academic knowledge about the media's relationship with the More Doctors Program. Uses narrative review as methodology and is divided into two parts: the first, about the history and, the second, reserved to indicate academic analyzes of the media production about the Program. We identified a still small number of papers about this topic and the results that are known refeer prioritily at the anouncement time lapse, launch period and execution of More Doctors. Concludes that it is still modest the volume of research on this topic and the results are known primarily refer to the announcement period, launch and early implementation of the Program.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O Programa &ldquo;Mais M&eacute;dicos&rdquo; na M&iacute;dia Brasileira: estado da arte</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Douglas Marcos Pereira de Paula*, Nanda Isele Gallas Duarte**, Mateus Aparecido de Faria***, Jullien D&aacute;bini Lacerda de Almenida****, Vania Roseli Correa de Mello*****, Cristianne Maria Famer Rocha******</b></p>     <p>* Graduando de Gest&atilde;o de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, Departamento de Enfermagem Aplicada, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil (<a href="mailto:dooguee@gmail.com">dooguee@gmail.com</a>)</p>     <p>** Mestranda, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca (ENSP-FIOCRUZ), Brasil (<a href="mailto:nandaduarte@posgrad.ensp.fiocruz.br">nandaduarte@posgrad.ensp.fiocruz.br</a>)</p>     <p>*** Mestrando, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva, Centro de Pesquisas Ren&eacute; Rachou (CPqRR-FIOCRUZ), Brasil (<a href="mailto:mateusfaria18@gmail.com">mateusfaria18@gmail.com</a>)</p>     <p>**** Pesquisadora de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil (<a href="mailto:julliendla@gmail.com">julliendla@gmail.com</a>)</p>     <p>***** Professora Adjunta de Sa&uacute;de Coletiva. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Brasil. (<a href="mailto:vaniarcmello@gmail.com">vaniarcmello@gmail.com</a>)</p>     <p>****** Professora Adjunta, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Escola de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil (<a href="mailto:cristianne.rocha@ufrgs.br">cristianne.rocha@ufrgs.br</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O Programa Mais M&eacute;dicos foi institu&iacute;do, no Brasil, em 2013. Desde ent&atilde;o, tem recebido especial aten&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia em decorr&ecirc;ncia de suas inova&ccedil;&otilde;es no campo da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m pelo fato de incluir m&eacute;dicos provenientes de outros pa&iacute;ses para atuarem aqui. O objetivo deste trabalho &eacute; compreender o estado da arte do conhecimento produzido academicamente sobre a rela&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia com o Programa Mais M&eacute;dicos. Utiliza a revis&atilde;o narrativa como metodologia e se divide em duas partes: a primeira, de car&aacute;ter hist&oacute;rico e, a segunda, reservada a indicar as an&aacute;lises acad&ecirc;micas sobre a produ&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica relativa ao Programa. Identifica um volume ainda modesto de pesquisas sobre este tema e que os resultados conhecidos se referem prioritariamente ao per&iacute;odo de an&uacute;ncio, lan&ccedil;amento e in&iacute;cio da execu&ccedil;&atilde;o do Programa. Conclui que as pesquisas realizadas j&aacute; permitem indicar ao menos tr&ecirc;s elementos importantes que caracterizam a cobertura da imprensa brasileira acerca do Mais M&eacute;dicos: o vi&eacute;s pol&iacute;tico, a polariza&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es inicialmente veiculadas e o princ&iacute;pio do que se pode considerar uma mudan&ccedil;a de enfoque, a partir do momento em que pesquisas de opini&atilde;o revelam a aprova&ccedil;&atilde;o popular do programa. </p>     <p><b> Palavras Chave:</b> Programa Mais M&eacute;dico, Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Sa&uacute;de Coletiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The More Doctors Program was established in Brazil in 2013. Since then, it has received special attention of mass media due to its innovations in the field of health care, but also because it includes doctors from other countries to work here. The objective of this work is to know the current understanding of the academic knowledge about the media's relationship with the More Doctors Program. Uses narrative review as methodology and is divided into two parts: the first, about the history and, the second, reserved to indicate academic analyzes of the media production about the Program. We identified a still small number of papers about this topic and the results that are known refeer prioritily at the anouncement time lapse, launch period and execution of More Doctors. Concludes that it is still modest the volume of research on this topic and the results are known primarily refer to the announcement period, launch and early implementation of the Program.</p>     <p><b>Keywords :</b> More doctors Program, Health comunication, Collective Health.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre m&iacute;dia no Brasil n&atilde;o aborda, geralmente, as rela&ccedil;&otilde;es entre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em sa&uacute;de e seus reflexos em jornais, revistas e programas televisivos. Por outro lado, h&aacute; um aumento dos estudos da &aacute;rea da sa&uacute;de que abordam o papel da m&iacute;dia como importante agente de transforma&ccedil;&atilde;o e\ou manuten&ccedil;&atilde;o do saber sanit&aacute;rio (ALVES <i>et al, </i>2013; SILVA e RASERA, 2013; VAZ e PORTUGAL, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entende-se aqui, juntamente com B&eacute;vort e Belloni (2009), que a cidadania se d&aacute;, indispensavelmente, com a apropria&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico-criativa por todos os cidad&atilde;os e cidad&atilde;s dos ve&iacute;culos midi&aacute;ticos ofertados pela sociedade e seu progresso t&eacute;cnico. Os caminhos para essa apropria&ccedil;&atilde;o devem ser reconhecidos na escola, na fam&iacute;lia, no trabalho e em quaisquer outros espa&ccedil;os onde houver relacionamento humano presente, uma vez que a capacidade cr&iacute;tica pode ser desenvolvida pelo debate com os pares e ressignificada a partir de olhares externos ao agente apropriador.</p>     <p>Considerando que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes inst&acirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de discursos e pr&aacute;ticas sociais, promovendo determinadas formas de se pensar na contemporaneidade sobre conceitos de sujeito, sa&uacute;de e sociedade (ROCHA, 2005) e que o campo epistemol&oacute;gico da sa&uacute;de necessita de mais produ&ccedil;&otilde;es acerca da influ&ecirc;ncia da m&iacute;dia sobre os assuntos a ela correlacionados, tem-se como objetivo compreender o estado da arte acerca do conhecimento produzido academicamente sobre a rela&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia com o Programa Mais M&eacute;dicos (PMM).</p>     <p>Este artigo ancora-se no referencial da revis&atilde;o narrativa que, segundo Rother (2007), tem papel fundamental para a educa&ccedil;&atilde;o por propiciar ao leitor a atualiza&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida sobre determinado tema. Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o a necessidade crescente de se discutir programas governamentais como o PMM, que impactam sobre indicadores de sa&uacute;de e perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, optou-se por essa modalidade de trabalho. Os resultados encontrados foram separados em duas partes: a primeira &eacute; de car&aacute;ter hist&oacute;rico, onde buscou-se expor os contextos que levaram &agrave; institui&ccedil;&atilde;o do PMM e a segunda parte foi reservada a indicar as an&aacute;lises acad&ecirc;micas sobre a produ&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica relativa ao Programa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Contextualiza&ccedil;&atilde;o sobre o programa mais m&eacute;dicos no brasil</b></p>     <p><b>Da Constitui&ccedil;&atilde;o &agrave; Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No Brasil, a sa&uacute;de se tornou direito de todos os cidad&atilde;os e dever do Estado a partir da promulga&ccedil;&atilde;o de sua Carta Magna (BRASIL, 1988). Por sua vez, a Lei n&ordm; 8.080 de 1990 (BRASIL, 1990), conhecida como Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de, regulamenta o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), alicer&ccedil;ado no trip&eacute; da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, prote&ccedil;&atilde;o aos agravos e recupera&ccedil;&atilde;o de seus cidad&atilde;os. Para alcan&ccedil;ar o que est&aacute; previsto legalmente, s&atilde;o necess&aacute;rios profissionais que atuem de forma integral e integralizadora nos diversos n&iacute;veis e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Por&eacute;m a busca para garantir os profissionais necess&aacute;rios para a efetiva&ccedil;&atilde;o desse direito esbarra, segundo Siqueira-Batista <i>et al. </i>(2013), nos seus perfis de forma&ccedil;&atilde;o, uma vez que existe uma superespecializa&ccedil;&atilde;o do conhecimento, que n&atilde;o necessariamente corresponde &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Dentre os profissionais que atuam na implementa&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de brasileiro e que vem passando por mudan&ccedil;as em sua forma&ccedil;&atilde;o, est&aacute; o m&eacute;dico. Segundo Carvalho (2013), associado a esse profissional existe um &ldquo;problema cr&ocirc;nico&rdquo;: a dificuldade em encontrar m&eacute;dicos para atuar nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de por todo o pa&iacute;s, justamente pela alta concentra&ccedil;&atilde;o de faculdades de medicina na regi&atilde;o sudeste do Brasil e concentradas nas &aacute;reas metropolitanas (BRASIL, 2013b) com uma forma&ccedil;&atilde;o voltada para a l&oacute;gica de mercado. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, diversas estrat&eacute;gias, iniciadas na d&eacute;cada de 1990, v&ecirc;m buscando minimizar essa situa&ccedil;&atilde;o, inclusive com contrata&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos que se formaram em institui&ccedil;&otilde;es fora do pa&iacute;s, podendo ser estrangeiros ou brasileiros.</p>     <p>A primeira experi&ecirc;ncia dessa natureza foi em 1999, atrav&eacute;s de uma estrat&eacute;gia elaborada pelo ent&atilde;o Ministro da Sa&uacute;de, Jos&eacute; Serra. Por decreto, ficou autorizado o exerc&iacute;cio da Medicina por profissionais estrangeiros, principalmente em &aacute;reas onde n&atilde;o existiam tais profissionais (FOLHA..., 2000). &Agrave; &eacute;poca, havia m&eacute;dicos atuando irregularmente no pa&iacute;s em &aacute;reas vulner&aacute;veis, como algumas regi&otilde;es do Norte e Nordeste do Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em maio de 2013, Alexandre Padilha, &agrave; &eacute;poca Ministro da Sa&uacute;de, manifestou publicamente a inten&ccedil;&atilde;o do Governo Federal de &ldquo;atrair n&atilde;o somente m&eacute;dicos cubanos para trabalhar nas regi&otilde;es mais carentes do pa&iacute;s, mas tamb&eacute;m profissionais de Portugal e da Espanha&rdquo; (EMPRESA..., 2013a).</p>     <p>O termo &ldquo;Mais M&eacute;dicos&rdquo; foi oficialmente empregado no mesmo ano, em uma carta interministerial intitulada Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos (BRASIL, 2013a), que versa sobre a cria&ccedil;&atilde;o de uma medida provis&oacute;ria para instituir o Programa Mais M&eacute;dicos, assinada por Alexandre Padilha, Aloizio Mercadante e Miriam Belchior, ent&atilde;o Ministros da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o e Ministra do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, respectivamente, e encaminhada &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>O documento exp&otilde;e as finalidades do Programa, entre as quais se destacam a inten&ccedil;&atilde;o de diminuir a car&ecirc;ncia de m&eacute;dicos nas regi&otilde;es socialmente vulner&aacute;veis; o fortalecimento da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e da educa&ccedil;&atilde;o permanente no pa&iacute;s; o aprimoramento da forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica; a amplia&ccedil;&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico nas realidades brasileiras; a promo&ccedil;&atilde;o do interc&acirc;mbio cient&iacute;fico-cultural entre profissionais de medicina brasileiros e estrangeiros e o est&iacute;mulo &agrave;s pesquisas aplicadas ao SUS (BRASIL, 2013a).</p>     <p>Em 2013, o Brasil registrava uma propor&ccedil;&atilde;o de 1,8 m&eacute;dicos\1.000 habitantes, n&uacute;mero inferior ao registrado por pa&iacute;ses europeus e latino-americanos (IBGE <i>apud </i>BRASIL, 2013a). Segundo a Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos, apesar de n&atilde;o haver uma propor&ccedil;&atilde;o recomendada internacionalmente, adota-se o &iacute;ndice de 2,7 m&eacute;dicos\1.000 habitantes, que &eacute; o praticado no Reino Unido, pa&iacute;s que possui, depois do Brasil, o maior sistema p&uacute;blico, universal e organizado a partir dos princ&iacute;pios da Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria em Sa&uacute;de do mundo. Ao analisar a propor&ccedil;&atilde;o brasileira, verifica-se, al&eacute;m disso, que h&aacute; grande irregularidade na distribui&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos no pa&iacute;s, que varia de 3,46 m&eacute;dicos\1000 habitantes no Distrito Federal at&eacute; 0,58 m&eacute;dicos\1000 habitantes no Maranh&atilde;o (BRASIL, 2013a).</p>     <p>A Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos foi apresentada &agrave; Presid&ecirc;ncia em 6 de julho de 2013 e, dois dias depois, a Presidenta Dilma Rousseff lan&ccedil;ou a Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 621, que instituiu o Programa Mais M&eacute;dicos (BRASIL, 2013b). A Medida, com for&ccedil;a de lei, foi sabatinada pelas duas Casas &ndash; C&acirc;mara e Senado &ndash; e aprovada em ambas, transformando-se na Lei n&ordm; 12.871, em 22 de outubro de 2013 (BRASIL, 2013c).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Experi&ecirc;ncias estrangeiras e o Programa no Brasil </b></p>     <p>Programas para a contrata&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos estrangeiros t&ecirc;m sido adotados por diversos pa&iacute;ses nos &uacute;ltimos anos. Fran&ccedil;a, Reino Unido, Noruega, Portugal, Austr&aacute;lia e Estados Unidos s&atilde;o alguns exemplos de estados-na&ccedil;&atilde;o que utilizam estrat&eacute;gias similares &agrave; que est&aacute; sendo executada no Brasil.</p>     <p>Na Fran&ccedil;a, uma das justificativas para a exist&ecirc;ncia de um programa similar &eacute; a grande demanda associada a baixos sal&aacute;rios, lugares remotos e aposentadorias n&atilde;o substitu&iacute;das (BOUCQ, 2014). Atualmente, cerca de 10% dos profissionais que atuam no pa&iacute;s s&atilde;o estrangeiros. Eles passam por um sistema de revalida&ccedil;&atilde;o de diplomas e s&atilde;o, em grande parte, m&eacute;dicos de pa&iacute;ses do Norte da &Aacute;frica e do Leste Europeu (R&Aacute;DIO..., 2013).</p>     <p>No Reino Unido, quase 40% dos m&eacute;dicos s&atilde;o estrangeiros e o maior exportador de m&eacute;dicos para este pa&iacute;s &eacute; a &Iacute;ndia que exportou cerca de 25 mil profissionais indianos, na &uacute;ltima d&eacute;cada, para o Reino Unido, mesmo que o n&uacute;mero de 0,6 m&eacute;dicos/1000 habitantes em seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio seja considerado inadequado (TRIBUNA..., 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Austr&aacute;lia adota um programa espec&iacute;fico para capta&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos estrangeiros chamado <i>10-years moratourim </i>(por tradu&ccedil;&atilde;o livre &eacute; &ldquo;10 anos de morat&oacute;ria&rdquo;)<b><i>,</i></b> mantido pela Rede de M&eacute;dicos Rurais (NEW SOUTH..., 2014). O Programa exige autoriza&ccedil;&atilde;o profissional do pa&iacute;s de origem, dom&iacute;nio da l&iacute;ngua local e delimita a dedica&ccedil;&atilde;o em dez anos de atua&ccedil;&atilde;o exclusiva no interior, em &aacute;reas remotas ou nas periferias dos grandes centros (BRASIL, 2013a).</p>     <p>De origem estrangeira, 16,3% dos m&eacute;dicos que atuam na Noruega tamb&eacute;m &eacute; captado por programa espec&iacute;fico, o que garante uma raz&atilde;o de 4,2 m&eacute;dicos/1000 habitantes (DEUTSCHE WELLE, 2013).</p>     <p>Os Estados Unidos tamb&eacute;m &eacute; um dos grandes importadores de m&atilde;o de obra especializada na &aacute;rea da sa&uacute;de, com 25,9% de m&eacute;dicos oriundos da &Iacute;ndia, do Canad&aacute; e do M&eacute;xico (DEUTSCHE WELLE, 2013). O pa&iacute;s conta com um programa chamado <i>Conrad 30</i>, uma forma&ccedil;&atilde;o em resid&ecirc;ncia nas &aacute;reas de Medicina de Fam&iacute;lia, Ginecologia, Pediatria, Medicina Interna e Psiquiatria (UNITED STATES IMMIGRATION, 2014).</p>     <p>Em Portugal, a contrata&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos estrangeiros se d&aacute; sob a exig&ecirc;ncia de expedi&ccedil;&atilde;o de comprova&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio da Medicina no pa&iacute;s de origem e conhecimento da L&iacute;ngua Portuguesa, mas sem necessidade de valida&ccedil;&atilde;o do diploma (Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2008).</p>     <p>Ao constatar a intensifica&ccedil;&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o de profissionais da sa&uacute;de, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) aprovou, em 2010, o <i>C&oacute;digo Mundial de Pr&aacute;ticas sobre a Contrata&ccedil;&atilde;o Internacional de Pessoal</i>, que tem como objetivo estabelecer e promover princ&iacute;pios e pr&aacute;ticas para um recrutamento internacional &eacute;tico dos profissionais de sa&uacute;de e servir como uma refer&ecirc;ncia para todos os Estados-Membros. Entre outros pontos, o documento incentiva a colabora&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses de destino e de origem dos profissionais para que ambos possam obter benef&iacute;cios com o processo de migra&ccedil;&atilde;o internacional da for&ccedil;a de trabalho em sa&uacute;de (WHO, 2010).</p>     <p>No Brasil, o Programa requer profissionais m&eacute;dicos que atuem em servi&ccedil;os de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de, em munic&iacute;pios com maior vulnerabilidade e em Distritos Sanit&aacute;rios Especiais Ind&iacute;genas (DSEI). No XXX Congresso Nacional das Secretarias de Sa&uacute;de, em junho de 2014, no munic&iacute;pio de Serra (ES), houve um debate espec&iacute;fico sobre o PMM, onde foram apresentados os tr&ecirc;s eixos de atua&ccedil;&atilde;o do Programa:</p>     <p>(...) investimento na estrutura de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; amplia&ccedil;&atilde;o das vagas para estudantes de Medicina e altera&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos no Brasil; e, provis&atilde;o de profissionais durante este processo, em parceria com a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan Americana de Sa&uacute;de/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OPAS/OMS) e o Governo de Cuba, sob a responsabilidade do Estado. (OLIVEIRA, 2014)</p>     <p>Em reuni&atilde;o em Bras&iacute;lia, em setembro de 2014, os Conselhos Federal e regionais de Medicina divulgaram uma nota com cr&iacute;ticas ao PMM, em especial no que se refere &agrave; aus&ecirc;ncia de revalida&ccedil;&atilde;o dos diplomas dos intercambistas (considerada como falta de transpar&ecirc;ncia) e de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do conv&ecirc;nio firmado com a OPAS (CONSELHO..., 2014). A nota dos Conselhos foi publicada ap&oacute;s divulga&ccedil;&atilde;o do Governo Federal de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com cerca de quatro mil pessoas, acima de 16 anos, em duzentos munic&iacute;pios atendidos por m&eacute;dicos do Programa. O levantamento indicou uma ampla aprova&ccedil;&atilde;o popular do Programa Mais M&eacute;dicos, com 95% dos entrevistados dizendo-se muito satisfeitos ou satisfeitos com a atua&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos e 74% afirmando que o Programa superou as expectativas (BRASIL, 2014a).</p>     <p>Junto com os resultados da pesquisa citada, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de divulgou o balan&ccedil;o de um ano do Programa. O levantamento mostrou que o PMM atingiu a meta inicialmente proposta, atendendo 100% da demanda dos 3.875 munic&iacute;pios que aderiram. O documento afirma que cerca de cinquenta milh&otilde;es de pessoas, incluindo 666.000 ind&iacute;genas aldeados foram beneficiadas pelo Mais M&eacute;dicos, que chegou &agrave; marca de 14.462 m&eacute;dicos, dos quais 11.429 s&atilde;o cubanos, 1.187 s&atilde;o brasileiros formados no exterior e 1.846 s&atilde;o brasileiros diplomados aqui. Mais de 75% dos profissionais est&atilde;o atuando em munic&iacute;pios considerados de alta vulnerabilidade social (BRASIL<b>,</b> 2014a).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O Programa Mais M&eacute;dicos na M&iacute;dia: registros e impress&otilde;es</b></p>     <p>A revis&atilde;o narrativa da literatura cient&iacute;fica com enfoque na abordagem, pela m&iacute;dia, do Programa Mais M&eacute;dicos encontrou estudos mais concentrados no per&iacute;odo de lan&ccedil;amento do programa e in&iacute;cio de sua execu&ccedil;&atilde;o. As pesquisas realizadas indicam ao menos tr&ecirc;s elementos importantes a respeito da cobertura da imprensa brasileira sobre o Mais M&eacute;dicos: o vi&eacute;s pol&iacute;tico, a polariza&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es inicialmente veiculadas e a mudan&ccedil;a na cobertura do tema. Os artigos considerados pela revis&atilde;o narrativa aqui realizada est&atilde;o apresentados na <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n2/11n2a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Vi&eacute;s pol&iacute;tico</b></p>     <p>O tema da contrata&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos estrangeiros para o pa&iacute;s foi registrado em um telejornal pela primeira vez, em 2013, ainda antes do an&uacute;ncio do Programa Mais M&eacute;dicos, no m&ecirc;s de maio, no matutino<i> Bom Dia Brasil</i>, da Rede Globo, segundo Javorski e Scremin (2013). At&eacute; setembro de 2013, foram 28 refer&ecirc;ncias ao assunto em 131 edi&ccedil;&otilde;es do telejornal. A an&aacute;lise do <i>Bom Dia Brasil </i>revelou que o conte&uacute;do apresentado at&eacute; demonstrava certa preocupa&ccedil;&atilde;o com os aspectos relativos &agrave; sa&uacute;de, mas veiculou prioritariamente reportagens com um forte vi&eacute;s pol&iacute;tico. As chamadas, em sua maioria, eram feitas diretamente de Bras&iacute;lia e com fontes como ministros, presidentes de conselhos, secret&aacute;rios e at&eacute; procuradores, mas em apenas oito pe&ccedil;as foram ouvidos m&eacute;dicos, sendo cinco m&eacute;dicos estrangeiros. As duas fontes mais repetidas foram o ent&atilde;o ministro da Sa&uacute;de, Alexandre Padilha, e o ent&atilde;o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D&rsquo;Avila, representando posicionamentos opostos. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de uma pe&ccedil;a, em todas as demais n&atilde;o foram ouvidas fontes populares, como cidad&atilde;os que precisam de atendimento m&eacute;dico (JAVORSKI e SCREMIN, 2013).</p>     <p>Outro ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o analisado em rela&ccedil;&atilde;o ao Programa Mais M&eacute;dicos pela literatura cient&iacute;fica foi a revista <i>Veja</i>. As publica&ccedil;&otilde;es feitas entre 8 de julho de 2013 (data de lan&ccedil;amento do Programa) a 28 de outubro de 2013 (data prevista pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para o in&iacute;cio das atividades dos m&eacute;dicos formados no exterior que integravam o primeiro ciclo do Mais M&eacute;dicos) foram o objeto do estudo de Segalin (2013). A revista <i>Veja </i>manteve, no per&iacute;odo, um posicionamento contr&aacute;rio ao Governo Federal e construiu as cr&iacute;ticas ao Mais M&eacute;dicos a partir de ataques endere&ccedil;ados ao Partido dos Trabalhadores (PT). A pesquisa identificou que a revista criou para o Programa uma imagem, ao mesmo tempo, limitada a uma jogada eleitoral e insuficiente para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas do pa&iacute;s na &aacute;rea da sa&uacute;de (SEGALIN, 2013).</p>     <p>J&aacute; o estudo de Morais <i>et al.</i> (2014) analisou o conte&uacute;do veiculado acerca do PMM na <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i> e no <i>Correio Braziliense</i>, respectivamente os jornais de maior circula&ccedil;&atilde;o no Brasil e na Capital Federal, analisou 363 not&iacute;cias, no per&iacute;odo de 1&ordm; de julho at&eacute; 30 de setembro de 2013, sendo 262 na <i>Folha</i> e 101 no <i>Correio</i>. O recorte teve seu in&iacute;cio uma semana antes do an&uacute;ncio oficial do Programa e vai at&eacute; a entrada dos m&eacute;dicos do primeiro ciclo, ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o e treinamento dos mesmos. Neste per&iacute;odo, 49% das mat&eacute;rias (178) transmitiram um car&aacute;ter pessimista, enquanto 28% (101) foram consideradas neutras e apenas 23% (83) otimistas. Em rela&ccedil;&atilde;o aos ve&iacute;culos, a <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i> concentrou a maior parte das mat&eacute;rias negativas (110 de 262 publica&ccedil;&otilde;es) e o <i>Correio Braziliense</i> se caracterizou pela predomin&acirc;ncia do tom neutro (50 de 101 publica&ccedil;&otilde;es) (MORAIS <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>Ali&aacute;s, o jornal <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i>, ao menos at&eacute; junho de 2014, contemplou muito pouco a divulga&ccedil;&atilde;o dos objetivos do programa, conforme mostra a an&aacute;lise de Luz <i>et al</i>. (2015), dedicada particularmente a este ve&iacute;culo. Buscando avaliar se os temas discutidos na abordagem do referido jornal estavam em sintonia com os objetivos do Programa, enunciados na Lei que o instituiu (n&ordm; 12.871, de 22 de outubro de 2013), o monitoramento considerou um per&iacute;odo dividido em dois recortes: de 28 de janeiro a 21 de outubro de 2013, e de 22 de outubro de 2013 at&eacute; 30 de junho de 2014, o que o torna o estudo de maior abrang&ecirc;ncia temporal entre os j&aacute; publicados at&eacute; o momento da escrita deste artigo. No total, foram analisadas 916 publica&ccedil;&otilde;es, sendo 533 do primeiro per&iacute;odo e 383, do segundo.</p>     <p>A pesquisa revelou a aus&ecirc;ncia da maioria dos termos-chave relativos &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o do Mais M&eacute;dicos dentre os 100 termos mais frequentes nos textos, demonstrando que os objetivos do programa foram pouco contemplados nas publica&ccedil;&otilde;es da FSP e ou seja, &ldquo;uma cobertura pouco produtiva em termos de discuss&atilde;o sobre sa&uacute;de p&uacute;blica&rdquo; (LUZ <i>et al</i>., 2015, p. 229).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro resultado destacado foi a alta frequ&ecirc;ncia do termo &ldquo;cubano&rdquo;, inferior apenas a &ldquo;sa&uacute;de&rdquo; e &ldquo;profissional&rdquo;, dentre os termos-chave que aparecem na lista dos 100 mais frequentes. Pontuam os autores que</p>     <p>Chama a aten&ccedil;&atilde;o, portanto, que n&atilde;o s&oacute; os termos-chave que caracterizam os objetivos do PMM sejam t&atilde;o pouco frequentes (indicando pouca aten&ccedil;&atilde;o ao que justamente caracteriza a contribui&ccedil;&atilde;o do PMM), mas tamb&eacute;m que tenha sido dada tanta aten&ccedil;&atilde;o ao que n&atilde;o seria priorit&aacute;rio em termos de objetivos (o fato de os m&eacute;dicos serem cubanos) (LUZ et al., 2015, p. 219).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Polariza&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es veiculadas </b></p>     <p>Declara&ccedil;&otilde;es oficiais e opostas sobre o Mais M&eacute;dicos predominaram nas mat&eacute;rias analisadas por Morais <i>et al</i>. (2014) nos jornais <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i> e <i>Correio Braziliense</i>. Enquanto as autoridades vinculadas ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de utilizaram a press&atilde;o oriunda dos prefeitos e dos movimentos sociais por mais m&eacute;dicos como argumento em defesa do Programa, os representantes dos conselhos profissionais da categoria m&eacute;dica expuseram uma vis&atilde;o corporativista do tema. Nas palavras dos autores do estudo, o que revelou a m&iacute;dia &eacute; que a corpora&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, no momento do debate, &rdquo;ampliou seu olhar para dentro de si mesm[a]&rdquo; (MORAIS <i>et al</i>., 2014, p.118). A discuss&atilde;o sobre os impactos do Programa na vida dos brasileiros ficou em segundo plano, repetindo o resultado da an&aacute;lise do <i>Bom Dia Brasil.</i></p>     <p>A polariza&ccedil;&atilde;o do debate na m&iacute;dia entre Governo Federal, de um lado, e o posicionamento das entidades m&eacute;dicas, de outro, e a grande utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes oficiais para representa&ccedil;&atilde;o de ambos os &ldquo;lados&rdquo; tamb&eacute;m foram observados, inicialmente, na pesquisa de Carvalho (2014), com uma amostragem mais ampla: onze ve&iacute;culos de imprensa. Foram acompanhados oito ve&iacute;culos online (<i>G1, Terra, UOL, Estad&atilde;o Online, Folha Online, O Globo Online, Veja Online, e &Eacute;poca Online)</i>, dois impressos (<i>Folha de S&atilde;o Paulo </i>e<i> O Estado de S&atilde;o Paulo</i>) e um televisivo (<i>Jornal Nacional</i>), que somaram, no per&iacute;odo de junho a novembro de 2013, mais de quatro mil reportagens sobre o tema.</p>     <p>Ao mesmo tempo em que aponta a exist&ecirc;ncia desta disputa pela opini&atilde;o p&uacute;blica no campo da m&iacute;dia, o estudo tamb&eacute;m pondera sobre a influ&ecirc;ncia do posicionamento p&uacute;blico sobre a imprensa, ao identificar que pesquisas de opini&atilde;o a favor do Programa Mais M&eacute;dicos, que foram divulgadas nesse per&iacute;odo, podem ter influenciado os ve&iacute;culos a deixar de lado o constante apelo &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es oficiais de entidades m&eacute;dicas e passar a acompanhar e divulgar as informa&ccedil;&otilde;es sobre a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa e seus impactos (CARVALHO, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mudan&ccedil;a na cobertura</b></p>     <p>A conclus&atilde;o do trabalho de Carvalho (2014) &eacute; de que houve uma mudan&ccedil;a no perfil das mat&eacute;rias no decorrer do tempo. &Agrave; medida que o Mais M&eacute;dicos era executado, as mat&eacute;rias passaram a abordar a chegada e o treinamento de m&eacute;dicos estrangeiros, e as cidades que estavam recebendo o Programa. De junho a novembro de 2013, o estudo verificou que a imprensa passou a publicar mais informa&ccedil;&otilde;es e menos declara&ccedil;&otilde;es sobre o tema (CARVALHO, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta possibilidade j&aacute; havia sido antecipada por uma breve an&aacute;lise publicada pelo jornalista Luciano Martins da Costa, no portal do Observat&oacute;rio da Imprensa, em setembro de 2013. Ele utiliza exemplos dos jornais <i>O Globo, Folha de S&atilde;o Paulo </i>e<i> O Estado de S&atilde;o Paulo </i>para defender que, depois de oferecerem amplos espa&ccedil;os e at&eacute; estimularem o boicote promovido pelas associa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, esses ve&iacute;culos mudaram de posi&ccedil;&atilde;o e passaram a veicular mat&eacute;rias que continham cr&iacute;ticas ao que considera corporativismo das entidades m&eacute;dicas (COSTA, 2013).</p>     <p>Uma mudan&ccedil;a na cobertura tamb&eacute;m foi capturada pela pesquisa de Luz <i>et al</i>. (2015), restrita &agrave; Folha de S&atilde;o Paulo, e que envolveu uma maior abrang&ecirc;ncia temporal no recorte da amostra, analisando conte&uacute;dos publicados at&eacute; junho de 2014. Foi verificada uma diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de reportagens sobre o programa, logo ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisas de opini&atilde;o, &ldquo;provavelmente em fun&ccedil;&atilde;o da progressiva aprova&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao PMM, conforme informam as pesquisas de sondagem de opini&atilde;o realizadas&rdquo; (LUZ <i>et al</i>., 2015, p. 229).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Esse artigo enfrentou o desafio de narrar o conhecimento produzido e analisado acerca do PMM em um intenso in&iacute;cio de sua trajet&oacute;ria de execu&ccedil;&atilde;o, com enfoque especial na produ&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica a respeito do Programa. Longe de estabelecer um marco definidor, pretendeu-se reunir o maior n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es para expor ao leitor o que se produziu e por quais caminhos as pesquisas acerca desse tema podem partir.</p>     <p>A revis&atilde;o narrativa mostra que os resultados divulgados pelos autores que analisaram o tratamento e os discursos produzidos pela m&iacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o ao PMM est&atilde;o focados no per&iacute;odo de an&uacute;ncio, lan&ccedil;amento e in&iacute;cio da execu&ccedil;&atilde;o do Programa, em 2013, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um estudo, de Luz <i>et al</i>. (2015), que considera um recorte que se estende at&eacute; junho de 2014.</p>     <p>Entre os elementos que se repetem nos resultados das pesquisas, destaca-se a o vi&eacute;s pol&iacute;tico da cobertura, especialmente na sua fase inicial, e a centralidade da veicula&ccedil;&atilde;o, pelos jornais, portais e programas de televis&atilde;o, de declara&ccedil;&otilde;es polarizadas entre entidades m&eacute;dicas, que criticam o Programa, e o Governo Federal, que o defende.</p>     <p>Importante verificar que as pesquisas de maior abrang&ecirc;ncia temporal, produzidas por Carvalho (2014) e Luz <i>et al</i>. (2015), foram justamente as que conseguiram verificar uma mudan&ccedil;a nas caracter&iacute;sticas da cobertura jornal&iacute;stica sobre o Programa. Em princ&iacute;pio, os resultados de Carvalho (2014) confirmaram a predomin&acirc;ncia das declara&ccedil;&otilde;es de representantes de entidades nas mat&eacute;rias dos onze ve&iacute;culos acompanhados<i>.</i> Contudo, foi verificada uma mudan&ccedil;a gradativa no enfoque das mat&eacute;rias, que passaram a acompanhar a execu&ccedil;&atilde;o e o impacto do Mais M&eacute;dicos junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o usu&aacute;ria. Luz <i>et al</i>. (2015) mostrou ainda uma diminui&ccedil;&atilde;o na quantidade de mat&eacute;rias veiculadas pela <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i> acerca do programa, mudan&ccedil;a que coincidiu com a divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisas de opini&atilde;o que indicavam a amplia&ccedil;&atilde;o da aprova&ccedil;&atilde;o popular do Mais M&eacute;dicos.</p>     <p>A m&iacute;dia, atrav&eacute;s de telejornais, revistas, jornais impressos e demais instrumentos, &eacute; ve&iacute;culo de impress&otilde;es personal&iacute;ssimas e informador oficial, como foi poss&iacute;vel perceber atrav&eacute;s dos estudos utilizados aqui. Al&eacute;m disso, ela n&atilde;o &eacute; estanque, mudando o enfoque jornal&iacute;stico &agrave; medida que o contexto pol&iacute;tico-social tamb&eacute;m vai se modificando, ou seja, a m&iacute;dia &eacute;, ao mesmo tempo, produtora e produto da sociedade, modificando e sendo modificado por ela.</p>     <p>Espera-se que as pesquisas, os debates e as an&aacute;lises sobre o PMM e sobre como a m&iacute;dia narra a execu&ccedil;&atilde;o do Programa continuem sendo realizadas. Se, por um lado, esse olhar amplia o entendimento a respeito da m&iacute;dia e sua intera&ccedil;&atilde;o com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, por outro, o conhecimento desses mecanismos, se apropriado pelos <i>policy makers</i>, pode se constituir em um verdadeiro meio para a integralidade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Alves, Vera Lucia Pereira et al. (2013) Emo&ccedil;&atilde;o e soma (des)conectadas em p&aacute;ginas de revista: as categorias tem&aacute;ticas do discurso prescritivo sobre os fen&ocirc;menos da vida e da doen&ccedil;a. <i>Ci&ecirc;nc. Sa&uacute;de Coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, Fev. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1413-81232013000200025&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso&amp;gt;" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1413-81232013000200025&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso&amp;gt;</a> Acesso em: 20 Mar. 2015.</p>     <!-- ref --><p>Bevort, Evelyne; BELLONI, Maria Luiza. (2009) M&iacute;dia-educa&ccedil;&atilde;o: conceitos, hist&oacute;ria e perspectivas. <i>Educ. Soc</i><b>.</b>, Campinas, v. 30, n. 109, Dez., p.1081-1102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935836&pid=S1646-5954201700020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Boucq, Isabelle. (2014) <i>Como se tornar um m&eacute;dico na Fran&ccedil;a. </i>EHOW Conhecimento. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ehow.com.br/tornar-medico-franca-como_23884/" target="_blank">http://www.ehow.com.br/tornar-medico-franca-como_23884/</a>. Acesso em: 2 out.</p>     <!-- ref --><p>Brasil. (1988) <i>Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil</i>. Bras&iacute;lia: Senado Federal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935839&pid=S1646-5954201700020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brasil. (1990) Lei n&ordm; 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disp&otilde;e sobre as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia, 20 set.</p>     <p>Brasil. (2013a) <i>Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos n&ordm; 0024</i>, de 6 de julho de 2013. Exp&otilde;e os motivos e necessidades a serem atendidas com a cria&ccedil;&atilde;o da Medida Provis&oacute;ria que institui o Programa Mais M&eacute;dicos e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Brasil. (2013b) Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 621, de 8 de julho de 2013. Institui o Programa Mais M&eacute;dicos e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, </i>Bras&iacute;lia, 8 jul.</p>     <p>Brasil. (2013c) Lei Ordin&aacute;ria n&ordm; 12871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Programa Mais M&eacute;dicos, altera as Leis n&ordm; 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e n&ordm; 6.932, de 7 de julho de 1981, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, </i>Bras&iacute;lia, 23 out.</p>     <p>Brasil. (2014a) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. <i>Mais M&eacute;dicos</i> &ndash; Um ano. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/setembro/04/apresentacao-COLETIVA-1-ANO-MAIS-M--DICOS---04-09-1.pdf" target="_blank">http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/setembro/04/apresentacao-COLETIVA-1-ANO-MAIS-M--DICOS---04-09-1.pdf</a>. Acesso em: 16 dez.</p>     <p>BRASIL. (2014b) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. <i>Portal do Programa Mais M&eacute;dicos</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/acoes-e-programas/mais-medicos" target="_blank">http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/acoes-e-programas/mais-medicos</a>. Acesso em: 27 nov.</p>     <p>Carvalho, Fernanda Cavassana. (2014) A Consolida&ccedil;&atilde;o do Programa Mais M&eacute;dicos na Opini&atilde;o P&uacute;blica e na Cobertura Jornal&iacute;stica. <i>Anais do XV Congresso de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o na Regi&atilde;o Sul</i>. Palho&ccedil;a, de 8 a 10 maio. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portalintercom.org.br/anais/sul2014/resumos/R40-0325-1.pdf" target="_blank">http://www.portalintercom.org.br/anais/sul2014/resumos/R40-0325-1.pdf</a>. Acesso em: 16 dez 2014.</p>     <!-- ref --><p>Carvalho, M&ocirc;nica Sampaio de; SOUSA, Maria F&aacute;tima de. (2013) Como o Brasil tem enfrentado o tema provimento de m&eacute;dicos? <i>Interface (Botucatu)</i>, Botucatu, v. 17, n. 47, Dez. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-32832013000400012&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-32832013000400012&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>. Acesso em: 25 set. 2014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935848&pid=S1646-5954201700020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Conselho regional de medicina do estado de s&atilde;o paulo. (2014) <i>Mais M&eacute;dicos</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Noticias&amp;id=3365" target="_blank">http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Noticias&amp;id=3365</a>. Acesso em: 28 nov.</p>     <p>Costa, Luciano Martins. (2013) <i>A ressaca moral da imprensa</i>. In: Portal do Observat&oacute;rio da Imprensa, em 24 set. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_ressaca_moral_da_imprensa" target="_blank">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_ressaca_moral_da_imprensa</a>. Acesso em: 16 dez. 2014.</p>     <p>Deutsche welle. (2013) <i>Planejada pelo Brasil, &ldquo;importa&ccedil;&atilde;o&rdquo; de m&eacute;dicos &eacute; fen&ocirc;meno mundial. </i>&nbsp;Caderno Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 10 jul. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dw.de/planejada-pelo-brasil-importa&ccedil;&atilde;o-de-m&eacute;dicos-&eacute;-fen&ocirc;meno-mundial/a-16943899" target="_blank">http://www.dw.de/planejada-pelo-brasil-importa%C3%A7%C3%A3o-de-m%C3%A9dicos-%C3%A9-fen%C3%B4meno-mundial/a-16943899</a>. Acesso em: 7 out. 2014.</p>     <p>Empresa brasileira de comunica&ccedil;&atilde;o (EBC). (2013a) <i>Al&eacute;m dos cubanos, Brasil pode atrair m&eacute;dicos de Portugal e Espanha.</i> Caderno de Sa&uacute;de (online). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/05/alem-dos-cubanos-brasil-pode-atrair-medicos-de-portugal-e-da-espanha" target="_blank">http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/05/alem-dos-cubanos-brasil-pode-atrair-medicos-de-portugal-e-da-espanha</a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Empresa brasileira de comunica&ccedil;&atilde;o (EBC). (2013b) <i>Conselho Federal de Medicina condena chegada de M&eacute;dicos cubanos no Brasil. </i>Caderno de Sa&uacute;de (online). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/05/conselho-federal-de-medicina-condena-chegada-de-medicos-cubanos-ao-brasil" target="_blank">http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/05/conselho-federal-de-medicina-condena-chegada-de-medicos-cubanos-ao-brasil</a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2014.</p>     <p>Folha de s&atilde;o paulo. (2000) <i>Governo regula trabalho de m&eacute;dicos estrangeiros nos pa&iacute;s.</i> Caderno Cotidiano, 15 jan. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1501200019.htm" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1501200019.htm</a>&gt;. Acesso em: 20 out. 2014.</p>     <p>Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. (2008) <i>Programa Integra&ccedil;&atilde;o Profissional de M&eacute;dico Estrangeiro.</i> Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.gulbenkian.pt/images/mediaRep/institucional/actividades/programas_projectos/RegulamentoMedicos08.pdf" target="_blank">http://www.gulbenkian.pt/images/mediaRep/institucional/actividades/programas_projectos/RegulamentoMedicos08.pdf</a>&gt;. Acesso em: 16 out. 2014.</p>     <p>Javorski, Elaine e Scremin, Liege. (2013) O Enquadramento das not&iacute;cias sobre os estrangeiros do programa Mais M&eacute;dicos. <i>Anais do 9&ordm; Ciclo de Debates sobre Jornalismo &ndash; UniBrasil</i>. Curitiba, de 28 out. a 1 nov. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://apps.unibrasil.com.br/Revista/index.php/comunicacao/article/viewFile/1195/1004" target="_blank">http://apps.unibrasil.com.br/Revista/index.php/comunicacao/article/viewFile/1195/1004</a>&gt;. Acesso em: 16 dez. 2014.</p>     <!-- ref --><p>Luz, C&eacute;sar et al. (2015) Monitoramento de terminologia na m&iacute;dia: o Programa Mais M&eacute;dicos. TradTerm, S&atilde;o Paulo, v. 25, Agosto/2015, pp. 199-233. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.revistas.usp.br/tradterm/article/view/103250" target="_blank">http://www.revistas.usp.br/tradterm/article/view/103250</a>&gt;. Acesso em: 07 mar 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935857&pid=S1646-5954201700020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morais, Indyara et al. (2014) Jornais Folha de S&atilde;o Paulo e Correio Braziliense: O que dizem sobre o Programa Mais M&eacute;dicos?. <i>Rev. esc. enferm. USP</i>, S&atilde;o Paulo, v. 48, n. 2, p. 107-115, Dez. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342014000800107&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342014000800107&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;. Acesso em: 21 abr. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935859&pid=S1646-5954201700020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>New south wales rural doctors network. (2014) <i>10 Year Moratorium. </i>Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.nswrdn.com.au/site/index.cfm?display=72213" target="_blank">http://www.nswrdn.com.au/site/index.cfm?display=72213</a>&gt;. Acesso em: 12 out.</p>     <p>Oliveira, F.P. (2014) Coopera&ccedil;&atilde;o Brasil/Cuba na Sa&uacute;de. <i>Anais do XXX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Sa&uacute;de</i>. Serra, de 1 a 4 jun. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=4637:opasoms-no-brasil-no-xxx-congresso-nacional-de-secretarias-municipais-de-saude&amp;Itemid=827" target="_blank">http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=4637:opasoms-no-brasil-no-xxx-congresso-nacional-de-secretarias-municipais-de-saude&amp;Itemid=827</a>&gt;. Acesso em: 15 nov. 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>R&aacute;dio fran&ccedil;a internacional. (2013) <i>Pa&iacute;ses ricos contratam m&eacute;dicos estrangeiros para combater escassez</i>. Sess&atilde;o Geral (online). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130827-paises-ricos-contratam-medicos-estrangeiros-para-combater-escassez" target="_blank">http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130827-paises-ricos-contratam-medicos-estrangeiros-para-combater-escassez</a>&gt;. Acesso em: 1 out. 2014</p>     <p>Rocha, Cristianne Maria Famer. (2005) <i>A Escola na M&iacute;dia</i>: Nada fora do controle. Porto Alegre: UFRGS. Tese. (Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o). Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>     <!-- ref --><p>Rother, Edna Terezinha. (2007) Revis&atilde;o sistem&aacute;tica X revis&atilde;o narrativa. <i>Acta paul. enferm</i>., S&atilde;o Paulo, v. 20, n. 2, Jun. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-21002007000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-21002007000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;. Acesso em: 21 mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935865&pid=S1646-5954201700020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Segalin, Marina. (2013) <i>O Programa Mais M&eacute;dicos</i>: Um estudo de imagem a partir da Revista Veja. Porto Alegre: UFRGS. (Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso) Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://hdl.handle.net/10183/88890" target="_blank">http://hdl.handle.net/10183/88890</a>&gt;. Acesso em: 16 dez. 2014.</p>     <!-- ref --><p>Silva, Gabriela Martins; RASERA, Emerson Fernando. (2013) A Desqualifica&ccedil;&atilde;o do SUS na Folha de S&atilde;o Paulo: Constru&ccedil;&atilde;o Discursiva de Gestores e Usu&aacute;rios. <i>Psico</i>, Uberl&acirc;ndia, v. 44, n. 1, p. 82-91, jan./mar. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/10659/8851" target="_blank">http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/10659/8851</a>&gt;. Acesso em: 20 set. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935868&pid=S1646-5954201700020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siqueira-batista, Rodrigo et al. (2013) Educa&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias para o SUS: &eacute; poss&iacute;vel pensar alternativas &agrave;(s) l&oacute;gica(s) do capitalismo tardio? <i>Ci&ecirc;nc. sa&uacute;de coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, Jan. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232013000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232013000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;. Acesso em: 23 out. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935870&pid=S1646-5954201700020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tribuna do norte. (2013) <i>Importa&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos &eacute; mundial.</i> Caderno Sa&uacute;de, Natal, 21 jul., p.15. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://sinmedrn.org.br/media/uploads/clippings/21_07_Tribuna_do_Norte_-_Geral_p&aacute;g_15_-_programa_Mais_M&eacute;dico.pdf" target="_blank">http://sinmedrn.org.br/media/uploads/clippings/21_07_Tribuna_do_Norte_-_Geral_p%C3%A1g_15_-_programa_Mais_M%C3%A9dico.pdf</a>&gt;. Acesso em: 3 out. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935872&pid=S1646-5954201700020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>United states immigration. (2014) <i>The Conrad State 30 J1 Waiver Program. </i>Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.conrad30.com/basics.html" target="_blank">http://www.conrad30.com/basics.html</a>&gt;. Acesso em: 12 out.</p>     <p>Vaz, Paulo; Portugal, Daniel B. (2012) A nova &ldquo;boa-nova&rdquo;: marketing de medicamentos e jornalismo cient&iacute;fico nas p&aacute;ginas da revista brasileira Veja. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, m&iacute;dia e consumo</i>, S&atilde;o Paulo, ano 9, v.9, n.26, p. 37-60, nov. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/article/view/342/pdf" target="_blank">http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/article/view/342/pdf</a>&gt;. Acesso em 20 set. 2014.</p>     <!-- ref --><p>World health organization. (2010) <i>The WHO Global Code of Practice on the International Recruitment of Health Personnel.</i> Geneva: WHO. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://whqlibdoc.who.int/hq/2010/WHO_HSS_HRH_HMR_2010.2_eng.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/hq/2010/WHO_HSS_HRH_HMR_2010.2_eng.pdf</a>&gt;. Acesso em: 7 mar. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=935876&pid=S1646-5954201700020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vera Lucia Pereira]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Emoção e soma (des)conectadas em páginas de revista: as categorias temáticas do discurso prescritivo sobre os fenômenos da vida e da doença]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Bevort]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mídia-educação: conceitos, história e perspectivas]]></article-title>
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