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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A internet como mídia política nos países lusófonos: análise dos websites dos parlamentos de língua portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The internet as a political media in the Portuguese speaking countries: analysis of the websites of the lusophone parliaments]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Information and interactivity are increasingly being confirmed as elements for improving political relations and democracy itself. Based on this assumption, this article aims at analyzing the use of the internet by the parliaments of the eight Portuguese-speaking countries, considering their potential as political media. The websites were monitored to identify information offered to the public and interaction channels. Results indicate a more significant investment in the dissemination of information about how parliaments work, their role and their agenda. Research registers a low offer of citizen participation and interactivity channels. What dominates is, therefore, the unidirectional logic of divulgation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A internet como m&iacute;dia pol&iacute;tica nos pa&iacute;ses lus&oacute;fonos: an&aacute;lise dos websites dos parlamentos de l&iacute;ngua portuguesa</b></p>     <p><b>The internet as a political media in the Portuguese speaking countries: analysis of the websites of the lusophone parliaments</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Antonio Teixeira de Barros*</b></p>     <p>* Centro de Forma&ccedil;&atilde;o e Treinamento da C&acirc;mara dos Deputados (CEFOR), Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o se confirmam cada vez mais como elementos para dinamizar as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e a pr&oacute;pria democracia. Com base nesse pressuposto, o objetivo do artigo &eacute; analisar como se d&aacute; o uso da internet pelos parlamentos dos oito pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, considerando seu potencial de m&iacute;dia pol&iacute;tica na atualidade. Os websites das casas legislativas foram monitorados com o prop&oacute;sito de mapear as informa&ccedil;&otilde;es oferecidas ao p&uacute;blico e os canais de intera&ccedil;&atilde;o. Os resultados indicam maior investimento na divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre o funcionamento, a agenda de trabalho e a atua&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares. O levantamento registra baixa oferta de canais de interatividade e participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;. Predomina, portanto, a l&oacute;gica unidirecional da divulga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Websites legislativos. M&iacute;dias digitais. M&iacute;dia e parlamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Information and interactivity are increasingly being confirmed as elements for improving political relations and democracy itself. Based on this assumption, this article aims at analyzing the use of the internet by the parliaments of the eight Portuguese-speaking countries, considering their potential as political media. The websites were monitored to identify information offered to the public and interaction channels. Results indicate a more significant investment in the dissemination of information about how parliaments work, their role and their agenda. Research registers a low offer of citizen participation and interactivity channels. What dominates is, therefore, the unidirectional logic of divulgation.</p>     <p><b>Keywords</b>: Legislative Websites. Digital media. Media and parliament.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este artigo tem como objeto de an&aacute;lise a configura&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica dos websites dos parlamentos da Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa (CPLP), com o prop&oacute;sito de examinar como a internet &eacute; utilizada pelas institui&ccedil;&otilde;es legislativas, sob a perspectiva mais abrangente da rela&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dias digitais e o campo pol&iacute;tico. De forma mais espec&iacute;fica, o estudo explora como a internet &eacute; utilizada como m&iacute;dia pol&iacute;tica para conferir visibilidade &agrave;s atividades dessas institui&ccedil;&otilde;es. Para cumprir esses objetivos, foram monitorados os websites dos parlamentos nacionais dos oito pa&iacute;ses que formam a CPLP<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> durante o segundo semestre do ano de 2014.</p>     <p>O pressuposto que sustenta a an&aacute;lise tem como base o argumento de que os parlamentos atuam cada vez mais segundo a perspectiva da <i>pol&iacute;tica informacional</i> (CASTELLS, 2003), o que implica ades&atilde;o &agrave; l&oacute;gica de informa&ccedil;&atilde;o segmentada (WOLTON, 2006) e de <i>m&iacute;dias t&aacute;ticas</i>, ou seja, meios alternativos aos ve&iacute;culos convencionais, capazes de produzir agendamentos e enquadramentos diferenciados (JURIS, 2005). Cabe ressaltar aqui a pr&oacute;pria no&ccedil;&atilde;o de parlamento como &oacute;rg&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica entre o Estado e a sociedade, uma ideia presente na obra de autores como Durkheim (2002) e Max Weber (1999), por meio da no&ccedil;&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, uma fun&ccedil;&atilde;o que requer comunica&ccedil;&atilde;o intensa entre a esfera da representa&ccedil;&atilde;o e a esfera civil, com vistas &agrave; <i>accountability</i> discursiva (KARLSSON, 2013).</p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o pelo recorte centrado nos conte&uacute;dos dos websites dos parlamentos se justifica pela crescente relev&acirc;ncia do uso de ferramentas digitais pelas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas (R&Ouml;MMELE, 2003; BLANCHARD, 2006). A rela&ccedil;&atilde;o entre internet e a esfera pol&iacute;tica tem se acentuado nos &uacute;ltimos anos, o que levou as institui&ccedil;&otilde;es legislativas a adotarem projetos de parlamento aberto (FARIA, 2012).</p>     <p>&Eacute; oportuno ressaltar que as agendas legislativas nacionais adquiriram maior proje&ccedil;&atilde;o com a intensifica&ccedil;&atilde;o da mediatiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, o que inclui a atua&ccedil;&atilde;o dos parlamentos. Para o estudo, foram consideradas as seguintes &aacute;reas: dados administrativos sobre as casas legislativas, informa&ccedil;&otilde;es sobre as atividades legislativas, meios de divulga&ccedil;&atilde;o institucional das atividades dos parlamentos, formas de contato e relacionamento com a sociedade. O monitoramento consistiu em visitas sistem&aacute;ticas aos portais das oito institui&ccedil;&otilde;es legislativas, com o registro em fichas pr&oacute;prias dos dados relativos &agrave;s &aacute;reas acima mencionadas, a fim de estabelecer compara&ccedil;&atilde;o entre os respectivos websites em estudo. Foram realizadas cinco visitas a cada website em dias diferentes da semana, ao longo do segundo semestre do ano de 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A comunica&ccedil;&atilde;o digital nos parlamentos</b></p>     <p>Com o avan&ccedil;o das tecnologias midi&aacute;ticas, das quais a internet faz parte e constitui o mais importante avan&ccedil;o dos &uacute;ltimos 20 anos, a pol&iacute;tica passou a ser um fen&ocirc;meno de penetra&ccedil;&atilde;o difusa nas diversas esferas da sociedade, ou seja, consegue atingir o cidad&atilde;o mesmo fora do &acirc;mbito pol&iacute;tico no sentido estrito, pois a m&iacute;dia contribui para a inser&ccedil;&atilde;o ampliada dos temas pol&iacute;ticos nas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Seu elevado potencial de sedu&ccedil;&atilde;o, calcado na l&oacute;gica do poder simb&oacute;lico (Bourdieu, 1989), em muito contribui(u) para a reconfigura&ccedil;&atilde;o dos fluxos e circuitos de informa&ccedil;&atilde;o nas sociedades metropolitanas.</p>     <p>A esfera da visibilidade p&uacute;blica e suas consequ&ecirc;ncias nas din&acirc;micas sociais de discutibilidade coletiva (Gomes, 2011) refor&ccedil;am o poder simb&oacute;lico da mediatiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. Al&eacute;m disso, grande parte do conhecimento e da experi&ecirc;ncia dos p&uacute;blicos no que se refere a assuntos de relev&acirc;ncia social, pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e cultural passa necessariamente pelo enquadramento dos <i>media</i>, que se tornaram fonte primordial de informa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Os media traduzem e formam as percep&ccedil;&otilde;es que as pessoas n&atilde;o experimentam diretamente&rdquo; (Schmidt, 2003, p.69).&nbsp; Trata-se da gram&aacute;tica da esfera da visibilidade medi&aacute;tica.</p>     <p>Essa abordagem coaduna-se com os pressupostos de Manin (1995; 2013), ao propor o conceito de <i>audience democracy</i> ou <i>democracia do p&uacute;blico</i>. Para o autor, com o avan&ccedil;o da mediatiza&ccedil;&atilde;o e suas interfer&ecirc;ncias nos jogos de composi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a <i>democracia de audi&ecirc;ncia</i> enfraqueceu a hegemonia dos partidos, refor&ccedil;ando o voto personalista (j&aacute; que abre-se a possibilidade de comunica&ccedil;&atilde;o direta com o p&uacute;blico), al&eacute;m de reduzir a import&acirc;ncia do parlamento como &oacute;rg&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e f&oacute;rum de debates.&nbsp; Os <i>media</i> passam a assumir cada vez mais esse papel.</p>     <p>Em decorr&ecirc;ncia disso, as institui&ccedil;&otilde;es legislativas e os pr&oacute;prios parlamentares passaram a recorrer aos mecanismos medi&aacute;ticos para manter o v&iacute;nculo eleitoral e prestar contas aos eleitores (MANIN, 1995). Castells (2000) identifica esse movimento como uma transi&ccedil;&atilde;o de uma esfera p&uacute;blica pol&iacute;tica at&eacute; ent&atilde;o ancorada nas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas para um novo modelo que se organiza em torno do poder simb&oacute;lico dos sistemas e redes articulados pelos <i>media</i>.</p>     <p>Na mesma linha de pensamento, Urbinati (2013a; 2013b) reitera que as redefini&ccedil;&otilde;es e crises do sistema pol&iacute;tico surgem em decorr&ecirc;ncia da consolida&ccedil;&atilde;o da <i>democracia do p&uacute;blico</i> e do <i>plebiscito da audi&ecirc;ncia</i>. Al&eacute;m dos <i>media</i> convencionais, a autora destaca o papel da internet nesse processo, tornando-se um &ldquo;suporte sem precedentes para a democracia de audi&ecirc;ncia&rdquo; (2013a, p.10). Nessa nova configura&ccedil;&atilde;o societal, a internet teria a capacidade de superar o d&eacute;ficit democr&aacute;tico dos tradicionais meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa (GOMES, 2008, p.304), especialmente no que se refere &agrave; supera&ccedil;&atilde;o dos limites de tempo e espa&ccedil;o para a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; &agrave; extens&atilde;o e qualidade do estoque de informa&ccedil;&atilde;o online; &agrave; aus&ecirc;ncia de filtros e controles das m&iacute;dias tradicionais; e &agrave;s possibilidades de interatividade e participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A internet, portanto, constitui uma ferramenta &uacute;til para a atua&ccedil;&atilde;o dos parlamentos. Afinal, no contexto de uma <i>sociedade de multirredes</i> (BAUMAN, 2000), as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas deparam-se com a l&oacute;gica da inevitabilidade digital, resultante do processo de <i>encolhimento do mundo</i> (HARVEY, 1992) e de constitui&ccedil;&atilde;o de novos modos do fazer pol&iacute;tico. A internet reconfigurou o campo pol&iacute;tico, com um novo tipo de copresen&ccedil;a, por meio da atua&ccedil;&atilde;o online dos atores. Ressalta-se nesse aspecto, a capacidade de ag&ecirc;ncia do usu&aacute;rio de internet, com sua m&uacute;ltipla atua&ccedil;&atilde;o (espectador, ator e operador). Os parlamentos tiveram que aderir, portanto, &agrave; <i>pol&iacute;tica de signos</i> para criar e representar modos de pertencimento do cidad&atilde;o &agrave; comunidade pol&iacute;tica (Ribeiro, 2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os parlamentos da CPLP e os desafios das m&iacute;dias digitais </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de ainda guardar resqu&iacute;cios da cultura do segredo (vota&ccedil;&atilde;o secreta, f&oacute;rum privilegiado), as institui&ccedil;&otilde;es parlamentares avan&ccedil;aram nos &uacute;ltimos anos na ades&atilde;o aos projetos pol&iacute;ticos de transpar&ecirc;ncia e <i>accountability </i>que come&ccedil;aram a ter impactos relevantes no cen&aacute;rio internacional<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Esses projetos passaram a fazer parte do debate pol&iacute;tico sobre as redefini&ccedil;&otilde;es dos regimes democr&aacute;ticos, denominadas por Giddens (2009) de &ldquo;democratiza&ccedil;&atilde;o da democracia&rdquo;. Trata-se de um processo inerente &agrave; <i>moderniza&ccedil;&atilde;o reflexiva</i>, que passou a imprimir um ritmo de &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o permanente das formas de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, de suas estruturas, fun&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m das rela&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas sociais&rdquo; (BECK, 1994, p.12).</p>     <p>As defici&ecirc;ncias da democracia liberal, com seu modelo de representa&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o focado na competi&ccedil;&atilde;o eleitoral sugerem formas mais radicais de democratiza&ccedil;&atilde;o e modos intitucionais de revis&atilde;o das pr&oacute;prias engrenagens do regime. Para Giddens, a transpar&ecirc;ncia, associada &agrave;s concep&ccedil;&otilde;es de <i>accountability, responsivity </i>e<i> advocacy</i> apresentam potencial para aumentar a densidade da democracia, unindo o Estado &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o reflexiva da sociedade. Isso, contudo, requer intelig&ecirc;ncia diretiva na gest&atilde;o pol&iacute;tica e burocr&aacute;tica, al&eacute;m de permeabilidade pol&iacute;tica das institui&ccedil;&otilde;es, confian&ccedil;a ativa e autonomia dos indiv&iacute;duos e grupos.</p>     <p>A publicidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de governo j&aacute; foi devidamente defendida por autores renomados, inclusive Norberto Bobbio, segundo o qual &ldquo;o poder pol&iacute;tico &eacute; o poder p&uacute;blico (...) mesmo quando n&atilde;o &eacute; p&uacute;blico, n&atilde;o age em p&uacute;blico, esconde-se do p&uacute;blico, n&atilde;o &eacute; controlado pelo p&uacute;blico&rdquo; (2005, p.28). Para Bobbio, a Rep&uacute;blica diferencia-se dos regimes autorit&aacute;rios ou absolutistas exatamente porque h&aacute; um controle p&uacute;blico do poder e a livre forma&ccedil;&atilde;o de uma opini&atilde;o p&uacute;blica. O car&aacute;ter p&uacute;blico do governo representativo &ndash; ou nos termos contempor&acirc;neos da discuss&atilde;o pol&iacute;tica, a transpar&ecirc;ncia das decis&otilde;es governamentais &ndash; &eacute; ressaltado na passagem em que o autor argumenta que nos casos em que a assembleia &eacute; a reuni&atilde;o dos representantes do povo, quando ent&atilde;o a decis&atilde;o seria p&uacute;blica apenas para estes e n&atilde;o para todo o povo, as reuni&otilde;es da assembleia devem ser abertas ao p&uacute;blico de modo que qualquer cidad&atilde;o a elas possa ter acesso (BOBBIO, 2005, p.30).</p>     <p>A conex&atilde;o entre pol&iacute;tica e internet &eacute; cada vez mais vis&iacute;vel devido ao crescente uso dessa ferramenta pelos atores pol&iacute;ticos e pelos cidad&atilde;os na vida cotidiana. As institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas buscam cada vez mais visibilidade e legitimidade perante a opini&atilde;o p&uacute;blica. Afinal, a visibilidade &eacute; da natureza da pol&iacute;tica (THOMPSON, 1995). Na esfera pol&iacute;tica parlamentar, marcada pelo debate, formula&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, os efeitos das internet s&atilde;o crescentes. Cumprindo um papel mediador entre sociedade e Estado, conforme Weber (1999), o parlamento assume ainda as fun&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Executivo e de representa&ccedil;&atilde;o dos interesses da popula&ccedil;&atilde;o, que atenderiam, entre outras coisas, &agrave; l&oacute;gica de conex&atilde;o eleitoral dos parlamentares, ou seja, a reelei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Pesquisadores de v&aacute;rios pa&iacute;ses percebem o incremento nas estrat&eacute;gias de transpar&ecirc;ncia por parte das institui&ccedil;&otilde;es legislativas nos &uacute;ltimos anos. Para Leston-Bandeira (2012), o uso de dispositivos digitais &eacute; uma tentativa de rea&ccedil;&atilde;o ao descr&eacute;dito e &agrave; apatia pol&iacute;tica das atuais sociedades, preocupantes n&atilde;o s&oacute; pela sua import&acirc;ncia para as elei&ccedil;&otilde;es, do ponto de vista parlamentar, mas ainda mais para a democracia. Assim, os parlamentos percebem a internet como uma ferramenta de moderniza&ccedil;&atilde;o da visibilidade institucional, capaz de promover um estilo pol&iacute;tico mais dial&oacute;gico. As mudan&ccedil;as trazidas pela internet afetam principalmente o relacionamento das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas com a sociedade. A tend&ecirc;ncia &eacute; que os parlamentos utilizem a internet como forma de suprir lacunas de transpar&ecirc;ncia e <i>accountability</i> e de, com isso, buscar legitimidade perante a opini&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>No regime de visibilidade da <i>democracia de p&uacute;blico </i>(MANIN, 1995; 2013), a pol&iacute;tica informacional (CASTELLS, 2003) torna-se cada vez mais imperativa. Afinal, a gera&ccedil;&atilde;o, o processamento e a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e imagens tornaram-se as fontes fundamentais de produtividade de poder. Por isso, os parlamentos tendem cada vez mais a recorrer a estrat&eacute;gias de sedu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pela internet, cujos websites s&atilde;o o foco da divulga&ccedil;&atilde;o, uma esp&eacute;cie de &ldquo;palanque virtual&rdquo; ou de <i>outdoor</i> na esfera virtual (CASTELLS, 2003). &Eacute; oportuno ressaltar que a literatura especializada mostra como a rela&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;tica internet tornou-se inevit&aacute;vel, com o uso quase generalizado de websites pelas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas (FRICK, 2004; TRECHSEL, 2004).&nbsp;</p>     <p>Na esfera parlamentar, marcada pelo debate, formula&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, os efeitos da internet s&atilde;o crescentes, como registra a literatura especializada no internacional e no contexto brasileiro (NORRIS, 2003; TRECHSEL, 2004; FARIA, 2012). Nesse contexto, pesquisadores de v&aacute;rios pa&iacute;ses percebem o incremento nas estrat&eacute;gias de transpar&ecirc;ncia digital por parte das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Tais estrat&eacute;gias se justificam, em linhas gerais, pela busca de maior visibilidade e legitimidade social.</p>     <p>Nesses termos, estudo de Silva et al. (2009) aponta tr&ecirc;s dimens&otilde;es em que efetivamente os sites parlamentares podem contribuir para o avan&ccedil;o da democracia e da representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: publicidade, <i>accountability</i> e participa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Falar em publicidade, <i>accountability </i>e participa&ccedil;&atilde;o significa pensar em tr&ecirc;s elementos fundamentais para a din&acirc;mica das democracias hoje&rdquo; (SILVA et al., 2009, p.4). Se a publicidade &eacute; inerente ao poder, tornar p&uacute;blicos os atos dos representantes pol&iacute;ticos &eacute; indispens&aacute;vel para a democracia e o exerc&iacute;cio da representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Assim, uma fun&ccedil;&atilde;o dos sites das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares seria disponibilizar o m&aacute;ximo de informa&ccedil;&otilde;es aos cidad&atilde;os.</p>     <p>A <i>accountability</i> pode ser entendida como a responsabilidade dos representantes e das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares de prestarem contas com regularidade &agrave; sociedade e aos cidad&atilde;os, por se tratar de uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica de poder. A participa&ccedil;&atilde;o, por sua vez, &eacute; entendida como retroalimenta&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o, em um processo de negocia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua ou <i>representa&ccedil;&atilde;o circular</i> (URBINATI, 2005). Trata-se de um modo de incluir os eleitores na produ&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es pol&iacute;ticas. No caso dos parlamentos, isso implica abertura para a influ&ecirc;ncia do cidad&atilde;o sobre os agentes da representa&ccedil;&atilde;o (FRICK, 2004).</p>     <p>O debate sobre democracia digital, transpar&ecirc;ncia pol&iacute;tica dos parlamentos, <i>accountability</i> e temas afins est&aacute; diretamente relacionado com a quest&atilde;o da confian&ccedil;a do cidad&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Cabe ressaltar que o tema da confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os nas institui&ccedil;&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas e da legitimidade dos regimes pol&iacute;ticos &eacute; um dos assuntos mais debatidos nas Ci&ecirc;ncias Sociais, j&aacute; h&aacute; algum tempo (GIDDENS, 1991). A confian&ccedil;a institucional &eacute; um dos elementos centrais da modernidade, na forma de credibilidade p&uacute;blica, o que se reflete diretamente na imagem e na reputa&ccedil;&atilde;o de governos e institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Trata-se de &ldquo;uma forma de f&eacute; na qual a seguran&ccedil;a adquirida em resultados prov&aacute;veis expressa mais um compromisso com algo do que apenas uma compreens&atilde;o cognitiva&rdquo; (GIDDENS, 1990, p.29). Dessa forma, a confian&ccedil;a expressa no n&iacute;vel de ades&atilde;o ao regime democr&aacute;tico e na utiliza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es oficiais constitui um fator simb&oacute;lico relevante para a estabilidade pol&iacute;tica e institucional. No cen&aacute;rio atual, a confian&ccedil;a e a legitimidade das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, especialmente as parlamentares, &eacute; constantemente posta &agrave; prova (MIGUEL, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A discuss&atilde;o est&aacute; conectada &agrave; ideia de que a confian&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es de seus pa&iacute;ses ou comunidades &eacute; um aspecto essencial para a legitimidade do regime pol&iacute;tico e, portanto, para a estabilidade do sistema social. De maneira geral, podemos dizer que quanto mais confian&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es, maiores as chances de desenvolvimento de um regime democr&aacute;tico satisfat&oacute;rio para a popula&ccedil;&atilde;o (NORRIS, 1999; LIJPHART, 2001; TILLY, 2008). No sistema representativo, com parlamentos, isso se adquire ainda mais import&acirc;ncia.</p>     <p>Por outro lado, j&aacute; se tornou comum o diagn&oacute;stico de v&aacute;rios autores (MOIS&Eacute;S, 2009) sobre a crise de descr&eacute;dito por que passam as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas contempor&acirc;neas. Pesquisas recentes revelam que o n&iacute;vel de confian&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas nunca foi t&atilde;o baixo, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s casas legislativas (LESTON-BANDEIRA, 2012). Existe uma gama de raz&otilde;es que atuam em conjunto para construir esse contexto de desconfian&ccedil;a pol&iacute;tica, como o hist&oacute;rico de recorrentes esc&acirc;ndalos pol&iacute;ticos, informa&ccedil;&otilde;es distorcidas e inst&acirc;ncias pol&iacute;ticas disfuncionais. O desenvolvimento de uma cidadania cada vez mais cr&iacute;tica e vigilante &eacute; apontado como um dos fatores do aumento da desconfian&ccedil;a (RIBEIRO, 2011).</p>     <p>As jovens democracias, como a maioria dos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, padecem da &ldquo;s&iacute;ndrome de desconfian&ccedil;a generalizada&rdquo; (Ribeiro, 2011).&nbsp; Mas seriam as causas da desconfian&ccedil;a pol&iacute;tica nesses pa&iacute;ses as mesmas identificadas nas democracias avan&ccedil;adas? Segundo Ribeiro (2011), as raz&otilde;es s&atilde;o distintas e as explica&ccedil;&otilde;es devem ser buscadas no contexto cultural e hist&oacute;rico. Enquanto nas democracias consolidadas a desconfian&ccedil;a &eacute; fruto do elevado n&iacute;vel de escolariza&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os cr&iacute;ticos, nas jovens democracias, a explica&ccedil;&atilde;o estaria na desilus&atilde;o dos cidad&atilde;os com o funcionamento concreto das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, principalmente os parlamentos.</p>     <p>Os oito pa&iacute;ses que integram a Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa (CPLP) atualmente apresentam grande diversidade e assimetrias em termos de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e de institucionaliza&ccedil;&atilde;o do regime democr&aacute;tico. Esses pa&iacute;ses compartilham tra&ccedil;os culturais e e lingu&iacute;sticos comuns, mas tamb&eacute;m s&atilde;o muito distintos em termos pol&iacute;ticos. N&atilde;o &eacute; objetivo deste artigo esmiu&ccedil;ar os pormenores relacionados &agrave;s diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as, mas apenas situar brevemente a atua&ccedil;&atilde;o dos parlamentos de cada um desses pa&iacute;ses, a fim de compreender qual o papel da internet na rela&ccedil;&atilde;o entre tais parlamentos e a sociedade. Um tra&ccedil;o comum relevante &eacute; que a maioria deles &eacute; formada por jovens democracias, ap&oacute;s regimes autorit&aacute;rios que ainda hoje repercutem na vida pol&iacute;tica dessas na&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Do ponto de vista espec&iacute;fico dos parlamentos, cabe destacar que a maioria apresenta organiza&ccedil;&atilde;o unicameral. Apenas o Brasil &eacute; bicameral. Ademais, os parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP enfrentam o desafio relativo ao aperfei&ccedil;oamento da democracia, al&eacute;m de tentar equilibrar as for&ccedil;as pol&iacute;ticas relacionadas com a distribui&ccedil;&atilde;o de poderes de agenda entre os diferentes atores no interior do Legislativo, resultando em ganhos democr&aacute;ticos no que se refere &agrave; estabilidade, <i>accountability</i> e representatividade (ANASTASIA e SANTOS, 2004).</p>     <p>J&aacute; existem v&aacute;rios estudos que avaliam a transpar&ecirc;ncia e a abertura dos parlamentos<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. N&atilde;o pretendemos replic&aacute;-los, mas aprofundar alguns aspectos, considerando sobretudo eventuais altera&ccedil;&otilde;es inerentes ao pr&oacute;prio dinamismo da internet e o seu uso para fins de promover a transpar&ecirc;ncia pol&iacute;tica das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares no &acirc;mbito espec&iacute;fico da CPLP. Cabe ressaltar ainda que existem poucos estudos sobre os parlamentos e a Internet no &acirc;mbito da CPLP, como registra Salgado (2012), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do Brasil e Portugal<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, onde os estudos coincidem com levantamentos sobre os impactos da ado&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dias digitais pelo parlamento, especialmente com o uso de websites como instrumento de transpar&ecirc;ncia informativa e de democracia digital, por meio da abertura &agrave; participa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>No caso brasileiro os estudos registram como positiva a postura institucional do parlamento, com a ado&ccedil;&atilde;o das tecnologias digitais que se apresentam como um amplo horizonte de redefini&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o com o Estado e com o parlamento em especial. Entretanto, esses estudos questionam a efic&aacute;cia pol&iacute;tica desses instrumentos de participa&ccedil;&atilde;o do ponto de vista espec&iacute;fico da democracia representativa em sua dimens&atilde;o deliberativa e participativa: &ldquo;at&eacute; o momento, a &ecirc;nfase da institui&ccedil;&atilde;o tem sido na oferta de canais para receber manifesta&ccedil;&otilde;es da sociedade, mas isso, por si s&oacute;, n&atilde;o garante participa&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o nos processos decis&oacute;rios&rdquo; (Barros, Bernardes e Rehbein, 2015a, p.264).</p>     <p>De forma similar, os diagn&oacute;sticos acad&ecirc;micos sobre o uso da internet pelo parlamento portugu&ecirc;s indicam que existem obst&aacute;culos tecnol&oacute;gicos, culturais e pol&iacute;ticos que ainda dificultam o uso da Internet como ve&iacute;culo para a reformula&ccedil;&atilde;o e melhoria da comunica&ccedil;&atilde;o entre os parlamentares e os cidad&atilde;os. Cardoso e Nascimento (2003, p.136) ressaltam o predom&iacute;nio da televis&atilde;o, o uso individualizado das novas m&iacute;dias pelos parlamentares. Al&eacute;m disso, os autores chamam aten&ccedil;&atilde;o para a &ldquo;n&atilde;o motiva&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os para a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica tende tamb&eacute;m a n&atilde;o encorajar o fim deste ciclo vicioso, de n&atilde;o apropria&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da internet no quadro parlamentar&rdquo; (p.136).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise dos dados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todas as informa&ccedil;&otilde;es compiladas para o estudo foram captadas diretamente nos websites das institui&ccedil;&otilde;es legislativas, conforme consta no <a href="#q1">Quadro 1</a>. Dos oitos pa&iacute;ses da CPLP, o Brasil &eacute; o &uacute;nico com o parlamento bicameral, composto pela C&acirc;mara dos Deputados e o Senado Federal. Para efeitos de compara&ccedil;&atilde;o, optamos pela C&acirc;mara dos Deputados, pela sua analogia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais institui&ccedil;&otilde;es legislativas analisadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Mapeamento das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis ao cidad&atilde;o nos websites dos parlamentos</b></p>     <p>A an&aacute;lise foi organizada em seis itens: informa&ccedil;&otilde;es gerais, atividades legislativas, meios de divulga&ccedil;&atilde;o institucional, contato e relacionamento com a sociedade. A escala utilizada toma o &iacute;ndice 1,00 como o valor m&aacute;ximo, para efeitos comparativos entre as oito institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O <a href="#q2">Quadro 2</a> mostra o levantamento sobre as informa&ccedil;&otilde;es gerais dispon&iacute;veis. A avalia&ccedil;&atilde;o revela um bom desempenho de todos os parlamentos da CPLP nesse quesito, cujo &iacute;ndice de menor expressividade registrado &eacute; de 0,692, referente &nbsp;&nbsp;&agrave; Assembleia Nacional de Cabo Verde. Os &iacute;ndices mais elevados s&atilde;o da C&acirc;mara dos Deputados do Brasil e da Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal, ambas com 1,00 de desempenho. Em segundo lugar est&aacute; a Assembleia Nacional de Angola, com 0,923, seguida da Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique, com 0,846. Em quarto lugar est&atilde;o empatadas com o mesmo &iacute;ndice: Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;<i>Guin&eacute;</i><i>-</i><i>Bissau, </i>Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe e <i>Parlamento</i><i>&nbsp;</i>Nacional de<i>&nbsp;</i><i>Timor</i><i>-</i><i>Leste, todos com 0,769.</i></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto aos itens com desempenho superior est&atilde;o as informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s normas e funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es, a legisla&ccedil;&atilde;o de cada pa&iacute;s, os relat&oacute;rios de legislaturas anteriores, lista e biografia dos parlamentares, dados sobre parlamentos regionais e organismos interparlamentares. Os itens com desempenho inferior, por sua vez, s&atilde;o a divulga&ccedil;&atilde;o das atas de vota&ccedil;&otilde;es do plen&aacute;rio e das comiss&otilde;es, as normas de decoro e de &eacute;tica parlamentar, os relat&oacute;rios anuais de atividades, e a biblioteca parlamentar.</i></p>     <p>No campo das informa&ccedil;&otilde;es gerais, o levantamento revela um n&iacute;vel elementar de transpar&ecirc;ncia ativa, ou seja, aquela que compreende as informa&ccedil;&otilde;es divulgadas por iniciativa das pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es. Trata-se de documentos de dom&iacute;nio p&uacute;blico, em sua maioria, como a legisla&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, a biografia dos parlamentares, estat&iacute;sticas sobre elei&ccedil;&otilde;es e dados sobre as rela&ccedil;&otilde;es interparlamentares. Apesar disso, ainda existem d&eacute;ficits de transpar&ecirc;ncia, mesmo em se tratando de informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas, como as atas das vota&ccedil;&otilde;es do plen&aacute;rio e das comiss&otilde;es. Nesse quesito, cinco dos oito parlamentos n&atilde;o publicam esses registros: CV, GB, MZ, ST, TL.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal constata&ccedil;&atilde;o conduz a alguns questionamentos sobre o uso pol&iacute;tico da internet por essas institui&ccedil;&otilde;es, no que se refere &agrave; publicidade e &agrave; transpar&ecirc;ncia de seus atos. Se, por um lado, a visibilidade &eacute; da natureza do poder (THOMPSON, 1995), a transpar&ecirc;ncia est&aacute; relacionada tamb&eacute;m &agrave; cultura pol&iacute;tica da popula&ccedil;&atilde;o de cada pa&iacute;s, a qual pode demandar em maior ou menor grau a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Trata-se de um fen&ocirc;meno relacionada &agrave; <i>modernidade reflexiva</i> (GIDDENS, 1991), ou seja, que envolve tanto a performance das pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es, no que se refere &aacute; chamada <i>transpar&ecirc;ncia ativa</i>, bem como o engajamento dos pr&oacute;prios cidad&atilde;os, no processo denominado </i><i>transpar&ecirc;ncia passiva. </i>Isso n&atilde;o significa responsabilizar a popula&ccedil;&atilde;o desses pa&iacute;ses pela falta de transpar&ecirc;ncia de seus parlamentos, mas implica examinar o problema &agrave; luz de uma complexidade que envolve m&uacute;ltiplos atores e din&acirc;micas horizontais e verticais, em termos da defini&ccedil;&atilde;o e da retroalimenta&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas e processos de visibilidade parlamentar e divulga&ccedil;&atilde;o legislativa.</p>     <p>Quanto &agrave;s atividades legislativas, destacam-se a C&acirc;mara dos Deputados do Brasil e a Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal, com 1,00 e 0,94, respectivamente. A Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique registra 0,61. Em seguida aparecem o <i>Parlamento</i><i>&nbsp;</i>Nacional de<i>&nbsp;</i><i>Timor</i><i>-</i><i>Leste (0,55) e </i>a Assembleia Nacional de Angola (0,50). Na sequ&ecirc;ncia, est&atilde;o Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;<i>Guin&eacute;</i><i>-</i><i>Bissau e a </i>Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, ambas com 0,38. O &iacute;ndice menos expressivo fica para a Assembleia Nacional de Cabo Verde, com 0,27.</p>     <p>O desempenho de maior relev&acirc;ncia diz respeito &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sobre os projetos de leis em tramita&ccedil;&atilde;o, a agenda do plen&aacute;rio e os tratados/acordos internacionais. Entre os t&oacute;picos mais deficit&aacute;rios de transpar&ecirc;ncia est&atilde;o a agenda de trabalho dos demais &oacute;rg&atilde;os legislativos (excetuando-se o plen&aacute;rio e as comiss&otilde;es), o &aacute;udio e v&iacute;deo das sess&otilde;es das comiss&otilde;es e do plen&aacute;rio.</p>     <p>Chama aten&ccedil;&atilde;o a falta de informa&ccedil;&otilde;es ao p&uacute;blico sobre a assiduidade dos parlamentares &agrave;s sess&otilde;es deliberativas. Apenas a C&acirc;mara dos Deputados brasileira publica em sua <i>webpage</i> relat&oacute;rios mensais de presen&ccedil;a dos deputados &agrave;s sess&otilde;es. O &aacute;udio e o v&iacute;deo das sess&otilde;es das comiss&otilde;es s&atilde;o publicados apenas pela C&acirc;mara brasileira e a Assembleia portuguesa. Apenas tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es publicam um gloss&aacute;rio de termos legislativos: a C&acirc;mara brasileira, a Assembleia portuguesa e Assembleia de S&atilde;o Tom&eacute; e Principie. &Eacute; de not&oacute;rio reconhecimento que os procedimentos legislativos s&atilde;o complexos e exigem o dom&iacute;nio de um repert&oacute;rio t&eacute;cnico de dif&iacute;cil dom&iacute;nio pela maioria dos cidad&atilde;os. A publica&ccedil;&atilde;o de gloss&aacute;rio com termos legislativos poderia ajudar na compreens&atilde;o do p&uacute;blico interessado em acompanhar as atividades legislativas por meio da internet. Em alguns casos, faltam at&eacute; informa&ccedil;&otilde;es elementares como as fun&ccedil;&otilde;es de cada &oacute;rg&atilde;o do parlamento, como se v&ecirc; no <a href="#q3">Quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A respeito desses dados, cabe destacar alguns estudos recentes que ressaltam a fun&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es legislativas no que se refere &agrave; tarefa de transmitir conhecimentos relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a democracia, contribuindo assim, para fomentar o letramento pol&iacute;tico da popula&ccedil;&atilde;o. Tal perspectiva &eacute; vista como um instrumento de fortalecimento do pr&oacute;prio Poder Legislativo e da rela&ccedil;&atilde;o entre sociedade e parlamento (CARVALHO, 2014; COSSON, 2008). &nbsp;Al&eacute;m disso, educar para a democracia implica o empoderamento dos cidad&atilde;os, os quais passam a compreender melhor o funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es representativas, o trabalho dos parlamentares e como os eleitores podem monitorar tais atividades e participar dos processos pol&iacute;ticos. Os d&eacute;ficits de informa&ccedil;&atilde;o acima apontados, certamente carecem de aprofundamento e maior reflex&atilde;o.</p>     <p>No quesito divulga&ccedil;&atilde;o institucional a C&acirc;mara dos Deputados do Brasil fica em primeiro lugar, com 1,00, seguida da Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal, com 0,50. Na sequ&ecirc;ncia est&aacute; a Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique, com 0,375. A Assembleia Nacional de Angola, a Assembleia Nacional de Cabo Verde e a Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe aparecem em seguida, com 0,312. Em &uacute;ltimo lugar est&atilde;o a Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;<i>Guin&eacute;</i><i>-</i><i>Bissau e o Parlamento</i><i>&nbsp;</i>Nacional de<i>&nbsp;</i><i>Timor</i><i>-</i><i>Leste, ambos com 0,250, como se l&ecirc; no <a href="#q4">Quadro 4</a>.</i></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O uso da internet como m&iacute;dia informativa, com a divulga&ccedil;&atilde;o de notici&aacute;rio eletr&ocirc;nico sobre o parlamento, &eacute; o principal recurso utilizado, seguido da possibilidade de download de conte&uacute;dos. Outro item contemplado por todas as institui&ccedil;&otilde;es &eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o do di&aacute;rio oficial do parlamento, al&eacute;m de instrumentos de relacionamento com a m&iacute;dia, com a divulga&ccedil;&atilde;o de material informativo sobre o parlamento para a imprensa. A dimens&atilde;o informativa prevalece, portanto. Apenas a C&acirc;mara dos Deputados do Brasil e a Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal divulgam suas atividades por meio de canal pr&oacute;prio de televis&atilde;o.</p>     <p>Os dados confirmam o uso da internet pelos parlamentos como um <i>mural virtual</i> (CASTELLS, 2003), com &ecirc;nfase para o provimento de informa&ccedil;&otilde;es, seguindo a l&oacute;gica da oferta de informa&ccedil;&otilde;es, ou seja, os websites das institui&ccedil;&otilde;es atuam como emissores, com uma perspectiva pr&oacute;xima do que se denomina <i>m&iacute;dias t&aacute;ticas</i> (JURIS, 2005), que buscam enquadramentos informativos diferenciados e estrat&eacute;gicos, segundo a perspectiva dos pr&oacute;prios parlamentos. S&atilde;o tamb&eacute;m denominadas <i>m&iacute;dias das fontes</i> (SANT&rsquo;ANNA, 2008), ou seja, mantidas e administradas pelas pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Em suma, percebe-se um baixo investimento em modalidades diversificadas de divulga&ccedil;&atilde;o institucional que se aproximem da l&oacute;gica da demanda ou das m&iacute;dias segmentadas (WOLTON, 2006). Apesar das possibilidades e do baixo custo da internet, recursos como blogs, webtv e web r&aacute;dio, por exemplo, ainda n&atilde;o s&atilde;o explorados pela maioria dos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP. A C&acirc;mara dos Deputados brasileira figura como exce&ccedil;&atilde;o, o que se justifica pelo seu projeto institucional de divulga&ccedil;&atilde;o em <i>m&iacute;dias das fontes</i> e seu projeto de parlamento aberto (FARIA, 2012).</p>     <p>Quanto &agrave;s interfaces institucionais com a sociedade e formas de media&ccedil;&atilde;o com setores da esfera civil, mais uma vez, a C&acirc;mara dos Deputados do Brasil apresenta o maior desempenho, com 0,969. A Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal aparece em segundo lugar, com 0,393. O terceiro lugar fica para a Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;<i>Guin&eacute;</i><i>-</i><i>Bissau, com 0,272. Em quarto lugar empatam com 0,242 a </i>Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique e a Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. Os menores &iacute;ndices s&atilde;o registrados, respectivamente pelo <i>Parlamento</i><i>&nbsp;</i>Nacional de<i>&nbsp;</i><i>Timor</i><i>-</i><i>Leste</i> (0,212), Assembleia Nacional de Angola e Assembleia Nacional de Cabo Verde (ambos com 0,151).</p>     <p>Os itens de melhor desempenho dizem respeito &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas, como endere&ccedil;o, n&uacute;mero telef&ocirc;nico e correio eletr&ocirc;nico das institui&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de ferramenta de busca para consultas tem&aacute;ticas nos websites. Nos demais quesitos avaliados observa-se um elevado d&eacute;ficit de estrat&eacute;gias de contato e relacionamento com a sociedade, apesar das alternativas oferecidas pelos mecanismos digitais de intera&ccedil;&atilde;o. Mesmo instrumentos simples como <i>tour</i> c&iacute;vico virtual aparecem apenas nos websites da C&acirc;mara dos Deputados do Brasil, da Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal e da Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe.</p>     <p>O levantamento mostra baixa ades&atilde;o dos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP aos recursos da democracia digital e de parlamento aberto (FARIA, 2012). Alguns dados chamam aten&ccedil;&atilde;o, como a inexist&ecirc;ncia de servi&ccedil;o telef&ocirc;nico para atendimento ao cidad&atilde;o, exceto a institui&ccedil;&atilde;o brasileira. Apesar dos avan&ccedil;os e da expans&atilde;o da internet, &eacute; sabido que ainda existem dificuldades para muitos cidad&atilde;os desses pa&iacute;ses, especialmente no caso das na&ccedil;&otilde;es africanas, para uso cotidiano de internet com banda larga. Assim, um sistema telef&ocirc;nico de atendimento constitui uma alternativa. No campo digital, as lacunas identificadas, conforme o <a href="#q5">Quadro 5</a>, s&atilde;o as seguintes: falta de ferramenta para coment&aacute;rios do p&uacute;blico sobre os projetos de leis em tramita&ccedil;&atilde;o, inexist&ecirc;ncia de mecanismos que permitam interatividade efetiva com os parlamentares, al&eacute;m da impossibilidade de assinatura de e-peti&ccedil;&otilde;es, de newsletter sobre temas legislativos, de enquetes e de programas de educa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Chama aten&ccedil;&atilde;o ainda a baixa ades&atilde;o dos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP ao uso das redes sociais digitais. Apenas a C&acirc;mara dos Deputados brasileira registra perfis nas principais redes, como <i>Twitter</i> e <i>Facebook</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerando o &iacute;ndice geral de desempenho sobre o uso da internet pelos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP, o <a href="#q6">Quadro 6</a> mostra a classifica&ccedil;&atilde;o final, com a C&acirc;mara dos Deputados do Brasil em primeiro lugar e a Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal em segundo, com 0,977 e 0,610, respectivamente. Em terceiro lugar aparece o Parlamento&nbsp;Nacional de&nbsp;Timor-Leste, com 0,464, seguido da Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique, com 0,450. Na sequ&ecirc;ncia temos: a Assembleia Nacional de Angola (0,425), a Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe (0,403), a Assembleia Nacional de Cabo Verde (0,375) e a Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;Guin&eacute;-Bissau (0,313). Esses dados revelam que os potenciais democr&aacute;ticos da internet (SAMPAIO, 2010) ainda s&atilde;o subaproveitados pelas institui&ccedil;&otilde;es legislativas da CPLP. Caberiam estudos mais aprofundados para analisar as raz&otilde;es que levam essas institui&ccedil;&otilde;es a explorar de modo ainda incipiente as ferramentas digitais. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a08q6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Do ponto de vista do balan&ccedil;o geral apresentado no <a href="#q6">Quadro 6</a>, chama aten&ccedil;&atilde;o o d&eacute;ficite de <i>accountability</i> informativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o dos gastos e despesas das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares, com tr&ecirc;s n&iacute;veis de <i>performance</i> informacional.&nbsp; A C&acirc;mara dos Deputados do Brasil representa o primeiro n&iacute;vel, com o &iacute;ndice mais elevado (0,894).&nbsp; O segundo n&iacute;vel &eacute; composto por tr&ecirc;s parlamentos, com igual desempenho (0,052): Assembleia Nacional Popular da Rep&uacute;blica da&nbsp;Guin&eacute;-Bissau<i>, </i>Assembleia da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique e Assembleia Nacional de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. Por &uacute;ltimo, com aus&ecirc;ncia total de informa&ccedil;&otilde;es sobre as despesas est&atilde;o a Assembleia Nacional de Angola, a Assembleia Nacional de Cabo Verde e o Parlamento&nbsp;Nacional de&nbsp;Timor-Leste. Excetuando-se a institui&ccedil;&atilde;o brasileira, h&aacute; uma car&ecirc;ncia expressiva de informa&ccedil;&otilde;es sobre as despesas dos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP. Todos eles publicam apenas o or&ccedil;amento geral do pa&iacute;s, sem preocupa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica com os custos da representa&ccedil;&atilde;o parlamentar, excetuando-se a C&acirc;mara dos Deputados brasileira.</p>     <p>Nesse t&oacute;pico certamente a atua&ccedil;&atilde;o da imprensa e de entidades n&atilde;o-governamentais em defesa da transpar&ecirc;ncia pol&iacute;tica exercem influ&ecirc;ncia direta na divulga&ccedil;&atilde;o dos gastos e despesas das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, como tem sido no caso do Brasil. Desde que foi criada no ano 2000,&nbsp; a Transpar&ecirc;ncia Brasil (<a href="http://www.transparencia.org.br" target="_blank">www.transparencia.org.br</a>) passou a acompanhar sistematicamente os gastos do Poder Legislativo, fornecendo levantamentos completos para a imprensa. Esse modo de atuar favorece a visibilidade dessa agenda e aumenta a press&atilde;o social por maior transpar&ecirc;ncia e accountability. Nos demais pa&iacute;ses, esse processo parece que tem produzido menos impacto, o que exigiria estudos contextuais para aprofundamento. O fato &eacute; que, conforme j&aacute; foi argumentado, a transpar&ecirc;ncia pol&iacute;tica &eacute; socialmente produzida, o que implica um interplay entre atores pol&iacute;ticos e atores sociais. Quanto menor a transpar&ecirc;ncia nas institui&ccedil;&otilde;es parlamentares, certamente menor tem sido o engajamento dos demais atores e institui&ccedil;&otilde;es sociais que exercem o papel de empreendedores morais em defesa da qualidade da democracia (GUGLIANO, 2013).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Os dados mostram que a internet j&aacute; &eacute; de uso generalizado nos parlamentos dos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, como ocorre nas demais institui&ccedil;&otilde;es de representa&ccedil;&atilde;o parlamentar (FRICK, 2004; TRECHSEL, 2004; LESTON-BANDEIRA, 2012).&nbsp; Ressalvadas as iniciativas mais abrangentes da C&acirc;mara dos Deputados do Brasil e da Assembleia da Rep&uacute;blica de Portugal, conclui-se que ainda faltam estrat&eacute;gias mais efetivas de transpar&ecirc;ncia pelas demais institui&ccedil;&otilde;es da CPLP. Os potenciais democr&aacute;ticos da internet e suas ferramentas de transpar&ecirc;ncia digital, apontados na primeira parte do texto por autores como Silva et al. (2009) ainda est&atilde;o distantes de serem plenamente concretizados pela maioria das casas legislativas dos pa&iacute;ses da CPLP.</p>     <p>A baixa disposi&ccedil;&atilde;o da maioria das institui&ccedil;&otilde;es em estudo, conforme mostram os dados, para o investimento em <i>accountability</i> digital pode comprometer a legitimidade e a confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os. Al&eacute;m disso, reduz as chances de aumentar a satisfa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento dos regimes democr&aacute;ticos (NORRIS, 1999; LIJPHART, 2001; TILLY, 2008). As conclus&otilde;es indicam que nos parlamentos de pa&iacute;ses como Angola, Cabo verde, Guin&eacute;-Bissau, Mo&ccedil;ambique, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, e Timor Leste ainda est&atilde;o distantes da concep&ccedil;&atilde;o de parlamento aberto (FARIA, 2012), uma vez que a internet tem sido subutilizada do ponto de vista de conex&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es parlamentares com a sociedade. A transpar&ecirc;ncia &eacute; apontada na literatura especializada como um dos requisitos inerentes &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es parlamentares, al&eacute;m da probidade, da representatividade, acessibilidade, responsabilidade e efic&aacute;cia pol&iacute;tica (S&Aacute;EZ e MERCEDES, 2013). Nesse quesito, as institui&ccedil;&otilde;es mencionadas ainda s&atilde;o nitidamente deficit&aacute;rias, como mostram os dados.</p>     <p>Chama aten&ccedil;&atilde;o ainda a primazia da fun&ccedil;&atilde;o informativa dos websites dos parlamentos da CPLP, em detrimento das fun&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e debate sobre os temas em discuss&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es parlamentares. Esse diagn&oacute;stico confirma uma s&eacute;rie de estudos emp&iacute;ricos j&aacute; realizados sobre as l&oacute;gicas de usabilidade das m&iacute;dias digitais por institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas (BRAGA, BLANCHARD, MARQUES, 2005; R&Ouml;MMELE, 2003). Acreditamos, contudo, que mais do que corroborar trilhas anal&iacute;ticas, &eacute; mais importante tamb&eacute;m uma reflex&atilde;o sobre o que isso significa, em termos de compreens&atilde;o da pol&iacute;tica informacional das institui&ccedil;&otilde;es legislativas.</p>     <p>Nessa perspectiva, Marques (2005) avalia que o potencial da internet no campo pol&iacute;tico, at&eacute; o momento, limita-se &agrave; explora&ccedil;&atilde;o da &ldquo;grande facilidade para se alcan&ccedil;ar determinado p&uacute;blico e distribuir materiais&rdquo;, com o prop&oacute;sito de refor&ccedil;ar vis&otilde;es e representa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &ldquo;e n&atilde;o para tornar os cidad&atilde;os mais pr&oacute;ximos da discuss&atilde;o e do aperfei&ccedil;oamento das pol&iacute;ticas e projetos para o pa&iacute;s (p.143).</p>     <p>Sob o &acirc;ngulo dos estudos sociomedi&aacute;ticos, a an&aacute;lise revela que as institui&ccedil;&otilde;es parlamentares da CPLP ainda utilizam as &ldquo;novas m&iacute;dias&rdquo;, com a mesma l&oacute;gica das &ldquo;velhas m&iacute;dias&rdquo;. O mesmo autor supracitado ressalva que, apesar das possibilidades de democracia digital, em termos de ferramentas interativas e dial&oacute;gicas oferecidas pelas internet, permanece uma l&oacute;gica unidirecional de oferta de conte&uacute;dos. Depreende-se, pois, que n&atilde;o se trata de car&ecirc;ncia de meios t&eacute;cnicos, mas de disposi&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es e atores-chaves no processo de formula&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o da coisa p&uacute;blica&rdquo; (p.144). Essa disson&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos progn&oacute;sticos democratizantes e ao &ldquo;imagin&aacute;rio da cibercultura&rdquo; (LEMOS, 1988) conduz a v&aacute;rios questionamentos sobre o alcance efetivo da internet em termos de promo&ccedil;&atilde;o de maior intera&ccedil;&atilde;o entre a esfera da representa&ccedil;&atilde;o e a esfera civil, o que lembra a observa&ccedil;&atilde;o de Pipa Norris (2003) de que o uso pol&iacute;tico das m&iacute;dias digitais apenas refor&ccedil;a o uso dos demais meios de informa&ccedil;&atilde;o, uma vez que os cidad&atilde;os que buscam esses canais para fins pol&iacute;ticos s&atilde;o aqueles que j&aacute; mostravam algum engajamento fora da esfera virtual. Em outras palavras, seria &ldquo;pregar para os convertidos&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos pol&iacute;ticos, as implica&ccedil;&otilde;es decorrentes desse diagn&oacute;stico revelado pelas conclus&otilde;es do estudo &eacute; que a <i>accountability</i> &eacute; a principal fun&ccedil;&atilde;o dos websites dos parlamentos dos pa&iacute;ses da CPLP, em conson&acirc;ncia com os argumentos de Karlsson (2013), por&eacute;m com pouca relev&acirc;ncia para as demais fun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas das m&iacute;dias digitais, como <i>inquiry </i>e <i>connectivity</i>, o que reafirma o car&aacute;ter unidirecional j&aacute; apontado, desprovido de porosidade social. As duas &uacute;ltimas fun&ccedil;&otilde;es apontadas dizem respeito a um conjunto de estrat&eacute;gias para captar as percep&ccedil;&otilde;es dos cidad&atilde;os, auscultar a opini&atilde;o dos usu&aacute;rios dos websites e oferecer possibilidades de intera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o nos debates que se desenrolam no interior das arenas legislativas. Ao privilegiar somente a primeira fun&ccedil;&atilde;o, os parlamentos da CPLP usam a visibilidade no &acirc;mbito virtual como recurso simb&oacute;lico para a renova&ccedil;&atilde;o da sua legitimidade perante os usu&aacute;rios de internet que acessam suas <i>webpages</i>.</p>     <p>Dessa forma, as institui&ccedil;&otilde;es parlamentares delimitam simbolicamente os papeis pol&iacute;ticos e refor&ccedil;am a vis&atilde;o liberal da divis&atilde;o do trabalho pol&iacute;tico entre os representantes como agentes peritos do campo pol&iacute;tico e os cidad&atilde;os como leigos, meros receptores das informa&ccedil;&otilde;es e espectadores do teatro pol&iacute;tico. A fun&ccedil;&atilde;o de debate, por exemplo, mant&eacute;m-se como exclusiva dos parlamentares, os respons&aacute;veis pela formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e pela defini&ccedil;&atilde;o dos enquadramentos interpretativos referentes aos projetos de lei em tramita&ccedil;&atilde;o. O cidad&atilde;o &eacute; mantido &agrave; dist&acirc;ncia do processo pol&iacute;tico, portanto, principalmente no que diz respeito &agrave; esfera decis&oacute;ria, refor&ccedil;ando o papel do parlamento como ag&ecirc;ncia deliberativa.</p>     <p>Por fim, &eacute; oportuno ressaltar os &iacute;ndices de baixo acesso da popula&ccedil;&atilde;o na maioria dos pa&iacute;ses da CPLP, especialmente no caso de Angola, Guin&eacute;-Bissau S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Timor Leste. S&atilde;o na&ccedil;&otilde;es que ainda se encontram em situa&ccedil;&atilde;o de <i>divis&atilde;o digital </i>(CASTELS, 2003, p.221), ou seja, um tipo de divis&atilde;o entre os pa&iacute;ses que det&ecirc;m os recursos econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e culturais para operar na esfera digital e os que ficam exclu&iacute;dos do mundo das interconex&otilde;es. A situa&ccedil;&atilde;o mais favor&aacute;vel &eacute; a de Portugal, onde a m&eacute;dia de acesso da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de 80%. No Brasil, o acesso &agrave; internet ainda &eacute; limitado &agrave; metade da popula&ccedil;&atilde;o. A exclus&atilde;o digital faz com que os parlamentos da maioria dos pa&iacute;ses da CPLP prestem contas de suas atividades apenas a restritas parcelas da popula&ccedil;&atilde;o, excluindo grandes segmentos, mesmo do ponto de vista informativo. Essas informa&ccedil;&otilde;es circulam em n&uacute;cleos privilegiados das sociedades, atingindo quase sempre as elites e setores com maior poder aquisitivo e capital cultural. Levantamentos recentes mostram que nos pa&iacute;ses da CPLP situados na &Aacute;frica, as m&eacute;dias de acesso ainda est&atilde;o na faixa de 15 a 35%, segundo dados da Universidade da Integra&ccedil;&atilde;o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, de 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Anastasia, F.; Melo, Carlos R.; &nbsp;&nbsp;Santos, F. (2004). <i>Governabilidade e representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na Am&eacute;rica do Sul</i>. S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939818&pid=S1646-5954201700030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, Antonio Teixeira. "O projeto de transpar&ecirc;ncia do Senado Federal: entre a accountability e a propaganda pol&iacute;tica."&nbsp;<i>Sociologias</i>&nbsp;17, no. 39 (2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939820&pid=S1646-5954201700030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, Antonio Teixeira; Bernardes, Cristiane Brum; Rehbein, Malena Rodrigues (2015a), O Parlamento brasileiro e as novas m&iacute;dias: balan&ccedil;o da experi&ecirc;ncia recente da C&acirc;mara dos Deputados. In: Sathler, Andr&eacute;; Braga, Ricardo (Org.). <i>Legislativo p&oacute;s-1988 : reflex&otilde;es e perspectivas</i><b>. </b>Bras&iacute;lia : Edi&ccedil;&otilde;es C&acirc;mara, 2015a, p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939822&pid=S1646-5954201700030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Barros, Antonio Teixeira; Bernardes, Cristiane Brum; Rehbein, Malena Rodrigues (2015b). Atua&ccedil;&atilde;o parlamentar virtual. <i>E-Legis</i>, Vol 8. N. 16, abril/2015b. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://e-legis.camara.leg.br/cefor/index.php/e-legis/article/view/222" target="_blank">http://e-legis.camara.leg.br/cefor/index.php/e-legis/article/view/222</a>. Acesso em 20/01/17.</p>     <!-- ref --><p>Barros, Antonio Teixeira; Bernardes, Cristiane Brum; Rehbein, Malena Rodrigues (2015c) Estrat&eacute;gias digitais de intera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos parlamentos do Mercosul. In: Bernardes, C. B.; Schwartz, Fabiano P. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, Educa&ccedil;&atilde;o e Democracia no Legislativo brasileiro</i>. Bras&iacute;lia: Edi&ccedil;&otilde;es C&acirc;mara, p.65-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939825&pid=S1646-5954201700030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Barros, Antonio Teixeira; Bernardes, Cristiane Brum; Rehbein, Malena Rodrigues. (2016), "Brazilian Parliament and digital engagement."&nbsp;<i>The Journal of Legislative Studies</i>&nbsp;22, no. 4 (2016): 540-558.</p>     <!-- ref --><p>Bauman, Z. (2000). <i>Em busca da pol&iacute;tica</i>. Rio de Janeiro: Zahar Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939828&pid=S1646-5954201700030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, U.; Giddens, A. ; Lash, S. (1994). <i>Moderniza&ccedil;&atilde;o Reflexiva</i>. S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939830&pid=S1646-5954201700030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bernardes, Cristiane Brum; Leston-Bandeira, Cristina&nbsp; (2016). Information vs Engagement in parliamentary websites: a case study of Brazil and the UK.&nbsp;<i>Revista de Sociologia e Pol&iacute;tica</i>&nbsp;24, no. 59: 91-107.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bezerra, A. C. de S. (1999). <i>Em nome das bases</i>: <i>pol&iacute;tica, favor e depend&ecirc;ncia pessoal</i>. S&atilde;o Paulo: Relume-Dumar&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939833&pid=S1646-5954201700030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <p>Blanchard, G. (2006). O uso da internet a servi&ccedil;o do partido. <i>L&iacute;bero</i>. S&atilde;o Paulo, v.9, n.18, dez. p.9-17.</p>     <!-- ref --><p>Bobbio, N. (2005). <i>Estado, governo, sociedade</i>. Para uma teoria geral da pol&iacute;tica. 12&ordf;ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939836&pid=S1646-5954201700030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRAGA, S&eacute;rgio. (2007), <i>O papel das TICs na institucionaliza&ccedil;&atilde;o das democracias</i>: um estudo sobre a informatiza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os legislativos na Am&eacute;rica do Sul com destaque para o Brasil. Bras&iacute;lia: Plenarium/CEDI, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939838&pid=S1646-5954201700030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braga, Sergio Soares; Mitozo, Isabele Batista &nbsp;e&nbsp; Tadra, Julia. (2016),&nbsp;As fun&ccedil;&otilde;es desempenhadas pelos websites parlamentares brasileiros e o papel dos programas educativos.<i>&nbsp;</i><i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, vol.37, n.136 p.793-819.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939840&pid=S1646-5954201700030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, Gustavo, Carlos Cunha; Nascimento, Susana. (2003), "O parlamento portugu&ecirc;s na constru&ccedil;&atilde;o de uma democracia digital." &nbsp;<i>Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas</i>, n.42, 113-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939842&pid=S1646-5954201700030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, Gustavo, Carlos Cunha; Nascimento, Susana. (2006). Bridging the e-democracy gap in Portugal: MPs, ICTs and political mediation.&nbsp;<i>Information, Communication &amp; Society</i>,&nbsp;<i>9</i>(4), 452-472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939844&pid=S1646-5954201700030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2003). <i>A gal&aacute;xia da internet</i>. Rio de Janeiro: Zahar Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939846&pid=S1646-5954201700030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carvalho, Vania. (2014). As escolas do Legislativo e a educa&ccedil;&atilde;o para a democracia. <i>E-Legis</i>, Bras&iacute;lia, n. 15, p. 46-61, set./dez.</p>     <!-- ref --><p>Cosson, Rildo. (2008). <i>Escolas do Legislativo, escolas de democracia</i>. Bras&iacute;lia: Edi&ccedil;&otilde;es C&acirc;mara.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939849&pid=S1646-5954201700030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durkheim, E. (2002). <i>Li&ccedil;&otilde;es de Sociologia</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939851&pid=S1646-5954201700030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Faria, C. F. (2012). <i>O parlamento aberto na era da internet</i>: pode o povo colaborar com o Legislativo na elabora&ccedil;&atilde;o das leis? Bras&iacute;lia: C&acirc;mara dos Deputados, Edi&ccedil;&otilde;es C&acirc;mara.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939853&pid=S1646-5954201700030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferro, &Aacute;lvaro M. (2015), "Sociedade civil e poder legislativo: participa&ccedil;&atilde;o extra-eleitoral das associa&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias da sociedade civil no parlamento portugu&ecirc;s entre 2008 e 2015." Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Sociologia. Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa.</p>     <p>Frick. M. M. (2004). Parlamentos en la era digital: explorando Am&eacute;rica Latina. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.edemocracycentre.ch/files/parlamentos_en_la_era_digital.pdf" target="_blank">http://www.edemocracycentre.ch/files/parlamentos_en_la_era_digital.pdf</a>. Consultado em 6 de abril de 2014.</p>     <!-- ref --><p><i>Giddens</i><b>, </b>A<b>. </b>(1991). <i>As</i> <i>consequ&ecirc;ncias da modernidade</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939857&pid=S1646-5954201700030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, W. (2004). <i>Transforma&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica na era da comunica&ccedil;&atilde;o de massa</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939859&pid=S1646-5954201700030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, W. (2011). Participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online: quest&otilde;es e hip&oacute;teses de trabalho. In MAIA, Rousiley Celi Moreira; GOMES, W.; MARQUES, F. P. J. A. <i>Internet e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no Brasil. </i>Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939861&pid=S1646-5954201700030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gugliano, A. A. (2013). Apontamentos sobre o conceito de qualidade da democracia. <i>Debates</i>, Porto Alegre, v.7, n.1, p.299-243.</p>     <!-- ref --><p>Harvey, D. (1992). <i>Condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-moderna</i>. S&atilde;o Paulo: Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939864&pid=S1646-5954201700030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Juris, J. S. (2005). The new media and activist networking within anticorporate globalization movements. <i>The Annals of the American Academy of Political and Social Science</i>, v.597, p.189-208.</p>     <p>Karlsson, M. (2013). Representation as interactive communication. <i>Information, Communication and Society</i>, v. 16, n.8, p.1201-1220.</p>     <p><i>Lemos</i><b><i>, </i></b><i>A</i>. (1998). <i>O imaginario da cibercultura</i><i>.</i> <i>Sao Paulo em Perspectiva</i>, Sao Paulo, v. 12, n. 4, p. 46-53, out./dez.</p>     <!-- ref --><p>Leston-Bandeira, C. (2011), Towards a trustee model? Parliamentary representation in the internet era: the Portuguese case.&nbsp;<i>Parliamentary Affairs</i>, 65 (2): 425-447.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939869&pid=S1646-5954201700030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leston-Bandeira, C. (2012). Studying the relationship between Parliament and citizens. <i>The Journal of Legislative Studies</i>, v.18, n.3-4, Sep-Dec. p.265-274.</p>     <p>Lijphart, A. (2001). Democracy in the 21st century: can web e optimistic? <i>European Review</i>, v. 9, n. 2, p. 169-184.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Manin, B. (1995). As metamorfoses do governo representativo. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais, </i>vol.10, n.29, out. p.5-34.</p>     <p>Manin, B. (2013). A democracia do p&uacute;blico reconsiderada<b>.</b><i>&nbsp;Novos Estudos CEBRAP</i>. S&atilde;o Paulo, n.97, p. 115-127.</p>     <p>Marques, F. P. J. (2005). Sobre a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-partid&aacute;ria na Internet: um estudo dos informativos digitais do PT e do PSDB. <i>Gal&aacute;xia</i>, S&atilde;o Paulo, n. 10, p. 129-146, dez.</p>     <p>Miguel, L. F. (2008). A m&iacute;dia e o decl&iacute;nio da confian&ccedil;a na pol&iacute;tica. <i>Sociologias</i>, Porto Alegre, v.10, n&ordm; 19, jan./jun. p. 250-273.</p>     <p>Mois&eacute;s, J.A. (2009). <i>Democracia e desconfian&ccedil;a de institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas</i>. Edi&ccedil;&atilde;o do autor.</p>     <p>NORRIS, P. (2003). Preaching to the Converted? Pluralism, Participation and Party Websites. <i>Party Politics</i>, v. 9, n. 1, p. 21-45.</p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, G. L. (2000). <i>Cultura e pol&iacute;tica no mundo contempor&acirc;neo</i>. Bras&iacute;lia, Editora da Universidade de Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939879&pid=S1646-5954201700030000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ribeiro, E. A. (2011). Confian&ccedil;a pol&iacute;tica na Am&eacute;rica Latina: evolu&ccedil;&atilde;o recente e determinantes individuais. <i>Revista de Sociologia e Politica</i>,&nbsp; Curitiba ,&nbsp; v. 19,&nbsp;n. 39,&nbsp; p. 167-182.</p>     <p>R&ouml;mmele, A. (2003). Political parties, party communication and new information and communication technologies. <i>Party Politics</i>, v.9, n.1, p.7-20.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&aacute;ez, M. A. e Mercedez, M. G.(2013). ?Parlamientos abiertos? An&aacute;lisis comparado de la probidade y transpaencia parlamentaria em Am&eacute;rica Latina. Banco Interamericano de Desenvolvimento. Nota T&eacute;cnica.</p>     <p>Sampaio, Rafael C. (2010). Participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e os potenciais democr&aacute;ticos da internet. Debates, Porto Alegre, v.4, n.1, p. 29-53, jan.-jun.</p>     <p>Sant&rsquo;Anna, F. (2008). <i>M&iacute;dia das fontes</i>. Bras&iacute;lia: Casa das Musas.</p>     <!-- ref --><p>Schmidt, L. (2003). <i>Ambiente no ecr&atilde;</i>: emiss&otilde;es e demiss&otilde;es no servi&ccedil;o p&uacute;blico televisivo, Lisboa, Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939886&pid=S1646-5954201700030000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serra, Joaquim Paulo. (2012), Novos media e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.&nbsp;<i>Observatorio (OBS*),</i> v. 6, n. 2, p. 127-155, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939888&pid=S1646-5954201700030000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, S. P. et al. (2009). Publicidade, accountability e participa&ccedil;&atilde;o nos parlamentos online da Am&eacute;rica Latina. <i>I Semin&aacute;rio Nacional de Sociologia e Pol&iacute;tica</i>. Curitiba, Universidade Federal do Paran&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939890&pid=S1646-5954201700030000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Thompson, J.B. (1995). <i>Ideologia e cultura moderna</i>. Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939892&pid=S1646-5954201700030000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tilly, C. <i>Democracy. (2008).</i> New York: Cambridge University Press.</p>     <!-- ref --><p>Trechsel, A. el al. (2004). <i>Evaluation of the use of new technologies in order to facilitate democracy in Europe</i>: e-democratizating the parliaments and parties in Europe. Genebra: European University Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939895&pid=S1646-5954201700030000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Urbinati, N. (2005). O que torna a representa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. Texto apresentado no Encontro Anual da <i>American Political Science Association </i>(Apsa), Washington (EUA), setembro de 2005. Tradu&ccedil;&atilde;o de Mauro Soares. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/ln/n67/a07n67.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ln/n67/a07n67.pdf</a>. Acessado em junho de 2013.</p>     <p>Urbinati, N. (2013a). Crise e metamorfoses da democracia. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, S&atilde;o Paulo, v.28, n. 82, p.5-16.</p>     <p>Urbinati, N. (2013b). Da democracia dos partidos ao plebiscito da audience. <i>Lua Nova</i>, S&atilde;o Paulo, n.89,&nbsp; p.85-105.</p>     <!-- ref --><p>Weber, M. (1999). <i>Economia e Sociedade</i>. Bras&iacute;lia: Editora da UnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939900&pid=S1646-5954201700030000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolton, D. (2006). <i>Internet, e depois?</i> Uma teoria cr&iacute;tica das novas m&iacute;dias. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=939902&pid=S1646-5954201700030000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> A&nbsp;CPLP foi criada em 1996, com o objetivo de aprofundar a amizade m&uacute;tua e a coopera&ccedil;&atilde;o entre os seus membros. Re&uacute;ne os oitos pa&iacute;ses lus&oacute;fonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin&eacute; Bissau, Mo&ccedil;ambique, Portugal, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe e Timor Leste.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Para um panorama sobre o contexto internacional, consultar Frick, 2004; Trechsel, 2004.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Eis alguns desses estudos: Frick, 2004; S&aacute;ez e Mercedes, 2013; Silva et al., 2009.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Para um panorama sobre as pesquisas brasileiras, ver: Braga (2007); Faria (2012); Barros, Bernardes e Rehbein (2015a; 2015b; 2016) e Braga, Mitozo e Tadra (2016), Bernardes e Leston-Bandeira (2016) entre outros. No caso portugu&ecirc;s, destacam-se Cardoso e Nascimento (2003; 2006); Leston-Bandeira (2011); Serra (2012); e Ferro (2015).</p>      ]]></body><back>
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