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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A autoapresentação dos portugueses na plataforma de online dating Tinder]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Online dating platforms are a present reality, however, investigation regarding the Portuguese users is scarce. Therefore, the investigation conducted in the present article has the exploration of the strategies of mediated self-presentation from the Portuguese users and the process of building individual profiles on the online dating platform Tinder as a main goal. The outline of this research focuses on a mixed methodology for data collection, combining qualitative and quantitative methods, where data is collected via non-participant observations of 200 profiles (resulting in a corpus of 701 photographs and 87 texts), interviews (10), and subsequent content analysis. As main results obtained through data analysis triangulation, it was not only possible to observe singularities but also patterns in the self-presentation practices and identity performance, both in terms of images and textual information. The different strategies involved in the self-presentation demonstrated the reflexivity triggered by the subjects, in a dialect game, with mutual expectations and reading of the mediated collapsed contexts and imaginary audiences. Strong social regularities were found, which demonstrate the situational character of the self-presentation, which shapes the logics of action. The &#8220;interaction order&#8221; (Goffman, 1983), in a mediated context of public self-presentation, increasingly more collapsed in a web, and where the barriers with the private (backstage) appear to be more blurred, was evidenced.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A autoapresenta&ccedil;&atilde;o dos portugueses na plataforma de <i>online dating</i> Tinder</b></p>     <p><b>The self-presentation of the Portuguese on Tinder's online dating network</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Jorge Vieira*, Rita Sep&uacute;lveda**</b></p>     <p>* Professor Auxiliar Convidado, ISCTE-IUL; Investigador Associado CIES - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia</p>     <p>** Estudante de doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, ISCTE-IUL; CIES - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As plataformas de <i>online dating</i> s&atilde;o uma realidade cada vez mais presente, no entanto &eacute; escassa a investiga&ccedil;&atilde;o relativa aos utilizadores portugueses. Desta forma a investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida no presente artigo teve como objetivo principal explorar as estrat&eacute;gias de autoapresenta&ccedil;&atilde;o mediada dos utilizadores portugueses e do processo de constru&ccedil;&atilde;o de perfis individuais na rede de <i>online dating</i> Tinder.</p>     <p>O desenho da pesquisa mobilizou procedimentos de recolha de dados assente numa metodologia mista, combinando metodologias qualitativas e quantitativas, atrav&eacute;s da articula&ccedil;&atilde;o da recolha de dados via observa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o participante de 200 perfis (resultando num <i>corpus</i> de 701 fotografias e 87 textos), entrevista (10) e consequente an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como principais resultados e atrav&eacute;s da triangula&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise dos resultados obtidos, foi poss&iacute;vel observar singularidades, mas tamb&eacute;m padr&otilde;es, nas pr&aacute;ticas de autoapresenta&ccedil;&atilde;o e desempenho identit&aacute;rio, tanto em termos de imagens, como na informa&ccedil;&atilde;o textual.</p>     <p>As diferentes estrat&eacute;gias envolvidas na autoapresenta&ccedil;&atilde;o demonstraram a reflexividade acionados pelos sujeitos num jogo dial&eacute;tico de expectativas rec&iacute;procas e leitura dos contextos mediados colapsados e audi&ecirc;ncias imaginadas. Encontraram-se fortes regularidades sociais, que demonstraram o car&aacute;cter situacional da apresenta&ccedil;&atilde;o do eu que adapta as l&oacute;gicas de a&ccedil;&atilde;o a diferentes contextos. Foi assim evidenciada a &ldquo;ordem da intera&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Goffman, 1983) num contexto mediado de autoapresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica cada vez mais colapsado em rede e em que as fronteiras com o privado (bastidores) s&atilde;o cada vez mais t&eacute;nues.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: online dating; autoapresenta&ccedil;&atilde;o; Tinder; relacionamentos online; gest&atilde;o impress&otilde;es; media&ccedil;&atilde;o</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Online dating platforms are a present reality, however, investigation regarding the Portuguese users is scarce. Therefore, the investigation conducted in the present article has the exploration of the strategies of mediated self-presentation from the Portuguese users and the process of building individual profiles on the online dating platform Tinder as a main goal.</p>     <p>The outline of this research focuses on a mixed methodology for data collection, combining qualitative and quantitative methods, where data is collected via non-participant observations of 200 profiles (resulting in a <i>corpus</i> of 701 photographs and 87 texts), interviews (10), and subsequent content analysis.</p>     <p>As main results obtained through data analysis triangulation, it was not only possible to observe singularities but also patterns in the self-presentation practices and identity performance, both in terms of images and textual information.</p>     <p>The different strategies involved in the self-presentation demonstrated the reflexivity triggered by the subjects, in a dialect game, with mutual expectations and reading of the mediated collapsed contexts and imaginary audiences. Strong social regularities were found, which demonstrate the situational character of the self-presentation, which shapes the logics of action. The &ldquo;interaction order&rdquo; (Goffman, 1983), in a mediated context of public self-presentation, increasingly more collapsed in a web, and where the barriers with the private (backstage) appear to be more blurred, was evidenced.</p>     <p><b>Keywords:</b> online dating; self-presentation; Tinder; online relationships; impression management; mediation</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Num momento hist&oacute;rico em que os <i>media</i> s&atilde;o, cada vez mais, a textura da experi&ecirc;ncia (Silverstone, 1999: 2), todas as dimens&otilde;es da vida em sociedade s&atilde;o marcadas pela media&ccedil;&atilde;o (Silverstone, 2005; Lievrouw e Livingstone, 2006; Couldry, 2012)&nbsp;e, em particular, pela media&ccedil;&atilde;o <i>online</i>, sobretudo pela internet (Finkel, 2012: 4).</p>     <p>Neste contexto, os estudos sobre a apresenta&ccedil;&atilde;o do <i>self </i>em contextos <i>online</i>, mais precisamente em redes sociais <i>online</i> em rela&ccedil;&atilde;o com tem&aacute;ticas interligadas como: a identidade pessoal, comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal mediada, sociabilidades e rela&ccedil;&otilde;es <i>online</i> &ndash; das mais interpessoais mais alargadas (Baym, 2011) &agrave;s mais &iacute;ntimas (Jamieson, 2013) e di&aacute;dicas que remetem para contextos de <i>online dating</i> (Gunter, 2008; Chambers, 2013) &ndash; s&atilde;o um campo emergente e com crescente interesse acad&eacute;mico interdisciplinar (sociologia, psicologia, ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o). Estas investiga&ccedil;&otilde;es det&ecirc;m n&atilde;o s&oacute; um patrim&oacute;nio te&oacute;rico consolidado, inspirado numa matriz dramat&uacute;rgica e do interacionismo simb&oacute;lico, mas tamb&eacute;m um acervo emp&iacute;rico acumulado relativamente consider&aacute;vel (Bargh, 2002; Hardey, 2002; Ellison, 2006; Walther, 2007 Whitty, 2008; Guadagno, 2012; Rui, 2013; Chiang, 2015; Lee-Won, 2014; Baumgartner, 2015; Bareket-Bojmel, 2016; Wotipka, 2016).</p>     <p>Contudo estes tipos de pesquisas rapidamente se tornam desatualizados &ndash; idiossincrasia de uma &aacute;rea de estudo intimamente ligada ao avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico e seus usos sociais, colocando assim um desafio acrescido ao acompanhar dessa dupla volatilidade (Wajcman, 2002; Livingstone, 2004). Com efeito, uma leitura diacr&oacute;nica da evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da popularidade de v&aacute;rias redes de <i>online dating</i> demonstra que estas t&ecirc;m sido alvo de sucessivos ciclos de ades&atilde;o e abandono e como tal apropriadas e domesticadas (Haddon, 2004; Bakardjieva, 2005; Becker el al., 2006), de forma diferenciada e com volumes de ades&atilde;o distintos.</p>     <p>Desde a emerg&ecirc;ncia destes servi&ccedil;os baseados na internet que se nota um aumento no volume de indiv&iacute;duos que utilizam as TIC para rela&ccedil;&otilde;es mediadas (Anderson, 2006: 153), assim como a procura e oferta dos mesmos. Tal facto pode dever-se a altera&ccedil;&otilde;es em como os indiv&iacute;duos se est&atilde;o a relacionar com os outros, consequ&ecirc;ncia, entre outras, das altera&ccedil;&otilde;es na vida pessoal e profissional, a uma crescente presen&ccedil;a da comunica&ccedil;&atilde;o em rede, da forma como adotam as tecnologias nas suas vidas e consequentemente de como este tipo de plataformas se imiscu&iacute;ram na sociedade e como se passam a classific&aacute;-las socialmente (DeMassi, 2006).</p>     <p>A crescente visibilidade medi&aacute;tica e n&uacute;mero de utilizadores de redes de <i>online dating (</i>Madden e Lenhart 2006; Lenhart, 2009), ajudam a sustentar empiricamente uma tend&ecirc;ncia n&atilde;o s&oacute; para a familiariza&ccedil;&atilde;o com este tipo de servi&ccedil;os no imagin&aacute;rio coletivo, mas tamb&eacute;m, do ponto de vista das pr&aacute;ticas, um acr&eacute;scimo dos utilizadores registados neste tipo de servi&ccedil;os, denotando-se ainda uma evolu&ccedil;&atilde;o para o formato m&oacute;vel (Smith, 2016).</p>     <p>Resgatada a pertin&ecirc;ncia da tem&aacute;tica deste artigo, importa olhar para o contributo especial deste estudo atual e centrado na apresenta&ccedil;&atilde;o do eu numa plataforma de relacionamento e <i>encontros</i>, quando comparado com alguns estudos dispon&iacute;veis e que incidem sobre a realidade portuguesa.</p>     <p>Note-se desde j&aacute; que o foco do mesmo n&atilde;o incidiu na tecnologia e no meio em si, mas sim, numa &oacute;tica da sociologia da media&ccedil;&atilde;o (Silverstone, 2005; Lievrouw e Livingstone, 2006) nos processos de media&ccedil;&atilde;o (Couldry, 2012) e de apresenta&ccedil;&atilde;o do eu mediada. A quest&atilde;o de partida foi a seguinte: <i>como &eacute; que os utilizadores portugueses das plataformas de online dating m&oacute;veis se apresentam nas mesmas? </i>O objetivo do artigo passou pela an&aacute;lise das estrat&eacute;gias de apresenta&ccedil;&atilde;o do eu <i>online</i> em contextos mediados de <i>online dating</i> respondendo a quest&otilde;es subsidi&aacute;rias tais como qual a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao conte&uacute;do visual e conte&uacute;do escrito? Que tipo de informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais partilhadas? O que &eacute; que os utilizadores pretendem revelar sobre si atrav&eacute;s das imagens partilhadas? Ser&atilde;o registadas diferen&ccedil;as na estrat&eacute;gia de autoapresenta&ccedil;&atilde;o visual e/ou escrita em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero?</p>     <p>Do ponto de vista da representatividade, o estudo foi conduzido com uma amostra composta por 200 perfis, 100 do g&eacute;nero masculino e 100 do g&eacute;nero feminino, resultando num <i>corpus</i> de 701 fotografias e 87 textos, fazendo uso de um desenho da pesquisa alicer&ccedil;ado numa metodologia mista (Bryman, 2012) com &ecirc;nfase na an&aacute;lise visual e de conte&uacute;do, mas tamb&eacute;m articulada com entrevistas e sendo delimitada temporalmente entre Maio e Novembro de 2016 e aos utilizadores portugueses da plataforma de <i>online dating</i> Tinder.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Revis&atilde;o da Literatura</b></p>     <p><b><i>Media&ccedil;&atilde;o, internet, redes sociais e o mobile online dating</i></b></p>     <p>Num processo de transforma&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e social relativamente recente denota-se o incremento de import&acirc;ncia das chamadas redes sociais <i>online</i> ou dos chamados <i>social media</i> (Hinton e Hjorth, 2013; Fuchs, 2014). Estamos assim num momento hist&oacute;rico em que alguns caracterizam como sendo de individualismo em rede (Rainie e Wellman, 2012), e onde os novos <i>media</i> e plataformas em rede permitem o acesso a novas redes sociais pelos efeitos de conectividade e <i>latent ties</i> (Haythornthwaite, 2002) ou <i>weak ties</i> (Granovetter, 1973, 1983) podendo fomentar o aumento do capital social (Neves, 2013).</p>     <p>Atrav&eacute;s desta rede global, o utilizador pode exponenciar as possibilidades de contacto j&aacute; que, em teoria, esta ser&aacute; mais extensa do que a sua rede pessoal <i>offline</i>. Outorgando assim a oportunidade de contacto com aqueles que est&atilde;o ligados &agrave; mesma rede, independentemente do local onde se encontram, e com um conjunto de utilizadores que s&atilde;o sugeridos em fun&ccedil;&atilde;o dos perfis e pela a&ccedil;&atilde;o do algoritmo. Neste sentido, o papel da internet foi fundamental no desenvolvimento e no sucesso deste tipo de plataformas e das redes sociais <i>online</i>, na medida em que esta tem sido um meio atrav&eacute;s do qual &eacute; facilitada a comunica&ccedil;&atilde;o entre utilizadores a partir de um conjunto composto por v&aacute;rias modalidades (Dutton, 2013: 1).</p>     <p>Neste panorama de uma crescente tend&ecirc;ncia para uma internet relacional (Lievrouw, 2012), a propens&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o mediada entre pessoas pode ser fomentada em v&aacute;rias &aacute;reas mais especializadas, seja em redes sociais nas quais se privilegiam as rela&ccedil;&otilde;es laborais (exemplo Linkedin), seja em comunidades com um interesse comum como por exemplo a procura e oferta de apartamentos para alugar (exemplo Airbnb), ou quer esta ocorra em redes sociais para encontrar amigos ou fazer novas amizades (exemplo Facebook).</p>     <p>Atualmente at&eacute; no dom&iacute;nio das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Solomon, &amp; Theiss, 2012) se adiciona agora uma camada comunicacional ao face a face: o <i>online</i> (Baym, 2011). Como tal, at&eacute; rela&ccedil;&otilde;es mais &iacute;ntimas podem remeter para contextos de <i>online dating</i> (Lawson, 2006; Gunter, 2008; boyd, 2010; Gershon, 2010; Pascoe, 2010; Chambers, 2013; Jamieson<i>, </i>2013) e que, por sua vez, podem operar sobre uma l&oacute;gica em rede de intimidade mediada (Chambers, 2013) e at&eacute; de afetividade m&oacute;vel (Hjorth e Lim, 2012).</p>     <p>Assim sendo, com o aparecimento da internet e devido &agrave;s suas caracter&iacute;sticas, a comunica&ccedil;&atilde;o e o relacionamento entre os indiv&iacute;duos tem sofrido reconfigura&ccedil;&otilde;es, estando esta presente em muitas das a&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e no resultado das mesmas (Baptista, 2015: 152) atrav&eacute;s de novas e m&uacute;ltiplas solu&ccedil;&otilde;es comunicacionais e contextos espec&iacute;ficos &ndash; de conversas sincr&oacute;nicas a publica&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios (Sevcikova, 2011: 2).</p>     <p>No entanto, apesar da rela&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica entre artefactos de media&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es humanas as tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m vindo a evoluir, como resultado da ado&ccedil;&atilde;o e domestica&ccedil;&atilde;o (Haddon, 2004; Bakardjieva, 2005; Berker el al.., 2006), e, consequentemente de forma dial&eacute;tica, a maneira como se comunica tem tamb&eacute;m ela sofrido altera&ccedil;&otilde;es pela introdu&ccedil;&atilde;o de novas din&acirc;micas em rede.</p>     <p>T&ecirc;m vindo a proliferar redes sociais que pretendem promover o encontro de parceiro(s) amoroso(s)/sexual(ais) (Casimiro, 2014: 121): as plataformas de <i>online</i> <i>dating</i>. Este tipo de plataformas come&ccedil;a a deter alguma express&atilde;o (Madden and Lenhart, 2006; Lenhart, 2009; Dutton el al.., 2009; Gunter, 2008) e t&ecirc;m-se consolidado junto dos utilizadores com uma base j&aacute; consider&aacute;vel e imiscuindo-se nas rotinas quotidianas de muitos. &nbsp;No entanto, apesar da aparente novidade, os servi&ccedil;os de <i>matchmaking</i> e o recurso &agrave;s tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o como ferramenta auxiliar para o encontro de um parceiro n&atilde;o s&atilde;o algo exclusivo dos tempos atuais (Ellison, 2006: 416). Nem a rela&ccedil;&atilde;o entre, por um lado, comunica&ccedil;&atilde;o mediada e, por outro, rela&ccedil;&otilde;es interpessoais n&atilde;o &eacute; nova (Fischer, 1993; Marvin, 1988; Standage, 2007) &ndash; basta ver o impacto da introdu&ccedil;&atilde;o do telefone na vida dom&eacute;stica e privada. A estes fatores alia-se o facto de que com o aparecimento da internet de banda larga m&oacute;vel e de novos ou alterados aparelhos tecnol&oacute;gicos port&aacute;teis, seja possibilitada a dilata&ccedil;&atilde;o do raio de a&ccedil;&atilde;o e de temporalidades do <i>online dating</i>. A procura de parceiros e a comunica&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrona atrav&eacute;s de <i>sites</i> passa tamb&eacute;m a ser m&oacute;vel, fazendo com que a possibilidade de comunica&ccedil;&atilde;o com outros utilizadores e consequentemente de encontro seja, potencialmente, mais imediata. Existem inclusive aplica&ccedil;&otilde;es (Blackwell, 2014), como a que serve de meio para este estudo, cuja l&oacute;gica de funcionamento assenta tamb&eacute;m na geolocaliza&ccedil;&atilde;o, sendo esse um dos crit&eacute;rios a definir aquando da procura de um poss&iacute;vel parceiro. Esta caracter&iacute;stica parece ser um fator importante para os utilizadores de aplica&ccedil;&otilde;es de <i>online dating</i> na medida em que o reconhecimento da import&acirc;ncia do local parece ter atra&iacute;do o interesse destes para as mesmas (Licoppe, 2015: 2). No entanto &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que &ldquo;o design de <i>sites</i> de redes sociais, incluindo o <i>software</i> das aplica&ccedil;&otilde;es ou ferramentas de envolvimento para fazer liga&ccedil;&otilde;es pessoais, desempenha um papel chave em moldar as comunica&ccedil;&otilde;es dos utilizadores&rdquo; (Chambers, 2013: 5) sendo importante referir a este ponto o Tinder e as suas <i>affordances</i> (Hutchby, 2001; Selwyn, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; assim poss&iacute;vel afirmar que se est&aacute; perante uma adapta&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio, j&aacute; que estes servi&ccedil;os para al&eacute;m de se terem vindo a desenvolver em meios diferentes dos anteriores tamb&eacute;m est&atilde;o assentes em tecnologias com distintas caracter&iacute;sticas e potencialidades, adequando-se &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es do quotidiano dos utilizadores. Para al&eacute;m da imediatez, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel definir &agrave; partida um conjunto de caracter&iacute;sticas reportadas que interessam num poss&iacute;vel parceiro eliminando assim todos os restantes -&nbsp; tornando a procura mais eficaz.</p>     <p>Importa, por&eacute;m, distinguir estas plataformas das demais j&aacute; que o &ldquo;<i>online dating</i> refere-se mais especificamente a uma variedade de atividades iniciais de relacionamento, incluindo a sele&ccedil;&atilde;o de um potencial parceiro e ter o primeiro contacto com ele antes da rela&ccedil;&atilde;o migrar para <i>offline</i>&rdquo; (Sprecher, 2009: 762). Ainda assim, e de forma generalista os princ&iacute;pios de funcionamento das plataformas de <i>online dating</i> s&atilde;o id&ecirc;nticos aos de outras redes sociais, ap&oacute;s o registo e cria&ccedil;&atilde;o de um perfil, o prop&oacute;sito &eacute; fazer com que os utilizadores se liguem e comuniquem entre si de forma expedita e em rede sendo que esta liga&ccedil;&atilde;o poder&aacute; acontecer atrav&eacute;s de elos em comum, indiv&iacute;duos ou interesses. As plataformas de <i>online dating</i> baseiam-se em conseguir sugerir aos utilizadores um conjunto de poss&iacute;veis parceiros que, tendo em conta determinadas caracter&iacute;sticas, gostos ou interesses, sejam a sua correspond&ecirc;ncia (Hall, 2010; Zytko, 2014). Desta forma, poder-se-&aacute; afirmar que estas plataformas podem ser compreendidas como um sistema atrav&eacute;s do qual os utilizadores registados podem estabelecer liga&ccedil;&otilde;es e comunicar de forma mediada entre si, atrav&eacute;s de dispositivos ligados &agrave; internet com o objetivo de estabelecerem um relacionamento potencialmente amoroso e/ou sexual.</p>     <p>&Eacute; fundamental recordar que o processo se desenvolve atrav&eacute;s de um dispositivo tecnol&oacute;gico, ou seja, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; mediada, constituindo esta caracter&iacute;stica um fator diferenciador na aus&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o presencial cara-a-cara (Kang, 2011: 205). Neste sentido, e parte da sua especificidade, os aspetos que os utilizadores revelam sobre si nas plataformas de <i>online dating</i> podem ser determinantes na constru&ccedil;&atilde;o de um ju&iacute;zo de valor sobre estes e podem consequentemente levar ou n&atilde;o ao contacto por parte de outrem. A forma como os utilizadores se apresentam, seja no formato escrito ou atrav&eacute;s de fotografias, pode ser decisiva para o in&iacute;cio de um contacto, estabelecimento de uma comunica&ccedil;&atilde;o e posteriormente, atrav&eacute;s da troca de mensagens ou n&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o do transitar da rela&ccedil;&atilde;o do <i>online</i> para o <i>offline</i>. Sendo que, esta constru&ccedil;&atilde;o do perfil, ou seja, do eu <i>online</i> dos utilizadores, poder&aacute; ter impacto nos resultados, como se comprova nos estudos realizados por Mckenna (2002).</p>     <p>&Eacute; por esta via lan&ccedil;ado ao utilizador o desafio de constru&ccedil;&atilde;o da sua autoapresenta&ccedil;&atilde;o, o seu eu <i>online,</i> atrav&eacute;s de um n&uacute;mero limitado de caracteres e recursos simb&oacute;licos, nomeadamente fotografias, e ser&aacute; atrav&eacute;s dessa apresenta&ccedil;&atilde;o do<i> self</i> que o ir&atilde;o avaliar. Esta apresenta&ccedil;&atilde;o &eacute; assim uma dimens&atilde;o central na procura de par (Chambers, 2013: 133).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A apresenta&ccedil;&atilde;o do EU</b></p>     <p><b><i>Vis&otilde;es te&oacute;ricas cl&aacute;ssicas sobre a gest&atilde;o das impress&otilde;es</i><i> e a import&acirc;ncia do contexto</i></b></p>     <p>Promotor da corrente do interacionismo simb&oacute;lico (Sandstrom el al. 2001) George H. Mead (1934, 1972) desenvolveu o seu trabalho tendo como foco uma abordagem sociol&oacute;gica que se focava na import&acirc;ncia e na influ&ecirc;ncia atribu&iacute;da &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais atrav&eacute;s do estudo dos significados que os sujeitos conferem &agrave;s mesmas e que resultam da intera&ccedil;&atilde;o social. Importantes no seu trabalho s&atilde;o as ideias de papel social, de <i>generalized other</i>, que pode ser considerado como &ldquo;qualquer outro que esteja ou possa ser um particular em detrimento da atitude de tomada de pap&eacute;is&rdquo; e de <i>self</i> &ndash; que poder&aacute; ser definido como uma constru&ccedil;&atilde;o mental do indiv&iacute;duo sobre si pr&oacute;prio. Ou seja, a capacidade reflexiva que o indiv&iacute;duo possui de se poder julgar a si pr&oacute;prio e se considerar a si mesmo como um objeto social. Como grande contributo, a escola do interacionismo simb&oacute;lico ajuda a perceber como o <i>self</i> nunca &eacute; unilateral, mas, de forma dial&eacute;tica, tamb&eacute;m produto do social (Sandstrom el al., 2001: 219), forjado e reproduzido na intera&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Na esteira de Mead, desenvolvendo os trabalhos sobre o self, mas com especial relevo dado &agrave; import&acirc;ncia dos contextos e &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o temos Erving Goffman. O seu trabalho sobre a apresenta&ccedil;&atilde;o do eu representa um importante contributo te&oacute;rico no estudo das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais a um n&iacute;vel micro de an&aacute;lise, estudando os diferentes desempenhos de apresenta&ccedil;&atilde;o do eu no quotidiano sobre uma aproxima&ccedil;&atilde;o dramat&uacute;rgica da realidade social defendendo que os indiv&iacute;duos atuam no seu dia-a-dia de forma estrat&eacute;gica, mais ou menos conscientemente, adaptando a sua fachada, definido como conjunto de ferramentas expressivas que o indiv&iacute;duo utiliza seja de forma consciente ou inconsciente, para convencer a sua audi&ecirc;ncia durante o seu desempenho (Goffman, 1993: 34), aos diferentes contextos de intera&ccedil;&atilde;o por onde se movem (Goffman, 1993).</p>     <p>De forma hol&iacute;stica, o fluxo expressivo dos atores engloba todo e qualquer elemento simb&oacute;lico e comunicativo. Como tal, a atualiza&ccedil;&atilde;o de status nas redes sociais online, n&atilde;o s&oacute; o que se escreve, mas tamb&eacute;m como se escreve, o tipo de fotografias, posi&ccedil;&atilde;o corporal, vestimenta, entre tantos outros recursos simb&oacute;licos devem ser tomados como um exemplo do que pode ser considerado como a fachada nas redes sociais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente nos estudos de media que abordam quest&otilde;es do eu est&atilde;o presentes dois conceitos, a apresenta&ccedil;&atilde;o e a representa&ccedil;&atilde;o pelo qual, importa referir o contributo de Rettberg (2014) relativamente &agrave; reflex&atilde;o entre os dois. Como a pr&oacute;pria considera, n&atilde;o existe a necessidade de uma distin&ccedil;&atilde;o estrita entre ambos j&aacute; que na pr&aacute;tica tanto elementos visuais como textuais ser&atilde;o analisados de ambas perspetivas n&atilde;o focando apenas o seu significado e conjunto de sinais, mas tamb&eacute;m o papel que o utilizador estava a interpretar no momento da constru&ccedil;&atilde;o do seu perfil bem como a quem este era dirigido (audi&ecirc;ncias).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A apresenta&ccedil;&atilde;o mediada do eu, a audi&ecirc;ncia imaginada</b><b> em contextos colapsados</b></p>     <p>Como forma de aproveitamento deste manancial seminal, v&aacute;rios autores aplicaram (Ellison el al.., 2006; Gibbs, 2006; Cooley &amp; Smith, 2013; Casimiro, 2015; Patra, 2015) e por vezes adaptaram (Hogan, 2010), o quadro te&oacute;rico de Goffman nos novos contextos <i>online</i>.</p>     <p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o mediada do eu, como &eacute; o caso das redes sociais <i>online</i>, os perfis s&atilde;o elementos centrais na medida em que estes representam o utilizador, assim como s&atilde;o ponto de intera&ccedil;&atilde;o (boyd, 2010: 42), sendo contru&iacute;dos de forma a serem vistos por uma audi&ecirc;ncia, que, &agrave; partida se desconhece.</p>     <p>E reside aqui a grande novidade e especificidade da apresenta&ccedil;&atilde;o mediada pelo online. Enquanto que na intera&ccedil;&atilde;o face-a-face os atores partilham e (re)conhecem o contexto esp&aacute;cio-temporal, no online, a media&ccedil;&atilde;o introduz um curto-circuito destas duas dimens&otilde;es. Ao acionar um dado fluxo expressivo o ator n&atilde;o sabe: nem quando, nem quem, nem como este o ir&aacute; interpretar, se &eacute; que haver&aacute; sequer audi&ecirc;ncia (boyd, 2010; Baym, 2011). A comunica&ccedil;&atilde;o pode nem chegar a acontecer porque o recetor n&atilde;o recebeu a mensagem. Um qualquer conte&uacute;do expressivo partilhado pode n&atilde;o chegar a toda aquela audi&ecirc;ncia que o utilizador considera desejada j&aacute; que, &ldquo;a audi&ecirc;ncia de um indiv&iacute;duo &eacute; tipicamente muito menor do que todas as pessoas em todos os espa&ccedil;o e tempo &eacute; muito menor do que todas as pessoas em todos os espa&ccedil;o e tempo&rdquo; (boyd, 2010: 43).&nbsp;</p>     <p>Ao refletir sobre estas tem&aacute;ticas, Litt (2012) refere-se a esta audi&ecirc;ncia como <i>audi&ecirc;ncia imaginada</i>, ou seja, a constru&ccedil;&atilde;o mental daqueles com quem se comunica (Litt, 2012: 331) ou nem se comunica. A mesma perce&ccedil;&atilde;o funciona como uma leitura do contexto comunicacional e como tal orientadora da a&ccedil;&atilde;o relativamente ao que o indiv&iacute;duo acha que deve, ou n&atilde;o, partilhar, tendo em conta quem este imagina que a comp&otilde;e, moldando-o e condicionando a sua autoapresenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o de perfis e a partilha de informa&ccedil;&atilde;o <i>online</i> tendo em conta uma ideia de audi&ecirc;ncia(s) condicionar&aacute;, portanto, as pr&aacute;ticas nas redes sociais <i>online</i> uma vez que promovem a constru&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia imaginada em fun&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias dos utilizadores (Litt, 2016: 1). No entanto e com o objetivo de corresponder a determinadas expectativas da audi&ecirc;ncia imaginada ou do p&uacute;blico o individuo poder&aacute; adequar a sua autoapresenta&ccedil;&atilde;o e o seu comportamento em fun&ccedil;&atilde;o da mesma (boyd, 2010: 44).</p>     <p>Neste sentido, recorre-se ao conceito de <i>perfil trabalhado</i> desenvolvido por Silfverberg (2011) que se traduz no empenho dos indiv&iacute;duos na constru&ccedil;&atilde;o dos seus perfis nas redes sociais <i>online</i> (Silfverberg, 2011: 1) e atrav&eacute;s do qual se assume que existe um conjunto de estrat&eacute;gias de autoapresenta&ccedil;&atilde;o nas plataformas de redes sociais com m&uacute;ltiplas possibilidades podendo os atores sentirem-se constrangidos nas suas escolhas e na gest&atilde;o do seu eu (Uski, 2016: 450). Por&eacute;m, esta gest&atilde;o estrat&eacute;gica do perfil poder&aacute; ser desafiante na medida em que ter&aacute; de ir ao encontro das expetativas de uma audi&ecirc;ncia heterog&eacute;nea composta por elementos com diferentes viv&ecirc;ncias e perspetivas do que poder&aacute; ser socialmente correto ou expet&aacute;vel.</p>     <p>&Eacute; ent&atilde;o permitido aos utilizadores a constru&ccedil;&atilde;o dos seus perfis e re/apresenta&ccedil;&atilde;o de quem &ldquo;s&atilde;o&rdquo; atrav&eacute;s das ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o baseadas na internet (Rui, 2013: 110) de acordo com as suas necessidades e objetivos e atrav&eacute;s de recursos comunicacionais como: imagens, textos, atualizando o seu estado, informando os outros sobre o que pensam, partilhando os locais que visitam e com quem, os seus gostos, interesses ou ideologias, entre outros. Por sua vez, este conjunto de informa&ccedil;&otilde;es partilhadas permite aos outros utilizadores constru&iacute;rem uma ideia sobre estes, que poder&aacute; ser determinante uma vez que &ldquo;as estrat&eacute;gias de autoapresenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o especialmente importantes durante o in&iacute;cio da rela&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os outros v&atilde;o utilizar essa informa&ccedil;&atilde;o para decidir se perseguir a rela&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Ellison, 2006: 417).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda na perspetiva de Goffman (1993) o objetivo da autoapresenta&ccedil;&atilde;o ser&aacute; fazer com que o indiv&iacute;duo seja distingu&iacute;vel com o prop&oacute;sito de provocar na audi&ecirc;ncia a impress&atilde;o desejada, sendo digno de aten&ccedil;&atilde;o em detrimento da restante audi&ecirc;ncia. Assim a autoapresenta&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser &uacute;nica e provocando impress&otilde;es espec&iacute;ficas nas audi&ecirc;ncias (Guadagno, 2012: 642).</p>     <p>No entanto, a constru&ccedil;&atilde;o de perfis nas redes sociais <i>online</i> n&atilde;o &eacute; um ato solit&aacute;rio j&aacute; que nestas, determinado indiv&iacute;duo ao qual outros est&atilde;o ligados poder&aacute; partilhar informa&ccedil;&atilde;o sobre os restantes, seja no formato de uma imagem identificando-os na mesma ou partilhando determinada localiza&ccedil;&atilde;o em que ambos se encontram. Para al&eacute;m destes aspetos, tamb&eacute;m podem exprimir v&aacute;rios tipos de sentimentos face a uma publica&ccedil;&atilde;o, coment&aacute;-la ou partilh&aacute;-la conseguindo a publica&ccedil;&atilde;o original chegar inclusive &agrave;queles que o utilizador n&atilde;o conhece. Estas s&atilde;o consequ&ecirc;ncia de como a internet est&aacute; organizada, do potencial da mesma e da pr&oacute;pria arquitetura das redes sociais <i>online</i> e das defini&ccedil;&otilde;es de privacidade de cada utilizador reduzindo assim o controlo da apresenta&ccedil;&atilde;o do eu (Rui, 2013: 110) e como efeito ter&aacute; assim uma dificuldade acrescida em conseguir transmitir a imagem que pretende, na medida em que a &ldquo;informa&ccedil;&atilde;o fornecida por outros &eacute; menos prov&aacute;vel de ser manipulada, mais cred&iacute;vel, e esta pode ter um maior impacto em como os utilizadores a quem os perfis pertencem, s&atilde;o percebidos&rdquo; (Rui, 2013: 110).</p>     <p>Desta forma a internet permite, dentro de certos graus de autonomia, contruir a identidade como se de um conjunto de personagens se tratasse, que se podem representar tendo em conta o cen&aacute;rio em quest&atilde;o e a audi&ecirc;ncia que se quer impressionar. Essa identidade n&atilde;o precisa de ser estanque ou definitiva uma vez que a realidade <i>online</i> tamb&eacute;m n&atilde;o o &eacute;, sendo poss&iacute;vel editar a informa&ccedil;&atilde;o tendo tamb&eacute;m em conta que a mesma n&atilde;o &eacute; contru&iacute;da apenas pelo indiv&iacute;duo (Baym, 2011:112).</p>     <p>Os conceitos desenvolvidos por Goffman podem ser transpostos ao ambiente mediado atual tendo em conta as especificidades pr&oacute;prias do <i>social media</i> e das redes sociais <i>online</i>. Neste contexto, Hogan (2010) que sugere que as quest&otilde;es da privacidade n&atilde;o se prendem apenas com o registo de forma an&oacute;nima ou cria&ccedil;&atilde;o de um perfil alternativo que possa contrariar o papel que o indiv&iacute;duo desempenha noutros c&iacute;rculos, mas sim atrav&eacute;s de um terceiro fator: o de ser selecionada a informa&ccedil;&atilde;o que se recebe ou se procura sobre este. Assim sendo, o autor distingue o conceito de <i>performance</i> aplicado &agrave;s redes sociais atrav&eacute;s da introdu&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>exposi&ccedil;&atilde;o</i>. Enquanto &ldquo;as <i>performances </i>est&atilde;o sujeitas a observa&ccedil;&otilde;es continuas e de auto monitoramento como meio de gest&atilde;o das impress&otilde;es, as exposi&ccedil;&otilde;es est&atilde;o sujeitas a contributos seletivos ao papel de um terceiro&rdquo; (Hogan, 2010: 384). Este terceiro elemento &eacute; aquele que o autor apelida de <i>curador</i>.</p>     <p>No caso espec&iacute;fico das redes sociais de <i>online dating</i>, nomeadamente da rede em estudo, o curador assume a forma de filtro podendo o indiv&iacute;duo escolher o g&eacute;nero, a idade e a dist&acirc;ncia &agrave; qual se encontra o poss&iacute;vel parceiro, juntamente com o estudo de prefer&ecirc;ncias, gostos e interesses dos utilizadores propondo aqueles que consideram mais indicados, j&aacute; que tem informa&ccedil;&atilde;o de qual poder&aacute; ser apropriado ao conte&uacute;do ou n&atilde;o (Hogan, 2010: 380). Como tal, as sugest&otilde;es de parceiros e o acesso ao perfil dos utilizadores est&atilde;o relacionados e consequentemente condicionados pela informa&ccedil;&atilde;o que estes disponibilizaram no momento da constru&ccedil;&atilde;o do perfil e em fun&ccedil;&atilde;o de escolhas anteriores, defini&ccedil;&atilde;o de prefer&ecirc;ncias, hist&oacute;rico de liga&ccedil;&otilde;es e consumos de tipos de conte&uacute;dos e outras vari&aacute;veis de acordo com o algoritmo da rede. E este algoritmo vai analisando e definindo o que mostrar ao utilizador em fun&ccedil;&atilde;o de como o conte&uacute;do &eacute; integrado (Hogan, 2010: 384) n&atilde;o esquecendo que a arquitetura da rede condiciona as a&ccedil;&otilde;es e consequentemente os resultados j&aacute; que pode determinar as din&acirc;micas em fun&ccedil;&atilde;o do design da plataforma (Gillespie, 2015: 2). Como tal, n&atilde;o se trata apenas de conte&uacute;do resultante do desempenho, considerando-se que &ldquo;este novo fen&oacute;meno n&atilde;o &eacute; necessariamente sobre a <i>performance</i>, mas sobre a arquitetura de media&ccedil;&atilde;o que encapsula e redistribui performances anteriores para m&uacute;tuos e v&aacute;rios benef&iacute;cios ass&iacute;ncronos&rdquo; (Hogan, 2010: 384).</p>     <p>Contudo atendendo &agrave;s circunst&acirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o mediada em rede, poder-se-&aacute; dar o que boyd (2014), inspirada em (Meyrowitz, 1985; Wesch, 2009) apelidou de <i>colapso dos contextos</i> ocorrendo &ldquo;quando as pessoas s&atilde;o for&ccedil;adas a lidar simultaneamente com contextos sociais de outra forma n&atilde;o relacionados que est&atilde;o enraizadas em diferentes normas e aparentemente exigem diferentes respostas sociais&rdquo; (boyd, 2010: 31). Este colapsar de contextos &agrave; luz das redes sociais <i>online</i> poder&aacute; fazer com que a forma de express&atilde;o seja desafiante j&aacute; que h&aacute; que ter em conta a pr&oacute;pria arquitetura e funcionamento das redes sociais <i>online</i> que agregam v&aacute;rios contextos e c&iacute;rculos sociais distintos.</p>     <p>Neste sentido, espera-se que o papel desempenhado pelo ator e sua a fachada pessoal seja minimamente coerente, na medida em que &eacute; expect&aacute;vel que &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o entre apar&ecirc;ncia e modo seja de confirma&ccedil;&atilde;o e consist&ecirc;ncia&rdquo; (Goffman, 1993: 37), sendo que ao mesmo tempo, esta deva ser minimamente adaptado aos diferentes contextos e redes sociais e respetivos pap&eacute;is associados do mesmo sujeito. Se por um lado se espera o m&iacute;nimo de coer&ecirc;ncia, uma vez que &eacute; expect&aacute;vel que a autoapresenta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo esteja em concord&acirc;ncia com as fotografias do seu perfil e consequentemente como este se expressa, da informa&ccedil;&atilde;o transmitida e do conte&uacute;do das mensagens trocadas. Por outro, algum do fluxo expressivo p&uacute;blico poder&aacute; n&atilde;o ser adequado a contextos para al&eacute;m da rede de <i>online dating.</i></p>     <p>Esta coer&ecirc;ncia n&atilde;o se aplica apenas aos elementos da autoapresenta&ccedil;&atilde;o que constam naquela rede de <i>online dating</i>, mas tamb&eacute;m a outras redes sociais <i>online</i> j&aacute; que, atrav&eacute;s da internet o indiv&iacute;duo pode procurar informa&ccedil;&atilde;o complementar de forma a completar a constru&ccedil;&atilde;o do eu do outro. Encontra-se aqui um dos grandes desafios da gest&atilde;o das impress&otilde;es em contextos colapsados m&uacute;ltiplos e diferenciados e com audi&ecirc;ncias imaginadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>G&eacute;nero</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um ponto central da identidade, seja na constru&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o do eu <i>online</i>, seja na procura de outros utilizadores nas redes sociais &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero. Uma vez que &eacute; uma vari&aacute;vel com importante peso no estudo importa abrir espa&ccedil;o no quadro te&oacute;rico &agrave;s quest&otilde;es de g&eacute;nero. Num primeiro momento ser&aacute; importante destrin&ccedil;ar duas dimens&otilde;es de categoriza&ccedil;&atilde;o que desde a d&eacute;cada de 70 entraram no discurso acad&eacute;mico: sexo e g&eacute;nero, e, de forma encadeada, masculinidade e feminilidade.</p>     <p>Designa-se por g&eacute;nero, a masculinidade ou a feminilidades convencionadas socialmente (Holmes, 2007: 2; Lips, 2013). Tal constru&ccedil;&atilde;o contrasta o termo utilizado para designar as diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas e fisiol&oacute;gicas entre homens e mulheres: o sexo. Trata-se deste modo de diferenciar determinadas vari&aacute;veis de ordem natural-biol&oacute;gica, e as constru&ccedil;&otilde;es simb&oacute;lico-culturais que com elas se entrela&ccedil;am, sem que os aspetos dessa mesma ordem correspondam ou representem aquelas vari&aacute;veis.</p>     <p>Para uma proposta de defini&ccedil;&atilde;o mais multidimensional e robusta de g&eacute;nero: este &ldquo;designa o conjunto de significados e valoriza&ccedil;&otilde;es associados, num certo tempo e espa&ccedil;o social e geogr&aacute;fico, &agrave;s categorias &ldquo;feminino&rdquo; e &ldquo;masculino&rdquo;, e os processos, discursos e estruturas atrav&eacute;s dos quais se (re)produzem e negoceiam, de forma cont&iacute;nua, mas vari&aacute;vel, diferencia&ccedil;&otilde;es e hierarquias entre pessoas e &ldquo;coisas&rdquo; com base nessas categorias&rdquo; (Pereira, 2012, 35).</p>     <p>Entenda-se desta forma o g&eacute;nero como um processo din&acirc;mico e performativo (Butler, 1988) de (re)constru&ccedil;&atilde;o sociocultural &ndash; embora comummente julgado como natural e como tal naturalizado quotidianamente &shy;- abstrata de classifica&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o social. A distin&ccedil;&atilde;o dos factos biol&oacute;gicos do sexo e dos factos culturais e pap&eacute;is sociais do g&eacute;nero abriu caminho para a interpreta&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero como um sistema de s&iacute;mbolos e significados (Holmes, 2007) influenciadores e influenciados por pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es. A diferencia&ccedil;&atilde;o entre os sexos &eacute; extrapolada para a ordem simb&oacute;lica, sendo (re)constru&iacute;dos significados sociais para as diferen&ccedil;as anat&oacute;micas.</p>     <p>&Eacute; justamente, a partir desta primeira distin&ccedil;&atilde;o conceptual entre sexo e g&eacute;nero, que estes aspetos se tornam operativos para outras distin&ccedil;&otilde;es social e culturalmente relevantes. Neste seguimento, e mais do que uma l&oacute;gica de tradu&ccedil;&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es entre sexo e g&eacute;nero devem ser compreendidas como formando um sistema no qual uma matriz social e cultural, pr&oacute;pria de uma &eacute;poca e de uma sociedade, define o masculino e o feminino. Ou seja, sendo uma categoria negociada e (re)contru&iacute;da &eacute; social, cultural e historicamente contingente. De facto, h&aacute; uma representa&ccedil;&atilde;o social hegem&oacute;nica dos sexos, masculinidades e feminilidades que se estratificam de forma desigual e assim&eacute;trica (Am&acirc;ncio, 1994: 179) num esquema complexo de associa&ccedil;&otilde;es comummente partilhadas de certos valores, atitudes, expectativas e comportamentos, atribu&iacute;dos quer a homens quer a mulheres, resultando numa divis&atilde;o diferenciada de pap&eacute;is. Desta forma a categoria de ser homem ou mulher &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o (re)produzida pela cultura, que implica a constru&ccedil;&atilde;o de dicotomias como p&uacute;blico/dom&eacute;stico, natureza/cultura, produ&ccedil;&atilde;o/reprodu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Claro que por sua vez importa n&atilde;o cair em determinismos sociais, delegando poder &uacute;nico &agrave;s estruturas sociais e descurando a ag&ecirc;ncia individual e uma relativa autonomia. N&atilde;o h&aacute; s&oacute; reprodu&ccedil;&atilde;o social. Ser&aacute; para tal produtivo no decorrer desta senda anal&iacute;tica refor&ccedil;ar a dimens&atilde;o performativa do g&eacute;nero percebendo que este n&atilde;o &eacute; algo que se tem, mas que se faz (Pereira, 2012) sendo constantemente negociado na dimens&atilde;o micropol&iacute;tica, ou seja, nas intera&ccedil;&otilde;es quotidianas e at&eacute; no plano individual. Da mesma forma devemos ainda na an&aacute;lise n&atilde;o incorrer em reifica&ccedil;&otilde;es ou essencialismos e &ldquo;n&atilde;o tomar dualismos como pressuposto, como a priori, a partir do qual se estudam os objectos&rdquo; (Pereira, 2012: 177).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Masculinidade e Feminilidade</b></p>     <p>A masculinidade define-se, genericamente, como sendo a incorpora&ccedil;&atilde;o da estrutura de rela&ccedil;&otilde;es sociais, em que caracter&iacute;sticas hegem&oacute;nicas do homem subsistem, estabelecendo-se conven&ccedil;&otilde;es senso-comunais (Am&acirc;ncio, 1994; Almeida, 1995). Por seu turno a feminilidade remete para os estere&oacute;tipos e matrizes de valores associados ao sexo feminino.</p>     <p>As no&ccedil;&otilde;es de masculinidade e feminilidade constroem-se e reproduzem-se quotidianamente, pela divis&atilde;o do trabalho, pela socializa&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia e escola, pelas formas ritualizadas de sociabilidade e intera&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, pelos signos do g&eacute;nero (no&ccedil;&otilde;es de pessoas, do corpo, das emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos). Falemos, no entanto, n&atilde;o de uma masculinidade ou feminilidade no singular, mas sim de masculinidades e feminilidades no sentido mais plural, plurifacetado, adstrito aos contextos e complexo do seu termo. Podemos sim, falar de masculinidades hegem&oacute;nicas (Connel, 2005a e 2005b) enquanto ideal de refer&ecirc;ncia comportamental e que atua como &ldquo;o modelo central que subordina as masculinidades alternativas (de pessoas, grupos ou sociedades), e que &eacute; modelo da domina&ccedil;&atilde;o masculina, intrinsecamente monog&acirc;mica, heterossexual e reprodutiva&rdquo; (Almeida, 1995: 155). S&atilde;o assim &ldquo;padr&otilde;es de conduta e personalidade com estatuto muito elevado, que servem como modelo de refer&ecirc;ncia &agrave; regula&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. S&atilde;o as formas de masculinidade dominantes num dado grupo ou contexto, n&atilde;o no sentido de serem as mais comuns, mas porque s&atilde;o consideradas mais leg&iacute;timas e desej&aacute;veis dos que as restantes formas de masculinidade&rdquo; (Pereira, 2012: 136).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ora este modelo &eacute; imposto n&atilde;o tanto pela for&ccedil;a f&iacute;sica, mas sim atrav&eacute;s de uma domina&ccedil;&atilde;o, e, portanto, viol&ecirc;ncia, simb&oacute;lica (Bourdieu, 2013). Sendo perpetuada atrav&eacute;s de institui&ccedil;&otilde;es como a escola ou pelos <i>media</i> que (re)criam conven&ccedil;&otilde;es mais consensuais acerca do que um homem &eacute;, deve (e pode) ser e fazer. A hegemonia de algumas &ldquo;masculinidades&rdquo; sobre outras d&aacute;-se nesse sentido: ela &eacute; exercida quotidianamente (pr&aacute;ticas sociais), produzindo saberes sobre o homem que se refor&ccedil;am e se constroem nas rela&ccedil;&otilde;es formadas entre homens e homens, e, entre homens e mulheres, no seu quotidiano e atrav&eacute;s da hist&oacute;ria. Esses saberes s&atilde;o produtores de efeitos de poder, refor&ccedil;am e integram as pr&aacute;ticas de domina&ccedil;&atilde;o e submiss&atilde;o, e no seu movimento tamb&eacute;m alteram e subvertem essa domina&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A rematar ser&aacute; imperativo refor&ccedil;ar o car&aacute;cter assim&eacute;trico entre masculino e feminino, ou seja, s&atilde;o diferentemente valorizados (Am&acirc;ncio, 1994) e que &ldquo;o dominado tende a assumir sobre si pr&oacute;prio o ponto de vista dominante&rdquo; (Bourdieu, 2013: 102).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os utilizadores portugueses e as redes de online &agrave; luz dos </b><b>dados secund&aacute;rios.</b></p>     <p>Em Portugal existem alguns estudos sobre temas como a dicotomia <i>online/offline</i>, quest&otilde;es de g&eacute;nero nas plataformas de <i>online dating</i> ou <i>cybersex</i>. Ainda assim existe uma lacuna na academia no que diz respeito a estudos concretos e exclusivos sobre a realidade do <i>online dating </i>em Portugal, nomeadamente a estrat&eacute;gias de apresenta&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&otilde;es do eu. Estes estudos v&ecirc;m reclamar a sua import&acirc;ncia na medida em que em Portugal se tem vindo a registar um aumento no uso de utilizadores da internet. De acordo com dados recentes do INE (2016), 74% das fam&iacute;lias Portuguesas t&ecirc;m acesso &agrave; internet em suas casas, sendo que o aparelho que mais utilizam para faz&ecirc;-lo &eacute; o telem&oacute;vel/<i>smartphone</i> (78%) seguindo-se o computador port&aacute;til (73%). Estes indicadores v&ecirc;m justificar de alguma forma a tend&ecirc;ncia para o uso de aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis e sustentar a import&acirc;ncia deste artigo ter como objeto de estudo uma plataforma m&oacute;vel. De entre aqueles que t&ecirc;m acesso &agrave; internet, a &aacute;rea metropolitana de Lisboa, local onde foi realizado o presente estudo, &eacute; a que regista um maior n&uacute;mero de fam&iacute;lias com internet nas suas casas (82%).</p>     <p>No que aos g&eacute;neros diz respeito, o masculino tendo a apresentar taxas de utiliza&ccedil;&atilde;o superiores &agrave;s do g&eacute;nero feminino &ndash; 72% versus 69%, sendo que a sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; mais frequente na popula&ccedil;&atilde;o at&eacute; aos 54 anos, assim como em sujeitos que tenham completado o ensino secund&aacute;rio (96%) e o ensino superior (98%).</p>     <p>Relativamente ao uso das redes sociais e de acordo com os dados do inqu&eacute;rito &ldquo;Sociedade em Rede&rdquo; (Cardoso, 2014), independentemente do objetivo de uso e da frequ&ecirc;ncia das redes sociais, estas s&atilde;o utilizadas maioritariamente pelo g&eacute;nero masculino cuja m&eacute;dia de idades se situa nos 31 anos. Estes dados v&atilde;o ao encontro da informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pela publica&ccedil;&atilde;o GlobalWebIndex (McGrath, 2015) e segundo a qual, dentro do universo norte-americano daqueles que utilizam o Tinder, 62% s&atilde;o do g&eacute;nero masculino e 38% do g&eacute;nero feminino e a maior percentagem de utilizadores (48%) t&ecirc;m idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos.</p>     <p>A raz&atilde;o da escolha ter reca&iacute;do sobre os utilizadores do Tinder deve-se a caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias da aplica&ccedil;&atilde;o, nomeadamente funcionar apenas em <i>smartphones</i>, com base na geolocaliza&ccedil;&atilde;o, permitir somente a comunica&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s um <i>match</i> e por nos tr&ecirc;s anos que se seguiram &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o ter tido um grande crescimento no mercado portugu&ecirc;s e internacional estimando-se se que atualmente, e de acordo com dados divulgados pela pr&oacute;pria empresa, a aplica&ccedil;&atilde;o tenha mais de 50 milh&otilde;es de utilizadores (Bilton, 2014) registados em todo o mundo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M</b><b>etodologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Pergunta de partida, objetivos e </i><i>quest&otilde;es de pesquisa subsidi&aacute;rias</i></b></p>     <p>No seguimento e aplicando o enquadramento te&oacute;rico, consegue-se compreender que a autoapresenta&ccedil;&atilde;o possui extrema relev&acirc;ncia nas plataformas de <i>online dating</i>, fazendo com que o utilizador pondere ou n&atilde;o entrar em contacto ou que o seu perfil seja sugerido a outros utilizadores. &Eacute; tamb&eacute;m com base nesta autoapresenta&ccedil;&atilde;o mais ou menos elaborada e consciente, que os utilizadores constroem a sua apresenta&ccedil;&atilde;o mediada e imaginada sobre o outro, fazendo com que se avalie o indiv&iacute;duo de forma multidimensional num <i>continuum</i> com polos como: interessante ou desinteressante, atraente ou n&atilde;o, indo ou n&atilde;o ao encontro de um conjunto de ideais constru&iacute;dos que permite qualific&aacute;-lo como algu&eacute;m com quem se deseje estabelecer um relacionamento amoroso. Essa relev&acirc;ncia conduz &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o da pergunta de partida para o presente artigo: <i>como &eacute; que os utilizadores portugueses das plataformas de online dating m&oacute;veis se apresentam nas mesmas?</i></p>     <p>O objetivo principal da realiza&ccedil;&atilde;o do mesmo &eacute;, entre os utilizadores portugueses do Tinder, investigar e tipificar os dados que estes consideram importantes revelarem sobre si nas suas estrat&eacute;gias de constru&ccedil;&atilde;o de perfis ou seja, como &eacute; constru&iacute;da a sua autoapresenta&ccedil;&atilde;o, sendo de seguida crivados por g&eacute;nero. Por autoapresenta&ccedil;&atilde;o compreende-se neste artigo todos os recursos simb&oacute;licos como: texto, fotos e outros elementos comunicacionais como <i>emojis</i>, a que os indiv&iacute;duos recorrem para constru&iacute;rem os seus perfis.</p>     <p>Para al&eacute;m do objetivo principal, definiu-se ainda um conjunto de objetivos secund&aacute;rios importantes para contextualizar a an&aacute;lise e compreender eventuais padr&otilde;es e regularidade sociais, mas tamb&eacute;m especificidades. Desdobrando o fluxo expressivo por elementos visuais e textuais, mas adotando sempre uma vis&atilde;o hol&iacute;stica:</p> <ol>       <li>Analisar que atributos ou caracter&iacute;sticas os indiv&iacute;duos parecem revelar atrav&eacute;s das fotografias para constru&iacute;rem a sua apresenta&ccedil;&atilde;o.</li>       <li>Verificar se existem diferen&ccedil;as no n&uacute;mero, tipo de fotografias partilhadas e texto.&#8232;</li>       <li>Identificar as caracter&iacute;sticas sobre si que os diferentes g&eacute;neros parecem enaltecer e considerar mais importantes no momento da sua autoapresenta&ccedil;&atilde;o.</li>     </ol>     <p>De acordo com os objetivos estipulados, estabeleceram-se as seguintes quest&otilde;es de pesquisa subsidi&aacute;rias:</p> <ol>       <li>Qual a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao conte&uacute;do visual e conte&uacute;do escrito?</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Que tipo de informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais partilhadas?</li>       <li>O que &eacute; que os utilizadores pretendem revelar sobre si atrav&eacute;s das imagens partilhadas?</li>       <li>S&atilde;o registadas diferen&ccedil;as na estrat&eacute;gia de autoapresenta&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero?</li>       <li>Algum dos g&eacute;neros incentiva mais ao contacto do que outro?</li>     </ol>     <p>As quest&otilde;es colocadas pressup&otilde;em &agrave; partida a hip&oacute;tese de que a vari&aacute;vel g&eacute;nero poder&aacute; representar diferen&ccedil;a aquando da constru&ccedil;&atilde;o de perfis e consequentemente na autoapresenta&ccedil;&atilde;o, e s&atilde;o essas diferen&ccedil;as que se pretendem investigar ao longo da an&aacute;lise de resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimento Metodol&oacute;gico</b></p>     <p>Tendo em conta os objetivos e as quest&otilde;es de pesquisa realizou-se um estudo de caso explorat&oacute;rio para o qual se recorreram a t&eacute;cnicas de recolha e an&aacute;lise de dados secund&aacute;rios de enquadramento bem como dados prim&aacute;rios &ndash; observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de conte&uacute;do visual e textual <i>extant</i> (Salmons, 2016). A saber, implica a recolha e uso materiais existentes, dados encontrados e n&atilde;o produzidos pelo investigador &ndash; a chamada <i>found data </i>(Banks, 2001; Jensen, 2012: 287-288; Rose, 2001), e sem a influ&ecirc;ncia do investigador ou contacto com os participantes.</p>     <p>O m&eacute;todo com recurso a t&eacute;cnicas distintas foi mobilizado com o prop&oacute;sito de contextualizar a popula&ccedil;&atilde;o em estudo, saber mais sobre a rede e utilizadores em estudo atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas e j&aacute; enformados pelos conhecimentos resultantes partiu-se para a observa&ccedil;&atilde;o <i>online</i> recolhendo fotografias e informa&ccedil;&atilde;o textual disponibilizadas na autoapresenta&ccedil;&atilde;o dos perfis dos utilizadores portugueses do Tinder analisando-os posteriormente de forma quantitativa e qualitativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma com de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias mistas de Bryman (2012: 632), refinada posteriormente por Creswell (2014: 15-16), a estrat&eacute;gia mobilizada neste artigo pode ser descrita <i>como m&eacute;todo misto explanat&oacute;rio e sequencial</i> (Creswell, 2014: 224-225). Isto &eacute;, esta estrat&eacute;gia mista consistiu numa primeira aproxima&ccedil;&atilde;o qualitativa, seguida de uma abordagem quantitativa e qualitativa de acompanhamento e aprofundamento no terreno de dimens&otilde;es evidenciadas pela primeira recolha de dados, sendo, contudo, dado maior relev&acirc;ncia &agrave; t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do visual e escrito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lises Qualitativa e Quantitativa</b></p>     <p><b><i>Entrevistas</i></b></p>     <p>Com o prop&oacute;sito de uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; rela&ccedil;&atilde;o dos utilizadores com a aplica&ccedil;&atilde;o, das suas motiva&ccedil;&otilde;es, expectativas e perce&ccedil;&atilde;o do que &eacute; valorizado em perfis sugeridos realizou-se um conjunto de 10 entrevistas. Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o destas, considerou-se ser poss&iacute;vel reconstituir, ainda que de forma n&atilde;o generaliz&aacute;vel, alguns aspetos como: quais as informa&ccedil;&otilde;es que os utilizadores valorizam nos perfis ou com que base em que dados &eacute; que estes tomam a sua decis&atilde;o.</p>     <p>A amostra, constitu&iacute;da por utilizadores do Tinder portugueses e a viver em Portugal, obtida por conveni&ecirc;ncia e angariada atrav&eacute;s de bola de neve, era composta por 10 sujeitos, 5 do g&eacute;nero masculino e 5 do g&eacute;nero feminino, cuja m&eacute;dia de idade se situava nos 31,2 anos, residentes em Lisboa e que responderam &agrave;s entrevistas entre Maio e Setembro de 2016.</p>     <p>De forma estrat&eacute;gica e fazendo uso de alguma reflexividade sobre a delicadeza do tema deste artigo - uma vez que exp&otilde;e aspetos da vida privada - e potenciais implica&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, as recolhas do discurso focaram-se na perspetiva dos utilizadores face ao perfil dos outros e n&atilde;o relativamente ao perfil do pr&oacute;prio. N&atilde;o obstante, e como j&aacute; esperado, constatou-se alguma resist&ecirc;ncia na angaria&ccedil;&atilde;o de utilizadores dispon&iacute;veis para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas pessoalmente, ainda que fosse garantido a confidencialidade dos mesmos. Para se contornar este obst&aacute;culo, disponibilizou-se a mesma atrav&eacute;s de um formul&aacute;rio <i>online</i> para que os sujeitos pudessem responder anonimamente e sem qualquer contacto pessoal com o investigador. Note-se que se teve em conta, nesta situa&ccedil;&atilde;o de compromisso inevit&aacute;vel, uma potencial perda da riqueza dos dados, estando os resultados das mesmas condicionados pela t&eacute;cnica utilizada uma vez que a realiza&ccedil;&atilde;o de uma entrevista <i>online</i> por escrito n&atilde;o produziu um fluxo discursivo t&atilde;o volumoso e espont&acirc;neo como quando poderia ter resultado ao realiz&aacute;-la pessoal e oralmente. N&atilde;o obstante, e equacionadas as vantagens e limites desta t&eacute;cnica de inquiri&ccedil;&atilde;o ass&iacute;ncrona (Hooley el al., 2012) esta demonstrou ser relevante e vantajosa na recolha de dados e na compreens&atilde;o geral do fen&oacute;meno ainda que as refer&ecirc;ncias &agrave;s mesmas na discuss&atilde;o de resultados fossem por vezes meramente ilustrativas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recolha de dados existentes online e an&aacute;lise </b><b>de conte&uacute;do (visual e textual)</b></p>     <p>Posta esta primeira explora&ccedil;&atilde;o e introdu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das entrevistas fez-se uso de um m&eacute;todo de recolha <i>online</i> de tipo &ldquo;<i>extant</i>&rdquo; (Salmons, 2016). Atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica, foi permitido observar os utilizadores de Tinder no contexto &ldquo;natural&rdquo; (a aplica&ccedil;&atilde;o) evitando que se alterassem comportamentos resultando numa descontextualiza&ccedil;&atilde;o ou altera&ccedil;&atilde;o dos mesmos, sendo assim poss&iacute;vel extrair informa&ccedil;&otilde;es que com outras t&eacute;cnicas poderiam ser mais complexas e sujeitas a um potencial enviesamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedeu-se &agrave; coleta de dados de uma amostra de 200 perfis. Na impossibilidade de acesso a dados concretos sobre qual o n&uacute;mero de utilizadores portugueses registados no Tinder<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, foi recolhida uma amostra por conveni&ecirc;ncia, constitu&iacute;da por 200 sujeitos, 100 pertencentes ao g&eacute;nero feminino e 100 perfis pertencentes ao g&eacute;nero masculino perfazendo o total de 701 fotografias analisadas e 87 textos. Esta amostra aleat&oacute;ria teria de cumprir um conjunto de par&acirc;metros de procura e elei&ccedil;&atilde;o dos perfis:</p> <ul>       <li>G&eacute;nero: procurou-se sempre o oposto ao do perfil em utiliza&ccedil;&atilde;o.</li>       <li>Faixa et&aacute;ria: n&atilde;o foi balizada com o prop&oacute;sito de n&atilde;o condicionar o algoritmo.</li>       <li>Dist&acirc;ncia: estabeleceu-se um per&iacute;metro de procura m&aacute;ximo de 10km do local onde se encontrava o investigador limitando-o ao centro de Lisboa.</li>       <li>Fotografias: foram recolhidas todas as fotografias que compunham o perfil.</li>       <li>Nacionalidade: foram descartados os perfis cujos utilizadores afirmavam serem de outra nacionalidade que n&atilde;o portuguesa, j&aacute; que os objetivos do estudo se cingiam aos portugueses.</li>     </ul>     <p>A recolha destes foi efetuada em (nos dias 16, 22 e 23) Novembro de 2016 e os dados codificados foram analisados atrav&eacute;s do programa estat&iacute;stico SPSS para a sua vertente mais quantitativa, sendo depois realizada uma an&aacute;lise em moldes qualitativos, quer do contexto visual quer do contexto escrito.</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e deontol&oacute;gicas</b></p>     <p>&nbsp;Apesar de, em linhas gerais, as preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas serem partilh&aacute;veis com a pesquisa social <i>offline</i>, a investiga&ccedil;&atilde;o <i>online</i> introduz novos desafios &eacute;ticos, nomeadamente por baralharem as fronteiras entre p&uacute;blico/privado, publicado/n&atilde;o publicado, local/internacional, profissional/amador (Hooley el al., 2012: 26-27). Desta forma, foram tidas em conta considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e deontol&oacute;gicas nas metodologias e t&eacute;cnicas utilizadas na recolha de dados uma vez que &ldquo;<i>sites</i> e p&aacute;ginas <i>web</i> s&atilde;o fontes potenciais de dados no seu pr&oacute;prio direito e podem ser considerados como material potencial, tanto para an&aacute;lise quantitativa e qualitativa de conte&uacute;do&rdquo; (Bryman, 2012: 654).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de os dados estarem acess&iacute;veis poder&aacute; levantar d&uacute;vidas na determina&ccedil;&atilde;o de se o conte&uacute;do &eacute; p&uacute;blico ou privado e &ldquo;para determinar se o consentimento informado &eacute; requerido, &eacute; primeiro necess&aacute;rio decidir se as publica&ccedil;&otilde;es numa comunidade <i>online</i> s&atilde;o comunica&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas&rdquo; (Eysenbach, 2001: 1104). Ainda assim, no caso concreto do Tinder e devido &agrave; natureza da plataforma, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel obter consentimento informado por parte dos utilizadores j&aacute; que n&atilde;o existe a possibilidade de entrar em contacto com os mesmos. No entanto, o registo na plataforma possibilita o acesso a toda a informa&ccedil;&atilde;o partilhada pelos utilizadores n&atilde;o existindo diferentes graus de privacidade na partilha da mesma tal e como em outras redes (veja-se o Facebook por exemplo) sendo que esta apenas pro&iacute;be o uso dos dados dos seus utilizadores com o intuito comercial.</p>     <p>Dentro das din&acirc;micas da investiga&ccedil;&atilde;o <i>online</i> tamb&eacute;m se compreende que determinadas a&ccedil;&otilde;es podiam resultar numa quebra de confian&ccedil;a na comunidade, seja pelo conhecimento da presen&ccedil;a de um investigador resultando na altera&ccedil;&atilde;o de din&acirc;micas existentes ou, no caso do Tinder, a presen&ccedil;a de um perfil pudesse suscitar um eventual interesse por parte dos utilizadores criando expetativas n&atilde;o correspondidas. Assim sendo, e com o intuito de efetuar o registo na aplica&ccedil;&atilde;o e recolher informa&ccedil;&atilde;o relativa aos perfis dos utilizadores sem mitigar a comunidade, optou-se pela cria&ccedil;&atilde;o de dois perfis (um masculino e um feminino), com nomes comuns (Ant&oacute;nio e Maria), com idade pertence &agrave; faixa et&aacute;ria do maior grupo de utilizadores da rede 25 &ndash; 34 anos, segundo os dados do GlobalWebIndex (2015), sem fotografias e sem informa&ccedil;&atilde;o extra partilhada no respetivo apartado.</p>     <p>Partiu-se do princ&iacute;pio que com recurso a um perfil sem autoapresenta&ccedil;&atilde;o (fossem dados visuais ou escritos), liga&ccedil;&otilde;es em comum com outros e que n&atilde;o interagisse com os outros utilizadores, se minimizasse qualquer dano poss&iacute;vel. Esta necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de novos perfis, tamb&eacute;m se deveu ao facto de se considerar que o registo na plataforma com o perfil do investigador iria condicionar resultados, j&aacute; que este tem toda uma hist&oacute;ria <i>online</i> criada, com intera&ccedil;&otilde;es, amigos ou interesses, permitindo tamb&eacute;m preservar a identidade e privacidade do mesmo. Por fim e devido a caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias do funcionamento da aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi poss&iacute;vel entrar em contacto com os utilizadores de forma a solicitar consentimento informado, no entanto, e apesar de terem sido efetuadas capturas de ecr&atilde; das fotografias e conte&uacute;do, considera-se importante esclarecer que os perfis foram anonimizados e as fotografias pixelizadas com o prop&oacute;sito de respeitar a privacidade garantido a sua confidencialidade.</p>     <p>Relativamente &agrave;s entrevistas, e devido ao facto de estas serem distribu&iacute;das pela internet atrav&eacute;s do envio de um <i>link</i>, n&atilde;o foram registados dados pessoais como correio eletr&oacute;nico ou nome daqueles que responderam &agrave;s mesmas, garantido assim o anonimato.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A componente visual</b></p>     <p>Atribuiu-se especial enf&acirc;se (at&eacute; pelo desequil&iacute;brio &ndash; foram bastantes os perfis apenas com imagem e sem texto - 113) &agrave; an&aacute;lise do conte&uacute;do visual das fotografias escolhidas pelos utilizadores &ndash; tal como j&aacute; efetuado, entre outros, por (Humphreys, 2006; Casimiro, 2015) e que pode ser definida, na sua vertente mais quantitativa, como um m&eacute;todo sistem&aacute;tico de observa&ccedil;&atilde;o com vista a testar hip&oacute;teses. Remetendo para uma defini&ccedil;&atilde;o mais precisa: &ldquo;&eacute; um procedimento emp&iacute;rico (observacional) e objetivo para quantificar representa&ccedil;&otilde;es &ldquo;audiovisuais&rdquo; (incluindo verbais) gravadas, utilizando categorias fi&aacute;veis, explicitas e definidas (&ldquo;valores&rdquo; em &ldquo;vari&aacute;veis&rdquo; independentes)&rdquo; (Bell, 2008:13). Ou seja, de acordo com (Bell, 2008:16) &eacute; uma t&eacute;cnica que tende a ser orientada pelas quest&otilde;es de partida e hip&oacute;teses comparativas e privilegia a an&aacute;lise e posterior quantifica&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos classificados por diferentes categorias pr&eacute;vias.</p>     <p>Cada vez que a aplica&ccedil;&atilde;o sugeria um perfil que se enquadrava nos par&acirc;metros mencionados anteriormente, foram efetuadas capturas de ecr&atilde; tanto dos dados como das fotografias para que depois pudessem ser codificados na grelha de observa&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da para o efeito. Ap&oacute;s conclu&iacute;da a recolha, o perfil foi remetido para a esquerda do ecr&atilde; para que este n&atilde;o voltasse a ser sugerido e se recusasse o <i>match</i>. Ap&oacute;s recolha, e numa primeira imers&atilde;o no material foi definido um manual de codifica&ccedil;&atilde;o para a vertente mais quantitativa.</p>     <p>Na fase de codifica&ccedil;&atilde;o do material - tarefa replic&aacute;vel para o estudo ser confi&aacute;vel (Rose, 2001: 62) e realizada em v&aacute;rias fases (Salda&ntilde;a, 2009) com vista a uma crescente sistematiza&ccedil;&atilde;o e condensa&ccedil;&atilde;o donde adveio a necessidade de concord&acirc;ncia entre codificadores/investigadores, a chamada <i>(inter)coder reliability</i> foi assegurada realizando o processo de codifica&ccedil;&atilde;o pelos dois codificadores conjuntamente.</p>     <p>De forma interligada e n&atilde;o estanque ap&oacute;s a codifica&ccedil;&atilde;o foram analisados os dados e tentou-se perceber quais os temas que emergiram da an&aacute;lise e potencias padr&otilde;es na amostra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como forma de potenciar a descoberta combinou-se uma estrat&eacute;gia de codifica&ccedil;&atilde;o mais estrita e de cariz quantitativo com uma codifica&ccedil;&atilde;o mais qualitativa e flex&iacute;vel. Na etapa quantitativa fez-se uso de uma grelha de observa&ccedil;&atilde;o com 86 vari&aacute;veis fechada e constru&iacute;da para o efeito de acordo com o referencial te&oacute;rico, objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o e dados recolhidos onde eram registados um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que os utilizadores partilhavam nos seus perfis, fossem fotografias ou texto. Na fase mais qualitativa, e apenas dedicada &agrave; vertente visual, emergiram num primeiro ciclo de codifica&ccedil;&atilde;o 222 categorias, sendo de seguida recodificadas e refinadas em 18 categorias &ndash; tal como aconselhado por (Salda&ntilde;a, 2009; Creswell, 2014; Salmons, 2016) &ndash; sempre pelos dois investigadores.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o articulada destas t&eacute;cnicas permitiu um desenho da pesquisa mais capaz de dar resposta &agrave;s quest&otilde;es colocadas e o levantar de considera&ccedil;&otilde;es face aos resultados encontrados, tendo sempre em conta enquadramentos te&oacute;ricos pr&eacute;vios, mas, ao mesmo tempo, abertos &agrave; realidade que se ia descobrindo, numa l&oacute;gica de pesquisa de descoberta n&atilde;o s&oacute; indutiva e/ou dedutiva, mas tamb&eacute;m: <i>abdutiva</i> (Blaikie, 2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O perfil dos utilizadores portugueses de Tinder</b></p>     <p><b><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da amostra entrevistada</i></b></p>     <p>Os entrevistados eram utilizadores do Tinder em m&eacute;dia h&aacute; 1,4 anos e os objetivos de registo apontados foram: curiosidade, procura de novas amizades e o desejo de conhecer pessoas com quem sair ainda que esse n&atilde;o tenha o objetivo inicial quando se registaram &ndash; &ldquo;No in&iacute;cio foi curiosidade, mas depois comecei a interessar-me em conhecer outras pessoas&rdquo; (An&oacute;nimo 9, 31 anos), sendo que dois assumiram que estavam &agrave; procura de parceiro. As suas decis&otilde;es eram maioritariamente tomadas com base nas fotografias como se verificou no discurso de um dos utilizadores: &ldquo;Se considerar a foto de perfil interessante vou ver mais fotos e ler a informa&ccedil;&atilde;o partilhada&rdquo; (An&oacute;nimo 9, 31 anos). No entanto grande parte dos entrevistados tamb&eacute;m referiu a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o considerando perfis mais interessantes aqueles que disponibilizavam n&atilde;o apenas fotografias, mas tamb&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o tal e como indicou o discurso de um &ldquo;Muito mais interessante um perfil que contenha fotos e informa&ccedil;&otilde;es pois assim fico a saber mais, mas tamb&eacute;m posso com essa informa&ccedil;&atilde;o pesquisar a pessoa noutras redes e ficar a saber mais&rdquo; (An&oacute;nimo 6, 35 anos). Note-se que tal procura articulada atrav&eacute;s de v&aacute;rios <i>media</i> &eacute; uma tend&ecirc;ncia encontrada noutros estudos (Chambers, 2013: 132).</p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da amostra analisada</b></p>     <p>Tal como j&aacute; referido a amostra <i>online</i> em estudo foi composta por 200 perfis, 100 pertencentes ao g&eacute;nero feminino e 100 pertencentes ao g&eacute;nero masculino, computando um total de 701 fotografias e 87 textos de perfil. As idades dos utilizadores da mesma variavam entre os 18 e os 57 anos, com uma m&eacute;dia de 34,1 anos sendo o desvio padr&atilde;o de 7,5. A m&eacute;dia de idades do g&eacute;nero feminino situou-se nos 34,2 anos e a do g&eacute;nero masculino situou-se nos 33,4 anos.</p>     <p>&Eacute; importante mencionar que a m&eacute;dia de idades estava condicionada pela a&ccedil;&atilde;o do algoritmo quer em fun&ccedil;&atilde;o da idade dos perfis criados pelos investigadores (34 anos para perfil masculino como para o perfil feminino) quer das escolhas dos outros utilizadores. Tal e como defende Hogan (2010) ao argumentar que o algoritmo, cunhado por este como curador, &eacute; mediador seja no papel de filtro, de procura ou de escolhas.</p>     <p><b>As fotografias &ndash; a componente visual</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como notado no enquadramento te&oacute;rico, tratando-se de uma comunica&ccedil;&atilde;o mediada a apresenta&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica, &eacute; fulcral na gest&atilde;o das impress&otilde;es, e em contextos de <i>online dating</i> o recurso a estas tem acelerado a popularidade destas plataformas (Chambers, 2013). A componente visual, contrariamente &agrave; componente escrita, ajuda mais rapidamente na cria&ccedil;&atilde;o de uma impress&atilde;o e ao contr&aacute;rio dos textos contribui significativamente para atrair potenciais parceiros (De Vries, 2007). Estudos anteriores, como (Cash el al.., 2004; Humphreys, 2006; Siibak, 2009; De Vries, 2010; Toma &amp; Hancok, 2012, Casimiro, 2015; Chappetta, 2016, Miguel 2016) demonstraram n&atilde;o apenas import&acirc;ncia das fotografias, assim como deste tipo de autoapresenta&ccedil;&atilde;o, e encontraram diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros e idades.</p>     <p><b>N&uacute;mero de fotografias</b></p>     <p>Do total de 200 perfis, 25% dos utilizadores constru&iacute;ram o seu perfil com 4 fotografias. A m&eacute;dia de fotografias partilhadas situou-se nas 3,5 sendo que n&atilde;o se registaram diferen&ccedil;as acentuadas em fun&ccedil;&atilde;o dos g&eacute;neros (3,4 fotos g&eacute;nero feminino e 3,6 g&eacute;nero masculino). Respeitante &agrave; composi&ccedil;&atilde;o, aquela a que 54,4% dos utilizadores recorreu &eacute; a de primeiro plano. Consideraram-se diferentes planos, adaptados de Wohigemuth (2005), em que se estipulou plano geral aquele onde se mostrava todos os elementos da imagem, plano americano onde surgiam pessoas com &acirc;ngulo desde a cabe&ccedil;a &agrave; altura dos joelhos, primeiro plano mostrava a zona da cabe&ccedil;a at&eacute; &agrave; dos ombros e detalhe mostrava pormenores.</p>     <p>Na rede em an&aacute;lise, o utilizador pode construir o seu perfil com um m&aacute;ximo de seis fotografias, no entanto de entre a amostra apenas 15% dos utilizadores optou por faz&ecirc;-lo. Na <a href="#t1">tabela 1</a> pode verificar-se a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de fotografias que compunham o perfil, a sua frequ&ecirc;ncia e a correspondente percentagem de utilizadores. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Sozinho ou acompanhado?</b></p>     <p>De entre as 701 fotografias analisadas, a grande maioria 67,8% preferiu partilhar fotografias em que se encontrava sozinho. No entanto, 23,3% dos utilizadores optou por partilhar imagens com mais de uma pessoa. De entre estas emergiram, sobretudo, fotografias nas quais os utilizadores estavam com indiv&iacute;duos do mesmo sexo e oposto, fotografias em grupos cuja an&aacute;lise remetia para situa&ccedil;&otilde;es de convivialidade e mesmo hedonistas, ou seja, pr&aacute;ticas eminentemente sociais. Por seu turno, nas configura&ccedil;&otilde;es menos usais, mas ainda dentro da categoria das pessoas que n&atilde;o estavam sozinhas, encontraram-se tamb&eacute;m fotografias cujos utilizadores estavam com crian&ccedil;as, em menor n&uacute;mero que as situa&ccedil;&otilde;es referidas anteriormente, &eacute; certo, mas presentes. A an&aacute;lise revelou ainda um n&uacute;mero residual de utilizadores, 0,9% que n&atilde;o aparecendo sozinhos optaram por partilhar fotografias com animais sendo estes na sua maioria dom&eacute;sticos tais como c&atilde;es e gatos.</p>     <p><b>Identidade: self disclosure e anonimato</b></p>     <p>Uma dimens&atilde;o pertinente para an&aacute;lise prendeu-se com o anonimato <i>online</i> numa rede de encontros. Do <i>corpus</i> de fotografias analisadas e tal como indicado na <a href="#f1">figura 1</a>, foi poss&iacute;vel constatar que em 14,1% das mesmas o utilizador optou por partilhar conte&uacute;do no qual se encontra n&atilde;o identific&aacute;vel. De entre esse conte&uacute;do aquele que mais sobressaiu foram conte&uacute;dos visuais n&atilde;o fotogr&aacute;ficos, mas sim Gráficos &ndash; fossem estes na forma de ilustra&ccedil;&otilde;es, frases feitas, animais, s&iacute;mbolos clubistas ou s&iacute;mbolos ligados ao esoterismo &ndash; o s&iacute;mbolo Om &#2384;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Focando naqueles que partilharam conte&uacute;do n&atilde;o identific&aacute;vel, 8% da amostra (n=200) f&aacute;-lo em todas as fotografias, configurando como tal um perfil totalmente an&oacute;nimo. As percentagens eram id&ecirc;nticas em ambos os g&eacute;neros sendo que essa vari&aacute;vel n&atilde;o parecia explicar a escolha pelo anonimato nesta rede.</p>     <p><b>Propriedades formais da fotografia</b></p>     <p>Tal como Rose (2001) refere, a an&aacute;lise visual teve presente, entre outras dimens&otilde;es, as propriedades formais da fotografia, sendo que uma delas passou pela composi&ccedil;&atilde;o. Dos utilizadores da amostra que partilharam fotografias de ou com pessoas (93%) e no que diz respeito &agrave; composi&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica escolhida e n&atilde;o &ldquo;original&rdquo;, na medida em que o enquadramento utilizado poder&aacute; ter sido ou n&atilde;o o original da fotografia, como se pode ler na <a href="#f2">figura 2</a>, 54,4% elegeu o &ldquo;primeiro plano&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim sendo, ao emergir como o tipo de composi&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica mais utilizada, poder&aacute; ser com base nesta que os utilizadores tomavam a decis&atilde;o de saber mais ou aceitar/rejeitar o perfil. Este facto foi tamb&eacute;m comprovado com os dados das entrevistas, nas quais sujeitos argumentaram que a primeira fotografia, e ainda que esta possa n&atilde;o ser o &uacute;nico fator por base na sua decis&atilde;o, &eacute; a mais importante assim como apontarem que o tipo de fotografia que preferiam ver nos perfis eram de rosto a as de corpo.</p>     <p>&Eacute; pertinente adiantar que a escolha de planos com diferentes enfoques na figura humana, introduziu implica&ccedil;&otilde;es na profundidade da leitura de dados contextuais. Como tal na cataloga&ccedil;&atilde;o de imagens centradas no indiv&iacute;duo n&atilde;o se realizou a classifica&ccedil;&atilde;o de aspetos t&atilde;o finos com a inclina&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a ou curvatura dos l&aacute;bios que influenciam a forma como se julga e se classifica socialmente os indiv&iacute;duos (Vernon, 2014). Sendo assim comparativamente menos rica do que a leitura de ind&iacute;cios em fotografias com planos focais mais largos, afastados e enquadramentos mais amplos &ndash; logo &agrave; partida com mais componentes de informa&ccedil;&atilde;o visual. Esta decis&atilde;o deveu-se a um questionamento da pertin&ecirc;ncia do mesmo e para evitar o perigo de ser esmagado por um manancial de dados incomensur&aacute;vel.</p>     <p>Ainda respeitante &agrave; composi&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica, 25,2% dos utilizadores partilharam imagens com plano americano, 18,9% cujo plano era geral e 1,5 cujo plano era de detalhe. Apesar do enquadramento a que os utilizadores mais recorreram ser o de primeiro plano, as restantes composi&ccedil;&otilde;es tinham um grande peso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante, para al&eacute;m da composi&ccedil;&atilde;o importa estar igualmente atento a outras caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas &agrave;s imagens (Rose, 2001). Assim sendo, ainda que a grande maioria das imagens partilhadas retratasse a realidade capturada a cores foi poss&iacute;vel encontrar v&aacute;rias fotografias a preto e branco, bem como fotografias manipuladas com diferentes tipos de filtros e edi&ccedil;&otilde;es, bem como a justaposi&ccedil;&atilde;o de elementos como bandeiras ou ilustra&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>De entre os utilizadores que optaram por partilhar fotografias com pessoas, 79,8% das vezes, estas n&atilde;o eram integrantes na fotografia por estarem em segundo plano ou ainda que estando em primeiro plano foram, em parte, desenquadradas ou eliminadas posteriormente da fotografia. Exatamente o oposto se verificou quando eram partilhadas fotografias de pessoas com animais, em 92,9% dos casos estes eram integrantes nas mesmas.</p>     <p><b>Exposi&ccedil;&atilde;o do Corpo</b></p>     <p>Chambers (2013: 137) refere que o corpo tende a estar hiperpresente em contextos de <i>online dating</i>, sendo parte fulcral das leituras do eu, e dos outros. Como tal decidiu-se isolar a percentagem de utilizadores que partilharam fotografias nas quais existe uma exposi&ccedil;&atilde;o do seu corpo. Foram 9,8% dos utilizadores que o fizeram sendo que, em 2% dos casos essa exposi&ccedil;&atilde;o surgia na primeira fotografia. De entre a exposi&ccedil;&atilde;o, o &ldquo;peito&rdquo; &eacute; a zona corporal que mais apareceu com 31,3%, seguindo-se fotografias em &ldquo;bikini&rdquo; 18,8% e em cal&ccedil;&otilde;es de banho 14,1% tal e como se pode observar na <a href="#f3">figura 3</a>. &Eacute; importante ter em conta a sazonalidade das fotografias bem como o contexto em que estas s&atilde;o tiradas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m importante referir, e ainda que existisse uma exposi&ccedil;&atilde;o do corpo, as fotografias pertencentes a esta categoria s&atilde;o pouco expl&iacute;citas n&atilde;o se denotando uma sensualidade ou erotismo expl&iacute;cito nas mesmas &ndash; o que poderia ser expect&aacute;vel tendo em conta a rede. De acordo com os estudos de Miguel (2016) a n&atilde;o partilha de fotografias consideradas <i>sexy</i> poder&aacute; estar relacionada com o tipo de rede, a sua audi&ecirc;ncia e a perce&ccedil;&atilde;o que esta poder&aacute; relativamente ao utilizador j&aacute; que resultados dos seus estudos indicaram que participantes descartaram utilizadores que recorriam a fotos <i>sexy </i>devido a n&atilde;o parecerem intelectuais ou respeit&aacute;veis (Miguel, 2016: 8).</p>     <p>Esta exposi&ccedil;&atilde;o do corpo e intimidade parece ser de alguma forma expect&aacute;vel pelos utilizadores na medida em que um dos entrevistados considerou que as fotografias mais interessantes eram aquelas consideradas mais &iacute;ntimas.&nbsp;</p>     <p>Por&eacute;m as pr&oacute;prias <i>affordances</i> da rede puderam de alguma forma limitar o resultado j&aacute; que a cria&ccedil;&atilde;o do perfil no Tinder &eacute; realizada atrav&eacute;s do Facebook e que esta rede social tem uma pol&iacute;tica assumidamente discriminat&oacute;ria uma vez que o algoritmo n&atilde;o permite a publica&ccedil;&atilde;o de fotografias de indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino nas quais exista nudez explicita como por exemplo o peito. Para editar o perfil e consequentemente as fotografias o utilizador ter&aacute; que eliminar ou trocar essas fotografias por outras que tenha no seu telem&oacute;vel</p>     <p><b>Vestu&aacute;rio</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao vestu&aacute;rio foram encontradas, sem surpresas, diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, com as mulheres com roupas tidas como femininas (vestidos, por exemplo) e homens com roupa masculina. Esta dimens&atilde;o de an&aacute;lise foi ainda desdobrada em dois polos opostos &ndash; formal <i>versus</i> informal. De acordo com este tipo de seria&ccedil;&atilde;o dicot&oacute;mica o tipo de vestimenta mais formal (fato completo e gravata, vestidos formais) foi menos encontrado, sendo interessante referir que a este tipo de formalidade estava muitas vezes associado determinados rituais e contextos cerimoniais &agrave; partida com cobertura fotogr&aacute;fica profissional &ndash; como por exemplo casamentos, batizados entre outras festividades.</p>     <p>Por seu turno a informalidade foi nota dominante, tendo sido poss&iacute;vel encontrar sobretudo roupa mais informal e at&eacute; algumas nas quais os utilizadores est&atilde;o fantasiados.</p>     <p><b>Estado de esp&iacute;rito</b></p>     <p>Foi ainda pertinente tentar catalogar uma dimens&atilde;o denominada de estado de esp&iacute;rito, manifestando-se este de forma mais ou menos latente atrav&eacute;s de express&otilde;es faciais com um ar introspetivo, pensativo, sorridente ou at&eacute; divertido e corporais tais como, nomeadamente, sinais com as m&atilde;os. Foram sobretudo encontradas express&otilde;es como: sinal V, polegar para cima como sinal de gosto do Facebook, sinal da <i>Hang Loose</i>.</p>     <p><b>Categoria profissional</b></p>     <p>Interessante do ponto de vista a constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria, da an&aacute;lise da amostra emergiu igualmente a categoria ocupa&ccedil;&atilde;o profissional. Esta remetia para objetos fotogr&aacute;ficos relacionadas com atividades profissionais ou em contexto laboral (com farda ou com m&aacute;scara hospitalar, numa palestra). As referidas categorias t&ecirc;m uma determinada import&acirc;ncia na medida em que &eacute; atrav&eacute;s desta apresenta&ccedil;&atilde;o visual e consequentemente do conte&uacute;do imag&eacute;tico que o utilizador comp&otilde;e a sua fachada pessoal de acordo com o papel que este est&aacute; a representar.</p>     <p>Em todas as dimens&otilde;es at&eacute; aqui analisadas n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas no que ao g&eacute;nero diz respeito.</p>     <p><b>Contexto da fotografia</b></p>     <p>Focando a an&aacute;lise no contexto da fotografia, do total da amostra analisada, 38,1% foram captadas em contexto <i>indoor</i> e 58,1% em contexto <i>outdoor &shy;&ndash; </i>o percentual remanescente (3,8%) foi catalogado como impercet&iacute;vel nos casos de aferi&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica imposs&iacute;vel.</p>     <p><b>Tem&aacute;ticas da fotografia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentro da grande categoria <i>outdoor</i> sobressaiu uma subcategoria que remetia para a tem&aacute;tica de viagens/turismo dividindo-se em natureza, atrav&eacute;s da partilha de fotografias relacionadas com o ar livre, praia ou campo, e cidade, nas quais os utilizadores se encontravam num contexto citadino ou atrav&eacute;s da partilha de imagens onde constava de forma mais ou menos evidente algum tipo de patrim&oacute;nio monumental e/ou arquitet&oacute;nico minimamente reconhec&iacute;vel e popular &ndash; casos da Torre de Pisa ou Cristo Rei. A elevada partilha deste tipo de imagens parece ent&atilde;o reconhecer e legitimar o valor que, de forma mais ou menos transversal, &eacute; atribu&iacute;do a pr&aacute;ticas tur&iacute;sticas, mobilidade e &agrave; esfera do lazer (Rojek, 2010). Refira-se que este tipo de fotografias foi maioritariamente empregue por utilizadores do g&eacute;nero masculino.</p>     <p>Ainda no lazer, mas noutra dimens&atilde;o, surgiu ainda uma categoria relacionada com as pr&aacute;ticas culturais e atividades art&iacute;sticas (coletivas e individuais). Podemos desdobrar esta classe de imagens em dois grandes posicionamentos face &agrave;s pr&aacute;ticas culturais retratadas &ndash; consumo <i>versus</i> produ&ccedil;&atilde;o. Por um lado, imagens de assist&ecirc;ncia a concertos de m&uacute;sica ou num contexto museol&oacute;gico, e, por outro, fotografias que retratavam um envolvimento ativo numa dada produ&ccedil;&atilde;o cultural e art&iacute;stica &ndash; por exemplo, de utilizadores a tocar um instrumento ou a fotografar. Embora n&atilde;o existissem grandes diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no que ao consumo dizia respeito, foi na pr&aacute;tica que o g&eacute;nero masculino tendeu a estar sobre representado.</p>     <p>Outra categoria com express&atilde;o tinha liga&ccedil;&otilde;es com o universo desportivo. De forma similar com o tratamento anterior esta foi divida entre assist&ecirc;ncia/apoio (atrav&eacute;s da partilha de fotografias num est&aacute;dio) tendo sido ainda adicionado a subcategoria de clubismo (evidenciada atrav&eacute;s da partilha de fotografias com bandeira ou s&iacute;mbolos de clube) e pr&aacute;tica desportiva efetiva.</p>     <p>Olhando para a pr&aacute;tica desportiva a grande maioria de fotografias partilhadas remetiam para atividades tidas como radicais tais como o surf, o rappel, o <i>snowboard</i>, o mergulho, o paraquedismo ou desportos motorizados. No entanto, desportos como o golfe ou t&eacute;nis, potencialmente consideradas mais elitistas, tamb&eacute;m estavam representados. As fotografias pertencentes a esta categoria eram partilhadas na sua maioria por utilizadores do g&eacute;nero masculino (28 versus 10), verificando-se tamb&eacute;m uma maior frequ&ecirc;ncia das mesmas nos seus perfis.</p>     <p>Numa esfera imag&eacute;tica mais material surgiram fotografias de sujeitos em carros e em barcos, estando os mesmos a conduzir ou apenas a posar. Novamente eram os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino os que mais partilhavam este tipo de conte&uacute;dos sendo que os podiam indiciar a um determinado estatuto socioecon&oacute;mico.</p>     <p>Em contraste com esta maior masculiniza&ccedil;&atilde;o (pr&aacute;ticas culturais/desporto/motores), emergiu ainda uma &uacute;ltima categoria relacionada com consumos latos e de bem-estar atrav&eacute;s da partilha de fotografias em locais com val&ecirc;ncias de spa, em estabelecimentos comerciais ou a ser maquilhada, sendo que foi quase exclusivamente o g&eacute;nero feminino que partilhou este conte&uacute;do.</p>     <p>Por fim, com presen&ccedil;a residual, entre as 701 fotografias apenas uma era eminentemente pol&iacute;tica e outra com celebridades.</p>     <p><b>A componente escrita</b></p>     <p>No momento da constru&ccedil;&atilde;o do perfil, o Tinder reserva um espa&ccedil;o de 500 caracteres para o utilizador partilhar um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que considere importantes sendo que dados como nome, idade, escola e trabalho s&atilde;o importados diretamente do Facebook. Da amostra, 50% dos utilizadores partilharam informa&ccedil;&atilde;o referente &agrave; escola enquanto 28,5% partilhou informa&ccedil;&atilde;o referente ao trabalho, n&atilde;o se registando rela&ccedil;&otilde;es fortes entre este tipo de informa&ccedil;&atilde;o e o g&eacute;nero.</p>     <p><b>Informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas disponibilizadas por escrito</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente a aspetos sociodemogr&aacute;ficos, metade indicou qual a institui&ccedil;&atilde;o escolar que frequenta ou frequentou, dos quais 57% eram do g&eacute;nero masculino e 43% do g&eacute;nero feminino. Dos 28,5% que indicavam o &ldquo;emprego&rdquo;, 54,4% eram do g&eacute;nero feminino e 45,6%% do g&eacute;nero masculino. Finalmente, de entre a amostra 43,5% (87) dos utilizadores optou por partilhar informa&ccedil;&atilde;o extra sendo que aqui se encontraram diferen&ccedil;as de g&eacute;nero: eram maioritariamente os utilizadores pertencentes ao g&eacute;nero masculino 64,4% contra 34,5% do g&eacute;nero feminino que utilizaram o espa&ccedil;o dispon&iacute;vel para acrescentar informa&ccedil;&otilde;es escritas ao conte&uacute;do fotogr&aacute;fico. O avan&ccedil;o de informa&ccedil;&atilde;o extra poder&aacute; ser justificado em parte com a teoria de Goffman (1993) e com o prop&oacute;sito de o utilizador compor a sua fachada pessoal sendo esta refor&ccedil;ada, e vice-versa, pelo desempenho (componente visual).</p>     <p><b>Outro tipo de informa&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>De entre os utilizadores que partilharam informa&ccedil;&atilde;o extra (43,5%), a grande maioria (83,9%) optou por partilhar conte&uacute;do original, maioritariamente informa&ccedil;&otilde;es sobre si. Por seu turno apenas 16,1% partilharam conte&uacute;do n&atilde;o original, tais como frases feitas, cita&ccedil;&otilde;es de terceiros ou letras de m&uacute;sicas. Tanto na partilha de informa&ccedil;&atilde;o extra como no recurso a conte&uacute;do original &eacute; o g&eacute;nero masculino que mais se destaca.</p>     <p>De entre as informa&ccedil;&otilde;es mais partilhadas destacaram-se aquelas que foram <i>&agrave; posteriori</i> englobadas na categoria &ldquo;estilo de vida&rdquo; correspondendo a 42,5% dos utilizadores. Foram ainda 27,5% os que veicularam texto referente &agrave; &ldquo;personalidade&rdquo;, 25,2% partilhou os seus &ldquo;gostos pessoais&rdquo;, 24,1% indicou qual a sua postura na aplica&ccedil;&atilde;o e 22,9% revelou o que &ldquo;espera do outro&rdquo;. &Eacute; importante mencionar que apesar de ser uma pr&aacute;tica mais masculinizada, em nenhum momento se registaram diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero no que diz respeito ao tipo de informa&ccedil;&atilde;o partilhada. Atrav&eacute;s da <a href="#f4">figura 4</a> com o top 5 de informa&ccedil;&atilde;o mais partilhada, percebe-se a import&acirc;ncia do estilo de vida, com quase metade dos textos a veicularem informa&ccedil;&otilde;es nesse sentido.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Uso de emojis</b></p>     <p>No que toca a recursos expressivos por escrito, para al&eacute;m dos utilizadores terem revelado sobre si informa&ccedil;&atilde;o ou caracter&iacute;sticas que consideravam importantes, 22,9% fazia-o com o recurso a <i>emojis, </i>elementos que podem ser definidos como &ldquo;&iacute;cone emocional, ou express&atilde;o pict&oacute;rica das emo&ccedil;&otilde;es vividas no momento&rdquo; (Silva, 2002: 9)</p>     <p>Analisando de forma isolada estes perfis, o emprego destes s&iacute;mbolos serviu, em parte, para complementar a informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada, acrescentar dados &agrave; mesma ou ilustrar situa&ccedil;&otilde;es ou emo&ccedil;&otilde;es. Tal uso vai de encontro ao tipo de motiva&ccedil;&atilde;o elencadas pela teoria, nomeadamente a tentativa de entoa&ccedil;&atilde;o emocional &agrave; mensagem que se pretende (Baptista, 2015). O uso de recursos expressivos para al&eacute;m de letras (Baym, 2011) poder&aacute; auxiliar o grau de riqueza simb&oacute;lica da comunica&ccedil;&atilde;o mediada e podem de alguma forma influenciar a interpreta&ccedil;&atilde;o da mensagem na medida em que &ldquo;pistas n&atilde;o verbais geralmente influenciam a interpreta&ccedil;&atilde;o da mensagem e a perce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo&rdquo; (Ganster, 2014: 229). Estes podem alterar o tom e, como tal, tamb&eacute;m os formatos de interpreta&ccedil;&atilde;o &ndash; quer seja em ambiente mediado ou n&atilde;o (Fullwood, 2012: 649) logrando, portanto, serem considerados como uma mais valia no momento de comunicar <i>online.</i></p>     <p>Como corroboraram os entrevistados que consideraram que estes s&iacute;mbolos ajudavam de alguma forma na autoapresenta&ccedil;&atilde;o, afirmando um deles &ldquo;pode ser simp&aacute;tico ter um <i>smile</i> para dar algum <i>mood</i> &agrave; frase&rdquo; (An&oacute;nimo 5, 32 anos) e outro &ldquo;podem transmitir mensagens que as palavras n&atilde;o s&atilde;o capazes&rdquo; (An&oacute;nimo 8, 32 anos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o mediada extra Tinder</b></p>     <p>Como referido inicialmente, a possibilidade de comunica&ccedil;&atilde;o mediada pela plataforma s&oacute; acontece ap&oacute;s combina&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre os perfis &ndash; sem essa condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma conversa&ccedil;&atilde;o direta. Contudo, talvez at&eacute; como forma de transposi&ccedil;&atilde;o desse constrangimento estrutural tecnol&oacute;gico imposto pela plataforma Hogan (2010), daqueles que partilhavam informa&ccedil;&atilde;o extra, 5,7% fornecia outro tipo de contacto neste caso outra rede social <i>online</i> &ndash; Facebook foi a mais recorrente.</p>     <p>Sin&oacute;nimo n&atilde;o s&oacute; da converg&ecirc;ncia e sinergias entre plataformas, mas tamb&eacute;m da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de mais pistas sobre o eu, 9% dispunha liga&ccedil;&atilde;o para uma conta Instagram e</p>     <p>3,5% Spotify. Estas duas talvez mais como forma de desvelamento das culturas visuais e musicais pessoais e como tal na procura de distin&ccedil;&otilde;es de gosto potenciais afinidades eletivas (Bourdieu, 2010: 362-67) do que como potenciais plataformas conversacionais.</p>     <p><b>L&iacute;nguas utilizadas</b></p>     <p>No que toca &agrave; l&iacute;ngua utilizada denotou-se que dos sujeitos da amostra que fornecia informa&ccedil;&atilde;o extra mais de metade (58%) optou por as redigir conjuntamente em ingl&ecirc;s, traduzindo o idioma nacional. A tal escolha n&atilde;o ser&aacute; alheia &agrave; tend&ecirc;ncia para uma crescente mobilidade global e a capacidade de atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica da cidade de Lisboa aliada ao facto do Tinder ser uma rede global onde n&atilde;o est&atilde;o registados apenas utilizadores de nacionalidade portuguesa. Desta forma a prolifera&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica do ingl&ecirc;s aumentar&aacute; o grau de alcance e, como tal, a probabilidade de correspond&ecirc;ncia com mais utilizadores. De resto tal perce&ccedil;&atilde;o &eacute; resgatada nas entrevistas em que o ingl&ecirc;s foi encarado como uma l&iacute;ngua franca, &ldquo;mais universal&rdquo; (An&oacute;nimo 4, 34 anos) e que demonstra uma disponibilidade e procura cosmopolita - &ldquo;mostram que est&atilde;o dispon&iacute;veis para conhecer portuguesas e estrangeiras, ou seja, vale tudo&rdquo; (An&oacute;nimo 6, 35 anos).</p>     <p><b>Estado civil</b></p>     <p>Por fim, no que toca a indica&ccedil;&otilde;es sobre o estado civil, denotou-se que esta pr&aacute;tica foi claramente residual. Apenas um utilizador, do g&eacute;nero masculino, o fez, indicando que era casado. Isolando o seu perfil, este continha somente uma fotografia sendo a mesma de conte&uacute;do n&atilde;o identific&aacute;vel. Este dado parece revelar alguma consciencializa&ccedil;&atilde;o da fragilidade da privacidade nesta rede e, como tal, alguma prud&ecirc;ncia comunicativa na medida em que parece consciente da potencial identifica&ccedil;&atilde;o de terceiros registados na mesma aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras mais utilizadas</b></p>     <p>Passando a uma abordagem quantitativa analisaram-se as 10 palavras utlizadas com mais frequ&ecirc;ncia (excetuando pronomes e determinantes recorrentes) por ambos g&eacute;neros representado na <a href="#f5">figura 5</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As mesmas remetiam para dados da biografia pessoal como por exemplo a nacionalidade, assim como a partilha de elementos relativos ao estilo de vida ou dos seus gostos pessoais. Por outro lado, tamb&eacute;m se verificou uma consciencializa&ccedil;&atilde;o por parte do utilizador relativamente ao prop&oacute;sito da rede indicando quais os seus objetivos na mesma atrav&eacute;s de palavras como &ldquo;pessoas&rdquo;, &ldquo;novas&rdquo; ou &ldquo;<i>looking</i>&rdquo;.</p>     <p>Desdobrando este olhar por g&eacute;nero verific&aacute;mos que as palavras a que o g&eacute;nero masculino &ndash; <a href="#f6">figura 6</a> - recorreu denotavam a import&acirc;ncia do contexto da aplica&ccedil;&atilde;o &ldquo;aqui&rdquo;, bem como uma partilha do tipo de atividades que gostava de realizar &ldquo;cinema&rdquo;, a import&acirc;ncia de outros &ldquo;amigos&rdquo; e o que estava &agrave; procura na rede &ldquo;procuro&rdquo;, &ldquo;pessoas&rdquo; e &ldquo;<i>love</i>&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; a subamostra do g&eacute;nero feminino, tal como se pode verificar na <a href="#f7">figura 7</a>, procurou apresentar-se atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do voc&aacute;bulo &ldquo;sou&rdquo; e da partilha de dados biogr&aacute;ficos &ldquo;portuguese&rdquo;. Verificou-se a exist&ecirc;ncia de no&ccedil;&atilde;o do registo na rede &ldquo;estou&rdquo; &agrave; qual se sucedia a indica&ccedil;&atilde;o daquilo que procurava &ldquo;<i>looking</i>&rdquo; e &ldquo;<i>someone</i>&rdquo; e do que pretendia evitar &ldquo;n&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n3/11n3a10f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Atrav&eacute;s desta an&aacute;lise afirmasse que a componente escrita da autoapresenta&ccedil;&atilde;o &eacute; sobretudo composta por tr&ecirc;s elementos: aquele no qual o utilizador se apresenta, aquele em que partilha os seus gostos pessoas e por fim quais os objetivos do seu registo da rede atrav&eacute;s da indica&ccedil;&atilde;o do que procura e que vai de certa forma ao encontro dos dados encontrados na an&aacute;lise do tipo de informa&ccedil;&atilde;o partilhada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>C</b><b>onsidera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Triangulando os resultados obtidos atrav&eacute;s da informa&ccedil;&atilde;o facultada pelos dados secund&aacute;rios, com a informa&ccedil;&atilde;o revelada pelos utilizadores aquando da realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas e dados resultantes da observa&ccedil;&atilde;o produziram-se evid&ecirc;ncias e conhecimento sobre as formas de apresenta&ccedil;&atilde;o dos portugueses nas redes sociais de <i>online dating</i> em Portugal.</p>     <p>O perfil do utilizador portugu&ecirc;s do Tinder nesta amostra caracterizou-se por conter em m&eacute;dia quatro fotografias, a cores, nas quais se encontra maioritariamente identific&aacute;vel e no que diz respeito &agrave; composi&ccedil;&atilde;o, o primeiro plano foi o mais comum. N&atilde;o ser&aacute;, no entanto, de menosprezar o peso da cria&ccedil;&atilde;o de identidades an&oacute;nimas nesta rede espec&iacute;fica.</p>     <p>Apesar da rede em estudo se tratar de uma plataforma de encontros e namoro <i>online</i>, e como tal poder existir uma expectativa relativamente &agrave; natureza das fotografias e exposi&ccedil;&atilde;o do corpo, apenas 9,8% dos utilizadores da amostra exibe o corpo e, mesmo assim, essa exibi&ccedil;&atilde;o foi comedida e muitas vezes consequ&ecirc;ncia do pr&oacute;prio contexto da fotografia (na praia ou na piscina). &Eacute; importante ter em conta as <i>affordances</i> da pr&oacute;pria rede e como &eacute; que o perfil &eacute; constru&iacute;do e qual a imagem e mensagem que os utilizadores desejam transmitir, recorde-se os resultados dos estudos de Miguel (2016) onde utilizadores com fotografias <i>sexy</i> eram descartados. Recordemos tamb&eacute;m os contributos de Mead (1934; 1972) e de Goffman (1983, 1993) no que &agrave; autoapresenta&ccedil;&atilde;o do eu diz respeito e os conceitos de fachada pessoal e desempenho atrav&eacute;s dos quais conseguimos compreender a import&acirc;ncia da escolha da informa&ccedil;&atilde;o escrita e visual que os utilizadores partilham.</p>     <p>Afirmamos que se denota uma poss&iacute;vel consciencializa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do utilizador do conceito audi&ecirc;ncia imaginada (Litt, 2012; Vitak, 2012) e do conceito colapso dos contextos (boyd, 2014). Tal perce&ccedil;&atilde;o pode assim condicionar a autoapresenta&ccedil;&atilde;o <i>online</i>. Ainda que se verifiquem algumas diferen&ccedil;as, a relativa homogeneiza&ccedil;&atilde;o da amostra no tipo de fotos partilhadas poder&aacute; estar de alguma forma relacionada com a arquitetura da rede, nomeadamente o facto de esta importar diretamente conte&uacute;do do Facebook, rede generalista e onde segundo o estudo Sociedade em Rede (2014) 98% dos portugueses utilizadores de redes sociais <i>online</i> (78,3% dos utilizadores de internet) tem conta. Segundo dados de 2015 da Entidade Reguladora da Comunica&ccedil;&atilde;o (2016) 79,9% dos utilizadores de internet afirmava utilizar redes sociais online. Dada a crescente populariza&ccedil;&atilde;o do uso de redes sociais <i>online</i> &eacute; expect&aacute;vel que nessa conhecida rede estejam presentes outros grupos sociais como familiares, amigos, colegas, entre outros e que em fun&ccedil;&atilde;o destes e da audi&ecirc;ncia imaginada as fotografias que comp&otilde;em o perfil dos utilizadores n&atilde;o fossem as mesmas que as partilhadas em redes de <i>online dating</i>. Ainda que o utilizador tenha oportunidade de editar o perfil e trocar fotografias por outras mais intimas, prefere n&atilde;o o fazer ou n&atilde;o tem literacias para tal.</p>     <p>Dentro da dispers&atilde;o e diversidade de um <i>corpus</i> emp&iacute;rico com 701 imagens, emergiram alguns padr&otilde;es tem&aacute;ticos nomeadamente no que ao contexto fotogr&aacute;fico diz respeito, particularmente no que toca ao vestu&aacute;rio e acess&oacute;rios (mais masculinos ou femininos), mas tamb&eacute;m pr&aacute;ticas associadas a universos como as viagens/turismo e consumo e pr&aacute;ticas culturais ou desportivas, e que parecem legitimar a import&acirc;ncia das mesmas na constru&ccedil;&atilde;o da autoapresenta&ccedil;&atilde;o e da sua valoriza&ccedil;&atilde;o em processos identit&aacute;rios. Apesar de se registar em fotografias pontuais a emerg&ecirc;ncia da categoria profissional, a informalidade &eacute; uma t&oacute;nica comum nas fotografias partilhadas, mais uma vez possivelmente justificada pela pr&oacute;pria natureza da plataforma bem como pela import&acirc;ncia do conte&uacute;do imag&eacute;tico na constru&ccedil;&atilde;o da fachada pessoal (Goffman, 1993).</p>     <p>Respeitante a eventuais diferen&ccedil;as ventiladas pelo g&eacute;nero dos analisados n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as expressivas, excetuando somente em algumas sub-tem&aacute;ticas espec&iacute;ficas. De forma residual foram partilhadas algumas fotografias dentro da tem&aacute;tica material assim como fotografias pertencentes &agrave; esfera do bem-estar, e nestes contextos registadas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero. Na esfera das representa&ccedil;&otilde;es de pr&aacute;ticas consideradas mais masculinizadas &eacute; o g&eacute;nero masculino que mais partilha fotografias pertencentes &agrave; tem&aacute;tica material nomeadamente fotografias com carros, rel&oacute;gios, em barcos, mas tamb&eacute;m pr&aacute;ticas de lazer e turismo, bem como assist&ecirc;ncia e consumos de atividades culturais ou pr&aacute;tica desportiva efetiva &ndash; sobretudo desportos radicais. Embora de forma muito residual, foram encontradas 4 fotografias de mulheres com cuidados do corpo, tratamentos de beleza ou por exemplo em contexto de <i>spa</i>. No entanto, n&atilde;o foram partilhadas representa&ccedil;&otilde;es de homem em pr&aacute;ticas de cuidados com o corpo. Estes dados parecem ir de encontro a outros estudos, representa&ccedil;&otilde;es e estere&oacute;tipos de g&eacute;nero em que &ldquo;ao vender a si mesmo, os homens publicitam os seus recursos financeiros e ocupa&ccedil;&atilde;o, enquanto mulheres oferecem atratividade f&iacute;sica e forma do corpo atraente&rdquo; (Jagger, 2001: 39). Note-se ainda que as escolhas individuais para a apresenta&ccedil;&atilde;o do eu tendem a reproduzir (e legitimar) a cultura global dominante e as l&oacute;gicas visuais e estere&oacute;tipos dos <i>media</i> institucionais.</p>     <p>Passando &agrave; informa&ccedil;&atilde;o no plano textual partilhada de forma autom&aacute;tica por omiss&atilde;o, os utilizadores portugueses preferem revelar a escola que frequentam ou frequentaram em detrimento do seu trabalho (50% versus 28,5%), no entanto &eacute; importante voltar a referir novamente as <i>affordances</i> da pr&oacute;pria rede e em que medida as mesmas podem condicionar a partilha de informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; que esta esta informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica apenas podia ser editada no Facebook e n&atilde;o diretamente no Tinder. Curiosamente estes n&atilde;o s&atilde;o aspetos que pareciam incomodar os utilizadores nem a sua rela&ccedil;&atilde;o com a plataforma. Quando inquiridos sobre o que consideravam mais frustrante na aplica&ccedil;&atilde;o foi referido o facto de esta n&atilde;o ter um campo de pesquisa por nome &ldquo;N&atilde;o ser poss&iacute;vel pesquisar pelo nome&rdquo; (An&oacute;nimo, 32 anos) ou n&atilde;o existir pesquisa por interesses &ldquo;N&atilde;o conseguir afunilar melhor os resultados ao n&atilde;o se ter possibilidade de escolher caracter&iacute;sticas daqueles que se procuram&rdquo; (An&oacute;nimo, 36 anos). Esta informa&ccedil;&atilde;o remete-nos para os contributos de Hogan (2010) e o seu conceito de &ldquo;curador&rdquo; em que o utilizador &eacute; o seu pr&oacute;prio algoritmo.</p>     <p>Relativamente &agrave; informa&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada propositada e conscientemente, denota-se alguma inibi&ccedil;&atilde;o discursiva, sendo que menos de metade (43,5%) partilharam informa&ccedil;&atilde;o extra. &nbsp;Ainda assim, e entre aqueles que fazem quest&atilde;o de partilhar informa&ccedil;&otilde;es extra, estas, ap&oacute;s an&aacute;lise, recaem em tr&ecirc;s grandes tem&aacute;ticas: informa&ccedil;&otilde;es sobre si mesmo, aspetos relacionados com o estilo de vida e o que espera do outro. Olhando para quest&otilde;es de g&eacute;nero, foram mais os homens a revelar informa&ccedil;&otilde;es extra &ndash; 64,4% escreveram <i>versus</i> 34,5% das mulheres. O utilizador parece estar consciencializado da poss&iacute;vel aus&ecirc;ncia de entoa&ccedil;&atilde;o ou emo&ccedil;&atilde;o na informa&ccedil;&atilde;o que pretende transmitir, aspeto comum &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o mediada e ass&iacute;ncrona como referido por Baym (2011) e Gunter (2014), e tal como aponta Baptista (2015) como forma de mitig&aacute;-la recorre a <i>emojis</i>, quer homens, quer mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rematando, apesar da an&aacute;lise ter procurado pr&aacute;ticas diferenciadas de apresenta&ccedil;&otilde;es e fluxos comunicacionais e simb&oacute;licos consoante o g&eacute;nero, n&atilde;o foi poss&iacute;vel afirmar que essa vari&aacute;vel fosse explicativa por n&atilde;o terem sido encontradas grandes varia&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m de mais representa&ccedil;&otilde;es de atividades e de um maior n&uacute;mero de homens a partilharem informa&ccedil;&atilde;o textual.</p>     <p>Como oportunidades e pistas para agendas de investiga&ccedil;&atilde;o futura apela-se &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o longitudinal da tend&ecirc;ncia - ser&aacute; que esta continuar&aacute; no tempo?, mas tamb&eacute;m ao alargamento da amostra. Seria igualmente interessante mobilizar um m&eacute;todo comparativo, confrontando diferentes redes, com diferentes culturas, comunidades, e, no plano tecnol&oacute;gico, <i>affordances</i>.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel afirmar que as diferentes estrat&eacute;gias de apresenta&ccedil;&atilde;o para o outro consoante os contextos (mais ou menos colapsados), demonstram reflexividade por parte dos sujeitos num interessante jogo dial&eacute;tico de expectativas rec&iacute;procas e leitura dos contextos mediados. Encontraram-se fortes regularidades sociais, o que demonstra o car&aacute;cter situacional da apresenta&ccedil;&atilde;o do eu que molda as l&oacute;gicas de a&ccedil;&atilde;o. Ou seja, foi desvelada a &ldquo;ordem da intera&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Goffman, 1983) num contexto mediado de apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica cada vez mais em rede e colapsado que integra v&aacute;rios contextos sociais num s&oacute; &ndash; e em que as fronteiras com o privado (bastidores) cada vez mais esboroadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, Miguel (1995) Senhores de si: uma interpreta&ccedil;&atilde;o antropol&oacute;gica da masculinidade, Celta, Oeiras&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940375&pid=S1646-5954201700030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Am&acirc;ncio, L&iacute;gia Queiroz (1994), <i>Masculino e Feminino &ndash; A Constru&ccedil;&atilde;o Social da Diferen&ccedil;a</i>, Porto, Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento</p>     <p>Anderson, T., Emmers-Sommer, T., (2006), &ldquo;Predictors of Relationship Satisfaction&rdquo; em <i>Online Romantic Relationships</i>, Communication Studies, 57, 2, 53-175</p>     <!-- ref --><p>Bakardjieva, Maria (2005) <i>Internet society: The Internet in everyday life</i>, Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940378&pid=S1646-5954201700030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Banks, Marcus (2001) Visual Methods in Social Research. Londres: Sage&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940380&pid=S1646-5954201700030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Baptista, T. (2015), &ldquo;Infidelidade digital: Uma Velha Hist&oacute;ria com Novos Meios&rdquo;, em Guilhermina Lobato Miranda (org.) <i>Psicologia dos Comportamentos Online</i>, Lisboa, Rel&oacute;gio D&rsquo;&Aacute;gua</p>     <p>Bareket-Bojmel, L., Moran, S., Shahar, G., (2016), &ldquo;Strategic self-presentation on Facebook: Personal motives and audience response to online behavior&rdquo;,<i> Computers in Human Behavior</i>, 55, pp. 788&ndash;795.</p>     <p>Bargh, J. A., Mcknenna, K. Y. A., Fitzsimons, G. M. (2002), &ldquo;Can You See the Real Me? Activation and Expression of the &ldquo;True Self&rdquo; on the Internet&rdquo;, Journal of Social Issues, Volume 58, Issue 1, pp. 33-48.</p>     <p>Baumgartner, S. E., Sumter, S. R., Peter, J., Valkenburg, P. M., (2015), &ldquo;Sexual self-presentation on social network sites: Who does it and how is it perceived?&rdquo;, <i>Computers in Human Behavior</i>, 50, 91&ndash;100.</p>     <!-- ref --><p>Baym, Nancy (2011) <i>Personal Connections in the Digital Age</i>, Polity Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940385&pid=S1646-5954201700030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bell, Philip (2008) &lsquo;Content analysis of visual images&rsquo;, in van Leeuwen, Theo &amp; Carey Jewitt (2008) Handbook of Visual Analysis, pp. 10&ndash;34, Londres, Sage</p>     <!-- ref --><p>Berker, Thomas el al.. (2006) <i>Domestication of Media and Technology</i>, Berkshire, Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940387&pid=S1646-5954201700030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bilton, N., (2014) Tinder, the Fast-Growing Dating App, Taps an Age-Old Truth, 6 Mar&ccedil;o 2016. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.nytimes.com/2014/10/30/fashion/tinder-the-fast-growing-dating-app-taps-an-age-old-truth.html?_r=1" target="_blank">http://www.nytimes.com/2014/10/30/fashion/tinder-the-fast-growing-dating-app-taps-an-age-old-truth.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Blackwell, C., Birnhltz, J., Abbott, C., (2014), &ldquo;Seeing and being seen: Co-situation and impression formation using Grindr, a location-aware gay dating app&rdquo;, New Media &amp; Society.</p>     <!-- ref --><p>Blaikie, Norman W H (2000) Designing Social Research, Cambridge, Polity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940391&pid=S1646-5954201700030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bourdieu, Pierre (2010) A distin&ccedil;&atilde;o. Uma cr&iacute;tica social da faculdade do ju&iacute;zo, Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es 70&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940393&pid=S1646-5954201700030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bourdieu, Pierre (2013) <i>A Domina&ccedil;&atilde;o Masculina</i>, Lisboa, Rel&oacute;gio de &Aacute;gua&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940394&pid=S1646-5954201700030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Boyd, d., (2010), &ldquo;Social Network Sites as Networked Publics: Affordances, Dynamics, and Implications&rdquo; Em Zizi Papacharissi, <i>Networked Self: Identity, Community, and Culture on Social Netwok Sites</i>, 39-58</p>     <!-- ref --><p>Boyd, d., (2014) It's Complicated: The Social Lives of Networked Teens, Yale University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940396&pid=S1646-5954201700030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bryman, A., (2012), <i>Social Research Methods</i>, Oxford, Oxford University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940397&pid=S1646-5954201700030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Butler, J. (1988) &lsquo;Performative acts and gender constitution: An essay in phenomenology and feminist theory&rsquo;, Theatre journal 40(4), 519-531</p>     <p>Cardoso, G. (2014), <i>A Internet em Portugal &ndash; Sociedade em Rede 2014</i>. Obercom</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cash, T. el al. (2004) &ldquo;Body image in an interpersonal context: Adult attachment, Fear of Intimacy, and Social Anxiety&rdquo;, Journal of Social &amp; Clinical Psychology, 23(1), 89-103</p>     <p>Casimiro, Cl&aacute;udia (2015) &lsquo;Self-presentation in the Portuguese Online Dating Scene: Does Gender Matter?&rsquo;, in Degim, I Alev el al.. 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(2016) How gender role stereotypes affect attraction in an online dating scenario, Computers in Human Behavior, 63, 738-746&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940404&pid=S1646-5954201700030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Chiang, J. K., Suen, H. (2015), &ldquo;Self-presentation and hiring recommendations in online communities: Lessons from LinkedIn&rdquo;, <i>Computers in Human Behavior</i>, 48, 516&ndash;524.</p>     <p>Connel, R W (2005a&ndash; 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o) Masculinities, Berkerley, University of California Press</p>     <p>Connell, R W (2005b) &lsquo;Hegemonic Masculinity: Rethinking the Concept&rsquo;, <i>Gender &amp; Society</i> 19(6),</p>     <p>Cooley, Skye C &amp; Lauren Reichart Smith (2013) &lsquo;Presenting me! An examination of self-presentation in US and Russian online social networks&rsquo;, Russian Journal of Communication 5(2), 176&ndash;190.</p>     <!-- ref --><p>Couldry, Nick (2012) <i>Media, Society, World:&nbsp;Social Theory and Digital Media Practice</i>, Polity Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940409&pid=S1646-5954201700030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Creswell, John W (2014) <i>Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods approaches</i>. Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940410&pid=S1646-5954201700030001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Vries, J. (2010) Impact of Self- Description and Photographs on Mediated Dating Interest, Marriage &amp; Family Review, 46:8, 538-562&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940412&pid=S1646-5954201700030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>De Vries, J., Swenson, L., Walsh, R. (2007) Hot Picture or great self-description: Predicting mediated dating success with parental investment theory. Marriage and Family Review, 42(3), 7-34&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940413&pid=S1646-5954201700030001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DeMasi, S. (2006) &ldquo;Shopping for love: Online dating and the making of a Cyberculture of Romance&rdquo;, in Seildman, S., Fischer, N., Meeks, C. (eds.), Handbook of the New Sexuality Studies, Routledge International Handbooks, Londres, 223-232</p>     <p>Dutton, W. H., Helsper, E., Whitty, M. T., Nai, L., Buckwalter, J. G., and Lee, E. (2009). &ldquo;The Role of the Internet in Reconfiguring Marriages: A Cross-National Study,&rdquo; Interpersona, 3 (2), 3&ndash;18.</p>     <p>Dutton, W., (2013), &ldquo;The Study of Online Relationships and Dating&rdquo; em <i>The Oxford Handbook of Internet Studies</i>, Oxford Handbooks Online</p>     <p>Ellison, N. B., Heino, R. Gibbs, J. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Eysenbach, G. e Till, J. (2001) Ethical issues in qualitative research on internet communities, BMJ, 323, 1103-1105&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940420&pid=S1646-5954201700030001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Finkel, E., et. al (2012), &ldquo; Online Dating: A Critical Analysis From the Perspective of Psychological Science&rdquo;, Psychological Science in the Public Interest, 13, 3-66</p>     <!-- ref --><p>Fischer, Claude S. (1993) America Calling: A Social History of the Telephone to 1940, Berkeley, University of California Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940422&pid=S1646-5954201700030001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fuchs, Christian (2014) Social Media. A critical introduction. Londres, Sage&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940423&pid=S1646-5954201700030001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fullwood, C., Orchard, L., Floyd, S. (2012). &ldquo;Emoticon convergence in Internet chat rooms&rdquo;, <i>Social Semiotics,</i> 23, 648-662</p>     <p>Ganster, T., Eimler, S.C., Kr&auml;mer, N., (2012), &ldquo;Same Same But Different? The Differential Influence of Smilies and Emoticons on Person Perception&rdquo;, <i>Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking</i>, 15(4), 226-230</p>     <p>Gershon, I. (2010), <i>The Breakup 2.0 &ndash; Disconnect over New Media</i>, Cornell University Press.</p>     <p>Gibbs, J. L., Ellison, N. B., Heino, R. D., (2006) &ldquo;Self-Presentation in Online Personals - The Role of Anticipated Future Interaction, Self-Disclosure, and Perceived Success in Internet Dating&rdquo; <i>Communications Research</i>, Sage Publications, V 33 (2), 152-177.</p>     <p>Gillespie, T. (2015), &ldquo;Platforms Intervene&rdquo;, <i>Social Media + Society</i></p>     <p>Goffman, Erving (1983), &ldquo;The interaction order&rdquo;, <i>American Sociological Review</i>, 48 (1), pp. 1-17</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Goffman, Erving (1993), <i>A Apresenta&ccedil;&atilde;o do Eu na Vida de Todos os Dias</i>, Lisboa, Rel&oacute;gio D&rsquo;&Aacute;gua.</p>     <p>Granovetter, Mark S. (1983) &ldquo;The Strength of Weak Ties: A Network Theory Revisited.&rdquo; <i>Sociological Theory, 1</i>, 201-233.&#8232;</p>     <p>Granovetter, Mark S. (1973) &ldquo;The Strength of Weak Ties.&rdquo; <i>The American Journal of Sociology, 78 </i>(6), 1360-1380.</p>     <p>Guadagno, R., Okdie, B., Kruse, S. (2012), &ldquo;Dating deception: Gender, online dating, and exaggerated self-presentation&rdquo;, <i>Computers in Human Behavior</i>, 22, 642&ndash;64</p>     <p>Gunter, B. (2008) <i>Internet Dating: A British Survey</i>, Aslib Proceedings, 60(2): 88&ndash;97.</p>     <!-- ref --><p>Haddon, Leslie (2004) <i>Information and communication technologies in everyday life: A concise introduction and research guide</i>, Oxford, Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940435&pid=S1646-5954201700030001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hall, J. A., Park, N., Song, H., Cody, M. J., (2010), &ldquo;Strategic misrepresentation in online dating: The effects of gender, self-monitoring, and personality traits&rdquo;, Journal of Social and Personal Relationships.</p>     <p>Hardey, Michael. (2002), &ldquo;Life beyond the screen: embodiment and identity through the internet.&rdquo; Editorial Board of The Sociological Review. pp. 570-585.</p>     <!-- ref --><p>Haythornthwaite, C. 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Using the Internet for Social Science Research</i>, Londres, Bloomsbury.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940445&pid=S1646-5954201700030001000060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Humphreys, Lee (2006) 'Photographs and the Presentation of Self through Online Dating Services', in Paul Messaris and Lee Humphreys (eds) Digital Media: Transformations in Human Communication, New York: Peter Lang, pp. 39-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940447&pid=S1646-5954201700030001000061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hutchby, Ian (2001) Technologies, texts, and affordances, <i>Sociology</i>, 35(2), 441-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940449&pid=S1646-5954201700030001000062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INE (2016) Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o e do Conhecimento - Inqu&eacute;rito &agrave; Utiliza&ccedil;&atilde;o de Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o nas Fam&iacute;lias, INE, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a></p>     <p>Jagger, E., (2001), &ldquo;Marketing Molly and Melville: Dating in a Postmodern, Consumer Society&rdquo;. <i>Sociology</i>. 35 (1), 39-57</p>     <!-- ref --><p>Jamieson, Lynn<i> (2013) </i>Personal Relationships, Intimacy and the Self in a Mediated and Global Digital Age in Orton-Johnson, Kate &amp; Nick Prior (eds) (2013) <i>Digital Sociology. 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<body><![CDATA[<p>Lenhart, A. (2009), &ldquo;Teens and Sexting&rdquo; 18 Janeiro 2017. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pewinternet.org/2009/12/15/teens-and-sexting/" target="_blank">http://www.pewinternet.org/2009/12/15/teens-and-sexting/</a></p>     <p>Licoppe, C., Rivi&eacute;re, C.A., Morel, J. (2015) &ldquo;Grindr casual hook-ups as interactional achievements&rdquo;, <i>New Media &amp; Society</i>, 1-19</p>     <p>Lievrouw, L. (2012) &ldquo;The Next Decade in Internet Time, Information, Communication &amp; Society&rdquo;, 15:5, 616-638</p>     <p>Lievrouw, Leah A &amp; Sonia Livingstone (2006) &lsquo;Introduction to the updated student edition&rsquo;, <i>em </i>Lievrouw, Leah A &amp; Sonia Livingstone (2006) <i>Handbook of New Media. Social Shaping and Consequences of ICTs</i>, Londres, Sage.</p>     <!-- ref --><p>Lips, Hilary. (2013) <i>Gender: The basics</i>. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940464&pid=S1646-5954201700030001000071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Litt, E. (2012) &ldquo;Knock, knock. Who&rsquo;s There? The imagined audience&rdquo;, <i>Journal of Broadcast &amp; Electronic Media</i>, 56, 330-345</p>     <p>Litt, E., Hargittai, E., (2016), &ldquo;The Imagined Audience on Social Network Sites&rdquo;, <i>Social Media + Society</i></p>     <p>Livingstone, Sonia (2004) The Challenge of Changing Audiences Or, What is the Audience Researcher to do in the Age of the Internet? European Journal of Communication, 19(1), 75&ndash;86</p>     <p>Madden, M., Lenhart, A., (2006), &ldquo;Online dating&rdquo;, 11 Fevereiro 2016. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pewinternet.org/2006/03/05/online-dating/" target="_blank">http://www.pewinternet.org/2006/03/05/online-dating/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Marvin, Carolyn (1998) When Old Technologies Were New: Thinking About Electric Communication in the Late Nineteenth Century, Nova Iorque, Oxford University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940470&pid=S1646-5954201700030001000074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>McGrath, F., (2015), <i>What to know About Tinder in 5 Charts</i>, 20 Fevereiro 2016. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.globalwebindex.net/blog/what-to-know-about-tinder-in-5-charts" target="_blank">www.globalwebindex.net/blog/what-to-know-about-tinder-in-5-charts</a></p>     <p>McKenna, K. Y. A., Green, A. S., Gleason, E. J., (2002), &ldquo;Relationship formation on the Internet: What&rsquo;s the big attraction?&rdquo;, <i>Journal of Social Issues</i>, 58, 9&ndash;31.</p>     <p>Mead, G.H. (1934) &ldquo;Mind, Self, and Society&rdquo;, Charles W. Morris (eds) University of Chicago Press, Chicago</p>     <!-- ref --><p>Mead, George Herbert (1972) <i>Mind, Self, and Society from the Standpoint of a Social Behaviorist</i>, Chicago, University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940474&pid=S1646-5954201700030001000077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyrowitz, J. (1985) <i>No Sense of Place: The Impact of Electronic Media on Social Behavior</i>, Oxford University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940476&pid=S1646-5954201700030001000078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Miguel, C. (2016) &ldquo;Visual Intimacy on Social Media: From Selfies to the Co-construction of Intimacies through Shared Pictures&rdquo;, <i>Social Media + Society</i>, SAGE, 1-10</p>     <p>Neves, Barbara Barbosa (2013) &lsquo;Social Capital and Internet Use: The Irrelevant, the Bad, and the Good&rsquo;, <i>Sociology Compass</i> 7(8), 599&ndash;611.</p>     <p>Pascoe, C.J. (2010) &lsquo;Intimacy&rsquo;, in Ito, M., Baumer, S., Bittanti, M., boyd, d., Cody, R., Herr-Stephenson, B., Horst, H.A., Lange, P.G., Mahendran, D., Martinez, K.Z., Pascoe, C.J., Perkel, D., Robinson, L., Sims, C., and Tripp, L. (eds.), <i>Hanging Out, Messing Around, and Geeking Out: Kids Living and Learning with New Media</i>. Cambridge, MA: MIT Press, pp. 117&ndash;148.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Patra, S. (2015) &ldquo;Online Participation and Self-presentation in Social Networking Sites: A Study of Selective Users of India&rdquo;, Journal of Creative Communication, 10(1)</p>     <!-- ref --><p>Pereira, Maria do Mar (2012), <i>Fazendo G&eacute;nero no Recreio: uma Etnografia da Negocia&ccedil;&atilde;o do G&eacute;nero na Escola</i>, Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940481&pid=S1646-5954201700030001000083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rainie, Lee &amp; Barry Wellman (2012) <i>Networked. The New Social Operating System</i>, Cambridge, MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940483&pid=S1646-5954201700030001000084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rettberg J.W. (2014) Written, Visual and Quantitative Self-Representations. In: Seeing Ourselves Through Technology: How We Use Selfies, Blogs and Wearable Devices to See and Shape Ourselves. Palgrave Macmillan, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940485&pid=S1646-5954201700030001000085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rojek, Chris (2010) The Labour of Leisure: The Culture of Free Time, Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940487&pid=S1646-5954201700030001000086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rose, Gillian (2001). Visual Methodologies: An Introduction to the Interpretation of Visual Materials. Londres: Sage&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940489&pid=S1646-5954201700030001000087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rui, J., Stefanone, M., (2013), &ldquo;Strategic self-presentation online: A cross-cultural study&rdquo;, <i>Computers in Human Behavior</i>, 29, 110-118&#8232;</p>     <!-- ref --><p>Salda&ntilde;a, Johnny (2009) The Coding Manual for Qualitative Researchers, Londres, SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940491&pid=S1646-5954201700030001000089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Salmons, Janet E (2016) Doing Qualitative Research Online, Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940493&pid=S1646-5954201700030001000090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sandstrom, Kent L. ; Daniel D. Martin &amp; Gary Alan Fine (2001) <i>Symbolic Interactionism at the End of the Century</i> in Ritzer, George &amp; Barry Smart (2001) <i>Handbook of social theory</i>, New York, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940495&pid=S1646-5954201700030001000091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Selwyn, N. (2012) &ldquo;Making Sense of young people, education and digital technology: the role of sociological theory&rdquo;, Oxford Review of Education, 38(1), 81-96</p>     <p>Sevcikova, A., Daneback, K. (2011), &ldquo;Anyone who wants sex? Seeking sex partners on erotic contact websites&rdquo;, <i>Sex and Relationship Therapy</i>, 26, 2</p>     <p>Siibak, A. (2009) Constructing the Self through the Photo selection &ndash; Visual Impression Management on Social Networking Websites. Cyberpsychology: Journal of Psychosocial Research in Cyberspace, 3(1)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Silfverberg S., Liikkanen A., Lampinen, A. (2011) &ldquo;I&rsquo;ll press play, but I won&rsquo;t listen: profile work in a music-focused social network servisse&rdquo; em Proceedings of the ACM conference on computer supported cooperative work, Hangzhou, China, 19&ndash;23 March. New York, ACM Press</p>     <p>Silva, C., Sebasti&atilde;o, P., (2002) &ldquo;Interac&ccedil;&atilde;o &amp; Cibersexo no IRC&rdquo; em <i>Interac&ccedil;&atilde;o e Ciberespa&ccedil;o - Sociologia em Di&aacute;logo</i>, Universidade de &Eacute;vora, Departamento de Sociologia, 23-49</p>     <!-- ref --><p>Silverstone, Roger (1999) <i>Why study the media?,</i> Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940502&pid=S1646-5954201700030001000096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Silverstone, Roger (2005) &lsquo;The Sociology of Mediation and Communication&rsquo;, em Calhoun, Craig el al.. (orgs.) The Sage Handbook of Sociology, Londres, Sage.</p>     <p>Smith, A. (2016), <i>15% of American Adults Have Used Online Dating Sites or Mobile Dating Apps</i>, 11 Fevereiro 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pewinternet.org/2016/02/11/15-percent-of-american-adults-have-used-online-dating-sites-or-mobile-dating-apps/" target="_blank">http://www.pewinternet.org/2016/02/11/15-percent-of-american-adults-have-used-online-dating-sites-or-mobile-dating-apps/</a>, consultado em 20 Fevereiro 2016</p>     <!-- ref --><p>Solomon, Denise &amp; Jennifer Theiss (2012) <i>Interpersonal Communication. Putting Theory into Practice</i>, New York, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=940506&pid=S1646-5954201700030001000098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sprecher,S., (2009), &ldquo;Relationship Initiation and Formation on the Internet&rdquo;, <i>Marriage &amp; Family Review</i>, 45, 6-8</p>     <p>Standage, Tom (2007) The Victorian Internet: The Remarkable Story of the Telegraph and the Nineteenth Century&rsquo;s On-line Pioneers, Nova Iorque, Berkley</p>     ]]></body>
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