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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quadro europeu de referência para a competência digital: subsídios para a sua compreensão e desenvolvimento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The level of European citizens' digital competence remains far from desirable for the needs of a highly digitized economy and society and the need for the EU to establish a comprehensive response to the digital skills deficit is rising. The creation of a common framework for the development and understanding of digital competence in 2013 was a step in the right direction, but the efforts towards its application continue to prove slow in its realization in Portugal. This article has a double objective. The first is to present the European framework for the development and understanding of digital competence. The second is to map initiatives that have emerged as a consequence of its existence. These, as well as the deficit of others, can help develop actions that value a relevance of the digital competence of any citizen and suggest areas of work to be developed, particularly in the Portuguese context. The importance of the framework is to clarify the main components of digital competence, as well as to establish a solid and shared language on the same. However, its main objective is to promote the development of initiatives in the areas of education, training and employment that can improve the digital competence of European citizens.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Quadro europeu de refer&ecirc;ncia para a compet&ecirc;ncia digital: subs&iacute;dios para a sua compreens&atilde;o e desenvolvimento</b></p>     <p><b>The European digital competence framework: contribution for its comprehension and development</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Margarida Lucas*, Ant&oacute;nio Moreira** e Nilza Costa***</b></p>     <p>*Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores (CIDTFF), Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Aveiro</p>     <p>**Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores (CIDTFF), Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Aveiro</p>     <p>***Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores (CIDTFF), Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Aveiro</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A compet&ecirc;ncia digital dos cidad&atilde;os europeus continua longe do desej&aacute;vel para as necessidades de uma economia e sociedade altamente digitalizadas, sendo assim premente a necessidade de se estabelecer uma resposta global ao d&eacute;fice digital. A cria&ccedil;&atilde;o, em 2013, de um quadro europeu de refer&ecirc;ncia para a compreens&atilde;o e desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital foi um passo nessa dire&ccedil;&atilde;o, mas os esfor&ccedil;os para a sua aplica&ccedil;&atilde;o continuam a ser de dif&iacute;cil concretiza&ccedil;&atilde;o, em particular em Portugal. A import&acirc;ncia do quadro consubstancia-se no contributo para a clarifica&ccedil;&atilde;o das principais componentes da compet&ecirc;ncia digital, bem como para o estabelecimento de uma linguagem s&oacute;lida e partilhada sobre a mesma. Por&eacute;m, o seu principal objetivo &eacute; promover o desenvolvimento de iniciativas, para j&aacute; nas &aacute;reas da educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego, que melhorem os n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia digital dos cidad&atilde;os europeus.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo tem um duplo objetivo: apresentar, fundamentadamente, o quadro europeu de refer&ecirc;ncia para a compet&ecirc;ncia digital e mapear iniciativas que t&ecirc;m surgido como consequ&ecirc;ncia da sua exist&ecirc;ncia. Estas, assim como o d&eacute;fice de outras, ser&atilde;o discutidas neste artigo na medida em que poder&atilde;o servir de base para o desenvolvimento futuro de a&ccedil;&otilde;es que valorizem a relev&acirc;ncia da compet&ecirc;ncia digital de qualquer cidad&atilde;o e sugerir &aacute;reas de trabalho a serem desenvolvidas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: DigComp, tecnologias digitais, sociedade digital, educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, emprego, certifica&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The level of European citizens&rsquo; digital competence remains far from desirable for the needs of a highly digitized economy and society and the need for the EU to establish a comprehensive response to the digital skills deficit is rising. The creation of a common framework for the development and understanding of digital competence in 2013 was a step in the right direction, but the efforts towards its application continue to prove slow in its realization in Portugal. This article has a double objective. The first is to present the European framework for the development and understanding of digital competence. The second is to map initiatives that have emerged as a consequence of its existence. These, as well as the deficit of others, can help develop actions that value a relevance of the digital competence of any citizen and suggest areas of work to be developed, particularly in the Portuguese context. The importance of the framework is to clarify the main components of digital competence, as well as to establish a solid and shared language on the same. However, its main objective is to promote the development of initiatives in the areas of education, training and employment that can improve the digital competence of European citizens.</p>     <p><b>Keywords:</b> DigComp, digital technologies, digital society, education, training, employment, certification</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A compet&ecirc;ncia digital no contexto europeu</b></p>     <p>Em 2006, o Parlamento Europeu e o Conselho apresentaram uma recomenda&ccedil;&atilde;o que inclui oito compet&ecirc;ncias-chave a desenvolver atrav&eacute;s da aprendizagem ao longo da vida, enquanto medida fundamental da resposta europeia &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o e &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para economias baseadas no conhecimento (Parlamento Europeu e Conselho, 2006). A compet&ecirc;ncia digital &eacute; uma dessas compet&ecirc;ncias-chave, considerada transversal ao desenvolvimento de todas as outras compet&ecirc;ncias-chave, e essencial para uma inclus&atilde;o social satisfat&oacute;ria, para a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica ativa e consciente na sociedade e na economia e, ainda, para o crescimento competitivo, inteligente e sustent&aacute;vel da sociedade atual (Comiss&atilde;o Europeia, 2010). A recomenda&ccedil;&atilde;o de 2006 espoletou o lan&ccedil;amento de uma s&eacute;rie de iniciativas, sendo disso exemplos a Agenda Digital para a Europa<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, a campanha <i>eSkills for Jobs</i><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a><i>,</i> ou a Coliga&ccedil;&atilde;o para a Empregabilidade Digital<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> que, em termos globais, visam combater o n&uacute;mero de jovens e de trabalhadores com d&eacute;fice de compet&ecirc;ncia digital e sensibilizar os sistemas de ensino, forma&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, bem como o meio empresarial, para as oportunidades disponibilizadas aos cidad&atilde;os digitalmente competentes.</p>     <p>Ao mesmo tempo, criou-se a necessidade de se desenvolver um quadro comum de refer&ecirc;ncia que pudesse promover a compreens&atilde;o e o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital dos cidad&atilde;os e fornecer um conjunto de indicadores que permitisse &agrave;s entidades p&uacute;blicas e privadas melhorarem a orienta&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o dos percursos educativos e formativos de jovens, de desempregados, de trabalhadores, de futuros trabalhadores e dos cidad&atilde;os em geral. No entanto, e apesar da formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que destacam a import&acirc;ncia da <i>digitaliza&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o, dos servi&ccedil;os e da economia, a compet&ecirc;ncia digital ainda n&atilde;o se encontra generalizada no espa&ccedil;o europeu, particularmente em Portugal, conforme dados abaixo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dados do Eurostat de 2014<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> revelavam que a disponibilidade de tecnologias digitais na Europa n&atilde;o se apresenta como obst&aacute;culo ao desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital: praticamente 100% da popula&ccedil;&atilde;o tinha acesso a telem&oacute;vel, 81% dos agregados familiares tinha acesso &agrave; Internet e 67% da popula&ccedil;&atilde;o usava-a todos os dias. Em Portugal, 70% dos agregados familiares tinham acesso &agrave; Internet e 69% utilizava-a todos os dias. Mas ser-se digitalmente competente hoje em dia n&atilde;o depende apenas do acesso &agrave;s tecnologias digitais, nem do saber utiliz&aacute;-las, mas de um conjunto determinado de conhecimentos, habilidades e atitudes que resultam numa utiliza&ccedil;&atilde;o eficaz, eficiente, adequada, cr&iacute;tica, criativa, aut&oacute;noma, flex&iacute;vel, &eacute;tica e reflexiva das mesmas (Ferrari, 2012). Com efeito, dados de 2016 sobre o &Iacute;ndice da Digitalidade da Economia e Sociedade (DESI<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>), relativos &agrave; compet&ecirc;ncia digital, revelaram que 45% da popula&ccedil;&atilde;o europeia tinha um n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia insuficiente. Destes, considerava-se que 21% n&atilde;o tinha qualquer n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia, uma vez que nunca usavam a Internet. Em Portugal, a percentagem de cidad&atilde;os que n&atilde;o usava a Internet, e que &eacute;, por isso, considerada sem compet&ecirc;ncia, correspondia a 28%. No total, 52% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa apresentava um n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia insuficiente. Apesar de ser um dos pa&iacute;ses a apresentar o crescimento mais r&aacute;pido em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia digital dos seus cidad&atilde;os, juntamente com a Holanda, Est&oacute;nia, Alemanha, Malta e &Aacute;ustria, Portugal ainda ocupa o 20&ordm; lugar entre os pa&iacute;ses da UE e continua a ter um d&eacute;fice de compet&ecirc;ncia digital grave (Comiss&atilde;o Europeia, 2016).</p>     <p>Dados referentes aos estudantes europeus, de 2013, apontavam para que apenas 30% se podia considerar digitalmente competente e que havia ainda 28% que n&atilde;o tinha acesso a tecnologias digitais, nem no local onde estudavam nem em casa. De uma maneira geral, conclu&iacute;a-se que os estudantes n&atilde;o dispunham das compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para as utilizar de forma cr&iacute;tica e criativa (Comiss&atilde;o Europeia, 2013). Contrariamente &agrave; cren&ccedil;a de que os chamados nativos digitais fazem um uso competente das tecnologias digitais, outros dados recentes referentes a Portugal, mostram que os jovens t&ecirc;m uma perce&ccedil;&atilde;o positiva da sua compet&ecirc;ncia digital, mas demonstram falta de compet&ecirc;ncias de pesquisa, sele&ccedil;&atilde;o e tratamento de informa&ccedil;&atilde;o usando a tecnologia. Tamb&eacute;m n&atilde;o duvidam espontaneamente da fiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o que encontram na Internet e as pesquisas que efetuam resultam, normalmente, em conhecimento e compreens&atilde;o insuficiente (Santos, Azevedo &amp; Pedro, 2013; Kanitar, 2014). Os dados mostram ainda que os estudantes demonstram uma varia&ccedil;&atilde;o relevante em elementos da compet&ecirc;ncia digital, como sejam a confian&ccedil;a na partilha de conte&uacute;dos, a consci&ecirc;ncia da identidade <i>online</i>, da privacidade e prote&ccedil;&atilde;o ou a adequa&ccedil;&atilde;o do comportamento e &eacute;tica <i>online</i> (Aresta, Santos, Pedro &amp; Moreira, 2013; Santos, Azevedo &amp; Pedro, 2013).</p>     <p>Em s&iacute;ntese, e apesar de se considerar que a compet&ecirc;ncia digital &eacute; hoje fundamental para que qualquer cidad&atilde;o possa beneficiar de diferentes aspetos da vida social, cultural, c&iacute;vica, econ&oacute;mica e de sa&uacute;de (van Deursen, 2010; Ala-Mutka, 2011), os dados e estudos mencionados revelam que esta ainda n&atilde;o est&aacute; suficientemente desenvolvida a diferentes e diversos n&iacute;veis.</p>     <p>O mapeamento da compet&ecirc;ncia digital, isto &eacute; a compreens&atilde;o do que ela &eacute; e implica, requer a provis&atilde;o de descritores que especifiquem termos de forma t&atilde;o precisa quanto poss&iacute;vel, a fim de garantir uma sobreposi&ccedil;&atilde;o substancial entre a conce&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e a descri&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica. Ao longo dos &uacute;ltimos anos foram desenvolvidos v&aacute;rios referenciais e instrumentos com vista a operacionalizar esta compet&ecirc;ncia (Eshet-Alkalai, 2004; Katz, 2007; Newman, 2008; Calvani, Fini &amp; Ranieri, 2010; UNESCO, 2011). Uns colocam o enfoque na aplica&ccedil;&atilde;o da tecnologia para executar diferentes tarefas, tais como definir, aceder, avaliar, gerir, integrar, criar ou comunicar (Katz, 2007; International Society for Technology in Education, 2007), enquanto que outros dividem a compet&ecirc;ncia digital em &aacute;reas de compet&ecirc;ncia, englobando, por exemplo, dimens&otilde;es tecnol&oacute;gicas, cognitivas e &eacute;ticas (Calvani et al., 2010) e/ou de literacia, incluindo a literacia fotovisual, da informa&ccedil;&atilde;o ou socioemocional (Eshet-Alkalai, 2004; Newman, 2008).</p>     <p>O desenvolvimento de diferentes iniciativas que enquadram a problem&aacute;tica da compet&ecirc;ncia digital resultou numa pluralidade de perspetivas e de falta de coer&ecirc;ncia e coes&atilde;o a n&iacute;vel europeu sobre o que &eacute; e como se pode mapear esta compet&ecirc;ncia, algo que n&atilde;o aconteceu, por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o a outras compet&ecirc;ncias-chave, como &eacute; o caso da comunica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;nguas estrangeiras, elemento considerado priorit&aacute;rio na consolida&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o europeu de verdadeira mobilidade e de compreens&atilde;o multicultural, onde coexistem m&uacute;ltiplas l&iacute;nguas. No caso vertente, procurava-se atribuir n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia reconhecidas em toda a Uni&atilde;o Europeia (EU), facilitando, nomeadamente, a integra&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os em espa&ccedil;os que n&atilde;o os de proveni&ecirc;ncia. &Eacute; nesta sequ&ecirc;ncia que surge o Quadro Comum Europeu de Refer&ecirc;ncia para as L&iacute;nguas<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> (QECR) e o processo de certifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e qualifica&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas, consubstanciada no Passaporte de L&iacute;nguas, dispon&iacute;vel no Europass<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Reconhecendo este aspeto e, ao mesmo tempo, o papel crucial que a compet&ecirc;ncia digital desempenha na sociedade e economia atuais, a Comiss&atilde;o Europeia prop&ocirc;s o desenvolvimento de um quadro de refer&ecirc;ncia que pudesse, por um lado, criar consenso a n&iacute;vel europeu sobre o que &eacute; e quais s&atilde;o as principais componentes da compet&ecirc;ncia digital, potenciando, assim, a sua compreens&atilde;o e desenvolvimento e que, por outro, permitisse uma aferi&ccedil;&atilde;o de descritores transversais que possibilitem a orienta&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o de diversas iniciativas. Foi neste &acirc;mbito que surgiu o projeto <i>The Digital Competence Framework for Citizens</i>, tamb&eacute;m conhecido por DigComp (que se tornou a forma comum de se lhe referir), do qual surgiu uma primeira proposta em 2013 (Ferrari, 2013) e duas atualiza&ccedil;&otilde;es da mesma: uma em 2016 (Vuorikari, Punie, Carretero &amp; Van den Brande, 2016) e outra em 2017 (Carretero, Vuorikari &amp; Punie, 2017).</p>     <p>&Eacute; sobre este projeto, mais concretamente sobre o trabalho nele realizado quanto ao quadro de refer&ecirc;ncia para a compreens&atilde;o e desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital que dele resultou, que o presente artigo se debru&ccedil;a. Nele apresentam-se alguns contributos para a clarifica&ccedil;&atilde;o do conceito de compet&ecirc;ncia digital, definindo-o e distinguindo-o de outros. Apresenta-se posteriormente o quadro come&ccedil;ando por uma vis&atilde;o geral do mesmo, elencando os seus objetivos, metodologia e estrutura. Seguidamente referem-se as &aacute;reas de compet&ecirc;ncia definidas e as compet&ecirc;ncias propostas para cada uma dessas &aacute;reas. Antes da conclus&atilde;o apresentam-se, ainda, exemplos de conhecimentos, habilidades e atitudes, exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias a diferentes prop&oacute;sitos e um exemplo da estrutura detalhada do quadro. Tamb&eacute;m se discutem algumas das implica&ccedil;&otilde;es da sua utiliza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;veis diversos, nomeadamente na formula&ccedil;&atilde;o e apoio a pol&iacute;ticas, no <i>design</i> instrucional para a educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego, bem como em processos de certifica&ccedil;&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; se constituiu em realidade no dom&iacute;nio das l&iacute;nguas, e que se antev&ecirc; no Europass pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma grelha de autoavalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia digital<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Literacia digital e compet&ecirc;ncia digital: contributos para a clarifica&ccedil;&atilde;o de conceitos</b></p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, o conceito de compet&ecirc;ncia digital tornou-se um conceito-chave na discuss&atilde;o sobre o que os indiv&iacute;duos devem ser capazes de fazer e alcan&ccedil;ar atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias e ferramentas digitais. &Eacute; um conceito amplo, multidimensional, complexo e interligado, que cobre v&aacute;rias &aacute;reas de estudo (Calvani et al., 2010; Ferrari, 2012) e din&acirc;mico, uma vez que tende a acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o na sociedade (Ala-Mutka, 2011). &Eacute;, tamb&eacute;m, um conceito com matizes pol&iacute;ticas (Ilom&auml;ki, Paavola, Lakkala &amp; Kantosalo, 2014), uma vez que reflete os objetivos pol&iacute;ticos e as expetativas de necessidades futuras, alimentadas pela competi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica da sociedade do conhecimento, na qual as tecnologias s&atilde;o vistas como uma solu&ccedil;&atilde;o e uma oportunidade (OCDE, 2010; Comiss&atilde;o Europeia, 2012). N&atilde;o &eacute; estranho, portanto, que o conceito care&ccedil;a de consenso. Ele &eacute; referido e interpretado de diferentes formas em documentos e relat&oacute;rios pol&iacute;ticos, em investiga&ccedil;&otilde;es e trabalhos acad&eacute;micos, nas pr&aacute;ticas de ensino, aprendizagem e de certifica&ccedil;&atilde;o, no contexto empresarial, a n&iacute;vel nacional e internacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As diferentes refer&ecirc;ncias incluem, por exemplo, o conceito de literacia digital (Meyers, Erickson &amp; Small, 2013; R&oslash;kenes &amp; Krumsvik, 2016), literacia tecnol&oacute;gica (Amiel, 2006), novas literacias (Coiro, Knobel, Lankshear &amp; Leu, 2008), multiliteracia (Selber, 2009), multimodalidade (Kress, 2010), habilidades digitais (Helsper &amp; van Deursen, 2015), literacia para os media digitais (Buckingham, 2007) ou ainda o conceito de habilidades de Internet (van Deursen &amp; van Dijk, 2009), para referir apenas algumas. Ilom&auml;ki et al. (2014), na revis&atilde;o que desenvolveram sobre como a compet&ecirc;ncia digital e outros conceitos relacionados s&atilde;o referidos na literatura, apresentam 34 com liga&ccedil;&otilde;es a 6 &aacute;reas distintas de estudo, incluindo a &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o, dos m&eacute;dia, da sociologia, da documenta&ccedil;&atilde;o, da tecnologia e das ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m no contexto portugu&ecirc;s se encontram v&aacute;rias refer&ecirc;ncias, tanto em documentos e relat&oacute;rios pol&iacute;ticos como em trabalhos acad&eacute;micos. Nelas encontram-se os conceitos de compet&ecirc;ncia digital (Costa et al., 2008; Lagarto &amp; Marques, 2015), compet&ecirc;ncias TIC (Costa et al., 2008), compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas (Pereira, 2011; Lagarto &amp; Marques, 2015), compet&ecirc;ncias infocomunicacionais (Borges &amp; Oliveira, 2011), compet&ecirc;ncias inform&aacute;ticas (Lagarto &amp; Marques, 2015), literacias digitais b&aacute;sicas e generalizadas (Horta, Mendon&ccedil;a &amp; Nascimento, 2012), literacia digital (Pereira, 2011) ou literacia medi&aacute;tica (Pereira, Pinto, Madureira, Pombo &amp; Guedes, 2014; Lopes, 2015). Quer no contexto nacional, quer internacional, h&aacute; exemplos de utiliza&ccedil;&atilde;o de mais do que uma terminologia no mesmo texto, de forma indistinta e sinon&iacute;mica (ex. R&oslash;kenes &amp; Krumsvik, 2016; Lagarto &amp; Marques, 2015), o que eventualmente evidencia aus&ecirc;ncia de uma preocupa&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o de uma designa&ccedil;&atilde;o &uacute;nica.</p>     <p>Os conceitos e designa&ccedil;&otilde;es mais comuns, bem como aqueles que, normalmente, s&atilde;o usados como sin&oacute;nimos s&atilde;o, de acordo com v&aacute;rios autores (Ilom&auml;ki et al., 2014; Calvani et al., 2010; Adeyemon, 2009), os de literacia digital e compet&ecirc;ncia digital. Embora haja autores que, nos seus trabalhos, se lhes refiram enquanto sin&oacute;nimos, como Calvani et al. (2010), Hatlevik e Christophersen (2013) ou R&oslash;kenes e Krumsvik (2016), entre outros, s&atilde;o v&aacute;rios aqueles que os definem de forma distinta (Ala-Mutka, 2011; Ferrari, 2012), preferindo alinhar-se com a terminologia proposta pelas recomenda&ccedil;&otilde;es europeias (Calvani et al., 2010; Li &amp; Ranieri, 2010) - compet&ecirc;ncia digital, ou com aquela que &eacute; mais comum nos seus pa&iacute;ses de origem (Krumsvik, 2008).</p>     <p>Um dos primeiros autores a definir o conceito de literacia digital foi Gilster (1997), que o descreveu como a capacidade para perceber e utilizar a informa&ccedil;&atilde;o em diferentes formatos a partir de uma vasta gama de fontes, e que apontou como seu principal elemento o pensamento cr&iacute;tico, ao inv&eacute;s das habilidades tecnol&oacute;gicas. Desde ent&atilde;o, as defini&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se multiplicado, havendo autores que entendem a literacia digital como o resultado de uma estratifica&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o complexa de compet&ecirc;ncias, habilidades e conhecimentos. Por exemplo, Tornero e Varis (2010) sugerem que a literacia digital &eacute; a fus&atilde;o de habilidades puramente t&eacute;cnicas, de compet&ecirc;ncias intelectuais e de compet&ecirc;ncias que se relacionam com uma cidadania respons&aacute;vel. Gapski (2007) elege duas vertentes - uma relacionada com a utiliza&ccedil;&atilde;o/funcionalidade da tecnologia e outra com objetivos pedag&oacute;gicos -, que se operacionalizam em tr&ecirc;s formas de compet&ecirc;ncia: interpreta&ccedil;&atilde;o de mensagens, escolha de mensagens, e articula&ccedil;&atilde;o de mensagens. Por sua vez, estas compet&ecirc;ncias informam objetivos e medidas de profici&ecirc;ncia funcional, cognitiva e &eacute;tica. Mais recentemente, Ala-Mutka (2011) entende que a literacia digital resulta da converg&ecirc;ncia de diferentes tipos de literacia relacionada com as TIC e os m&eacute;dia digitais: a literacia tecnol&oacute;gica (a capacidade para utilizar computadores e outras tecnologias), a da Internet (capacidade para utilizar a Internet de forma proficiente), a dos m&eacute;dia (capacidade para analisar as mensagens e o contexto dos m&eacute;dia digitais) e a literacia da informa&ccedil;&atilde;o (capacidade para obter, aceder e compreender informa&ccedil;&atilde;o). Considera, ainda, como defini&ccedil;&atilde;o mais abrangente do conceito de literacia digital aquela enunciada por Martin &amp; Grudziecki (2006), que o apresenta como a consci&ecirc;ncia, atitude e capacidade que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m para utilizar, de forma apropriada, ferramentas digitais para identificar, aceder, gerir, integrar, avaliar, analisar e resumir recursos digitais, construir novo conhecimento, criar m&eacute;dia expressivos e comunicar com os outros em contextos de vida espec&iacute;ficos e refletir sobre este processo. J&aacute; a recomenda&ccedil;&atilde;o europeia sobre literacia digital define-a como o conjunto de habilidades necess&aacute;rias para alcan&ccedil;ar a compet&ecirc;ncia digital (Comiss&atilde;o Europeia, 2008), defini&ccedil;&atilde;o assaz estranha, dado que confunde o conceito propriamente dito com o processo de o adquirir, contrariando simultaneamente o postulado de que n&atilde;o se define um conceito integrando-o na sua defini&ccedil;&atilde;o, tornando assim a defini&ccedil;&atilde;o circular.</p>     <p>Por sua vez, a compet&ecirc;ncia digital &eacute; definida pelo Parlamento Europeu e Conselho (2006) como a utiliza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e confiante das tecnologias da sociedade da informa&ccedil;&atilde;o para o trabalho, o lazer e a comunica&ccedil;&atilde;o. Refere, ainda, que esta &eacute; sustentada pelas habilidades em TIC, mais concretamente pela utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores para recuperar, avaliar, armazenar, produzir, apresentar e trocar informa&ccedil;&atilde;o, e para comunicar e participar em redes de colabora&ccedil;&atilde;o via internet. Para Calvani et al. (2010) a compet&ecirc;ncia digital &eacute; a capacidade de explorar e enfrentar novas situa&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas de forma flex&iacute;vel, de analisar, selecionar e avaliar criticamente dados e informa&ccedil;&atilde;o, de explorar potencialidades tecnol&oacute;gicas para representar e resolver problemas e construir conhecimento partilhado e colaborativo, ao mesmo tempo que promove a consci&ecirc;ncia de responsabilidades pessoais e o respeito rec&iacute;proco por direitos e obriga&ccedil;&otilde;es. Para estes autores, a defini&ccedil;&atilde;o enfatiza a coexist&ecirc;ncia de 3 dimens&otilde;es de integra&ccedil;&atilde;o: tecnol&oacute;gica, cognitiva e &eacute;tica.</p>     <p>Ferrari (2012) adota o conceito de compet&ecirc;ncia por considerar, com base em Kress (2010), por exemplo, que o discurso em torno do conceito da literacia tende, no fundo, a centrar-se no &ldquo;velho&rdquo; argumento da codifica&ccedil;&atilde;o e descodifica&ccedil;&atilde;o, i.e., da leitura e da escrita, ainda que numa perspetiva multimodal. Considera, tamb&eacute;m, que este conceito incluiu um conjunto de atitudes que ficam em segundo plano no debate da literacia e que, estando t&atilde;o interligadas com o conhecimento e as habilidades, se tornam indissoci&aacute;veis. Recorrendo a Gee, Hull e Lankshear (1996) e a Coiro et al. (2008), a autora refere que a aquisi&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de compet&ecirc;ncia na era digital &eacute; um <i>mindset </i>que permite ao utilizador adaptar-se aos novos requisitos impostos pela evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias. Para al&eacute;m disso, defende que o &ldquo;tornar-se competente&rdquo; deve inserir-se numa pr&aacute;tica social que inclui determinadas formas de falar sobre a tecnologia e de interagir socialmente com ela, bem como um conjunto de cren&ccedil;as e valores sobre a mesma. A aquisi&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da compet&ecirc;ncia compreendem, assim, uma forma espec&iacute;fica de agir e interagir com tecnologias &ndash; o que implica atitudes espec&iacute;ficas &ndash;, de as compreender &ndash; o que implica a exist&ecirc;ncia de conhecimento espec&iacute;fico &ndash;, e de ser capaz de as utilizar &ndash; o que implica habilidades espec&iacute;ficas. Ser-se digitalmente competente envolve, por isso, um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes, capacidades e estrat&eacute;gias necess&aacute;rio para usar as tecnologias e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o digitais para executar tarefas, resolver problemas, comunicar, gerir informa&ccedil;&otilde;es, colaborar, criar e partilhar conte&uacute;do, e construir conhecimento de forma eficaz, eficiente, adequada, cr&iacute;tica, criativa, aut&oacute;noma, flex&iacute;vel, &eacute;tica e reflexiva, para o trabalho, o lazer, a participa&ccedil;&atilde;o, a aprendizagem e a socializa&ccedil;&atilde;o (Ferrari, 2012).</p>     <p>De um modo geral pode-se concluir que, ainda que cada autor, entidade ou organismo enfatize diferentes aspetos, todos parecem concorrer para as no&ccedil;&otilde;es de que a literacia e compet&ecirc;ncia digital s&atilde;o conceitos multidimensionais que envolvem a integra&ccedil;&atilde;o complexa de processos t&eacute;cnicos, cognitivos, metacognitivos e de consci&ecirc;ncia c&iacute;vica e &eacute;tica. Acresce, tamb&eacute;m, a no&ccedil;&atilde;o de que se deve tomar em considera&ccedil;&atilde;o dimens&otilde;es concetuais e cr&iacute;ticas, a capacidade para compreender a natureza subjacente aos fen&oacute;menos tecnol&oacute;gicos, bem como o conhecimento das implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e sociais que derivam da utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias digitais. A defini&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia digital proposta por Ferrari (2012), e anteriormente apresentada, serviu de base ao desenvolvimento do quadro de refer&ecirc;ncia para a compet&ecirc;ncia digital, sendo assim esta que se vai adotar neste artigo. &Eacute; sobre este quadro que o presente trabalho se debru&ccedil;a a partir deste ponto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O quadro europeu de refer&ecirc;ncia para a compet&ecirc;ncia digital (DigComp)</b></p>     <p><b><i>Objetivos, metodologia e estrutura do DigComp</i></b></p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o do quadro europeu de compet&ecirc;ncia digital (DigComp) surg no &acirc;mbito de um estudo desenvolvido pelo <i>Joint Research Centre</i> (JRC) - <i>Institute for Prospective Technological Studies</i> (IPTS), um dos 7 institutos de investiga&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia, no &acirc;mbito de um acordo administrativo institu&iacute;do com a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o e da Cultura (DGEC) dessa mesma Comiss&atilde;o. O estudo foi desenvolvido entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012 e teve como objetivos chave: i) identificar as principais componentes da compet&ecirc;ncia digital em termos dos conhecimentos, habilidades e atitudes necess&aacute;rios para se ser digitalmente competente; ii) desenvolver um quadro de refer&ecirc;ncia descritivo que pudesse contribuir para a orienta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de processos de forma&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e acredita&ccedil;&atilde;o e iii) propor um roteiro para poss&iacute;vel utiliza&ccedil;&atilde;o do quadro de refer&ecirc;ncia para todos os cidad&atilde;os europeus. A constru&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; proposta do DigComp foi concretizada em v&aacute;rias etapas, as quais inclu&iacute;ram:</p> <ol>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>o mapeamento concetual do conceito de compet&ecirc;ncia digital (Ala-Mutka, 2011);</li>       <li>um relat&oacute;rio com estudos de caso que incluiu a an&aacute;lise de 15 referenciais atuais de compet&ecirc;ncia digital (Ferrari, 2012);</li>     </ol> <ul>       <li>uma consulta <i>online </i>a cerca de 95 <i>stakeholders</i>, a partir da qual foram coligidos e estruturados os contributos sobre os principais componentes da compet&ecirc;ncia digital (Janssen &amp; Stoyanov, 2012);</li>     </ul> <ol>       <li>um <i>workshop </i>de especialistas que serviu para refinar e validar o <i>input</i> resultante da consulta <i>online </i>realizada;</li>       <li>o esbo&ccedil;o de uma proposta para um quadro conceptual, que contempla os quatro pontos/contributos anteriores;</li>       <li>a consulta <i>online </i>a m&uacute;ltiplos <i>stakeholders </i>que permitiu alcan&ccedil;ar um consenso e refinar os descritores;</li>     </ol> <ul>       <li>uma proposta final incluindo o feedback fornecido pelos <i>stakeholders </i>envolvidos.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p>A proposta final consistiu em dois produtos, que se relacionam entre si:</p> <ul>       <li>uma grelha de autoavalia&ccedil;&atilde;o que prop&otilde;e as &aacute;reas de compet&ecirc;ncia digital e descritores para tr&ecirc;s n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia, dispon&iacute;vel no Europass;</li>       <li>um quadro de refer&ecirc;ncia que compreende cinco dimens&otilde;es:</li>     </ul>     <p>Dimens&atilde;o 1: &aacute;reas de compet&ecirc;ncia;</p>     <p>Dimens&atilde;o 2: compet&ecirc;ncias pertinentes para cada &aacute;rea;</p>     <p>Dimens&atilde;o 3: n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia previstos para cada compet&ecirc;ncia;</p>     <p>Dimens&atilde;o 4: exemplos de conhecimentos, habilidades e atitudes aplic&aacute;veis a cada compet&ecirc;ncia (os exemplos n&atilde;o s&atilde;o diferenciados em n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia);</p>     <p>Dimens&atilde;o 5: exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia a diferentes prop&oacute;sitos (os exemplos s&atilde;o diferenciados em n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde a sua publica&ccedil;&atilde;o, em 2013, que o DigComp tem passado por processos de revis&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o, muito em virtude do ritmo acelerado com que a nossa sociedade, as tecnologias, o mercado de trabalho e a educa&ccedil;&atilde;o se movem, bem como do feedback recolhido junto de diferentes atores que t&ecirc;m estado a implementar o quadro nos seus pa&iacute;ses. O resultado da primeira de duas fases de atualiza&ccedil;&atilde;o previstas para o DigComp foi publicado em 2016 (Vuorikari et al., 2016) e tornou-se conhecido como DigComp 2.0, ao mesmo tempo que atribuiu &agrave; primeira vers&atilde;o a denomina&ccedil;&atilde;o de DigComp 1.0. A atualiza&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio em 2015 com o feedback do Grupo de Trabalho para as Compet&ecirc;ncias Transversais da estrat&eacute;gia Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o 2020 e envolveu, para al&eacute;m do JRC-IPTS e da DGEC, outros <i>stakeholders </i>como a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclus&atilde;o, a fim de assegurar a complementaridade entre a&ccedil;&otilde;es existentes e emergentes (por exemplo, a campanha <i>eSkills for jobs</i>, o Mercado &Uacute;nico Digital, etc.). O DigComp 2.0 introduz altera&ccedil;&otilde;es no vocabul&aacute;rio utilizado, no nome das &aacute;reas de compet&ecirc;ncia (dimens&atilde;o 1), na designa&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias e dos descritores (dimens&atilde;o 2), que agora incluem atualiza&ccedil;&otilde;es relevantes sobre, por exemplo, a legisla&ccedil;&atilde;o da UE no que diz respeito &agrave; recente reforma da prote&ccedil;&atilde;o de dados<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, e um alinhamento mais vis&iacute;vel e expl&iacute;cito com outros documentos, tais como o Quadro de Avalia&ccedil;&atilde;o Global da Literacia da Informa&ccedil;&atilde;o e Medi&aacute;tica (UNESCO, 2013). O resultado da &uacute;ltima fase de atualiza&ccedil;&atilde;o foi publicado em 2017 (Carretero, Vuorikari &amp; Punie, 2017) e tornou-se conhecido como DigComp 2.1. Esta atualiza&ccedil;&atilde;o diz respeito ao aumento do n&uacute;mero de n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia (dimens&atilde;o 3), de tr&ecirc;s para oito, que s&atilde;o, de acordo com os seus autores, mais refinados, de modo a permitirem o desenvolvimento de materiais de aprendizagem/forma&ccedil;&atilde;o direcionados para o desenvolvimento desta compet&ecirc;ncia, o desenho de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia digital, a orienta&ccedil;&atilde;o profissional ou a promo&ccedil;&atilde;o laboral. A revis&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia contou com a participa&ccedil;&atilde;o e contribui&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios <i>stakeholders </i>e peritos durante mais de um ano e a sua valida&ccedil;&atilde;o foi feita mediante consulta <i>online</i>. Para cada n&iacute;vel de profici&ecirc;ncia s&atilde;o ainda apresentados novos exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia para contextos de aprendizagem e de emprego (dimens&atilde;o 5). Desde a proposta inicial, a dimens&atilde;o 4 foi aquela que n&atilde;o sofreu qualquer atualiza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. A estrutura do DigComp foi elaborada a partir do Quadro Europeu eCompetence<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> (eCF) para profissionais em TIC por apresentar uma estrutura clara, validada e amplamente implementada por v&aacute;rios <i>stakeholders </i>a n&iacute;vel europeu, do Quadro Comum Europeu de Refer&ecirc;ncia para as L&iacute;nguas (QECR) e do Quadro Europeu de Qualifica&ccedil;&otilde;es para a Aprendizagem ao Longo da Vida<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> (QEQ).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>&Aacute;reas de compet&ecirc;ncia e compet&ecirc;ncias</b></p>     <p>As &aacute;reas de compet&ecirc;ncia digital identificadas correspondem &agrave;s da "Literacia de informa&ccedil;&atilde;o e de dados", "Comunica&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o", "Cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do digital", "Seguran&ccedil;a" e "Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas". Para cada uma delas foram identificadas uma s&eacute;rie de compet&ecirc;ncias relacionadas, totalizando 21. As compet&ecirc;ncias identificadas em cada &aacute;rea variam em n&uacute;mero, de um m&iacute;nimo de 3 at&eacute; um m&aacute;ximo de 6 (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n4/11n4a10q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; de notar que o DigComp (1.0, 2.0 e 2.1) numera as &aacute;reas de compet&ecirc;ncia de 1 a 5 e todas as compet&ecirc;ncias s&atilde;o, tamb&eacute;m, numeradas sequencialmente, por exemplo, 2.6. A primeira sequ&ecirc;ncia identifica a &aacute;rea de compet&ecirc;ncia e, a segunda, a compet&ecirc;ncia propriamente dita. Esta progress&atilde;o n&atilde;o reflete, no entanto, qualquer tipo de hierarquia. A primeira compet&ecirc;ncia de cada &aacute;rea &eacute; aquela que inclui aspetos mais t&eacute;cnicos: nestas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, o conhecimento, as habilidades e as atitudes apresentam aspetos operacionais como componente principal. Contudo, as habilidades t&eacute;cnicas e operacionais est&atilde;o tamb&eacute;m inclu&iacute;das em cada uma das restantes compet&ecirc;ncias. Por exemplo, a primeira compet&ecirc;ncia listada na &aacute;rea da "Literacia de informa&ccedil;&atilde;o e de dados" &eacute; "Navega&ccedil;&atilde;o, pesquisa e filtragem de dados, informa&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do digital". Estas podem ser entendidas como compet&ecirc;ncias mais t&eacute;cnicas (como saber usar motores de busca, navegar na Internet para obter informa&ccedil;&otilde;es e conte&uacute;do ou saber aplicar filtros), ao passo que a segunda compet&ecirc;ncia listada nesta &aacute;rea, "Avalia&ccedil;&atilde;o de dados, informa&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do digital", inclui n&iacute;veis mais elevados de compreens&atilde;o e pensamento cr&iacute;tico, como, por exemplo, julgar a validade do conte&uacute;do encontrado na Internet, avali&aacute;-lo e interpret&aacute;-lo.</p>     <p>As &aacute;reas de compet&ecirc;ncia 1, 2 e 3 s&atilde;o bastante lineares, enquanto que as &aacute;reas 4 e 5 s&atilde;o mais transversais. Isto significa que, ao passo que as primeiras &aacute;reas se referem a compet&ecirc;ncias que podem ser rastreadas em atividades e utiliza&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, as duas &uacute;ltimas aplicam-se a qualquer tipo de atividade que se realize atrav&eacute;s de meios digitais. Tal n&atilde;o significa que as tr&ecirc;s primeiras n&atilde;o estejam interrelacionadas. Embora cada uma delas tenha a sua pr&oacute;pria especificidade, h&aacute; v&aacute;rios pontos que se sobrep&otilde;em e refer&ecirc;ncias que se cruzam com outras &aacute;reas. A este respeito conv&eacute;m referir que a &aacute;rea relativa &agrave; "Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas" &eacute; a de compet&ecirc;ncia mais transversal de todas. Embora surja como &aacute;rea de compet&ecirc;ncia independente no quadro de refer&ecirc;ncia, a "Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas" pode ser encontrada em todas as outras &aacute;reas de compet&ecirc;ncia. Por exemplo, a &aacute;rea relativa &agrave; "Literacia de informa&ccedil;&atilde;o e de dados" inclui a compet&ecirc;ncia "Avalia&ccedil;&atilde;o de dados, da informa&ccedil;&atilde;o e de conte&uacute;dos digitais", que faz parte da dimens&atilde;o cognitiva da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, como j&aacute; foi referido. A "Comunica&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o" e a "Cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do digital" incluem v&aacute;rios elementos da &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas&rdquo; (nomeadamente interagir, colaborar, desenvolver conte&uacute;dos, integrar e reelaborar, programar...). Apesar de se terem inclu&iacute;do elementos da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas em &aacute;reas de compet&ecirc;ncia relevantes, a equipa que desenvolveu o DigComp 1.0 considerou necess&aacute;rio criar uma &aacute;rea independente dedicada &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de problemas pela relev&acirc;ncia da mesma no que diz respeito &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o de tecnologias e pr&aacute;ticas digitais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>N&iacute;veis de profici&ecirc;ncia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O DigComp 1.0 propunha tr&ecirc;s n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia para a dimens&atilde;o 3 e o DigComp 2.1 prop&otilde;e oito. Estes oito n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia traduzem-se em resultados de aprendizagem que s&atilde;o definidos atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de verbos de a&ccedil;&atilde;o (utilizando a taxonomia de <i>Bloom</i>) e inspirados pelo vocabul&aacute;rio do QEQ. A descri&ccedil;&atilde;o de cada n&iacute;vel de profici&ecirc;ncia cont&eacute;m conhecimentos, habilidades e atitudes apresentados num descritor &uacute;nico para cada n&iacute;vel de profici&ecirc;ncia. Cada n&iacute;vel representa um passo em frente no desenvolvimento da compet&ecirc;ncia por parte do cidad&atilde;o, de acordo com o desafio cognitivo, a complexidade das tarefas que cada um pode executar e o grau de autonomia na conclus&atilde;o das tarefas. A t&iacute;tulo de exemplo, um cidad&atilde;o classificado no n&iacute;vel 2 &eacute; capaz de lembrar e realizar uma tarefa simples com a ajuda de algu&eacute;m quando precisa. Um cidad&atilde;o classificado no n&iacute;vel 5, no entanto, pode aplicar o conhecimento, realizar tarefas diferentes e resolver problemas, e tamb&eacute;m ajuda outros a faz&ecirc;-lo. Os seis primeiros n&iacute;veis do DigComp 2.1 est&atilde;o relacionados com os tr&ecirc;s n&iacute;veis identificados no DigComp 1.0, mas dois novos n&iacute;veis foram adicionados, que correspondem a um n&iacute;vel altamente especializado (<a href="#q2">Quadro 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v11n4/11n4a10q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conhecimentos, habilidades e atitudes</b></p>     <p>O DigComp 1.0 apresenta uma lista, embora n&atilde;o exaustiva, de conhecimentos, habilidades e atitudes para cada compet&ecirc;ncia (dimens&atilde;o 4) que, como referido anteriormente, foi a &uacute;nica dimens&atilde;o que n&atilde;o sofreu qualquer altera&ccedil;&atilde;o desde a publica&ccedil;&atilde;o inicial. Os conhecimentos previstos s&atilde;o te&oacute;ricos e/ou factuais. As habilidades previstas s&atilde;o cognitivas - envolvendo a utiliza&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica, da intui&ccedil;&atilde;o e do pensamento cr&iacute;tico -, e pr&aacute;ticas - envolvendo a destreza manual e a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, materiais, ferramentas e instrumentos. Em termos de atitudes toma-se como essencial que os cidad&atilde;os sejam cr&iacute;ticos e reflexivos face &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, que sejam utilizadores respons&aacute;veis e interessados no envolvimento de comunidades e redes digitais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Aplica&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia a diferentes prop&oacute;sitos</b></p>     <p>O DigComp 2.1 apresenta, tamb&eacute;m, novos exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o de cada uma das compet&ecirc;ncias a diferentes prop&oacute;sitos. Embora os prop&oacute;sitos sugeridos se dirijam especificamente a contextos de Aprendizagem e de Emprego, podem ser tidos em linha de conta outros como sejam o Lazer, o Social, o Comprar e Vender, a Cidadania e o Bem-estar. No DigComp 2.1, os exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o diferenciados de acordo com os n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia propostos em formato de cascata, i.e., para uma compet&ecirc;ncia s&atilde;o dados exemplos para um n&iacute;vel, para a compet&ecirc;ncia seguinte s&atilde;o dados exemplos no n&iacute;vel seguinte e assim sucessivamente. Por exemplo, as compet&ecirc;ncias 1.1 e 1.2 apresentam exemplos para o n&iacute;vel b&aacute;sico, as 1.3 e 2.1 para o n&iacute;vel interm&eacute;dio, etc. A t&iacute;tulo de exemplo, e tomando de novo a compet&ecirc;ncia 1.1 &ldquo;Navega&ccedil;&atilde;o, pesquisa e filtragem de dados, informa&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;dos digitais&rdquo;, apresentamos um exemplo de aplica&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia para os n&iacute;veis 2, 5 e 8, para um contexto de Emprego:</p> <ul>       <li>N&iacute;vel 2: Com a ajuda, se necess&aacute;ria, de um(a) conselheiro(a) de emprego sou capaz de identificar, a partir de uma lista, os portais de emprego que me podem ajudar a procurar um emprego.</li>       <li>N&iacute;vel 5: Sou capaz de mostrar a um(a) amigo(a) como encontrar aplicativos no seu <i>smartphone</i>, utilizando diferentes palavras-chave e crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o para selecionar aqueles que melhor se enquadram no seu perfil de emprego.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>N&iacute;vel 8: Sou capaz de criar novos aplicativos ou plataformas para navegar, pesquisar e filtrar portais e ofertas de emprego, de acordo com as necessidades de candidatos a emprego.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o atual do DigComp e suas implica&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Desde 2013, data da publica&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; vers&atilde;o, que tem havido v&aacute;rias aplica&ccedil;&otilde;es do DigComp a n&iacute;vel europeu<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Uma an&aacute;lise das diversas aplica&ccedil;&otilde;es permite identificar como grupos-alvo principais, embora n&atilde;o exclusivamente, os cidad&atilde;os com capacidade reduzida para utilizar tecnologias digitais no dia a dia, os desempregados e aqueles que procuram emprego, os empregadores &agrave; procura de novos funcion&aacute;rios e os docentes e formadores. Identificam-se tamb&eacute;m, e essencialmente, tr&ecirc;s categorias de uso: (i) formula&ccedil;&atilde;o e apoio de pol&iacute;ticas; (ii) <i>design </i>instrucional para a educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego; e (iii) avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o.Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira categoria, o DigComp serviu, por exemplo, para o desenvolvimento do &Iacute;ndice da Digitalidade da Economia e Sociedade (DESI), cujos indicadores relativos &agrave; compet&ecirc;ncia digital se baseiam nas &aacute;reas da &ldquo;Literacia de informa&ccedil;&atilde;o e de dados&rdquo;, &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;Cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do digital&rdquo; e &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas&rdquo;. Em Espanha, desde 2014 que o Governo Basco utiliza a grelha de autoavalia&ccedil;&atilde;o do DigComp, disponibilizada no Europass, enquanto ferramenta gratuita de diagn&oacute;stico para avaliar a compet&ecirc;ncia digital dos seus cidad&atilde;os. Criou tamb&eacute;m, nessa altura, um servi&ccedil;o p&uacute;blico que certifica a compet&ecirc;ncia digital dos cidad&atilde;os e dos funcion&aacute;rios para permitir &agrave;s empresas e administra&ccedil;&otilde;es avaliar mais criteriosamente as compet&ecirc;ncias digitais das pessoas nas suas organiza&ccedil;&otilde;es, e daquelas que a elas se pretendam candidatar (Vuorikari et al., 2016).</p>     <p>A segunda categoria de utiliza&ccedil;&atilde;o do DigComp, referente ao <i>design </i>instrucional para a educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego, &eacute; aquela que inclui mais iniciativas de implementa&ccedil;&atilde;o. O quadro de refer&ecirc;ncia tem sido utilizado, por exemplo, para desenvolver novos programas de forma&ccedil;&atilde;o para a educa&ccedil;&atilde;o de adultos (na Flandres), para desenvolver programas de forma&ccedil;&atilde;o profissional para professores (na Espanha, Cro&aacute;cia, Litu&acirc;nia, ou Noruega), ou para orientar programas de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o do setor terci&aacute;rio, como os desenvolvidos pela <i>Telecentre Europe</i> (TE), uma organiza&ccedil;&atilde;o europeia sem fins lucrativos que coordena uma s&eacute;rie de projetos, centros de aprendizagem TIC, centros de educa&ccedil;&atilde;o para adultos e bibliotecas, com o intuito de combater a exclus&atilde;o social e digital (Vuorikari et al., 2016).</p>     <p>N&atilde;o sendo a que inclui mais iniciativas de implementa&ccedil;&atilde;o, os exemplos referentes &agrave; terceira categoria de utiliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o aqueles que resultam em maior visibilidade (Vuorikari et al., 2016). O exemplo do Pa&iacute;s Basco referido anteriormente constitui um deles (avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia digital dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e restantes cidad&atilde;os), mas h&aacute; outras regi&otilde;es e pa&iacute;ses a disponibilizarem ferramentas baseadas no DigComp para a avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o dos seus cidad&atilde;os. A Guadalinfo, rede de autoridades locais e regionais da Regi&atilde;o de Andaluzia, com mais de 760 centros que oferecem acesso gratuito a tecnologias digitais, disponibilizou, em 2015, uma ferramenta de autoavalia&ccedil;&atilde;o com base no DigComp, que liga os resultados dessa avalia&ccedil;&atilde;o com op&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de compet&ecirc;ncia digital nas quais s&atilde;o identificadas lacunas. O <i>Skillage</i><sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> &eacute; um teste <i>online </i>desenvolvido pela TE que pretende avaliar a compreens&atilde;o das tecnologias digitais dos jovens em contexto profissional. Na Pol&oacute;nia, a Funda&ccedil;&atilde;o <i>European Computer Competence Certificate</i> (ECCC) valida e certifica as compet&ecirc;ncias digitais dos cidad&atilde;os. A Dinamarca criou a <i>Digital Competency Wheel </i>para avaliar, certificar e fornecer uma perspetiva geral do n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia digital dos seus cidad&atilde;os<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>No panorama nacional, nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m-se promovido iniciativas que apresentam como &aacute;rea priorit&aacute;ria de interven&ccedil;&atilde;o a melhoria da literacia, da qualifica&ccedil;&atilde;o e da inclus&atilde;o digital. Destacam-se, por exemplo, a Agenda Portugal Digital, aprovada em 2012 e atualizada em 2015 ou a Estrat&eacute;gia Nacional para a Inclus&atilde;o e Literacia Digitais (ENILD) (2015-2020), aprovada em 2014 e promovida pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT), em colabora&ccedil;&atilde;o com diversos <i>stakeholders</i>. A ENILD assentava em tr&ecirc;s eixos operacionais, articul&aacute;veis entre si, cada um deles com um objetivo espec&iacute;fico: (1) a ado&ccedil;&atilde;o de um quadro de refer&ecirc;ncia com base no DigComp (1.0, pois era a vers&atilde;o dispon&iacute;vel na altura) para avaliar, reconhecer e validar as compet&ecirc;ncias digitais dos portugueses, (2) a implementa&ccedil;&atilde;o de uma rede &agrave; escala nacional que pudesse mobilizar infraestruturas e recursos, e (3) a compila&ccedil;&atilde;o e disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma ampla oferta de recursos destinados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias digitais.</p>     <p>Pese embora tenham sido desenvolvidas diversas a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito desta estrat&eacute;gia, a ENILD ficou aqu&eacute;m no que &agrave; discuss&atilde;o, defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de um quadro de refer&ecirc;ncia alinhado com o DigComp diz respeito. Na verdade, e ainda que o per&iacute;odo de vig&ecirc;ncia da ENILD continue em curso, a sua situa&ccedil;&atilde;o atual encontra-se indefinida, tendo sido, aparentemente, substitu&iacute;da (ou assimilada) pela iniciativa nacional para a compet&ecirc;ncia digital: a INCoDe.2030.</p>     <p>A INCoDe.2030 &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o integrada de pol&iacute;tica p&uacute;blica do XXI Governo, dedicada ao refor&ccedil;o de compet&ecirc;ncias digitais, que pretende posicionar Portugal e os portugueses no grupo de topo dos pa&iacute;ses europeus em compet&ecirc;ncias digitais num horizonte que se estende at&eacute; 2030 (Portugal INCoDe.2030, 2017). A iniciativa identifica tr&ecirc;s desafios: (i) generalizar a inclus&atilde;o, (ii) estimular a empregabilidade; e (iii) produzir novo conhecimento atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o internacional, que ser&atilde;o enfrentados atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de medidas que se estruturam em torno de cinco eixos de a&ccedil;&atilde;o:</p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Eixo 1. Inclus&atilde;o: assegurar a generaliza&ccedil;&atilde;o do acesso equitativo &agrave;s tecnologias digitais a toda a popula&ccedil;&atilde;o, para obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o;</li>       <li>Eixo 2. Educa&ccedil;&atilde;o: assegurar a educa&ccedil;&atilde;o das camadas mais jovens da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do est&iacute;mulo e refor&ccedil;o nos dom&iacute;nios da literacia digital e das compet&ecirc;ncias digitais em todos os ciclos de ensino e de aprendizagem ao longo da vida;</li>       <li>Eixo 3. Qualifica&ccedil;&atilde;o: capacitar profissionalmente a popula&ccedil;&atilde;o ativa dotando-a dos conhecimentos necess&aacute;rios &agrave; integra&ccedil;&atilde;o num mercado de trabalho que depende fortemente de compet&ecirc;ncias digitais;</li>       <li>Eixo 4. Especializa&ccedil;&atilde;o: promover a especializa&ccedil;&atilde;o em tecnologias digitais e aplica&ccedil;&otilde;es para a qualifica&ccedil;&atilde;o do emprego e a cria&ccedil;&atilde;o de maior valor acrescentado na economia;</li>       <li>Eixo 5. Investiga&ccedil;&atilde;o: garantir as condi&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e a participa&ccedil;&atilde;o ativa em redes e programas internacionais de I&amp;D.</li>     </ul>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do previsto para a ENILD, a INCoDe.2030 tamb&eacute;m assume o DigComp, neste caso a vers&atilde;o 2.0, enquanto documento estruturante e orientador (Portugal INCoDe.20130, 2017) de diversas medidas, como sejam, por exemplo, o desenvolvimento de um sistema de autodiagn&oacute;stico de compet&ecirc;ncias digitais para o cidad&atilde;o ou a adapta&ccedil;&atilde;o de um quadro de refer&ecirc;ncia &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas dos trabalhadores em fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Estas s&atilde;o, como acab&aacute;mos de elencar, semelhantes a algumas das medidas j&aacute; em curso em diferentes pa&iacute;ses europeus e, embora as mesmas n&atilde;o se constituam como uma lista exaustiva, permitem antever uma s&eacute;rie de implica&ccedil;&otilde;es que podem advir da ado&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de um quadro de refer&ecirc;ncia europeu.</p>     <p>Tomando as diferentes categorias de uso elencadas no in&iacute;cio desta sec&ccedil;&atilde;o - (i) formula&ccedil;&atilde;o e apoio de pol&iacute;ticas; (ii) <i>design </i>instrucional para a educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego, (iii) avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o -, poderemos sintetizar referindo que o quadro europeu de refer&ecirc;ncia pode, respetivamente, contribuir para: (i) medir o n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia digital da popula&ccedil;&atilde;o ou de diferentes grupos-alvo; definir metas pol&iacute;ticas para o desenvolvimento dessa compet&ecirc;ncia; (ii) contribuir para a defini&ccedil;&atilde;o de programas/projetos espec&iacute;ficos ou apoiar a comunica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas relativamente a diferentes grupos-alvo; (iii) rever curr&iacute;culos, programas e conte&uacute;dos; desenvolver curr&iacute;culos/programas para determinadas fun&ccedil;&otilde;es ou grupos-alvo; (re)orientar o desenvolvimento de materiais de aprendizagem; promover a ado&ccedil;&atilde;o de novas metodologias de forma&ccedil;&atilde;o, de ensino e de aprendizagem; identificar lacunas de compet&ecirc;ncia e oportunidades de desenvolvimento; analisar, numa perspetiva prospetiva, o mercado de trabalho setorial e necessidades de forma&ccedil;&atilde;o; definir perfis digitais para determinadas fun&ccedil;&otilde;es/profiss&otilde;es; descrever ofertas de emprego e avaliar candidatos a emprego; e (iii) criar um sistema de certifica&ccedil;&atilde;o reconhecido e compar&aacute;vel entre os diferentes estados membros.</p>     <p>Tratando-se de uma iniciativa bastante recente, anunciada em mar&ccedil;o de 2017, &eacute; natural que a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias medidas, nomeadamente no que ao DigComp diz respeito, seja ainda escassa. Trata-se de uma iniciativa de import&acirc;ncia relevante para o contexto nacional que se espera n&atilde;o perder o seu ritmo ou desviar-se daquilo que s&atilde;o os pressupostos que permitam, por exemplo, a compara&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel europeu, das &aacute;reas de compet&ecirc;ncia, compet&ecirc;ncias e n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia, mantendo Portugal alinhado com os restantes pa&iacute;ses que optem por se posicionarem numa atitude de paridade total entre si no espa&ccedil;o europeu.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A Recomenda&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu e do Conselho (2006) preconiza o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital como uma das oito compet&ecirc;ncias-chave para a aprendizagem ao longo da vida e transversal &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de todas as outras, como sejam a comunica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua materna, em l&iacute;ngua estrangeira, ou o aprender a aprender. Este documento desencadeou um conjunto de iniciativas que priorizam o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital como forma de combater o d&eacute;fice digital e promover o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias que se exigem aos cidad&atilde;os de hoje, para uma inclus&atilde;o digital satisfat&oacute;ria e uma participa&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica ativa e consciente em diverso sectores da sociedade. Simultaneamente, criou a necessidade de desenvolver um quadro comum de refer&ecirc;ncia que potencie a compreens&atilde;o e o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital e que permita uma aferi&ccedil;&atilde;o de descritores transversais com a finalidade de possibilitar o desenvolvimento e a avalia&ccedil;&atilde;o de diversas iniciativas.</p>     <p>O quadro europeu de refer&ecirc;ncia para a compet&ecirc;ncia digital &eacute; o resultado de um estudo com base na consulta e participa&ccedil;&atilde;o ativa de uma vasta gama de intervenientes (decisores pol&iacute;ticos, investigadores, <i>stakeholders</i>) ligados a diferentes &aacute;reas (ind&uacute;stria, educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, emprego, parceiros sociais). Compreende um total de 21 compet&ecirc;ncias distribu&iacute;das por cinco &aacute;reas de compet&ecirc;ncia distintas - &ldquo;Literacia de informa&ccedil;&atilde;o e de dados&rdquo;, &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;Cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do digital&rdquo;, &ldquo;Seguran&ccedil;a&rdquo; e &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas&rdquo; -, e fornece uma linguagem comum sobre a forma de definir, identificar e descrever as principais &aacute;reas de compet&ecirc;ncia digital, oferecendo, portanto uma refer&ecirc;ncia comum a n&iacute;vel europeu.</p>     <p>Desde 2013 tem sido utilizado para v&aacute;rios fins, particularmente para (i) a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas conducentes ao desenvolvimento da compet&ecirc;ncia digital, (ii) o <i>design </i>instrucional para a educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e emprego, e (iii) a avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o. O n&iacute;vel de abstra&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias previstas no quadro permite que as mesmas sejam adaptadas a um grupo-alvo espec&iacute;fico, ou a qualquer contexto a que se apliquem. Todas as inova&ccedil;&otilde;es, altera&ccedil;&otilde;es e/ou modifica&ccedil;&otilde;es a que o quadro de refer&ecirc;ncia, pela sua natureza, esteve exposto, foram objeto de escrut&iacute;nio atento dos autores, que, entretanto, se materializou na vers&atilde;o portuguesa do DigComp 2.1 (Lucas &amp; Moreira, 2017).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Adeyemon, E. (2009). Integrating digital literacies into outreach services for underserved youth populations. <i>Reference Librarian, 50</i>(1), 85-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943193&pid=S1646-5954201700040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ala-Mutka, K. (2011). <i>Mapping Digital Competence: Towards a Conceptual Understanding</i>. Sevilha: JRC-IPTS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943195&pid=S1646-5954201700040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Amiel, T. (2006). Mistaking computers for technology: Technology literacy and the digital divide. <i>AACE Journal, 14</i>(3), 235-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943197&pid=S1646-5954201700040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Aresta, M., Santos, C., Pedro, L., &amp; Moreira, A. (2013). Higher Education Institutions and Digital Identity: New Needs, New Skills? In S. Warburton &amp; S. Hatzipanagos (Eds.), <i>Digital Identity and Social Media</i> (pp. 176-191). Hershey, PA: IGI Global</p>     <!-- ref --><p>Borges, J., &amp; Oliveira, L. (2011). Compet&ecirc;ncias infocomunicacionais em ambientes digitais. <i>Observatorio (OBS*) Journal, 5</i>(4), 291-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943200&pid=S1646-5954201700040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Buckingham, D. (2007). Digital media literacies: rethinking media education in the age of the Internet. <i>Research in Comparative and International Education, 2</i>(1), 43&ndash;55.</p>     <!-- ref --><p>Calvani, A., Fini, A., &amp; Ranieri, M. (2010). Digital competence in K-12: theoretical models, assessment tools and empirical research. <i>An&agrave;lisi, 40</i>, 157-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943203&pid=S1646-5954201700040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carretero, S., Vuorikari, R., &amp; Punie, Y. (2017). <i>DigComp 2.1: The Digital Competence Framework for Citizens with eight proficiency levels and examples of use</i>. European Commission: JRC Scientific and Policy Reports. Luxembourg: Publications Office of the European Union.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943205&pid=S1646-5954201700040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Coiro, J., Knobel, M., Lankshear, C., &amp; Leu, D. J. (2008). <i>Handbook of research on new literacies</i>. New York, Ny: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943207&pid=S1646-5954201700040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Comiss&atilde;o Europeia. (2008). <i>Digital Literacy European Commission Working Paper and Recommendations from Digital Literacy High-Level Expert Group</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ifap.ru/library/book386.pdf" target="_blank">http://www.ifap.ru/library/book386.pdf</a></p>     <p>Comiss&atilde;o Europeia. (2010). <i>Uma Agenda Digital para a Europa</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Conselho Econ&oacute;mico e Social Europeu ao Comit&eacute; das Regi&otilde;es. Bruxelas, COM (2010) 245 final.</p>     <p>Comiss&atilde;o Europeia. (2012). <i>Repensar a educa&ccedil;&atilde;o - Investir nas compet&ecirc;ncias para melhores resultados socioecon&oacute;micos</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comit&eacute; Econ&oacute;mico e Social Europeu e ao Comit&eacute; das Regi&otilde;es. Bruxelas, COM (2012) 669 final.</p>     <p>Comiss&atilde;o Europeia. (2013). <i>Abrir a Educa&ccedil;&atilde;o: Ensino e aprendizagem para todos de maneira inovadora gra&ccedil;as &agrave;s novas tecnologias e aos Recursos Educativos Abertos</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Conselho Econ&oacute;mico e Social Europeu ao Comit&eacute; das Regi&otilde;es. Bruxelas, COM (2013) 654 final/3.</p>     <p>Comiss&atilde;o Europeia. (2016). <i>Human Capital: Digital inclusion and skills</i>. Europe&rsquo;s Digital Progress Report 2016.</p>     <p>Costa, F., Peralta, H., Rodrigues, A., Dias, P., Os&oacute;rio, A., Gomes, M. J., &hellip;, Valente, L. (2008). <i>Compet&ecirc;ncias TIC. Estudo de Implementa&ccedil;&atilde;o</i>. <i>Volume I</i>. Lisboa: Universidade de Lisboa.</p>     <p>Eshet-Alkalai, Y. (2004). Digital Literacy. A Conceptual Framework for Survival Skills in the Digital Era. <i>Journal of Educational Multimedia &amp; Hypermedia, 13</i>(1), 93&ndash;106.</p>     <!-- ref --><p>Ferrari, A. (2012). <i>Digital competence in practice: an analysis of frameworks</i>. Sevilha: JRC-IPTS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943216&pid=S1646-5954201700040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferrari, A. (2013). <i>DIGCOMP: A framework for developing and understanding digital competence in Europe</i>. Sevilha: JRC-IPTS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943218&pid=S1646-5954201700040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lucas, M., &amp; Moreira, A. (2017). DigComp 2.1: Quadro Europeu de Compet&ecirc;ncia Digital para Cidad&atilde;os: com oito n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia e exemplos de uso. Aveiro: UA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943220&pid=S1646-5954201700040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gapski, H. (2007). Some Reflections on Digital Literacy. In V. Kamtsiou, L. Stergioulas, &amp; Frans Van Assche (Eds.), <i>Proceedings from the 3rd International Workshop on Digital Literacy</i> (pp. 48-55). Crete: Greece.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943222&pid=S1646-5954201700040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gee, J. P., Hull, G., &amp; Lankshear, C. (1996). <i>The new work order: Behind the language of the new capitalism</i>. Westview Press Boulder.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943224&pid=S1646-5954201700040001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gilster, P. (1997). <i>Digital literacy</i>. Chichester, NY: John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943226&pid=S1646-5954201700040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hatlevik, O. E., &amp; Christophersen, k. A. (2013). Digital competence at the beginning of upper secondary school: Identifying factors explaining digital inclusion. <i>Computers &amp; Education, 63</i>, 240-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943228&pid=S1646-5954201700040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Helsper, E. J., &amp; van Deursen, A. J. A. M. (2015). Digital skills in Europe: Research and policy. In K. Andreasson (Ed.). <i>Digital divides: The new challenges and opportunities of e-inclusion</i> (pp. 125-144). Boca Raton: Taylor &amp; Francis Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943230&pid=S1646-5954201700040001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Horta, M. J., Mendon&ccedil;a, F., &amp; Nascimento, R. (2012). <i>Metas curriculares Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o: 7.&ordm; e 8.&ordm; anos</i>. Lisboa: DGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943232&pid=S1646-5954201700040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ilom&auml;ki, L., Paavola, S., Lakkala, M., &amp; Kantosalo, A. (2014). Digital competence &ndash; an emergent boundary concept for policy and educational research. <i>Education and Information Technologies 21</i>(3), 655-679.</p>     <p>International Society for Technology in Education (ISTE). (2007). The national educational technology standards for students. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.iste.org/docs/pdfs/20-14_ISTE_Standards-S_PDF.pdf" target="_blank">https://www.iste.org/docs/pdfs/20-14_ISTE_Standards-S_PDF.pdf</a></p>     <p>Janssen, J., &amp; Stoyanov, S. (2012). <i>Online consultation on experts&rsquo; views on digital competence</i>. Seville: JRC-IPTS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kanitar, F. (2014). Avalia&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias relacionadas com a Literacia de Informa&ccedil;&atilde;o. (Tese de Doutoramento). Dispon&iacute;vel em <a href="https://ria.ua.pt/bitstream/10773/12719/1/tese.pdf" target="_blank">https://ria.ua.pt/bitstream/10773/12719/1/tese.pdf</a></p>     <p>Katz, I.R. (2007). Testing information literacy in digital environments: ETS&rsquo;s iSkills Assessment. <i>Information Technology and Libraries</i>, <i>26</i>(3), 3-12.</p>     <!-- ref --><p>Kress, G. (2010). <i>Multimodality: a social semiotic approach to contemporary communication</i>. New York, NY: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943239&pid=S1646-5954201700040001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Krumsvik, R. (2008). Situated learning and teachers&rsquo; digital competence. <i>Education &amp; Information Technologies, 13</i>(4), 279-290.</p>     <p>Lagarto, J. R., &amp; Marques, H. (2015). <i>Tablets &ndash; Mudando paradigmas do ensinar e do aprender</i>. Porto: Universidade Cat&oacute;lica Editora.</p>     <p>Li, Y., &amp; Ranieri, M. (2010). Are &lsquo;digital natives&rsquo; really digitally competent? &ndash; A study on Chinese teenagers. <i>British Journal of Educational Technology, 41</i>(6), 1029-1042.</p>     <!-- ref --><p>Lopes, P. (2015). Literacia medi&aacute;tica: Pr&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias de adultos em forma&ccedil;&atilde;o na Grande Lisboa. <i>Observatorio (OBS*), 9</i>(2), 47-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943244&pid=S1646-5954201700040001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martin, A., &amp; Grudziecki, J. (2006). DigEuLit: Concepts and Tools for Digital Literacy Development. <i>Innovations in Teaching &amp; Learning in Information &amp; Computer Sciences, 5</i>(4), 246-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943246&pid=S1646-5954201700040001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyers, E. M., Erickson, I., &amp; Small, R. V. (2013). Digital literacy and informal learning environments: An introduction. <i>Learning, Media and Technology, 38</i>(4), 355-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943248&pid=S1646-5954201700040001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Newman, T. (2008). <i>A review of digital literacy in 0 &ndash; 16 year olds: evidence, developmental models, and recommendations</i>. London: Becta.</p>     <!-- ref --><p>OECD. (2010). <i>Are the New Millenium Learners Making the Grade? Technology use and educational performance in PISA</i>. Centre for Educational Research and Innovation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943251&pid=S1646-5954201700040001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Parlamento Europeu e Conselho (2006). Recomenda&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de dezembro de 2006 sobre as compet&ecirc;ncias essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. <i>Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia</i>, L394/310.</p>     <p>Pereira, L. (2011). <i>Conce&ccedil;&otilde;es de literacia digital nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &ndash; estudo a partir do Plano Tecnol&oacute;gico da Educa&ccedil;&atilde;o</i> (Tese de Doutoramento). Dispon&iacute;vel em <a href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/19825/1/Lu%C3%ADs%20Miguel%20Gon%C3%A7alves%20Pereira.pdf" target="_blank">https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/19825/1/Lu%C3%ADs%20Miguel%20Gon%C3%A7alves%20Pereira.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Pereira, S., Pinto, M., Madureira, E. J., Pombo, T., &amp; Guedes, M. (2014). <i>Referencial de Educa&ccedil;&atilde;o para os Media</i>. Lisboa: MEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943255&pid=S1646-5954201700040001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>R&oslash;kenes, F. M., &amp; Krumsvik, R. J. (2016). Prepared to teach ESL with ICT? A study of digital competence in Norwegian teacher education. <i>Computers &amp; Education, 97</i>, 1-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943257&pid=S1646-5954201700040001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Santos R., Azevedo J., Pedro L. (2013) Digital Divide in Higher Education Students&rsquo; Digital Literacy. In: Kurbano&#287;lu S., Grassian E., Mizrachi D., Catts R., &Scaron;piranec S. (Eds.), <i>Worldwide Commonalities and Challenges in Information Literacy Research and Practice </i>(pp. 178-183). ECIL 2013. Communications in Computer and Information Science, vol 397. Springer, Cham</p>     <!-- ref --><p>Selber, S. (2009). <i>Multiliteracies for a Digital Age</i>. USA: Southeastern Illinois University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943260&pid=S1646-5954201700040001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tornero, J. M., &amp; Varis, T. (2010). <i>Media literacy and new humanism.</i> UNESCO Institute for Information Technologies in Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943262&pid=S1646-5954201700040001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>UNESCO. (2011). <i>UNESCO ICT Competency Framework for Teachers</i>. Paris: UNESCO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943264&pid=S1646-5954201700040001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>UNESCO. (2013). <i>Global Media and Information Literacy Assessment Framework: Country Readiness and Competencies</i>. Paris: UNESCO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943266&pid=S1646-5954201700040001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>van Deursen, A. J. A. M. (2010). <i>Internet Skills. Vital assets in an information society</i>. (Tese de Doutoramento). Dispon&iacute;vel em <a href="http://doc.utwente.nl/75133/" target="_blank">http://doc.utwente.nl/75133/</a></p>     <p>van Deursen, A. J. A. M., &amp; van Dijk, J. A. G. M. (2009). Using the Internet: skill related problems in users&rsquo; online behavior. <i>Interacting with Computers, 21</i>(5-6), 393&ndash;402.</p>     <!-- ref --><p>Vuorikari, R., Punie, Y., Carretero, S., &amp; Van den Brande, L. (2016). <i>DigComp 2.0: The Digital Competence Framework for Citizens: Update Phase 1: The Conceptual Reference Model</i>. Sevilha: JRC-IPTS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=943270&pid=S1646-5954201700040001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> <a href="https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000043826/documento/0001" target="_blank">https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000043826/documento/0001</a></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> <a href="http://eskills.fct.pt/" target="_blank">http://eskills.fct.pt/</a></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> <a href="https://www.fct.pt/dsi/competenciasdigitais/cped/index.phtml.en" target="_blank">https://www.fct.pt/dsi/competenciasdigitais/cped/index.phtml.en</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <a href="http://ec.europa.eu/eurostat" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat</a>. Os dados apresentados dizem respeito a cidad&atilde;os com idades compreendidas entre os 16 e 74 anos.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a> </Sup><a href="https://ec.europa.eu/digital-single-market/en/desi" target="_blank">https://ec.europa.eu/digital-single-market/en/desi</a>. Os dados apresentados dizem respeito a cidad&atilde;os com idades compreendidas entre os 16 e 74 anos.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a> </Sup><a href="http://www.dge.mec.pt/quadro-europeu-comum-de-referencia-para-linguas" target="_blank">http://www.dge.mec.pt/quadro-europeu-comum-de-referencia-para-linguas</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a> </Sup><a href="https://europass.cedefop.europa.eu/pt/documents/european-skills-passport/language-passport" target="_blank">https://europass.cedefop.europa.eu/pt/documents/european-skills-passport/language-passport</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> <a href="https://europass.cedefop.europa.eu/pt/resources/digital-competences" target="_blank">https://europass.cedefop.europa.eu/pt/resources/digital-competences</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> <a href="http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=uriserv:OJ.L_.2016.119.01.0001.01.POR&amp;toc=OJ:L:2016:119:FULL" target="_blank">http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=uriserv:OJ.L_.2016.119.01.0001.01.POR&amp;toc=OJ:L:2016:119:FULL</a></p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> A grelha de autoavalia&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel no Europass tamb&eacute;m n&atilde;o sofreu qualquer altera&ccedil;&atilde;o, encontrando-se desatualizada no que diz respeito &agrave;s dimens&otilde;es 1, 2 e 3.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> <a href="http://www.ecompetences.eu/" target="_blank">http://www.ecompetences.eu/</a></p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> <a href="http://www.dges.mctes.pt/NR/rdonlyres/90DBE647-5CB6-4846-B88F-101180D9E425/4890/TheEQFforlifelonglearning_brochure_PT.pdf" target="_blank">http://www.dges.mctes.pt/NR/rdonlyres/90DBE647-5CB6-4846-B88F-101180D9E425/4890/TheEQFforlifelonglearning_brochure_PT.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> <a href="https://ec.europa.eu/jrc/en/digcomp/implementation" target="_blank">https://ec.europa.eu/jrc/en/digcomp/implementation</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> <a href="http://www.skillage.eu/" target="_blank">http://www.skillage.eu/</a></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> <a href="https://ec.europa.eu/jrc/en/digcomp/implementation" target="_blank">https://ec.europa.eu/jrc/en/digcomp/implementation</a></p>      ]]></body><back>
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