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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to find and analyse a special group of profiles, the type of social bonds which they establish as the importance and influence of their preponderance on Twitter during the Lisbon derby between Sport Lisboa e Benfica and Sporting Clube de Portugal, played on the eleventh of December, 2016. We present as a search strategy a case study based on the flow of messages published on the referred network marked with the #benfica and #sporting hashtags during the hour and day of the match. A total sample of 39,540 tweets and retweets posted by 18,710 profiles were interpreted through the Social Networks Analysis (SNA), from the exploratory analysis of the network of mediated relations among Twittersphere users. Based on the observation of the significance of relationships between the interaction unities, we derived to the Network Analysis Visualization (NAV) model and identified, through graphs representative of the data obtained, clues that we believe to be pertinent for the understanding of an audience shaped by the logic of the production and flux of messages affected by a certain culture of fans increasingly connected to the networking world.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Benfica vs Sporting: o derby visto a partir do Twitter</b></p>     <p><b>Benfica vs Sporting: the derby seen from Twitter</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C&eacute;lia Gouveia*, Tiago Lapa*, Branco Di F&aacute;tima*</b></p>     <p>*Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo tem como objetivo encontrar e analisar um determinado conjunto de perfis, o tipo de v&iacute;nculos sociais que estabelecem, assim como a import&acirc;ncia e influ&ecirc;ncia dos seus pap&eacute;is no Twitter durante o derby de Lisboa entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal, realizado no dia 11 de dezembro de 2016. Apresentamos como estrat&eacute;gia de pesquisa um estudo de caso baseado no fluxo de mensagens publicadas na rede social indexadas com as hashtags #benfica e #sporting no dia e hora do derby. Foram interpretados atrav&eacute;s da An&aacute;lise de Redes Sociais (SNA) uma amostra de 39.540 tweets e retweets postados por 18.710 perfis, provenientes da an&aacute;lise explorat&oacute;ria da rede de rela&ccedil;&otilde;es mediadas entre utilizadores da <i>Twittersphere</i>. Com base na observa&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es entre unidades de intera&ccedil;&atilde;o, derivamos para o modelo de An&aacute;lise e Visualiza&ccedil;&atilde;o de Rede (NAV) e identific&aacute;mos, atrav&eacute;s de grafos representativos dos dados obtidos, pistas que julgamos pertinentes para o entendimento de uma audi&ecirc;ncia moldada pela l&oacute;gica da produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de mensagens afetas a uma determinada cultura de f&atilde;s cada vez mais em rede.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Twitter, F&atilde;s, Derby, Benfica, Sporting</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article aims to find and analyse a special group of profiles, the type of social bonds which they establish as the importance and influence of their preponderance on Twitter during the Lisbon derby between <i>Sport Lisboa e Benfica </i>and <i>Sporting Clube de Portugal, </i>played on the eleventh of December, 2016. We present as a search strategy a case study based on the flow of messages published on the referred network marked with the <i>#benfica</i> and <i>#sporting</i> hashtags during the hour and day of the match. A total sample of 39,540 tweets and retweets posted by 18,710 profiles were interpreted through the Social Networks Analysis (SNA), from the exploratory analysis of the network of mediated relations among Twittersphere users. Based on the observation of the significance of relationships between the interaction unities, we derived to the Network Analysis Visualization (NAV) model and identified, through graphs representative of the data obtained, clues that we believe to be pertinent for the understanding of an audience shaped by the logic of the production and flux of messages affected by a certain culture of fans increasingly connected to the networking world.</p>     <p><b>Keywords:</b> Twitter, Fans, Derby, Benfica, Sporting</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A hist&oacute;ria do futebol &eacute; uma hist&oacute;ria de rivalidades e de oposi&ccedil;&atilde;o (Armstrong &amp; Giulianotti, 2001). No contexto do futebol portugu&ecirc;s, este processo &eacute; patente pela centralidade medi&aacute;tica e cultural do jogo como produtor de identidades intensas e profundamente sentidas, tanto a n&iacute;vel nacional como local (Mariovoet, 1998; Cardoso, Xavier &amp; Cardoso, 2007; Pereira, 2012).</p>     <p>O presente estudo centra-se no vulgarmente designado de &ldquo;cl&aacute;ssico&rdquo;, um derby entre os dois hist&oacute;ricos clubes da capital portuguesa, do dia 11 de dezembro de 2016 e a atividade gerada em torno do mesmo na rede social online Twitter. A rivalidade entre o SL Benfica e o Sporting CP surge j&aacute; no final dos anos trinta, do s&eacute;culo passado, como um dos principais motores da narrativa desportiva na imprensa (Domingos &amp; Kumar, 2012). Hoje, fruto da massiva cobertura medi&aacute;tica, quer da imprensa quer das televis&otilde;es, o tema e as vicissitudes do derby percorrem de forma penetrante o quotidiano social.</p>     <p>Nos dias que antecedem o encontro, os jornais exibem capas com linhas de visibilidade predominantemente a vermelho e verde e uma enuncia&ccedil;&atilde;o amb&iacute;gua e fraturante (Domingos &amp; Kumar, 2012). Por outro lado, as televis&otilde;es exibem apontamentos nos programas de informa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m em espa&ccedil;os pr&oacute;prios, criados para corresponder &agrave; procura das audi&ecirc;ncias de rubricas de antevis&atilde;o do derby, pululadas por comentadores publicamente reconhecidos. Contudo, na l&oacute;gica de comunica&ccedil;&atilde;o em rede (Cardoso, 2006), pode-se sustentar que a massifica&ccedil;&atilde;o do desporto, que emergiu em uma sociedade de massas e industrial, se encontra hoje em transi&ccedil;&atilde;o para a dimens&atilde;o informacional (Castells, 2007; Cardoso, Xavier &amp; Cardoso, 2007). No modelo comunicacional em rede o contato com a realidade futebol&iacute;stica torna-se resultado de uma rede de media&ccedil;&atilde;o institu&iacute;da entre diferentes media com o intento de acompanhar a progress&atilde;o das equipas (Cardoso, Xavier &amp; Cardoso, 2007), na qual participam um conjunto variado de atores ligados ao deporto, como atletas, treinadores, &aacute;rbitros, f&atilde;s, comentadores e jornalistas (Kassing <i>et al</i>, 2004).</p>     <p>Como em qualquer derby, este foi um catalisador de paix&otilde;es e de frustra&ccedil;&otilde;es intensas. Levou ao est&aacute;dio milhares de f&atilde;s, a melhor assist&ecirc;ncia da &eacute;poca em jogos da Liga Portugal<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, por&eacute;m, o principal foco da nossa reflex&atilde;o ultrapassa os momentos vividos no est&aacute;dio pelos cerca de 63.312 mil espectadores que se sentaram nas bancadas, transportando-nos para a <i>Twittersphere</i>. Um lugar de encontro dos v&aacute;rios <i>stakeholders</i> afetos ao futebol. Um lugar onde a audi&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; apenas vista como simples consumidores de mensagens pr&eacute;-constru&iacute;das, como na l&oacute;gica de consumo dos media de massas, mas como indiv&iacute;duos que t&ecirc;m a possibilidade de moldar e reformular os conte&uacute;dos dos media de maneira a criar uma rede de discuss&atilde;o e de a&ccedil;&otilde;es coletivas dentro de comunidades, permitindo difundir conte&uacute;do muito para al&eacute;m da sua proximidade geogr&aacute;fica e, assim, impulsionar novas din&acirc;micas de circula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos (Kwak <i>et al</i>, 2010), neste caso de futebol.</p>     <p>Por isso, o foco na plataforma Twitter tem como objetivo demonstrar de que forma o futebol vai muito para al&eacute;m daquilo que se disputa dentro das quatro linhas, das capas dos jornais ou dos sucessivos diretos das televis&otilde;es, no seio da Sociedade em Rede. A ascens&atilde;o da internet &eacute; apenas um aspecto da revolu&ccedil;&atilde;o digital, uma transforma&ccedil;&atilde;o que trouxe um crescente n&uacute;mero de fontes de dados, que incluem &aacute;reas t&atilde;o diversas como as redes sociais online. Estas geram ambientes privilegiados onde os tra&ccedil;os da atividade deixada pelos utilizadores podem lan&ccedil;ar luz sobre o comportamento individual, as modalidades de constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria, as rela&ccedil;&otilde;es sociais e a efic&aacute;cia das comunidades&nbsp;(Papacharissi, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tipo de comportamento que cada indiv&iacute;duo (ou n&oacute;) adota dentro de uma rede social online influencia a din&acirc;mica da informa&ccedil;&atilde;o veiculada. Alguns (n&oacute;s) s&atilde;o mais ativos, criam conte&uacute;do, o que consiste numa a&ccedil;&atilde;o, e cada vez que este conte&uacute;do &eacute; twittado provoca-se um efeito. Por isso, s&atilde;o chamados de <i>posters</i> enquanto os <i>lurkers </i>s&atilde;o aqueles que simplesmente observam ou esporadicamente publicam (Williams <i>et al,</i> 2012).</p>     <p>Da&iacute;, a import&acirc;ncia da An&aacute;lise de Redes Sociais (ARS) com a premissa de que a vida social &eacute; primeiramente criada, e formalmente definida, como um conjunto de n&oacute;s (ou membros da rede) que est&atilde;o ligados por um ou mais tipos de rela&ccedil;&otilde;es (Wasserman &amp; Faust, 1994). Segundo Scott &amp; Carrington&nbsp;(2011), nestes termos, a vida social &eacute; conceptualizada em termos de estruturas de rela&ccedil;&otilde;es entre atores, e n&atilde;o em termos de categorias de atores.</p>     <p>Desta forma, escolhemos analisar a plataforma Twitter. Por que escolhemos analisar esta e n&atilde;o outra rede social online? Porque esta se assume como uma ferramenta de microblogging que permite difundir mensagens (tweets) com um m&aacute;ximo de 140 caracteres, convidando os membros da rede a partilhar acontecimentos num determinado momento, sobretudo, eventos ao vivo (Highfield, 2014). Como Van Dijck (2011) argumenta, &eacute; algo entre um servi&ccedil;o de mensagens curtas, um telefonema, um e-mail e um blog: menos complicado do que manter um blog, menos exclusivo do que falar com uma pessoa por telefone e menos formal do que a troca de e-mails. Note-se ainda, que, ao contr&aacute;rio da maioria dos s&iacute;tios de redes sociais, a rela&ccedil;&atilde;o de seguir e ser seguido n&atilde;o requer reciprocidade (Kwak <i>et al</i>, 2010). Ademais, porque o Twitter n&atilde;o &eacute; uma plataforma prop&iacute;cia &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o extensa e complexa no sentido argumentativo, ainda que os tweets possuam linguagem, normas e s&iacute;mbolos espec&iacute;ficos (Zappavigna, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A intera&ccedil;&atilde;o entre o Twitter e o futebol</b></p>     <p>Desde o seu lan&ccedil;amento oficial em julho de 2006, o Twitter ganhou notoriedade e popularidade em todo o mundo, tornando-se numa das mais importantes redes sociais presentes na Web (Kwak <i>et al,</i> 2010). Al&eacute;m disso, trata-se de uma tecnologia de comunica&ccedil;&atilde;o que se espalhou r&aacute;pida e proeminentemente na vida quotidiana contempor&acirc;nea, incluindo nas comunidades desportivas (Kassing <i>et al</i>, 2004; Pegoraro, 2010; Sanderson, 2014; Rowe, 2014). O seu uso atual &eacute; impressionante: mais de 320 milh&otilde;es de perfis ativos e 500 milh&otilde;es de tweets por dia, em 37 idiomas. Em Portugal, o Twitter tem uma taxa de penetra&ccedil;&atilde;o de 23,6%, segundo um estudo da Marktest (2016).</p>     <p>No contexto desportivo, atletas, federa&ccedil;&otilde;es, ligas, clubes, <i>sponsors</i>, meios de comunica&ccedil;&atilde;o e f&atilde;s usam frequentemente a plataforma de microblogging para comunicar experi&ecirc;ncias, estabelecer v&iacute;nculos, rela&ccedil;&otilde;es comerciais ou formar comunidades de valores partilhados (Sheffer &amp; Schultz, 2010). Kassing &amp; Sanderson (2010) argumentam que o Twitter permitiu aos f&atilde;s comunicar com os <i>stakeholders</i> e responderem aos mesmos, ou seja, melhorar a perce&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia do f&atilde;.</p>     <p>Os grandes eventos desportivos e a cultura desportiva global s&atilde;o centrais na l&oacute;gica cultural do capitalismo tardio (Horne &amp; Manzenreite, 2006), como tal, s&atilde;o elementos importantes na orienta&ccedil;&atilde;o das na&ccedil;&otilde;es no contexto internacional ou global. Os significados sociais destes grandes eventos s&atilde;o hoje mais vis&iacute;veis &agrave; medida que cada vez mais indiv&iacute;duos est&atilde;o conectados &agrave; internet e acedem aos media sociais (Roche, 2000).</p>     <p>Esta tend&ecirc;ncia mostra que vivemos momentos sociais assentes na cultura dos la&ccedil;os sociais mediados, como a&ccedil;&atilde;o conjugada de perfis em rede (Malini, 2016), por isso, plataformas de media sociais, como o Twitter, s&atilde;o arenas de debate p&uacute;blico, onde perfis virtuais espelham as estruturas existentes, sendo respons&aacute;veis por um grande volume de dados que mostram o potencial da internet para reproduzir ou reverter as tradicionais hierarquias de poder ou de influ&ecirc;ncia (Fuchs, 2008, 2016; Cardoso &amp; Di F&aacute;tima, 2013).</p>     <p>A capacidade de mover uma ideia ou opini&atilde;o atrav&eacute;s de uma rede social online cria influ&ecirc;ncia na medida em que ao medir o conte&uacute;do que circula atrav&eacute;s desse sistema, ser&aacute; poss&iacute;vel quantificar uma parte do processo de influ&ecirc;ncia&nbsp;(Barreto, 2015). Muitos perfis de f&atilde;s s&atilde;o hoje influenciadores apaixonados, por isso, embaixadores dos clubes (Domingos, 2012). Na verdade, os f&atilde;s e os clubes est&atilde;o fortemente ligados (Hopwood, Skinner &amp; Kitchin, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos &uacute;ltimos grandes eventos de futebol a n&iacute;vel global foi o Mundial FIFA 2014, no qual foram enviados 672 milh&otilde;es de tweets relacionados com o 2014 #WorldCup, durante os 64 jogos do torneio, merecendo destaque especial o fato de os f&atilde;s terem enviado mais de 35,6 milh&otilde;es de tweets durante a semifinal entre o Brasil (@CBF_Futebol) e Alemanha (@DFB_Team), estabelecendo um novo recorde de tweets para um &uacute;nico evento (Rogers, 2014). Outro grande evento foi o EURO 2016, em que mais de 109 milh&otilde;es de tweets foram enviados com a hashtag #EURO2016<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Na noite da final, durante o jogo entre Fran&ccedil;a e Portugal, foram enviados mais de 14,2 milh&otilde;es de tweets. A discuss&atilde;o em torno da hashtag #PorFra n&atilde;o foi apenas um momento nacional ou europeu, foi tamb&eacute;m um momento global (Collin, 2016 ).</p>     <p>Note-se que o fen&oacute;meno de socializa&ccedil;&atilde;o na internet originou o que se designa por &ldquo;comunidades&rdquo;, grupos de indiv&iacute;duos unidos por um objetivo comum e que cumprem procedimentos comuns, sem que isso tenha que significar a exist&ecirc;ncia de uma liga&ccedil;&atilde;o formal, fora da rede online. O que n&atilde;o significa, por&eacute;m, como afirmam Wellman &amp; Berkowitz (1988), que os atores e as suas a&ccedil;&otilde;es nas redes sociais n&atilde;o sejam vistas como interdependentes em vez de unidades aut&oacute;nomas.</p>     <p>No mundo online, a a&ccedil;&atilde;o de publicar (tuitar) &eacute; entendida como um v&iacute;nculo&nbsp;(Seargeant &amp; Tagg, 2014), dado ser uma atividade social que envolve uma abrangente pr&aacute;tica comunicativa. Os v&iacute;nculos sociais podem ser analisados segundo os processos relacionais, que refletem a proemin&ecirc;ncia de um indiv&iacute;duo em uma rede, e a sua simetria. Nos v&iacute;nculos sim&eacute;tricos a reciprocidade &eacute; central, mas quando esta n&atilde;o se verifica estamos perante um v&iacute;nculo assim&eacute;trico (Cheng <i>et al,</i> 2011). N&atilde;o obstante, da intera&ccedil;&atilde;o mediada nas redes sociais online faz parte uma l&oacute;gica de a&ccedil;&atilde;o, uma a&ccedil;&atilde;o associada para afirmar um conceito ou ideia, para se distanciar ou se aglutinar a conceitos e din&acirc;micas mobilizadoras pr&oacute;prias (Malini, 2016). Nesta perspetiva, um perfil resulta sempre do seu entrela&ccedil;amento com outros perfis.</p>     <p>Se por um lado, os processos do Twitter s&atilde;o id&ecirc;nticos aos da generalidade das redes sociais, por outro, diferenciam-se face aos cong&eacute;neres dada a possibilidade de criar v&iacute;nculos assim&eacute;tricos e unilaterais entre os participantes (Kwak <i>et al</i>, 2010). Se noutras redes sociais online, a regra &eacute;, para que possam existir conex&otilde;es, ambas as partes t&ecirc;m de aceitar o v&iacute;nculo, no Twitter &eacute; poss&iacute;vel seguir um membro da rede, passando a acompanhar as suas publica&ccedil;&otilde;es, sem ser seguido por esse membro. A plataforma gera, assim, duas listas de contatos distintas: os indiv&iacute;duos que o utilizador segue e a dos utilizadores que o seguem. Quanto maior for o n&uacute;mero de seguidores, maior &eacute; a popularidade do utilizador, o impacto que os seus tweets geram na audi&ecirc;ncia (Kwak <i>et al</i>, 2010), e a capacidade de express&atilde;o online de capital social (Palmer &amp; Thompson, 2007), entendida como a capacidade de sedimentar e estabelecer pontes entre conex&otilde;es de adeptos, emergindo diferencia&ccedil;&otilde;es sociais quanto ao poder de cada ator ou n&oacute; de disseminar conceitos ou ideias.</p>     <p>No Twitter, cada vez que uma mensagem &eacute; retweetada provoca um efeito, entendido como a replica&ccedil;&atilde;o de um tweet que foi escrito por outro perfil, estando frequentemente associado a um sentido e a certos valores do item de informa&ccedil;&atilde;o original publicado pelo perfil. Acresce que, de cada vez que um perfil replica um tweet, este est&aacute; a ser o <i>feed</i> de outrem (Malini, 2016). Segundo Van Dijck (2011), o valor textual da comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real reside na rotina quotidiana e permite estabelecer a comunica&ccedil;&atilde;o entre os interlocutores ao mesmo tempo que testa o canal de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No caso do retweeting, embora possa ser visto como o ato de copiar e replicar uma determinada mensagem, na pr&aacute;tica, contribui para uma ecologia conversacional em que as conversas s&atilde;o compostas por uma intera&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de vozes, que d&atilde;o origem a um sentido emocional de contexto conversacional partilhado (Boyd, Golder &amp; Lotan, 2010).</p>     <p>Os retweets s&atilde;o, por isso, um mecanismo chave para a difus&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o no Twitter (Suh <i>et al</i>, 2010). Estes surgiram como uma forma simples, mas poderosa de dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Note-se, ainda, que o retweeting &eacute; uma pr&aacute;tica importante no sentido de entender aquilo que os perfis valorizam e as estrat&eacute;gias que usam na fidelidade comunicativa (Boyd, Golder, &amp; Lotan, 2010). De facto, &eacute; extenso o ecossistema em torno das pr&aacute;ticas de retweeting.</p>     <p>Numa perspetiva, podemos olhar para a realidade da <i>Twittersphere </i>como refletindo as estruturas sociais mediadas identificadas por Wellman (2001), onde &ldquo;o mundo &eacute; composto por redes, e n&atilde;o por grupos&rdquo;. Neste sentido, o autor sugere que, nas plataformas online, os elementos centr&iacute;petos de agrega&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria dominantes n&atilde;o ser&atilde;o mais baseados em l&oacute;gicas particularistas que poder&iacute;amos apelidar de tribais, associadas a v&iacute;nculos e normas mais tradicionais e/ou localizados em contextos sociais espec&iacute;ficos (do qual pode constituir exemplo, ser adepto do clube de uma determinada regi&atilde;o ou bairro), mas em l&oacute;gicas de interesses e disposi&ccedil;&otilde;es mais universais (gosto pelo futebol enquanto desporto), articuladas em rede.</p>     <p>O que nos leva a questionar se os media sociais n&atilde;o s&oacute; mudaram a forma como os atores sociais participam nos eventos desportivos, mas se mudaram igualmente as l&oacute;gicas de segrega&ccedil;&atilde;o, muitas vezes institucionalizadas (em claques ou na segrega&ccedil;&atilde;o nos est&aacute;dios), que podemos apelidar de <i>homofilia</i> <i>club&iacute;stica</i>. Ou, se, por outro lado, a articula&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica das pr&aacute;ticas online estreitou os la&ccedil;os comunit&aacute;rios em uma l&oacute;gica intra-grupal (que espelha o interesse particularista dos f&atilde;s por um dado clube), que refor&ccedil;a a homofilia, entendida como a tend&ecirc;ncia de o &ldquo;contato entre pessoas semelhantes ocorrer numa taxa mais elevada do que entre pessoas diferentes&rdquo; (McPherson, Smith-Lovin &amp; Cook, 2001), em detrimento de uma l&oacute;gica intergrupal (que poder&aacute; espelhar a partilha de um interesse universalista pelo futebol).</p>     <p>Assistir a um jogo de futebol no est&aacute;dio envolve os indiv&iacute;duos nas dimens&otilde;es interpessoais, sociais e experienciais (Palmer &amp; Thompson, 2007). Por&eacute;m, publicar um tweet sobre um determinado jogo, e em particular um derby, &eacute; muito mais que a simples dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o. Esta a&ccedil;&atilde;o permite que se construam e se alimentem v&iacute;nculos online, ainda que nem todos sejam relevantes ou suficientemente sustentados para criar la&ccedil;os de afinidade (Bauman, 2003). Em fun&ccedil;&atilde;o do exposto, e muito embora se reconhe&ccedil;a de antem&atilde;o a complexidade do conceito de comunidade, uma vez que nem todas as rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas ou mantidas nos s&iacute;tios de redes sociais s&atilde;o formas de comunidade, a proposta de Rheingold (2000) pode aplicar-se, em geral, ao fandom de futebol. Ou seja, em torno da filia&ccedil;&atilde;o club&iacute;stica podem formar-se comunidades online que refletem uma comunica&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, sustentada e comprometida, e que resulta em sentimentos de perten&ccedil;a, assumindo que as suas fronteiras podem ser pl&aacute;sticas, difusas e de dif&iacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um exemplo claro de identifica&ccedil;&atilde;o de grupo, sentimento de perten&ccedil;a e lealdade &eacute; a paix&atilde;o por uma equipa de futebol (Morris, 1985; Duarte <i>et al</i>, 2017). A import&acirc;ncia da comunidade, online e offline, para os f&atilde;s de futebol contempor&acirc;neos define-se em termos da sua rela&ccedil;&atilde;o com a equipa, uma esp&eacute;cie de amor tribal (Morris, 1985), reproduzindo um sentimento coletivo de &ecirc;xtase (quando a equipa do clube ganha) ou de desespero ou frustra&ccedil;&atilde;o (quando perdem), porque a equipa pode ser entendida como uma extens&atilde;o de si mesmos. S&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es fortes que alimentam a paix&atilde;o (club&iacute;stica), no sentido de Vallerand&nbsp;(2015), em que o autor usa o conceito para descrever os interesses e disposi&ccedil;&otilde;es pessoais, e que est&atilde;o inscritas nas pr&oacute;prias bases neurais, como demonstrado pelas neuroci&ecirc;ncias (Duarte <i>et al,</i> 2017).</p>     <p>Estas considera&ccedil;&otilde;es refletem a ess&ecirc;ncia do clube de futebol, como um interesse unificador, movido por processos relacionais e fidelidades bem definidas, o que n&atilde;o implica, por&eacute;m, que exista uma liga&ccedil;&atilde;o formal com um dado clube. Por estas raz&otilde;es, as comunidades online afetas aos clubes de futebol sinalizam o conte&uacute;do publicado com recurso &agrave;s hashtags. As hashtags (termo em ingl&ecirc;s para definir o s&iacute;mbolo #) s&atilde;o a principal sintaxe das mensagens do Twitter. S&atilde;o palavras-chave escritas sem espa&ccedil;os que se transformam em links e que funcionam dentro de uma rede atrav&eacute;s da coloca&ccedil;&atilde;o do s&iacute;mbolo &ldquo;#&rdquo; antes de qualquer palavra. Al&eacute;m disso, a hashtag &eacute; de grande import&acirc;ncia para facilitar a categoriza&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o de tweets (Lupton, 2015), dadas as dificuldades apontadas ao Twitter em termos de descoberta e recupera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevante (Boyd, Golder &amp; Lotan, 2010; Hutchins, 2014), o que acontece nos casos em que o contexto da mensagem n&atilde;o &eacute; rotulado, mencionado ou adequadamente compreendido.</p>     <p>Recorde-se, antes de mais, que adicionar uma hashtag a um tweet equivale a aglutinar-se a uma comunidade, num sentido lato, de utilizadores que usam o mesmo marcador, por isso, discutem o mesmo t&oacute;pico (Yang <i>et al,</i> 2012). Estas evid&ecirc;ncias ecoam na teoria da identidade social, que, segundo Williams <i>et al</i> (2012), suporta a no&ccedil;&atilde;o de que a perten&ccedil;a a um grupo proporciona benef&iacute;cios psicol&oacute;gicos, incluindo normas comuns, pontos de vista partilhados e a perce&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos elementos fora da comunidade.</p>     <p>As hashtags s&atilde;o tamb&eacute;m usadas pelo Twitter para calcular as tend&ecirc;ncias do dia, chamadas de <i>Trending Topics</i> (TTs), e assim influenciar os utilizadores (<i>lurkers</i>) a tweetar nas comunidades sugeridas. Ou seja, as hashtags constituem um fator organizacional de informa&ccedil;&atilde;o, entidades textuais ou imag&eacute;ticas, que padronizam a linguagem das redes sociais online (Lupton, 2015; Malini, 2016) e, tal como qualquer linguagem, possuem significados e formas de utiliza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias pass&iacute;veis de evolu&ccedil;&atilde;o (Zappavigna, 2012), fazendo parte do conjunto de recursos lingu&iacute;sticos atrav&eacute;s dos quais se negocia a comunidade (Martin, 2010). As associa&ccedil;&otilde;es entre significados ideacionais, interpessoais e textuais operam para negociar valores no discurso e estabelecer la&ccedil;os sociais (Seargeant &amp; Tagg, 2014).</p>     <p>De uma forma simples, podemos dizer que sempre que um utilizador usa uma hashtag para identificar o conte&uacute;do que produz, permite que outros utilizadores encontrem os seus tweets e facilita a navega&ccedil;&atilde;o na abund&acirc;ncia informativa da <i>Twittersphere</i>. Isto constitui uma modalidade de intera&ccedil;&atilde;o que, por um lado, refor&ccedil;a a diferencia&ccedil;&atilde;o social j&aacute; referida entre <i>posters</i> e <i>lurkers,</i> fazendo jus &agrave; met&aacute;fora de Jenkins, Ford &amp; Green (2013: 188): &ldquo;se n&atilde;o espalhar, est&aacute; morto!&rdquo; Por outro, confere-lhe um car&aacute;cter h&iacute;brido entre rede social online e media informativo consoante a domestica&ccedil;&atilde;o da plataforma (Kwak <i>et al</i>, 2010).</p>     <p>Segundo Wasserman &amp; Faust (1994), os la&ccedil;os relacionais (elos) estabelecidos entre os atores s&atilde;o inst&acirc;ncias mediadoras de recursos (materiais, simb&oacute;licos ou emocionais), defini&ccedil;&atilde;o que ecoa na teoria da filia&ccedil;&atilde;o de Mehrabian &amp; Ksionzky (1974), que postula uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre reciprocidade e interc&acirc;mbio e a probabilidade de afilia&ccedil;&atilde;o. No quadro da an&aacute;lise de redes, as filia&ccedil;&otilde;es e v&iacute;nculos podem ser aferidos pelas rela&ccedil;&otilde;es existentes entre unidades por via de, por exemplo, fluxo de recursos, apoio, intera&ccedil;&atilde;o comportamental ou ades&atilde;o a grupos (Wasserman &amp; Faust, 1994). Neste &acirc;mbito, analisar a constru&ccedil;&atilde;o de comunidades de f&atilde;s e os seus v&iacute;nculos no Twitter requer entender, por um lado, como &eacute; que o fluxo cont&iacute;nuo de associa&ccedil;&otilde;es e dissocia&ccedil;&otilde;es entre si pode alinhar perfis em torno de valores partilhados e, por outro lado, as modalidades de interesses e filia&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abordagem e m&eacute;todos de pesquisa</b></p>     <p>O estudo de caso analisado no Twitter centra-se no derby realizado no Est&aacute;dio da Luz, no dia 11 de dezembro de 2016, entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal, jogo este a contar para a 13&ordf; jornada do calend&aacute;rio oficial da Liga NOS. A pertin&ecirc;ncia da an&aacute;lise do evento liga-se ao fato de ter sido um derby marcado pela proximidade pontual na tabela classificativa, pela dimens&atilde;o que os dois clubes det&ecirc;m no pa&iacute;s, mas tamb&eacute;m pela rivalidade centen&aacute;ria enraizada na vida social e cultural portuguesa<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>A nossa abordagem visa interpretar o estudo de caso por via da An&aacute;lise de Redes Sociais (ARS), metodologia que se constitui como uma ferramenta substancial para a compreens&atilde;o sociol&oacute;gica das din&acirc;micas entre atores sociais baseadas em estruturas reticulares complexas (Wasserman &amp; Faust, 1994; Reis &amp; Malini, 2016). Com base na suposi&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es entre unidades de intera&ccedil;&atilde;o, o presente estudo procurou identificar e processar os pontos de vista que s&atilde;o expressos no espa&ccedil;o e no tempo das intera&ccedil;&otilde;es do derby no Twitter. Quanto aos modelos matem&aacute;ticos empregues para destacar aspectos espec&iacute;ficos das estruturas retiformes (Scott &amp; Carrington, 2011) destacam a teoria dos grafos como o cerne da ARS. Nesse sentido, dividimos o procedimento de an&aacute;lise em tr&ecirc;s etapas distintas, mas inter-relacionadas: extra&ccedil;&atilde;o, tratamento e visualiza&ccedil;&atilde;o de dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a extra&ccedil;&atilde;o de dados, foi utilizado o Flocker<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, um programa inform&aacute;tico capaz de se conectar &agrave; Interface de Programa&ccedil;&atilde;o de Aplica&ccedil;&atilde;o (API) do Twitter, gerando redes de tweets e retweets associados pelo emprego de hashtags ou palavras-chave. A nossa recolha de dados, realizada entre as 17h55 (cinco minutos antes do in&iacute;cio do desafio) e as 19h45 (cinco minutos depois), em 11 de dezembro de 2016, reuniu originalmente 42.245 mensagens associadas pelas palavras &ldquo;Benfica&rdquo; e &ldquo;Sporting&rdquo;. Tamb&eacute;m foram recolhidos dados durante os 15 minutos de intervalo do jogo. Vale ainda destacar que o Flocker, desenvolvido pela equipa do Outliers Collective<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, n&atilde;o faz recolha retroativa de dados; todo o trabalho precisa de ser feito em tempo real. Devido &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es de mem&oacute;ria do computador utilizado, os dados foram armazenados em nove arquivos, formato GEXF, que indicam um conjunto de metadados da mensagem e do mensageiro: nome do perfil, n&uacute;mero ID, endere&ccedil;os URL de imagens da conta, conex&otilde;es entre os perfis, a mensagem publicada no Twitter, entre outros.</p>     <p>Na etapa de tratamento, foi identificada a presen&ccedil;a de perfis duplicados, o que comprometeria o resultado da amostra. Para agrupar os tweets e os retweets do mesmo perfil, foi usado um <i>script</i> Python para combinar arquivos de grafos GEXF, desenvolvido por Nelson Reis (Labic/UFES), dispon&iacute;vel em c&oacute;digo aberto sob licen&ccedil;a GPL<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Em tra&ccedil;os gerais, o <i>script</i> reuniu todos os arquivos numa base de dados e eliminou as duplica&ccedil;&otilde;es de entrada. Essa nova base de dados, a qual empregaremos na an&aacute;lise da pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, tem 39.540 tweets e retweets postados por 18.710 perfis da plataforma de microblogging<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Na etapa seguinte, a visualiza&ccedil;&atilde;o, foi utilizado o arquivo GEXT corrigido no programa Gephi, dispon&iacute;vel em c&oacute;digo aberto<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>, que permite: trabalhar um conjunto de dados complexos atrav&eacute;s de estat&iacute;sticas, m&eacute;tricas ou filtros; e criar grafos, em que os perfis s&atilde;o representados por n&oacute;s e as intera&ccedil;&otilde;es por arestas, numa rede flex&iacute;vel e multitarefa (Bastian, Heymann &amp; Jacomy, 2009). O Gephi transformou a base de dados em um grafo <i>direcionado</i>, j&aacute; que as intera&ccedil;&otilde;es efetuadas pelo Twitter, diferentemente do Facebook, nem sempre s&atilde;o rec&iacute;procas. O pr&oacute;ximo passo foi aplicar o algoritmo <i>Modularity</i>, que emprega cores diferentes para cada um dos clusters da rede, isto &eacute;, para cada um dos conjuntos de perfis que se retweetaram (e que geraram, deste modo, processos de intera&ccedil;&atilde;o para criar comunidades com base em pontos de vista). Com o recurso ao Gephi foram igualmente utilizados, para efeitos de visualiza&ccedil;&atilde;o dos dados, e em diferentes momentos, dois algoritmos de espacializa&ccedil;&atilde;o da rede: o <i>layout</i> Force Atlas 2 &ndash; que aproxima os perfis que mais interagiram dentro dos clusters &ndash; e o <i>layout</i> Yifan Hu &ndash; que destaca os clusters dentro da rede ou das sub-redes. Foram obtidas m&eacute;tricas de grafos diferenciadas quanto &agrave;s comunidades de f&atilde;s do Benfica e do Sporting e, por fim, hierarquizados os perfis com a estat&iacute;stica <i>Weighted Degree</i>, que destaca os n&oacute;s com maior n&uacute;mero de conex&otilde;es (tweets e retweets), ou seja, os principais <i>hubs</i> da rede geral e das respectivas comunidades.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise dos resultados e interpreta&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A primeira an&aacute;lise deste artigo procura interpretar as perspetivas topol&oacute;gicas da rede, ou seja, como os perfis, representados por n&oacute;s, s&atilde;o agrupados de acordo com as suas rela&ccedil;&otilde;es, simbolizadas por arestas, dentro do grafo do derby. A <a href="#f1">Figura 1</a> indica quest&otilde;es associadas, respetivamente, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o e &agrave; cor atribu&iacute;das aos n&oacute;s. Nessa fase, foram aplicados os algoritmos <i>Modularity</i> e o <i>layout</i> Force Atlas 2. Dada a pr&oacute;pria caracter&iacute;stica polarizada do acontecimento monitorizado &ndash; um jogo de futebol &ndash;, vemos surgir dois grandes clusters claramente identific&aacute;veis que ocupam toda a zona central do grafo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Perfis que tweetaram ou retweetaram a palavra-chave &ldquo;Benfica&rdquo; foram alocados na comunidade vermelha, j&aacute; os que mencionaram &ldquo;Sporting&rdquo; ficaram na comunidade verde. Ainda &eacute; poss&iacute;vel identificar pelo menos dois agrupamentos perif&eacute;ricos, o <i>hub</i> azul (a comunidade gerada em torno do jornalista desportivo <i>freelancer</i> James Fielden) e os n&oacute;s de outras cores ou cinza (os &ldquo;descomprometidos&rdquo;). De forma geral, o grafo apresentado &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o visual das 39.540 mensagens publicadas no Twitter por 18.710 utilizadores. A grande maioria dos perfis inclu&iacute;dos nas comunidades vermelha e verde s&atilde;o a express&atilde;o m&aacute;xima de um ponto de vista - ser do Benfica <i>versus</i> ser do Sporting &ndash; o que promove a homofilia club&iacute;stica. Os &ldquo;pontos de vistas, ou perspetivas, s&atilde;o princ&iacute;pios, ideias, agregados, vis&otilde;es de mundos &ndash; em suma: cosmologias &ndash; que organizam, diferem, individualizam e interligam os seres&rdquo; (Malini, 2016: 1).</p>     <p>No fundo, o que vemos, s&atilde;o perfis que apreciaram o mesmo evento desportivo por pontos de vista opostos, criando, assim, a sua pr&oacute;pria cosmologia afetiva. Quanto maior o cluster, maior a probabilidade de pautar temas debatidos na rede e lev&aacute;-los para outros n&oacute;s dispersos no microblogging. Podemos afirmar que o Twitter &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o digital, em miniatura, da express&atilde;o na sociedade portuguesa das diferentes comunidades club&iacute;sticas. Os dois clubes em contenda t&ecirc;m pesos diferentes quanto &agrave; sua massa de adeptos e simpatizantes, o que se reflete no n&uacute;mero de perfis integrantes dos clusters e no fluxo total de mensagens de cada agrupamento. Os 8.905 perfis integrantes do cluster vermelho (47,16% do total de n&oacute;s) produziram 58,26% do fluxo total (23.137 mensagens), ao passo que os 5.660 perfis do cluster verde (29,98% do total de n&oacute;s) geraram 28,95% (11.498 mensagens).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, podemos colocar como hip&oacute;tese de que a presta&ccedil;&atilde;o vencedora do Benfica foi galvanizando o fluxo de mensagens no cluster vermelho. Enquanto, na m&eacute;dia ponderada, cada n&oacute; vermelho tweetou ou retweetou 2,6 vezes, cada n&oacute; verde publicou 2,0. Sendo a m&eacute;dia, &eacute; ainda poss&iacute;vel diferenciar os perfis que postaram um volume maior de mensagens &ndash; os <i>posters</i> do derby que ativamente alimentaram fluxos dial&oacute;gicos e sustentaram a utiliza&ccedil;&atilde;o do Twitter enquanto <i>media</i> social -, enquanto outros incorporaram o papel de testemunha do espet&aacute;culo alheio &ndash; os <i>lurkers</i> que domesticaram a plataforma essencialmente como <i>media</i> informativo, acompanhando o decorrer dos eventos e os seus efeitos comunicativos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados ficam ainda mais evidentes quando o grafo &eacute; dividido em parti&ccedil;&otilde;es, com os filtros de <i>Attributes</i> (atributos), e analisados face ao conjunto de m&eacute;tricas dispon&iacute;veis no Gephi, apresentadas no Quadro 1. Nesse caso, as estat&iacute;sticas procuram medir cada uma das comunidades em separado, sendo poss&iacute;vel comparar as comunidades entre si face &agrave;s suas caracter&iacute;sticas topol&oacute;gicas. As <a href="#f2">Figuras 2</a> e <a href="#f3">3</a> apresentam as sub-redes vermelhas e verde, agora, com o <i>layout</i> <i>Yifan Hu</i>. A comunidade benfiquista organizada em torno da discuss&atilde;o do derby &eacute; mais compacta e enfrenta um risco menor de ser desintegrada. Nesta comunidade o n&uacute;cleo &eacute; visivelmente maior e &eacute; poss&iacute;vel argumentar que as informa&ccedil;&otilde;es viajam com maior velocidade pois, em geral, os n&oacute;s est&atilde;o grandemente interconectados. A comunidade sportinguista, por seu turno, &eacute; mais dispersa e menos interconectada, com fluxos comunicativos potencialmente mais lentos, e com a possibilidade de se fragmentar com maior facilidade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Benfica tamb&eacute;m teve os tr&ecirc;s primeiros perfis com maior <i>Weighted Degree</i>, ou seja, o n&uacute;mero m&eacute;dio de conex&otilde;es com outros utilizadores: @TopoSul92 (1906), um perfil afecto &agrave; claque No Name Boys; @SLBenfica (1464), p&aacute;gina oficial do clube; @InformGlorious (1459), conta gerida por f&atilde;s. O primeiro perfil declaradamente do Sporting aparece apenas em oitavo lugar, com a p&aacute;gina oficial do clube: @Sporting_CP (616). De certa forma, o <i>Weighted Degree</i> indica a capacidade comunicativa dentro de um sistema. Quanto maior o grau de um n&oacute;, maior ser&aacute; a sua influ&ecirc;ncia sobre os atores da rede, seja por tweetar outros perfis ou por ser retweetado. Assim, &ldquo;o grau do n&oacute; &eacute; definido pelo n&uacute;mero de arestas que s&atilde;o incidentes sobre ele&rdquo; (Khokhar, 2015: 118). Ao somar mais entradas e mais sa&iacute;das de mensagem, torna-se um importante produto e produtor de um ponto de vista.</p>     <p>Completam o TOP 10, respetivamente, perfis como @James_Fielden; @DanielaArod e @UrNextDaddy, dois jovens adeptos benfiquistas; @BenficaStuff, perfil com dados do clube; @FutMai5 e @B24pt, p&aacute;ginas que publicam estat&iacute;sticas e resultados do futebol em geral. Esta lista parece confirmar uma hip&oacute;tese crucial da comunica&ccedil;&atilde;o em rede. Sendo tendencialmente horizontal e tendo a internet como base estruturante, a rede &eacute; capaz de articular vozes de atores d&iacute;spares num mesmo ecossistema. Assim, precisamos recordar que o atual modelo comunicacional est&aacute; assente na &ldquo;liga&ccedil;&atilde;o em rede dos <i>media</i> de massa e interpessoais&rdquo;, j&aacute; com os seus &ldquo;diferentes graus de uso de interatividade&rdquo;, num contexto fortemente marcado pela &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Ara&uacute;jo, Cardoso, &amp; Espanha, 2009, p. 21). No entanto, da rede emergem um conjunto de atores que ganham import&acirc;ncia, n&atilde;o institucionais e fora do sistema dos <i>media</i> de massa, que funcionam como <i>hubs</i> e ganham poder no seio da rede, e no caso do Benfica n&atilde;o foi o perfil oficial do clube que angariou maior <i>Weight Degree</i>.</p>     <p>No grafo apresentado na <a href="#f4">Figura 4</a>, que exp&otilde;e os 50 perfis com maior &iacute;ndice <i>Weight Degree,</i> aparecem v&aacute;rias contas de f&atilde;s, estando ausentes os perfis dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa entre os principais <i>hubs</i>. Embora haja perfis que ofere&ccedil;am informa&ccedil;&otilde;es com algum tratamento jornal&iacute;stico, como @FutMai5 e @B24pt, a imprensa <i>mainstream</i> foi relegada para segundo plano na rede do derby. Por negar a paix&atilde;o da polaridade, nem ser do cluster vermelho - Benfica e nem do cluster verde - Sporting, o seu discurso n&atilde;o encontrou abrigo nem eco nas comunidades de f&atilde;s. E na maioria dos casos, a grande imprensa nacional resumiu a sua participa&ccedil;&atilde;o no cl&aacute;ssico em tweetar o in&iacute;cio e o fim do encontro, golos e lances pol&eacute;micos. Teve <i>Weighted Degree</i> entre 1 e 5, como o P&uacute;blico, a TVI24, Expresso, A Bola, Record, Antena 1 e outros, bem longe do topo do ranking.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo Hermida (2010), redes sociais como o Twitter n&atilde;o permitem que haja intermedia&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias. Logo, enfraquecem a fun&ccedil;&atilde;o de <i>gatekeeping</i> dos jornalistas. Compreende-se, por isso, o lugar assumido pela imprensa. S&oacute; divulgou informa&ccedil;&atilde;o: tweetar sem retweetar. Por outro lado, os f&atilde;s promoveram o retweeting e a capacidade de vincula&ccedil;&atilde;o, entendida por Hermida (2010: 303), como &ldquo;um sistema ideal para a constru&ccedil;&atilde;o de conversas partilhadas&rdquo;. Essa at&eacute; pode ser prova de imparcialidade e de objetividade, conceitos jornal&iacute;sticos consagrados ao longo do s&eacute;culo XX (Traquina, 2005), mas tamb&eacute;m pode ser a mostra da t&eacute;nue rela&ccedil;&atilde;o entre meios tradicionais e novos p&uacute;blicos da not&iacute;cia (Fidalgo, 2016; Salaverr&iacute;a, 2016). Por n&atilde;o usar a mesma linguagem dos f&atilde;s, a imprensa acabou empurrada para o desfiladeiro da incomunicabilidade. Em suma, falou para quase ningu&eacute;m no Twitter.</p>     <p>Portanto, neste caso s&atilde;o os f&atilde;s e os perfis afetos aos clubes os principais atores sociais que mais facilmente conseguiram partilhar a sua cosmologia. Dessa forma, aparecem lado a lado perfis com vis&otilde;es de mundo e potencial de alcance t&atilde;o destoantes como @SLBenfica (992 mil seguidores), @Sporting_CP (558 mil), @FutMai5 (47 mil), @TheDobrev10 (25.3 mil), @WtvCatarynna (6.0 mil), @SusanaMarinho12 (4.6 mil) ou @UrNextDaddy (2.4 mil). Estes perfis, mesmo com volumes discrepantes de seguidores, despontam entre os principais fazedores de opini&atilde;o porque foram capazes de criar conte&uacute;do relevante para a rede do derby, embora a an&aacute;lise da estrutura da rede em si n&atilde;o nos permita perceber como &eacute; que perfis particulares se tornaram, ao longo do tempo, <i>hubs</i>.</p>     <p>O cluster que domina o centro da rede tamb&eacute;m tende a ter pe&ccedil;as mais importantes no duelo entre pontos de vista. Transpondo a teoria dos grafos para a an&aacute;lise dos grupos sociais, podemos classificar os perfis segundo o seu grau de centralidade, distinguindo os perfis centrais e perif&eacute;ricos, ou os <i>insiders</i> dos <i>outsiders</i>. Neste sentido, foram os principais perfis ligados ao SLB que conseguiram uma maior centralidade face aos perfis afetos ao SCP. Cada perfil exerce assim um papel na constitui&ccedil;&atilde;o de um ecossistema comunicativo. Enquanto os n&oacute;s centrais s&atilde;o vistos com canais de informa&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s perif&eacute;ricos tendem a trazer para a rede assuntos alheios ao tema principal. Da <a href="#f4">Figura 4</a> podemos ainda retirar que os perfis com graus de centralidade elevados est&atilde;o interconectados entre si, ou seja, compartilham, auto-refor&ccedil;am e auto-regulam pontos de vista. &Eacute; o mesmo que dizer que @TopoSul92 retweeta @InformGlorious; s&atilde;o parceiros na rede<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>No entanto, h&aacute; um perfil que consegue quebrar um pouco a hegemonia dos perfis afetos aos clubes, de um jornalista estrangeiro que n&atilde;o est&aacute; inserido institucionalmente na imprensa desportiva tradicional portuguesa, e que conseguiu constituir a sua pr&oacute;pria comunidade no Twitter em torno do seu perfil. A <a href="#f5">Figura 5</a> revela assim uma tentativa de introduzir novas pautas na discuss&atilde;o do derby.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a04f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>James Fielden &eacute; um jornalista desportivo freelancer sediado em Londres, especialista no coment&aacute;rio desportivo, com 9.595 seguidores. Tweeta em ingl&ecirc;s; tamb&eacute;m &eacute; retweetado por perfis anglo-sax&ocirc;nicos. Durante a partida, @James_Fielden gerou fluxos compar&aacute;veis com n&oacute;s ou perfis importantes dos clusters vermelho e verde. Fielden publicou &agrave;s 15h50 um coment&aacute;rio de humor sarc&aacute;stico: &ldquo;Quando voc&ecirc; pensa que o futebol j&aacute; chegou no pico, o Benfica sai de campo atrav&eacute;s de um <i>check-in</i> da Emirates ap&oacute;s o aquecimento&rdquo;.<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> A Emirates Airlines &eacute; um patrocinador de refer&ecirc;ncia na ind&uacute;stria do futebol. Al&eacute;m de ser o principal patrocinador do Benfica, patrocina tamb&eacute;m clubes como o Real Madrid, Arsenal, AC Milan e Paris Saint Germain.</p>     <p>A mensagem teve 3.480 retweetes em quest&atilde;o de minutos. Fielden conectou &agrave; sua volta n&oacute;s dispersos no microblogging que, na grande maioria, n&atilde;o se relacionaram com outros perfis. Embora tenha sido retweetidado por perfis do Sporting, ele n&atilde;o conseguiu contaminar a generalidade da rede, sendo contudo bem vis&iacute;vel o cluster minorit&aacute;rio constitu&iacute;do em torno do seu perfil na <a href="#f1">Figura 1</a>. Por outras palavras, o seu ponto de vista teve um alcance limitado. Em hip&oacute;tese, James Fielden at&eacute; poderia ter produzido o mimetismo necess&aacute;rio para a transforma&ccedil;&atilde;o do discurso, mudando, assim, a pauta da discuss&atilde;o do derby, n&atilde;o s&oacute; para aquilo que se passa estritamente dentro de campo, mas relacionando o desporto com quest&otilde;es econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas ou sociais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Molyneux, Holton, &amp; Lewis (2017) estabelecem uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre jornalistas e as redes sociais online, prop&otilde;em que os jornalistas reconsiderem os seus pap&eacute;is, como por exemplo, a inclus&atilde;o de opini&atilde;o, humor e informa&ccedil;&otilde;es pessoais. No caso, particular de James Fielden esta aproxima&ccedil;&atilde;o, apenas teve impacto na sua pequena comunidade. Fica assim a ideia para investiga&ccedil;&otilde;es futuras, em termos de aliar o estudo da estrutura da rede no Twitter e dos canais de partilha de informa&ccedil;&atilde;o em torno de um jogo de futebol com a an&aacute;lise do conte&uacute;do que &eacute; tweetado e retweetado. Ademais, a an&aacute;lise apresentada neste texto poder&aacute; ser um ponto de partida para outra mais minuciosa que se debruce sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os acontecimentos no campo e os acontecimentos no Twitter.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise e visualiza&ccedil;&atilde;o de rede identific&aacute;mos pistas que julgamos pertinentes para o entendimento de uma audi&ecirc;ncia cada vez mais moldada pelo fen&oacute;meno em rede, como defende Freeman (2009). Na sua perspetiva, a an&aacute;lise visual de redes ajuda os investigadores a encontrar padr&otilde;es, e como &eacute; que os perfis interagem dentro de um fen&oacute;meno em rede. Ainda, segundo o autor, a visualiza&ccedil;&atilde;o da estrutura de uma rede serve para suportar e realizar tarefas importantes como tomada de decis&otilde;es, explora&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de fen&oacute;menos complexos em ci&ecirc;ncias sociais.</p>     <p>Em geral, os perfis do derby no Twitter organizaram-se em torno das rela&ccedil;&otilde;es de poder, por norma, um campo de disputa num ambiente em rede (Van Dijck, 2011). Tamb&eacute;m seguiram princ&iacute;pios estruturantes de homofilia club&iacute;stica, o que sugere que o elo afetivo com um dado clube constitui um elemento motivacional para interagir na rede mais importante que um interesse generalista pelo desporto futebol.</p>     <p>&Eacute; ali&aacute;s curioso o caso do Benfica, em que os tr&ecirc;s primeiros perfis com maior <i>Weighted Degree</i> s&atilde;o de contas geridas por f&atilde;s, o que permeia os padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social e influ&ecirc;ncia desses atores. Passe o exagero, os f&atilde;s gostam do clube e n&atilde;o de futebol. Olhando por outro prisma, podemos dizer que os perfis apreciaram o mesmo evento desportivo, por&eacute;m, por pontos de vista diferentes, como &eacute; exemplo a comunidade formada em torno do jornalista ingl&ecirc;s James Fielden.</p>     <p>No que respeita &agrave; discuss&atilde;o do derby no Twitter, conclui-se ainda que nem todos os membros da rede social s&atilde;o igualmente influentes na difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, alguns foram inativos e/ou perif&eacute;ricos, como foi o caso da imprensa desportiva nacional.</p>     <p>Ao longo dos anos a imprensa desportiva tem tido um papel preponderante quer ao n&iacute;vel informativo quer como influenciador. Por&eacute;m, na <i>Twittersphere</i>, n&atilde;o foram capazes de criar conte&uacute;do relevante dentro da rede que dinamizou o derby. Considera&ccedil;&otilde;es que tornaram evidente a afirma&ccedil;&atilde;o de Hermida (2010: 300) quando nos diz que embora o Twitter se possa situar no chamado &ldquo;jornalismo colaborativo&rdquo;, este n&atilde;o pode deixar de ser encarado como um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o com a sua pr&oacute;pria l&oacute;gica, forma e estrutura.</p>     <p>Quanto maior o grau de um n&oacute;, maior ser&aacute; a sua influ&ecirc;ncia sobre os restantes atores da rede, seja por tweetar outros perfis ou por ser retweetado, pelo que podemos afirmar que em redes sociais online como o Twitter o papel de influenciadores passou da imprensa tradicional para os perfis afetos &agrave; comunidade de f&atilde;s ou torcedores dos clubes.</p>     <p>Destacamos o papel na rede de utilizadores como o @TopoSul92 e @InformGlorious, perfis com equival&ecirc;ncia estrutural, ou seja, com la&ccedil;os id&ecirc;nticos, quer seja por estarem ligados a grupos organizados de adeptos (GOA) ou apenas f&atilde;s comprometidos. A sua a&ccedil;&atilde;o na rede indica uma forte capacidade comunicativa dentro do sistema e de relevarem ter um elevado grau de conectividade. Mostram assim uma forte influ&ecirc;ncia sobre outros atores da rede, seja por tweetarem outros perfis ou por serem retweetados. Uma a&ccedil;&atilde;o que influencia o pensamento sist&eacute;mico, pode dar origem a novos valores, novas formas de pensar, a novas atitudes ou novas formas de olha um acontecimento, agora moldadas pela atividade dos f&atilde;s. Por seu lado, o perfil oficial do SL Benfica - @SLBenfica n&atilde;o foi o perfil mais influente dentro da sua comunidade, acabando por dar espa&ccedil;o aos f&atilde;s. Neste sentido, Hull &amp; Lewis (2014) concluem que para os f&atilde;s conectados o elo agregador e o sentido de comunidade pode n&atilde;o ter a equipa ou do jogador preferido como base essencial, mas o pr&oacute;prio Twitter.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No campo sportinguista, atendendo que a p&aacute;gina oficial do Sporting CP tem menos seguidor do que a do SL Benfica, o perfil @Sporting_CP indicou boa capacidade comunicativa dentro de um determinado sistema. Por isso, Bauman (2003: 63) refere que &ldquo;estar conectado&rdquo; &eacute; menos dispendioso do que &ldquo;estar envolvido&rdquo;, mas tamb&eacute;m consideravelmente menos produtivo em termos de constru&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&otilde;es e manuten&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos. Apesar dos perfis oficiais dos clubes serem seguidos por muitos f&atilde;s, e, por isso, considerados atores dominantes, outros atores t&ecirc;m surgido e exercem influ&ecirc;ncia sobre os demais agentes. De acordo com Boyd, Golder &amp; Lotan (2010), o ato de retweetar traz novas pessoas para um segmento espec&iacute;fico, convidando-as a envolverem-se sem as abordar diretamente. Daqui emerge a no&ccedil;&atilde;o de que uma rela&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia, se bem desenvolvida, pode potenciar a promo&ccedil;&atilde;o de uma identidade coletiva, neste caso de cariz club&iacute;stico, numa popula&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; estar globalmente dispersa.</p>     <p>A intera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma componente chave do Twitter, e as intera&ccedil;&otilde;es criam uma rede de seguidores interligados (Hull &amp; Lewis, 2014). Os perfis da imprensa tradicional passam para a irrelev&acirc;ncia e os oficiais dos clubes passaram a dividir o protagonismo na arena da <i>Twittersphere</i> com perfis ligados &agrave;s claques e a outros f&atilde;s, mais ou menos organizados, sendo impreter&iacute;vel para estudos futuros compreender mais aprofundadamente o contexto que os rodeia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, V.; Cardoso, G. &amp; Espanha, R. (2009). Da comunica&ccedil;&atilde;o de Massas &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o em Rede. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947447&pid=S1646-5954201800020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Armstrong, G., &amp; Giulianotti, R. (2001). Fear and Loathing in World Football. Oxford: Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947449&pid=S1646-5954201800020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barreto, A. M. (2015). The Rise of Relationship Marketing with Social Media. In <i>T. Tsiakis, Trends and Innovations in Marketing Information Systems</i> (196-213). EUA: IGI Global.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947451&pid=S1646-5954201800020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bastian, M., Heymann, S., &amp; Jacomy, M. (2009). Gephi: An Open Source Software for Exploring and Manipulating Networks. <i>ICWSM - International AAAI Conference on Weblogs and Social Media</i>, Vol. 8, 361-362.</p>     <!-- ref --><p>Bauman, Z. (2003). Liquid Love: On the Frailty of Human Bonds. Cambridge, UK: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947454&pid=S1646-5954201800020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Boyd, D., Golder, S., &amp; Lotan, G. (2010). Tweet, Tweet, Retweet: Conversational Aspects of Retweeting on Twitter. <i>International Conference on System Sciences</i> (HICSS-43).</p>     <p>Cardoso, G., Xavier, D. &amp; Cardoso, T. (2007). Futebol, Identidade e Media na Sociedade em Rede. <i>Observatorio (OBS*)</i>, Vol.1 (1), 119&ndash;143.</p>     <p>Cardoso, G. &amp; Di F&aacute;tima, B. (2013). Movimento em rede e protestos no Brasil: Qual gigante acordou? <i>Eco-P&oacute;s</i>, Vol. 16, 143-176.</p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2007). A Sociedade em Rede: A Era da Informa&ccedil;&atilde;o. Economia, Sociedade e Cultura, Volume I (3&ordf; ed.). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947459&pid=S1646-5954201800020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cheng, J., Romero, D. M., Meeder, B., &amp; Kleinberg, J. (2011). Predicting Reciprocity in Social Networks. In Proceedings - 2011 IEEE International Conference on Privacy, Security, Risk and Trust and IEEE International Conference on Social Computing, PASSAT/SocialCom 2011 (49-56).</p>     <p>Collin, B. (2016). Fans Turned to Twitter as Portugal Won #EURO2016. <a href="https://blog.twitter.com/2016/fans-turned-to-twitter-as-portugal-won-euro2016" target="_blank">https://blog.twitter.com/2016/fans-turned-to-twitter-as-portugal-won-euro2016</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Domingos, N. (2012). Os Usos da Narrativa Futebol&iacute;stica Portuguesa em Maputo. <i>Etnogr&aacute;fica: Revista do Centro em Rede de Investiga&ccedil;&atilde;o em Antropologia</i>, Vol. 16 (1), 163-183.</p>     <p>Domingos, N. &amp; Kumar, R. (2012). A Grande Narrativa Desportiva: O Desporto nos Media em Portugal. In N. Domingos, &amp; J. Neves, Uma Hist&oacute;ria do Desporto em Portugal &ndash; Vol. I, Corpo, Espa&ccedil;os e M&eacute;dia (coord.). Vila do Conde: Quidnovi.</p>     <p>Duarte, I. C., Afonso, S., Jorge, H., Cayolla, R., Ferreira, C., &amp; Castelo-Branco, M. (2017). Tribal Love: the neural correlates of passionate engagement in football fans. Social Cognitive and Affective Neuroscience, Vol.12 (5), 718-728.</p>     <!-- ref --><p>Fidalgo, J. (2016). Disputas nas fronteiras do jornalismo. In: <i>Digital Media Portugal 2015</i>, Lisboa, ERC, (35-47).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947466&pid=S1646-5954201800020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freeman, L. C. (2009). Methods of social network visualization. In, R. A. Meyers, Encyclopedia of Complexity and Systems Science. Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947468&pid=S1646-5954201800020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fuchs, C. (2016). Critical Theory of Communication: New Readings of Luk&aacute;cs, Adorno, Marcuse, Honneth and Habermas in the Age of the Internet. London: University of Westminster Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947470&pid=S1646-5954201800020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fuchs, C. (2008). Internet and Society: Social Theory in the Information Age. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947472&pid=S1646-5954201800020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hermida, A. (2010). Twittering the News: The emergence of ambient journalism. <i>Journalism Practice</i>, Vol. 4 (3), 297-308.</p>     <!-- ref --><p>Highfield, T. (2014). Following the Yellow Jersey Tweeting the Tour de France. In K. Weller, A. Bruns, J. Burgess, M. Mahrt, &amp; C. Puschmann (eds.) <i>Twitter and Society</i> (249-262). New York: Peter Lang Publishing, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947475&pid=S1646-5954201800020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hopwood, M., Skinner, J., &amp; Kitchin, P. (2010). Sport Public Relations and Communication. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947477&pid=S1646-5954201800020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Horne, J., &amp; Manzenreite, W. (2006). An Introduction to the Sociology of Sports Mega-Events. <i>The Sociological Review</i>, Vol. 54 (Supplements2), 1-24.</p>     <p>Hull, K., &amp; Lewis, N. P. (2014). Why Twitter Displaces Broadcast Sports Media: A Model. <i>International Journal of Sport Communication</i>, Vol. 7, 16-33.</p>     <p>Hutchins, B. (2014). Twitter: Follow the Money and Look Beyond Sports. <i>Communication &amp; Sport</i>, Vol. 2 (2), 122-126.</p>     <!-- ref --><p>Jenkins, H., Ford, S., &amp; Green, J. (2013). Spreadable Media: Creating Value and Meaning in a Networked Culture. New York: New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947482&pid=S1646-5954201800020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khokhar, D. (2015). Gephi Cookbook: Over 90 hands-on recipes to master the art of network analysis and visualization with Gephi. Birmingham: Packt Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947484&pid=S1646-5954201800020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kassing, J.W., Billings, A. C., Brown, R. S., Halone, K. K., Kristen Harrison, Krizek, B., <i>et al</i>. (2004). Communication in the Community of Sport: The Process of Enacting, (Re)Producing, Consuming, and Organizing Sport. <i>Annals of the international communication Association</i>, Vol. 28 (1), 373-409.</p>     <p>Kassing, J.W. &amp; Sanderson, J. (2010). Fan&ndash;Athlete Interaction and Twitter Tweeting Through the Giro: A Case Study. <i>International Journal of Sport Communication</i>, Vol. 3 (1), 113-128.</p>     <p>Kwak, H., Lee, C., Park, H., &amp; Moon, S. (2010). What is Twitter, a Social Network or a News Media? Categories and Subject Descriptors. <i>The 19th International Conference on World Wide Web</i> (591&ndash;600).</p>     <!-- ref --><p>Lupton, D. (2015). Digital Sociology. London: Routledge&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947489&pid=S1646-5954201800020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Malini, F. (2016). Um M&eacute;todo Perspectivista de An&aacute;lise de Redes Sociais: Cartografando Topologias e Temporalidades em Rede. <i>XXV Encontro Anual da Comp&oacute;s</i>, Universidade Federal de Goi&aacute;s, (1-30). Goiania.</p>     <!-- ref --><p>Marktest (2016). Os Portugueses e as Redes Sociais 2016. Marktest Consulting.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947491&pid=S1646-5954201800020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mariovoet, S. (1998). Aspetos Sociol&oacute;gicos do Desporto. Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947493&pid=S1646-5954201800020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Martin, J. R. (2010). Introduction: Semantic Variation. In N. D. M. Bednarek &amp; James R. Martin (eds.) New Discourse on Language: Functional Perspectives on Multimodality, Identity, and Affiliation (1&ndash;34). London: Continuum.</p>     <p>Mcpherson, M., Smith-lovin, L., &amp; Cook, J. M. (2001). Birds of a Feather: Homophily in Social Networks. <i>Annual Review of Sociology</i>, Vol. <i>27</i>, 415&ndash;444.</p>     <p>Mehrabian, A., &amp; Ksionzky, S. (1974). A Theory of Affiliation. Lexington, MA: D.C. Heath.</p>     <!-- ref --><p>Melo, A. (2007). 100 ANOS: Benfica-Sporting x Sporting-Benfica. Estoril: Prime Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947498&pid=S1646-5954201800020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morris, D. (1985). A Tribo do Futebol. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Europa-Am&eacute;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947500&pid=S1646-5954201800020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Molyneux, L., Holton, A., &amp; Lewis, S. C. (2017). How journalists Engage in Branding on Twitter: Individual, organizational, and institutional levels. <i>Information, Communication &amp; Society</i>, 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947502&pid=S1646-5954201800020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Palmer, C., &amp; Thompson, K. (2007). The paradoxes of football spectatorship&#8239;: on field and online expressions of social capital among the &ldquo;Grog Squad&rdquo;. <i>Sociology of Sport Journal</i>, Vol. 24, 187&ndash;205.</p>     <!-- ref --><p>Papacharissi, Z. (2011). A Networked Self: Identity, Community, and Culture on Social Network Sites. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947505&pid=S1646-5954201800020000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pegoraro, A. (2010). Look who&rsquo;s talking &ndash; athletes on Twitter: A case study. <i>International Journal of Sport Communication</i>, Vol. 3, 501&ndash;514.</p>     <p>Pereira, V. (2012). Os Futebolistas Invis&iacute;veis: os portugueses em Fran&ccedil;a e o futebol. <i>Etnogr&aacute;fica</i>, Vol. 16 (1), 97&ndash; 115.</p>     <p>Reis, N., &amp; Malini, F. (2016). A hashtag# N&atilde;oVaiTerGolpe &agrave; luz do m&eacute;todo perspectivista de ARS. <i>Intercom &ndash; Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o XXXIX</i> (1-15). S&atilde;o Paulo - Brasil: Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p>Rheingold, H. (2000). The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier. Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947510&pid=S1646-5954201800020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roche, M. (2000), Mega-Events and Modernity: Olympics and Expos in the Growth of Global Culture. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947512&pid=S1646-5954201800020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rogers, S. (2014). Insights into the #WorldCup conversation on Twitter. <a href="https://blog.twitter.com/data" target="_blank">https://blog.twitter.com/data</a>.</p>     <p>Rowe, D. (2014). Following the Followers: Sport Researchers' Labour Lost in the <i>Twittersphere</i>? <i>Communication &amp; Sport</i>, Vol. 2 (2), 117-121.</p>     <p>Salaverr&iacute;a, R. (2016), &ldquo;Ciberperiodismo en Iberoam&eacute;rica: marco general&rdquo;, In: Salaverr&iacute;a, Ram&oacute;n (Org.), Ciberperiodismo en Iberoam&eacute;rica, Barcelona, Ariel (16-35).</p>     <p>Sanderson, Jimmy (2011). It&rsquo;s a whole new ball game: How social media is changing sports. New York: Hampton Press.</p>     <p>Sanderson, J. (2014). What Do We Do With Twitter? <i>Communication &amp; Sport</i>, Vol. 2 (2), 127-131.</p>     <!-- ref --><p>Scott, J., &amp; Carrington, P. J. (2011). The SAGE Handbook of Social Network Analysis. London: SAGE publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947519&pid=S1646-5954201800020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seargeant, P., &amp; Tagg, C. (2014). The Language of Social Media: Identity and Community on the Internet. UK: Palgarve Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947521&pid=S1646-5954201800020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sheffer, M. L., &amp; Schultz, B. (2010). Paradigm Shift or Passing Fad? Twitter and Sports Journalism. <i>International Journal of Sport Communication</i>, Vol. 3 (4), 472&ndash;484.</p>     <!-- ref --><p>Suh, B., Hong, L., Pirolli, P., &amp; H.Chi, E. (2010). Want to Be Retweeted? Large Scale Analytics on Factors Impacting Retweet in Twitter Network. <i>Second International Conference on Social Computing/ IEEE International </i>(177-184). Social Computing (socialcom).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947524&pid=S1646-5954201800020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Traquina, N. (2005), Teorias do Jornalismo: Porque as Not&iacute;cias s&atilde;o como s&atilde;o, Vol. 1, Florian&oacute;polis, Insular.</p>     <!-- ref --><p>Vallerand, R. J. (2015). The Psychology of Passion. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947527&pid=S1646-5954201800020000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wasserman, S., &amp; Faust, K. (1994). Social Network Analysis: Methods and Applications. New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947529&pid=S1646-5954201800020000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wellman, B. (2001). Little Boxes, Glocalization, and Networked Individualism. Kyoto Workshop on Digital Cities. Springer Berlin Heidelberg (10-25).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947531&pid=S1646-5954201800020000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wellman, B., &amp; Berkowitz, S. D. (1988). Social Structures: A Network Approach. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947533&pid=S1646-5954201800020000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Williams, J., Heiser, R., &amp; Chinn, S. J. (2012). Social Media Posters and Lurkers: The Impact on Team Identi&#64257;cation and Game Attendance in Minor League Baseball. <i>Journal of Direct, Data and Digital Marketing Practice</i>. Vol.13 (4), 295&ndash;310.</p>     <!-- ref --><p>Yang, L., Sun, T., Zhang, M., &amp; Mei, Q. (2012). We know what@ you # tag: does the dual role affect hashtag adoption? <i>Proceedings of the 21st International Conference on World Wide Web</i> (261-270). Lyon, France: ACM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947536&pid=S1646-5954201800020000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zappavigna, M. (2012). Discourse of Twitter and Social Media: How We Use Language to Create Affiliation on the Web. Londres: Continuum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=947538&pid=S1646-5954201800020000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Fonte: <a href="http://ligaportugal.pt/pt/liga/estatisticas/espectadores/jogo/20162017" target="_blank">http://ligaportugal.pt/pt/liga/estatisticas/espectadores/jogo/20162017</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Tipo de etiqueta ou r&oacute;tulo de metadados.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Encontramos raz&otilde;es no contexto hist&oacute;rico que produziram pr&aacute;ticas e cren&ccedil;as sociais que ajudaram a cimentar esta rivalidade, em particular, o primeiro derby lisboeta, que se realizou em 1907 e que foi jogado num ambiente muito tenso, tudo porque, escassos meses antes, oito jogadores haviam trocado o clube da Luz pelo clube de Alvalade, atra&iacute;dos pelas melhores condi&ccedil;&otilde;es financeiras e desportivas oferecidas pelo clube, cuja funda&ccedil;&atilde;o foi tutelada pelo visconde de Alvalade. Nos anos seguintes, quer por influ&ecirc;ncia das din&acirc;micas pol&iacute;ticas dos regimes no poder, quer pelas mudan&ccedil;as do interesse econ&oacute;mico, o derby continuou a gerar &oacute;dios e paix&otilde;es (Melo, 2007).</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <a href="http://flocker.outliers.es" target="_blank">http://flocker.outliers.es</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> <a href="http://outliers.es" target="_blank">http://outliers.es</a></p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> O <i>script</i> pode ser encontrado na plataforma GitHub em: <a href="https://github.com/n0513n/flocker-gexf-merge" target="_blank">https://github.com/n0513n/flocker-gexf-merge</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Com a limpeza dos dados foram eliminados 45,30% dos perfis e 6,50% das mensagens contidos na base original dada a duplica&ccedil;&atilde;o na recolha atrav&eacute;s do Flocker.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> <a href="https://gephi.org" target="_blank">https://gephi.org</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Obviamente, falamos de futebol, mas an&aacute;lises similares bem poderiam ser replicadas na pol&iacute;tica institucional, nos movimentos de protesto e em estudos liter&aacute;rios (Malini, 2016; Khokhar, 2015; Cardoso &amp; Di F&aacute;tima, 2013).</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> @James_Fielden: &ldquo;Just when you thought football had reached peak cringe, Benfica exit the pitch through an Emirates check-in desk after warming up&rdquo;. Fonte: <a href="https://twitter.com/james_fielden/status/808006106282737664?lang=nl" target="_blank">https://twitter.com/james_fielden/status/808006106282737664?lang=nl</a></p>      ]]></body><back>
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