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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Big Data e política: aferindo o potencial preditivo da world wide web nas eleições europeias de 2014]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Inversely to the dominant trend in predictive electoral studies in a digital environment, focused on the microblogue Twitter as a universe of analysis, this article develops an integrated ecological approach to the positioning of Portuguese public opinion during the electoral campaign for the European elections of 2014. The predictive potential of three categories is tested - party / coalition; head-of-list and list - as well as is the representativeness of the world wide web, considered a Big Data scientifically valid for Social Sciences research. The first category revealed a higher relative empirical value and the suitability of social networks for the anticipation of events is partially reinforced. However, there is a need for further studies, especially at the national level, where research in this area is practically non-existent.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Big Data e pol&iacute;tica: aferindo o potencial preditivo da <i>world wide web</i> nas elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014</B></p>     <p><B>Big Data and politics: determining the predictive potential of the world wide web in the European elections of 2014</B></p>     <p><B>&nbsp;</B></p>     <p><B>Lu&iacute;sa Godinho*</B></p>     <p>*Professora, Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>RESUMO</B></p>     <p>Inversamente &agrave; tend&ecirc;ncia dominante nos estudos eleitorais previsionais em ambiente digital, focados no microblogue Twitter como universo de an&aacute;lise, neste artigo desenvolve-se uma abordagem ecol&oacute;gica integrada ao posicionamento da opini&atilde;o p&uacute;blica portuguesa durante a campanha eleitoral para as elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014. O potencial preditivo de tr&ecirc;s categorias &eacute; testado &ndash; partido/coliga&ccedil;&atilde;o; cabe&ccedil;a-de-lista e lista &ndash; assim como o &eacute; a representatividade da <i>world wide web</i>, enquanto Big Data cientificamente v&aacute;lida para a investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais. A primeira categoria revelou maior valor emp&iacute;rico relativo e a adequabilidade das redes sociais para a antecipa&ccedil;&atilde;o de acontecimentos sai parcialmente refor&ccedil;ada, reiterando-se, no entanto, a necessidade de mais estudos, em particular no plano nacional, onde a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea &eacute; praticamente inexistente.&nbsp;</p>     <p><B>Palavras-chave:</B> Big Data, Internet, elei&ccedil;&otilde;es, opini&atilde;o p&uacute;blica, posicionamento, previs&otilde;es eleitorais.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>ABSTRACT</B></p>     <p>Inversely to the dominant trend in predictive electoral studies in a digital environment, focused on the microblogue Twitter as a universe of analysis, this article develops an integrated ecological approach to the positioning of Portuguese public opinion during the electoral campaign for the European elections of 2014. The predictive potential of three categories is tested - party / coalition; head-of-list and list - as well as is the representativeness of the <i>world wide web</i>, considered a Big Data scientifically valid for Social Sciences research. The first category revealed a higher relative empirical value and the suitability of social networks for the anticipation of events is partially reinforced. However, there is a need for further studies, especially at the national level, where research in this area is practically non-existent.</p>     <p><B>Keywords</B>: Big Data, Internet, elections, public opinion, positioning, electoral forecasting.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></p>     <p>Em &oacute;tica estritamente comunicacional, candidatos pol&iacute;ticos e eleitores, atores centrais dos regimes democr&aacute;ticos, s&atilde;o entendidos no seu duplo papel de emissores-recetores que trocam entre si signos pass&iacute;veis de gerar o modelo habermasiano de delibera&ccedil;&atilde;o (Habermas, 1962), processo que se cr&ecirc; ter vindo a transferir-se, desde finais do s&eacute;culo XX, dos chamados media tradicionais para a <i>world wide web</i> (Koop &amp; Jansen, 2005; Thimm, 2012), elevando esta &uacute;ltima &agrave; categoria daquilo que Donath designou, n&atilde;o sem alguma propriedade, por <i>social machine</i> (Donath, 2014).</p>     <p>Hoje, mais de tr&ecirc;s bili&otilde;es de pessoas em todo o mundo t&ecirc;m acesso &agrave; internet e este facto passou for&ccedil;osamente a integrar a reflex&atilde;o sobre as democracias contempor&acirc;neas, dependentes, mais do que das prefer&ecirc;ncias dos eleitores, dos processos de forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o que as antecedem e em que os media digitais participam de forma ativa e determinante. (Gimmler, 2001; Dahlberg, 2007; Rasmussen, 2009; Thimm, 2012)</p>     <p>Esta nova comunica&ccedil;&atilde;o digital de massas, que Castells designou de mass-self (Castells, 2009), transferiu para a web uma parte que se cr&ecirc; substancial da forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o individual, crucial tanto para a afirma&ccedil;&atilde;o do valor da liberdade como para a sobreviv&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios regimes democr&aacute;ticos (Polat, 2005; Best &amp; Wade, 2009), gerando um novo ramo de investiga&ccedil;&atilde;o social interessado em compreender a forma como os eleitores participam no debate pol&iacute;tico online e decidem o voto.</p>     <p>A hip&oacute;tese de a <i>world wide web</i> constituir um novo espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o e de delibera&ccedil;&atilde;o assume-se, por isso, como um tema centr&iacute;peto para investigadores de todo o mundo, sobretudo &agrave; medida que a tecnologia permitiu abordagens verdadeiramente inovadoras &agrave;s problem&aacute;ticas das ci&ecirc;ncias sociais, entre as quais a possibilidade de previs&atilde;o dos resultados eleitorais a partir das trocas sem&acirc;nticas realizadas online.</p>     <p>No presente estudo, esta &uacute;ltima quest&atilde;o ser&aacute; explorada, propondo-se analisar o posicionamento eleitoral da opini&atilde;o p&uacute;blica portuguesa expresso na <i>world wide web</i> no m&ecirc;s anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014. O objetivo ser&aacute; determinar a rela&ccedil;&atilde;o eventualmente existente entre texto online e n&uacute;mero de votos, em particular se a m&eacute;trica do volume de refer&ecirc;ncias, designada de <i>buzz</i>, &eacute; adequada a cumprir este desiderato. De modo a fazer avan&ccedil;ar este tipo de pesquisas, normalmente centradas na categoria &ldquo;partido&rdquo; e, em rar&iacute;ssimos casos, na categoria &ldquo;coliga&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Tumasjan et al., 2010), aqui se prop&otilde;e o teste de duas novas categorias de an&aacute;lise - &ldquo;lista&rdquo; e &ldquo;cabe&ccedil;a-de-lista&rdquo; &ndash; cujo comportamento ser&aacute; avaliado mediante a sua correspond&ecirc;ncia com os resultados eleitorais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes objetivos ser&atilde;o cumpridos atrav&eacute;s da resposta a quatro quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o que passamos a enunciar:</p>     <p>Quest&atilde;o n&ordm;1</p>     <p>O volume de refer&ecirc;ncias na web a um partido pol&iacute;tico ou coliga&ccedil;&atilde;o concorrente a um ato eleitoral pode ser considerado equipar&aacute;vel ao n&uacute;mero de votos que vir&atilde;o a ser recolhidos por cada um dos candidatos?</p>     <p>E, em caso positivo, qual o volume de refer&ecirc;ncias que apresenta maior valor preditivo: o volume m&eacute;dio do per&iacute;odo em an&aacute;lise ou o verificado durante a semana que antecede as elei&ccedil;&otilde;es?</p>     <p>Quest&atilde;o n&ordm;2</p>     <p>No caso das coliga&ccedil;&otilde;es, qual a m&eacute;trica que apresenta maior valor preditivo: o volume de refer&ecirc;ncias ao nome da coliga&ccedil;&atilde;o ou o somat&oacute;rio do buzz das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que a integram?</p>     <p>Quest&atilde;o n&ordm;3</p>     <p>Relativamente &agrave; lista apresentada por cada for&ccedil;a pol&iacute;tica candidata, poder&aacute; o volume de refer&ecirc;ncias aos elementos que a integram ser indicativo dos resultados eleitorais?&nbsp;</p>     <p>Quest&atilde;o n&ordm;4</p>     <p>Quanto &agrave; presen&ccedil;a online dos cabe&ccedil;as-de-lista, qual a import&acirc;ncia relativa de cada um, atendendo &agrave; notoriedade expressa pelo volume de refer&ecirc;ncias? Ser&aacute; que o buzz dos cabe&ccedil;as de lista candidatos se equipara aos resultados eleitorais da for&ccedil;a pol&iacute;tica que lideram?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A resposta a estas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e o desenvolvimento de uma metodologia pr&oacute;pria, apresentada no ponto 3, bem como o aprofundamento da quest&atilde;o te&oacute;rica subjacente, relativa &agrave; conce&ccedil;&atilde;o da <i>world wide web</i> como uma Big Data e ao seu contributo para a investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais. Como veremos adiante, estes temas corporizam atualmente um importante ramo de investiga&ccedil;&atilde;o em particular no dom&iacute;nio da Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>A <i>world wide web</i> como Big Data</B></p>     <p>Para as ci&ecirc;ncias sociais, uma das val&ecirc;ncias mais interessantes da <i>world wide web</i> &eacute; enquanto novo campo de estudo, um grande texto aberto onde o sentido vai sendo expresso livremente. Sobretudo desde a primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, quando a massifica&ccedil;&atilde;o do acesso online se efetivou, que este grande texto tem vindo a crescer exponencialmente, estimando-se que o universo digital, entendido como os dados digitais criados e copiados anualmente, duplique de tamanho a cada dois anos e atinja, no ano 2020, os 44 trili&otilde;es de gigabytes (Halfpenny &amp; Procter, 2015).</p>     <p>Tamanhos volume e variedade de informa&ccedil;&atilde;o processada a uma velocidade t&atilde;o expressiva obrigaram &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de estudo e de gest&atilde;o espec&iacute;ficos, assim como a uma abordagem conceptual que permitisse passar do texto ao mega-texto, ou seja de uma unidade lingu&iacute;stica at&eacute; aqui pass&iacute;vel de ser analisada manualmente por m&eacute;todos tradicionais para uma base de dados cujos dimens&atilde;o, variedade e ritmo de crescimento inviabilizam o seu estudo n&atilde;o mediado. Esta &uacute;ltima perspetiva de estudo foi designada de <i>text as data</i> (Grimmer &amp; Stwart, 2013; Beno&icirc;t, et al 2013; Beno&icirc;t, 2016;) e, segundo ela, o texto passa a ser entendido como um conjunto de dados, ou seja, &ldquo;informa&ccedil;&atilde;o que pode traduzir-se por n&uacute;meros, texto, som ou imagem (...), possui uma estrutura e passou por uma qualquer forma de processamento&rdquo; (Halfpenny &amp; Procter, 2015).</p>     <p>Uma conce&ccedil;&atilde;o t&atilde;o positivista do texto levanta inevit&aacute;veis obje&ccedil;&otilde;es por parte das escolas fenomenol&oacute;gica, interpretativista e hermen&ecirc;utica, cuja abordagem assenta no campo diametralmente oposto, centrado na polissemia da palavra e na riqueza interpretativa da pr&oacute;pria rece&ccedil;&atilde;o, mas torna-se hoje dif&iacute;cil negar as potencialidades que a tecnologia aportou &agrave; an&aacute;lise textual, sobretudo quando est&atilde;o em causa corpus cujas dimens&atilde;o e complexidade impediriam a realiza&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio estudo n&atilde;o computorizado.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Assumir a internet como uma base de dados de acesso aberto remete para o campo das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o, dom&iacute;nio cient&iacute;fico que tradicionalmente se tem ocupado do tema e que nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas se especializou no estudo de um tipo particular de bases de dados, aquelas cujas dimens&atilde;o, variedade e velocidade de crescimento obrigam &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas de an&aacute;lise e de gest&atilde;o. A estas bases de dados que desafiam as tradicionais t&eacute;cnicas de estudo, a ci&ecirc;ncia designou de Big Data e o conte&uacute;do da <i>world wide web</i> constitui desta um dos exemplos mais expressivos (Halfpenny &amp; Procter, 2015).</p>     <p>A Big Data trouxe &agrave;s Ci&ecirc;ncias Sociais um conjunto de novas possibilidades assentes na ado&ccedil;&atilde;o de modelos computacionais que acabaram por gerar um novo campo de estudo designado de Ci&ecirc;ncias Sociais Computacionais.</p>     <p>Este tipo de an&aacute;lises tem incidido sobre quatro distintos espectros de abordagem (Chang et al., 2013): macro, meso, micro e nano. O macro espectro corresponde &agrave; escala mais alargada, permitindo a identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o nacionais, regionais ou setoriais; o meso-espectro corresponde a uma escala interm&eacute;dia de an&aacute;lise, grupal, como seja os comportamentos de um determinado grupo de consumidores; o micro espectro corresponde &agrave; escala individual e o nano espectro &agrave; escala psicol&oacute;gica ou emocional.</p>     <p>Segundo outra perspetiva, relativa &agrave; atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados, os cientistas sociais t&ecirc;m ao seu dispor dois tipos de dados, cabendo-lhes selecionar o mais apropriado para a investiga&ccedil;&atilde;o: stocks e fluxos. Os stocks de dados consistem em tabelas provenientes de bases de dados existentes e que podem ser atualizadas em diferentes momentos (por exemplo, tabelas salariais que s&atilde;o atualizadas anualmente); os fluxos de dados, por sua vez, s&atilde;o dados atualizados em perman&ecirc;ncia (por exemplo, os <i>clicks</i> de utilizadores de internet num <i>banner </i>publicit&aacute;rio). (Chang et al., 2013)&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><B>Big Data e Ci&ecirc;ncias Sociais</B></p>     <p>A Big Data constitui para a ci&ecirc;ncia moderna simultaneamente uma oportunidade e um desafio, embora o grau de utiliza&ccedil;&atilde;o que as ci&ecirc;ncias sociais, em particular, atualmente dela fazem pare&ccedil;a ainda muito diminuto face &agrave;s potencialidades antevistas. Estaremos porventura perante aquilo que Kuhn (Kuhn, 1962) designou de &laquo;mudan&ccedil;a de paradigma&raquo;, j&aacute; que os ganhos cient&iacute;ficos aportados pela Big Data, produto da mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica, da converg&ecirc;ncia interdisciplinar, da anal&iacute;tica de dados e de novos pr&aacute;ticas e ambientes organizacionais (Chang et al., 2013), permitem fortalecer as possibilidades de &laquo;generaliza&ccedil;&atilde;o, controle e realismo&raquo; da investiga&ccedil;&atilde;o (Chang et al., 2013), assumindo-se como alternativa aos m&eacute;todos tradicionais.</p>     <p>Atualmente, podem ser identificadas cinco linhas de investiga&ccedil;&atilde;o em Big Data no campo das Ci&ecirc;ncias Sociais: uma linha focada na utiliza&ccedil;&atilde;o da Big Data para o aprofundamento do estudo do contexto; uma segunda linha dedicada a explorar o potencial da Big Data para o melhor conhecimento de processos como os da personaliza&ccedil;&atilde;o e da h&iacute;per-diferencia&ccedil;&atilde;o e sua aplica&ccedil;&atilde;o ao dom&iacute;nio da Gest&atilde;o; uma terceira linha que visa utilizar a Big Data para o estabelecimento de padr&otilde;es, a formula&ccedil;&atilde;o de explica&ccedil;&otilde;es e a previs&atilde;o de acontecimentos; uma quarta linha dedicada a conhecer os impactos do comportamento humano nos mercados e uma quinta linha voltada para o estudo de fen&oacute;menos como os da privacidade e dos direitos (Chang et al., 2013).</p>     <p>A primeira linha de investiga&ccedil;&atilde;o visa aplicar a Big Data &agrave;s &aacute;reas da Gest&atilde;o, permitindo um melhor conhecimento nomeadamente do contexto em que o consumidor realiza as suas escolhas.</p>     <p>A segunda linha de investiga&ccedil;&atilde;o dedica-se a conhecer os processos de personaliza&ccedil;&atilde;o e de h&iacute;per-diferencia&ccedil;&atilde;o, aproveitando &ldquo;a extraordin&aacute;ria quantidade de dados que podem, hoje, ser recolhidos acerca do consumidor&rdquo; e utilizando-os para produzir &ldquo;mudan&ccedil;as pass&iacute;veis de garantir a maximiza&ccedil;&atilde;o do valor quer na perspetiva do consumidor quer na do vendedor&rdquo; (Chang et al., 2013: 11). Abordagens experimentais nesta &aacute;rea, com base em processos de recolha de dados por computador, de monitoriza&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o e de geo- localiza&ccedil;&atilde;o de dados, t&ecirc;m permitido chegar a importantes inova&ccedil;&otilde;es no design de produtos e servi&ccedil;os.</p>     <p>A terceira linha de investiga&ccedil;&atilde;o dedica-se a aplicar os m&eacute;todos de estudo da Big Data &agrave; an&aacute;lise de acontecimentos (event-focused analysis) bem como a produzir informa&ccedil;&atilde;o comportamental e econ&oacute;mica ao n&iacute;vel individual, grupal e de rede a partir de dados recolhidos digitalmente. Este tipo de an&aacute;lises tem permitido a identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es e a produ&ccedil;&atilde;o de explica&ccedil;&otilde;es e, aliado &agrave;s an&aacute;lises previsionais, tornou poss&iacute;vel a previs&atilde;o de acontecimentos (Campbell, 2000; Clements &amp; Hendry, 2011; Gelman, 2012; Bollen et al., 2010; Asur &amp; Huberman, 2010; Gayo-Avello, 2012).</p>     <p>A quarta linha de investiga&ccedil;&atilde;o visa compreender os impactos do comportamento humano nos grupos sociais e nos mercados a partir dos novos mecanismos de recolha de dados. Exemplos de estudos s&atilde;o &ldquo;o com&eacute;rcio e os leil&otilde;es eletr&oacute;nicos, os mercados digitais, os volumes de transa&ccedil;&atilde;o por cart&atilde;o de cr&eacute;dito, os fluxos de tr&aacute;fego e de transporte e a opini&atilde;o&rdquo; dos utilizadores (Chang et al., 2013: 11).</p>     <p>Uma quinta e &uacute;ltima linha de investiga&ccedil;&atilde;o foca-se no estudo dos desafios &agrave; privacidade e aos direitos individuais criados pelo advento da Big Data.</p>     <p>N&atilde;o obstante a variedade de problem&aacute;ticas em estudo, a investiga&ccedil;&atilde;o em Big Data, a partir de dados de proveni&ecirc;ncias t&atilde;o variadas como &ldquo;os leil&otilde;es online, as comunica&ccedil;&otilde;es nas redes sociais, as redes de telem&oacute;vel, as plataformas de videojogos, os motores de pesquisa e os blogues&rdquo; (Chang et al., 2013: 6), parece particularmente votada a abordagens multidisciplinares, sobretudo quando est&aacute; em causa a realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias no &acirc;mbito da chamada <i>business intelligence</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A adequa&ccedil;&atilde;o desta multidisciplinaridade ao estudo da Big Data adv&eacute;m sobretudo do car&aacute;ter interdisciplinar dos pr&oacute;prios dados, pass&iacute;veis de gerar informa&ccedil;&atilde;o muito diversificada consoante a natureza das abordagens desenvolvidas.</p>     <p>     <blockquote>Algu&eacute;m com uma especializa&ccedil;&atilde;o em Sociologia e em Psicologia pode n&atilde;o se aperceber das oportunidades de conhecimento&rdquo; presentes numa Big Data se n&atilde;o utilizar t&eacute;cnicas de minera&ccedil;&atilde;o de dados ou de machine learning, por exemplo (Chang et al., 2013: 6), o mesmo acontecendo nos campos da estat&iacute;stica e da economia.</blockquote>     <p></p>     <p>A multidisciplinaridade no estudo de Big Data em Ci&ecirc;ncias Sociais incide nos planos te&oacute;rico e metodol&oacute;gico e apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No plano te&oacute;rico, verifica-se uma desadequa&ccedil;&atilde;o entre as teorias existentes e as problem&aacute;ticas que carecem de explica&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise de Big Data.</p>     <p>     <blockquote>As teorias mais relevantes prov&ecirc;m da Sociologia, das Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, da ci&ecirc;ncia cognitiva e da Psicologia Social. Mas saber de que modo se formam as rela&ccedil;&otilde;es entre participantes &eacute; do dom&iacute;nio da Economia de rede, da investiga&ccedil;&atilde;o em opera&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-gr&aacute;ficas, computa&ccedil;&atilde;o e contabilidade. Muito do que est&aacute; a acontecer pode ser descrito por medi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de representa&ccedil;&otilde;es abstratas como Gráficos (...) ou tabelas&rdquo; (Chang et al., 2013: 7).&nbsp;&nbsp;</blockquote>     <p></p>     <p>A medi&ccedil;&atilde;o, de resto, constitui um desafio significativo no estudo de Big Data em Ci&ecirc;ncias Sociais. O problema adv&eacute;m do car&aacute;ter inovador e diversificado dos aspetos a serem medidos, j&aacute; que boa parte das quest&otilde;es que requerem medida, como sejam &ldquo;a for&ccedil;a das rea&ccedil;&otilde;es e comunica&ccedil;&otilde;es humanas, a posi&ccedil;&atilde;o e a dist&acirc;ncia entre entidades numa rede, os custos da comunica&ccedil;&atilde;o, as mudan&ccedil;as na opini&atilde;o social, as altera&ccedil;&otilde;es nas intera&ccedil;&otilde;es entre organiza&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos, entre outras&rdquo;, s&atilde;o in&eacute;ditas em Ci&ecirc;ncias Sociais e requerem abordagens e m&eacute;tricas provenientes de v&aacute;rios campos do saber.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em segundo lugar, existe ainda a desadequa&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos e das m&eacute;tricas tradicionais das Ci&ecirc;ncias Sociais ao estudo de Big Data.</p>     <p>     <blockquote>Os dados podem n&atilde;o apresentar as propriedades de amostragem&raquo; frequentes nas Ci&ecirc;ncias Sociais, para al&eacute;m de requererem novos m&eacute;todos que permitam retirar sentido das rela&ccedil;&otilde;es causais observadas. &ldquo;Parece, por isso, apropriado&rdquo;, escrevem Chang et al., &ldquo;desenvolver uma abordagem interdisciplinar e multi-perspetiva que permita chegar de fato aos resultados mais interessantes&rdquo; (Chang et al., 2013: 6).&nbsp;</blockquote>     <p></p>     <p>As quest&otilde;es metodol&oacute;gicas encontram-se entre os maiores desafios colocados hoje &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da Big Data no dom&iacute;nio das Ci&ecirc;ncias Sociais, existindo mesmo quem considere estarmos verdadeiramente perante um m&eacute;todo novo alicer&ccedil;ado em novas estrat&eacute;gias de observa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Esta tese tem por base quatro argumentos fundamentais: em primeiro lugar, considera-se que a Big Data permite diluir a distin&ccedil;&atilde;o tradicionalmente existente entre os estudos de campo e os estudos laboratoriais, tornando desnecess&aacute;ria</p>     <p>     <blockquote>a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes artificiais em laborat&oacute;rio que (&hellip;)&nbsp; mimetizam o mundo real num ambiente sintetizado. Pelo contr&aacute;rio, recolhe-se informa&ccedil;&atilde;o que representa os elementos fundamentais das a&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es humanas (&hellip;) diretamente do mundo real como tra&ccedil;os digitais do comportamento humano.&rdquo; (Chang et al., 2013);</blockquote>     <p></p>     <p>em segundo lugar, cr&ecirc;-se que a Big Data aumentar&aacute; significativamente aquilo a que os autores designam de realismo na pesquisa experimental, ao permitir um alargamento do espectro de investiga&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da dimens&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es estudadas assim como dos temas em an&aacute;lise; em terceiro lugar, desafia a centralidade da teoria no processo cient&iacute;fico, j&aacute; que a an&aacute;lise em Big Data coloca o &ecirc;nfase na qualidade dos dados recolhidos e dos m&eacute;todos de an&aacute;lise e n&atilde;o na qualidade das teorias formuladas, alguns autores considerando estarmos perante uma abordagem de &ldquo;grounded theory (&hellip;) mas suportada por Big Data e envolvendo a utiliza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises preditivas&rdquo; (Chang et al., 2013); o quarto e &uacute;ltimo argumento assenta na ideia de que a utiliza&ccedil;&atilde;o de Big Data em ci&ecirc;ncias sociais permite limitar consideravelmente o car&aacute;ter intrusivo de algumas pesquisas ao mesmo tempo que garante maior precis&atilde;o nos dados recolhidos e maior controle da parte do investigador.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><B>Pol&iacute;tica e texto online</B></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o da <i>world wide web</i> enquanto Big Data socialmente representativa constitui uma das mais recentes correntes metodol&oacute;gicas no dom&iacute;nio das ci&ecirc;ncias sociais, seguindo o pressuposto de que a web constitui um espa&ccedil;o de representa&ccedil;&atilde;o discursiva cujo estudo permite a compreens&atilde;o dos indiv&iacute;duos, dos grupos e das intera&ccedil;&otilde;es sociais, bem como o estabelecimento de infer&ecirc;ncias cuja natureza varia consoante os dom&iacute;nios do conhecimento.</p>     <p>No dom&iacute;nio da Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica, que aqui nos ocupa, o estudo do texto online tem-se desenvolvido em tr&ecirc;s principais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o: uma linha focada na monitoriza&ccedil;&atilde;o dos discursos; uma segunda linha interessada na an&aacute;lise de sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es a esses discursos e uma terceira linha orientada para a an&aacute;lise previsional a partir dos textos e das a&ccedil;&otilde;es presentes na <i>world wide web</i> (Ruas-Ara&uacute;jo et al., 2016).</p>     <p>A primeira linha de investiga&ccedil;&atilde;o dedica-se &agrave; an&aacute;lise dos discursos pol&iacute;tico-partid&aacute;rios online, particularmente os produzidos no &acirc;mbito de uma estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que inclua os media digitais entre os seus instrumentos de trabalho, utilizando-os como suporte de campanha e meio de intera&ccedil;&atilde;o direta com o eleitorado (Strandberg, 2013; Gibson, 2013; Jungherr, 2014). Apesar de frequente nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, esta utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda limitada na Europa, assumindo aqui varia&ccedil;&otilde;es expressivas entre os pa&iacute;ses (Hansen &amp; Kosiara-Pederson, 2014; Jungherr, 2014).</p>     <p>A segunda linha de investiga&ccedil;&atilde;o foca-se no estudo da rece&ccedil;&atilde;o da mensagem pol&iacute;tica e tem na an&aacute;lise de redes sociais um importante dom&iacute;nio de investiga&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que estas se constituem, hoje, como o espa&ccedil;o primordial de rea&ccedil;&atilde;o do eleitorado &agrave;s mensagens dos pol&iacute;ticos. A participa&ccedil;&atilde;o das redes sociais no processo de delibera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica parece constituir, de resto, um dado consensual no atual panorama cient&iacute;fico. Ruas-Ara&uacute;jo et al., por exemplo, reconhecem</p>     <p>     <blockquote>(...) existir um certo consenso sobre a contribui&ccedil;&atilde;o das redes sociais na ativa&ccedil;&atilde;o do chamado capital social (Gil de Z&uacute;&ntilde;iga et. al, 2011) e a modifica&ccedil;&atilde;o das condutas das pessoas que as utilizam, assim como a constata&ccedil;&atilde;o de que as redes sociais come&ccedil;am a ocupar &ndash; ou, pelo menos, a partilhar &ndash; o espa&ccedil;o dos cibermeios de comunica&ccedil;&atilde;o como narradores da realidade (Garc&iacute;a et al., 2012), tarefas at&eacute; h&aacute; pouco tempo limitadas exclusivamente ao dom&iacute;nio do jornalismo tradicional&raquo;. (Ruas-Ara&uacute;jo et al., 2016)</blockquote>     <p></p>     <p>No mesmo sentido manifestam-se Nulty et al. (Nulty et al., 2015: 4), ao considerarem que a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais Facebook e Twitter permitiu nomeadamente aos candidatos &ldquo;aumentar a sua exposi&ccedil;&atilde;o a muito baixo custo (...), o que ajudou candidatos menos conhecidos a sa&iacute;rem da escurid&atilde;o&rdquo;, para al&eacute;m de terem servido de &ldquo;plataforma para os cidad&atilde;os comunicarem diretamente com os candidatos pol&iacute;ticos&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A terceira linha de investiga&ccedil;&atilde;o dedica-se ao estudo da produ&ccedil;&atilde;o e da rece&ccedil;&atilde;o da mensagem pol&iacute;tica online para, a partir destas, procurar desenvolver an&aacute;lises previsionais do sentido de voto do eleitorado. Esta &aacute;rea de estudos preditivos parte do pressuposto de que</p>     <p>     <blockquote>indiv&iacute;duos racionais s&atilde;o capazes de tomar, em conjunto, uma decis&atilde;o quase &oacute;tima, muitas vezes superando a que resulta da intelig&ecirc;ncia individual, o que quer dizer que a multid&atilde;o, entendida como um ser inteligente, &eacute; mais dotada do que a maioria das suas componentes humanas entendidas singularmente&rdquo; (Franch, 2010).</blockquote>     <p></p>     <p>Esta sabedoria das multid&otilde;es, como j&aacute; lhe chamaram, depende, no entanto, como bem notou Surowiecki (Surowiecki, 2004), da diversidade e da independ&ecirc;ncia dos seus atores, assim como de uma estrutura descentralizada, caracter&iacute;sticas que se aproximam fortemente das da internet. &Eacute; justamente esta similitude que legitima os estudos preditivos a partir do universo online.</p>     <p>Nesta corrente de investiga&ccedil;&atilde;o podem ser hoje identificadas duas correntes: uma entusiasta quanto &agrave; validade preditiva das redes sociais (Tumasjan et.&nbsp; al,&nbsp; 2010;&nbsp; Asur&nbsp; &amp;&nbsp; Huberman,&nbsp; 2010;&nbsp; O&acute;Connor&nbsp; et.&nbsp; al,&nbsp; 2010;&nbsp; Tjong &amp; Bos,&nbsp; 2012)&nbsp; e outra cr&iacute;tica (Goldstein&nbsp; &amp;&nbsp; Rainey,&nbsp; 2010;&nbsp; Panagiotis,&nbsp; 2011;&nbsp; Gayo-Avello,&nbsp; 2011&nbsp; e&nbsp; Jungherr, 2011).</p>     <p>Relativamente &agrave; corrente entusiasta, um conjunto de estudos realizados em v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, como s&atilde;o os casos da Gr&atilde;-Bretanha, da Fran&ccedil;a e da Alemanha, tem vindo a confirmar a validade dos media sociais como indicadores do posicionamento do eleitorado, acreditando no potencial preditivo destes.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o demonstrou que n&atilde;o apenas o n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias online aos candidatos pol&iacute;ticos parece ser indicativo dos resultados eleitorais (Tumasjan et. al, 2010; Asur &amp; Huberman, 2010; O&acute;Connor&nbsp; et.&nbsp; al, 2010; Tjong &amp; Bos, 2012) como tamb&eacute;m que as men&ccedil;&otilde;es conjuntas a determinadas for&ccedil;as pol&iacute;ticas parecem indicar a relev&acirc;ncia social de atores como coliga&ccedil;&otilde;es e alian&ccedil;as eleitorais (Tumasjan et al., 2010).</p>     <p>Ruas-Ara&uacute;jo et al. precisam que</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>(...) estudos anteriores defendiam j&aacute; que, no caso do Facebook, o n&uacute;mero de seguidores poderia considerar-se como um indicador v&aacute;lido de &ecirc;xito eleitoral (Williams &amp; Gulati, 2008), outros indicavam que tanto o Twitter como o Facebook eram previsores fi&aacute;veis e precisos (Carr, 2010) e outros contemplavam sobretudo o debate na internet como um ve&iacute;culo para a delibera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (Koop &amp; Jansen, 2009)&rdquo;. (Ruas-Ara&uacute;jo et al., 2016)</blockquote>     <p></p>     <p>A corrente cr&iacute;tica, no entanto, tem-se multiplicado em conclus&otilde;es de sentido contr&aacute;rio, demonstrando que</p>     <p>     <blockquote>os partidos mais votados nem sempre eram os que registavam mais coment&aacute;rios ou atividade online (Bermingham &amp; Smeaton, 2011). Pelo contr&aacute;rio: que as forma&ccedil;&otilde;es menos maiorit&aacute;rias eram as que mais utilizavam esta rede social. Um facto diretamente relacionado com a sua menor capacidade e maior custo de acesso aos meios tradicionais. Os autores deste trabalho tamb&eacute;m observaram que, mais do que os resultados de tipo quantitativo, o verdadeiro valor preditivo do Twitter &ndash; se &eacute; que existe algum &ndash; radicaria na observa&ccedil;&atilde;o qualitativa e n&atilde;o no volume de tweets ou coment&aacute;rios publicados&rdquo;. (Ruas-Ara&uacute;jo et al., 2016)</blockquote>     <p></p>     <p>A abordagem quantitativa que caracteriza a maioria destas an&aacute;lises previsionais assenta na contagem do n&uacute;mero de men&ccedil;&otilde;es a cada candidato pol&iacute;tico, aproximando-se, como nota Schoen et al. (Schoen et al, 2013), dos estudos com base em inqu&eacute;ritos.</p>     <p>Nos question&aacute;rios eleitorais, os inquiridos s&atilde;o instados a indicar o partido ou candidato em quem pensam votar. Depois, essas escolhas s&atilde;o contabilizadas e a propor&ccedil;&atilde;o de men&ccedil;&otilde;es &eacute; interpretada como uma estimativa do n&uacute;mero de votos que cada candidato receber&aacute;. Do mesmo modo, nas previs&otilde;es a partir dos media sociais, as men&ccedil;&otilde;es aos partidos e aos candidatos s&atilde;o contabilizadas e a propor&ccedil;&atilde;o de men&ccedil;&otilde;es &eacute; interpretada como sendo uma estimativa da percentagem de votos que cada partido ou candidato receber&aacute;.</p>     <p>N&atilde;o obstante a similitude entre os dois m&eacute;todos de recolha de dados, algumas diferen&ccedil;as not&oacute;rias recomendam prud&ecirc;ncia na equipara&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que, contrariamente aos inquiridos, os utilizadores de internet n&atilde;o s&atilde;o interpelados no sentido de exprimirem as suas prefer&ecirc;ncias, antes manifestam-se livremente online, podendo mencionar, elogiar, questionar ou criticar um partido ou candidato. As men&ccedil;&otilde;es detetadas por qualquer software de recolha de refer&ecirc;ncias online possuem, por isso, uma grande variedade de sentidos, n&atilde;o podendo ser associadas ao apoio a for&ccedil;as pol&iacute;ticas.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Aberto o debate sobre esta hip&oacute;tese de correspond&ecirc;ncia entre os mundos online e offline, um conjunto de quest&otilde;es surge para a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, o presente artigo situando-se justamente neste dom&iacute;nio, visando estudar o papel dos media digitais no processo eleitoral da Uni&atilde;o Europeia, em particular o caso das elei&ccedil;&otilde;es portuguesas de 2014 para o Parlamento Europeu.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Interessa aqui testar a validade dos media digitais enquanto instrumento de aferi&ccedil;&atilde;o da vontade popular, propondo-se para tal desenvolver um estudo comparativo entre a notoriedade na web dos candidatos portugueses &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 e os resultados eleitorais. A demonstra&ccedil;&atilde;o de proximidade entre a notoriedade web dos candidatos e a distribui&ccedil;&atilde;o dos votos permitir&aacute; n&atilde;o apenas corroborar a corrente favor&aacute;vel &agrave; capacidade preditiva eleitoral das redes sociais como tamb&eacute;m refor&ccedil;ar a hip&oacute;tese de correspond&ecirc;ncia entre as realidades online e offline; a demonstra&ccedil;&atilde;o de distanciamento entre essas duas vari&aacute;veis levar&aacute; &agrave; conclus&atilde;o contr&aacute;ria. Em qualquer caso, contribui-se para colmatar a necessidade de investiga&ccedil;&otilde;es neste dom&iacute;nio que, tal como escreve Ruas-Ara&uacute;jo et al., seguindo ali&aacute;s a opini&atilde;o da generalidade dos investigadores desta &aacute;rea, &ldquo;contribuam para valorar o n&iacute;vel de predi&ccedil;&atilde;o das redes sociais&rdquo; (Ruas-Ara&uacute;jo et al., 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Metodologia: op&ccedil;&atilde;o por uma abordagem de ecologia integrada</B></p>     <p>Do ponto de vista cient&iacute;fico, a <i>world wide web </i>constitui um vasto universo de an&aacute;lise pass&iacute;vel de ser analisado atrav&eacute;s de distintas abordagens, das quais duas se destacam: a abordagem modal e a abordagem ecol&oacute;gica integrada (Tufekci, 2014). A primeira, de tipo sincr&oacute;nico, consiste na sele&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico organismo para an&aacute;lise e no seu estudo aprofundado, sendo um bom exemplo o caso do estudo da rede social digital Twitter; a segunda, de tipo diacr&oacute;nico, consiste na constru&ccedil;&atilde;o de uma amostra dos v&aacute;rios organismos existentes no ecossistema e no seu estudo alargado, sendo um bom exemplo os estudos de Franch (Franch, 2013).</p>     <p>Apesar de a abordagem modal ser dominante nas pesquisas nesta &aacute;rea, focando quase sempre a rede social Twitter devido &agrave; facilidade de acesso aos dados e &agrave; tecnologia, ela apresenta um conjunto de limita&ccedil;&otilde;es pass&iacute;veis de colocar em causa a validade cient&iacute;fica dos estudos. Estas limita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o particularmente expressivas no caso de pesquisas que utilizam o Twitter como amostra do tecido social, j&aacute; que tendem a tecer generaliza&ccedil;&otilde;es a partir de caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas desta rede social, como sejam tipos particulares de conte&uacute;dos, de intera&ccedil;&atilde;o e de popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No entanto, tal como recorda Tufekci, &ldquo;estes desafios n&atilde;o significam que as an&aacute;lises a uma &uacute;nica plataforma n&atilde;o sejam v&aacute;lidas. Contudo, estas devem ter presente que n&atilde;o est&atilde;o a examinar um sistema fechado e que podem existir efeitos que n&atilde;o sejam vis&iacute;veis porque a informa&ccedil;&atilde;o relevante n&atilde;o est&aacute; contida na plataforma&rdquo; (Tufekci, 2014).</p>     <p>Tendo em conta a necessidade de encontrar uma amostra mais representativa do tecido social, na presente pesquisa optou-se por recusar a an&aacute;lise exclusiva do universo Twitter e desenvolver uma abordagem de ecologia integrada que reunisse uma variedade de organismos online, tais como as redes sociais Twitter, Facebook e Google+, s&iacute;tios de &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, blogues, entre outros.</p>     <p>Uma tal amostra, por possuir uma composi&ccedil;&atilde;o mais diversificada, representa diferentes tipos de intera&ccedil;&atilde;o, de textos e de utilizadores, pass&iacute;veis de melhor refletir a diversidade de comportamentos presente no universo online e, como tal, de possuir um grau mais elevado de representatividade do universo em estudo.</p>     <p>Definido o modelo da abordagem, as etapas seguintes foram a sele&ccedil;&atilde;o do software e a identifica&ccedil;&atilde;o das categorias de an&aacute;lise.</p>     <p>O software selecionado para realizar a pesquisa foi uma plataforma SaaS, de coleta, monitoramento e an&aacute;lise de texto colocado online proveniente de mais de 150 milh&otilde;es de fontes em todo o mundo - tais como sites noticiosos, blogs e f&oacute;runs e redes sociais como o Facebook, o Google+, o Foursquare, o Instagram e o Twitter.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O acesso a estas fontes &eacute; vari&aacute;vel em extens&atilde;o: no caso dos sites dos media tradicionais, analisa todos os existentes em Portugal; no caso dos blogs e f&oacute;runs, analisa uma amostra selecionada aleatoriamente; no caso do Twitter, a plataforma alcan&ccedil;a todos os seus dados; no caso do Facebook, do Google+, do Foursquare e do Instagram analisa uma amostra selecionada aleatoriamente.</p>     <p>A an&aacute;lise neste dispositivo pode ser gerida mediante a sele&ccedil;&atilde;o dos filtros considerados pertinentes para o estudo, como sejam o tipo de media, o pa&iacute;s, a l&iacute;ngua e a data.</p>     <p>Na presente investiga&ccedil;&atilde;o, dado ter-se optado por uma abordagem de ecologia integrada ao posicionamento politico-partid&aacute;rio do eleitorado portugu&ecirc;s durante o m&ecirc;s anterior &agrave; data das elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014, definiram-se os seguintes par&acirc;metros de an&aacute;lise:</p>     <p>Tipo de media: todos</p>     <p>Pa&iacute;s: Portugal</p>     <p>L&iacute;ngua: portugu&ecirc;s</p>     <p>M&eacute;trica: buzz (n&uacute;mero de men&ccedil;&otilde;es)</p>     <p>Per&iacute;odo de an&aacute;lise: de 24 de abril a 24 de maio de 2014</p>     <p>Quanto &agrave;s categorias de an&aacute;lise, estas foram constru&iacute;das de acordo com os objetivos do estudo, ou seja, num primeiro momento monitorizar a notoriedade dos candidatos portugueses no m&ecirc;s anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 e, num segundo momento, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise comparativa com os resultados eleitorais, aferir o grau de proximidade entre os dois valores, ou seja, o &iacute;ndice de preditibilidade da m&eacute;trica buzz.</p>     <p>Tr&ecirc;s categorias foram criadas: a categoria &ldquo;Partido/coliga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que inclui os partidos e coliga&ccedil;&otilde;es candidatos; a categoria &ldquo;Cabe&ccedil;a de lista&rdquo;, relativa aos cabe&ccedil;as de lista de cada candidatura e a categoria &ldquo;Lista&rdquo;, relativa aos primeiros dez nomes que comp&otilde;em cada candidatura, excetuando o cabe&ccedil;a de lista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Definidas as categorias de an&aacute;lise, passou-se &agrave; fase da codifica&ccedil;&atilde;o, que permitiu a constru&ccedil;&atilde;o da seguinte matriz de an&aacute;lise:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo os estudos preditivos j&aacute; realizados, a presente an&aacute;lise incidiu exclusivamente sobre o volume de men&ccedil;&otilde;es (tamb&eacute;m designado de buzz), tendo abdicado expressamente de qualquer an&aacute;lise qualitativa. Trata-se, por conseguinte, de uma macro-an&aacute;lise de fluxos (Chang et al., 2013) que contabiliza o n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias a cada categoria de an&aacute;lise publicadas online durante o per&iacute;odo em estudo, permitindo conhecer o posicionamento do universo nacional portugu&ecirc;s.</p>     <p>O per&iacute;odo de an&aacute;lise escolhido foi o compreendido entre 24 de abril e 24 de maio de 2014, m&ecirc;s anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014, tendo este sido dividido em sub-per&iacute;odos semanais que permitissem identificar eventuais flutua&ccedil;&otilde;es na notoriedade de cada candidato.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Resultados</B></p>     <p><i>Quest&atilde;o n&ordm;1</i></p> <ol>       <li>O volume de refer&ecirc;ncias na web aos partidos pol&iacute;ticos ou coliga&ccedil;&otilde;es concorrentes &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 pode ser considerado equipar&aacute;vel ao n&uacute;mero de votos que vir&atilde;o a ser recolhidos por cada um dos candidatos?</li>       <li>E, em caso positivo, qual o volume de refer&ecirc;ncias que apresenta maior valor preditivo: o volume m&eacute;dio do per&iacute;odo em an&aacute;lise ou o verificado durante a semana que antecede as elei&ccedil;&otilde;es?</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>Os resultados obtidos permitem responder positivamente &agrave; quest&atilde;o n&ordm;1 a, j&aacute; que a ordena&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as pol&iacute;ticas candidatas &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de 2014 para o PE, segundo o volume de refer&ecirc;ncias na web, se assemelha ao ranking dos candidatos segundo o n&uacute;mero de votos obtidos nesse mesmo sufr&aacute;gio. Como podemos ver pelos <a href="#g1">Gráfico nr1</a> e <a href="#g2">2</a>, o PS &eacute; a for&ccedil;a que conta com mais refer&ecirc;ncias online e mais votos, seguido da coliga&ccedil;&atilde;o AP, da CDU e do BE.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="g2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre estas duas vari&aacute;veis altera-se, no entanto, consoante o per&iacute;odo de an&aacute;lise, sendo negativa no caso do estudo da m&eacute;dia de refer&ecirc;ncias da &uacute;ltima semana de campanha e positiva no caso do estudo da m&eacute;dia de refer&ecirc;ncias do m&ecirc;s imediatamente anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es. A an&aacute;lise comparativa dos <a href="#g1">Gráfico nr1</a> e <a href="#g2">2</a> permite concluir que o <i>buzz</i> m&eacute;dio mensal &eacute; a m&eacute;trica que produz valores que mais se aproximam dos resultados eleitorais, a m&eacute;trica do <i>buzz</i> m&eacute;dio da &uacute;ltima semana antes das elei&ccedil;&otilde;es apresentando um diferencial superior relativamente &agrave; percentagem de votos recolhidos (ver <a href="#g3">Gráfico nr3</a>).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="g4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste sentido, a resposta &agrave; quest&atilde;o n&ordm; 1b &eacute; a de que o volume de refer&ecirc;ncias que apresenta maior valor preditivo &eacute; o relativo ao <i>buzz</i> m&eacute;dio do m&ecirc;s anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes dois resultados permitem formular algumas hip&oacute;teses explicativas. No caso da resposta &agrave; quest&atilde;o 1a - que vai no sentido de corroborar a validade preditiva da <i>world wide web</i>, equiparando a ordena&ccedil;&atilde;o dos partidos pol&iacute;ticos, segundo o volume de refer&ecirc;ncias na web, &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o destes ap&oacute;s o escrut&iacute;nio - a equipara&ccedil;&atilde;o de resultados aludida parece refor&ccedil;ar a tese de Surowiecki (Surowiecki, 2004) que, na linha de Galton (Galton, xx), veio sublinhar a qualidade das decis&otilde;es resultantes de certo tipo de agregados populacionais, como &eacute; o caso da <i>world wide web</i>, relativamente &agrave;s tomadas por qualquer indiv&iacute;duo isoladamente, postulado que ser&aacute; desenvolvido e discutido na conclus&atilde;o deste artigo.</p>     <p>J&aacute; quanto &agrave; resposta &agrave; quest&atilde;o 1b &ndash; que faz prevalecer o valor preditivo da m&eacute;dia mensal sobre o da semana que antecede o ato eleitoral - esta permite compreender a especificidade do comportamento da opini&atilde;o p&uacute;blica online, colocando em causa a relev&acirc;ncia preditiva das opini&otilde;es manifestadas nos dias anteriores ao sufr&aacute;gio a favor da informa&ccedil;&atilde;o recolhida durante um per&iacute;odo mais extenso. Neste sentido, o valor preditivo da tend&ecirc;ncia de m&eacute;dio-prazo parece sobrepor-se ao da tend&ecirc;ncia de curto-prazo.</p>     <p><i>Quest&atilde;o n&ordm;2</i></p>     <p>No caso das coliga&ccedil;&otilde;es, qual a m&eacute;trica que apresenta maior valor preditivo: o volume de refer&ecirc;ncias ao nome da coliga&ccedil;&atilde;o ou a soma do <i>buzz</i> das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que a integram?</p>     <p>A an&aacute;lise indica que a soma das refer&ecirc;ncias &agrave;s for&ccedil;as pol&iacute;ticas que integram a coliga&ccedil;&atilde;o Alian&ccedil;a Portugal - PSD e CDS-PP &ndash; possui maior valor preditivo do que o <i>buzz</i> do nome da pr&oacute;pria coliga&ccedil;&atilde;o. Tal como podemos ver no <a href="#g5">Gráfico nr5</a>, o <i>buzz</i> de Alian&ccedil;a Portugal apresenta valores 15,9% superiores ao n&uacute;mero de votos obtidos por essa for&ccedil;a candidata, o diferencial sendo menor no caso da an&aacute;lise do <i>buzz</i> dos partidos pol&iacute;ticos que integram a coliga&ccedil;&atilde;o e que, apesar de inferior aos resultados eleitorais da AP, se situam apenas 5,9% abaixo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Estes resultados podem talvez ser explicados pelo facto de, n&atilde;o obstante a coliga&ccedil;&atilde;o candidata possuir uma designa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, esta ser habitualmente criada no contexto do ato eleitoral, pelo que a sua notoriedade se revela naturalmente menor do que a dos partidos pol&iacute;ticos que a integram, habituados a uma presen&ccedil;a nos media durante os per&iacute;odos n&atilde;o-eleitorais. Por este motivo, a utiliza&ccedil;&atilde;o textual da sigla da coliga&ccedil;&atilde;o por parte dos internautas acaba por ser tamb&eacute;m menor, contrariamente ao que acontece com a sigla dos partidos pol&iacute;ticos coligados, marcas j&aacute; referenciadas na mente dos utilizadores digitais. Por outro lado, acresce ainda o facto de, nomeadamente para os simpatizantes de determinada for&ccedil;a pol&iacute;tica, as siglas da coliga&ccedil;&atilde;o e do partido pol&iacute;tico serem percecionadas como sin&oacute;nimas e utilizadas de forma indiscriminada no momento em que aqueles se exprimem online. Ainda assim, neste caso, a utiliza&ccedil;&atilde;o textual da sigla do partido tender&aacute; a ser mais natural do que a da coliga&ccedil;&atilde;o, dada a proximidade afetiva existente entre o eleitor-internauta e a for&ccedil;a pol&iacute;tica em causa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Em consequ&ecirc;ncia, de modo a incrementar a validade dos resultados, a an&aacute;lise da opini&atilde;o p&uacute;blica a partir das trocas sem&acirc;nticas realizadas online dever&aacute;, no caso das coliga&ccedil;&otilde;es e segundo os presentes resultados, centrar-se no estudo das siglas partid&aacute;rias componentes da coliga&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o no nome escolhido para esta &uacute;ltima.</p>     <p><i>Quest&atilde;o n&ordm;3</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; lista apresentada por cada for&ccedil;a pol&iacute;tica candidata, poder&aacute; o volume de refer&ecirc;ncias aos elementos que a integram ser indicativo dos resultados eleitorais?&nbsp;</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do grau de predibilidade da categoria &ldquo;Lista&rdquo; incidiu sobre as duas principais for&ccedil;as partid&aacute;rias &ndash; PS e AP &ndash; j&aacute; que o teste realizado &agrave; notoriedade dos elementos das listas da CDU e do BE produziu resultados t&atilde;o residuais, quando n&atilde;o nulos, que impossibilitaram a pr&oacute;pria realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise.</p>     <p>A an&aacute;lise realizada demonstrou ser a categoria lista uma dimens&atilde;o com fraco &iacute;ndice de predibilidade, j&aacute; que os seus valores n&atilde;o s&oacute; contradizem os resultados eleitorais, colocando a AP &agrave; frente do PS, como se apresentam muito distantes da percentagem de votos obtidos por cada for&ccedil;a candidata. Tal como podemos constatar pelo <a href="#g6">Gráfico nr 6</a>, o <i>buzz</i> m&eacute;dio dos elementos da lista do PS foi de 37%, quase seis pontos percentuais acima dos resultados eleitorais deste partido (31,5%), essa dist&acirc;ncia sendo ainda mais expressiva no caso da AP, cuja notoriedade dos v&aacute;rios elementos da lista (63,25%) se revelou quase 40% acima dos seus resultados eleitorais (27,7%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A preponder&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o da categoria &ldquo;lista&rdquo; por parte dos internautas pode talvez ser explicada pelo efeito &ldquo;personaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, segundo o qual a associa&ccedil;&atilde;o de um rosto e um nome a uma qualquer for&ccedil;a pol&iacute;tica tenderia a aumentar o potencial afetivo desta, humanizando-a e aproximando-a do eleitor.</p>     <p>Seguindo esta tese, o elevado <i>buzz</i> dos nomes dos elementos das listas pode ser explicado pela exist&ecirc;ncia de uma maior proximidade percecionada por parte dos eleitores relativamente aos candidatos do que relativamente aos partidos, o que facilitaria a utiliza&ccedil;&atilde;o dos nomes dos elementos das listas durante a constru&ccedil;&atilde;o textual online.</p>     <p>N&atilde;o obstante o efeito &ldquo;personaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a proximidade percecionada pelos eleitores relativamente aos candidatos traduz-se diferentemente em voto consoante as for&ccedil;as pol&iacute;ticas sejam o PS ou o PSD. No caso do PS verifica-se um <i>buzz</i> menos elevado do que no caso do PSD, o que pode talvez ser explicado i) por uma menor notoriedade dos candidatos socialistas ii) por uma menor dedica&ccedil;&atilde;o do PS &agrave; campanha em meios digitais ou, inversamente, por uma maior dedica&ccedil;&atilde;o aos meios digitais por parte do PSD iii) por um benef&iacute;cio natural do PSD provocado pelo facto de ser o partido de apoio ao governo, o que afetaria positivamente o reconhecimento p&uacute;blico dos candidatos sociais-democratas.</p>     <p><i>Quest&atilde;o n&ordm;4</i></p>     <p>Quanto &agrave; presen&ccedil;a online dos cabe&ccedil;as-de-lista, pode o seu buzz ser considerado preditivo dos resultados eleitorais?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise do grau de predibilidade da categoria &ldquo;cabe&ccedil;a de lista&rdquo; revelou resultados negativos, a grada&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as pol&iacute;ticas segundo este crit&eacute;rio n&atilde;o acompanhando sequer os resultados eleitorais: a AP surge &agrave; frente, seguida pelo PS, pelo BE e pela CDU.</p>     <p>No mesmo sentido, a an&aacute;lise desagregada dos elementos que comp&otilde;em a categoria (Francisco Assis, Paulo Rangel, Jo&atilde;o Ferreira e Marisa Matias) revelou resultados algo contradit&oacute;rios, j&aacute; que a proximidade da notoriedade de cada um relativamente aos resultados eleitorais oscilou consoante as for&ccedil;as pol&iacute;ticas candidatas.</p>     <p>O caso do PS foi aquele que apresentou maior conson&acirc;ncia entre a notoriedade do cabe&ccedil;a-de-lista e os resultados eleitorais, esta rela&ccedil;&atilde;o positiva dissipando-se nos casos das outras tr&ecirc;s for&ccedil;as pol&iacute;ticas analisadas. A notoriedade do cabe&ccedil;a-de-lista da AP revelou-se 16,3% acima do volume de votos obtidos por esta coliga&ccedil;&atilde;o e, nos casos da CDU e do BE, apesar de esta diferen&ccedil;a diminuir acentuadamente, continua ainda a existir, embora no primeiro caso seja 4,4% menor do que os resultados da coliga&ccedil;&atilde;o de esquerda e, no segundo caso, seja 5,4% maior do que os votos recolhidos pelo partido de extrema-esquerda.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g7"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n2/12n2a15g7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Estes resultados apontam para explica&ccedil;&otilde;es distintas consoante as for&ccedil;as pol&iacute;ticas em causa. No caso do PS, o fator &ldquo;referencial institucional&rdquo; sobrep&otilde;e-se ao efeito &ldquo;personaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, j&aacute; que o recurso &agrave; sigla e ao nome do partido, por parte dos internautas, foi maior do que ao cabe&ccedil;a de lista. No caso do PSD, verifica-se o contr&aacute;rio.</p>     <p>Estas constata&ccedil;&otilde;es permitem porventura compreender o tipo de identidade percecionada de cada um destes partidos, o PS possuindo maior referencial institucional e o PSD maior reconhecimento em dimens&otilde;es como as da lideran&ccedil;a e da personaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O caso dos chamados pequenos partidos &eacute; particularmente interessante nesta mat&eacute;ria, j&aacute; que se verifica um fen&oacute;meno semelhante ao conjeturado acima para o PS e o PSD. A CDU &eacute; mais referenciada como for&ccedil;a pol&iacute;tica do que atrav&eacute;s do nome do seu cabe&ccedil;a de lista, o contr&aacute;rio acontecendo com o Bloco de Esquerda, cujo cabe&ccedil;a de lista goza de um <i>buzz</i> mais elevado do que o do pr&oacute;prio partido.</p>     <p>Esta diferen&ccedil;a pode, na linha das hip&oacute;teses explicativas avan&ccedil;adas acima, talvez ser explicada por quest&otilde;es como as da antiguidade da for&ccedil;a pol&iacute;tica e da notoriedade do cabe&ccedil;a de lista. A CDU, cujo principal partido pol&iacute;tico &eacute; o PCP, o mais antigo partido pol&iacute;tico portugu&ecirc;s entre os atuais, parece beneficiar significativamente de um referencial institucional, j&aacute; que o <i>buzz</i> do partido &eacute; mais elevado do que o do cabe&ccedil;a de lista. J&aacute; no caso do Bloco de Esquerda, parece prevalecer o efeito &ldquo;personaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, j&aacute; que o cabe&ccedil;a de lista revela mais notoriedade do que o pr&oacute;prio partido.&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Conclus&otilde;es </B></p>     <p>A an&aacute;lise que precede corrobora algumas das teses existentes no debate cient&iacute;fico sobre a validade preditiva das redes sociais e refuta outras, pelo que gostar&iacute;amos de as aprofundar nesta conclus&atilde;o.</p>     <p>Em primeiro lugar, os resultados obtidos s&atilde;o algo encorajadores quanto &agrave; capacidade preditiva da an&aacute;lise de redes sociais, j&aacute; que permitiram identificar, previamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do sufr&aacute;gio, a ordena&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que viria a resultar das elei&ccedil;&otilde;es. Esta conclus&atilde;o vem refor&ccedil;ar a linha de estudos que, nos &uacute;ltimos anos, tem vindo a defender esta tese.&nbsp;</p>     <p>Os dados recolhidos na <i>world wide web</i> revelam conson&acirc;ncia com os resultados das elei&ccedil;&otilde;es portuguesas para o Parlamento Europeu, tendo expresso corretamente a ordena&ccedil;&atilde;o eleitoral que veio a efetivar-se no dia 25 de maio de 2014. Os resultados permitiram a identifica&ccedil;&atilde;o do candidato vencedor, neste caso o PS, dos segundos partidos mais votados, o PSD e o PP, que se apresentaram coligados, bem como da ordena&ccedil;&atilde;o eleitoral dos dois partidos seguintes, o PCP e o BE.</p>     <p>Esta conson&acirc;ncia verificou-se em ambas as subcategorias testadas - o buzz m&eacute;dio mensal e o <i>buzz</i> m&eacute;dio da semana anterior &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es - embora a dist&acirc;ncia relativamente aos resultados eleitorais se tenha revelado maior neste &uacute;ltimo caso, levando a concluir pela maior validade preditiva relativa da primeira subcategoria referida.</p>     <p>A congru&ecirc;ncia n&atilde;o se verificou, no entanto, no caso da percentagem de votos obtida por cada for&ccedil;a pol&iacute;tica, j&aacute; que os resultados da an&aacute;lise se revelaram sempre acima dos eleitorais.</p>     <p>Em segundo lugar e relativamente &agrave;s categorias de an&aacute;lise testadas, a categoria &ldquo;coliga&ccedil;&atilde;o&rdquo; revelou fraca correspond&ecirc;ncia com os resultados das elei&ccedil;&otilde;es, tendo o n&uacute;mero de men&ccedil;&otilde;es ao nome da coliga&ccedil;&atilde;o candidata &ndash; a Alian&ccedil;a Portugal &ndash; sa&iacute;do sobreavaliado relativamente ao n&uacute;mero de votos recolhidos por esta for&ccedil;a pol&iacute;tica. No entanto, quando testada a correspond&ecirc;ncia entre a soma do n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias aos dois partidos pol&iacute;ticos que integram a coliga&ccedil;&atilde;o e os resultados eleitorais, esta ofereceu resultados mais encorajadores, corroborando, de resto, estudos anteriormente realizados (Tumasjan et al., 2010).</p>     <p>As categorias &ldquo;lista&rdquo; e &ldquo;cabe&ccedil;a de lista&rdquo; revelaram fraca correspond&ecirc;ncia com os resultados eleitorais, embora, desconhecendo-se a exist&ecirc;ncia de outros estudos sobre a validade emp&iacute;rica destas dimens&otilde;es, aquelas mere&ccedil;am ser de novo testadas em investiga&ccedil;&atilde;o futura.</p>     <p>Do que precede se conclui pela validade da <i>world wide web</i> na indica&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias de voto e, em particular, da categoria de an&aacute;lise &ldquo;partido&rdquo;, que se revelou a mais adequada ao estudo do posicionamento da opini&atilde;o p&uacute;blica no momento pr&eacute;-eleitoral.</p>     <p>A sali&ecirc;ncia desta categoria parece depender em forte medida da notoriedade do nome e da sigla em causa, dimens&atilde;o que, por sua vez, resulta de fatores como a longevidade e a intensidade da exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica das mesmas. Esta hip&oacute;tese explicativa sai particularmente refor&ccedil;ada do presente estudo, j&aacute; que o <i>buzz</i> das siglas partid&aacute;rias com maior longevidade, como s&atilde;o os casos das do PS e do PCP, apresenta maior valor preditivo do que o de for&ccedil;as pol&iacute;ticas constitu&iacute;das mais recentemente, como s&atilde;o os casos da Alian&ccedil;a Portugal, formada especificamente para o ato eleitoral em quest&atilde;o, e do Bloco de Esquerda, um dos mais recentes partidos portugueses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, face &agrave;s outras categorias testadas, a categoria &ldquo;partido&rdquo; parece refletir o reconhecimento e a valoriza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da dimens&atilde;o institucional das for&ccedil;as pol&iacute;ticas candidatas a elei&ccedil;&otilde;es, aspetos que se sobrep&otilde;em a quest&otilde;es como a notoriedade do cabe&ccedil;a de lista ou dos elementos da lista. A sali&ecirc;ncia do fator &ldquo;institucionaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, por sua vez, pode apontar para a valoriza&ccedil;&atilde;o social de dimens&otilde;es como a estabilidade, a estandardiza&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a.</p>     <p>Esta sali&ecirc;ncia do fator &ldquo;institucionaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; permite ainda real&ccedil;ar a import&acirc;ncia hist&oacute;rica dos media tradicionais na constru&ccedil;&atilde;o diacr&oacute;nica da identidade organizacional, quest&atilde;o que os designados novos media tender&atilde;o a ampliar para novas dimens&otilde;es comunicativas. No entanto, n&atilde;o obstante o efeito amplificador dos meios digitais, resulta claro desta an&aacute;lise o papel decisivo do <i>capital de notoriedade inicial</i> na constru&ccedil;&atilde;o da sali&ecirc;ncia percetiva de qualquer for&ccedil;a pol&iacute;tica candidata a elei&ccedil;&otilde;es.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Em terceiro e &uacute;ltimo lugar, o presente estudo permitiu refor&ccedil;ar a demonstra&ccedil;&atilde;o da validade cient&iacute;fica da <i>world wide web</i> como universo de an&aacute;lise em Ci&ecirc;ncias Sociais, apontando para a consolida&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese da designada &ldquo;sabedoria das multid&otilde;es&rdquo; (Surowiecki, 2004; Simmons et al. 2011; Hertwig 2012; Koriat 2012), a qual, seguindo uma linha de estudo com quase dois s&eacute;culos de exist&ecirc;ncia (Mackay, 1843; Galton, 1907; Hogarth, 1978; Treynor, 1987; Surowiecki 2004; Kittur and Kraut 2008; Leimeister et al. 2009) defende a qualidade das decis&otilde;es resultantes da agrega&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o em grupos relativamente &agrave;quelas tomadas por membros individualizados.</p>     <p>Esta &ldquo;sabedoria das multid&otilde;es&rdquo; parece ter encontrado na <i>world wide web</i> um espa&ccedil;o particularmente apto ao seu desenvolvimento, j&aacute; que, tal como acontece nos grandes agregados humanos, esta se caracteriza por fatores como a diversidade, a independ&ecirc;ncia, a descentraliza&ccedil;&atilde;o e a agrega&ccedil;&atilde;o dos seus elementos, sendo estes os crit&eacute;rios que diferenciam as designadas <i>multid&otilde;es s&aacute;bias</i> (do ingl&ecirc;s &ldquo;wise crowd&rdquo;) das que o n&atilde;o s&atilde;o, designadas <i>irracionais</i> (do ingl&ecirc;s &ldquo;irrational crowd&rdquo;).</p>     <p>No entanto, tal como ficou demonstrado pelo presente estudo, o otimismo quando &agrave; validade cient&iacute;fica da <i>world wide web</i> como universo de an&aacute;lise dever&aacute; ser moderado na afirma&ccedil;&atilde;o da validade preditiva dos meios digitais em mat&eacute;ria de resultados eleitorais.</p>     <p>A precau&ccedil;&atilde;o acima aludida n&atilde;o visa, contudo, coartar o entusiasmo cient&iacute;fico existente em torno desta &aacute;rea recente, parecendo evidente a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos e o teste de novas categorias de an&aacute;lise, sobretudo no plano nacional, em que rareia investiga&ccedil;&atilde;o neste campo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></p>     <p>AAPOR (2009). <i>An Evaluation of the Methodology of the 2008 Pre-Election Primary Polls</i>. 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Consultado em 6 de marzo de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949910&pid=S1646-5954201800020001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2009). <i>Communication power</i>. Oxford/New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949912&pid=S1646-5954201800020001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ceron, A., Curini L., Stefano M., Giuseppe P. (2013). Every tweet counts? How sentiment analysis of social media can improve our knowledge of citizens&rsquo; policy preferences. 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Twitter, del sondeo a la sonda: nuevos canales de opini&oacute;n, nuevos m&eacute;todos de an&aacute;lisis. <i>M&aacute;s Poder Local</i>, 12, 50-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949925&pid=S1646-5954201800020001500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Conover, M., Goncalves, B., Ratkiewicz, J., Flammini, A. &amp; Menczer, F. (2011). 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Cambridge, MA: MIT Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Drezner, D. &amp; Henry F. (2007). Introduction: Blogs, politics and power: a special issue of Public Choice. <i>Public Choice</i>, 134(1-2): 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949936&pid=S1646-5954201800020001500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durand, C., Blais, A. &amp; Larochelle, M. (2004). The Polls in the 2002 French Presidential Election: An Autopsy. <i>Public Opinion Quarterly</i> 68(4): 602-622.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949938&pid=S1646-5954201800020001500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Falck, O., Gold, R. &amp; Heblich, S. (2012). <i>E-Lections: Voting Behavior and the Internet.</i> IZA Discussion Paper.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949940&pid=S1646-5954201800020001500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Farrell, H. &amp; Drezner, D. (2008). The power and politics of blogs. <i>Public Choice</i>. 134(1-2): 15-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949942&pid=S1646-5954201800020001500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez-Cabana, M., Garc&iacute;a-Caballero, A., Alves-P&eacute;rez, M., Garc&iacute;a-Garc&iacute;a, M. &amp; Mateos R. (2013). Suicidal traits in Marilyn Monroe's Fragments: an LIWC analysis. <i>Crisis</i>, 34, 2, 124-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949944&pid=S1646-5954201800020001500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fields, S. &amp; Johnston, M. (2005). Whither Model Organism Research? <i>Science</i> 307(5717): 1885&ndash;1886.</p>     <p>Fox, S. (2010). <i>Four in ten seniors go online</i>. Pew Research Center, URL: <a href="http://www.pewinternet.org/Commentary/2010/January/38-of-adults-age-65-go-online.aspx" target="_blank">http://www.pewinternet.org/Commentary/2010/January/38-of-adults-age-65-go-online.aspx</a>.&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Franch, F. (2012). (Wisdom of the Crowds): 2010 UK Election Prediction with Social Media. <i>Journal of Information Technology &amp; Politics</i> DOI: 10.1080/19331681.2012.705080&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949948&pid=S1646-5954201800020001500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Freelon, D. (2014). On the interpretation of digital trace data in communication and social computing research. <i>Journal of Broadcasting &amp; Electronic Media</i>, 58(1), 59&ndash;75.</p>     <p>Freeman, S. &amp; Bleifuss, J. (2006). Was the 2004 Presidential Election Stolen?: Exit Polls, Election Fraude the Official Count. <i>Seven Stories</i>.</p>     <!-- ref --><p>Garc&iacute;a, A.; Garc&iacute;a, I. &amp; Varona, D. (2012). Incidencia de las redes sociales vs. cibermedios en las Elecciones en Espa&ntilde;a, 2011. <i>Enl@ce Revista Venezolana de Informaci&oacute;n, Tecnolog&iacute;a y Conocimiento</i>, 9, 2, 11-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949951&pid=S1646-5954201800020001500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garc&iacute;a, M., del Hoyo, M. &amp; Fern&aacute;ndez, C. (2014). J&oacute;venes comprometidos en la Red: el papel de las redes sociales en la participaci&oacute;n social activa. <i>Comunicar</i>, 43, 35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949953&pid=S1646-5954201800020001500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gayo-Avello, D.; Metaxas &amp; Mustafaraj (2011). Limits of Electoral Predictions Using Twitter. Association for the Advancement of Artificial Intelligence. <i>Proceedings of the Fifth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media</i>, 490-493. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aaai.org/ocs/index.php/ICWSM/ICWSM11/paper/view/2862" target="_blank">http://www.aaai.org/ocs/index.php/ICWSM/ICWSM11/paper/view/2862</a>. Consultado em 5 de maio de 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gayo-Avello, D. (2011). <i>A warning against converting social media into the next literary digest</i>. CACM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949956&pid=S1646-5954201800020001500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gayo-Avello, D. (2012). No, You Cannot Predict Elections with Twitter. <i>IEEE Internet Computing</i>, vol. 16, no 6. pp. 91-94, Nov.-Dec. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949958&pid=S1646-5954201800020001500056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Geddes, B. (1990). How the Cases You Choose Affect the Answers You Get: Selection Bias in Comparative Politics. <i>Political Analysis</i> 2(1): 131&ndash;150.</p>     <!-- ref --><p>Gelman, A., Silver, N., Edlin, A. (2012). What Is the Probability Your Vote Will Make a Difference, <i>Economic Inquiry, </i>50(2): 321-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949961&pid=S1646-5954201800020001500058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ghannam, J. (2011). <i>Social Media in the Arab World: Leading up to the Uprisings of 2011</i>. Center for International Media Assistance.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949963&pid=S1646-5954201800020001500059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ghonim, W. (2012). <i>Revolution 2:0: A Memoire Call to Action</i>. New York: Houghton Mifflin Harcourt.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949965&pid=S1646-5954201800020001500060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gibson, R., Lusoli, W. &amp; Ward, S. (2008). Nationalizing and normalizing the local? A comparative analysis of online candidate campaigning in Australia and Britain. <i>Journal of Information Technology &amp; Politics</i> 4(4): 15&ndash;30.</p>     <p>Gibson, R. and McAllister, I. (2013). Online Social Ties and Political Engagement. <i>Journal Of Information Technology &amp; Politics, </i>(10)1.</p>     <p>Gil De Z&uacute;&ntilde;iga, H.; Jung, N. y Valenzuela, S. (2011). Social media use for news and individual &#769;s social capital, civic engagement and political participation. <i>Journal of Computer-Mediated Communication</i>, 3, 319-333.</p>     <p>Gilbert, S. (2001). Ecological Developmental Biology: Developmental Biology Meets the Real World. <i>Developmental Biology</i> 233(1): 1&ndash;12.</p>     <!-- ref --><p>Gimmler, A. (2001). Deliberative democracy, the public sphere and the internet. <i>Philosophy &amp; Social Criticism</i> 27: 21-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949971&pid=S1646-5954201800020001500065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gloor, P., Krauss, J., Nann, S., Fischbach, K., Schoder, D. (2009). Web Science 2.0: Identifying Trends through Semantic Social Network Analysis. <i>CSE</i> 4. 2009 International Conference on Computational Science and Engineering: 215&ndash;222.</p>     <!-- ref --><p>Goidel, K. (2011). <i>Political Polling in the Digital Age: The Challenge of Measuring and Understanding Public Opinion</i>. New Orleans: LSU Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949974&pid=S1646-5954201800020001500066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Golbeck, J. (2011). Computing Political Preference among Twitter Followers. <i>Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems</i>, 1105-1108. New York: ACM Digital Library. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://hcil2.cs.umd.edu/trs/2010-20/2010-20.pdf" target="_blank">http://hcil2.cs.umd.edu/trs/2010-20/2010-20.pdf</a>. Consultado em 2 de julho de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949976&pid=S1646-5954201800020001500067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Golbeck, J. (2012). The Twitter Mute Button: A Web Filtering Challenge. <i>CHI`12: Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems</i>, 2755-2758. New York: ACM Digital Library.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949978&pid=S1646-5954201800020001500068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Golder, S. &amp; Macy, M. (2011). Diurnal and seasonal mood vary with work, sleep and day length across diverse cultures. <i>Science</i> 333(6051): 1878&ndash;1881.</p>     <p>Goldstein, P. &amp; Rainey, J. (2010). The 2010 elections: Twitter isn &#769;t a very reliable prediction tool. <i>Los A&#769;ngeles Times</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://lat.ms/fSXqZW" target="_blank">http://lat.ms/fSXqZW</a>. Consultado em 2 de junho de 2016.</p>     <!-- ref --><p>Gonz&aacute;lez, B. (2015). E-Actividad de los politicos en Facebook: politicos gallegos y europarlamentarios espa&ntilde;oles 2010-2014. In J. R&uacute;as-Ara&uacute;jo, A. Silva-Rodr&iacute;guez &amp; I. Puentes- Rivera (Eds.), <i>De los Medios a los Metamedios de Comunicaci&oacute;n</i> (pp. 923-944). Pontevedra: XESCOM / Universidade de Santiago de Compostela. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://delosmediosalosmetamedios.wordpress.com/actas/" target="_blank">https://delosmediosalosmetamedios.wordpress.com/actas/</a> Consultado em 18 de junho de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949982&pid=S1646-5954201800020001500070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grimmer, J. &amp; Stewart, M. (2013). Text as Data: The Promise and Pitfalls of Automatic Content Analysis Methods for Political Texts, <i>Political Analysis, </i>21(3), 267-297. doi:10.1093/pan/mps028.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949984&pid=S1646-5954201800020001500071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gueorguieva, V. (2007). Voters, MySpace and YouTube: The Impact of Alternative Communication Channels on the 2006 Election Cycle and Beyond. <i>Social Science Computer Review</i>, 26(3): 288-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949986&pid=S1646-5954201800020001500072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gunsch, M.; Brownlow, S.; Haynes, S. &amp; Mabe, Z. (2000). Differential linguistic content of various forms of political advertising. <i>Journal of Broadcasting &amp; Electronic Media</i>, 44, 27-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949988&pid=S1646-5954201800020001500073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (1962). <i>The Structural Transformation of the Public Sphere: An Inquiry into a Category of Bourgeois Society</i>. Cambridge: Polity Press (1989).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949990&pid=S1646-5954201800020001500074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hanse, K. &amp; Kosiara-Pederson, K. (2014). Cyber-Campaigning in Denmark: Application and Effects of Candidate Campaigning. <i>Journal of Information Technology &amp; Politics</i>, 11:206&ndash;219.</p>     <p>Hargittai, E. (2008). Whose Space? Differences Among Users and Non-Users of Social Network Sites. <i>Journal of Computer-Mediated Communication</i> 13(1): 276&ndash;297.</p>     <p>Hilbert, M. (2009). The maturing concept of e-democracy: From e-voting and online consultations to democratic value out of jumbled online chatter. <i>Journal of Information Technology &amp; Politics</i> 6(2): 87&ndash;110.</p>     <p>Hillygus, D. (2011). The Evolution of Election Polling in the United States. <i>Public Opinion Quarterly</i> 75 (5): 962&ndash;81.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Holmes, D., Alpers, G., Ismailji, T., Classen, C., Wales, T., Cheasty, V., Koopman, C. (2007). Cognitive and emotional processing in narratives of women abused by intimate partners. <i>Violence Against Women</i>, 13, 1192-1205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949996&pid=S1646-5954201800020001500079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Honeycutt, C. and Herring, S. (2009). Beyond microblogging: Conversation and collaboration via Twitter. In <i>42nd Hawaii International Conference on System Sciences</i>, 1-10, Hawaii.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=949998&pid=S1646-5954201800020001500080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hopkins, D., King, G. (2010). A Method of Automated Nonparametric Content Analysis for Social Science. <i>American Journal of Political Science</i> 54(1): 229&ndash;247.</p>     <!-- ref --><p>Huber, J. &amp; Hauser, F. 2005. Systematic mispricing in experimental markets evidence from political stock markets. In <i>10th Annual Workshop on Economic Heterogeneous Interacting Agents</i>. Essex, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950001&pid=S1646-5954201800020001500082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jansen, H. &amp; Koop, R. (2005). Pundits, Ideologues and Ranters: The British Columbia Election Online. <i>Canadian Journal of Communication</i> 30(4): 613&ndash;632.</p>     <!-- ref --><p>Jansen, B.; Zhang, M.; Sobel, K. &amp; Chowdury, A. (2009). Twitter power: Tweets as electronic word of mouth. <i>Journal of the American Society for Information Science and Technology</i>, 60: 1 20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950004&pid=S1646-5954201800020001500084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Java, A.; Song, X.; Finin, T. &amp; Tseng, B. (2007). Why we twitter: understanding microblogging usage and communities. In <i>Proceedings of the 9th WebKDDe 1st SNA-KDD 2007 workshop on Web mining and social network analysis</i>, 56 65. San Jose, CA: ACM.</p>     <p>Jenner, R. &amp; Wills, M. (2007). The choice of model organisms in evo&ndash;devo. <i>Nature Reviews Genetics</i> 8(4): 311&ndash;314.</p>     <!-- ref --><p>Jensen, M. &amp; Anstead, N. (2013). Psephological Investigations: Tweets, Votes and Unknowns in the Republican Nomination Process, <i>Policy &amp; Internet</i>, 5(2): 161-182&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950008&pid=S1646-5954201800020001500087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Jensen, M., Jorba, L. &amp; Anduiza, E. (2012). Introduction. In <i>Digital Media and Political Engagement Worldwide: A Comparative Study</i>, eds. E. Anduiza, M. Jensen &amp; L. Jorba. New York: Cambridge University Press, 1&ndash;15.</p>     <!-- ref --><p>Je&#769;ro&#770;me, B., Je&#769;ro&#770;me, V. &amp; Lewis-Beck, M. (1999). Polls fail in France: forecasts of the 1997 legislative election. <i>International Journal of Forecasting</i> 15: 163-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950010&pid=S1646-5954201800020001500089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jungherr, A., J&uuml;rgens, P. &amp; Schoen, H. (2012). Why the Pirate Party Won the German Election of 2009 or The Trouble With Predictions: A Response to Tumasjan et.al.: Predicting Elections With Twitter: What 140 Characters Reveal About Political Sentiment. <i>Social Science Computer Review</i>. 30, 2, 229-234.</p>     <!-- ref --><p>Jungherr, A. (2014). The logic of political coverage on Twitter: Temporal dynamics and content. <i>Journal of Communication</i> 64(2): 239-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950013&pid=S1646-5954201800020001500091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kacewicz, E.; Pennebaker, J. W.; Davis, M.; Jeon, M. y Graesser, A. C. (2013). Pronoun Use Reflects Standings in Social Hierarchies. <i>Journal of Language and Social Psychology</i>,1-19. SAGE Publications. DOI: 10.1177/0261927X13502654. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://jls.sagepub.com/content/early/2013/09/18/0261927X13502654" target="_blank">http://jls.sagepub.com/content/early/2013/09/18/0261927X13502654</a> Consultado em 11 de junho de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950015&pid=S1646-5954201800020001500092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kairam, S., Morris, M., Teevan, J., Liebling, D. &amp; Dumais, S. (2013). Towards Supporting Search over Trending Events with Social Media. In <i>Seventh International AAAI Conference on Weblogs and Social Media</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950017&pid=S1646-5954201800020001500093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kim, D. (2007). <i>Identifying Opinion Leaders by Using Social Network Analysis: A Synthesis of Opinion Leadership Data Collection Methods and Instruments</i>. (Unpublished doctoral dissertation). Scripps College of Communication, Ohio University.&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>King G., Pan, J., &amp; Roberts, M. (2012). How Censorship in China Allows Government Criticism but Silences Collective Expression. <i>American Political Science Review</i>, 107(2), 326-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950020&pid=S1646-5954201800020001500094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi:10.1017/S0003055413000014.</p>     <!-- ref --><p>Knigge, P. (1998). The Ecological Correlates of Right-Wing Extremism in Western Europe. <i>European Journal of Political Research</i> 34: 249-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950022&pid=S1646-5954201800020001500095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Koop, R. &amp; Jansen, J. (2009). Political Blogs and Blogrolls in Canada: Forums for Democratic Deliberation? <i>Social Science Computer Review</i>, 27, 2, 155-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950024&pid=S1646-5954201800020001500096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kwak, H., Lee, C., Park, H. &amp; Moon, S. (2010). What Is Twitter, a Social Network or a News Media? In <i>Proceedings of the 19th International Conference on World Wide Web</i>, 591&ndash;600. WWW &rsquo;10. New York, NY, USA: ACM.</p>     <!-- ref --><p>V&aacute;zquez, D. (2015). La utilidad de las redes sociales como herramientas investigadoras en el marco medi&aacute;tico. In J. R&uacute;as-Ara&uacute;jo, A. Silva-Rodr&iacute;guez &amp; I. Puentes-Rivera (Eds.), <i>De los Medios a los Metamedios de Comunicaci&oacute;n.</i> Pontevedra: XESCOM / Universidade de Santiago de Compostela. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://delosmediosalosmetamedios.wordpress.com/actas/" target="_blank">https://delosmediosalosmetamedios.wordpress.com/actas/</a> Consultado em 8 de abril de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950027&pid=S1646-5954201800020001500098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Larsson, A., Moe, H. (2012). Studying political microblogging: Twitter users in the 2010 Swedish election campaign. <i>New Media &amp; Society</i> 14(5): 729&ndash;747.</p>     <p>Lasorsa, L. &amp; Holton, A. (2012). Normalizing twitter: journalism practice in an emerging communication space. <i>Journalism Studies</i> 13(1): 19&ndash;36.</p>     <!-- ref --><p>Laver, M., Benoit, K. &amp; Sauger, N. (2006). Policy competition in the 2002 French legislative and presidential elections. <i>European Journal of Political Research</i> 45: 667-697.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950031&pid=S1646-5954201800020001500101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lazer, D.; Pentland, A.; Adamic, L.; et al. (2009). Computational Social Science. <i>Science</i> 323(5915): 721&ndash;723.</p>     <p>Lenhart, A., Purcell, K., Smith, A. &amp; Zickuhr, K. (2010). <i>Social Media and Young Adults</i>. Washington, D.C.: Pew Internet and American Life Project.</p>     <!-- ref --><p>Lerman, K. &amp; Ghosh, R. (2010). Information Contagion: An Empirical Study of the Spread of News on Digg and Twitter Social Networks. <i>Proceedings of the Fourth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media, </i>10 (2010): 90-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950035&pid=S1646-5954201800020001500104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewis-Beck, M. (2005). Election forecasting: Principles and practice. <i>The British Journal of Politics and International Relations</i>, 7: 145-164&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950037&pid=S1646-5954201800020001500105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lindsay, R. (2008). <i>Predicting polls with Lexicon.</i> <a href="http://languagewrong.tumblr.com/post/55722687/predicting-polls-with-lexicon" target="_blank">http://languagewrong.tumblr.com/post/55722687/predicting-polls-with-lexicon</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950038&pid=S1646-5954201800020001500106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lynch, M. (2012). <i>The Arab uprising: the unfinished revolutions of the new Middle East</i>. New York: Public Affairs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950040&pid=S1646-5954201800020001500107&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lynch, M.; Freelon, D. &amp; Aday, S. (2014). <i>Syria&rsquo;s Socially Mediated Civil War</i>. United States Institute of Peace.</p>     <p>Madge, C., Meek, J., Wellens, J., Hooley, T. (2009). Facebook, social integration and informal learning at university: It is more for socializing and talking to friends about work than for actually doing work. <i>Learning, Media and Technology </i>34(2): 141&ndash;155.</p>     <p>McKenna, L. and Pole, A. (2007). What do bloggers do: an average day on an average political blog. <i>Public Choice</i>, 134(1-2): 97-108.</p>     <!-- ref --><p>Martins, T. &amp; Azevedo, I. (2015). Tend&ecirc;ncias no Twitter. 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(2012). &ldquo;Large Data Sets in Primary Care Research.&rdquo; <i>The Annals of Family Medicine</i> 10 (5): 473&ndash;74.</p>     <p>Metaxas, P. &amp; Mustafaraj, E. (2010). From obscurity to prominence in minutes: political speech and real-time search. <i>Web Science Conference 2010</i>, April 26-27, 2010, Raleigh, NC, USA. Available at: <a href="http://bit.ly/h3Mfld" target="_blank">http://bit.ly/h3Mfld</a>.</p>     <!-- ref --><p>M&iacute;guez, M., Fern&aacute;ndez, M. &amp; Alves, M. (2013). La actividad en Twitter de los partidos pol&iacute;ticos en las elecciones gallegas. In M. Ledo &amp; M. Vasallo de Lopes (eds.), <i>Comunicaci&oacute;n, Cultura &amp; Esferas de Poder</i> (pp. 3.505-3.521). Santiago de Compostela: IBERCOM/ AGACOM. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.estudosaudiovisuais.org/lusofonia/?page_id=844&amp;lang=es" target="_blank">http://www.estudosaudiovisuais.org/lusofonia/?page_id=844&amp;lang=es</a>. Consultado em 17 de maio de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950049&pid=S1646-5954201800020001500114&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mislove, A. et al (2011). Understanding the Demographics of Twitter Users. <i>Proceedings of the 5 International AAAI Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM`11)</i>. Association for the Advancement of Artificial Intelligence, 554-557. 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Accessed at: <a href="http://www.pewresearch.org/2013/03/04/twitter-reaction-to-%20events-often-at-odds-with-overall-public-opinion/" target="_blank">http://www.pewresearch.org/2013/03/04/twitter-reaction-to- events-often-at-odds-with-overall-public-opinion/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950053&pid=S1646-5954201800020001500116&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Morozov, E. (2009). Iran: Downside to the &lsquo;Twitter revolution&rsquo;. <i>Dissent </i>56(4): 10&ndash;14.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mustafaraj, E., Finn, S., Whitlock, C. &amp; Metaxas, P. (2011). Vocal Minority versus Silent Majority: Discovering the Opinions of the Long Tail. <i>Privacy, Security, Risk and Trust (PASSAT), 2011 IEEE Third Inernational Conference on Social Computing (SocialCom) </i>103&ndash; 110.</p>     <p>Nedeau, R., Lewis-Beck M. &amp; Be&#769;langer, E. (2012). Proxy models for election forecasting: The 2012 French test. <i>French Politics</i> 10(1): 1&ndash;10.</p>     <p>Noelle-Neumann, E. (1974). The spiral of silence: a theory of public opinion. <i>Journal of Communication</i> 24: 43&ndash;51.</p>     <p>Nulty, Paul, Theocharis, Yannis, Popa, Sebastian Adrian, Parnet, Olivier and Benoit, Kenneth (2016) Social media and political communication in the 2014 elections to the European Parliament. <i>Electoral Studies</i> (in press). Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.electstud.2016.04.014" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.electstud.2016.04.014</a>. Consultado em 3 de julho de 2016.</p>     <p>O`Connor, B. et al. (2010). From tweets to polls: Linking text sentiment to public opinion time series. <i>Proceedings of 4th International AAAI conference on Weblogse Social Media</i> (ICWSM), 122-129. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aaai.org/ocs/index.php/ICWSM/ICWSM10/paper/view/1536/1842" target="_blank">http://www.aaai.org/ocs/index.php/ICWSM/ICWSM10/paper/view/1536/1842</a>&nbsp; Consultado em 12 de maio de 2016.</p>     <!-- ref --><p>Orihuela, J. (2011). <i>Mundo Twitter</i>. Barcelona: Alienta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950061&pid=S1646-5954201800020001500121&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>O&#776;stman, J. (2012). Information, expression, participation: How involvement in user- generated content relates to democratic engagement among young people. <i>New Media &amp; Society</i> 14(6): 1004&ndash;1021.</p>     <p>Outhwaite, W.; Turner, S.; Dunning, T. &amp; Freedman, D., eds. (2007). Modeling Selection Effects. In <i>The SAGE Handbook of Social Science Methodology</i>. Thousand Oaks, CA: SAGE Publications.</p>     <p>Pamela, J. &amp; Shannon L. (2011). <i>Politics and the Twitter Revolution: How Tweets Influence the Relationship between Political Leaders and the Public</i>. Lanham, MD, Lexington.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Panagiotis et al. (2011). How (not) to Predict Elections. Privacy, Security, Riske Trust. <i>IEEE Third International Conference on Social Computing, </i>165-171. Dispon&iacute;vel em: h<a href="ttp://ieeexplore.ieee.org/xpl/login.jsp?reload=true&amp;tp=&amp;arnumber=6113109&amp;url=http%3A%2F%20%2Fieeex" target="_blank">ttp://ieeexplore.ieee.org/xpl/login.jsp?reload=true&amp;tp=&amp;arnumber=6113109&amp;url=http%3A%2F %2Fieeex</a>. Consultado em 2 de julho de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950066&pid=S1646-5954201800020001500125&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pennebaker, J.; Mehl, M. &amp; Nierderhoffer, K. (2003). 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Consultado em 3 de agosto de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950070&pid=S1646-5954201800020001500127&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Perlmutter, D. (2008). Political Blogging and Campaign 2008: A Roundtable. <i>The International Journal of Press/Politics</i>, 13(2): 160-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950072&pid=S1646-5954201800020001500128&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pew Research Center (2012b). <i>Social media and voting</i>. URL: <a href="http://www.pewinternet.org/~/media//Files/Reports/2012/PIP_TheSocialVote_PDF.pdf" target="_blank">http://www.pewinternet.org/~/media//Files/Reports/2012/PIP_TheSocialVote_PDF.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950074&pid=S1646-5954201800020001500129&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Polat, R. (2005). The Internet and Political Participation: Exploring the Explanatory Links. <i>European Journal of Communication</i> 2005; 20; 435&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950075&pid=S1646-5954201800020001500130&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Procter, R. &amp; Halfpenny, P. (Eds.) (2015). <i>Innovations in Digital Research Methods</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950076&pid=S1646-5954201800020001500131&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ram&iacute;rez-Esparza, N. et al. (2007). La psicolog&iacute;a del uso de las palabras: Un programa de computadora que analiza textos en Espa&ntilde;ol (The psychology of Word use: A computer program that analyzes texts in Spanish). <i>Revista Mexicana de Psicolog&iacute;a</i>, 24, 85-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950078&pid=S1646-5954201800020001500132&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rasmussen, T. (2009). The significance of internet communication in public deliberation. <i>Javnost-The Public</i>, 16&nbsp;(1), 17-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950080&pid=S1646-5954201800020001500133&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Redondo et al (2007). The Spanish adaptation of ANEW (Affective norms for English Words). Behavior Research Methods 39 (3) 600-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950082&pid=S1646-5954201800020001500134&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodr&iacute;guez, R. &amp; Ure&ntilde;a, D. (2011). Diez razones para el uso de Twitter como herramienta de comunicaci&oacute;n pol&iacute;tica y electoral. <i>Comunicaci&oacute;n y Pluralismo</i>, 10, 89-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950084&pid=S1646-5954201800020001500135&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Romero, D., Meeder, B. &amp; Kleinberg, J. (2011). Differences in the mechanics of information diffusion across topics: idioms, political hashtags and complex contagion on twitter. <i>Proceedings of the 20th international conference on World wide web</i>. ACM, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950086&pid=S1646-5954201800020001500136&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ruas-Ara&uacute;jo, J., Puentes-Rivera, I., Miguez-Gonz&aacute;lez, M. (2016). Capacidad predictiva de Twitter, impacto electoral y actividad en las elecciones al Parlamento de Galicia: un an&aacute;lisis con la herramienta LIWC. <i>Observatorio (OBS*) Journal</i>, vol.10 - no2, 055-087.</p>     <!-- ref --><p>Rubio Garc&iacute;a, R. (2014). Twitter y la Teor&iacute;a de la Agenda Setting: mensajes de la opini&oacute;n p&uacute;blica digital. <i>Estudios sobre el Mensaje Period&iacute;stico</i>, 20(1), 249-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950089&pid=S1646-5954201800020001500138&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Salathe&#769;, M., Vu, D., Khandelwal, S. &amp; Hunter, D. (2013). The Dynamics of Health Behavior Sentiments on a Large Online Social Network. <i>EPJ Data Science</i> 2 (1): 4. doi:10.1140/epjds16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950091&pid=S1646-5954201800020001500139&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sanders, E. &amp; van den Bosch, A. (2013). <i>Relating Political Party Mentions on Twitter with Polls and Election Results</i>, unpublished manuscript. URL: <a title="http://eur-ws.org/Vol- 986/paper_9.pdf" href="http://eur-ws.org/Vol-986/paper_9.pdf" target="_blank">http://eur-ws.org/Vol-986/paper_9.pdf</a></p>     <p>Savigny, H. (2002). Public Opinion, Political Communication and the Internet. <i>Politics</i>, 22(1): 1&ndash;8.</p>     <!-- ref --><p>Schneider, S. (1996). Creating a Democratic Public Sphere Through Political Discussion. <i>Social Science Computer Review</i>, 14(3): 373-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950095&pid=S1646-5954201800020001500141&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Schoen, H., Gayo-Avello, D., Metaxas, P., Mustafaraj, E., Strohmaier, M., Gloor, P. (2013) The power of prediction with social media, <i>Internet Research</i>, Vol. 23 Iss: 5, pp.528- 543. 10.1108/IntR-06-2013-0115</p>     <!-- ref --><p>Segerberg, A. &amp; Bennett, W. (2011). Social media and the organization of collective action: Using twitter to explore the ecologies of two climate change protests, <i>Communication Review</i>, 14(3): 197-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950098&pid=S1646-5954201800020001500143&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sexton, J. &amp; Helmreich, R. (2000). Analyzing cockpit communications: The links between language, performance and workload. <i>Human Performance in Extreme Environments</i>, 5, 63-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=950100&pid=S1646-5954201800020001500144&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Shi, L., Agarwal, N., Agrawal, A., Garg, R. &amp; Spoelstra, J. (2012). <i>Predicting US Primary Elections with Twitter,</i> unpublished manuscript. URL: <a href="http://snap.stanford.edu/social2012/papers/shi.pdf" target="_blank">http://snap.stanford.edu/social2012/papers/shi.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Slatcher, R. et al (2007). 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