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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[2029 - o fim dos jornais em papel em Portugal? Um estudo longitudinal sobre os principais indicadores de desempenho no sector da imprensa escrita tradicional portuguesa]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Estudos de Sociologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[New digital products and new techniques tend to have a strong influence in the print media sector and in its traditional formats, as these new products and techniques become agents of incremental change (Küng, 2013; Storsul, 2013) and radical and disruptive innovation (Sádaba, 2016a, b, c), by interfering with users' conventional usage and consumption logics. Several authors (Hjarvard, 2012, Barnhurst, 2010, Brock, 2015, Nossek et al., 2015) discuss the effects of technological mutability in the print media sector and in its traditional formats, pointing out almost unanimously to scenarios in which the sales of newspapers in the traditional format have been decreasing steadily over the years, in an Era of hyper-information and immediacy, and due to the rapid migration of news consumers to the online formats supported in multiformats, polycentrality and participation (Queuniet, 2011). By analysing longitudinal data collected by the Portuguese Association for the Control of Circulation (APCT) on the major portuguese newspapers´ sales and print circulation, during the period from 2008 to 2017, we outline a scenario of continued decline in the sales and circulation of newspapers. We also create a new efficiency index in order to calculate the strength of these newspapers in the market. On the other hand, and considering the calculation of the monthly average rate variation sales for the period from 2008 to 2017, we have established the year 2029 as a predicted date of the end of traditional print newspapers in Portugal.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Imprensa em papel]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>2029 - o fim dos jornais em papel em Portugal? Um estudo longitudinal sobre    os principais indicadores de desempenho no sector da imprensa escrita tradicional    portuguesa</b><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></p>     <p><b>2029 - the end of print newspapers in Portugal? A longitudinal study on    the main performance indicators in Portugal&acute;s traditional print-newspaper    industry</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Tiago Lima Quintanilha*</b></p>     <p>*CIES-IUL - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia (ESPP),    ISCTE-IUL, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os novos produtos no formato digital e as novas t&eacute;cnicas tendem a assumir    uma forte influ&ecirc;ncia no sector da imprensa escrita e na sua vertente mais    tradicional, o formato em papel, consubstanciando-se em agentes de mudan&ccedil;a    (K&uuml;ng, 2013; Storsul, 2013) incremental e inova&ccedil;&atilde;o radical    e disruptiva (S&aacute;daba, 2016a, b, c), ao interferirem nas l&oacute;gicas    convencionais de utiliza&ccedil;&atilde;o e consumo de not&iacute;cias por parte    dos utilizadores.</p>     <p>V&aacute;rios autores (Hjarvard, 2012; Barnhurst, 2010; Brock, 2015; Nossek    et al, 2015) abordam os efeitos da mutabilidade tecnol&oacute;gica no sector    da imprensa escrita e no seu segmento em papel, apontando de forma gen&eacute;rica    para cen&aacute;rios em que as vendas de jornais no formato f&iacute;sico t&ecirc;m    vindo a diminuir ao longo dos anos, na Era da h&iacute;per-informa&ccedil;&atilde;o    e do imediatismo online, e em fun&ccedil;&atilde;o da forte migra&ccedil;&atilde;o    dos p&uacute;blicos de not&iacute;cias para os formatos online sustentados no    multiformato, policentralidade e participa&ccedil;&atilde;o (Queuniet, 2011).</p>     <p>A partir da an&aacute;lise longitudinal dos resultados coligidos pela APCT    (Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa Para O Controlo De Tiragem E Circula&ccedil;&atilde;o)    sobre o exerc&iacute;cio de vendas em papel e tiragens dos principais t&iacute;tulos    de imprensa escrita de alcance nacional, durante o per&iacute;odo 2008-2017,    confirmamos a tend&ecirc;ncia de agudiza&ccedil;&atilde;o do sector da imprensa    escrita em papel, a partir da constata&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio    de queda continuada do volume de vendas. Criamos tamb&eacute;m um novo &iacute;ndice    de efici&ecirc;ncia para c&aacute;lculo da for&ccedil;a das publica&ccedil;&otilde;es    no mercado, e, com base no c&aacute;lculo da taxa de varia&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero m&eacute;dio mensal de vendas para o per&iacute;odo 2008-2017,    chegamos ao ano de 2029 como data hipot&eacute;tica para o fim das vendas de    jornais em papel em Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Imprensa em papel, Evolu&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o    impressa paga e tiragens, &Iacute;ndice de Efici&ecirc;ncia das publica&ccedil;&otilde;es,    2029, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>New digital products and new techniques tend to have a strong influence in    the print media sector and in its traditional formats, as these new products    and techniques become agents of incremental change (K&uuml;ng, 2013; Storsul,    2013) and radical and disruptive innovation (S&aacute;daba, 2016a, b, c), by    interfering with users' conventional usage and consumption logics.</p>     <p>Several authors (Hjarvard, 2012, Barnhurst, 2010, Brock, 2015, Nossek et al.,    2015) discuss the effects of technological mutability in the print media sector    and in its traditional formats, pointing out almost unanimously to scenarios    in which the sales of newspapers in the traditional format have been decreasing    steadily over the years, in an Era of hyper-information and immediacy, and due    to the rapid migration of news consumers to the online formats supported in    multiformats, polycentrality and participation (Queuniet, 2011).</p>     <p>By analysing longitudinal data collected by the Portuguese Association for    the Control of Circulation (APCT) on the major portuguese newspapers&acute;    sales and print circulation, during the period from 2008 to 2017, we outline    a scenario of continued decline in the sales and circulation of newspapers.    We also create a new efficiency index in order to calculate the strength of    these newspapers in the market. On the other hand, and considering the calculation    of the monthly average rate variation sales for the period from 2008 to 2017,    we have established the year 2029 as a predicted date of the end of traditional    print newspapers in Portugal.</p>     <p><b>Keywords:</b> Print newspapers, Evolution of the paid and print circulation,    Publications&acute; efficiency index, 2029, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A migra&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos de not&iacute;cias para os formatos    digitais - onde as caracter&iacute;sticas da Internet potenciam h&iacute;per-consumos    em multiformato (Jenkins, 2006), policentralidade, participa&ccedil;&atilde;o    (Fenton, 2010) e imediatismo (Karlsson, 2011) - trouxe novos e profundos desafios    ao sector da imprensa escrita, ditando 1) um progressivo decl&iacute;nio da    cultura da p&aacute;gina impressa, outrora decisiva na Gal&aacute;xia de Gutenberg    (McLuhan, 1972) e 2) o decl&iacute;nio das estruturas de supervis&atilde;o do    fluxo informativo, com os utilizadores a disputarem a autoridade da pr&aacute;tica    jornal&iacute;stica nos conte&uacute;dos produzidos, nas opini&otilde;es e na    disputa dos factos (Singer, 2010; Bruns, 2005; Deuze, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este consumo em multiformato e polic&ecirc;ntrico, fortemente sustentado nas    l&oacute;gicas de gratuitidade, veio interromper a tradicional hegemonia dos    formatos tradicionais e das suas estruturas unidireccionais de dissemina&ccedil;&atilde;o    e recep&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos noticiosos. Para al&eacute;m disso,    os consumos heterog&eacute;neos exponenciados pelos sub-jornalismos (jornalismo    participativo em rede) (Beckett, 2008, 2010; Lewis, 2012; Barnes, 2012; Singer    et al., 2011) erguidos das din&acirc;micas de produ&ccedil;&atilde;o descentralizada,    horizontal e colaborativa (Beckett, 2010), onde a esfera das redes sociais constitui    uma dimens&atilde;o de an&aacute;lise fulcral na interpreta&ccedil;&atilde;o    das transforma&ccedil;&otilde;es das audi&ecirc;ncias de not&iacute;cias, vieram    antagonizar ainda mais o sector da imprensa escrita na sua variante impressa,    disputando o seu papel hist&oacute;rico alavancado nas barreiras bem definidas    entre o jornalismo credenciado e o receptor, at&eacute; ent&atilde;o passivo,    do conte&uacute;do informativo. Como nos recorda Steen Steensen (2016: 115),    &ldquo;o primeiro contacto com a not&iacute;cia ocorre hoje mais nas redes sociais,    do que via distribuidores tradicionais&rdquo;. A informa&ccedil;&atilde;o impressa    cede assim a hegemonia do seu papel (hist&oacute;rico) aos consumos digitais    e &agrave; voracidade do h&iacute;per-consumo de conte&uacute;dos informativos    na Era da sociedade em rede (Castells, 2002) e das culturas da conectividade    (Van Dijck, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia quantitativa por an&aacute;lises secund&aacute;rias e estat&iacute;sticas    oficiais</b></p>     <p>A an&aacute;lise quantitativa por an&aacute;lises secund&aacute;rias via estat&iacute;sticas    oficiais deve, em primeiro lugar, ser vista como uma oportunidade. Uma oportunidade    que encerra em si benef&iacute;cios &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o (Bryman,    2012: 312-313), tais como 1) a quest&atilde;o da agiliza&ccedil;&atilde;o e    racionaliza&ccedil;&atilde;o de recursos (custos/tempo); 2) o facto de as estat&iacute;sticas    secund&aacute;rias geralmente terem origem em processos de medi&ccedil;&atilde;o    rigorosos (de longo alcance e com grande cobertura de regi&otilde;es e popula&ccedil;&otilde;es)    levados a cabo por organismos credenciados; 3) a oportunidade que estes dados    oferecem no desenvolvimento de an&aacute;lises longitudinais; 4) a possibilidade    de permitirem um detalhe maior na investiga&ccedil;&atilde;o; 5) a oportunidade    de permitirem de forma mais recorrente an&aacute;lises transculturais; 6) a    possibilidade de concederem mais tempo ao investigador para a an&aacute;lise    dos dados, precisamente porque a obten&ccedil;&atilde;o de dados pr&oacute;prios    pode ser fastidiosa; e 7) pelo facto de a utiliza&ccedil;&atilde;o complementar    de an&aacute;lises secund&aacute;rias por estat&iacute;sticas oficiais poder    oferecer novas interpreta&ccedil;&otilde;es sobre o objecto de estudo.</p>     <p>Para elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo, que pretende debru&ccedil;ar-se    sobre as caracter&iacute;sticas da imprensa portuguesa tradicional em papel,    utiliz&aacute;mos dados secund&aacute;rios de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas    como a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circula&ccedil;&atilde;o    (APCT), e dados do &uacute;ltimo inqu&eacute;rito <i>Digital News Report</i>,    2018, que resultam de uma colabora&ccedil;&atilde;o entre o Observat&oacute;rio    da Comunica&ccedil;&atilde;o de Lisboa e o <i>Reuters Institute for the Study    of Journalism</i>, colabora&ccedil;&atilde;o essa que consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o    de um inqu&eacute;rito a 2008 inquiridos utilizadores de Internet a partir de    uma amostra probabil&iacute;stica proporcional e representativa da popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa.</p>     <p>Os dados APCT, fulcrais na elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo, visam conhecer    para o per&iacute;odo 2008-2017<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    as din&acirc;micas do sector a partir da leitura do volume de tiragens e circula&ccedil;&atilde;o    impressa paga do conjunto de t&iacute;tulos de imprensa com publica&ccedil;&atilde;o    impressa que mais se destacam em Portugal, pelo seu alcance e peso no sistema    medi&aacute;tico portugu&ecirc;s, a saber: <i>Correio da Manh&atilde;, Jornal    de Not&iacute;cias, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, P&uacute;blico, i, Expresso,    Sol, Vis&atilde;o, S&aacute;bado, Di&aacute;rio Econ&oacute;mico, Jornal de    Neg&oacute;cios, Jornal Econ&oacute;mico, Record, O Jogo, e Courrier Internacional</i>.    Desta lista de jornais, importa salientar que o jornal i deixou de facultar    leituras &agrave; APCT no ano de 2015, assim como o seman&aacute;rio O Sol em    2016. O jornal Di&aacute;rio Econ&oacute;mico fechou portas em 2016 e o Jornal    Econ&oacute;mico foi fundando no mesmo ano.</p>     <p>A partir dos dados APCT, as leituras sobre Circula&ccedil;&atilde;o Impressa    Paga (CIP) e Tiragens permitem-nos criar o &Iacute;ndice de Efici&ecirc;ncia    das Publica&ccedil;&otilde;es que nos possibilita compreender, intra-publica&ccedil;&atilde;o,    os ajustamentos para o ano seguinte no volume de tiragens, em fun&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de exemplares vendidos no ano exactamente anterior, como forma    de reajuste, por parte dos grupos detentores das v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es,    &agrave; procura e aos custos de produ&ccedil;&atilde;o. A partir destes dados,    fazemos uma projec&ccedil;&atilde;o para o fim hipot&eacute;tico da imprensa    escrita em papel em Portugal, com base nas taxas de varia&ccedil;&atilde;o do    n&uacute;mero de exemplares em papel vendidos ao longo dos 10 &uacute;ltimos    anos (2008-2017).</p>     <p>Para efeitos de aproxima&ccedil;&atilde;o das leituras &agrave; realidade,    e para o caso concreto das publica&ccedil;&otilde;es i e seman&aacute;rio O    Sol, contabilizamos o mesmo volume de tiragens e CIP indicados para o ano em    que se realiza a &uacute;ltima contagem pela APCT, com o objectivo de n&atilde;o    enviesar os argumentos apresentados para os anos posteriores, mesmo sabendo    que, tendencialmente, o n&uacute;mero de exemplares vendidos diminui todos os    anos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao jornal o Di&aacute;rio Econ&oacute;mico, a    &uacute;ltima leitura ser&aacute; o ano de 2016, ano em que entra em circula&ccedil;&atilde;o    o novo Jornal Econ&oacute;mico que tamb&eacute;m ser&aacute; contabilizado e    que tem uma circula&ccedil;&atilde;o mais ou menos semelhante ao Di&aacute;rio    Econ&oacute;mico extinto no mesmo ano.</p>     <p>Os dados extra&iacute;dos do relat&oacute;rio <i>Digital News Report</i>, do    Reuters Institute (2018), ir&atilde;o enquadrar quest&otilde;es como a frequ&ecirc;ncia    de consulta de not&iacute;cias.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Imprensa escrita em papel, um sector em constante agudiza&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A leitura de jornais pagos, assim como as receitas da&iacute; provenientes,    est&atilde;o h&aacute; d&eacute;cadas em decl&iacute;nio na maioria dos pa&iacute;ses    ocidentais, e ainda n&atilde;o foi encontrado nenhum modelo de neg&oacute;cio    vi&aacute;vel para as not&iacute;cias na Era dos media digitais (Hjarvard, 2012).    Os utilizadores de Internet e de plataformas m&oacute;veis n&atilde;o est&atilde;o    &agrave; partida suscept&iacute;veis a pagar por not&iacute;cias (Hjarvard,    2012: 99), no sentido em que, com a migra&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos    para o digital, o consumo de not&iacute;cias passou a estruturar-se nas l&oacute;gicas    de gratuitidade h&iacute;per-mediada, descurando o formato f&iacute;sico, com    implica&ccedil;&otilde;es para o sector da imprensa em papel. Isto coloca uma    press&atilde;o adicional ao sector da imprensa escrita, uma vez que se torna    necess&aacute;rio reduzir os custos associados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    de not&iacute;cias no formato tradicional, ao mesmo tempo que se investe em    novas plataformas de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de    not&iacute;cias, sem qualquer perspectiva de viabilidade (Hjarvard, 2012: 99).</p>     <p>A ideia de que o sector da imprensa escrita tradicional &eacute; o mais afectado    pela mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica &eacute; uma ideia que encontra as suas    ra&iacute;zes no desenvolvimento da sociedade em rede (Castells, 2002), nas    estruturas de compress&atilde;o de espa&ccedil;o e dist&acirc;ncia (Martell,    2017; Giddens, 1991, 2000) e na interconectividade multidimensional das tecnologias    que transformaram a forma como comunicamos (Pavlik, 1997).</p>     <p>A este processo de mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica e dos (novos) paradigmas    comunicacionais sustentados na Internet, e &agrave; sua repercuss&atilde;o no    sector dos media, Fidler (1997) designou como Mediamorfose, processo moldado    pelas estruturas de transforma&ccedil;&atilde;o comunicacional nos media e nas    formas de produ&ccedil;&atilde;o e consumo de conte&uacute;dos produzidos (Gonz&aacute;lez,    2017; Freire, 2011). O dom&iacute;nio digital traduz-se na grande transforma&ccedil;&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o humana desde a linguagem escrita, e a propaga&ccedil;&atilde;o    dos media digitais online mudou radicalmente, por exemplo, a profiss&atilde;o    e a actividade do jornalista, na sua forma e formatos de produ&ccedil;&atilde;o    tradicionais e nas formas como eram conhecidos (Deuze, 2007). Por outras palavras,    e como refere Fl&aacute;vian (2006, 231), &ldquo;a ind&uacute;stria dos jornais    est&aacute; entre os sectores mais afectados pelo desenvolvimento dos canais    electr&oacute;nicos&rdquo;.</p>     <p>Discutindo sobre os processos de transi&ccedil;&atilde;o, Barnhurst (2010:    1083) lembra-nos que, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, com a maturidade    da Internet 1.0. e o car&aacute;cter embrion&aacute;rio da Internet 2.0., os    jornais online eram ainda uma novidade n&atilde;o lucrativa, e muitos editores    preferiam ainda a rotina da publica&ccedil;&atilde;o impressa. Contudo, esta    era j&aacute; uma fase em que os jornalistas passavam cada vez mais tempo a    reunir informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel na Internet, sendo que as    mudan&ccedil;as nas not&iacute;cias, na sua dimens&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o/recep&ccedil;&atilde;o,    acompanharam mudan&ccedil;as no poder da imprensa e dos jornalistas (Barnhurst    e Nerone, 2001). Com o advento da Internet, as pr&aacute;ticas jornal&iacute;sticas    viram grandes transforma&ccedil;&otilde;es (Gronemeyer, 2013), n&atilde;o s&oacute;    com a intensa mutabilidade tecnol&oacute;gica (Fenton, 2010), mas tamb&eacute;m    com a entrada dos novos agentes que passaram a fragmentar-se e a poder escolher    e a poder participar nos processos de produ&ccedil;&atilde;o em rede (Benkler,    2006; Van den Bulck, 2018: 11). Com esta redefini&ccedil;&atilde;o das barreiras    entre produtor e consumidor de conte&uacute;dos (Singer, 2008; Shoemaker, 2009;    Beckett, 2010; Van der Haak, 2012), e com a migra&ccedil;&atilde;o das audi&ecirc;ncias    para o formato online, a imprensa em papel perdeu volume, centralidade e sustentabilidade,    e os jornais come&ccedil;aram a perder milhares de empregos, fecharam portas    ou entraram no dom&iacute;nio online por completo (Barnhurst, 2010: 1083).</p>     <p>Tanikawa (2017: 3519) refere que foram as caracter&iacute;sticas estil&iacute;stica,    funcional e f&iacute;sica dos jornais impressos, que resultaram na perda da    sua capacidade em divulgar conte&uacute;dos e not&iacute;cias novos, perdendo    a batalha para o imediatismo da informa&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea online    que arrastou consigo as grandes audi&ecirc;ncias.</p>     <p>Brock (2015), por seu turno, observa que a crise no jornalismo e imprensa escrita    &eacute; uma ideia antiga, que remonta aos anos 20 e 30 do s&eacute;culo passado,    com o surgimento da r&aacute;dio e, mais tarde, com o surgimento da televis&atilde;o.    Para o autor, a crise dos jornais est&aacute; assim longe de ser um fen&oacute;meno    recente.</p>     <p>Por outro lado, num artigo com a chancela <i>Columbia Journalism Review</i><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>,    onde se discute a vis&atilde;o de Fidler (tido como o pai do jornalismo digital)    para o futuro das not&iacute;cias, argumenta-se que as not&iacute;cias e fluxo    informativo, na vis&atilde;o de Fidler, iriam migrar na sua plenitude para a    internet, onde as hist&oacute;rias seriam instantaneamente publicadas e disseminadas    de um computador para milh&otilde;es de pessoas, eliminando a necessidade de    operar um dispendioso media gerido por trabalhadores tamb&eacute;m eles dispendiosos.    Contudo, mais tarde, adianta o mesmo artigo, Fidler reconheceu que replicar    a impress&atilde;o a partir de um dispositivo digital e no formato online &eacute;    muito mais dif&iacute;cil do que algu&eacute;m poderia inicialmente prever.    Igualmente preocupado com a experi&ecirc;ncia de leitura e a economia de todas    as formas de produ&ccedil;&atilde;o noticiosa online, onde a quest&atilde;o    da distrac&ccedil;&atilde;o e desmobiliza&ccedil;&atilde;o via conte&uacute;do    publicit&aacute;rio era tida como um exemplo, Fidler argumentava que o <i>focus</i>    generalizado nos formatos online, por parte das organiza&ccedil;&otilde;es noticiosas,    matava a imprensa escrita em papel e o seu produto principal.&nbsp;</p>     <p>Neste seguimento, para Nossek (et al., 2015), a ideia de que os jornais no    formato f&iacute;sico est&atilde;o a morrer, n&atilde;o &eacute; uma ideia exacta,    na medida em que os media impressos constituem ainda uma importante componente    do novo ecossistema comunicacional, o que fica a dever-se, sobretudo, &agrave;    resili&ecirc;ncia das publica&ccedil;&otilde;es em formato f&iacute;sico. Nossek    (et al., 2015), citando Sparks (1996), introduz alguma controv&eacute;rsia na    discuss&atilde;o sobre o futuro da impressa tradicional, referindo que &ldquo;quase    todos os cidad&atilde;os que t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o as potencialidades    das democracias no mundo contempor&acirc;neo percebem que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o,    e os jornais em particular, t&ecirc;m um papel indispens&aacute;vel&rdquo; (Sparks,    1996: 43, apud Nossek et al, 2015: 366). A esta fun&ccedil;&atilde;o social    positiva dos jornais, Sparks (1996) chamou de fun&ccedil;&atilde;o de esclarecimento    p&uacute;blico.</p>     <p>Para Sparks (1996), as vers&otilde;es online dos jornais n&atilde;o conseguem    assim fornecer a mesma fun&ccedil;&atilde;o de esclarecimento p&uacute;blico    como os media impressos, devido &agrave;s lacunas de acessibilidade (associada    em parte &agrave; dimens&atilde;o das literacias digitais) e diferen&ccedil;as    na oferta de conte&uacute;dos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m de Nossek (2015), outros autores, como o jornalista Jannarone    (2014), decidem posicionar-se no lado mais optimista da discuss&atilde;o. Jannarone,    no seu artigo de opini&atilde;o intitulado <i>&ldquo;Read all about it: Print    newspapers to survive!&rdquo;</i><sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    refere que, apesar de os jornais do futuro poderem vir a privilegiar na sua    grande maioria o formato digital, os jornais no formato f&iacute;sico continuar&atilde;o    a existir porque haver&aacute; sempre consumidores que preferem o papel aos    <i>tablets</i> e aos <i>smartphones</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise de dados secund&aacute;rios sobre o comportamento do sector    da imprensa escrita em papel, em Portugal</b></p>     <p>A an&aacute;lise aos dados extra&iacute;dos dos boletins informativos da APCT,    para 15 publica&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>,    denunciam um panorama nada animador para o sector da imprensa escrita em papel,    em Portugal. A <a href="#f1">Figura 1</a> convida-nos desde logo a uma reflex&atilde;o    sobre a intensidade do volume de perdas do n&uacute;mero de jornais impressos    vendidos. Com efeito, em 2008, o n&uacute;mero de exemplares m&eacute;dios vendidos    por m&ecirc;s situava-se nos 787.482. Em 2016, este valor passa pela primeira    vez a ser menor do que o meio milh&atilde;o de exemplares vendidos por m&ecirc;s,    registando em 2017 o seu valor mais baixo (418.864).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A tend&ecirc;ncia dos valores registados demonstra que a queda do n&uacute;mero    de jornais impressos vendidos tem sido progressiva, com um declive bastante    acentuado a partir do ano de 2011, o ano em que Portugal come&ccedil;ou a ser    intervencionado pela Troika<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>    e per&iacute;odo no qual todo o tecido social portugu&ecirc;s fica ref&eacute;m    das medidas de austeridade, com impacto nos sal&aacute;rios e no poder de compra    dos cidad&atilde;os.</p>     <p>Em termos percentuais, a queda do volume de jornais vendidos em Portugal entre    os anos de 2008 e 2017 consubstancia-se num decr&eacute;scimo de cerca de 47%    do volume total de vendas registadas em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro ano    em an&aacute;lise (2008), o que significa que, em dez anos, o n&uacute;mero    m&eacute;dio de jornais vendidos mensalmente &eacute; reduzido quase a metade.</p>     <p>Por outro lado, e apesar de a economia portuguesa ter come&ccedil;ado a registar    uma ligeira subida no ano de 2016<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>,    a melhoria dos indicadores econ&oacute;micos do pa&iacute;s n&atilde;o resultou    num aumento indirecto do n&uacute;mero de jornais vendidos no ano de 2017. Por    outras palavras, apesar de o comportamento da economia portuguesa ter oscilado    positivamente a partir de 2016, os valores de venda de jornais continuaram a    cair.</p>     <p>Analisando os dados obtidos para as v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es    em an&aacute;lise, podemos observar que, para o per&iacute;odo de dez anos (2008-2017),    todas as publica&ccedil;&otilde;es registam quedas substanciais do n&uacute;mero    de exemplares vendidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>At&eacute; 2011, contudo, h&aacute; algumas oscila&ccedil;&otilde;es positivas    no n&uacute;mero de exemplares vendidos de algumas publica&ccedil;&otilde;es    que refor&ccedil;aram esporadicamente, e com diferentes acentua&ccedil;&otilde;es,    o seu exerc&iacute;cio de vendas, como &eacute; o caso do Correio da Manh&atilde;,    Vis&atilde;o, S&aacute;bado, Di&aacute;rio Econ&oacute;mico e Jornal de Neg&oacute;cios    em 2009; Correio da Manh&atilde;, Vis&atilde;o, Di&aacute;rio Econ&oacute;mico    e Courrier Internacional em 2010; Jornal de Not&iacute;cias, Di&aacute;rio de    Not&iacute;cias e Jornal de Neg&oacute;cios em 2011. A partir do ano de 2011,    as &uacute;nicas oscila&ccedil;&otilde;es positivas registam-se na publica&ccedil;&atilde;o    Courrier Internacional.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08t2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>O n&uacute;mero de subidas no n&uacute;mero de exemplares vendidos anualmente    regista um total de 5 para o ano de 2009, 4 em 2010, 3 em 2011, 1 em 2015 e    1 em 2017. Todas as restantes 111 entradas s&atilde;o caracterizadas por descidas    em vendas.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; observa&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o    da circula&ccedil;&atilde;o impressa paga para o total das publica&ccedil;&otilde;es    analisadas, e com base no c&aacute;lculo das taxas de varia&ccedil;&atilde;o    anual, podemos constatar que, apesar de todos os anos apresentarem taxas de    varia&ccedil;&atilde;o negativa, &eacute; a partir de 2011 que estes valores    negativos mais se acentuam, a partir de dois focos principais, primeiro no ano    de 2012 e depois novamente a partir de 2016.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos n&uacute;meros globais registados para as tiragens,    e como resultado das estrat&eacute;gias de ajuste dos v&aacute;rios grupos e    t&iacute;tulos de imprensa, observamos uma queda semelhante &agrave; registada    para o volume de circula&ccedil;&atilde;o impressa paga.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f3.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No per&iacute;odo entre 2008 e 2017, o volume m&eacute;dio mensal de exemplares    impressos em circula&ccedil;&atilde;o caiu de 1.094.339 em 2008 para 682.917    em 2017 (valor mais baixo), queda essa que se traduz em menos 37,6% de exemplares    colocados em circula&ccedil;&atilde;o, como resposta dos grupos em fazer face    a uma queda do n&uacute;mero m&eacute;dio mensal de exemplares vendidos na ordem    dos 47%, durante o mesmo per&iacute;odo. A diminui&ccedil;&atilde;o do volume    de tiragens visa dar resposta e permitir o ajuste no n&uacute;mero de exemplares    colocados em circula&ccedil;&atilde;o, com base no exerc&iacute;cio de vendas    registado para o ano imediatamente anterior. Este decr&eacute;scimo do volume    de tiragens visa essencialmente ajustar a estrat&eacute;gia das diferentes publica&ccedil;&otilde;es    &agrave; dimens&atilde;o de procura no mercado e racionalizar os custos de produ&ccedil;&atilde;o    em fun&ccedil;&atilde;o dessa mesma procura.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08t4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave;s leituras para a evolu&ccedil;&atilde;o global do n&uacute;mero    m&eacute;dio mensal de tiragens, a partir do c&aacute;lculo das diferentes taxas    de varia&ccedil;&atilde;o, verificamos um comportamento bastante semelhante    &agrave;quele registado para a evolu&ccedil;&atilde;o da Circula&ccedil;&atilde;o    Impressa Paga, com dois picos de queda a estar associados aos anos de 2012 e    2017.</p>     <p>Os per&iacute;odos que decorrem entre os anos de 2011 e 2012, e 2016 e 2017,    s&atilde;o aqueles que registam uma queda mais acentuada no volume m&eacute;dio    mensal de tiragens dos t&iacute;tulos de imprensa considerados na an&aacute;lise.</p>     <p>De salientar novamente que o valor mais baixo entre todas as taxas de varia&ccedil;&atilde;o    anual das tiragens m&eacute;dias mensais de cada publica&ccedil;&atilde;o, &eacute;    obtido em 2017, o &uacute;ltimo ano em an&aacute;lise.</p>     <p>Ao analisarmos a <a href="#f5">Figura 5</a>, verificamos que o n&uacute;mero    de exemplares colocados em circula&ccedil;&atilde;o tende a ser ditado pelo    comportamento e desempenho das publica&ccedil;&otilde;es em termos de venda,    uma vez que a evolu&ccedil;&atilde;o destes dois indicadores tende a apresentar    alguma semelhan&ccedil;a na sua representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica com    base em declives semelhantes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f5.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O &Iacute;ndice de Efici&ecirc;ncia de Publica&ccedil;&atilde;o agrega duas    vari&aacute;veis: circula&ccedil;&atilde;o impressa paga e tiragem. Como referido    anteriormente, este indicador tenta mensurar o excesso que decorre entre o volume    de material impresso e o n&uacute;mero de exemplares vendidos. Por outras palavras,    o c&aacute;lculo deste &iacute;ndice &eacute; feito de acordo com o r&aacute;cio    entre n&uacute;mero de exemplares vendidos num determinado ano (Circula&ccedil;&atilde;o    Impressa Paga) e o n&uacute;mero de tiragens. Quanto mais este valor se aproxima    do 1, mais ideal se torna o cen&aacute;rio, uma vez que o contexto ideal &eacute;    aquele em que tudo aquilo que &eacute; produzido consegue ser escoado no mercado,    ou seja, vendido. Esta &eacute; a principal raz&atilde;o pela qual nos reportamos    a este &iacute;ndice como &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia, uma vez que quanto    menor for o excesso resultante das tiragens e das vendas, maior &eacute; a efici&ecirc;ncia    da publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este &iacute;ndice representa os ajustes que s&atilde;o feitos pelos grupos    de media detentores de publica&ccedil;&otilde;es no formato em papel, relativamente    ao comportamento no mercado das publica&ccedil;&otilde;es, nos anos imediatamente    anteriores &agrave; defini&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero m&eacute;dio de    tiragens para os anos seguintes.</p>     <p>A <a href="#t5">Tabela 5</a> d&aacute;-nos uma vis&atilde;o geral da evolu&ccedil;&atilde;o    deste &iacute;ndice ao longo de 10 anos. Para este c&aacute;lculo, foram recuperados    os valores referenciados nas <a href="#t1">Tabelas 1</a> e <a href="#t3">3</a>    deste artigo, num c&aacute;lculo que &eacute; obtido a partir da divis&atilde;o    entre Circula&ccedil;&atilde;o Impressa Paga e Tiragens.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08t5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Como podemos constatar, as leituras alargadas para o per&iacute;odo que decorre    entre 2008 e 2017 mostram-nos que todos os &iacute;ndices de efici&ecirc;ncia    diminuem para as v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es, com duas excep&ccedil;&otilde;es:    1) o Courrier Internacional, publica&ccedil;&atilde;o que apresenta os resultados    mais sustent&aacute;veis, tamb&eacute;m exemplificados em espor&aacute;dicas    subidas registadas para o n&uacute;mero m&eacute;dio mensal de exemplares vendidos,    como &eacute; o caso do ano de 2015; e 2) jornal i, cujos resultados p&oacute;s-2014    s&atilde;o influenciados pelo facto de a sua direc&ccedil;&atilde;o ter deixado    de divulgar dados relativos ao n&uacute;mero de vendas que s&atilde;o considerados    por estimativa e com base no &uacute;ltimo resultado divulgado pelo grupo.</p>     <p>Em resumo, este indicador &eacute; importante porque nos mostra a forma como    algumas publica&ccedil;&otilde;es conseguem ajustar de maneira mais eficiente    o volume de exemplares impressos &agrave;quilo que &eacute; o comportamento    do mercado e &agrave; dimens&atilde;o de procura.</p>     <p>Em termos globais, tal como exemplificado na <a href="#f6">Figura 6</a>, o    &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia global das publica&ccedil;&otilde;es agregadas    tem vindo a decrescer significativamente, especialmente depois do ano de 2011,    o que atesta a ideia de que todas as quebras do n&uacute;mero m&eacute;dio mensal    de exemplares vendidos s&atilde;o superiores a qualquer estimativa feita pelos    grupos detentores dos diferentes t&iacute;tulos de imprensa nas suas estrat&eacute;gias    para os diferentes anos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f6.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O ano 2029</p>     <p>Se, por exerc&iacute;cio de curiosidade, considerarmos que o comportamento    do sector da imprensa escrita tradicional em papel, durante os &uacute;ltimos    dez anos (2008-2017), se ir&aacute; manter para os anos subsequentes, numa taxa    de varia&ccedil;&atilde;o negativa de 47% no n&uacute;mero de vendas de jornais    durante o per&iacute;odo supramencionado, chegamos ao ano de 2029 como o ano    em que a venda total de jornais das publica&ccedil;&otilde;es agregadas consideradas    neste estudo atingir&aacute; o valor nulo. Este seria ent&atilde;o o ano em    que as 15 publica&ccedil;&otilde;es consideradas, todas juntas, deixariam de    vender um &uacute;nico exemplar por m&ecirc;s. Apesar de este resultado ser    meramente especulativo, uma vez que atribui um desempenho constante do sector    no mercado, a proximidade desta derradeira data alerta-nos principalmente para    a profunda vulnerabilidade de um sector que, todos os anos em Portugal, v&ecirc;    os seus indicadores de desempenho agravar-se. Para o sector da imprensa escrita    em papel, o forte desequil&iacute;brio e agudiza&ccedil;&atilde;o consubstanciados    nos valores discutidos &eacute; sobretudo o resultado das grandes migra&ccedil;&otilde;es    das audi&ecirc;ncias interactivas e participativas para o formato digital, numa    Era de h&iacute;per-informa&ccedil;&atilde;o online (Andrejevic, 2013) que condiciona    estrat&eacute;gias de monetiza&ccedil;&atilde;o dos grupos detentores de t&iacute;tulos    de imprensa paga em papel.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>O enfraquecimento do formato tradicional em papel como consequ&ecirc;ncia    do crescimento online da consulta de not&iacute;cias </b></p>     <p>Uma forma de avaliar as motiva&ccedil;&otilde;es dos consumidores de not&iacute;cias,    no que respeita &agrave; dimens&atilde;o de compra de jornais, passa por analisar    o m&oacute;dulo sobre apropria&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias do <i>Digital    News Report</i> de 2018. Os dados extra&iacute;dos deste inqu&eacute;rito mostram-nos    que, em Portugal, cerca de 68% dos inquiridos utilizadores de Internet n&atilde;o    compraram qualquer jornal no formato impresso, na semana anterior &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    do inqu&eacute;rito.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a08f8.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, e apesar de 91,2% dos utilizadores de Internet envolvidos no    estudo do <i>Reuters Institute for the Study of Journalism</i> considerarem    que consultam not&iacute;cias pelo menos uma vez por dia, 89,2% do total da    amostra declara n&atilde;o ter pago por qualquer conte&uacute;do noticioso online,    o que evidencia um tra&ccedil;o distintivo dos utilizadores portugueses de not&iacute;cias    que passaram a privilegiar nas suas dietas informativas a consulta gratuita    de conte&uacute;dos informativos no formato online, numa din&acirc;mica que    se distancia da consulta de not&iacute;cias no formato f&iacute;sico, historicamente    associada &agrave; compra do jornal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Apesar de termos confirmado que, em Portugal, as vendas de jornais impressos    t&ecirc;m assistido a um decl&iacute;nio continuado promovido pela migra&ccedil;&atilde;o    em grande escala dos p&uacute;blicos de not&iacute;cias para os dom&iacute;nios    online em multiformato, policentralidade, interac&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o,    alguns autores (Nossek, 2015) reconhecem o facto de esta n&atilde;o ser uma    discuss&atilde;o que se esgota na irrevogabilidade do fatalismo e pessimismo    hegem&oacute;nicos associados ao futuro da imprensa escrita tradicional. Para    alguns autores, a imprensa escrita no formato f&iacute;sico continuar&aacute;    sempre a existir pela sua simbiose com o ideal normativo de constru&ccedil;&atilde;o    democr&aacute;tica sustentado nas estruturas do jornalismo credenciado e sua    fun&ccedil;&atilde;o social positiva (Nossek, 2015; Sparks, 1996), e pelo simples    facto de que existir&aacute; sempre um n&uacute;mero significativo de leitores    que preferem o papel ao formato digital (Jannarone, 2014).</p>     <p>Para al&eacute;m disso, apesar de a mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica afectar    a imprensa escrita tradicional a um n&iacute;vel que n&atilde;o &eacute; sentido    por muitas outras ind&uacute;strias (Fl&aacute;vian, 2006), a cultura da p&aacute;gina    impressa, na qual o jornal no formato f&iacute;sico surge como o s&iacute;mbolo    maior do homem tipoGráfico (Mcluhan, 1972), passa h&aacute; quase um s&eacute;culo    por uma esp&eacute;cie de morte anunciada, primeiro com o surgimento da r&aacute;dio,    e, posteriormente, com o surgimento da televis&atilde;o (Brock, 2015), o que    introduz a ideia de que o fim da imprensa escrita em papel, na forma de axioma,    n&atilde;o &eacute; um exclusivo da contemporaneidade.<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a></p>     <p>Contudo, a corrente predominante na discuss&atilde;o do futuro da imprensa    escrita tradicional passa por reconhecer que os jornais no formato f&iacute;sico    migram e continuar&atilde;o a migrar no futuro, na sua plenitude ou de forma    preferencial, para os formatos digitais (Hjarvard, 2012; Barnhurst e Nerone,    2001; Tanikawa, 2017), o que explica o facto de o Di&aacute;rio de Not&iacute;cias<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>,    um dos 4 jornais de refer&ecirc;ncia em Portugal, ter passado a existir desde    Junho de 2018 (com excep&ccedil;&atilde;o dos domingos) em vers&atilde;o exclusivamente    online.</p>     <p>Da an&aacute;lise dos resultados para a circula&ccedil;&atilde;o impressa paga,    encontr&aacute;mos um sector em profunda crise, com as taxas de varia&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero m&eacute;dio mensal de exemplares vendidos por publica&ccedil;&atilde;o    a decrescer ao longo do per&iacute;odo em an&aacute;lise, de tal forma que,    se estiv&eacute;ssemos a falar de um sector com um desempenho de vendas constante    no mercado, o n&uacute;mero de jornais vendidos em 2029 seria igual a zero.    A acompanhar o decr&eacute;scimo das vendas de jornais, temos o volume de tiragens    ou de exemplares em circula&ccedil;&atilde;o que, resultando dos c&aacute;lculos    de ajustamento dos grupos detentores de jornais no formato em papel, a partir    do exerc&iacute;cio de vendas dos anos imediatamente anteriores &agrave;queles    em que se registam esses ajustamentos, representam tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o    muito assinal&aacute;vel do volume de exemplares impressos colocados em circula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os c&aacute;lculos para as taxas de varia&ccedil;&atilde;o anual do n&uacute;mero    m&eacute;dio mensal de jornais vendidos e colocados em circula&ccedil;&atilde;o    registam tamb&eacute;m dois per&iacute;odos de intensa queda dos valores registados:    o ano de 2012, que assinala o primeiro anivers&aacute;rio do per&iacute;odo    de austeridade no p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o Troika em Portugal, e    o ano de 2017, o &uacute;ltimo ano em an&aacute;lise.</p>     <p>Por outro lado, importa ressalvar que, de acordo com os resultados obtidos    para o &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia de publica&ccedil;&otilde;es que foi    criado, resulta a ideia de que cada vez &eacute; mais dif&iacute;cil aos grupos    detentores de t&iacute;tulos de imprensa no formato em papel, prever o comportamento    das publica&ccedil;&otilde;es para os diferentes anos que integram o ajuste    do n&uacute;mero de exemplares colocados em circula&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de exemplares vendidos no ano anterior, uma vez que este &iacute;ndice    de efici&ecirc;ncia das publica&ccedil;&otilde;es, salvo raras oscila&ccedil;&otilde;es,    como &eacute; o caso dos resultados obtidos para o Courrier Internacional, tem    registado diminui&ccedil;&otilde;es reveladoras, o que significa que o material    n&atilde;o escoado ou o excedente entre material impresso e material vendido,    &eacute; cada vez maior. Este excedente pode assim ser considerado como um sintoma    mais de um sector em constante agudiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, ao utilizarmos os dados relativos ao &uacute;ltimo <i>Reuters    Digital News Report</i>, 2018, cujos dados obtidos para o contexto portugu&ecirc;s    resultam de uma colabora&ccedil;&atilde;o entre o <i>Reuters Institute for the    Study of Journalism</i> e o OberCom, verific&aacute;mos que n&atilde;o s&oacute;    a grande maioria dos utilizadores de Internet em Portugal declara n&atilde;o    ter comprado qualquer jornal no formato f&iacute;sico na semana anterior &agrave;    realiza&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito, como uma mesma grande maioria    tende a consultar conte&uacute;dos informativos pelo menos uma vez por dia sem    pagar pelo acesso a not&iacute;cias, o que evidencia o tra&ccedil;o distintivo    dos novos p&uacute;blicos de not&iacute;cias em rede, orientados para a consulta    em gratuitidade.</p>     <p>O decr&eacute;scimo do n&uacute;mero de vendas de jornais em formato f&iacute;sico    parece ser o padr&atilde;o em diferentes geografias (Saperstein, 2014; Bothum,    2016). Um estudo Pew Research Center (2017) mostra-nos que, por exemplo nos    EUA, pa&iacute;s com uma forte tradi&ccedil;&atilde;o no sector da imprensa    escrita, a imprensa tradicional foi duramente atingida &agrave; medida que mais    e mais americanos passaram a consumir not&iacute;cias digitalmente. As receitas    financeiras e a base de assinantes neste setor est&atilde;o assim em decl&iacute;nio    desde o in&iacute;cio dos anos 2000. Assim, e como refere o estudo PwC assinado    por Deborah Bothum (et al, 2016: 1), &ldquo;em todo o mundo, os editores de    jornais e revistas esfor&ccedil;am-se no sentido de uma adapta&ccedil;&atilde;o    aos desafios e oportunidades apresentados pela ruptura digital e suas mudan&ccedil;as    econ&oacute;micas&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, esta forma determin&iacute;stica de olhar para o problema p&otilde;e    de parte as vantagens de uma an&aacute;lise transcultural, como aquela realizada    para o caso portugu&ecirc;s neste artigo. A ideia de que o sector da imprensa    escrita tradicional se desenrola de forma padronizada, &eacute; uma ideia err&oacute;nea    que s&oacute; &eacute; explicada &agrave; luz da forma determin&iacute;stica    e ocidentalizada de olhar para o jornalismo e para a imprensa. Com efeito, e    apesar de, no mundo ocidental, o jornal no formato f&iacute;sico ser hoje uma    &acute;amostra&acute; daquilo que foi outrora, em mercados como o da &Iacute;ndia,    a consulta de jornais em papel tem crescido todos os anos, como nos mostram    os dados do <i>World Press Trends Database</i> (2017), que assim refor&ccedil;am    a ideia de olhar para o sector da imprensa escrita de uma forma cuidada, cr&iacute;tica    e descentrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>APCT, Boletim Informativo (Jan/Dez 2008-2017).</p>     <!-- ref --><p>Barnhurst, K. G. (2010). Technology and the changing idea of news: 2001 U.S.    newspaper contente at the maturity of Internet 1.0. In International Journal    of Communication 4(2010). 1082-1099.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952606&pid=S1646-5954201800030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Barnhurst, K. G., &amp; Nerone, J. C. (1991). Design changes in U.S. front    pages, 1885&ndash;1985. Journalism Quarterly 68 (4), 796&ndash;804. <a href="https://doi.org/10.1177/107769909106800420" target="_blank">https://doi.org/10.1177/107769909106800420</a></p>     <!-- ref --><p>Barnes, C. (2012). Citizen Journalism vs traditional journalism: a case of    collaboration. JSTOR. Taylor and Francis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952609&pid=S1646-5954201800030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Beckett, C. (2008), Super Media &ndash; Saving Journalism so it can save the    world. Blackwell Publishing: USA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beckett, C. (2010), The Value of Networked Journalism. Polis Journalism and    Society: London School of Economics and Political Science: UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952612&pid=S1646-5954201800030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benkler, Y. (2006). The wealth of networks: How social production transforms    markets and freedom. Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952614&pid=S1646-5954201800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bothum, D., et al. (2016). Newspapers &amp; Magazines: transitioning from a    print past to a digital future: triggering new strategies and wide divergences    between markets. PwC. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.pwc.com/gx/en/entertainment-media/pdf/newspapers-and-magazines-outlook-article.pdf" target="_blank">https://www.pwc.com/gx/en/entertainment-media/pdf/newspapers-and-magazines-outlook-article.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952616&pid=S1646-5954201800030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brock, G. (2013). Out of Print: newspapers, journalism and the business of    news in the Digital Age. London: Kogan Page Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952617&pid=S1646-5954201800030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruns, A. (2005). Gatewatching: collaborative online news production. New York:    Peter Lang.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952619&pid=S1646-5954201800030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bryman, A. (2012). Social Research Methods. 4th edition. University of Oxford:    Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952621&pid=S1646-5954201800030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2002). A Sociedade em Rede. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste    Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952623&pid=S1646-5954201800030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <p>Columbia Journalism Review. Print is dead. Long live print. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.cjr.org/special_report/print_analog_comeback.php" target="_blank">https://www.cjr.org/special_report/print_analog_comeback.php</a></p>     <!-- ref --><p>Deuze, M. (2005). What is Journalism? Professional Identity and Ideology of    Journalists Reconsidered. Journalism, 6/4: 442.64. Sage Publications. <a href="https://doi.org/10.1177/1464884905056815" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1464884905056815</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952626&pid=S1646-5954201800030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Deuze, M. (2007). Media Work. Cambridge: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952627&pid=S1646-5954201800030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fenton, N. (2010). &ldquo;News in the Digital Age&rdquo;. In The Routledge    Companion to News and Journalism. Routledge: UK. P557.</p>     <!-- ref --><p>Fidler, R. F. (1997). Mediamorphosis: Understanding new media. London and New    York: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952630&pid=S1646-5954201800030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Flavi&aacute;n, C. &amp; Gurrea, R. (2006). The Impact of the Internet on press    sector: New possibilities of digital press versus traditional press. In Journal    of Internet Banking and Commerce 11(3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952632&pid=S1646-5954201800030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Freire, F. C. (2011). El nuevo Escenario Medi&aacute;tico. Comunicaci&oacute;n    social ediciones y publicaciones: Sevilla.</p>     <p>Giddens, A. (1991), The consequences of modernity. Polity Press: Cambridge.</p>     <p>Giddens, A. (2000). Runaway world. Routledge: New York.</p>     <p>Gonz&aacute;lez, A. L. &amp; Robles, F.A. (2017). Mediamorfosis. Perspectivas    sobre la innovaci&oacute;n en periodismo. XXIII Congreso Internacional de la    Sociedad Espa&ntilde;ola Period&iacute;stica.</p>     <!-- ref --><p>Gronemeyer, M.E. (2013). La Digitalizaci&oacute;n y sus efectos sobre las pr&aacute;cticas    y produtos period&iacute;sticos en Chile. In Palabra Clave, vol6, no1. DOI:    10.5294/pacla.2013.16.1.4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952638&pid=S1646-5954201800030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hjarvard, S. (2012). <i>&ldquo;The study of news production.&rdquo;</i> In    Jensen, Klaus Bruhn (ed.). A Handbook of media and communication research: qualitative    and quantitative methodologies. London and New York: Routledge.</p>     <p>Jannarone, J. (2014). Read all about it: Print newspapers to survive! In CNBC.    Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.cnbc.com/2014/10/03/read-all-about-it-print-newspapers-to-survive.html" target="_blank">https://www.cnbc.com/2014/10/03/read-all-about-it-print-newspapers-to-survive.html</a></p>     <p>Jenkins, H. (2006) Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. New    York University Press: New York.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Karlsson, M. (2011). The immediacy of online news, the visibility of journalistic    processes and a restructuring of journalistic authority. In Journalism, vol12,    issue 3. <a href="https://doi.org/10.1177/1464884910388223" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1464884910388223</a>&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952642&pid=S1646-5954201800030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>K&uuml;ng, L. (2013). &ldquo;Innovation, Technology and Organisational Change.    Legacy Media&rsquo;s Big Challenges. An Introduction&rdquo;. In Media Innovations:    A multidisciplinary study of change. NORDICOM: University of Gothenburg.</p>     <!-- ref --><p>Lewis, S. C. (2012). The Tension between professional control and open participation:    Journalism and its boundaries. In Information, Communication &amp; Society.    Vol. 15, No 6. <a href="https://doi.org/10.1080/1369118X.2012.674150" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369118X.2012.674150</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952645&pid=S1646-5954201800030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martell, L. (2017). The Sociology of Globalization. Polity Press: UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952646&pid=S1646-5954201800030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McLuhan, M. (1972). A Gal&aacute;xia de Gutenberg: a forma&ccedil;&atilde;o    do homem tipoGráfico. Companhia Editorial Nacional. Editora da Universidade    de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952648&pid=S1646-5954201800030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nossek, H. &amp; Adoni, H. &amp; Nimrod, G. (2015). Is Print Really Dying?    The State of Print Media use in Europe. In International Journal of Communication    9, 365-385.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952650&pid=S1646-5954201800030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pavlik, J. V. (1997). The Future of Online Journalism: A Guide to Who ´s Doing    What. Columbia Journalism Review, Julho/Agosto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952652&pid=S1646-5954201800030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pew Research Center, 2017. Newspapers Fact Sheet. Consultado em 24 de Maio    de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.journalism.org/fact-sheet/newspapers/" target="_blank">http://www.journalism.org/fact-sheet/newspapers/</a></p>     <!-- ref --><p>Queuniet, V., et al. (2011). Les entreprises de presse face aux &eacute;volutions    num&eacute;riques. D&eacute;l&eacute;gation G&eacute;n&eacute;rale &agrave;    L&acute;emploi et &agrave; la formation professionnelle.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952655&pid=S1646-5954201800030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>S&aacute;daba, C. (2016), &ldquo;La gesti&oacute;n de la innovaci&oacute;n    tecnol&oacute;gica en las empresas de medios: El caso de los &ldquo;Labs&rdquo;,    en VVAA La prensa digital en Espa&ntilde;a, 2016, Institute for Media and Entertainment    y Carat, Madrid; pp.139-148.</p>     <!-- ref --><p>S&aacute;daba, C. (2016), La innovaci&oacute;n y los cibermedios: los labs.    En S&aacute;daba, Charo, Garc&iacute;a Avil&eacute;s, Jos&eacute; Alberto y    Mart&iacute;nez Costa, Maria Pilar (coords) (2016), Innovaci&oacute;n y desarrollo    de los cibermedios en Espa&ntilde;a, pp. 41-49, Eunsa, Pamplona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952658&pid=S1646-5954201800030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>S&aacute;daba, C. (2016), Los &lsquo;labs&rsquo; de medios en Espa&ntilde;a:    modelos y tendencias. En Casero-Ripoll&eacute;s, Andreu, Periodismo y democracia    en el entorno digital, pp.149-164, Sociedad Espa&ntilde;ola de Period&iacute;stica,    Salamanca.</p>     <p>Saperstein, T. (2014). The future of print: newspapers struggle to survive    in the age of technology. Harvard Political Review. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://harvardpolitics.com/covers/future-print-newspapers-struggle-survive-age-technology/" target="_blank">http://harvardpolitics.com/covers/future-print-newspapers-struggle-survive-age-technology/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shoemaker, P. J. &amp; Vos, T.P. (2009). Gatekeeping Theory. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952662&pid=S1646-5954201800030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Singer, J. B. (2008). The journalist in the Network. A Shifting Rationale for    the Gatekeeping Role and the Objectivity Norm. Tripodos 23, 61-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952664&pid=S1646-5954201800030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Singer, J. B. (2011). Participatory Journalism: Guarding Open Gates at Online    Newspapers. Wiley-Blackwell: UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952666&pid=S1646-5954201800030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Singer, J. B. (2010). <i>&ldquo;Journalism in the Network&rdquo;</i>. In The    Routledge Companion to News and Journalism. Routledge: UK. P557.</p>     <p>Sparks, C. (1996). Newspapers, the Internet and democracy. Javnost&mdash;The    Public, 3 (3), 43&ndash;57.</p>     <!-- ref --><p>Steensen, S. (2016), The Intimization of Journalism, chapter 8, p115. In Hermida    et al (ed) (2016), The Sage HandBook of Digital Journalism. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952670&pid=S1646-5954201800030000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Storstul, T. &amp; Krumsvist, A. H. (2013). "What is Media Innovation?". In    Media Innovations: A Multidisciplinary Study of Change. NORDICOM: University    of Gothenburg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952672&pid=S1646-5954201800030000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tanikawa, M. (2017). What Is News? What Is the Newspaper? The Physical, Functional,    and Stylistic Transformation of Print Newspapers, 1988&ndash;2013. In International    Journal of Communication. 11(2017), 3519&ndash;354.</p>     <!-- ref --><p>Van den Bulck, et al. (2018). Public Service Media in the networked society.    What society? What Network? What Role? In Lowe, Gregory Ferrell, Hilde Van den    Bulck &amp; Karen Donders (eds.). Public Service Media in the Networked Society.    Ripe 2017. NORDICOM: University of Gothenburg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952675&pid=S1646-5954201800030000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van der Haak, B. &amp; Parks M. &amp; Castells, M (2012). The future of Journalism:    Networked Journalism. In International Journal of Communication 6: 2923-2938.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952677&pid=S1646-5954201800030000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Dijck, J. (2013). The culture of connectivity: A critical history of social    media. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=952679&pid=S1646-5954201800030000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>World Press Trends Database (2017). Consultado em 2 de Maio de 2018. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.wptdatabase.org/world-press-trends-2017-facts-and-figures" target="_blank">http://www.wptdatabase.org/world-press-trends-2017-facts-and-figures</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Este artigo foi escrito com    o apoio financeiro da FCT (Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    &ndash; Portugal), contemplado na bolsa individual de doutoramento com a refer&ecirc;ncia    SFRH/BD/131338/2017</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Este per&iacute;odo &eacute;    particularmente importante na an&aacute;lise das grandes transforma&ccedil;&otilde;es    do tecido social portugu&ecirc;s, com impacto nos mercados de trabalho e nas    ind&uacute;strias de produ&ccedil;&atilde;o, por representar um per&iacute;odo    em que Portugal passa pelo impacto da crise do <i>subprime</i> e das d&iacute;vidas    soberanas, assim como por um per&iacute;odo alargado de processos de ajustamento    e de austeridade.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> <a href="https://www.cjr.org/special_report/print_analog_comeback.php" target="_blank">https://www.cjr.org/special_report/print_analog_comeback.php</a></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <a href="https://www.cnbc.com/2014/10/03/read-all-about-it-print-newspapers-to-survive.html" target="_blank">https://www.cnbc.com/2014/10/03/read-all-about-it-print-newspapers-to-survive.html</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Correio da Manh&atilde;, Jornal    de Not&iacute;cias, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, P&uacute;blico, i, Expresso,    Sol, Vis&atilde;o, S&aacute;bado, Di&aacute;rio Econ&oacute;mico, Jornal de    Neg&oacute;cios, Jornal Econ&oacute;mico, Record, O Jogo, e Courrier Internacional.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Comiss&atilde;o Europeia,    o BCE e o FMI</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia-portuguesa-cresceu-14-em-2016" target="_blank">https://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia-portuguesa-cresceu-14-em-2016</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Circula&ccedil;&atilde;o Impressa    Paga = Soma das assinaturas + vendas + vendas em bloco</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> <a href="https://www.publico.pt/2018/06/15/sociedade/noticia/diario-de-noticias-abandona-edicao-papel-a-semana-e-so-estara-nas-bancas-aos-domingos-1834437" target="_blank">https://www.publico.pt/2018/06/15/sociedade/noticia/diario-de-noticias-abandona-edicao-papel-a-semana-e-so-estara-nas-bancas-aos-domingos-1834437</a></p>      ]]></body><back>
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